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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>COMENT&Aacute;RIO DE AUTOR</b></p> <br/>     <p ><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>European week of regions and cities 2017: youthmetre, an e-tool to empower youth in policy-making</b></p>     <p ><b>&nbsp;</b></p>     <p ><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>Diogo Gaspar Silva<sup>1</sup></b></p>     <p><sup>1</sup> Mestrando em &ldquo;Geografia Humana: Globaliza&ccedil;&atilde;o, Sociedade e Territ&oacute;rio&rdquo; do Instituto de Geografia e Ordenamento do Territ&oacute;rio, Universidade de Lisboa, Rua Branca Edm&eacute;e Marques, 1600-276, Lisboa, Portugal. E-mail: <a href="mailto:diogosilva4@campus.ul.pt">diogosilva4@campus.ul.pt</a></p>     <p ><b>&nbsp;</b></p>     <p ><b>&nbsp;</b></p>     <p>Decorreu, em Bruxelas, entre os dias 09 e 12 de outubro de 2017, a celebra&ccedil;&atilde;o do 15.&ordm; anivers&aacute;rio da <i>European Week of Regions and Cities </i>(EWRC). Este ano o evento centrou-se em tr&ecirc;s eixos tem&aacute;ticos ancorados num grande prop&oacute;sito &ldquo;<i>Regions and Cities working for a better future</i>&rdquo;. Al&eacute;m dos temas relacionados com a resili&ecirc;ncia urbana e regional, as sess&otilde;es centraram-se no papel transformador das cidades e regi&otilde;es europeias e na partilha de conhecimentos emp&iacute;ricos interurbanos e inter-regionais</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A magnitude do evento traduziu-se em mais de 130 <i>workshops,</i> eventos de <i>networking</i> e milhares de participantes. Contou ainda com uma <i>masterclass</i> destinada a estudantes de doutoramento ou investigadores dedicados ao estudo de pol&iacute;tica urbana e regional, visando o melhoramento da pol&iacute;tica de coes&atilde;o europeia.</p>     <p>Mais do que uma viagem, este evento foi uma experi&ecirc;ncia ativa de aprendizagem de projetos com express&atilde;o territorial multiescalar.</p>     <p>O primeiro dia foi dedicado ao desafio do envelhecimento demogr&aacute;fico para as cidades e regi&otilde;es europeias, tendo assistido a dois <i>workshops</i> intitulados <i>Meeting the challenge of ageing</i> e, durante a tarde, no Comit&eacute; das Regi&otilde;es, <i>An alternative for the future: Silver economy for cities and regions</i>.</p>     <p>A primeira sess&atilde;o permitiu-nos conhecer a estrat&eacute;gia europeia sobre o envelhecimento ativo atrav&eacute;s do projeto <i>Scirocco</i>. Com uma plataforma <i>online</i> aplicada a 12 regi&otilde;es europeias, conhecemos o grau de maturidade de uma regi&atilde;o para a promo&ccedil;&atilde;o de sistemas de cuidados integrados para os idosos atrav&eacute;s de 12 dimens&otilde;es anal&iacute;ticas, avaliadas em m&eacute;todos qualitativos. Os resultados emp&iacute;ricos do n&iacute;vel de maturidade e as boas pr&aacute;ticas centraram-se em tr&ecirc;s regi&otilde;es europeias: Espanha (Pa&iacute;s Basco), Rep&uacute;blica Checa (Olomouc) e Su&eacute;cia (Norrbotten).&nbsp;</p>     <p>Ressaltou que certas regi&otilde;es, nomeadamente Olomouc, n&atilde;o est&atilde;o preparadas para a introdu&ccedil;&atilde;o de sistemas integrados de sa&uacute;de, pois n&atilde;o h&aacute; um conhecimento sobre o conceito de <i>integrated care</i>. Por outro lado, a regi&atilde;o sueca demonstra uma maturidade mais elevada, uma vez que a discuss&atilde;o dos problemas de sa&uacute;de p&uacute;blica &eacute; feita a n&iacute;vel municipal. Ao contr&aacute;rio das restantes regi&otilde;es, Norrbotten removeu dos <i>focus groups</i> os decisores pol&iacute;ticos, alegando uma quebra das din&acirc;micas dos grupos.</p>     <p>Deste modo, a plataforma digital pode ter uma aplica&ccedil;&atilde;o ao n&iacute;vel local, sendo uma ferramenta de reflex&atilde;o e de aprendizagem inter-regional.</p>     <p>A segunda sess&atilde;o, que contou com a participa&ccedil;&atilde;o do primeiro vice-presidente do Comit&eacute; das Regi&otilde;es, Markku Markkula, procurou evidenciar a import&acirc;ncia dos idosos para o futuro das economias europeias. Uma das grandes mensagens transmitida resume-se ao facto do envelhecimento n&atilde;o significar necessariamente uma quebra social rumo &agrave; mis&eacute;ria. A maioria dos projetos focou-se em quest&otilde;es de habita&ccedil;&atilde;o e em servi&ccedil;os domicili&aacute;rios destinados aos idosos, tendo-se levantado a dificuldade acrescida em territ&oacute;rios rurais e de povoamento disperso.