<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0003-2573</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Análise Social]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Anál. Social]]></abbrev-journal-title>
<issn>0003-2573</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0003-25732019000300015</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.31447/AS00032573.2019232.15</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A Mediatização da Política na Era das Redes Sociais: Lisboa, Alêtheia Editores, 2017, 112 pp.]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Sousa]]></surname>
<given-names><![CDATA[João Carlos]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A1"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="AA1">
<institution><![CDATA[,ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa CIES ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Lisboa ]]></addr-line>
<country>Portugal</country>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>10</month>
<year>2019</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>10</month>
<year>2019</year>
</pub-date>
<numero>232</numero>
<fpage>649</fpage>
<lpage>653</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0003-25732019000300015&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0003-25732019000300015&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0003-25732019000300015&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri></article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2"><b>RECENSÃO</b></font></p>     <p><font size="4"><b>Figueiras, Rita</b></font></p>     <p><font size="3"><b>A Mediatização da Política na Era das Redes Sociais,</b></font></p>     <p>Lisboa, Alêtheia Editores, 2017, 112 pp.</p>     <p>ISBN 9789896229078</p>     <p><b>João Carlos Sousa*</b>    <br> <img src="/img/revistas/id_orcid.gif"> <a href="https://orcid.org/0000-0002-5529-4849">https://orcid.org/0000-0002-5529-4849</a></p>     
<p>* <a href="mailto:joao.carlos.sousa@iscte-iul.pt"></a> CIES, ISCTE-Instituto Universit&aacute;rio de   Lisboa. Av. das For&ccedil;as Armadas - 1649-026 Lisboa, Portugal. <a href="mailto:joao.carlos.sousa@iscte-iul.pt">joao.carlos.sousa@iscte-iul.pt</a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p>A <i>Mediatização da Política na Era das Redes Sociais</i> surge como o corolário de um já longo trajeto no domínio da comunicação política por parte de Rita Figueiras. Com este trabalho procede à atualização e sistematização de um conhecimento vertido em diversos trabalhos mais parcelares (2008; 2015), mas também em obras com campos de abordagem de pendor macroestrutural (2012; 2014). Recentemente aprofundou a reflexão em torno do comentário político televisivo (2019), chamando a atenção para a relevância destes espaços no ecossistema mediático português.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O tema da obra em análise gravita em torno do triângulo: sistema político, mediático e sociedade civil. A autora estabelece um nexo de causalidade entre as patologias da democracia (diminuição da confiança na política) e o acentuar das contradições entre a dimensão normativa e funcional da democracia (2017, p. 5),    <p> defendendo a emergência de três fontes de tensão: não cumprimento das expectativas de bem-estar; impotência do Estado; crescente hiato entre a adesão à democracia e o desempenho das instituições.</p>      <p>Através do conceito de <i>produsage</i> advoga que há uma crescente hibridez entre produtor e consumidor de conteúdos noticiosos na web 2.0. e são identificadas três posições teóricas relativamente à interação entre internet, participação política e democracia: <i>distópicas</i> - a internet é vista como meio de replicar as desigualdades existentes na democracia, criticando a ênfase dada à tecnologia; <i>otimistas</i> - argumentam que a tecnologia vem colmatar falhas estruturais dos regimes democráticos, através da interatividade; conetividade; horizontalidade; <i>síntese</i> - integração das potencialidades das tecnologias dentro dos constrangimentos estruturais (2017, pp. 8-9).</p>      <p>Os <i>media</i> sociais diversificaram os mecanismos extraparlamentares de escrutínio do poder ao desempenharem uma importante função de reconhecimento, contribuindo para a visibilidade e publicidade de determinadas questões. A relação entre política e jornalistas pauta-se pela ambivalência: cumplicidade e confronto. Na era da política 1.0 os políticos podiam controlar a sua visibilidade e ainda controlar os <i>media</i>. Na política 2.0 a tendência aponta para uma aproximação entre atores políticos e os <i>media</i>.