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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Pós-colonialismo e identidade na literatura caribenha de língua inglesa: memória e autorrepresentação na escrita de Jamaica Kincaid]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This article addresses the relationships between postcolonialism and identity and takes as a parameter for analysis the Caribbean region. Most of these small island states experienced a long process of colonization and their tardy independence caused a new kind of neocolonial exploitation. This in turn created a vulnerable situation for those countries, despite their dependence on the hegemonic nations, particularly North-America and Europe. This analysis focuses on the issues inherent to the English Caribbean, whose postcolonial literature was named Commonwealth Literature or New Writing in English. The proposed reflection will be made through the voices of Caribbean writers, particularly Jamaica Kincaid, and the critical discourses of postcolonial authors.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p> <b>P&oacute;s-colonialismo e identidade na literatura caribenha de l&iacute;ngua inglesa: mem&oacute;ria e autorrepresenta&ccedil;&atilde;o na escrita de Jamaica Kincaid</b> </p>     <p> <b>Postcolonialism and identity in the caribbean literature in english: memory and self-representation in Jamaica Kincaid’s writing</b> </p>      <p> <b>L&iacute;via Vivas*</b> </p>     <p> *Universidade do Minho, Centro de Estudos Human&iacute;sticos, Braga, Portugal </p>      <p><a href="mailto:liviavivas@hotmail.com">liviavivas@hotmail.com</a></p>      <p>&nbsp;</p>      <p> <b>RESUMO</b> </p>     <p>Esse artigo aborda as rela&ccedil;&otilde;es entre p&oacute;s-colonialismo e identidade e toma como par&acirc;metro para an&aacute;lise a regi&atilde;o caribenha, cuja maioria dos pequenos pa&iacute;ses-ilhas passou por um longo processo de coloniza&ccedil;&atilde;o e independ&ecirc;ncia tardia que ocasionou um novo modo de explora&ccedil;&atilde;o neocolonial, fator que cria uma situa&ccedil;&atilde;o vulner&aacute;vel para esses pa&iacute;ses, a despeito da depend&ecirc;ncia das na&ccedil;&otilde;es hegem&ocirc;nicas, nomeadamente norte-americanas e europeias. O foco principal dessa an&aacute;lise s&atilde;o as quest&otilde;es inerentes ao Caribe angl&oacute;fono, cuja literatura p&oacute;s-colonial era at&eacute; ent&atilde;o denominada <i>Commonwealth Literature </i>ou <i>New Writing in English.</i> A reflex&atilde;o proposta <b>ser&aacute; feita atrav&eacute;s da voz de escritores caribenhos, particularmente da autora Jamaica Kincaid, e &agrave; luz do discurso cr&iacute;tico de autores do p&oacute;s-colonialismo.</b></p>     <p><b>Palavras-chave</b>: Caribe, cultura, identidade, literatura, p&oacute;s-colonialismo.</p>      <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p> <b>ABSTRACT</b> </p>     <p>This article addresses the relationships between postcolonialism and identity and takes as a parameter for analysis the Caribbean region. Most of these small island states experienced a long process of colonization and their tardy independence caused a new kind of neocolonial exploitation. This in turn created a vulnerable situation for those countries, despite their dependence on the hegemonic nations, particularly North-America and Europe. This analysis focuses on the issues inherent to the English Caribbean, whose postcolonial literature was named<i> Commonwealth Literature </i>or <i>New Writing in English</i>. The proposed reflection will be made through the voices of Caribbean writers, particularly Jamaica Kincaid, and the critical discourses of postcolonial authors. </p>     <p><b>Keywords</b>: Caribbean, culture, identity, literature, postcolonialism. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="right"> <i>It was the thing I knew. Quite possibly if I had had another kind of life I would not have been moved to write. That was the immediate thing, the immediate oppression, I knew. I wanted to free myself of that.     <br>     <br> I can’t say that I came from a culture that felt alienated from England or Europe. We were beyond alienation.     <br>     <br> Jamaica Kincaid</i> </p>       <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>1. Introdu&ccedil;&atilde;o </b></p>      <p>A literatura p&oacute;s-colonial caribenha em l&iacute;ngua inglesa tem como um dos principais discursos a problem&aacute;tica relativa &agrave; “crise de identidade” caracter&iacute;stica de povos colonizados que anseiam por viver e mostrar uma hist&oacute;ria que lhes seja pr&oacute;pria, diferente da que lhes foi imposta pelo colonizador brit&acirc;nico. Uma preocupa&ccedil;&atilde;o generalizada com mitos de identidade e autenticidade &eacute; caracter&iacute;stica comum a todas as literaturas p&oacute;s-colonais escritas na l&iacute;ngua inglesa, conforme Ashcroft, Griffiths e Tiffin (1989: 9).</p>      <p>Tal escrita baseia-se na reflex&atilde;o da procura de identidade pr&oacute;pria por parte do sujeito colonizado, dividido entre duas culturas distintas: a sua e a do <i>outro</i>. Ao negar a cultura do <i>outro</i>, ele se depara com um dilema, pois n&atilde;o pode rejeitar uma cultura que se tornou a sua. Assim, parece n&atilde;o saber exatamente distinguir a sua cultura daquela do colonizador europeu, que lhe foi imposta, e uma cultura se incorpora na outra, como se fosse uma s&oacute;. (Cruz, 2000). Fundamental &eacute; percebermos que voltando a aten&ccedil;&atilde;o para a quest&atilde;o das identidades culturais na contemporaneidade, dificilmente escapamos da problem&aacute;tica da configura&ccedil;&atilde;o de identidade do sujeito que se situa em um tempo e em um espa&ccedil;o marcados pela descoloniza&ccedil;&atilde;o tardia, que se evidencia como um processo em andamento, como pontuam Augustoni e Viana (2010: 189).</p>      <p>Antes de iniciar a an&aacute;lise sobre as quest&otilde;es de identidade p&oacute;s-colonial dos povos caribenhos, destaco a afirma&ccedil;&atilde;o de Said (1994) <i>apud</i> Osagie e Buzinde (2011: 211), que observa que &eacute; inapropriado falarmos sobre p&oacute;s-colonialismo, que implica, obviamente, o fim do colonialismo, enquanto o &uacute;ltimo foi meramente substitu&iacute;do pelo neocolonialismo. Ao tecer quest&otilde;es pertinentes &agrave; teoria p&oacute;s-colonial caribenha, Cruz (1998) observa que a maior preocupa&ccedil;&atilde;o da cr&iacute;tica &eacute; o relato dos problemas advindos de um passado distante, sem aprofundar as quest&otilde;es em torno da atual coloniza&ccedil;&atilde;o, principalmente a norte-americana, que acontece em na&ccedil;&otilde;es que se tornaram, na atualidade, modernos territ&oacute;rios coloniais, fator observ&aacute;vel nas esferas pol&iacute;tica, econ&ocirc;mica e s&oacute;cio–cultural. Acrescento que a teoria p&oacute;s-colonial negligenciou as formas econ&ocirc;micas e pol&iacute;ticas engendradas pelo imperialismo contempor&acirc;neo ap&oacute;s a derrocada do colonialismo euroc&ecirc;ntrico, entre 1960 e 1975. A influ&ecirc;ncia do Banco Mundial e do FMI, a limita&ccedil;&atilde;o de exporta&ccedil;&otilde;es pela Comunidade Brit&acirc;nica, as negocia&ccedil;&otilde;es originadas por empres&aacute;rios norte-americanos, s&atilde;o apenas alguns dos fatores que evidenciam as condi&ccedil;&otilde;es da maioria da popula&ccedil;&atilde;o caribenha, enquanto classe oper&aacute;ria e povo etnicamente diferente, situa&ccedil;&otilde;es provocadas pela simples substitui&ccedil;&atilde;o dos colonizadores pela burguesia nacional.</p>      <p>As piores caracter&iacute;sticas do colonialismo em todo o mundo s&atilde;o abarcadas &agrave; regi&atilde;o caribenha, a exemplo da aniquila&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o nativa, a pirataria entre as pot&ecirc;ncias europeias e as atrocidades relacionadas ao tr&aacute;fico de escravos, como afirmam Ashcroft <i>et al</i>. (<i>op.cit</i>., 145-146). A popula&ccedil;&atilde;o atual das &iacute;ndias Ocidentais consiste em uma variedade de grupos raciais em ex&iacute;lio, ainda sujeitos &agrave;s press&otilde;es dos seus antigos propriet&aacute;rios europeus, e mais recentemente, dos Estados Unidos. </p>      <p>De maneira a elucidar tais afirma&ccedil;&otilde;es, que proporcionam melhor compreens&atilde;o em torno da problem&aacute;tica que envolve as quest&otilde;es de identidade na sociedade caribenha p&oacute;s-colonial, baseio-me nesse trabalho nas quest&otilde;es real&ccedil;adas nos romances escritos por Jamaica Kincaid, autora natural da ilha caribenha de Antigua. Em suas obras s&atilde;o delineadas as perspectivas que revelam as circunst&acirc;ncias conflituosas experimentadas pela sociedade p&oacute;s-colonial de Antigua, ap&oacute;s anos de domina&ccedil;&atilde;o e influ&ecirc;ncia brit&acirc;nica. A depend&ecirc;ncia s&oacute;cio-cultural, econ&ocirc;mica e pol&iacute;tica, a escravid&atilde;o dos nativos que durante muito tempo foram servos, os prec&aacute;rios sistemas de sa&uacute;de e educa&ccedil;&atilde;o vigentes no pa&iacute;s e o racismo acentuado, aparecem como os principais elementos que indicam a superioridade do colonizador branco sobre o negro colonizado, ind&iacute;cios que est&atilde;o inseridos no discurso p&oacute;s-colonial.</p>      <p><b>2. A literatura p&oacute;s-colonial caribenha: caracter&iacute;sticas e quest&otilde;es de identidade</b></p>      <p>Antes de apresentar as particularidades da literatura p&oacute;s-colonial caribenha, inicio com uma breve exposi&ccedil;&atilde;o do cen&aacute;rio da literatura p&oacute;s-colonial em l&iacute;ngua inglesa, anteriormente denominada <i>Commonwealth Literature </i>ou <i>New Writing in English</i>. Ao serem denominadas p&oacute;s-coloniais, as literaturas das Am&eacute;ricas deveriam incluir os Estados Unidos e o Canad&aacute;, j&aacute; que todo o continente americano foi colonizado (Cruz, 1998, <i>op. cit.