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<journal-title><![CDATA[Ciência e Técnica Vitivinícola]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Caracterização e eficiência técnica de explorações vitícolas da região alentejo]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This study aims to characterize and to analyse the evolution of wine production, to measure the levels of technical efficiency, and to relate these with farmers and farms attributes. The attributes considered were the physical and economic size, the producer age, the farmer legal status, type of land ownership, land irrigation, type of commercialization and productive specialization. The sample used is composed of a panel of wine farms, producers of grapes for wine, for the period 2000-2005, enrolled in the European Farm Accounting System, belonging to the Alentejo region of Portugal. The characterization and the evolution analysis of the wine farms were done based on a set of technical and economic indicators. In order to measure the efficiency, the methodology utilized was the parametric one, making use of a stochastic production frontier. The characteristics of the utilized distribution to compute the efficiency were tested, as well as the efficiency variability with time. The relationship between the efficiency and the farms and farmers attributes was tested making use of analyses of variance and Kruskall-Wallis tests. The results showed that there are room to improve the levels of technical efficiency in input use and that efficiency is variant with time. The increase on technical efficiency with economic size and with farm net income was observed, as well as with farm entrepreneurship.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="center"   ><b>Caracteriza&ccedil;&atilde;o e efici&ecirc;ncia t&eacute;cnica de explora&ccedil;&otilde;es    vit&iacute;colas da regi&atilde;o alentejo</b></p >        <p align="center"   ><b>Characterization and technical efficiency of portuguese wine farms</b></p >     <p align="center"   >&nbsp;</p >       <p align="center"   >Pedro Dami&atilde;o de Sousa Henriques<Sup>1</Sup>,      Maria Leonor da Silva Carvalho<Sup>2</Sup>,      F&aacute;tima Costa<Sup>3</Sup>, Rui Pereira<Sup>4</Sup>,      Maria de Lurdes Ferro Godinho<Sup>5 </Sup></p >              <P align="center"   ><Sup>1</Sup>Universidade de &Eacute;vora, Departamento de Economia, Centro de    Estudos e Forma&ccedil;&atilde;o Avan&ccedil;ada em Gest&atilde;o e Economia    (CEFAGE); <a href="mailto:pdamiao@uevora.pt">pdamiao@uevora.pt</a></P >     <P align="center"   ><Sup>2</Sup>Universidade de &Eacute;vora, Departamento de Economia, Instituto    de Ci&ecirc;ncias Agr&aacute;rias Mediterr&acirc;nicas (ICAM), Centro de Estudos    e Forma&ccedil;&atilde;o Avan&ccedil;ada em Gest&atilde;o e Economia (CEFAGE);    <a href="mailto:leonor@uevora.pt">leonor@uevora.pt</a></P >     <P align="center"   > <Sup>3</Sup>Gabinete de Planeamento e Pol&iacute;ticas - MADRP; <a href="mailto:fatimacosta@gpp.pt">fatimacosta@gpp.pt</a>  </P >     <P align="center"   ><Sup>4</Sup>Gabinete de Planeamento e Pol&iacute;ticas - MADRP; <a href="mailto:rpereira@gppaa.pt">rpereira@gppaa.pt</a>  </P >     <P align="center"   ><Sup>5</Sup>Universidade de &Eacute;vora, Departamento de Gest&atilde;o; <a href="mailto:mgodinho@uevora.pt">mgodinho@uevora.pt</a>  </P >     <P align="center"   >&nbsp; </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<P align="center"   ><I>(Manuscrito recebido em 05.11.09 . Aceite para publica&ccedil;&atilde;o em    03.12.09) </I></P >     <P align="center"   >&nbsp;</P >     <P   align="center" ></P >     <P   align="center" ><b>RESUMO</b> </P >         <P   >Este estudo teve como objectivos caracterizar e analisar a evolu&ccedil;&atilde;o,        medir os n&iacute;veis de efici&ecirc;ncia t&eacute;cnica e relacionar esta        com alguns atributos dos agricultores e das explora&ccedil;&otilde;es, de        uma amostra de explora&ccedil;&otilde;es vit&iacute;colas pertencentes &agrave;        regi&atilde;o Alentejo. Os atributos considerados foram a dimens&atilde;o        f&iacute;sica e econ&oacute;mica, idade do produtor, natureza jur&iacute;dica        do produtor, tipo de posse da terra, irriga&ccedil;&atilde;o, tipo de comercializa&ccedil;&atilde;o        e especializa&ccedil;&atilde;o cultural e produtiva. A amostra analisada        &eacute; composta por um painel de explora&ccedil;&otilde;es, produtoras        de uva para vinho para o per&iacute;odo 2000-2005, pertencentes &agrave;        Rede de Informa&ccedil;&atilde;o de Contabilidades Agr&iacute;colas, do        Minist&eacute;rio da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas (MADRP).        A caracteriza&ccedil;&atilde;o e a an&aacute;lise da evolu&ccedil;&atilde;o        das explora&ccedil;&otilde;es vit&iacute;colas foram feitas com base num        conjunto de indicadores t&eacute;cnicos e econ&oacute;micos. Para medir        a efici&ecirc;ncia, a metodologia utilizada foi param&eacute;trica, utilizando        uma fronteira de produ&ccedil;&atilde;o estoc&aacute;stica, em que foram        testadas as caracter&iacute;sticas da distribui&ccedil;&atilde;o utilizada        para medir a efici&ecirc;ncia, assim como a variabilidade desta ao longo        do tempo. Para testar a rela&ccedil;&atilde;o entre a efici&ecirc;ncia e        os atributos dos produtores e das explora&ccedil;&otilde;es utilizou-se        o teste de an&aacute;lise de vari&acirc;ncia e o de Kruskall-Wallis. Os        resultados mostraram que para estas explora&ccedil;&otilde;es existe espa&ccedil;o        para um aumento dos n&iacute;veis de efici&ecirc;ncia na utiliza&ccedil;&atilde;o        dos factores de produ&ccedil;&atilde;o e que a efici&ecirc;ncia &eacute;        variante em ordem ao tempo. Verificou-se um aumento da efici&ecirc;ncia        t&eacute;cnica com a dimens&atilde;o econ&oacute;mica e com o rendimento        l&iacute;quido das explora&ccedil;&otilde;es, assim como com a empresarializa&ccedil;&atilde;o        das mesmas.