</p>     <p>Salientou-se, expressivamente, o papel que as tecnologias da informa&ccedil;&atilde;o e da comunica&ccedil;&atilde;o podem ter no combate ao isolamento e na constru&ccedil;&atilde;o deste tipo de economia, nomeadamente na presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os de <i>e-health care</i>.</p>     <p>Uma das interven&ccedil;&otilde;es que mais se destacou foi apresentada por uma empresa holandesa, em Gelderland, que se dedica &agrave; inclus&atilde;o laboral de mulheres com mais de 50 anos de idade. Para a oradora, os recursos humanos deveriam tornar-se mais eficientes, sobretudo as mulheres com idade avan&ccedil;ada e que demonstram dificuldades de inser&ccedil;&atilde;o no mercado de trabalho. Esse desejo prende-se com o facto de haver um grande fosso entre aqueles que t&ecirc;m certas capacidades e as capacidades requeridas pelo mercado de trabalho. Deste modo, o recrutamento desta empresa n&atilde;o &eacute; feito em fun&ccedil;&atilde;o de uma carreira formal, mas sim atrav&eacute;s das compet&ecirc;ncias dos indiv&iacute;duos, nomeadamente digitais.</p>     <p>Estas contribui&ccedil;&otilde;es, que se aproximam das empresas de economia social, s&atilde;o elementos constitutivos da coes&atilde;o e resili&ecirc;ncia das cidades e das regi&otilde;es, e foram tamb&eacute;m integradas na sess&atilde;o <i>The contributions of social economy enterprises to cohesion and resilience in cities and regions</i>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Ao longo do debate foram-se elencando os principais fatores que fazem da economia social um elemento de coes&atilde;o territorial: a melhor compreens&atilde;o das necessidades dos habitantes ou ainda o maior potencial econ&oacute;mico e de cria&ccedil;&atilde;o de riqueza, como sucedeu em M&uacute;rcia, onde as cooperativas sociais t&ecirc;m um impacto significativo na produ&ccedil;&atilde;o de valor acrescentando, n&atilde;o s&oacute; no setor agr&iacute;cola, mas crescentemente nos setores industrial e terci&aacute;rio. Um dos grandes objetivos futuros &eacute; tentar converter as empresas <i>mainstream</i> para uma economia com impacto social efetivo.</p>     <p>O <i>workshop</i> intitulado <i>European cities: agglomerating growth and prosperity?</i> constituiu o mote para a an&aacute;lise das cinco dimens&otilde;es de sucesso das cidades, propostas por Glaeser (2012). Um dado curioso resulta do facto da inclus&atilde;o urbana ser uma quest&atilde;o de desenvolvimento. Por exemplo, os problemas de inclus&atilde;o na UE-15 s&atilde;o sobretudo nas &aacute;reas urbanas, enquanto nos restantes pa&iacute;ses &eacute; um problema rural.</p>     <p>N&atilde;o restaram d&uacute;vidas de que as cidades centralizam o crescimento e a prosperidade, dependendo tal magnitude do capital espacial, explorado por diversos atores que retiram partido dos distintos recursos dos territ&oacute;rios (L&eacute;vy &amp; Lussault, 2003). Naturalmente, as economias de aglomera&ccedil;&atilde;o fazem das cidades espa&ccedil;os de inova&ccedil;&atilde;o e de maior desenvolvimento, tendo-se correlacionado a difus&atilde;o de inova&ccedil;&otilde;es e desenvolvimento com a proximidade geogr&aacute;fica a uma grande cidade.</p>     <p>Um dos temas que ocupou grande parte da sess&atilde;o centrou-se na segrega&ccedil;&atilde;o urbana. Concluiu-se que o rendimento &eacute; o principal elemento condutor da segrega&ccedil;&atilde;o urbana, tendo-se comparado diferentes n&iacute;veis de segrega&ccedil;&atilde;o na OCDE. Por exemplo, o &iacute;ndice de segrega&ccedil;&atilde;o nas cidades norte-americanas &eacute; mais elevado entre os indiv&iacute;duos mais ricos do que entre os mais pobres. Conclui-se que os imigrantes se localizam primeiramente nos locais mais desfavorecidos; contudo, quando ascendem socialmente, tendem a mover-se espacialmente.