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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Clusters municipais de bioenergia: um contributo para a prevenção de incêndios florestais]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[After the shock that Portugal suffered with the forest fires at Pedrogão Grande (2017), inspiring critical reflections on the role and social responsibility of Geography is especially relevant to develop an adequate response framework for the protection of life, goods and natural resources. This article reflects on a cause-effect-solution relationship to be established for the prevention of forest fires that articulates the geography of energy with municipal planning. It is a critical reflection on the strategic role of the Municipal Master Plan and the possible contributions that the utilization and valorization of the forest biomass can make, with the view to developing municipal bioenergy clusters. Here, cleaning and collecting forest waste for the production of renewable energy emerge as an opportunity to link energy, forest and economic benefits toward an effective fire risk prevention led by municipal decision making.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="fr"><p><![CDATA[À la suite du grand incendie qui a eu lieu en 2017 dans la région de Pedrogão Grande, il est urgent que les géographes assument leur responsabilité sociale dans l’élaboration de décisions permettant la défense efficace des personnes, des biens et des ressources naturelles. On indique ici quels seraient les meilleurs rapports à établir entre la planification municipale et la Géographie de l’énergie et comment valoriser la biomasse forestière, en développant davantage la bioénergie. En particulier, les méthodes de nettoyage et de récupération des résidus forestiers sont des techniques importantes, qui fournissent des revenus permettant de mieux lutter contre les risques d’incendie, tout en améliorant la gestion du territoire à l’échelle municipale. Géographie de l’énergie, Plan de Développement Municipal, biomasse forestière, pôle municipal, prévention des incendies.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></p>  <br/>       <p>        <p ><b>&nbsp;</b></p>          <p ><b><i>Clusters</i> municipais de bioenergia: um contributo para a prevenção de incêndios florestais</b></p>             <p ><b>&nbsp;</b></p> 	       <p><b>Municipal clusters of bioenergy: a contribution to forest fire prevention</b></p>           <p ><b>&nbsp;</b></p> 	     <p><b>Des poles municipaux de bioenergie: un instrument contre les incendies forestiers</b></p>         <p ><b>&nbsp;</b></p>         <p ><b>&nbsp;</b></p> 	     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Francesca Poggi<sup>1</sup>; Ana Firmino<sup>2</sup>; Miguel Amado<sup>3</sup></b></p>       <p><sup>1</sup>Investigadora no Centro Interdisciplinar de Ciências Sociais (CICS.Nova), Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, Avenida de Berna, 26-C, 1069-061, Lisboa,  Portugal. E-mail: <a href="mailto:f.poggi@fcsh.unl.pt">f.poggi@fcsh.unl.pt</a> </p>      <p><sup>2</sup>Professora Catedrática e Investigadora Efetiva no Centro Interdisciplinar de Ciências Sociais (CICS.Nova), Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, Avenida de Berna,  26-C, 1069-061, Lisboa, Portugal. E-mail: <a href="mailto:am.firmino@fcsh.unl.pt">am.firmino@fcsh.unl.pt</a> </p>      <p><sup>3</sup>Professor Associado e Investigador Efectivo no Civil Engineering Research and Innovation for  Sustainability (CERIS), DeCivil, Instituto Superior Técnico, Avenida Rovisco Pais, 1, 1049-001, Lisboa,  Portugal. E-mail: <a href="mailto:miguelpamado@tecnico.ulisboa.pt">miguelpamado@tecnico.ulisboa.pt</a> </p>        <p ><b>&nbsp;</b></p>      <p ><b>&nbsp;</b></p> 	     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Após o momento de choque que Portugal sofreu com o  incêndio de Pedrogão Grande (2017), equacionar as dimensões e responsabilidade social da Geografia torna-se  especialmente relevante na construção de respostas capazes de assegurar a defesa das pessoas, dos bens e  dos recursos naturais. Neste artigo reflecte-se sobre uma relação causa-efeito-solução a estabelecer para a  prevenção de incêndios florestais que articula a geografia da energia com o planeamento municipal. Trata-se  de uma reflexão crítica sobre a dimensão estratégica do planeamento, materializada no Plano Director  Municipal e os possíveis contributos do aproveitamento e valorização da biomassa florestal, com vista ao  desenvolvimento de <i>clusters</i> municipais ligados à bioenergia. É aqui que os mecanismos de limpeza e  recolha de resíduos florestais para a produção de energia renovável emergem como valência económica  indispensável para um maior contributo na prevenção activa do risco de incêndio, preconizando um novo eixo  estratégico para a redução da sua incidência e melhorando o ordenamento do território a nível municipal.</p>      <p><b>Palavras-chave:</b> Biomassa florestal; prevenção de incêndios; bioenergia; <i>clusters </i>municipais; Plano Diretor  Municipal; PDM.