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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Da Estrutura Argumental dos Inergativos Causativizados no Português Brasileiro]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Our objective in this study is to propose a more articulated vP level in causativized inergative sentences in Brazilian Portuguese. In these structures, two DPs agents are licensed and, therefore, to allocate them, two external argument positions must be designed, namely Spec-VoiceP (DP agent) and Spec-vP (DP affected-agent). To legitimize the status of two agentive arguments in question, we used the test agent-oriented adverbial modifiers, as proposed by Pylkkänen (2002). When subjected to the test, the structures have an ambiguous reading, because adverbs can be scoped on the two agents. Still according to this author, Causeº is present in all causative constructions, with variability in the type of argument that selects and may be (i) root, (ii) verb, or (iii) phase. We assume that, in settings with causativized inergative, Causeº selects a phasic-vP.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[causativas]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p> <b>Da Estrutura Argumental dos Inergativos Causativizados no Portugu&ecirc;s Brasileiro</b> </p>      <p> <b>Christiane Miranda Buthers*, Maria Jos&eacute; De Oliveira**</b> </p>     <p> *UFMG – Universidade Federal de Minas Gerais. Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Estudos Lingu&iacute;sticos (Poslin) – Belo Horizonte (MG) – Brasil.     <br> **UFMG – Universidade Federal de Minas Gerais. Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Estudos Lingu&iacute;sticos (Poslin) – Belo Horizonte (MG) – Brasil. </p>      <p><a href="mailto:Cmbuthers@yahoo.com.br">Cmbuthers@yahoo.com.br</a>; <a href="mailto:zezemutum@yahoo.com.br">zezemutum@yahoo.com.br</a></p>      <p>&nbsp;</p>      <p> <b>RESUMO</b> </p>     <p> Nosso objetivo neste trabalho &eacute; propor uma estrutura mais articulada no n&iacute;vel vP em constru&ccedil;&otilde;es inergativas causativizadas no Portugu&ecirc;s Brasileiro. Nessas estruturas, dois DPs agentes s&atilde;o licenciados e, portanto, para aloc&aacute;-los, duas posi&ccedil;&otilde;es de argumento externo t&ecirc;m de ser projetadas, quais sejam Spec-VoiceP (DP agente) e Spec-vP (DP agente afetado). Para legitimar o estatuto agentivo dos dois argumentos em quest&atilde;o, valemo-nos do teste com modificadores adverbiais orientados para agente, tal como proposto por Pylkk&auml;nen (2002). Quando submetidas ao teste, as estruturas apresentam uma leitura amb&iacute;gua, pois os adv&eacute;rbios podem ter escopo sobre os dois agentes. Ainda segundo esta autora, Cause<sup>o</sup> encontra-se presente em todas as constru&ccedil;&otilde;es causativas, apresentando variabilidade quanto ao tipo de argumento que seleciona, podendo ser (i) raiz, (ii) verbo ou (iii) fase. Assumimos que, em contextos com inergativos causativizados, Cause<sup>o</sup> seleciona um vP f&aacute;sico. </p>     <p><b>Palavras-chave</b>: causativas, inergativos, agente, ambiguidade, vP f&aacute;sico.</p>       <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p> <b>ABSTRACT</b> </p>     <p> Our objective in this study is to propose a more articulated vP level in causativized inergative sentences in Brazilian Portuguese. In these structures, two DPs agents are licensed and, therefore, to allocate them, two external argument positions must be designed, namely Spec-VoiceP (DP agent) and Spec-vP (DP affected-agent). To legitimize the status of two agentive arguments in question, we used the test agent-oriented adverbial modifiers, as proposed by Pylkk&auml;nen (2002). When subjected to the test, the structures have an ambiguous reading, because adverbs can be scoped on the two agents. Still according to this author, Cause<sup>o</sup> is present in all causative constructions, with variability in the type of argument that selects and may be (i) root, (ii) verb, or (iii) phase. We assume that, in settings with causativized inergative, Cause<sup>o</sup> selects a phasic-vP. </p>     <p><b>Keywords</b>: causatives, inergatives, agent, ambiguity, phasic-vP.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>0. Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>      <p>Um fen&ocirc;meno n&atilde;o trivial nas l&iacute;nguas &eacute; a causativiza&ccedil;&atilde;o de predicados inergativos. No entanto, observa-se que, no Portugu&ecirc;s Brasileiro (doravante PB), constru&ccedil;&otilde;es com predicados inergativos causativizados t&ecirc;m se tornado cada vez mais frequentes, principalmente em contextos de oralidade, como: <i>“O pai <b>casou</b> as filhas”</i>, <i>“Eu <b>estudei</b> meu filho”</i>, <i>“O professor <b>chegou</b> o aluno pra frente”</i>, <i>“Espera que eu <b>subo</b> voc&ecirc; a&iacute;”</i>, <i>“A menina <b>pulou</b> o cachorro”</i>, <i>“A m&atilde;e <b>almo&ccedil;ou</b> os filhos”</i>, entre outros. Um fato curioso nesses dados &eacute; a ocorr&ecirc;ncia de dois argumentos com tra&ccedil;os de agentividade. Em <i>“A menina <b>pulou</b> o cachorro”</i>, por exemplo, tanto “a menina” quanto “o cachorro” podem ser considerados agentes, o que se torna mais evidente quando fazemos uma leitura desenvolvida da constru&ccedil;&atilde;o – <i>“A menina <b>fez</b> o cachorro <b>pular</b>”</i>. Ressalte-se que, se a l&iacute;ngua oferece a possibilidade de causativiza&ccedil;&atilde;o de determinados inergativos, a tend&ecirc;ncia &eacute; que este fen&ocirc;meno se estenda, igualmente, a todos os predicados desse tipo.</p>      <p>Frente a esse fen&ocirc;meno, nossa proposta &eacute; apresentar uma estrutura mais articulada no n&iacute;vel vP – Voice<sup>o</sup>-Cause<sup>o</sup>-v<sup>o</sup> –, a qual possibilitar&aacute; alocar os dois DPs agentes que s&atilde;o licenciados nesse contexto. A consequ&ecirc;ncia direta dessa an&aacute;lise &eacute; que teremos de assumir que, em inergativos causativizados no PB, o tipo de argumento selecionado pelo n&uacute;cleo Cause<sup>o</sup> &eacute; um vP-f&aacute;sico (ou seja, um vP que j&aacute; possui um argumento externo).