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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Melodia e imitação musical em Ensaio sobre a origem das línguas]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Drawing on the identification of civilizing and rationalization processes, as well as on the relation between mimesis and rationality on the theory of melody, harmony, speech and writing, as well as the their relation and evolution established in Essai sur l’origine des langues, an argument is built showing current relevance of Rousseau’s conceptual tools on music sociology, as well as on the critical and empirical knowledge on music communication.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p> <b>Melodia e imita&ccedil;&atilde;o musical em Ensaio sobre a origem das l&iacute;nguas</b> </p>     <p> <b>M&eacute;lodie and imitation musicale in the Essai sur l'origine des langues</b> </p>      <p> <b>&Acirc;ngelo Martingo*</b> </p>     <p> *Departamento de M&uacute;sica, Universidade do Minho, Braga, Portugal </p>      <p><a href="mailto:angelomartingo@ilch.uminho.pt">angelomartingo@ilch.uminho.pt</a></p>      <p>&nbsp;</p>      <p> <b>RESUMO</b> </p>     <p>Partindo da identifica&ccedil;&atilde;o dos processos civilizacional e de racionaliza&ccedil;&atilde;o, da rela&ccedil;&atilde;o entre o mim&eacute;tico e o racional na teoriza&ccedil;&atilde;o de melodia, harmonia, fala e escrita, bem como da rela&ccedil;&atilde;o e evolu&ccedil;&atilde;o destas em <i>Ensaio sobre a origem das l&iacute;nguas</i>, procura-se evidenciar a atualidade dos instrumentos conceptuais de Rousseau na estrutura&ccedil;&atilde;o do campo da sociologia da m&uacute;sica, em particular, na teoriza&ccedil;&atilde;o cr&iacute;tica e emp&iacute;rica da comunica&ccedil;&atilde;o musical.</p>     <p><b>Palavras-chave</b>: Rousseau, m&uacute;sica, mimesis, racionaliza&ccedil;&atilde;o.</p>      <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p> <b>ABSTRACT</b> </p>     <p>Drawing on the identification of civilizing and rationalization processes, as well as on the relation between mimesis and rationality on the theory of melody, harmony, speech and writing, as well as the their relation and evolution established in <i>Essai sur l’origine des langues</i>, an argument is built showing current relevance of Rousseau’s conceptual tools on music sociology, as well as on the critical and empirical knowledge on music communication.</p>     <p><b>Keywords</b>: Rousseau, music, mimesis, rationalization.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Da m&uacute;sica e da l&iacute;ngua no <i>Ensaio</i> – mimesis, artif&iacute;cio e racionaliza&ccedil;&atilde;o </b></p>      <p>Em <i>Ensaio sobre a origem das l&iacute;nguas, em que se fala da melodia e da imita&ccedil;&atilde;o musical</i> (doravante, <i>Ensaio</i>), publicado postumamente em 1781, Rousseau (2001) elabora sobre a l&iacute;ngua, enquanto fala e escrita, sobre a m&uacute;sica, enquanto melodia e harmonia, bem como sobre o surgimento, a rela&ccedil;&atilde;o, e a evolu&ccedil;&atilde;o destas, apontando desde logo, para a sua comunh&atilde;o origin&aacute;ria. Com efeito, concorrem a&iacute;, na conce&ccedil;&atilde;o de Rousseau (2001: 97), o ritmo, as inflex&otilde;es e os acentos num ideal de comunica&ccedil;&atilde;o expressiva que n&atilde;o distingue entre m&uacute;sica e discurso – “De in&iacute;cio”, escreve Rousseau (2001: 97), “n&atilde;o houve outra m&uacute;sica que n&atilde;o fosse a melodia, nem outra melodia que n&atilde;o consistisse na variedade dos sons da fala”. Similarmente, por&eacute;m, &agrave; l&iacute;ngua, e em &iacute;ntima liga&ccedil;&atilde;o com o aperfei&ccedil;oamento desta, segundo Rousseau (2001: 118), a m&uacute;sica havia largamente perdido com desenrolar do tempo a sua for&ccedil;a expressiva original, num processo de racionaliza&ccedil;&atilde;o que, colocando &ecirc;nfase nos processos f&iacute;sicos (Rousseau, 2001: 124) e na harmonia, em detrimento da melodia (Rousseau, 2001: 115; 124), neutralizara a sua expressividade.<sup><a href="#1" name="top1">[1]</a></sup> N&atilde;o sendo incompat&iacute;vel com a express&atilde;o (Rousseau, 2001: 106), a harmonia faria remeter a m&uacute;sica para o &acirc;mbito das ci&ecirc;ncias exatas, enquanto na melodia, em que a imita&ccedil;&atilde;o das paix&otilde;es emerge com especial relevo (Rousseau, 2001: 103), radicaria n&atilde;o s&oacute; a superioridade como o lugar da m&uacute;sica entre as belas-artes.<sup><a href="#2" name="top2">[2]</a></sup> Nesse sentido, constata Rousseau (2001: 124): </p>      <blockquote>     <p>“(…) a m&uacute;sica, circunscrita ao efeito meramente f&iacute;sico da ocorr&ecirc;ncia de determinadas vibra&ccedil;&otilde;es, (…) viu[-se] privada dos efeitos morais que a caracterizavam quando ela era redobradamente a voz da natureza”.</p> </blockquote>      <p>Tal conce&ccedil;&atilde;o da express&atilde;o reveste-se, em todo o caso, de uma natureza particular – referindo-se aos sons como “(…) signo dos nossos afetos e dos nossos sentimentos” (Rousseau, 2001: 107), Rousseau entende o processo imitativo, n&atilde;o como representa&ccedil;&atilde;o direta do objeto, mas como analogia, suscitando “sentimentos semelhantes” &agrave;queles experimentados na presen&ccedil;a do representado (Rousseau, 2001: 115). Rousseau (2001: 104) d&aacute; nota ainda de uma natureza convencional da rela&ccedil;&atilde;o mim&eacute;tica, sendo que a familiaridade com o vocabul&aacute;rio musical se lhe afigurava imprescind&iacute;vel para que se torne o agrad&aacute;vel em “voluptuosidade” – “(…) estamos diante de uma l&iacute;ngua de que necessitamos de conhecer o dicion&aacute;rio”, escreve Rousseau (2001: 104), e se tal &eacute; aplic&aacute;vel &agrave; melodia, com maior propriedade &agrave; harmonia, mais artificial.<sup><a href="#3" name="top3">[3]</a></sup> Para al&eacute;m disso, remeter-nos-ia o entendimento de Rousseau para a mimesis na m&uacute;sica enquanto imita&ccedil;&atilde;o sem objeto. Na verdade, comparando a m&uacute;sica &agrave; pintura Rousseau (2001: 114) constatava que “Uma das grandes vantagens do m&uacute;sico consiste em poder dar-nos uma pintura do que por si s&oacute; nunca conseguir&iacute;amos ouvir, enquanto o pintor s&oacute; consegue representar o que pode ser visto”.