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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Dinâmicas regionais de inovação em Portugal uma análise baseada na utilização de patentes]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Regional innovation Propensity in Portugal: an analysis based on Patent data]]></article-title>
<article-title xml:lang="fr"><![CDATA[Analyse des dynamiques régionales d’innovation, basée sur le dépôt des Patentes]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This paper analyses the regional distribution of patents in Portugal in the period 1980-2008 using information that was recently made available. Lisbon leads the national ranking by far. However, towards the end of the period under analysis, a few regions around Oporto have increased their share in the total number of patents. This has taken place alongside an increase in the total number of patent applications from 2000 onwards, after two decades in which that number remained basically stagnant in Portugal. The main protagonists of this recent increase have been universities and other academic institutions. The paper concludes by stressing that the lack of growth in patent applications by the business sector is a cause for concern, given the gap that still separates Portugal from the countries that top the international patent rankings.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="fr"><p><![CDATA[On analyse la répartition régionale des patentes déposées au Portugal pendant la période 1980-2008. La région métropolitaine de Lisbonne est nettement en tête. Cependant quelques régions de la périphérie de Porto ont vu récemment croître leur part. Le rythme de dépôt des patentes s’accélère depuis le début du siècle, alors qu’il était resté stagnant pendant deux décennies. Ce sont surtout les Universités et institutions similaires qui sont responsables de l’accroissement récent, alors que le secteur des affaires reste moins dynamique. Le fait que les entreprises n’augmentent guère leur application des patentes, est préoccupant dans la mesure où le Portugal reste à la traîne par rapport aux pays situés en tête du ranking des patentes.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Dinâmicas regionais de inovação em Portugal uma análise baseada na utilização    de patentes</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Manuel Mira Godinho<sup>[i]</sup></b></p>     <p>[i] Professor Catedrático do ISEG/UTL e Investigador da Unidade de Estudos    em Complexidade e Economia. E-mail: <a href="mailto:mgodinho@iseg.utl.pt">mgodinho@iseg.utl.pt</a>  </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO – </b>O presente artigo propõe uma análise da distribuição regional    da propensão a inovar em Portugal, utilizando para o efeito informação recentemente    disponibilizada acerca de patentes requeridas por residentes em território nacional.    Para o período que vai de 1980 a 2008, a região da Grande Lisboa assume uma    liderança destacada no recurso a patentes. Nos anos mais recentes, porém, um    conjunto de regiões contíguas da orla Litoral Norte têm aumentado o seu peso    relativo. Esta alteração verifica-se num contexto de aceleração da procura de    patentes a partir de 2000, depois de uma prolongada estagnação nas duas décadas    precedentes. Constatou-se que as alterações registadas são tributárias da iniciativa    de instituições académicas ou similares, face a um menor dinamismo do sector    empresarial. O desempenho das empresas é considerado preocupante, tendo em conta    a distância face aos países que lideram os <i>rankings </i>internacionais de    patentes. </p>     <p><b><i>Palavras-chave: </i></b>Inovação, patentes, propriedade industrial, regiões,    Portugal. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Regional innovation Propensity in Portugal: an analysis based on Patent    data</b></p>     <p><b>ABSTRACT – </b> This paper analyses the regional distribution of patents    in Portugal in the period 1980-2008 using information that was recently made    available. Lisbon leads the national ranking by far. However, towards the end    of the period under analysis, a few regions around Oporto have increased their    share in the total number of patents. This has taken place alongside an increase    in the total number of patent applications from 2000 onwards, after two decades    in which that number remained basically stagnant in Portugal. The main protagonists    of this recent increase have been universities and other academic institutions.    The paper concludes by stressing that the lack of growth in patent applications    by the business sector is a cause for concern, given the gap that still separates    Portugal from the countries that top the international patent rankings. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><i>Key words: </i></b>Innovation, patents, industrial property, regions,    Portugal. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Analyse des dynamiques régionales d’innovation, basée sur le dépôt des Patentes</b></p>     <p><b>RESUME – </b> On analyse la répartition régionale des patentes déposées    au Portugal pendant la période 1980-2008. La région métropolitaine de Lisbonne    est nettement en tête. Cependant quelques régions de la périphérie de Porto    ont vu récemment croître leur part. Le rythme de dépôt des patentes s’accélère    depuis le début du siècle, alors qu’il était resté stagnant pendant deux décennies.    Ce sont surtout les Universités et institutions similaires qui sont responsables    de l’accroissement récent, alors que le secteur des affaires reste moins dynamique.    Le fait que les entreprises n’augmentent guère leur application des patentes,    est préoccupant dans la mesure où le Portugal reste à la traîne par rapport    aux pays situés en tête du <i>ranking </i>des patentes. </p>     <p><b><i>Mots-clés: </i></b>Innovation, patentes, propriété industrielle, régions,    Portugal. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p>I. INTRODUÇÃO </p>     <p>O presente artigo propõe uma análise da distribuição regional da propensão    a inovar em Portugal. Para o efeito é utilizada informação sobre patentes requeridas    por entidades residentes em território português. Essa informação foi fornecida    pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), a entidade responsável    pela gestão do sistema português de propriedade industrial. </p>     <p>O recurso à análise de patentes para caracterizar as dinâmicas de inovação,    apesar de comum em estudos internacionais ou em trabalhos centrados em algumas    das economias mais desenvolvidas, não tem sido frequente em Portugal. Esta lacuna    não é aceitável, dado as patentes constituírem um elemento central da competitividade    das empresas em sectores de maior intensidade cognitiva, na direcção dos quais    a especialização internacional da economia portuguesa deveria desejavelmente    progredir. Ao propor pela primeira vez uma análise de indicadores de patentes    com referência ao caso português, o estudo de Godinho <i>et al</i>. (2004) constitui    uma excepção no panorama da investigação sobre inovação em Portugal. </p>     <p>Apesar de há várias décadas ser frequente a utilização de patentes como indicador    em estudos de inovação, essa utilização não tem sido feita sem contestações.    Por esta razão, a secção que se segue é dedicada à discussão da adequação da    análise de patentes para efeitos de observação de padrões de inovação na economia,    designadamente tendo em conta regiões como as portuguesas que constituem objecto    do presente estudo. Na secção seguinte, apresenta-se sumariamente a base de    dados fornecida pelo INPI para o período de 1980 a 2008 e explicam-se as adaptações    que tiveram de ser feitas. A penúltima secção concentra-se na análise da distribuição    regional de pedidos de patentes ao nível NUTS III, bem como na discussão de    outros aspectos relevantes relacionados com o uso de patentes em Portugal. Por    fim, a última secção apresenta as conclusões do estudo. A percepção que temos    é que os resultados gerados por este tipo de análise poderão suscitar alguma    perplexidade, mas cremos também que a eventual dissonância decorrente poderá    impulsionar uma desejável mudança de percepções. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>II. A ADEQUAÇÃO DE INDICADORES DE PATENTES PARA ANALISAR DINÂMICAS DE INOVAÇÃO  </p>     <p>Desde o esforço pioneiro de Joseph Schumpeter (1934) que os estudos de inovação    têm procurado estabelecer uma definição consistente de “inovação”. O conceito    de inovação tem progredido ao longo dos anos, encontrando-se actualmente várias    definições concorrentes. A abrangência e o enfoque dessas definições dependem,    em parte, da perspectiva disciplinar em que os autores se colocam. Uma definição    que, não sendo consensual, encontra elevada aceitação, é que a inovação se verifica    quando uma dada invenção é utilizada pela primeira vez para fins económicos    e sociais. Empregando uma linguagem mais mercantil, alguns autores adaptam esta    ideia, afirmando que a inovação ocorre quando a invenção chega pela primeira    vez ao mercado. </p>     <p>Existem dois aspectos comuns às definições apresentadas no parágrafo precedente.    Em primeiro lugar, ambas estabelecem uma distinção conceptual entre invenção    e inovação, indicando que a segunda ocorre na sequência da primeira. Em segundo    lugar, ambas as definições referenciam que se verifica inovação quando uma dada    invenção é empregue pela “primeira vez”. Esta perspectiva comum destaca, portanto,    a singularidade do acto inovador, impedindo que se fale de inovação relativamente    a adopções posteriores, mesmo que estas se verifiquem em contextos geográficos,    sectoriais ou empresariais muito distintos. </p>     <p>Neste sentido, as definições precedentes concordam com o critério de “novidade”    que preside à atribuição de uma patente. Quando um inventor apresenta a um instituto    de patentes (como é o caso do INPI em Portugal) um pedido de patente, os técnicos    responsáveis pela sua avaliação comparam o respectivo conteúdo com as patentes    vigentes à escala mundial, só decidindo pela atribuição quando constatam existir    um contributo líquido para o avanço do estado-de-arte tecnológico. Uma tecnologia    já patenteada noutro país fica, assim, impossibilitada de obtenção de novas    patentes, sempre que o pedido de protecção não venha pela mão do respectivo    inventor. As patentes, medidas pelo número de pedidos ou pelo número de patentes    efectivamente atribuídas, constituem, por conseguinte, uma “medida absoluta”    de inovação à escala mundial. </p>     <p>Esta perspectiva “absoluta” difere de uma visão mais “relativista” de inovação    que se desenvolveu durante a década de 1990 e que, em grande medida, decorre    das propostas apresentadas no Manual de Oslo (OECD, 1992). As sugestões contidas    neste Manual foram materializadas nos designados Inquéritos Europeus à Inovação,    organizados pelo EUROSTAT (Smith, 2005). Estes inquéritos, que abrangem dezenas    de milhar de empresas europeias, contabilizam como inovação todas as adopções,    por parte das empresas inquiridas, de produtos ou processos substancialmente    distintos dos que eram produzidos ou empregues no passado recente. Nesta perspectiva,    uma mesma inovação que esteja protegida por uma única patente, pode ser contabilizada    como inovação um número indiscriminado de vezes, tendo em conta a sua sucessiva    adopção por diferentes empresas. </p>     <p>A opção por uma destas duas perspectivas, de inovação “absoluta” ou “relativa”,    depende, em grande medida, do quadro conceptual e do propósito do estudo a efectuar.    Se a intenção é observar como um determinado espaço ou entidade se posicionam    face aos líderes tecnológicos à escala mundial, o primeiro critério será mais    pertinente. Se a intenção é observar os esforços de ajustamento das empresas    às dinâmicas de mudança tecnológica, o segundo critério será certamente preferível.    Não querendo discutir os méritos relativos de cada uma destas abordagens, parece-nos    contudo que a adopção da abordagem “relativa” pode conduzir a falsas comparações,    pois uma dada entidade ou região podem, seguindo esse critério, revelar uma    grande dinâmica “inovadora”, mas esta basear-se em inovações que noutros pontos    do mundo já foram vulgarizadas há bastantes anos. Em contrapartida, a adopção    do critério “absoluto”, embora podendo deixar de fora muitos esforços inovadores    localizados, permite identificar como o sujeito estudado se posiciona face à    fronteira tecnológica num dado momento. </p>     <p>No presente estudo segue-se a perspectiva “absoluta” de inovação, recorrendo    à análise de pedidos de patentes no contexto geográfico das regiões portuguesas    a um nível de agregação correspondente a NUTS III. Esta opção não decorre de    se considerar esta perspectiva como sendo inequivocamente melhor, mas (i) do    facto de existirem dados novos que nos foram disponibilizados, (ii) de este    tipo de dados nunca terem sido ventilados para as regiões portugueses e, ainda,    (iii) de não existirem dados disponíveis para indicadores alternativos ao nível    de desagregação regional que desejamos estudar. </p>     <p>Na análise a realizar têm-se em conta as vantagens e desvantagens de utilização    de patentes enquanto indicadores de inovação. Reconhece-se que a patente constitui    um indicador intermédio do processo inovativo, constituindo essencialmente um    ponto possível de passagem entre o desenvolvimento da inovação e a sua exploração    económica. A literatura existente sobre a utilização de patentes tem referenciado    essas vantagens e desvantagens de forma sistemática (Griliches, 1981, 1984 e    1990; Pavitt, 1985 e 1988; Griliches <i>et al.