</p>      <p>Para alcan&ccedil;ar tal objetivo, revisitamos algumas propostas relacionadas &agrave; emerg&ecirc;ncia do n&uacute;cleo v<sup>o</sup>, bem como do seu espraiamento. Nossa an&aacute;lise ancora-se, principalmente, no quadro te&oacute;rico de Pylkk&auml;nen (2002), que postula a exist&ecirc;ncia dos n&uacute;cleos Cause<sup>o</sup> e Voice<sup>o</sup> em todas as l&iacute;nguas.</p>      <p>Este estudo est&aacute; organizado da seguinte forma: na se&ccedil;&atilde;o 1, apresentamos o percurso te&oacute;rico da categoria v-zinho<sup><a href="#1" name="top1" >[1]</a></sup> e seu espraiamento; na se&ccedil;&atilde;o 2, fazemos uma revis&atilde;o da proposta de Pylkk&auml;nen (2002) sobre os n&uacute;cleos Voice<sup>o</sup> e Cause<sup>o</sup>; na se&ccedil;&atilde;o 3, explicitamos nossa proposta de que Cause<sup>o</sup> seleciona um vP-f&aacute;sico em constru&ccedil;&otilde;es inergativas causativizadas; e, por fim, na se&ccedil;&atilde;o 4, encontram-se nossas considera&ccedil;&otilde;es preliminares.</p>      <p><b>1. Da categoria v-zinho: defini&ccedil;&atilde;o e “espraiamento”</b></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A categoria v-zinho surgiu na literatura na d&eacute;cada de 80, e, a partir de ent&atilde;o, v&aacute;rios autores a rotulam de maneira diversificada, no intuito de definir suas propriedades mais relevantes. Nesta se&ccedil;&atilde;o, revisitamos alguns desses autores a fim de expor, sucintamente, o enfoque dado por cada um.</p>      <p><b>1.1. Percurso te&oacute;rico</b></p>      <p><b>- Larson (1988) – VP <i>shells</i>:</b></p>      <p>A proposta de uma estrutura mais articulada surgiu com Larson (1988) para dar conta de certas propriedades das constru&ccedil;&otilde;es com objeto duplo. Essa intui&ccedil;&atilde;o pode ser formulada como em 1:</p>      <p>(1)</br><img src="/img/revistas/dia/v26n1/26n1a04f1.jpg"></p>      
<p>A estrutura em 1 &eacute; a representa&ccedil;&atilde;o dos dois n&iacute;veis do sintagma verbal: o n&iacute;vel vP e o n&iacute;vel VP. Ao n&iacute;vel vP, relaciona-se o evento da causa&ccedil;&atilde;o e a proje&ccedil;&atilde;o do argumento externo. Essa estrutura bipartida, assumida em trabalhos recentes, &eacute; composta de um verbo leve localizado em v&ordm; e de um verbo lexical localizado em V&ordm;. </p>      <p><b>- Hale e Keyser (1993):</b></p>      <p>Para Hale e Keyser (1993), est&atilde;o em primeiro plano o movimento do n&uacute;cleo mais baixo (V, N ou A) e sua adjun&ccedil;&atilde;o ao verbo matriz.<sup><a href="#2" name="top2" >[2]</a></sup> Tamb&eacute;m est&aacute; a&iacute; a proposta de que todos os verbos, mesmo os inergativos, s&atilde;o constitu&iacute;dos de dois n&uacute;cleos diferentes (V e N):</p>      <p>(2)</br><img src="/img/revistas/dia/v26n1/26n1a04f2.jpg"></p>      
<p>No caso dos verbos transitivos, os dois n&uacute;cleos que est&atilde;o em jogo pela proposta dos autores s&atilde;o o verbo mais baixo, que introduz o que &eacute; seu argumento interno e projeta o VP; e o verbo matriz, que, coincidindo com o v-zinho, introduz o argumento externo em seu especificador e toma o VP como seu complemento, tal como em 3:</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>(3)</br><img src="/img/revistas/dia/v26n1/26n1a04f3.jpg"></p>     
<p>Para Hale e Keyser (1993), a estrutura argumental do predicado &eacute; ela pr&oacute;pria uma sintaxe, ou seja, uma sintaxe aplicada a entradas lexicais individuais. Nesse ponto reside a diferen&ccedil;a entre a an&aacute;lise desses autores e a de Chomsky (1995), que considera que todas as palavras saem prontas do l&eacute;xico.</p>      <p><b>- Chomsky (1995, 1998):</b></p>      <p>Conforme Chomsky (1995, 1998), v-zinho &eacute; um n&uacute;cleo funcional transitivo que introduz o argumento externo (sujeito) e &eacute; ainda respons&aacute;vel pela valora&ccedil;&atilde;o do tra&ccedil;o de Caso correspondente ao argumento interno, como em 4:</p>      <p>(4)</br><img src="/img/revistas/dia/v26n1/26n1a04f4.jpg"></p>      
<p>Para o autor, v-zinho funciona como um predicado secund&aacute;rio, sendo respons&aacute;vel adicionalmente pelo papel tem&aacute;tico de agente do argumento externo. Nesse sentido, ent&atilde;o, em constru&ccedil;&otilde;es passivas e inacusativas, v-zinho est&aacute; ausente.</p>      <p>Diante das diferentes propriedades de v-zinho apresentadas pelos autores, poder&iacute;amos assumir que, de fato, essa categoria se expande, podendo receber, inclusive, rotula&ccedil;&otilde;es variadas.</p>      <p><b>1.2 M&uacute;ltiplos v-zinhos?</b></p>      <p>A categoria v-zinho &eacute; tratada na literatura sob diferentes nomenclaturas e, por vezes, &eacute; percept&iacute;vel a sua dissocia&ccedil;&atilde;o em categorias funcionais distintas.</p>      <p><b>- Harley (1995, 2002, 2006):</b></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A autora prop&otilde;e a exist&ecirc;ncia de dois n&uacute;cleos v-zinhos distintos – v-zinho que n&atilde;o seleciona argumento externo, no caso de constru&ccedil;&otilde;es intransitivas inacusativas:</p>      <p>(5) a.</br><img src="/img/revistas/dia/v26n1/26n1a04f5.jpg"></p>       
<p>E v-zinho CAUSA, morfologicamente manifesto ou n&atilde;o, que seleciona um argumento externo:</p>      <p>(5) b.</br><img src="/img/revistas/dia/v26n1/26n1a04f6.jpg"></p>       
<p>Em 5b, o v-zinho CAUSA introduz um argumento externo no interior do vP, diferenciando-se do v-zinho que n&atilde;o o faz, como em 5a. </p>      <p>A proposta de Harley &eacute; inovadora pelo menos em dois sentidos: (i) a exist&ecirc;ncia de mais de um tipo de v-zinho; (ii) a possibilidade de v-zinho CAUSA selecionar como seu complemento um sintagma raiz. A sele&ccedil;&atilde;o do sintagma raiz &eacute; o que permite a Harley diferenciar as causativas lexicais e as causativas sint&aacute;ticas (produtivas) do japon&ecirc;s:</p>      <p>(6) a.</br><img src="/img/revistas/dia/v26n1/26n1a04f7.jpg"></p>        
<p><i>Taro-ga tenoura-o kae-s...</i></p>      <p>Taro-N palm-A return-CAUS </p>      <p>“Taro changed his attitude suddenly” (“Taro mudou sua atitude de repente”)</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>(6) b.</br><img src="/img/revistas/dia/v26n1/26n1a04f8.jpg"></p>       