</p>        <p ><b>&nbsp;</b></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>ABSTRACT</b></p>      <p>After the shock that Portugal  suffered with the forest fires at <i>Pedrogão Grande</i> (2017), inspiring critical reflections on the role  and social responsibility of Geography is especially relevant to develop an adequate response framework for  the protection of life, goods and natural resources. This article reflects on a cause-effect-solution  relationship to be established for the prevention of forest fires that articulates the geography of energy  with municipal planning. It is a critical reflection on the strategic role of the Municipal Master Plan and  the possible contributions that the utilization and valorization of the forest biomass can make, with the  view to developing municipal bioenergy clusters. Here, cleaning and collecting forest waste for the  production of renewable energy emerge as an opportunity to link energy, forest and economic benefits toward  an effective fire risk prevention led by municipal decision making. </p>       <p><b>Keywords:</b> Forest biomass; fire prevention; bioenergy; municipal clusters; Municipal Master Plan; MMP.</p>        <p ><b>&nbsp;</b></p>       <p><b>RÉSUMÉ</b></p>     <p>À la suite du grand incendie qui a eu lieu en 2017  dans la région de <i>Pedrogão Grande</i>, il est urgent que les géographes assument leur responsabilité  sociale dans l&#8217;élaboration de décisions permettant la défense efficace des personnes, des biens et  des ressources naturelles. On indique ici quels seraient les meilleurs rapports à établir entre la  planification municipale et la Géographie de l&#8217;énergie et comment valoriser la biomasse forestière,  en développant davantage la bioénergie. En particulier, les méthodes de nettoyage et de récupération des  résidus forestiers sont des techniques importantes, qui fournissent des revenus permettant de mieux lutter  contre les risques d&#8217;incendie, tout en améliorant la gestion du territoire à l&#8217;échelle  municipale. Géographie de l&#8217;énergie, Plan de Développement Municipal, biomasse forestière, pôle  municipal, prévention des incendies.</p>      <p><b>Mots clés</b>: Biomasse forestière; prévention des incendies; bioénergie; <i>clusters</i> municipales; Plan de Développement Municipal: PDM.</p>        <p ><b>&nbsp;</b></p>       <p ><b>&nbsp;</b></p>      <p><b>I. INTRODUÇÃO </b></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Após o momento de choque que  Portugal sofreu com o incêndio de Pedrogão Grande, em 2017, equacionar as dimensões e responsabilidade  social na Geografia torna-se especialmente relevante na construção de respostas capazes de assegurar a  defesa das pessoas, dos bens e dos recursos naturais. O caso de Pedrogão Grande constitui o mais recente e  violento grande incêndio verificado no País e um dos&nbsp;mais graves&nbsp;a nível mundial. A perspectiva  de base científica é, contudo, a de que se está perante um tipo de catástrofe recorrente. Desde o incêndio  da Serra de Sintra, em 1966, até ao da Madeira, em 2016, a problemática dos incêndios florestais tem vindo  a marcar lugares, pessoas e recursos naturais tornando-se, cada vez mais, uma constante. </p>     <p>Não é  objectivo deste artigo procurar respostas absolutas, mas sim contribuir para equacionar caminhos que até à  data não tenham ainda sido implementados. O raciocínio subjacente a esta posição apoia-se na necessidade de  entender que parte da solução se encontra no desenvolvimento de sistemas de prevenção dos incêndios  (Ferreira <i>et al</i>., 2015) e na implementação de acções concretas ao nível do território (Moreira,  Catry, Silva, &amp; Rego, 2010). É neste domínio que a limpeza de matos, a limpeza e beneficiação de  caminhos e criação de zonas de descontinuidade impõe uma visão integrada ao nível municipal (ICNF, 2006).  </p>     <p>Mas um tal contexto  torna necessário procurar perspectivas estratégicas orientadas para a implementação à escala local de  acções de prevenção dependentes de investimentos (Manolis, Zagas, Poravou, &amp; Zagas, 2016). Este  pressuposto é ainda mais justificável se se considerar que há vários elementos no caso português que  dificultam a gestão da floresta: população envelhecida e com baixos níveis de formação, propriedade privada  baseada no minifúndio, o que dificulta o planeamento integrado do espaço florestal, absentismo e  inexistência de cadastro florestal o que, por sua vez, inviabiliza o recurso aos apoios europeus (Salvador,  Pimentel, Martins, &amp; Fernandes, 2005). </p>     <p>Perante este contexto e numa postura de precaução  deve ser também equacionado o cenário de alterações climatéricas e os efeitos associados que se  perspectivam agravados e que aumentam o risco de incêndios florestais, em particular nos países do sul da  Europa (Russo, <i>et al</i>., 2017). São estes entendimentos que evidenciam a necessidade de existir um  modelo económico e financeiro que possibilite a implementação das estratégias de prevenção