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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Galegos, galego-portugueses ou espanhóis? Hipóteses e contributos para a análise das origens e funções da imagem atual da Galiza e dos galegos em Portugal]]></article-title>
<article-title xml:lang="es"><![CDATA[Galicians, galician-portuguese or spanish? Hypotheses and contributions for an analysis of the origins and functions of the current image of Galicia and galicians in Portugal]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="es"><p><![CDATA[El presente artículo tiene por objetivo contribuir al análisis de la imagen contemporánea de Galicia y de los gallegos en Portugal. En un primer momento, partimos del imaginario portugués de finales del siglo XIX y primeras décadas del XX, donde la imagen de Galicia y los gallegos puede ser entendida como formada por dos imagotipos: el imagotipo negativo y el imagotipo de afinidad. En la segunda parte de este artículo, proponemos algunas hipótesis que pensamos que son viables como orientaciones generales para el análisis de la imagen de Galicia y los gallegos de las elites culturales portuguesas. De este modo, entendemos que el estudio de la imagología de Galicia y los gallegos debe conjugar la palabra invisibilidad, vinculada a la emergencia de España y de lo español en Portugal, así como analizar la probable vigencia del imagotipo de afinidad y sus (nuevas) funciones.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p> <b>Galegos, galego-portugueses ou espanh&oacute;is? Hip&oacute;teses e contributos para a an&aacute;lise das origens e fun&ccedil;&otilde;es da imagem atual da Galiza e dos galegos em Portugal</b> </p>     <p> <b>Galicians, galician-portuguese or spanish? Hypotheses and contributions for an analysis of the origins and functions of the current image of Galicia and galicians in Portugal</b> </p>      <p> <b>Carlos Pazos Justo*</b> </p>     <p> *CEHUM, Universidade do Minho, Braga, Portugal; Grupo GALABRA (USC). </p>      <p><a href="mailto:carlospazos@ilch.uminho.pt">carlospazos@ilch.uminho.pt</a></p>      <p>&nbsp;</p>      <p> <b>RESUMO</b> </p>     <p>O presente artigo tem por objetivo contribuir para a an&aacute;lise da imagem contempor&acirc;nea da Galiza e dos galegos no Portugal. Num primeiro momento, partimos do imagin&aacute;rio portugu&ecirc;s de fins do s&eacute;culo XIX e primeiras d&eacute;cadas do XX, onde a imagem da Galiza e os galegos pode ser entendida como formada por dois imagotipos: o imagotipo negativo e o imagotipo de afinidade. Na segunda parte deste artigo, lan&ccedil;amos algumas hip&oacute;teses que pensamos vi&aacute;veis como contributos para a an&aacute;lise da imagem da Galiza e os galegos das elites culturais portuguesas. Deste modo, entendemos que o estudo da imagologia atual de Galiza e dos galegos deve conjugar a palavra <i>invisibilidade</i>, vinculada &agrave; emerg&ecirc;ncia da <i>Espanha</i> e do <i>espanhol</i> em Portugal, assim como analisar a prov&aacute;vel vig&ecirc;ncia do imagotipo de afinidade e as suas (novas) fun&ccedil;&otilde;es.</p>     <p><b>Palavras-chave</b>: imagologia, imagotipo de afinidade, Galiza, galegos, Portugal.</p>      <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p> <b>RESUMEN</b> </p>     <p>El presente art&iacute;culo tiene por objetivo contribuir al an&aacute;lisis de la imagen contempor&aacute;nea de Galicia y de los gallegos en Portugal. En un primer momento, partimos del imaginario portugu&eacute;s de finales del siglo XIX y primeras d&eacute;cadas del XX, donde la imagen de Galicia y los gallegos puede ser entendida como formada por dos imagotipos: el imagotipo negativo y el imagotipo de afinidad. En la segunda parte de este art&iacute;culo, proponemos algunas hip&oacute;tesis que pensamos que son viables como orientaciones generales para el an&aacute;lisis de la imagen de Galicia y los gallegos de las elites culturales portuguesas. De este modo, entendemos que el estudio de la imagolog&iacute;a de Galicia y los gallegos debe conjugar la palabra <i>invisibilidad</i>, vinculada a la emergencia de <i>Espa&ntilde;a </i>y de lo <i>espa&ntilde;ol</i> en Portugal, as&iacute; como analizar la probable vigencia del imagotipo de afinidad y sus (nuevas) funciones.</p>     <p><b>Palabras clave</b>: imagolog&iacute;a, imagotipo de afinidad, Galicia, gallegos, Portugal.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p>Este estudo<sup><a href="#1" name="top1">[1]</a></sup> tem por objetivo contribuir para a an&aacute;lise da imagem contempor&acirc;nea da Galiza e dos galegos em Portugal partindo, em primeiro lugar, do imagin&aacute;rio portugu&ecirc;s de fins do s&eacute;culo XIX e primeiras d&eacute;cadas do XX<sup><a href="#2" name="top2">[2]</a></sup>. Na segunda parte deste artigo, lan&ccedil;aremos algumas hip&oacute;teses que pensamos vi&aacute;veis como contributos para ulteriores pesquisas, nomeadamente no que diz respeito &agrave; imagem da Galiza e os galegos das elites culturais portuguesas.</p>      <p>Metodologicamente, esta abordagem nutre-se de ferramentas e orienta&ccedil;&otilde;es desenvolvidas por, nomeadamente, Machado e Pageaux 2001 e Beller e Leerssem 2007. Assim, entendemos que as <i>imagens</i>, (i) apesar da fragmenta&ccedil;&atilde;o do conhecimento em curso, est&atilde;o inscritas essencialmente na <i>cultura</i> de uma determinada comunidade ou pa&iacute;s, n&atilde;o sendo, portanto, elabora&ccedil;&otilde;es individuais; (ii) s&atilde;o basicamente ideias, cren&ccedil;as ou discursos que interv&ecirc;m significativamente no relacionamento com o <i>outro</i><sup><a href="#3" name="top3">[3]</a></sup>, tendo consequentemente uma importante influ&ecirc;ncia no plano (inter)cultural (mas tamb&eacute;m econ&oacute;mico, pol&iacute;tico, etc.); e, por sua vez, (iii) as suas origens e fun&ccedil;&otilde;es podem ser diversas, n&atilde;o s&atilde;o un&iacute;vocas, podendo ser compostas, e apresentam uma alta resist&ecirc;ncia &agrave; mudan&ccedil;a e/ou desativa&ccedil;&atilde;o. Interessa ressaltar, por &uacute;ltimo, os v&iacute;nculos existentes entre a imagologia e a produ&ccedil;&atilde;o cultural; isto &eacute;, a elabora&ccedil;&atilde;o e divulga&ccedil;&atilde;o de imagens tem nos campos culturais um espa&ccedil;o privilegiado, tanto ao n&iacute;vel das <i>heteroimagens</i> como das <i>autoimagens</i> (cfr. Beller e Leerssem 2007: 26).