</P >          <p><B>Palavras-chave:</B> efici&ecirc;ncia t&eacute;cnica, m&eacute;todos param&eacute;tricos,    vinha. </p>     <p>&nbsp;</p>     <P align="center"   ><b>SUMMARY </b></P >         <P   >This study aims to characterize and to analyse the evolution of wine production,        to measure the levels of technical efficiency, and to relate these with        farmers and farms attributes. The attributes considered were the physical        and economic size, the producer age, the farmer legal status, type of land        ownership, land irrigation, type of commercialization and productive specialization.        The sample used is composed of a panel of wine farms, producers of grapes        for wine, for the period 2000-2005, enrolled in the European Farm Accounting        System, belonging to the Alentejo region of Portugal. The characterization        and the evolution analysis of the wine farms were done based on a set of        technical and economic indicators. In order to measure the efficiency, the        methodology utilized was the parametric one, making use of a stochastic        production frontier. The characteristics of the utilized distribution to        compute the efficiency were tested, as well as the efficiency variability        with time. The relationship between the efficiency and the farms and farmers        attributes was tested making use of analyses of variance and Kruskall-Wallis        tests. The results showed that there are room to improve the levels of technical        efficiency in input use and that efficiency is variant with time. The increase        on technical efficiency with economic size and with farm net income was        observed, as well as with farm entrepreneurship. </P >          <P   ><B>Keywords:</B> technical efficiency, parametric methods, vineyards.</P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<P   >&nbsp; </P >     <P align="center"   ><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b> </P >     <P   >A cultura da vinha desempenha desde h&aacute; muito um papel importante na agricultura    portuguesa, assumindo de Norte a Sul do pa&iacute;s relev&acirc;ncia econ&oacute;mica,    social e cultural. A obten&ccedil;&atilde;o do produto final vinho &eacute;    maioritariamente feita por unidades de natureza familiar, adegas cooperativas    e empresas comerciais. Quer a estrutura e contexto da produ&ccedil;&atilde;o    de uvas quer a do vinho tem vindo a sofrer altera&ccedil;&otilde;es resultantes    dos est&iacute;mulos dispon&iacute;veis e da rendibilidade da actividade.</P >     <P   >Na &uacute;ltima d&eacute;cada, com a entrada de novos produtores,a estrutura    de produ&ccedil;&atilde;o e comercializa&ccedil;&atilde;o alterouse, tendo aumentado    o n&uacute;mero de produtores de vinho. Alguns dos produtores instalados e muitos    dos novos produtores autonomizaram a sua produ&ccedil;&atilde;o com a cria&ccedil;&atilde;o    de adegas e de marcas pr&oacute;prias. A import&acirc;ncia da cultura da vinha    e da produ&ccedil;&atilde;o de vinho tem vindo a aumentar. Este facto &eacute;,    por si s&oacute;, suficiente para que se olhe com aten&ccedil;&atilde;o para    os diferentes aspectos desta actividade, com destaque para a efici&ecirc;ncia    das explora&ccedil;&otilde;es agr&iacute;colas produtoras de uvas para vinifica&ccedil;&atilde;o.</P >     <P   >O sector vitivin&iacute;cola desempenha um papel essencial na estrutura da agricultura    portuguesa e em particular da regi&atilde;o Alentejo. A competitividade nacional    e internacional das empresas deste sector depende, entre outros factores, da    sua efici&ecirc;ncia do ponto de vista da produ&ccedil;&atilde;o. Neste sentido,    o objectivo central deste trabalho &eacute; caracterizar a estrutura produtiva    das explora&ccedil;&otilde;es vit&iacute;colas da regi&atilde;o Alentejo, avaliar    a sua efici&ecirc;ncia t&eacute;cnica e identificar alguns dos factores explicativos    da inefici&ecirc;ncia.</P >     <P   >&nbsp;</P >     <P align="center"   ><b>UMA CARACTERIZA&Ccedil;&Atilde;O DO SECTOR VITIVIN&Iacute;COLA NACIONAL    E NO ALENTEJO</b></P >     <P   align="justify" >A cultura da vinha e a produ&ccedil;&atilde;o de vinho desempenham um papel importante    na estrutura produtiva da agricultura da Uni&atilde;o Europeia e de Portugal.    Os maiores produtores de vinho da UE s&atilde;o os pa&iacute;ses mediterr&acirc;nicos    que perfazem, no seu conjunto, cerca de 90% da produ&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria,    96% da &aacute;rea e cerca de 88% do valor da produ&ccedil;&atilde;o. Destes    montantes, Portugal produz 4%, ocupa 7% da &aacute;rea e contribui com 3,2%    para o valor da produ&ccedil;&atilde;o<Sup><a href="#1">1</a><a name="top1"></a></Sup>.  </P >     <P   align="justify" >De entre os quinze principais produtores mundiais de vinho, Portugal ocupa o d&eacute;cimo lugar do <I>ranking</I>. No tri&eacute;nio 2001/03, Portugal encontrava-se na s&eacute;tima posi&ccedil;&atilde;o do ranking dos principais exportadores de vinho, tendo o valor global de produto transaccionado a n&iacute;vel mundial ascendido a 543 milh&otilde;es de &euro;. Apesar de ser um pa&iacute;s com tradi&ccedil;&atilde;o e relev&acirc;ncia na exporta&ccedil;&atilde;o de vinhos para todo o mundo, o contexto internacional alterou-se profundamente nos &uacute;ltimos anos, com o aumento da concorr&ecirc;ncia, em particular com a entrada de novos pa&iacute;ses produtores e padr&otilde;es de consumo, levando a uma estagna&ccedil;&atilde;o do valor gerado pela exporta&ccedil;&atilde;o de vinho portugu&ecirc;s. </P >    <P   align="justify" >Assim, a vitivinicultura est&aacute; historicamente ligada a Portugal como actividade agr&iacute;cola de relevante import&acirc;ncia econ&oacute;mica e social. A vinha &eacute; uma actividade com ra&iacute;zes temporais profundas e, ao mesmo tempo, com um elevado grau de envelhecimento, j&aacute; que 68% das explora&ccedil;&otilde;es t&ecirc;m planta&ccedil;&otilde;es com mais de 30 anos e 44% com mais de 70 anos, expressando a consequente necessidade de rejuvenescimento. As regi&otilde;es do Alentejo e do Algarve s&atilde;o as que apresentam as vinhas mais jovens. