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<institution><![CDATA[,UL - Universidade de Lisboa IGOT - Instituto de Geografia e Ordenamento do Território ]]></institution>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Regional studies association annual international conference 2009 </b></p>      <p><b>Understanding and SHAPING regions: spatial, social and economic futures</b></p>      <p>&nbsp;</p>      <p>Diana Almeida<sup>*</sup>, Andr&eacute; Carmo<sup>**</sup>, Jo&atilde;o Fumega<sup>***</sup>, Ana Mendes<sup>**** </sup></p>      <p><sup>*</sup>Mestre em Gest&atilde;o do Territ&oacute;rio e Urbanismo, IGOT-UL. E-mail: <a href="mailto:dinevesalmeida@gmail.com">dinevesalmeida@gmail.com</a></p>      <p><sup>**</sup>Ge&oacute;grafo, IGOT-UL. E-mail: <a href="mailto:andrecarmo83@gmail.com">andrecarmo83@gmail.com</a></p>      <p><sup>***</sup>Mestre em Gest&atilde;o do Territ&oacute;rio e Urbanismo, IGOT-UL. E-mail: <a href="mailto:joaofumega@gmail.com">joaofumega@gmail.com</a></p>     <p><sup>****</sup>Ge&oacute;grafa, IGOT-UL. E-mail: <a href="mailto:anamendes@fl.ul.pt">anamendes@fl.ul.pt</a> </p>      <p>&nbsp;</p>      <p>VIS&Atilde;O GERAL </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>De 6 a 8 de Abril de 2009 decorreu em Lovaina, na B&eacute;lgica, a confer&ecirc;ncia anual da Regional Studies Association (RSA). Esta pretendeu promover o encontro entre investigadores de diversas disciplinas, com um interesse comum nos estudos regionais e suas dimens&otilde;es espaciais, sociais e econ&oacute;micas, centrando-se em quatro grandes tem&aacute;ticas: i) desenvolvimento Regional; ii) Capacita&ccedil;&atilde;o e Lideran&ccedil;a; iii) Pol&iacute;tica de Coes&atilde;o da UE e iv) Ind&uacute;strias Criativas e <i>Clusters</i>. </p>      <p>David Bailey, presidente da RSA abriu a confer&ecirc;ncia, fazendo refer&ecirc;ncia a tr&ecirc;s grandes pontos da pol&iacute;tica de coes&atilde;o Europeia: i) Efectividade e Efici&ecirc;ncia da Pol&iacute;tica de Coes&atilde;o; ii) Competitividade Regional e Emprego e iii) Valor Acrescentado da Coopera&ccedil;&atilde;o Territorial. Por fim, Bailey reflectiu sobre a forma como a pol&iacute;tica de coes&atilde;o deve abordar dois dos mais importantes problemas mundiais &#8211; as altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas e o envelhecimento populacional. </p>      <p>O plen&aacute;rio de abertura, coordenado por Frank Moulaert teve como ponto de partida para o debate sobre a Politica Regional o contributo de dirk Ahner, director-Geral da Pol&iacute;tica Regional Europeia. O papel da Pol&iacute;tica de Coes&atilde;o da Uni&atilde;o Europeia (UE) norteou o seu discurso, colocando o enfoque sobre os principais objectivos das pol&iacute;ticas de coes&atilde;o, nomeadamente: i) auxiliar regi&otilde;es menos desenvolvidas; ii) auxiliar todas as outras e iii) coopera&ccedil;&atilde;o territorial. Ahner fez ainda refer&ecirc;ncia &agrave; import&acirc;ncia crescente de um conjunto de tend&ecirc;ncias, que v&atilde;o influenciar o futuro europeu, tais como as mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas, a polariza&ccedil;&atilde;o social das regi&otilde;es e as mudan&ccedil;as demogr&aacute;ficas. Seguiu-se Gerhard Stahl, Secret&aacute;rio-Geral do Comit&eacute; das Regi&otilde;es, que apresentou uma comunica&ccedil;&atilde;o intitulada &#8220;Europe&#8217;s Regions and cities, Key innovators for sustainable economic recovery&#8221;, trazendo