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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Ordem de sintagmas preposicionais com valor temporal em textos jornalísticos]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Order of prepositional phrases with temporal value in journalistic texts]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade Federal do Rio de Janeiro Faculdade de Letras Departamento de Linguística e Filologia]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The article presents some results of the research on the positioning of prepositional phrases (PrepP) with temporal value in journalistic txts, based on the North American functionalist theory. We observed the relation between the topic continuity of the subject referent and the position of the prepositional phrases, as well as the discourse functions of these phrases.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p> <b>Ordem de sintagmas preposicionais com valor temporal em textos jornal&iacute;sticos</b> </p>     <p> <b>(Order of prepositional phrases with temporal value in journalistic texts)</b> </p>      <p> <b>Bruna das Gra&ccedil;as Soares*; Maria Maura Cezario**</b> </p>     <p> *Mestre pela UFRJ atrav&eacute;s do Programa de P&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em Lingu&iacute;stica. Colaboradora do Projeto da Profa. Maria Maura Cezario. Rio de Janeiro, Brasil.     <br> **Professora Doutora da Faculdade de Letras da UFRJ, Departamento de Lingu&iacute;stica e Filologia, Programa de P&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em Lingu&iacute;stica. Rio de Janeiro, Brasil. </p>      <p><a href="mailto:bru_na.87@hotmail.com">bru_na.87@hotmail.com</a>; <a href="mailto:mmcezario@gmail.com">mmcezario@gmail.com</a></p>      <p>&nbsp;</p>      <p> <b>RESUMO</b> </p>     <p> O artigo apresenta resultados da pesquisa sobre o posicionamento de sintagmas preposicionais (Spreps) com valor adverbial temporal em textos jornal&iacute;sticos<i>,</i> com base na teoria funcionalista norte-americana. Verificamos a rela&ccedil;&atilde;o entre a continuidade t&oacute;pica do referente-sujeito e a posi&ccedil;&atilde;o dos sintagmas preposicionais, assim como as fun&ccedil;&otilde;es discursivas desses sintagmas. </p>     <p><b>Palavras-chave</b>: ordena&ccedil;&atilde;o de palavras, adverbiais, funcionalismo.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p> The article presents some results of the research on the positioning of prepositional phrases (PrepP) with temporal value in journalistic txts, based on the North American functionalist theory. We observed the relation between the topic continuity of the subject referent and the position of the prepositional phrases, as well as the discourse functions of these phrases. </p>     <p><b>Keywords</b>: word order, adverbials, functionalism.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>      <p>Este artigo apresenta um estudo acerca da ordena&ccedil;&atilde;o de constru&ccedil;&otilde;es com valor adverbial temporal, mais precisamente sintagmas preposicionais (Spreps) com valor adverbial temporal, formados por <i>em</i> e suas contra&ccedil;&otilde;es, em textos jornal&iacute;sticos do portugu&ecirc;s escrito contempor&acirc;neo, sob a &oacute;tima funcionalista. S&atilde;o exemplos desses sintagmas: <i>naquele domingo</i>, <i>no dia</i>, <i>em 25 de agosto.</i></p>      <p>Tradicionalmente, n&atilde;o h&aacute; uma explica&ccedil;&atilde;o detalhada no que diz respeito &agrave; diversidade de posicionamento desses tipos de sintagmas, tampouco &agrave; sua fun&ccedil;&atilde;o no discurso. Por isso, utilizaremos os pressupostos te&oacute;ricos da lingu&iacute;stica funcionalista norte-americana, que explica que a escolha dos adverbiais<sup><a href="#1" name="top1" >[1]</a></sup> na ora&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; aleat&oacute;ria, uma vez que h&aacute; motiva&ccedil;&otilde;es estruturais, cognitivas e/ou discursivas que interferem nas diferentes coloca&ccedil;&otilde;es das constru&ccedil;&otilde;es na cl&aacute;usula. Para esta pesquisa, coletamos e analisamos qualitativa e quantitativamente as constru&ccedil;&otilde;es formadas pela preposi&ccedil;&atilde;o <i>em, </i>como<i> no, na, neste, nesta, nesse, nessa, naquele, naquela, noutr </i>e<i> noutra,</i> seguidas de um n&uacute;cleo substantivo que expresse tempo, como <i>dia</i>, <i>m&ecirc;s</i>, <i>ano</i>, <i>semana</i>, <i>hora</i>. O<i> corpus</i> analisado &eacute; constitu&iacute;do por textos jornal&iacute;sticos da revista <i>ISTO&Eacute;<sup><a href="#2" name="top2" >[2]</a></sup>,</i> publicados de janeiro de 2009 a dezembro do mesmo ano. Utilizamos 140 textos da se&ccedil;&atilde;o “Comportamento”, que trata de assuntos relacionados ao dia a dia do homem. Sabemos que os Spreps com valor adverbial podem ocupar diferentes posi&ccedil;&otilde;es na ora&ccedil;&atilde;o do portugu&ecirc;s (como nos exemplos 1-4, abaixo). Queremos descrever e explicar as raz&otilde;es para escritores usarem tais constru&ccedil;&otilde;es em diferentes posi&ccedil;&otilde;es. H&aacute; muitos trabalhos que demostram a import&acirc;ncia de fatores estruturais na coloca&ccedil;&atilde;o de adverbiais (cf. Cezario, Andrade e Freitas, 2005; e Duarte, 2007). Privilegiamos aqui o estudo de fatores de ordem discursiva e sem&acirc;ntica. N&atilde;o queremos dizer que fatores estruturais n&atilde;o s&atilde;o importantes, mas, sim, que estes n&atilde;o d&atilde;o conta, se analisados de forma isolada, da natureza homog&ecirc;nea de constru&ccedil;&otilde;es com valor adverbial. Assim, apresentaremos aqui somente resultados de uma pesquisa que realizamos sobre a rela&ccedil;&atilde;o entre a posi&ccedil;&atilde;o de sintagmas preposicionais temporais e o papel discursivo dos mesmos, assim como a rela&ccedil;&atilde;o entre a posi&ccedil;&atilde;o do sintagma e continuidade t&oacute;pica do referente-sujeito.</p>      <p>(1) “<b>Na &uacute;ltima semana</b>, uma esta&ccedil;&atilde;o de trens brit&acirc;nica da cidade de Warrington recebeu cartazes com pedidos aos passageiros para que n&atilde;o se beijem em determinadas &aacute;reas durante as despedidas mais emotivas.” (<i>ISTO&Eacute;</i>, Comportamento, 20/02/2009) </p>      <p>(2) “Em Ouro Preto fez o mesmo, acompanhado de alunos da Funda&ccedil;&atilde;o de Arte (Faop) da cidade, <b>nos &uacute;ltimos dois anos</b>.” (<i>ISTO&Eacute;</i>, Comportamento, 24/06/2009)</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>(3) “Mas admite que o &oacute;rg&atilde;o, <b>em 2008</b>, s&oacute; teve condi&ccedil;&otilde;es de inspecionar cerca de dez mil unidades das 94.221 embarca&ccedil;&otilde;es inscritas oficialmente.” (<i>ISTO&Eacute;</i>, Comportamento, 14/01/2009)</p>      <p>(4) “Longe das celas, pelo celular, relatou &agrave; ISTO&Eacute;, <b>na quarta-feira 7, </b>uma vida tranquila.” (<i>ISTO&Eacute;</i>, Comportamento, 14/01/2009)</p>      <p>Os principais objetivos acerca do estudo do emprego dos sintagmas s&atilde;o: (a) apresentar a frequ&ecirc;ncia de ocorr&ecirc;ncia de cada posi&ccedil;&atilde;o; (b) analisar a rela&ccedil;&atilde;o entre a continuidade t&oacute;pica do sujeito e a ordem destes adverbiais; (c) apresentar as fun&ccedil;&otilde;es discursivas (anaf&oacute;rica, contrastiva, introdutora de novo assunto, dentre outras) exercidas pelos Spreps, observando a rela&ccedil;&atilde;o destas fun&ccedil;&otilde;es com a ordena&ccedil;&atilde;o frasal.</p>      <p>As hip&oacute;teses que nortear&atilde;o a pesquisa s&atilde;o: (a) h&aacute; uma posi&ccedil;&atilde;o protot&iacute;pica para esse tipo de Sprep na ora&ccedil;&atilde;o; (b) os Spreps tendem a ocorrer em posi&ccedil;&atilde;o fora da margem esquerda, quando o sujeito &eacute; t&oacute;pico; em contrapartida, tendem a ocupar a margem esquerda quando o sujeito n&atilde;o &eacute; t&oacute;pico; (c) os Spreps com fun&ccedil;&atilde;o discursiva anaf&oacute;rica, contrastiva ou que introduzem um novo assuntoocorrem com maior frequ&ecirc;ncia nas posi&ccedil;&otilde;es &agrave; esquerda, enquanto os sintagmas como papel de apresentar somente o tempo do evento<i> – </i>isto &eacute;, aqueles com uma fun&ccedil;&atilde;o mais restrita &agrave; cl&aacute;usula –privilegiam as posi&ccedil;&otilde;es &agrave; direita (cf. Brasil (2005), Paiva (2008), Cezario; Machado &amp; Soares (2009)).</p>      <p><b>1. Os adverbiais em pesquisas funcionalistas</b></p>      <p>A abordagem funcionalista americana preocupa-se em investigar a l&iacute;ngua no seu uso interativo, por isso vai al&eacute;m de uma an&aacute;lise puramente estrutural e observa a l&iacute;ngua em contextos espec&iacute;ficos de uso, atrav&eacute;s das condi&ccedil;&otilde;es discursivas e da situa&ccedil;&atilde;o comunicativa, que envolvem o uso real da l&iacute;ngua, os participantes, seus prop&oacute;sitos de uso e suas inten&ccedil;&otilde;es. Dessa forma, a l&iacute;ngua &eacute; um instrumento para dar conta das necessidades comunicativas (cf. Chafe, 1976; Giv&oacute;n, 1983 e 1995). </p>      <p>Para a nossa an&aacute;lise foram de grande import&acirc;ncia os trabalhos de Martelotta (1994 e in&eacute;dito), Brasil (2005) e Paiva (2008), al&eacute;m de outros. Martelotta (1994), por exemplo, analisa os circunstanciais temporais em um<i> corpus</i> formado por textos orais, bem como realiza uma pesquisa diacr&ocirc;nica acerca dos operadores argumentativos em <i>corpora </i>contendo textos desde o s&eacute;culo XIII ao s&eacute;culo XX.