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<journal-title><![CDATA[Revista Diacrítica]]></journal-title>
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<publisher-name><![CDATA[Centro de Estudos Humanísticos da Universidade do Minho]]></publisher-name>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Português Brasileiro: uma língua de sujeito nulo ou de sujeito obrigatório?]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade Federal de Minas Gerais Programa de Pós-Graduação em Estudos Linguísticos ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This paper examines the emergence of the [XP V (DP)] order and its possible connection with the null subject parameter in contemporary Brazilian Portuguese. The objective is to investigate how the EPP is valued in this language. To explain this issue, we decompose the EPP into two uninterpretable features: the [uP] and [uD] feature. Our proposal is that, as a result of the weakness of the agreement paradigm, the feature [uD] is weakened, whereas the feature [uP] is strong in contemporary Brazilian Portuguese. As a side effect of this parametric change, PB may be considered as a partial null subject language, allowing both null subjects and obligatory subjects.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[sujeito expletivo]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p> <b>Portugu&ecirc;s Brasileiro: uma l&iacute;ngua de sujeito nulo ou de sujeito obrigat&oacute;rio?</b> </p>      <p> <b>Christiane Miranda Buthers*; F&aacute;bio Bonfim Duarte**</b> </p>     <p> *UFMG – Universidade Federal de Minas Gerais. Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Estudos Lingu&iacute;sticos (Poslin) – Belo Horizonte (MG) – Brasil.     <br> **UFMG – Universidade Federal de Minas Gerais. Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Estudos Lingu&iacute;sticos (Poslin) – Belo Horizonte (MG) – Brasil. </p>      <p>&nbsp;</p>      <p> <b>RESUMO</b> </p>     <p> Este artigo discute a emerg&ecirc;ncia da ordem [XP V (DP)] em conjun&ccedil;&atilde;o com o fen&ocirc;meno do sujeito nulo no PB contempor&acirc;neo. O objetivo &eacute; investigar como o EPP &eacute; valorado nessa l&iacute;ngua. Para tanto, decompomos o EPP em dois tra&ccedil;os ininterpret&aacute;veis: os tra&ccedil;os [uP] e [uD]. Nossa proposta &eacute; que, como resultado da fraqueza do paradigma de concord&acirc;ncia, o tra&ccedil;o [uD] fica debilitado, enquanto o tra&ccedil;o [uP] se torna forte em PB contempor&acirc;neo. Como efeito colateral dessa mudan&ccedil;a param&eacute;trica, o PB pode ser considerado como uma l&iacute;ngua de sujeito nulo parcial, permitindo sujeitos nulos e sujeitos obrigat&oacute;rios.  </p>     <p><b>Palavras-chave</b>: concord&acirc;ncia, EPP, sujeito expletivo.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p> <b>ABSTRACT</b> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> This paper examines the emergence of the [XP V (DP)] order and its possible connection with the null subject parameter in contemporary Brazilian Portuguese. The objective is to investigate how the EPP is valued in this language. To explain this issue, we decompose the EPP into two uninterpretable features: the [uP] and [uD] feature. Our proposal is that, as a result of the weakness of the agreement paradigm, the feature [uD] is weakened, whereas the feature [uP] is strong in contemporary Brazilian Portuguese. As a side effect of this parametric change, PB may be considered as a partial null subject language, allowing both null subjects and obligatory subjects. </p>     <p><b>Keywords</b>: agreement, EPP, expletive subject.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>0. Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>      <p>O portugu&ecirc;s brasileiro atual (doravante PB), diferentemente do portugu&ecirc;s europeu (doravante PE) e do PB n&atilde;o-contempor&acirc;neo, tem apresentado um gradativo aumento do preenchimento da posi&ccedil;&atilde;o &agrave; esquerda do verbo em ora&ccedil;&otilde;es finitas, conforme &eacute; poss&iacute;vel verificar pelos dados apresentados de 1 a 4:</p>      <p>(1) <b><i>L&aacute;</i></b> vai a sele&ccedil;&atilde;o brasileira para mais um jogo contra a Bol&iacute;via. (Fala espont&acirc;nea)</p>      <p>(2) <b><i>Aqui</i></b> constr&oacute;i um pa&iacute;s. (Fala espont&acirc;nea)</p>      <p>(3) <b><i>L&aacute;</i></b> faz muitos shows grandes. (Fala espont&acirc;nea)</p>      <p>(4) <b><i>Voc&ecirc;</i></b> encontra de tudo em BH. (Fala espont&acirc;nea)</p>      <p>Em contextos como os apresentados de 1 a 4, se houver apagamento do sintagma XP que figura em posi&ccedil;&atilde;o inicial, o resultado &eacute; uma senten&ccedil;a pouco aceit&aacute;vel, conforme deixam entrever os exemplos a seguir:</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>(5) ?? __vai a sele&ccedil;&atilde;o brasileira para mais um jogo contra a Bol&iacute;via (Fala espont&acirc;nea)</p>      <p>(6) ??__ constr&oacute;i um pa&iacute;s. (Fala espont&acirc;nea)</p>      <p>(7) ??__ faz muitos <i>shows</i> grandes. (Fala espont&acirc;nea)</p>      <p>(8) ??__encontra de tudo em BH. (Fala espont&acirc;nea)</p>      <p>Com base em exemplos como esses, a hip&oacute;tese que iremos testar no decorrer da an&aacute;lise &eacute; a de que a pouca aceitabilidade dos dados de 5 a 8 est&aacute; diretamente conectada com o fato de o PB contempor&acirc;neo apresentar um significativo aumento no percentual de ocorr&ecirc;ncia da ordem sint&aacute;tica [XP V DP]. Nessa linha de racioc&iacute;nio, a emerg&ecirc;ncia dessa ordem, particularmente em constru&ccedil;&otilde;es existenciais, inacusativas e transitivas impessoais, contribui para corroborar a previs&atilde;o de Lamoglia Duarte (2004: 4), segundo a qual:</p>      <p>(...) uma vez implementada uma das propriedades das l&iacute;nguas de sujeito n&atilde;o nulo – o preenchimento dos sujeitos referenciais – o sistema come&ccedil;a a caminhar no sentido do preenchimento dos sujeitos n&atilde;o-referenciais. (...) Assim, o aparecimento de elementos &agrave; esquerda do verbo n&atilde;o &eacute; acidental (...). Antes, trata-se de um efeito colateral da mudan&ccedil;a, que come&ccedil;a a se insinuar dentro do nosso sistema passando a concorrer com as senten&ccedil;as n&atilde;o marcadas, que ainda mant&ecirc;m o sujeito expletivo nulo.</p>      <p>Tendo em conta a observa&ccedil;&atilde;o de Lamoglia Duarte (2004) acima e os dados de 1 a 8, um dos objetivos deste artigo &eacute; averiguar o estatuto gramatical dos sintagmas XPs que figuram em primeira posi&ccedil;&atilde;o nas constru&ccedil;&otilde;es sint&aacute;ticas cuja ordem &eacute; [XP V (DP)]. Outro objetivo &eacute; averiguar se a emerg&ecirc;ncia desta ordem est&aacute; correlacionada, ou n&atilde;o, com o enfraquecimento do sistema de concord&acirc;ncia e com a maneira como o PB satisfaz ao tra&ccedil;o EPP em senten&ccedil;as finitas. A hip&oacute;tese preliminar que proporemos, no decorrer da an&aacute;lise, &eacute; a de que o surgimento da ordem [XP V (DP)] est&aacute; diretamente conectado com uma mudan&ccedil;a param&eacute;trica em andamento, no PB, quanto &agrave; maneira como o par&acirc;metro do sujeito nulo &eacute; acionado. Por essa raz&atilde;o, assumiremos no decorrer da an&aacute;lise que os XPs que figuram nessas constru&ccedil;&otilde;es ocupam uma posi&ccedil;&atilde;o interna ao predicado, mais precisamente a posi&ccedil;&atilde;o que corresponde a Spec-TP, de tal sorte que o princ&iacute;pio de proje&ccedil;&atilde;o estendida, doravante EPP, seja satisfeito. Desta maneira, acompanhando a intui&ccedil;&atilde;o de Duarte (2008: 50), adotaremos o postulado de que EPP &eacute; uma propriedade que pervaga tanto as l&iacute;nguas de sujeito nulo quanto as l&iacute;nguas de sujeito obrigat&oacute;rio, o que pode produzir efeitos na interface PF.</p>      <p>Este texto est&aacute; organizado da seguinte maneira: na se&ccedil;&atilde;o 1, apresentamos breve considera&ccedil;&atilde;o sobre a natureza do par&acirc;metro de sujeito nulo. Na se&ccedil;&atilde;o 2, apresentamos os dados emp&iacute;ricos no intuito de mostrar a natureza sem&acirc;ntica dos sintagmas XPs e dos verbos que figuram nas constru&ccedil;&otilde;es que exibem a ordem [XP V DP]. Na se&ccedil;&atilde;o 3, desenvolvemos a proposta te&oacute;rica para dar conta de como par&acirc;metro do sujeito nulo &eacute; acionado no PB. Na se&ccedil;&atilde;o 4, aplicando a proposta te&oacute;rica desenvolvida na se&ccedil;&atilde;o 3, buscamos trazer evid&ecirc;ncias que nos permitam classificar o PB contempor&acirc;neo como uma l&iacute;ngua de sujeito nulo parcial. E, por fim, na se&ccedil;&atilde;o 5, apresentamos as considera&ccedil;&otilde;es finais. </p>      <p><b>1. O par&acirc;metro de sujeito nulo</b></p>      <p>No &acirc;mbito da teoria de Princ&iacute;pios e Par&acirc;metros, concebe-se que o PE &eacute; uma l&iacute;ngua tipicamente de sujeito nulo, pois apresenta propriedades sint&aacute;ticas de l&iacute;nguas <i>pro-drop</i>, conforme indicam os exemplos a seguir:</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>(a) Apresenta sujeitos pessoais foneticamente nulos:</b></p>      <p>(9) <i>pro</i> Pensamos muito a este respeito.</p>      <p><b>(b) Apresenta sujeitos expletivos foneticamente nulos:</b></p>      <p>(10) <i>pro</i> Nevou muito esta noite.</p>      <p><b>(c) Aceita invers&atilde;o livre do sujeito:</b></p>      <p>(11) <i>pro</i> Jogaram a bola [os meninos].</p>      <p><b>(d) Mant&eacute;m posi&ccedil;&atilde;o p&oacute;s-verbal do objeto direto em ora&ccedil;&otilde;es passivas:</b></p>      <p>(12) Foi convidado [um estudante] para a festa.