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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Júlio Ribeiro, leitor de Schleicher: linguística e positivismo no Brasil do final do século XIX]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The present article analyzes Julio Ribeiro concepts of grammar, and point out some aspects of his grammatical practice. Furthermore, it analyzes Ribeiro´s adoption of positivism concept of language, on Linguistic Historiography perspective.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p> <b>J&uacute;lio Ribeiro, leitor de Schleicher: lingu&iacute;stica e positivismo no Brasil do final do s&eacute;culo XIX</b> </p>      <p> <b>Maur&iacute;cio Silva*</b> </p>     <p> *Universidade Nove de Julho, S&atilde;o Paulo, Brasil  </p>      <p><a href="mailto:maurisil@gmail.com">maurisil@gmail.com</a></p>      <p>&nbsp;</p>      <p> <b>RESUMO</b> </p>     <p> O presente artigo analisa alguns conceitos gramaticais de J&uacute;lio Ribeiro, destacando sua filia&ccedil;&atilde;o &agrave; corrente positivista dos estudos lingu&iacute;sticos, sob a perspectiva te&oacute;rica da Historiografia Lingu&iacute;stica. Al&eacute;m disso, o presente artigo procura relacionar sua produ&ccedil;&atilde;o gramaticogr&aacute;fica com a obra do linguista August Schleicher  </p>     <p><b>Palavras-chave</b>: J&uacute;lio Ribeiro, Gram&aacute;tica, Portugu&ecirc;s, Historiografia Lingu&iacute;stica, Positivismo.</p>      <p>&nbsp;</p>     <p> <b>ABSTRACT</b> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> The present article analyzes Julio Ribeiro concepts of grammar, and point out some aspects of his grammatical practice. Furthermore, it analyzes Ribeiro&acute;s adoption of positivism concept of language, on Linguistic Historiography perspective. </p>     <p><b>Keywords</b>: Julio Ribeiro, Grammar, Portuguese, Linguistic Historiography, Positivism.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>      <p>Tendo publicado sua c&eacute;lebre <i>Grammatica Portuguesa</i> em 1881, J&uacute;lio Ribeiro desde cedo envolveu-se em diversos debates acerca de fatos lingu&iacute;stico-gramaticais e liter&aacute;rios, destacando-se como um dos mais inspirados e sarc&aacute;sticos polemistas da virada do s&eacute;culo. &Eacute; certo que resolver pend&ecirc;ncias ideol&oacute;gicas por meio de pol&ecirc;micas n&atilde;o era exatamente uma novidade em sua &eacute;poca, j&aacute; que, pelo menos desde meados do s&eacute;culo XIX, as contendas em torno de manifesta&ccedil;&otilde;es idiom&aacute;ticas, por m&iacute;nima que fossem, parecem ter sido mais regra do que exce&ccedil;&atilde;o, envolvendo as personalidades mais d&iacute;spares, como um Jos&eacute; de Alencar (em combate com Pinheiro Chagas, em 1870), um Carlos de Laet (em disputa com Camilo Castelo Branco, em 1879), um Rui Barbosa (em c&eacute;lebre embate com Ernesto Carneiro Ribeiro, entre 1902 e 1907) e muitos outros. (LEITE, 1996; PFEIFFER, 2001)</p>      <p>Contudo, a figura de J&uacute;lio Ribeiro se destaca, nesse cen&aacute;rio contornado por impreca&ccedil;&otilde;es de todo tipo, primeiro, por se manter, ao longo de suas mais acirradas pol&ecirc;micas, rigorosamente dentro dos limites impostos pelos temas discutidos, lan&ccedil;ando m&atilde;o, ao mesmo tempo, de um vasto cabedal de conhecimento cient&iacute;fico acerca do assunto tratado e de um impiedoso e ferino discurso contra seus opositores; segundo, por fazer de seus conhecimentos lingu&iacute;stico-gramaticais uma arma poderosa contra seus antagonistas, como ali&aacute;s lembrou Jos&eacute; Leonardo do Nascimento, que vira nesses mesmos conhecimentos “instrumentos de luta, que aplicou, sem piedade ou medida, contra advers&aacute;rios, demonstrando que eles tinham parcos conhecimentos vernaculares”. (NASCIMENTO, 2007) Bem antes da publica&ccedil;&atilde;o de suas principais obras, o ainda desconhecido intelectual mineiro j&aacute; se envolvera em pol&ecirc;micas diversas, seja em torno de temas da comunidade em que vivia, como ocorre no jornal <i>O Sorocabano</i> (1870-1872), seja em rusgas de natureza gramatical, como ocorre no jornal <i>Ypanema</i> (1873), em que um redator an&ocirc;nimo o condenava... pelo uso de um plural inadequado! (CAVALHEIRO, 2001) </p>      <p>Mas nem s&oacute; de pol&ecirc;micas viveu o ilustre fil&oacute;logo: embora tenha exercitado sua verve ferina em textos que se tornaram c&eacute;lebres na imprensa da &eacute;poca, posteriormente recolhidos em suas <i>Cartas Sertanejas </i>(1885) (RIBEIRO, s.d.a) e nas contundentes <i>Procellarias</i> (1887), (RIBEIRO, s.d.b) J&uacute;lio Ribeiro se dedicou com igual tenacidade &agrave; produ&ccedil;&atilde;o de reconhecida obra cient&iacute;fica, particularmente no &acirc;mbito do conhecimento lingu&iacute;stico e gramatical, a qual, escrita sob a &eacute;gide da filosofia positivista – que tomou conta, na passagem do s&eacute;culo XIX para o XX, do cen&aacute;rio intelectual brasileiro – tornou-se refer&ecirc;ncia nos estudos da l&iacute;ngua portuguesa at&eacute; os dias atuais.</p>      <p>Adotando o Positivismo como base filos&oacute;fica por excel&ecirc;ncia de sua conduta te&oacute;rica e pr&aacute;tica, a <i>inteligentsia</i> republicana brasileira tinha nos conceitos de moderniza&ccedil;&atilde;o e cientificismo os dois pilares da concep&ccedil;&atilde;o tropicalizada de nacionalismo, por meio da qual se pretendia tornar o pa&iacute;s uma na&ccedil;&atilde;o mais civilizada e cosmopolita. (OLIVEIRA, 1990; VENTURA, 1991) Semelhante concep&ccedil;&atilde;o da realidade brasileira redundaria, no plano pol&iacute;tico, na instaura&ccedil;&atilde;o de um regime – a Rep&uacute;blica – que tinha nas propostas regeneradoras e ut&oacute;picas do Positivismo sua principal fonte de inspira&ccedil;&atilde;o, resultando numa ditadura em tudo caudat&aacute;ria do imagin&aacute;rio comteano. (CARVALHO, 1989; CARVALHO, 1990; BRESCIANI, 1993)</p>      <p>Esteticamente, o cen&aacute;rio n&atilde;o era diferente: a literatura produzida na &eacute;poca, a que se convencionou chamar de Realista-Naturalista, apresentava como fundamento ideol&oacute;gico uma s&eacute;rie de teorias que, tendo surgido na segunda metade do s&eacute;culo XIX, baseavam-se fundamentalmente nas ideias colhidas do <i>Curso de Filosofia Positiva </i>(1830-1842), de Auguste Comte, bem como de outros sistemas filos&oacute;fico-ideol&oacute;gicos que com elas dialogavam, como o Determinismo Ambiental de Taine (<i>Filosofia da Arte</i>, 1865-1869), o Determinismo Biol&oacute;gico de Darwin (<i>As Origens das Esp&eacute;cies</i>, 1859), o Experimentalismo Cient&iacute;fico de Bernard (<i>Introdu&ccedil;&atilde;o ao Estudo da Medicina Experimental</i>, 1865) ou o Determinismo Social de Spencer (<i>Princ&iacute;pios de Sociologia</i>, 1877-1886). Todas essas teorias acabaram influenciando diretamente o modo de produ&ccedil;&atilde;o liter&aacute;ria dos realistas-naturalistas de fins do s&eacute;culo XIX no Brasil, que, ao incorporarem em suas obras semelhantes ide&aacute;rios, estabeleceram, involuntariamente, um v&iacute;nculo entre Arte e Ci&ecirc;ncia. (BROCA, 1991; SODR&Eacute;, 1965) Como afirmou &Eacute;mile Zola, num dos principais tratados te&oacute;ricos sobre o Naturalismo – ao explicitar os objetivos do que, muito sugestivamente, chamou de <i>romance experimental </i>–, a literatura deve</p>      <blockquote>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>“possuir o mecanismo dos fen&ocirc;menos do homem, mostrar a engrenagem das manifesta&ccedil;&otilde;es intelectuais e sensuais, tal qual a Fisiologia no-las explicar&aacute;, sob as influ&ecirc;ncias da hereditariedade e das circunst&acirc;ncias-ambiente, e depois mostrar o homem vivendo no meio social que ele mesmo produziu, que modifica todos os dias, e no seio do qual experimenta por sua vez uma transforma&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua”. (ZOLA, 1982, p. 43).