contra os  incêndios acompanhado por um raciocínio estratégico no planeamento municipal para coordenar a sua execução  e monitorização. </p>     <p>Com  este objectivo presente, o aproveitamento da biomassa florestal como fonte de energia renovável, pode-se  revelar uma oportunidade de valorização do mundo rural através da produção de energia limpa para satisfazer  a demanda de energia no local (Kraja&#269;i&#263;, Dui&#263;, &amp; Carvalho, 2011), a melhoria da gestão  das explorações (Shivan &amp; Mehmood, 2010) e a criação de emprego numa óptica de fileira florestal  (Sacchelli, De Meo, &amp; Paletto, 2013). É neste sentido que o aproveitamento energético da biomassa  associado a mecanismos de limpeza e recolha de resíduos florestais para a redução do risco de incêndios,  leva à presente proposta de <i>clusters</i> municipais ligados à bioenergia. </p>         <p ><b>&nbsp;</b></p>      <p><b>II. BIOENERGIA: ALGUNS CONCEITOS BÁSICOS </b></p>       <p><b>1. Conceitos básicos</b></p>       <p>Os aspectos técnicos e logísticos que caracterizam  o domínio da bioenergia e a sua relação com o planeamento municipal requerem a sistematização de alguns  conceitos básicos, a começar pela definição de biomassa e a classificação das suas diferentes formas de  valorização energética. Se atendermos à directiva europeia relativa à promoção da utilização de energia  proveniente de fontes renováveis, a biomassa corresponde a &#8220;fracção biodegradável de produtos,  resíduos e detritos de origem biológica provenientes da agricultura (incluindo substâncias de origem  vegetal e animal), da exploração florestal e de indústrias afins, incluindo da pesca e da aquicultura, bem  como a fracção biodegradável dos resíduos industriais e urbanos&#8221; (Parlamento Europeu, 2009). Neste  sentido, a biomassa insere-se no quadro funcional de quatro grandes sectores: 1. agricultura; 2. pecuária;  3. floresta; 4. tratamento de resíduos resultantes da actividade humana. </p>     <p>De referir que o termo biomassa é abrangente e deve  ser associado ao conceito de fonte de energia, ou seja, as diferentes matérias-primas para a sua produção.  Por outro lado, a designação correcta para o tipo de energia produzida é Bioenergia, sendo este, o termo a  utilizar de forma a não causar qualquer confusão com os diferentes recursos que são matéria-prima por si só  ou parte de um produto compósito (Boyle, 2012). O <a href="#q1">quadro I</a> sistematiza as diferentes categorias das fontes  primárias e secundárias de biomassa, referendo alguns aspectos que são entendidos como fundamentais para a  produção da bioenergia e a sua implementação no território.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="q1"></a>  <img src="/img/revistas/fin/n108/n108a03q1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>      <p>A biomassa lenhosa está directamente associada às  florestas, valorizando as matérias-primas produzidas por culturas florestais para fins energéticos, os  resíduos resultantes das operações de limpeza dos povoamentos florestais e os resíduos/desperdícios  provenientes dos processos de produção da indústria da madeira (Andrews &amp; Jelley, 2007). Os sistemas  praticados para as culturas lenhosas são florestas de rápido crescimento com espécies dedicadas ao regime  de curta rotação (ciclos de cortes cada 8-20 anos) e as plantações exploradas em regime de talhadia (ciclos  de cortes cada 1-4 anos) (Boyle, 2012). </p>     <p>Apesar de representar um recurso com efeitos  positivos nos domínios da bioeconomia, biodiversidade e preservação da qualidade dos solos, o  desenvolvimento de culturas de floresta dedicadas a fins energéticos na União Europeia tem tido uma  expansão bastante lenta, ao contrário do que está a acontecer ao nível internacional (Schulze, Gawel,  Nolzen, Weise, &amp; Frank, 2016). Este facto prende-se quer pela incerteza associada à volatilidade dos  preços, rendimentos incertos e custos de produção, quer pelo longo período de afectação dos solos que  inviabiliza os processos de adaptação às dinâmicas dos mercados (Schulze <i>et al</i>., 2016). </p>     <p>A  combinação de matéria-prima proveniente da limpeza da floresta, das atividades ligadas à fileira do sector  da madeira e das culturas florestais dedicadas para a produção de energia certamente desempenhará um papel  importante na transição para uma economia de baixo teor de carbono (Mola-Yudego <i>et al</i>., 2017). Assim  sendo, é relevante mencionar as espécies energéticas mais comuns para a criação de florestas de rápido  crescimento e que podem ser adaptadas ao território Português, nomeadamente o choupo, o salgueiro e o  eucalipto (Lindegaard <i>et al</i>., 2016).</p>     <p>No seguimento do que se referiu anteriormente,  considera-se essencial salientar o modo como a implementação da bioenergia poderá evoluir no contexto  nacional. Neste âmbito, as avaliações efectuadas por vários estudos apontam para um potencial de biomassa  total estimado de 34&nbsp;097GWh/ano, dividido de acordo com os recursos da <a href="#f1">figura 1</a> (Ferreira, Monteiro,  Brito, &amp; Vilarinho, 2017).