</p>      <p><b>(e) Atribui Caso Nominativo &agrave; direita:</b></p>      <p>(13) Sou [eu] que estou aqui.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>(f) Possui flex&atilde;o de infinitivo pessoal:</b></p>      <p>(14) Vai ser dif&iacute;cil [tu sa&iacute;res mais cedo].</p>      <p><b>(g) Aus&ecirc;ncia do efeito &lt;&lt;<i>that-t</i>&gt;&gt;:</b></p>      <p>(15) Quem (&eacute; que) tu pensas [que [<i>t</i> viu esse filme]]?</p>      <p>Acompanhando a proposta de Rizzi (1986) para as condi&ccedil;&otilde;es de licenciamento e identifica&ccedil;&atilde;o do sujeito  nulo<sup><a href="#1" name="top1" >[1]</a></sup>, &eacute; poss&iacute;vel tamb&eacute;m afirmar que o PE apresenta um paradigma de concord&acirc;ncia morfologicamente  rico, conforme &eacute; poss&iacute;vel visualizar no quadro a seguir:</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Quadro 1. Paradigma flexional do portugu&ecirc;s europeu</b></p>  <table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0" >  <tbody> <tr> <td colspan="2" valign="top" >    <p><b></b></p></td> <td valign="top" >    <p><b><i>Cantar</i></b></p></td> <td valign="top" >    <p><b><i>Escrever</i></b></p></td> <td valign="top" >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><i>Partir</i></b></p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" >    <p>S</p></td> <td valign="top" >    <p>1&ordf;</p></td> <td valign="top" >    <p>Cant<b>o</b></p></td> <td valign="top" >    <p>Escrev<b>o</b></p></td> <td valign="top" >    <p>Part<b>o</b></p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" >    <p>S</p></td> <td valign="top" >    <p>2&ordf;</p></td> <td valign="top" >    <p>Canta<b>s</b></p></td> <td valign="top" >    <p>Escreve<b>s</b></p></td> <td valign="top" >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Parte<b>s</b></p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" >    <p>S</p></td> <td valign="top" >    <p>3&ordf;</p></td> <td valign="top" >    <p>Canta</p></td> <td valign="top" >    <p>Escreve</p></td> <td valign="top" >    <p>Parte</p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" >    <p>P</p></td> <td valign="top" >    <p>1&ordf;</p></td> <td valign="top" >    <p>Canta<b>mos</b></p></td> <td valign="top" >    <p>Escreve<b>mos</b></p></td> <td valign="top" >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Parti<b>mos</b></p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" >    <p>P</p></td> <td valign="top" >    <p>2&ordf;</p></td> <td valign="top" >    <p>Canta<b>is</b></p></td> <td valign="top" >    <p>Escreve<b>is</b></p></td> <td valign="top" >    <p>Parti<b>s</b></p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" >    <p>P</p></td> <td valign="top" >    <p>3&ordf;</p></td> <td valign="top" >    <p>Canta<b>m</b></p></td> <td valign="top" >    <p>Escreve<b>m</b></p></td> <td valign="top" >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Parte<b>m</b></p></td> </tr>  </tbody> </table>     <p>&nbsp;</p>     <p>O quadro acima mostra uma desin&ecirc;ncia verbal de n&uacute;mero e pessoa para cada pessoa do discurso, nas tr&ecirc;s conjuga&ccedil;&otilde;es verbais, o que claramente caracteriza o PE como uma l&iacute;ngua nitidamente de concord&acirc;ncia forte. Portanto, &eacute; exatamente essa sua caracter&iacute;stica que nos permite conferir ao PE o estatuto de l&iacute;ngua de sujeito nulo, j&aacute; que “o conte&uacute;do do sujeito &eacute; recuper&aacute;vel a partir do conte&uacute;do morfol&oacute;gico das termina&ccedil;&otilde;es verbais” (Raposo,1992: 478). Todavia, diferentemente do PE, pesquisas recentes da sociolingu&iacute;stica param&eacute;trica v&ecirc;m mostrando que, a partir da segunda metade do s&eacute;culo XIX, a concord&acirc;ncia n&uacute;mero-pessoal no PB come&ccedil;a a enfraquecer-se, como &eacute; poss&iacute;vel visualizar no quadro abaixo, adaptado de Lamoglia Duarte (1993: 109):</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Quadro 2. Evolu&ccedil;&atilde;o nos paradigmas flexionais do portugu&ecirc;s brasileiro</b></p>  <table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0" >  <tbody> <tr> <td valign="top" >    <p><b><i>Pessoa</i></b></p></td> <td valign="top" >    <p><b><i>N&ordm; </i></b></p></td> <td valign="top" >    <p><b><i>Paradigma 1</i></b></p></td> <td valign="top" >    <p><b><i>Paradigma 2</i></b></p></td> <td valign="top" >    <p><b><i>Paradigma 3</i></b></p></td> <td valign="top" >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><i>Paradigma 4</i></b></p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" >    <p>1&ordf; </p></td> <td valign="top" >    <p>Sing</p></td> <td valign="top" >    <p>Cant-o</p></td> <td valign="top" >    <p>Cant-o</p></td> <td valign="top" >    <p>Cant-o</p></td> <td valign="top" >    <p>Cant-o</p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" >    <p>2&ordf; direta</p></td> <td valign="top" >    <p>Sing</p></td> <td valign="top" >    <p>Canta-s</p></td> <td valign="top" >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>---------</p></td> <td valign="top" >    <p>---------</p></td> <td valign="top" >    <p>---------</p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" >    <p>2&ordf; indireta</p></td> <td valign="top" >    <p>Sing</p></td> <td valign="top" >    <p>Canta-&Oslash;</p></td> <td valign="top" >    <p>Canta- &Oslash;</p></td> <td valign="top" >    <p>Canta- &Oslash;</p></td> <td valign="top" >    <p>Canta- &Oslash;</p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" >    <p>3&ordf; </p></td> <td valign="top" >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Plural</p></td> <td valign="top" >    <p>Canta- &Oslash;</p></td> <td valign="top" >    <p>Canta- &Oslash;</p></td> <td valign="top" >    <p>Canta- &Oslash;</p></td> <td valign="top" >    <p>Canta- &Oslash;</p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" >    <p>1&ordf; </p></td> <td valign="top" >    <p>Plural</p></td> <td valign="top" >    <p>Canta-mos</p></td> <td valign="top" >    <p>Canta-mos</p></td> <td valign="top" >    <p>Canta- &Oslash;</p></td> <td valign="top" >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Canta- &Oslash;</p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" >    <p>2&ordf; direta</p></td> <td valign="top" >    <p>Plural</p></td> <td valign="top" >    <p>Canta-is</p></td> <td valign="top" >    <p>---------</p></td> <td valign="top" >    <p>---------</p></td> <td valign="top" >    <p>---------</p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" >    <p>2&ordf; indireta</p></td> <td valign="top" >    <p>Plural</p></td> <td valign="top" >    <p>Canta-m</p></td> <td valign="top" >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Canta-m</p></td> <td valign="top" >    <p>Canta-m</p></td> <td valign="top" >    <p>Canta- &Oslash;</p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" >    <p>3&ordf; </p></td> <td valign="top" >    <p>Plural</p></td> <td valign="top" >    <p>Canta-m</p></td> <td valign="top" >    <p>Canta-m</p></td> <td valign="top" >    <p>Canta-m</p></td> <td valign="top" >    <p>Canta- &Oslash;</p></td> </tr>  </tbody> </table>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Pelo quadro acima, nota-se que o paradigma 1 exibe um conjunto de seis desin&ecirc;ncias n&uacute;mero-pessoais distintas para as pessoas do discurso, com dois sincretismos<sup><a href="#2" name="top2" >[2]</a></sup>, sendo um referente &agrave; 2&ordf; pessoa do singular indireta (voc&ecirc;) e &agrave; 3&ordf; pessoa do singular (ele/ela). O segundo sincretismo refere-se &agrave; 2&ordf; pessoa do plural indireta (voc&ecirc;s) e &agrave; 3&ordf; pessoa do plural (eles/elas). Num segundo momento, que se inicia por volta dos anos 30 (cf. Lamoglia Duarte, 1993), o paradigma 2 exibe a perda da 2&ordf; pessoa direta do singular (tu) e da 2&ordf; pessoa direta do plural (v&oacute;s), ocasionando a diminui&ccedil;&atilde;o no n&uacute;mero de desin&ecirc;ncias distintivas para quatro, com dois sincretismos. J&aacute; o terceiro paradigma, que, segundo Lamoglia Duarte (1993), coexiste com o segundo, h&aacute; a implementa&ccedil;&atilde;o na gram&aacute;tica da express&atilde;o “a gente” (com marca desinencial de 3&ordf; pessoa do singular), forma sin&ocirc;nima ao pronominal “n&oacute;s”, cuja consequ&ecirc;ncia foi mais uma diminui&ccedil;&atilde;o das desin&ecirc;ncias, restando apenas tr&ecirc;s formas distintivas. Num &uacute;ltimo momento, &eacute; poss&iacute;vel visualizar um paradigma com apenas duas formas distintas, a 1&ordf; do singular (eu) em oposi&ccedil;&atilde;o &agrave;s demais, que acrescentamos na tabela a t&iacute;tulo de ilustra&ccedil;&atilde;o do tipo de concord&acirc;ncia de n&uacute;mero e pessoa que tem se apresentado no PB falado atualmente. Para Galves (2001), a redu&ccedil;&atilde;o no paradigma flexional &eacute; respons&aacute;vel pela perda do tra&ccedil;o <i>sem&acirc;ntico</i>, que se refere &agrave;s tr&ecirc;s pessoas do discurso, na categoria gramatical de <i>pessoa</i>, restando a esse paradigma apenas o tra&ccedil;o <i>sint&aacute;tico</i>, com um valor positivo e um negativo. O vis&iacute;vel enfraquecimento do paradigma verbal do PB tem sido visto como uma poss&iacute;vel causa para a gradual emerg&ecirc;ncia da ordem [XP V DP] e para o distanciamento dessa variante do portugu&ecirc;s em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; variante europeia quanto &agrave; maneira como ambas as l&iacute;nguas marcam o par&acirc;metro de sujeito nulo. </p>      <p>A pr&oacute;xima se&ccedil;&atilde;o tem por objetivo apresentar os dados