</p>      <p>Semelhante origem e percurso s&atilde;o teorizados relativamente &agrave; fala e &agrave; escrita, verificando-se desde logo, tamb&eacute;m a&iacute;, a primazia do sentimento – de acordo com Rousseau (2001: 47): “N&atilde;o se come&ccedil;a por raciocinar mas por sentir”. De modo involunt&aacute;rio, e, portanto, fora do &acirc;mbito da racionalidade, &eacute; a natureza que age na fala, imprimindo a&iacute; a marca das paix&otilde;es que s&atilde;o o caso (Rousseau, 2001: 44). Excedendo o que seria requerido pelas necessidades elementares (Rousseau, 2001: 47-48), a emerg&ecirc;ncia da fala radicaria na comunica&ccedil;&atilde;o das paix&otilde;es, aproximando o sujeito dos seus semelhantes – “N&atilde;o foram nem a fome nem a sede”, informa Rousseau (2001: 48), “mas sim o amor, o &oacute;dio, a piedade ou a c&oacute;lera que pela primeira vez soltaram a fala dos homens…”. Rousseau (2001: 51-53) concebe assim uma primeira l&iacute;ngua como sendo mais pr&oacute;xima das “exclama&ccedil;&otilde;es naturais”, inarticuladas, das imagens e dos sentimentos, onomatopaica, com poucas articula&ccedil;&otilde;es e consoantes, variada nos sons a entoa&ccedil;&otilde;es, a fala integrava o “acento das paix&otilde;es”, privilegiando a “eufonia, na cad&ecirc;ncia, na harmonia e no encanto dos sons” em detrimento da regularidade, normaliza&ccedil;&atilde;o, e gram&aacute;tica.<sup><a href="#4" name="top4">[4]</a></sup> Constatando que, com o tempo, as necessidades se sobrep&otilde;em &agrave;s paix&otilde;es (Rousseau, 2001: 91), n&atilde;o encontrava Rousseau, por&eacute;m, no seu tempo, vest&iacute;gio dessa l&iacute;ngua expressiva. Num cont&iacute;nuo processo de racionaliza&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o e uma consequente neutraliza&ccedil;&atilde;o da express&atilde;o resultante do “[…] estudo da filosofia e o desenvolvimento do pensamento […]” (Rousseau, 2001: 119), a l&iacute;ngua tornara-se mais articulada, mais clara, mais fria (Rousseau, 2001: 53-54), tendo ganho em clareza perdia o que perdera na for&ccedil;a expressiva (Rousseau, 2001: 67). Menciona Rousseau (2001: 53) a esse prop&oacute;sito: </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote>     <p>“&Agrave; medida que crescem as necessidades, que as rela&ccedil;&otilde;es se confundem e que as luzes se estendem, a linguagem muda de car&aacute;cter: torna-se mais precisa e menos apaixonada, os sentimentos s&atilde;o substitu&iacute;dos pelas ideias e ela em vez de se dirigir ao cora&ccedil;&atilde;o passa a dirigir-se &agrave; raz&atilde;o”.</p> </blockquote>     <p>O mesmo processo de racionaliza&ccedil;&atilde;o emerge na escrita, equiparado por Rousseau aos “[,…] tr&ecirc;s estados sob os quais se pode considerar a vida dos homens agrupados numa na&ccedil;&atilde;o” (Rousseau, 2001: 55). Em particular, enquanto num primeiro est&aacute;dio a escrita, equivalente &agrave; “linguagem das paix&otilde;es”, se constitu&iacute;a na “pintura dos objectos”, como seria o caso da mexicana e eg&iacute;pcia (Rousseau, 2001: 54), num momento ulterior passa a representar atrav&eacute;s de uma “pintura dos sons”, “palavras e frases” por sinais convencionais, como seria o caso da escrita chinesa (Rousseau, 2001: 54), para, num &uacute;ltimo momento, consistir na decomposi&ccedil;&atilde;o elementar dos elementos da fala – “N&atilde;o se trata j&aacute; bem de uma pintura da fala mas da sua an&aacute;lise”, refere Rousseau (2001: 55) a prop&oacute;sito deste. De assinalar que a escrita n&atilde;o &eacute; entendida como processo neutro de nota&ccedil;&atilde;o da fala, mas antes como um processo que altera e racionaliza esta, contaminando-a com a aus&ecirc;ncia de express&atilde;o – de acordo com Rousseau (2001: 60-61):</p>      <p>“A escrita, que parecia dever fixar a l&iacute;ngua, &eacute; precisamente o que a altera; ela n&atilde;o muda as palavras mas sim o g&eacute;nio das l&iacute;nguas; ela substitui expressividade por precis&atilde;o. Quando falamos, transmitimos os nossos sentimentos, mas s&atilde;o as nossas ideias que transmitimos quando escrevemos. (…) Os meios de que nos servimos em substitui&ccedil;&atilde;o desses [sons, acentua&ccedil;&otilde;es, inflex&otilde;es] estendem e alongam a l&iacute;ngua escrita e, passando dos livros para o discurso [oral], influenciam a pr&oacute;pria fala. Se diss&eacute;ssemos todas as coisas tal e qual as escrevemos a fala confundir-se-ia com a leitura”.</p>      <p>Rousseau (2001: 64) refor&ccedil;a esse argumento, sugerindo mesmo que a nota&ccedil;&atilde;o dos acentos na escrita n&atilde;o denota os da fala, mas antes pressup&otilde;e o seu desaparecimento, registando a esse respeito:</p>     <blockquote>     <p>“Hoje n&atilde;o temos qualquer ideia de uma l&iacute;ngua que se simultaneamente sonora e harmoniosa, quer nos fale tanto atrav&eacute;s dos sons como por meio das entoa&ccedil;&otilde;es. Se h&aacute; quem julgue poder substituir as entoa&ccedil;&otilde;es pelos acentos, engana-se; s&oacute; se recorre aos acentos quando a entoa&ccedil;&atilde;o j&aacute; foi perdida”.</p> </blockquote>     <p>Assim, em suma, de acordo com Rousseau (2001), num estado em que linguagem e m&uacute;sica n&atilde;o estavam ainda diferenciadas, s&atilde;o as paix&otilde;es que agem na fala e na melodia e determinam o seu surgimento. Com o tempo, por&eacute;m, e como resultado de um mesmo processo de racionaliza&ccedil;&atilde;o, verificava Rousseau quer a separa&ccedil;&atilde;o entre melodia e fala, quer uma articula&ccedil;&atilde;o progressiva de cada um dos dom&iacute;nios. Em particular, na m&uacute;sica, em detrimento da melodia, ‘signo’ das paix&otilde;es, Rousseau dava nota de uma progressiva &ecirc;nfase na harmonia, do dom&iacute;nio da raz&atilde;o e do c&aacute;lculo. N&atilde;o obstante, a rela&ccedil;&atilde;o mim&eacute;tica entre m&uacute;sica e ‘paix&otilde;es’ (em primeiro lugar, da melodia, e subsidiariamente, da harmonia), &eacute; tida como convencional, sendo necess&aacute;rio a familiaridade com o idioma e o conhecimento