</p>       <p>&nbsp;</p> <a name="f1"></a>  <img src="/img/revistas/fin/n108/n108a03f1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>       <p>Focando no potencial de  matéria-prima decorrente das florestas, é importante salientar a ausência de dados que permitam estimativas  das culturas energéticas de espécies lenhosas, herbáceas e arbustivas, sendo um indicador do facto que  actualmente não existe produção regular destas culturas em Portugal (ICNF, 2010b). Por outro lado, o  contributo dos diversos recursos ilustrado na <a href="#f1">figura 1</a>, constitui um referencial que justifica identificar  os resíduos de origem florestal como o principal sector com potencial em termos de disponibilidade da  matéria-prima, viabilidade ambiental e económica e competitividade. De facto, este recurso assume especial  importância em Portugal, porquanto 38% da área do território nacional é coberto por floresta (ICNF, 2010b).  Em termos de valorização energética, Viana, Cohen, Lopes, Aranha, (2010) estimaram que a quantidade total  de biomassa é em torno de 1,097 milhão t/ano, sendo 579,91 mil t/ano de pinheiro-bravo (em peso seco). </p>       <p><b>2. Enquadramento legal de utilização da biomassa em Portugal</b></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A diversidade das diferentes fontes de biomassa e a  sua distribuição geográfica extensa e dispersa, bem como a sua variabilidade ao longo do tempo, obriga a  interpelar o território enquanto suporte físico e logístico, local de limpeza, de produção de energia  renovável e, como tal, um sistema onde se deve desenvolver uma acção ao nível da prevenção dos incêndios,  que pretendemos analisar. A necessidade de uma análise crítica acerca do impacto da legislação na  valorização energética da biomassa, torna-se uma etapa essencial para entender o actual quadro de  implementação global deste recurso.</p>     <p>Neste sentido, começa-se por mencionar o Plano  Nacional de Defesa da Floresta contra Incêndios (PNDFCI), aprovado pela Resolução do Conselho de Ministros  n.º 65/2006, de 26 de Maio, que preconizou intervenções em domínios prioritários como sejam a prevenção  estrutural, vigilância, combate e eixos estratégicos de atuação, envolvendo, nomeadamente, o aumento da  resiliência do território aos incêndios florestais, a redução da incidência dos incêndios, a melhoria da  eficácia do ataque e da gestão dos incêndios, a recuperação e reabilitação dos ecossistemas e a adaptação  de uma estrutura orgânica e funcional eficaz. Este conjunto de medidas representou um primeiro passo  importante no equacionar a biomassa para energia como um possível contributo na prevenção dos incêndios e  valorização das florestas. </p>     <p>É de facto, na sequência do disposto pelo PNDFCI,  que o Governo lançou no mesmo ano a Estratégia Nacional para as Florestas (ENF), aprovada pela Resolução do  Conselhos de Ministros nº 114/2006, de 15 de setembro de 2006, que reconheceu a importância que a fileira  da biomassa para energia representava para o desenvolvimento nacional e destacou o valor dos recursos  florestais para a sociedade nas suas diversas funções e valências económicas, sociais e ambientais (Soares  &amp; Tavares da Silva, 2013). </p>     <p>Ainda que assumindo alguma coincidência e  complementaridade dos objectivos da ENF, a Estratégia Nacional para a Energia aprovada pela Resolução do  Conselho de Ministros n.º 29/2010, de 15 de abril de 2010, veio reforçar a elevada importância da  valorização energética da biomassa para o País considerando a sua transversalidade à gestão florestal na  redução dos riscos associados, nomeadamente incêndios, bem como para a sua sustentabilidade. É neste  documento que se começa também a referir a oportunidade de criar riqueza e consolidar um <i>cluster </i> energético no sector das energias renováveis em Portugal, conceitos estes, que assumem particular  relevância no âmbito da proposta de modelo que se apresenta neste estudo. A necessidade de articular estas  duas estratégias foi reconhecida na Resolução do Conselhos dos Ministros nº 81/2010, de 3 de novembro de  2010, que veio estabelecer algumas medidas destinadas a incentivar a produção de biomassa florestal em  Portugal. Os pontos a destacar neste documento são em primeiro lugar, efectivar a construção e exploração  das centrais de biomassa florestal, relativas ao concurso lançado em 2006, bem como de outras já  licenciadas e que ainda não iniciaram a sua implementação, até o final de 2013, associando ao cumprimento  destes objectivos a aplicação de um incentivo económico. Em segundo lugar, assegurar a sustentabilidade a  prazo do abastecimento das centrais dedicadas a biomassa prevendo a possibilidade de plantação de culturas  dedicadas, ou sejam, de árvores e arbustos com características de crescimento rápido. Em terceiro lugar,  promover os restos florestais resultantes das limpezas das florestas e matas como uma das matérias-primas  essenciais destas centrais de produção de energia, visando-se dinamizar as operações de limpeza destas  áreas e contribuindo de forma significativa para a prevenção dos fogos florestais.