</p></blockquote>      <p>Tratava-se, em resumo, dos princ&iacute;pios do positivismo comtiano e do determinismo darwiniano aplicados &agrave; pol&iacute;tica e &agrave; est&eacute;tica, da mesma maneira que foram aplicados ao campo dos estudos lingu&iacute;sticos. Com efeito, como demonstra a historiografia da lingu&iacute;stica, o s&eacute;culo XIX foi marcado por tend&ecirc;ncias cada vez mais vinculadas ao m&eacute;todo hist&oacute;rico-comparatista – com os estudos de Franz Boop, August Schleicher, Max M&uuml;ller, Wilhelm Von Humboldt, Whitney e outros –, inspirado no ide&aacute;rio positivista-determinista (LEROY, 1982) </p>      <p>No Brasil n&atilde;o seria diferente: dos &uacute;ltimos anos do s&eacute;culo XIX at&eacute; a terceira d&eacute;cada do s&eacute;culo XX, os estudos lingu&iacute;sticos brasileiros foram marcados por ideias que acusavam um vasto lastro positivista, com a prolifera&ccedil;&atilde;o de um saber metalingu&iacute;stico de indiscut&iacute;vel inspira&ccedil;&atilde;o determinista, bem de acordo com o ide&aacute;rio lingu&iacute;stico da &eacute;poca. (LIGHTFOOT, 2000; ORLANDI, 2002). Assim, n&atilde;o &eacute; dif&iacute;cil percebermos a incid&ecirc;ncia do evolucionismo lingu&iacute;stico na gramaticografia brasileira de fins do s&eacute;culo XIX at&eacute; pelo menos, como aludimos antes, a d&eacute;cada de 1930, como se constata destas palavras de Renato Mendon&ccedil;a, publicadas em 1936: “o evolucionismo foi o princ&iacute;pio filos&oacute;fico invasor das ci&ecirc;ncias no s&eacute;culo XIX [...] A lingu&iacute;stica n&atilde;o se poude furtar. E o evolucionismo nela ainda predomina absoluto como um senhor feudal”. (MENDON&Ccedil;A, 1936, p. 46)</p>      <p><b>O positivismo na lingu&iacute;stica e a heran&ccedil;a de August Schleicher</b></p>      <p>Ide&aacute;rio prevalente na Europa a partir da segunda metade do s&eacute;culo XIX, o Positivismo tornou-se fundamento filos&oacute;fico e metodol&oacute;gico hegem&ocirc;nico da racionalidade epistemol&oacute;gica em todo mundo ocidental. Para seu principal idealizador, Auguste Comte, os princ&iacute;pios positivistas se relacionavam diretamente a um m&eacute;todo racional e org&acirc;nico de aplica&ccedil;&atilde;o das leis da natureza (inclusive as que regiam a din&acirc;mica social), substituindo os m&eacute;todos teol&oacute;gicos e metaf&iacute;sicos, fundamentalmente irracionais, motivo pelo qual, segundo suas pr&oacute;prias palavras, “la pr&eacute;dominance relative de la m&eacute;thode positive ser les m&eacute;thodes th&eacute;ologique e m&eacute;taphysique est aujourd’hui un fait que personne ne peut contester ni ne conteste”. (COMTE, 1924, p. 7)</p>      <p>Nos estudos lingu&iacute;sticos, contudo, destacou-se o nome do fil&oacute;logo alem&atilde;o August Schleicher (1821-1867), que, inspirado nas ci&ecirc;ncias naturais, considerou as l&iacute;nguas organismos vivos, aos quais se poderiam, inclusive, aplicar as teorias evolucionistas de Darwin, presentes em sua c&eacute;lebre <i>A origem das esp&eacute;cies </i>(1859). Pesquisador rigoroso, que se notabilizou ainda pelos estudos acerca da origem das l&iacute;nguas e de sua divis&atilde;o em fam&iacute;lias lingu&iacute;sticas (LEROY, 1982;WEEDWOOD, 2002), Schleicher afirmou-se, contudo, na hist&oacute;ria da lingu&iacute;stica, como o nome de maior prest&iacute;gio na abordagem do que se convencionou chamar de <i>l&iacute;ngua organismo</i>, tese segundo a qual, no dizer de Georges Munin, “la langue n&acute;est pas un fait social, c&acute;est une oeuvre de la nature, un organisme naturel” (MOUNIN, 1967, p. 195). </p>      <p>Com efeito, apoiando-se ora na pesquisas de zoologia, realizadas Peter Simon Pallas, ora nas de bot&acirc;nica, por Antoine-Nicolas Duchesne, o c&eacute;lebre fil&oacute;logo levou ao limite a no&ccedil;&atilde;o de <i>evolucionismo</i>, conceito que, na sua opini&atilde;o, determina o pr&oacute;prio percurso da linguagem humana. Com obras como <i>Zur vergleichenden Sprachengeschichte</i> (1848), <i>Die Sprachen Europas in systematischer &Uuml;bersicht</i> (1850), <i>Die Formenlehre der Kirchenslawischen Sprache</i> (1852), <i>Die Deutsche Sprache</i> (1860), <i>Compendium der vergleichenden Grammatik der indogermanischen Sprachen</i> (1861) e <i>Die Darwinsche Theorie und die Sprachwissenschaft: Offenes Sendschreiben an Herrn Dr. Ernst Haeckel</i> (1863), Schleicher tornou-se “the first to enunciate the principles that language operates by strict rules, that the best forms for comparison in any language are the oldest which can be traced in it, and that cross-linguistic comparison must be systematic calculation and not adventitious groping” (COLLINGE, 1995, p. 196). </p>      <p>Tais ideias – algumas delas, como o princ&iacute;pio cient&iacute;fico que rege as normas de funcionamento das l&iacute;nguas, bem de acordo com o ide&aacute;rio positivista incansavelmente professado por Comte – fundamentam praticamente toda a produ&ccedil;&atilde;o lingu&iacute;stica de Schleicher, fazendo dele o principal representante dessa tend&ecirc;ncia nos estudos da linguagem. Nesse sentido, n&atilde;o deve causar estranhamento o fato de Schleicher afirmar, j&aacute; na Introdu&ccedil;&atilde;o de seu c&eacute;lebre <i>Compendium der vergleichenden Grammatik der indogermanischen Sprachen</i>, que “th[e] science [of language] is itself a part of the natural history of Man” (SCHLEICHER, 1874, p. 01). No Pref&aacute;cio da edi&ccedil;&atilde;o italiana dessa obra, publicada apenas oito anos ap&oacute;s sua edi&ccedil;&atilde;o original, Domenico Pezzi afirma ser essa obra uma “sintesi, breve e ad um tempo completa nel suo genere, dei resultati pu&igrave; certi importanti delle recenti comparazioni, esposti com metodo rigorosamente positivo” (PEZZI, 1869, p. 05). Portanto, j&aacute; em 1852 – e, curiosamente, oito anos antes da publica&ccedil;&atilde;o da c&eacute;lebre obra sobre a origem das esp&eacute;cies de Darwin – Schleicher defendia o princ&iacute;pio da evolu&ccedil;&atilde;o natural para a linguagem, conceito que, a seu ver, incidia de modo particular na constitui&ccedil;&atilde;o dos idiomas (WEEDWOOD, 2002). </p>      <p>De fato, em uma de suas mais conhecidas obras (<i>Die Sprachen Europas in systematischer &Uuml;bersicht</i>), o c&eacute;lebre linguista alem&atilde;o lembra que a ci&ecirc;ncia que tem por objetivo o estudo da linguagem em geral se separou em dois ramos distintos: a filologia, que pertence &agrave; hist&oacute;ria; e a lingu&iacute;stica, que pertence &agrave; fisiologia humana. Assim, enquanto a primeira se liga &agrave; livre vontade da a&ccedil;&atilde;o humana, a segunda encontra-se vinculada &agrave; <i>necessidade natural</i>, devendo, portanto, adotar o m&eacute;todo de outras ci&ecirc;ncias naturais. Desse modo, pode-se dizer – segundo Schleicher – que tudo o que pertence ao &acirc;mbito da vontade individual e do pensamento diz respeito &agrave; filologia, enquanto que tudo o que pertence ao campo natural, isto &eacute;, proveniente da <i>ess&ecirc;ncia natural do Homem</i> refere-se &agrave; lingu&iacute;stica:</p>      <blockquote>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>“le linguiste est comme le zoologiste, le botaniste, le min&eacute;ralogiste ou tout autre savant qui, en &eacute;tudiant les sciences naturelles, doivent avoir um coup d&acute;oeil g&eacute;n&eacute;ral sur le r&egrave;gne entier des animaux, des v&eacute;g&eacute;taux, des min&eacute;raux m&ecirc;me, s&acute;ils ne s&acute;occupent sp&eacute;cialement que d&acute;une seule s&eacute;rie, d&acute;une seule famille des &ecirc;tres naturels; le linguiste, en n&acute;&eacute;tudiant profond&eacute;ment qu&acute;une seule langue, est oblig&eacute; &agrave; bien conna&icirc;tre le r&egrave;gne tout entier des langues” (SCHLEICHER, 1852, p. 04).</p></blockquote>      <p>Considerando, portanto, que do ponto de vista apresentado o linguista deve se preocupar com o conhecimento geral das l&iacute;nguas, Schleicher lembra que a l&iacute;ngua est&aacute; para o Esp&iacute;rito do Homem como a natureza est&aacute; para o Esp&iacute;rito em geral, enfatizando que as tr&ecirc;s classes de l&iacute;nguas (monossil&aacute;bicas, aglutinantes e flexionais) s&atilde;o an&aacute;logas &agrave;s tr&ecirc;s classes de organismos naturais (minerais, vegetais e animais). Por isso, completa, &eacute; necess&aacute;rio n&atilde;o apenas estudar as l&iacute;nguas, mas compar&aacute;-las entre si, desvendando-lhes os mist&eacute;rios. Desse modo, pode-se proceder – como faz o autor na continua&ccedil;&atilde;o de seu trabalho, em outras obras – &agrave; compara&ccedil;&atilde;o entre os idiomas, pesquisa que levar&aacute; o linguista &agrave;s categorias, em tudo semelhante aos estudos de outras organiza&ccedil;&otilde;es naturais, de g&ecirc;nero, esp&eacute;cie, sub-esp&eacute;cie etc. (SCHLEICHER, 1852). </p>      <p>Estabelecendo, segundo KOERNER (1989), as bases nas quais se assentaram as teorias inovadoras dos linguistas posteriores, apesar do papel fundamental dos neogram&aacute;ticos; e apesar de que, segundo SWIGGERS (1997), algumas de suas ideias j&aacute; estivessem presentes, <i>in germine</i>, nos m&eacute;todos de an&aacute;lise do s&eacute;culo XVI, Schleicher apresenta uma perspectiva ampla dos estudos hist&oacute;rico-comparativos, consolidando assim os fundamentos positivistas e deterministas da pesquisa lingu&iacute;stica, na medida em que busca a vincula&ccedil;&atilde;o necess&aacute;ria entre os estudos lingu&iacute;sticos e as ci&ecirc;ncias naturais, levando, finalmente – com o que na &eacute;poca foi chamado de <i>glotologia </i>– &agrave; formula&ccedil;&atilde;o de teorias em que se procuravam aproximar, de modo quase espont&acirc;neo, as <i>normas gramaticais</i> e as leis da <i>evolu&ccedil;&atilde;o biol&oacute;gica</i>, tal como – verificar-se-&aacute; adiante – ocorre com a produ&ccedil;&atilde;o linguistica de J&uacute;lio Ribeiro.</p>      <p>Com efeito, J&uacute;lio Ribeiro teria sido, segundo Maria Helena Mateus, o primeiro te&oacute;rico a se utilizar, no Brasil, do voc&aacute;bulo <i>lingu&iacute;stica</i>, em livro que, pioneiramente, revela sua d&iacute;vida para com as teorias positivistas da linguagem, inspiradas no “evolucionismo” schleicheriano (MATEUS, 2002).