</p>      <p><b>A <i>imagem</i> portuguesa da Galiza e dos galegos </b></p>      <p>A imagem portuguesa da Galiza e dos galegos de fins do s&eacute;culo XIX e primeiras d&eacute;cadas do s&eacute;culo XX pode ser, em nossa opini&atilde;o, entendida a partir da no&ccedil;&atilde;o de <i>imageme</i> de Joep Leersem<sup><a href="#4" name="top4">[4]</a></sup>, porquanto apresenta uma composi&ccedil;&atilde;o dual, constitu&iacute;da de v&aacute;rios elementos antag&oacute;nicos ou, no m&iacute;nimo, incompat&iacute;veis. </p>      <p>No per&iacute;odo fixado, e com ra&iacute;zes nos s&eacute;culos anteriores, o imagin&aacute;rio portugu&ecirc;s a respeito dos galegos estava presidido pelo que denomin&aacute;mos <i>imagotipo negativo</i>. A sua origem estaria vinculada no essencial ao fen&oacute;meno migrat&oacute;rio galego em Portugal, em Lisboa nomeadamente<sup><a href="#5" name="top5">[5]</a></sup>. A posi&ccedil;&atilde;o/fun&ccedil;&atilde;o social que os galegos emigrados exerceram at&eacute;, <i>grosso modo</i>, meados do s&eacute;culo XX, vai alimentar repertorialmente o imagin&aacute;rio portugu&ecirc;s. Deste modo, os galegos seriam <i>grosseiros</i> e <i>brutos</i>, <i>ignorantes</i> e <i>avarentos</i>, <i>trabalhadores n&atilde;o qualificados</i>, em ocasi&otilde;es <i>alco&oacute;licos</i>, <i>ing&eacute;nuos</i> mas <i>desconfiados</i>, utentes de uma variedade lingu&iacute;stica pr&oacute;pria e de uma vestimenta peculiar, sem v&iacute;nculos aparentes com Portugal; podem aparecer designados como <i>gallegos</i>, <i>tuyanos</i> ou <i>vigoenses</i>. A vitalidade deste imagotipo negativo aqui descrito ficou patente em in&uacute;meros produtos culturais: desde a literatura, passando pelas caricaturas de Rafael Bordalo Pinheiro e a fotografia, at&eacute; ao incipiente cinema portugu&ecirc;s das d&eacute;cadas de 30 e 40<sup><a href="#6" name="top6">[6]</a></sup>. Um exemplo not&oacute;rio (e controverso na altura, ali&aacute;s) de uma ativa&ccedil;&atilde;o deste imagotipo &eacute; o seguinte excerto das p&aacute;ginas d’<i>O Paiz </i>de 1912: </p>      <blockquote>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Todavia, o mais refinado ladr&atilde;o n’esta especialidade &eacute; o gallego tasqueiro, taberneiro carvoeiro e merceeiro. Este figur&atilde;o vindo do norte, cheio de ronha e porcaria, &eacute; aceite em Lisboa como homem honesto e de trababalho [...] Feitas as contas e bem analysado &aacute; luz da critica clara, nem ele nunca foi honesto, nem respeitador das nossas leis, nem grato &aacute; hospitalidade que lhe dispensamos, nem util por qualquer motivo ao nosso meio industrial [...] O gallego vulgar, o que anda para ahi em certos misteres, &eacute; uma especie de judeu do que respeita a negocio. Se a sua actividade se encaminha para a taberna ou para o caf&eacute;, o gallego falseia todos os productos que vende; assim como se compraz em nucna dar a medida cabal dos liquidos vendidos nem o peso certo das cousas que se lhe compra [...] Al&eacute;m d’isso, na maior parte dos casos &eacute; imoral e porco, uma esp&eacute;cie de toupeira que tanto <i>fura</i> por um mont&atilde;o de esterco como por outro <i>solo</i> mais hygienico [...] A quest&atilde;o &eacute; de dinheiro, e o gallego, a tr&ocirc;co d’este metal presta-se a tudo (Moraes 1912).</p> </blockquote>      <p>Paralelamente, no &uacute;ltimo ter&ccedil;o do s&eacute;culo XIX e primeiras d&eacute;cadas do XX, a imagologia portuguesa a respeito da Galiza e dos galegos experimenta uma complexifica&ccedil;&atilde;o not&aacute;vel ao despontar um novo imagotipo que denomin&aacute;mos <i>de afinidade</i>. Em sintonia com a oitocentista planifica&ccedil;&atilde;o galeguista de, por exemplo, Manuel Murguia (interessada em vincular-se culturalmente a Portugal<sup><a href="#7" name="top7">[7]</a></sup>), Te&oacute;filo Braga, nomeadamente, Leite de Vasconcelos, Oliveira Martins ou Alexandre Herculano (Torres 1999a), v&atilde;o introduzir na sua produ&ccedil;&atilde;o a Galiza como espa&ccedil;o geo-humano individualizado (a respeito do espanhol/castelhano), pondo em valor uma s&eacute;rie de elementos de variada natureza, designadamente a respeito da vincula&ccedil;&atilde;o entre a Galiza e Portugal: identidade/afinidade de l&iacute;ngua, alma, passado, ra&ccedil;a, paisagem, etc.<sup><a href="#8" name="top8">[8]</a></sup>; contestam, por sua vez, o imagotipo negativo. </p>      <p>A partir da trajet&oacute;ria do enclave galego de Lisboa tent&aacute;mos demonstrar como por volta da d&eacute;cada de 20 do s&eacute;culo passado, o imagotipo negativo passa a partilhar o imagin&aacute;rio portugu&ecirc;s com uma nova vis&atilde;o da Galiza e dos galegos (remetemos novamente para Pazos 2012). As tomadas de posi&ccedil;&atilde;o de destacados membros da col&oacute;nia de Lisboa, ao descobrirem que a sua origem galega poderia retribuir-lhe outros capitas al&eacute;m do econ&oacute;mico (capital social e cultural, mormente), indicam, em nosso entender, que uma outra forma de imaginar a Galiza e os galegos, em concorr&ecirc;ncia com o imagotipo negativo, cristaliza em Portugal seguindo o caminho tra&ccedil;ado por grupos e agentes galegos e portugueses interessados, por distintos motivos, em fortalecer as rela&ccedil;&otilde;es galego-portuguesas. Neste sentido, s&atilde;o v&aacute;rios os eventos que, com maior ou menor sucesso, t&ecirc;m lugar neste per&iacute;odo (at&eacute; 1936) encenando os v&iacute;nculos galego-portugueses (<i>vid</i>. Marco 1996: 201-202). Aqueles contribuem necessariamente para uma exposi&ccedil;&atilde;o da Galiza e os galegos, por exemplo na imprensa peri&oacute;dica, em termos bem afastados do imagotipo negativo (cfr. Cunha 2007). &Eacute; nestes estado de coisas que se entende, por exemplo, a que talvez seja a interven&ccedil;&atilde;o mais expl&iacute;cita e incisiva a impugnar o imagotipo negativo neste per&iacute;odo; afirmava Alfredo Guisado, outrora <i>&oacute;rfico</i>, desde as p&aacute;ginas do <i>Di&aacute;rio de Not&iacute;cias</i> de 1929: </p>       <blockquote>     <p>Como conhe&ccedil;o bem a Galiza e como conhe&ccedil;o tambem o que s&atilde;o e o que valem os galegos, lamento que, por vezes, n&oacute;s, portugueses, sejamos t&atilde;o desagradaveis para com eles.</p>      <p>Sim, porque temos de confessar, a palavra ‘galego’ anda constantemente cercada no nosso vocabulario dum grande desprezo e dum profundo ridiculo. Sucede muitas vezes, quando se chega ao insulto, atirar com essa palavra por se sup&ocirc;r que ela encerra uma das mais agressivas e violentas ofensas. J&aacute; at&eacute; tem acontecido aparecer nas colunas de alguns dos nossos diarios como o termos encontrado que melhor pode amesquinhar determindado cidad&atilde;o. </p>      <p>[...]</p>      <p>Ridicularizar, portanto, os galegos, pela sua lingua, o mesmo ser&aacute; que ridicularizar-nos a n&oacute;s proprios, falando do nosso glorioso passado literario (Guisado 1929).