</p>      <p>Em rela&ccedil;&atilde;o ao posicionamento dos circunstanciais temporais, o linguista prop&otilde;e seis posi&ccedil;&otilde;es para os mesmos, buscando uma rela&ccedil;&atilde;o entre a sem&acirc;ntica dos circunstanciadores e o e a sua posi&ccedil;&atilde;o na ora&ccedil;&atilde;o. Em Martelotta (in&eacute;dito), o autor apresenta uma profunda reflex&atilde;o sobre a natureza dos adv&eacute;rbios em geral. Afirma que a classe dos adv&eacute;rbios &eacute; a menos homog&ecirc;nea e a mais dif&iacute;cil de ser definida. Por isso, faz uma cr&iacute;tica &agrave; defini&ccedil;&atilde;o tradicional dessa categoria, demonstrando que, muitas vezes, a literatura oferece propostas te&oacute;ricas question&aacute;veis no que diz respeito a sua classifica&ccedil;&atilde;o e a sua divis&atilde;o em subtipos. Martelotta acredita ainda que os adv&eacute;rbios podem ser tratados como uma grande classe de palavras complexa, mas “pass&iacute;vel de ser caracterizada como um grupo de elos entrela&ccedil;ados em forma de corrente e, sobretudo, como uma realidade que os falantes reconhecem, j&aacute; que demonstram habilidade em seus usos e criatividade nas rela&ccedil;&otilde;es anal&oacute;gicas e extens&otilde;es a eles subjacentes.” (Martelotta, in&eacute;dito).</p>      <p>Brasil (2005) – em sua tese de Doutorado sobre a ordena&ccedil;&atilde;o de circunstanciais temporais e locativos no portugu&ecirc;s do Brasil (PB) e no portugu&ecirc;s europeu (PE) – objetiva identificar, sob a &oacute;tica da Sociolingu&iacute;stica Variacionista, os padr&otilde;es de varia&ccedil;&atilde;o dos circunstanciais, a sua ordem n&atilde;o-marcada em textos escritos do PB e do PE bem como a influ&ecirc;ncia dos fatores sint&aacute;ticos, sem&acirc;nticos e discursivos na ordena&ccedil;&atilde;o dos circunstanciais locativos e temporais. Uma das hip&oacute;teses &eacute; a de que os padr&otilde;es de varia&ccedil;&atilde;o na ordem dos circunstanciais s&atilde;o regulares tanto no PB quanto no PE. Para a autora, h&aacute; uma varia&ccedil;&atilde;o de posicionamento dos circunstanciais locativos e temporais, sendo que existe uma ordem preferencial para ambos, que &eacute; a n&atilde;o-marcada, ou seja, o circunstancial tende a ser mais frequente e ter estrutura menos complexa (menor) cognitivamente. </p>      <p>A autora analisa 330 textos escritos de jornais e revistas brasileiros e portugueses, que representam an&uacute;ncios, entrevistas, not&iacute;cias e mat&eacute;rias assinadas. Como no uso lingu&iacute;stico os circunstanciais podem ocupar diferentes posi&ccedil;&otilde;es na ora&ccedil;&atilde;o, a autora considera as posi&ccedil;&otilde;es margem esquerda; posi&ccedil;&atilde;o medial 1 (entre sujeito e verbo); posi&ccedil;&atilde;o medial 2 (entre verbo e objeto) e margem direita, observando a frequ&ecirc;ncia de ocorr&ecirc;ncia de cada uma dessas posi&ccedil;&otilde;es e sua rela&ccedil;&atilde;o com fatores sint&aacute;ticos e discursivos. Ao delimitar seu objeto de estudo, a autora incluiu na classe dos circunstanciais os adv&eacute;rbios e os sintagmas preposicionais, por&eacute;m, percebeu que essas categorias se comportavam diferentemente quando a ordem era n&atilde;o-marcada. Em ambas as variedades do portugu&ecirc;s, os adv&eacute;rbios locativos e temporais apresentaram maior possibilidade de anteposi&ccedil;&atilde;o do que os sintagmas preposicionais. Assim, decidiu separ&aacute;-los em sua an&aacute;lise. Paiva (2008) utiliza o conceito de marca&ccedil;&atilde;o (cf. Giv&oacute;n, 1995) bem como de fun&ccedil;&otilde;es discursivas desempenhadas pelos circunstanciais locativos e temporais para demonstrar que estes podem ocupar diferentes posi&ccedil;&otilde;es na ora&ccedil;&atilde;o. A autora apresenta reflex&otilde;es acerca da converg&ecirc;ncia entre diferentes crit&eacute;rios para se estabelecer qual a estrutura marcada e qual a n&atilde;o-marcada, a partir da an&aacute;lise de 32 entrevistas de fala semi-informal com homens e mulheres cariocas de diferentes faixas et&aacute;rias e graus de escolaridade. Segundo sua pesquisa, os circunstanciais predominam nas margens da ora&ccedil;&atilde;o, sendo que os locativos s&atilde;o usados preferencialmente na margem direita da cl&aacute;usula, enquanto os temporais, apesar da grande variabilidade de posi&ccedil;&atilde;o, predominam na margem esquerda. Observa que h&aacute; uma forte restri&ccedil;&atilde;o de uso de circunstanciais em posi&ccedil;&otilde;es mediais. </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Ao considerar que os circunstanciais locativos e temporais desempenham diferentes fun&ccedil;&otilde;es discursivas na ora&ccedil;&atilde;o, Paiva relaciona o circunstancial &agrave; macro-estrutura textual. A autora observa que os circunstanciais temporais com fun&ccedil;&atilde;o de mudan&ccedil;a de plano discursivo ou segmenta&ccedil;&atilde;o t&oacute;pica ocupam predominantemente a posi&ccedil;&atilde;o marginal &agrave; esquerda, enquanto aqueles com fun&ccedil;&atilde;o de (a) demarcar pontos distintos numa sequ&ecirc;ncia temporal, (b) acompanhar um elemento focalizador e (c) estabelecer uma oposi&ccedil;&atilde;o entre duas refer&ecirc;ncias tamb&eacute;m privilegiam a margem esquerda. J&aacute; os temporais com fun&ccedil;&atilde;o de apenas deliminar o tempo na sua pr&oacute;pria ora&ccedil;&atilde;o oscilam entre as diferentes posi&ccedil;&otilde;es, mas predominam na margem direita da ora&ccedil;&atilde;o. </p>      <p>Acerca da rela&ccedil;&atilde;o entre a fun&ccedil;&atilde;o discursiva e a ordena&ccedil;&atilde;o dos circunstanciais locativos, a autora conclui que, quando n&atilde;o h&aacute; press&otilde;es discursivas espec&iacute;ficas, os locativos ocorrem mais frequentemente na posi&ccedil;&atilde;o margem direita. Por&eacute;m, quando h&aacute; press&otilde;es discursivas espec&iacute;ficas, como a focaliza&ccedil;&atilde;o de um constituinte que expressa lugar ou o contraste locativo com alguma outra refer&ecirc;ncia j&aacute; mencionada, a prefer&ecirc;ncia de uso &eacute; pela ordem marcada, ou seja, menos frequente. </p>      <p><b>2. An&aacute;lise e interpreta&ccedil;&atilde;o de dados</b></p>      <p>Apresentamos a an&aacute;lise dos 349 dados extra&iacute;dos de 140 textos jornal&iacute;sticos da revista <i>ISTO&Eacute;</i>, se&ccedil;&atilde;o “Comportamento”, a fim de identificarmos a frequ&ecirc;ncia de ordena&ccedil;&atilde;o e a influ&ecirc;ncia de cada fator no posicionamento de Spreps com valor temporal no portugu&ecirc;s escrito contempor&acirc;neo. </p>      <p>Coletamos todas as ora&ccedil;&otilde;es com sintagmas preposicionais iniciados por <i>em</i> (e contra&ccedil;&otilde;es) com valor adverbial temporal. Codificamos os dados, segundo a posi&ccedil;&atilde;o do sintagma preposicional, a continuidade ou n&atilde;o do referente-sujeito e o papel discursivo dos adverbiais em estudo, conforme detalhamento a seguir.<sup><a href="#3" name="top3" >[3]</a></sup> </p>      <p><b>2.1. Ordem de adverbiais temporais em rela&ccedil;&atilde;o ao verbo</b></p>      <p>Controlamos a posi&ccedil;&atilde;o do adverbial em rela&ccedil;&atilde;o ao verbo da ora&ccedil;&atilde;o e estabelecemos as seguintes posi&ccedil;&otilde;es:</p>      <p>a) Margem Esquerda da ora&ccedil;&atilde;o (ME): o Sprep ocorre no in&iacute;cio da ora&ccedil;&atilde;o ou ap&oacute;s um conectivo:</p>      <p>(5) “[<b>Em janeiro</b>, a Prefeitura de Guanajuato, no M&eacute;xico, aprovou uma lei] que pode levar &agrave; pris&atilde;o quem se beijar em p&uacute;blico.” (<i>ISTO&Eacute;</i>, Comportamento, 25/02/2009)</p>      <p>(6) “O advogado de Neide, Ewerton Bellinatti, diz [que <b>na quarta-feira 25 </b>ela acertara uma cerim&ocirc;nia de crema&ccedil;&atilde;o em S&atilde;o Paulo.] “Mas n&atilde;o notei nenhuma altera&ccedil;&atilde;o no comportamento da minha cliente que sugerisse um suic&iacute;dio”, diz. (<i>ISTO&Eacute;,</i> Comportamento, 09/12/2009). </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>b) Margem Direita da ora&ccedil;&atilde;o (MD)<sup><a href="#4" name="top4" >[4]</a></sup>: o Sprep &eacute; o &uacute;ltimo constituinte da ora&ccedil;&atilde;o, vindo, portanto, no final desta:</p>      <p>(7) “Agora, para comemorar os 40 anos do festival, ser&atilde;o lan&ccedil;ados livros, discos, shows, DVDs, filme, relan&ccedil;ados &aacute;lbuns e at&eacute; uma cole&ccedil;&atilde;o de seis CDs, "Woodstock 40", com 38 grava&ccedil;&otilde;es in&eacute;ditas, [que chega &agrave;s lojas <b>no pr&oacute;ximo m&ecirc;s</b>].” (<i>ISTO&Eacute;, </i>Comportamento, 15/07/2009) </p>      <p>c) Posi&ccedil;&atilde;o Pr&eacute;-verbal n&atilde;o-inicial (XSprepV): o o Sprep encontra-se antes do verbo, mas n&atilde;o &eacute; o primeiro constituinte da ora&ccedil;&atilde;o:</p>      <p>(8) “[Na Alemanha <b>em 2006</b>, por exemplo, as fun fests reuniram 11 milh&otilde;es de pessoas]. Esse tamb&eacute;m ser&aacute; o torneio da integra&ccedil;&atilde;o latina.” (<i>ISTO&Eacute;</i>, Comportamento, 10/06/2009)</p>      <p>Cabe ressaltar que consideramos, nesta posi&ccedil;&atilde;o pr&eacute;-verbal n&atilde;o-inicial (XSprepV), diferentes tipos de dados, pois o X poderia ser um sujeito, um adjunto adverbial, etc. Englobamos estas estruturas numa s&oacute; categoria, pois o n&uacute;mero de dados com essa configura&ccedil;&atilde;o estrutural foi pequeno e o nosso interesse principal era estudar as posi&ccedil;&otilde;es marginais, que eram aquelas mais frequentes nesta pesquisa e em outras, como Brasil (2005), Paiva (2008), Cezario; Machado e Soares (2009). </p>      <p>d) Posi&ccedil;&atilde;o P&oacute;s-verbal n&atilde;o-final (VSprepV): o o Sprep se encontra ap&oacute;s o verbo, mas n&atilde;o &eacute; o &uacute;ltimo constituinte da ora&ccedil;&atilde;o:</p>      <p>(9) “[At&eacute; mesmo a conservadora Igreja da Inglaterra, a mais tradicional entre os anglicanos, realizou <b>em fevereiro </b>a &uacute;ltima vota&ccedil;&atilde;o] para regulamentar a ordena&ccedil;&atilde;o de mulheres, que entrar&aacute; em vigor em 2010.” (<i>ISTO&Eacute;</i>, Comportamento, 15/04/2009)</p>      <p>Esta posi&ccedil;&atilde;o abarca diferentes possibilidades, todas tendo a estrutura VSprepX, sendo X um complemento ou um outro sintagma com valor adverbial. A raz&atilde;o por termos juntado estruturas t&atilde;o diferentes numa mesma categoria deve-se ao pequeno n&uacute;mero de dados, se compararmos com as posi&ccedil;&otilde;es marginais esquerda e direita. Vale salientar que pesquisas futuras podem separar os casos em que o adverbial est&aacute; entre o verbo e o complemento, j&aacute; que &eacute; uma estrutura mais rara nas l&iacute;nguas, e, assim, entender melhor o porqu&ecirc; de os jornalistas utilizarem tal ordena&ccedil;&atilde;o.