</p>     <p> Em termos práticos, foi o Decreto-Lei nº  5/2011, de 10 de janeiro de 2011, que veio dar desenvolvimento às medidas anteriormente referidas,  aplicando-se às centrais dedicadas a biomassa florestal relativas aos concursos públicos lançados em 2006,  bem como àquelas cuja autorização de instalação se encontrasse atribuída. No entanto, os atrasos registados  na instalação de muitas das centrais abrangidas por este DL determinaram duas alterações dos prazos fixados  para beneficiar dos incentivos económicos associados a entrada em exploração, que passou do final de 2016  para o final de 2018. </p>     <p> Para o efeito, a nova legislação produzida e revista no âmbito da recente reforma florestal tem preconizado  um impulso que poderá ser decisivo para a mudança de paradigma a qual o País está a ser chamado, assumindo  maior importância após os grandes incêndios de 2017 (ICNF, 2017). Neste âmbito é de referir o Decreto-Lei  n.º 64/2017, de 12 de junho, que define um regime especial e extraordinário para a instalação e exploração,  por municípios, de novas centrais de valorização de biomassa, definindo, ao mesmo tempo, medidas de apoio e  incentivo destinadas a assegurar a sua concretização, com o objetivo fundamental da defesa da floresta, do  ordenamento e preservação florestais, e do combate aos incêndios. </p>     <p>A passagem ao nível local constitui um aspecto  chave para se entender o novo papel que os municípios devem ter na dinamização de iniciativas relacionadas  com a biomassa florestal para energia. Neste quadro, o Decreto-Lei n.º 65/2017, de 12 de junho, veio  salientar a necessidade de adaptação dos Planos Diretores Municipais (PDM) face ao conteúdo dos Programas  Regionais de Ordenamento Florestal envolvendo, obrigatoriamente, a atualização das respetivas plantas de  ordenamento e de condicionantes. Esta perspectiva põe em evidência a importância da gestão adequada dos  recursos de biomassa florestal e, com ela, a de capacitar as autarquias na conceptualização de abordagens  com finalidade de acção, seja no âmbito da identificação e caracterização de meios/instrumentos a utilizar,  bem como de elaboração de medidas de base territorial adequadas ao seu contexto económico, ambiental e  social. </p>     <p>É neste  sentido que a relação causa-efeito-solução a estabelecer, articula a questão do aproveitamento da biomassa  para a produção de energia renovável e a mitigação do risco de incêndios com o planeamento municipal. A  reflexão crítica sobre o quadro legal que tem surgido na sequência do incêndio de Pedrogão Grande, a  dimensão estratégica no planeamento local, materializada pelo PDM e os possíveis contributos do  aproveitamento e valorização da biomassa florestal, toma então um lugar central com vista ao  desenvolvimento de <i>clusters</i> municipais ligados à bioenergia.</p>        <p ><b>&nbsp;</b></p>      <p><b>III. <i>CLUSTERS</i> MUNICIPAIS DA BIOENERGIA </b></p>        ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A abordagem de <i>cluster</i>, baseada no conceito  de &#8220;concentração geográfica num particular núcleo de território de empresas inter-relacionadas e  instituições correlatas tais como entidades públicas, universidades ou associações empresariais que  competem mas também colaboram no âmbito de determinado sector&#8221; (Porter, 2000, p. 15), constitui um  discurso de desenvolvimento territorial e económico particularmente relevante para a realidade portuguesa.  As potenciais vantagens competitivas associadas à teoria dos <i>clusters</i>, assentam na optimização de  quatro aspectos fundamentais que constituem o modelo de Diamante de Porter: a condição dos fatores de  produção; a condição da procura dos produtos/serviços; a existência de indústrias relacionadas e de apoio e  a estratégia, estrutura e rivalidade das empresas (Porter, 1990). Assim sendo, está-se perante um modelo  cuja natureza sistémica visa a criação de um contexto para a promoção de <i>clusters</i> de industrias  competitivas (Porter, 1990). Neste sentido, explorar um conceito de &#8220;<i>clusters</i> municipais da  bioenergia&#8221; significa operar uma adaptação do modelo Porter, promovendo a constituição de <i>task  forces</i> entre municípios para implementar um sistema cooperativo, competitivo e economicamente rentável  para a prevenção de incêndios florestais. Esta perspectiva posiciona-se de forma complementar em relação ao  ordenamento do território, incidindo sobre a gestão, preservação e monitorização das florestas através de  estratégias e regras associadas ao PDM, que o tornem eficaz. Assim, no cerne do modelo aqui proposto está o  factor económico suportado por um quadro que articula o planeamento estratégico no PDM, a implementação e  monitorização constante em cada município e a autonomia da execução financeira garantida pela produção de  energia renovável. </p>     <p> Apresenta-se de seguida um exemplo exploratório de aplicação do modelo <i>cluster</i>, considerando o  município de Pampilhosa da Serra onde os incêndios de 2017 afetaram uma área de 20&nbsp;000ha de floresta,  num total de 35&nbsp;300ha. Ocupando uma área de 397km<sup>2</sup> e possuindo uma população residente de 4 &nbsp;257 habitantes (INE, 2013), Pampilhosa da Serra distingue-se pela homogeneidade do seu território e  actividades humanas aí desenvolvidas. Neste contexto, é de salientar que se está perante um concelho  marcado por uma superfície de áreas florestais que representa mais de 88% do seu território (<a href="#f2">fig. 2</a>). </p>       <p>&nbsp;</p> <a name="f2"></a>  <img src="/img/revistas/fin/n108/n108a03f2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>       <p>A forte componente de  actividades ligadas à silvicultura, com relevo para as culturas de Eucalipto, Medronheiro e Pinheiro Bravo,  constituem o principal vector de desenvolvimento económico do concelho. Tendo em conta esta concisa  descrição do município em análise, os objectivos estratégicos de desenvolvimento de um <i>cluster</i>  municipal da bioenergia prendem-se com a elevada incidência de risco de incêndios e da oportunidade de  localizar no concelho uma central de biomassa para auxiliar as operações de limpeza da floresta envolvendo  a escala local e intermunicipal. Neste quadro, a área de abrangência teórica do <i>cluster </i>de  bioenergia está associada à própria área de influência de uma central de biomassa. De acordo com o estudo  desenvolvido por Viana <i>et al</i>., (2010), adoptou-se um raio de recolha de cerca de 35km que, desenhado  a partir do centróide do Concelho, envolve, além de Pampilhosa da Serra, outros municípios de índole  morfológica similar (<a href="#f3">fig. 3</a>). </p>       <p>&nbsp;</p> <a name="f3"></a>  <img src="/img/revistas/fin/n108/n108a03f3.jpg">     
<p>&nbsp;</p>       <p>A delimitação do <i>cluster</i> municipal de  bioenergia, representa um exemplo de contexto territorial adequado para operacionalizar estratégias de  prevenção de incêndios e gestão florestal, relacionadas com a valorização energética da matéria-prima  obtida e explorar sinergias entre municípios e investidores privados para a implementação de uma central de  biomassa.</p>     <p>Em termos gerais, as  componentes fundamentais desta abordagem são constituídas pelas seguintes vertentes: </p>      <p>1. <b>atracção de investimento privado</b> &#8211; decorre da realização de centrais de biomassa com uma  abrangência municipal ou intermunicipal. É o domínio onde se geram e consubstanciam as regras de  localização destas infra-estruturas, com suporte em modelos de Sistemas de Informação Geográfica capazes de  identificar espacialmente e contribuir para quantificar o potencial de biomassa existente e disponível para  recolha num município;</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>2.<b>criação de emprego no sector público</b> &#8211; a necessidade de remover e recolher os resíduos florestais  no interior do território municipal traduz-se numa oportunidade de criação de emprego localizado. Na lógica  de <i>cluster</i> municipal de bioenergia está implícita a criação de empresas municipais ou  intermunicipais associadas às actividades de manutenção e monitorização da floresta;</p>      <p>3. <b>controlo da ocupação do solo privado e público </b>&#8211; considerando a limpeza e manutenção da floresta  como um aspecto prioritário, colectivo e de responsabilidade social, o PDM deve assumir-se como ferramenta  para a estratégia de programação da limpeza, tanto em solo privado como público. No caso da propriedade  privada, a limpeza pode ser realizada através de dois mecanismos: existência de incentivo económico ao  proprietário ou determinação de procedimentos de acção de segurança pública a serem introduzidos ao nível  das Unidades Operativas de Planeamento e Gestão, a que os privados devem garantir o cumprimento nas suas  acções de uso e transformação do solo. O incentivo económico prevê estimular os proprietários a fazerem a  limpeza dos próprios terrenos e esse apoio económico está interligado com a entrega dos respectivos  resíduos na central de biomassa mais próxima para que se operacionalize o incentivo. Por outro lado, nos  casos em que o proprietário é desconhecido ou não tem recursos para efetuar a própria limpeza, será o  sector público, através do serviço municipal, a efectuar a limpeza na propriedade privada ao abrigo de uma  acção por razões de segurança pública, arrecadando este o valor do incentivo económico equivalente;</p>       <p>4. <b>criação de serviços municipais para a prevenção dos incêndios florestais</b> &#8211; a produção de  bioenergia tem como vantagem a geração de valor decorrente da venda da energia, valor esse a distribuir  territorialmente em suporte dos serviços de coordenação, limpeza e recolha dos resíduos florestais e  monitorização do território. A aplicação deste modelo origina um conjunto de domínios de intervenção  capazes de promover sinergias entre uso inteligente do solo, produção de bioenergia e preservação de  incêndios (<a href="#q2">quadro II</a>).