do seu ‘dicion&aacute;rio’ para ser sens&iacute;vel a um dom&iacute;nio em que &eacute; representado algo que por si n&atilde;o tem exist&ecirc;ncia pr&oacute;pria. Na linguagem, por seu lado, constatava Rousseau (2001) o progressivo aperfei&ccedil;oamento da gram&aacute;tica e articula&ccedil;&atilde;o do pensamento e da escrita. Se, na fala, tal evolu&ccedil;&atilde;o resultava num car&aacute;cter mais racional, preciso, &acute;frio’ e ‘claro’, afastando-se esta de uma origem na express&atilde;o das paix&otilde;es, na escrita, manifestava-se na passagem de uma ‘pintura dos objetos’, a uma ‘pintura dos sons’ e se finalmente, &agrave; nota&ccedil;&atilde;o da an&aacute;lise e decomposi&ccedil;&atilde;o dos elementos da fala, concorrendo para a racionaliza&ccedil;&atilde;o da fala, em vez de constituir-se no seu suporte neutro. Desse modo, verifica-se no entendimento de Rousseau (2001) um processo racionaliza&ccedil;&atilde;o que, acompanhando a separa&ccedil;&atilde;o do racional e do mim&eacute;tico, com privil&eacute;gio do primeiro, se apresenta na separa&ccedil;&atilde;o da linguagem e da m&uacute;sica e na transforma&ccedil;&atilde;o em cada um destes dom&iacute;nios.</p>      <p><b>Coment&aacute;rio e excurso</b></p>      <p>A rela&ccedil;&atilde;o entre a m&uacute;sica e linguagem tem sido amplamente explorada na teoriza&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o musical, quer do ponto de vista da interpreta&ccedil;&atilde;o, quer do ponto de vista da perce&ccedil;&atilde;o musical. Desde logo, &eacute; com base na teoria generativa da linguagem (Chomsky 1956; 1957; 1965) que &eacute; desenvolvida a teoria generativa da m&uacute;sica (Lerdahl &amp; Jackendoff, 1983), instrumento refer&ecirc;ncia na teoriza&ccedil;&atilde;o de modelos de interpreta&ccedil;&atilde;o e na investiga&ccedil;&atilde;o emp&iacute;rica da perce&ccedil;&atilde;o musical, designadamente, de m&uacute;sica tonal (e. g., Clarke, 1985; 1988; Friberg, 1991; Martingo 2005; 2006; 2007a; 2007b; Repp, 1990; 1992a; 1998a; 1999; Smith &amp; Cuddy, 2003; Todd, 1985; 1992; 1995) e da teoriza&ccedil;&atilde;o da representa&ccedil;&atilde;o cognitiva da tonalidade (e. g., Lerdahl 1988; 2001). A pertin&ecirc;ncia te&oacute;rica e pregn&acirc;ncia emp&iacute;rica da teoria generativa, para al&eacute;m da demonstra&ccedil;&atilde;o da analogia dos princ&iacute;pios cognitivos no processamento da l&iacute;ngua e da m&uacute;sica, permitiria sustentar um entendimento da interpreta&ccedil;&atilde;o e rece&ccedil;&atilde;o musical como interioriza&ccedil;&atilde;o da estrutura musical. Por outro lado, se admitirmos, como Meyer (1956; 1967; 1973; 1989) prop&otilde;e, que a emo&ccedil;&atilde;o na rece&ccedil;&atilde;o musical assenta na realiza&ccedil;&atilde;o ou frustra&ccedil;&atilde;o de expectativas, a que est&aacute; pressuposto a familiaridade como idioma, e juntarmos a essa teoriza&ccedil;&atilde;o a consist&ecirc;ncia intencional (Gabrielson, 1987; Repp, 1992a; Friberg &amp; Batel, 2002), ou involunt&aacute;ria, mesmo (Repp, 2003), com que os int&eacute;rpretes usam os recursos expressivos (desvios na din&acirc;mica ou ag&oacute;gica), bem como a interioriza&ccedil;&atilde;o destes desvios pelos ouvintes (Repp, 1992b; 1995; 1998a; 1998b; 2003), ser&iacute;amos conduzidos a um entendimento da interpreta&ccedil;&atilde;o e rece&ccedil;&atilde;o musical como um processo comunicativo assente numa linguagem estruturada e estruturante (Bourdieu, 1989), e da interpreta&ccedil;&atilde;o musical como a&ccedil;&atilde;o racionalizada, na ace&ccedil;&atilde;o de Weber (2003: 218), enquanto adequa&ccedil;&atilde;o de meios a fins. Como compreender nesse contexto, n&atilde;o obstante o pendor ora te&oacute;rico, ora emp&iacute;rico dos dados avan&ccedil;ados, a cr&iacute;tica do processo de racionaliza&ccedil;&atilde;o e a imita&ccedil;&atilde;o das paix&otilde;es como paradigma expressivo colocadas por Rousseau?</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Num brilhante ensaio sobre a conce&ccedil;&atilde;o de ‘natureza’ e ‘natural’ na teoriza&ccedil;&atilde;o da &oacute;pera no s&eacute;culo XVIII Vieira de Carvalho (1999: 72ss) mostra, por&eacute;m, que a teoriza&ccedil;&atilde;o da express&atilde;o, debate em que se situa tamb&eacute;m o <i>Ensaio</i>, n&atilde;o se deixa desvelar sem uma an&aacute;lise mais detalhada – tratava-se a exig&ecirc;ncia do ‘natural’ na comunica&ccedil;&atilde;o musical, n&atilde;o da ren&uacute;ncia ao artif&iacute;cio, mas da sua completa interioriza&ccedil;&atilde;o – uma a<i>rt cach&eacute;</i>, que se fizesse esquecer a si pr&oacute;pria (Vieira de Carvalho 2009a: 8), ou, dito de outra maneira, em quest&atilde;o estava n&atilde;o “arrancar a m&aacute;scara”, mas antes “col&aacute;-la &agrave; cara” (Vieira de Carvalho, 1999: 129). <sup><a href="#5" name="top5">[5]</a></sup> Vieira de Carvalho (1999: 115ss) sugere por isso que se reverte a&iacute; a mimesis em pensamento instrumental, propondo como chave para a compreens&atilde;o dos argumentos o paradoxal entendimento de ‘natureza’ como sin&oacute;nimo de ‘nega&ccedil;&atilde;o da natureza’:</p>     <blockquote>     <p>“(…) em meados do s&eacute;culo XVIII (…) a arte devia apresentar-se como sendo <i>a pr&oacute;pria natureza</i>. Tratava-se, a partir de ent&atilde;o, de fazer da domina&ccedil;&atilde;o da natureza a apar&ecirc;ncia do seu contr&aacute;rio” (Vieira de Carvalho, 1999: 117).</p> </blockquote>     <p>Desse ponto de vista, a exig&ecirc;ncia de uma express&atilde;o que d&ecirc; voz &agrave;s paix&otilde;es reclamada por Rousseau constituiria um refor&ccedil;o do processo de racionaliza&ccedil;&atilde;o que identifica na evolu&ccedil;&atilde;o da m&uacute;sica. A contradi&ccedil;&atilde;o torna-se aparente, apenas, se considerarmos a transforma&ccedil;&atilde;o sociol&oacute;gica subjacente &agrave; teoriza&ccedil;&atilde;o de Rousseau. Com efeito, o entendimento de m&uacute;sica, linguagem, express&atilde;o e raz&atilde;o, e da rela&ccedil;&atilde;o entre estes, plasmada no <i>Ensaio</i>, bem como a pol&eacute;mica mais ampla que veio a ser conhecida como <i>Querelle des Buffons</i>, desenvolvida em Paris entre 1752 e 1755, revelam, ao mesmo tempo que d&atilde;o forma, como nota Vieira de Carvalho (2009a: 11-12), a uma transforma&ccedil;&atilde;o estrutural na fun&ccedil;&atilde;o e modelo comunicacional da &oacute;pera no s&eacute;culo XVIII associados &agrave; emerg&ecirc;ncia de uma esfera p&uacute;blica burguesa – a passagem de um modelo de distanciamento a um modelo de identifica&ccedil;&atilde;o, e de uma fun&ccedil;&atilde;o recreativa e representativa a uma fun&ccedil;&atilde;o educativa.