</p>      <p>A <a href="#t1">tabela</a> abaixo mostra a frequ&ecirc;ncia de posi&ccedil;&atilde;o dos adverbiais coletados para este estudo:</p>      <p>&nbsp;</p>  <a name="t1">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Tabela 1. Posi&ccedil;&atilde;o do Sprep em rela&ccedil;&atilde;o ao verbo</b></p>  <table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0" >  <tbody> <tr> <td valign="top" >    <p><b>Posi&ccedil;&atilde;o do Sprep</b></p></td> <td valign="top" >    <p><b>No.</b></p></td> <td valign="top" >    <p><b>%</b></p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" >    <p>Margem esquerda</p></td> <td valign="top" >    <p>141</p></td> <td valign="top" >    <p>40,6</p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" >    <p>Margem direita</p></td> <td valign="top" >    <p>137</p></td> <td valign="top" >    <p>39,1</p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Pr&eacute;-verbal n&atilde;o inicial</p></td> <td valign="top" >    <p>15</p></td> <td valign="top" >    <p>4,3</p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" >    <p>P&oacute;s-verbal n&atilde;o-final</p></td> <td valign="top" >    <p>56</p></td> <td valign="top" >    <p>16</p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" >    <p>Total</p></td> <td valign="top" >    <p>349</p></td> <td valign="top" >    <p>100</p></td> </tr>  </tbody> </table>      <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Esta primeira <a href="#t1">tabela</a> mostra-nos que grande parte das constru&ccedil;&otilde;es adverbiais temporais encontradas no <i>corpus</i> apresenta-se &agrave;s margens das ora&ccedil;&otilde;es (79,7%), ou seja, do total de 349 dados, 141 adverbiais est&atilde;o na margem esquerda (40,6%) e 137 dados na margem direita (39,1%). Contudo, obtivemos 56 dados na posi&ccedil;&atilde;o p&oacute;s-verbal n&atilde;o-final (16%) e apenas 15 dados na posi&ccedil;&atilde;o pr&eacute;-verbal n&atilde;o-inicial (4,3%). Observamos no <i>corpus</i> analisado que o fato de a maioria dos adverbiais ocuparem a posi&ccedil;&atilde;o margem esquerda deve-se a uma &ecirc;nfase no tempo do evento ou, como veremos, a uma liga&ccedil;&atilde;o de partes do texto. Segue o exemplo abaixo:</p>      <p>(10) “Uma t&eacute;cnica chamada crioterapia ou crioabla&ccedil;&atilde;o est&aacute; sendo considerada uma boa op&ccedil;&atilde;o contra tumores nos rins e em casos de c&acirc;ncer de pr&oacute;stata nos quais a doen&ccedil;a insiste em voltar mesmo depois de ter sido tratada. <b>Na semana passada</b>, dois novos estudos confirmaram a efic&aacute;cia do m&eacute;todo, que se difundiu lentamente nas &uacute;ltimas duas d&eacute;cadas. Um deles, realizado no Instituto Johns Hopkins, em Baltimore, um dos mais respeitados centros de tratamento dos Estados Unidos, revelou que as indica&ccedil;&otilde;es do congelamento podem ser ampliadas.” (<i>ISTO&Eacute;</i>, Comportamento, 18/03/2009) </p>      <p>O exemplo demonstra que o sintagma “Na semana passada” indica ao leitor um ponto no tempo em que estudos confirmaram a efic&aacute;cia de um m&eacute;todo de tratamento para tumores. Pode-se observar ainda que esta locu&ccedil;&atilde;o introduz um assunto bastante recente que &eacute; relevante para a medicina. No primeiro par&aacute;grafo, a t&eacute;cnica chamada crioterapia era considerada uma boa op&ccedil;&atilde;o para a cura dos tumores. Por&eacute;m, no segundo par&aacute;grafo, o sintagma destacado introduz uma descoberta recente, atualizando o leitor acerca de quando os estudos confirmaram a efic&aacute;cia da mesma t&eacute;cnica. Deste modo, tal sintagma, al&eacute;m de localizar o leitor num momento do tempo, introduz uma informa&ccedil;&atilde;o nova. </p>      <p>Por outro lado, quando o Sprep ocupa a posi&ccedil;&atilde;o margem direita, verifica-se que o tempo do evento n&atilde;o &eacute; enfatizado. O sintagma que expressa o tempo n&atilde;o faz liga&ccedil;&atilde;o com uma por&ccedil;&atilde;o anterior do discurso, como no exemplo 11:</p>      <p>(11) “O padrasto de 23 anos que engravidou uma menina de 9 anos em Alagoinhas (PE) tentou se matar usando fios de n&aacute;ilon para cortar os pulsos. (…) Em Tenente Portela (RS), uma hist&oacute;ria semelhante teve desfecho diferente. Uma garota de 11 anos estuprada pelo padrasto de 51 deu &agrave; luz um beb&ecirc; com 2,8 kg e 45 cm, de cesariana, <b>na quarta-feira 11.</b>” (<i>ISTO&Eacute;</i>, Comportamento, 18/03/2009)</p>      <p>Vale destacar que se tornou poss&iacute;vel confirmar a hip&oacute;tese de que os Spreps com valor adverbial temporal privilegiariam as posi&ccedil;&otilde;es marginais da ora&ccedil;&atilde;o. Isto ocorre devido &agrave; forte integra&ccedil;&atilde;o entre o verbo e seus argumentos, que n&atilde;o permitiria que estes ficassem distantes uns dos outros na ora&ccedil;&atilde;o. Assim, h&aacute; uma tend&ecirc;ncia de o Sprep ocupar posi&ccedil;&otilde;es mais afastadas do verbo e seus argumentos. No entanto, a partir da <a href="#t1">tabela 1</a>, n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel afirmar que os Spreps em estudo apresentam prefer&ecirc;ncia por uma determinada posi&ccedil;&atilde;o marginal em detrimento de outra, uma vez que n&atilde;o h&aacute; uma diferen&ccedil;a significativa entre as duas margens. Cabe ressaltar que a pouca diferen&ccedil;a encontrada entre as posi&ccedil;&otilde;es marginais pode ser explicada pelo fator papel discursivo, que ser&aacute; analisado e explanado na se&ccedil;&atilde;o 2.3.</p>      <p><b>2.2. Continuidade t&oacute;pica do sujeito</b></p>      <p>Observamos a rela&ccedil;&atilde;o entre continuidade t&oacute;pica do sujeito e posi&ccedil;&atilde;o dos Spreps para identificar se este fator poderia motivar a ordem de adverbiais temporais na ora&ccedil;&atilde;o. Segundo Lambrecht (1994), o conceito de t&oacute;pico est&aacute; relacionado &agrave; defini&ccedil;&atilde;o de sujeito, visto que o t&oacute;pico de uma senten&ccedil;a &eacute; algo que diz respeito &agrave; proposi&ccedil;&atilde;o expressa pela senten&ccedil;a. O autor ressalta que, embora a no&ccedil;&atilde;o de t&oacute;pico seja derivada da vis&atilde;o tradicional de sujeito, ambas n&atilde;o podem ser confundidas, pois t&oacute;picos n&atilde;o s&atilde;o necessariamente sujeitos gramaticais e estes n&atilde;o s&atilde;o necessariamente t&oacute;picos. Ao questionar o fato de uma proposi&ccedil;&atilde;o ser sobre (<i>aboutness</i>) um t&oacute;pico, Lambrecht cita Strawson (1964), que acredita que as senten&ccedil;as s&atilde;o “<i>a matter of standing current interest or concern</i><sup><a href="#5" name="top5" >[5]</a></sup>” (Princ&iacute;pio da Relev&acirc;ncia). No entanto, uma declara&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; uma atividade humana que se d&aacute; ao acaso com informa&ccedil;&otilde;es desconexas e isoladas; uma senten&ccedil;a com t&oacute;pico s&oacute; pode ser informativa se transmitir uma informa&ccedil;&atilde;o relevante com rela&ccedil;&atilde;o a este t&oacute;pico.