relevantes que servir&atilde;o de base para a an&aacute;lise te&oacute;rica a ser desenvolvida na se&ccedil;&atilde;o 3. </p>      <p><b>2. Apresenta&ccedil;&atilde;o dos dados</b></p>      <p>No PB contempor&acirc;neo, nota-se o surgimento de um curioso paradigma de pronomes fracos, o qual &eacute; acompanhado pelo enfraquecimento do tra&ccedil;o pessoa no paradigma flexional dos verbos. O que se observa &eacute; que os pronomes fracos se diferem dos pronomes fortes porque s&atilde;o referencialmente dependentes e apresentam, em geral, eros&atilde;o morfofonol&oacute;gica. J&aacute; os pronomes fortes s&atilde;o de natureza d&ecirc;itica e mais est&aacute;veis fonologicamente. Tal situa&ccedil;&atilde;o pode ser notada pelas formas pronominais fortes e fracas a seguir:</p>      <p>(16) eu &gt; &ocirc;</p>      <p>voc&ecirc; &gt; oc&ecirc; &gt; c&ecirc;</p>      <p>ele &gt; el </p>      <p>ela &gt; ea</p>      <p>a gente &gt; gen’</p>      <p>voc&ecirc;s &gt; oc&ecirc;s &gt; c&ecirc;s</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>eles &gt; &ecirc;s</p>      <p>elas &gt; es</p>      <p>O fato curioso e n&atilde;o trivial &eacute; que, quando os pronomes fracos figuram na posi&ccedil;&atilde;o &agrave; esquerda do verbo, o verbo pode n&atilde;o apresentar rela&ccedil;&atilde;o de concord&acirc;ncia com o sujeito. Os resultados quantitativos de Ramos (2006: 77) mostram que a ocorr&ecirc;ncia do pronome fraco tende a compensar a desin&ecirc;ncia verbal, j&aacute; que esses pronomes desempenhariam a fun&ccedil;&atilde;o gramatical da desin&ecirc;ncia verbal<sup><a href="#3" name="top3" >[3]</a></sup>. Tal contexto fica particularmente instanciado pelos exemplos a seguir em que figuram os pronomes fracos <i>c&ecirc;</i>,<i> &ecirc;a</i>,<i> &ecirc;s:</i></p>      <p>(17) N&atilde;o... <b>c&ecirc;</b> tem que aprender &eacute; desse jeito... (corpus de fala de matip&oacute;)</p>      <p>(18) Que ela venha e que <b>&ecirc;a</b> teje na igreja e tudo... (corpus de fala de matip&oacute;)</p>      <p>(19) <b>&Ecirc;s</b> t&aacute; morando tudo em Santa Gertrude... (corpus de fala de matip&oacute;)</p>      <p>Al&eacute;m dos contextos acima, h&aacute; ainda outros em que os pronomes <i>voc&ecirc;</i> e <i>eles</i> apresentam esvaziamento sem&acirc;ntico, particularmente quando figuram na posi&ccedil;&atilde;o sint&aacute;tica de sujeito em constru&ccedil;&otilde;es com verbos existenciais, conforme mostram os dados abaixo: </p>      <p>(20) <b>L&aacute;</b> teve gente a tir&aacute; nove litros. (corpus de fala de matip&oacute;)</p>      <p>(21) Diz que <b>l&aacute;</b> tinha um trem l&aacute;. (corpus de fala de matip&oacute;)</p>      <p>(22) <b>Isso</b> havia muito nas discotecas dos anos 70. (fala espont&acirc;nea)</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>(23) <b>Voc&ecirc;</b> encontra de tudo nas Lojas Americanas. (fala espont&acirc;nea)</p>      <p>(24) Em Kioto <b>voc&ecirc;</b> tem aquela confus&atilde;o nas ruas. (Vitral &amp; Ramos, 2006:87).</p>      <p>(25) O Epa<sub>i</sub>, hoje em dia <b>eles<sub>i</sub> </b>t&ecirc;m a prefer&ecirc;ncia de mesclar. (Souza, 2007:111).</p>      <p>Notem que, nos exemplos 23 e 24, o pronome <i>voc&ecirc;</i> est&aacute; empregado de maneira gen&eacute;rica, enquanto, no exemplo em 25, o pronome <i>eles</i> &eacute; usado como recurso de indetermina&ccedil;&atilde;o de sujeito. O que h&aacute; de comum, nos dados acima, &eacute; que ambos os pronomes sofrem perda de informa&ccedil;&atilde;o sem&acirc;ntica, j&aacute; que o conte&uacute;do de seu referente n&atilde;o &eacute; t&atilde;o &oacute;bvio no discurso. Em suma, em tais contextos, tanto o pronome <i>voc&ecirc;</i> como o pronome <i>eles</i> recebem <i>uma leitura gen&eacute;rica. &Eacute; ainda oportuno lembrar que uma das estrat&eacute;gias de indetermina&ccedil;&atilde;o do sujeito no PB n&atilde;o-contempor&acirc;neo &eacute; deixar a posi&ccedil;&atilde;o &agrave; esquerda do verbo nula. Nesses contextos, o verbo carrega as desin&ecirc;ncias n&uacute;mero-pessoais de 3&ordf; pessoa do plural. Todavia, no PB contempor&acirc;neo, embora o verbo apresente desin&ecirc;ncias de pessoa, ainda assim h&aacute; necessidade de preenchimento da posi&ccedil;&atilde;o de sujeito por meio dos pronomes com conte&uacute;do gen&eacute;rico, como &eacute; o caso dos pronomes voc&ecirc; e eles nos exemplos acima. Por essa raz&atilde;o, assumiremos, acompanhando a proposta de </i>Vitral e Ramos (2006) e Souza (2007), que o acionamento desses pronomes<b>,</b> em contexto de indetermina&ccedil;&atilde;o do sujeito, &eacute; mais um recurso para evitar que a posi&ccedil;&atilde;o de sujeito se apresente foneticamente nula. Vitral e Ramos (2006) cogitam mesmo a hip&oacute;tese de o item <i>voc&ecirc;</i> funcionar como verdadeiro expletivo<sup><a href="#4" name="top4" >[4]</a></sup>. </p>      <p>Outro contexto em que se observa a emerg&ecirc;ncia da ordem [XP V DP] &eacute;, por exemplo, aquele em que a part&iacute;cula <i>se</i>n&atilde;o est&aacute; mais presente na senten&ccedil;a. Nesse contexto, o sintagma XP inicial apresenta perda de informa&ccedil;&atilde;o sem&acirc;ntica e, em geral, equivale a adv&eacute;rbios leves, como os itens <i>l&aacute;, aqui, a&iacute;, ali, agora</i>. O que se nota &eacute; que, embora esses adverbiais possam vir &agrave; direita do verbo, h&aacute; certa prefer&ecirc;ncia para que figurem &agrave; esquerda dos verbos, conforme mostram os exemplos a seguir:</p>      <p>(26) <b>L&aacute;</b> faz muitos <i>shows</i> grandes. (corpus de fala de ita&uacute;na)</p>      <p>(27) <b>L&aacute;</b> vai a sele&ccedil;&atilde;o brasileira para o jogo contra a Bol&iacute;via. (fala espont&acirc;nea)</p>      <p>(28) <b>Aqui</b> constr&oacute;i um pa&iacute;s. (fala espont&acirc;nea)</p>      <p>(29) <b>Aqui</b> costuma ter shows. (corpus de fala de ita&uacute;na)</p>      <p>(30) <b>A&iacute;</b> vem ele. (fala espont&acirc;nea)</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>(31) <b>Ali</b> pegava de cedo e virava at&eacute; tarde da noite. (corpus de fala de matip&oacute;)</p>      <p>(32) <b>Agora</b> tem tudo que voc&ecirc; precisa. (fala espont&acirc;nea)</p>      <p>Tais adv&eacute;rbios podem at&eacute; mesmo apresentar caracter&iacute;sticas de verdadeiros expletivos, como &eacute; a situa&ccedil;&atilde;o do adv&eacute;rbio <i>l&aacute; </i>nos dados arrolados a seguir:</p>      <p>(33) <b>L&aacute;</b> vou pro lado de Abre Campo</p>      <p>(34) Tava tudo muito bem, sabia que <b>l&aacute;</b> vinha bomba.</p>      <p>(35) <b>L&aacute; </b>vem o Lula com mais impostos.</p>      <p>Greco e Vitral (2003), analisando a gramaticaliza&ccedil;&atilde;o do adverbial “l&aacute;”, chegam mesmo a classific&aacute;-lo como expletivo. Uma hip&oacute;tese plaus&iacute;vel &eacute; a de que os adv&eacute;rbios acima, originalmente locativos, come&ccedil;am a ser reinterpretados como (quase)-expletivos. Tal fato pode ser visto com o efeito colateral de uma mudan&ccedil;a param&eacute;trica mais geral na qual o PB contempor&acirc;neo, ao deixar de licenciar sujeitos nulos e ao n&atilde;o ter na sua gram&aacute;tica itens expletivos dispon&iacute;veis, como ocorre no ingl&ecirc;s e no franc&ecirc;s, passa a acionar determinados adv&eacute;rbios que funcionam, ent&atilde;o, como expletivos. Fato curioso &eacute; que esses adv&eacute;rbios tendem a ocorrer justamente nas constru&ccedil;&otilde;es que cont&ecirc;m verbos inacusativos, existenciais e certos transitivos com valor impessoal, os quais n&atilde;o selecionam um argumento externo. Assim sendo, nossa hip&oacute;tese &eacute; a de que a expletiviza&ccedil;&atilde;o de tais adv&eacute;rbios resultaria de um amplo processo de “gramaticaliza&ccedil;&atilde;o”, a exemplo do que ocorreu com o adv&eacute;rbio locativo <i>“there” </i>da l&iacute;ngua inglesa. Segundo Vitral e Ramos (2006: 84), a expletiviza&ccedil;&atilde;o pode ser considerada como uma etapa ulterior dos ciclos de gramaticaliza&ccedil;&atilde;o de determinados itens que passam de lexicais a funcionais. Esses ciclos s&atilde;o descritos pelos autores da seguinte maneira:</p>      <p>Item lexical &gt; item funcional &gt; expletivo</p>      <p>Uma evid&ecirc;ncia que nos autoriza a postular que, de fato, est&aacute; se processando um ciclo de expletiviza&ccedil;&atilde;o de determinados itens locativos no PB, adv&eacute;m da possibilidade de termos na gram&aacute;tica do PB dados com o item locativo <i>l&aacute;</i> redobrado, conforme nos mostram os exemplos a seguir: </p>      <p>(36) Ah... <b><i>l&aacute;</i> </b>v&atilde;o l&aacute;... pa v&ecirc; que que d&aacute;... </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>(37) <b><i>L&aacute;</i></b> vai pro col&eacute;gio... eu ia pro boteco.</p>      <p>Veja-se que, em ambos os exemplos acima, h&aacute; esvaziamento sem&acirc;ntico do adv&eacute;rbio locativo <i>l&aacute;</i>. Tal fato fica particularmente evidenciado pela ocorr&ecirc;ncia do redobro e pelo fato de o primeiro <i>l&aacute;</i> conter estatuto de expletivo. O curioso &eacute; que n&atilde;o podemos ter a leitura expletiva quando um sujeito referencial &eacute; inserido na senten&ccedil;a, conforme se v&ecirc; pelos exemplos a seguir:</p>      <p>(38) ??? Ah... [<b><i>l&aacute;</i> eles</b>]v&atilde;o l&aacute;... pa v&ecirc; que que d&aacute;... </p>      <p>(39) ??? [<b><i>L&aacute;</i></b> <b>ele</b>] vai pro col&eacute;gio... eu ia pro boteco.