<sup><a href="#6" name="top6">[6]</a></sup> Desse ponto de vista, segundo Vieira de Carvalho (2009a: 11-12), n&atilde;o se trataria no essencial a <i>Querelle des Buffons</i> de um confronto entre m&uacute;sica francesa e italiana mas entre dois entendimentos da comunica&ccedil;&atilde;o musical e da fun&ccedil;&atilde;o social da m&uacute;sica. No mesmo sentido, Qvortrup (2001: 113) salientando a incid&ecirc;ncia social da teoriza&ccedil;&atilde;o musical de Rousseau, entende haver uma identidade entre o pensamento pol&iacute;tico e o musical, avan&ccedil;ando mesmo, a outro passo, a teoriza&ccedil;&atilde;o da m&uacute;sica como met&aacute;fora da sua filosofia (Qvorturp 2001: xii).<sup><a href="#7" name="top7">[7]</a></sup> </p>      <p>Considerando essa dimens&atilde;o social da teoriza&ccedil;&atilde;o de Rousseau, designadamente, na assun&ccedil;&atilde;o da &iacute;ntima rela&ccedil;&atilde;o entre processos civilizacionais e musicais, e na tematiza&ccedil;&atilde;o das transforma&ccedil;&atilde;o hist&oacute;rica da m&uacute;sica a partir da ideia de racionaliza&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o surpreenderia a presen&ccedil;a de Rousseau na teoriza&ccedil;&atilde;o sociol&oacute;gica da m&uacute;sica. Desde logo, encontramos em Adorno, cuja forma&ccedil;&atilde;o em m&uacute;sica lhe permitiu, como Rousseau, empreender na composi&ccedil;&atilde;o, o processo de racionaliza&ccedil;&atilde;o e a dicotomia mimesis-raz&atilde;o que, presente <i>Ensaio</i>, &eacute; transversal &agrave; teoriza&ccedil;&atilde;o da modernidade em Horkheimer e Adorno (1973), bem como, em particular, &agrave; teoria adorniana da interpreta&ccedil;&atilde;o musical (cf. Vieira de Carvalho 2009b).<sup><a href="#8" name="top8">[8]</a></sup> A este prop&oacute;sito, &eacute; not&aacute;vel que Adorno estabele&ccedil;a uma rela&ccedil;&atilde;o entre a nota&ccedil;&atilde;o musical e o gesto expressivo no qual radica a obra a mesma rela&ccedil;&atilde;o que Rousseau estabelece no <i>Ensaio</i> entre a fala e a escrita – se para Rousseau (2001: 60-61), n&atilde;o s&oacute; a escrita, ao inv&eacute;s de constituir suporte neutro liquida a express&atilde;o racionalizando-a, como tamb&eacute;m, n&atilde;o s&oacute; a nota&ccedil;&atilde;o dos acentos n&atilde;o substitui aqueles da fala, como emergem apenas no obl&iacute;vio estes (Rousseau, 2001: 64), na teoria adorniana da interpreta&ccedil;&atilde;o musical (Vieira de Carvalho, 2009b: 83ss), o impulso mim&eacute;tico subjacente &agrave; obra musical &eacute; recuper&aacute;vel apenas pela interpreta&ccedil;&atilde;o, sendo irredut&iacute;vel racionaliza&ccedil;&atilde;o e socializa&ccedil;&atilde;o da pr&aacute;tica na nota&ccedil;&atilde;o, que fixa o gesto mim&eacute;tico no seu desaparecimento. Similarmente, Kaden (2003), apresenta a nota&ccedil;&atilde;o como processo de racionaliza&ccedil;&atilde;o da pr&aacute;tica musical que acompanha o processo de restri&ccedil;&atilde;o de liberdade, regula&ccedil;&atilde;o social das pr&aacute;ticas musicais no quadro de an&aacute;lise do que constitui um dos campos de an&aacute;lise privilegiados da sociologia da m&uacute;sica – a intera&ccedil;&atilde;o e estruturas de intera&ccedil;&atilde;o que as pr&aacute;ticas musicais evidenciam.</p>      <p>Em suma, a investiga&ccedil;&atilde;o emp&iacute;rica apresentada sobre interpreta&ccedil;&atilde;o e rece&ccedil;&atilde;o musical permite pensar a comunica&ccedil;&atilde;o musical como fen&oacute;meno racionalizado, estruturado e estruturante que, para al&eacute;m da pertin&ecirc;ncia na analogia estabelecida no <i>Ensaio</i> com a linguagem, encontra similitude na familiaridade e convencionalidade da comunica&ccedil;&atilde;o musical para que aponta Rousseau, revelando-se o entendimento deste da express&atilde;o como ‘signo’ das paix&otilde;es, considerada a refinada an&aacute;lise de Vieira de Carvalho &agrave; discuss&atilde;o em torno do ‘natural’ na &oacute;pera do s&eacute;culo XVIII, s&oacute; aparentemente desfasado desse car&aacute;cter racionalizado da comunica&ccedil;&atilde;o musical. Por outro lado, ao radicar em fundamentos civilizacionais a sua reflex&atilde;o, Rousseau torna-se seminal para a estrutura&ccedil;&atilde;o da atual teoriza&ccedil;&atilde;o sociol&oacute;gica da m&uacute;sica, que convoca uma perspetiva ecol&oacute;gica, por oposi&ccedil;&atilde;o a um entendimento autorreferencial, no seu paradigma explicativo (cf. Vieira de Carvalho, 2003). Desse modo, se a pertin&ecirc;ncia do <i>Ensaio</i> resulta desde logo do facto de se constituir a obra como agente e reflexo de transforma&ccedil;&atilde;o do social na m&uacute;sica &agrave; altura da sua produ&ccedil;&atilde;o, fica igualmente evidenciada a atualidade do quadro conceptual em que &eacute; estruturada a reflex&atilde;o.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>      <!-- ref --><p>Adorno, Theodor W. (2001), <i>Zu einer Theorie der musikalischen Reproduktion</i> (ed. Henri Lonitz), Frankfurt A. M., Suhrkamp.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000041&pid=S0807-8967201200020002100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Blum, Stephen (1985), “Rousseau's Concept of ‘Sist&ecirc;me musical’ and the Comparative Study of Tonalities in Nineteenth-Century”, <i>Journal of the American Musicological Society 38(2)</i>, pp.349-361.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000043&pid=S0807-8967201200020002100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Bourdieu, P. (1989), “Sobre o Poder Simb&oacute;lico”, in Bourdieu, P., <i>O Poder Simb&oacute;lico</i>, Lisboa, Difel, pp. 7 - 16.