</i>, 1991; Kleinknecht <i>et    al., </i>2002). </p>     <p>Na identificação das vantagens destaca-se que as bases de dados de patentes    fornecem séries temporais muito longas, sendo a informação nelas contida temporalmente    consistente, com excepção de situações em que se verificam alterações significativas    na legislação, ou nas práticas dos tribunais que intervêm nestas matérias. Estas    bases de dados são também, em geral, públicas e com tratamento facilitado através    de meios informáticos. A informação nelas contida pode ser analisada em termos    tecnológicos muito especializados, por via das nomenclaturas de classificação    muito desagregadas empregues. A análise do conteúdo das patentes também proporciona,    por via da contagem de citações, informação importante sobre a influência de    invenções-chave e permite identificar inventores sistemáticos (<i>serial-inventors</i>).    Os dados disponíveis tornam possível ainda estudar as organizações com maior    propensão a patentear e realizar estudos comparativos a nível internacional    ou regional. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A maior debilidade que se identifica nos indicadores de patentes, enquanto    possível medida de inovação, tem a ver com o facto de um grande número de importantes    inovações não serem patenteadas. Tal deve-se, logo à partida, ao facto de uma    parte substancial das inovações não ter natureza tecnológica. Por outro lado,    um grande número de sectores, mais concentrados em certas tecnologias e tipos    de mercado, dá prioridade a outros mecanismos de protecção, associados ao segredo    industrial, à reputação e <i>marketing</i>, ou à liderança sistemática face    aos rivais. Estes mecanismos alternativos foram primeiramente identificados    no estudo pioneiro de Levin <i>et al., </i>(1987) e confirmados pelo estudo    de Cohen <i>et al., </i>(2000). Um outro problema referenciado prende-se com    o facto de parte substancial das invenções patenteadas não chegarem à efectiva    aplicação, agravando-se esta circunstância pelo facto dessa proporção variar    bastante entre áreas tecnológicas ou empresas de diferentes dimensões. </p>     <p>Tem-se igualmente argumentado que muitas das patentes em vigor não se destinam    a proteger a inovação. Um maior recurso a patentes com pouco valor tecnológico,    ou com pouco potencial de aplicação prática, verificado nos últimos anos, decorre    de tácticas premeditadas que visam estabelecer vastos <i>portfolios </i>de activos    intangíveis. Este tipo de estratégia destina-se a suscitar efeitos de reputação    e valorização em bolsa, a criar muros protectores em torno de áreas tecnológicas    vitais para a empresa, a oferecer moeda de troca quando há acusações comprovadas    de infracção de direitos de propriedade intelectual de terceiros ou, ainda,    a constituir base de licenciamento cruzado de tecnologias complementares (Cohen    <i>et al., </i>2000). Todos estes motivos estão longe da intenção original da    atribuição de patentes por parte dos estados nacionais que era, recorde-se,    o estímulo à invenção e subsequente exploração da inovação no mercado. </p>     <p>Referenciando o caso americano, Jaffe e Lerner (2004) sugerem que este recurso    a patentes sem relevância económica e social tem sido estimulada por práticas    forenses que privilegiam excessivamente os direitos dos detentores de patentes    e por uma diminuição dos limiares de exigência por parte do instituto de patentes    dos Estados Unidos. A prática de estratégias agressivas e o uso excessivo de    patentes estará, inclusive, a conduzir a uma situação em que o benefício económico    líquido das patentes é actualmente negativo, em virtude dos custos de contencioso    estarem a aumentar exponencialmente (Bessen e Meurer, 2008). O agravamento do    panorama de uso de patentes é tal que se têm verificado recentemente apelos,    não apenas provenientes de perspectivas radicais mas inclusive de economistas    <i>mainstream</i>, para a abolição pura e simples do sistema de patentes (Boldrin    e Levine, 2008). </p>     <p>Estes argumentos poderiam sugerir a total inadequação do uso de estatísticas    de patentes para avaliar dinâmicas de inovação. Porém, o contexto português,    e mais genericamente o contexto europeu, é diferente da situação vivida nos    EUA. As práticas legais não são as mesmas nem o clima de guerrilha legal em    torno de direitos de propriedade intelectual atinge ainda a mesma intensidade.  </p>     <p>Acresce que a situação americana reveste-se de uma natureza paradoxal, dado    que a par do reconhecimento de sérios problemas no sistema de patentes, verifica-se    que o interesse das empresas por este tipo de intangível não tem parado de aumentar,    designadamente nos sectores tecnologicamente mais dinâmicos. Num plano mais    normativo, a implicação é que não fará sentido recomendar às empresas portuguesas    mais inovadoras qualquer alheamento da utilização de patentes. Pelo contrário,    fará sentido elas apreenderem as regras do jogo e procurarem daí extrair os    correspondentes benefícios. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p>III. INFORMAÇÃO EMPREGUE </p>     <p>O estudo realizado empregou uma base de dados fornecida pelo INPI, cobrindo    o período entre Janeiro de 1980 e Maio de 2008. Constam desta base de dados    32 165 pedidos de patentes submetidos ao INPI. Como o objectivo era apenas analisar    as patentes pedidas por entidades residentes em Portugal, teve de se eliminar    a larga maioria dos pedidos, provenientes de entidades residentes fora de Portugal.    