<p><i>Taroo-wa Hanako-ni hanasi-o tutae-sase-ta</i></p>      <p>Taro-T Hanako-D story-A convey-CAUS-PASS</p>      <p>“Taro made Hanako convey a story” (“Taro fez Hanako transmitir uma hist&oacute;ria”)</p>      <p><b>- Kratzer (1996):</b></p>      <p>Na vis&atilde;o de Kratzer, o argumento externo &eacute; introduzido por um n&uacute;cleo separado, Voice<sup>o</sup>. Os argumentos externos s&atilde;o gerados na base, em Spec de VoiceP:</p>      <p>(7)</br><img src="/img/revistas/dia/v26n1/26n1a04f9.jpg"></p>       
<p><b>- Pylkk&auml;nen (2002):</b></p>      <p>Conforme Pylkk&auml;nen, h&aacute; dois n&uacute;cleos funcionais distintos em que se desdobra v-zinho: Voice<sup>o</sup> e Cause<sup>o</sup>. Na se&ccedil;&atilde;o subsequente, abordamos de maneira mais detalhada a proposta da autora em rela&ccedil;&atilde;o a tais n&uacute;cleos, uma vez que nossa an&aacute;lise apoia-se neste quadro te&oacute;rico.</p>      <p><b>2. Pylkk&auml;nen (2002): sobre Voice<sup>o</sup> e Cause<sup>o</sup></b></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Pylkk&auml;nen (2002) alarga a proposta de Kratzer (1996) ao estudar as constru&ccedil;&otilde;es causativas – um fen&ocirc;meno de altern&acirc;ncia da estrutura argumental que est&aacute; presente, possivelmente, em todas as l&iacute;nguas, como afirma a autora. Ela prop&otilde;e que o n&uacute;cleo Voice<sup>o</sup>sedivide em dois n&uacute;cleos distintos: Voice<sup>o</sup> e Cause<sup>o</sup>.</p>      <p><b>2.1 Evid&ecirc;ncias</b></p>      <p>As evid&ecirc;ncias para assumir a cis&atilde;o de Voice<sup>o</sup> e Cause<sup>o</sup> v&ecirc;m de causativas do ingl&ecirc;s, do japon&ecirc;s e do finland&ecirc;s. Para Pylkk&auml;nen, os dois n&uacute;cleos estariam presentes em todas as l&iacute;nguas, podendo variar interlinguisticamente quanto &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o deles em n&uacute;cleos distintos (por exemplo, no japon&ecirc;s e no finland&ecirc;s) ou fundidos (como no ingl&ecirc;s). Quando fundidos, s&atilde;o sintaticamente iguais, por&eacute;m, semanticamente diferentes<i>.</i> </p>      <p>Segundo a autora, o n&uacute;cleo Cause<sup>o</sup> tem um estatuto relacional. Numa an&aacute;lise bieventiva, ele introduz o evento da causa&ccedil;&atilde;o e funciona como uma ponte, ligando este ao evento causado. A combina&ccedil;&atilde;o disso com a hip&oacute;tese de que argumentos externos s&atilde;o introduzidos por Voice<sup>o</sup> resulta em uma estrutura, conforme a configura&ccedil;&atilde;o em 8: </p>      <p>(8) a. John melted the ice.</p>      <p>b.</br><img src="/img/revistas/dia/v26n1/26n1a04f10.jpg"></p>       
<p>A estrutura acima representa a an&aacute;lise bieventiva adotada por Pylkk&auml;nen (2002), na qual o predicadoCause<sup>o</sup> primeiro se junta ao VP, descrevendo o evento causado <i>melt the ice </i>“derreter o gelo” e<i>, </i>depois<i>, </i>Voice<sup>o</sup> relaciona um agente (<i>John</i>) ao evento introduzido por Cause<sup>o</sup>.Considerando que o argumento externo n&atilde;o &eacute; uma proje&ccedil;&atilde;o do verbo (Kratzer, 1996), mas, sim, de Voice<sup>o</sup>,isso se torna poss&iacute;vel.</p>      <p>Segundo Pylkk&auml;nen (2002), existem dois tipos de parametriza&ccedil;&atilde;o nas l&iacute;nguas: (i) Cause – Voice-bundling; (ii) Sele&ccedil;&atilde;o. </p>      <p>Quanto &agrave; primeira parametriza&ccedil;&atilde;o, algumas l&iacute;nguas exibem uma estrutura sem adi&ccedil;&atilde;o de argumento externo. Por essa raz&atilde;o, Pylkk&auml;nen (2002) postula a possibilidade de Cause<sup>o</sup> e Voice<sup>o</sup> se realizarem em n&uacute;cleos distintos. Segundo a autora, pelo menos no japon&ecirc;s e no finland&ecirc;s, h&aacute; a exist&ecirc;ncia de constru&ccedil;&otilde;es causativas inacusativas, as quais envolvem um evento da causa&ccedil;&atilde;o, mas n&atilde;o um argumento externo; isto &eacute; dizer que o n&uacute;cleo Voice<sup>o</sup> n&atilde;o estaria ativo. A estrutura seria como segue: </p>      <p>(9)</br><img src="/img/revistas/dia/v26n1/26n1a04f11.jpg"></p>       
]]></body>
<body><![CDATA[<p>Essa divis&atilde;o poderia ser universal, por&eacute;m, h&aacute; l&iacute;nguas que n&atilde;o se realizam sem a proje&ccedil;&atilde;o de Voice<sup>o</sup>. Como argumenta&ccedil;&atilde;o, a autora cita o ingl&ecirc;s, que, segundo ela, n&atilde;o exibe constru&ccedil;&otilde;es do tipo das causativas inacusativas do japon&ecirc;s e finland&ecirc;s. Para dar conta dessa varia&ccedil;&atilde;o, Pylkk&auml;nen (2002) prop&otilde;e a jun&ccedil;&atilde;o de Cause<sup>o</sup> e Voice<sup>o</sup> em l&iacute;nguas nas quais o n&uacute;cleo Voice<sup>o</sup> sempre &eacute; ativado; e a separa&ccedil;&atilde;o deles em l&iacute;nguas em que Voice<sup>o</sup>pode n&atilde;o se realizar. Contudo, essa jun&ccedil;&atilde;o seria somente no n&iacute;vel sint&aacute;tico, permanecendo como n&uacute;cleos semanticamente distintos.</p>      <p>Pylkk&auml;nen (2002) assume que, em ingl&ecirc;s, Cause<sup>o</sup> e Voice<sup>o</sup>s&atilde;o fundidos em um n&uacute;cleo:</p>      <blockquote>(...) while Cause and Voice are separate pieces in the universal inventory of functional heads, they can be grouped together into a morpheme in the lexicon of a particular language. In such language, Voice and Cause form a feature bundle similar to the one formed by Tense and Agreement in languages that not have a split Infl. In the English causative head, for example, the causative relation and the external ?-role are “packaged” into one morpheme and consequently into one syntactic head. In other words, the English Cause is “Voice-bundling.” (Pylkk&auml;nen,2002: 99-100).</blockquote>      <p>A fus&atilde;o de Voice<sup>o</sup> e Cause<sup>o</sup>origina uma estrutura que pode ser representada como 10:</p>      <p>(10)</br><img src="/img/revistas/dia/v26n1/26n1a04f12.jpg"></p>       