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000045&pid=S0807-8967201200020002100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>Chomsky, Noam (1956), “Three models for the description of language”, <i>IRE Transactions on Information Theory</i> <i>2 (3)</i>, pp. 113–124.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000047&pid=S0807-8967201200020002100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>--- (1957), <i>Syntactic Structures</i>, Berlim/Nova York, Mouton de Gruyter.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000049&pid=S0807-8967201200020002100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>--- (1965), <i>Aspects of the Theory of Syntax</i>, Cambridge, Massachusetts, M.I.T. Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000051&pid=S0807-8967201200020002100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Christensen, Thomas (1993), <i>Rameau and Musical Thought in the Enlightenment</i>, Cambridge, Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000053&pid=S0807-8967201200020002100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>Clarke, E. (1985), “Structure and expression in rhythmic performance”, in Howell, P., I. Cross, &amp; R. West (Eds.), <i>Musical structure and cognition</i>, London, Academic Press, pp. 209-236.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000055&pid=S0807-8967201200020002100008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>--- (1988), “Generative principles in music performance”, In Sloboda, G. (Ed.), <i>Generative processes in music</i>, Oxford, Clarendon Press, pp. 1-26.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000057&pid=S0807-8967201200020002100009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Didier, B&eacute;atrice (1985), <i>La musique des lumi&egrave;res</i>, Paris, Presse universitaire de France.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000059&pid=S0807-8967201200020002100010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>Duchet, M. &amp; Launay, M. (1967), “Synchronie et diachronie: l’”Essai sur l’origine deslangues” et le second “Discours”, <i>Revue internationale de Philosophie</i> <i>82</i>, pp.421-443.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000061&pid=S0807-8967201200020002100011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Duchez, Marie-&Eacute;lisabeth (1974), “Principe de la M&eacute;lodie et Origine des langues. Un brouillon in&eacute;dit de Jean-Jacques Rousseausur l'origine de la m&eacute;lodie”, <i>Revue de Musicologie</i> 60(1/2), pp. 33-86.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000063&pid=S0807-8967201200020002100012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Dugan, C. N. &amp; Strong, T. B. (2001), “ Music, politics, theatre, and representation in Rousseau”, in P. Riley (Ed.), <i>Cambridge Companion to Rousseau</i>, Cambridge, Cambridge University Press, pp. 329–364.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000065&pid=S0807-8967201200020002100013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Friberg, A. &amp; Batel, G. U. (2002), “Structural communication”, in Parncutt, R. &amp; G. McPherson (Eds.), <i>The science &amp; psychology of music performance. Creative strategies for teaching and learning</i>, Oxford, Oxford University Press, pp. 199-218.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000067&pid=S0807-8967201200020002100014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Friberg, A. (1991), “Generative rules for music performance: A formal description of a rule system”. <i>Computer Music Journal</i>,<i> 15(2)</i>, pp. 56-71.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000069&pid=S0807-8967201200020002100015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Fulcher, Jane. (1980), “Melody and Morality: Rousseau's Influence on French Music Criticism”, <i>International Review of the Aesthetics and Sociology of Music</i> <i>11(1)</i>, pp. 45-57.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000071&pid=S0807-8967201200020002100016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Gabrielsson, A. (1987), “Once again: the theme from Mozart’s Piano Sonata in A major (K. 331). A comparison of five performances”, in Gabrielson, A. (Ed.), <i>Action and Perception in Rhythm and Music</i>, Stockholm, Publication issued by the Royal Swedish Academy of Music, n&ordm; 55, pp. 81-103.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000073&pid=S0807-8967201200020002100017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Hyer, Brian (2002), “Tonality”, in Christensen, Thomas (Ed.), <i>Western Music Theory</i>, Cambridge, Cambridge University Press, pp. 726-752.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000075&pid=S0807-8967201200020002100018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Jarvis, Simon (1998), <i>Adorno: a critical introduction</i>, Oxford, Polity.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000077&pid=S0807-8967201200020002100019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Kaden, C. (2003), “Music sociology: Perspectives, horizons”, in Greer, D. (ed.), <i>Musicology and sister disciplines, Past, present, future</i>, Oxford, Oxford University Press, pp. 273-285.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000079&pid=S0807-8967201200020002100020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Launay, Denise (Ed.) (1973), <i>La Querelle des bouffons: Texte des pamphlets avec introduction, commentaires et index </i>(3 vols.), Geneva, Minkoff.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000081&pid=S0807-8967201200020002100021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Lerdahl F. (2001), <i>Tonal pitch space</i>, Oxford, Oxford University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000083&pid=S0807-8967201200020002100022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><pre >&frac34;&frac34; (1988), “Tonal pitch space”, <i>Music Perception</i>, <i>5(3)</i>, pp. 315-349.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000085&pid=S0807-8967201200020002100023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></pre>    <!