</p>      <p>S&atilde;o duas, portanto, as obras em que J&uacute;lio Ribeiro defende princ&iacute;pios te&oacute;ricos assentados no determinismo de inspira&ccedil;&atilde;o positiva, muitos deles extra&iacute;dos do ide&aacute;rio lingu&iacute;stico de Schleicher: seus <i>Tra&ccedil;os Geraes de Lingu&iacute;stica</i> (1880) e sua <i>Grammatica Portuguesa</i> (1881).</p>      <p><b>J&uacute;lio Ribeiro e a ado&ccedil;&atilde;o do positivismo na lingu&iacute;stica brasileira</b></p>      <p>Publicado um ano antes da gram&aacute;tica que o tornaria c&eacute;lebre, seu livro <i>Tra&ccedil;os Geraes de Lingu&iacute;stica </i>(1880) foi editado pela Livraria Popular, na cole&ccedil;&atilde;o “Biblioteca &Uacute;til”, organizada por Abilio A. S. Marques, de S&atilde;o Paulo. A inten&ccedil;&atilde;o dessa cole&ccedil;&atilde;o era, como se constata num dos livros editados, “popularisar, por meio de edi&ccedil;&otilde;es baratas, as artes e as sciencias que formam o patrimonio do saber, emfim tods as ideias modernas e direc&ccedil;&otilde;es novas que apparecem no mundo civilisado” (CELSO J&Uacute;NIOR, 1880, p. II). Entre outros trabalhos, a referida cole&ccedil;&atilde;o publicou t&iacute;tulos particularmente voltados para o Positivismo, como <i>Do Espirito Positivo</i> (de Auguste Comte), <i>Solu&ccedil;&otilde;es Positivas da Politica Brazileira</i> (de Luiz Pereira Barreto) e <i>Darwinismo</i> (de Antonio Caetano de Campos). No mesmo ano de sua publica&ccedil;&atilde;o, <i>A Prov&iacute;ncia de S&atilde;o Paulo</i> tece, em nota, elogios ao livro, afirmando tratar-se de “obra completamente nova entre n&oacute;s”, por meio da qual J&uacute;lio Ribeiro teria aberto “rumo novo no estudo da lingu&iacute;stica”, j&aacute; que se servira do “m&eacute;todo experimental [...] deixando de lado muita coisa in&uacute;til das velhas grammaticas que seguiam processos hoje condenados cientificamente” (<i>apud </i>SILVEIRA, 2008, p. 133). Tal perspectiva, ali&aacute;s, &eacute; confirmada por Ivan Lins, em seu c&eacute;lebre e abrangente estudo sobre a hist&oacute;ria do positivismo no Brasilque, ao comentar justamente a cole&ccedil;&atilde;o organizada por Ab&iacute;lio Marques e, em especial, os <i>Tra&ccedil;os Geraes de Lingu&iacute;stica</i>, de J&uacute;lio Ribeiro, conclui: “era, como se v&ecirc;, puro Comte” (LINS, 1967, p. 146)</p>      <p>De fato, j&aacute; em sua “Nota ao Leitor”, J&uacute;lio Ribeiro afirma que, apesar de ter dado uma contribui&ccedil;&atilde;o pessoal &agrave;s ideias desse seu <i>livrinho</i>, parte dos conceitos ali elencados prov&eacute;m de mestres em cuja fonte buscou v&aacute;rios ensinamentos: Comte, Spencer, Darwin, Max M&uuml;ller, Whitney, Schleicher, Grimm, Tylor, Haeckel, Bopp, Renan, Diez, Br&eacute;al, Te&oacute;philo Braga, Adolpho Coelho e outros. Salta aos olhos o elenco de nomes registrados pelo eminente fil&oacute;logo, praticamente todos caudat&aacute;rios do ide&aacute;rio positivista em v&aacute;rias de suas modalidades de manifesta&ccedil;&atilde;o. N&atilde;o sem raz&atilde;o, J&uacute;lio Ribeiro afirmaria, ainda na “Introdu&ccedil;&atilde;o” de seu trabalho – seguindo de perto a li&ccedil;&atilde;o colhida seja na <i>Introdu&ccedil;&atilde;o ao Estudo da Medicina Experimental</i>, 1865, de Claude Bernard, seja no j&aacute; citado <i>O Romance Experimental</i>, 1880, de &Eacute;mile Zola –, que “os processos de investiga&ccedil;&atilde;o e verifica&ccedil;&atilde;o de que usa o homem consistem na <i>observa&ccedil;&atilde;o</i> e na <i>experi&ecirc;ncia</i> cuja reuni&atilde;o constitue o <i>methodo experimental</i>” (RIBEIRO, 1880, p. 14).</p>      <p>Assim, ap&oacute;s fazer considera&ccedil;&otilde;es muito gen&eacute;ricas sobre o c&eacute;rebro humano, onde se localizaria a sede da linguagem articulada; e ap&oacute;s tecer coment&aacute;rios gerais acerca do aparelho fonador e seus sons elementares, J&uacute;lio Ribeiro parte diretamente para as descobertas de Haeckel – determinista de primeira hora –, ressaltando, entre outras coisas, a necessidade de se fundamentar a investiga&ccedil;&atilde;o lingu&iacute;stica em “dados positivos” (RIBEIRO, 1880, p. 32), lembrando ainda que a utiliza&ccedil;&atilde;o do aparelho f&ocirc;nico para fins de comunica&ccedil;&atilde;o lingu&iacute;stica &eacute; uma faculdade que teria sido “transmitid[a] de gera&ccedil;&atilde;o em gera&ccedil;&atilde;o pela hereditariedade” (RIBEIRO, 1880, p. 33). Esse curioso processo de aprimoramento lingu&iacute;stico &eacute; descrito por J&uacute;lio Ribeiro em sete fases distintas: <i>per&iacute;odo interjetivo</i> (em que o antropoide se manifesta por meio de interjei&ccedil;&otilde;es); <i>per&iacute;odo demonstrativo</i> (em que o antropoide, j&aacute; em fase de evolu&ccedil;&atilde;o para a condi&ccedil;&atilde;o humana, se manifesta pelo uso de pronomes demonstrativos); <i>per&iacute;odo atributivo</i> (em que o homem passa a se referir ao mundo pelo emprego de adjetivos atribu&iacute;dos aos objetos &agrave; sua volta); <i>per&iacute;odo monossilabico</i> (em que as palavras interjetivas, demonstrativas e atributivas se convertem em formas fixas verbais); <i>per&iacute;odo aglutinativo</i> (em que aparecem as conjun&ccedil;&otilde;es entre radicais – formas do per&iacute;odo anterior – e os afixos, correspondendo ao que hoje conhecemos como deriva&ccedil;&atilde;o); <i>per&iacute;odo amalgamante</i> (em que surgem as flex&otilde;es); e o <i>per&iacute;odo contrativo</i> (fase atual da linguagem, em que desaparecem s&iacute;labas breves nas palavras flexionais, em que surgem as preposi&ccedil;&otilde;es etc.). Dessa forma, compreendendo a linguagem verbal como uma entidade em constante <i>progresso</i>, bem ao estilo dos te&oacute;ricos do positivismo, J&uacute;lio Ribeiro denomina os tr&ecirc;s primeiros per&iacute;odos de pr&eacute;-hist&oacute;ricos e os quatro &uacute;ltimos de hist&oacute;ricos.</p>      <p>Tomado por esse ide&aacute;rio, J&uacute;lio Ribeiro dedica-se especialmente – ao longo de todo seus <i>Tra&ccedil;os Geraes de Lingu&iacute;stica</i> – &agrave; evolu&ccedil;&atilde;o lingu&iacute;stica: ap&oacute;s uma r&aacute;pida explana&ccedil;&atilde;o da teoria darwiniana da evolu&ccedil;&atilde;o – no terceiro cap&iacute;tulo, em que trata das leis que fundamentam a referida teoria, das causas e consequ&ecirc;ncias da sele&ccedil;&atilde;o natural, da filosofia zool&oacute;gica, da classifica&ccedil;&atilde;o geneal&oacute;gica etc. –, afirma taxativamente que “bem como as especies organicas que povoam o mundo, as linguas, verdadeiros organismos sociologicos, est&atilde;o sujeitas &aacute; grande lei da <i>luta pela vida, &aacute; lei da selec&ccedil;&atilde;o</i>” (RIBEIRO, 1880, p. 42). Esse racioc&iacute;nio, que estar&aacute; presente tamb&eacute;m nas p&aacute;ginas de sua <i>Grammatica</i>, determinaria a multiplicidade de idiomas que, como as esp&eacute;cies vivas, saem de um mesmo tronco para se multiplicarem infinitamente: “as especies t&ecirc;m suas variedades; as linguas t&ecirc;m seus dialetos (...) As rela&ccedil;&otilde;es commerciais, industriais, politicas e litterarias que os povos t&ecirc;m entre si s&atilde;o uma causa de varia&ccedil;&atilde;o e de selec&ccedil;&atilde;o” (RIBEIRO, 1880, p. 43/44). Da&iacute; adviria o fato de que, como os seres vivos, as l&iacute;nguas tamb&eacute;m morrem, sem que possam jamais reviver, al&eacute;m do que, segundo o autor, “pela for&ccedil;a de varia&ccedil;&otilde;es continuas e de uma selec&ccedil;&atilde;o sempre activa n&atilde;o ha uma &uacute;nica lingua viva que n&atilde;o tenha soffrido perdas irreparaveis” (RIBEIRO, 1880, p. 47). Disso decorreria, finalmente, uma sens&iacute;vel melhora das l&iacute;nguas que, como as esp&eacute;cies, passam n&atilde;o apenas por um processo de evolu&ccedil;&atilde;o, mas tamb&eacute;m de sele&ccedil;&atilde;o, j&aacute; que, como ocorre com as demais esp&eacute;cies vivas, “nas linguas a communidade de origem &eacute; attestada pela constancia de estructura” (RIBEIRO, 1880, p. 50), o que comprovaria, definitivamente, que “as linguas modernas, bem como as especies zoologicas t&ecirc;m sua origem revelada por orgams rudimentares e atrophiados, e possuem fosseis de maior ou menor vetustez” (p. 54). </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O processo de adotar termos da natureza, do mundo fisiol&oacute;gico e org&acirc;nico, como met&aacute;fora para a explana&ccedil;&atilde;o dos processos lingu&iacute;sticos n&atilde;o era novidade na &eacute;poca de J&uacute;lio Ribeiro, denotando, nele, um incoerc&iacute;vel apego &agrave;s teorias deterministas, inspiradas pelo positivismo comteano. Estudando as abordagens da lingu&iacute;stica na Europa do s&eacute;culo XIX, M&aacute;ria Tsiapera lembra que esse caminho fora, antes, trilhado por William Jones (respons&aacute;vel pelos estudos acerca das fam&iacute;lias lingu&iacute;sticas) e, na mesma &eacute;poca, retomados por figuras como as de Alexander Hamilton, August Schlegel, Humboldt, Franz Bopp, Jacob Grimm e outros. Teria sido, assim, nesse per&iacute;odo – em que as pesquisas sobre a linguagem humana quase sempre se baseavam nos princ&iacute;pios adotados pela <i>natural history</i> – que o termo <i>org&acirc;nico </i>passa a ser sistematicamente empregado nos estudos lingu&iacute;sticos, significando, entre outras coisas, que as l&iacute;nguas operam a