</p>      <p>Nota-se que os dados em 38 e 39 apresentam leituras degradadas. Uma poss&iacute;vel raz&atilde;o tem a ver com o fato de os dois itens - o adv&eacute;rbio <i>l&aacute; </i>e o pronome <i>eles/ele</i> - ocuparem a mesma posi&ccedil;&atilde;o sint&aacute;tica na senten&ccedil;a, mais precisamente a posi&ccedil;&atilde;o de sujeito. Em suma, somente nos dados em 36 e 37 &eacute; poss&iacute;vel fazer uma leitura do primeiro <i>l&aacute;</i> como expletivo.</p>      <p>Tomando por base os dados acima, proporemos que o redobro de itens locativos, um deles figurando na posi&ccedil;&atilde;o de sujeito e o outro ocupando a posi&ccedil;&atilde;o &agrave; direita, serve de evid&ecirc;ncia adicional a favor da hip&oacute;tese te&oacute;rica de que (i) h&aacute;, sim, expletiviza&ccedil;&atilde;o de adv&eacute;rbios no PB; (ii) essa expletiviza&ccedil;&atilde;o decorre da perda de licenciamento de sujeito nulo no PB contempor&acirc;neo; e (iii) a inser&ccedil;&atilde;o de itens locativos expletivizados ou com perda de informa&ccedil;&atilde;o sem&acirc;ntica reflete ciclos de gramaticaliza&ccedil;&atilde;o de XPs pronominais e adverbiais, os quais podem estar passando de XPs lexicais a XPs expletivos. </p>      <p>Em s&iacute;ntese, uma maneira de interpretarmos teoricamente (i) a emerg&ecirc;ncia de pronomes fracos, (ii) a ocorr&ecirc;ncia de pronomes e adv&eacute;rbios leves com perda de informa&ccedil;&atilde;o sem&acirc;ntica, (iii) a possibilidade de redobro de itens locativos e (iv) a emerg&ecirc;ncia da ordem [Adv V DP] &eacute; assumirmos que tais constru&ccedil;&otilde;es refletem, ao final das contas, as estrat&eacute;gias que o PB contempor&acirc;neo vem utilizando para compensar a perda de licenciamento de sujeitos nulos. Na pr&oacute;xima se&ccedil;&atilde;o, apresentamos a proposta te&oacute;rica para explicar por que o PB vem acionando XPs de natureza expletivizada ou com perda de informa&ccedil;&atilde;o sem&acirc;ntica.</p>      <p><b>3. Proposta Te&oacute;rica</b></p>      <p>No &acirc;mbito da gram&aacute;tica gerativa, assume-se que, para uma l&iacute;ngua figurar com a posi&ccedil;&atilde;o de sujeito nula, &eacute; necess&aacute;rio que essa l&iacute;ngua exiba um paradigma flexional de pessoa rico no singular e plural. Assim sendo, o tra&ccedil;o Agr forte seria o tra&ccedil;o definidor para permitir que uma l&iacute;ngua acione positivamente o par&acirc;metro do sujeito nulo. N&atilde;o obstante, &eacute; poss&iacute;vel encontrar contraevid&ecirc;ncias a essa predi&ccedil;&atilde;o param&eacute;trica. Estudos recentes no &acirc;mbito do programa minimalista v&ecirc;m mostrando que h&aacute;, sim, l&iacute;nguas que podem licenciar, ou n&atilde;o, o sujeito nulo, independentemente do fato de o tra&ccedil;o Agr ser forte ou n&atilde;o. L&iacute;nguas como o island&ecirc;s moderno, por exemplo, que embora apresente concord&acirc;ncia forte, n&atilde;o permite a ocorr&ecirc;ncia de sujeitos nulos, oposto ao que se esperaria. Segundo Sigur&eth;sson (1994, <i>apud</i> Kato, 1999), o island&ecirc;s antigo, embora tenha morfologia flexional rica para pessoa no singular e plural, n&atilde;o licencia sujeitos nulos correferenciais. O paradigma flexional rico de pessoa do island&ecirc;s pode ser visualizado pelo quadro abaixo:</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Quadro 3. Paradigmas dos verbos <i>segja </i>(dizer) e <i>sj&aacute; </i>(ver), do island&ecirc;s antigo e moderno </b>(adaptada de Kato, 1999: 6)</p>  <table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0" >  <tbody> <tr> <td valign="top" > </td> <td valign="top" > </td> <td colspan="2" valign="top" >    <p>Island&ecirc;s Antigo</p></td> <td colspan="2" valign="top" >    <p>Island&ecirc;s Moderno</p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" >    <p>S</p></td> <td valign="top" >    <p>1&ordf; </p></td> <td valign="top" >    <p><i>Segi</i></p></td> <td valign="top" >    <p><i>&eacute;</i></p></td> <td valign="top" >    <p><i>Segi</i></p></td> <td valign="top" >    <p><i>s&eacute;</i></p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" >    <p>S</p></td> <td valign="top" >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>2&ordf; </p></td> <td valign="top" >    <p><i>Segir</i></p></td> <td valign="top" >    <p><i>s&eacute;r</i></p></td> <td valign="top" >    <p><i>Segir</i></p></td> <td valign="top" >    <p><i>s&eacute;r</i></p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" >    <p>S</p></td> <td valign="top" >    <p>3&ordf; </p></td> <td valign="top" >    <p><i>Segir</i></p></td> <td valign="top" >    <p><i>s&eacute;r</i></p></td> <td valign="top" >    <p><i>Segir</i></p></td> <td valign="top" >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>s&eacute;r</i></p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" >    <p>P</p></td> <td valign="top" >    <p>1&ordf; </p></td> <td valign="top" >    <p><i>Segjum</i></p></td> <td valign="top" >    <p><i>sj&aacute;um</i></p></td> <td valign="top" >    <p><i>segjum</i></p></td> <td valign="top" >    <p><i>sj&aacute;um</i></p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" >    <p>P</p></td> <td valign="top" >    <p>2&ordf; </p></td> <td valign="top" >    <p><i>Segit</i></p></td> <td valign="top" >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>sj&aacute;it</i></p></td> <td valign="top" >    <p><i>segi&eth;</i></p></td> <td valign="top" >    <p><i>sj&aacute;i&eth;</i></p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" >    <p>P</p></td> <td valign="top" >    <p>3&ordf; </p></td> <td valign="top" >    <p><i>Segja</i></p></td> <td valign="top" >    <p><i>sj&aacute;</i></p></td> <td valign="top" >    <p><i>segj&aacute;</i></p></td> <td valign="top" >    <p><i>sj&aacute;</i></p></td> </tr>  </tbody> </table>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Como &eacute; poss&iacute;vel observar, h&aacute; apenas um sincretismo no island&ecirc;s antigo e no island&ecirc;s moderno. A perda de sujeitos nulos referenciais nessa l&iacute;ngua n&atilde;o pode, portanto, estar atrelada ao enfraquecimento da concord&acirc;ncia, j&aacute; que o paradigma flexional dessa l&iacute;ngua n&atilde;o apresenta quaisquer mudan&ccedil;as desse tipo. Em suma, podemos intuir que esta l&iacute;ngua possui sim tra&ccedil;o agr forte.</p>      <p>O PB atual tamb&eacute;m apresenta um comportamento semelhante ao island&ecirc;s no que se refere &agrave; correla&ccedil;&atilde;o entre a for&ccedil;a de Agr e o preenchimento da posi&ccedil;&atilde;o de sujeito. Lamoglia Duarte (1993), em an&aacute;lise do fen&ocirc;meno do sujeito nulo no PB, encontra resultados bastante interessantes. Investigando o enfraquecimento do paradigma flexional nessa variante do portugu&ecirc;s, a autora verifica que a 1&ordf; pessoa do singular &eacute; a que ainda apresenta desin&ecirc;ncia n&uacute;mero-pessoal distintiva. No entanto, &eacute; exatamente nesse contexto que h&aacute; um n&uacute;mero cada vez mais reduzido de sujeitos nulos. Os dados abaixo, retirados do trabalho da autora, ilustram este fato:</p>      <p>(40) a. <b>Eu </b>n&atilde;o posso mais ficar aqui a tarde toda n&atilde;o. </p>      <p>b.<b> Eu</b> tirei quatro notas vermelhas. </p>      <p>c.<b> Eu </b>preciso dar um jeito na minha vida.</p>      <p>(41) <b>Eu</b> n&atilde;o sei se <b>eu</b> vou conseguir numa sess&atilde;o s&oacute;.</p>      <p>Com a presen&ccedil;a de morfologia flexional de n&uacute;mero e pessoa, instanciada nos exemplos acima pelo morfema verbal {-o}, esperar-se-ia que a posi&ccedil;&atilde;o de sujeito aparecesse nula. No entanto, n&atilde;o &eacute; o que acontece. </p>      <p>Na vertente oposta, h&aacute; o caso do chin&ecirc;s, que, apesar de n&atilde;o conter marca morfol&oacute;gica n&uacute;mero-pessoal nos verbos, permite que a posi&ccedil;&atilde;o de sujeito se apresente foneticamente nula. Conforme salienta Huang (1984), o chin&ecirc;s &eacute; uma l&iacute;ngua que apresenta uma flex&atilde;o pobre, pois o paradigma verbal nessa l&iacute;ngua n&atilde;o possui marcas de modo, tempo, n&uacute;mero e pessoa. Contudo, essa l&iacute;ngua licencia categorias vazias n&atilde;o s&oacute; na posi&ccedil;&atilde;o do sujeito, mas tamb&eacute;m na posi&ccedil;&atilde;o de objeto. Huang (1984)conclui que essas categorias vazias que aparecem na posi&ccedil;&atilde;o de sujeito comportam-se como vari&aacute;veis ligadas a um t&oacute;pico nulo. O dado abaixo, do chin&ecirc;s, ilustra bem este contexto, visto que o sujeito da ora&ccedil;&atilde;o encaixada &eacute; correferente com o sujeito da ora&ccedil;&atilde;o matriz: </p>      <p>(42) <i>Zhangsam<sub>i</sub> shuo e<sub>i</sub>. bu renshi Lisi</i>. (Modesto, 2004: 124)</p>      <p>Zhangsam disse [ele] n&atilde;o conhece Lisi.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>‘Zhangsam disse que ele n&atilde;o conhece Lisi’. </p>      <p>Em suma, o que l&iacute;nguas como o chin&ecirc;s, o island&ecirc;s e o PB contempor&acirc;neo (em contextos com 1&ordf; pessoa) sinalizam &eacute; que o licenciamento de sujeitos nulos ou de sujeitos obrigat&oacute;rios parece n&atilde;o ter qualquer conex&atilde;o com o fato de o paradigma verbal conter morfemas de concord&acirc;ncia n&uacute;mero-pessoal, para o singular e plural. Evid&ecirc;ncias emp&iacute;ricas como essas levam-nos ao seguinte questionamento: </p>      <p>&middot; O tra&ccedil;o Agr realmente desempenha papel essencial no acionamento do par&acirc;metro do sujeito nulo? </p>      <p>Tendo em conta os dados do island&ecirc;s, do chin&ecirc;s e do PB atual acima, proporemos que Agr n&atilde;o desempenha papel t&atilde;o crucial no licenciamento de  sujeitos nulos. Assim sendo, acompanharemos a proposta de Holmberg (2000)<sup><a href="#5" name="top5" ><i>[5]</i></a></sup> para o island&ecirc;s e assumiremos, doravante, que Agr est&aacute; apenas relacionado com o mecanismo de valora&ccedil;&atilde;o do tra&ccedil;o [<i>u</i>D] e que o tra&ccedil;o que engatilha o preenchimento de Spec-TP &eacute; o tra&ccedil;o [<i>u</i>P]. Se essa an&aacute;lise estiver mesmo correta, a capacidade de acionar o par&acirc;metro do sujeito nulo em uma determinada l&iacute;ngua estar&aacute; diretamente conectada com a natureza dos tra&ccedil;os [<i>u</i>D] e [<i>u</i>P] do n&uacute;cleo T<sup>o</sup>.