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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ATUALIZA&Ccedil;&Atilde;O BIBLIOGR&Aacute;FICA</b></p> <br/>     <p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>Space invaders: radical geographies of protest</b></p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>Andr&eacute; Ribeiro<sup>1</sup></b></p>     <p><sup>1</sup> Mestrando em &ldquo;Geografia Humana: Globaliza&ccedil;&atilde;o,    Sociedade e Territ&oacute;rio&rdquo; do Instituto de Geografia e Ordenamento    do Territ&oacute;rio da Universidade de Lisboa, Rua Branca Edm&eacute;e Marques,    1600-276, Lisboa, Portugal. E-mail: <a href="mailto:andre.ribeiro@campus.ul.pt">andre.ribeiro@campus.ul.pt</a>  </p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     <p>Paul Routledge<a name="topi"></a><a href="#i"><sup>i</sup></a> &eacute; professor    na Escola de Geografia da Universidade de Leeds desde 2013. As suas &aacute;reas    de pesquisa incluem a geopol&iacute;tica cr&iacute;tica, os movimentos sociais    e quest&otilde;es ambientais. Segundo o pr&oacute;prio, o interesse pela investiga&ccedil;&atilde;o    surge ao perceber que poderia juntar as suas preocupa&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas    e culturais &agrave;s suas pesquisas pr&aacute;ticas, obtendo, como afirma,    mais do que um resultado acad&eacute;mico. Assim, as suas pesquisas focam-se    nos movimentos sociais e na rela&ccedil;&atilde;o que estes estabelecem com    o espa&ccedil;o a diferentes escalas, bem como na influ&ecirc;ncia que o espa&ccedil;o    tem nestes movimentos. Este trabalho leva-o a praticar um ativismo escolar,    inserindo-se nos grupos de protesto e integrando as suas pr&aacute;ticas. Autor    do livro <i>Terrains of Resistance: Nonviolent Social Movements and the Contestation    of Place in India </i>(1993) e co-autor (com Andrew Cumbers) de <i>Global Justice    Networks: Geographies of Transnational Solidarity</i> (2016), Paul Routledge    participou em diversos movimentos como o Movimento Anti-Estradas no Reino Unido    ou a Rede <i>People&rsquo;s Global Action</i>, na &Aacute;sia, dois dos exemplos    que s&atilde;o referidos neste seu livro. Estas participa&ccedil;&otilde;es    ativas geraram tamb&eacute;m v&aacute;rios artigos, como <i>Backstreets, Barricades,    and Blackouts: Urban Terrains of Resistance in Nepal </i>(1994), <i>Voices of    the dammed: Discursive resistance amidst erasure in the Narmada Valley, India</i>    (2013), <i>Territorialising movement: The politics of land occupation in Bangladesh    </i>(2015). <i>Space Invaders &ndash; Radical Geographies of</i> <i>Protest    </i>surge assim enquanto uma colet&acirc;nea de conhecimentos e experi&ecirc;ncias    que o autor adquiriu ao longo de mais de 30 anos de investiga&ccedil;&atilde;o.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O livro encontra-se dividido em oito cap&iacute;tulos, onde s&atilde;o abordados    elementos ou usos do espa&ccedil;o importantes no decorrer de um protesto. Os    cap&iacute;tulos t&ecirc;m uma estrutura semelhante entre si: depois de introduzido    o caso em estudo, segue-se a apresenta&ccedil;&atilde;o de tr&ecirc;s ou quatro    casos pr&aacute;ticos e uma conclus&atilde;o sobre o tema. Em cada novo cap&iacute;tulo    v&atilde;o sendo referidos elementos apresentados anteriormente, o que confere    continuidade tem&aacute;tica ao livro.</p>     <p>O primeiro cap&iacute;tulo serve de introdu&ccedil;&atilde;o ao tema dos protestos    e &agrave; an&aacute;lise que a Geografia realiza sobre os mesmos. O autor apresenta    a rela&ccedil;&atilde;o existente entre os ativistas e o espa&ccedil;o, rela&ccedil;&atilde;o    essa que os torna nos invasores espaciais que d&atilde;o t&iacute;tulo &agrave;    obra. &Eacute; feita uma breve apresenta&ccedil;&atilde;o da Geografia Humana    e &ndash; em particular &ndash; do conceito de <i>Geografia Radical do Protesto</i>,    assim como do interesse em explorar o modo como contextos e pessoas com passados    distintos resultam em protestos diferentes.</p>     <p>O segundo cap&iacute;tulo aborda a import&acirc;ncia de conhecer um lugar.    &Eacute; atrav&eacute;s deste conhecimento que os protestantes utilizam a topografia    ou os seus elementos culturais (ou s&iacute;mbolos) para promover o seu protesto.    