</p> </blockquote>      <p>Resumindo, as interven&ccedil;&otilde;es de destacados membros do enclave galego e de membros das elites culturais portuguesas e galegas, em sintonia com a tomada de posi&ccedil;&atilde;o de Alfredo Guisado<sup><a href="#9" name="top9">[9]</a></sup>, evidenciam, em nosso entender, uma nova forma de imaginar a Galiza e os galegos a funcionar socialmente, efetivamente. Este novo imagotipo, n&atilde;o &eacute; representa&ccedil;&atilde;o exclusiva de um grupo humano, como o negativo; &eacute; representa&ccedil;&atilde;o de indiv&iacute;duos (os galegos em geral) e, especialmente, da Galiza (territ&oacute;rio com carater&iacute;sticas pr&oacute;prias). Por outro lado, enquanto o imagotipo negativo est&aacute; vinculado ao fen&oacute;meno migrat&oacute;rio galego em Portugal e &eacute; ativado no espa&ccedil;o social portugu&ecirc;s sobretudo para provocar o riso, o imagotipo de afinidade responde ao labor planificador de galegos e portugueses e pode funcionar, por exemplo, para ativar as rela&ccedil;&otilde;es entre a Galiza e Portugal no plano cultural<sup><a href="#10" name="top10">[10]</a></sup> ou servir de plataforma aos imigrantes galegos para aquisi&ccedil;&atilde;o de outros capitais al&eacute;m do econ&oacute;mico. </p>      <p><b>Da <i>invisibilidade</i> e a <i>imageme</i>: algumas hip&oacute;teses </b></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Quanto e qu&ecirc; desta <i>imageme</i>, desta imagem lusa da Galiza e dos galegos ficou ap&oacute;s a implanta&ccedil;&atilde;o do Estado Novo e da Ditadura franquista com o consequente apagamento das possibilidades de intervir cultural e politicamente de muitos dos interessados no contacto galego-portugu&ecirc;s<sup><a href="#11" name="top11">[11]</a></sup>, de muitos dos empenhados na ativa&ccedil;&atilde;o do imagotipo de afinidade, &eacute; quest&atilde;o de dif&iacute;cil resposta. Apenas podemos lan&ccedil;ar aqui algumas hip&oacute;teses que no melhor dos casos poderiam contribuir para um programa de pesquisa futuro.</p>      <p>Em primeiro lugar, como hip&oacute;tese, cremos que hoje, nos in&iacute;cios da segunda d&eacute;cada do s&eacute;culo XXI, a an&aacute;lise da mat&eacute;ria proposta dever&aacute; equacionar primeiramente a <i>invisibilidade</i> da Galiza e os galegos desde Portugal no meio de um emergente <i>todo</i> espanhol. Ap&oacute;s a queda dos regimes autorit&aacute;rios e o posterior ingresso dos dois estados, o portugu&ecirc;s e o espanhol, na hoje denominada Uni&atilde;o Europeia, o modo de rela&ccedil;&otilde;es intra-peninsulares parece ter mudado significativamente. Neste panorama, apresentam-se particularmente substantivos os ind&iacute;cios que apontam para uma modifica&ccedil;&atilde;o relevante na posi&ccedil;&atilde;o do estado vizinho e os seus cidad&atilde;os no imagin&aacute;rio portugu&ecirc;s. Aparentemente, face a uma imagem historicamente marcada pelo “antiespanholismo” ou o “fantasma ‘iberista’” (Louren&ccedil;o 1994: 82)<sup><a href="#12" name="top12">[12]</a></sup>, o imagin&aacute;rio portugu&ecirc;s atual parece nutrir-se tamb&eacute;m de uma aberta <i>admira&ccedil;&atilde;o</i>, n&atilde;o s&oacute; mas tamb&eacute;m, cultural para com a Espanha<sup><a href="#13" name="top13">[13]</a></sup>. Repare-se, por exemplo, na irrup&ccedil;&atilde;o vertiginosa da l&iacute;ngua espanhola no sistema de ensino obrigat&oacute;rio portugu&ecirc;s desde meados da d&eacute;cada de 90<sup><a href="#14" name="top14">[14]</a></sup>; dado este que dever&aacute; destacar-se em futuras pesquisas imagol&oacute;gicas hispano-portuguesas, e igualmente no relativo &agrave;s galego-portuguesas.</p>      <p>Por outro lado, o facto de Portugal (os portugueses) se imaginar(em) a si pr&oacute;prio(s) como uma cultura homog&eacute;nea, “espa&ccedil;o hist&oacute;rico cultural sem ‘diferen&ccedil;as’” em palavras de Eduardo Louren&ccedil;o (1994: 82), propenso a equa&ccedil;&otilde;es do tipo <i>1 pa&iacute;s = 1 capital = 1 cultura = 1 l&iacute;ngua = etc.</i>, aparentemente pode ter contribu&iacute;do para a menor visibilidade da heterogeneidade doutros estados, neste caso a do Estado espanhol onde, como &eacute; sabido, se insere a Galiza. Parece, em todo o caso, inevit&aacute;vel atender ao relacionamento hispano-luso, &agrave; imagologia hispano-lusa no estudo da imagem portuguesa da Galiza como mais um fator n&atilde;o prescind&iacute;vel.</p>      <p>Paralelamente, as investiga&ccedil;&otilde;es a fazer sobre a imagem atual da Galiza e dos galegos em Portugal ter&atilde;o necessariamente, em nossa opini&atilde;o, de problematizar a linha de an&aacute;lise, preponderante no &acirc;mbito dos estudos das rela&ccedil;&otilde;es galego-portuguesas historicamente consideradas, que entende estas como umas rela&ccedil;&otilde;es <i>assim&eacute;tricas</i> (cfr., p. ex., Villares 1983, V&aacute;zquez 1995, Medeiros 2003 e 2006 ou Tarr&iacute;o 2004)<sup><a href="#15" name="top15">[15]</a></sup> e questionar se a dita assimetria est&aacute; direta ou indiretamente vinculada &agrave; <i>invisibilidade</i> antes aludida. </p>      <p>Em segundo lugar, entendemos que a imagem atual da Galiza em Portugal tamb&eacute;m pode ser perspetivada, como hip&oacute;tese de trabalho, a partir da <i>imageme</i> descrita mais acima. Assim, observamos ind&iacute;cios, na atualidade, de v&iacute;nculos entre o imagin&aacute;rio portugu&ecirc;s a respeito da Galiza e dos galegos (e consequentemente o modo de se relacionar com estes) e o imagotipo de afinidade j&aacute; referido. Assim, a ideia ou cren&ccedil;a da Galiza e dos galegos como comunidade e indiv&iacute;duos que mant&eacute;m algum tipo de afinidade com Portugal e os portugueses parece funcionar culturalmente, socialmente, pelo menos para algumas elites culturais portuguesas. Apesar dos entraves que contrariaram ostensivamente as possibilidades de (inter)comunica&ccedil;&atilde;o entre galegos e portugueses durante v&aacute;rias d&eacute;cadas do s&eacute;culo XX<sup><a href="#16" name="top16">[16]</a></sup>, podem ser encontrados sinais de alguma vig&ecirc;ncia deste imagotipo em, por exemplo, produtos liter&aacute;rios com presen&ccedil;a repertorial galega, ou nos discursos pol&iacute;ticos emanados de institui&ccedil;&otilde;es <i>galego-portuguesas</i>. </p>      <p>Em 1999, Elias Torres analisava a mat&eacute;ria galega em quatros romances portugueses da d&eacute;cada de 90<sup><a href="#17" name="top17">[17]</a></sup> concluindo que a Galiza ficcionalizada estava: </p>      <blockquote>     <p>esva&iacute;da de identidade comum a Portugal, h&iacute;brida de ru&iacute;dos e sombras sobrepostos que impedem enxerg&aacute;-la com clareza, vai aparecendo a olhos do leitor como qualquer coisa pr&oacute;xima mas alheia, nutrida de pequeninas pegadas partilhadas a ambos os lados do Minho, mas imersa numha confusom, onde interessa o t&oacute;pico e o exotizante a custa da <i>realidade</i>, em obras de expressa &iacute;ndole documental na sua diegese [...] &Eacute; dif&iacute;cil resumir a perspectiva que estes livros oferecem da <b>Galiza como entidade ling&uuml;&iacute;stica e cultural</b>. O contacto galego-portugu&ecirc;s fica presidido pola dist&aacute;ncia (Torres, 1999b: 304-305; it&aacute;lico e negrito no original).