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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Avaliação de dois porta-enxertos de videira in vitro introduzidos em meio de cultivo contendo alumínio]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The aluminum toxicity is the limiting factor of larger importance for the productivity of cultures in the world. In this sense, this work search to determine a method of evaluation of the behavior of 2 rootstock grapevine (Paulsen 1103 and Gravesac), in aluminum stressful conditions in vitro. After the disinfestations, the explants were inoculated in tubes containing 15 mL of culture medium DSD1. The cultures in vitro were transferred for growth rooms and maintained under temperature conditions of 25°C, photoperiod of 16 hours and luminous intensity of 40-45 &#956;mol.m-2.s-1. After the sterilization of culture medium, the doses of aluminum were added to the culture medium in camera and the pH values corrected for 4.0. Two experiments were implanted. In the first, the explants of two rootstock were placed directly in the DSD1 liquid with different Al concentrations, where were maintained for 60 days until the evaluation. In the second experiment, the explants were introduced in same culture medium, in the absence of aluminum. The experimental delineate was blocks, with six flasks containing three plants each one, in a total of seven treatments. Different behaviors were verified among the varieties, with relationship to aluminum concentrations. It was a negative correlation between activities of Al+3 and biomass production. The partition of carbon among the varieties was altered by the different aluminum concentrations.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p   align="center" ><B>Avalia&ccedil;&atilde;o de dois porta-enxertos de videira in vitro introduzidos    em meio de cultivo contendo alum&iacute;nio</b></p >     <P   align="center" ><b>Evaluation of two rootstock grapevine in vitro introduced in a culture medium    contend aluminum</b></P >     <P   align="center" >&nbsp;</P >     <p   align="center" >Stefan Lucius Burkhardt<Sup><a href="#1">1</a><a name="top1"></a></Sup>; Fab&iacute;ola    Villa<Sup><a href="#2">2</a><a name="top2"></a></Sup>; Aparecido Lima da Silva<Sup><a href="#3">3</a><a name="top3"></a></Sup>;    Moacir Pasqual<Sup><a href="#4">4</a></Sup><a name="top4"></a>. </p >     <p   align="center" ><Sup>1</Sup>Departamento de Agricultura (DAG), Universidade Federal de Lavras    (UFLA), Lavras, MG, Brasil. Caixa Postal 3037, CEP: 37200-000. </p >     <p   align="center" >E-mail: <a href="mailto:fvilla2003@libero.it">fvilla2003@libero.it</a>, <a href="mailto:mpasqual@ufla.br">mpasqual@ufla.br</a>  </p >     <p   align="center" ><I>(Manuscrito recebido em 14.05.09 . Aceite para publica&ccedil;&atilde;o em    05.11.09) </I> </p >     <p   align="center" >&nbsp;</p >         <P   align="center" ><B>RESUMO </b> </P >          <P   align="justify" >A toxidez de alum&iacute;nio &eacute; o fator limitante de maior import&acirc;ncia    para a produtividade das culturas no mundo. Neste sentido, este trabalho busca    determinar um m&eacute;todo de avalia&ccedil;&atilde;o do comportamento de 2    porta-enxertos de videira (Paulsen 1103 e Gravesac), em condi&ccedil;&otilde;es    estressantes de alum&iacute;nio <I>in vitro</I>. Ap&oacute;s a desinfesta&ccedil;&atilde;o,    os explantes foram inoculados em tubos de ensaio contendo 15 mL de meio de cultura    DSD1. As culturas <I>in vitro</I> foram transferidas para salas de crescimento    e mantidas sob condi&ccedil;&otilde;es de temperatura de 25&deg;C, fotoper&iacute;odo    de 16 horas e intensidade luminosa de 40-45 &mu;mol.m<Sup>-2</Sup>.s<Sup>-1</Sup>.    Ap&oacute;s a autoclavagem do meio de cultivo, as doses de alum&iacute;nio foram    adicionadas ao meio de cultura em c&acirc;mara de fluxo laminar e os valores    de pH corrigidos para 4,0. Foram implantados dois experimentos. No primeiro,    os explantes dos dois porta-enxertos foram colocados diretamente no meio de    cultura DSD1 l&iacute;quido com diferentes concentra&ccedil;&otilde;es de Al,    onde ficaram por um per&iacute;odo de 60 dias at&eacute; a avalia&ccedil;&atilde;o.    No segundo experimento, os explantes foram introduzidos em mesmo meio, na aus&ecirc;ncia    de alum&iacute;nio. O delineamento experimental utilizado foi inteiramente casualizado    composto por seis frascos, contendo tr&ecirc;s plantas cada um, num total de    sete tratamentos. Verificaram-se comportamentos distintos entre as variedades,    com rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s concentra&ccedil;&otilde;es de Al. Ocorreu    correla&ccedil;&atilde;o negativa entre atividades de Al<Sup>+3</Sup> e produ&ccedil;&atilde;o    de biomassa. A parti&ccedil;&atilde;o de carbono entre as variedades foi alterada    pelas diferentes concentra&ccedil;&otilde;es de alum&iacute;nio. </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<P   align="justify" ><B>Palavras-chave:</B> toxicicidade,Vitis spp., meio DSD1, cultura de tecidos.  </P >     <P   align="justify" >&nbsp; </P >         <P   align="center" ><B>SUMMARY </b></P >         <P   align="justify" >The aluminum toxicity is the limiting factor of larger importance for the productivity        of cultures in the world. In this sense, this work search to determine a        method of evaluation of the behavior of 2 rootstock grapevine (Paulsen 1103        and Gravesac), in aluminum stressful conditions <I>in vitro</I>. After the        disinfestations, the explants were inoculated in tubes containing 15 mL        of culture medium DSD1. The cultures <I>in vitro</I> were transferred for        growth rooms and maintained under temperature conditions of 25&deg;C, photoperiod        of 16 hours and luminous intensity of 40-45 &mu;mol.m<Sup>-2</Sup>.s<Sup>-1</Sup>.        