</i>). A diferen&ccedil;a, entretanto, &eacute; que essas antigas col&ocirc;nias superaram a condi&ccedil;&atilde;o p&oacute;s-colonial, diferentemente da regi&atilde;o caribenha. A literatura contempor&acirc;nea desses pa&iacute;ses &eacute; ent&atilde;o denominada “p&oacute;s-moderna”, enquanto a literatura dos pa&iacute;ses perif&eacute;ricos &eacute; considerada “p&oacute;s-colonial”, o que indica que os &uacute;ltimos, conforme perspectiva preconceituosa dos primeiros, se encontram em uma fase de atraso n&atilde;o s&oacute; econ&ocirc;mico, mas tamb&eacute;m cultural (Thieme, 1996). A literatura que se refere a essa parte da Am&eacute;rica, portanto, que embora seja conhecida como &Iacute;ndias Ocidentais- que mais do que nenhum outro lugar &eacute; um am&aacute;lgama de conhecimento e desejo confusos e conflituosos (Krise, 1999)- n&atilde;o possui a denomina&ccedil;&atilde;o de literatura ocidental e muitos cursos de universidades norte-americanas separam os estudos da Am&eacute;rica Latina e Caribe, como se essas regi&otilde;es n&atilde;o fizessem parte da civiliza&ccedil;&atilde;o ocidental (Cruz, 1998, <i>op. cit</i>.). Essa, portanto, tamb&eacute;m se torna outra maneira de reproduzir um preconceito mascarado, ao tentar colocar &agrave; margem o discurso p&oacute;s-colonial e impedir a sua ascens&atilde;o. Some- se a isso o fato de que </p>      <blockquote>     <p>Frequentemente com as melhores inten&ccedil;&otilde;es, intelectuais do ocidente s&atilde;o inconscientemente c&uacute;mplices em um esfor&ccedil;o que ironicamente acaba validando a estrutura de poder dominante, at&eacute; mesmo quando se op&otilde;em ideologicamente a tal poder hegem&ocirc;nico. ...<sup><a href="#1" name="top1">[1]</a></sup></p> </blockquote>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&Agrave; medida que o estudo da literatura p&oacute;s-colonial em l&iacute;ngua inglesa passou a interessar aos pa&iacute;ses de l&iacute;ngua inglesa, professores e estudiosos de outros pa&iacute;ses descobriram a riqueza e a diversidade de poemas, romances e pe&ccedil;as escritas por autores do mundo angl&oacute;fono, exceto brit&acirc;nicos e norte-americanos, como afirma Hand (2001: 30). Ashcroft <i>et al</i>. (1989, <i>op. cit.</i>) completam, ao certificarem que a literatura dos pa&iacute;ses colonizados &eacute; produzida sob "licen&ccedil;a imperial", por "nativos" ou "exilados", por habitantes da &Iacute;ndia educados em ingl&ecirc;s, ou "mission&aacute;rios liter&aacute;rios" (grifos dos autores) africanos que produziram uma imensid&atilde;o de poesia e prosa. S&atilde;o encontradas nas avalia&ccedil;&otilde;es de muitos povos colonizados a vis&atilde;o alienada e a crise da pr&oacute;pria imagem. Apesar de tal aspecto ser pragmaticamente demonstrado por uma extens&atilde;o de textos, n&atilde;o &eacute; f&aacute;cil avaliar qual teoria v&ecirc; esta aliena&ccedil;&atilde;o social e lingu&iacute;stica como resultado somente de formas opressivas de coloniza&ccedil;&atilde;o.</p>      <p>A literatura do Caribe evolui &agrave; semelhan&ccedil;a de todas as literaturas que se desenvolveram nas sociedades que herdaram a l&iacute;ngua inglesa, fundada inicialmente como simples articula&ccedil;&atilde;o de uma identidade que nela se retrata para se reconhecer ou diferenciar (Hulme, 1992). As ilhas que comp&otilde;em a regi&atilde;o caribenha, apesar de possu&iacute;rem caracter&iacute;sticas diferentes, passaram pelo mesmo processo de coloniza&ccedil;&atilde;o que devastou as popula&ccedil;&otilde;es nativas, gerou a escravid&atilde;o africana e a perman&ecirc;ncia de colonizadores e deu origem &agrave; miscigena&ccedil;&atilde;o de ra&ccedil;as, como complementa o autor.</p>      <p>As culturas p&oacute;s-coloniais s&atilde;o h&iacute;bridas, envolvem um relacionamento dial&eacute;tico entre a ontologia e epistemologia europeia e o impulso de criar ou recriar uma identidade local independente, como avalia Tiffin (1987) em Ashcroft <i>et al</i>. (1995, <i>op. cit</i>., 95). Ao exemplificar a organiza&ccedil;&atilde;o das lutas no Qu&ecirc;nia contra a coloniza&ccedil;&atilde;o inglesa e o imperialismo que ainda permanece na mente das sociedades ocidentais, Kenyatta (1938) <i>apud</i> Cunha Jr. e Vieira (2010: 13) argumenta que a problem&aacute;tica de identidade configura-se como uma quest&atilde;o de “sobreviv&ecirc;ncia de ordem mental, intelectual e material” (grifo dos autores) para as sociedades, que est&aacute; longe de ser superado. </p>      <p>O fato de n&atilde;o apenas aceitarem, mas adotarem e absorverem a identidade do colonizador, induz “&agrave;queles da periferia a imergirem na cultura importada, negando suas origens na tentativa de tornar-se ‘mais ingl&ecirc;s do que os ingleses’” (Ashcroft <i>et al</i>., 1989, <i>op. cit.</i>, 4). Esse aspecto &eacute; identificado primeiramente na pr&oacute;pria linguagem sob a qual o sistema de educa&ccedil;&atilde;o imperial instala como norma a vers&atilde;o padr&atilde;o da l&iacute;ngua da metr&oacute;pole e considera as outras variantes como impuras, conforme sustentam os autores. Nesse contexto, uma estrutura de poder hier&aacute;rquico &eacute; perpetuada e torna-se o meio atrav&eacute;s do qual concep&ccedil;&otilde;es de verdade, ordem e realidade s&atilde;o estabelecidas, atrav&eacute;s de discursos desqualificantes dos dominadores sobre os dominados. Ao migrarem para o Reino Unido ou para pa&iacute;ses norte-americanos, na esperan&ccedil;a de terem a aten&ccedil;&atilde;o de uma diversidade de leitores, escritores da &Aacute;frica, &Iacute;ndias Ocidentais, &Iacute;ndia, Austr&aacute;lia, Paquist&atilde;o vivenciam uma experi&ecirc;ncia que invariavelmente resulta em sentimento de perda que envolve um distanciamento de suas origens e tradi&ccedil;&otilde;es. Enfrentam, portanto, o dilema de escolherem entre a l&iacute;ngua de express&atilde;o, a inglesa, e o seu pa&iacute;s de nascimento, fato que resulta em crise de identidade (Das, 1999: 47). &Eacute; o mesmo sentimento experimentado pelo colonizado que n&atilde;o pode rejeitar a l&iacute;ngua que se tornou a sua e nem a cultura do <i>outro</i>, pois dela necessita para compreender o seu pr&oacute;prio passado, conforme justifica Derek Walcott <i>apud</i> Das (<i>ibid.</i>, 50): “Eu precisava tornar-me on&iacute;voro com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; arte e literatura europeia, para entender meu pr&oacute;prio mundo...<sup><a href="#2" name="top2">[2]</a></sup>” </p>      <p>&Agrave; pol&ecirc;mica em torno da linguagem, soma-se a circunst&acirc;ncia da heran&ccedil;a africana representada pela cor da pele, como elemento que refor&ccedil;a a condi&ccedil;&atilde;o p&oacute;s-colonial. Sob o ponto de vista do racismo, a obra do caribenho Franzt Fanon, <i>Black Skin, White Masks</i>, escrita nos anos 40 e publicada em 1952, retrata com propriedade os conflitos inerentes &agrave;s quest&otilde;es p&oacute;s-coloniais na &oacute;tica do que o autor chamou de “complexo de superioridade” (do branco colonizador, que precisa do oprimido para legitimar essa condi&ccedil;&atilde;o) e de “complexo de inferioridade”- do negro colonizado, que precisa do opressor para justificar seu estado de v&iacute;tima em busca de repara&ccedil;&atilde;o. Essa situa&ccedil;&atilde;o divergente e a ideia do branco europeu se caracterizar como superior s&atilde;o ratificadas por Fanon: </p>      <blockquote>     <p>H&aacute; na Martinica duzentos brancos que se julgam superiores a trezentos mil elementos de cor. Na &Aacute;frica do Sul devem existir dois milh&otilde;es de brancos para aproximadamente treze milh&otilde;es de nativos, e nunca passou pela cabe&ccedil;a de nenhum nativo sentir-se superior a nenhum branco. (Fanon 2008: 90 <i>apud</i> Sapede, 2011:46)</p> </blockquote>      <p>Para Fanon, que explicou a quest&atilde;o da domina&ccedil;&atilde;o do ponto de vista ps&iacute;quico, a fantasia de uma suposta superioridade estaria associada &agrave; fobia dos brancos em rela&ccedil;&atilde;o aos negros, real&ccedil;ada pelo recalque sexual, fato que p&otilde;e em evid&ecirc;ncia a sua auto-imagem de racionalmente superior, justificando, portanto, as suas atitudes discriminat&oacute;rias. Essa seria uma “estrat&eacute;gia de desumaniza&ccedil;&atilde;o do outro e super-humaniza&ccedil;&atilde;o de si”, conforme complementa Sapede (<i>ibid.</i>, 50).</p>      <p>Por outro lado, Fanon tenta clarificar que o indiv&iacute;duo negro n&atilde;o deve assumir a posi&ccedil;&atilde;o de v&iacute;tima diante dessa situa&ccedil;&atilde;o, mas sim de sujeito, ou seja, deve tentar “(...) se libertar do arsenal de complexos germinados no seio da situa&ccedil;&atilde;o colonial” (Sapede, <i>ibid.</i>, 52). Em outras palavras, a inten&ccedil;&atilde;o do autor foi clarificar a consci&ecirc;ncia para o complexo de inferioridade e fazer com que a partir desse ponto os negros pudessem superar a sua condi&ccedil;&atilde;o colonial. Entretanto, Fanon revela o quanto para os negros &eacute; dif&iacute;cil a constru&ccedil;&atilde;o de uma identidade descolonizada, pois a descoloniza&ccedil;&atilde;o implicaria anular e reinventar um suposto "sujeito colonial" na sua verdadeira humanidade (Cunha, 2002). </p>      <p>Os problemas raciais sempre foram lugar-comum, sob contextos variados, nas diversas sociedades de todo o mundo. Os in&uacute;meros acontecimentos, a exemplo de guerras, revolu&ccedil;&otilde;es, coloniza&ccedil;&otilde;es, migra&ccedil;&otilde;es, globaliza&ccedil;&atilde;o, dentre outros, al&eacute;m da pr&oacute;pria complexidade que carregam, s&atilde;o tamb&eacute;m acompanhados de tens&atilde;o por envolverem culturas e jogos de interesse distintos e diversos, al&eacute;m do fato de que nessas rela&ccedil;&otilde;es sociais inevitavelmente est&atilde;o inclusos preconceitos de toda ordem, que n&atilde;o s&atilde;o &uacute;nicos ou exclusivos ou apenas &eacute;tnicos, visto que tamb&eacute;m compreendem implica&ccedil;&otilde;es econ&ocirc;micas, pol&iacute;ticas e culturais.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As quest&otilde;es raciais, que na maioria das vezes s&atilde;o agudas, est&atilde;o presentes em qualquer na&ccedil;&atilde;o onde se desenvolvem, por&eacute;m n&atilde;o se resolvem. Conforme Ianni (1996), s&atilde;o mescladas diversidades e desigualdades, sejam de ordem religiosa ou lingu&iacute;stica, apenas para citar algumas, mas que sempre envolvem alguma forma de racializa&ccedil;&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es sociais. Essas realidades sociais s&atilde;o vivenciadas atrav&eacute;s das mais variadas situa&ccedil;&otilde;es como as migra&ccedil;&otilde;es, os escravismos, as revolu&ccedil;&otilde;es, os conflitos inesperados e at&eacute; mesmo os conv&iacute;vios pac&iacute;ficos. “Hoje, por todos os lados, a etnicidade &eacute; a causa da desagrega&ccedil;&atilde;o de na&ccedil;&otilde;es”. (Shlesinger Jr., 1992: 10, <i>apud</i> Ianni, <i>ibid.