para o debate uma leitura prospectiva do papel dos territ&oacute;rios face &agrave; crise actual. </p>      <p>O segundo dia de confer&ecirc;ncia iniciou-se com um plen&aacute;rio sobre coes&atilde;o social e desenvolvimento territorial moderado por Abdel-Illah Hamdouch. Nesta sess&atilde;o interveio Truman Packard, do Banco Mundial, que deu a conhecer o &uacute;ltimo relat&oacute;rio do desenvolvimento Mundial. O &#8220;World development Report, 2008&#8221; transmite tr&ecirc;s dimens&otilde;es priorit&aacute;rias em termos de desenvolvimento: i) aumentar densidades; ii) encurtar dist&acirc;ncias; iii) diminuir divis&otilde;es. Andreas Novy, o segundo orador, proferiu uma palestra intitulada &#8220;Cities, Regions and Social Cohesion&#8221; que gravitou em torno de dois grandes dom&iacute;nios: i) a coes&atilde;o social, enquanto conceito, discurso e problem&aacute;tica, na medida em que &eacute; imperioso reflectir sobre a exequibilidade; ii) as suas implica&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas para o desenvolvimento regional e urbano. </p>      <p>Na sess&atilde;o de encerramento, intitulada &#8220;Capital for Innovation, but which Capital?&#8221;, moderada por Fl&aacute;via Martinelli, teve lugar a apresenta&ccedil;&atilde;o de Andr&eacute;s Rodr&iacute;guez-Pose, que falou sobre a import&acirc;ncia das institui&ccedil;&otilde;es no desenvolvimento regional e a necessidade de mudan&ccedil;a do papel que desempenham em contextos de desenvolvimento. De acordo com Andr&eacute;s, o papel das institui&ccedil;&otilde;es tem sido negligenciado, devido &agrave; sua fraca capacidade explicativa em termos de desenvolvimento e de crescimento econ&oacute;mico. Frank Moulaert apresentou uma comunica&ccedil;&atilde;o intitulada &#8220;does Social Capital Have a development Rights on its own?&#8221;, que incidiu sobre o conceito de capital social. Fez uma reflex&atilde;o sobre as v&aacute;rias abordagens que t&ecirc;m sido feitas ao conceito e a rela&ccedil;&atilde;o entre capital social e outras formas de capital. O terceiro orador, danuta Hubner, apresentou a comunica&ccedil;&atilde;o &#8220;Mobilising Research for Cohesion Policy&#8221;. Estruturou-se em duas partes: as quest&otilde;es emp&iacute;ricas relacionadas com a pol&iacute;tica de desenvolvimento da UE, e as &aacute;reas em que ainda &eacute; necess&aacute;rio um maior trabalho conceptual e te&oacute;rico de suporte. </p>      <p>COMUNICA&Ccedil;&Otilde;ES APRESENTADAS POR INVESTIGADORES DO CEG-UL </p>      <p>&#8220;Socially Creative Regions&#8221;, comunica&ccedil;&atilde;o apresentada por Andr&eacute; Carmo no &acirc;mbito do painel &#8220;Regional and Local Identity: Culture, Sectors, Cities and Regions I&#8221;, consistiu na apresenta&ccedil;&atilde;o de alguns resultados preliminares da investiga&ccedil;&atilde;o que tem vindo a ser desenvolvida conjuntamente com Isabel Andr&eacute;. </p>      <p>A partir das fragilidades associadas ao discurso dominante relativamente &agrave; vis&atilde;o acerca das rela&ccedil;&otilde;es entre cidades/regi&otilde;es e criatividade foi apresentado um contributo no sentido da reconfigura&ccedil;&atilde;o do conceito de classe criativa tal como &eacute; entendido nesse quadro. Defendeu-se a necessidade de considerar os artistas e os profissionais ligados &agrave; arte de forma independente, n&atilde;o s&oacute; porque as m&uacute;ltiplas formas de express&atilde;o art&iacute;stica s&atilde;o actividades algo