Acresce que os dados relativos a pedidos provenientes do estrangeiro sofrem    de uma forte descontinuidade, em virtude da ratificação por Portugal da Convenção    Europeia de Patentes em 1992. Com base neste tratado, grande parte dos pedidos    de protecção com origem no estrangeiro que visam o mercado português, passaram    a entrar, a partir dessa data, directamente através do Instituto Europeu de    Patentes, sedeado em Munique. Através das “patentes europeias” os requerentes    conseguem obter protecção simultânea em múltiplos países europeus. Há a referir    que os residentes em território nacional passaram a dispor, também, de acesso    a esta “via europeia”. Porém, o recurso a esta opção foi quantificada em estudo    recente (Godinho <i>et al., </i>2008), não sendo, em termos proporcionais, muito    significativa. Depois da eliminação acima referida dos pedidos provenientes    do estrangeiro, ficou-se com uma base de dados com 2 597 pedidos de patentes    de residentes apresentados no INPI no período em referência. </p>     <p>Neste contexto de observação, uma questão pertinente é a do uso, na análise    de contagens, de pedidos de patentes e não de contagens de patentes efectivamente    concedidas. Normalmente trabalha-se com o primeiro tipo de indicador. O argumento    empregue é que a proporção de rejeições de pedidos é aproximadamente constante    em todas as áreas tecnológicas, pelo que a análise das tendências de pedidos    fornece informação similar às concessões, com a vantagem de revelar as mesmas    dinâmicas com uma antecipação de 2 a 3 anos, correspondentes ao tempo que demora    a conceder uma patente. </p>     <p>Da base de dados fornecida constavam campos com: datas do pedido e da decisão;    datas de prioridade; designação da patente; códigos das classes tecnológicas    em relação às quais as patentes apresentavam reivindicações; nomes dos requerentes    e respectivos endereços; nomes dos inventores e respectivos endereços. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Como uma patente pode ter múltiplos requerentes e múltiplos inventores, estes    dois últimos grupos de campos desdobravam-se até aos limites máximos de requerentes    ou inventores. Nos casos de patentes com múltiplos requerentes e múltiplos inventores,    consideraram-se como tendo origem nacional todas aquelas cujo primeiro requerente,    ou primeiro inventor, indicaram residência em território português. </p>     <p>A base de dados que nos foi fornecida teve de ser adaptada para efeitos de    análise, tendo parte significativa deste esforço sido concentrado na codificação    dos endereços de requerentes e inventores, que constava dos registos iniciais    em termos de regiões NUTS III. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p>IV. ESTRUTURA E DINÂMICA DO USO DE PATENTES EM REGIÕES PORTUGUESAS </p>     <p>A dinâmica temporal dos pedidos de patentes por parte de requerentes residentes    em Portugal está reflectida na figura 1. Nesse gráfico observa-se um declínio    abrupto em 2007 e 2008, o que se explica por a informação para 2008 ir apenas    até Maio e, conforme nos foi indicado, o processamento de novos casos não estar    concluído para os dois anos mais recentes. Informação exterior à base de dados    revela, aliás, que a tendência para o crescimento não tem abrandado nestes últimos    anos. Um dos aspectos relevantes deste gráfico diz respeito à estagnação da    procura de novas patentes em Portugal nas décadas de 1980 e 1990, com o número    de pedidos a atingir um valor superior a 100 apenas num único ano. Outro aspecto    relevante diz respeito à alteração da tendência depois de 2000, com a procura    a crescer substancialmente, aproximando-se dos 200 pedidos por ano. Devido a    esta alteração de tendência, a análise que se segue focaliza-se em dois períodos:    um período “longo”, de 1980 a 2008; e um sub-período “curto”, de 2000 a 2008.  </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/fin/n88/n88a04f1.jpg" width="386" height="305"></p>     
<p>Fig. 1 – Patentes requeridas por residentes em Portugal, 1980-2008.</p>     <p><i>Fig. 1 – Patent applications submited by residents in Portugal, 1980-2008.</i></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em termos regionais verifica-se uma enorme concentração regional dos pedidos    de patentes, conforme se observa no quadro I. Entre 1980 e 2008, 46% dos pedidos    provêm de Grande Lisboa (PT171). A consideração da Grande Lisboa em conjunto    com a Península de Setúbal (PT172), onde se destacam dois concelhos da margem    sul do Tejo (Almada e Seixal), permite constatar uma concentração global em    torno da capital de 53% da totalidade dos pedidos verificados neste período.  </p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Quadro I – Distribuição dos pedidos de patentes por NUTS III no período em    análise.</p>     <p><i>Table I – Regional distribution (at the NUTS III level) of patent applications    during the period under analysis.</i></p>     <p><img src="/img/revistas/fin/n88/n88a04q1.jpg" width="576" height="767"></p>     
<p>&nbsp; </p>     <p>A outra região de concentração significativa é o Grande Porto (PT114), mas    a uma distância substancial, com menos de 12% dos pedidos nacionais. Porém,    tomando o Grande Porto e um conjunto de regiões que lhe são contíguas da orla    litoral Norte (Baixo Vouga – PT161, Cávado – PT112, Ave – PT113 e Entre Douro    e Vouga – PT116), verifica-se que este grupo soma um valor de 26% dos pedidos    no período. </p>     <p>Em termos de tendência evolutiva, constata-se mesmo que esse grupo do Norte    litoral (Grande Porto – PT114, Baixo Vouga – PT161, Cávado – PT112, Ave – PT113    e Entre Douro e Vouga – PT116) aumenta o seu peso nos anos mais recentes, contribuindo    com 32% dos novos pedidos entre 2000 e 2008.</p>     <p>Este desempenho tem uma correspondência quase simétrica na evolução do grupo    Grande Lisboa (PT171) e Península de Setúbal (PT172), cujo peso diminui para    47% nesse período (fig. 2). </p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/fin/n88/n88a04f2.jpg" width="349" height="543"></p>     