</p>      <p>Alega que atravessamos uma época da mediatização, definindo-a como &ldquo;(&hellip;) meta-processo pelo qual as práticas quotidianas e as relações sociais nas sociedades contemporâneas são crescentemente moldadas pelos <i>media</i>, levando outras instituições e atores a usarem-nos como uma arena para as suas atividades&rdquo;. No campo dos <i>media</i> observa-se uma dupla transformação: consolidando-se como instituição social; contaminando as restantes esferas da atividade social. Recorrendo à teoria <i>neo-institucionalista</i> advoga que os <i>media</i> deverão ser &ldquo;(&hellip;) definidos como um conjunto de regras e rotinas que perpassam as diversas organizações de <i>media</i>&rdquo; (2017, pp. 11-12).</p>      <p>A mediatização da política assenta em três dimensões: produção de eventos; adaptação discursiva e gestão da visibilidade mediática. No seio da abordagem funcionalista pode-se entender a mediatização da política como consequência da especialização funcional. Em última análise pode-se alegar que existem maiores níveis de imbricamento entre as diversas instituições. A mediatização do sistema político pode ser tida como a resposta dos <i>media</i> face à incapacidade de tornar visível a sua atividade. A opinião pública surge, neste contexto, como o conceito charneira na ligação entre o sistema mediático e o sistema político. A opinião pública é definida como: &ldquo;o soberano &lsquo;secreto&rsquo; e a autoridade invisível da sociedade política&rdquo;. Concluindo que &ldquo;a mediatização da política refere-se, assim, às mudanças ao nível dos critérios de decisão e das racionalidades subjacentes à ação política&rdquo; (2017, pp. 14-15).</p>      <p>No primeiro capítulo, a autora começa por identificar os critérios de distinção entre a mediatização da política e o sistema político, permitindo-lhe caracterizar a lógica da política: valores, normas e regras. Apresenta duas formas de perspetivar a política: o poder é o fim último da política e os programas são os meios para o alcançar; o poder é um meio para o fim último de implementar políticas consonantes com um programa ideológico. A opção por uma delas tem implicações na definição das &ldquo;lógicas da política&rdquo;. Estas são operacionalizadas nos seguintes aspetos: processos; práticas; regime político; atividade política; estratégia política. Fatores distintivos da &ldquo;lógica da política&rdquo;: interesses; valores; recursos; legitimidade; instituições relevantes. Estas dimensões assumem distintos pesos mediante as idiossincrasias da sociedade (2017, pp. 20-21).</p>      <p>No plano político, uma das transformações passa pelo facto de os partidos deixarem de corresponder às clivagens sociais e políticas. &ldquo;Em seu lugar surgiu um tipo de política baseada em pacotes de políticas específicas propostas pelos partidos&rdquo; (2017, p. 22). A <i>Nova Política</i> dos partidos assenta em: &ldquo;política da confiança&rdquo;; ênfase no carácter e credibilidade dos atores políticos. &ldquo;Como forma de compensar isso, os partidos e os seus líderes passaram a retirar dividendos políticos das falhas de carácter (reais ou presumidas) dos seus oponentes e a violação dos códigos de conduta tornou-se uma arma cada vez mais eficaz na luta pela vantagem política&rdquo; (2017, p. 23), resultando na proliferação de escândalos políticos com visibilidade mediática. Critérios de julgamento dos atores políticos: integridade; credibilidade; capacidade (2017, p. 24). </p>      <p>Em consequência, as campanhas eleitorais tendem a enfatizar os traços éticos dos candidatos. Por seu turno, os oponentes tendem a explorar situações que ponham em causa a credibilidade dos opositores. Assistindo-se a uma forte correlação entre cobertura de escândalos e anos eleitorais. O escândalo político assume-se como componente da <i>Nova Política</i> - política da confiança (2017, p. 26).</p>      <p>O segundo capítulo &ldquo;A mediação da política&rdquo; começa ao postular a ideia de que a mediação política corresponde a um estádio inicial e de menor interferência e conexão dos <i>media</i> com a política. A mediação em antagonismo com a mediatização e/ou colonização da política diz respeito a um tipo de interferência muito limitada, no tempo e espaço, embora ela permita a desvinculação da publicidade e visibilidade da copresença dos atores políticos e das suas audiências. Até ao advento da imprensa escrita, a publicidade e a visibilidade eram indissociáveis, mas com a imprensa assistiu-se à sua dissociação. No final, a autora faz a distinção conceptual: &ldquo;a <i>mediação</i> descreve o acto concreto da comunicação através de um meio num contexto social específico, enquanto a <i>mediatização</i> se centra no plano das mudanças nas instituições sociais e culturais (a política, a justiça, a escola, o trabalho, entre outras) e nos modos de interação decorrentes do processo de mediatização&rdquo; (2017, p. 36). A mediatização assume-se enquanto etapa mais avançada da mediação, de forma a dar guarida à dinâmica transformadora que os <i>media</i> incutem às restantes estruturas sociais, e à política em particular.