-- ref --><p>Lerdahl, F. &amp; Jackendoff, R. (1983), <i>A generative theory of tonal music</i>, Cambridge, MA, MIT Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000087&pid=S0807-8967201200020002100024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Lester, Joel (2002), “Rameau and eighteen-century harmonic theory”, in Christensen, Thomas (Ed.), <i>Western Music Theory</i>, Cambridge. Cambridge University Press. pp. 753-777.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000089&pid=S0807-8967201200020002100025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Martingo, A. (2005), “Testing Lerdahl’s Tonal Pitch Space: Evidence from music recordings”, in Davidson, J., G. Mota, &amp; N. Jordan (Eds.), <i>Performance Matters: Abstracts From the International Conference on Psychological, Philosophical, and Educational Issues in Music Performance</i>, Porto, Cipem, pp. 27-28.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000091&pid=S0807-8967201200020002100026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>--- (2006), “Testing Lerdahl’s Tonal Space theory: Performed expressive deviations and listener’s preferences”, <i>Proceedings of the 9th International Conference on Music Perception &amp; Cognition</i> (<i>ICMPC9</i>), Bolonha, pp. 560-561.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000093&pid=S0807-8967201200020002100027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>--- (2007a) “Making sense out of taste: Listener’s preferences of performed tonal music”, in Williamon, A. &amp; Coimbra, D. (Eds.), <i>Proceedings of the International Simposium of Performance Science</i>, Porto, Casa da M&uacute;sica, pp. 245-250.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000095&pid=S0807-8967201200020002100028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>--- (2007b), “A racionalidade expressiva: ag&oacute;gica e din&acirc;mica em m&uacute;sica tonal”, in Monteiro, F. &amp; Martingo, A. (Eds), <i>Interpreta&ccedil;&atilde;o Musical – Teoria e Pr&aacute;tica</i>, Lisboa, Colibri, pp. 133-152.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000097&pid=S0807-8967201200020002100029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>--- (2010), “Hist&oacute;ria da interpreta&ccedil;&atilde;o como mem&oacute;ria de civiliza&ccedil;&atilde;o – gesto, corpo, e express&atilde;o na performance musical do barroco p&oacute;s-modernidade”, in Macedo, G., C. M. Sousa &amp; V. Moura (Orgs.), Estudos performativos: Global performance, political performance, V. N. Famalic&atilde;o, H&uacute;mus/CEHUM, pp. 285-298.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000099&pid=S0807-8967201200020002100030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Meyer, L. B. (1956), <i>Emotion and Meaning in </i>Music, Chicago, The University of Chicago Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000101&pid=S0807-8967201200020002100031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>--- (1967), <i>Music, the Arts, and Ideas</i>,Chicago, The University of Chicago Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S0807-8967201200020002100032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>--- (1973), <i>Explaining Music</i>,Berkeley, University of California Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S0807-8967201200020002100033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>--- (1989), <i>Style and music: Theory, history, and ideology</i>, Philadelphia: University of Pennsylvania Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S0807-8967201200020002100034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Morrow, Mary Sue (1997), <i>German music criticism in the late eighteenth century</i>, Cambridge, Cambridge University Press, pp. 4-18.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S0807-8967201200020002100035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Qvortrup, Mads (2001), <i>The political philosophy of Jean-Jacques Rousseau: The impossibility of reason</i>, Manchester &amp; New York, Manchester University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S0807-8967201200020002100036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>O'Dea, Michael (1995), <i>Jean-Jacques Rousseau: Music, Illusion and Desire</i>, London, St. Martin’s Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S0807-8967201200020002100037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>Paddison, Max (1993), <i>Adorno’s aesthetics of music</i>, Cambridge, Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S0807-8967201200020002100038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>RAMEAU, Jean-Philippe (1722), <i>Trait&eacute;</i> <i>d&acute;harmonie r&eacute;duite &agrave; son pr&iacute;ncipe naturel</i>, Paris, Ballard.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S0807-8967201200020002100039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Rehding, A. (2008), “Rameau, Rousseau, and enharmonic Furies in the French Enlightenment,” <i>Journal of Music Theory</i> <i>49</i>, pp. 141–180.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S0807-8967201200020002100040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Repp, B. (1990), “Patterns of expressive timing in performances of a Beethoven Minuet by Nineteen Famous Pianists”, <i>Journal of the Acoustical</i> <i>Society of America</i>,<i> 88</i>, pp. 622-641.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S0807-8967201200020002100041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>--- (1992a), “Diversity and communality in music performance: An analysis of timing microstructure in Schumann’s Tr&auml;umerei”, <i>Journal of the Acoustical Society of America</i> <i>92</i>, pp. 2546-2568.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S0807-8967201200020002100042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>--- (1992b), “Probing the cognitive representation of musical time: Structural constraints on the perception of timing perturbations”, <i>Cognition</i> <i>44</i>, pp. 241-280.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S0807-8967201200020002100043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>--- (1995), “Detectability of duration and intensity increments in melody tones: A partial connection between music perception and performance”, <i>Perception and Psychophysics</i> <i>57</i>, pp. 1217-1232.