idiossincr&aacute;ticas, mas tamb&eacute;m porque os seus padr&otilde;es de localiza&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica s&atilde;o distintos. Sugeriu-se tamb&eacute;m a incorpora&ccedil;&atilde;o das actividades criativas (cient&iacute;ficas e art&iacute;sticas), por serem essenciais para definir a verdadeira ess&ecirc;ncia da produ&ccedil;&atilde;o criativa. </p>      <p>Em seguida foi apresentada cartografia de algumas das dimens&otilde;es constitutivas da classe criativa para a Pen&iacute;nsula Ib&eacute;rica por NUTS2 e exploraram-se algumas ideias relacionadas com o insuficiente desenvolvimento da dimens&atilde;o simb&oacute;lica (valores, atitudes e pr&aacute;ticas) da criatividade no discurso dominante. Atrav&eacute;s de uma an&aacute;lise multivariada foi poss&iacute;vel identificar quatro tipos de regi&otilde;es: i) sub-representa&ccedil;&atilde;o de profiss&otilde;es e actividades criativas mas tamb&eacute;m de valores e atitudes associados &agrave; criatividade (ex: Alentejo); ii) sobre-representa&ccedil;&otilde;es de algumas atitudes relacionadas com a criatividade (ex: Andaluzia); iii) o Pa&iacute;s Basco, regi&atilde;o mais interessante pois conjuga valores e atitudes com alguns segmentos da classe criativa; iv) regi&otilde;es caracterizadas pela presen&ccedil;a de todos os segmentos criativos e pela avers&atilde;o ao cumprimento de ordens (ex: Catalunha). </p>      <p>desta forma, demonstrou-se que a geografia da classe criativa &eacute; diferente da geografia dos valores e atitudes associados &agrave; criatividade, tornando-se assim relevante o conceito de regi&atilde;o socialmente criativa. Este &eacute; definido pela exist&ecirc;ncia de diversidade (valoriza&ccedil;&atilde;o da diferen&ccedil;a e alteridade), toler&acirc;ncia (perme&aacute;vel ao risco) e participa&ccedil;&atilde;o (encorajamento da mobiliza&ccedil;&atilde;o e coopera&ccedil;&atilde;o). Adicionando &agrave; tipologia elaborada indicadores correspondentes &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es referidas constatou-se que as regi&otilde;es do tipo i est&atilde;o sobretudo associadas &agrave;s representa&ccedil;&otilde;es negativas da toler&acirc;ncia, que as regi&otilde;es do tipo ii apresentam uma forte rela&ccedil;&atilde;o com a liberdade e igualdade de oportunidades, que a criatividade no Pa&iacute;s Basco (tipo iii) se encontra fortemente relacionada com a toler&acirc;ncia associada aos direitos civis e que nas regi&otilde;es do tipo iv a criatividade est&aacute; sobretudo relacionada com as comunidades imigrantes. </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Ana Mendes, em co-autoria com Diogo de Abreu e M&aacute;rio Vale, apresentou uma comunica&ccedil;&atilde;o intitulada &#8220;From territorial networks to territorial cooperation: Spatial dynamics and procedural innovation in mainland Portugal&#8221;, no painel &#8220;Regional Development, Capacity Building and Leadership&#8221;. A comunica&ccedil;&atilde;o centrou-se na apresenta&ccedil;&atilde;o de alguns resultados preliminares do projecto COOPTER que tem vindo a ser desenvolvido no CEG-UL. Nesta comunica&ccedil;&atilde;o foram apresentados e discutidos os principais conceitos do projecto, em particular a coopera&ccedil;&atilde;o territorial e as redes territoriais e foi exposta a metodologia que ser&aacute; aplicada na an&aacute;lise dos padr&otilde;es de coopera&ccedil;&atilde;o entre os agentes envolvidos nos projectos do