<p>O n&oacute;dulo Voice em 10 possui dois n&uacute;cleos que s&atilde;o sintaticamente distintos. Nesse sentido, o n&uacute;cleo Cause<sup>o</sup><i>,</i> primeiramente<i>, </i>relaciona o significado causativo ao VP, compondo o evento causado. Em seguida, Voice<sup>o</sup> relaciona o argumento externo ao evento da causa&ccedil;&atilde;o mediado por Cause<sup>o</sup>. Sendo assim, as causativas-zero do ingl&ecirc;s diferem das causativas do japon&ecirc;s e do finland&ecirc;s apenas estruturalmente, visto que, no ingl&ecirc;s, o n&uacute;cleo Voice<sup>o</sup> sempre adiciona um argumento externo. J&aacute; nas outras duas l&iacute;nguas, n&atilde;o h&aacute; n&uacute;cleo Voice<sup>o</sup> ativo, portanto n&atilde;o h&aacute; a adi&ccedil;&atilde;o do argumento externo. No entanto, ambas se assemelham semanticamente, pois possuem significado causativo.</p>      <p>Neste artigo, detemo-nos ao segundo tipo de parametriza&ccedil;&atilde;o,<sup><a href="#3" name="top3" >[3]</a></sup> que envolve o tipo de sele&ccedil;&atilde;o feito por Cause<sup>o</sup>: raiz, verbo ou fase. A nossa an&aacute;lise prev&ecirc; que, em portugu&ecirc;s brasileiro, Cause<sup>o</sup> seleciona um vP do tipo f&aacute;sico.</p>      <p><b>- Sele&ccedil;&atilde;o de Raiz, Verbo e Fase</b></p>      <p><b>Sele&ccedil;&atilde;o de Raiz</b></p>      <p>O elemento funcionalCause<sup>o</sup> toma diretamente uma raiz categorial neutra como seu argumento:</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>(11)</br><img src="/img/revistas/dia/v26n1/26n1a04f13.jpg"></p>       
<p>Nessa estrutura, o n&uacute;cleo causativo &eacute; v-zinho; isto &eacute;, apresenta categoria verbal, portanto deriva um verbo de raiz categorial neutra. A estrutura em 11 cont&eacute;m apenas um verbo, e, por conter apenas um verbo, h&aacute; apenas um ponto na deriva&ccedil;&atilde;o ao qual um modificador verbal pode se ligar, isto &eacute;, ap&oacute;s a raiz ser amalgamada dentro de um verbo. Mas, ent&atilde;o, o constituinte j&aacute; &eacute; um causativo, e o modificador apenas ser&aacute; capaz de modificar o evento da causa&ccedil;&atilde;o. Portanto, apenas um poss&iacute;vel escopo &eacute; previsto para modificadores de VP, como se v&ecirc; em 12:</p>      <p>(12) a. <i>Bill awoke grumpily.</i></p>      <p>b. <i>John awoke Bill grumpily.</i></p>      <p>(Falso se John n&atilde;o estava “com mau humor”)</p>      <p><b>Sele&ccedil;&atilde;o de Verbo</b></p>      <p>O elemento funcional Cause<sup>o</sup> toma um VP como seu complemento. A estrutura de tal causativa envolveria dois VPs:</p>      <p>(13)</br><img src="/img/revistas/dia/v26n1/26n1a04f14.jpg"></p>       
<p>Nesse tipo de estrutura, um modificador verbal exibe ambiguidade de escopo (isto &eacute;, com dois poss&iacute;veis lugares de liga&ccedil;&atilde;o) porque seleciona um constituinte que &eacute;, no m&iacute;nimo, um verbo – isto &eacute;, VP. </p>      <p>Entretanto, se n&oacute;s assumimos que agentes s&atilde;o introduzidos por Voice<sup>o</sup> e que Voice<sup>o</sup> n&atilde;o &eacute; t&atilde;o-somente outro verbo, mas de fato tem um estatuto especial, ent&atilde;o, a causativa que seleciona verbo exibe ambiguidade de escopo apenas com modificadores verbais que n&atilde;o s&atilde;o orientados para agente. Quando os modificadores s&atilde;o agentivos, a ambiguidade n&atilde;o ocorre, como apresentam os dados da causativa Bemba<sup><a href="#4" name="top4" >[4]</a></sup>, em 14 e 15:</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>(14) Naa-butwiish-ya Mwape ulubilo.</p>      <p>1sg-PAST-run-CAUSE Mwape fast.</p>      <p>a. <i>I made Mwape <b>run quickly</b>.</i></p>      <p>b. <i>*I <b>quickly made</b> Mwape run.</i></p>      <p>(Giv&oacute;n, 1976: 343, (120))</p>      <p>(15) Naa-mu-fuund-ishya uku-laanda iciBemba ku-mufulo.</p>      <p>1sg-PAST-him-learn-CAUSE to speak Bemba on-purpose.</p>      <p>a. <i>I, <b>on purpose, made</b> him learn to speak Bemba.</i></p>      <p>b. <i>*I made him <b>on purpose learn</b> to speak Bemba.</i></p>      <p>(Giv&oacute;n, 1976: 329, (18))</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Sele&ccedil;&atilde;o de Fase</b></p>      <p>O elemento funcional Cause<sup>o</sup>pode ainda tomar uma fase como seu complemento:</p>      <p>(16)</br><img src="/img/revistas/dia/v26n1/26n1a04f15.jpg"></p>        
<p>Nesse tipo de sele&ccedil;&atilde;o, o n&uacute;cleo causativo &eacute; capaz de encaixar um argumento externo com o qual modificadores orientados para agente exibem ambiguidade de escopo, como nos dados das l&iacute;nguas Bantu a seguir:</p>      <p>Venda:</p>      <p>(17) Muuhambadzi o-reng-is-a Katonga modoro nga dzangalelo.</p>      <p>Salesman 3sg-PAST-buy-CAUSE-FV Katonga car with enthusiasm.</p>      <p><i>The salesman made Katonga <b>buy the car eagerly</b>.</i></p>      <p>Luganda:</p>      <p>(18) Omusomesa ya-wandi-s-a Katonga ne obu nyikivu.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Teacher 3sg-PAST-write-CAUSE-FV Katonga with the dedication.</p>      <p><i>The teacher made Katonga <b>write with dedication</b>.</i></p>      <p>Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; modifica&ccedil;&atilde;o adverbial, as causativas parametrizam tr&ecirc;s tipos de sele&ccedil;&atilde;o: </p>      <p>(i) Aquelas que n&atilde;o exibem ambiguidade de escopo com modificador verbal (raiz);</p>      <p>(ii) Aquelas que exibem ambiguidade de escopo com modificador verbal n&atilde;o orientado para agente (verbo);</p>      <p>(iii) Aquelas que n&atilde;o possuem restri&ccedil;&otilde;es quanto &agrave; modifica&ccedil;&atilde;o verbal (fase).</p>      <p>Na pr&oacute;xima se&ccedil;&atilde;o, arrolamos dados de constru&ccedil;&otilde;es inergativas causativizadas no PB, a fim de testar nossas hip&oacute;teses iniciais, quais sejam: (i) a proje&ccedil;&atilde;o vP deve ser estendida, derivando uma estrutura mais articulada – Voice<sup>o</sup>-Cause<sup>o</sup>-v<sup>o</sup>; (ii) o n&uacute;cleo Cause<sup>o</sup> seleciona um vP do tipo f&aacute;sico.</p>      <p><b>3. Inergativos no PB: evid&ecirc;ncias a favor de sele&ccedil;&atilde;o de vP-f&aacute;sico</b></p>      <p>Como exposto na introdu&ccedil;&atilde;o deste artigo, a causativiza&ccedil;&atilde;o de predicados inergativos n&atilde;o &eacute; um fen&ocirc;meno trivial. Entretanto, apesar de n&atilde;o t&atilde;o frequente, algumas l&iacute;nguas exibem constru&ccedil;&otilde;es desse tipo e, por isso, h&aacute; necessidade de investiga&ccedil;&atilde;o. Al&eacute;m disso, contextos com inergativos causativizados engatilham uma mudan&ccedil;a estrutural na l&iacute;ngua, que dever&aacute; adequar-se para possibilitar o devido posicionamento dos DPs com semelhan&ccedil;a quanto aos tra&ccedil;os de agentividade.