</i>, 2).</p>      <p>Nas ilhas caribenhas, o contato entre a elite branca, os afro-descendentes e os asi&aacute;ticos que para l&aacute; migraram, construiu rela&ccedil;&otilde;es sociais complexas, moldando universos culturais amb&iacute;guos, de diferentes jogos de interesse, carregado de mitos, &oacute;dio racial, intoler&acirc;ncias, afastamento, rupturas, resist&ecirc;ncia e restri&ccedil;&otilde;es culturais. Assim, as diferen&ccedil;as constru&iacute;ram um intricado cen&aacute;rio social em que cada popula&ccedil;&atilde;o instituiu sua pr&oacute;pria forma de se relacionar dentro de sua cultura e fora dela, fazendo com que houvesse uma fus&atilde;o inevit&aacute;vel das caracter&iacute;sticas culturais individuais por meio da coexist&ecirc;ncia de for&ccedil;as de domina&ccedil;&atilde;o e resist&ecirc;ncia.</p>      <p>Ashcroft <i>et al</i>. (1998: 102) em <i>Key Concepts in Post-Colonial Studies</i> sugerem que os textos da teoria feminina, bem como os do p&oacute;s-colonialismo concordam em muitos aspectos relacionados &agrave; teoria da identidade, da diferen&ccedil;a e da interpela&ccedil;&atilde;o do sujeito por um discurso dominante, bem como oferecem um ao outro estrat&eacute;gias de resist&ecirc;ncia a tais controles. Ao retratar as rela&ccedil;&otilde;es entre p&oacute;s-colonialismo, feminismo e escrita de mulheres de cor, Sadlier (2004) afirma que h&aacute; uma tens&atilde;o entre a maioria das feministas brancas e negras, pois as primeiras destacam a opress&atilde;o patriarcal do ponto de vista da classe m&eacute;dia branca, enquanto as de cor enfatizam os assuntos raciais e preocupam-se mais com a pol&iacute;tica de classe social. A tens&atilde;o existe pelo fato de que as mulheres de cor &agrave;s vezes s&atilde;o marginalizadas pelas brancas n&atilde;o somente devido &agrave;s tem&aacute;ticas que abordam, mas tamb&eacute;m porque a tipologia de suas escritas n&atilde;o se conforma &agrave;quilo que &eacute; geralmente classificado como teoria feminista.</p>      <p>Diante da problem&aacute;tica de identidade e da busca insana por sua afirma&ccedil;&atilde;o, o fato &eacute; que as pol&iacute;ticas contempor&acirc;neas de identidade demonstram uma indigna&ccedil;&atilde;o arrogante, que faz com que a cultura reivindicada para se representar desapare&ccedil;a em abstra&ccedil;&otilde;es que acabam por recapitular os estere&oacute;tipos prescritos pelos colonizadores (Pinar, 2009: 151). Tais pol&iacute;ticas s&atilde;o transformadas em promo&ccedil;&atilde;o pessoal, na qual a vitimiza&ccedil;&atilde;o se torna uma mercadoria que demanda pagamento, fator que pode ocasionar oportunismo e canibalismo, pois ao privilegiar sua pr&oacute;pria identidade em nome do multiculturalismo, o indiv&iacute;duo reconhece parcialmente o outro, por vezes desconsiderando-o quanto esse necessita de ajuda (Masao Miyoshi, 2002: 45) <i>apud</i> Pinar (<i>id.</i>).</p>      <p><b>4. P&oacute;s-colonialismo e identidade nos romances de Jamaica Kincaid</b></p>      <p>Jamaica Kincaid, cujo nome verdadeiro &eacute; Elaine Potter Richardson, &eacute; uma escritora caribenha nativa da ilha de Antigua, que atualmente vive em Vermont, Estados Unidos, e leciona no Claremont McKenna College, na Calif&oacute;rnia, al&eacute;m de ser professora visitante na Harvard University. A maioria de suas obras &eacute; autobiogr&aacute;fica e atrav&eacute;s delas Kincaid reflete sobre a influ&ecirc;ncia da rela&ccedil;&atilde;o entre m&atilde;e e filha na forma&ccedil;&atilde;o de uma identidade feminina, numa sociedade dominada pelo sexo masculino. Seu trabalho &eacute; marcado pelas experi&ecirc;ncias do povo caribenho e representa sua identidade e heran&ccedil;a. Subjaz em sua rela&ccedil;&atilde;o espacial, temporal e afetiva com a p&aacute;tria, com a fam&iacute;lia e com a cultura caribenha, toda uma preocupa&ccedil;&atilde;o com suas origens mais remotas, como argumenta Azevedo (2008: 93). Esse mesmo autor real&ccedil;a que para Eakin (1999: 101) “a escrita de autobiografia &eacute; [...] parte integral de um processo de forma&ccedil;&atilde;o de identidade que dura uma vida inteira e em que atos de autonarratividade t&ecirc;m papel primordial”. Em pensamento semelhante, Huddart (2008: 3) pontua que a autobiografia tornou-se muito comum na teoria p&oacute;s-colonial, juntamente com outras formas de teoria liter&aacute;ria e cultural, e Pinar (<i>op. cit</i>., 152) acrescenta que potencialmente a autobiografia pode cruzar a fronteira entre escritor e leitor, porque retrata a causa n&atilde;o em termos abstratos e totalizantes, mas, antes, por meio de narrativas v&iacute;vidas de experi&ecirc;ncia de vida.</p>      <p>Ashcroft <i>et al</i>. (1998, <i>op. cit</i>., 101-102) defendem que o feminismo &eacute; assunto de interesse crucial para o discurso p&oacute;s-colonial, primeiramente porque tanto o patriarcalismo quanto o imperialismo podem exercer formas an&aacute;logas de domina&ccedil;&atilde;o sobre aqueles que tornam subordinados. Por isso, as experi&ecirc;ncias das mulheres no patriarcado e as dos sujeitos colonizados podem ser comparadas num certo n&uacute;mero de aspectos, e tanto as pol&iacute;ticas femininas como p&oacute;s-coloniais, op&otilde;em-se a tal posi&ccedil;&atilde;o dominante. O segundo motivo &eacute; o fato de que tem havido debates vigorosos em v&aacute;rias sociedades que foram colonizadas, onde se questiona se g&ecirc;nero ou opress&atilde;o colonial &eacute; o fator pol&iacute;tico mais importante na vida das mulheres. Essa perspectiva ocasionou a divis&atilde;o entre feministas ocidentais e ativistas pol&iacute;ticos de pa&iacute;ses empobrecidos e oprimidos; ou, alternativamente, os dois grupos s&atilde;o inextricavelmente entrela&ccedil;ados, em cuja condi&ccedil;&atilde;o de dom&iacute;nio colonial afeta, em termos materiais, a posi&ccedil;&atilde;o das mulheres em sociedade.</p>      <p>Hughes (1999: 12) argumenta que a narrativa de Kincaid d&aacute; enfoque ao lar como um importante micro-espa&ccedil;o dentro do projeto imperial maior. Dessa maneira, a casa representa conten&ccedil;&atilde;o simb&oacute;lica e subordina&ccedil;&atilde;o reprodutiva. Bonnicci (2005: 231) <i>apud</i> Dias (2008: 8) ao expor as rela&ccedil;&otilde;es entre os estudos p&oacute;s-coloniais e os estudos feministas aponta que h&aacute; correspond&ecirc;ncia entre patriarcalismo/feminismo e metr&oacute;ple e metr&oacute;pole/col&ocirc;nia ou colonizador/colonizado “uma vez que a mulher da col&ocirc;nia &eacute; colonizada tanto pelo patriarcado quanto pela metr&oacute;pole. Al&eacute;m disso, uma mulher da col&ocirc;nia representa uma met&aacute;fora da mulher como col&ocirc;nia.” Sadlier (<i>op.cit</i>.) acrescenta que feministas e cr&iacute;ticas p&oacute;s-coloniais enquadram-se na denomina&ccedil;&atilde;o “duplamente colonizada” devido &agrave;s leis coloniais e patriarcais.</p>      <p>A maioria dos romances de Kincaid explora a sua rela&ccedil;&atilde;o conflituosa com a pr&oacute;pria m&atilde;e e o desenvolvimento da sua identidade &agrave; luz das expectativas culturais. Simbolicamente, Kincaid estabelece liga&ccedil;&atilde;o entre essa rela&ccedil;&atilde;o e a condi&ccedil;&atilde;o de na&ccedil;&atilde;o colonial de Antigua, ao comparar o dom&iacute;nio europeu &agrave; desarmonia entre m&atilde;e e filha, conforme argumento no artigo “Interse&ccedil;&otilde;es entre g&ecirc;nero, ra&ccedil;a, turismo e explora&ccedil;&atilde;o sexual no Caribe: o caso de Antigua”. Sheehan em Lang-Peralta (2006: 79-80) afirma que Kincaid admitiu que nunca escreveu sobre ningu&eacute;m, al&eacute;m de si mesma e de sua m&atilde;e, e que via o mundo atrav&eacute;s dela, que era “um imp&eacute;rio em si mesma.” Ainda em Lang-Peralta (<i>ibid.</i>, 101), Smith e Beumel afirmam que “(...) provavelmente n&atilde;o &eacute; exagero afirmar que na maioria dos romances de Kincaid sua m&atilde;e representa, ironicamente, o colonizador.<sup><a href="#3" name="top3">[3]</a></sup>”</p>      <p>Devido a tal fato, atrav&eacute;s de seus livros, Kincaid demonstra a necessidade de desfazer a rela&ccedil;&atilde;o obsessiva com a m&atilde;e, que ao passo que representa afetividade, simboliza repress&atilde;o e dom&iacute;nio. At&eacute; no que diz respeito &agrave; sua carreira de escritora, ela confirma encontrar nas palavras da pr&oacute;pria m&atilde;e um tom de aspereza e incredibilidade, ao afirmar que a filha tentava fazer coisas as quais sabia que n&atilde;o alcan&ccedil;aria &ecirc;xito. Dessa maneira, a m&atilde;e tentava tirar-lhe a independ&ecirc;ncia e destruir sua ambi&ccedil;&atilde;o. (Edwards, 2007: 108).</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A ilha de Antigua, terra natal de Kincaid, obteve independ&ecirc;ncia pol&iacute;tica no ano de 1981 e exemplifica os problemas das regi&otilde;es que passaram por longos per&iacute;odos de coloniza&ccedil;&atilde;o e que se encontram sob a manipula&ccedil;&atilde;o dos pa&iacute;ses hegem&ocirc;nicos na atualidade. Kincaid utilizou esse cen&aacute;rio na tentativa de fazer emergir uma reafirma&ccedil;&atilde;o da cultura e identidade caribenhas. Como afirma Azevedo (<i>op. cit</i>., 95), o relacionamento conflituoso entre m&atilde;e e filha narrado pela autora &eacute; um s&iacute;mbolo do conflito colonizador-colonizado, metr&oacute;pole-col&ocirc;nia. E essa simbologia emana do fato de a pr&oacute;pria autora tentar compreender o v&iacute;nculo que h&aacute; entre si e a sua m&atilde;e, o poder desta e, eventualmente, sua autoridade em decl&iacute;nio, que a permite ter uma vis&atilde;o mais ampla da rela&ccedil;&atilde;o col&ocirc;nia-metr&oacute;pole. Nas palavras de Birbalsingh (1996: 144) <i>apud</i> Azevedo (<i>ibid.