After the sterilization of culture medium, the doses of aluminum were added        to the culture medium in camera and the pH values corrected for 4.0. Two        experiments were implanted. In the first, the explants of two rootstock        were placed directly in the DSD1 liquid with different Al concentrations,        where were maintained for 60 days until the evaluation. In the second experiment,        the explants were introduced in same culture medium, in the absence of aluminum.        The experimental delineate was blocks, with six flasks containing three        plants each one, in a total of seven treatments. Different behaviors were        verified among the varieties, with relationship to aluminum concentrations.        It was a negative correlation between activities of Al<Sup>+3</Sup>        and biomass production. The partition of carbon among the varieties was        altered by the different aluminum concentrations. </P >          <P   align="justify" ><B>Keywords:</B> toxicity, Vitis spp., culture medium DSD1, tissue culture. </P >     <P   align="justify" >&nbsp;</P >     <P align="center"   ><B>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O </b></P >          <P   >O alum&iacute;nio &eacute; o metal mais abundante e o terceiro elemento mais    comum na crosta terrestre, compreendendo aproximadamente 7% da sua massa total,    e em solos &aacute;cidos, sua toxicidez &eacute; o fator limitante de maior    import&acirc;ncia para a produtividade das culturas no mundo (Hartwig <i>et    al</i>., 2007). Os sintomas da toxicidez por alum&iacute;nio em vegetais muitas    vezes n&atilde;o s&atilde;o facilmente identificados. O sintoma mais expressivo    e t&iacute;pico da toxicidez por alum&iacute;nio, indicador do estresse, ocorre    na raiz que &eacute; o principal &oacute;rg&atilde;o afetado e tem o seu crescimento    inibido (Delhaize e Ryan, 1995). </P >     <P   >Na viticultura catarinense verificou-se, a partir de 1985, uma acentuada queda    de produtividade dos vinhedos e uma redu&ccedil;&atilde;o da &aacute;rea plantada,    o que representava cerca de 30% da &aacute;rea total. Entre v&aacute;rias causas,    estavam fatores nutricionais relacionados &agrave;s caracter&iacute;sticas dos    solos (Cordeiro, 2006). </P >     <P   >A partir de 1998/99, verifica-se uma revers&atilde;o do quadro pessimista que    dominava o setor vitivin&iacute;cola catarinense, com a expans&atilde;o da &aacute;rea    plantada. Para o plantio e a renova&ccedil;&atilde;o dos vinhedos catarinenses    existe uma grande demanda de mudas, principalmente de qualidade gen&eacute;tica    e sanit&aacute;ria comprovada (Desplobins e Silva, 2005). Portanto, o emprego    de gen&oacute;tipos adaptados &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es de solo &aacute;cido    conjuntamente com a adi&ccedil;&atilde;o de calc&aacute;rio e aduba&ccedil;&otilde;es    racionais, s&atilde;o estrat&eacute;gias de maior potencial para a utiliza&ccedil;&atilde;o    racional dos solos com elevados teores de alum&iacute;nio troc&aacute;vel (Kochian    et al., 2005). </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<P   >No entanto, poucos s&atilde;o os trabalhos sobre os efeitos   prejudiciais de solos &aacute;cidos, com alum&iacute;nio. Verificase   na literatura, a busca de estabelecer metodologias   vi&aacute;veis para analisar o comportamento de portaenxertos   de videira em condi&ccedil;&otilde;es de estresse por   alum&iacute;nio a campo (Fr&aacute;guas, 1999) e em solu&ccedil;&otilde;es   nutritivas (Can&ccedil;ado et al., 2009; Tecchio et al., 2006).   Visando elucidar as principais dificuldades da   introdu&ccedil;&atilde;o de novos gen&oacute;tipos, principalmente de   porta-enxertos, torna-se importante estudar a   micropropaga&ccedil;&atilde;o e o desenvolvimento de novas   metodologias de avalia&ccedil;&atilde;o de gen&oacute;tipos em condi&ccedil;&otilde;es   de estresse por alum&iacute;nio. Diversos autores (Silva e   Doazan, 1995; Predieri, 2001), indicam t&eacute;cnicas   biotecnol&oacute;gicas como m&eacute;todos alternativos,   confi&aacute;veis e r&aacute;pidos para viabilizar a sele&ccedil;&atilde;o e    a   multiplica&ccedil;&atilde;o da videira em larga escala.</P >          <P   >Assim, este trabalho buscou determinar um m&eacute;todo de avalia&ccedil;&atilde;o    do comportamento de porta-enxertos de videira, Paulsen 1103 e Gravesac, em condi&ccedil;&otilde;es    estressantes de alum&iacute;nio in vitro.</P >     <p   align="center" ><B>MATERIAL E M&Eacute;TODOS </b></p >     <P   align="justify" >Os porta-enxertos Paulsen 1103 (<I>Vitis rupestris x Vitis berlandieri</I>) e    Gravesac [161-49 (<I>Vitis riparia x Vitis berlandieri</I>) x 3309C (<I>Vitis    riparia x Vitis rupestris</I>)] foram provenientes da Esta&ccedil;&atilde;o    Experimental de Videira (EPAGRI), Videira (SC) e Fazenda Experimental de Caldas    (EPAMIG), Caldas (MG), respectivamente, sendo variedades introduzidas no Brasil    (Alvarenga et al., 2002). </P >     <P   align="justify" >As plantas matrizes foram mantidas em casa de vegeta&ccedil;&atilde;o, em condi&ccedil;&otilde;es controladas contra pat&oacute;genos, e submetidas &agrave; fertirriga&ccedil;&atilde;o com solu&ccedil;&atilde;o nutritiva para videira (Pouget, 1984). Para sele&ccedil;&atilde;o dos explantes, desinfesta&ccedil;&atilde;o, introdu&ccedil;&atilde;o e manuten&ccedil;&atilde;o <I>in vitro</I> foram utilizadas metodologias de cultura de tecidos para a videira (Galzy, 1985). Ap&oacute;s a desinfesta&ccedil;&atilde;o, os explantes foram inoculados em tubos de ensaio contendo 15mL de meio de cultura DSD1 (Silva e Doazan, 1995). </P >    <P   align="justify" >As culturas <I>in vitro</I> foram transferidas para salas de crescimento e mantidas sob temperatura de 25&deg;C, fotoper&iacute;odo de 16 horas e intensidade luminosa de 0,040-0,045 mM.m<Sup>-2</Sup>.s<Sup>-1</Sup>. A sustenta&ccedil;&atilde;o dos explantes no meio l&iacute;quido foi obtida por interm&eacute;dio da utiliza&ccedil;&atilde;o de segmentos de corti&ccedil;a previamente preparados e esterilizados. </P >     <P   align="justify" >Os tratamentos com alum&iacute;nio (Al) foram definidos com base nos seguintes    crit&eacute;rios: considerando-se que a concentra&ccedil;&atilde;o final de    Al na solu&ccedil;&atilde;o &eacute; fortemente dependente do pH, adotou-se    o valor 4,0 como padr&atilde;o. Outro aspecto observado foi a concentra&ccedil;&atilde;o    total de alum&iacute;nio encontrada naturalmente nos solos &aacute;cidos (0-0,35mM),    podendo em casos especiais, atingir 1mM (Adams e Moore, 1983). Para corrigir    as &quot;concentra&ccedil;&otilde;es&quot; termodin&acirc;micas denominadas    de atividades, foi utilizado o programa GEOCHEM-PC v.2.0 (Parker et al., 1987),    ficando, ent&atilde;o os tratamentos (concentra&ccedil;&otilde;es de alum&iacute;nio),    conforme mostra o Quadro I . </P >     <P   align="justify" >Os explantes foram introduzidos em meio DSD1 l&iacute;quido sem a presen&ccedil;a de Al. Ap&oacute;s 30 dias em crescimento <I>in vitro</I>, as plantas foram selecionadas pelo tamanho (plantas m&eacute;dias) e submetidas aos diferentes tratamentos, onde aguardaram por mais 30 dias at&eacute; a fase de avalia&ccedil;&atilde;o. </P >    <P   align="justify" >Os valores de &aacute;rea foliar foram determinados a partir de imagens obtidas por digitaliza&ccedil;&atilde;o e analisadas com aux&iacute;lio do programa IDRISI. Desta forma foram avaliadas vari&aacute;veis relacionadas ao sistema radicular (n&uacute;mero de ra&iacute;zes, peso seco), parte a&eacute;rea (&aacute;rea foliar, peso seco foliar e peso seco total), e combina&ccedil;&otilde;es entre elas. Para a avalia&ccedil;&atilde;o do pH nos diferentes tratamentos, retiraram-se al&iacute;quotas de 0,5 mL (em ambiente de c&acirc;mara de fluxo laminar) de cada frasco referente aos tratamentos, perfazendo uma amostra composta com volume final de 3,0 mL. O pH foi medido em intervalo m&eacute;dio de 5 dias, ao longo de trinta dias. </P >     <P   align="justify" >Para todos os experimentos o delineamento experimental utilizado foi o inteiramente    casualisado. Para as avalia&ccedil;&otilde;es morfol&oacute;gicas dos porta-enxertos    foram utilizadas seis repeti&ccedil;&otilde;es de plantas <I>in vitro</I>. Os    experimentos com estresse de &iacute;on Al<Sup>+3</Sup> foram compostos por    seis vidros, contendo tr&ecirc;s plantas cada um, num total de sete tratamentos    (Quadro I). </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p   align="center" ><B>RESULTADOS E DISCUSS&Otilde;ES </b></p >     <P   align="justify" ></B>Quando da introdu&ccedil;&atilde;o das plantas nos tratamentos, elas j&aacute;    apresentavam, tanto a parte a&eacute;rea quanto o sistema radicular formados,    aspecto pelo qual os diferentes tratamentos n&atilde;o poderiam ter influenciado    no n&uacute;mero de ra&iacute;zes prim&aacute;rias. Quanto ao n&uacute;mero    de ra&iacute;zes secund&aacute;rias, a variedade Gravesac se mostrou altamente    influenciada pelas diferentes concentra&ccedil;&otilde;es de alum&iacute;nio    (Figuras <a href="#1a">1A</a><a name="top1a"></a> e <a href="#1b">1B</a><a name="top1b"></a>).  </P >     <P   align="justify" >Verificou-se que as menores concentra&ccedil;&otilde;es de alum&iacute;nio promoveram    uma pequena redu&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de ra&iacute;zes secund&aacute;rias,    observado at&eacute; a concentra&ccedil;&atilde;o de 0,425mM. Em concentra&ccedil;&otilde;es    superiores a 0,425mM de alum&iacute;nio ocorreu um crescimento no n&uacute;mero    de ra&iacute;zes secund&aacute;rias at&eacute; atingir o m&aacute;ximo pr&oacute;ximo    da concentra&ccedil;&atilde;o de 1,2mM. Tamb&eacute;m foi observado o aparecimento    de pontua&ccedil;&otilde;es, com tonalidades marrons e/ou negras, indicando    a tentativa de emiss&atilde;o de prim&oacute;rdios radiculares, mas devido o    efeito da alta toxicidade no meio n&atilde;o apresentou a capacidade de regenerar    novas ra&iacute;zes. </P >     <P   align="center" >QUADRO I </P >     <P   align="center" >Concentra&ccedil;&atilde;o total de alum&iacute;nio (Al), concentra&ccedil;&atilde;o    de Al+3 livre e atividade do Al+3 na solu&ccedil;&atilde;o DSD1 a pH = 4,0 (Software    GEOCHEM PC vers&atilde;o 2.0). </P >     <P   align="center" ><I>Aluminum total concentration (Al), Al+3 free-concentration and Al+3 activity in DSD1 solution with pH = 4,0 (Software GEOCHEM-PC </I></P >     <P   align="center" ><I>version 2.0). </I></P >     <P   align="center" ><i><img src="/img/revistas/ctv/v24n2/24n2a01t1.bmp"></i></P >     
<P   align="justify" >&nbsp;</P >     <P   align="justify" >Verifica-se na literatura que a toxicidez por alum&iacute;nio provoca o aumento do n&uacute;mero de ra&iacute;zes secund&aacute;rias (Dantas <I>et al</I>., 2001). Provavelmente o efeito fitot&oacute;xico do alum&iacute;nio promova a destrui&ccedil;&atilde;o das c&eacute;lulas meristem&aacute;ticas da raiz alterando a produ&ccedil;&atilde;o de horm&ocirc;nios que controlam o crescimento da parte apical (Hartwig <I>et al</I>., 2007), quebrando a domin&acirc;ncia da raiz principal e induzindo a ramifica&ccedil;&atilde;o de ra&iacute;zes secund&aacute;rias. </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<P   align="justify" >Na variedade Paulsen 1103 n&atilde;o foram observadas diferen&ccedil;as significativas    com rela&ccedil;&atilde;o ao n&uacute;mero de ra&iacute;zes secund&aacute;rias    e totais. Este comportamento, diferentemente do verificado para a variedade    Gravesac, pode demonstrar que o efeito de toxicidez de alum&iacute;nio &eacute;    dependente do gen&oacute;tipo, conforme sugerido por Fr&aacute;guas (1999).    No entanto, Comin e<I>t al</I>. (1999) encontraram redu&ccedil;&otilde;es no    n&uacute;mero total de ra&iacute;zes para a variedade Paulsen 1103 de 31,9;    66,9; 73,1 e 65,5% em concentra&ccedil;&otilde;es de Al de 0,2; 0,4; 0,6 e 0,8    mM, respectivamente, trabalhando em solu&ccedil;&atilde;o nutritiva. </P >     <P   align="center" ><img src="/img/revistas/ctv/v24n2/24n2a01g1.bmp"></P >     
