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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Seminário Internacional sobre Ordenamento e Desenvolvimento Territorial Sustentável na Iberoamérica: 16-19 Maio 2012, Bogotá, Colômbia]]></article-title>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>NOTÍCIA</b></p> <br/>       <p><b>&nbsp;</b></p>      <p><b>Semin&aacute;rio Internacional sobre Ordenamento e Desenvolvimento Territorial Sustent&aacute;vel na  Iberoam&eacute;rica. 16-19 Maio 2012, Bogot&aacute;, Col&ocirc;mbia </b></p>        <p><b>&nbsp;</b></p>      <p><b>&nbsp;</b></p>      <p><b>Margarida Queir&oacute;s<sup>1</sup></b></p>       <p><sup>1</sup>Professora Auxiliar do IGOT e investigadora do Centro de Estudos  Geogr&aacute;ficos, da Universidade de Lisboa. E-mail: <a href="mailto:margaridav@campus.ul.pt">margaridav@campus.ul.pt</a> </p>       <p><b>&nbsp;</b></p>      <p><b>&nbsp;</b></p>      <p>Nos dias 16 a 19 de maio de 2012, no Instituto Geogr&aacute;fico  Agust&iacute;n Codazzi, em Bogot&aacute;, realizou-se o Semin&aacute;rio Internacional sobre Ordenamento e Desenvolvimento Territorial Sustent&aacute;vel, no &acirc;mbito do Programa de Estudos P&oacute;s-graduados em Geografia  (um conv&eacute;nio do Instituto Geogr&aacute;fico Agust&iacute;n Codazzi com a Universidade Pedag&oacute;gica e Tecnol&oacute;gica da Col&ocirc;mbia), sob a coordena&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica de &Aacute;ngel Massiris  Cabeza, Professor da <i>Universidade Pedag&oacute;gica y Tecnol&oacute;gica de Colombia </i>e Hilda Sarmiento G&oacute;mez, ambos diretores acad&eacute;micos dos programas de Doutoramento e Mestrado em Geografia. </p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O tema  principal do Semin&aacute;rio reportou sobretudo ao ordenamento do territ&oacute;rio (OT). Na Am&eacute;rica Latina, o OT &eacute; uma pol&iacute;tica p&uacute;blica com cerca de 70 anos que surge a partir da  implementa&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas de desenvolvimento regional, ordenamento e descentraliza&ccedil;&atilde;o territorial. Nesta regi&atilde;o do mundo, o ordenamento do territ&oacute;rio tem sido um dos instrumentos  mais amplamente utilizados para intervir na organiza&ccedil;&atilde;o e gest&atilde;o do territ&oacute;rio, especialmente atrav&eacute;s de pol&iacute;ticas e planos de uso do solo. Estes surgiram mais robustos nos anos oitenta  e, desde ent&atilde;o, foram implementadas pol&iacute;ticas territoriais, planos e normas em quase todos os pa&iacute;ses latino-americanos. Estes instrumentos colocam o enfoque, em alguns casos, no planeamento do espa&ccedil;o  f&iacute;sico com &ecirc;nfase nas &aacute;reas urbanas e/ou municipais, no planeamento socioecon&oacute;mico com relevo para o desenvolvimento econ&oacute;mico, noutros casos, no planeamento com objectivos de  prote&ccedil;&atilde;o ambiental. Estas abordagens t&ecirc;m-se misturado sucessivamente, em alguns casos, com outras pol&iacute;ticas, o que levou &agrave; ambiguidade e confus&atilde;o em alguns pa&iacute;ses sobre a  finalidade e os objectivos do ordenamento do territ&oacute;rio. </p>       <p>Hoje, pode-se dizer que um denominador comum na gest&atilde;o territorial na Am&eacute;rica Latina, corresponde ao div&oacute;rcio entre a  planifica&ccedil;&atilde;o territorial e os objetivos das pol&iacute;ticas sectoriais, e a desarticula&ccedil;&atilde;o de escalas de atua&ccedil;&atilde;o da primeira. &Eacute; tamb&eacute;m evidente a debilidade dos  princ&iacute;pios fundamentais como os da coordena&ccedil;&atilde;o, concorr&ecirc;ncia e coopera&ccedil;&atilde;o que caracterizam a governan&ccedil;a contempor&acirc;nea nas pol&iacute;ticas de ordenamento do  territ&oacute;rio. Em resultado, as pol&iacute;ticas sectoriais de desenvolvimento foram sendo concebidas e implementadas