</p>     <p>Por fim, o <i>workshop International cooperation for innovation and urban development policy and practice: results and perspectives</i> apresentou sumariamente a rede de cidades globais. Este acordo entre pa&iacute;ses da UE e n&atilde;o-europeus permitiu o estabelecimento de parcerias para pol&iacute;ticas de desenvolvimento urbano. Atrav&eacute;s deste projeto, podemos verificar de que forma as cidades europeias constituem modelos de inspira&ccedil;&atilde;o para a coopera&ccedil;&atilde;o urbana internacional de outras cidades n&atilde;o-europeias em pa&iacute;ses do 3.&ordm; mundo. Na sess&atilde;o conheceram-se os exemplos de coopera&ccedil;&atilde;o entre Hamburgo e Melbourne ou ainda a inspira&ccedil;&atilde;o de Manchester para a cidade australiana de Adelaide.&nbsp;</p>     <p>Apesar da oportunidade em participar nestas sess&otilde;es, que permitiram explorar futuros projetos acad&eacute;micos, a ida a Bruxelas pautou-se pela parceria entre o Instituto de Geografia e Ordenamento do Territ&oacute;rio (IGOT) e o projeto YouthMetre (YM), financiado pelo programa Erasmus +.</p>     <p>O projeto YM pretende contribuir para o desenvolvimento de sinergias entre as autoridades locais e os jovens no processo de decis&atilde;o pol&iacute;tica. Para tal, atrav&eacute;s de uma plataforma digital <i>(e-tool)</i>, os jovens podem aceder a informa&ccedil;&atilde;o estat&iacute;stica inserida nas 8 <i>key-areas</i> da Pol&iacute;tica Europeia da Juventude. Al&eacute;m da informa&ccedil;&atilde;o estat&iacute;stica, podemos ainda ter conhecimento sobre as boas pr&aacute;ticas, segundo a Comiss&atilde;o Europeia, o que constitui uma fonte de inspira&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>O YM permite a qualquer jovem ter conhecimento dos problemas que atualmente afetam as regi&otilde;es europeias atrav&eacute;s de indicadores e de cartografia, almejando criar um di&aacute;logo estruturado entre os cidad&atilde;os mais jovens e os decisores pol&iacute;ticos.</p>     <p>Durante esta semana, diversos elementos da rede YM contactaram com entidades p&uacute;blicas e privadas que participaram na EWRC. Realizou-se um breve question&aacute;rio para compreender a import&acirc;ncia que as <i>e-tool</i> podem ter na participa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica dos mais jovens. Adicionalmente, para convergir para os desenvolvimentos recentes do projeto, procuramos identificar o principal problema que afetam os jovens ao n&iacute;vel local.</p>     <p>Os pa&iacute;ses do norte da Europa revelam problemas de inclus&atilde;o social, facto que pode ser explicado pela vaga de refugiados e pela diversidade cultural que fazem destas sociedades as mais super-diversas da UE, trazendo a debate as fraquezas e as for&ccedil;as que as caracterizam. Antagonicamente, a Europa do sul enfrenta o dilema do desemprego jovem.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Esta semana tivemos ainda oportunidade de conhecer as mais recentes atualiza&ccedil;&otilde;es do projeto. Agora, juntamente com o YM, uma plataforma que nos permite formular problemas atrav&eacute;s da an&aacute;lise e compara&ccedil;&atilde;o regional de indicadores, temos uma outra plataforma que est&aacute; a ser desenvolvida pela Universidade de Salzburgo, Geocitizen (GC), que vem compensar uma lacuna do projeto: a dimens&atilde;o geogr&aacute;fica e conex&atilde;o entre jovens e decisores pol&iacute;ticos.</p>     <p>Este progresso permite conciliar o YM, como uma plataforma de formula&ccedil;&atilde;o de problemas num contexto regional e europeu, com o GC, como uma <i>e-tool</i> que apresenta solu&ccedil;&otilde;es para esses problemas, ancorados nas quatro fases do di&aacute;logo estruturado para fins pol&iacute;ticos. Deste modo, o <i>workshop</i> do projeto, <i>Youthmetre: an innovavite e-tool for the structured dialogue</i>, permitiu a apresenta&ccedil;&atilde;o n&atilde;o s&oacute; dos resultados dos inqu&eacute;ritos realizados, destacando-se a import&acirc;ncia das <i>e-tools</i> na participa&ccedil;&atilde;o c&iacute;vica dos jovens, mas permitiu igualmente a dissemina&ccedil;&atilde;o de ambas as aplica&ccedil;&otilde;es em alguns munic&iacute;pios que participaram na confer&ecirc;ncia.