<P align="center" ><b><a href="#top1a">Fig. 1A</a><a name="1a"></a></b> - Rela&ccedil;&atilde;o    de n&deg; de ra&iacute;zes secund&aacute;rias em fun&ccedil;&atilde;o das concentra&ccedil;&otilde;es    de Al (mM) na var. Gravesac in vitro. Relation of secondary roots number in    function of Al concentratios (mM) in var. Gravesac in vitro.</P >     <P align="center" >&nbsp;</P >     <P align="center" ><img src="/img/revistas/ctv/v24n2/24n2a01g2.bmp"></P >     
<P align="center" ><b>Fig. <a href="#top1b">1B</a><a name="1b"></a></b> - Rela&ccedil;&atilde;o    de n&deg; de ra&iacute;zes totais em fun&ccedil;&atilde;o das concentra&ccedil;&otilde;es    de Al (mM) na var. Gravesac in vitro. Relation of total roots number in function    of Al concentrations (mM) in var. Gravesac in vitro.</P >     <P   align="justify" >Por&eacute;m, existem outros sintomas tamb&eacute;m relacionados com o sistema    radicular, atribu&iacute;dos ao alum&iacute;nio, que puderam ser observados    no cultivo <I>in vitro</I>. Ocorreu a inibi&ccedil;&atilde;o do alongamento    do eixo principal, tamb&eacute;m verificado por Furlani <I>et al</I>. (2002)    e Fr&aacute;guas (1999), presen&ccedil;a de ra&iacute;zes com colora&ccedil;&atilde;o    marrom, principalmente nas extremidades (<a href="#4a">Figura 4</a><a name="top4a"></a>),    conforme relatado por Basso <I>et al</I>. (2000) que trabalhou especificamente    com porta-enxertos de videira. </P >     <P   align="justify" >Observaram-se tamb&eacute;m ra&iacute;zes laterais curtas e grossas (Figura 2),    al&eacute;m de fr&aacute;geis e quebradi&ccedil;as, com o in&iacute;cio de emiss&atilde;o    de ra&iacute;zes pr&oacute;ximas ao ponto de crescimento da raiz principal (Figuras    <a href="#3a">3</a><a name="top3a"></a> e <a href="#4a">4</a><a name="top4a"></a>),    tamb&eacute;m descrito por Basso <I>et al</I>. (2000). Ocorreu tamb&eacute;m    o aparecimento de um sintoma caracter&iacute;stico n&atilde;o descrito na literatura:    ra&iacute;zes secund&aacute;rias com tamanho superior a raiz principal, que    apresentava crescimento paralisado devido a rea&ccedil;&otilde;es provocadas    pelo alum&iacute;nio (Figura 3). </P >     <P   align="justify" >Quanto ao peso seco radicular, n&atilde;o se verificou rela&ccedil;&atilde;o com as diferentes concentra&ccedil;&otilde;es de alum&iacute;nio em ambas as variedades. Resultados estes que est&atilde;o de acordo com Souza <I>et al.</I> (2000). </P >     <P   align="justify" >A redu&ccedil;&atilde;o de biomassa (peso seco) em plantas submetidas ao estresse    de alum&iacute;nio foi relatada por diversos autores (Burkhardt et al, 2008;    Dantas <I>et al</I>., 2001), que verificaram que a a&ccedil;&atilde;o do alum&iacute;nio    pode inibir o desenvolvimento radicular. Como existe uma correla&ccedil;&atilde;o    estreita entre o desenvolvimento do sistema radicular e a parte a&eacute;rea    das plantas, solu&ccedil;&otilde;es com teores altos de alum&iacute;nio promovem    a inibi&ccedil;&atilde;o do desenvolvimento da folha/caule (Furlani <I>et al</I>.,    2002). </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<P   align="center" ><img src="/img/revistas/ctv/v24n2/24n2a01f1.bmp"></P >     
<P   align="center" ><B>Fig. <a href="#top2a">2</a><a name="2a"></a> -</B>Sintomas de toxicidez de    alum&iacute;nio no sistema radicular de porta-enxerto de videira Paulsen 1103    in vitro. Grande n&uacute;mero de ra&iacute;zes laterais curtas e grossas (atrofiadas)    com colora&ccedil;&atilde;o escura. Concentra&ccedil;&atilde;o de Al = 0,425mM.    UFSC - Fpolis/SC, Brasil.</P >     <P   align="center" ><I>Aluminum toxicity symptoms in the radicular system of grapevine rootstock    Paulsen 1103 in vitro. Great number of short and thick lateral roots (atrophied)    with dark coloration. Al concentration = 0,425mM. UFSC - Fpolis/SC, Brasil.    </I></P >     <P   align="center" >&nbsp;</P >     <P   align="center" ><i><img src="/img/revistas/ctv/v24n2/24n2a01f2.bmp"></i></P >     
<P   align="center" ><B>Fig. <a href="#top3a">3</a><a name="3a"></a> -</B>Sintomas de morte do meristema    apical com emiss&atilde;o de uma nova raiz pr&oacute;xima ao &aacute;pice radicular    em porta-enxerto de videira Paulsen 1103 in vitro. Evidenciado em (A) a nova    raiz que apresenta tamanho semelhante a original. Em (B) mudan&ccedil;a t&iacute;pica    de colora&ccedil;&atilde;o da nova raiz. Concentra&ccedil;&atilde;o de Al=0,425mM.    UFSC - Fpolis/SC, Brasil. </P >     <P   align="center" ><I>Symptoms of meristema apical death with emission of a new root next to radicular system in grapevine rootstock Paulsen 1103 in vitro</I>.<I>Evidenced in (A) the new root that presents similar size the original. In (B) typical change of coloration of the new root. Concentration o</I>f<I>Al=0,425mM. UFSC - Fpolis/SC, Brasil</I>.</P >     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ctv/v24n2/24n2a01f3.bmp"></p>     
<P   align="center" ><B>Fig. <a href="#top4a">4</a><a name="4a"></a> -</B>Sintomas causados pela toxicidez    por alum&iacute;nio em porta-enxertos de videira Paulsen 1103 in vitro. (A)    paralisa&ccedil;&atilde;o do crescimento apical radicular; as concentra&ccedil;&otilde;es    de alum&iacute;nio s&atilde;o respectivamente de 0,425 mM, 0,650 mM, e 1,375    mM. (B) ra&iacute;zes anormais e com colora&ccedil;&atilde;o escura (Al = 1,2    mM). UFSC - Fpolis/SC, Brasil. </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<P   align="center" ><I>Symptoms caused for aluminum toxicity in grapevine rootstock Paulsen 1103 in vitro. (A) Paralisation of the radicular growth apical; the aluminum concentrations are respectively of 0,425 mM, 0,650 mM, and 1,375 mM. (B) abnormal roots and with dark coloration (Al = 1,2 mM). UFSC - Fpolis/SC, Brasil. </I></P >     <P   align="justify" >Como sintomas visuais da toxicidez por alum&iacute;nio no caule, a variedade    Paulsen 1103 apresentou morte das pontas de crescimento (verificado a partir    da segunda semana de tratamento). Este sintoma &eacute; normalmente relacionado    &agrave; defici&ecirc;ncia de c&aacute;lcio provocado pelo alum&iacute;nio (Foy,    1988). Tais observa&ccedil;&otilde;es est&atilde;o de acordo com Fr&aacute;guas    (1999), que relatou grandes redu&ccedil;&otilde;es nos teores de c&aacute;lcio    da variedade Paulsen 1103, submetida ao estresse de alum&iacute;nio. </P >     <P   align="justify" >Observa-se que a variedade Gravesac (Figura 5A) apresentou uma regress&atilde;o    quadr&aacute;tica, onde aumentos nas concentra&ccedil;&otilde;es de alum&iacute;nio    at&eacute; 0,650mM promovem um incremento da &aacute;rea foliar, e concentra&ccedil;&otilde;es    superiores a 0,650mM restringem progressivamente o crescimento das folhas. A    variedade Paulsen 1103 (Figura 5B), apresentou redu&ccedil;&atilde;o da &aacute;rea    foliar nas concentra&ccedil;&otilde;es de alum&iacute;nio a partir de 0,250mM.    