</p>      <p>Nas subse&ccedil;&otilde;es seguintes, apresentamos evid&ecirc;ncias que comprovam a exist&ecirc;ncia do fen&ocirc;meno, bem como delineamos nossa proposta te&oacute;rica de an&aacute;lise dos dados do PB.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>3.1 Pressupostos te&oacute;ricos</b></p>      <p><b>- Duarte e Castro (2010)</b></p>      <p>Para Duarte e Castro (2010), em Teneteh&aacute;ra, o prefixo {mu-} &eacute; a realiza&ccedil;&atilde;o morfol&oacute;gica do verbo causativo no n&uacute;cleo da estrutura vP. Esse morfema pode juntar-se a verbos inacusativos, inergativos, descritivos e at&eacute; mesmo a nomes para formar verbos transitivos.</p>      <p>Interessa-nos, neste contexto, sobretudo, o fen&ocirc;meno da causativiza&ccedil;&atilde;o dos verbos inergativos. Esse tipo de causativiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; recorrente nas l&iacute;nguas: o ingl&ecirc;s, por exemplo, n&atilde;o permite o aumento de val&ecirc;ncia dos inergativos (cf. Hale &amp; Keyser, 1993); e o PB, &agrave; primeira vista, tamb&eacute;m n&atilde;o.</p>      <p>No Teneteh&aacute;ra, a transforma&ccedil;&atilde;o de predicados inergativos em transitivos por meio do morfema causativo {mu-} pode ser vista nos dados a seguir:</p>      <p>(19) a. a<img src="/img/revistas/dia/v26n1/26n1a04s3.jpg">e &nbsp&nbsp&nbsp&nbsp&nbsp&nbsp&nbsp w-awak</p>      
<p>&nbsp&nbsp&nbsp&nbsp&nbsp&nbsp&nbsp&nbsp&nbsp 3 &nbsp&nbsp&nbsp&nbsp&nbsp&nbsp&nbsp&nbsp&nbsp&nbsp&nbsp&nbsp 3-acenar</p>      <p>&nbsp&nbsp&nbsp&nbsp&nbsp&nbsp&nbsp&nbsp&nbsp Ele acena.</p>      <p>b. a<img src="/img/revistas/dia/v26n1/26n1a04s3.jpg">e &nbsp&nbsp&nbsp&nbsp&nbsp u-mu-awa-awak  &nbsp&nbsp&nbsp&nbsp&nbsp&nbsp&nbsp&nbsp&nbsp&nbsp&nbsp&nbsp&nbsp&nbsp&nbsp u-kw<img src="/img/revistas/dia/v26n1/26n1a04s4.jpg"></p>      
<p>&nbsp&nbsp&nbsp 3 &nbsp&nbsp&nbsp&nbsp&nbsp&nbsp&nbsp&nbsp 3-CAUS-acenar-acenar &nbsp&nbsp&nbsp&nbsp&nbsp CORR-dedo</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>[Lit.: “Ele fez o dedo (dele mesmo) acenar”]</p>      <p>[Harrison, (2007); <i>apud</i> Duarte &amp; Castro (2010)] </p>      <p>Segundo os autores, em 19b, o verbo inergativo (intransitivo) tem aumento de val&ecirc;ncia, tornando-se transitivo, com a  inser&ccedil;&atilde;o do D/NP <i>kw</i><img src="/img/revistas/dia/v26n1/26n1a04s4.jpg">dedo’.</p>      
<p>Essa transforma&ccedil;&atilde;o foi viabilizada por meio da inser&ccedil;&atilde;o do morfema {mu-}, cuja fun&ccedil;&atilde;o &eacute; de introduzir o evento da causa&ccedil;&atilde;o. A configura&ccedil;&atilde;o sint&aacute;tica com a realiza&ccedil;&atilde;o morfol&oacute;gica do verbo causativo, para os autores, &eacute; a que segue:</p>      <p>(20)</br><img src="/img/revistas/dia/v26n1/26n1a04f16.jpg"></p>        
<p>Nos termos de Pylkk&auml;nen (2002), a configura&ccedil;&atilde;o seria a seguinte:</p>      <p>(21)</br><img src="/img/revistas/dia/v26n1/26n1a04f17.jpg"></p>        
<p>- <b>Silva (2009)</b></p>      <p>O trabalho de Silva (2009) apresenta dados contendo verbos inergativos causativizados no PB. Essa previs&atilde;o contraria Hale e Keyser (1993), que defendem a impossibilidade de causativiza&ccedil;&atilde;o de inergativos.</p>      <p>Conforme Silva (2009), pelo menos no dialeto mineiro, s&atilde;o recorrentes constru&ccedil;&otilde;es com inergativos causativizados, como os que seguem:</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>(22) a. Eu <b>almocei</b> os meninos e depois levei eles pra escola.</p>      <p>b. O pai <b>casou</b> a filha com um negociante.</p>      <p>c. O pai <b>estudou</b> os dez filhos.</p>      <p>d. A professora <b>correu</b> o menino pra fora da sala.</p>      <p>e. A diretoria do Atl&eacute;tico <b>estreou</b> &Eacute;der.</p>      <p>f. Ela <b>viajou</b> o noivo pro Rio e caiu na gandaia.</p>      <p>As estruturas causativas acima surgem a partir da causativiza&ccedil;&atilde;o de verbos inergativos. Nelas, h&aacute; duas posi&ccedil;&otilde;es argumentais preenchidas por dois DPs carregando a mesma propriedade sem&acirc;ntica de [+DESENCADEADOR]:<sup><a href="#5" name="top5" >[5]</a></sup> o DP mais alto, que &eacute; introduzido pelo verbo leve; e o DP mais baixo, que &eacute; introduzido, na base, pelo verbo inergativo.</p>      <p>A estrutura argumental de um verbo inergativo causativizado, consoante a autora, ser&aacute; semelhante &agrave; de outros verbos transitivos, pois contar&aacute; com uma estrutura bipartida do sintagma verbal, como em 23:</p>      <p>(23)</br><img src="/img/revistas/dia/v26n1/26n1a04f18.jpg"></p>       
<p>A autora assume que a estrutura argumental dos verbos inergativos causativizados deve ser mais complexa do que normalmente as teorias sobre a estrutura argumental pressup&otilde;em. Assim sendo, vP formador do verbo inergativo, que inicialmente tem como n&uacute;cleo um v<sup>o</sup> causativo quando participa de estruturas causativas, deve assumir a estrutura de um predicado transitivo, com n&uacute;cleo V<sup>o</sup> de natureza n&atilde;o causativa projetando uma posi&ccedil;&atilde;o de Spec e selecionando um argumento interno, em geral um NP que se incorpora ao n&uacute;cleo V<sup>o</sup> durante a deriva&ccedil;&atilde;o sint&aacute;tica. </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>3.2 Cause<sup>o</sup>–Voice<sup>o</sup>–v<sup>o</sup>: da estrutura bipartida em inergativos do PB</b></p>      <p>Consoante a possibilidade de causativiza&ccedil;&atilde;o de inergativos no PB, proporemos, diferentemente de Hale e Keyser (1993) e Silva (2009), que a estrutura desses inergativos deve ser mais articulada. </p>      <p>Nossa an&aacute;lise prev&ecirc; o espraiamento do n&uacute;cleo v<sup>o</sup>, nos moldes de Pylkk&auml;nen (2002). Dessa forma, assumimos que, para inergativos causativizados, &eacute; necess&aacute;rio lan&ccedil;ar m&atilde;o dos n&uacute;cleos Voice<sup>o</sup> e Cause<sup>o</sup>. Como essas estruturas apresentam dois DPs agentes, duas posi&ccedil;&otilde;es ficam viabilizadas para aloc&aacute;-los – uma em Spec de Voice e outra dentro do vP selecionado por Cause<sup>o</sup> –, como veremos a seguir.