<p>Fig. 2 – Concentração regional dos pedidos de patentes, 2000-2008.</p>     <p><i>Fig. 2 – Regional concentration of patent applications, 2000-2008.</i></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Constata-se, assim, uma diminuição da concentração nos dois períodos de referência,    determinada pelo avanço das regiões no arco de Aveiro a Guimarães. Essa diminuição    é confirmada pela redução do índice de concentração H-H de 0,24 para 0,21<a style='mso-endnote-id:edn2' href="#_edn2" name="_ednref2" title="">[ii]</a>.<sup>    </sup>Apesar desta redução, porém, o peso das 10 regiões no topo do <i>ranking    </i>das 30 regiões NUTS III mantém-se praticamente inalterado, próximo dos 86%,    indicando que a maioria das regiões portuguesas permanece pouco envolvida na    procura de patentes. </p>     <p>O quadro II proporciona uma ventilação da informação por concelho, permitindo    uma observação mais fina que a revelada pela análise ao nível NUTS III. Dos    308 concelhos existentes em Portugal, foram retidos para análise os que originam    pelo menos 1% dos pedidos de patentes. Entre 1980 e 2008 existem 18 concelhos    nestas condições e 22 entre 2000 e 2008. Para o período longo, um conjunto de    concelhos em torno de Lisboa domina o <i>ranking</i>, ocupando 6 dos 11 primeiros    lugares, enquanto no período mais curto esses concelhos embora permaneçam na    listagem, distribuem-se até ao 18º lugar. Esta alteração deve-se, em grande    medida, às subidas de concelhos de regiões limítrofes do Grande Porto (PT114),    em particular Aveiro e Braga, com Aveiro quase a alcançar o Porto. Alguns concelhos    destas regiões limítrofes (Guimarães e Trofa) e um do Grande Porto (Maia) que    não constavam da listagem, passam também a fazê-lo no período mais recente.    Fora dos dois núcleos polarizadores, em torno de Lisboa e no Norte Litoral,    Portimão é excluído da listagem, mas Évora passa a integrá-la, bem como a Marinha    Grande, que se junta a Leiria como concelhos mais representativos da região    Pinhal Litoral (PT163). </p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Quadro II – Pedidos de patentes por concelho do requerente, em concelhos com    1% ou mais dos pedidos no período 2000-2008.</p>     <p><i>Table II – Patent applications by municipality of the applicant, in municipalities    over 1%.</i></p>     <p><img src="/img/revistas/fin/n88/n88a04q2.jpg" width="570" height="564"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Alterando a perspectiva de análise, da localização dos pedidos para a observação    das entidades requerentes, constata-se o claro domínio de entidades académicas    ou similares (universidades, entidades de transferência ligadas a universidades    e um laboratório do Estado). A informação constante do quadro III revela que    entre 1980 e 2008 se registaram 560 pedidos provenientes de 31 requerentes que    submeteram cada um 7 ou mais pedidos de patentes ao INPI, enquanto no sub-período    mais recente, de 2000 a 2008, se registaram 328 pedidos provenientes de 25 requerentes    que submeteram cada um 4 ou mais pedidos. Estes valores reflectem uma concentração    em termos de requerentes, com as entidades que mais patentearam a aumentar o    seu peso, de cerca de um quinto da totalidade dos pedidos no período longo,    para cerca de um terço no período curto. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Quadro III – Principais requerentes de patentes.</p>     <p><i>Table III – Main Applicants.</i></p>     <p><img src="/img/revistas/fin/n88/n88a04q3.jpg" width="572" height="723"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Neste contexto, verifica-se que o domínio das entidades académicas ou similares    surge essencialmente na fase mais recente. No período longo estas entidades    contabilizaram 322 pedidos e no sub-período mais recente, a partir de 2000,    contabilizam 266 pedidos. Tal significa que até 2000 elas terão originado apenas    cerca de 6 dezenas de pedidos. </p>     <p>É este domínio, protagonizado em primeiro lugar por entidades académicas de    Lisboa e Porto mas também de regiões limítrofes do Grande Porto, que permite    compreender tanto a alteração relativa da geografia dos pedidos de patentes    anteriormente observada, como a inflexão de tendência nos anos mais recentes,    assinalada no início desta secção. Por outras palavras: se não se tivesse verificado    o fenómeno do patenteamento académico nos anos 2000, o cenário de estagnação    observado nas décadas de 1980 e 1990 não teria registado qualquer alteração.    Este padrão evolutivo, embora sendo positivo para as universidades, indica que    os pedidos de patentes com origem no sector empresarial não estão a ter qualquer    evolução positiva. </p>     <p>A observação do quadro IV transmite-nos informação relativa aos 21 inventores    cujo nome surge como “primeiro inventor” em mais de três pedidos de patentes    entre 2000 e 2008. Não se dispõe de informação anterior a 2000, pois a larga    maioria dos campos correspondentes na base de dados empregue encontram-se vazios    para anos precedentes. No topo da lista surgem dois docentes do IST, sendo o    1º professor de Engenharia Mecânica e o 2º de Engenharia Química. Entre os dez    principais inventores aparecem também dois professores da Universidade de Aveiro,    respectivamente em 3º e 9º lugares. O nome que aparece em 6º lugar é de um investigador    do INESC – Inovação, sedeado em Lisboa. Os inventores que surgem em 4º, 5º,    7º e 8º lugar serão todos “inventores independentes”, dado o respectivo nome    coincidir com o de requerente. Estes inventores residem, respectivamente, na    Madeira, no Fundão, no Seixal e em Barcelos. Apenas em 10º e 11º lugar surgem    dois inventores cujos nomes estão associados a duas empresas requerentes, a    Martifer e a Portela &amp; Companhia (Bial). </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Quadro IV – Principais inventores, 2000-2008.</p>     <p><i>Table IV – Main inventors, 2000-2008.</i></p> <table class=MsoNormalTable border=0 cellspacing=0 cellpadding=0 width=0  style='width:0cm;border-collapse:collapse;mso-yfti-tbllook:1184;mso-padding-alt:  1.9pt 1.9pt 1.9pt 1.9pt'>   <tr style='mso-yfti-irow:0;mso-yfti-firstrow:yes;height:9.4pt'>      <td width=18 valign=top style='width:13.75pt;padding:1.9pt 1.9pt 1.9pt 1.9pt;   height:9.4pt'>     <p class=MsoNormal style='line-height:9.4pt;tab-stops:7.1pt'>1<b></b></p></td>     <td width=293 valign=top style='width:219.75pt;padding:1.9pt 1.9pt 1.9pt 1.9pt;   height:9.4pt'>     <p class=MsoNormal style='line-height:9.4pt;tab-stops:7.1pt'>Arlindo          José de Pinho Figueiredo e Silva<b></b></p></td>     <td width=95 valign=top style='width:71.35pt;padding:1.9pt 1.9pt 1.9pt 1.9pt;   height:9.4pt'>     <p class=MsoNormal style='line-height:9.4pt;tab-stops:7.1pt'>22<b></b></p></td>   </tr>   <tr style='mso-yfti-irow:1;height:11.25pt'>      <td width=18 style='width:13.75pt;padding:1.9pt 1.9pt 1.9pt 1.9pt;height:   11.25pt'>     <p class=MsoNormal style='line-height:11.25pt;tab-stops:7.1pt'>2</p></td>     <td width=293 style='width:219.75pt;padding:1.9pt 1.9pt 1.9pt 1.9pt;   height:11.25pt'>     <p class=MsoNormal style='line-height:11.25pt;tab-stops:7.1pt'>Armando          J. L. Pombeiro</p></td>     <td width=95 style='width:71.35pt;padding:1.9pt 1.9pt 1.9pt 1.9pt;height:   