</i>, 96), Kincaid “conscientemente, confessa ter considerado o seu relacionamento pessoal como uma sorte de prot&oacute;tipo da situa&ccedil;&atilde;o social mais abrangente que testemunhara”. </p>      <p>Com o intuito de exemplificar e aprofundar essa an&aacute;lise, a partir de agora examinarei as caracter&iacute;sticas reunidas e as cr&iacute;ticas referentes aos romances e obras n&atilde;o-fict&iacute;cias de Jamaica Kincaid: <i>At the Bottom of the River </i>(1983), <i>Annie John </i>(1985)<i>, Lucy </i>(1990)<i>, A Small Place </i>(1988)<i>, My Brother </i>(1997)<i>, The Autibiography of My Mother </i>(1996)<i> e Mr. Potter</i> (2002), os quais apresentam vis&otilde;es a respeito da problem&aacute;tica de identidade caracter&iacute;stica da sociedade caribenha p&oacute;s-colonial. O prop&oacute;sito &eacute; apresentar os atributos que tornam essas hist&oacute;rias distintivamente p&oacute;s-coloniais, atrav&eacute;s da posi&ccedil;&atilde;o amb&iacute;gua da escritora em suas obras, que versam sobre identidade, p&aacute;tria e fam&iacute;lia, a partir do sofrimento que acomete a personagem principal em seu desenvolvimento, desde a inf&acirc;ncia at&eacute; o ex&iacute;lio (Azevedo, <i>op. cit</i>., 106). </p>      <p>Em <i>At the Bottom of the River</i>, romance de fic&ccedil;&atilde;o semi-autobiogr&aacute;fico publicado em 1983, - no qual a autora utiliza como pano de fundo os personagens e di&aacute;logos que inventa, reorganiza acontecimentos reais e introduz a si mesma como personagem em terceira pessoa - s&atilde;o reunidas dez pequenas hist&oacute;rias que exploram quest&otilde;es sobre as rela&ccedil;&otilde;es familiares conflituosas e suas conex&otilde;es com os efeitos do colonialismo em Antigua, as quais foram publicadas individualmente em revistas, entre 1978 e 1982. Um sucesso de cr&iacute;tica, a cole&ccedil;&atilde;o foi premiada com o <i>Morton Dauwen Zabel Award</i><sup><a href="#4" name="top4">[4]</a></sup> da <i>American Academy and Institute of Arts and Letters</i>. Ao tecer realidade e fic&ccedil;&atilde;o, as hist&oacute;rias capturam a sublimidade do ambiente, juntamente com o efeito p&oacute;s-sofrimento e trauma pessoais. Cada texto move-se da mem&oacute;ria para a imagina&ccedil;&atilde;o e vice-versa, para apreender um sentido complexo de lugar que &eacute; simultaneamente atrativo e repulsivo, como argumenta Edwards (<i>op. cit</i>., 16). O problema relativo &agrave; identidade caribenha &eacute; retratado atrav&eacute;s do “assombro” (grifo meu) dado o sentido de perda que acomete os personagens e vozes presentes nas hist&oacute;rias, e que os conduzem a v&aacute;rias dire&ccedil;&otilde;es, quer eles reconhe&ccedil;am ou n&atilde;o tal fato, conforme analisa o mesmo autor. Os temas aqui ent&atilde;o parecem como os mais variados, desde problemas familiares- Kincaid admitiu que o relacionamento amb&iacute;guo com a sua m&atilde;e constitui seu trampolim inspirador- conforme afirma MacDonald-Smythe (1999) em Bloom (2008: 33), &agrave;s quest&otilde;es de pertencimento, identidade racial e distin&ccedil;&otilde;es de g&ecirc;nero, atrav&eacute;s de vozes que articulam emo&ccedil;&otilde;es complexas em um estilo de escrita l&iacute;rico (Edwards, <i>op. cit</i>.) constitu&iacute;do por met&aacute;foras e descri&ccedil;&otilde;es simples, a exemplo da breve hist&oacute;ria <i>My Mother</i>, em que a personagem crian&ccedil;a sonha em sentir-se livre da tirania de sua pr&oacute;pria m&atilde;e, por conseguinte deseja a sua morte, ao passo que n&atilde;o consegue imaginar o mundo sem a presen&ccedil;a da mesma. Atrav&eacute;s dessas hist&oacute;rias, Kincaid utiliza vozes em primeira pessoa e trata seus sujeitos com profundidade e complexidade. As narrativas presentes em <i>At the Bottom of the River </i>s&atilde;o consideradas pren&uacute;ncios dos temas centrais que a autora desenvolve na maioria de seus trabalhos posteriores (Edwards, <i>ibid.</i>, 40). </p>      <p><i> Annie John</i>, romance autobiogr&aacute;fico, representa a rela&ccedil;&atilde;o conflituosa entre m&atilde;e e filha, a qual a autora utiliza para fazer alus&atilde;o &agrave; condi&ccedil;&atilde;o de na&ccedil;&atilde;o colonial de Antigua: </p>      <blockquote>     <p>De fato, simbolicamente falando, uma conex&atilde;o &eacute; feita entre o “pa&iacute;s natal” do colonizador e o estado infantilizado da na&ccedil;&atilde;o colonizada. O dom&iacute;nio europeu, num quadro colonial, portanto, espelha a desarmonia entre m&atilde;e e filha, assim como tamb&eacute;m os padr&otilde;es de mudan&ccedil;a de rebeli&atilde;o e depend&ecirc;ncia. Ambas as fontes de poder (a m&atilde;e e o colonizador) s&atilde;o representadas como limitantes do crescimento e subjetividade do indiv&iacute;duo.<sup><a href="#5" name="top5">[5]</a></sup></p> </blockquote>      <p>Smith e Beumel emLang- Peralta (<i>op. cit</i>., 101) afirmam que na sua leitura lacaniana de <i>Annie John</i>, Murdoch (n.d.) faz a seguinte interpreta&ccedil;&atilde;o: “Annie deixar&aacute; Antigua para ir para a Inglaterra, substituindo a m&atilde;e pela ‘p&aacute;tria-m&atilde;e’ colonial.<sup><a href="#6" name="top6">[6]</a></sup>” Adiante, os mesmos autores abordam a representa&ccedil;&atilde;o metaf&oacute;rica da m&atilde;e de Annie com o colonizador, simbolizando, portanto, o poder metropolitano: “Annie John chega &agrave; idade sob o dom&iacute;nio de sua m&atilde;e, que espelha as atitudes dos governantes coloniais ingleses.<sup><a href="#7" name="top7">[7]</a></sup>” Outra situa&ccedil;&atilde;o que declara o dom&iacute;nio cultural sobre os colonizados diz respeito ao sistema educacional que induzia os alunos naturais de Antigua a se sentirem confusos e interromperem um sentido de identidade clara. Em outras palavras, ao passo que lhes era revelada a descend&ecirc;ncia escrava, eles eram ensinados a simpatizar com o projeto colonial, atrav&eacute;s do reverenciamento a figuras europeias:</p>      <blockquote>     <p>&Agrave;s vezes, sob a influ&ecirc;ncia de livros e professores, tornava-se dif&iacute;cil para n&oacute;s dizer a que lado pertenc&iacute;amos – com os senhores ou com os escravos – pois tudo era hist&oacute;ria, tudo estava no passado, e agora todos agiam diferente; todos n&oacute;s comemor&aacute;vamos o anivers&aacute;rio da Rainha Victoria, embora ela j&aacute; tivesse morrido h&aacute; muito tempo. Mas n&oacute;s, descendentes de escravos, sab&iacute;amos muito bem o que tinha acontecido na realidade, e eu tinha certeza de que, se os pap&eacute;is estivessem invertidos, ter&iacute;amos agido de modo diferente; tinha certeza de que se nossos ancestrais tivessem ido da &Aacute;frica para a Europa e encontrado o povo que vivia l&aacute;, teriam se interessado pelos europeus e dito “Que bonito”, e voltado para casa para contar aos amigos (Kincaid, 1985: 76 <i>apud</i> Azevedo, <i>op. cit</i>., 100).</p> </blockquote>      <p>Ao explicar esta passagem, Azevedo (<i>ibid.</i>, 101) menciona o conflito de identidade que atinge Kincaid pelo fato de pertencer a dois mundos distintos e apresentar dificuldades at&eacute; para determinar o seu p&uacute;blico leitor que seria constitu&iacute;do por falantes brancos de l&iacute;ngua inglesa - que pouco interesse teriam a seu respeito, uma escritora de origem colonial, filha de camponeses pobres- ou constitu&iacute;do por seus conterr&acirc;neos de Antigua de onde foi “banida” (grifo do autor) informalmente, em 1985, pelos advers&aacute;rios de sua escrita, considerada ofensiva. Kincaid admite a rejei&ccedil;&atilde;o de ambos os lados, ao asseverar: “&Agrave; medida que escrevo, me interesso cada vez menos pela aprova&ccedil;&atilde;o do primeiro mundo, e como nunca tive a aprova&ccedil;&atilde;o do mundo de onde venho, n&atilde;o sei bem onde estou. Sou mais uma vez uma exilada” (Ferguson, 1993: 51 <i>apud</i> Azevedo, <i>id.</i>).</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em <i>The Autobiography of My Mother</i>, Kincaid, atrav&eacute;s de uma teia imagin&aacute;ria, narra o passado dos seus entes maternos. A tentativa de constru&ccedil;&atilde;o da identidade atrav&eacute;s da perda &eacute; percebida desde o in&iacute;cio da narrativa, na qual a escritora denomina Xuela Claudette Richardson, a personagem principal, sua m&atilde;e ficcional. O romance &eacute; baseado numa esp&eacute;cie de obsess&atilde;o que Xuela desenvolve na tentativa de compor o retrato da pr&oacute;pria m&atilde;e, que faleceu ao lhe dar &agrave; luz. E essa procura pela m&atilde;e simboliza a procura por si mesma. Kincaid constr&oacute;i uma narrativa na qual sua m&atilde;e &eacute; parte de uma ra&ccedil;a em extin&ccedil;&atilde;o, a caribenha, cuja cultura e l&iacute;ngua t&ecirc;m sido apagadas (Edwards, <i>op. cit</i>., 114). </p>      <p>O romance apresenta tra&ccedil;os comuns com <i>Jane Eyre</i> de Charlotte Bront&euml; e <i>Wide Sargasso Sea</i>, de Jane Rhys, na medida em que estes possuem como personagens mulheres cujas origens s&atilde;o as &Iacute;ndias Ocidentais e revelam, como afirma Gass em Lang- Peralta (<i>op. cit</i>., 64), o discurso “normativo” e “natural” do colonialismo, da escravid&atilde;o e da Inglaterra da era vitoriana, em particular. S&atilde;o concentrados na hist&oacute;ria de mulheres jovens, v&iacute;timas da sociedade colonial e/ou brit&acirc;nica patriarcal. Tais obras exploram as maneiras pelas quais a identidade feminina &eacute; formada pelos discursos do patriarcalismo, visto que a cultura inglesa &eacute; essencialmente masculina, como destaca Wielewicki (2004: 29). </p>      <p>&Eacute; caracter&iacute;stica das personagens de Rhys serem marcadas por sentimento de n&atilde;o perten&ccedil;a a nenhuma ra&ccedil;a e nenhum lugar (Wielewicki, <i>ibid.</i>, 28). Essa peculiaridade destaca a quest&atilde;o da problem&aacute;tica de identidade, ressaltada pela literatura p&oacute;s-colonial, e a pr&oacute;pria Rhys assemelha-se a Kincaid pelo fato de possu&iacute;rem escritas que apresentam os resultados da complicada rela&ccedil;&atilde;o entre negros, ingleses e crioulos no Caribe, aliada &agrave; necessidade de ex&iacute;lio das hero&iacute;nas. <i>Wide Sargasso Sea</i> contesta a soberania brit&acirc;nica sobre as pessoas, lugar, cultura, l&iacute;ngua.</p>      <p>A quest&atilde;o que diferencia as obras de Bront&euml; e Rhys do romance escrito por Kincaid, como reflete Gayatri Spivak, &eacute; o racismo evidente, por&eacute;m encoberto, nos romances das primeiras. Jane Eyredesenvolve-se a partir dos produtos da escravid&atilde;o. Antoinette sofre pelo fato de n&atilde;o ser negra e nem branca inglesa. Dessa forma, ela &eacute; uma v&iacute;tima sem identidade. J&aacute; Kincaid, atrav&eacute;s de Xuela, exp&otilde;e al&eacute;m do racismo expresso pelo poder colonial, o racismo experimentado pelos sobreviventes derrotados, conforme analisa Gass</p>      <blockquote>     <p>Os Caribenhos foram derrotados e em seguida exterminados, jogados como ervas daninhas em um jardim; os africanos foram derrotados, mas sobreviveram. Quando eles me olharam, viram apenas os caribenhos. Estavam errados, mas eu n&atilde;o os disse.