partir de leis pr&oacute;prias, que seu crescimento &eacute; sempre espont&acirc;neo e que h&aacute; uma completa integra&ccedil;&atilde;o entre as partes e o todo (TSIAPERA, 1990). Essa informa&ccedil;&atilde;o &eacute; confirmada por Konrad Koerner, que lembra que grande parte dos termos utilizados nos estudos lingu&iacute;sticos hoje (assimila&ccedil;&atilde;o, dissimila&ccedil;&atilde;o, raiz, estrutura, tipo, fam&iacute;lia etc.) prov&eacute;m das ci&ecirc;ncias naturais, embora alguns destes voc&aacute;bulos (raiz, estrutura etc.) j&aacute; aparecessem nos estudos gramaticais cl&aacute;ssicos, como em <i>De L&iacute;ngua Latina</i>, de Varr&atilde;o. N&atilde;o obstante, completa o autor, tais express&otilde;es atingiram seu &aacute;pice durante o s&eacute;culo XIX, quando a lingu&iacute;stica torna-se um campo de investiga&ccedil;&atilde;o aut&ocirc;nomo, baseando seu discurso nos pressupostos das chamadas <i>natural sciences</i>: no centro dessa concep&ccedil;&atilde;o da lingu&iacute;stica, destaca-se, sem d&uacute;vida, a ideia da linguagem como um <i>organismo</i>, em especial um organismo vivo, ponto de partida das explica&ccedil;&otilde;es de o porqu&ecirc; as l&iacute;nguas se transformarem (nascimento, desenvolvimento e morte), mas tamb&eacute;m modelo geral para os estudos realizados por Schleicher, principal divulgador da tend&ecirc;ncia de se inserir a ideia de <i>morfologia</i> nos estudos lingu&iacute;sticos, al&eacute;m de, antes mesmo da divulga&ccedil;&atilde;o das teorias de Darwin acerca da evolu&ccedil;&atilde;o da esp&eacute;cie humana, se utilizar dos estudos bot&acirc;nicos como modelo de an&aacute;lise da linguagem humana, definindo a pr&oacute;pria lingu&iacute;stica como uma <i>Naturwissenschaft</i>. (KOERNER, s.d.).</p>      <p>&Eacute; precisamente a partir dessa disposi&ccedil;&atilde;o hist&oacute;rica que Julio Ribeiro exp&otilde;e, ainda nos seus <i>Tra&ccedil;os Geraes de Lingu&iacute;stica</i>, em dois quadros comparativos, como se d&atilde;o a <i>sele&ccedil;&atilde;o</i> e a <i>classifica&ccedil;&atilde;o geneal&oacute;gica</i> tanto nas esp&eacute;cies quanto nas l&iacute;nguas, a exemplo do que faria, mais tarde, em sua c&eacute;lebre <i>Grammatica</i>. Nessa longa explana&ccedil;&atilde;o, que vai do cap&iacute;tulo V ao VIII, o autor se estende em considera&ccedil;&otilde;es mais minuciosas acerca dos per&iacute;odos hist&oacute;ricos em que se subdivide o processo de desenvolvimento lingu&iacute;stico (monossil&aacute;bico, aglutinativo, amalgamento e contrativo), reafirmando sua cren&ccedil;a no “principio biologico” (p. 91) que teria regido a forma&ccedil;&atilde;o das atuais l&iacute;nguas indo-europeias. </p>      <p>Embora apresentando algumas inova&ccedil;&otilde;es na concep&ccedil;&atilde;o e na abordagem que faz da linguagem – sobretudo se considerarmos o contexto dos estudos lingu&iacute;sticos no Brasil, na &eacute;poca em que seu livro fora publicado –, o que mais chama a aten&ccedil;&atilde;o nessa obra de J&uacute;lio Ribeiro &eacute;, antes, o que ele apresenta n&atilde;o como novidade e supera&ccedil;&atilde;o, mas como conserva&ccedil;&atilde;o e perman&ecirc;ncia, principalmente no verdadeiro tributo que ele faz &agrave;s ideologias determinista de Haeckel e evolucionista de Darwin, certamente por via da influ&ecirc;ncia de Schleicher e outros (o pr&oacute;prio J&uacute;lio Ribeiro cita, nessa sua obra, os nomes de William Jones, Friedrich Schlegel, Franz Bopp, Grimm e Br&eacute;al), tudo isso compondo uma taxativa vis&atilde;o positivista da ci&ecirc;ncia. </p>      <p>N&atilde;o sem raz&atilde;o, um de seus poucos bi&oacute;grafos afirmaria, sem hesita&ccedil;&atilde;o, tratarem-se, esses seus <i>Tra&ccedil;os Gerais de Lingu&iacute;stica</i>, de um livro “estruturado na doutrina racionalista da linguagem criada pelos modernos tratadistas alem&atilde;es” (FILHO, 1945, p. 32). </p>      <p></p>      <p>Em nota apensa ao final do cap&iacute;tulo VIII de seus <i>Tra&ccedil;os Geraes de Lingu&iacute;stica</i>, J&uacute;lio Ribeiro, numa curiosa e preciosa observa&ccedil;&atilde;o, afirma pretender tratar minuciosamente da quest&atilde;o da evolu&ccedil;&atilde;o das l&iacute;nguas contractas em sua gram&aacute;tica, a ser publicada em breve: “est&aacute; prompta para entrar para o prelo a <i>Grammatica Analytica da L&iacute;ngua Portugueza</i>, feita pelo auctor deste volume, segundo o methodo comparativo” (RIBEIRO, 1880, p. 96). Com efeito, um ano depois, vinha a lume sua famosa <i>Grammatica Portugueza</i> (1881), que perde o adjetivo <i>analytica</i> do t&iacute;tulo, mas mant&eacute;m o princ&iacute;pio <i>comparativo</i> do m&eacute;todo.<sup><a href="#1" name="top1" >[1]</a></sup> </p>      <p>Mas o que mais chama a aten&ccedil;&atilde;o na leitura de sua gram&aacute;tica &eacute; a manuten&ccedil;&atilde;o deliberada dos pressupostos deterministas e positivistas que, de certo modo, regeram toda sua produ&ccedil;&atilde;o escrita, seja ela cient&iacute;fica, seja ela ficcional. </p>      <p>Ali&aacute;s, antes mesmo de passarmos &agrave;s considera&ccedil;&otilde;es acerca de d&iacute;vida de J&uacute;lio Ribeiro para com as teses positivistas de Schleicher na constru&ccedil;&atilde;o de sua produ&ccedil;&atilde;o gramaticogr&aacute;fica, conv&eacute;m lembrar que a filosofia determinista em que se assentam os princ&iacute;pios lingu&iacute;sticos do fil&oacute;logo mineiro j&aacute; estavam presentes – antes da publica&ccedil;&atilde;o de seus <i>Tra&ccedil;os Geraes de Lingu&iacute;stica </i>&shy;– na c&eacute;lebre pol&ecirc;mica que J&uacute;lio Ribeiro travou com Augusto Freire da Silva, entre 1879 e 1880, posteriormente transcrita em seu livro <i>Quest&atilde;o Grammatical</i> (1887), o que, no m&iacute;nimo, denota uma absoluta coer&ecirc;ncia de sua parte. </p>      <p>Com efeito, &eacute; nessa sua <i>Quest&atilde;o Grammatical</i>, que J&uacute;lio Ribeiro tem a oportunidade de, pela primeira vez, expor, ainda que de modo pouco sistematizado – dado o formato da exposi&ccedil;&atilde;o<sup><a href="#2" name="top2" >[2]</a></sup> – suas ideias acerca da linguagem, lembrando terem sido pensadores como Jones, Bopp, Schleicher, Grimm, Whitney, Br&eacute;al e outros os respons&aacute;veis pelo estabelecimento das bases cient&iacute;ficas do estudo da linguagem, possibilitando, em consequ&ecirc;ncia, a considera&ccedil;&atilde;o da gram&aacute;tica como uma <i>sciencia</i>; desse fato adviria, portanto, a necessidade de se classificarem os fatos lingu&iacute;sticos <i>scientificamente</i>, formando assim “um corpo de doutrina positiva” (RIBEIRO, 1887, p. 13). Embora apresentando posicionamentos visivelmente equivocados – e, apesar de nada justific&aacute;veis, compreensivamente discriminat&oacute;rios –, como a possibilidade de aperfei&ccedil;oamento biol&oacute;gico das ra&ccedil;as por meio da metodiza&ccedil;&atilde;o da l&iacute;ngua, essa pol&ecirc;mica antecipa a clara tend&ecirc;ncia de J&uacute;lio Ribeiro em vincular a linguagem aos princ&iacute;pios vitais da fisiologia humana, o que s&oacute; confirma a for&ccedil;a do esp&oacute;lio determinista de Darwin e, principalmente, a hegemonia de uma epistemologia positivista adotada como modelo de sua escrita gramaticogr&aacute;fica. </p>      <p>Ali&aacute;s, alguns anos ap&oacute;s J&uacute;lio Ribeiro publicar sua gram&aacute;tica, duas outras obras similares v&ecirc;m completar o quadro da gramaticografia finissecular: a <i>Gramatica Anal&iacute;tica </i>(1877), de Maximino Maciel; e a <i>Gram&aacute;tica da L&iacute;ngua Portuguesa </i>(1877), de Pacheco Silva e Lameira Andrade. A primeira delas considera a gram&aacute;tica uma “systematiza&ccedil;&atilde;o l&oacute;gica dos factos e normas de uma l&iacute;ngua qualquer” (MACIEL, 1918, p. 01), subdividindo-a em descritiva, hist&oacute;rica e comparativa. Para o autor, que posteriormente editaria sua obra sob o sugestivo nome de <i>Gram&aacute;tica Descritiva</i> (1894), o primeiro dos tr&ecirc;s tipos refere-se justamente ao que se convencionou chamar de gram&aacute;tica expositiva, caracterizando-se pela “systematiza&ccedil;&atilde;o org&acirc;nica dos factos e normas pr&oacute;prios de uma l&iacute;ngua, isoladamente considerada” (MACIEL, 1918, p. 01). Incorporando, pela primeira vez numa gram&aacute;tica, a no&ccedil;&atilde;o de <i>semiologia</i>, Maximino Maciel promove, de certo modo, uma inflex&atilde;o nos estudos gramaticais da &eacute;poca, fazendo de sua obra uma refer&ecirc;ncia para a gramaticografia da &uacute;ltima quinzena do s&eacute;culo XIX. (BASTOS, BRITO &amp; HANNA, 2006) Igualmente inovadora &eacute; a obra de Pacheco Silva e Lameira Andrade, para quem a gram&aacute;tica pode se subdividir em geral, hist&oacute;rica, comparativa e hist&oacute;rico-comparativa, sendo esta &uacute;ltima, a melhor de todas, por ser a &uacute;nica que “ensina a disseca&ccedil;&atilde;o scientifica dos voc&aacute;bulos” (SILVA J&Uacute;NIOR &amp; ANDRADE, 1913, p. 66). Como Maximino Maciel, a gram&aacute;tica de Pacheco Silva e Lameira Andrade tamb&eacute;m se destaca por trazer, de forma inaugural em nossa gramaticografia, os estudos voltados para a sem&acirc;ntica da l&iacute;ngua portuguesa; e, mais