Um exemplo desta import&acirc;ncia &eacute; o uso do conhecimento das ruas e    pra&ccedil;as no Nepal, que os activistas utilizam nos anos 90 para distribuir    as mensagens de revolta, realizando reuni&otilde;es em pra&ccedil;as comunit&aacute;rias,    chamadas <i>twa</i>. Na mesma ocasi&atilde;o, os ativistas utilizavam os telhados    das casas para combinar apag&otilde;es durante a noite, que serviam para demonstrar    desagrado com o regime mon&aacute;rquico e ainda para dificultar que alguns    protestantes fossem identificados pelas for&ccedil;as de seguran&ccedil;a. Neste    cap&iacute;tulo, bem como noutros, s&atilde;o utilizados v&aacute;rios termos    estrangeiros que, eventualmente, podem dificultar a leitura do texto. Quando    aparecem pela primeira vez, o autor tem o cuidado de explicar o seu significado    em ingl&ecirc;s, mas quando a isto se juntam siglas (tamb&eacute;m referentes    as palavras estrangeiras), o texto tornar-se, por vezes, menos claro e exige    aten&ccedil;&atilde;o redobrada ao leitor.</p>     <p>O foco principal do terceiro cap&iacute;tulo &eacute; cria&ccedil;&atilde;o    de lugares, ou seja, a capacidade de os protestantes conferirem import&acirc;ncia    a um espa&ccedil;o, tornando-o num s&iacute;mbolo do protesto em causa. Esta    a&ccedil;&atilde;o pode ser realizada de diversas maneiras, seja atrav&eacute;s    de uma ocupa&ccedil;&atilde;o de um espa&ccedil;o urbano, como ocorreu na Pra&ccedil;a    Tahrir no Cairo, Egipto, durante a Primavera &Aacute;rabe, em 2011, ou a cria&ccedil;&atilde;o    de um acampamento num espa&ccedil;o descaracterizado, tal como se registou a    sul de Glasgow, Esc&oacute;cia, nos anos 90, onde os protestantes montaram tendas    e constru&iacute;ram casas em &aacute;rvores e onde viveram durante algum tempo,    na tentativa de prevenir a constru&ccedil;&atilde;o de uma autoestrada. A ocupa&ccedil;&atilde;o    do espa&ccedil;o p&uacute;blico e a demonstra&ccedil;&atilde;o de descontentamento    ainda hoje s&atilde;o as melhores formas de expressar for&ccedil;a e desafiar    quem tem poder, como se registou em movimentos como a Gera&ccedil;&atilde;o    &agrave; Rasca ou Que se Lixe a Troika, em Lisboa (Queir&oacute;s, Roque, Quintela,    Ludovici &amp; Vitoriano, 2015 <i>in </i>Gualini, Mourato &amp; Allegra, 2015).</p>     <p>A mobilidade &eacute; abordada no quarto cap&iacute;tulo, numa descri&ccedil;&atilde;o    que remete para o cap&iacute;tulo anterior e refere a necessidade que os ativistas    t&ecirc;m de se adaptar &agrave;s situa&ccedil;&otilde;es, ocupando e abandonando    lugares &agrave; medida das necessidades. O autor utiliza exemplos como o movimento    <i>Black Lives Matter</i>, nos EUA, que organizou diversos protestos pelo pa&iacute;s    e, ainda, a utiliza&ccedil;&atilde;o de <i>Flash Mobs</i> (protestos que se    organizam informalmente <i>online</i> e surgem t&atilde;o rapidamente como se    dispersam). &Eacute; ainda referido o <i>hacktivismo</i>, ou seja, uma forma    de ativismo digital, dando o exemplo de uma aplica&ccedil;&atilde;o que permite    aos ativistas saberem onde as for&ccedil;as policiais ir&atilde;o implementar    medidas de conten&ccedil;&atilde;o, permitindo, assim, que estes possam alterar    os seus percursos, mantendo-se em movimento.</p>     <p>No quinto cap&iacute;tulo o autor explora a &ldquo;guerra&rdquo; de palavras    utilizada pelos ativistas ao espalharem a sua mensagem atrav&eacute;s de palavras    (e <i>slogans</i>) e de imagens difundidas pelos <i>media</i>, tentando que    quem n&atilde;o esteja diretamente envolvido no protesto altere o seu modo de    pensar sobre o mesmo. &Eacute; apresentado o caso da cria&ccedil;&atilde;o de    v&aacute;rias barragens no rio Narmada, na &Iacute;ndia. Estas constru&ccedil;&otilde;es    implicam que cerca de 15 milh&otilde;es de pessoas abandonem esta &aacute;rea,    uma vez que o seu meio de subsist&ecirc;ncia &ndash; a agricultura &ndash; ir&aacute;    desaparecer. Os ativistas em causa organizaram um movimento de salva&ccedil;&atilde;o    do Narmada &ndash; <i>Narmada Bachao Andolan</i> &ndash; e procuraram dar relevo    &agrave; sua luta atrav&eacute;s de m&uacute;sicas e testemunhos relacionados    com a cultura e religi&atilde;o locais, afirmando, por exemplo, que o governo    ia afogar os seus deuses.