Em concentra&ccedil;&otilde;es superiores a esta, o alum&iacute;nio passa a    exercer um efeito fitot&oacute;xico reduzindo o crescimento da &aacute;rea foliar    at&eacute; a concentra&ccedil;&atilde;o de 1,0mM, estabilizando em concentra&ccedil;&otilde;es    mais elevadas. </P >     <P   align="center" ><img src="/img/revistas/ctv/v24n2/24n2a01g3.bmp"></P >     
<P   align="center" ><B>Fig. 5A -</B> Rela&ccedil;&atilde;o da &aacute;rea foliar (cm2), em fun&ccedil;&atilde;o    das concentra&ccedil;&otilde;es de Al (mM) para a var. Gravesac in vitro. </P >     <P   align="center" ><I>Relation of foliar area (cm2), in function of Al concentratios (mM) in var.    Gravesac in vitro. </I></P >     <P   align="center" >&nbsp;</P >     <P   align="center" ><img src="/img/revistas/ctv/v24n2/24n2a01g4.bmp"></P >     
<P   align="center" ><b>Fig. 5B</b> - Rela&ccedil;&atilde;o da &aacute;rea foliar (cm2), em fun&ccedil;&atilde;o    das concentra&ccedil;&otilde;es de Al (mM) para a var. Paulsen 1103 in vitro.  </P >     <P   align="center" ><i>Relation of foliar area (cm2), in function of Al concentratios (mM) in var.    Paulsen 1103 in vitro.</i></P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<P   align="justify" >De modo geral, foi constatado que as folhas jovens apresentaram redu&ccedil;&atilde;o    significativa de crescimento, sintoma relacionado com a defici&ecirc;ncia de    f&oacute;sforo (Furlani <I>et al</I>., 2002). Tamb&eacute;m se verificou o enrolamento    das folhas, um sintoma t&iacute;pico de toxicidez por alum&iacute;nio que normalmente    est&aacute; envolvido com a defici&ecirc;ncia de c&aacute;lcio (Freitas <I>et    al</I>., 2006). Para porta-enxertos de videira, a absor&ccedil;&atilde;o de    nutrientes em presen&ccedil;a de alum&iacute;nio apresenta respostas variadas;    no entanto, as maiores redu&ccedil;&otilde;es observadas se referem ao teor    de c&aacute;lcio nas folhas (Tecchio<I> et al</I>., 2005). </P >     <P   align="justify" >Diversos pesquisadores sugerem que as c&eacute;lulas das ra&iacute;zes e protoplastos respondem, na presen&ccedil;a do alum&iacute;nio, com mudan&ccedil;as fisiol&oacute;gicas necess&aacute;rias para restabelecer a homeostase interna, mecanismos poss&iacute;veis apenas em altas concentra&ccedil;&otilde;es de Ca<Sup><I>+2</I></Sup> e K<Sup>+</Sup> (Lindberg e Strid, 1997). E, que o alum&iacute;nio bloqueia os transportadores de Ca<Sup>+2</Sup> presentes na membrana plasm&aacute;tica, podendo ser uma das principais atividades fitot&oacute;xicas exercidas pelo alum&iacute;nio (Jones <I>et al</I>., 1998). </P >     <P   align="justify" >De maneira geral, as m&eacute;dias do peso seco das folhas para a variedade Gravesac    (Figura 6A) n&atilde;o apresentaram correla&ccedil;&otilde;es negativas com    as concentra&ccedil;&otilde;es de alum&iacute;nio, demonstrando um certo efeito    positivo na produ&ccedil;&atilde;o de biomassa seca nas concentra&ccedil;&otilde;es    de alum&iacute;nio entre 0.650mM e 1.0mM, com decr&eacute;scimo em concentra&ccedil;&otilde;es    superiores. Na variedade Paulsen 1103 (Figura 6B), observou-se que em 0,250mM    de Al ocorreu um pequeno acr&eacute;scimo de biomassa nas folhas, por&eacute;m    nas concentra&ccedil;&otilde;es superiores a esta, verificou-se redu&ccedil;&atilde;o    dos pesos secos das folhas at&eacute; atingir valores m&iacute;nimos de crescimento    foliar nas concentra&ccedil;&otilde;es superiores a 1,0mM de Al. O alum&iacute;nio    induz redu&ccedil;&otilde;es na fotoss&iacute;ntese, mecanismo que est&aacute;    em parte associado com o fechamento dos est&ocirc;matos, fen&ocirc;meno que    provavelmente &eacute; resultante de preju&iacute;zos causados pelo alum&iacute;nio,    que afetam o metabolismo de carbono e a regula&ccedil;&atilde;o dos est&ocirc;matos    (Codognotto <I>et al</I>., 2002; Peixoto <I>et al</I>., 2002). </P >     <P   align="center" ><img src="/img/revistas/ctv/v24n2/24n2a01g5.bmp"></P >     
<P   align="center" ><B>Fig. 6A -</B>Rela&ccedil;&atilde;o do peso seco das folhas (mg) em fun&ccedil;&atilde;o das concentra&ccedil;&otilde;es de Al (mM) na var. Gravesac in vitro. </P >     <P   align="center" ><I>Relation of dry weight of leves (mg), in function of Al concentratios (mM)    in var. Gravesac in vitro. </I></P >     <P   align="center" >&nbsp;</P >     <P   align="center" ><img src="/img/revistas/ctv/v24n2/24n2a01g6.bmp"></P >     
<P   align="center" ><b>Fig. 6B</b> - Rela&ccedil;&atilde;o do peso seco das folhas (mg)    em fun&ccedil;&atilde;o das concentra&ccedil;&otilde;es de Al (mM) na var. Paulsen    1103 in vitro. </P >     <P   align="center" ><i>Relation of dry weight of leves (mg), in function of Al concentratios (mM)    in var. Paulsen 1103 in vitro.</i></P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<P   align="justify" >Atrav&eacute;s dos resultados apresentados nas Figuras 7A e 7B, pode-se observar    o comportamento do peso seco da parte a&eacute;rea em fun&ccedil;&atilde;o das    diferentes concentra&ccedil;&otilde;es de alum&iacute;nio. Para a variedade    Gravesac (Figura 7A), observa-se que as baixas concentra&ccedil;&otilde;es de    alum&iacute;nio n&atilde;o exercem nenhum efeito sobre o peso seco para a parte    a&eacute;rea. A partir da concentra&ccedil;&atilde;o de 0,425mM de alum&iacute;nio,    ocorre um incremento de biomassa a&eacute;rea at&eacute; as concentra&ccedil;&otilde;es    pr&oacute;ximas de 0,650mM. A partir desta concentra&ccedil;&atilde;o verifica-se    uma inibi&ccedil;&atilde;o do crescimento das plantas, de forma que nas concentra&ccedil;&otilde;es    superiores (1,2mM e 1,375mM) de alum&iacute;nio o crescimento torna-se limitado.</P >     <P   align="center" ><img src="/img/revistas/ctv/v24n2/24n2a01g7.bmp"></P >     