</p>      <p>O tra&ccedil;o [D], conforme formulado em Chomsky (1995), equivale ao tra&ccedil;o EPP<sup><a href="#6" name="top6" >[6]</a></sup>. Entretanto, o EPP, pelas vers&otilde;es mais atualizadas da teoria gerativa, que se consolidaram a partir de Chomsky (1998), deve ser entendido como um tra&ccedil;o de margem que requer que a posi&ccedil;&atilde;o de Spec-TP seja preenchida por alguma categoria. Desse modo, o preenchimento da posi&ccedil;&atilde;o de Spec-TP e a satisfa&ccedil;&atilde;o a EPP pode dar-se de maneiras variadas, a saber: (i) pelo movimento de um DP tem&aacute;tico; (ii) pela inser&ccedil;&atilde;o de um XP expletivo; (iii) por pronomes cl&iacute;ticos; (iv) ou, ainda, por meio de afixos de concord&acirc;ncia que se adjungem ao n&uacute;cleo T<sup>o</sup>. Para detalhes dessa &uacute;ltima possibilidade, remeto o leitor ao texto mais recente de Duarte (2008) sobre a distribui&ccedil;&atilde;o de pronomes fracos, cl&iacute;ticos e afixos no crioulo de Guin&eacute; Bissau, no av&aacute;-canoeiro e no teneteh&aacute;ra. Contudo, sob essa perspectiva de an&aacute;lise, ter&iacute;amos de assumir que toda l&iacute;ngua que apresenta o tra&ccedil;o [D] forte obrigatoriamente apresentaria a posi&ccedil;&atilde;o de sujeito preenchida por algum item XP. Os dados emp&iacute;ricos de l&iacute;nguas de sujeito nulo desmentem essa correla&ccedil;&atilde;o, uma vez que, nessas l&iacute;nguas, a posi&ccedil;&atilde;o de sujeito pode aparecer preenchida por um elemento pronominal expletivo foneticamente vazio (<i>pro</i>). Por essa raz&atilde;o, para dar conta de fatos como esses, proporemos alternativamente que EPP deva ser visto como sendo reflexo de dois tra&ccedil;os distintos, a saber: o tra&ccedil;o [<i>u</i>D] e o tra&ccedil;o [<i>u</i>P]. Nessa linha de investiga&ccedil;&atilde;o, o que diferir&aacute; as l&iacute;nguas quanto &agrave; satisfa&ccedil;&atilde;o ao EPP e quanto ao licenciamento de sujeito nulo ou n&atilde;o ser&aacute; a maneira como elas parametrizam tais tra&ccedil;os. Em suma, ser&aacute; necess&aacute;rio fatorar o EPP nesses dois tra&ccedil;os. Adicionalmente, lan&ccedil;aremos m&atilde;o da proposta de Chomsky (1995, 1999) segundo a qual os tra&ccedil;os formais podem ser fortes ou fracos <sup><a href="#7" name="top7" >[7]</a></sup> e ininterpret&aacute;veis e interpret&aacute;veis. Segundo essa teoria, os tra&ccedil;os ininterpret&aacute;veis s&atilde;o aqueles que motivam o movimento vis&iacute;vel dos itens lexicais, em geral, com o seu movimento para posi&ccedil;&otilde;es no dom&iacute;nio funcional da senten&ccedil;a. Com base nessa abordagem, propomos decompor o EPP em dois tra&ccedil;os distintos, conforme apresentamos no quadro a seguir:</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Quadro 4. Fatora&ccedil;&atilde;o de EPP</b></p>  <table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0" >  <tbody> <tr> <td valign="top" >    <p><b></b></p></td> <td valign="top" >    <p><b><i>Tra&ccedil;o</i></b></p></td> <td valign="top" >    <p><b><i>For&ccedil;a</i></b></p></td> </tr>  <tr> <td rowspan="2" valign="top" >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>EPP</b></p></td> <td valign="top" >    <p><i>u</i>P</p></td> <td valign="top" >    <p>+/-</p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" >    <p><i>uD</i></p></td> <td valign="top" >    <p>+/-</p></td> </tr>  </tbody> </table>     <p>&nbsp;</p>     <p>Por meio dessa formula&ccedil;&atilde;o no quadro em 4, &eacute; poss&iacute;vel dar conta da intui&ccedil;&atilde;o de que EPP &eacute; uma propriedade sint&aacute;tica que pervaga todas as l&iacute;nguas. O que &eacute; novo nessa proposta &eacute; que os tra&ccedil;os que constituem o EPP ser&atilde;o parametriz&aacute;veis de l&iacute;ngua para l&iacute;ngua, de sorte que podem entrar na deriva&ccedil;&atilde;o como fracos ou fortes. Tomando por base a fatora&ccedil;&atilde;o do EPP, assumiremos que as varia&ccedil;&otilde;es interlingu&iacute;sticas relacionadas ao par&acirc;metro do sujeito nulo ficam assim reduzidas &agrave;s propriedades dos subtra&ccedil;os que constituem o EPP. Em suma, esta abordagem permite-nos propor, pelo menos, quatro subtipos de l&iacute;nguas no que concerne ao acionamento de sujeito nulo e do sujeito obrigat&oacute;rio:</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Quadro 5. Natureza dos tra&ccedil;os [D] e [P] nas l&iacute;nguas de sujeito nulo e de sujeito obrigat&oacute;rio</b></p>    <table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0" >  <tbody> <tr> <td valign="top" >    <p><b><i>Tipo de L&iacute;ngua</i></b></p></td> <td valign="top" >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><i>Concord&acirc;ncia<sup><a href="#8" name="top8" ><b>[8]</b></a></sup></i></b></p></td> <td valign="top" >    <p><b><i>Posi&ccedil;&atilde;o do sujeito</i></b></p></td> <td colspan="2" valign="top" >    <p><b><i>Natureza da for&ccedil;a dos tra&ccedil;os </i>[D]<i> e </i>[P]</b></p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" >    <p><b>1</b></p></td> <td valign="top" >    <p>+Agr</p></td> <td valign="top" >    <p>Vazia</p></td> <td valign="top" >    <p><i>u</i>D [forte]</p></td> <td valign="top" >    <p><i>u</i>P [fraco]</p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" >    <p><b>2</b></p></td> <td valign="top" >    <p>+Agr</p></td> <td valign="top" >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Preenchida</p></td> <td valign="top" >    <p><i>u</i>D [forte]</p></td> <td valign="top" >    <p><i>u</i>P [forte]</p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" >    <p><b>3</b></p></td> <td valign="top" >    <p>-Agr</p></td> <td valign="top" >    <p>Vazia</p></td> <td valign="top" >    <p><i>u</i>D [fraco]</p></td> <td valign="top" >    <p><i>u</i>P [fraco]</p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" >    <p><b>4</b></p></td> <td valign="top" >    <p>-Agr</p></td> <td valign="top" >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Preenchida</p></td> <td valign="top" >    <p><i>u</i>D [fraco]</p></td> <td valign="top" >    <p><i>u</i>P [forte]</p></td> </tr>  </tbody> </table>     <p>&nbsp;</p>     <p>Assim sendo, as intera&ccedil;&otilde;es entre tra&ccedil;o fraco e tra&ccedil;o forte podem ser entendidas da seguinte maneira nos quatro tipos de l&iacute;nguas:</p>      <p>(a) l&iacute;nguas do tipo 1 exibem concord&acirc;ncia forte. O tra&ccedil;o [<i>u</i>D], ent&atilde;o, &eacute; tamb&eacute;m forte e pode ser valorado por meio dos tra&ccedil;os-<i>phi </i>do verbo. Como o tra&ccedil;o [<i>u</i>P] &eacute; fraco, a posi&ccedil;&atilde;o de sujeito aparece vazia, e este tra&ccedil;o &eacute; valorado apenas em Forma L&oacute;gica (LF). Este seria o caso, por exemplo, das l&iacute;nguas verdadeiramente <i>pro-drop</i>, como o PE, o italiano, o espanhol, etc. A configura&ccedil;&atilde;o sint&aacute;tica de l&iacute;nguas como essas tem a seguinte estrutura<sup><a href="#9" name="top9" >[9]</a></sup>:</p>      <p>(43) </br> <img src="/img/revistas/dia/v26n1/26n1a03f1.jpg"></p>       
<p>(b) l&iacute;nguas do tipo 2 apresentam concord&acirc;ncia forte, mas a posi&ccedil;&atilde;o de sujeito deve ser obrigatoriamente preenchida. O island&ecirc;s exemplifica as l&iacute;nguas desse tipo. Agr, em l&iacute;nguas como essas, &eacute; redundante, j&aacute; que o XP na posi&ccedil;&atilde;o de sujeito pode valorar os tra&ccedil;os [<i>u</i>D] e [<i>u</i>P], concomitantemente. O preenchimento da posi&ccedil;&atilde;o de Spec-TP pode dar-se, ent&atilde;o, por meio de <i>Merge</i> interno de um XP ou de <i>Merge</i> externo de um expletivo. Observem a configura&ccedil;&atilde;o abaixo:</p>      <p>(44) </br> <img src="/img/revistas/dia/v26n1/26n1a03f2.jpg"> </p>       
<p>(c) l&iacute;nguas do tipo 3 t&ecirc;m morfologia flexional fraca, por isso [<i>u</i>D] &eacute; fraco. O tra&ccedil;o [<i>u</i>P] tamb&eacute;m &eacute; fraco. Este tipo de l&iacute;ngua pode ser exemplificado pelo chin&ecirc;s. Os tra&ccedil;os [<i>u</i>D] e [<i>u</i>P] s&atilde;o valorados em LF. A posi&ccedil;&atilde;o de Spec-TP n&atilde;o &eacute; projetada, como se v&ecirc; a seguir:</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>(45) </br> <img src="/img/revistas/dia/v26n1/26n1a03f3.jpg"></p>        
<p>(d) l&iacute;nguas do tipo 4 cont&ecirc;m um paradigma flexional pobre. Portanto, o tra&ccedil;o [<i>u</i>D] &eacute; fraco. O tra&ccedil;o [<i>u</i>P], no entanto, &eacute; forte. Ent&atilde;o, os dois tra&ccedil;os ininterpret&aacute;veis ser&atilde;o valorados por meio de <i>Merge</i> interno ou por meio de <i>Merge</i> externo de um XP na posi&ccedil;&atilde;o de Spec-TP. Esse &eacute; o caso do ingl&ecirc;s, conforme mostra a configura&ccedil;&atilde;o sint&aacute;tica a seguir:</p>      <p>(46) </br> <img src="/img/revistas/dia/v26n1/26n1a03f4.jpg"></p>        