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<P   align="justify" >A cultura da vinha e a produ&ccedil;&atilde;o de vinho representaram cerca de 10% do produto total agr&iacute;cola em 2000 e 13,9% em 2004. Para o per&iacute;odo 2001 a 2003, o grau de auto-aprovisionamento foi de 118%, as exporta&ccedil;&otilde;es foram iguais a 1,76 vezes as importa&ccedil;&otilde;es e o consumo <I>per capita</I> situou-se em 49,3 litros. </P >     <P   align="justify" >No que respeita &agrave; estrutura fundi&aacute;ria, a pequena dimens&atilde;o    acompanhada do elevado n&uacute;mero de parcelas por explora&ccedil;&atilde;o    &eacute; a regra e um factor limitante &agrave; rentabiliza&ccedil;&atilde;o    das explora&ccedil;&otilde;es vit&iacute;colas. Quanto &agrave; reparti&ccedil;&atilde;o    da &aacute;rea total da vinha pelos estratos de dimens&atilde;o econ&oacute;mica    (muito pequenas, pequenas, m&eacute;dias e grandes<Sup><a href="#2">2</a></Sup><a name="top2"></a>),    constata-se a domin&acirc;ncia, em quase todo o territ&oacute;rio, das muito    pequenas e pequenas explora&ccedil;&otilde;es. Em termos absolutos, as grandes    explora&ccedil;&otilde;es representam quase um quarto da &aacute;rea total (cerca    de 42 000 ha). </P >     <P   align="justify" >O tecido produtivo do sector est&aacute; envelhecido, predominando os produtores    individuais com mais de 50 anos, sendo apenas 4% da &aacute;rea explorada por    agricultores com menos de 35 anos. Cerca de um quarto dos agricultores n&atilde;o    tem qualquer tipo de instru&ccedil;&atilde;o, e mais de metade n&atilde;o vai    al&eacute;m do ensino b&aacute;sico. O peso daqueles que t&ecirc;m o ensino    superior &eacute; o dobro dos que t&ecirc;m o ensino m&eacute;dio. O Alentejo    &eacute; a regi&atilde;o onde os produtores apresentam n&iacute;veis mais elevados    de instru&ccedil;&atilde;o. </P >     <P   align="justify" >Na estrutura de custos, os encargos com a m&atilde;o-deobra s&atilde;o semelhantes aos encargos com o conjunto dos consumos interm&eacute;dios para as explora&ccedil;&otilde;es especializadas, enquanto nas n&atilde;o especializadas o peso da m&atilde;o-de-obra &eacute; menor. Na vertente das receitas, as explora&ccedil;&otilde;es especializadas em vinho de qualidade realizam praticamente o dobro do rendimento obtido pelas n&atilde;o especializadas, principalmente onde a produ&ccedil;&atilde;o de qualidade &eacute; dominante, como no Alentejo. </P >    <P   align="justify" >A produ&ccedil;&atilde;o de vinho com qualidade reconhecida, VQPRD, DOC e vinho regional, tem vindo a ganhar terreno ao longo dos anos, como resultado da melhoria nas condi&ccedil;&otilde;es de produ&ccedil;&atilde;o, resposta a maiores exig&ecirc;ncias de qualidade dos consumidores e competitividade intersectorial. A produtividade da vinha &eacute; de cerca de 28 hl/ha, e 45% da &aacute;rea total destina-se &agrave; produ&ccedil;&atilde;o de vinhos de qualidade. Se juntarmos a estes os vinhos regionais ent&atilde;o esta percentagem sobe para 65%. </P >    <P   align="justify" >No sector vin&iacute;cola a estrutura empresarial &eacute; diversificada, com empresas do tipo familiar, alguns grupos econ&oacute;micos de dimens&atilde;o internacional e adegas cooperativas. O sector cooperativo contribui para cerca de metade da produ&ccedil;&atilde;o nacional, e desempenha uma importante actividade de concentra&ccedil;&atilde;o e de comercializa&ccedil;&atilde;o pelo n&uacute;mero de produtores abrangidos. </P >     <P   align="justify" >No que diz respeito &agrave; regi&atilde;o Alentejo, esta contribui com cerca    de 15,7% para a produ&ccedil;&atilde;o total agr&iacute;cola. Em 1999, a cultura    da vinha representava, aproximadamente, 14,7% do n&uacute;mero de explora&ccedil;&otilde;es    com culturas permanentes e 10,3% da &aacute;rea de culturas permanentes. Entre    1989 e 1999, a &aacute;rea da vinha aumentou cerca de 30% e, em 2000, a produ&ccedil;&atilde;o    de vinho representava 5% do produto da regi&atilde;o. Nesse ano, a regi&atilde;o    Alentejo contribu&iacute;a com 7% para o volume de produ&ccedil;&atilde;o e    com cerca de 8% para o valor da produ&ccedil;&atilde;o nacional de vinho. </P >     <P   align="justify" >Ao contr&aacute;rio do que se constata na m&eacute;dia nacional, em que a produ&ccedil;&atilde;o    de vinho de mesa, o que tem menor valor acrescentado, representa 33,2% do total    da produ&ccedil;&atilde;o, no Alentejo a import&acirc;ncia de tal produ&ccedil;&atilde;o    &eacute; residual, 2,2%. Os vinhos produzidos na regi&atilde;o apresentam uma    qualidade superior e s&atilde;o maioritariamente do tipo VPQRD e vinho regional,    com um peso de 44,9 % e 52,7% no total, respectivamente. A propor&ccedil;&atilde;o    entre a produ&ccedil;&atilde;o de vinho tinto e vinho branco era de 60% em 2000,    ligeiramente inferior &agrave; m&eacute;dia nacional (67%).</P >     <P   align="justify" >&nbsp;</P >     <P   align="center" ><b>METODOLOGIA </b></P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<P   align="justify" >A literatura sobre efici&ecirc;ncia baseia-se no trabalho pioneiro de Farrell    (1957). A efici&ecirc;ncia &eacute; medida como o desvio em rela&ccedil;&atilde;o    &agrave; melhor pr&aacute;tica produtiva de um conjunto representativo de produtores.    A melhor pr&aacute;tica produtiva corresponde ao que designamos por fronteira    de produ&ccedil;&atilde;o (FP). O mesmo autor tamb&eacute;m introduziu a distin&ccedil;&atilde;o    entre efici&ecirc;ncia t&eacute;cnica (ET) e efici&ecirc;ncia pre&ccedil;o ou    de afecta&ccedil;&atilde;o (EP). A efici&ecirc;ncia t&eacute;cnica de uma explora&ccedil;&atilde;o    &eacute; o desvio dessa explora&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;    fronteira de produ&ccedil;&atilde;o e a efici&ecirc;ncia pre&ccedil;o &eacute;    a dist&acirc;ncia em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es    de maximiza&ccedil;&atilde;o do lucro ou de minimiza&ccedil;&atilde;o do custo.    