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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2"><b>RECENSÃO</b></font></p>     <p><font size="4"><b>Beck, Ulrich</b></font></p>     <p><font size="3"><b>A Metamorfose do Mundo: Como as Alterações Climáticas estão    a Transformar a Sociedade,</b></font></p>     <p>Lisboa, Edições 70, 2017, 269 pp.</p>     <p>ISBN 9789724419206</p>     <p><b>João Carlos Sousa*</b></p>     <p>* CIES, ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa, Avenida das Forças Armadas    - 1649-026 Lisboa, Portugal, <a href="mailto:joao.carlos.sousa@iscte-iul.pt">joao.carlos.sousa@iscte-iul.pt</a>.</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p>A metáfora da metamorfose tem de certo modo um já longo percurso nas ciências    sociais. Recordemos que Karl Marx (2017 [1863]) recorre a esta para se referir    à transfiguração do capital circulante numa economia capitalista. Mais recentemente,    no início do século XX, Franz Kafka (2017 [1912]) utilizou-a para satirizar    o crescente individualismo das sociedades em rápida urbanização.</p>     <p>A obra <i>A Metamorfose do Mundo: como as Alterações Climáticas estão a Transformar    a Sociedade</i> insere-se na longa linha teórica e conceptual seguida por Ulrich    Beck. Ao longo do seu trajeto científico trouxe-nos poderosos contributos pautando    o debate teórico das últimas décadas do século XX (Beck, 2006 e Beck, Giddens    e Lash, 2000) e inicio do novo milénio (Beck, 2003 e 2013).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em termos orgânicos, a obra estrutura-se em 12 capítulos assimetricamente distribuídos    por três partes. Na primeira - <i>Introdução, provas e teoria</i> - o autor    alemão leva a cabo o enquadramento contextual e teórico da metamorfose. Nela    (1.º capítulo) procura distinguir conceptualmente a metamorfose de outros dois    conceitos com longa tradição sociológica: transformação e mudança social. De    seguida (2.º capítulo) ilustra este processo com o caso das alterações no domínio    da maternidade e paternidade. No 3.º capítulo o autor alega que a &ldquo;(&hellip;) metamorfose    significa que as alterações climáticas têm que ver com os seres humanos a determinarem    a direção da evolução planetária e social - não por intenção, mas pela política    dos efeitos secundários ou pela política do dano normalizado&rdquo; (2017, p. 60).    Para rematar a primeira parte, Beck critica a forte linearidade temporal e o    evolucionismo existente na teoria social contemporânea, argumentando que esta    linearidade assenta na colonização da cultura por parte do passado e do presente.    Com efeito, identifica três distintas formas de mudança histórica: a era Axial,    a Revolução Francesa e a transformação colonial.</p>     <p>A segunda parte é iniciada com um capítulo dedicado à metamorfose da noção    de classe social em classe de risco. Esta dá-se em três dimensões: crítica ao    nacionalismo metodológico por via do Estado-nação; registo pormenorizado dos    fracassos quando os males transbordam as fronteiras do Estado-nação, no fundo    a política da invisibilidade excluindo os excluídos; e finalmente a passagem    da classe social para a &ldquo;classe do antropoceno&rdquo;, isto é, a passagem de uma perspetiva    das desigualdades à escala nacional para uma visão mais global da distribuição    dos recursos e sobretudo dos riscos pelas diversas regiões planetárias. Beck    dedica o 6.º capítulo à discussão da metamorfose do poder e da política. Para    tal, elenca um conjunto de questões que abordam as instituições sociais, o quadro    normativo, as práticas e atores sociais. Concluindo nos seguintes termos &ldquo;as    relações de definição tornam-se expostas e politizadas com cada catástrofe que    nos lembra da globalidade da sociedade de risco e quando a lógica dos riscos    globais permeia a experiência quotidiana&rdquo; (2017, p. 145). A definição de <i>catastrofismo    emancipatório</i> é o alvo central do 7.