<P   align="center" ><B>Fig. 7A - </B>Rela&ccedil;&atilde;o do peso seco da parte a&eacute;rea (caule    + folhas), em fun&ccedil;&atilde;o das concentra&ccedil;&otilde;es de Al (mM)    na var. Gravesac in vitro. </P >     <P   align="center" ><I>Relation of aerial part dry weight, in function of Al concentratios (mM) in    var. Gravesac in vitro. </I></P >     <P   align="center" >&nbsp;</P >     <P   align="center" ><img src="/img/revistas/ctv/v24n2/24n2a01g8.bmp"></P >     
<P   align="center" ><B>Fig. 7B - </B>Rela&ccedil;&atilde;o do peso seco da parte a&eacute;rea (caule    + folhas), em fun&ccedil;&atilde;o das concentra&ccedil;&otilde;es de Al (mM)    na var. Paulsen 1103 in vitro. </P >     <P   align="center" ><I>Relation of aerial part dry weight, in function of Al concentratios (mM) in var. Paulsen 1103 in vitro. </I></P >     <P   align="justify" >Para a variedade Paulsen 1103 (Figura 7B), observouse uma maior sensibilidade    ao alum&iacute;nio. Verificouse na concentra&ccedil;&atilde;o 0,250mM de alum&iacute;nio    um est&iacute;mulo ao ac&uacute;mulo de biomassa na parte a&eacute;rea. Entretanto,    a partir desta concentra&ccedil;&atilde;o verifica-se uma queda acentuada no    peso seco da parte a&eacute;rea. </P >     <P   align="justify" >Comin <I>et al</I>. (1999), trabalhando com as variedades de videiras Paulsen 1103 e Gravesac, em solu&ccedil;&atilde;o nutritiva, verificaram redu&ccedil;&atilde;o do peso seco da parte a&eacute;rea, correlacionado com acr&eacute;scimo nas concentra&ccedil;&otilde;es de alum&iacute;nio. Entretanto, Fr&aacute;guas (1999), em trabalhos de campo, avaliando diferentes variedades de porta-enxertos de videira, verificou que existe variabilidade entre gen&oacute;tipos com rela&ccedil;&atilde;o a estresse de Al. Essas diferen&ccedil;as s&atilde;o devidas aos v&aacute;rios fatores que est&atilde;o envolvidos, como quest&otilde;es de toler&acirc;ncia de gen&oacute;tipos, metodologias, concentra&ccedil;&otilde;es e/ou atividades de Al. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<P   align="justify" >Os resultados para peso seco da parte a&eacute;rea permitiram verificar que as respostas, em fun&ccedil;&atilde;o da atividade de Al<Sup>+3</Sup>, apresentam diferen&ccedil;as significativas entre as duas variedades. As concentra&ccedil;&otilde;es de Al superiores se mostraram bem limitantes para o crescimento das plantas da variedade Gravesac, mostrando que nestas concentra&ccedil;&otilde;es as respostas das plantas em termos de crescimento passam a ser m&iacute;nimas. A variedade Paulsen 1103, por sua vez, apresentou proximidade nas observa&ccedil;&otilde;es de peso seco a&eacute;reo naqueles tratamentos com concentra&ccedil;&atilde;o de Al entre 0,250mM e 0,650mM. A resposta do tratamento com 1,0mM de alum&iacute;nio est&aacute; mais pr&oacute;xima das verificadas nas concentra&ccedil;&otilde;es de 1,20mM e 1,375mM que n&atilde;o apresentaram desenvolvimento das plantas. Sup&otilde;em-se que o Al no meio cultura induz mecanismos bioqu&iacute;micos e fisiol&oacute;gicos na planta, que melhoram as condi&ccedil;&otilde;es de crescimento neutralizando a toxicidez por H<Sup>+</Sup> e Al<Sup>+3</Sup>. </P >     <P   align="justify" >Como an&aacute;lises finais, buscaram-se comparar a distribui&ccedil;&atilde;o    do carbono (parti&ccedil;&atilde;o de biomassa) entre o sistema radicular e    a planta como um todo. Os resultados para a variedade Gravesac est&atilde;o    apresentados nas Figura 8A. </P >     <P   align="justify" >&nbsp;</P >     <P   align="center" ><img src="/img/revistas/ctv/v24n2/24n2a01g9.bmp"></P >     
<P   align="center" ><b>Fig. 8A</b> - Rela&ccedil;&atilde;o peso seco ra&iacute;zes/peso    seco total, em fun&ccedil;&atilde;o das concentra&ccedil;&otilde;es de Al (mM)    para a var. Gravesac in vitro. </P >     <P   align="center" ><i>Relation of dry weight roots/total dry weight, in function of Al concentratios    (mM) in var. Gravesac in vitro.</i></P >     <P   align="justify" >Verificou-se que existe uma grande estabilidade entre a rela&ccedil;&atilde;o    do peso seco radicular e o peso seco total (PSR/PST), at&eacute; a concentra&ccedil;&atilde;o    de alum&iacute;nio de 0,650. Para concentra&ccedil;&otilde;es superiores esta    rela&ccedil;&atilde;o se altera, apresentando valores maiores. A variedade Paulsen    1103 (Figura 8B), por sua vez, apesar de n&atilde;o ter apresentado regress&atilde;o    significativa para esta vari&aacute;vel, apresentou um padr&atilde;o de eleva&ccedil;&atilde;o    da rela&ccedil;&atilde;o bem definido, com acr&eacute;scimos praticamente constantes    a medida que aumenta a concentra&ccedil;&atilde;o de alum&iacute;nio. Eleva&ccedil;&atilde;o    esta que se faz notar desde a primeira concentra&ccedil;&atilde;o de Al utilizada.  </P >     <P   align="center" ><img src="/img/revistas/ctv/v24n2/24n2a01g10.bmp"> </P >     