</p>      <p>Lambrecht destaca que a defini&ccedil;&atilde;o de t&oacute;pico nos termos da pragm&aacute;tica explica a impossibilidade de se determinar o t&oacute;pico de uma senten&ccedil;a na base da estrutura sint&aacute;tica por si s&oacute;. Por isso, para determinar se uma entidade &eacute; um t&oacute;pico de senten&ccedil;a ou n&atilde;o, faz-se necess&aacute;rio levar em considera&ccedil;&atilde;o o contexto discursivo em que a senten&ccedil;a est&aacute; inserida, as inten&ccedil;&otilde;es comunicativas do falante ao criar a senten&ccedil;a e o estado mental do ouvinte com rela&ccedil;&atilde;o ao referente em quest&atilde;o. Assim, consideramos, nesta an&aacute;lise, que o sujeito estava em uma continuidade t&oacute;pica se o referente-sujeito tivesse sido mencionado em at&eacute; duas ora&ccedil;&otilde;es anteriores, mesmo com outra fun&ccedil;&atilde;o sint&aacute;tica, como nos exemplos a seguir:</p>      <p>a) Continuidade t&oacute;pica do referente-sujeito </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>(12) “Outro bo&ecirc;mio, Ronaldinho Ga&uacute;cho passou de alvo de admira&ccedil;&atilde;o dos torcedores do Barcelona a personagem das colunas de esc&acirc;ndalos, a ponto de ser execrado no clube catal&atilde;o (joga hoje no Milan). O mais novo integrante da trupe &eacute; Robinho. <b>Na quarta-feira 28</b>, o atacante do Manchester City, para onde se transferiu h&aacute; quatro meses por US$ 59 milh&otilde;es (R$ 135 milh&otilde;es), e da Sele&ccedil;&atilde;o Brasileira apareceu nos jornais ingleses acusado de violentar uma jovem de 18 anos numa boate.” (<i>ISTO&Eacute;</i>, Comportamento, 04/02/2009)</p>      <p>(13) “M&aacute;rcia Prado participava da Bicicletada, movimento ativista que busca dar visibilidade aos ciclistas no tr&acirc;nsito. <b>No ano passado</b>, ela assinou o “Manisfesto dos Invis&iacute;veis”, em que os ciclistas pedem mais respeito.” (<i>ISTO&Eacute;</i>, Comportamento, 21/01/2009)</p>      <p>No exemplo 12, o referente-sujeito “o atacante do Manchester City” foi mencionado na ora&ccedil;&atilde;o anterior, atrav&eacute;s do predicativo “Robinho”. J&aacute; em 13, o sujeito “ela” est&aacute; numa continuidade t&oacute;pica, pois se refere ao sujeito “M&aacute;rcia Prado”, que se encontra na primeira ora&ccedil;&atilde;o do per&iacute;odo anterior: “M&aacute;rcia Prado participava da Bicicletada, movimento ativista que busca dar visibilidade aos ciclistas no tr&acirc;nsito.”. </p>      <p>b) Sem continuidade t&oacute;pica do referente-sujeito</p>      <p>(14) “Em 2008, a Estrela vendeu dois milh&otilde;es de jogos de tabuleiro, um aumento de 6% em rela&ccedil;&atilde;o ao ano anterior.<b> No mesmo per&iacute;odo</b>, a Grow registrou um crescimento de 35% nas vendas do War.” (<i>ISTO&Eacute;</i>, Comportamento, 02/03/2009) </p>      <p>(15) “Depois do acidente, Massa passou por uma cirurgia de pouco mais de uma hora para a retirada de fragmentos &oacute;sseos que comprimiam seu c&eacute;rebro. (…) Logo, ele j&aacute; apresentava uma melhora progressiva. (...) Conversou em ingl&ecirc;s e italiano com os amigos que o visitaram. Na ter&ccedil;a-feira 28, os m&eacute;dicos descartaram qualquer trauma na vis&atilde;o do olho esquerdo, tamb&eacute;m atingido no choque.” (<i>ISTO&Eacute;</i>, Comportamento, 05/08/2009)</p>      <p>Em 14, observa-se que o referente-sujeito “a Grow” n&atilde;o est&aacute; numa continuidade t&oacute;pica, pois constitui uma informa&ccedil;&atilde;o nova na ora&ccedil;&atilde;o – isto &eacute;, n&atilde;o foi citado anteriormente. O mesmo pode ser verificado no exemplo 15, em que o sujeito “os m&eacute;dicos” aparece pela primeira vez no discurso. A fim de analisarmos se h&aacute; rela&ccedil;&atilde;o entre a continuidade t&oacute;pica do sujeito e a posi&ccedil;&atilde;o dos adverbiais na ora&ccedil;&atilde;o, cruzamos estes fatores na <a href="#t2">tabela</a> a seguir:</p>      <p>&nbsp;</p>  <a name="t2">     <p><b>Tabela 2. Continuidade t&oacute;pica do sujeito X Posi&ccedil;&atilde;o do Sprep</b></p>  <table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0" >  <tbody> <tr> <td rowspan="2" valign="top" >    <p>Continuidade t&oacute;pica do sujeito/Ordena&ccedil;&atilde;o</p></td> <td colspan="2" valign="top" >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>ME</p></td> <td colspan="2" valign="top" >    <p>MD</p></td> <td colspan="2" valign="top" >    <p>Pr&eacute;-verbal n&atilde;o-inicial</p></td> <td colspan="2" valign="top" >    <p>P&oacute;s-verbal n&atilde;o final</p></td> <td colspan="2" valign="top" >    <p>Total</p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" >    <p>No.</p></td> <td valign="top" >    <p>%</p></td> <td valign="top" >    <p>No.</p></td> <td valign="top" >    <p>%</p></td> <td valign="top" >    <p>No.</p></td> <td valign="top" >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>%</p></td> <td valign="top" >    <p>No.</p></td> <td valign="top" >    <p>%</p></td> <td valign="top" >    <p>No.</p></td> <td valign="top" >    <p>%</p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" >    <p>Com continuidade t&oacute;pica</p></td> <td valign="top" >    <p>57</p></td> <td valign="top" >    <p>35</p></td> <td valign="top" >    <p>71</p></td> <td valign="top" >    <p>44</p></td> <td valign="top" >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>9</p></td> <td valign="top" >    <p>6</p></td> <td valign="top" >    <p>24</p></td> <td valign="top" >    <p>15</p></td> <td valign="top" >    <p>161</p></td> <td valign="top" >    <p>100</p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" >    <p>Sem continuidade t&oacute;pica</p></td> <td valign="top" >    <p>85</p></td> <td valign="top" >    <p>45</p></td> <td valign="top" >    <p>66</p></td> <td valign="top" >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>35</p></td> <td valign="top" >    <p>6</p></td> <td valign="top" >    <p>3</p></td> <td valign="top" >    <p>32</p></td> <td valign="top" >    <p>17</p></td> <td valign="top" >    <p>188</p></td> <td valign="top" >    <p>100</p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" >    <p>Total</p></td> <td valign="top" >    <p>141</p></td> <td valign="top" >    <p>41</p></td> <td valign="top" >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>137</p></td> <td valign="top" >    <p>39</p></td> <td valign="top" >    <p>15</p></td> <td valign="top" >    <p>4</p></td> <td valign="top" >    <p>56</p></td> <td valign="top" >    <p>16</p></td> <td valign="top" >    <p>349</p></td> <td valign="top" >    <p>100</p></td> </tr>  </tbody> </table>      <p>&nbsp;</p>      <p>A hip&oacute;tese &eacute; a de que os sintagmas com valor adverbial temporal ocupem posi&ccedil;&atilde;o diferente da margem esquerda quando o sujeito estiver numa continuidade t&oacute;pica para n&atilde;o haver quebra da coes&atilde;o referencial.<sup><a href="#6" name="top6" >[6]</a></sup> Assim, a <a href="#t2">tabela</a> mostra que, de um total de 161 dados de sujeito na cadeia t&oacute;pica, encontramos 44% dos dados na posi&ccedil;&atilde;o margem direita e 15% dos dados na posi&ccedil;&atilde;o p&oacute;s-verbal n&atilde;o-final. Portanto, os resultados revelam uma tend&ecirc;ncia &agrave;s posi&ccedil;&otilde;es p&oacute;s-verbais, conforme o esperado. Abaixo seguem exemplos de adverbiais nas posi&ccedil;&otilde;es p&oacute;s-verbal n&atilde;o-final e margem direita, quando o sujeito estava na cadeia t&oacute;pica, respectivamente:</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>(16): “Eliana jogou com a emo&ccedil;&atilde;o para se aproximar do antigo patr&atilde;o. Ela iniciou carreira <b>em 1991 </b>no SBT, onde ficou durante sete anos at&eacute; se transferir para a emissora do bispo Edir Macedo.” (<i>ISTO&Eacute;</i>, Comportamento, 01/07/2009)</p>      <p>(17): “Ela disse ao Minist&eacute;rio P&uacute;blico e ao Cremesp que <b>&Oslash;</b> trabalhou um ano e meio na cl&iacute;nica e <b>&Oslash;</b> pediu demiss&atilde;o, <b>em janeiro de 2008</b>, depois de ter sido beijada &agrave; for&ccedil;a.” (<i>ISTO&Eacute;</i>, Comportamento, 26/08/2009)</p>      <p>Vale ressaltar que, nos exemplos 16 e 17, os sintagmas “em 1991” e “em janeiro de 2008” encontram-se, respectivamente, na posi&ccedil;&atilde;o p&oacute;s-verbal n&atilde;o-final e na margem direita quando os referentes-sujeitos est&atilde;o em uma continuidade t&oacute;pica. Podemos dizer, com base em Chafe (1976), que isso &eacute; feito para n&atilde;o quebrar a aten&ccedil;&atilde;o do leitor. Nestes casos, os referentes-sujeitos s&atilde;o t&oacute;picos da ora&ccedil;&atilde;o a qual pertencem. Em contrapartida, verificamos um n&uacute;mero alto de sintagmas na posi&ccedil;&atilde;o margem esquerda (35% dos dados), quando havia continuidade referencial, contrariando nossa expectativa. Por isso, fez-se necess&aacute;rio analisarmos qualitativamente estes dados para entendermos a prefer&ecirc;ncia dos sintagmas pela margem esquerda mesmo quando o sujeito estava numa continuidade referencial.</p>      <p>(18) “Dois deles, o Guitar Hero e o Rock Band, j&aacute; venderam mais de 30 milh&otilde;es de c&oacute;pias pelo mundo <b>nos &uacute;ltimos quatro anos</b>. E <b>em setembro de 2009 </b>chega o Rock Band com hits dos Beatles, outra aguardada promessa.” (<i>ISTO&Eacute;,</i> Comportamento, 01/04/2009)</p>      <p>(19) “Fonoaudi&oacute;loga, ela se apaixonou pelo assunto ao ser levada por uma amiga a um curso b&aacute;sico. “Quando comecei os c&aacute;lculos, passei a entender aspectos importantes da minha vida”, afirma. <b>Em 1999</b>, ela lan&ccedil;ou o livro Vivendo melhor atrav&eacute;s da numerologia.” (<i>ISTO&Eacute;,</i> Comportamento, 29/04/2009)</p>      <p>No exemplo 18, o sintagma “em setembro de 2009” foi colocado no in&iacute;cio porque o escritor quis fazer um contraste pr&oacute;ximo na escrita entre o tempo passado (&uacute;ltimos quatro anos) e o tempo futuro (setembro de 2009). Al&eacute;m disso, o sujeito foi reapresentado como novo, posterior ao verbo, pois n&atilde;o &eacute; exatamente o mesmo sujeito sint&aacute;tico da ora&ccedil;&atilde;o anterior. J&aacute; em 19, o sintagma “em 1999” n&atilde;o quebra a coes&atilde;o que h&aacute; pela continuidade t&oacute;pica (“ela” constitui sujeito de “afirma” e de “lan&ccedil;ou”), pois, apesar de estar na margem esquerda, &eacute; um sintagma pequeno. Quando o sujeito n&atilde;o era t&oacute;pico, observamos que, de um total de 188 dados, o Sprep tendeu a ocupar a posi&ccedil;&atilde;o marginal &agrave; esquerda com 85 dados (45%), conforme a hip&oacute;tese, pois, assim, n&atilde;o h&aacute; quebra da coes&atilde;o. Segundo Lambrecht (1994), o t&oacute;pico &eacute; o elemento que constitui informa&ccedil;&atilde;o relevante na proposi&ccedil;&atilde;o. Desta forma, podemos dizer que, quando n&atilde;o h&aacute; sujeito numa cadeia t&oacute;pica, o Sprep temporal &eacute; o elemento de maior import&acirc;ncia, podendo ser o t&oacute;pico da ora&ccedil;&atilde;o.