do que isso, apresenta-nos a linguagem como parte da hist&oacute;ria natural, considerada, portanto, como um <i>conjuncto org&acirc;nico </i>pertencente &agrave;s ci&ecirc;ncias biol&oacute;gicas. (GUIMAR&Atilde;ES, 2004)</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Como se v&ecirc;, essa rela&ccedil;&atilde;o direta entre os estudos lingu&iacute;stico-gramaticais e a ci&ecirc;ncia, sobretudo as ci&ecirc;ncias naturais, ganha mais consist&ecirc;ncia, no Brasil, a partir da confec&ccedil;&atilde;o, por J&uacute;lio Ribeiro, de sua c&eacute;lebre gram&aacute;tica, fato que, no final das contas, perpassou direta ou indiretamente todo o estudos da linguagem na era moderna (VAN DER VELDE, 1980), permanecendo, no que compete &agrave; gramaticografia brasileira, nos gram&aacute;ticos posteriores a J&uacute;lio Ribeiro, como &eacute; o caso ainda – al&eacute;m dos gram&aacute;ticos acima citados – da c&eacute;lebre gram&aacute;tica de Jo&atilde;o Ribeiro, tamb&eacute;m publicada em 1887. (C&Acirc;MARA J&Uacute;NIOR, 1975; SILVA, 2006) Mas, sem d&uacute;vida nenhuma, &eacute; com a <i>Grammatica Portuguesa</i> de J&uacute;lio Ribeiro que, a partir de uma assumida heran&ccedil;a positivista, consolida-se no Brasil uma concep&ccedil;&atilde;o da linguagem como conjunto de regras <i>cient&iacute;ficas e positivas</i>, que devem ser seguidas como <i>normas prescritivas</i> invari&aacute;veis. </p>      <p>Essa &eacute; a conclus&atilde;o que se pode tirar de uma an&aacute;lise mais minuciosa da referida gram&aacute;tica, que passamos a fazer na sequ&ecirc;ncia, presente em in&uacute;meros comentadores de sua produ&ccedil;&atilde;o gramaticogr&aacute;fica, como – entre tantas outras – a do pref&aacute;cio que Amador Bueno do Amaral escreveu para a desconhecida e p&oacute;stuma <i>Nova Grammatica da Lingua Latina</i> (1895), de J&uacute;lio Ribeiro (RIBEIRO, 1895), ao lembrar que o famoso fil&oacute;logo, com sua <i>Grammatica Portuguesa</i>, “rompeu com a rotina pedagogica que havia at&eacute; ent&atilde;o em Portugal e no Brasil”, ao colocar a l&iacute;ngua portuguesa em “perfeita e completa obediencia ao que <i>a sciencia tem de positivo</i> em suas conquistas”, constituindo-se, sua gram&aacute;tica, num “<i>corpo de doutrina methodico e scientifico</i> sobre o falar portuguez” (AMARAL, 1895, p. I).</p>      <p>Embora Schleicher seja ainda, a nosso ver, a refer&ecirc;ncia principal na constitui&ccedil;&atilde;o de sua <i>Grammatica Portuguesa</i>, J&uacute;lio Ribeiro reconhece, deliberadamente e de bom grado, a inestim&aacute;vel contribui&ccedil;&atilde;o de alguns dos continuadores do fil&oacute;logo alem&atilde;o, como Hovelacque, Whitney, Holmes, Adolpho Coelho e outros. Com efeito, em seu “Prefacio” &agrave; segunda edi&ccedil;&atilde;o da <i>Grammatica</i>, escrito em 1884,<sup><a href="#3" name="top3" >[3]</a></sup> afirma que se inspirara tanto em Whitney, Becker (para a sintaxe), Bain (para a distribui&ccedil;&atilde;o da mat&eacute;ria), Holmes e outros nomes da “grammaticographia saxonia”, quando em alguns “grammaticographos portuguezes”, como Paulino de Sousa, Theophilo Braga, Adolpho Coelho e outros (RIBEIRO, 1885, p. II). A informa&ccedil;&atilde;o &eacute; enfatizada por alguns de seus mais pr&oacute;ximos bi&oacute;grafos, para quem, de fato, a <i>Grammatica de </i>J&uacute;lio Ribeiro representaria, ao apoiar-se em Whitney, “a primeira bomba lan&ccedil;ada nos arraiais da gramaticografia” (IRM&Atilde;O, s.d., p. 195).</p>      <p>Hovelacque, por exemplo, aparece em refer&ecirc;ncias esparsas ao longo da referida gram&aacute;tica, uma vez que se revela tribut&aacute;rio direto da perspectiva positivista da lingu&iacute;stica, em particular no &acirc;mbito do determinismo biol&oacute;gico de inspira&ccedil;&atilde;o schleicheriana. Como ocorre com Schleicher, por exemplo, para Hovelacque “la linguistique est une science naturelle, la philologie une science historique” (HOVELACQUE, 1877, p. 01), al&eacute;m de afirmar peremptoriamente que “les langues en effet naissent, croissent, d&eacute;p&eacute;rissent et meurent comme toutes les &ecirc;tres vivants” (HOVELACQUE, 1877, p. 09). Dauzat, posteriormente, em obra sintomaticamente intitulada <i>La vie du langage</i>, afirma: “les ph&eacute;nom&egrave;nes de la parole, comme tous les ph&eacute;nom&egrave;nes de la vie, sont soumis &agrave; une &eacute;volution incessante, qui varie suivant les conditions du millieu, mais n&acute;ob&eacute;it pas moins, dans chaque cas particulier, &agrave; des lois tr&egrave;s precises” (DAUZAT, 1929, p. 05); complementando, adiante: “l&acute;existence des mots se resume, comme celle des esp&egrave;ces animales, em une formule emprunt&eacute;e &agrave; la biologie: la lutte pour la vie” (DAUZAT, 1929, p. 110).</p>      <p>Apoiando-se, portanto, principalmente em tr&ecirc;s fundamentos filos&oacute;fico-ideol&oacute;gicos, os quais conspiram em favor de uma concep&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica da gram&aacute;tica – o positivismo de Comte, o determinismo de Haeckel e o evolucionismo de Darwin –, J&uacute;lio Ribeiro divide e subdvide sua gram&aacute;tica, classificando o que chama de <i>partes </i>e dando-lhe um feitio org&acirc;nico. As <i>partes</i> da gram&aacute;tica seriam, portanto, principalmente duas: a lexeologia, que se subdividiria em fon&eacute;tica, taxeonomia, kampenomia, etimologia etc.; e a sintaxe, subdividida em sintaxe l&eacute;xica e sintaxe l&oacute;gica, cada uma das quais novamente subdivididas em tantas outras <i>partes</i>. </p>      <p>Assim, se na explica&ccedil;&atilde;o da fon&eacute;tica, chega a chamar o processo de emiss&atilde;o sonora pelo aparelho fonador – <i>cientificamente</i> – de “mechanismo da palavra” (RIBEIRO, 1885, p. 05), ao explicar, no cap&iacute;tulo sobre a <i>taxeonomia </i>(classifica&ccedil;&atilde;o das palavras), a divis&atilde;o entre palavras vari&aacute;veis, isto &eacute;, n&atilde;o sujeitas &agrave; flex&atilde;o (substantivo, artigo, adjetivo, pronome, verbo) e as invari&aacute;veis (adv&eacute;rbio, preposi&ccedil;&atilde;o e conjun&ccedil;&atilde;o), o autor faz uma sintom&aacute;tica observa&ccedil;&atilde;o:</p>      <blockquote>    <p>“as palavras hoje invari&aacute;veis j&aacute; gosaram de vida, j&aacute; tiveram f&oacute;rmas m&oacute;veis nas linguas matrizes: s&atilde;o, si &eacute; permittido o simile, organismos inferiores, cujas juntas se ankylosaram, cujas partes fluidas se solidificaram por uma como crystalliza&ccedil;&atilde;o linguistica” (RIBEIRO, 1885, p. 57).</p></blockquote>      <p>Semelhante afirma&ccedil;&atilde;o, em tudo coerente com o princ&iacute;pio evolucionista propagado por Darwin e, do ponto de vista dos estudos da linguagem, obsedantemente presente em Schleicher, repete-se em sua <i>Grammatica </i>ao tratar dos verbos irregulares: </p>      <blockquote>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>“o methodo racional, que v&ecirc; na lingua um organismo e n&atilde;o o producto do capricho ou do acaso, n&atilde;o poderia admittir como anomalias as mais usadas f&oacute;rmas verbaes; aquellas f&oacute;rmas que constituem, por assim dizer, a propria essencia do discurso” (RIBEIRO, 1885, p. 135). </p></blockquote>      <p>E, ainda uma vez, em seus <i>Aditamentos</i>, destinados &agrave; sintaxe e &agrave; ordem das palavras nas senten&ccedil;as, J&uacute;lio Ribeiro, discordando da posi&ccedil;&atilde;o defendida por Sotero dos Reis em suas c&eacute;lebres <i>Postillas</i>, v&ecirc; na influ&ecirc;ncia do franc&ecirc;s sobre o portugu&ecirc;s um “producto inevit&aacute;vel, necessario, fatal, da evolu&ccedil;&atilde;o linguistica” (RIBEIRO, 1885, p. 325),</p>      <p>Mas &eacute; ao tratar da etimologia – assunto que, por sua pr&oacute;pria natureza, favorece considera&ccedil;&otilde;es de car&aacute;ter evolucionista – que o autor leva ao paroxismo a rela&ccedil;&atilde;o que estabelece, em sua <i>Grammatica</i>, entre a linguagem e os organismos vivos. Assim, ao tratar da etimologia (que, a seu ver, seria mais bem designada pelo termo <i>lexeogenia</i>, j&aacute; assinalando sua d&iacute;vida para com a terminologia darwinista), J&uacute;lio Ribeiro exp&otilde;e uma opini&atilde;o que praticamente serve como profiss&atilde;o de f&eacute; da ideologia que fundamentou, em grande parte, o determinismo do per&iacute;odo: “bem como as esp&eacute;cies org&acirc;nicas que povoam o mundo, as l&iacute;nguas, verdadeiros organismos sociol&oacute;gicos, est&atilde;o sujeitas &aacute; grande lei da lucta pela exist&ecirc;ncia, &aacute; lei da selec&ccedil;&atilde;o” (RIBEIRO, 1885, p. 153). Baseando-se na obra de divulga&ccedil;&atilde;o do darwinismo na Fran&ccedil;a, escrita por &Eacute;mile Ferri&egrave;re (<i>Le Darwinisme</i>, 1872), o autor prop&otilde;e, portanto, a seguinte compara&ccedil;&atilde;o, acerca da <i>sele&ccedil;&atilde;o</i> ocorrida nas esp&eacute;cies e nas l&iacute;nguas: </p>     <p>&nbsp;</p> <table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0" >  <tbody> <tr> <td valign="top" >    <p>Esp&eacute;cies</p></td> <td valign="top" >    <p>L&iacute;nguas</p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" > </td> <td valign="top" > </td> </tr>  <tr> <td valign="top" >    <p>a) dotadas de variedades, resultado do meio ou de causas fisiol&oacute;gicas</p></td> <td valign="top" >    <p>a) dotadas de dialetos, resultado do meio ou costumes</p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" >    <p>b) as vivas descendem geralmente das mortas de um mesmo pa&iacute;s</p></td> <td valign="top" >    <p>b) as vivas descendem geralmente das mortas de um mesmo pa&iacute;s</p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>c) em um pa&iacute;s isolado, uma esp&eacute;cie passa por menos varia&ccedil;&otilde;es</p></td> <td valign="top" >    <p>c) em um pa&iacute;s isolado, uma l&iacute;ngua passa por menos varia&ccedil;&otilde;es</p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" >    <p>d) h&aacute; varia&ccedil;&otilde;es produzidas pelo cruzamento com outras esp&eacute;cies</p></td> <td valign="top" >    <p>d) h&aacute; varia&ccedil;&otilde;es produzidas por rela&ccedil;&otilde;es exteriores</p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" >    <p>e) a sele&ccedil;&atilde;o &eacute; causada pela superioridade de alguns indiv&iacute;duos</p></td> <td valign="top" >    <p>e) a sele&ccedil;&atilde;o &eacute; causada pelo g&ecirc;nio liter&aacute;rio e pela instru&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica centralizada</p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" >    <p>f) a sele&ccedil;&atilde;o pode ser causada, por exemplo, pela beleza da plumagem ou melodia do canto</p></td> <td valign="top" >    <p>f) a sele&ccedil;&atilde;o pode ser causada, por exemplo, pela brevidade ou pela eufonia</p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" >    <p>g) h&aacute; numerosas lacunas nas esp&eacute;cies extintas</p></td> <td valign="top" >    <p>g) h&aacute; numerosas lacunas nas l&iacute;nguas extintas</p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>h) h&aacute; probabilidades de dura&ccedil;&atilde;o de uma esp&eacute;cie nos indiv&iacute;duos que a comp&otilde;em</p></td> <td valign="top" >    <p>h) h&aacute; probabilidades de dura&ccedil;&atilde;o de uma l&iacute;ngua nos indiv&iacute;duos que a falam</p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" >    <p>i) as esp&eacute;cies extintas n&atilde;o reaparecem mais</p></td> <td valign="top" >    <p>i) as l&iacute;nguas extintas n&atilde;o reaparecem mais</p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" >    <p>j) h&aacute; progresso nas esp&eacute;cies em raz&atilde;o da divis&atilde;o do trabalho fisiol&oacute;gico</p></td> <td valign="top" >    <p>j) h&aacute; progresso nas l&iacute;nguas em raz&atilde;o da divis&atilde;o do trabalho intelectual</p></td> </tr>  </tbody> </table>     <p>&nbsp;</p>     <p>Esse curioso e sugestivo quadro &eacute; completado por outro semelhante, mas que agora diz respeito &agrave; <i>classifica&ccedil;&atilde;o geneal&oacute;gica</i> nas esp&eacute;cies e nas l&iacute;nguas:</p>     <p>&nbsp;</p> <table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0" >  <tbody> <tr> <td valign="top" >    <p>Esp&eacute;cies</p></td> <td valign="top" >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>L&iacute;nguas</p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" > </td> <td valign="top" > </td> </tr>  <tr> <td valign="top" >    <p>a) const&acirc;ncia de estrutura, &oacute;rg&atilde;os de alta import&acirc;ncia fisiol&oacute;gica, &oacute;rg&atilde;os de import&acirc;ncia variada</p></td> <td valign="top" >    <p>a) const&acirc;ncia de estrutura, radicais de alta import&acirc;ncia, flex&otilde;es de import&acirc;ncia variada</p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" >    <p>b) vest&iacute;gios de estrutura primordial, &oacute;rg&atilde;os rudimentares ou atrofiados, estrutura embrion&aacute;ria</p></td> <td valign="top" >    <p>b) vest&iacute;gios de estrutura primordial, letras rudimentares ou atrofiadas, fase embrion&aacute;ria</p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" >    <p>c) uniformidade de um conjunto de caracteres</p></td> <td valign="top" >    <p>c) uniformidade de um conjunto de caracteres</p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" >    <p>d) cadeia de afinidades nas esp&eacute;cies vivas ou extintas</p></td> <td valign="top" >    <p>d) cadeia de afinidades nas l&iacute;nguas vivas ou extintas</p></td> </tr>  </tbody> </table>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Ambos os quadros acima revelam a d&iacute;vida da <i>Grammatica</i> de J&uacute;lio Ribeiro com as teorias evolucionistas, em particular; e, de modo geral, com a filosofia positivista que, no final das contas, forneceu as condi&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias para que n&atilde;o apenas o evolucionismo de Darwin, mas tamb&eacute;m o determinismo de Spencer e de Taine, o experimentalismo de Bernard e outras teorias afins pudessem se desenvolver e se disseminar pelo Ocidente. Nesse sentido, ele foi um tribut&aacute;rio consciente das ideias lingu&iacute;sticas de Schleicher, que, como j&aacute; t&iacute;nhamos salientado antes, afirmou-se na historiografia lingu&iacute;stica como um dos nomes que, na segunda metade do s&eacute;culo XIX, mais teve &ecirc;xito na aproxima&ccedil;&atilde;o de categorias lingu&iacute;sticas e idiom&aacute;ticas aos princ&iacute;pios da biologia evolucionista, at&eacute; mesmo antes do reconhecimento geral das teorias de Darwin: </p>      <blockquote>    <p>“it was under the influence of (pr&eacute;-Darwinian) evolutionary biology that Schleicher conceived of language as developing in stages from mineral to vegetal and, finally, to animal states which he found paralleled by monosyllabic, agglutinative, and inflectional stages of language evolution” (KOERNER , s.d., p. 62).</p></blockquote>      <p>Assim, n&atilde;o resta d&uacute;vida de que, seguindo de perto os passos de Schleicher, seja por interm&eacute;dio de consultas diretas &agrave; fonte, seja por meio dos in&uacute;meros divulgadores do fil&oacute;logo alem&atilde;o, J&uacute;lio Ribeiro logrou &ecirc;xito, como poucos gram&aacute;ticos de sua &eacute;poca, no prop&oacute;sito de incorporar na gramaticografia nacional as principais diretrizes estabelecidas pelo m&eacute;todo hist&oacute;rico-comparatista, em especial nos v&iacute;nculos que ele estabelecia com as teorias deterministas da &eacute;poca, associando de modo indel&eacute;vel o mecanismo de funcionamento da l&iacute;ngua aos processos de gera&ccedil;&atilde;o, desenvolvimento e extin&ccedil;&atilde;o da vida biol&oacute;gica. </p>      <p><b>Conclus&atilde;o</b></p>      <p>Um dos principais divulgadores do ide&aacute;rio positivista nos estudos lingu&iacute;sticos, filol&oacute;gicos e gramaticais no Brasil – sen&atilde;o o principal –, J&uacute;lio Ribeiro n&atilde;o teve reconhecimento un&acirc;nime em sua empreitada. Maximino Maciel, por exemplo, autor de uma j&aacute; citada gram&aacute;tica, publicada alguns anos depois do fil&oacute;logo mineiro (<i>Gram&aacute;tica Descritiva</i>, 1887), critica-o pela excessiva subservi&ecirc;ncia, segundo seu entendimento, aos fil&oacute;logos e gram&aacute;ticos alem&atilde;es, ingleses e franceses, cr&iacute;tica, contudo, contestada por um dos estudiosos e bi&oacute;grafos de J&uacute;lio Ribeiro: para M&aacute;rio Casassanta, ao contr&aacute;rio, J&uacute;lio Ribeiro teria agido correta e perspicazmente ao adaptar &agrave; realidade nacional conceitos retirados de preciosas fontes estrangeiras, al&eacute;m do m&eacute;rito de ter introduzido no pa&iacute;s a t&eacute;cnica de an&aacute;lise hist&oacute;rico-comparativa, por meio da qual teria difundido entre n&oacute;s os <i>m&eacute;todos positivos</i> em mat&eacute;ria de gram&aacute;tica, afastando-se, portanto, dos “abusos da metaf&iacute;sica” (CASASSANTA, 1946, p. 19), numa defesa muito semelhante a que lhe faz, no mesmo ano, outro de seus bi&oacute;grafos (GIFFONI, 1946). N&atilde;o h&aacute; como n&atilde;o se lembrar das palavras do pr&oacute;prio Comte, j&aacute; acima citadas, ao se referir &agrave; predomin&acirc;ncia do m&eacute;todo positivista sobre o metaf&iacute;sico...</p>      <p>Num de seus mais famosos escritos (<i>Compendium der vergleichenden Grammatik der indogermanischen Sprachen</i>), j&aacute; aqui aludido, Schleicher – numa exposi&ccedil;&atilde;o que, em tudo, denuncia-o como fonte de inspira&ccedil;&atilde;o de Ribeiro – afirma que a gram&aacute;tica, parte da hist&oacute;ria natural do homem, deve ser compreendida como um aspecto do <i>sistema natural</i>, constituindo-se num claro exemplo de <i>ci&ecirc;ncia da vida da linguagem</i>. (SCHLEICHER, 1874). Em outra obra igualmente c&eacute;lebre e n&atilde;o menos pol&ecirc;mica (RICHARDS, 2007), <i>Darwinsche Theorie und die Sprachwissenschaft</i>, Schleicher reitera essa perspectiva, ao enfatizar os v&iacute;nculos necess&aacute;rios entre linguagem e ci&ecirc;ncia natural, afirmando taxativamente:</p>      <blockquote>    <p>“somewhat analogous is, probably, the origin of the vegetable and animal organisms; the simple cell is, no doubt, the common primitive form of those, as the simple root is that of the languages. The simplest forms of the later animal and vegetable life, the cell, we may likewise suppose to have originated in a multitude at a certain period of the life of our earth, just as the simplest words in the world of speech. These incipient forms of organic life, that could neither be called animals or plants, afterwards developed themselves in various directions. Just so the radical elements of the languages”. (SCHLEICHER, 1983, p. 55)</p></blockquote>      <p><i>Leitor de Schleicher</i>, como sugerimos no t&iacute;tulo deste trabalho, J&uacute;lio Ribeiro optou por ir al&eacute;m de uma leitura passiva e descompromissada do fil&oacute;logo alem&atilde;o, preferindo incorporar suas teses mais recorrentes e, num processo deliberado de aclimata&ccedil;&atilde;o, adapt&aacute;-las &agrave; realidade da gram&aacute;tica da l&iacute;ngua portuguesa no Brasil.