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</front><body><![CDATA[ <p> <b>GAME, J&eacute;r&ocirc;me (Sous la direction de), <i>Le R&eacute;cit aujourd’hui</i></b> </p>     <p> Saint Denis: Presses Universitaires de Vincennes, Universit&eacute; Paris 8, 2011, pp. 174 </p>      <p> <b>S&eacute;rgio Guimar&atilde;es de Sousa*</b> </p>     <p> *Departamento de Estudos Portugueses e Lus&oacute;fonos do Instituto de Letras e Ci&ecirc;ncias Humanas, Universidade do Minho, Braga, Portugal </p>      <p><a href="mailto:spgsousa@ilch.uminho.pt">spgsousa@ilch.uminho.pt</a></p>      <p>&nbsp;</p>      <p>Autor de uma obra j&aacute; de refer&ecirc;ncia no dom&iacute;nio dos estudos inter-artes<a href="#1" name="top1">[1]</a>, especialmente vocacionada para refletir em torno da contamina&ccedil;&atilde;o da poesia com as outras pr&aacute;ticas art&iacute;sticas e, com isso, das possibilidades est&eacute;tico-expressivas proporcionadas pela hibridez (com evidente destaque para a que mescla audiovisual e discurso liter&aacute;rio), J&eacute;r&ocirc;me Game re&uacute;ne neste livro um conjunto bem razo&aacute;vel de estudiosos oriundos de diversos dom&iacute;nios – ou seja: apetrechados com m&uacute;ltiplas metodologias cr&iacute;tico-exeg&eacute;ticas e com um arsenal espec&iacute;fico de conceitos descritivo-explicativos – e norteados por um des&iacute;gnio claro: indagar as distintas formas de que se reveste a narratividade na literatura e nas outras artes<a href="#2" name="top2">[2]</a>. Que &eacute; como quem diz (e, neste caso, quem diz &eacute; J&eacute;r&ocirc;me Game no ensaio introdut&oacute;rio do volume, intitulado &laquo;D’un art syntaxique&raquo;): &laquo;Comment remettre en cause la traditionnelle dichotomie entre contenu et style de mani&egrave;re &agrave; envisager une narrativit&eacute; et des modes de r&eacute;cit irr&eacute;ductibles &agrave; la fiction litt&eacute;raire classique, mais au contraire &agrave; m&ecirc;me de faire na&icirc;tre, de part leurs novations, des espaces fictionnels in&eacute;dits en litt&eacute;rature et dans les arts : hybrides, poreux, non r&eacute;gl&eacute;s dans leurs moyens comme dans leurs fins ou leurs effets&raquo; (p. 6).</p>      <p>Esta finalidade, que n&atilde;o &eacute; sem alargar o horizonte hermen&ecirc;utico, afigura-se perfeitamente consent&acirc;nea com o <i>ethos</i> est&eacute;tico contempor&acirc;neo. Porque a preserva&ccedil;&atilde;o, em nome da tradi&ccedil;&atilde;o, com intransig&ecirc;ncia da identidade e dos espa&ccedil;os de cria&ccedil;&atilde;o de cada arte &eacute;, n&atilde;o se duvide, uma pr&aacute;tica de acantonamento no interior de fronteiras institucionais mais do que question&aacute;vel nos dias de hoje. Desde logo pelo esgotamento que presume das suas (monol&iacute;ticas) condi&ccedil;&otilde;es criativas, mas tamb&eacute;m por pressupor a cria&ccedil;&atilde;o sob a tutela de conven&ccedil;&otilde;es e restri&ccedil;&otilde;es (as que a tradi&ccedil;&atilde;o do g&eacute;nero ensinam e validam como <i>supostamente </i>imprescrit&iacute;veis). Assim, ao arrepio das balizas tradicionais predicadas por cada ramo art&iacute;stico e suas respetivas cartografias, a cria&ccedil;&atilde;o est&eacute;tica afigura-se energicamente multimodal, o que se concretiza atrav&eacute;s do di&aacute;logo inter-artes, que &eacute; um di&aacute;logo desinibido que se compraz com a prolifera&ccedil;&atilde;o flagrante e por vezes estrondosa de todo o tipo de impurezas, heterogeneidades, porosidades e hibridismos. Numa palavra, deu-se o triunfo irrestrito de toda a gama poss&iacute;vel de proteicas fus&otilde;es e fecundos entrecruzamentos, contamina&ccedil;&otilde;es, de resto, rastre&aacute;veis sem grande dificuldade nas modalidades expressivas configuradoras