</p>       <p>&nbsp;</p> <a name="q2"></a>  <img src="/img/revistas/fin/n108/n108a03q2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>      <p>As propostas de intervenção desenvolvidas no âmbito do presente estudo, referem-se ao aproveitamento da  biomassa florestal complementado, ou não, por culturas energéticas em solos abandonados, destacando-se os  respectivos benefícios ambientais, sociais e económicos. De acordo com os três modelos esquemáticos  apresentados, ressalta que a implementação da bioenergia necessita de ser associada a uma abordagem  integrada e sectorial que permita o seu aproveitamento de forma sustentável. Dando suporte à necessidade de  um planeamento da bioenergia à escala municipal, é também apresentado um modelo que representa uma  orientação concreta para a localização das centrais a biomassa aproveitando as áreas de pedreiras ou minas  desactivadas. Por fim, é de referir que numa óptica de valorização do interesse público e da  responsabilidade civil, a promoção da biomassa para energia coloca-se não como um custo, mas antes, como  uma oportunidade de investimento para o sector privado, público e comunidades locais, como se evidencia no  âmbito de cada esquema apresentado.</p>        <p ><b>&nbsp;</b></p>       <p><b>V. CONCLUSÕES</b></p>       <p>A natureza complexa e em parte imprevisível, que decorre da problemática dos incêndios florestais, não permite respostas lineares e imediatas, em  particular no contexto de territórios de baixa densidade caracterizado pela escassez de recursos humanos e  financeiros. Da análise apresentada, emerge que é do território, sociedade e economia que estamos a falar:  da necessidade de encontrar soluções eficazes e mais resilientes de ordenamento do território, necessidade  de incorporar o interesse pela segurança pública e responsabilidade partilhada e a necessidade de criar  modelos económicos que conduzam à implementação das acções. É com este conjunto de premissas que os  mecanismos de limpeza e recolha de resíduos florestais para produção de energia renovável, emergem como  valência económica indispensável a um maior contributo na prevenção activa do risco de incêndio, indicando  um novo eixo estratégico para a redução da sua incidência e melhorando o ordenamento do território a nível  municipal. A proposta de <i>clusters</i> municipais de bioenergia visa suscitar a cooperação entre  municípios contíguos com gestão e intervenção num mesmo tipo de território. Esta proposta decorre da  assunção do principal valor que estrutura e mobiliza a sociedade moderna: o valor económico, sem contudo  deixar de reconhecer a necessidade de defesa da floresta como um bem comum do país, à luz de uma justiça  territorial, um direito social e uma responsabilidade colectiva.</p>        <p ><b>&nbsp;</b></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>AGRADECIMENTOS </b></p>         <p>Agradece-se à Fundação para a Ciência e Tecnologia a bolsa de doutoramento concedida à primeira autora (referência SFRH/BD/94702/2013).</p>        <p ><b>&nbsp;</b></p>       <p><b>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</b></p>       <!-- ref --><p>Andrews, J., &amp; Jelley, N. (2007). <i>Energy Science: Principles,  Technologies, and Impacts</i>. Oxford, New York: Oxford University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=296709&pid=S0430-5027201800020000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Boyle, G. (2012). Renewable energy: power for a sustainable future. Open  University (3<sup>a</sup>.). Oxford: Oxford University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=296711&pid=S0430-5027201800020000300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Brás, A. M., Miranda, F., Hipólito, L., &amp; Dias, L. S. (2006). Biomassa e  produção de energia [Biomass and energy production] [Versão eletrónica]. In Direcção Regional de  Agricultura de Entre Douro e Minho (Eds.), <i>O Minho, a Terra e o Homem</i> [The Minho, the Earth and the  Man] (pp. 23-30) Retrieved from <a href="http://docplayer.com.br/9358312-Biomassa-e-producao-de-energia.html " target="_blank">http://docplayer.com.br/9358312-Biomassa-e-producao-de-energia.html</a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=296713&pid=S0430-5027201800020000300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Decreto-Lei n.º 5/2011, de 10/01/2011 - <i>Produção e Aproveitamento de  Biomassa Florestal</i> [Production and Use of Forest Biomass]<i>.</i> Retrieved from <a href=" http://data.dre.pt/eli/dec-lei/5/2011/01/10/p/dre/pt/html" target="_blank"> http://data.dre.pt/eli/dec-lei/5/2011/01/10/p/dre/pt/html</a> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Decreto-Lei n.º 65/2017, de 12/06/2017 - <i>Altera o regime jurídico dos  planos de ordenamento, de gestão e de intervenção de âmbito florestal</i> [Amends the legal regime of  forest management, management and intervention plans]. Retrieved from <a href=" http://data.dre.pt/eli/dec-lei/65/2017/06/12/p/dre/pt/html" target="_blank"> http://data.dre.pt/eli/dec-lei/65/2017/06/12/p/dre/pt/html</a> </p>     <p>Decreto-Lei n.