desconhecendo os planos de ordenamento territorial, gerando com isso, incoer&ecirc;ncias, contra-  di&ccedil;&otilde;es e conflitos na gest&atilde;o territorial, em especial entre o poder central, representado pelo governo nacional e os poderes regionais e locais, assim como os interesses p&uacute;blicos e privados, e entre  os objetivos de crescimento econ&oacute;mico das pol&iacute;ticas sectoriais com os de prote&ccedil;&atilde;o ambiental, conserva&ccedil;&atilde;o de recursos naturais e bem-estar social, subjacentes &agrave;s pol&iacute;ticas  de ordenamento do territ&oacute;rio. </p>       <p>Daqui resulta a procura de novos conceitos e instrumentos de gest&atilde;o territorial que facilitem a harmoniza&ccedil;&atilde;o dos objetivos, estrat&eacute;gias e  a&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas e privadas e enfrentar, com maior probabilidade de &ecirc;xito, a cada vez mais complexa realidade socioecon&oacute;mica e ambiental. O &#8220;desenvolvimento territorial  sustent&aacute;vel&#8221;, no sentido de um desenvolvimento humano, ecol&oacute;gico e territorial tem impl&iacute;cito consigo uma vis&atilde;o hol&iacute;stica em que as pol&iacute;ticas econ&oacute;micas, ambientais e sociais  se integram a partir do territ&oacute;rio como elemento articulador e agente ativo. Neste contexto, a partir do desafio de um &#8220;ordenamento territorial sustent&aacute;vel&#8221; que busca um desenvolvimento socialmente mais  justo e ambientalmente sustent&aacute;vel, construiu-se o objetivo do Semin&aacute;rio que foi o de suscitar o debate e explorar conceitos, instrumentos e experi&ecirc;ncias de desenvolvimento territorial sustent&aacute;vel na  Ibero-Am&eacute;rica, que contribuam para a constru&ccedil;&atilde;o de novas estrat&eacute;gias, pol&iacute;ticas p&uacute;blicas e formas de gest&atilde;o e governan&ccedil;a do territ&oacute;rio sustent&aacute;veis, tendo  como objectivo central o &#8220;buen vivir&#8221;. </p>       <p>O evento contou com a interven&ccedil;&atilde;o dos conferencistas Adri&aacute;n Guillermo Aguilar, da Universidad Nacional Aut&oacute;noma de M&eacute;xico (M&eacute;xico); Anne-Catherine Chardon e Jos&eacute; Daniel Pab&oacute;n, da Universidade Nacional de Colombia (Col&ocirc;mbia); Ricardo Adri&aacute;n Vergara, da Universidade del Norte (Col&ocirc;mbia); Jorge Luis  Gonz&aacute;lez Calle, da Universidade del Tolima (Colombia); Delfina Trinca Fighera, da Universidade de los Andes (Venezuela), Eduardo Salinas Ch&aacute;vez e Roberto Gonz&aacute;lez Sousa, ambos da Universidade de La Habana  (Cuba); Mar&iacute;a Elina Gudi&ntilde;o, da Universidade Nacional de Cuyo (Argentina); Joaqu&iacute;n Farin&oacute;s Das&iacute;, da Universidade de Valencia (Espanha); e Margarida Queir&oacute;s, da Universidade de Lisboa  (Portugal). </p>       <p>O Semin&aacute;rio beneficiou da diversifica&ccedil;&atilde;o de atividades, dividindo-se entre as sess&otilde;es de confer&ecirc;ncias seguidas de debate, o lan&ccedil;amento do livro  <i>Gesti&oacute;n</i><i> Territorial y Desarrollo: Hacia una Pol&iacute;tica de Desarrollo Territorial Sostenible en Am&eacute;rica Latina, </i>da autoria de &Aacute;ngel Massiris Cabeza (comentado por Mar&iacute;a Elina  Gudi&ntilde;o, Roberto Gonz&aacute;lez Sousa e Joaqu&iacute;n Farin&oacute;s Das&iacute;) e uma reuni&atilde;o de trabalho dos membros presentes da Rede Ibero Americana de Observa&ccedil;&atilde;o Territorial  (RIDOT)<a name="topi"></a><a href="#i"><sup>i</sup></a> &#8211; para a qual foi convidado a integrar o n&uacute;cleo MOPT do CEG (cuja coordenadora nacional &eacute; Margarida Queir&oacute;s)<a name="topii"></a><a href="#ii"><sup>ii</sup></a>. O semin&aacute;rio contou ainda com uma visita  de estudo &agrave; cidade de Bogot&aacute;, onde se abordaram os principais problemas do desenvolvimento sustent&aacute;vel e do crescimento urbano