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O capítulo &ldquo;A mediatização da política&rdquo; começa por descrever o movimento de aproximação dos atores políticos à lógica dos <i>media</i> com a finalidade de controlá-los e obter &ldquo;boa imprensa&rdquo;. A partir da distinção de <i>mediatização simples</i> e <i>mediatização reflexiva</i> são explicados os contornos da primeira, através da qual são classificados os temas de interesse político (2017, p. 39).</p>      <p>Duas fases históricas de autonomização dos <i>media</i> e do jornalismo: opção por um estilo de escrita objetivo em detrimento do literário; distanciamento relativamente à esfera política. Defende ainda uma perspetiva homeostática sublinhando a estabilidade da estrutura mediática. A alteração numas das três componentes da lógica jornalística implica alteração em todas e na produção noticiosa (2017, p. 43). Na segunda metade do século XX assistiu-se à americanização do jornalismo: acentuar da componente comercial; aligeiramento editorial da atividade política; enfatizar das personagens e imagem. Por outro lado, existiram fatores internos de mudança no jornalismo: aumento da escolaridade dos jornalistas; expansão e concentração dos meios de comunicação social; maior especialização; incremento do recurso a sondagens.</p>      <p>A lógica dos<i> media</i> pode ser definida em torno de três eixos: incremento da competição comercial e económica; crescente afastamento relativamente à esfera política; aumento da tecnologia utilizada na produção e difusão de conteúdos noticiosos. A consequência mais visível é o modo como o jornalismo passou a enquadrar a política, como &ldquo;um jogo&rdquo; dando corpo à &ldquo;política de confiança&rdquo;, onde prolifera a cobertura de escândalos políticos, contribuindo para um crescente cinismo por parte dos consumidores ao enfatizarem os aspetos competitivos e estratégicos da política (2017, p. 53).</p>      <p>Na segunda secção é desenvolvido o conceito de <i>mediatização reflexiva</i>. Num esforço de aproximação à lógica dos <i>media</i>, os atores políticos iniciam <i>automediatização</i>, correspondendo &ldquo;(&hellip;) ao esforço que o sistema político e os atores políticos têm desenvolvido no sentido de dominar as regras que governam o acesso ao espaço público&rdquo; (2017, p. 60). Adequação do desempenho dos atores políticos aos padrões comerciais dos <i>media</i>: na imagem que os atores políticos projetam de si através da personalização da luta política; nas técnicas de dramatização; simplificação do discurso político. A mediatização reflexiva é deste ponto de vista a passagem de uma conduta reativa para um modo de lidar pró-ativo com os <i>media</i>.</p>      <p>Na última secção, discute-se a teoria da <i>política colonizada</i>, que consiste num estádio maior de evolução da relação entre os <i>media</i> e a política, assumindo-se a total dependência desta relativamente àqueles. A &ldquo;diferença entre a política mediatizada e a política colonizada é que, no primeiro caso, os atores políticos percebem os <i>media</i> como uma entidade externa à atividade política&rdquo; (2017, p. 70). As manifestações da colonização da política pelos <i>media</i> passam por: relativização do poder dos atores políticos; perda de qualidade no processo de decisão; seleção de estratégias que visem a resolução dos problemas e escolhas políticas. As consequências desta tendência assentam na compressão do tempo político; alteração dos temas e dossiês em debate; interiorização dos tempos mediáticos; redução da política às dimensões facilmente mediatizáveis; anúncios prévios de medidas políticas a tomar; política do tempo imediato; interferência dos <i>media</i> em círculos de negociação restrita; emergência do <i>info-entretenimento</i> e das <i>soft-news</i> e o novo papel da sátira no campo político. Em última instância falamos de <i>democracia dos media,</i> processo pelo qual se entende que &ldquo;(&hellip;) a natureza da política tem sido transformada como resultado do seu desejo insaciável de cumprir as regras e os códigos dos meios de comunicação <i>mainstream</i>&rdquo;, concluindo que &ldquo;neste novo regime as acções políticas são sistematicamente legitimadas pelo facto de se terem subjugado às regras do sistema dos <i>media</i>&rdquo; (2017, p. 84).</p>      <p>Embora se assista à crescente imbricação entre os <i>media</i> e política, a autora é taxativa ao concluir: &ldquo;(&hellip;) a incorporação da lógica dos <i>media</i> na ação política não deve, então, ser perspetivada como um fim em si mesmo, mas como um meio para outros objetivos&rdquo; (2017, p. 97).