INTERREG III B e C. </p>      <p>Em primeiro lugar, foi apresentado o conceito da coopera&ccedil;&atilde;o territorial como sendo um dos elementos essenciais na an&aacute;lise das din&acirc;micas espaciais e das inova&ccedil;&otilde;es processual e conceptual que lhe est&atilde;o associadas. Segundo os autores as grandes metas da coopera&ccedil;&atilde;o territorial s&atilde;o: i) o encontro de territ&oacute;rios; iii) a promo&ccedil;&atilde;o do desenvolvimento de um territ&oacute;rio Europeu integrado e equilibrado atrav&eacute;s das redes territoriais e iii) um fortalecimento das prioridades estrat&eacute;gicas da Uni&atilde;o Europeia. </p>      <p>Em segundo lugar, com base no enquadramento conceptual e anal&iacute;tico, partiu-se para a explora&ccedil;&atilde;o da coopera&ccedil;&atilde;o no contexto portugu&ecirc;s utilizando o Interreg B e C como caso de estudo, visto ser um programa que tem as suas funda&ccedil;&otilde;es na coopera&ccedil;&atilde;o territorial, sendo um bom exemplo para ser feita uma avalia&ccedil;&atilde;o da aprendizagem efectiva atrav&eacute;s da coopera&ccedil;&atilde;o. </p>      <p>Em terceiro lugar, foram apresentadas algumas das dimens&otilde;es anal&iacute;ticas que se pretendem avaliar nos projectos do Interreg B e C: i) os actores; ii) as parcerias; iii) os objectivos; iv) a cultura de planeamento; v) o valor acrescentado e vi) as redes. </p>      <p>Por &uacute;ltimo, foi apresentada uma proposta de compara&ccedil;&atilde;o entre dois programas diferentes, ainda que com um mesmo objectivo, a coopera&ccedil;&atilde;o territorial. de um lado, o Interreg, um programa europeu, do outro, o programa P&oacute;lis, um programa nacional. Pretendeu-se analisar se a cultura de planeamento e a l&iacute;ngua t&ecirc;m influ&ecirc;ncia nos padr&otilde;es de coopera&ccedil;&atilde;o territorial, bem como nos processos de inova&ccedil;&atilde;o conceptual e processual. </p>      <p>M&aacute;rio Vale e Lu&iacute;s Carvalho<sup><a href="#1">[i]</a><a name="top1"></a></sup>apresentaram    &#8220;Spatiality and dynamics of Knowledge Networks: Exploring the Portuguese    Biotechnology Sector&#8221;, no painel &#8220;Spatial Patterns of Knowledge    dynamics&#8221;. Incidindo sobre uma tem&aacute;tica ainda pouco explorada no    campo das ci&ecirc;ncias sociais, os autores focaram as suas aten&ccedil;&otilde;es    na an&aacute;lise de sistemas de conhecimento multi-localizados no sector biotecnol&oacute;gico    portugu&ecirc;s. </p>      <p>Come&ccedil;aram por apresentar os pressupostos sobre os quais assenta a vis&atilde;o cl&aacute;ssica dos meios inovadores: i) aprendizagem local intensiva; ii) conhecimento t&aacute;cito refor&ccedil;ando a aglomera&ccedil;&atilde;o espacial; iii) fraca mobilidade internacional de compet&ecirc;ncias. A crescente mobilidade associada &agrave; economia do conhecimento levou-os a questionar a asser&ccedil;&atilde;o cl&aacute;ssica segundo a qual processos de aprendizagem dial&oacute;gicos e multifuncionais necessitam de proximidade geogr&aacute;fica e, ao inv&eacute;s, processos de aprendizagem monol&oacute;gica e monofuncional podem desenvolver-se independentemente das dist&acirc;ncias. </p>      <p>Partindo deste enquadramento exploraram o sector biotecnol&oacute;gico portugu&ecirc;s usando a regi&atilde;o Centro como estudo de caso. A an&aacute;lise elaborada estruturou-se em torno de tr&ecirc;s quest&otilde;es chave: i) qual a origem do conhecimento?; ii) como