</p> </blockquote>      <p>Assumindo a an&aacute;lise anterior, poder&iacute;amos citar o Pr&eacute;mio Maria Ondina Braga de 2011, <i>O eremita galego</i> (Rocha, 2011), onde a representa&ccedil;&atilde;o da Galiza, sem deixar de veicular uma realidade pr&oacute;xima (uma das personagens, p. ex., explicita que entre galego e portugu&ecirc;s, “A diferen&ccedil;a tamb&eacute;m n&atilde;o &eacute; muita”), aparece toldada desta <i>confus&atilde;o</i>, onde <i>mist&eacute;rio</i>, <i>morte</i> e <i>religi&atilde;o</i> surgem como elementos centrais. Diga-se de passagem que neste romance, al&eacute;m dos &oacute;bvios paralelismos com a tr&aacute;gica hist&oacute;ria do <i>eremita</i> de origem alem&atilde; Man, parece pairar a medi&aacute;tica emerg&ecirc;ncia do Caminho de Santiago e os discursos &agrave; volta dele elaborados (cfr. Torres 2011). </p>      <p>Neste sentido, o estudo da imagem portuguesa da Galiza e dos galegos, ter&aacute; tamb&eacute;m de atender, em nossa opini&atilde;o, ao <i>ru&iacute;do</i> que em n&atilde;o poucas ocasi&otilde;es preside o relacionamento galego-portugu&ecirc;s. Exemplificamos: em Portugal, temos assistido ao singular encontro entre turista ou viajante galego (muitas vezes castelhano-falante) e empregado de mesa ou funcion&aacute;rio do posto de turismo em que o primeiro, ativando o seu imagin&aacute;rio, se expressa no seu <i>galego(nhol)</i> e o segundo, fazendo o pr&oacute;prio, em <i>portunhol</i>. Al&eacute;m do caricata e at&eacute; ris&iacute;vel, a situa&ccedil;&atilde;o demonstra os d&eacute;fices que galegos e portugueses acumularam durante as &uacute;ltimas d&eacute;cadas ou, dito por outras palavras, &eacute; express&atilde;o de discord&acirc;ncias imagol&oacute;gicas dos dois lados do rio Minho<sup><a href="#18" name="top18">[18]</a></sup>.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Outro &acirc;mbito de pesquisa onde o imagotipo de afinidade teve e tem, presumivelmente, uma certa vitalidade &eacute; o relacionado com a nova arquitetura institucional surgida ap&oacute;s a entrada dos dois estados na Uni&atilde;o Europeia. A partir dos in&iacute;cios da d&eacute;cada de 90 do s&eacute;culo passado, v&atilde;o tomando corpo, de forma pioneira no contexto peninsular (cfr. Herrero 2000: 270), duas institui&ccedil;&otilde;es transfronteiri&ccedil;as galego-portuguesas: a Comunidade de Trabalho Galiza-Regi&atilde;o Norte de Portugal e o Eixo Atl&acirc;ntico do Noroeste Peninsular. Os processos de constitui&ccedil;&atilde;o assim como o desenvolvimento posterior de ambas as institui&ccedil;&otilde;es apresenta-se acompanhado, nos casos observados, de discursos que recorrem &agrave; ideia ou cren&ccedil;a, elaborada desde o s&eacute;culo XIX como vimos, de afinidade de variado tipo entre a Galiza e Portugal. Exemplificando: j&aacute; num dos primeiros documentos fundacionais da primeira das institui&ccedil;&otilde;es, &eacute; not&oacute;rio o recurso a esta ideia quando se alude “&agrave;s hist&oacute;ricas afinidades socio-econ&oacute;micas, culturais e ling&uuml;&iacute;sticas” entre a Galiza e a Regi&atilde;o do Norte de Portugal (Xunta de Galicia e Comiss&atilde;o de Coordena&ccedil;&atilde;o da Regi&atilde;o Norte 1991: 1). Mais expressivamente, o recurso a estas “hist&oacute;ricas afinidades” &eacute; o elemento central do discurso em <i>Galiza, Norte de Portugal: duas regi&otilde;es, uma euro-regi&atilde;o construindo a Europa dos cidad&atilde;os</i>, uma das publica&ccedil;&otilde;es do Eixo Atl&acirc;ntico (2004). O primeiro dos tr&ecirc;s apartados de que &eacute; constitu&iacute;do o livro, “Duas regi&otilde;es europeias”, desenvolve alguns dos elementos que enformam o imagotipo de afinidade: o passado / a hist&oacute;ria, a l&iacute;ngua, a cultura popular, a paisagem, etc. <sup><a href="#19" name="top19">[19]</a></sup>. Nestes casos, o imagotipo de afinidade, quanto &agrave;s fun&ccedil;&otilde;es, parece estar ao servi&ccedil;o de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de planifica&ccedil;&atilde;o (j&aacute; n&atilde;o estritamente cultural mas) econ&oacute;mica, no &acirc;mbito das pol&iacute;ticas emanadas da Uni&atilde;o Europeia, mostrando assim a diversidade de fun&ccedil;&otilde;es que esta imagem pode efetivamente desenvolver desde a sua elabora&ccedil;&atilde;o h&aacute; mais de um s&eacute;culo.</p>      <p>Por &uacute;ltimo, e voltando &agrave; <i>imageme</i>, caberia ainda pergunta-se sobre o percurso do aqui denominado imagotipo negativo. Em fun&ccedil;&atilde;o dos dados manejados, tudo parece indicar que esta vis&atilde;o da Galiza e dos galegos estaria hoje fossilizada na fraseologia do portugu&ecirc;s europeu. Assim, ditados do tipo <i>Trabalhar como um galego</i>, <i>Debaixo de galego</i>, <i>s&oacute; um burro</i>, <i>Cinquenta galegos n&atilde;o fazem um homem</i> ou <i>Ver-se galego</i><sup><a href="#20" name="top20">[20]</a></sup> teriam hoje no espa&ccedil;o social portugu&ecirc;s uma ocorr&ecirc;ncia menor ou residual e estariam esva&iacute;dos da sua fun&ccedil;&atilde;o humor&iacute;stica, at&eacute; porque o fen&oacute;meno migrat&oacute;rio galego em Portugal deixou de ter continuidade em meados do s&eacute;culo XX. </p>      <p>A partir do at&eacute; aqui exposto e a modo de conclus&otilde;es, entendemos que as hip&oacute;teses aqui levantadas podem contribuir para um programa de pesquisa futuro, cujas quest&otilde;es investigadoras sejam, resumidamente:</p>     <blockquote>     <p>a) Qual &eacute; o grau de (<i>in</i>)<i>visibilidade</i> da Galiza e dos galegos no imagin&aacute;rio portugu&ecirc;s atual? Como e quanto &eacute; condicionada esta (<i>in</i>)<i>visibilidade</i> pela radical mudan&ccedil;a na posi&ccedil;&atilde;o da Espanha e dos espanh&oacute;is no imagin&aacute;rio portugu&ecirc;s nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas?</p>      <p>b) Em que medida a atual imagem portuguesa da Galiza e dos galegos tem as suas ra&iacute;zes, nomeadamente no relativo ao imagotipo de afinidade, nas elabora&ccedil;&otilde;es fixadas por galegos e portugueses entre o &uacute;ltimo ter&ccedil;o do s&eacute;culo XIX e as primeiras d&eacute;cadas do XX? </p>      <p>c) E em seguimento da quest&atilde;o anterior: quais s&atilde;o as (novas e potenciais) fun&ccedil;&otilde;es da imagem da Galiza e dos galegos (distancia e/ou aproxima) no Portugal atual? </p> </blockquote>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>      <!-- ref --><p>Antunes, Jos&eacute; Freire (2003): <i>Os espanh&oacute;is e Portugal</i>, Lisboa, Oficina do Livro.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000052&pid=S0807-8967201200020002500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Beirante, C&acirc;ndido F. B. (1992): “A Galiza e os galegos na obra de Alexandre Herculano” <i>in</i> M&ordf; do Carmo Henr&iacute;quez Salido (ed.): <i>Actas III Congresso Internacional da L&iacute;ngua Galego-Portuguesa na Galiza</i>, [A Corunha] AGAL, pp. 395-403.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000054&pid=S0807-8967201200020002500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Beller, Manfred e Leerssen, Joep (eds.) (2007): <i>Imagology: The Cultural Construction and Literary Representation of National Characters</i>, Amesterd&atilde;o / New York, Rodopi.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000056&pid=S0807-8967201200020002500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>BERAMENDI, J. G. (1991): “El Partido Galleguista y poco m&aacute;s: organizaci&oacute;n e ideolog&iacute;as del nacionalismo gallego en la II Rep&uacute;blica” <i>in </i>Justo Gonz&aacute;lez Beramendi &amp; Ram&oacute;n M&aacute;iz (comps.): <i>Los Nacionalismos en la Espa&ntilde;a de la II Rep&uacute;blica</i>, Consello da Cultura Galega / Siglo Veintiuno, Santiago de Compostela / M&eacute;xico, pp. 127-170.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000058&pid=S0807-8967201200020002500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Consejer&iacute;a de Educaci&oacute;n [2012]: <i>La ense&ntilde;anza de la LENGUA ESPA&Ntilde;OLA en PORTUGAL. Curso 2010 / 11. Escuelas P&uacute;blicas de Ense&ntilde;anza B&aacute;sica y Ense&ntilde;anza Secundaria</i>, [Lisboa], Consejer&iacute;a de Educaci&oacute;n da Embaixada de Espanha em Portugal (acess&iacute;vel em: <a href="http://www.educacion.gob.es/dms-static/601af994-1946-4b8a-8a70-a869aa86b1c3/consejerias-exteriores/portugal/informacion/escuelas10-11.pdf" target="_blank">http://www.educacion.gob.es/dms-static/601af994-1946-4b8a-8a70-a869aa86b1c3/consejerias-exteriores/portugal/informacion/escuelas10-11.pdf</a> [&uacute;ltima consulta 11/07/2012]).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000060&pid=S0807-8967201200020002500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Cunha, Norberto Ferreira da (2007): <i>A Autonomia Galega na imprensa peri&oacute;dica portuguesa (1931-1936)</i>, Mon&ccedil;&atilde;o, Casa Museu de Mon&ccedil;&atilde;o/Universidade do Minho.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000062&pid=S0807-8967201200020002500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>DANtas, Lu&iacute;s (2010): <i>Retratos gallegos</i> [edi&ccedil;&atilde;o de autor].    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000064&pid=S0807-8967201200020002500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>EIXO ATL&Acirc;NTICO (2004): <i>Galiza-Norte de Portugal: duas regi&otilde;es, uma euro-regi&atilde;o construindo a Europa dos cidad&atilde;os / Galicia, Norte de Portugal: d&uacute;as regi&otilde;es, unha eurorrexi&oacute;n constru&iacute;do a Europa dos cidad&aacute;ns</i>, Vigo-Porto, Eixo Atl&acirc;ntico do Noroeste Peninsular / Comunidade de Trabalho Galiza-Norte de Portugal, pp. 7-29.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000066&pid=S0807-8967201200020002500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>FELGUEIRAS, Guilherme (1981): “O Galego. Tipo popular da fauna lisboeta”, Lisboa [Sep. Bol. cultural da Assembleia Distrital de Lisboa, 3a s&eacute;rie, 86].    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000068&pid=S0807-8967201200020002500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>Garc&iacute;a Fern&aacute;ndez, Xos&eacute; Lois (1996): “Patrimonio e cultura da emigraci&oacute;n galega en Portugal” <i>in</i> Maria Xos&eacute; Rodr&iacute;guez Galdo e Afonso V&aacute;zquez-Monxard&iacute;n (coords.): <i>Actas do I Encontro sobre o Patrimonio Cultural Galego na Emigraci&oacute;n</i>, Santiago de Compostela, Consello da Cultura Galega, pp. 181-186.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000070&pid=S0807-8967201200020002500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>GONZ&Aacute;LEZ Lopo, Domingo L. (2006): “’Se se mandassem embora n&atilde;o haveria quem servisse…’ Os galegos em Portugal: Um exemplo t&iacute;pico de mobilidade na &eacute;poca pr&eacute;-industrial” <i>in</i> Ruben Lois Gonz&aacute;lez e Rosa Verdugo Mat&eacute;s (ed.): <i>As migraci&oacute;ns em Galiza e Portugal. Contributos desde as Ciencias Sociais</i>, Corunha, Ed. Candeia, pp. 237-266.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000072&pid=S0807-8967201200020002500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>________ (2009): “Gallegos en Portugal, una emigraci&oacute;n (casi) olvidada (1700-1950)” <i>in</i> Maria Beatriz Rocha-Trindade (org.): <i>Migra&ccedil;&otilde;es, perman&ecirc;ncias e diversidades</i>, Porto, Afrontamento, pp. 187-215.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000074&pid=S0807-8967201200020002500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>GRYGIERZEE, Wiktoria e FERRO Ruibal, Xes&uacute;s (2009): “Estereotipos na fraseolox&iacute;a: o caso galego-portugu&eacute;s” <i>in</i> <i>Cadernos de Fraseolox&iacute;a Galega</i>, 11: 94-105.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000076&pid=S0807-8967201200020002500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>GUISADO, Alfredo (1929): “Galegos” <i>in Di&aacute;rio de Not&iacute;cias</i>, 17/02/1929, p. 1.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000078&pid=S0807-8967201200020002500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Herrero de la Fuente, Alberto A. (2000): “La cooperaci&oacute;n transfronteriza hispano-portuguesa” <i>in</i> Funda&ccedil;&atilde;o Rei Afonso Henriques, Centro de Estudos da Popula&ccedil;&atilde;o, Economia e Sociedade e Universidade do Porto (orgs.): <i>Rela&ccedil;&otilde;es Portugal-Espanha: Coopera&ccedil;&atilde;o e Identidade. I Encontro Internacional</i>, Porto, Funda&ccedil;&atilde;o Afonso Henriques, pp. 263-279.