<P   align="center" ><b>Fig. 8B</b> - Rela&ccedil;&atilde;o peso seco ra&iacute;zes/peso    seco total, em fun&ccedil;&atilde;o das concentra&ccedil;&otilde;es de Al (mM)    para a var. Paulsen 1103 in vitro. </P >     <P   align="center" ><i>Relation of aerial part dry weight, in function of Al concentratios (mM)    in var. Paulsen 1103 in vitro.</i></P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<P   align="justify" >Os valores apresentados pelas testemunhas, da rela&ccedil;&atilde;o (PSR/PST), dentro dos tratamentos testados, provavelmente representam o valor mais pr&oacute;ximo daqueles verificados em condi&ccedil;&otilde;es de crescimento adequadas. Tomando isto como premissa, os valores da rela&ccedil;&atilde;o (PSR/PST), que se afastam daqueles verificados na testemunha, provavelmente est&atilde;o relacionados com os efeitos fitot&oacute;xicos do Al sobre as plantas. Assim, o Gravesac, que apresentou rela&ccedil;&atilde;o (PSR/PST) constante at&eacute; a concentra&ccedil;&atilde;o de 0,650mM de Al, parece ter um crescimento adaptado &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es de acidez e toxicidez de Al<Sup>+3</Sup>. </P >     <P   align="justify" >O alum&iacute;nio &eacute; um dos principais respons&aacute;veis pela baixa performance    de plantas economicamente importantes em solos &aacute;cidos. Das esp&eacute;cies    de alum&iacute;nio, a forma Al<Sup>3+</Sup> &eacute; comprovadamente t&oacute;xica    e o sintoma inicial, e mais nocivo de sua toxicidade, &eacute; a inibi&ccedil;&atilde;o    do crescimento da raiz. Esp&eacute;cies de plantas variam extensivamente no    grau de toler&acirc;ncia ao Al e as plantas tolerantes apresentam diferentes    mecanismos para sobreviverem &agrave; presen&ccedil;a desse metal. Os mecanismos    de toler&acirc;ncia s&atilde;o extremamente complexos e v&aacute;rios estudos    v&ecirc;m sendo realizados na tentativa de elucid&aacute;-los (Echart e Cavalli-Molina,    2001). </P >     <P   align="justify" >Devido &agrave; complexidade da fitotoxicidade do Al e dos mecanismos de toler&acirc;ncia apresentados pelas plantas, bem como da intera&ccedil;&atilde;o com diferentes fatores do solo, esse problema, al&eacute;m de ser um desafio para a biotecnologia vegetal, tem que ser alvo de coopera&ccedil;&atilde;o entre cientistas multi-disciplinares. A elucida&ccedil;&atilde;o dos v&aacute;rios aspectos envolvidos na fitotoxicidade do Al e obten&ccedil;&atilde;o de cultivares tolerantes ao mesmo permitir&atilde;o futuramente um melhor aproveitamento dos solos &aacute;cidos ricos em Al que representam em algumas regi&otilde;es brasileiras um s&eacute;rio problema brasileiro. </P >     <p   align="center" >&nbsp;</p >     <p   align="center" ><B>CONCLUS&Otilde;ES </b></p >         <P   align="justify" >As avalia&ccedil;&otilde;es morfo-fisiol&oacute;gicas demonstraram comportamentos        distintos entre as variedades, com rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s concentra&ccedil;&otilde;es        de Al. </P >         <P   align="justify" >Ocorreu correla&ccedil;&atilde;o negativa entre atividades de Al+3 e produ&ccedil;&atilde;o de biomassa. </P >     <P   align="justify" >A parti&ccedil;&atilde;o de carbono entre as variedades foi alterada pelas diversas    concentra&ccedil;&otilde;es de Al. </P >     <P   align="justify" >&nbsp;</P >     <P   align="justify" >&nbsp;</P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<P   align="center" ><B>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS </b></P >     <P   align="justify" >Alvarenga A.A., Regina M.A., Fr&aacute;guas J.C., Chalfun N.N.J., Silva, A.L.    2002. Influ&ecirc;ncia do porta-enxerto sobre o crescimento e produ&ccedil;&atilde;o    da cultivar de videira Ni&aacute;gara Rosada<I> (Vitis labrusca </I><I>L. </I><I>x    Vitis vinifera L.)</I>, em condi&ccedil;&otilde;es de solo &aacute;cido. <I>Ci&ecirc;ncia    e Agrotecnologia</I>. Edi&ccedil;&atilde;o Especial, 1459-1464. </P >     <P   align="justify" >Adams, F., Moore B.L. 1983. Chemical factors affecting root growth in subsoil horizons of coastal plain soils. <I>Soil Science Society of American Journal</I>, <B>47</B>, 1, 99-102. </P >    <P   align="justify" >Basso, S.M.S., Agnol M.D., Caetano, J.H.S., Jacques, A.V.A. 2000. Crescimento de pl&acirc;ntulas de <I>Adesmia</I> ssp. submetidas a doses de alum&iacute;nio em solu&ccedil;&atilde;o nutritiva. <I>Ci&ecirc;ncia Rural</I>, <B>30</B>, 2, 217-222. </P >    <!-- ref --><P   align="justify" >Burkhardt, S.L., Villa, F., Silva, A.L., Comin, J.J., Pasqual, M.. 2008. Avalia&ccedil;&atilde;o de porta-enxertos de videira<I> in vitro</I> em condi&ccedil;&otilde;es de estresse por alum&iacute;nio. <I>Ci&ecirc;ncia e T&eacute;cnica Vitivin&iacute;cola</I>, <B>23</B>, 1, 21-27. </P >    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S0254-0223200900020000100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><P   align="justify" >Can&ccedil;ado, G.M.A., Ribeiro, A.P., Pi&ntilde;eros, M.A., Myiata, L.Y., Alvarenga, A.A., Villa, F., Pasqual, M., Purgato, E. 2009. Evaluation of aluminum tolerance in grapevine rootstocks. <I>Vitis</I>, <B>48</B>, 4, 167-173. </P >    <P   align="justify" >Codognotto, L.M., Santos, D.M.M., Leite, I.C., Marin, A., Madaleno, L.L., Kobori, N.N., Banzatto, D.A. 2002. Efeito do alum&iacute;nio nos teores de clorofilas de pl&acirc;ntulas de feij&atilde;o-mungo e labe-labe. <I>Revista Ecossistema</I>,<B> 27</B>, 1-2, 27-30. </P >     <P   align="justify" >Comin, J.J., Franzon, R.C., Burkhardt, S.L.; Silva, A.L. 1999. <I>Toxidez do    Al em dois porta-enxertos de videira em solu&ccedil;&atilde;o nutritiva.</I>    In: XXIV Reuni&atilde;o de fertilidade do solo e nutri&ccedil;&atilde;o de plantas.    Resumo, p.141. </P >     <P   align="justify" >Cordeiro, W.C. 2006. <I>A vitivinicultura em S&atilde;o Joaquim - SC: uma nova atividade no munic&iacute;pio</I>. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado em Agrossistemas. Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). 132 p. </P >     <P   align="justify" >Dantas, A.C.M., Fortes, G.R.L., Silva, J.B., Nezi, N.A.; Rodrigues, A.C. 2001.    