</p>      <p>Em conclusão, podemos realçar os seguintes aspetos do livro em análise: (1) <i>Singularidade e originalidade</i> - a obra procede a uma pertinente sinalização das principais teorias, bem como dos contributos conceptuais relevantes para a reflexão em torno das transformações ocorridas na área de interceção entre a política e os <i>media</i>. (2) <i>Linearidade</i> e <i>evolucionismo</i> - o desenvolvimento teórico indicia alguma rigidez na passagem dos vários estádios da relação entre política e os <i>media</i>, não considerando de forma veemente as idiossincrasias de cada país ou ecossistema mediático. (3) <i>Historicista</i> - embora não seja um dos objetivos, a obra percorre as fases históricas mais marcantes do jornalismo e dos <i>media</i> e as sucessivas transformações do papel destes na publicidade e visibilidade da esfera política. (4) <i>Redes sociais</i> - fica-se sem perceber de forma nítida a ligação do processo de mediatização da política com as redes sociais digitais. Investigações futuras encarregar-se-ão de propor um modelo que avalie o papel influenciador dos novos <i>media</i> sobre os atores e instituições políticas. (5) <i>Política de confiança</i> - conceito relevante no qual são sintetizadas algumas das <i>nuances</i> introduzidas pela aproximação da política aos <i>media</i> e que induzem a uma permanente avaliação de traços de carácter dos atores políticos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS   BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b> </p>     <p>FIGUEIRAS, R. (2008), &ldquo;O comentário político e a política do comentário&rdquo;. <i>In </i>M. L. Martins, e M. Pinto (orgs.), <i>Comunicação e Cidadania - Actas do 5.º Congresso da Associação Portuguesa de Ciências da Comunicação</i>, Braga, Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade, Universidade do Minho, pp. 111-132.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>FIGUEIRAS, R. (org.) (2012), <i>Os Media e as Eleições: Europeias, Legislativas e Autárquicas</i>, Lisboa, Universidade Católica Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=112245&pid=S0003-2573201900030001500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>FIGUEIRAS, R., ESPÍRITO SANTO, P. e CUNHA, I. F. (2014), <i>Democracy at Work: Pressure and Propaganda in Portugal and Brazil</i>, Coimbra, Imprensa da Universidade de Coimbra.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=112247&pid=S0003-2573201900030001500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>FIGUEIRAS, R. (2015), &ldquo;Anatomia do comentário: corrupção, noticiários e destinatários&rdquo;. In <i>Media e Jornalismo. Corrupção Política Media e Democracia</i>, 26(14), pp. 1-8.</p>     <!-- ref --><p>FIGUEIRAS, R. (2017), <i>A Mediatização da Política na Era das Redes Sociais</i>, Lisboa, Alêtheia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=112250&pid=S0003-2573201900030001500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>FIGUEIRAS, R. (2019), <i>O Efeito Marcelo: O Comentário Político na Televisão</i>, Lisboa, FFMS.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=112252&pid=S0003-2573201900030001500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[FIGUEIRAS]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O comentário político e a política do comentário]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Martins]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pinto]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Comunicação e Cidadania: Actas do 5.º Congresso da Associação Portuguesa de Ciências da Comunicação]]></source>
<year>2008</year>
<page-range>111-132</page-range><publisher-loc><![CDATA[Braga ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade, Universidade do Minho]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[FIGUEIRAS]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Os Media e as Eleições: Europeias, Legislativas e Autárquicas]]></source>
<year>2012</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Universidade Católica Editora]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[FIGUEIRAS]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[ESPÍRITO SANTO]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[CUNHA]]></surname>
<given-names><![CDATA[I. F.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Democracy at Work: Pressure and Propaganda in Portugal and Brazil]]></source>
<year>2014</year>
<publisher-loc><![CDATA[Coimbra ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Imprensa da Universidade de Coimbra]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[FIGUEIRAS]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Anatomia do comentário: corrupção, noticiários e destinatários]]></article-title>
<source><![CDATA[Media e Jornalismo. Corrupção Política Media e Democracia]]></source>
<year>2015</year>
<volume>26</volume>
<numero>14</numero>
<issue>14</issue>
<page-range>1-8</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[FIGUEIRAS]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[A Mediatização da Política na Era das Redes Sociais]]></source>
<year>2017</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Alêtheia]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[FIGUEIRAS]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[O Efeito Marcelo: O Comentário Político na Televisão]]></source>
<year>2019</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[FFMS]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