11.25pt'>     <p class=MsoNormal style='line-height:11.25pt;tab-stops:7.1pt'>17</p></td>   </tr>   <tr style='mso-yfti-irow:2;height:11.9pt'>      <td width=18 style='width:13.75pt;padding:1.9pt 1.9pt 1.9pt 1.9pt;height:   11.9pt'>     <p class=MsoNormal style='tab-stops:7.1pt'>3</p></td>     <td width=293 style='width:219.75pt;padding:1.9pt 1.9pt 1.9pt 1.9pt;   height:11.9pt'>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p class=MsoNormal style='tab-stops:7.1pt'>João António Labrincha          Batista</p></td>     <td width=95 style='width:71.35pt;padding:1.9pt 1.9pt 1.9pt 1.9pt;height:   11.9pt'>     <p class=MsoNormal style='tab-stops:7.1pt'>11</p></td>   </tr>   <tr style='mso-yfti-irow:3;height:12.5pt'>      <td width=18 style='width:13.75pt;padding:1.9pt 1.9pt 1.9pt 1.9pt;height:   12.5pt'>     <p class=MsoNormal style='tab-stops:7.1pt'>4</p></td>     <td width=293 style='width:219.75pt;padding:1.9pt 1.9pt 1.9pt 1.9pt;   height:12.5pt'>     <p class=MsoNormal style='tab-stops:7.1pt'>Leonel Rodrigues          Vieira</p></td>     <td width=95 style='width:71.35pt;padding:1.9pt 1.9pt 1.9pt 1.9pt;height:   12.5pt'>     <p class=MsoNormal style='tab-stops:7.1pt'>8</p></td>   </tr>   <tr style='mso-yfti-irow:4;height:11.9pt'>      <td width=18 style='width:13.75pt;padding:1.9pt 1.9pt 1.9pt 1.9pt;height:   11.9pt'>     <p class=MsoNormal style='tab-stops:7.1pt'>5</p></td>     <td width=293 style='width:219.75pt;padding:1.9pt 1.9pt 1.9pt 1.9pt;   height:11.9pt'>     <p class=MsoNormal style='tab-stops:7.1pt'>Fernando Nogueira          Gonçalves</p></td>     <td width=95 style='width:71.35pt;padding:1.9pt 1.9pt 1.9pt 1.9pt;height:   11.9pt'>     <p class=MsoNormal style='tab-stops:7.1pt'>7</p></td>   </tr>   <tr style='mso-yfti-irow:5;height:11.25pt'>      <td width=18 style='width:13.75pt;padding:1.9pt 1.9pt 1.9pt 1.9pt;height:   11.25pt'>     <p class=MsoNormal style='line-height:11.25pt;tab-stops:7.1pt'>6</p></td>     <td width=293 style='width:219.75pt;padding:1.9pt 1.9pt 1.9pt 1.9pt;   height:11.25pt'>     <p class=MsoNormal style='line-height:11.25pt;tab-stops:7.1pt'>Mário          Serafim dos Santos Nunes</p></td>     <td width=95 style='width:71.35pt;padding:1.9pt 1.9pt 1.9pt 1.9pt;height:   11.25pt'>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p class=MsoNormal style='line-height:11.25pt;tab-stops:7.1pt'>7</p></td>   </tr>   <tr style='mso-yfti-irow:6;height:12.5pt'>      <td width=18 style='width:13.75pt;padding:1.9pt 1.9pt 1.9pt 1.9pt;height:   12.5pt'>     <p class=MsoNormal style='tab-stops:7.1pt'>7</p></td>     <td width=293 style='width:219.75pt;padding:1.9pt 1.9pt 1.9pt 1.9pt;   height:12.5pt'>     <p class=MsoNormal style='tab-stops:7.1pt'>Henrique Miguel Marques          Droguete Costa Ferreira</p></td>     <td width=95 style='width:71.35pt;padding:1.9pt 1.9pt 1.9pt 1.9pt;height:   12.5pt'>     <p class=MsoNormal style='tab-stops:7.1pt'>6</p></td>   </tr>   <tr style='mso-yfti-irow:7;height:11.9pt'>      <td width=18 style='width:13.75pt;padding:1.9pt 1.9pt 1.9pt 1.9pt;height:   11.9pt'>     <p class=MsoNormal style='tab-stops:7.1pt'>8</p></td>     <td width=293 style='width:219.75pt;padding:1.9pt 1.9pt 1.9pt 1.9pt;   height:11.9pt'>     <p class=MsoNormal style='tab-stops:7.1pt'>Agostinho Vilaça          da Cunha</p></td>     <td width=95 style='width:71.35pt;padding:1.9pt 1.9pt 1.9pt 1.9pt;height:   11.9pt'>     <p class=MsoNormal style='tab-stops:7.1pt'>5</p></td>   </tr>   <tr style='mso-yfti-irow:8;height:11.25pt'>      <td width=18 style='width:13.75pt;padding:1.9pt 1.9pt 1.9pt 1.9pt;height:   11.25pt'>     <p class=MsoNormal style='line-height:11.25pt;tab-stops:7.1pt'>9</p></td>     <td width=293 style='width:219.75pt;padding:1.9pt 1.9pt 1.9pt 1.9pt;   height:11.25pt'>     <p class=MsoNormal style='line-height:11.25pt;tab-stops:7.1pt'>José          Maria da Fonte Ferreira</p></td>     <td width=95 style='width:71.35pt;padding:1.9pt 1.9pt 1.9pt 1.9pt;height:   11.25pt'>     <p class=MsoNormal style='line-height:11.25pt;tab-stops:7.1pt'>5</p></td>   </tr>   <tr style='mso-yfti-irow:9;height:11.9pt'>      <td width=18 style='width:13.75pt;padding:1.9pt 1.9pt 1.9pt 1.9pt;height:   11.9pt'>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p class=MsoNormal style='tab-stops:7.1pt'>10</p></td>     <td width=293 style='width:219.75pt;padding:1.9pt 1.9pt 1.9pt 1.9pt;   height:11.9pt'>     <p class=MsoNormal style='tab-stops:7.1pt'>António Pontes</p></td>     <td width=95 style='width:71.35pt;padding:1.9pt 1.9pt 1.9pt 1.9pt;height:   11.9pt'>     <p class=MsoNormal style='tab-stops:7.1pt'>4</p></td>   </tr>   <tr style='mso-yfti-irow:10;height:11.9pt'>      <td width=18 style='width:13.75pt;padding:1.9pt 1.9pt 1.9pt 1.9pt;height:   11.9pt'>     <p class=MsoNormal style='tab-stops:7.1pt'>11</p></td>     <td width=293 style='width:219.75pt;padding:1.9pt 1.9pt 1.9pt 1.9pt;   height:11.9pt'>     <p class=MsoNormal style='tab-stops:7.1pt'>David Alexander Learmonth</p></td>     <td width=95 style='width:71.35pt;padding:1.9pt 1.9pt 1.9pt 1.9pt;height:   11.9pt'>     <p class=MsoNormal style='tab-stops:7.1pt'>4</p></td>   </tr>   <tr style='mso-yfti-irow:11;height:11.9pt'>      <td width=18 style='width:13.75pt;padding:1.9pt 1.9pt 1.9pt 1.9pt;height:   11.9pt'>     <p class=MsoNormal style='tab-stops:7.1pt'>12</p></td>     <td width=293 style='width:219.75pt;padding:1.9pt 1.9pt 1.9pt 1.9pt;   height:11.9pt'>     <p class=MsoNormal style='tab-stops:7.1pt'>Fortunato José Moreira          da Costa</p></td>     <td width=95 style='width:71.35pt;padding:1.9pt 1.9pt 1.9pt 1.9pt;height:   11.9pt'>     <p class=MsoNormal style='tab-stops:7.1pt'>4</p></td>   </tr>   <tr style='mso-yfti-irow:12;height:11.9pt'>      <td width=18 style='width:13.75pt;padding:1.9pt 1.9pt 1.9pt 1.9pt;height:   11.9pt'>     <p class=MsoNormal style='tab-stops:7.1pt'>13</p></td>     <td width=293 style='width:219.75pt;padding:1.9pt 1.9pt 1.9pt 1.9pt;   height:11.9pt'>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p class=MsoNormal style='tab-stops:7.1pt'>João Carlos Moura          Bordado</p></td>     <td width=95 style='width:71.35pt;padding:1.9pt 1.9pt 1.9pt 1.9pt;height:   11.9pt'>     <p class=MsoNormal style='tab-stops:7.1pt'>4</p></td>   </tr>   <tr style='mso-yfti-irow:13;height:12.5pt'>      <td width=18 style='width:13.75pt;padding:1.9pt 1.9pt 1.9pt 1.9pt;height:   12.5pt'>     <p class=MsoNormal style='tab-stops:7.1pt'>14</p></td>     <td width=293 style='width:219.75pt;padding:1.9pt 1.9pt 1.9pt 1.9pt;   height:12.5pt'>     <p class=MsoNormal style='tab-stops:7.1pt'>José Carlos Brito          Lopes</p></td>     <td width=95 style='width:71.35pt;padding:1.9pt 1.9pt 1.9pt 1.9pt;height:   12.5pt'>     <p class=MsoNormal style='tab-stops:7.1pt'>4</p></td>   </tr>   <tr style='mso-yfti-irow:14;height:11.25pt'>      <td width=18 style='width:13.75pt;padding:1.9pt 1.9pt 1.9pt 1.9pt;height:   11.25pt'>     <p class=MsoNormal style='line-height:11.25pt;tab-stops:7.1pt'>15</p></td>     <td width=293 style='width:219.75pt;padding:1.9pt 1.9pt 1.9pt 1.9pt;   height:11.25pt'>     <p class=MsoNormal style='line-height:11.25pt;tab-stops:7.1pt'>Luís          Manuel Pinto Ferreira da Costa</p></td>     <td width=95 style='width:71.35pt;padding:1.9pt 1.9pt 1.9pt 1.9pt;height:   11.25pt'>     <p class=MsoNormal style='line-height:11.25pt;tab-stops:7.1pt'>4</p></td>   </tr>   <tr style='mso-yfti-irow:15;height:11.9pt'>      <td width=18 style='width:13.75pt;padding:1.9pt 1.9pt 1.9pt 1.9pt;height:   11.9pt'>     <p class=MsoNormal style='tab-stops:7.1pt'>16</p></td>     <td width=293 style='width:219.75pt;padding:1.9pt 1.9pt 1.9pt 1.9pt;   height:11.9pt'>     <p class=MsoNormal style='tab-stops:7.1pt'>Manuel da Silva e          Sousa Lobo</p></td>     <td width=95 style='width:71.35pt;padding:1.9pt 1.9pt 1.9pt 1.9pt;height:   11.9pt'>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p class=MsoNormal style='tab-stops:7.1pt'>4</p></td>   </tr>   <tr style='mso-yfti-irow:16;height:12.5pt'>      <td width=18 style='width:13.75pt;padding:1.9pt 1.9pt 1.9pt 1.9pt;height:   12.5pt'>     <p class=MsoNormal style='tab-stops:7.1pt'>17</p></td>     <td width=293 style='width:219.75pt;padding:1.9pt 1.9pt 1.9pt 1.9pt;   height:12.5pt'>     <p class=MsoNormal style='tab-stops:7.1pt'>Paulo Juliano Pereira          da Silva Araújo</p></td>     <td width=95 style='width:71.35pt;padding:1.9pt 1.9pt 1.9pt 1.9pt;height:   12.5pt'>     <p class=MsoNormal style='tab-stops:7.1pt'>4</p></td>   </tr>   <tr style='mso-yfti-irow:17;height:11.25pt'>      <td width=18 style='width:13.75pt;padding:1.9pt 1.9pt 1.9pt 1.9pt;height:   11.25pt'>     <p class=MsoNormal style='line-height:11.25pt;tab-stops:7.1pt'>18</p></td>     <td width=293 style='width:219.75pt;padding:1.9pt 1.9pt 1.9pt 1.9pt;   height:11.25pt'>     <p class=MsoNormal style='line-height:11.25pt;tab-stops:7.1pt'>Pedro          Brito Correia</p></td>     <td width=95 style='width:71.35pt;padding:1.9pt 1.9pt 1.9pt 1.9pt;height:   11.25pt'>     <p class=MsoNormal style='line-height:11.25pt;tab-stops:7.1pt'>4</p></td>   </tr>   <tr style='mso-yfti-irow:18;height:11.9pt'>      <td width=18 style='width:13.75pt;padding:1.9pt 1.9pt 1.9pt 1.9pt;height:   11.9pt'>     <p class=MsoNormal style='tab-stops:7.1pt'>19</p></td>     <td width=293 style='width:219.75pt;padding:1.9pt 1.9pt 1.9pt 1.9pt;   height:11.9pt'>     <p class=MsoNormal style='tab-stops:7.1pt'>Pedro Silva Girão</p></td>     <td width=95 style='width:71.35pt;padding:1.9pt 1.9pt 1.9pt 1.9pt;height:   11.9pt'>     <p class=MsoNormal style='tab-stops:7.1pt'>4</p></td>   </tr>   <tr style='mso-yfti-irow:19;height:11.9pt'>      <td width=18 style='width:13.75pt;padding:1.9pt 1.9pt 1.9pt 1.9pt;height:   11.9pt'>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p class=MsoNormal style='tab-stops:7.1pt'>20</p></td>     <td width=293 style='width:219.75pt;padding:1.9pt 1.9pt 1.9pt 1.9pt;   height:11.9pt'>     <p class=MsoNormal style='tab-stops:7.1pt'>Richard John Benn</p></td>     <td width=95 style='width:71.35pt;padding:1.9pt 1.9pt 1.9pt 1.9pt;height:   11.9pt'>     <p class=MsoNormal style='tab-stops:7.1pt'>4</p></td>   </tr>   <tr style='mso-yfti-irow:20;mso-yfti-lastrow:yes;height:10.0pt'>      <td width=18 valign=bottom style='width:13.75pt;padding:1.9pt 1.9pt 1.9pt 1.9pt;   height:10.0pt'>     <p class=MsoNormal style='line-height:10.0pt;tab-stops:7.1pt'>21</p></td>     <td width=293 valign=bottom style='width:219.75pt;padding:1.9pt 1.9pt 1.9pt 1.9pt;   height:10.0pt'>     <p class=MsoNormal style='line-height:10.0pt;tab-stops:7.1pt'>Rodrigo          de Sousa Peres</p></td>     <td width=95 valign=bottom style='width:71.35pt;padding:1.9pt 1.9pt 1.9pt 1.9pt;   height:10.0pt'>     <p class=MsoNormal style='line-height:10.0pt;tab-stops:7.1pt'>4</p></td>   </tr> </table>     <p>&nbsp;</p>     <p>V. CONCLUSÕES </p>     <p>Os dados apresentados e analisados por este artigo revelam uma faceta das dinâmicas    de inovação em Portugal que não tinha sido observada por estudos académicos    anteriores. A análise de dados de pedidos de patentes, para o período longo    entre 1980 e 2008 e para o sub-período mais curto entre 2000 e 2008, permitiu    verificar quais as regiões e concelhos onde se estão a realizar esforços inovadores    mais próximos da fronteira tecnológica mundial. </p>     <p>A principal conclusão que se retira da análise realizada é que estas actividades    se concentram de forma muito nítida num número muito diminuto de regiões. A    região da Grande Lisboa, com destaque para o concelho de Lisboa, aparece numa    posição dianteira em termos de procura de patentes junto do INPI. Nos anos mais    recentes, contudo, observou-se que um conjunto de regiões da orla Litoral Norte    tem aumentado o seu peso relativo, com um protagonismo particular das cidades    do Porto, Aveiro e Braga. Esta evolução revela, por conseguinte, uma concentração    tendencial da procura de patentes em torno da cidade de Lisboa e no arco que    vai de Aveiro a Guimarães. A bi-polarização crescente do patenteamento põe em    evidência o facto de a maioria das regiões portuguesas se encontrarem excluídas    do processo de produção de conhecimento potencialmente patenteável. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Esta concentração regional verifica-se num contexto onde, a partir do ano 2000,    a procura de patentes em Portugal teve um incremento significativo, depois de    uma estagnação nas duas décadas precedentes. </p>     <p>Constatou-se que as alterações verificadas, tanto em termos de distribuição    regional como do número total de pedidos, são em grande medida tributárias do    desempenho de instituições académicas ou similares. Este incremento do patenteamento    académico decorre de vários factores. Em primeiro lugar, as principais universidades    e escolas de engenharia têm desenvolvido a função de transferência de tecnologia,    criando para o efeito unidades especializadas nesta actividade. Em segundo lugar,    o estabelecimento de Gabinetes de Apoio à Propriedade Industrial por parte do    INPI, facilitou também a difusão de informação nas universidades sobre uso de    patentes. Mais em geral, o significativo aumento de doutorados em