</p>     <p>O sexto cap&iacute;tulo do livro incide sobre a amplifica&ccedil;&atilde;o    do alcance de um protesto por via das redes sociais e da <i>internet</i>. Tal    tanto se consegue atrav&eacute;s da defini&ccedil;&atilde;o de um local como    lugar de protesto, tornando esta imagem internacional, como por via da possibilidade    de diferentes grupos que defendem a mesma ideia em diferentes lugares do mundo    comunicarem e se organizarem em conjunto. O autor seleciona aqui como exemplo    os v&aacute;rios grupos que lutam contra o neoliberalismo econ&oacute;mico que    se vem a registar por todo o mundo, materializado na PGA (<i>People&rsquo;s    Global Action</i>) e nas confer&ecirc;ncias que este grupo organiza em v&aacute;rios    pa&iacute;ses.</p>     <p>No s&eacute;timo cap&iacute;tulo, Paul Routledge aborda o modo como o protestante    se pode sentir exclu&iacute;do do lugar, isto &eacute;, casos em que a maneira    de pensar ou de agir desafiam o que se associa a um determinado lugar e &agrave;    sua cultura dominante. Os exemplos apresentados neste cap&iacute;tulo s&atilde;o    os protestos da comunidade LGBTQ, como as paradas de orgulho <i>gay</i> durante    uma crise de SIDA nos anos 1980 nos EUA e outras demonstra&ccedil;&otilde;es    p&uacute;blicas que desafiavam a ideia de espa&ccedil;o p&uacute;blico heterossexual.    Outro protesto apresentado &eacute; o <i>Pussy Riot</i>, um grupo feminista    que organizava espet&aacute;culos, como guerrilhas, em espa&ccedil;os p&uacute;blicos    de modo a protesta a discrimina&ccedil;&atilde;o do governo russo contra as    mulheres.</p>     <p>O &uacute;ltimo cap&iacute;tulo consiste numa reuni&atilde;o das no&ccedil;&otilde;es    apresentadas nos cap&iacute;tulos anteriores, sustentado na apresenta&ccedil;&atilde;o    de novos exemplos que as ilustram. Com base nesses exemplos, o autor apresenta    sugest&otilde;es pass&iacute;veis de serem utilizadas por grupos no futuro nos    espa&ccedil;os de protesto que estes vierem a eleger.</p>     <p>O pr&oacute;prio t&iacute;tulo do livro possui uma mensagem escondida bastante    curiosa. Em 1978, a produtora de videojogos Taito criou o jogo <i>Space Invaders</i>,    onde um grupo de alien&iacute;genas vem em dire&ccedil;&atilde;o &agrave; Terra    e, perante este cen&aacute;rio, cabe ao jogador defender o planeta da maneira    que pode (neste caso, com um canh&atilde;o laser que permite disparar contra    os invasores). Os exemplos referidos neste livro t&ecirc;m em comum o facto    de serem caracterizados por grupos de pessoas que veem o seu espa&ccedil;o amea&ccedil;ado    de algum modo e o defendem utilizando os recursos que possuem.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Space Invaders</i> &eacute; um livro que tanto interessa a quem esteja a    estudar um determinado protesto, como a quem esteja a iniciar o estudo nesta    &aacute;rea. Se, por um lado, a simples leitura do &iacute;ndice poder&aacute;    indicar tratar-se de um livro essencialmente te&oacute;rico, a leitura depressa    desmente essa ideia ao apresentar nove locais de interven&ccedil;&atilde;o onde    s&atilde;o abordados m&uacute;ltiplos aspetos dos movimentos, deixando bem vincada    a componente pr&aacute;tica do livro. A introdu&ccedil;&atilde;o dos conceitos    utilizados em cada um dos casos de estudo &eacute; clara, transmitindo a ideia    de que a teoria tem de ser adaptada a cada uma das circunst&acirc;ncias estudadas,    assim como dando conta da dificuldade que existe na cria&ccedil;&atilde;o de    modelos gerais. Por acr&eacute;scimo, <i>Space Invaders</i> contribuiu para    refor&ccedil;ar a nossa perce&ccedil;&atilde;o de que a Geografia desempenha    um papel fundamental na explica&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rias atitudes e    a&ccedil;&otilde;es dos protestos &ndash; apenas temos de saber para onde olhar    e como interpretar determinados elementos.</p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></p>     <!-- ref --><p>Queir&oacute;s M., Roque, A. R., Quintela, P., Ludovici, A., &amp; Vitoriano,    N. (2015). Born in the blogosphere, staging in the streets: crisis, austerity    and urban social movements. In E. Gualini, M. Allegra &amp; J. M. Mourato (Eds.),    <i>Conflict in the City: Contested Urban Spaces and Local Democracy </i>(pp.    197-216)<i>. </i>Berlin: Jovis.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=303097&pid=S0430-5027201900010001000001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>NOTAS </b></p>     <p><a name="i"></a><a href="#topi"><sup>i</sup></a> Routledge, P. (2017). <i>Space    invaders: radical geographies of protest</i>. London: Pluto Press.</p>      ]]></body><back>
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