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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>NOTÍCIA</b></p> <br/>       <p><b>&nbsp;</b></p>       <p><b>Encontro anual da associa&ccedil;&atilde;o americana de Ge&oacute;grafos 2011 retrospectiva tem&aacute;tica e aprendizagens </b></p>        <p><b>&nbsp;</b></p>      <p><b>&nbsp;</b></p>      <p><b>Sara Albino<sup>1</sup>; Diana Almeida<sup>1</sup>; Jo&atilde;o Fumega<sup>2 </sup></b></p>       <p><sup>1</sup>N&uacute;cleo TERRITUR (Turismo, Cultura e Territ&oacute;rio), Centro de Estudos Geogr&aacute;ficos, IGOT;  <a href="mailto:albino.sara@gmail.com">albino.sara@gmail.com</a>; <a href="mailto:diana-almeida@campus.ul.pt">diana-almeida@campus.ul.pt</a> </p>       <p><sup>2</sup>N&uacute;cleo MOPT (Modela&ccedil;&atilde;o, Ordenamento e Planeamento  do Territ&oacute;rio), Centro de estudos Geogr&aacute;ficos, IGOT; <a href="mailto:joaofumega@gmail.com">joaofumega@gmail.com</a> </p>        <p><b>&nbsp;</b></p>      <p><b>&nbsp;</b></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O encontro anual da associa&ccedil;&atilde;o americana de  ge&oacute;grafos &eacute; uma das maiores reuni&otilde;es da ci&ecirc;ncia geogr&aacute;fica ao n&iacute;vel mundial. a sua organiza&ccedil;&atilde;o em formato semanal, intercala sess&otilde;es de apresenta&ccedil;&atilde;o,  com pain&eacute;is de debate, workshops, feira de emprego em geografia, com visitas de estudo tem&aacute;ticas, dentro e fora da cidade que acolhe o evento, entre outras actividades de car&aacute;cter profissional,  acad&eacute;mico e l&uacute;dico. </p>       <p>Esta plataforma de difus&atilde;o do conhecimento, tem a vantagem de reunir profissionais de geografia e de outras &aacute;reas do saber, motivando assim a participa&ccedil;&atilde;o de  um grande n&uacute;mero de pessoas provenientes de todo o mundo. a presen&ccedil;a de acad&eacute;micos, cientistas e outras figuras de renome que acompanham as sess&otilde;es plen&aacute;rias e tamb&eacute;m os pain&eacute;is  de debate, permite aprofundar quest&otilde;es espec&iacute;ficas e a discuss&atilde;o dos mais recentes temas investigados, bem como os problemas da actualidade. </p>       <p>Realizou-se em Seattle, nos dias 11 a 16 de Abril, a  edi&ccedil;&atilde;o de 2011 do encontro anual da associa&ccedil;&atilde;o americana de ge&oacute;grafos. Estiveram presentes aproximadamente 7 000 pessoas de cerca de 60 pa&iacute;ses. A tem&aacute;tica que esteve subjacente  foi &#8220;<i>Geography</i><i> in the Changing Worlds of Higher Education: Opportunities and Challenges</i>&#8221;, e constituiu tamb&eacute;m a sess&atilde;o de abertura. </p>       <p>&Eacute; importante destacar a ocorr&ecirc;ncia  de tr&ecirc;s sess&otilde;es sobre a tem&aacute;tica da noite, in&eacute;ditas no contexto dos encontros da AAG &#8211; &#8220;<i>Nightscapes</i><i>: Geographies of Urban Nights</i>&#8221;. Na edi&ccedil;&atilde;o de 2010, em  Washington, o CEG esteve representado por Jo&atilde;o fumega que foi apresentar o projecto NOITE, motivando o surgimento desta tem&aacute;tica como sess&atilde;o aut&oacute;noma. </p>        <p><b>&nbsp;</b></p>      <p><b>I. RETROSPECTIVA TEM&Aacute;TICA </b></p>       <p><b>1. Gest&atilde;o de zonas h&uacute;midas e &aacute;reas costeiras </b></p>       <p>Ocorreram 113 sess&otilde;es sobre as quest&otilde;es que integram a gest&atilde;o costeira, nomeadamente o turismo, o planeamento, o  estudo da biogeografia dos ambientes mar&iacute;timos e costeiros. De forma a sintetizar destacam-se quatro apresenta&ccedil;&otilde;es que abrangem estas tem&aacute;ticas: metodologias de gest&atilde;o; roteiros  tur&iacute;sticos em frentes de &aacute;gua; turismo e urbaniza&ccedil;&atilde;o em &aacute;reas costeiras. </p>       <p>As sess&otilde;es sobre <i>Coastal</i><i> Tourism </i>dividiram-se entre tend&ecirc;ncias, conflitos e  sustentabilidade; e usos do solo e o planeamento dos lazeres. Na primeira sess&atilde;o foram abordados alguns dos produtos tur&iacute;sticos em zonas costeiras e a sua sustentabilidade, na segunda sess&atilde;o, voltou-se a  incidir sobre metodologias de gest&atilde;o de espa&ccedil;os recreativos em frentes de &aacute;gua. Dois investigadores da Universidade da Georgia utilizaram de forma combinada os sistemas de informa&ccedil;&atilde;o  geogr&aacute;fica e os sistemas de alerta pela internet. Atrav&eacute;s de inqu&eacute;ritos aos residentes e utilizadores da ilha, foto interpreta&ccedil;&atilde;o com base em fotografias a&eacute;reas de ilhas barreira, dados  hist&oacute;ricos sobre as mar&eacute;s e uso do solo, foi poss&iacute;vel prever quais as melhores alturas para aceder &agrave; praia como turista, colocando essa informa&ccedil;&atilde;o online para ser descarregada como uma  aplica&ccedil;&atilde;o. Este trabalho permitiu ainda estudar a evolu&ccedil;&atilde;o dos efeitos das mar&eacute;s em diferentes partes da ilha, avaliando as &aacute;reas de eros&atilde;o e de acre&ccedil;&atilde;o, com efeitos  imediatos para os residentes. Outra das apresenta&ccedil;&otilde;es tentava recuperar os v&aacute;rios percursos em torno do Lago Michigan, com o objectivo de agregar os pr&eacute;-existentes roteiros terrestres (pedonais e  cicl&aacute;veis) e os roteiros aqu&aacute;ticos (canoagem e vela) e construir simultaneamente um pacote de turismo aventura sustent&aacute;vel e, atrav&eacute;s de um baixo custo de implementa&ccedil;&atilde;o, incluir o  turista/visitante na preserva&ccedil;&atilde;o do lago. Por &uacute;ltimo, o turismo e urbaniza&ccedil;&atilde;o em &aacute;reas costeiras (Projecto SECOA &#8211; <i>Solutions</i><i> for Environmental Contrasts in Coastal  Areas</i>) partiu de duas &aacute;reas de estudo analisadas no projecto (Costa de Caparica e albufeira), tendo introduzido o turismo e a urbaniza&ccedil;&atilde;o numa &oacute;ptica de mudan&ccedil;a de usos tur&iacute;sticos.  Foram utilizados dados estat&iacute;sticos de 1991 e 2001 que permitiram retratar a evolu&ccedil;&atilde;o urbano-tur&iacute;stica. A metodologia baseou-se na defini&ccedil;&atilde;o de uma faixa de 500 metros a montante da  linha de costa sobre ortofotomapas, permitindo o zonamento detalhado em &aacute;reas focadas no planeamento de segundas resid&ecirc;ncias, acessibilidades e parqueamento, concess&atilde;o de praias, <i>resorts  </i>tur&iacute;sticos, entre outros. Concluiu-se este ser um poderoso instrumento de gest&atilde;o do espa&ccedil;o tur&iacute;stico, podendo ser &uacute;til no melhoramento e impedimento da privatiza&ccedil;&atilde;o dos  espa&ccedil;os, incorporando uma fun&ccedil;&atilde;o de monitoriza&ccedil;&atilde;o. </p>       <p><b>2. Mobilidade e turismo </b></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As sess&otilde;es intituladas <i>Mobilities</i><i> of Everyday Life </i>coordenadas por Alan  Lew da <i>University</i><i> of Arizona </i>e apoiadas pelo <i>Recreation</i><i>, Tourism and Sport Speciality Group </i>da AAG, contaram com uma forte presen&ccedil;a interdisciplinar, tendo como objectivo contribuir para a  cria&ccedil;&atilde;o de um novo paradigma de discuss&atilde;o das mobilidades, que tenha em aten&ccedil;&atilde;o a an&aacute;lise das experi&ecirc;ncias, pr&aacute;ticas e signific&acirc;ncias culturais da mobilidade aliadas  &agrave; an&aacute;lise geogr&aacute;fica. Foram organizadas quatro sess&otilde;es por David Butz e Nancy Cook da Brock University. Devido &agrave; grande heterogeneidade de investigadores de diversas forma&ccedil;&otilde;es  acad&eacute;micas presentes nestas sess&otilde;es, a quest&atilde;o da discuss&atilde;o epistemol&oacute;gica tornou-se uma