</p>      <p><b>- Sele&ccedil;&atilde;o de Cause<sup>o</sup>: vP f&aacute;sico</b></p>      <p>Quanto ao tipo de complemento selecionado por Cause<sup>o</sup>, Pylkk&auml;nen (2002) argumenta que as l&iacute;nguas variam em tr&ecirc;s tipos:</p>      <p>(i) L&iacute;nguas em que Cause<sup>o</sup> seleciona raiz (causativas-zero do ingl&ecirc;s e causativas lexicais do japon&ecirc;s);</p>      <p>(ii) L&iacute;nguas em que Cause<sup>o</sup> seleciona verbo (causativo <i>eshya</i> do Bemba e causativo <i>–tta</i> do finland&ecirc;s);</p>      <p>(iii) L&iacute;nguas em que Cause<sup>o</sup> seleciona fase (causativas do Luganda e Venda).</p>      <p>Para identificar o tipo de sele&ccedil;&atilde;o de uma l&iacute;ngua, a autora prop&otilde;e testes. Dentre os quais, &eacute; o da modifica&ccedil;&atilde;o adverbial que evidencia a sele&ccedil;&atilde;o de vP f&aacute;sico em inergativos causativizados no PB. Esse teste sugere o seguinte:</p>      <p>Quando Cause<sup>o</sup> seleciona um vP-f&aacute;sico, todos os tipos de modifica&ccedil;&atilde;o adverbial abaixo deste n&uacute;cleo s&atilde;o poss&iacute;veis.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os dados do PB abaixo deixam entrever que modificadores adverbiais orientados para agente t&ecirc;m escopo tanto sobre o evento causado quanto sobre o evento da causa&ccedil;&atilde;o:</p>      <p>(24) a.</br><img src="/img/revistas/dia/v26n1/26n1a04f19.jpg"></p>      
<p>(Eu <b>fiz</b>, com m&aacute; vontade, os meninos almo&ccedil;arem. / Os meninos <b>almo&ccedil;aram</b> com m&aacute; vontade.</p>      <p>b.</br><img src="/img/revistas/dia/v26n1/26n1a04f20.jpg"></p>      
<p>(O pai <b>fez</b>, com entusiasmo, a filha se casar. / A filha se <b>casou</b> com entusiasmo.) </p>      <p>c.</br><img src="/img/revistas/dia/v26n1/26n1a04f21.jpg"></p>      
<p>(A m&atilde;e <b>fez</b>, com dedica&ccedil;&atilde;o, os dez filhos estudarem. / Os dez filhos <b>estudaram</b> com dedica&ccedil;&atilde;o.)</p>      <p>d.</br><img src="/img/revistas/dia/v26n1/26n1a04f22.jpg"></p>       
<p>(A professora <b>fez</b>, com raiva, os meninos correrem. / Os meninos <b>correram</b> com raiva.)</p>      <p>e.</br><img src="/img/revistas/dia/v26n1/26n1a04f23.jpg"></p>       
]]></body>
<body><![CDATA[<p>(Ela <b>fez</b>, com rapidez, o noivo viajar. / O noivo <b>viajou</b> com rapidez.)</p>      <p>Nos dados acima, o modificador adverbial tem dois lugares de liga&ccedil;&atilde;o poss&iacute;veis – abaixo ou acima de Cause<sup>o</sup> – e, por isso, resultando numa leitura amb&iacute;gua. Essa ambiguidade ocasionada pelos diferentes escopos dos adv&eacute;rbios &eacute; que corrobora que, em contextos com inergativos causativizados, h&aacute;, sim, a presen&ccedil;a de dois argumentos agentes.</p>      <p>Al&eacute;m das constru&ccedil;&otilde;es apresentadas no PB, outra que confirma a possibilidade de ocorr&ecirc;ncia de dois argumentos agentes numa mesma estrutura vem da l&iacute;ngua ind&iacute;gena Shanenawa (Pano):</p>      <p>(25) <img src="/img/revistas/dia/v26n1/26n1a04s1.jpg">wa-n &nbsp; fak<img src="/img/revistas/dia/v26n1/26n1a04s1.jpg">-n &nbsp;  <img src="/img/revistas/dia/v26n1/26n1a04s2.jpg">unu-&phi; &nbsp;  <img src="/img/revistas/dia/v26n1/26n1a04s2.jpg"><img src="/img/revistas/dia/v26n1/26n1a04s1.jpg">t<img src="/img/revistas/dia/v26n1/26n1a04s1.jpg">-ma-a-ki</p>      
<p>M&atilde;e-ERG menino-ERG cobra-ABS matar-CAUS-PAS-DECL</p>      <p>“A m&atilde;e <b>fez</b> o menino <b>matar</b> a cobra”. </p>      <p>(C&acirc;ndido, 2004: 120).</p>      <p>No dado em 25, tanto o DP <i><img src="/img/revistas/dia/v26n1/26n1a04s1.jpg">wa-n</i> ‘m&atilde;e’ quanto o DP  <i>fak<img src="/img/revistas/dia/v26n1/26n1a04s1.jpg">-n</i> ‘menino’ s&atilde;o agentes, haja vista serem marcados morfologicamente com o mesmo Caso inerente<sup><a href="#6" name="top6" >[6]</a></sup> – Ergativo. Em conson&acirc;ncia com Woolford (2004: 5), “Caso Ergativo &eacute; o Caso inerente associado a agentes”.<sup><a href="#7" name="top7" >[7]</a></sup></p>      
<p>Dadas as evid&ecirc;ncias, como j&aacute; dissemos alhures, uma estrutura mais articulada d&aacute; conta de alocar os dois DPs com tra&ccedil;os de agentividade:</p>      <p>(26)</br><img src="/img/revistas/dia/v26n1/26n1a04f24.jpg"></p>       
]]></body>
<body><![CDATA[<p>A nossa proposta de uma estrutura mais articulada das constru&ccedil;&otilde;es com inergativos causativizados oferece contribui&ccedil;&otilde;es para o estudo da estrutura argumental. Tais constru&ccedil;&otilde;es representam um problema para a Hip&oacute;tese de Uniformidade de Atribui&ccedil;&atilde;o Teta (UTAH).<sup><a href="#8" name="top8" >[8]</a></sup> Segundo a UTAH, cada argumento &eacute; projetado numa dada posi&ccedil;&atilde;o, na qual o papel tem&aacute;tico lhe &eacute; atribu&iacute;do. Considerando que h&aacute; um argumento adicional n&atilde;o previsto em constru&ccedil;&otilde;es com inergativos, uma posi&ccedil;&atilde;o extra dever&aacute; ser disponibilizada para alocar tal argumento que, nesta posi&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica, receber&aacute; papel tem&aacute;tico com tra&ccedil;os de agentividade e de afeta&ccedil;&atilde;o. Dessa maneira, uma estrutura mais articulada, como a que estamos propondo, oferece n&atilde;o s&oacute; as condi&ccedil;&otilde;es para o posicionamento de todos os DPs, mas tamb&eacute;m para a devida atribui&ccedil;&atilde;o de papel tem&aacute;tico a cada um, resolvendo o problema acima exposto.</p>      <p>Outra contribui&ccedil;&atilde;o refere-se ao que &eacute; tradicionalmente assumido por alguns linguistas quanto ao fen&ocirc;meno da val&ecirc;ncia verbal e as constru&ccedil;&otilde;es causativas [Perini (2008), Duarte e Castro (2010), Duarte e Camargos (2010), dentre outros]. Consoante os autores, a causativiza&ccedil;&atilde;o de predicados prev&ecirc; o aumento de val&ecirc;ncia dos verbos. Contrariamente a essa postura, assumimos que o argumento agente que &eacute; acrescido quando da causativiza&ccedil;&atilde;o dos predicados n&atilde;o &eacute; um argumento do verbo [cf. Kratzer (1996); Pylkk&auml;nen (2002)], mas um argumento do evento. Assim sendo, teremos:</p>      <p>(i) o n&uacute;cleo v<sup>o</sup> introduz o argumento agente (afetado) ao evento causado;</p>      <p>(ii) o n&uacute;cleo Cause<sup>o </sup>introduz o evento da causa&ccedil;&atilde;o;</p>      <p>(iii) o n&uacute;cleo Voice<sup>o</sup> introduz o argumento agente do evento da causa&ccedil;&atilde;o.