áreas científicas    e tecnológicas, verificado nas décadas mais recentes, criou as condições necessárias    para que este fenómeno se verificasse. </p>     <p>Embora este maior envolvimento das universidades no negócio da tecnologia possa    vir a revelar-se positivo no médio-longo prazo, o menor dinamismo do sector    empresarial constitui factor de significativa preocupação. A consideração do    contexto internacional de uso da propriedade industrial permite verificar que    Portugal se encontra a enorme distância dos países que lideram os <i>rankings    </i>de procura de patentes. Mesmo em relação a países com um nível de desenvolvimento    económico relativamente próximo, existem diferenças substanciais. Tomando como    exemplo a Coreia do Sul, com um PIB <i>per capita </i>marginalmente superior    ao português (respectivamente 22,0 e 20,4 mil dólares em 2005), verifica-se    que as entidades residentes naquele país revelam, em termos relativos, uma procura    internacional de patentes mais de 100 vezes superior à portuguesa (com referência    também a 2005, os números são 17.217 e 33 pedidos no instituto de patentes dos    EUA, para, respectivamente, 47,9 e 10,5 milhões de habitantes). </p>     <p>Parte desta enorme desproporção decorre de diferenças nas estruturas produtivas    e nos padrões de especialização tecnológica. Em termos prospectivos, porém,    a manutenção dessas diferenças será desfavorável à economia portuguesa. Neste    sentido, fará sentido incrementar os esforços para envolver entidades portuguesas,    muito em particular as do sector empresarial, numa maior utilização dos mecanismos    da propriedade industrial. Esse envolvimento deverá ter consciência dos problemas    que actualmente afectam o uso da propriedade industrial a nível global, embora    tenha igualmente de ter em consideração os elevados custos de permanecer alheio    às regras do jogo nesta matéria. </p>     <p>Em termos de pesquisas futuras no domínio das dinâmicas regionais de inovação    em Portugal, haverá que procurar desenvolver um quadro de análise mais abrangente,    contemplando simultaneamente as dinâmicas de inovação e de difusão. O emprego    de vários indicadores, a pesquisa de relações de causalidade e a determinação    de padrões de comportamento homogéneo são tarefas que se afiguram prioritárias.  </p>     <p>&nbsp; </p>     <p>AGRADECIMENTOS </p>     <p>O autor agradece ao INPI a disponibilização dos dados empregues. O artigo beneficiou    dos comentários de um <i>referee </i>e do editor. </p>     <p><i>Manuel Mira Godinho </i></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>BIBLIOGRAFIA </p>     <p>Bessen J, Meurer M (2008) <i>Patent failure – how judges, bureaucrats, and    lawyers put innovators at risk. </i>Princeton University Press. </p>     <p>Boldrin M, Levine D (2008) <i>Against intellectual monopoly</i>. Cambridge    University Press. </p>     <p>Cohen W, Nelson R, Walsh P (2000) <i>Protecting their intellectual assets:    Appropriability conditions and why U.S. manufacturing firms patent (or not).    </i>NBER WP 7552. </p>     <p>Jaffe A, Lerner J (2004) <i>Innovation and its discontents: how our broken    patent system is endangering innovation and progress, and what to do about it</i>.    Princeton University Press. </p>     <p>Godinho M, Simões V, Pereira T (2008) <i>Estudo sobre a procura de patentes    com origem em Portugal</i>. Estudo de CISEP para INPI, Lisboa. </p>     <p>Godinho M, Simões V, Pereira T, Mendonça S, Sousa V (2004) <i>Padrões de utilização    de propriedade industrial: um estudo sobre a inovação em Portugal</i>. Instituto    Nacional da Propriedade Industrial, Lisboa. </p>     <p>Griliches Z (1990) Patent statistics as economic indicators: a survey. <i>Journal    of Economic Literature</i>, XXVIII: 1661-1707. </p>     <p>Griliches Z (ed.) (1984) <i>R&amp;D, Patents and productivity. </i>University    of Chicago Press, Chicago. </p>     <!-- ref --><p>Griliches Z (1981) Market value, R&amp;D and patents. <i>Economic Letters </i>7:    183-87. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000172&pid=S0430-5027200900020000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Griliches Z, Hall B, Pakes A (1991) R&amp;D, patents and market value revisited:    is there a second (technological opportunity) factor? <i>Economics of Innovation    and New Technology</i>, 1: 183 202. </p>     <p>Kleinknecht A, Van Montfort K, Brouwer E (2002) The non-trivial choice between    innovation indicators. <i>Econ. Innov. New Techn., </i>11(2): 109-121. </p>     <p>Levin R C, Klevorick A, Nelson R R, Winter S G (1987) Appropriating the returns    from industrial research and development. <i>Brookings Papers on Economic Activity</i>,    3: 783-831. </p>     <p>OECD (1992) <i>OECD proposed guidelines for collecting and interpreting technological.    innovation data: Oslo manual</i>. OCDE, Paris. </p>     <p>Pavitt K (1988) Uses and abuses of patent statistics. <i>In </i>Van Raan A    (ed.) <i>Handbook of quantitative studies of science policy</i>. North Holland,    Amsterdam. </p>     <p>Pavitt K (1985) Patent statistics as an indicator of innovative activities:    possibilities and problems. <i>Scientometrics</i>, 7(1-2): 77-99. </p>     <p>Schumpeter J (1934) <i>The theory of economic development</i>. Harvard University    Press, Boston. </p>     <p>Smith K (2005) Measuring innovation. <i>In </i>Fagerberg J, Nelson R, Mowerey    D (orgs.) <i>Oxford handobook of innovation. </i>Oxford University Press. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p>NOTA</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a style='mso-endnote-id:edn2' href="#_ednref2" name="_edn2" title="">[ii]</a> O índice de Hirschman-Herfindahl    é empregue em economia industrial para medir a concentração de sectores produtivos.    Em caso de monopólio o valor deste índice é 1, ao passo que num sector com quotas    de mercado equitativas o respectivo valor tende para 0.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido: 07/11/2008. Revisto: 13/02/2009. Aceite: 20/02/2009.</p>      ]]></body><back>
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<surname><![CDATA[Griliches]]></surname>
<given-names><![CDATA[Z]]></given-names>
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<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Market value, R&D and patents]]></article-title>
<source><![CDATA[Economic Letters]]></source>
<year>1981</year>
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<page-range>183-87</page-range></nlm-citation>
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