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S0807-8967201200020002100044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>--- (1998a), “A microcosm of musical expression, I: Quantitative analysis of pianist’s timing in the initial measures of Chopin’s &Eacute;tude in E major”, <i>Journal of the Acoustical Society of America</i> <i>104</i>, pp. 1085-1100.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S0807-8967201200020002100045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>--- (1998b), “Variations on a theme by Chopin: Relations between perception and production of deviations from isochrony in music”, <i>Journal of Experimental Psychology</i>:<i> Human perception and performance</i> <i>24</i>, pp. 791-811.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S0807-8967201200020002100046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>--- (1999), “A Microcosm of Musical Expression II: Quantitative Analysis of Pianist’s Dynamics in the Initial Measures of Chopin’s Etude in E major”, <i>Journal of the Acoustical Society of America</i> <i>105</i>, pp. 1972-88.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S0807-8967201200020002100047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>--- (2003), “Timing implications of musical structures”, in Greer, D. (Ed.), <i>Musicology and sister disciplines, Past, present, future</i>, Oxford, Oxford University Press, pp. 60-70.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S0807-8967201200020002100048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>ROUSSEAU, J.-J. (2001), <i>Ensaio sobre a origem das l&iacute;nguas</i>, Lisboa, Estampa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S0807-8967201200020002100049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Smith, N., &amp; L. Cuddy (2003), “Perceptions of musical dimensions in Beethoven's Waldstein sonata: An application of <i>Tonal Pitch Space </i>theory”, <i>Musicae Scientiae</i> <i>7(1)</i>, pp. 7-34.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S0807-8967201200020002100050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Thomas, D. A. (1995), <i>Music and the Origins of Language: Theories from the French Enlightenment, </i>Cambridge, Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S0807-8967201200020002100051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Todd, N. (1985), “A model of expressive timing in tonal music”, <i>Music Perception</i> <i>3</i>, pp. 33-58.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000143&pid=S0807-8967201200020002100052&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>--- (1992), “The dynamics of dynamics: A model of musical expression”, <i>Journal of the Acoustical Society of America</i> <i>91</i>, pp. 3540-3550.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000145&pid=S0807-8967201200020002100053&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>--- (1995), “The kinematics of musical expression”, <i>Journal of the Acoustical Society of America</i>, <i>97</i>, pp. 1940-1949.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S0807-8967201200020002100054&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Verba, Cynthia (1989), “Jean-Jacques Rousseau: Radical and Traditional Views in His Dictionnaire de musique”, <i>The Journal of Musicology</i> <i>7(3)</i>, pp. 308-326.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000149&pid=S0807-8967201200020002100055&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>--- (1993), <i>Music and the French Enlightenment: Reconstruction of a Dialogue 1750-1764</i>, Oxford, Oxford University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000151&pid=S0807-8967201200020002100056&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Vieira de Carvalho, M&aacute;rio (1999), <i>Raz&atilde;o e sentimento na comunica&ccedil;&atilde;o musical</i>, Lisboa, Rel&oacute;gio d’&Aacute;gua.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000153&pid=S0807-8967201200020002100057&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>--- (2003), “The Sociology of Music as Self-Critical Musicology”, in Greer, D. (Ed.), <i>Musicology and sister disciplines, Past, present, future</i>, Oxford, Oxford University Press, pp. 342-355.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000155&pid=S0807-8967201200020002100058&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>--- (2009a), “<i>A constru&ccedil;&atilde;o do objecto da sociologia da m&uacute;sica”, Mem&oacute;rias da</i> <b><i>Academia de Ci&ecirc;ncias de Lisboa</i>, Classe de Letras, dispon&iacute;vel em <a href="http://www.acad-ciencias.pt/" target="_blank">http://www.acad-ciencias.pt/</a>, consultado em</b>1/10/2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000157&pid=S0807-8967201200020002100059&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>--- (2009b), &laquo; Meaning, mimesis, Idiom: On Adorno’s theory of musical performance. Expression, truth and authenticity”, in Vieira de Carvalho, M&aacute;rio (Ed.), <i>On Adorno’s theory of music and mucsial performance</i>, Lisboa, Colibri, pp. 83-94.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000159&pid=S0807-8967201200020002100060&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Weber, Max. (1958), <i>The Rational and Social Foundations of Music</i>, University of Southern Illinois Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000161&pid=S0807-8967201200020002100061&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>--- (2003), <i>Fundamentos da Sociologia</i>, Porto, R&eacute;s.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000163&pid=S0807-8967201200020002100062&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Wellmer, Albrecht (1984), “Truth, semblance, reconciliation: Adorno’s aesthetic redemption of modernity”, <i>Telos 62</i>, pp. 89-116.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000165&pid=S0807-8967201200020002100063&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Wokler, R. (1987), <i>Rousseau on Society, Politics, Music and Language. </i>New York, Garland.