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000080&pid=S0807-8967201200020002500015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>LAPA, Manoel Rodrigues (1942): “Carrere e o elogio do galego” <i>in Lar</i>, 224/225: 9-10 [Buenos Aires].    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000082&pid=S0807-8967201200020002500016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Louren&ccedil;o, Eduardo (1994): “A Espanha e n&oacute;s” <i>in</i> Eduardo Louren&ccedil;o: <i>A Europa e n&oacute;s ou as duas raz&otilde;es, </i>Lisboa, INCM, pp. 79-85.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000084&pid=S0807-8967201200020002500017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>MACHADO, &Aacute;lvaro Manuel e PAGEAUX, Daniel-Henri (2001): <i>Da literatura comparada &agrave; teoria da literatura</i>, 2&ordf; ed., Lisboa, Presen&ccedil;a, pp. 48-66.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000086&pid=S0807-8967201200020002500018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Marco, Aurora (1996): “Exemplifica&ccedil;om das rela&ccedil;ons culturais entre Galiza e Portugal” <i>in</i> <i>Ag&aacute;lia</i>, 46: 197-209.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000088&pid=S0807-8967201200020002500019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>MAR&Ccedil;AL, Hor&aacute;cio (1954): “O significado do voc&aacute;bulo ‘galego’ e a sua extens&atilde;o na etnografia e no folklore” <i>in Douro Litoral</i>, 6&ordf; serie, I-XI: 3-16.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000090&pid=S0807-8967201200020002500020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Medeiros, Ant&oacute;nio F. G (2003) "Discurso Nacionalista e Imagens de Portugal na Galiza" <i>in</i> <i>Etnogr&aacute;fica: revista do Centro de Estudos de Antropologia Social</i> VII, 2: 321 – 349, (acess&iacute;vel em: <a href="http://ceas.iscte.pt/etnografica/docs/vol_07/N2/Vol_vii_N2_321-350.pdf" target="_blank">http://ceas.iscte.pt/etnografica/docs/vol_07/N2/Vol_vii_N2_321-350.pdf</a> [&uacute;ltima consulta, 11/07/2012]) &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000092&pid=S0807-8967201200020002500021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>________ (2006): <i>Dois lados de um rio. Nacionalismo e Etnografias na Galiza e em Portugal</i>, Lisboa, Instituto de Ci&ecirc;ncias Sociais.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000093&pid=S0807-8967201200020002500022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>MORAES, Guilhermina de (1912): “O roubo nos pesos e nas medidas” <i>in O Pa&iacute;z</i>, 17/09/1912, pp. 1 e 2.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000095&pid=S0807-8967201200020002500023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Pazos Justo, Carlos (2010): “Alfredo Guisado e a imagologia dos galegos em Portugal“ <i>in Atas do Col&oacute;quio Interdisciplinar &laquo;Mnemo-Grafias Interculturais / Interkulturelle Mnemo-Graphien&raquo;</i>, Braga, Universidade do Minho [no prelo].    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000097&pid=S0807-8967201200020002500024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>________ (2012): “A imagem da Galiza e dos galegos em Portugal entre fins do s&eacute;culo XIX e primeiras d&eacute;cadas do XX: do imagotipo <i>negativo</i> ao imagotipo <i>de afinidade</i>” <i>in Veredas</i>, 16: 39-69.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000099&pid=S0807-8967201200020002500025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Pinheiro, Rafael Bordalo (1994): <i>Os Galegos e outras historias</i>, 2&ordf; ed., Lisboa, Veja [1884; Pref&aacute;cio de Carlos Consiglieri].    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000101&pid=S0807-8967201200020002500026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Pinho, Ant&oacute;nio C. (1983): “Objectivo: em louvor do home que veio da Galiza” <i>in I&ordm; Col&oacute;quio Galaico-Minhoto</i>, vol. II, Ponte de Lima, Associa&ccedil;&atilde;o Cultural Galaico-Minhota, pp. 203-214.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S0807-8967201200020002500027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Rocha, Pedro Miguel (2011): <i>O Eremita Galego</i>, Lisboa, Esfera do Caos.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S0807-8967201200020002500028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Rodr&iacute;guez, Jos&eacute; Luis e Torres Feij&oacute;, Elias J. (1994): “A Galiza e os galegos na prosa de Camilo” <i>in</i> <i>Actas do Congresso Internacional de Estudos Camilianos</i>, Coimbra, Comiss&atilde;o Nacional das Comemora&ccedil;&otilde;es Camilianas, pp. 707-727.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S0807-8967201200020002500029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>TARR&iacute;o Varela, Anxo (2004): “Identidade literaria e referentes interliterarios. Algunhas consideraci&oacute;ns a prop&oacute;sito da literatura galega” <i>in</i> Anxo Abu&iacute;n Gonz&aacute;lez e Anxo Tarr&iacute;o Varela, <i>Bases metodol&oacute;xicas para unha historia comparada das literaturas da pen&iacute;nsula Ib&eacute;rica</i>, Santiago de Compostela, Universidade de Santiago de Compostela, pp. 445-459.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S0807-8967201200020002500030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Torres Feij&oacute;, Elias J. (1999a): “Cultura Portuguesa e legitima&ccedil;ao do sistema galeguista: historiadores e fil&oacute;logos (1880-1891)” <i>in Ler  Hist&oacute;ria</i>, 36: 273-318 (acess&iacute;vel em:  <a href="https://espacioseguro.com/grupogalabra/images/stories/pdf/elias/novos/cultura_portuguesa_e_legitimaao_do_sistema_galeguista.pdf" target="_blank">https://espacioseguro.com/grupogalabra/images/stories/pdf/elias/novos/cultura_portuguesa_e_legitimaao_do_sistema_galeguista.pdf</a> [&uacute;ltima consulta, 11/07/2012]).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S0807-8967201200020002500031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>________ (1999b): “‘O fim do mil&eacute;nio que come&ccedil;&aacute;mos juntos’ A Galiza como material repertorial central no romance portugu&ecirc;s contempor&acirc;neo, de 1991 a 1994: literatura de autognose?” <i>in Nova Renascen&ccedil;a</i>, 72/73: 291-313 (acess&iacute;vel em: <a href="https://espacioseguro.com/grupogalabra/images/stories/pdf/elias/novos/o_fim_do_milnio_que_comemos_juntos.pdf?001a660b2257a1a6e432d4fe6efaa0df=45b10ebb3670016cd5d185c5a5a7b287" target="_blank">https://espacioseguro.com/grupogalabra/images/stories/pdf/elias/novos/o_fim_do_milnio_que_comemos_juntos.pdf?001a660b2257a1a6e432d4fe6efaa0df=45b10ebb3670016cd5d185c5a5a7b287</a> [&uacute;ltima consulta, 11/07/2012]).