do campo est&eacute;tico p&oacute;s-moderno (artes pl&aacute;sticas, artes performativas, m&uacute;sica, literatura e outras &aacute;reas afins). </p>      <p>Dos diversos estudos coligidos em <i>Le R&eacute;cit aujourd’hui</i> e que se det&ecirc;m, portanto, a recensear e, sobretudo, a analisar a cria&ccedil;&atilde;o de novos discursos est&eacute;ticos altamente inovadores, vale dizer, suscet&iacute;veis n&atilde;o s&oacute; de explorarem, socorrendo-se do di&aacute;logo inter-semi&oacute;tico, intensamente a expressividade est&eacute;tica sob as suas variadas e instigantes formas, mas igualmente – e este &eacute; o ponto de ancoragem essencial do livro – capazes de reformularem alinhamentos sint&aacute;ticos <i>do </i>heterog&eacute;neo, permito-me destacar alguns. O de Eric Such&egrave;re (&laquo;D’une grammaire des surfaces&raquo;), que, no &acirc;mbito da pintura, depois de estabelecer uma genealogia da liga&ccedil;&atilde;o mat&eacute;ria/narrativa pelo vi&eacute;s de um estudo sobre a rela&ccedil;&atilde;o da superf&iacute;cie com o fundo, foca a sua aten&ccedil;&atilde;o no que diz ser o fim das narrativas na pintura, recorrendo &agrave; no&ccedil;&atilde;o de “abstra&ccedil;&atilde;o sint&aacute;tica” e das figuras que essa no&ccedil;&atilde;o concebe (como &eacute; o caso dos deslizes e dos desvios). O interesse deste estudo, refira-se, passa assaz pelo modo como Eric Such&egrave;re estuda a pintura confrontando-a com a literatura atrav&eacute;s de dois dos seus mais conhecidos vultos (Hocquard e Reinhardt). Outro estudo a merecer a nossa aten&ccedil;&atilde;o demorada, e em clara sintonia cr&iacute;tica com o prop&oacute;sito do livro, &eacute;, n&atilde;o sofre d&uacute;vida, o de Pierre Sorlin (&laquo;Entre syntaxe et cr&eacute;ativit&eacute; : ordre et libert&eacute; du montage&raquo;), que, debru&ccedil;ado sobre a sintaxe f&iacute;lmica, em especial a de Kurosawa e a de Bergman, releva o seu car&aacute;ter paradoxal: a assun&ccedil;&atilde;o, em fun&ccedil;&atilde;o de cada realizador, de uma singularidade irredut&iacute;vel, que pode consubstanciar-se numa sintaxe para l&aacute; da sintaxe, isto &eacute;, em bom rigor, numa n&atilde;o-sintaxe. Desta constata&ccedil;&atilde;o decorrem pontos fortes e fracos da sintaxe cinematogr&aacute;fica e que Sorlin n&atilde;o deixa de elencar.</p>      <p>Mas n&atilde;o apenas de cinema e pintura se fala em <i>Le R&eacute;cit aujourd’hui</i>. Christian Doumet (&laquo;La musique, comment dire&raquo;), ap&oacute;s apresentar os pontos altos do discurso sobre a m&uacute;sica, num p&eacute;riplo panor&acirc;mico que abrange Santo Agostinho e Nietsche, enfatiza, com Ricoeur, a incid&ecirc;ncia da m&uacute;sica na linguagem, chamando a aten&ccedil;&atilde;o para a faculdade de a mat&eacute;ria musical despoletar e estimular a imagina&ccedil;&atilde;o no interior da fic&ccedil;&atilde;o; V&eacute;ronique Fabbri (&laquo;Syntaxe de la danse&raquo;), sob a &eacute;gide de Derrida, Deleuze e Laban, questiona as met&aacute;foras corporais no contexto de uma po&eacute;tica da dan&ccedil;a, procurando evidenci&aacute;-la enquanto escrita e, como tal, na propor&ccedil;&atilde;o de um discurso investido de sintaxe, alcan&ccedil;&aacute;vel, neste particular que &eacute; a dan&ccedil;a, pela figuratividade que esta p&otilde;e em cena e cristaliza como nenhuma outra arte; Eric Vautrin (&laquo;De la repr&eacute;sentation th&eacute;&acirc;trale comme texture, ou comment la syntaxe serait un nouvel art du discontinu&raquo;), que prop&otilde;e os conceitos &laquo;frase teatral&raquo; e &laquo;superf&iacute;cie textuada&raquo; a partir da leitura arguta e pericial de tr&ecirc;s autores atuais (R&eacute;gy, Castellucci e Tanguy); Joseph Mouton (&laquo;Remarques autor de la narration