constante, tendo havido uma prem&ecirc;ncia do uso de metodologias qualitativas de an&aacute;lise, como  base das investiga&ccedil;&otilde;es apresentadas nas comunica&ccedil;&otilde;es, uma vez que a coordena&ccedil;&atilde;o desta sess&atilde;o deu &ecirc;nfase a trabalhos que focassem o dom&iacute;nio dos efeitos sociais da  mobilidade no territ&oacute;rio. Evidenciaram-se apresenta&ccedil;&otilde;es acerca das mobilidades pendulares de trabalhadores do sector do turismo no Jap&atilde;o, onde o Prof. Chris McMorran da <i>National</i><i> University  of Singapura </i>discutiu o papel social das mulheres Nakai. Foram tamb&eacute;m apresentados trabalhos de investiga&ccedil;&atilde;o acerca da capacidade de carga de zonas comerciais urbanas de cidades centrais europeias, como  decorrente da rede de transportes e da sua atractividade como destino tur&iacute;stico interno e local de lazer. Numa dimens&atilde;o oposta, o Prof. Antti Honkanen, Director do Centro de estudos de turismo da  <i>University</i><i> of Eastern Finland </i>discutiu a quest&atilde;o das raz&otilde;es que levam os indiv&iacute;duos &agrave; rejei&ccedil;&atilde;o da viagem tur&iacute;stica, debatendo-se a dicotomia entre a  incrementa&ccedil;&atilde;o da mobilidade quotidiana em oposi&ccedil;&atilde;o &agrave; viagem pontual. A esfera da an&aacute;lise das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas correlacionada com a mobilidade f&iacute;sica de pessoas e  representa&ccedil;&otilde;es foi um dos vectores de discuss&atilde;o da sess&atilde;o onde participou sara albino, a qual apresentou os resultados preliminares de uma investiga&ccedil;&atilde;o a decorrer acerca da  rela&ccedil;&atilde;o entre as pol&iacute;ticas europeias de educa&ccedil;&atilde;o, juventude e desporto da Uni&atilde;o europeia nas &uacute;ltimas duas d&eacute;cadas e o surgimento de um mercado de turismo interno europeu  dirigido a uma faixa et&aacute;ria vari&aacute;vel das popula&ccedil;&otilde;es juvenis. No conjunto, estas sess&otilde;es ao discutirem assuntos que evidenciam as quest&otilde;es da imobilidade como contra-ponto da mobilidade,  as quais s&atilde;o apontadas como centrais na vida social contempor&acirc;nea, tentaram responder &agrave; seguinte quest&atilde;o: em que medida &eacute; que o movimento de indiv&iacute;duos, informa&ccedil;&atilde;o, bens e  capitais constituem novos padr&otilde;es sociais e constituem redes formais e informais? </p>       <p><b>3. Comunidades sustent&aacute;veis </b></p>       <p>A sess&atilde;o intitulada &#8220;<i>Sustainable</i><i> Communities</i>&#8221;  (12 Abril) foi o culminar de duas sess&otilde;es anteriores sobre esta tem&aacute;tica, organizadas conjuntamente pela Wilfrid Laurier University e pela Simon Fraser University tendo contado com a modera&ccedil;&atilde;o da  Prof. Alison Blay-Palmer. O primeiro orador, Prof. Terry Marsden (<i>Cardiff School of City and Regional Planning, Sustainable Places Research Institute</i>), discursou sobre o tema &#8220;<i>Building Capability  Skills</i>&#8221;. De forma a estabelecer uma ferramenta conceptual para a reconstitui&ccedil;&atilde;o e revitaliza&ccedil;&atilde;o dos espa&ccedil;os de g&eacute;nese rural-urbana sugere a an&aacute;lise das esferas dos  recursos de consumo e produ&ccedil;&atilde;o, m&oacute;dulos de paisagem, nichos s&oacute;cio tecnol&oacute;gicos, mecanismos de transi&ccedil;&atilde;o e contesta&ccedil;&atilde;o assim como configura&ccedil;&otilde;es de  express&atilde;o espacial. Foca a import&acirc;ncia das zonas rurais e sua capacidade de resili&ecirc;ncia para o equil&iacute;brio das zonas urbanas, capacidade essa que deve ser potencializada atrav&eacute;s da  constru&ccedil;&atilde;o ou reconstru&ccedil;&atilde;o de capacidades com base nas mais-valias intr&iacute;nsecas de cada uma