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S0807-8967201200020002500032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>________ (2010): “Alfredo Pedro Guisado, um s&eacute;culo depois” <i>in</i> Carlos Pazos Justo:<i> Traject&oacute;ria de Alfredo Guisado e a sua rela&ccedil;&atilde;o com a Galiza (1910-1921)</i>, Santiago de Compostela, Laiovento, pp. 9-12 [pref&aacute;cio].    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S0807-8967201200020002500033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>________ (2011): “Discursos contempor&acirc;neos e pr&aacute;ticas culturais dominantes sobre Santiago e o Caminho: a invisibilidade da cultura como hip&oacute;tese” <i>in </i>Ant&oacute;nio Apolin&aacute;rio Louren&ccedil;o e Osvaldo Manuel Silvestre (coords.): <i>Literatura, espa&ccedil;o, cartografias</i>, Coimbra, Centro de Literatura Portuguesa / Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, pp. 391-449.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S0807-8967201200020002500034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>KRISTENSEN, B. y EVANS PIM, J. (2006): “Galegos no humor e no imagin&aacute;rio coletivo. O arquetipo do emigrado na literatura sat&iacute;rica do Portugal decimon&ocirc;nico” <i>in</i> J. Evans Pim et al.: <i>Estudos Atl&acirc;nticos</i>, Rianxo, pp. 87-121.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S0807-8967201200020002500035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>VAZ, Rodrigues (coord.) (2008): <i>Os Galegos nas Letras Portuguesas</i>, Lisboa, Pangeia Editores.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S0807-8967201200020002500036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Xunta de Galicia e Comiss&atilde;o de Coordena&ccedil;&atilde;o da Regi&atilde;o Norte (1991): <i>Acordo constitutivo da Comunidade de Traballo Galicia-Rexi&oacute;n do Norte de Portugal</i>, Porto (acess&iacute;vel em:  <a href="http://www.galicia-nortept.org/documentos/ACORDOCONSTITUTIVODACOMUNIDADEDETRABALLOGALICIA-REXIONNORTEDEPORTUGAL31-10-1991.pdf" target="_blank">http://www.galicia-nortept.org/documentos/ACORDOCONSTITUTIVODACOMUNIDADEDETRABALLOGALICIA-REXIONNORTEDEPORTUGAL31-10-1991.pdf</a> [&uacute;ltima consulta, 11/07/2012]).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S0807-8967201200020002500037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Notas</b></p>      <p><sup><a href="#top1" name="1">[1]</a></sup> Uma vers&atilde;o inicial deste trabalho foi apresentada nas <i>I Jornadas Galiza mais perto</i> organizadas pelo Centro de Estudos Galegos (CEG) da Universidade do Minho (Braga, 14 e 15 de junho de 2012), sob o t&iacute;tulo “<i>Galegos</i>, <i>galego-portugueses</i> ou <i>espanh&oacute;is</i>? Quest&otilde;es de imagem”; agradecemos aqui ao CEG, na pessoa da Prof&ordf;. Marisa Moreda, o am&aacute;vel convite para participar nas mesmas. </p>      <p><sup><a href="#top2" name="2">[2]</a></sup> Relativamente &agrave; imagologia da Galiza e dos galegos entre fins do s&eacute;culo XIX e in&iacute;cios do XX sintetizaremos nas p&aacute;ginas seguintes a abordagem realizada em Pazos 2012.</p>      <p><sup><a href="#top3" name="3">[3]</a></sup> Para Joep Leerssem: “Imagology [...] its aim is to understand a discourse of representation rather than a society” (Beller e Leerssem 2007: 27); do mesmo modo, entende a <i>imagem</i> “as the mental silhouette of the other, who appears to be determined by the characteristics of family, group, tribe, people or race. Such an <i>image</i> rules our opinion of others and controls our behaviour towards them” (Beller e Leerssen 2007: 4; sublinhados nossos).</p>      <p><sup><a href="#top4" name="4">[4]</a></sup> Definida assim pelo autor: “In most cases, the image of a given nation will include a compound of layering different, contradictory counter-images, with (in any given textual expression) some aspects activated and dominant, but the remaining counterparts all latently, tacitly, subliminally present. As a result, most images of national character will boil down to a characteristic, or quasi-characterological, polarity: passion and arrogance in the Spaniards, refinement and immorality in the Italians [...] An <i>imageme</i> is the term used to describe an image in all its implicit, compounded polarities (Beller e Leerssen 2007: 343-344).</p>      <p><sup><a href="#top5" name="5">[5]</a></sup> Entre outros, estudou e analisou com extens&atilde;o o fen&oacute;meno migrat&oacute;rio galego em Portugal Domingo Gonz&aacute;lez Lopo em, por exemplo, Gonz&aacute;lez 2006 e 2009.</p>      <p><sup><a href="#top6" name="6">[6]</a></sup> Importa salientar que a visibilidade dos galegos na Lisboa oitocentista era tal (lembre-se que muitos dos afazeres dos galegos tinham lugar na pra&ccedil;a p&uacute;blica) que ficou registada em textos de numerosos autores estrangeiros (cfr. Lapa 1952 e Garcia 1996). </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Para a an&aacute;lise do aqui denominado imagotipo negativo, contribu&iacute;ram desde diferentes perspetivas: Mar&ccedil;al 1954, Felgueiras 1981, Pinho 1983, Beirante 1992, Rodriguez e Torres 1994, Carlos Consiglieri <i>apud</i> Pinheiro 1994, Kristensen e Evans 2006, Vaz 2008, Grygierzee e Ferro 2009 ou Dantas 2010.</p>      <p><sup><a href="#top7" name="7">[7]</a></sup> Os primeiros galeguistas come&ccedil;am a desenhar uma s&eacute;rie de tra&ccedil;os identit&aacute;rios dos galegos que os ligam interessadamente a Portugal, referente de reintegra&ccedil;&atilde;o,<sup> </sup>que ir&aacute; funcionar como “alicerce da legitimidade de existir e refor&ccedil;o da pr&oacute;pria identidade e da soberania cultural” (Torres 1999a: 273; cfr. Medeiros 2003: 324).</p>      <p><sup><a href="#top8" name="8">[8]</a></sup> Seguimos aqui de perto as teses propostas por Elias Torres que recolhe v&aacute;rios textos dos autores citados especialmente elucidativos (Torres 1999a: 273 e ss.); em Pazos 2012: 44-46 fazemos uma sele&ccedil;&atilde;o destes textos em fun&ccedil;&atilde;o do seu interesse imagol&oacute;gico.</p>      <p><sup><a href="#top9" name="9">[9]</a></sup> Abord&aacute;mos a rela&ccedil;&atilde;o de Alfredo Guisado com o percurso da imagem portuguesa da Galiza e dos galegos em Pazos 2010.</p>      <p><sup><a href="#top10" name="10">[10]</a></sup> Esta nova forma de imaginar a Galiza em Portugal teria sido assimilada por setores do nacionalismo mais conservador, centrais no Estado Novo: estaria tamb&eacute;m por tr&aacute;s do alegado plano de anexa&ccedil;&atilde;o Galiza por parte do Estado Novo no meio da Guerra Civil espanhola, referido por Jos&eacute; Freire Antunes sob a ep&iacute;grafe “Salazar e ‘anexa&ccedil;&atilde;o’ da Galiza”? (Antunes 2003: 642-648).