beuyssienne&raquo;), cuja clarivid&ecirc;ncia cr&iacute;tica serve para sublinhar, na obra de Joseph Beuys (mais especificamente em <i>Comment expliquer les Tableaux &agrave; un livre mort</i>), o que chama de &laquo;narra&ccedil;&atilde;o ocultada&raquo;; Christian Rosse (&laquo;R&eacute;p&eacute;tition et longue dur&eacute;e ou la syntaxe de l’installation vid&eacute;o chez Stan Douglas&raquo;), que, adotando como objeto de estudo os v&iacute;deos de Stan Douglas, coloca todo o seu cuidado anal&iacute;tico em argumentar a singular recombina&ccedil;&atilde;o dos vetores temporalidade <i>vs</i>. narratividade nos textos f&iacute;lmicos do realizador; ou ainda Aliocha Wald Lasowski (&laquo;Tempo-Barthes : quando la syntaxe saisit la pens&eacute;e&raquo;), que se esfor&ccedil;a, e bem, por isolar o sistema (e o sentido) de uma sintaxe do pensamento na obra de Barthes.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Antes de concluir, fa&ccedil;o notar que se h&aacute; raz&otilde;es esteticamente virtuosas para advogar o hibridismo entre g&eacute;neros, conducente a novas e din&acirc;micas reescritas genol&oacute;gicas, com tudo o que isso sup&otilde;e e propicia do ponto de vista do redimensionamento, n&atilde;o raramente radical, da coes&atilde;o e coer&ecirc;ncia org&acirc;nico-textuais de cada um dos g&eacute;neros implicados e dos seus dispositivos ficcionais, essas raz&otilde;es acham-se exemplarmente expostas no primeiro, e decisivo, ensaio do volume (se descontarmos, &eacute; bom dizer, a introdu&ccedil;&atilde;o de J&eacute;r&ocirc;me Game, que, em boa verdade, constitui um excelente ensaio). Intitulado &laquo;Narrations documentaires : un art contemporain de la syntaxe litt&eacute;raire&raquo;, nele, Lionel Ruffel, apoiando-se no conceito de parataxe proposto por Ranci&egrave;re (regime est&eacute;tico em fun&ccedil;&atilde;o do qual n&atilde;o existe aprioristicamente qualquer regula&ccedil;&atilde;o no dom&iacute;nio do relacionamento das diferentes pr&aacute;ticas art&iacute;sticas entre si, havendo antes uma contingente reinven&ccedil;&atilde;o de modos de intera&ccedil;&atilde;o a cada novo relacionamento) e no de &laquo;frase-imagem&raquo; (conjuga&ccedil;&atilde;o de uma sequ&ecirc;ncia verbal com uma forma visual, sendo que dessa articula&ccedil;&atilde;o a frase n&atilde;o constitui o elemento diz&iacute;vel e a imagem n&atilde;o consiste for&ccedil;osamente no factor de visibilidade, como observa Ranci&egrave;re em <i>Le destin des images</i>, Paris: La Fabrique, 2003, p. 56), Lionel Ruffel, ia dizendo, fornece um conjunto assinal&aacute;vel de exemplos de <i>narra&ccedil;&atilde;o</i> <i>document&aacute;ria</i> (em autores como William T. Vollmann, Svetlana Alexievitch, Jean Hatzfeld, Roberto Saviano, etc.), o mesmo &eacute; dizer, narrativas liter&aacute;rias que assimilam, a bem de um efeito de real, em larga escala elementos aparentemente extraliter&aacute;rios, como sejam testemunhos, documentos comprovativos, pe&ccedil;as jornal&iacute;sticas, etc. Toda esta pan&oacute;plia de existentes textuais de natureza documental, que, por regra, se n&atilde;o confunde com o relato ficcional, adquire, incorporada nos meandros dos c&oacute;digos romanescos, como seria expect&aacute;vel, um estatuto h&iacute;brido. Mas quando o escritor lan&ccedil;a m&atilde;o exaustivamente de material documental, a partir do qual alicer&ccedil;a a arquitetura narrativa do seu livro, o que parece estar em jogo, entre outras consequ&ecirc;ncias (discursivas, enunciativas, etc.), n&atilde;o &eacute; sen&atilde;o uma significativa muta&ccedil;&atilde;o no estatuto mim&eacute;tico do texto, como n&atilde;o deixa de reconhecer, com toda a evid&ecirc;ncia, Lionel Ruffel por interposta presen&ccedil;a de Jean Bessi&egrave;re: &laquo;La narration documentaire selon Jean Bessi&egrave;re propose ainsi une mim&eacute;sis de l’information et non pas, comme l’oeuvre r&eacute;aliste, une mim&eacute;sis de la r&eacute;f&eacute;renciation. L’int&eacute;gration massive du document, avec sa syntaxe dans l’&eacute;conomie g&eacute;n&eacute;rale de l’oeuvre, est alors essentielle car c’est gr&acirc;ce &agrave; elle que se met en place son rapport au r&eacute;el, un r&eacute;el connu, mais qu’elle reconfigure&raquo; (p. 31). E n&atilde;o &eacute; ocioso dizer ainda, para quem disso duvidar, que o uso ostensivo de material documental n&atilde;o menoriza o papel do autor, uma vez que lhe cumpre a tarefa imprescind&iacute;vel de selecionar, compilar e, por vezes, analisar toda a informa&ccedil;&atilde;o que achou por bem incluir na sua narrativa. &laquo;D’o&ugrave;&raquo; – como observa, com inteira justeza, Lionel Ruffel – &laquo;une tendance certaine &agrave; l’exposition de soi, pour ne pas dire &agrave; un certain exhibitionnisme, de l’enqu&ecirc;teur qui vient assurer l’agencement du divers&raquo; (p. 33).</p>      <p>A narrativa document&aacute;ria, com a sua forma espec&iacute;fica de cruzar materiais provenientes de fontes diversas, mais n&atilde;o &eacute;, e sejamos claros quanto &agrave; legitima&ccedil;&atilde;o liter&aacute;ria deste g&eacute;nero, do que um dos modos de a literatura dialogar com outras pr&aacute;ticas discursivas; e esse di&aacute;logo, potencialmente inesgot&aacute;vel, desemboca numa redefini&ccedil;&atilde;o por vezes dr&aacute;stica da ontologia liter&aacute;ria. &laquo;Car&raquo; – conforme afirma Game noutro livro<a href="#3" name="top3">[3]</a>, reportando-se &agrave; pertin&ecirc;ncia de a literatura recriar as suas representa&ccedil;&otilde;es a partir dos desafios instigantes colocados pela arte – &laquo;il ne s’agit jamais pour la litt&eacute;rature de re-produire les m&ecirc;mes effets que l’art. Il s’agit de s’affecter de ses puissances l&agrave; o&ugrave; on se trouve de son travail, et ainsi, d’en cr&eacute;er de nouveaux. Em &eacute;mulant, on invente. En s’inspirant de, on d&eacute;vie. Le tout est de potentialiser ces d&eacute;viations, de les faire fructifier <i>hic et nunc</i>, dans le texte, l’affiche, le disc ou la perf’ – ou autre chose encore&raquo;. Esta &eacute;, seguramente, a li&ccedil;&atilde;o essencial exposta em <i>Le R&eacute;cit aujourd’hui</i>. </p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Notas</b></p>      <p><a href="#top1" name="1">[1]</a> Destacaria <i>Po&eacute;sie? d&eacute;tours </i>(com Vannina Maestri, Christophe Marchand-Kiss, Jacques Sivan, les &eacute;ditions Textuel, 2004), <i>Porous Boundaries. Texts and Images in 20th Century French Culture </i>(Peter Lang, 2007), <i>Politiques de l’esth&eacute;tique. Autour de Jacques Ranci&egrave;re </i>(com Aliocha Wald Lasowski, Archives Contemporaines, 2009), <i>Images des corps/Corps des images au cinema </i>(ENS &Eacute;ditions, 2010), <i>Poetic Becomings. Studies in Contemporary French Literature</i> (Peter Lang, 2011); ou ainda <i>Ce que l’art contemporain fait &agrave; la litt&eacute;rature </i>(MAC/VAL, 2012). </p>      <p><a href="#top2" name="2">[2]</a> Isto &eacute;, &laquo;la mani&egrave;re dont la litt&eacute;rature, mais aussi et peut-&ecirc;tre surtout les arts plastiques, le th&eacute;&acirc;tre ou la danse semblent &eacute;changer des modalit&eacute;s et des mat&eacute;rialit&eacute;s qu’on supposait sp&eacute;cifiques&raquo;, como diria, Lionel Ruffel, um dos autores coligidos, p. 22.</p>      <p><a href="#top3" name="3">[3]</a> <i>Ce que l’art contemporain fait &agrave; la litt&eacute;rature</i>, <i>op</i>. <i>cit</i>., p. 14.</p>       ]]></body>
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