A efici&ecirc;ncia econ&oacute;mica &eacute; atingida quando ambas as efici&ecirc;ncias,    pre&ccedil;o e t&eacute;cnica, s&atilde;o satisfeitas. </P >     <P   align="justify" >Uma forma de visualizar a efici&ecirc;ncia &eacute; usar uma isoquanta de efici&ecirc;ncia    unit&aacute;ria (IEU), Figura 1, para um grupo de produtores (A, B, C, D) que    utilizam os factores X1 e X2 e produzem Y. Se a tecnologia de produ&ccedil;&atilde;o    apresentar retornos constantes &agrave; escala e for homog&eacute;nea, uma isoquanta    unit&aacute;ria ser&aacute; definida para a fun&ccedil;&atilde;o de produ&ccedil;&atilde;o    Y=F[X1,X2 ]como <img src="/img/revistas/ctv/v24n2/24n2a03e1.gif">. Esta    isoquanta unit&aacute;ria define a fronteira de produ&ccedil;&atilde;o da actividade    Y, baseada nas tecnologias utilizadas pelas empresas A, B e C. </P >     
<p align="center"><img src="/img/revistas/ctv/v24n2/24n2a03f1.bmp"></p>     
<p align="center"><B>Fig. 1 -</B> Efici&ecirc;ncia T&eacute;cnica e Efici&ecirc;ncia    Pre&ccedil;o</p>     <p align="center">T<I>echnical and Price Efficiencies</I></p>     <P   align="justify" >Suponhamos que a empresa D utiliza (X<Sub>1</Sub><Sup>*</Sup>, X<Sup>*</Sup><Sub>2    </Sub>) para produzir Y* e que as suas coordenadas s&atilde;o representadas    por <Sup><img src="/img/revistas/ctv/v24n2/24n2a03e2.gif" width="59" height="42">    </Sup> . A sua efici&ecirc;ncia t&eacute;cnica &eacute;<I> </I>dada por OC/OD,    ou seja, a propor&ccedil;&atilde;o de (X<Sub>1</Sub><Sup>*</Sup>,X<Sub>2</Sub><Sup>*    </Sup>) que &eacute; necess&aacute;ria para produzir Y de forma eficiente. A    inefici&ecirc;ncia t&eacute;cnica da empresa D, dada por 1-OC/ OD=CD/OD, mede    a propor&ccedil;&atilde;o pela qual (X<Sub>1</Sub><Sup>*</Sup>,X<Sub>2</Sub><Sup>*    </Sup>) poderia ser reduzida sem diminuir a quantidade de produto. </P >     
<P   align="justify" >Se PP' for a linha de isocusto, o ponto de custo m&iacute;nimo ser&aacute; B.    Uma vez que o custo em E &eacute; o mesmo que em B, a efici&ecirc;ncia pre&ccedil;o    da empresa D &eacute; definida como o r&aacute;cio OE/OC e a inefici&ecirc;ncia    pre&ccedil;o ser&aacute; dada por 1-OE/OC=EC/OC. Esta inefici&ecirc;ncia mede    a poss&iacute;vel redu&ccedil;&atilde;o nos custos de utilizar a correcta propor&ccedil;&atilde;o    de factores de produ&ccedil;&atilde;o. A efici&ecirc;ncia econ&oacute;mica,    EE=OE/OD, &eacute; o produto da efici&ecirc;ncia t&eacute;cnica (ET) pela efici&ecirc;ncia    pre&ccedil;o (EP), EE=ETxEP.</P >     <P   align="justify" >A efici&ecirc;ncia t&eacute;cnica - o produto m&aacute;ximo obtido a partir de    quantidades dadas de factores - diz respeito somente &agrave;s caracter&iacute;sticas    f&iacute;sicas do processo produtivo, podendo ser considerada uma meta universal    uma vez que &eacute; aplicada em qualquer sistema econ&oacute;mico. Em oposi&ccedil;&atilde;o,    a efici&ecirc;ncia pre&ccedil;o depende dos pre&ccedil;os relativos e do objectivo    dos empres&aacute;rios, o qual &eacute;, normalmente, a maximiza&ccedil;&atilde;o    do lucro (Henriques, 1995).</P >     <P   align="justify" >Um dos m&eacute;todos utilizados no c&aacute;lculo da efici&ecirc;ncia t&eacute;cnica    &eacute; o m&eacute;todo param&eacute;trico baseado na estima&ccedil;&atilde;o    de uma fronteira de produ&ccedil;&atilde;o estoc&aacute;stica, embora tamb&eacute;m    sejam muito utilizados os m&eacute;todos n&atilde;o param&eacute;tricos (Charnes    <I>et al</I>., 1978 e F&auml;re <I>et al</I>.,1994). A fronteira de produ&ccedil;&atilde;o    estoc&aacute;stica foi primeiro definida por Aigner <I>et al</I>.(1977) e Meeusen    e Van Den Brock (1977), que propuseram de modo independente e em simult&acirc;neo,    a seguinte fronteira de produ&ccedil;&atilde;o estoc&aacute;stica: ln <I>y</I><Sub><I>ii    ii </I></Sub>, para i=1,2,...,N, (1) em que y<Sub>i</Sub> &eacute; o n&iacute;vel    de produ&ccedil;&atilde;o da i-&eacute;sima explora&ccedil;&atilde;o, xi &eacute;    o input produtivo da i-&eacute;sima explora&ccedil;&atilde;o e &beta;&eacute;    um vector (k&times;1) de par&acirc;metros a estimar e que caracterizam a tecnologia    em causa. Os erros aleat&oacute;rios vi representam a componente associada &agrave;    produ&ccedil;&atilde;o estoc&aacute;stica (choques aleat&oacute;rios que perturbam    a actividade agr&iacute;cola, nomeadamente precipita&ccedil;&atilde;o, temperatura    e todo o tipo de fen&oacute;menos naturais que afectam a produ&ccedil;&atilde;o).    A componente ui do termo erro representa a efici&ecirc;ncia t&eacute;cnica da    produ&ccedil;&atilde;o da i-&eacute;sima explora&ccedil;&atilde;o. </P >     <P   align="justify" >Aigner <I>et al</I>. (1977) assumiram que os v<Sub>i</Sub>'s eram vari&aacute;veis    com distribui&ccedil;&atilde;o normal, independentes e identicamente distribu&iacute;das    (i.i.d), com m&eacute;dia zero e vari&acirc;ncia constante, &sigma;v<Sup>2 </Sup>independentes    dos u<Sub>i</Sub>'s. Para estes foi assumido serem i.i.d e poderem ter distribui&ccedil;&atilde;o    exponencial ou semi-normal. </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<P   align="justify" >No modelo acima definido, os par&acirc;metros a estimar s&atilde;o &beta;, &sigma;<Sub>v</Sub><Sup>2</Sup>,&sigma;<Sub>u</Sub><Sup>2</Sup>,    ou seja, respectivamente os par&acirc;metros da tecnologia da fun&ccedil;&atilde;o    de produ&ccedil;&atilde;o, e as vari&acirc;ncias da distribui&ccedil;&atilde;o    do erro estoc&aacute;stico (<I>v</I>) e de efici&ecirc;ncia (<I>u</I>). Portanto,    o modelo a estimar aplica-se a dados seccionais, &eacute; uma fronteira comum    &agrave;s explora&ccedil;&otilde;es para cada momento do tempo. </P >     <P   align="justify" >No caso de estarmos na presen&ccedil;a de dados de painel, existem diferentes    tipos de modelo, segundo a distribui&ccedil;&atilde;o do termo erro que estima    a inefici&ecirc;ncia das explora&ccedil;&otilde;es. Pitt e Lee (1981) pegando    na especifica&ccedil;&atilde;o original de Aigner <I>et al</I>. (1977) generalizaram-na    a dados de painel, para uma distribui&ccedil;&atilde;o semi-normal da componente    que mede a efici&ecirc;ncia: ln<I>y</I><Sub><I>it it it </I></Sub>com i=1,2,&hellip;,N    explora&ccedil;&otilde;es,e t=1,2,&hellip;,T momentos do tempo (2).