Toler&acirc;ncia ao alum&iacute;nio em porta-enxertos somaclonais de macieira    cultivados em solu&ccedil;&atilde;o nutritiva. <I>Pesquisa Agropecu&aacute;ria    Brasileira</I>, <B>36</B>, 4, 615-623. </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<P   align="justify" >Delhaize, E.; Ryan, P. 1995. Update on environmental stress: aluminum toxicity and tolerance in plants. <I>Plant Physiology</I>, <B>107</B>, 2, 315-321. </P >    <P   align="justify" >Desplobins, G.; Silva, A.L. 2005. Constru&ccedil;&atilde;o de qualidade e de reconhecimento na viticultura tradicional do Vale do Rio do Peixe em Santa Catarina. <I>Cadernos de Ci&ecirc;ncia &amp; Tecnologia</I>, <B>22</B>, 2, 399-411. </P >    <P   align="justify" >Echart, C.L.; Cavalli-Molina, S. 2001. Fitotoxicidade do alum&iacute;nio: efeitos, mecanismo de toler&acirc;ncia e seu controle gen&eacute;tico. <I>Ci&ecirc;ncia Rural</I>, <B>31</B>, 3, 531-541. </P >    <P   align="justify" >Foy, C.D. 1988. Plant Adaptation to acid, aluminum-toxic soils. Commun. In: Soil Science.<I> Plant Anal</I>., <B>19</B>, 959-987. </P >    <P   align="justify" >Fr&aacute;guas, J.C. Toler&acirc;ncia de porta-enxertos de videira ao alum&iacute;nio do solo. 1999. <I>Pesquisa Agropecu&aacute;ria Brasileira</I>, <B>34</B>, 7, 11931200. </P >    <P   align="justify" >Freitas, F.A., Kopp, M.M., Sousa, R.O., Zimmer, P.D., Carvalho, F.I.F., Oliveira, A.C.. 2006. Absor&ccedil;&atilde;o de P, Mg, Ca e K e toler&acirc;ncia de gen&oacute;tipos de arroz submetidos a estresse por alum&iacute;nio em sistemas hidrop&ocirc;nicos. <I>Ci&ecirc;ncia Rural</I>, <B>36</B>, 1, 72-79. </P >    <P   align="justify" >Furlani, A.M.C., Furlani, P.R., Tanaka, R.T., Mascarelhas, H.A.A., Delgado, M.D.P. 2002. Variability in soybean germoplasm for phosphorus uptake and use efficiency. <I>Scientia Agricola</I>, Piracicaba, <B>59</B>, 3, 529-536. </P >    <P   align="justify" >Galzy, R. 1985. Les possibilit&eacute;s de conservation <I>in vitro</I> d'une colletion de clones de vignes. <I>Bull. O.I.V.</I>, <B>650</B>, 375-390. </P >    <P   align="justify" >Hartwig, I., Oliveira, A.C., Carvalho, F.I.F., Bertan, I., Silva, J.A.G., Schmidt, D.A.M., Val&eacute;rio, I.P., Maia, L.C., Fonseca, D.A.R.; Reis, </P >    <P   align="justify" >C.E.S. 2007. <B>Mecanismos associados &agrave; toler&acirc;ncia ao alum&iacute;nio em plantas. </B><I>Semina: Ci&ecirc;ncias Agr&aacute;rias</I>, <B>28</B>, 2, 219-228. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<P   align="justify" >Jones, D.L., Kochina, J.V., Gilroy, S.. 1998. Aluminum induces a decrease in cytosolic calcium concentration in BY-2 tobacco cell cultures. <I>Plant Physiology</I>, <B>116</B>, 81-89. </P >    <P   align="justify" >Kochian, L.V., Pi&ntilde;eros, M.A., Hoekenga, O.A. 2005. The Physiology, genetics and molecular biology of plant aluminum resistance and toxicity. <I>Plant and Soil</I>, <B>274</B>, 175, 1-2. </P >    <P   align="justify" >Lindberg, S.; Strid, H. 1997. Aluminum induces RAPD changes in cytosolic pH and free calcium and potassium concentrations in root protoplasts on wheat (<I>Triticum aestivum</I>). <I>Physiology Plantarum</I>, <B>99</B>, 405-414. </P >    <P   align="justify" >Parker, D.R., Zelazny, L.W., Kinraide, T.B. 1987. Improvements to the program Geochem. <I>Soil Science of Society American Journal</I>, <B>51</B>, 488-491. </P >    <P   align="justify" >Peixoto, P.H.P., Matta, F.M., Cambraia, J.. 2002. Responses of the photosynthetic apparatus to aluminum stress in two sorghum cultivars. <I>Journal of Plant Nutrition</I>, <B>25</B>, 821-832. </P >    <P   align="justify" >Pouget, R. 1984. Action de la concentration de la solution nutritive sur quelques caract&eacute;ristiques physiologiques et technologiques chez <I>Vitis vinifera</I> L. cv. Cabernet Sauvignon. I - Vigueur, rendement, qualit&eacute; du mo&ucirc;t et du vin. <I>Agronomie</I>, 4, 5, 437-442. </P >    <P   align="justify" >Predieri, S. 2001. Mutation induction and tissue culture in improving fruits. <I>Plant Cell Tiss. Organ and Culture</I>, <B>64</B>, 2-3, 185-210. </P >    <P   align="justify" >Silva, A.L., Doazan, J.P.. 1995. Une m&eacute;thode d'irradiation aux rayons gamma appliqu&eacute;e &agrave; des porte-greffes de Vigne <I>in vitro</I>. <I>Journal of International Science du Vigne et Vin</I>, <B>29</B>, 1-9. </P >    <P   align="justify" >Souza, J.R.P., Guimar&atilde;es, M.F., M&uuml;ller, M.M.L.; Santos, C.H. Morphological alterations of corn (<I>Zea mays</I> L.) plants in response to aluminum toxicity in the soil. <I>Brasilian Archives of Biology and Technology</I>, <B>43</B>, 4, 415-420, 2000. </P >    <P   align="justify" >Tecchio, M.A., Pires, E.J.P., Filho, H.G., Brizola, R.M.O., Terra, M.M., Corr&ecirc;a, J.C.. 2005. Ac&uacute;mulo de macronutrientes em portaenxertos de videira cultivados em solu&ccedil;&atilde;o nutritiva com a adi&ccedil;&atilde;o de alum&iacute;nio. <I>Acta Scientiarum. Agronomy</I>, <B>27</B>, 1, 47-54. </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<P   align="justify" >Tecchio, M.A., Pires, E.J.P., Terra, M.M., Filho, H.G., Corr&ecirc;a, J.C., Vieira,    C.R.Y.I. 2006. Toler&acirc;ncia de porta-enxertos de videira cultivados, em    solu&ccedil;&atilde;o nutritiva, ao alum&iacute;nio. <I>Revista Ceres</I>, <B>53</B>,    306, 243-250. </P >     <P   align="justify" >&nbsp;</P >     <P   align="justify" >&nbsp;</P >     <P   align="justify" ><Sup><a href="#top1">1</a><a name="1"></a></Sup>Mestre em Biotecnologia, UFSC,    Florian&oacute;polis, SC.</P >     <P   align="justify" ><Sup> <a href="#top2">2</a><a name="2"></a></Sup>P&oacute;s-doutoranda em Fitotecnia,    EPAMIG/FAPEMIG, Bairro Vargedo, Maria da F&eacute;, MG, CEP: 37517-000, e-mail:    <a href="mailto:fvilla2003@libero.it">fvilla2003@libero.it</a></P >     <P   align="justify" ><Sup><a href="#top3">3</a><a name="3" id="3"></a></Sup>D.Sc., Professor Adjunto,    Centro de Ci&ecirc;ncias Agr&aacute;rias, UFSC, Florian&oacute;polis, SC.</P >     <P   align="justify" ><Sup><a href="#top4">4</a></Sup><a name="4"></a>D.Sc., Professor Adjunto, Departamento    de Agricultura, UFLA, Lavras, MG, CEP.: 37200-000; e-mail: <a href="mailto:mpasqual@ufla.br">mpasqual@ufla.br</a></P >      ]]></body><back>
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<source><![CDATA[Ciência e Técnica Vitivinícola]]></source>
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