<p>No entanto, o quadro em 5 n&atilde;o esgota todas as possibilidades em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; satisfa&ccedil;&atilde;o a EPP e ao licenciamento do sujeito nulo. Conforme salienta Holmberg (2008), h&aacute; ainda l&iacute;nguas que ocupam uma posi&ccedil;&atilde;o intermedi&aacute;ria em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; maneira como operam com os tra&ccedil;os [<i>u</i>D] e [<i>u</i>P] do n&uacute;cleo T. Essas l&iacute;nguas s&atilde;o classificadas, pelo autor, como “l&iacute;nguas de sujeito nulo parcial”, uma vez que apresentam sujeitos nulos apenas em determinados contextos. Para Holmberg (2008), s&atilde;o exemplos de l&iacute;nguas de sujeito nulo parcial o PB, o Marathi e o Finland&ecirc;s. Para dar conta de l&iacute;nguas como essas, devemos postular que os tra&ccedil;os ininterpret&aacute;veis [<i>u</i>D] e [<i>u</i>P] do n&uacute;cleo T<sup>o</sup> variam entre fraco e forte, dependendo do contexto. Pode ser que essa varia&ccedil;&atilde;o quanto &agrave; for&ccedil;a dos tra&ccedil;os [<i>u</i>D] e [<i>u</i>P] esteja conectada com algum processo de mudan&ccedil;a param&eacute;trica em curso na l&iacute;ngua com rela&ccedil;&atilde;o ao par&acirc;metro de sujeito nulo. Curiosamente, essa parece ser justamente a situa&ccedil;&atilde;o do PB que, conforme v&ecirc;m demonstrando os resultados da sociolingu&iacute;stica quantitativa, &eacute; uma l&iacute;ngua que apresenta, de fato, uma mudan&ccedil;a param&eacute;trica em progresso quanto ao par&acirc;metro do sujeito nulo, no momento sincr&ocirc;nico. A prova maior disso pode ser encontrada pelo fato de que, no PB atual, detecta-se uma significativa emerg&ecirc;ncia da ordem [XP V (DP)] em contextos em que a l&iacute;ngua n&atilde;o-contempor&acirc;nea acionaria sujeitos nulos. Em vista disso, o PB e as outras l&iacute;nguas de sujeito nulo parcial possivelmente instanciam outra possibilidade, conforme formulamos no quadro abaixo:</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Quadro 6. Natureza dos tra&ccedil;os [D] e [P] nas l&iacute;nguas de sujeito nulo parcial</b></p>   <table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0" >  <tbody> <tr> <td valign="top" >    <p><b><i>Tipo de L&iacute;ngua</i></b></p></td> <td valign="top" >    <p><b><i>Posi&ccedil;&atilde;o do sujeito</i></b></p></td> <td colspan="2" valign="top" >    <p><b><i>Natureza da for&ccedil;a dos </i></b></p>      <p><b><i>tra&ccedil;os </i>[D]<i> e </i>[P]</b></p></td> </tr>  <tr> <td rowspan="2" valign="top" >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>5</b></p></td> <td valign="top" >    <p>Vazia</p></td> <td valign="top" >    <p><i>u</i>D [forte]</p></td> <td valign="top" >    <p><i>u</i>P [fraco]</p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" >    <p>Preenchida</p></td> <td valign="top" >    <p><i>u</i>D [fraco]</p></td> <td valign="top" >    <p><i>u</i>P [forte]</p></td> </tr>  </tbody> </table>     <p>&nbsp;</p>     <p>L&iacute;nguas do tipo 5 permitiriam o sujeito figurar foneticamente nulo em determinados contextos; opcionalmente nulo em outros contextos; e, finalmente, sempre preenchido em outros contextos. Vejam que o PB contempor&acirc;neo parece justamente ilustrar o tipo 5 de l&iacute;ngua acima. Por essa raz&atilde;o, o objetivo da subse&ccedil;&atilde;o seguinte ser&aacute; investigar como se d&aacute; a valora&ccedil;&atilde;o dos tra&ccedil;os [<i>u</i>D] e [<i>u</i>P] do n&uacute;cleo T<sup>o</sup>, no PB contempor&acirc;neo.</p>      <p><b>4. PB contempor&acirc;neo: uma l&iacute;ngua de sujeito nulo parcial?</b></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os dados do PB contempor&acirc;neo, exibindo a ordem [XP V DP], apontam que essa variante do portugu&ecirc;s se distancia de outras l&iacute;nguas rom&acirc;nicas, j&aacute; que apresenta a posi&ccedil;&atilde;o de Spec-TP preenchida. N&atilde;o obstante, difere-se, tamb&eacute;m, de l&iacute;nguas que obrigatoriamente exigem o preenchimento obrigat&oacute;rio da posi&ccedil;&atilde;o de Spec-TP, por permitir contextos nos quais a posi&ccedil;&atilde;o de sujeito pode vir vazia. Notem que a natureza da for&ccedil;a dos tra&ccedil;os [<i>u</i>D] e [<i>u</i>P] do n&uacute;cleo T<sup>o</sup> &eacute; o que nos permite classificar o PB como sendo uma l&iacute;ngua de sujeito nulo parcial. A raz&atilde;o &eacute; simples: o PB contempor&acirc;neo, diferentemente do PB n&atilde;o-contempor&acirc;neo, permite que o sujeito possa figurar opcionalmente nulo em certos contextos e sempre preenchido em outros contextos, conforme mostram os dados a seguir:</p>      <p><b>Opcionalmente nulo:</b></p>      <p>(47) a. __ Estou com fome.</p>      <p>(47) b. <b><i>Eu</i></b> estou com fome.</p>      <p>(48) a. __ T&aacute; chovendo pra caramba.</p>      <p>(48) b. O tempo t&aacute; chovendo pra caramba.</p>      <p><b>Obrigatoriamente preenchido:</b></p>      <p>(49) a. Facilitando o troco com dinheiro trocado, <b><i>voc&ecirc;</i> </b>n&atilde;o fica parado.</p>      <p>(49) b. * Facilitando o troco com dinheiro trocado, __ n&atilde;o fica parado.</p>      <p>(49) c. ?? Quando __ facilita o troco com dinheiro trocado, __ n&atilde;o fica parado. (leitura amb&iacute;gua)</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>(50) a. Gnt, <b><i>voc&ecirc;</i></b> v&ecirc; a diferen&ccedil;a.</p>      <p>(50) b. *Gnt, ___ v&ecirc; a diferen&ccedil;a.</p>      <p>(51) a. <b><i>Voc&ecirc;</i></b> v&ecirc; muito concreto na tua frente.</p>      <p>(51) b. */???? ___ v&ecirc; muito concreto na tua frente.</p>      <p>(52) a. <b><i>L&aacute;</i></b> vai o Brasil para mais um jogo contra a Argentina<sup><a href="#10" name="top10" >[10]</a></sup>. </p>      <p>(52) b. ????___vai o Brasil para mais um jogo contra a Argentina <b>l&aacute;</b>.</p>      <p>(52) c. ????___vai o Brasil para mais um jogo contra a Argentina.</p>      <p>(53) a. M&aacute;rio n&atilde;o comeu nada hoje.</p>      <p>(53) b. *____ n&atilde;o comeu nada hoje.</p>      <p>(54) a. No exterior <b><i>voc&ecirc;</i></b> usa ora&ccedil;&otilde;es subordinadas ou desordenadas.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>(54) b. *No exterior ____ usa ora&ccedil;&otilde;es subordinadas ou desordenadas.</p>      <p>Conforme se pode notar pelos exemplos acima, parece haver uma grada&ccedil;&atilde;o de uso do sujeito nulo no PB atual. Em contextos como em 47 a,b e 48 a,b, o PB pode apresentar a posi&ccedil;&atilde;o de sujeito vazia ou preenchida. Quando est&aacute; vazia, o sujeito nulo pode ser identificado pelo morfema de concord&acirc;ncia de 1&ordf; pessoa do singular no verbo. J&aacute; em contextos como em 49 a, o PB exige o preenchimento obrigat&oacute;rio da posi&ccedil;&atilde;o de sujeito. Caso n&atilde;o ocorra a ocupa&ccedil;&atilde;o lexical de Spec-TP, como em 49 b e 49 c, a leitura da senten&ccedil;a fica agramatical ou degradada. A necessidade de preenchimento obrigat&oacute;rio fica tamb&eacute;m evidenciada ela agramaticalidade das senten&ccedil;as de 50 b a 54 b. Todavia, conforme j&aacute; citado anteriormente, o preenchimento lexical da posi&ccedil;&atilde;o de sujeito com verbos flexionados na 1&ordf; pessoa causa certo estranhamento. Apesar de ser um dos poucos morfemas distingu&iacute;veis no paradigma flexional do PB atual, a 1&ordf; pessoa &eacute; a que tem aparecido mais frequentemente preenchida. Lamoglia Duarte (1993) observa que este fato &eacute; inusitado. Ao proceder a uma an&aacute;lise de cunho quantitativo, considerando a realiza&ccedil;&atilde;o do sujeito pleno (preenchido) no PB, a autora demonstra que o contexto onde h&aacute; maior aceita&ccedil;&atilde;o de sujeitos preenchidos &eacute; aquele com a 1&ordf; pessoa do singular. Segundo a autora, “a 1&ordf; pessoa (...) &eacute; a que se encontra em mais adiantado est&aacute;gio de mudan&ccedil;a em dire&ccedil;&atilde;o a um sistema n&atilde;o <i>pro-drop</i>” (Lamoglia Duarte, 1993: 123). Esse fen&ocirc;meno pode ser explicado por meio da “escala de referencialidade”, proposta por Cyrino, Lamoglia Duarte e Kato (2000), conforme se v&ecirc; abaixo:</p>      <p>&nbsp;</p> <a name="f5">     <p><img src="/img/revistas/dia/v26n1/26n1a03f5.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>      <p>A partir da <a href="#f5">figura 1</a>, acima, &eacute; poss&iacute;vel visualizar que os itens mais espec&iacute;ficos e mais referenciais encontram-se na periferia direita. Ent&atilde;o, o preenchimento da posi&ccedil;&atilde;o de sujeito ocorreria, primeiramente, com as 1&ordf; e 2&ordf; pessoas. J&aacute; a 3&ordf; pessoa, por conter os tra&ccedil;os [+ espec&iacute;fico] e [+ referencial], al&eacute;m dos tra&ccedil;os [+ humano] e [- humano], apresentaria maior resist&ecirc;ncia ao preenchimento. Ainda em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; 3&ordf; pessoa, Silva (2006: 39) comenta que: </p>      <p>embora j&aacute; predominem os sujeitos plenos com tra&ccedil;os [- humano] e [- espec&iacute;fico], &eacute; a&iacute; que os &iacute;ndices de sujeitos pronominais nulos s&atilde;o mais altos. Os sujeitos n&atilde;o-argumentais, no extremo esquerdo do cont&iacute;nuo, s&atilde;o os mais resistentes &agrave; pronominaliza&ccedil;&atilde;o por um expletivo lexical.</p>      <p>Em suma, o fato de o PB contempor&acirc;neo favorecer preenchimento do sujeito, particularmente nos contextos em que h&aacute; morfemas de primeira pessoa, conforme mostram os resultados quantitativos de Lamoglia Duarte (1993), serve-nos de sustenta&ccedil;&atilde;o adicional a favor da hip&oacute;tese de que, de fato, Agr n&atilde;o &eacute; realmente um fator preponderante no acionamento do sujeito nulo. Para retomar os dados do PB, repetimos aqui o exemplo 48 a como 55:</p>      <p>(55) ___ T&aacute; chovendo pra caramba.