</p>      <p><sup><a href="#top11" name="11">[11]</a></sup> Se bem &eacute; certo que durante as d&eacute;cadas de autoritarismo houve espa&ccedil;o tamb&eacute;m para o contacto galego-portugu&ecirc;s, reduzido basicamente ao &acirc;mbito acad&eacute;mico (Medeiros 2003: 328), a rutura com per&iacute;odo anterior parece ponto assente. Segundo Ant&oacute;nio Medeiros: “No final dos anos 30, com a consolida&ccedil;&atilde;o do “Estado Novo”, encerrou-se um ciclo de interesses pela Galiza por parte dos intelectuais portugueses, que tinha ganho algumas express&otilde;es n&iacute;tidas a partir das &uacute;ltimas d&eacute;cadas do s&eacute;culo XIX. Cristalizaram ent&atilde;o express&otilde;es vivas e politicamente plurais do nacionalismo que tinham marcado os anos da I Rep&uacute;blica, quando vingaram em Portugal interesses pela Galiza, na minha opini&atilde;o sobretudo acicatados pelas solicita&ccedil;&otilde;es de reconhecimento vindas de al&eacute;m do Minho. Foi no entanto, o <i>Alzamiento </i>de 1936 que marcou mais definitivamente o fim das curiosidades mantidas em Portugal pela “quest&atilde;o galega”, desinteresse que perdura at&eacute; hoje, em grande medida.” (Medeiros 2003: 327)</p>      <p><sup><a href="#top12" name="12">[12]</a></sup> Noutros termos, e com outras implica&ccedil;&otilde;es, caberia aqui falar da cultura espanhola como referente de oposi&ccedil;&atilde;o para a cultura portuguesa na &eacute;poca contempor&acirc;nea (para os conceitos de <i>referente de reintegra&ccedil;&atilde;o</i>, mais acima invocado, ou <i>de oposi&ccedil;&atilde;o</i> <i>vid</i>. Beramendi 1991).</p>      <p><sup><a href="#top13" name="13">[13]</a></sup> Admira&ccedil;&atilde;o j&aacute; <i>prescrita</i> de alguma forma por Eduardo Louren&ccedil;o no agora long&iacute;nquo 1988, data da primeira publica&ccedil;&atilde;o do artigo Louren&ccedil;o 1994. Neste sentido coloco a seguinte interroga&ccedil;&atilde;o: se Jos&eacute; Saramago se expatriasse na Espanha em 2012 (coincidindo com a presen&ccedil;a de destacadas figuras do futebol portugu&ecirc;s na liga de futebol espanhola) a leitura portuguesa seria a mesma da verificada ap&oacute;s a publica&ccedil;&atilde;o em 1991 d’<i>O Evangelho Segundo Jesus Cristo</i>? </p>      <p><sup><a href="#top14" name="14">[14]</a></sup> Se para o ano 1991/1992 era 35 o n&uacute;mero de alunos de l&iacute;ngua espanhola no sistema de ensino portugu&ecirc;s, isto &eacute;, apenas <i>uma</i> turma, segundo a Consejer&iacute;a de Educaci&oacute;n da Embaixada de Espanha em Portugal, em 2010/2011 foram 86140 os alunos portugueses que escolheram espanhol como l&iacute;ngua estrangeira (cfr. Consejer&iacute;a de Educaci&oacute;n [2012]: 5).</p>      <p><sup><a href="#top15" name="15">[15]</a></sup> Anotamos, neste sentido, as expressivas quest&otilde;es levantadas por Elias Torres: “Na actualidade, existe alguma tend&ecirc;ncia no seio galeguista a interpretar que os portugueses n&atilde;o se importa(va)m, n&atilde;o liga(va)m &agrave;s expectativas galeguistas; o qual, interroga-se pouco ou nada sobre <i>qual &eacute; a oferta galega a portuguesas e portugueses</i> a quem se dirige e qual os motivos por que elas e eles t&ecirc;m que atender as demandas galeguistas; <i>demandas</i>, por certo, extraordinariamente <i>minorit&aacute;rias</i> no pr&oacute;prio pa&iacute;s e com n&atilde;o muito mais eco e sim maior <i>controv&eacute;rsia</i>. Convinha perguntar-se, enfim, se o pacote ofertado &eacute; suficiente, intelelig&iacute;vel e atractivo. Se n&atilde;o existe um certo fracasso galeguista no seu programa e modos, sem discutir agora a sua legitimidade; e se existe, em ocasi&otilde;es, algumha indecis&atilde;o ou indefini&ccedil;&atilde;o dos objectivos, no plano estrat&eacute;gico” (Torres 2010: 9-10; it&aacute;licos nossos).</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><sup><a href="#top16" name="16">[16]</a></sup> Repare-se, a modo de exemplo, que a primeira ponte sobre o rio Minho a ligar a Galiza e Portugal, entre Tui e Valen&ccedil;a, data do ano 1886; a segunda a ser constru&iacute;da para o tr&acirc;nsitorodado, de que tenhamos conhecimento, foi inaugurada em 1987 entre Mon&ccedil;&atilde;o e Salvaterra; a ponte nova entre Valen&ccedil;a e Tui &eacute; de 1993.</p>      <p><sup><a href="#top17" name="17">[17]</a></sup> Vanda Ramos (1991): <i>Litoral. Ara Solis</i>; Francisco Jos&eacute; Viegas (1992): As duas &Aacute;guas do Mar; Francisco Assis Pacheco (1993): <i>Trabalhos e paix&otilde;es de Benito Prada...</i>; e Jos&eacute; Ri&ccedil;o Direitinho (1994): <i>Brevi&aacute;rio das M&aacute;s inclina&ccedil;&otilde;es</i>.</p>      <p><sup><a href="#top18" name="18">[18]</a></sup> O antrop&oacute;logo Ant&oacute;nio Medeiros (2003) relata v&aacute;rios epis&oacute;dios que encenam este <i>ru&iacute;do</i> na comunica&ccedil;&atilde;o entre galegos e portugueses. Para este autor, na atual Galiza h&aacute; uma “disposi&ccedil;&atilde;o para o apre&ccedil;o do que &eacute; portugu&ecirc;s marcada [no entanto] por desfasamentos face aos lugares-comuns e &agrave;s valora&ccedil;&otilde;es que hoje s&atilde;o observadas quotidianamente na sociedade portuguesa” (Medeiros 2003: 336). Por outro lado, a repercuss&atilde;o do processo em curso de “progressiva regionaliza&ccedil;om da cultura galega no polissistema espanhol” (Torres 1999b: 296) ter&aacute; de ser tamb&eacute;m substantivada numa an&aacute;lise mais abrangente.</p>      <p><sup><a href="#top19" name="19">[19]</a></sup> As ep&iacute;grafes do cap&iacute;tulo s&atilde;o: “1. Um passado comum”, “1.1. A Gallaecia Romana”, “1.2. A Gallaecia Sueva e Visigoda”, “1.3. As novas realidades de Galiza e Portugal”, “2. O que nos separou”, “2.1. A Fronteira”, “2.2. Os t&oacute;picos”, “3. O que nos une”, “3.1. Duas l&iacute;nguas”, “3.2. Uma paisagem”, “3.3. Uma cultura material e imaterial”, “4. O que nos diferencia”, “4.1. A organiza&ccedil;&atilde;o administrativa do territ&oacute;rio” (Eixo Atl&acirc;ntico 2004: 7-29).</p>      <p><sup><a href="#top20" name="20">[20]</a></sup> Analisaram com alguma extens&atilde;o este assunto Grygierzee e Ferro 2009.</p>       ]]></body><back>
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<surname><![CDATA[Antunes]]></surname>
<given-names><![CDATA[José Freire]]></given-names>
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<source><![CDATA[Os espanhóis e Portugal]]></source>
<year>2003</year>
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