<sup><a href="#8" name="top8">[8]</a></sup></p> </blockquote>      <p>Dessa forma, apesar de a narrativa em <i>Jane Eyre </i>apresentar certa simpatia com a quest&atilde;o da negritude oprimida, n&atilde;o destaca a quest&atilde;o do racismo, ou seja, Bront&euml; real&ccedil;a a opress&atilde;o tanto das mulheres brancas quanto das negras em rela&ccedil;&atilde;o ao controle masculino, designando dessa forma opress&atilde;o compartilhada e n&atilde;o inferioridade (Meyer <i>in</i> Childs, 1999: 150). No ensaio “A Critique of Post-Colonial Reason: Toward a History of the Vanishing Present”, de autoria de Gayatri Spivak, &eacute; afirmado, atrav&eacute;s da tradu&ccedil;&atilde;o de Pl&iacute;nio Dentzien (2002), que </p>     <blockquote>     <p>Quando as mulheres que publicam pertencem &agrave; “cultura” dominante, &agrave;s vezes compartilham, com os autores masculinos, a tend&ecirc;ncia a criar um “outro” incompleto (frequentemente f&ecirc;mea), que n&atilde;o chega a ser um informante nativo, mas uma pe&ccedil;a de evid&ecirc;ncia material uma vez mais estabelecendo o sujeito do noroeste da Europa como “o mesmo”. Tais tend&ecirc;ncias textuais s&atilde;o a condi&ccedil;&atilde;o e efeito de id&eacute;ias herdadas. (Spivak, 1999) <sup><a href="#9" name="top9">[9]</a></sup>.</p> </blockquote>     <p>Dessa forma, ao descrever uma das personagens de Rhys, Spivak a diferencia daquelas criadas por Bront&euml;, destacando que Rhys n&atilde;o tenta conter a sua personagem “em uma novela que reescreve um livro ingl&ecirc;s can&ocirc;nico dentro da tradi&ccedil;&atilde;o novel&iacute;stica europeia no interesse do nativo branco.<sup><a href="#10" name="top10">[10]</a></sup>” O que equivale a dizer que a obra de Bront&euml; apresenta significativa omiss&atilde;o, fato comum na escrita brit&acirc;nica sobre o colonialismo, revelado na falta de curiosidade sobre aquilo que o colonizado pensa sobre o <i>Outro</i> Europeu, aspecto destacado por Childs (<i>op. cit</i>., 146).</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Uma perspectiva que torna a obra de Rhys mais semelhante &agrave; de Kincaid, se comparada com a de Bront&euml;, &eacute; que Rhys “supera o aspecto do sil&ecirc;ncio em <i>Jane Eyre </i>e, mais do que isso, dramatiza esse sil&ecirc;ncio, deixando o leitor sentir o que est&aacute; faltando e elevando o sil&ecirc;ncio a um n&iacute;vel consciente, mostrando as lacunas da voz feminina” (Koenen, 1990 <i>apud</i> Wielewicki, <i>op. cit</i>., 32). Gass (<i>op. cit</i>.) compara a voz silenciada de Cristophine de <i>Wide Sargasso Sea</i> aos conterr&acirc;neos de Xuela, de Jamaica Kincaid, caribenhos que s&atilde;o originalmente v&iacute;timas da coloniza&ccedil;&atilde;o, que tiveram suas vozes silenciadas e enterradas. Ent&atilde;o o que Kincaid faz &eacute; desenterrar a voz da pr&oacute;pria m&atilde;e e de seus conterr&acirc;neos e os recuperar do sil&ecirc;ncio no qual tanto <i>Jane Eyre</i> quanto <i>Wide Sargasso Sea</i> os consignam, de maneira a subverter a repress&atilde;o colonialista das vozes dos caribenhos, originalmente reprimidos. </p>      <p>Apesar de semelhan&ccedil;as e diferen&ccedil;as, esses romances demonstram a participa&ccedil;&atilde;o ativa das mulheres no processo cont&iacute;nuo de descoloniza&ccedil;&atilde;o da cultura. Como afirma Katrak,</p>     <blockquote>     <p>As posturas das escritoras femininas, particularmente no que se refere a glorificar e denegrir tradi&ccedil;&otilde;es, variam conforme ditado por seus pr&oacute;prios passados, n&iacute;veis de educa&ccedil;&atilde;o, consci&ecirc;ncia e compromisso pol&iacute;ticos, e suas procuras por alternativas para os n&iacute;veis existentes de opress&atilde;o frequentemente inscritos nas tradi&ccedil;&otilde;es mais veneradas. Seus textos lidam com, e frequentemente desafiam, sua dupla opress&atilde;o-patriarcalismo que precede e continua ap&oacute;s o colonialismo e que inscreve os conceitos de feminilidade, maternidade, tradi&ccedil;&otilde;es tais quais dote, poligamia, e uma situa&ccedil;&atilde;o pior em um sistema capitalista introduzido pelos colonizadores. As escritoras femininas lidam com os fardos do papel feminino em ambientes urbanos (institu&iacute;dos pelo colonialismo), o crescimento da prostitui&ccedil;&atilde;o em cidades, a marginaliza&ccedil;&atilde;o da mulher na participa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica real. ...<sup><a href="#11" name="top11">[11]</a></sup></p> </blockquote>     <p>Para o romance <i>Lucy</i>, autobiogr&aacute;fico, considerado continua&ccedil;&atilde;o de <i>Annie John</i>,o cen&aacute;rio escolhido &eacute; Manhattan e a &eacute;poca remonta &agrave; d&eacute;cada de 60. A ent&atilde;o protagonista Lucy deixa a ilha de Antigua para trabalhar como <i>au pair</i>, em uma fam&iacute;lia americana de classe alta. Assim, vive envolta por pessoas brancas, na casa em que trabalha, e no c&iacute;rculo de amigos dos patr&otilde;es. Embora Lucy n&atilde;o sofra claramente manifesta&ccedil;&otilde;es de racismo, Kincaid torna clara a perceptividade cultural da protagonista, ao empregar a estrat&eacute;gia de invers&atilde;o, atrav&eacute;s da transforma&ccedil;&atilde;o de Lucy em uma pessoa a qual todos, patr&otilde;es e amigos destes, tentam agradar, fingindo ignorar as diferen&ccedil;as de ra&ccedil;a e classe social. Entretanto, Lucy n&atilde;o se deixa enganar pelo comportamento das pessoas que lhe s&atilde;o pr&oacute;ximas, embora n&atilde;o demonstre essa percep&ccedil;&atilde;o abertamente, e, desde o in&iacute;cio, conscientemente ou n&atilde;o, afirma o seu direito de oposi&ccedil;&atilde;o a qualquer tipo de autoridade (Azevedo, <i>op. cit</i>., 102).</p>      <p><i> Lucy </i>n&atilde;o aborda apenas a quest&atilde;o do choque cultural recorrente na imigra&ccedil;&atilde;o para um novo pa&iacute;s; antes disso, a personagem representa, mais especificamente, uma reflex&atilde;o sobre o significado de pertencimento (Edwards, <i>op. cit</i>., 59). E ao passo em que a sua vida se desenvolve longe da sua terra natal, sua individualidade emerge na forma&ccedil;&atilde;o de um car&aacute;ter definido pela complexidade e pela for&ccedil;a, em busca de sua pr&oacute;pria identidade. O fato de migrar para um local distante a faz sentir-se desconfort&aacute;vel com o novo e n&atilde;o representa uma circunst&acirc;ncia que a permita escapar do passado. Pelo contr&aacute;rio. Sua desorienta&ccedil;&atilde;o na nova cidade a for&ccedil;a a ficar face-a-face com o passado e, portanto, ela reconhece que o que aprendeu em um contexto cultural n&atilde;o &eacute; transferido para outro. (Edwards, <i>ibid.</i>, 61). Soma-se a esse fato a quest&atilde;o de que o relacionamento com a patroa norte-americana aos poucos apresenta semelhan&ccedil;as com o que tinha com sua pr&oacute;pria m&atilde;e, pois Mariah, a patroa, desejava que Lucy visse as coisas do mesmo jeito que ela, atrav&eacute;s de um olhar ‘privilegiado’, que n&atilde;o lhe era pr&oacute;prio, que lhe tolhia a individualidade, apesar de encorajar o seu crescimento intelectual (Edwards, <i>ibid.</i>, 66). Em v&aacute;rios momentos, Lucy sente-se objetivada por pessoas que a estereotipavam quanto &agrave; diferen&ccedil;a racial e cultural, n&atilde;o a consideravam um sujeito pleno, pelo contr&aacute;rio, viam-na como a mulher ex&oacute;tica “das ilhas”. Esses fatos fazem com que Lucy sofra um sentimento de n&atilde;o perten&ccedil;a a Antigua, sua casa, nem aos Estados Unidos, seu novo lar. Na tentativa de dar sentido &agrave; sua situa&ccedil;&atilde;o, Lucy define-se como ‘exilada’.</p>      <p>A obra n&atilde;o-fict&iacute;cia e nem autobiogr&aacute;fica de Jamaica Kincaid, em que predomina de forma mais expl&iacute;cita a teoria p&oacute;s-colonial, &eacute; <i>A Small Place</i>, publicada em 1988, na qual &eacute; revelado, claramente, o <i>status </i>de na&ccedil;&atilde;o colonial de Antigua. Conforme argumentei em artigo recente (cf. <i>supra</i>), atrav&eacute;s de seu discurso, Kincaid intenciona relatar os problemas enfrentados por na&ccedil;&otilde;es que passaram por um longo processo de escravid&atilde;o e coloniza&ccedil;&atilde;o e na atualidade sofrem as consequ&ecirc;ncias mal&eacute;ficas advindas desse processo, situa&ccedil;&atilde;o camuflada pelos discursos ideol&oacute;gicos da modernidade. Acrescento que Homi Bhabha (2001: 239), autor indiano que desenvolveu a no&ccedil;&atilde;o de hibridismo nos seus trabalhos sobre o discurso colonial, salienta que as perspectivas p&oacute;s-coloniais interv&ecirc;m nesses discursos que tentam dar uma “normalidade” hegem&ocirc;nica ao desenvolvimento irregular e &agrave;s hist&oacute;rias diferenciadas de na&ccedil;&otilde;es, ra&ccedil;as, comunidades e povos, formulando suas revis&otilde;es cr&iacute;ticas em torno de quest&otilde;es da diferen&ccedil;a cultural, autoridade social e discrimina&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica, a fim de revelar os momentos antag&ocirc;nicos e ambivalentes no interior das “racionaliza&ccedil;&otilde;es” da modernidade.</p>      <p>Com estilo de escrita incisivo e por vezes ir&ocirc;nico, Jamaica Kincaid aborda em <i>A Small Place</i> a problem&aacute;tica da coloniza&ccedil;&atilde;o inglesa, do sistema de governo neocolonial de Antigua, da rela&ccedil;&atilde;o equ&iacute;voca dos nativos da ilha no que diz respeito ao seu presente e passado, e as interrela&ccedil;&otilde;es entre esses fatores, que na obra s&atilde;o exemplificados atrav&eacute;s dos problemas raciais e de g&ecirc;nero, da depend&ecirc;ncia lingu&iacute;stica e cultural, da explora&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica e social impulsionada pelo desenvolvimento do turismo, principal atividade econ&ocirc;mica local. Esses s&atilde;o apenas alguns exemplos que ocasionam a “crise de identidade” em sociedades que, mesmo ap&oacute;s anos de independ&ecirc;ncia pol&iacute;tica, convivem com fatores advindos do passado de escravid&atilde;o e coloniza&ccedil;&atilde;o brit&acirc;nica, que atualmente t&ecirc;m sido substitu&iacute;dos pela explora&ccedil;&atilde;o norte-americana.