º capítulo. De forma sucinta poder-se-á    definir como o momento em que são produzidos novos horizontes normativos que    visam a substituição do panorama normativo nacional pelo cosmopolita. Neste    âmbito, o furacão Katrina é dado como exemplo de um momento em que foram visíveis    os limites dos horizontes normativos ancorados na noção de Estado-nação, metamorfoseando-se    em horizontes normativos baseados no conceito de justiça global. Os <i>choques    antropológicos</i> são deste modo, concebidos a partir de uma tripla dimensão:    novas maneiras de estar no mundo; nova forma de ver o mundo; nova forma de fazer    política.</p>     <p>No 8.º capítulo, Beck baliza a centralidade da comunicação ao declarar taxativamente    que &ldquo;não há metamorfose sem comunicação: a comunicação sobre a metamorfose é    constitutiva da metamorfose&rdquo; (2017, p. 161). As imagens mediatizadas de catástrofes    concorrem para aquilo que é percebido como um <i>choque antropológico</i>. Com    efeito, os <i>media</i> ao filtrarem, ao canalizarem, ao dramatizarem e ao banalizarem,    contribuem para uma espécie de catarse social, e deste modo, para a emergência    de uma nova ética do &ldquo;nunca mais&rdquo;. A perceção dos riscos/males globais leva    à eclosão de públicos globais potenciando a metamorfose do campo comunicacional.    Em síntese, Beck sintetiza a metamorfose dos meios de comunicação em três vertentes:    categórica - &ldquo;males públicos&rdquo; é o foco de atenção; institucional - competição,    sobreposição ou interpenetração entre os &ldquo;velhos&rdquo; <i>mass</i> <i>media</i> e    os novos meios de comunicação digitais; normativa - metamorfose do modo como    os &ldquo;bens&rdquo; são percebidos como &ldquo;males&rdquo; e como estes passam a ser entendidos como    &ldquo;bens&rdquo;.</p>     <p>Nesta linha de raciocínio, o 9.º capítulo é dedicado à esfera digital. Toda    a argumentação é realizada em torno do risco da vigilância feita pelos Estados    e grandes interesses privados sobre os cidadãos, ilustrando com as revelações    feitas por Edward Snowden. Beck (2017, p. 187) vislumbra a emergência de uma    nova categoria social - <i>intelligentsia digital</i> que &ldquo;(&hellip;) utiliza a cosmopolitização    digital como recurso de poder para remodelar o mundo&rdquo;, contudo não fica claro    o papel que o autor lhe atribui na esfera digital. Para fechar o capítulo são    elencadas quatro manifestações da metamorfose da ordem social e política: (1)    metamorfose dos modos de existência; (2) &ldquo;estado de vigilância&rdquo; baseado no princípio    de &ldquo;recolher tudo&rdquo;; (3) revelações públicas de Snowden tornam visível o invisível;    e finalmente (4) a emergência de um novo horizonte de ação cosmopolita alternativo.</p>     <p>Com a expressão &ldquo;jogos de metapoder da política&rdquo; (10.º capítulo) Beck sublinha    a existência de um intenso entrelaçamento impulsionando a metamorfose das regras    com que se rege a esfera política. Beck (2017, pp. 191-197) a partir do exemplo    das convulsões políticas internas na União Europeia ilustra a metamorfose do    poder, ao passar predominantemente dos Estados-nação para o Presidente da Comissão    Europeia, que passa a depender do Parlamento Europeu e da Comissão Europeia.    Um segundo exemplo da transmutação do poder e do modo como ele é negociado e    renegociado entre Estados-nação, no contexto mais vasto das relações internacionais,    é dado através do modo como a China tem vindo nas últimas décadas a relacionar-se    interna e externamente, relativamente à questão das alterações climáticas. Recorrendo    ao estudo do <i>People´s Daily</i> como voz pública do Partido Comunista chinês,    Beck (2017, p. 199) ilustra que o horizonte normativo da política climática    já se metamorfoseou e alastrou globalmente.</p>     <p>No penúltimo capítulo (11.