destas &aacute;reas. O Prof. Julian Ajyeman (<i>Tufts</i><i> University</i>) com a  comunica&ccedil;&atilde;o &#8220;<i>Sustainable</i><i> Communities: environmental quality and human equality</i>&#8221; por seu turno, abordou as quest&otilde;es da qualidade ambiental e igualdade. Afirmou que promovendo a  igualdade como princ&iacute;pio a sociedade est&aacute; a contribuir para uma melhor qualidade do ambiente urbano, focando no&ccedil;&otilde;es de multiculturalismo, bem-estar e felicidade, justi&ccedil;a nas quest&otilde;es da  agricultura urbana e acesso &agrave; alimenta&ccedil;&atilde;o e da justi&ccedil;a espacial &agrave; escala urbana mas sobretudo do bairro e rua. O terceiro orador convidado, Prof. roger Keil (<i>York University</i>) discursou  sobre os grandes desafios que se colocam &agrave;s comunidades sustent&aacute;veis, nomeadamente a crescente mudan&ccedil;a de escalas e deterritorializa&ccedil;&atilde;o a que se assiste na maioria das cidades, fruto de  padr&otilde;es de viv&ecirc;ncias cada vez mais irregulares, o que em &uacute;ltima an&aacute;lise provoca o surgimento de v&aacute;rias comunidades que n&atilde;o se limitam ao espa&ccedil;o do habitar mas sim a todo o  espa&ccedil;o de interac&ccedil;&atilde;o do indiv&iacute;duo. &Eacute; a seu ver essencial focar os esfor&ccedil;os de promo&ccedil;&atilde;o de sustentabilidade nos sub&uacute;rbios, entend&ecirc;-los como um conjunto  heterog&eacute;neo que se manifestam em territ&oacute;rios com diferentes caracter&iacute;sticas, e a partir destes agir, reencontrando aqui as no&ccedil;&otilde;es de comunidade, urbanidade e sustentabilidade e construindo uma  nova realidade urbana. O quarto orador, Prof. Mark roseland (<i>Simon Fraser University, SFU</i>), com a comunica&ccedil;&atilde;o intitulada &#8220;<i>Sustainability</i><i> as Community Development</i>&#8221; veio apresentar a  funda&ccedil;&atilde;o da <i>International</i><i> Network of Local Sustainability Researchers</i>, que ser&aacute; suportada por um projecto de investiga&ccedil;&atilde;o, e ter&aacute; uma revista &#8220;<i>Journal</i><i> of  Local Environment</i>&#8221;, assim como previsto um congresso, e uma plataforma <i>web</i>. No fundo, vai de encontro &agrave;s expectativas e necessidades de unir a variada investiga&ccedil;&atilde;o que tem sido feita nesta  &aacute;rea, num grupo constitu&iacute;do por <i>experts, </i>esperando-se assim que se retire o melhor do que est&aacute; a ser feito, evitando sobreposi&ccedil;&otilde;es e potenciando o tema atrav&eacute;s da  colabora&ccedil;&atilde;o entre diferentes centros e investigadores. </p>       <p>As quatro sess&otilde;es, incidindo sobre perspectivas d&iacute;spares, foram bastante esclarecedoras, pois focam quatro pontos essenciais para a  afirma&ccedil;&atilde;o de comunidades mais sustent&aacute;veis: a import&acirc;ncia dos espa&ccedil;os rurais para a manuten&ccedil;&atilde;o da estrutura ecol&oacute;gica de suporte &agrave;s zonas urbanas, a equidade como  valor essencial de uma comunidade, a interven&ccedil;&atilde;o nos sub&uacute;rbios como forma de tornar as zonas urbanas mais coesas e integradoras e por fim a necessidade da cria&ccedil;&atilde;o de redes na  investiga&ccedil;&atilde;o que &eacute; feita sobre a tem&aacute;tica, como forma de potenciar a produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica, e assim produzir conhecimento estruturante, moderno e que possa ser replicado no terreno  pelos agentes que aqui interv&ecirc;m. </p>        <p><b>&nbsp;</b></p>      <p><b>II. APRENDIZAGENS </b></p>       <p>A visita de estudo com a tem&aacute;tica &#8220;<i>Vancouver: seaking the sustainability</i>&#8221; decorreu entre os dias 9 e 11 de Abril de 2011,  com estadia na cidade de Vancouver no dia 9 e no dia 11 &agrave; tarde e com estadia em