nos Pa&iacute;ses da Am&eacute;rica Latina e do Caribe, entre outros. </p>       <p>As  confer&ecirc;ncias apresentadas foram debatidas em mesa redonda com os conferencistas, com uma agenda aberta aos presentes. Ao longo dos quatro dias em que decorreu o Semin&aacute;rio, os temas repartiram-se pelas seguintes  palestras: </p>       <p><i>&#8211; Am&eacute;rica Latina ante el desarrollo territorial sostenible: retos e incertidumbres en un mundo globalizado</i>, por Roberto Gonz&aacute;lez Sousa. </p>      <p><i>&#8211; Reinterpretando la cohesi&oacute;n territorial: retos para un nuevo modelo de desarrollo territorial y de su planificaci&oacute;n</i>, por Joaqu&iacute;n Farin&oacute;s Das&iacute;. </p>      <p><i>&#8211; El ordenamiento territorial como pol&iacute;tica de Estado</i>, por Mar&iacute;a Elina Gudi&ntilde;o. </p>      <p><i>&#8211; Justicia social... Justicia territorial: &iquest;Un dilema sin  resolver en Venezuela? </i>por Delfina Trinca Fighera. </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>&#8211; Ordenaci&oacute;n territorial para un desarrollo urbano sostenible: una perspectiva europea</i>, por Margarida Queir&oacute;s. </p>      <p><i>&#8211; Las nuevas periferias urbanas en Am&eacute;rica Latina</i>, por Jorge Luis Gonz&aacute;lez Calle. </p>      <p><i>&#8211; Vulnerabilidad en grandes ciudades de Am&eacute;rica Latina</i>, por  Ricardo Adri&aacute;n Vergara. </p>      <p><i>&#8211; El ordenamiento territorial como instrumento de planificaci&oacute;n y gesti&oacute;n ambiental</i>, por Eduardo Salinas Ch&aacute;vez. </p>      <p><i>&#8211; Desarrollo territorial sostenible y cambio clim&aacute;tico</i>, por Jos&eacute; Daniel Pab&oacute;n. </p>      <p><i>&#8211; Reasentamiento como pol&iacute;tica de gesti&oacute;n del  riesgo</i>, por Anne-Catherine Chardon. </p>       <p>Os oradores e participantes &#8211; estudantes, investigadores, professores e t&eacute;cnicos de autarquias locais, associados a &aacute;reas profissionais diversas, como sejam,  ge&oacute;grafos, arquitetos, antrop&oacute;logos, soci&oacute;logos, economistas, entre outros &#8211; juntaram-se para partilhar reflex&otilde;es, preocupa&ccedil;&otilde;es, experi&ecirc;ncias e conhecimento que contribuem  para robustecer a perspectiva territorial do desenvolvimento e encontrar uma nova ordem em que a justi&ccedil;a social e espacial, a participa&ccedil;&atilde;o cidad&atilde; na formula&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;ticas  p&uacute;blicas de ordenamento do territ&oacute;rio, o direito a uma vida longa e saud&aacute;vel e os valores que dignificam os seres humanos, prevale&ccedil;am sobre o utilitarismo e a destrui&ccedil;&atilde;o dos recursos  naturais e territoriais. </p>        <p><b>&nbsp;</b></p>      <p><b>&nbsp;</b></p>      <p><b>NOTAS</b></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="i"></a><a href="#topi"><sup>i</sup></a>Os coordenadores gerais da <i>Red</i><i> Iberoamericana de Observaci&oacute;n Territorial </i>(RIDOT) s&atilde;o, Angel Massiris Cabeza e Joaqu&iacute;n Farin&oacute;s Das&iacute;, respetivamente, o coordenador do n&oacute; da Am&eacute;rica Latina e o coordenador do n&oacute; Ib&eacute;rico. </p>      <p><a name="ii"></a><a href="#topii"><sup>ii</sup></a>O MOPT dedica-se &agrave;  investiga&ccedil;&atilde;o de base aplicada nos dom&iacute;nios do ordenamento e planeamento territorial. Constituem o MOPT, um grupo de investigadores residentes, com gradua&ccedil;&atilde;o e p&oacute;s-  -gradua&ccedil;&atilde;o, em geografia, destacando-se a geografia humana e o planeamento regional e urbano, a modela&ccedil;&atilde;o espacial e os sistemas de informa&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica (<a href="http://www.mopt.org.pt" target="_blank">http://www.mopt.org.pt</a> </p>       ]]></body>
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