<b>º) </b>as cidades são o epicentro da metamorfose    mundial. De forma sucinta, o argumento passa por entender os grandes centros    urbanos, como tendo a capacidade mediadora entre Estados e metamorfose global    e, desta forma, serem o palco privilegiado de atores individuais, ONGs e também    de políticas públicas ao nível municipal capazes de mitigar a incapacidade dos    Estados-nação assumirem a liderança política da transição para uma economia    verde, por exemplo. É em contexto urbano que se dá a transfiguração das &ldquo;velhas&rdquo;    clivagens, para além da transformação dos papéis entre antigos beligerantes,    metamorfoseando-se em parceiros. Neste rol de metamorfoses, também o trânsito    está a alterar-se: &ldquo;aquilo que estamos a testemunhar no espaço das políticas    climáticas urbanas é um <i>processo transnacional de geração de norma</i>&rdquo; (2017,    218 itálico do original). Em síntese &ldquo;sugiro que as cidades mundiais são os    principais lugares onde os choques dos riscos globais se tornam questões de    experiência e política quotidiana&rdquo; (2017, pp. 224-225).</p>     <p>O último capítulo foi reservado para a metamorfose das relações dentro da família.    À luz de um conceito de socialização reconfigurado, as gerações mais velhas    deixam de ter o monopólio da inculcação de valores e normas, e pelo contrário    as gerações digitais passam a ter um papel mais ativo nesse processo. O conflito    geracional dá-se dentro da família, questionando-se a hierarquia e a autoridade.    É um processo que se assume como subtil e sub-reptício. Neste sentido, a internet    arroga-se como um repositório de memória de todas as memórias coletivas (Beck,    2017, p. 235). Na parte final, uma secção é dedicada à metamorfose da desigualdade,    que se expressa das seguintes formas: assiste-se à institucionalização de normas    de igualdade e, simultaneamente, ao aumento da desigualdade mesmo no interior    do Estado-nação e à diminuição dos recursos públicos que poderiam mitigar as    desigualdades. Neste contexto, a distribuição de males leva à emergência de    classes de risco, noções de risco e diferentes tipos de desigualdade. Desigualdades    que agora são pautadas pelas alterações climáticas que têm incorporadas: pobreza;    vulnerabilidade e ameaças (2017, p. 242).</p>     <p>Para concluir, apraz-nos sublinhar alguns aspetos relevantes quer em registo    de crítica, quer de relevância da obra em apreço:</p>     <p>(1)&#8194;Beck dá continuidade e aprofundamento ao seu projeto teórico e conceptual    trilhado nas décadas anteriores sobre a Sociedade de Risco. Neste sentido esclarece    que a metamorfose não trata &ldquo;(&hellip;) dos efeitos secundários negativos dos bens,    mas dos efeitos secundários positivos dos males, como o momento da metamorfose    cosmopolita desencadeada pela Segunda Guerra Mundial&rdquo; (2017, p. 148). Existe,    com efeito, neste raciocínio encadeado, uma intensa necessidade de dar continuidade    à teoria do risco global, passando o seu foco para as consequências positivas    dos efeitos secundários da distribuição dos males/riscos.</p>     <p>(2)&#8194;Trata-se de uma visão/proposta cosmopolita relativamente à transformação    das velhas estruturas estatais e nacionais em instituições de âmbito global    e cosmopolita. Neste ponto, sente-se o apelo de Beck cientista social, mas por    outro lado, de ativista social e político.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>(3)&#8194;O autor alemão parece sensível aos comentários feitos por alguns    autores críticos da sua obra, encetando um diálogo com estes, mormente com Gross    (2016) que advoga o necessário recurso a uma teoria do não-conhecimento pondo    a descoberto a incompletude da teoria do risco e particularmente da conceptualização    de <i>instituições zombie</i>. Ao longo de toda a obra Beck nunca evoca este    conceito. A sua abordagem passa por frisar a forte ancoragem nacional de algumas    instituições, como é o caso do Estado-nação. Este é um caso de Instituição que    funciona de modo disfuncional. Esta aparente dualidade expressa-se em face de    uma crescente disjunção entre expectativas e problemas derivados daquilo a que    optou por designar como &ldquo;novos horizontes normativos&rdquo; - metamorfose institucional.