</p>      <p><i> A Small Place</i> foi escrito no retorno de Kincaid a Antigua, ap&oacute;s anos de viv&ecirc;ncia nos Estados Unidos. Ao compararmos essa narrativa com a reflex&atilde;o que Smith e Cliff fazem em Lang-Peralta (<i>op. cit</i>., 102) de que a dist&acirc;ncia geogr&aacute;fica entre Kincaid e a sua m&atilde;e n&atilde;o forneceu o poder de romper absolutamente os v&iacute;nculos psicol&oacute;gicos entre mestre e escravo, podemos afirmar que no momento em que Kincaid retorna para sua terra natal, os desejos reprimidos que animam a sua exist&ecirc;ncia emergem. Ao descrever esse aspecto, levo em conta a opini&atilde;o de Davies (1994: 3) que afirma que a re-negocia&ccedil;&atilde;o de identidades &eacute; fundamental para a migra&ccedil;&atilde;o como para as escritoras negras em contextos “<i>cross</i>-culturais”. Ela acrescenta que &eacute; a converg&ecirc;ncia de m&uacute;ltiplos lugares e culturas que re-negocia os termos das experi&ecirc;ncias das mulheres negras que por sua vez negocia e re-negocia suas identidades.</p>      <p><i> Mr. Potter</i> &eacute; uma obra de fic&ccedil;&atilde;o cujo personagem principal &eacute; Roderick Nathaniel Potter, pai biol&oacute;gico de Kincaid. Bouson (2005) em Bloom (<i>op. cit</i>., 160) comenta que embora a narrativa seja sobre o seu verdadeiro pai, n&atilde;o chega a ser uma biografia, pois Kincaid afirma n&atilde;o conhecer o pai em absoluto, ao contr&aacute;rio da sua m&atilde;e, que era presente na sua vida a todo instante, como demonstrado em obras anteriores. O mesmo autor argumenta tamb&eacute;m que o fato de imaginar e de escrever sobre a vida de seu pai ausente faz com que ela o torne completo, atribua-lhe uma identidade e quebre o sil&ecirc;ncio do mesmo, que era analfabeto, que n&atilde;o conseguia entender a si pr&oacute;prio e fazer-se compreender pelos outros, que n&atilde;o interrogava o seu passado no intuito de atribuir significado ao seu presente e ao seu futuro. </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Mais uma vez, Kincaid simboliza a problem&aacute;tica de identidade do sujeito caribenho e retoma o passado da ilha de Antigua por meio da sua pr&oacute;pria dor, atrav&eacute;s da representa&ccedil;&atilde;o de um membro da sua fam&iacute;lia descendente de escravos africanos, cujo dialeto crioulo associava-se a uma hist&oacute;ria de humilha&ccedil;&atilde;o. Ao falar “Me name Potter, Potter me name” seu pai tem a voz “t&atilde;o plena de tudo aquilo que houve de errado no mundo por quase cinco s&eacute;culos que poderia at&eacute; quebrar o cora&ccedil;&atilde;o de uma pedra comum.<sup><a href="#12" name="top12">[12]</a></sup>” Atrav&eacute;s de <i>Mr. Potter</i>, Kincaid reafirma a condi&ccedil;&atilde;o colonial de Antigua, um pa&iacute;s no qual as pessoas permanecem ignorantes, n&atilde;o s&atilde;o encorajadas a serem alfabetizadas ou buscarem educa&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o s&atilde;o ensinadas a serem cr&iacute;ticas ou a contemplarem os significados de suas pr&oacute;prias vidas e, portanto, n&atilde;o s&atilde;o inspiradas a conectarem sua situa&ccedil;&atilde;o- o fato de n&atilde;o possu&iacute;rem a si mesmas- com uma hist&oacute;ria de escravid&atilde;o e coloniza&ccedil;&atilde;o (Edwards, <i>op.cit</i>., p. 140). </p>      <p>Ao relatar em <i>Mr. Potter</i> a hist&oacute;ria de seu pai ausente, Kincaid conta tamb&eacute;m a sua pr&oacute;pria hist&oacute;ria, a de Elaine Cynthia Potter, seu nome verdadeiro, a parte que falta da sua identidade. Como real&ccedil;a Bouson (<i>op. cit.</i>, 172), semelhantemente aos seus pais, “Elaine Cynthia Potter” torna-se uma hist&oacute;ria de autoria e autorizada por “Jamaica Kincaid” na sua narrativa cont&iacute;nua.</p>      <p>O &uacute;ltimo coment&aacute;rio desse artigo &eacute; baseado no romance tamb&eacute;m autobiogr&aacute;fico, por&eacute;m n&atilde;o fict&iacute;cio, <i>My Brother</i>, inspirado na morte do irm&atilde;o da autora Devon Drew, portador do v&iacute;rus HIV, falecido no ano de 1996. A obra foi alvo de muitas cr&iacute;ticas por ser considerada desprovida de foco e n&atilde;o retratar suficientemente a biografia do irm&atilde;o de Kincaid, que, “egoisticamente” (grifo meu) escreve sobre si mesma. Por outro lado, cr&iacute;ticos consideram o livro de mem&oacute;rias um trabalho brilhante “sobre o abismo entre o eu que poder&iacute;amos ter sido e aquele que somos de alguma forma”, como expressa Anna Quindlen no <i>New York Times</i> (Edwards, <i>op. cit</i>., 95), que por sua vez completa que considera <i>My Brother</i> um poderoso retrato de vida e morte, de familiaridade e estrangeirismo, de domesticidade e aliena&ccedil;&atilde;o. Smith e Beumel <i>apud</i> Lang-Peralta (<i>op. cit</i>., 97) afirmam que diversos peri&oacute;dicos como <i>The Advocate, Artforum, Booklist, Library Journal, The Nation, the New York Times Book Review e People Weekly </i>estimam esse volume de Kincaid como digno, verdadeiro, honesto, caracter&iacute;sticas que condizem com o estilo de escrita da autora. </p>      <p>Dentre outros aspectos, Kincaid frisa o estado vulner&aacute;vel e prec&aacute;rio de cuidado com a sa&uacute;de que caracteriza Antigua, e inclui uma dimens&atilde;o pol&iacute;tica &agrave; falta de informa&ccedil;&atilde;o e educa&ccedil;&atilde;o que envolve a quest&atilde;o da doen&ccedil;a da qual seu irm&atilde;o era portador, ampliando ent&atilde;o quest&otilde;es sociais em torno de disparidades econ&ocirc;micas e falta de acesso a tratamento adequado (Edwards, <i>op. cit</i>., 100-101). Similarmente, Smith e Beumel <i>apud</i> Lang-Peralta (<i>op. cit</i>., 106) complementam que Kincaid apresenta ao leitor temas que sugerem decad&ecirc;ncia e esterilidade, tipicamente associados ao seu irm&atilde;o. A alus&atilde;o &agrave; sua doen&ccedil;a &eacute; uma met&aacute;fora que simboliza as “doen&ccedil;as” (grifo meu) de Antigua, qualificadas como incur&aacute;veis.</p>      <p>Ap&oacute;s breve an&aacute;lise dos principais temas difundidos por Jamaica Kincaid em suas obras, acrescento que a falta de compreens&atilde;o at&eacute; mesmo no que se refere &agrave; linguagem, entre Kincaid e seus familiares, reflete a dist&acirc;ncia que a separa tanto deles quanto da sua cidade natal Antigua. &Eacute; como se ela fosse uma estranha entre sua pr&oacute;pria fam&iacute;lia e estrangeira na sua pr&oacute;pria terra (Edwards, <i>op. cit</i>., 106). Kincaid ressalta que n&atilde;o poderia ter se tornado escritora na conviv&ecirc;ncia com as pessoas que mais conhecia, ao declarar: “(...) I could not have become myself while living among the people I knew best...” (Kincaid, 1997: 169 <i>apud</i> Edwards, <i>ibid.</i>, 112). Por detr&aacute;s da consci&ecirc;ncia existencial e niilista da escritora se encontra uma hist&oacute;ria muito pessoal de sua obsess&atilde;o e incapacidade de resolver completamente as feridas do passado: “Tenho uma linha tra&ccedil;ada em mim que oprime tudo que eu sei sobre mim mesma at&eacute; o momento” <sup><a href="#13" name="top13">[13]</a></sup> (Kincaid, 2002: 145 <i>apud</i> Bouson <i>in </i>Bloom, <i>op.cit</i>., 169). Certa vez, quando questionada em uma entrevista sobre as cr&iacute;ticas que classificam o seu trabalho como de algu&eacute;m que escreve com &oacute;dio, com f&uacute;ria, Kincaid responde que o que quer que revele em sua escrita, em sua vida pessoal ela tem incrivelmente muita sorte e sup&otilde;e que &eacute; exatamente isso que lhe d&aacute; liberdade para expressar negatividades. (Edwards, <i>op. cit</i>., 95)</p>      <p>Por fim, o desejo de Kincaid foi “criar um novo discurso mais adequado para reportar a verdade e a identidade de um sujeito feminino p&oacute;s-colonial” (Azevedo, <i>op. cit</i>., 104) e para tal utilizou, convenientemente, o relacionamento familiar no intuito de articular um discurso anticolonial por vezes velado, por&eacute;m evidente. </p>      <p><b>5. Conclus&atilde;o</b></p>      <p>A literatura &eacute; o meio atrav&eacute;s do qual os escritores p&oacute;s-coloniais tentam fazer surgir a hist&oacute;ria de sua terra e dar voz &agrave; sua gente que durante anos foi privada de desenvolver a sua pr&oacute;pria cultura at&eacute; ent&atilde;o negada e extinta pelo processo colonial devastador, imposto pelo colonizador europeu branco que fantasiou sua cultura, l&iacute;ngua, ra&ccedil;a e etnia como superiores &agrave;s do colonizado. A tentativa de atribuir sentido &agrave; sua pr&oacute;pria identidade e de demonstrar rea&ccedil;&atilde;o e resist&ecirc;ncia diante da opress&atilde;o estabelecida pelo poder imperial s&atilde;o atributos que condizem com o anseio dos povos caribenhos e com o empenho dos escritores p&oacute;s-coloniais em traduzirem e difundirem tal aspira&ccedil;&atilde;o. </p>      <p>Representar a identidade feminina negra, duplamente colonizada e relegada a segundo plano no discurso p&oacute;s-colonial, diante do quadro de insatisfa&ccedil;&otilde;es e ambi&ccedil;&otilde;es, constitui o desafio de escritoras como Jamaica Kincaid, que utiliza a escrita autobiogr&aacute;fica e os jogos de met&aacute;fora para ocupar espa&ccedil;os pol&iacute;ticos muito reais da di&aacute;spora, desapropria&ccedil;&atilde;o e resist&ecirc;ncia. Atrav&eacute;s da narrativa v&iacute;vida da experi&ecirc;ncia de vida, brevemente analisada nesse ensaio, a autora apresenta uma posi&ccedil;&atilde;o amb&iacute;gua no que diz respeito &agrave; sua identidade, p&aacute;tria e fam&iacute;lia, na tentativa de reconstruir a hist&oacute;ria fragmentada do ser p&oacute;s-colonial caribenho, de maneira que esta renas&ccedil;a e v&aacute; al&eacute;m daquela anteriormente determinada pelo colonizador, fruto do seu “complexo de superioridade”, que precisou do oprimido para validar essa condi&ccedil;&atilde;o, como explica Frantz Fanon.</p>      <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Agradecimentos:</b></p>      <p>Agrade&ccedil;o &agrave; Professora Doutora Joanne Paisana pela revis&atilde;o desse trabalho e ao Centro de Estudos Human&iacute;sticos da Universidade do Minho pelos recursos bibliogr&aacute;ficos proporcionados.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>      <!-- ref --><p>ASHCROFT, Bill, GRIFFITHS, Gareth &amp; TIFFIN, Helen(1989), <i>The empire writes back: theory and practice in post-colonial literatures,</i> London, Routledge.