</p>      <p><b>2.3. Fun&ccedil;&atilde;o discursiva dos sintagmas adverbiais</b></p>      <p>De acordo com Brasil (2005) e Paiva (2008), &eacute; preciso se levar em conta a fun&ccedil;&atilde;o discursiva dos sintagmas com valor adverbial para compreendermos as suas diferentes posi&ccedil;&otilde;es na frase. Sendo assim, analisamos o papel discursivo dos Spreps na macro-estrutura, isto &eacute;, observamos n&atilde;o apenas a ora&ccedil;&atilde;o em que o sintagma estava inserido, mas tamb&eacute;m a macroestrurura textual. Por isto, tomando como base a classifica&ccedil;&atilde;o dePaiva (2008), analisamos os sintagmas encontrados nos textos jornal&iacute;sticos a partir das seguintes fun&ccedil;&otilde;es: </p>      <p><b>a) Especifica&ccedil;&atilde;o de coordenadas temporais</b>: o circunstancial situa o tempo do evento, indicando o momento em que ocorre o fato descrito e tendo um papel somente dentro da ora&ccedil;&atilde;o em que se encontra, sem que haja refer&ecirc;ncia a elementos anteriores.</p>      <p>(20) “A expectativa &eacute; de que Briatore e Symonds recebam penas severas. O italiano Briatore teve participa&ccedil;&atilde;o em v&aacute;rios esc&acirc;ndalos da F-1. Um dos maiores aconteceu <b>em 1994</b>, quando estava na Benetton.” (<i>ISTO&Eacute;</i>, Comportamento, 16/09/2009)</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No exemplo acima, o sintagma “em 1994” situa o leitor no tempo em que o empres&aacute;rio Flavio Briatore participou de um dos maiores esc&acirc;ndalos da F-1. Assim, o sintagma “em 1994” tem papel de circunstanciador temporal no discurso, pois essa fun&ccedil;&atilde;o situa o tempo do evento apenas na ora&ccedil;&atilde;o em que se encontra, tendo escopo mais restrito que as demais fun&ccedil;&otilde;es.</p>      <p><b>b) Retomada anaf&oacute;rica</b>: o circunstancialretoma uma refer&ecirc;ncia j&aacute; introduzida no discurso anterior.</p>      <p>(21) “Em 1992, seis esquiadores inauguraram a participa&ccedil;&atilde;o brasileira nas Olimp&iacute;adas de Inverno, em Albertville, na Fran&ccedil;a. Dez anos depois, 11 atletas se classificaram para os jogos de Salt Lake City, nos Estados Unidos. "Foi um recorde inusitado", lembra Maleson, que <b>naquele ano</b> liderava o primeiro time nacional de bobsled - corrida de tren&oacute; em uma ladeira sinuosa. ” (<i>ISTO&Eacute;</i>, Comportamento, 18/02/2009) </p>      <p>O sintagma em destaque “naquele ano” retoma anaforicamente a locu&ccedil;&atilde;o “dez anos depois”, que, por sua vez, se localiza no tempo a partir do adverbial anterior “em 1992”. Dessa forma, “naquele ano” indica o momento em que Maleson liderou o primeiro time nacional de bobsled, no ano de 2002.</p>      <p><b>c) Introdu&ccedil;&atilde;o de assunto</b>: o Sprep encontra-se numa ora&ccedil;&atilde;o que introduz um novo evento ou epis&oacute;dio dentro de um assunto mais geral.</p>      <p>(22) “H&aacute; pouco mais de um m&ecirc;s, o ator F&aacute;bio Assun&ccedil;&atilde;o, 37 anos, come&ccedil;ou a retomar sua vida. Desde o final de abril, quando retornou para o seu apartamento no bairro dos Jardins, em S&atilde;o Paulo, ele cuida do corpo, da mente e se prepara para voltar ao trabalho. (…) Esta &eacute; a primeira etapa - e a mais importante - do longo processo na luta contra o v&iacute;cio: a reinser&ccedil;&atilde;o social. 'Ele n&atilde;o &eacute; um m&aacute;rtir da recupera&ccedil;&atilde;o das drogas. Sabe que a depend&ecirc;ncia n&atilde;o tem cura, &eacute; uma luta di&aacute;ria', afirma uma amiga. <b>Em novembro do ano passado</b>, F&aacute;bio se internou voluntariamente na Cl&iacute;nica Greenwood, em Itapecerica da Serra, (a mesma em que esteve o exjogador Walter Casagrande J&uacute;nior), na Grande S&atilde;o Paulo.” (<i>ISTO&Eacute;</i>, Comportamento, 17/06/2009)</p>      <p>No primeiro par&aacute;grafo, o texto informa que o ator F&aacute;bio Assun&ccedil;&atilde;o, que se internou devido ao v&iacute;cio em drogas, est&aacute; retomando sua vida e se preparando para retornar ao trabalho. O per&iacute;odo seguinte, introduzido pelo Sprep “Em novembro do ano passado”, interrompe a continuidade tem&aacute;tica dando in&iacute;cio a um novo epis&oacute;dio (F&aacute;bio Assun&ccedil;&atilde;o se internou voluntariamente numa Cl&iacute;nica na Grande S&atilde;o Paulo). </p>      <p><b>d) Focaliza&ccedil;&atilde;o:</b> o circunstancial apresenta-se acompanhado de um elemento de focaliza&ccedil;&atilde;o que lhe imprime um valor de destaque. O elemento de focaliza&ccedil;&atilde;o pode ser s&oacute; (como no exemplo abaixo), somente , apenas, inclusive, nem, entre outros. </p>      <p>(23) “Outras editoras est&atilde;o despertando para o nicho. O Grupo Editorial Summus tem o selo GLS, que s&oacute; <b>neste ano</b> lan&ccedil;ou seis t&iacute;tulos e cresceu 10% mais do que o resto do grupo. 'As publica&ccedil;&otilde;es voltadas para as l&eacute;sbicas est&atilde;o mais interessantes', reconhece Soraia Bini Cury, editora-executiva da Summus.” (<i>ISTO&Eacute;</i>, Comportamento, 30/09/2009)</p>      <p><b>e) Sequ&ecirc;ncia temporal: </b>o circunstancial demarca pontos de uma sequ&ecirc;ncia temporal que se sucedem ao longo de um evento; o referente-sujeito que est&aacute; nas ora&ccedil;&otilde;es em que o Sprep marca a sequ&ecirc;ncia temporal &eacute; o mesmo. </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>(24) “O mais famoso cangaceiro do Nordeste, Lampi&atilde;o, nasceu em Serra Talhada e entrou para o bando <b>em 1920</b> para vingar a morte do pai, abatido a tiros por um delegado. Dois anos depois, j&aacute; tinha se tornado o l&iacute;der do bando. Invadiu e saqueou cidades e matou v&aacute;rias pessoas, tornando-se o bandido mais procurado do Brasil. <b>Em 1930</b> conheceu Maria Bonita, com quem viria a se casar. Lampi&atilde;o foi morto pela pol&iacute;cia em Sergipe, no dia 28 de julho de 1938.” (<i>ISTO&Eacute;</i>, Comportamento, 11/11/2009)</p>      <p><b>f) Fun&ccedil;&atilde;o Mista:</b> o circunstancial tem mais de uma fun&ccedil;&atilde;o, isto &eacute;, pode tanto retomar algo j&aacute; dito (fun&ccedil;&atilde;o anaf&oacute;rica) como iniciar um novo assunto; pode fazer um contraste e, ao mesmo tempo, marcar uma sequ&ecirc;ncia temporal, como no exemplo 25; ou ainda apresentar mais fun&ccedil;&otilde;es.</p>      <p>(25) “O artes&atilde;o carioca Miguel Simek, que morou na &Iacute;ndia, viu a procura por seus brincos &eacute;tnicos quadruplicar. Antes da estreia da novela, <b>em 15 dias</b>,ele vendia cerca de 20 pares<b>. Nas primeiras duas semanas da trama no ar, </b>80 brincos desapareceram das prateleiras.” (<i>ISTO&Eacute;</i>, Comportamento, 11/02/2009)</p>      <p>Neste exemplo, vemos que “em 15 dias”, al&eacute;m de estabelecer um contraste temporal com uma outra refer&ecirc;ncia, isto &eacute;, com o sintagma “nas primeiras duas semanas da trama no ar”, demarca pontos numa sequ&ecirc;ncia temporal, visto que assinala uma sucess&atilde;o de acontecimentos: o artes&atilde;o Miguel Simek, que vendeu 20 pares de brincos antes da estreia da novela, passou a vender 80 quando a novela foi ao ar. </p>      <p>A <a href="#t3">tabela</a> a seguir demonstra a frequ&ecirc;ncia de ocorr&ecirc;ncia dos pap&eacute;is discursivos das sintagmas em estudo:</p>      <p>&nbsp;</p>  <a name="t3">     <p><b>Tabela 3. Fun&ccedil;&atilde;o Discursiva </b></p>  <table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0" >  <tbody> <tr> <td valign="top" >    <p><b>Fun&ccedil;&atilde;o Discursiva</b></p></td> <td valign="top" >    <p><b>n&ordm;</b></p></td> <td valign="top" >    <p><b>%</b></p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Especificador temporal</p></td> <td valign="top" >    <p>189</p></td> <td valign="top" >    <p>54</p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" >    <p>Anaf&oacute;rica</p></td> <td valign="top" >    <p>4</p></td> <td valign="top" >    <p>1,1</p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" >    <p>Introdu&ccedil;&atilde;o de assunto</p></td> <td valign="top" >    <p>125</p></td> <td valign="top" >    <p>35,8</p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" >    <p>Contraste</p></td> <td valign="top" >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>0</p></td> <td valign="top" >    <p>0</p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" >    <p>Focaliza&ccedil;&atilde;o</p></td> <td valign="top" >    <p>8</p></td> <td valign="top" >    <p>2,3</p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" >    <p>Sequ&ecirc;ncia temporal</p></td> <td valign="top" >    <p>10</p></td> <td valign="top" >    <p>3,1</p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" >    <p>Mista</p></td> <td valign="top" >    <p>13</p></td> <td valign="top" >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>3,7</p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" >    <p>Total</p></td> <td valign="top" >    <p>349</p></td> <td valign="top" >    <p>100</p></td> </tr>  </tbody> </table>      <p>&nbsp;</p>      <p>A maior parte dos Spreps com valor temporal apresenta fun&ccedil;&atilde;o discursiva de especificador temporal. Os sintagmas com fun&ccedil;&atilde;o de introdutores de assunto tamb&eacute;m se mostraram produtivos na an&aacute;lise. De 349 dados, 125 (35,8%) apresentaram tal fun&ccedil;&atilde;o no discurso. Os Spreps com outras fun&ccedil;&otilde;es discursivas foram menos produtivos. Encontramos 13 adverbiais (3,7%) com fun&ccedil;&atilde;o mista; 10 (3,1%) que indicavam uma sequ&ecirc;ncia temporal; 8 sintagmas (2,3%) acompanhados de um elemento focalizador e somente 4 (1,1%) dados com fun&ccedil;&atilde;o anaf&oacute;rica. </p>      <p>A fim de identificar se o papel do Sprep no discurso motivaria a ordena&ccedil;&atilde;o do mesmo na ora&ccedil;&atilde;o, cruzamos essa fun&ccedil;&atilde;o com a posi&ccedil;&atilde;o que o Sprep poderia ocupar na cl&aacute;usula, como podemos observar na <a href="#t4">tabela 4</a>.