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <p><b>References</b></p>      <!-- ref --><p>AMARAL, Amador Bueno do. “Para Ler”. <i>In </i>RIBEIRO, J&uacute;lio. <i>Nova Grammatica da Lingua Latina</i>. S&atilde;o Paulo, Carlos Zanchi, 1895, p. I-II.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S0807-8967201200010001100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>BASTOS, Neusa Maria O. Barbosa; BRITO, Regina H. Pires de; HANNA, Vera L&uacute;cia H. “Gramaticografia Novecentista: Ra&iacute;zes Maximinianas”. <i>In</i>: BASTOS, Neusa Barbosa e PALMA, Dieli Vesaro (orgs.). <i>Hist&oacute;ria Entrela&ccedil;ada 2. A Constru&ccedil;&atilde;o de Gram&aacute;ticas e o Ensino de L&iacute;ngua Portuguesa na Primeira Metade do S&eacute;culo XX</i>. Rio de Janeiro, Lucerna, 2006, p. 61-81.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S0807-8967201200010001100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>BRESCIANI, Maria Stella M. "O Cidad&atilde;o da Rep&uacute;blica. Liberalismo versus Positivismo. Brasil: 1870-1900". <i>Revista Usp</i>, S&atilde;o Paulo, No. 17: 122-135, Mar.-Abr.-Mai. 1993.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S0807-8967201200010001100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>BROCA, Brito. <i>Naturalistas, Parnasianos e Dacadistas. Vida Liter&aacute;ria do Realismo ao Pr&eacute;-Modernismo</i>. Campinas, Unicamp, 1991.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S0807-8967201200010001100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>C&Acirc;MARA J&Uacute;NIOR, J. Mattoso. “As Ideias Gramaticais de Jo&atilde;o Ribeiro”. <i>Dispersos </i>(Sel. e Intr. de Carlos Eduardo Falc&atilde;o Uchoa). Rio de Janeiro, FGV, 1975, p. 171-184.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S0807-8967201200010001100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>CARVALHO, Jos&eacute; Murilo de. <i>Os Bestializados: O Rio de Janeiro e a Rep&uacute;blica que n&atilde;o foi</i>. S&atilde;o Paulo, Cia. das Letras, 1989.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S0807-8967201200010001100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>CARVALHO, Jos&eacute; Murilo de. <i>A Forma&ccedil;&atilde;o das Almas. O Imagin&aacute;rio da Rep&uacute;blica no Brasil</i>. S&atilde;o Paulo, Companhia das Letras, 1990.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S0807-8967201200010001100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>CASASSANTA, M&aacute;rio. <i>J&uacute;lio Ribeiro e Maximino Maciel</i>. Rio de Janeiro, Imprensa Nacional, 1946.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S0807-8967201200010001100008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>CAVALHEIRO, Mari&acirc;ngela Carvalho. <i>A Produ&ccedil;&atilde;o Liter&aacute;ria de J&uacute;lio Ribeiro em Sorocaba. Sorocaba, Prefeitura Municipal de Sorocaba/Digipel, 2001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S0807-8967201200010001100009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></i></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>CELSO J&Uacute;NIOR, Afonso. <i>Cam&otilde;es</i>. S&atilde;o Paulo, Livraria Popular, 1880.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S0807-8967201200010001100010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>COLLINGE, N. E. “The Main Strands of 19th Century Linguistics. History of Comparative Linguistics”. <i>In</i>: KOERNER, E. F. K. &amp; ASHER, R. E. <i>Concise History of Language Sciences. From the Sumerians to the Cognitivists</i>. United Kingdom, Pergamon, 1995, p. 195-202.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S0807-8967201200010001100011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>COMTE, Auguste. <i>Pens&eacute;es et Pr&eacute;ceptes</i>. Paris, Bernard Grasset, 1924.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S0807-8967201200010001100012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>DAUZAT, Albert. <i>La vie du langage</i>. Paris, Librairie Armand Colin, 1929.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S0807-8967201200010001100013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>FILHO, Jo&atilde;o Dornas. <i>J&uacute;lio Ribeiro</i>. Belo Horizonte, Livraria Cultura Brasileira, 1945 (Cadernos da Prov&iacute;ncia 2).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S0807-8967201200010001100014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>GIFFONI, O Carneiro. <i>J&uacute;lio Ribeiro</i>. S&atilde;o Paulo, Sociedade dos Amigos das Cidades do Interior, 1946.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000143&pid=S0807-8967201200010001100015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>GUIMAR&Atilde;ES, Eduardo. <i>Hist&oacute;ria da Sem&acirc;ntica. Sujeito, Sentido e Gram&aacute;tica no Brasil</i>. Campinas, Pontes, 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000145&pid=S0807-8967201200010001100016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>HOVELACQUE, Abel. <i>La Linguistique</i>. Paris, C. Reinwald, 1877.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S0807-8967201200010001100017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>IRM&Atilde;O, Jos&eacute; Aleixo. <i>J&uacute;lio Ribeiro</i>. Sorocaba, Cupolo, s.d.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000149&pid=S0807-8967201200010001100018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>KOERNER, Konrad. “The Neogrammarian Doctrine: Breakthrough or Extension of the Schleicherian Paradigm. A Problem in Linguistic Historiography”. <i>In</i>: <i>Practing Linguistic Historiography: Selected Essays. Studies in the History of the Language Sciences</i>. Amsterdam/Philadelphia, John Benjamins, Vol. 50: 79-86, 1989.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000151&pid=S0807-8967201200010001100019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>_______________. “The Natural Science Impact on Theory Formation in 19<sup>th</sup> and 20<sup>th</sup> Century Linguistics”. <i>In</i>: <i>Professing Linguistic Historiography</i>. Amsterdam/Philadelphia, John Benjamins, s.d.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000153&pid=S0807-8967201200010001100020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>LEITE, Marli Quadros. <i>O Purismo Lingu&iacute;stico. Suas Manifesta&ccedil;&otilde;es no Brasil</i>. S&atilde;o Paulo, FFLCH, 1996 (Tese de Doutorado).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000155&pid=S0807-8967201200010001100021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>LEROY, Maurice. <i>As Grandes Correntes da Lingu&iacute;stica Moderna</i>. S&atilde;o Paulo, Cultrix, 1982.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000157&pid=S0807-8967201200010001100022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>LIGHTFOOT, David. “How Long was the Nineteenth Century”. <i>Delta. Revista de Documenta&ccedil;&atilde;o de Estudos em Lingu&iacute;stica Te&oacute;rica e Aplicada</i>. Unicamp, Campinas, Vol. 16, N&uacute;mero Especial: 81-98, 2000.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000159&pid=S0807-8967201200010001100023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>LINS, Ivan. <i>Hist&oacute;ria do positivismo no Brasil.</i> S&atilde;o Paulo, Companhia Editora Nacional, 1967.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000161&pid=S0807-8967201200010001100024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>MACIEL, Maximino. <i>Grammatica Decriptiva, baseada nas Doutrinas Modernas</i>. Rio de Janeiro / Paris, Francisco Alves / Aillaud, 1918.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000163&pid=S0807-8967201200010001100025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>MATEUS, Maria Helena Mira. <i>A Face Exposta da L&iacute;ngua Portuguesa</i>. Lisboa, Imprensa Nacional/Casa da Moeda, 2002&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000165&pid=S0807-8967201200010001100026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>MENDON&Ccedil;A, Renato. <i>O Portugu&ecirc;s do Brasil. Origens, Evolu&ccedil;&atilde;o, Tend&ecirc;ncias</i>. Rio de Janeiro, Civiliza&ccedil;&atilde;o Brasileira, 1936.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000166&pid=S0807-8967201200010001100027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>MOUNIN, Georges. <i>Histoire de la linguistique des origines au XXe. si&egrave;cle</i>. Paris, Presses Universitaires de France, 1967.