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000097&pid=S0807-8967201200020002600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>______ (1995), <i>The post-colonial studies reader</i>, London and New York, Routledge.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000099&pid=S0807-8967201200020002600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>______ (1998), <i>Key Concepts in Post-Colonial Studies</i>, New York: Routledge.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000101&pid=S0807-8967201200020002600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>AUGUSTONI, Prisca &amp; VIANA, Anderson (2010), &lt;&lt;A identidade do sujeito na fronteira do p&oacute;s-colonialismo em Angola&gt;&gt;,  <i>IPOTESI</i>, v. 14, n. 2, p. 189 - 205, [em linha] dispon&iacute;vel em  <a href="http://www.ufjf.br/revistaipotesi/files/2011/04/16-A-identidade-do-sujeito-na-fronteira-do-p%C3%B3s-colonialismo-em-Angola.pdf" target="_blank">http://www.ufjf.br/revistaipotesi/files/2011/04/16-A-identidade-do-sujeito-na-fronteira-do-p%C3%B3s-colonialismo-em-Angola.pdf</a> [consultado em 01.06.2012].    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S0807-8967201200020002600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>AZEVEDO, Mail M. (2008), &lt;&lt;A Expans&atilde;o da Representatividade do “Eu” no Discurso Autobiogr&aacute;fico de Jamaica Kincaid&gt;&gt;, <i>Revista  Letras</i>, v. 75, n. 75/76, p. 93-109, [em linha] dispon&iacute;vel em <a href="http://ojs.c3sl.ufpr.br/ojs2/index.php/letras/article/view/12186/11204" target="_blank">http://ojs.c3sl.ufpr.br/ojs2/index.php/letras/article/view/12186/11204</a> [consultado em 03.06.2012].    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S0807-8967201200020002600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>BHABHA, Homi (2001), <i>O local da cultura</i>,Belo Horizonte, Editora da UFMG.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S0807-8967201200020002600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>BLOOM, Harold (2008), <i>Bloom’s Modern Critical Views: Jamaica Kincaid</i>, New York, Infobase Publishing.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S0807-8967201200020002600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>CHILDS, Peter (1999), <i>Post-Colonial Theory and English Literature: A Reader</i>, Edinburgh, Edinburgh University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S0807-8967201200020002600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>CRUZ, D&eacute;cio T. (1998), “Fragmenta&ccedil;&atilde;o e perda de identidade na literatura caribenha: condi&ccedil;&atilde;o (p&oacute;s) moderna ou (p&oacute;s) colonial?” <i>Estudos ling&uuml;&iacute;sticos e liter&aacute;rios</i>, n&deg; 21-22: 129-148.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S0807-8967201200020002600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>______ (2000), “O discurso do outro na literatura p&oacute;s-colonial caribenha de l&iacute;ngua inglesa”, <i>Estudos ling&uuml;&iacute;sticos e liter&aacute;rios</i>, n&deg; 25/26: 142164.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S0807-8967201200020002600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>CUNHA, Ol&iacute;via M. (2002), &lt;&lt; Reflex&otilde;es sobre biopoder e p&oacute;s-colonialismo: relendo Fanon e Foucault&gt;&gt;, Mana, v.8, n.1, [em linha] dispon&iacute;vel em <a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0104-93132002000100006&amp;lng=pt&amp;nrm=iso&amp;tlng=pt" target="_blank">http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0104-93132002000100006&amp;lng=pt&amp;nrm=iso&amp;tlng=pt</a> [consultado em 13.06.12].    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S0807-8967201200020002600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>DAS, Bijay K. (1999), <i>Critical Essays on Post-Colonial Literature</i>, New Delhi, Atlantic Publishers and Distributors.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S0807-8967201200020002600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>DAVIES, Carole B. (1994), <i>Black Women, Writing and Identity: Migrations of the subject</i>, London and New York, Routledge.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S0807-8967201200020002600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>DIAS, Daise L&iacute;lian (2008), &lt;&lt; Anais do II Encontro Internacional de Hist&oacute;ria Colonial&gt;&gt;, <i>Mneme – Revista de Humanidades</i>, v. 9. n. 24, [em linha] dispon&iacute;vel em <a href="http://www.cerescaico.ufrn.br/mneme/anais" target="_blank">www.cerescaico.ufrn.br/mneme/anais</a> [consultado em 13.06.12].    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S0807-8967201200020002600014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>EDWARDS, Justin (2007), <i>Understanding Jamaica Kincaid</i>, South Carolina, University of South Carolina Press Columbia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S0807-8967201200020002600015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>FANON, Frantz (2008), <i>Black Skin, White Masks</i>, New York, Grove Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S0807-8967201200020002600016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>GASS, Joanne (n.d.), “The Autobiography of My Mother: Jamaica Kincaid’s Revision of Jane Eyre and Wide Sargasso Sea”, in Linda Lang-Peralta (ed.) (2006), <i>Jamaica Kincaid and Caribbean Double Crossings</i>, New York, pp. 63-78.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S0807-8967201200020002600017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>HAND, Felicity (2001), &lt;&lt;Postcolonial Studies in Spain&gt;&gt;, <i>Links &amp; Letters,</i> 8, 27-36, [em linha] dispon&iacute;vel em <a href="http://dialnet.unirioja.es/servlet/dcart?info=link&amp;codigo=296478&amp;orden=88280" target="_blank">http://dialnet.unirioja.es/servlet/dcart?info=link&amp;codigo=296478&amp;orden=88280</a> [consultado em 03.06.2012].    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S0807-8967201200020002600018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>HUDDART, David (2008), <i>Postcolonial Theory and Autobiography</i>, London and New York, Routledge.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S0807-8967201200020002600019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>HUGHES, Rachel B. (1999), &lt;&lt;Empire and Domestic Space in the Fiction of Jamaica Kincaid&gt;&gt;, <i>Australian Geographical Studies</i>, v. 37, n. 1, p. 11-23, [em linha] dispon&iacute;vel em <a href="http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/1467-8470.00062/abstract;jsessionid=8E39CC8EC1296448C367B37AE9C4CEBA.d02t04" target="_blank">http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/1467-8470.00062/abstract;jsessionid=8E39CC8EC1296448C367B37AE9C4CEBA.d02t04</a> [consultado em 02.06.12].    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S0807-8967201200020002600020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>HULME, Peter (1992), <i>Colonial encounters: Europe and the native Caribbean 1492-1797</i>, London &amp; New York, Routledge.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S0807-8967201200020002600021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>IANNI, Octavio (1996), &lt;&lt;A racializa&ccedil;&atilde;o do Mundo&gt;&gt;, <i>Tempo Social</i>, v. 8, n .1, p. 1-23, [em linha] dispon&iacute;vel em  <a href="http://www.fflch.usp.br/sociologia/temposocial/site/.../a_racializacao.pdf">www.fflch.usp.br/sociologia/temposocial/site/.../a_racializacao.pdf</a> [consultado em 13.06.12].    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S0807-8967201200020002600022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>JR. Henrique Cunha &amp; VIEIRA, L&iacute;lian C. F. (2010) &lt;&lt; Derek Walcott e <i>Omeros</i>: uma discuss&atilde;o sobre a problem&aacute;tica das identidades afro-caribenhas&gt;&gt;, <i>Revista Brasileira do Caribe</i>, v. XI, n. 21, p. 11-44 [em linha] dispon&iacute;vel em <a href="http://www.revistabrasileiradocaribe.org/revista_21.pdf" target="_blank">www.revistabrasileiradocaribe.org/revista_21.pdf</a> [consultado em 03.06.12].    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S0807-8967201200020002600023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>KATRAK, Ketu (1989), “Decolonizing Culture: Toward a Theory for Post-colonial Women’s Texts”, in Bill Aschroft <i>et al</i>. (ed.) (1995), <i>The post-colonial studies reader</i>, London and New York, pp. 255-258.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000143&pid=S0807-8967201200020002600024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>KINCAID, Jamaica (1994), <i>Lucy</i><b>,</b> Trad. Lia Wyler, Rio de Janeiro, Ed. Objetiva.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000145&pid=S0807-8967201200020002600025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>______ (1992), At<i> the bottom of the rive, </i>New York, Penguin.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S0807-8967201200020002600026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>______ (1991), <i>On seeing England for the first time, </i>In: <i>Transition</i><b>.</b> Vol. 51, Oxford, Oxford University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000149&pid=S0807-8967201200020002600027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>______ (1988), A<i> small place</i>, New York, Penguin.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000151&pid=S0807-8967201200020002600028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>______ (1986), <i>Annie Jonh</i><b>, </b>New York, Penguin.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000153&pid=S0807-8967201200020002600029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>______ (1996), <i>The Autobiography of My Mother</i>, New York, Penguin.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000155&pid=S0807-8967201200020002600030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>KRISE, Thomas W. (1999), <i>Caribbeana: an anthology of English literature of the West Indies</i>, Chicago, The University of Chicago.