</p>      <p>&nbsp;</p>  <a name="t4">     <p><b>Tabela 4. Fun&ccedil;&atilde;o Discursiva X Posi&ccedil;&atilde;o do Sprep</b></p>  <table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0" >  <tbody> <tr> <td rowspan="2" valign="top" >    <p>Fun&ccedil;&atilde;o discursiva/Ordena&ccedil;&atilde;o</p></td> <td colspan="2" valign="top" >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>ME</p></td> <td colspan="2" valign="top" >    <p>MD</p></td> <td colspan="2" valign="top" >    <p>Pr&eacute;-verbal n&atilde;o-inicial</p></td> <td colspan="2" valign="top" >    <p>P&oacute;s-verbal n&atilde;o final</p></td> <td colspan="2" valign="top" >    <p>Total</p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" >    <p>No.</p></td> <td valign="top" >    <p>%</p></td> <td valign="top" >    <p>No.</p></td> <td valign="top" >    <p>%</p></td> <td valign="top" >    <p>No.</p></td> <td valign="top" >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>%</p></td> <td valign="top" >    <p>No.</p></td> <td valign="top" >    <p>%</p></td> <td valign="top" >    <p>No.</p></td> <td valign="top" >    <p>%</p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" >    <p>Especificador temporal</p></td> <td valign="top" >    <p>4</p></td> <td valign="top" >    <p>2</p></td> <td valign="top" >    <p>132</p></td> <td valign="top" >    <p>70</p></td> <td valign="top" >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>3</p></td> <td valign="top" >    <p>1,5</p></td> <td valign="top" >    <p>50</p></td> <td valign="top" >    <p>26,5</p></td> <td valign="top" >    <p>189</p></td> <td valign="top" >    <p>100</p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" >    <p>An&aacute;fora</p></td> <td valign="top" >    <p>1</p></td> <td valign="top" >    <p>25</p></td> <td valign="top" >    <p>1</p></td> <td valign="top" >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>25</p></td> <td valign="top" >    <p>1</p></td> <td valign="top" >    <p>25</p></td> <td valign="top" >    <p>1</p></td> <td valign="top" >    <p>25</p></td> <td valign="top" >    <p>4</p></td> <td valign="top" >    <p>100</p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" >    <p>Introdu&ccedil;&atilde;o de assunto</p></td> <td valign="top" >    <p>113</p></td> <td valign="top" >    <p>90,4</p></td> <td valign="top" >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>0</p></td> <td valign="top" >    <p>0</p></td> <td valign="top" >    <p>9</p></td> <td valign="top" >    <p>7,2</p></td> <td valign="top" >    <p>3</p></td> <td valign="top" >    <p>2,4</p></td> <td valign="top" >    <p>125</p></td> <td valign="top" >    <p>100</p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" >    <p>Contraste</p></td> <td valign="top" >    <p>0</p></td> <td valign="top" >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>0</p></td> <td valign="top" >    <p>0</p></td> <td valign="top" >    <p>0</p></td> <td valign="top" >    <p>0</p></td> <td valign="top" >    <p>0</p></td> <td valign="top" >    <p>0</p></td> <td valign="top" >    <p>0</p></td> <td valign="top" >    <p>0</p></td> <td valign="top" >    <p>0</p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" >    <p>Focaliza&ccedil;&atilde;o</p></td> <td valign="top" >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>2</p></td> <td valign="top" >    <p>25</p></td> <td valign="top" >    <p>3</p></td> <td valign="top" >    <p>37,5</p></td> <td valign="top" >    <p>1</p></td> <td valign="top" >    <p>12,5</p></td> <td valign="top" >    <p>2</p></td> <td valign="top" >    <p>25</p></td> <td valign="top" >    <p>8</p></td> <td valign="top" >    <p>100</p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Seq&uuml;&ecirc;ncia temporal</p></td> <td valign="top" >    <p>9</p></td> <td valign="top" >    <p>90</p></td> <td valign="top" >    <p>1</p></td> <td valign="top" >    <p>10</p></td> <td valign="top" >    <p>0</p></td> <td valign="top" >    <p>0</p></td> <td valign="top" >    <p>0</p></td> <td valign="top" >    <p>0</p></td> <td valign="top" >    <p>10</p></td> <td valign="top" >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>100</p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" >    <p>Mista</p></td> <td valign="top" >    <p>12</p></td> <td valign="top" >    <p>92</p></td> <td valign="top" >    <p>0</p></td> <td valign="top" >    <p>0</p></td> <td valign="top" >    <p>1</p></td> <td valign="top" >    <p>8</p></td> <td valign="top" >    <p>0</p></td> <td valign="top" >    <p>0</p></td> <td valign="top" >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>13</p></td> <td valign="top" >    <p>100</p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" >    <p>Total</p></td> <td valign="top" >    <p>141</p></td> <td valign="top" >    <p>41</p></td> <td valign="top" >    <p>137</p></td> <td valign="top" >    <p>39</p></td> <td valign="top" >    <p>15</p></td> <td valign="top" >    <p>4</p></td> <td valign="top" >    <p>56</p></td> <td valign="top" >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>16</p></td> <td valign="top" >    <p>349</p></td> <td valign="top" >    <p>100</p></td> </tr>  </tbody> </table>      <p>&nbsp;</p>      <p>A hip&oacute;tese &eacute; a de que os sintagmas com fun&ccedil;&atilde;o discursiva de especificador temporal, ou seja, aqueles que apenas indicam o tempo, tendem a ocupar as posi&ccedil;&otilde;es margem direita ou p&oacute;s-verbal n&atilde;o-final, uma vez que apresentam valor temporal apenas na ora&ccedil;&atilde;o em que se encontram. J&aacute; aqueles que, al&eacute;m de indicar tempo, tamb&eacute;m t&ecirc;m fun&ccedil;&atilde;o coesiva, como os sintagmas com papel anaf&oacute;rico, introdutor de novo assunto, contrastivo, sequenciador temporal ou aqueles que t&ecirc;m uma combina&ccedil;&atilde;o de pap&eacute;is (fun&ccedil;&atilde;o mista), ocorreriam em posi&ccedil;&otilde;es pr&eacute;-verbais, principalmente na margem esquerda da cl&aacute;usula.</p>      <p>Foram confirmadas nossas hip&oacute;teses acerca da fun&ccedil;&atilde;o discursiva desses sintagmas: os sintagmas que especificam coordenadas temporais, sinalizando somente o tempo em que o evento ocorre, ocuparam preferencialmente a margem direita da ora&ccedil;&atilde;o e, em seguida, a posi&ccedil;&atilde;o p&oacute;s-verbal n&atilde;o-final. De 189 dados de sintagmas com essa fun&ccedil;&atilde;o, 132 (70%) encontram-se na MD e 50 dados (26,5%) em posi&ccedil;&atilde;o p&oacute;s-verbal n&atilde;o-final, como no exemplo abaixo:</p>      <p>(26) “O Grupo Record criou o selo Nova Era, s&oacute; para o segmento esot&eacute;rico, <b>em 1992</b>. “Percebemos que o assunto despertaria cada vez mais interesse. Acertamos”, diz S&eacute;rgio Machado, presidente da empresa, que lan&ccedil;a 60 t&iacute;tulos m&iacute;sticos por ano e faturou R$ 5 milh&otilde;es <b>em 2008</b>, 10% a mais que no ano anterior.” (<i>ISTO&Eacute;</i>, Comportamento, 29/04/2009) </p>      <p>No exemplo, os sintagmas destacados “em 1992” e “em 2008”, que t&ecirc;m fun&ccedil;&atilde;o de especificar o tempo do evento apenas na ora&ccedil;&atilde;o em que est&atilde;o inseridas, privilegiam as posi&ccedil;&otilde;es margem direita e p&oacute;s-verbal n&atilde;o-final, respectivamente, pelo fato de n&atilde;o manterem uma liga&ccedil;&atilde;o com o discurso mencionado anteriormente. Por outro lado, os sintagmas com fun&ccedil;&atilde;o de introduzir um assunto, isto &eacute;, os que indicam uma quebra da continuidade tem&aacute;tica, dando in&iacute;cio a um novo epis&oacute;dio, tenderam &agrave; margem esquerda da ora&ccedil;&atilde;o, conforme a hip&oacute;tese. Dos 125 dados com tal fun&ccedil;&atilde;o, obtivemos 113 dados (90,4%) na ME; 9 (7,2%) na posi&ccedil;&atilde;o pr&eacute;-verbal n&atilde;o-inicial; 3 (2,4%) na p&oacute;s-verbal n&atilde;o-final e nenhum dado na MD da ora&ccedil;&atilde;o. </p>      <p>Na an&aacute;lise, consideramos como introdutores de assunto aqueles sintagmas que estavam em ora&ccedil;&otilde;es que iniciavam um novo acontecimento ou uma mudan&ccedil;a de assunto. Ent&atilde;o, por tratar-se de uma an&aacute;lise em <i>corpus </i>jornal&iacute;stico, percebemos uma tend&ecirc;ncia de esses sintagmas ocuparem a posi&ccedil;&atilde;o inicial do per&iacute;odo, como no exemplo a seguir:</p>      <p>(27) “O banco de leite do Instituto Fernandes Figueira (IFF), no Rio de Janeiro, da Funda&ccedil;&atilde;o Oswaldo Cruz, &eacute; o centro de refer&ecirc;ncia no Brasil. <b>No ano passado</b>, recebeu a visita da primeira-dama francesa, Carla Bruni. Os m&eacute;dicos da institui&ccedil;&atilde;o s&atilde;o pioneiros no desenvolvimento de tecnologias nacionais, baratas e eficientes. Mas, apesar do tamanho da rede, os bancos ainda n&atilde;o suprem a necessidade do Pa&iacute;s. 