º 64/2017, de 12/06/2017 - <i>Aprova o regime para novas  centrais de biomassa florestal</i> [Approves the regime for new forest biomass power stations]. Retrieved  from <a href="http://data.dre.pt/eli/dec-lei/64/2017/06/12/p/dre/pt/html" target="_blank"> http://data.dre.pt/eli/dec-lei/64/2017/06/12/p/dre/pt/html</a> </p>     <!-- ref --><p>Ferreira, A. J. D., Alegre, S. P., Coelho, C. O. A., Shakesby, R. A., Páscoa,  F. M., Ferreira, C. S. S&#8230; Ritsema, C. (2015). Strategies to prevent forest fires and techniques to  reverse degradation processes in burned areas. <i>CATENA</i>, <i>128</i>, 224&#8211;237.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=296717&pid=S0430-5027201800020000300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Ferreira, S., Monteiro, E., Brito, P., &amp; Vilarinho, C.  (2017). Biomass resources in Portugal: Current status and prospects. <i>Renewable and Sustainable Energy  Reviews</i>, <i>78</i>, 1221&#8211;1235.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=296719&pid=S0430-5027201800020000300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Shivan, G. C., &amp; Mehmood, S. R. (2010). Factors influencing nonindustrial  private forest landowners&#8217; policy preference for promoting bioenergy. <i>Forest Policy and Economics </i>, <i>12</i>(8), 581&#8211;588.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=296721&pid=S0430-5027201800020000300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Instituto da Convervação da Natureza e das Florestas. (ICNF). (2017). <i> Relatório provisório de incêndios florestais 2017</i> [Provisional report on forest fires 2017]. Lisboa:  Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas. Retrieved from <a href=" http://www2.icnf.pt/portal/florestas/dfci/Resource/doc/rel/2017/10-rel-prov-1jan-31out-2017.pdf" target="_blank"> http://www2.icnf.pt/portal/florestas/dfci/Resource/doc/rel/2017/10-rel-prov-1jan-31out-2017.pdf</a>  &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=296723&pid=S0430-5027201800020000300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Instituto da Convervação da  Natureza e das Florestas. (ICNF). (2010a). <i>Culturas Energéticas Florestais</i> [Forest energy crops].  Lisboa: Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas. Retrieved from <a href=" http://www.icnf.pt/portal/florestas/fileiras/resource/docs/biom/biomass-gtce-jun10" target="_blank"> http://www.icnf.pt/portal/florestas/fileiras/resource/docs/biom/biomass-gtce-jun10 </a>     &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=296724&pid=S0430-5027201800020000300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas. (ICNF).  (2010b). <i>5.º Inventário Florestal Nacional </i>[5<sup>th</sup> Nacional Forest Inventory]. Lisboa:  Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=296725&pid=S0430-5027201800020000300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas. (ICNF). (2006). <i> Plano Nacional de Defesa da Floresta Contra Incêndios</i> [National Forest Fire Protection Plan]. Lisboa:  Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas. Retrieved from <a href=" https://poseur.portugal2020.pt/media/4140/plano_nacional_defesa_floresta_contra_incendios.pdf" target="_blank"> https://poseur.portugal2020.pt/media/4140/plano_nacional_defesa_floresta_contra_incendios.pdf</a>  &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=296727&pid=S0430-5027201800020000300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Instituto Nacional de  Estatística. (INE). (2013). <i>População residente (N.º) por Local de residência. Estatísticas territoriais </i> [Resident population (Nº.) by residence. Territorial statistics]. Retrieved from <a href=" https://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&amp;xpgid=ine_unid_territorial&amp;menuBOUI=13707095&amp;contexto=ut&amp;selTab=tab3" target="_blank"> https://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&amp;xpgid=ine_unid_territorial&amp;menuBOUI=13707095&amp;contexto=ut&amp;selTab=tab3</a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=296728&pid=S0430-5027201800020000300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Kraja&#269;i&#263;, G., Dui&#263;, N., &amp; Carvalho, M. da G. (2011). How  to achieve a 100% RES electricity supply for Portugal? <i>Applied Energy</i>, <i>88</i>(2), 508&#8211;517.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=296729&pid=S0430-5027201800020000300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Lindegaard, K. N., Adams, P.  W. R., Holley, M., Lamley, A., Henriksson, A., Larsson, S&#8230; Pisarel, M. (2016). Short rotation  plantations policy history in Europe: lessons from the past and recommendations for the future. <i>Food and  Energy Security, 5</i>(3), 125&#8211;152.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=296731&pid=S0430-5027201800020000300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Manolis, E. N., Zagas, T. D., Poravou, C. A., &amp; Zagas, D. T. (2016).  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