Whistler, no dia 10 e 11 de manh&atilde;. A partida para o <i>resort </i>tur&iacute;stico de montanha (<i>Whistler</i>) teve lugar no dia 10  de Abril e contou com a supervis&atilde;o cient&iacute;fica de Alison Gill (<i>Simon Fraser University, SFU</i>). No local, a visita de estudo foi acompanhada por Peter Williams (<i>SFU</i>) especialista em turismo  sustent&aacute;vel, tendo estudado e colaborado com o poder local durante v&aacute;rios anos no caso espec&iacute;fico de <i>Whistler</i>. A visita realizou-se a p&eacute; em toda a est&acirc;ncia, atravessando as diferentes  fases de constru&ccedil;&atilde;o do <i>resort</i>, tendo como pano de fundo os recentes jogos ol&iacute;mpicos de inverno de 2010, ali realizados. O enfoque foi dado essencialmente &agrave; sua fun&ccedil;&atilde;o  tur&iacute;stica, recreativa e desportiva, tentando estabelecer a ponte entre a organiza&ccedil;&atilde;o, os servi&ccedil;os e os usos de <i>Whistler </i>e a sua sustentabilidade enquanto <i>resort </i>tur&iacute;stico. Nesta  &uacute;ltima fase, reuniu-se um grupo de discuss&atilde;o composto por membros da C&acirc;mara Municipal de <i>Whistler</i>, respons&aacute;veis pela &uacute;ltima fase do projecto e tamb&eacute;m pela gest&atilde;o urbana.  Apesar das medidas que se pretendem cumprir para alcan&ccedil;ar a sustentabilidade, n&atilde;o se pode deixar de questionar o seu pr&oacute;prio funcionamento enquanto destino internacional, com todos os custos  econ&oacute;micos e ambientais associados, onde o seu acesso se faz por autom&oacute;vel ou transporte rodovi&aacute;rio, com uma densidade de utiliza&ccedil;&atilde;o e press&atilde;o sobre os recursos naturais, que s&atilde;o  simultaneamente a marca de exclusividade deste <i>resort</i> tur&iacute;stico de montanha. </p>       <p>Considerando a quest&atilde;o da seguran&ccedil;a e combate ao terrorismo um aspecto central da pol&iacute;tica norte-americana e  canadiana e sendo Seattle uma cidade de fronteira a 200 km de Vancouver na regi&atilde;o da <i>British</i><i> Columbia</i>, a AAG organizou uma visita de estudo denominada &#8220;<i>US-Canada Border</i>&#8221; que decorreu no  dia 12 de Abril, a qual foi organizada pela embaixada do Canad&aacute;. A iniciativa foi conduzida pelo respectivo adido Cultural em conjunto com o Centro de estudos de Migra&ccedil;&otilde;es e fronteiras da Universidade de  <i>Washington</i>. A actividade centrou-se na visita &agrave;s instala&ccedil;&otilde;es do posto de fronteira Canadiano, pelo Director do Centro de Opera&ccedil;&otilde;es de Combate ao Crime. A visita centrou-se na  apresenta&ccedil;&atilde;o da estrat&eacute;gia conjunta de combate &agrave; criminalidade entre os governos norte-americano e canadiano, nomeadamente atrav&eacute;s da cria&ccedil;&atilde;o de um cart&atilde;o de  identifica&ccedil;&atilde;o transfronteiri&ccedil;o. Discutiram-se os principais problemas de comunica&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica entre os estados envolvidos, assim como as ac&ccedil;&otilde;es de melhoramento dos  servi&ccedil;os de fronteira, nomeadamente atrav&eacute;s do recurso aos sistemas de informa&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica na operacionaliza&ccedil;&atilde;o do combate &agrave; criminalidade. Decorreu tamb&eacute;m uma  visita de estudo ao aqu&aacute;rio de Seattle, legado da primeira fase da reabilita&ccedil;&atilde;o da zona ribeirinha da cidade e apresentando a problem&aacute;tica da <i>Pacific</i><i> Coast Highway </i>(via r&aacute;pida de  1970) que corta o acesso pedonal e visual &agrave; frente de &aacute;gua. Foram apresentados planos para renovar a imagem da cidade que incluem a demoli&ccedil;&atilde;o do tro&ccedil;o da via que cruza Seattle. </p>        ]]></body>
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