</p>      <p>Nesse sentido, n&atilde;o h&aacute; como falar em aumento de val&ecirc;ncia quando predicados s&atilde;o causativizados.</p>      <p>Uma quest&atilde;o que ainda carece de investiga&ccedil;&atilde;o tem a ver com a valora&ccedil;&atilde;o do Caso: h&aacute; aparentemente, na estrutura, dois n&uacute;cleos potenciais capazes de valorar o tra&ccedil;o de Caso Acusativo do DP agente afetado – v<sup>o</sup> e Voice<sup>o</sup>. Seguindo Kratzer (1996), &eacute; o n&uacute;cleo Voice<sup>o</sup> o respons&aacute;vel por essa fun&ccedil;&atilde;o. Portanto, nossa hip&oacute;tese &eacute; a de que v<sup>o</sup> &eacute; defectivo para Caso. Mas essa &eacute; uma quest&atilde;o que permanece em aberto para investiga&ccedil;&atilde;o futura.</p>      <p><b>4. Conclus&otilde;es</b></p>      <p>Diante do fen&ocirc;meno atestado da causativiza&ccedil;&atilde;o de inergativos no PB, propomos, nesse contexto, uma estrutura mais articulada de vP (Voice<sup>o</sup>-Cause<sup>o</sup>-v<sup>o</sup>), capaz de alocar os dois DPs com tra&ccedil;os de agentividade selecionados pelos n&uacute;cleos v<sup>o</sup> e Voice<sup>o</sup>. Para tanto, ancoramo-nos em Pylkk&auml;nen (2002), que prop&otilde;e, para estruturas causativas, dois n&uacute;cleos funcionais – Cause<sup>o</sup> e Voice<sup>o</sup>. Ainda segundo a autora, quando modificadores adverbiais possuem escopo tanto sobre o evento causado quanto sobre o evento da causa&ccedil;&atilde;o, resultando numa leitura amb&iacute;gua, &eacute; evid&ecirc;ncia de que o n&uacute;cleo Cause<sup>o</sup> seleciona um vP-f&aacute;sico. Ao realizar esse teste com dados de inergativos causativizados do PB, comprovamos que h&aacute;, sim, dois lugares em que os modificadores adverbiais se conectam. Por isso, conclu&iacute;mos que, nessas constru&ccedil;&otilde;es, o PB parametriza a sele&ccedil;&atilde;o de uma fase. </p>      <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>      <!-- ref --><p>Baker, M. (1988). <i>Incorporation: </i>a theory of grammatical function changing. Chicago: University of Chicago Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000194&pid=S0807-8967201200010000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>_____ (1996). <i>Thematic Roles and Syntactic Structure. </i>McGill University, v.2, revised.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000196&pid=S0807-8967201200010000400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Bittencourt, V. O. (2001). Causativas Lexicais no Portugu&ecirc;s do Brasil: Perfil Morfossint&aacute;tico, Sem&acirc;ntico e Funcional-Discursivo. In: DECAT, Maria Beatriz Nascimento <i>et al</i>. <i>Aspectos da gram&aacute;tica do Portugu&ecirc;s: uma abordagem funcionalista. </i>Campinas: Mercado de Letras, 2001, p. 167-232.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000198&pid=S0807-8967201200010000400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <p>Can&ccedil;ado, M. (2005). <i>Propriedades Sem&acirc;nticas e Posi&ccedil;&otilde;es Argumentais.</i> DELTA, v. 21, n. 1, p.23-56.</p>      <!-- ref --><p>C&acirc;ndido, G.V. (2004). <i>Descri&ccedil;&atilde;o Morfossint&aacute;tica da L&iacute;ngua Shanenawa (Pano)</i>. Tese de Doutorado. Instituto de Estudos da Linguagem. Campinas/SP.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000201&pid=S0807-8967201200010000400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Chomsky, N.(1995). <i>The Minimalist Program.</i> Cambridge: MIT Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000203&pid=S0807-8967201200010000400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>_____. (1998). Minimalist inquiries: the framework. <i>MIT Occasional Papers in Linguistics, MIT.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000205&pid=S0807-8967201200010000400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></i> </p>      <!-- ref --><p>Duarte, F. B.; Castro R. C. (2010). “Incorpora&ccedil;&atilde;o nominal, inergatividade e estrutura causativa em Teneteh&aacute;ra”. <i>L&iacute;nguas e Culturas Tup&iacute;</i>, volume 2, Org. Ana Suelly Arruda C&acirc;mara Cabral, Aryon Dall’Igna Rodrigues e F&aacute;bio Bonfim Duarte, UNB, Bras&iacute;lia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000207&pid=S0807-8967201200010000400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Duarte, F.B.; Camargos, Q.F.(2011). <i>N&uacute;cleos causativos na l&iacute;ngua Teneteh&aacute;ra: natureza dos complementos selecionados por Cause, </i>in: Rodrigues, A. D.; Cabral, A. S. A. (Orgs.). <i>L&iacute;nguas e culturas Tup&iacute;.</i>Campinas: Curt Nimuendaj&uacute;. v.3. p.147-162.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000209&pid=S0807-8967201200010000400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Giv&oacute;n, T. (1976). “Some constraints on Bantu Causativisation”, in:Shibatani, M. Ed., <i>Syntax and Semantics 6: The grammar of causative constructions</i>. New York: Academic Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000211&pid=S0807-8967201200010000400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Hale, K.; Keyser, S. (1993). “On argument structure and the lexical expression of syntactic relations”, in: Hale, k.; Keyser, S.(eds.). <i>The view from building 20</i>. MIT Press, Cambridge, MA.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000213&pid=S0807-8967201200010000400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>_____. (2002). <i>Prolegomenon to a Theory of Argument Structure</i>. Cambridge: MIT Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000215&pid=S0807-8967201200010000400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Harley, H. (1995). <i>Subjects, events and licensing</i>. PhD. Dissertation, MIT.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000217&pid=S0807-8967201200010000400013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>_____ (2002). “Possession and the double object construction”, in: <i>Linguistic Variation Yearbook 2:</i> p. 31-70<i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000219&pid=S0807-8967201200010000400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></i></p>      <!