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000157&pid=S0807-8967201200020002600031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>LANG-PERALTA, Linda (2006), <i>Jamaica Kincaid and Caribbean Double Crossings</i>, New York, University of Delaware Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000159&pid=S0807-8967201200020002600032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>MacDONALD-SMYTHE, Antonia (1999), “Authorizing the Slut in Jamaica Kincaid’s At the Bottom of the River”, in Harold Bloom (ed.) (2008), <i>Bloom’s Modern Critical Views: Jamaica Kincaid</i>, New York, pp. 31-51.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000161&pid=S0807-8967201200020002600033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>MEYER, Susan L. (1990), “From ‘Colonialism and the Figurative Strategy of Jane Eyre’”, in Peter Childs (ed.) (1999), <i>Post-Colonial Theory and English Literature: A Reader</i>, Edinburgh, pp. 149-163.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000163&pid=S0807-8967201200020002600034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>OSAGIE, Iyunolu &amp; BUZINDE, Christine (2011), &lt;&lt;Culture and Postcolonial Resistance Antigua in Kincaid’s A Small Place&gt;&gt;<i>,</i> <i>Annals of Tourism Research: a Social Sciences Journal</i>, v. 38, n. 1, pp. 210–230, [em linha] dispon&iacute;vel em <a href="http://www.sciencedirect.com/science/journal/01607383/38/1" target="_blank">http://www.sciencedirect.com/science/journal/01607383/38/1</a> [consultado em 01.06.12].    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000165&pid=S0807-8967201200020002600035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>PINAR, William F. (2009), &lt;&lt;Multiculturalismo Malicioso&gt;&gt;, <i>Curr&iacute;culo sem Fronteiras</i>, v.9, n.2, pp.149-168, [em linha]  dispon&iacute;vel em <a href="http://www.curriculosemfronteiras.org/vol9iss2articles/pinar.pdf" target="_blank">www.curriculosemfronteiras.org/vol9iss2articles/pinar.pdf</a> [consultado em 13.06.12].    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000167&pid=S0807-8967201200020002600036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>REIS, L&iacute;via (1997), <i>Estudos &amp; Pesquisas</i>: <i>fronteiras do liter&aacute;rio</i>, Rio de Janeiro, EDUF.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000169&pid=S0807-8967201200020002600037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>SADLIER, Darlene J. (2004), &lt;&lt; P&oacute;s-colonialismo, feminismo e a escrita de mulheres de cor nos Estados Unidos&gt;&gt; <i>Litcult.net</i>, vol 1, ano 8, [em linha] dispon&iacute;vel em <a href="http://www.litcult.net/revistamulheres_vol8.php?id=710" target="_blank">http://www.litcult.net/revistamulheres_vol8.php?id=710</a> [consultado em 12.06.2012]&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000171&pid=S0807-8967201200020002600038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>SAPEDE, Thiago C. (2011), &lt;&lt;Racismo e Domina&ccedil;&atilde;o Ps&iacute;quica em Frantz Fanon&gt;&gt;, <i>Revista de Hist&oacute;ria da &Aacute;frica e Estudos da Di&aacute;spora Africana</i>, n. 8, pp. 44-52, [em linha] dispon&iacute;vel em <a href="https://sites.google.com/site/revistasankofa/sankofa8/racismo-e-dominacao-psiquica-em-frantz-fanon" target="_blank">https://sites.google.com/site/revistasankofa/sankofa8/racismo-e-dominacao-psiquica-em-frantz-fanon</a> [consultado em 13.06.12]&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000172&pid=S0807-8967201200020002600039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>SHEEHAN, Thomas W. (n.d.), “Caribbean Impossibility: The Lack of Jamaica Kincaid”, in Linda Lang-Peralta (ed.) (2006), <i>Jamaica Kincaid and Caribbean Double Crossings</i>, New York, pp. 79-95.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000173&pid=S0807-8967201200020002600040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>SMITH, Derik &amp; BEUMEL, Cliff (n.d.), “My Other: Imperialism and Subjectivity in Jamaica Kincaid’s <i>My Brother</i>”, in Linda Lang-Peralta (ed.) (2006), <i>Jamaica Kincaid and Caribbean Double Crossings</i>, New York, pp. 96-112.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000175&pid=S0807-8967201200020002600041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>SPIVAK, Gayatri Chakravorty (1999), &lt;&lt;A Critique of Post-Colonial Reason: Toward a History of the Vanishing Present&gt;&gt;, <i>Cad.  Pagu</i>, n.19, pp. 9-53, [em linha] dispon&iacute;vel em <a href="http://www.scielo.br/pdf/cpa/n19/n19a02.pdf" target="_blank">www.scielo.br/pdf/cpa/n19/n19a02.pdf</a> [consultado em 12.06.12].    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000177&pid=S0807-8967201200020002600042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>THIEME, John. (org.) (1996), The Arnold Anthology of Post-Colonial Literatures in English, London, Arnold.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000179&pid=S0807-8967201200020002600043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>TIFFIN, Helen (1987), “Post-colonial Literatures and Counter-discourse”, in Bill Ashcroft <i>et al</i>. (eds.) (1995), <i>The post-colonial studies reader, </i>London and New York, pp. 95-98.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000181&pid=S0807-8967201200020002600044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>VIVAS, L&iacute;via M. (2011), &lt;&lt;Interse&ccedil;&otilde;es entre g&ecirc;nero, ra&ccedil;a, turismo e explora&ccedil;&atilde;o sexual no Caribe: o caso de Antigua&gt;&gt;,  <i>Revista Brasileira do Caribe</i>, vol. XII, [em linha] dispon&iacute;vel em  <a href="http://www.redalyc.org/src/inicio/ArtPdfRed.jsp?iCve=159121725009" target="_blank">http://www.redalyc.org/src/inicio/ArtPdfRed.jsp?iCve=159121725009</a> [consultado em 12.06.12].    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000183&pid=S0807-8967201200020002600045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>WIELEWICKI, Vera H<i>. </i>(2004), &lt;&lt;A voz p&oacute;s-colonial em Wide Sargasso Sea de Jean Rhys&gt;&gt;<b>, </b>Di&aacute;logos, v. 8, n. 2, p. 27-34, [em linha] dispon&iacute;vel em <a href="http://www.dialogos.uem.br/index.php?journal=ojs&amp;page=article&amp;op=view&amp;path%5B%5D=185&amp;path%5B%5D=pdf_163" target="_blank">http://www.dialogos.uem.br/index.php?journal=ojs&amp;page=article&amp;op=view&amp;path%5B%5D=185&amp;path%5B%5D=pdf_163</a> [consultado em 13.06.2012].    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000185&pid=S0807-8967201200020002600046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Notes</b></p>      <p><sup><a href="#top1" name="1">[1]</a></sup> “Often, with the best intentions, Western intellectuals are unconsciously complicit in an endeavor that ironically ends up validating the dominant power structure, even when they ideologically oppose such hegemonic power. …” (Katrak, 1989 <i>in</i> Ashcroft <i>et al</i>., 1995: 256). </p>      <p><sup><a href="#top2" name="2">[2]</a></sup> “I needed to become omnivorous about the art and literature of Europe to understand my own world…”</p>      <p><sup><a href="#top3" name="3">[3]</a></sup> (...) it is probably not an exaggeration to say that in most of Kincaid’s work her mother figures represent, ironically, the colonizer.</p>      <p><sup><a href="#top4" name="4">[4]</a></sup> Pr&ecirc;mio bienal estabelecido por heran&ccedil;a do educador norte-americano Morton Dauwen Zabel, concedido em rota&ccedil;&atilde;o a poeta, escritor de fic&ccedil;&atilde;o, ou cr&iacute;tico, de tend&ecirc;ncias progressivas, originais e experimentais.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><sup><a href="#top5" name="5">[5]</a></sup> Indeed, symbolically speaking, a connection is drawn between the “mother country” of the colonizer and the infantilized state of the colonized nation. European dominance within a colonial framework, then, mirrors the mother-daughter disharmony as well as shifting patterns of rebellion and dependence. Both of these sources of power (the mother and the colonizer) are represented as limiting to the growth and subjectivity of the individual (Edwards, <i>op. cit</i>., 51).</p>      <p><sup><a href="#top6" name="6">[6]</a></sup> Annie will leave Antigua for England, replacing the mother with the colonial ‘mother country’.</p>      <p><sup><a href="#top7" name="7">[7]</a></sup> Annie John comes of age under her mother’s rule, which mirrors the attitudes of English colonial rulers.</p>      <p><sup><a href="#top8" name="8">[8]</a></sup> “The Carib people had been defeated and then exterminated, thrown away like the weeds in a garden; the African people had been defeated but had survived. When they looked at me, they saw only the Carib people. They were wrong but I did not tell them so” (Kincaid, 1996: 15-16 <i>apud</i> Gass <i>in</i> Lang- Peralta, <i>op. cit</i>., 65)</p>      <p><sup><a href="#top9" name="9">[9]</a></sup> Tradu&ccedil;&atilde;o de Pl&iacute;nio Dentzien, 2002: 12.</p>      <p><sup><a href="#top10" name="10">[10]</a></sup> <i>Idem</i>, 32</p>      <p><sup><a href="#top11" name="11">[11]</a></sup> Women writer’s stances, particularly with regard to glorifying/denigrating traditions, vary as dictated by their own class backgrounds, levels of education, political awareness and commitment, and their search for alternatives to existing levels of oppression often inscribed within the most revered traditions. Their texts deal with, and often challenge, their dual oppression-patriarchy that preceded and continues after colonialism and that inscribes the concepts of womanhood, motherhood, traditions such as dowry, bride-price, polygamy, and a worsened predicament within a capitalist economic system introduced by the colonizers. Women writers deal with the burdens of female roles in urban environments (instituted by colonialism), the rise of prostitution in cities, women’s marginalization in actual political participation. … (Katrak, 1989 <i>in</i> Ashcroft <i>et al</i>, <i>op. cit</i>., 257).</p>      <p><sup><a href="#top12" name="12">[12]</a></sup> “so full of all that had gone wrong in the world for almost five hundred years that it could break the heart of an ordinary stone.” (Kincaid <i>apud</i> Bouson, <i>in </i>Bloom, <i>idem</i>, 161)</p>      <p><sup><a href="#top13" name="13">[13]</a></sup> “I have a line drawn through me, and that overwhelms everything that I know about myself at this moment”.</p>       ]]></body><back>
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