</p>      <p>Neste exemplo, com predicado atmosf&eacute;rico, a posi&ccedil;&atilde;o de sujeito pode ficar nula, sem a presen&ccedil;a de um XP foneticamente realizado. Verifica-se, ent&atilde;o, que este parece ser um contexto de resist&ecirc;ncia, pois, conforme alega Holmberg (2008: 4), “com predicados que n&atilde;o tenham sujeito theta-marcado, as l&iacute;nguas <i>pro-drop</i> parciais geralmente n&atilde;o t&ecirc;m nenhum sujeito preenchido”. <sup><a href="#11" name="top11" >[11]</a></sup> </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Apesar de Holmberg (2008)<sup><a href="#12" name="top12" >[12]</a></sup> n&atilde;o citar, o PB atual apresenta contextos com elementos que aparecem expletivizados, mesmo em posi&ccedil;&atilde;o de sujeito de verbos atmosf&eacute;ricos. Esses, inclusive, s&atilde;o os que o autor arrola como suscitando a obrigatoriedade de n&atilde;o-preenchimento. Todavia, n&atilde;o &eacute; o que vemos nos dados do portugu&ecirc;s a seguir:</p>      <p>(56) <b><i>A chuva</i></b> t&aacute; chovendo forte. <b><i>Ela</i></b> chove sem parar. (corpus de fala de ita&uacute;na)</p>      <p>(57) <b>A chuva</b> t&aacute; chovendo grossa. (fala espont&acirc;nea)</p>      <p>(58) <b>Este dia</b> choveu muito. (fala espont&acirc;nea)</p>      <p>(59) <b>Aqui</b> neva sempre. (fala espont&acirc;nea)</p>      <p>O que os dados em 56 a 59 com predicados cujos n&uacute;cleos s&atilde;o verbos atmosf&eacute;ricos permitem-nos concluir &eacute; que o PB contempor&acirc;neo tem passado a preencher a posi&ccedil;&atilde;o de sujeito, inclusive em contextos considerados como de sujeito nulo obrigat&oacute;rio. Tomando por base dados como esses, nossa hip&oacute;tese &eacute; a de que o PB atual se encontra em um processo de mudan&ccedil;a, onde a ordem [XP V (DP)] come&ccedil;a a se insinuar no sistema mesmo em contextos contendo verbos impessoais, inacusativos e transitivos. Em s&iacute;ntese, o portugu&ecirc;s do Brasil come&ccedil;a a apresentar novas estrat&eacute;gias para permitir a valora&ccedil;&atilde;o do tra&ccedil;o EPP. Contudo, o que se observa &eacute; que, diferentemente do ingl&ecirc;s e do franc&ecirc;s, o PB ainda n&atilde;o elegeu itens espec&iacute;ficos para figurarem como expletivos em contextos com verbos existenciais e atmosf&eacute;ricos. &Eacute; por essa raz&atilde;o que, no PB, itens XPs de natureza sem&acirc;ntica variada s&atilde;o inseridos na posi&ccedil;&atilde;o de Spec-TP para satisfazer ao tra&ccedil;o [<i>u</i>P] do n&uacute;cleo T<sup>o</sup>. Em suma, essa opera&ccedil;&atilde;o sint&aacute;tica pode ser vista como sendo o reflexo da mudan&ccedil;a param&eacute;trica em curso no PB. Esta mudan&ccedil;a pode ser descrita da seguinte maneira:</p>      <p>    <blockquote><i>O n&uacute;cleo T<sup>o </sup>passa a apresentar o tra&ccedil;o </i>[<i>u</i>P] <i>forte, o qual precisa ser valorado na sintaxe estrita em constru&ccedil;&otilde;es que n&atilde;o mais apresentam a opcionalidade do sujeito nulo, diferentemente do que ocorre no PB n&atilde;o-contempor&acirc;neo.</i></blockquote></p>      <p>A deriva&ccedil;&atilde;o proposta em 59 b, abaixo, pressup&otilde;e que a checagem do tra&ccedil;o ininterpret&aacute;vel [<i>u</i>P] d&aacute;-se por meio da inser&ccedil;&atilde;o de um item expletivizado diretamente na posi&ccedil;&atilde;o de Spec-TP. J&aacute; a checagem deste mesmo tra&ccedil;o d&aacute;-se por meio do movimento de um XP tem&aacute;tico de dentro do VP para a posi&ccedil;&atilde;o de Spec-TP, conforme mostra a deriva&ccedil;&atilde;o sint&aacute;tica proposta em 60 b. </p>      <p>(59) a. <b><i>L&aacute;</i></b> tinha um trem <b>l&aacute;</b>.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>(59) b. </br> <img src="/img/revistas/dia/v26n1/26n1a03f6.jpg"></p>        
<p>(60) a. Eles acha isso bonito.</p>      <p>(60) b. </br> <img src="/img/revistas/dia/v26n1/26n1a03f7.jpg"></p>      
<p>Como &eacute; poss&iacute;vel observar nas estruturas arb&oacute;reas acima, a presen&ccedil;a do XP em Spec-TP possibilita a valora&ccedil;&atilde;o do tra&ccedil;o ininterpret&aacute;vel [P] no n&uacute;cleo T<sup>o</sup>. Este &eacute; um tra&ccedil;o apenas fon&eacute;tico, o que quer dizer que um XP de qualquer categoria sem&acirc;ntica pode proceder &agrave; sua valora&ccedil;&atilde;o. Outra observa&ccedil;&atilde;o &eacute; que os XPs figurando em Spec-TP podem ser provenientes do movimento (<i>Merge</i> Interno) de qualquer outra parte da senten&ccedil;a, ou da inser&ccedil;&atilde;o direta (<i>Merge</i> Externo) nessa posi&ccedil;&atilde;o, no caso de um expletivo.</p>      <p><b>5. Considera&ccedil;&otilde;es finais</b></p>      <p>Em an&aacute;lise da emerg&ecirc;ncia da ordem [XP V (DP)] no PB contempor&acirc;neo, propomos a fatora&ccedil;&atilde;o de EPP em dois tra&ccedil;os distintos: [<i>u</i>D] e [<i>u</i>P], cuja valora&ccedil;&atilde;o est&aacute; submetida a parametriza&ccedil;&otilde;es de l&iacute;ngua para l&iacute;ngua. Esta an&aacute;lise nos permite analisar o fen&ocirc;meno do sujeito nulo de forma mais consistente, j&aacute; que d&aacute; conta de explicar as varia&ccedil;&otilde;es interlingu&iacute;sticas referentes ao seu acionamento. De acordo com essa proposta, Agr tem apenas uma fun&ccedil;&atilde;o secund&aacute;ria no licenciamento de sujeitos nulos, j&aacute; que nem sempre a sua presen&ccedil;a no sistema leva &agrave; ocorr&ecirc;ncia obrigat&oacute;ria do sujeito nulo. Em suma, a presente an&aacute;lise defende que o PB atual &eacute; uma l&iacute;ngua de sujeito nulo parcial. &Eacute; essa propriedade gramatical que permite que a posi&ccedil;&atilde;o de sujeito figure opcionalmente nula em certos contextos e sempre preenchida em outros. Dessa maneira, a emerg&ecirc;ncia da ordem [XP V (DP)] em constru&ccedil;&otilde;es com verbos existenciais, inacusativos e impessoais pode ser descrito como o efeito colateral da maneira como o tra&ccedil;o EPP &eacute; valorado no PB contempor&acirc;neo.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>      <!-- ref --><p>Chomsky, N.(1995). <i>The Minimalist Program</i>. Cambridge: The MIT Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000361&pid=S0807-8967201200010000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>_____. <i>Derivation by phase</i>.(1999). MIT Occasional Papers in Linguistics18, Cambridge (MA): MIT.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000363&pid=S0807-8967201200010000300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>_____; Lobato, L. (1988). <i>Linguagem e mente: pensamentos atuais sobre antigos problemas</i>. Bras&iacute;lia: Ed. UnB.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000365&pid=S0807-8967201200010000300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Cyrino, S.M.L.; Lamoglia Duarte, M.E.; Kato, M.A.(2000). “Visible subjects and invisible clitics in Brazilian Portuguese.”, in: Kato, M.A.; Negr&atilde;o, E.V.. (eds.). <i>Brazilian Portuguese and the null subject parameter</i>. Frankfurt am main: Vervuert.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000367&pid=S0807-8967201200010000300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>Duarte, F.B. (2008). <i>Distribui&ccedil;&atilde;o de pronomes fortes, fracos e afixos de l&iacute;nguas de sujeito nulo</i>. Revista do GEL (Araraquara), v. 1, p. 31-56.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000369&pid=S0807-8967201200010000300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Franchi, C.; Negr&atilde;o, E.a; Viotti, E.(1998). <i>Sobre a gram&aacute;tica das ora&ccedil;&otilde;es impessoais com ter/haver. </i>DELTA, 14, n&uacute;mero Especial, 105-131.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000371&pid=S0807-8967201200010000300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Galves, C.M.C.(2001). <i>Ensaios sobre as gram&aacute;ticas do portugu&ecirc;s.</i> Campinas: Editora da Unicamp.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000373&pid=S0807-8967201200010000300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Greco, D.; Vitral, L.T.(2003). <i>O adv&eacute;rbio L&Aacute; e a no&ccedil;&atilde;o de gramaticaliza&ccedil;&atilde;o</i>, 15f. Monografia de IC. UFMG, CNPq.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000375&pid=S0807-8967201200010000300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Holmberg, A.(2000). <i>Scandinavian Stylistic Fronting: How Any Category Can Become an Expletive. </i>Linguistic Inquiry, v. 31, n. 3).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000377&pid=S0807-8967201200010000300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>_____; Nikanne, U.(2002). “Expletives, Subjects, and Topics in Finish”,in: Svenonius, P. <i>Subjects, Expletives, and the EPP</i>. New York: Oxford University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000379&pid=S0807-8967201200010000300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>_____; Nayudu, A.; Sheehan, M.(2008). <i>Three Partial Null-Subject Languages: a comparison of Brazilian Portuguese, Finnish and Marathi</i>. <i>Studia Linguistica</i> 63(1), 59-97.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000381&pid=S0807-8967201200010000300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Huang, J.C.T.(1984). <i>On the distribution and the reference of empty categories. </i>Linguistic Inquiry 15: 531-574.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000383&pid=S0807-8967201200010000300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Kato, M.A.(1999). <i>Strong pronominals in the null subject parameter.</i> <i>Probus, </i>11, p.1-37.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000385&pid=S0807-8967201200010000300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Lamoglia Duarte, M.E.