-- ref --><p>_____(2006). “On the causative construction”, in: Miyagawa, S.; Saito, M. <i>The handbook of Japanese Linguistics. </i>Oxford: Oxford University Press<i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000221&pid=S0807-8967201200010000400015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></i></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Harrison, C. Arquivo pessoal, (2007), in: Duarte, F. B. e Castro R. C. “Incorpora&ccedil;&atilde;o nominal, inergatividade e estrutura causativa em Teneteh&aacute;ra”. <i>L&iacute;nguas e Culturas Tup&iacute;</i>, volume 2, Org. Ana Suelly Arruda C&acirc;mara Cabral, Aryon Dall’Igna Rodrigues e F&aacute;bio Bonfim Duarte, UNB, Bras&iacute;lia, 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000223&pid=S0807-8967201200010000400016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>Kratzer, A. (1996). “Severing the external argument from its verb”, in: Rooryck, J; Zaring. L., eds. <i>Phrase structure and the lexicon</i>, p. 109-137. Dordrecht: Kluwer.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000225&pid=S0807-8967201200010000400017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>Larson, R.K. (1988) “On the Double object construction”. <i>Linguistic Inquiry</i>, p. 335-391.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000227&pid=S0807-8967201200010000400018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Perini, M.A. (2008) <i>Estudos de Gram&aacute;tica Descritiva: As Val&ecirc;ncias Verbais.</i>S&atilde;o Paulo: Par&aacute;bola Editorial.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000229&pid=S0807-8967201200010000400019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Pylkk&auml;nen, L. (2002). <i>Introducing arguments.</i> Linguistic Inquiry Monographs. MIT Press, Cambridge, Massachusetts, London, England.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000231&pid=S0807-8967201200010000400020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Silva, Y. R. B.(2009) “As causativas sint&eacute;ticas no portugu&ecirc;s do Brasil: novas evid&ecirc;ncias a favor da estrutura bipartida do VP”. <i>Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado</i>, Universidade Federal de minas Gerais – UFMG, Belo Horizonte.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000233&pid=S0807-8967201200010000400021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>Woolford, E. (2006). <i>Lexical Case, Inherent Case, and Argument Structure</i>. MIT: Linguistic Inquiry. Cambridge: MIT Press, vol.37, n.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000235&pid=S0807-8967201200010000400022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->1.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Notas</b></p>      <p><sup><a href="#top1" name="1" >[1]</a></sup> Optamos por usar a nomenclatura “v-zinho” em detrimento de “v-pequeno”, uma vez que “v-zinho” &eacute; um termo j&aacute; relativamente consagrado nos estudos gerativos do portugu&ecirc;s brasileiro.</p>      <p><sup><a href="#top2" name="2" >[2]</a></sup> A adjun&ccedil;&atilde;o do n&uacute;cleo mais baixo ao verbo matriz &eacute; denominada por Hale e Keyser (1993, 2002) por <i>Conflation</i>. “<i>Conflation</i> pode ser um tipo de incorpora&ccedil;&atilde;o (...), segundo a qual a matriz fonol&oacute;gica de um complemento substitui a matriz vazia do n&uacute;cleo regente.” No original: <i>“Conflation may be a specific kind of incorporation (...), according to which the phonological matrix of a complement replaces the empty matrix of the governing head.” </i>(Hale &amp; Keyser, 2002: 11).</p>      <p><sup><a href="#top3" name="3" >[3]</a></sup> N&atilde;o &eacute; inten&ccedil;&atilde;o neste artigo atestar se o PB parametriza Cause ou Voice-bundling. No entanto, a nossa intui&ccedil;&atilde;o, para pesquisa futura, &eacute; de que, em PB, Voice<sup>o</sup> realiza-se separadamente de Cause<sup>o</sup>. Como evid&ecirc;ncia, citamos uma constru&ccedil;&atilde;o com um verbo inacusativo causativizado: <i>A menina <b>morreu</b> o passarinho.</i> (Bittencourt, 2001).</p>      <p><sup><a href="#top4" name="4" >[4]</a></sup> Algumas das l&iacute;nguas citadas em Pylkk&auml;nen pertencem &agrave; fam&iacute;lia bantu. A l&iacute;ngua <i>venda</i> &eacute; uma das onze l&iacute;nguas oficiais da &Aacute;frica do Sul. A l&iacute;ngua <i>bemba</i>, tamb&eacute;m conhecida como <i>chibemba</i>,<i> chiwemba </i>e<i> wemba</i>, &eacute; falada principalmente na Z&acirc;mbia. A l&iacute;ngua <i>luganda</i> &eacute; falada na regi&atilde;o de Buganda, em Uganda.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><sup><a href="#top5" name="5" >[5]</a></sup> Para Can&ccedil;ado, os pap&eacute;is tem&aacute;ticos s&atilde;o definidos em termos de feixes de propriedades sem&acirc;nticas: desencadeador, afetado, estativo e controle. “Quando uma proposi&ccedil;&atilde;o acarreta para um determinado argumento <i>ter papel no desencadeamento do processo</i>, este ser&aacute; um acarretamento que comp&otilde;e o seu papel tem&aacute;tico, e a esse argumento &eacute; associada a propriedade de desencadeador.” (Can&ccedil;ado, 2005: 10).</p>      <p><sup><a href="#top6" name="6" >[6]</a></sup>“<i>Inherent Case is more regular, associated with particular  <img src="/img/revistas/dia/v26n1/26n1a04s5.jpg">-positions: inherent dative Case with DP goals, and ergative Case with external arguments.</i>” (Woolford, 2006: 1).</p>      
<p><sup><a href="#top7" name="7" >[7]</a></sup>Tradu&ccedil;&atilde;o nossa. No original: “<i>(…) ergative Case is the inherent Case associated with agents.</i>” (Woolford, 2006: 5).</p>      <p><sup><a href="#top8" name="8" >[8]</a></sup>“<i>UTAH: Identical thematic relationships between items are represented by identical structural relationships between those items at the level of D-structure.” </i>(Baker, 1988: 46; citado por Baker, 1996). Tradu&ccedil;&atilde;o: “Uniformidade de Atribui&ccedil;&atilde;o de Pap&eacute;is Tem&aacute;ticos: rela&ccedil;&otilde;es tem&aacute;ticas id&ecirc;nticas entre itens s&atilde;o representadas por rela&ccedil;&otilde;es estruturais id&ecirc;nticas entre os itens no n&iacute;vel de estrutura profunda.”</p>       ]]></body><back>
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