'Atendemos a cerca de 65% da demanda', reconhece Jo&atilde;o Apr&iacute;gio, coordenador da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano.” (<i>ISTO&Eacute;</i>, Comportamento, 21/10/2009)</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Percebe-se que o sintagma em destaque “no ano passado” tem a fun&ccedil;&atilde;o de introduzir uma informa&ccedil;&atilde;o nova e digna da aten&ccedil;&atilde;o do leitor, que &eacute; a visita da primeira-dama francesa Carla Bruni ao Instituto Fernandes Figueira (IFF), uma institui&ccedil;&atilde;o reconhecida internacionalmente pelo seu desenvolvimento. Al&eacute;m disto, observamos uma mudan&ccedil;a no tempo verbal da ora&ccedil;&atilde;o: as demais ora&ccedil;&otilde;es encontram-se no tempo verbal presente enquanto a ora&ccedil;&atilde;o iniciada pelo Sprep est&aacute; no pret&eacute;rito perfeito. Nota-se ainda que o texto se inicia caracterizando o IFF, por&eacute;m h&aacute; uma ruptura da continuidade das descri&ccedil;&otilde;es no discurso pela Sprep introdutor de novo assunto “no ano passado” e s&oacute; depois o texto continua a descrever o Instituto. </p>      <p>Em rela&ccedil;&atilde;o aos sintagmas que indicam uma sequ&ecirc;ncia temporal, confirmamos a hip&oacute;tese de que tenderiam a ocupar a margem esquerda por sinalizarem uma sequ&ecirc;ncia de eventos em pontos distintos no tempo. De 10 sintagmas encontrados com essa fun&ccedil;&atilde;o, 9 (90%) estavam na margem esquerda da cl&aacute;usula e 1 (10%) na margem direita. </p>      <p>No exemplo abaixo, a express&atilde;o “no dia 23 de janeiro” demarca o ponto no tempo em que o Vaticano lan&ccedil;ou um canal de v&iacute;deos na internet e em que o Papa Bento XVI parecia ter se rendido &agrave; modernidade, interagindo com os internautas. Em contrapartida, a express&atilde;o “no dia seguinte” introduz uma atitude do Papa Bento XVI contr&aacute;ria ao tempo moderno, que &eacute; a de reintegrar &agrave; Igreja quatro bispos ultraconservadores excomungados pelo Papa Jo&atilde;o Paulo II. </p>      <p>(28) “<b>No dia 23 de janeiro</b>, o Vaticano lan&ccedil;ou oficialmente seu canal na p&aacute;gina de v&iacute;deos que &eacute; sucesso de audi&ecirc;ncia entre o p&uacute;blico jovem. Na tela, um amistoso papa Bento XVI saudou os internautas. (...) Mas, <b>no dia seguinte</b>, o pont&iacute;fice alem&atilde;o tomou uma atitude diametralmente oposta - ao menos simbolicamente.” (<i>ISTO&Eacute;</i>, Comportamento, 04/02/2009)</p>      <p>Confirmamos a hip&oacute;tese de que os sintagmas com mais de uma fun&ccedil;&atilde;o no discurso (fun&ccedil;&atilde;o mista) tamb&eacute;m tenderiam a ocupar a margem esquerda da ora&ccedil;&atilde;o (de 13 sintagmas com fun&ccedil;&atilde;o mista, 12 encontram-se na ME) por reunirem fun&ccedil;&otilde;es que j&aacute; apresentam tend&ecirc;ncia a ocupar a margem esquerda, como a de retomada anaf&oacute;rica e a de introdu&ccedil;&atilde;o de novo assunto, exemplificadas a seguir:</p>      <p>(29) “A primeira hist&oacute;ria que chamou a aten&ccedil;&atilde;o neste in&iacute;cio de ano letivo foi a do vendedor Bruno C&eacute;sar Ferreira, 21 anos. Ele entrou em coma alco&oacute;lico<b>,</b> na segunda-feira 9, ap&oacute;s beber cacha&ccedil;a &agrave; for&ccedil;a, al&eacute;m de ser agredido durante o trote aplicado por alunos do Centro Universit&aacute;rio Anhanguera, em Leme, interior de S&atilde;o Paulo. 'Acreditei que iriam me pintar e raspar minha cabe&ccedil;a', disse Bruno, que sonhava cursar veterin&aacute;ria. O jovem come&ccedil;ou a se preocupar quando os veteranos disseram que todos deveriam rolar em fezes e animais em decomposi&ccedil;&atilde;o numa &aacute;rea a 200 metros da faculdade. (…) <b>Nesse mesmo dia</b>, Priscilla Rezende Muniz, 18 anos, caloura de an&aacute;lise de sistemas das Faculdades Integradas de Santa F&eacute; do Sul, interior de S&atilde;o Paulo, foi atacada e sofreu queimaduras pelo corpo.” (<i>ISTO&Eacute;</i>, Comportamento, 18/02/2009)</p>      <p>O sintagma “nesse mesmo dia” faz uma refer&ecirc;ncia anaf&oacute;rica ao tempo mencionado no par&aacute;grafo anterior – na segunda-feira 9 – e introduz um novo acontecimento envolvendo uma outra pessoa – uma caloura foi atacada e queimada durante um trote na Faculdade. O evento, introduzido pelo adverbial “nesse mesmo dia”, no qual a caloura Priscilla Rezende Muniz, de an&aacute;lise de sistemas, foi atacada e queimada em um trote da Faculdade, ocorreu no mesmo dia em que o vendedor e universit&aacute;rio Bruno C&eacute;sar Ferreira entrou em coma alco&oacute;lico e foi agredido por veteranos, tamb&eacute;m durante um trote, em uma Universidade. Esper&aacute;vamos que os sintagmas com fun&ccedil;&atilde;o de retomada anaf&oacute;rica e aqueles que vinham acompanhados de um elemento focalizador ocupassem a margem esquerda, pois os adverbiais que retomam uma refer&ecirc;ncia j&aacute; introduzida no discurso, com um papel maior na organiza&ccedil;&atilde;o textual ou que levam o leitor a prestar mais aten&ccedil;&atilde;o na informa&ccedil;&atilde;o s&atilde;o os que ocorrem na posi&ccedil;&atilde;o margem esquerda. Como encontramos poucos dados com essas fun&ccedil;&otilde;es, n&atilde;o devemos fazer generaliza&ccedil;&otilde;es. Com a an&aacute;lise desses fatores, vimos a import&acirc;ncia de observarmos aspectos de cunho discursivo para compreendermos um pouco melhor a natureza das constru&ccedil;&otilde;es formadas pela “preposi&ccedil;&atilde;o <i>em</i> mais substantivo” com valor temporal e o seu uso em textos de cunho jornal&iacute;stico.</p>      <p><b>3. Considera&ccedil;&otilde;es finais</b></p>      <p>Tivemos como principal objetivo neste artigo discorrer acerca da ordena&ccedil;&atilde;o dos adverbiais, buscando fatores discursivos e pragm&aacute;ticos que pudessem motivar o posicionamento dos mesmos em textos jornalisticos. Verificamos que h&aacute; uma tend&ecirc;ncia de os adverbiais ocuparem as margens da ora&ccedil;&atilde;o (ME e MD), por&eacute;m n&atilde;o h&aacute; prefer&ecirc;ncia por uma determinada posi&ccedil;&atilde;o marginal em detrimento de outra.Acreditamos que, pelo fato de as constru&ccedil;&otilde;es adverbiais temporais n&atilde;o modificarem o verbo, tenderiam a ocupar as posi&ccedil;&otilde;es mais afastadas sintaticamente. Observamos tamb&eacute;m que, quando o referente-sujeito estava em continuidade t&oacute;pica, os adverbiais tenderam a ocupar a posi&ccedil;&atilde;o p&oacute;s-verbal (ou seja, ou MD ou posi&ccedil;&atilde;o p&oacute;s-verbal n&atilde;o-final), conforme o esperado, para n&atilde;o haver quebra da cadeia t&oacute;pica, uma vez que, neste caso, o sujeito &eacute; que era o t&oacute;pico da ora&ccedil;&atilde;o. Quando o sujeito n&atilde;o era t&oacute;pico, os sintagmas em estudo tenderam &agrave; ME.</p>      <p>Verificamos a fun&ccedil;&atilde;o discursiva exercida pelos sintagmas com valor temporal e constatamos que aqueles com fun&ccedil;&atilde;o de especificadores temporais tenderam a ocupar a MD da ora&ccedil;&atilde;o, &agrave; medida que apenas situaram o tempo do evento, sem fazer refer&ecirc;ncias &agrave;s ora&ccedil;&otilde;es anteriores. J&aacute; os que desempenharam fun&ccedil;&otilde;es mais espec&iacute;ficas no discurso, como sintagmas que introduziram um novo assunto, fizeram contraste com outra refer&ecirc;ncia e demarcaram pontos numa sequ&ecirc;ncia temporal, ou apresentaram mais fun&ccedil;&otilde;es, privilegiaram a ME da cl&aacute;usula, conforme o esperado. Depreende-se das considera&ccedil;&otilde;es, neste estudo, que a ordena&ccedil;&atilde;o desses elementos nos textos jornal&iacute;sticos contempor&acirc;neos est&aacute; relacionada &agrave;s propriedades sint&aacute;ticas, sem&acirc;nticas e pragm&aacute;ticas destes constituintes, bem como da fun&ccedil;&atilde;o que exercem na organiza&ccedil;&atilde;o discursiva. Ao lado dessas fun&ccedil;&otilde;es discursivas, tamb&eacute;m h&aacute; fatores estruturais atuando, como a presen&ccedil;a ou n&atilde;o de sujeito expresso na posi&ccedil;&atilde;o pr&eacute;-verbal, conforme demonstraram outros trabalhos. Assim vemos que &eacute; importante observar fatores de diferentes ordens para darmos conta das constru&ccedil;&otilde;es lingu&iacute;sticas que podem ocupar posi&ccedil;&otilde;es diferentes na ora&ccedil;&atilde;o.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>      <!-- ref --><p>BRASIL, A. V<i>. Ordena&ccedil;&atilde;o de circunstanciais em textos escritos no PB e no PE: estudo contrastivo</i>. Tese (Doutorado em Lingu&iacute;stica) - Universidade Federal do Rio de Janeiro, 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000325&pid=S0807-8967201200010001000001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>CEZARIO et alii. Ordena&ccedil;&atilde;o de adv&eacute;rbios em textos religiosos. In: <i>Matraga</i>, no. 16, 2004, pp. 177-202.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000327&pid=S0807-8967201200010001000002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>CEZARIO, M. M.; ANDRADE, Q. P; FREITAS, E. V. P. Ordena&ccedil;&atilde;o dos adverbiais temporais easpectuais<i>. </i>In: HENRIQUES, C.C.; SIM&Otilde;ES, D. (orgs) <i>L&iacute;ngua Portuguesa: reflex&otilde;es sobre descri&ccedil;&atilde;o</i>, <i>pesquisa e ensino</i>. Rio de Janeiro: Europa, 2005, pp. 213-225.