</P >     <P   >Battese e Coelli (1988 e 1992) propuseram ummodelo semelhante, mas tendo os uma    distribui&ccedil;&atilde;oaleat&oacute;ria normal truncada, podendo variar com    otempo de forma exponencial e envolvendo apenas umpar&acirc;metro a estimar.    A equa&ccedil;&atilde;o anterior &eacute; estimada, tendo em aten&ccedil;&atilde;o    a seguinte restri&ccedil;&atilde;o para os termosde inefici&ecirc;ncia t&eacute;cnica:<I>    u </I>={exp[&minus;&eta;(<I>t </I>&minus;<I>T </I>)]}<I>u </I>, com i=1,2,&hellip;N    explora&ccedil;&otilde;es;<I> it it </I>e t=1,2,3,&hellip;T per&iacute;odos    de tempo (3). </P >     <P   >Os u<Sub>i</Sub>'s s&atilde;o vari&aacute;veis aleat&oacute;rias n&atilde;o negativas    que contribuem para a inefici&ecirc;ncia t&eacute;cnica da produ&ccedil;&atilde;o,    s&atilde;o i.i.d e t&ecirc;m distribui&ccedil;&atilde;o normal com m&eacute;dia    &mu; e vari&acirc;ncia &sigma;<Sub>v</Sub><Sup>2</Sup>, enquanto &eta; &eacute;    um par&acirc;metro a estimar. </P >     <P   >Na estima&ccedil;&atilde;o, os autores utilizam a parametriza&ccedil;&atilde;o    de Battese e Corra (1977) em que &sigma;2= &sigma;<Sub><I>V </I></Sub><Sup>2</Sup>+&sigma;<Sub>u</Sub><Sup>2    </Sup>e &gamma;= &sigma;<Sub>u</Sub><Sup>2 </Sup>/(&sigma;<Sub><I>V </I></Sub><Sup>2</Sup>+&sigma;<Sub>u</Sub><Sup>2    </Sup>), ou seja, 0&lt;= &gamma;&lt;=1. Podemos testar se n&atilde;o h&aacute;    inefici&ecirc;ncia atrav&eacute;s do par&acirc;metro &gamma; (H<Sub>0</Sub>:    &gamma;= 0) <I>versus</I> a alternativa de (H<Sub>1</Sub>: &gamma;&gt; 0). </P >     <P   >A este modelo podemos impor as seguintes restri&ccedil;&otilde;es: 1) se &eta;for    igual a zero, a efici&ecirc;ncia &eacute; invariante com o tempo, se &eta;diferente    de zero a efici&ecirc;ncia varia com o tempo; e 2) se &mu; for zero, os u<Sub>i</Sub>'s    t&ecirc;m uma distribui&ccedil;&atilde;o semi-normal e se for diferente de zero,    os u<Sub>i</Sub>'s t&ecirc;m uma distribui&ccedil;&atilde;o normal truncada    (Battese e Coelli, 1992).</P > </P >     <P   >Para testar as hip&oacute;teses acima enunciadas, recorre-se ao teste generalizado    de verosimilhan&ccedil;a (LR). Este teste, em geral, costuma ter uma distribui&ccedil;&atilde;o    &chi;<Sup>2 </Sup>simples, mas como a distribui&ccedil;&atilde;o dos erros est&aacute;    truncada para valores positivos ou nulos, ent&atilde;o a distribui&ccedil;&atilde;o    em causa &eacute; uma &chi;<Sup>2</Sup> mista, tendo os valores cr&iacute;ticos    sido definidos por Kodde e Palm (1986). </P >     <P   >Segundo Coelli et al. (2005), a estat&iacute;stica do teste LR &eacute; calculada    atrav&eacute;s da seguinte express&atilde;o: &minus;2 ln[( )/ <I>L</I>(<I>H    </I>)]}=&minus;{<I>L</I>(<I>H </I>)][ ()],<I> LR </I>={<I>LH </I>2 ln[&minus;ln    <I>LH </I>} 01 01 onde L(H<Sub>0</Sub>) e L(H<Sub>1</Sub>) s&atilde;o os valores    da fun&ccedil;&atilde;o verosimilhan&ccedil;a, respectivamente, sob a hip&oacute;tese    nula e hip&oacute;tese alternativa. </P >     <P   >Para estimar a fronteira de produ&ccedil;&atilde;o estoc&aacute;stica e os n&iacute;veis    de efici&ecirc;ncia de cada explora&ccedil;&atilde;o foi utilizado o <I>software    FRONTIER 4.1</I> (Coelli, 1996).</P >     <P   >&nbsp;</P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<P align="center"   ><b>CARACTERIZA&Ccedil;&Atilde;O DAS EMPRESAS VIT&Iacute;COLAS</b></P >     <P   align="justify" >A amostra deste estudo &eacute; composta por empresas que pertencem &agrave;    Regi&atilde;o Alentejo e que s&atilde;o aderentes &agrave; RICA. As explora&ccedil;&otilde;es    seleccionadas ou pertenciam &agrave; orienta&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnico-econ&oacute;mica    (OTE) viticultura ou tinham uma percentagem do produto da vinha no produto total    superior a 40%. A amostra &eacute; constitu&iacute;da por 22 explora&ccedil;&otilde;es    que foram analisadas no per&iacute;odo de 2000-2005. Todas as explora&ccedil;&otilde;es    produzem uva para vinho, sendo a totalidade da uva vendida a adegas cooperativas    da regi&atilde;o. </P >     <P   align="justify" >A maioria dos empres&aacute;rios, 82%, tem um n&iacute;vel de instru&ccedil;&atilde;o inferior &agrave; escolaridade obrigat&oacute;ria, enquanto somente 9% tem instru&ccedil;&atilde;o superior ao 12&ordm; ano. Cerca de 55% dos produtores t&ecirc;m idade inferior a 50 anos, enquanto 31,8% t&ecirc;m idade superior a 60 anos. </P >    <P   align="justify" >As explora&ccedil;&otilde;es por conta pr&oacute;pria representam 54,5% da amostra, 9,1% s&atilde;o exploradas por arrendamento e 36,4% apresentam outras formas de explora&ccedil;&atilde;o. A &aacute;rea das explora&ccedil;&otilde;es varia de um m&iacute;nimo de 7,1 a um m&aacute;ximo de 171,9 ha, sendo a &aacute;rea m&eacute;dia de 61,9 ha. Desta &aacute;rea, 53,2% &eacute; por conta pr&oacute;pria, 11,7% &eacute; irrigada e 26,4% &eacute; ocupada com a cultura da vinha. Cerca de 54,5% do n&uacute;mero de explora&ccedil;&otilde;es apresentam superf&iacute;cie irrigada, variando esta entre 75,1% a 2,2% da &aacute;rea total. </P >    <P   align="justify" >Em m&eacute;dia, as explora&ccedil;&otilde;es utilizam 2,3 UHT, dos quais 1,0 &eacute; de origem familiar e 1,3 UHT s&atilde;o assalariadas. No entanto, cerca de 60% do n&uacute;mero de explora&ccedil;&otilde;es utilizam mais de 80% de m&atilde;o-de-obra n&atilde;o assalariada. </P >    <P   align="justify" >Na estrutura de custos, o peso dos consumos interm&eacute;dios (49,8%) &eacute; bastante semelhante ao peso dos restantes encargos da explora&ccedil;&atilde;o e fundi&aacute;rios (50,2%). Dos consumos interm&eacute;dios, 33,9% s&atilde;o devidos a m&aacute;quinas e equipamentos, 39,6% s&atilde;o gastos com as actividades vegetais, 