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000168&pid=S0807-8967201200010001100028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>NASCIMENTO, Jos&eacute; Leonardo do. “J&uacute;lio Ribeiro: Ci&ecirc;ncia, Pol&iacute;tica e Arte”. <i>In</i>: RIBEIRO, J&uacute;lio. <i>Cartas Sertanejas; Procel&aacute;rias</i>. S&atilde;o Paulo, Imprensa Oficial do Estado /Fundap, 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000170&pid=S0807-8967201200010001100029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>OLIVEIRA, L&uacute;cia Lippi. <i>A Quest&atilde;o Nacional na Primeira Rep&uacute;blica</i>. S&atilde;o Paulo, Brasiliense, 1990.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000172&pid=S0807-8967201200010001100030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>ORLANDI, Eni P. <i>L&iacute;ngua e Conhecimento Lingu&iacute;stico. Para Uma Hist&oacute;ria das Ideias no Brasil</i>. S&atilde;o Paulo, Cortez, 2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000174&pid=S0807-8967201200010001100031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>PFEIFFER, Claudia Castellanos. “A l&iacute;ngua Nacional no Espa&ccedil;o das Pol&ecirc;micas do S&eacute;culo XIX/XX”. <i>In</i>: ORLANDI, Eni (org.). <i>Hist&oacute;rias das Ideias Lingu&iacute;sticas: Constru&ccedil;&atilde;o do Saber Metalingu&iacute;stico e Constitui&ccedil;&atilde;o da L&iacute;ngua Nacional</i>. Pontes/Unemat, Campinas, C&aacute;ceres, 2001, p. 167-183.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000176&pid=S0807-8967201200010001100032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>PEZZI, Domenico. “Prefazione”. <i>In</i>: SCHLEICHER, August. <i>Compendio de Grammatica Comparativa dello &Acirc;ntico Indiano, Greco ed It&aacute;lico</i>. Torino/Firenze, Ermano Loescher, 1869, p. 3-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000178&pid=S0807-8967201200010001100033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>RIBEIRO, J&uacute;lio. <i>Tra&ccedil;os Geraes de Linguistica</i>. S&atilde;o Paulo, Livraria Popular, 1880.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000180&pid=S0807-8967201200010001100034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>____________. <i>Grammatica Portuguesa</i>. S&atilde;o Paulo, Teixeira &amp; Im&atilde;o, 1885.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000182&pid=S0807-8967201200010001100035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>____________. <i>Quest&atilde;o Grammatical</i>. S&atilde;o Paulo, Teixeira &amp; Irm&atilde;os, 1887.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000184&pid=S0807-8967201200010001100036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>____________. <i>Nova Grammatica da Lingua Latina</i>. S&atilde;o Paulo, Carlos Zanchi, 1895.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000186&pid=S0807-8967201200010001100037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>____________. <i>Cartas Sertanejas</i>. S&atilde;o Paulo, Edi&ccedil;&otilde;es e Publica&ccedil;&otilde;es Brasil, s.d.[a]&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000188&pid=S0807-8967201200010001100038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>____________. <i>Procellarias</i>. S&atilde;o Paulo, Cultura Brasileira, s.d. [b]&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000189&pid=S0807-8967201200010001100039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>RICHARDS, Robert J. “The Linguistic Creation of Man: Charles Darwin, August Schleicher, Ernst Haeckel, and the Missing Link in  Nineteenth-Century Evolutionary Theory”. <a href="http://www.courses.fas.harvard.edu/~hsci278/Reading_on_Language/Darwin_and_lan" target="_blank">www.courses.fas.harvard.edu/~hsci278/Reading_on_Language/Darwin_and_lan</a>...(Acessado em 21/08/2007).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000190&pid=S0807-8967201200010001100040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>SCHLEICHER, August. <i>Les Langues de L&acute;Europe Moderne</i>. Paris, Ladrange / Garnier, 1852.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000192&pid=S0807-8967201200010001100041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>__________________. <i>Compendio de Grammatica Comparativa dello &Acirc;ntico Indiano, Greco ed It&aacute;lico</i>. Torino/Firenze, Ermano Loescher, 1869.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000194&pid=S0807-8967201200010001100042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>__________________. <i>A Compendium of the Comparative Grammar of the Indo-European, Sanskrit, Greek and Latin Language</i>. London, Tr&uuml;bner &amp; Co., 1874.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000196&pid=S0807-8967201200010001100043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>__________________. <i>The Darwinian Theory and The Science of Langage</i>. <i>In</i>: KOERNER, Konrad (Ed.). <i>Linguistics and Evolutionary Theory. Three Essays by August Schleicher, Ernst Haeckel and Wilhelm Bleek</i>. Amsterdam/Philadelphia, John Benjamins, 1983.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000198&pid=S0807-8967201200010001100044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>SILVA, Maur&iacute;cio. “Fundamentos do Discurso Gramatical Brasileiro: A <i>Gram&aacute;tica Portuguesa</i> (1887) de Jo&atilde;o Ribeiro”. BASTOS, Neusa Barbosa e PALMA, Dieli Vesaro. <i>Hist&oacute;ria Entrela&ccedil;ada 2: A Constru&ccedil;&atilde;o de Gram&aacute;ticas e o Ensino da L&iacute;ngua Portuguesa na Primeira Metade do S&eacute;culo XX</i>. Rio de Janeiro, Lucerna, 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000200&pid=S0807-8967201200010001100045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>SILVA J&Uacute;NIOR, Pacheco da; ANDRADE, Lameira de. <i>Grammatica da L&iacute;ngua Portugueza para uso dos Gymnasios, Lyceus e Escolas Normaes</i>. Rio de Janeiro, Francisco Alves, 1913.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000202&pid=S0807-8967201200010001100046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>SILVEIRA, C&eacute;lia Regina da. <i>Erudi&ccedil;&atilde;o e Ci&ecirc;ncia. As Procelas de J&uacute;lio Ribeiro (1845-1890)</i>. S&atilde;o Paulo, UNESP, 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000204&pid=S0807-8967201200010001100047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>SODR&Eacute;, Nelson Werneck. <i>O Naturalismo no Brasil</i>. Rio de Janeiro, Civiliza&ccedil;&atilde;o Brasileira, 1965.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000206&pid=S0807-8967201200010001100048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>SWIGGERS, Pierre. <i>Histoire de la Pens&eacute;e Linguistique. Analyse du Langage et R&eacute;flexion Linguistique dans la Culture Occidentale, de l’Antiquit&eacute; au XIXe. Si&egrave;cle</i>. Paris, Presses Universitaires de France, 1997.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000208&pid=S0807-8967201200010001100049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>TSIAPERA, M&aacute;ria. “Organic Metaphor in Early 19<sup>th</sup> Century Linguistics”. <i>In</i>: NIEDEREHE, H.-J. and KOERNER, K. <i>History and Historiography of Linguistics. Studies in the History of the Language Sciences</i>. 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Amsterdam/Philadelphia, John Benjamins, Vol. 20: 395-402, 1980.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000212&pid=S0807-8967201200010001100051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>VENTURA, Roberto. <i>Estilo Tropical. Hist&oacute;ria Cultural e Pol&ecirc;micas Liter&aacute;rias no Brasil. 1870-1914</i>. S&atilde;o Paulo, Cia. as Letras, 1991.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000214&pid=S0807-8967201200010001100052&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>WEEDWOOD, Barbara. <i>Hist&oacute;ria Concisa da Lingu&iacute;stica</i>. S&atilde;o Paulo, Par&aacute;bola, 2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000216&pid=S0807-8967201200010001100053&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>ZOLA, &Eacute;mile. <i>O Romance Experimental e o Naturalismo no Teatro</i>. S&atilde;o Paulo, Perspectiva, 1982.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000218&pid=S0807-8967201200010001100054&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Notas</b></p>      <p><sup><a href="#top1" name="1" >[1]</a></sup> Na verdade, m&eacute;todo <i>hist&oacute;rico-comparativo</i>, como se convencionou cham&aacute;-lo depois.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><sup><a href="#top2" name="2" >[2]</a></sup> Tratou-se de uma pol&ecirc;mica, veiculada intermitentemente, pelas p&aacute;ginas do <i>Di&aacute;rio de Campinas</i> (J&uacute;lio Ribeiro) e de <i>A Prov&iacute;ncia de S&atilde;o Paulo</i> (Augusto Freire da Silva).</p>      <p><sup><a href="#top3" name="3" >[3]</a></sup> Entre a primeira (1881) e a segunda (1885) edi&ccedil;&otilde;es de sua <i>Grammatica</i>, J&uacute;lio Ribeiro realizou uma s&eacute;rie de mudan&ccedil;as aqui n&atilde;o abordadas, mas que merecem an&aacute;lise mais acurada em trabalho posterior.</p>       ]]></body><back>
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