(1993). “Do Pronome Nulo ao Pronome Pleno: a trajet&oacute;ria do sujeito no portugu&ecirc;s do Brasil”, in: Roberts, I.; Kato, M.A.(orgs). (1993). <i>Portugu&ecirc;s Brasileiro: uma viagem diacr&ocirc;nica. </i>Campinas: Ed.da UNICAMP.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000387&pid=S0807-8967201200010000300014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>_____. 2004. “O Sujeito Expletivo e as Constru&ccedil;&otilde;es Existenciais”. In: Roncaratti <i>et.al. </i>(orgs). <i>Portugu&ecirc;s Brasileiro – contato lingu&iacute;stico, heterogeneidade e hist&oacute;ria.</i> Rio de Janeiro: 7. Letras.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000389&pid=S0807-8967201200010000300015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Modesto, M. (2004). <i>Sujeitos Nulos em L&iacute;nguas de T&oacute;pico Proeminente</i>. S&atilde;o Paulo: Revista da Abralin, vol. III, n. 1 e 2, pp. 121-148.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000391&pid=S0807-8967201200010000300016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Ramos, J.M.(2006). <i>Mais um pronome em processo de cliticiza&ccedil;&atilde;o: o par eles/es</i>,in: Vitral, L.T.; Ramos, J.M., in: “Gramaticaliza&ccedil;&atilde;o: uma abordagem formal”<i>. </i>1a ed. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro; Belo Horizonte: Faculdade de Letras FALE/UFMG.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000393&pid=S0807-8967201200010000300017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Raposo, E.P.(1992). <i>Teoria da Gram&aacute;tica. A Faculdade da Linguagem</i>. Lisboa, Editorial Caminho.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000395&pid=S0807-8967201200010000300018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Rizzi, L.(1986). <i>Null Subjects in Italian end the Theory of pro.</i> Linguistic Inquiry: 17:3, 501-558.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000397&pid=S0807-8967201200010000300019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Sigur&eth;sson, H.(1994). <i>Argument-drop in Old Icelandic. </i>L&iacute;ngua 89:247-280.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000399&pid=S0807-8967201200010000300020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Silva, H.S.(2006). <i>O Par&acirc;metro do Sujeito Nulo: confronto entre o Portugu&ecirc;s e o Espanhol. </i>Disserta&ccedil;&atilde;o (Mestrado em Letras Vern&aacute;culas). Faculdade de Letras da UFRJ: Rio de Janeiro.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000401&pid=S0807-8967201200010000300021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Souza, E.M.de.(2007). <i>O uso do pronome ‘eles’ como recurso de indetermina&ccedil;&atilde;o do sujeito. </i>Disserta&ccedil;&atilde;o (Mestrado em Estudos Lingu&iacute;sticos) - Faculdade de Letras da UFMG, Belo Horizonte.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000403&pid=S0807-8967201200010000300022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>Vitral, L.T.; Ramos, J.M. (2006). <i>Gramaticaliza&ccedil;&atilde;o de ‘Voc&ecirc;’: um caso de perda de conte&uacute;do sem&acirc;ntico</i>, in:Vitral, L.T.; Ramos, J.M. “Gramaticaliza&ccedil;&atilde;o: uma abordagem formal”<i>. </i>1a ed. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro; Belo Horizonte: Faculdade de Letras FALE/UFMG.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000405&pid=S0807-8967201200010000300023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Notas</b></p>      <p><sup><a href="#top1" name="1" >[1]</a></sup> Rizzi (1986) afirma que a possibilidade de <i>pro</i> ocorrer numa configura&ccedil;&atilde;o implica condi&ccedil;&otilde;es de <b>licenciamento</b> e de <b>identifica&ccedil;&atilde;o.</b> Segundo o autor, o <b>licenciamento</b> de <i>pro</i> d&aacute;-se por meio de uma condi&ccedil;&atilde;o “formal”, atrav&eacute;s de reg&ecirc;ncia por Infl (de <i>Inflection</i> – flex&atilde;o), capaz de atribuir Caso nominativo; e a <b>identifica&ccedil;&atilde;o </b>de <i>pro</i> d&aacute;-se atrav&eacute;s de m&oacute;dulo sem&acirc;ntico identificador, que requer uma coindexa&ccedil;&atilde;o com tra&ccedil;os fortes de Agr (de <i>Agreement</i> – Concord&acirc;ncia de n&uacute;mero e pessoa), contidos na categoria Infl, que rege <i>pro</i>.</p>      <p><sup><a href="#top2" name="2" >[2]</a></sup> Sincretismo: duas formas verbais com flex&atilde;o id&ecirc;ntica.</p>      <p><sup><a href="#top3" name="3" >[3]</a></sup> Sobre a correla&ccedil;&atilde;o entre pronome fraco e desin&ecirc;ncia verbal, Ramos (2006) analisa o seguinte dado:</p>      <p>&middot; <b>Es</b> inventa um bocado de coisa. (E42)</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Para a autora, “com o pronome foneticamente reduzido, o verbo fica na 3&ordf; pessoa do singular, n&atilde;o havendo concord&acirc;ncia de n&uacute;mero com o verbo (...). Parece que o pronome n&atilde;o forte ‘compensa’ a desin&ecirc;ncia verbal. Em outras palavras, ele desempenharia a fun&ccedil;&atilde;o da desin&ecirc;ncia” (Ramos, 2006: 76).</p>      <p><sup><a href="#top4" name="4" >[4]</a></sup> Vitral e Ramos (2006) analisam contextos com o item <i>voc&ecirc;</i> funcionando como expletivo, conforme o dado a seguir:</p>      <p>(i) Em Kioto <b>voc&ecirc; </b>tem aquela confus&atilde;o nas ruas. </p>      <p>Em cita&ccedil;&atilde;o a Lamoglia Duarte (1997), os autores argumentam que o uso de <i>voc&ecirc;</i>, no dado acima, pode ser interpretado como uso expletivo de uma forma pronominal no portugu&ecirc;s, j&aacute; que “n&atilde;o pode ser interpretado como <i>possuidor</i>: ele aparece numa posi&ccedil;&atilde;o n&atilde;o tem&aacute;tica e sua presen&ccedil;a n&atilde;o pode ser explicada como resultante de movimento a partir de outra posi&ccedil;&atilde;o sint&aacute;tica da senten&ccedil;a. N&atilde;o pode tamb&eacute;m ser classificada como vocativo, por n&atilde;o ter recebido entoa&ccedil;&atilde;o marcada.” (Vitral &amp; Ramos, 2006: 87).</p>      <p><sup><a href="#top5" name="5" >[5]</a></sup> Segundo Holmberg (2000: 445), nas l&iacute;nguas escandinavas ocorre um fen&ocirc;meno sint&aacute;tico que o autor nomeia de <i>Stylistic Fronting</i>. O <i>Stylistic Fronting </i>&eacute; “uma opera&ccedil;&atilde;o que move uma categoria (...) para o que parece ser a posi&ccedil;&atilde;o de sujeito quando esta posi&ccedil;&atilde;o &eacute; vazia (...)” . O que atrai qualquer categoria para essa posi&ccedil;&atilde;o &eacute; o tra&ccedil;o [<i>u</i>P], contraparte fonol&oacute;gica do tra&ccedil;o EPP.</p>      <p><sup><a href="#top6" name="6" >[6]</a></sup> Nas palavras de Chomsky (1995: 232): <i>“The Extended Projection Principle (EPP) plausibly reduces to a strong D-feature de I (...). Then, references to the EPP will be expressed in terms of strong D-features.”</i></p>      <p><sup><a href="#top7" name="7" >[7]</a></sup> Segundo Chomsky (1995: 222), <i>“feature strength is one element of language variation: a formal feature may or may not be strong, forcing overt movement that violates Procrastinate. A look at cases suggests that the [&plusmn; strong] dimension is narrowly restricted, perhaps to something like the set of options (1).</i></p>      <p><i>(1) If F is strong, then F is a feature of a nonsubstantive category and F is checked by a categorical feature.”</i></p>      <p><sup><a href="#top8" name="8" >[8]</a></sup> Agr, nesta tabela, relaciona-se &agrave; for&ccedil;a do tra&ccedil;o [<i>u</i>D], e n&atilde;o &agrave; rela&ccedil;&atilde;o direta com a possibilidade de acionamento do par&acirc;metro do sujeito nulo.</p>      <p><sup><a href="#top9" name="9" >[9]</a></sup> Assumiremos que l&iacute;nguas que aceitam a posi&ccedil;&atilde;o de sujeito ser invariavelmente nula n&atilde;o projetam a posi&ccedil;&atilde;o de especificador na categoria funcional TP. Para dar conta deste fato, assumiremos que a categoria vazia <i>pro</i> tem de ser dispensada do componente sint&aacute;tico da gram&aacute;tica.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><sup><a href="#top10" name="10" >[10]</a></sup> Para Franchi et alii (1998: 108), citado por Lamoglia Duarte (2004: 4), <i>“essas constru&ccedil;&otilde;es ‘t&ecirc;m a particularidade de se ancorarem de um modo general&iacute;ssimo em um campo espa&ccedil;o-temporal’ levantando a quest&atilde;o sobre a ‘necessidade de postular essa ancoragem como parte integrante da constru&ccedil;&atilde;o e sobre o que a licencia sint&aacute;tica e lexicalmente”</i>. Eles chamam aten&ccedil;&atilde;o ainda para o fato de PPs locativos e adv&eacute;rbios (<i>a&iacute;</i> e <i>l&aacute;</i>) parecerem fazer parte integrante da constru&ccedil;&atilde;o a que se inserem, de tal modo a funcionarem como um argumento adicional.</p>      <p><sup><a href="#top11" name="11" >[11]</a></sup> Tradu&ccedil;&atilde;o minha. Vers&atilde;o original: <i>“With predicates which do not have a theta-marked subject the partial pro-drop languages generally have no overt subject.”</i> (Holmberg, 2008: 4). </p>      <p><sup><a href="#top12" name="12" >[12]</a></sup> Contudo, em nota, o autor observa que, em princ&iacute;pio, expletivos n&atilde;o seriam exclu&iacute;dos da posi&ccedil;&atilde;o de sujeito. O finland&ecirc;s, por exemplo, emprega um sujeito expletivo em certas constru&ccedil;&otilde;es como uma alternativa para satisfazer ao tra&ccedil;o EPP da senten&ccedil;a (cf. Holmberg &amp; Nirkane, 2002: 71). Observe:</p>      <p>(1) <i>Sita leikkii lapsia kadulla</i>.</p>      <p>expl play children in street.</p>      <p>‘Children play in street’.</p>       ]]></body><back>
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