3,8% com as actividades animais e 22,75% s&atilde;o englobados na categoria outros encargos. As componentes mais importantes da categoria outros encargos de explora&ccedil;&atilde;o e fundi&aacute;rios, s&atilde;o os encargos com as amortiza&ccedil;&otilde;es (67,4%) e com a m&atilde;o-de-obra (19,0%). </P >    <P   align="justify" >Cerca de 68% das explora&ccedil;&otilde;es recorre a empr&eacute;stimos para financiar a sua actividade produtiva. A maioria dos empr&eacute;stimos &eacute; de curto prazo, havendo unicamente 14% das empresas que recorreram ao cr&eacute;dito de longo prazo para financiarem os seus investimentos. Durante o per&iacute;odo em an&aacute;lise somente duas empresas n&atilde;o realizaram investimentos. O investimento m&eacute;dio por explora&ccedil;&atilde;o, para o per&iacute;odo, foi de cerca de 90.000 &euro;. Das explora&ccedil;&otilde;es que realizaram investimentos, apenas 40% das empresas receberam subs&iacute;dios. A estrutura do investimento &eacute; dominada pelas m&aacute;quinas e equipamentos, cerca de 67%, logo seguida pelas planta&ccedil;&otilde;es com 28%. </P >    <P   >Como seria de esperar, a composi&ccedil;&atilde;o do produto &eacute; dominada pelas receitas devidas &agrave; produ&ccedil;&atilde;o vegetal (77,3%), a produ&ccedil;&atilde;o animal &eacute; residual (2,1%) e o restante deve-se ao produto diverso. Neste, os subs&iacute;dios correntes representam cerca de 75,5%, ou, quando expressos em termos do produto total, representam 15,2% da receita total das explora&ccedil;&otilde;es vit&iacute;colas. Na produ&ccedil;&atilde;o vegetal, a percentagem do produto proveniente da cultura da vinha &eacute; predominante contribuindo com 78,2%. </P >     <P   >A rendibilidade expressa em termos do valor acrescentado bruto das explora&ccedil;&otilde;es    permite-nos dizer que, em m&eacute;dia, as explora&ccedil;&otilde;es produzem    1.308 &euro; por hectare de SAU e cerca de 20.436 &euro; por UTA.</P >     <P align="center"   >&nbsp;</P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<P align="center"   ><b>RESULTADOS</b> </P >     <P   >Como referido anteriormente, os dados que serviram para estimar a fronteira de    produ&ccedil;&atilde;o estoc&aacute;stica s&atilde;o compostos por um painel    de 22 explora&ccedil;&otilde;es para o per&iacute;odo compreendido entre 2000    e 2005. A fronteira de produ&ccedil;&atilde;o estimada &eacute; a expressa pelas    equa&ccedil;&otilde;es 2 e 3. </P >     <P   >A vari&aacute;vel dependente utilizada foi a PRO, que representa o produto bruto agr&iacute;cola das explora&ccedil;&otilde;es, incluindo os subs&iacute;dios. As vari&aacute;veis regressoras utilizadas foram as seguintes: 1) a superf&iacute;cie agr&iacute;cola &uacute;til (SAU) que corresponde ao somat&oacute;rio da SAU de conta pr&oacute;pria, de arrendamento e de outras formas; 2) as unidades de trabalho anual (UTA), que s&atilde;o medidas dividindo o tempo efectivo de trabalho anual pelo tempo de trabalho anual padr&atilde;o (2400 horas); 3) os custos com m&aacute;quinas e equipamentos (CME) que incluem o aluguer das m&aacute;quinas, a conserva&ccedil;&atilde;o e repara&ccedil;&atilde;o de equipamento, os carburantes e lubrificantes utilizados e ainda as amortiza&ccedil;&otilde;es do equipamento; 4) e os encargos espec&iacute;ficos das culturas (EEC) que abrangem as despesas relacionadas directamente com a actividade vegetal, constitu&iacute;das por sementes e plantas; fertilizantes e correctivos; fitof&aacute;rmacos; outros encargos espec&iacute;ficos das culturas e amortiza&ccedil;&otilde;es com culturas permanentes. Assim, o modelo proposto &eacute; dado por ln(PRO<Sub>it</Sub>) = &beta;<Sub>0</Sub> + &beta;<Sub>1</Sub>ln(SAU<Sub>it</Sub>) + &beta;<Sub>2</Sub>ln(UTA<Sub>it</Sub>) + &beta;<Sub>3</Sub>ln(CME<Sub>it</Sub>) + &beta;<Sub>4</Sub>ln(EEC<Sub>it</Sub>) + V<Sub>it</Sub> - U<Sub>it</Sub>, com i=1,2,&hellip;,22 explora&ccedil;&otilde;es, e t=1,2,&hellip;,6 momentos do tempo. </P >     <P   >Como referido na sec&ccedil;&atilde;o 2, a partir do modelo geral podemos testar    v&aacute;rias restri&ccedil;&otilde;es, as quais permitem definir 5 modelos.    A escolha do modelo que melhor se ajusta aos dados &eacute; feita utilizando    o teste LR. A hip&oacute;tese alternativa (H<Sub>1</Sub>) corresponde ao modelo    menos restritivo, &mu;&ne;0 e &eta;&ne;0. A primeira hip&oacute;tese nula (H<Sub>0</Sub>)    a ser testada &eacute; se existe um termo explicativo da efici&ecirc;ncia, &gamma;    = 0 versus &gamma;&ne; 0. No caso de esta ser rejeitada, testam-se as diferentes    op&ccedil;&otilde;es para &mu; e &eta;, como apresentado no <a href="#1q">Quadro    I</a><a name="top1q"></a>. </P >     <P   >O valor do teste LR para cada uma das H<Sub>0 </Sub>consideradas &eacute; apresentado no Quadro I. Conclu&iacute;mos que a primeira hip&oacute;tese (&mu;=0, &eta; =0 e &gamma; =0), assim como as outras tr&ecirc;s s&atilde;o rejeitadas, pelo que o modelo que corresponde &agrave; hip&oacute;tese alternativa (&mu;&ne;0 e &eta;&ne;0) n&atilde;o pode ser rejeitado. Isto significa que o termo da efici&ecirc;ncia tem uma distribui&ccedil;&atilde;o normal truncada e que a efici&ecirc;ncia varia com o tempo. </P >    <P   align="justify" >No Quadro II apresentam-se as estimativas de m&aacute;xima verosimilhan&ccedil;a (MV) das vari&aacute;veis inclu&iacute;das no modelo seleccionado, assim como dos par&acirc;metros. Verifica-se que todas as vari&aacute;veis e par&acirc;metros s&atilde;o significativos, para um n&iacute;vel de confian&ccedil;a de 95%. O par&acirc;metro &eacute; negativo, indicando que a efici&ecirc;ncia t&eacute;cnica diminui ao longo do tempo. A soma dos coeficientes &eacute; igual a 0,95, podendo revelar que estamos na presen&ccedil;a de retornos decrescentes &agrave; escala. </P >     <P   align="justify" >A Figura 2 ilustra, para cada empresa, a efici&ecirc;ncia t&eacute;cnica estimada    para cada um dos anos considerados, enquanto o <a href="#3a">Quadro III</a><a name="top3a"></a>    mostra a efici&ecirc;ncia t&eacute;cnica m&eacute;dia por ano. Como revelado    pelo par&acirc;metro &eta;, 0,22, a efici&ecirc;ncia t&eacute;cnica apresenta    uma tend&ecirc;ncia decrescente, apresentando um valor m&eacute;dio de 79,3%    em 2000 e de 52,0% em 2005. Este facto poder&aacute; ser o resultado de um aumento    de factores de produ&ccedil;&atilde;o, como a reconvers&atilde;o de planta&ccedil;&otilde;es    antigas, cujo retorno neste tipo de cultura, tal como na maioria das culturas    permanentes, s&oacute; ser&aacute; obtido mais tarde quer pelo aumento na produ&ccedil;&atilde;o    quer, sobretudo, pelo aumento da qualidade da uva produzida. </P >     <P   align="center" ><img src="/img/revistas/ctv/v24n2/24n2a03f2.bmp"></P >     