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000329&pid=S0807-8967201200010001000003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>CEZARIO, M. M; MACHADO, N.; SOARES, B. Ordena&ccedil;&atilde;o de adverbiais temporais e aspectuais no portugu&ecirc;s escrito: uma abordagem hist&oacute;rica. In: OLIVEIRA, M.; ROS&Aacute;RIO, I. (org). <i>Pesquisa em lingu&iacute;stica funcional: converg&ecirc;ncias e diverg&ecirc;ncias. </i>Rio de Janeiro: L&eacute;o Christiano Editorial, 2009<i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000331&pid=S0807-8967201200010001000004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></i> </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>CHAFE, W. Givenness, Contrastiveness definiteness, subjects topics and point of view. In; Li, Charles (ed.). <i>Subject and topic</i>. New York: Academic Press, pp. 25- 55, 1976.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000333&pid=S0807-8967201200010001000005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>______. How people use adverbial clauses. In: BRUGMAN, C.; MACAWLEY, M. (Eds.). <i>Proceedings of the teth annual meeting of the Bekerley Linguistics Society</i>, 1984.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000335&pid=S0807-8967201200010001000006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>DUARTE, M. E. L. Aspectos inovadores e conservadores na escrita padr&atilde;o. <i>Lingu&iacute;stica</i>. V.3, no.1. Rio de Janeiro: UFRJ, 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000337&pid=S0807-8967201200010001000007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>FURTADO DA CUNHA, M. A., COSTA, M. A. &amp; CEZARIO, M. M. Pressupostos te&oacute;ricos fundamentais. In: FURTADO DA CUNHA, M. A., RIOS DE OLIVEIRA, M. &amp; MARTELOTTA, M. (Orgs.) <i>Ling&uuml;&iacute;stica funcional: teoria e pr&aacute;tica.</i> p.29-55,Rio de Janeiro: DP&amp;A, 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000339&pid=S0807-8967201200010001000008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>GIV&Oacute;N, T. <i>Topic continuity in discourse</i>. Amsterdam: John Benjamins, 1983, pp.1-41.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000341&pid=S0807-8967201200010001000009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>________. <i>Functionalism and Grammar.</i> Amsterdam/Philadelphia: John Benjamins, 1995.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000343&pid=S0807-8967201200010001000010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>HALLIDAY, M.A.K; HASAN, R. <i>Cohesion in English. </i>London/New-York: Longman, 1976.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000345&pid=S0807-8967201200010001000011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>HOPPER, P. J; TRAUGOTT, E. C. <i>Grammaticalization. </i>Cambridge: Cambridge University Press, 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000347&pid=S0807-8967201200010001000012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>ISTO&Eacute; COMPORTAMENTO. Revista Isto&Eacute;. Edi&ccedil;&otilde;es 2044 - 2094. Editora Abril. S&atilde;o Paulo. 2009&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000349&pid=S0807-8967201200010001000013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>KEENAN (Ochs), E. &amp; SCHIEFFELIN, B. Topic as a discourse notion: A study of topic in the conversations of children and adults. In: <i>Subject and topic</i>, ed. by C. Li. New York: Academic Press. 1976&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000350&pid=S0807-8967201200010001000014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>______. Foregrounding referents: A reconsideration of left-dislocation in discourse <i>Proceedings of the Berkeley Linguistics Society</i>, vol. 2. 1976.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000351&pid=S0807-8967201200010001000015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>LAMBRECHT, K. Pragmatic relations: topic. In: <i>Information structure and sentence form: Topic, focus, and the mental representations of discourse referents.</i> University of Texas at Austin. Cambridge University Press, 1994.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000353&pid=S0807-8967201200010001000016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>MARTELOTTA, M. E. T. <i>Os Circunstanciadores Temporais e sua Ordena&ccedil;&atilde;o: Uma Vis&atilde;o Funcional. </i>Rio de Janeiro: UFRJ (Tese de Doutorado), 1994.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000355&pid=S0807-8967201200010001000017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>______. Adv&eacute;rbios: conceito e tend&ecirc;ncias de ordena&ccedil;&atilde;o. In: RIOS DE OLIVEIRA, M. &amp; CEZARIO, M. M. <i>Adverbiais:</i> aspectos gramaticais e press&otilde;es discursivas. Niter&oacute;i: EDUFF. In&eacute;dito.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000357&pid=S0807-8967201200010001000018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>PAIVA, M. C. Ordem n&atilde;o-marcada de circunstanciais locativos e temporais. In: <i>Anthony Julius Naro e a Ling&uuml;&iacute;stica no Brasil: uma homenagem acad&ecirc;mica</i>. Rio de Janeiro: 7Letras, 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000359&pid=S0807-8967201200010001000019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>RIOS DE OLIVEIRA, M. &amp; CEZARIO, M. M. <i>Adverbiais:</i> aspectos gramaticais e press&otilde;es discursivas. Niter&oacute;i: EDUFF. In&eacute;dito.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000361&pid=S0807-8967201200010001000020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>SOBOKOWIAJ, W. <i>On the logic of markedness arguments</i>. Dispon&iacute;vel em //A:\marked.htm. 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000363&pid=S0807-8967201200010001000021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>STRAWSON, P. F. <i>Intention and Convention in Speech Acts. </i>Philosophical Review 73 (4):439-460. 1964.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000365&pid=S0807-8967201200010001000022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>TARALLO, F, <i>et alii</i>. Preenchimentos em fronteiras de constituintes. In: ILARI, Rodolfo.<i>. Gram&aacute;tica do portugu&ecirc;s falado , v. II: N&iacute;veis de an&aacute;lise lingu&iacute;stica</i>. 2. ed. Campinas: Editora da Unicamp, 1993, pp. 315-356.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000367&pid=S0807-8967201200010001000023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>VAN DIJK, T. Episodes as units of discourse analysis. In: TANNEN, D. (Eds.). <i>Analysing discourse: text and talk.</i> Washington: Georgetown University Press, 1982.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000369&pid=S0807-8967201200010001000024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>______. <i>Cogni&ccedil;&atilde;o, discurso e intera&ccedil;&atilde;o</i>. 6. ed. S&acirc;o Paulo: Contexto, 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000371&pid=S0807-8967201200010001000025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <p><b>Notas</b></p>      <p><sup><a href="#top1" name="1" >[1]</a></sup><sup> </sup>Chamaremos “adverbiais” ou “circuntanciais adverbiais” todas as constru&ccedil;&otilde;es adverbiais temporais aqui estudadas, mais precisamente as tradicionais locu&ccedil;&otilde;es adverbiais temporais. Estamos usando constru&ccedil;&atilde;o no sentido bastante amplo para designar o sintagma formado pela preposi&ccedil;&atilde;o <i>em</i> + substantivo cal&ecirc;ndrico.</p>      <p><sup><a href="#top2" name="2" >[2]</a></sup> Os textos da revista <i>ISTO&Eacute;</i>, da se&ccedil;&atilde;o “Comportamento”, tratam de temas relacionados ao dia a dia do homem, como sa&uacute;de e esportes, podendo ser baseados em pesquisas cient&iacute;ficas, orienta&ccedil;&otilde;es de especialistas e dados estat&iacute;sticos. Os eventos descritos apresentam coment&aacute;rios e opini&otilde;es do emissor sobre as atualidades em geral. Assim, o emissor utiliza, por vezes, uma linguagem mais informal a fim de se aproximar do leitor. A <i>ISTO&Eacute;</i> &eacute; escrita para pessoas com grau m&eacute;dio ou alto de escolaridade e que, embora apresente uma linguagem pouco formal mesmo em sua vers&atilde;o impressa, mant&eacute;m, ainda, preocupa&ccedil;&atilde;o com a norma culta da escrita.</p>      <p><sup><a href="#top3" name="3" >[3]</a></sup> Separamos os dados com verbos predicadores dos dados com verbos de liga&ccedil;&atilde;o. Neste artigo, apenas apresentaremos os resultados relativos aos dados com verbos predicadores.</p>      <p><sup><a href="#top4" name="4" >[4]</a></sup> Consideramos como margem direita os Spreps que encerravam a ora&ccedil;&atilde;o e n&atilde;o necessariamente o per&iacute;odo.</p>      <p><sup><a href="#top5" name="5" >[5]</a></sup> Tradu&ccedil;&atilde;o: “uma quest&atilde;o de posicionar um interesse ou uma preocupa&ccedil;&atilde;o corrente” (cf. Strawson, 1964, Lambrecht, 1994)</p>      <p><sup><a href="#top6" name="6" >[6]</a></sup> Caso n&atilde;o haja continuidade do referente-sujeito, os sintagmas preposicionais, portanto, podem aparecer em qualquer uma das quatro posi&ccedil;&otilde;es.</p>       ]]></body><back>
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