t&ecirc;m evolu&iacute;do as rela&ccedil;&otilde;es proximidade-dist&acirc;ncia ao longo do tempo? e iii) &eacute; poss&iacute;vel desenvolver um <i>cluster </i>biotecnol&oacute;gico neste contexto regional? </p>      <p>Por fim foram feitas algumas recomenda&ccedil;&otilde;es: i) centrar as pol&iacute;ticas estrat&eacute;gicas de produ&ccedil;&atilde;o de conhecimento na &#8220;proximidade&#8221; <i>per</i><i> se </i>n&atilde;o parece ser o procedimento mais indicado, na medida em que as empresas e outros actores t&ecirc;m diferentes capacidades em termos de aquisi&ccedil;&atilde;o de conhecimento; ii) n&atilde;o parece desej&aacute;vel ou exequ&iacute;vel centrar as pol&iacute;ticas na rede de contactos locais; iii) &eacute; necess&aacute;rio levar em conta as especificidades de cada sector e n&atilde;o optar por estrat&eacute;gias demasiado amplas e excessivamente gen&eacute;ricas. </p>      <p>No painel intitulado &#8220;New Governance Models-Case Studies I&#8221;, Jo&atilde;o Fumega apresentou a comunica&ccedil;&atilde;o &#8220;How can sustainable planning improve the nightlife of a specific waterfront district?&#8221;, (co-autoria com Diana Almeida), que se insere no projecto de investiga&ccedil;&atilde;o NOITe: Night Opportunities and Innovation in the Territory (coordena&ccedil;&atilde;o Teresa Alves). A comunica&ccedil;&atilde;o teve como objectivo a apresenta&ccedil;&atilde;o dos resultados de um estudo de planeamento sustent&aacute;vel aplicado ao per&iacute;odo nocturno. Para suportar este objectivo foi utilizado o conceito de Comunidades Sustent&aacute;veis aplicado a um caso de estudo &#8211; frente de &aacute;gua da Costa de Caparica &#8211; respectiva interven&ccedil;&atilde;o do Programa P&oacute;lis, de forma a ilustrar a aplica&ccedil;&atilde;o deste conceito &agrave; frente de &aacute;gua com utiliza&ccedil;&atilde;o nocturna. </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O autor sublinhou a import&acirc;ncia do conceito de comunidades sustent&aacute;veis pela abordagem social que faz da sustentabilidade urbana. Afirmou que o aspecto central deste conceito &eacute; a comunidade, e apresentou v&aacute;rias defini&ccedil;&otilde;es, dando particular &ecirc;nfase &agrave; de Mark Roseland, que foca sobretudo a melhoria da qualidade de vida das pessoas atrav&eacute;s da actua&ccedil;&atilde;o &agrave; escala local. Ilustrou os v&aacute;rios tipos de capital associados a este conceito e a sua aplicabilidade atrav&eacute;s das componentes definidas por Egan que se traduzem em govern&acirc;ncia, transportes, servi&ccedil;os, economia, ambiente, habita&ccedil;&atilde;o e cultura. </p>      <p>Salientam-se duas propostas: i) baseada no estabelecimento de uma rela&ccedil;&atilde;o entre cada componente do conceito de comunidades sustent&aacute;veis e o que est&aacute; proposto pelo Programa P&oacute;lis, enquadrando assim as v&aacute;rias medidas propostas no quadro conceptual do conceito de comunidades sustent&aacute;veis; ii) proposta de um conjunto de medidas que podem ser aplicadas ao contexto espec&iacute;fico da Costa de Caparica no per&iacute;odo nocturno e que se dividem em: promo&ccedil;&atilde;o da pr&aacute;tica do desporto &agrave; noite, interven&ccedil;&atilde;o nos equipamentos de uso nocturno, ilumina&ccedil;&atilde;o e, finalmente, acessibilidades. O autor defendeu uma maior articula&ccedil;&atilde;o entre o Programa P&oacute;lis e as actividades que se realizam &agrave; noite na frente