<P   align="center" ><b>Fig. 2</b> - Efici&ecirc;ncia por empresa, para os anos 2000 a 2005  </P >     <P   align="center" ><i>Efficiency by farm, 2000 to 2005</i></P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<P   align="justify" >Com base na efici&ecirc;ncia m&eacute;dia de cada explora&ccedil;&atilde;o, foi    testada a rela&ccedil;&atilde;o entre a efici&ecirc;ncia e os atributos classe    de idade, n&iacute;vel de instru&ccedil;&atilde;o, classe de SAU, percentagem    de SAU arrendada na SAU total, percentagem de UTA n&atilde;o assalariada na    UTA total, percentagem da &aacute;rea de vinha na SAU, exist&ecirc;ncia de apoio    de medidas agro-ambientais de protec&ccedil;&atilde;o ou produ&ccedil;&atilde;o    integrada, percentagem do produto da viticultura no produto total, percentagem    de subs&iacute;dios no produto total, classe de dimens&atilde;o econ&oacute;mica    (DE), natureza jur&iacute;dica do produtor, forma de explora&ccedil;&atilde;o,    valor acrescentado bruto (VAB); rendimento l&iacute;quido da explora&ccedil;&atilde;o    (RLE); investimento &agrave;s culturas permanentes e exist&ecirc;ncia de superf&iacute;cie    irrigada. Para cada um destes atributos constru&iacute;ram-se classes ou grupos    (C1, C2, C3). Para relacionar os n&iacute;veis de efici&ecirc;ncia com os atributos    foram utilizados os testes de an&aacute;lise de vari&acirc;ncia, que compara    a varia&ccedil;&atilde;o dentro de cada grupo e entre os grupos, e o teste de    Kruskall-Wallis, que realiza a an&aacute;lise de vari&acirc;ncia baseada na    ordena&ccedil;&atilde;o dos n&iacute;veis de efici&ecirc;ncia. </P >     <P   align="center" ><a href="#top1q">QUADRO I</a><a name="1q"></a></P >     <P   align="center" >Testes para Selec&ccedil;&atilde;o do Modelo da Fronteira de Produ&ccedil;&atilde;o</P >     <P   align="center" ><I>Tests for Production Frontier Model Selection </I></P >     <div align="center"><img src="/img/revistas/ctv/v24n2/24n2a03t1.bmp"> </div>     
<P   align="center" >&nbsp;</P >     <P   align="center" >QUADRO II</P >     <P   align="center" >Par&acirc;metros do Modelo Seleccionado (&eta;&ne;0 e &mu;&ne;0)</P >     <P   align="center" ><I>Parameters of the Selected Model (</I>&eta;&ne;<I>0 e </I>&mu;&ne;<I>0</I>)</P >     <P   align="center" ><img src="/img/revistas/ctv/v24n2/24n2a03t2.bmp"></P >     
]]></body>
<body><![CDATA[<P   align="center" >&nbsp;</P >     <P   align="center" ><a href="#top3a">QUADRO III</a><a name="3a"></a></P >     <P   align="center" >Efici&ecirc;ncia T&eacute;cnica M&eacute;dia por Ano</P >     <P   align="center" ><I>Average Technical Efficiency per Year </I></P >     <P   align="center" ><i><img src="/img/revistas/ctv/v24n2/24n2a03t3.bmp"></i></P >     
<P   align="justify" >&nbsp;</P >     <P   align="justify" >Analisando o Quadro IV, verifica-se que as vari&aacute;veis dimens&atilde;o econ&oacute;mica, natureza jur&iacute;dica e rendimento l&iacute;quido da explora&ccedil;&atilde;o, as m&eacute;dias, para as classes consideradas, s&atilde;o estatisticamente significativas. Assim, quanto maior a dimens&atilde;o econ&oacute;mica e o rendimento l&iacute;quido da explora&ccedil;&atilde;o, maior &eacute; a efici&ecirc;ncia das explora&ccedil;&otilde;es. As explora&ccedil;&otilde;es em que o produtor &eacute; aut&oacute;nomo s&atilde;o mais eficientes do que aquelas em que o produtor &eacute; empres&aacute;rio. </P >     <P   align="justify" >Apesar de n&atilde;o apresentar diferen&ccedil;as estatisticamente significativas    em termos de m&eacute;dias, verifica-se que as explora&ccedil;&otilde;es tendem    a ser mais eficientes quando: o produtor tem menos de 50 ou mais de 60 anos    e um n&iacute;vel de instru&ccedil;&atilde;o superior ao 9&ordm; ano; t&ecirc;m    uma maior SAU e uma maior percentagem de vinha na SAU; t&ecirc;m uma maior percentagem    de produto vit&iacute;cola ou maior VAB; e as que beneficiam de medidas de produ&ccedil;&atilde;o    ou protec&ccedil;&atilde;o integrada.</P >     <P   align="justify" >&nbsp;</P >     <P   align="center" ><b>CONCLUS&Otilde;ES </b></P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<P   align="justify" >A cultura da vinha apresenta uma import&acirc;ncia estrat&eacute;gica para a    agricultura portuguesa e para a regi&atilde;o Alentejo, pelo seu papel na cria&ccedil;&atilde;o    de riqueza, quer em termos do valor da produ&ccedil;&atilde;o quer de exporta&ccedil;&atilde;o.    A estrutura fundi&aacute;ria &eacute; atomizada, as vinhas encontram-se envelhecidas,    e os produtores s&atilde;o idosos e com deficiente escolaridade. </P >     <P   align="justify" >O objectivo deste estudo foi caracterizar a estrutura produtiva, estimar os n&iacute;veis de efici&ecirc;ncia t&eacute;cnica de uma amostra de explora&ccedil;&otilde;es vit&iacute;colas da regi&atilde;o Alentejo pertencentes &agrave; RICA e explicar as principais causas da sua inefici&ecirc;ncia. </P >     <P   align="justify" >As explora&ccedil;&otilde;es estudadas exibem uma &aacute;rea m&eacute;dia de    62 ha, dos quais 26,4% s&atilde;o ocupados pela cultura empresas no futuro.    Este estudo suporta que uma das da vinha. Os produtores apresentam baixos n&iacute;veis    de escolaridade e mais de metade tem uma idade inferior a 50 anos. A maioria    da m&atilde;o-de-obra utilizada &eacute; de origem familiar. A propor&ccedil;&atilde;o    entre os custos fixos e vari&aacute;veis &eacute; semelhante, sendo que nos    primeiros pesam mais os encargos com as culturas e nos segundos dominam as amortiza&ccedil;&otilde;es.    