</p>     <p>A participa&ccedil;&atilde;o nesta confer&ecirc;ncia reafirmou a convic&ccedil;&atilde;o do futuro deste projeto para a rede YM, simbolizado pela utilidade da nova plataforma. Os inqu&eacute;ritos realizados e a discuss&atilde;o dos seus resultados representaram uma oportunidade para fortalecer a colabora&ccedil;&atilde;o entre os membros participantes da rede YM e potenciais parceiros governamentais e n&atilde;o-governamentais, entre os quais se contam, neste momento, a participa&ccedil;&atilde;o de alguns munic&iacute;pios suburbanos de Bruxelas. Al&eacute;m da possibilidade de testar a plataforma GC, contactamos com jovens e decisores pol&iacute;ticos durante o evento que connosco exploraram as potencialidades da nova aplica&ccedil;&atilde;o para a participa&ccedil;&atilde;o dos jovens no processo de decis&atilde;o pol&iacute;tica.</p>     <p>Esta confer&ecirc;ncia permitiu, assim, confirmar a import&acirc;ncia das plataformas digitais como meios de comunica&ccedil;&atilde;o e orienta&ccedil;&atilde;o dos jovens, de informa&ccedil;&atilde;o e inspira&ccedil;&atilde;o com uma m&eacute;dia final de 4,8 em 6 pontos entre os inquiridos quer do setor privado quer do setor p&uacute;blico. &Eacute;, por isso, conclusivo que a utiliza&ccedil;&atilde;o destas plataformas &eacute; essencial para engajar os jovens no processo de di&aacute;logo estruturado, apesar de alguns indiv&iacute;duos, sobretudo do setor governamental, terem revelado alguma relut&acirc;ncia no efeito real desse di&aacute;logo. Os resultados permitem ainda confirmar a elevada import&acirc;ncia do estabelecimento de contactos entre indiv&iacute;duos com as mesmas cosmovis&otilde;es atrav&eacute;s de plataformas digitais, assim como foram avaliadas positivamente a import&acirc;ncia de funcionalidades que constituem fontes de inspira&ccedil;&atilde;o e de intera&ccedil;&atilde;o entre os cidad&atilde;os e os decisores pol&iacute;ticos. Os resultados revelaram ainda a nossa relut&acirc;ncia inicial: o acesso a informa&ccedil;&atilde;o estat&iacute;stica e a compara&ccedil;&atilde;o de realidades multiescalares (regional, nacional e europeia) s&atilde;o caracter&iacute;sticas pouco valorizadas na plataforma digital.</p>     <p>Como referido, a articula&ccedil;&atilde;o entre o YM e o GC deve agora desenvolver-se segundo o conhecimento produzido durante esta confer&ecirc;ncia, minimizando a oportunidade de consultar informa&ccedil;&atilde;o estat&iacute;stica, que n&atilde;o tem uma desagrega&ccedil;&atilde;o ao n&iacute;vel local e que, por isso, se torna pouco &uacute;til na identifica&ccedil;&atilde;o de problemas e solu&ccedil;&otilde;es para as comunidades locais, e deve valorizar a oportunidade de estabelecer um contacto direto entre os cidad&atilde;os e os decisores pol&iacute;ticos municipais, dando igualmente oportunidade &agrave; divulga&ccedil;&atilde;o de boas pr&aacute;ticas em v&aacute;rios territ&oacute;rios, constituindo uma fonte de inspira&ccedil;&atilde;o para outros.</p>     <p>Assim, parece evidente o papel dos jovens na constru&ccedil;&atilde;o de projetos criativos e din&acirc;micos com impactos pr&aacute;ticos e territoriais vis&iacute;veis a n&iacute;vel local, regional, nacional e europeu, contribuindo, naturalmente, para a consolida&ccedil;&atilde;o dos objetivos da EWRC 2017: promover a coes&atilde;o urbana e a resili&ecirc;ncia dos territ&oacute;rios. O IGOT tem promovido esta pr&aacute;tica de cidadania ao n&iacute;vel local com o projeto <i>N&oacute;s Propomos!</i> que cabe preservar e disseminar.</p>     <p ><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>REFERENCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></p>     <!-- ref --><p>Glaeser, E. (2012). <i>Triumph Of The City. How Our Greatest Invention Made Us Richer, Smarter, Greener, Healthier And Happier. </i>Londres: Penguin Books.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=305685&pid=S0430-5027201900020001200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>L&eacute;vy, J., &amp; Lussault, M. (2003). <i>Dictionnaire de la g&eacute;ographie. </i>Paris: Belin.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=305687&pid=S0430-5027201900020001200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body><back>
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