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000167&pid=S0807-8967201200020002100064&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>--- (2012), “Rousseau on Rameau and Revolution”, in Wokler, Robert, <i>Rousseau, the age of enlightenment, and their legacies</i> (Ed. Brian Garsten), Princeton, Princeton University Press, pp. 46-67.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000169&pid=S0807-8967201200020002100065&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Notas</b></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><sup><a href="#top1" name="1">[1]</a></sup> Rousseau escreve no contexto de um f&eacute;rtil per&iacute;odo de teoriza&ccedil;&atilde;o da tonalidade, em que assume especial relev&acirc;ncia o <i>Trait&eacute; d&acute;harmonie r&eacute;duite &agrave; son pr&iacute;ncipe naturel</i>, e subsequentes elabora&ccedil;&otilde;es, de Rameau (1722). Cf. Lester (2002) para uma an&aacute;lise da conce&ccedil;&atilde;o harm&oacute;nica de Rameau e Hyer (2002) para uma perspetiva panor&acirc;mica sobre tonalidade, bem como Wokler (2012) para uma problematiza&ccedil;&atilde;o de Rameau em Rousseau, Rehding (2008) para uma discuss&atilde;o da enarmonia na rece&ccedil;&atilde;o de Rousseau e Rameau, e Blum (1985) para uma an&aacute;lise do entendimento de ‘harmonia’ em Rousseau e da sua incid&ecirc;ncia na teoriza&ccedil;&atilde;o de ‘tonalidade’ no s&eacute;culo XIX.</p>      <p><sup><a href="#top2" name="2">[2]</a></sup> Cf. Dugan &amp; Strong (2001) para uma discuss&atilde;o de quest&otilde;es de mimesis e representa&ccedil;&atilde;o em Rousseau. &Eacute; na transi&ccedil;&atilde;o para o s&eacute;culo XIX que a mimesis declina como paradigma est&eacute;tico, ao mesmo tempo que a abstra&ccedil;&atilde;o da m&uacute;sica instrumental ganha relevo na cr&iacute;tica musical (Morrow, 1997).</p>      <p><sup><a href="#top3" name="3">[3]</a></sup> A artificialidade da harmonia, no entendimento apresentado no <i>Ensaio</i>, reside, desde logo, na constru&ccedil;&atilde;o de acordes – a &uacute;nica harmonia natural, refere a&iacute; Rousseau (2001, 104-105), seria o un&iacute;ssono, considerando que a jun&ccedil;&atilde;o de uma dada nota a outra altera as rela&ccedil;&otilde;es de for&ccedil;a dos harm&oacute;nicos da primeira.</p>      <p><sup><a href="#top4" name="4">[4]</a></sup> Rousseau (2001: 70) tra&ccedil;a uma diferencia&ccedil;&atilde;o na origem das l&iacute;nguas dos climas meridionais e as l&iacute;nguas do norte – enquanto nas primeiras “(…) as necessidades nascem das pr&oacute;prias paix&otilde;es”, nas segundas “(…) as paix&otilde;es brotam das necessidades e as l&iacute;nguas, filhas sombrias da necessidade, ressentem-se dessa origem” (Rousseau, 2001: 91). Consequentemente, se as l&iacute;nguas meridionais surgiram “(…) vivas, sonoras, acentuadas, eloquentes e por vezes obscuras, devido &agrave; sua pr&oacute;pria energia (…)”, j&aacute; as l&iacute;nguas do norte se apresentavam “[…] veladas, rudes, articuladas, gritadas, mon&oacute;tonas e claras (e isto devido mais &agrave; for&ccedil;a de palavras do que a uma constru&ccedil;&atilde;o justa)” (Rousseau, 2001: 94). Rousseau constatava atenuarem-se as diferen&ccedil;as, mantendo n&atilde;o obstante algum resqu&iacute;cio dessa distin&ccedil;&atilde;o. Assim, se franc&ecirc;s, o ingl&ecirc;s e o alem&atilde;o s&atilde;o descritas como “(…) l&iacute;nguas pr&oacute;prias de homens que se entreajudam, que aju&iacute;zam as coisas entre si e a sangue frio”, j&aacute; o &aacute;rabe e o persa s&atilde;o descritas como l&iacute;nguas pr&oacute;prias para os “ministros dos deuses” (Rousseau, 2001: 94-95). Tal distin&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; indiferente &agrave; adequa&ccedil;&atilde;o das l&iacute;nguas &agrave; m&uacute;sica. Comparando a esse prop&oacute;sito as l&iacute;nguas francesa e italiana, refere Rousseau (2001: 67): “As l&iacute;nguas modernas da Europa encontram-se todas mais ou menos na mesma situa&ccedil;&atilde;o. E n&atilde;o abro sequer uma exce&ccedil;&atilde;o para o italiano. A l&iacute;ngua italiana, tal como a francesa, n&atilde;o constitui por si s&oacute; uma l&iacute;ngua musical. A diferen&ccedil;a entre uma e outra est&aacute; em que uma se presta &agrave; m&uacute;sica e a outra n&atilde;o”.</p>      <p><sup><a href="#top5" name="5">[5]</a></sup> Cf. Vieira de Carvalho (1999: 73-119) para uma discuss&atilde;o aturada de ‘natureza’ e ‘natural’ na teoriza&ccedil;&atilde;o da &oacute;pera no s&eacute;c. XVIII, designadamente, enquanto sin&oacute;nimos de ‘simples’, ‘verdadeiro’, ‘cora&ccedil;&atilde;o’, ‘arte dissimulada’, ‘virtude’, e ‘o que est&aacute; ao alcance de toda a gente’.</p>      <p><sup><a href="#top6" name="6">[6]</a></sup> Para uma panor&acirc;mica historiogr&aacute;fica e cr&iacute;tica da <i>Querelle des Buffons</i>, consultar Didier (1985), Verba (1993), Christensen (1993), e O'Dea (1995), bem como Launay (1973), para uma edi&ccedil;&atilde;o de fontes.</p>      <p><sup><a href="#top7" name="7">[7]</a></sup> Cf. Duchet &amp; Launay (1967), Duchez (1974), Thomas (1995), Verba (1989), e Wokler (1987), para uma contextualiza&ccedil;&atilde;o do <i>Ensaio</i> no pensamento de Rousseau.</p>      <p><sup><a href="#top8" name="8">[8]</a></sup> Naturalmente, elaborada diferentemente. Com efeito, ‘mimesis’, enquanto um comportamento recetivo, expressivo (Wellmer, 1984: 92) n&atilde;o se op&otilde;e a&iacute; a uma racionalidade instrumental, constituindo antes uma forma elementar e prefigura&ccedil;&atilde;o desta (Paddison 1993: 141), residindo a diferen&ccedil;a no facto de, de acordo com Jarvis (1998: 30) a mimesis constituir uma forma de domina&ccedil;&atilde;o praticada por um sujeito n&atilde;o completamente diferenciado. Para al&eacute;m disso, como nota Jarvis (1988: 30) a cr&iacute;tica da raz&atilde;o em Adorno n&atilde;o tem como objetivo restaurar um estado anterior &agrave; domina&ccedil;&atilde;o mas antes, como sugere Wellmer (1984: 92) construa uma configura&ccedil;&atilde;o n&atilde;o violenta entre intui&ccedil;&atilde;o e conceito criticamente a rela&ccedil;&atilde;o de domina&ccedil;&atilde;o entre o sujeito e o Outro, entre sujeito e natureza.</p>       ]]></body><back>
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