de &aacute;gua da Costa de Caparica, como forma de potencializa&ccedil;&atilde;o de um espa&ccedil;o nocturno de grande import&acirc;ncia, argumentando que, atrav&eacute;s das comunidades sustent&aacute;veis, esta integra&ccedil;&atilde;o poderia ser feita valorizando a tradi&ccedil;&atilde;o e <i>know-how </i>j&aacute; existentes e envolvendo mais a comunidade da Costa de Caparica. </p>      <p>A comunica&ccedil;&atilde;o apresentada por Diana Almeida, em colabora&ccedil;&atilde;o com Teresa Alves, intitulou-se &#8220;Planning the night &#8211; light as a central issue&#8221; e inseriu-se no painel &#8220;Urban Plannig and Design Challenges&#8221;. Consistiu na apresenta&ccedil;&atilde;o de alguns resultados preliminares da investiga&ccedil;&atilde;o que tem vindo a ser desenvolvida no &acirc;mbito do projecto NOITe (Noite, Oportunidades e Inova&ccedil;&atilde;o e Territ&oacute;rio). </p>      <p>As transforma&ccedil;&otilde;es sociais e culturais das &uacute;ltimas d&eacute;cadas contribu&iacute;ram para destacar a import&acirc;ncia do espa&ccedil;o-tempo noite: a liberaliza&ccedil;&atilde;o das pr&aacute;ticas sociais; as mudan&ccedil;as demogr&aacute;ficas; o crescimento do n&uacute;mero de pessoas sem limita&ccedil;&otilde;es de tempo, e livres de encargos familiares; o surgimento de novos padr&otilde;es de vida urbanos. Estas transforma&ccedil;&otilde;es encontram-se relacionadas com as inova&ccedil;&otilde;es tecnol&oacute;gicas na esfera da ilumina&ccedil;&atilde;o, que permitiram o prolongamento das actividades econ&oacute;micas, culturais e pol&iacute;ticas, contribuindo para a redu&ccedil;&atilde;o das diferen&ccedil;as entre o dia e a noite. Salientou-se a polui&ccedil;&atilde;o luminosa, como um dos efeitos mais percept&iacute;veis, resultantes do excesso de luz artificial. de acordo com a &#8220;Starlight Initiative&#8221; (2007), a polui&ccedil;&atilde;o luminosa caracteriza-se pela luz que &eacute; projectada para o c&eacute;u nocturno, proveniente da ilumina&ccedil;&atilde;o artificial, difundindo-se em v&aacute;rias direc&ccedil;&otilde;es atrav&eacute;s das part&iacute;culas de &aacute;gua e poeiras que se concentram no ar. Diana Almeida acentuou a import&acirc;ncia da mesma iniciativa, que se rege pelo objectivo de fazer frente ao fen&oacute;meno da polui&ccedil;&atilde;o luminosa, em defesa da qualidade do c&eacute;u nocturno. As pol&iacute;ticas culturais, econ&oacute;micas e ambientais devem ter em conta as seguintes ac&ccedil;&otilde;es: projectar a luz para o ch&atilde;o ou para objectos espec&iacute;ficos; substituir as l&acirc;mpadas; diminuir a intensidade da luz em &aacute;reas n&atilde;o utilizadas pelas pessoas. Estas medidas fazem parte de um conjunto de ac&ccedil;&otilde;es bastante simples, que j&aacute; est&atilde;o a ser tomadas em pa&iacute;ses como o Reino Unido, ou as ilhas Can&aacute;rias (Lei do C&eacute;u). </p>      <p>Por fim, concluiu-se que os planeadores, legisladores e as autoridades locais devem juntar esfor&ccedil;os para pensar a melhor forma de assegurar o &oacute;ptimo desempenho da luz ajustado &agrave; seguran&ccedil;a urbana, uma ilumina&ccedil;&atilde;o amiga do ambiente que simultaneamente permita a aprecia&ccedil;&atilde;o do c&eacute;u nocturno. </p>      <p>&nbsp;</p>      <p><a href="#top1">[i]</a><a name="1"></a> Departamento de Economia Aplicada,    Universidade de Roterd&atilde;o. </p>       ]]></body>
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