Quase todas as empresas realizaram investimentos, sendo estes dominados pela    moto-mecaniza&ccedil;&atilde;o, logo seguido pelas culturas permanentes. O produto    gerado &eacute; dominado maioritariamente pela componente vegetal na qual sobressai    a receita proveniente da venda das uvas. Sendo a produ&ccedil;&atilde;o de uvas    vendida na totalidade a adegas cooperativas, o sucesso destes produtores est&aacute;    intimamente ligado &agrave; competitividade das adegas cooperativas a que est&atilde;o    geograficamente ligados, em termos de transforma&ccedil;&atilde;o e comercializa&ccedil;&atilde;o    do vinho. </P >     <P   align="center" >QUADRO IV</P >     <P   align="center" >Rela&ccedil;&atilde;o entre efici&ecirc;ncia t&eacute;cnica e atributos</P >     <P   align="center" ><I>Technical Efficiency and Attributes </I></P >     <P   align="center" ><i><img src="/img/revistas/ctv/v24n2/24n2a03t4.bmp"></i></P >     
<P   align="justify" >Os resultados obtidos, utilizando uma fronteira de produ&ccedil;&atilde;o estoc&aacute;stica,    mostraram que a efici&ecirc;ncia t&eacute;cnica varia com o tempo, que existe    espa&ccedil;o para melhorar a efici&ecirc;ncia t&eacute;cnica das explora&ccedil;&otilde;es    vit&iacute;colas e que esta aumenta com a dimens&atilde;o e rentabilidade das    explora&ccedil;&otilde;es assim como para as situa&ccedil;&otilde;es em que    o produtor vit&iacute;cola &eacute; aut&oacute;nomo. </P >     <P   align="justify" >Podemos concluir que, para as explora&ccedil;&otilde;es vit&iacute;colas estudadas,    uma melhoria na sua efici&ecirc;ncia produtiva, quer em termos da utiliza&ccedil;&atilde;o    dos factores de produ&ccedil;&atilde;o, quer em termos da forma&ccedil;&atilde;o    dos produtores ou do rejuvenescimento das vinhas, ser&aacute; um elemento fundamental    para o sucesso destas formas de melhorar a efici&ecirc;ncia e a rendibilidade    &eacute; a op&ccedil;&atilde;o por um aumento na dimens&atilde;o das empresas    vit&iacute;colas. </P >     <P   align="justify" >&nbsp;</P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<P   align="justify" >&nbsp;</P >     <P   align="center" ><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b> </P >     <!-- ref --><P   align="justify" >Aigner D., Lovell C., Schmidt P., 1977. Formulation and Estimation of Stochastic    Frontier Production Function Model. <I>Journal of Econometrics</I>, <B>6</B>,    21-36. </P >     &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S0254-0223200900020000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><P   align="justify" >Battese G., Corra G., 1977. Estimation of a Production Frontier Model: With Application    to the Pastoral Zone of Eastern Australia. <I>Australian Journal of eAgricultural    Economics</I>, <B>21</B>, 169-179. </P >     <P   align="justify" >Battese G.E., Coelli T.J., 1988. Prediction of Firm Level Technical Efficiencies With a Generalised Frontier Production Function and Panel Data. <I>Journal of Econometrics</I>, <B>38</B>, 387-399. </P >    <P   align="justify" >Battese G.E., Coelli T.J., 1992. Frontier Production Functions, Technical Efficiency and Panel Data: With Applications to Paddy Farmers in India. <I>Journal of Productivity Analysis</I>, <B>3</B>, 153-169. </P >    <P   align="justify" >Charnes A., Cooper W., Rhodes E., 1978. Measuring the efficiency of decision making units. <I>European Journal of Operational Research</I>, <B>2</B>, 429-444. </P >    <P   align="justify" >Coelli,T., 1996. A Guide to FRONTIER Version 4.1: A Computer Program for Stochastic Frontier Production and Cost Function Estimation. <I>Working Paper 96/07</I>. CEPA, University of New England. Armidale, Australia. </P >     <P   align="justify" >Coelli T.J., Rao D.S., O'Donnell C.J., Battese G.E., 2005. <I>An Introduction    to Efficiency and Productivity Analysis</I>, 2nd ed., Springer.</P >     <P   >F&auml;re R., Grosskopf S., Lovell C., 1994. <I>Production Frontiers</I>,Cambridge    University Press.</P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<P   >Farrell, M. J. 1957. The Measurement of Productive Efficiency.<I> Journal of    the Royal Statistical Society</I>, <B>120</B>, 253-281. </P >     <P   >Henriques P., 1995. <I>Technical Efficiency and Changes in Alentejan Farming    Systems</I>, Ph.D. Thesis. The University of Read-ing, Reading.</P >     <P   >INE (v&aacute;rios anos). Estat&iacute;sticas Agr&iacute;colas.</P >     <P   >INE,1989. Recenseamento Geral da Agricultura.</P >     <P   >INE, 1999. Recenseamento Geral da Agricultura.</P >     <P   >Kodde D., Palm F., 1986. Wald Criteria for Jointly Testing Equality and Inequality    Restrictions. <I>Econometrica</I>, <B>54</B>, No 5. 1243-1248.</P >     <P   >MADRP - GPP, 2007. Vitivinicultura Diagn&oacute;stico Sectorial.</P >     <P   align="justify" >Meeusen W., van den Broek J., 1977. Efficiency Estimation from Cobb-Douglas Production Functions with Composed Error. <I>International Economic Review</I>, <B>18</B>, 435-444. </P >     <P   align="justify" >Pitt M., Lee F., 1981. The Measurement and Sources of Technical Inefficiency    in the Indonesian Weaving Industry. <I>Journal of Development Economics</I>,    <B>9</B>, 43-64. </P >     <P   align="justify" >&nbsp;</P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<P   align="justify" ><Sup><a href="#top1">1</a><a name="1"></a> </Sup>Utilizaremos, sem transcrever    ipsis verbis, informa&ccedil;&atilde;o inscrita na bibliografia, nomeadamente,    MADRP-GPP, 2007, INE 89 e 99, e INE (v&aacute;rios anos). </P >     <P   align="justify" ><Sup><a href="#top2">2</a><a name="2"></a></Sup> Muito pequenas - &lt; 4 UDE;    pequenas - 4 a 16 UDE; m&eacute;dias 16 a 40 UDE; grandes - &gt; 40 UDE. </P >      ]]></body><back>
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<surname><![CDATA[Aigner]]></surname>
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