</p>     <p>(4)&#8194;A conceção de <i>política da invisibilidade</i> é um indício de diálogo    de Beck com os seus críticos e a necessidade de mitigar o não-conhecimento no    estudo e abordagem do risco. A política da invisibilidade tem como principais    promotores os Estados-nação, mas também grupos de peritos, de modo a manterem    e reproduzirem as posições de poder. Contudo, na fase da metamorfose social,    a política da invisibilidade enfrenta o poder dos meios de comunicação social,    incluindo sobretudo os <i>media</i> digitais. Estes, através da mediatização    e difusão de representações dos factos e realidades distantes, assumem um papel    relevante na metamorfose: &ldquo;sem informação providenciada pelos <i>media</i> e    outras instituições sociais, os cidadãos não estão sequer cientes do risco para    a sua vida e para as vidas dos seus filhos e vizinhos&rdquo; (Beck, 2017, p. 128).    Os <i>media</i> assumem deste modo um papel preponderante no combate ao desconhecimento    manufaturado.</p>     <p>(5)&#8194;Finalmente, apraz-nos afirmar que, com esta obra, Ulrich Beck tem    o condão de mapear e caracterizar de forma arguta, aqueles que já são - e nas    próximas décadas poderão vir a ser - os domínios da atividade social e política    em plena ebulição e que por isso têm o potencial suficiente para pautarem a    almejada metamorfose social. Sucintamente, diríamos que esses domínios da atividade    social são: (1) ambiente, por via das alterações climáticas, (2) da comunicação    e os novos <i>media</i> socias digitais, que são componentes nevrálgicos da    política da invisibilidade e, por último, (3) da intensificação da presença    do conhecimento científico e o modo como este é incorporado nas diversas esferas    sociais e políticas. Todos estes vetores constituem-se como &ldquo;promotores da convulsão&rdquo;    das Instituições sociais vigentes, convergindo para a arena política e cultural,    enquanto derradeiras plataformas onde se metamorfoseiam.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</b></p>     <!-- ref --><p>BECK, U. (2003 [2002]), <i>La Individualización. El individualismo institucionalizado    y sus consecuencias sociales y políticas</i>, Barcelona, Ediciones Paidós Ibérica.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=108276&pid=S0003-2573201900010001400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>BECK, U. (2006 [1986]), <i>La Sociedad del Riesgo Hacia una Nueva Modernidad</i>,    Barcelona.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=108278&pid=S0003-2573201900010001400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>BECK, U. (2013 [2012]), <i>A Europa de Maquiavel a &ldquo;Merkievel&rdquo;: Estratégias    de Poder na Crise do Euro</i>, Lisboa, Edições 70.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>BECK, U. (2017 [2016]), <i>A Metamorfose do Mundo: Como as Alterações Climáticas    estão a Transformar a Sociedade</i>, Lisboa, Edições 70.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=108281&pid=S0003-2573201900010001400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>BECK, U., GIDDENS, A., LASH, S. (2000 [1994]), <i>Modernização</i><i> Reflexiva:    Política, Tradição, e Estética no Mundo Moderno</i>, Oeiras, Celta Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=108283&pid=S0003-2573201900010001400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>GROSS, M. (2016), &ldquo;Risk as zombie category: Ulrich Beck’s unfinished project    of the ‘non-knowledge’ society&rdquo;. <i>Security Dialogue</i>, 47(5), pp. 386-402.</p>     <!-- ref --><p>KAFKA, F. (2017 [1912]), <i>A Metamorfose</i>, Lisboa, Presença.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=108286&pid=S0003-2573201900010001400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MARX, K. (2017 [1863]), <i>O Capital</i>, Lisboa, Edições 70.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=108288&pid=S0003-2573201900010001400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>SOUSA, J.&#8197;C. (2019), <i>Recensão </i>&ldquo;<i>A Metamorfose do Mundo: Como    as Alterações Climáticas estão a Transformar a Sociedade,</i> Lisboa, Edições    70, 2017&rdquo;. <i>Análise Social</i>, 230, LIV (1.º), pp. 207-212.</p>     ]]></body>
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