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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This work revisits the variation between final unstressed nasal diphthongs and final oral vowels in Brazilian Portuguese in order to verify the role of the lexical item and that of the structural contexts based on data from a spoken sample of the speech community of Rio de Janeiro according to the Variationist and Usage-based Approaches. The results are from a pilot study with 12 speakers from Censo 2000 sample. The statistical analysis with Rbrul revealed the effect of lexical item and prosodic constraint. The distribution of the variants by age groups indicates a situation of stable variation. However, it is possible to identify the implementation of the oral vowel variant when the behavior of specific lexical items is observed.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p> <b>Revisitando a varia&ccedil;&atilde;o entre ditongos nasais finais &aacute;tonos e vogais orais na comunidade de fala do rio de janeiro </b> </p>     <p><b>Revisiting the variation between final unstressed nasal diphthong and oral vowels in the speech community of rio de janeiro</b></p>     <p> <b>Christina Abreu Gomes*; C&aacute;ssia Mesquita**; Ta&iacute;s da Silva Fagundes***</b> </p>     <p> *Pesquisadora do CNPq e Professora Associada 3 da Universidade Federal do Rio de Janeiro, vinculada ao Departamento de Lingu&iacute;stica e Filologia e ao Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Lingu&iacute;stica, Rio de Janeiro, Brasil, <a href="mailto:christina-gomes@uol.com.br">christina-gomes@uol.com.br</a>.    <br> **Graduanda em Letras Portugu&ecirc;s-Ingl&ecirc;s na Universidade Federal do Rio de Janeiro, Departamento de Anglo-Germ&acirc;nicas, Rio de Janeiro, Brasil, <a href="mailto:cassiameq@hotmail.com ">cassiameq@hotmail.com </a>.    <br> ***Letras Portugu&ecirc;s-Espanhol na Universidade Federal do Rio de Janeiro, Departamento de Neolatinas, Rio de Janeiro, Brasil, <a href="mailto:taisdasilva.f@gmail.com">taisdasilva.f@gmail.com</a>. </p>      <p>&nbsp;</p>      <p> <b>RESUMO</b> </p>     <p>     <p>Esse trabalho revisita a varia&ccedil;&atilde;o entre ditongos nasais finais &aacute;tonos e vogais orais no portugu&ecirc;s brasileiro com o objetivo de verificar o papel do item lexical e de contextos estruturais na varia&ccedil;&atilde;o a partir de dados de uma amostra da comunidade de fala do Rio de Janeiro conjugando a Sociolinguistica Variacionista e a Fonologia de Uso. Os resultados s&atilde;o de um estudo piloto com 12 falantes da Amostra Censo 2000. A an&aacute;lise estat&iacute;stica atrav&eacute;s do Rbrul revelou efeito do item lexical e de condicionamento pros&oacute;dico. A distribui&ccedil;&atilde;o das variantes por faixa et&aacute;ria indica uma situa&ccedil;&atilde;o de varia&ccedil;&atilde;o est&aacute;vel. No entanto, &eacute; poss&iacute;vel identificar a implementa&ccedil;&atilde;o da variante vogal oral quando se observa o comportamento de itens lexicais espec&iacute;ficos.</p> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Palavras chave</b>: mudan&ccedil;a sonora; item lexical; ditongo nasal.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p> <b>ABSTRACT</b> </p>     <p>     <p>This work revisits the variation between final unstressed nasal diphthongs and final oral vowels in Brazilian Portuguese in order to verify the role of the lexical item and that of the structural contexts based on data from a spoken sample of the speech community of Rio de Janeiro according to the Variationist and Usage-based Approaches. The results are from a pilot study with 12 speakers from Censo 2000 sample. The statistical analysis with Rbrul revealed the effect of lexical item and prosodic constraint. The distribution of the variants by age groups indicates a situation of stable variation. However, it is possible to identify the implementation of the oral vowel variant when the behavior of specific lexical items is observed.</p> </p>     <p><b>Keywords</b>: sound change; lexical item; nasal diphtong.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p align="center">*</p>      <p><b>1. Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>      <p>A altern&acirc;ncia entre ditongo nasal final e vogal &aacute;tona &eacute; uma vari&aacute;vel estudada em amostras de fala de algumas variedades do Portugu&ecirc;s Brasileiro (PB) com tratamento dos dados dentro da perspectiva da sociolingu&iacute;stica variacionista, como nos trabalhos de Votre (1978) e Guy (1981) para a comunidade de fala do Rio de Janeiro; Battisti (2002), Schwindt e Bopp da Silva (2010) e Schwindt, Bopp da Silva e Quadros (2012) com dados de diversos munic&iacute;pios de estados da regi&atilde;o sul do Brasil, e Silva et al. (2012) sobre a variedade falada em Belo Horizonte. Diversos tamb&eacute;m s&atilde;o os estudos que tratam do status fonol&oacute;gico da nasalidade no portugu&ecirc;s. &Agrave; interpreta&ccedil;&atilde;o pioneira de Mattoso C&acirc;mara (1977/1949) dos ditongos nasais constitu&iacute;dos de vogais orais seguidas de arquifonema nasal, soma-se a de Mateus (1975) para o portugu&ecirc;s europeu e seguem-se reinterpreta&ccedil;&otilde;es do car&aacute;ter bissegmental da nasalidade tendo como base a teoria autossegmental (Wetzels,1997), teoria da otimalidade (Battisti,1997) e geometria de tra&ccedil;os (Bisol, 1998). As diversas an&aacute;lises advogam uma representa&ccedil;&atilde;o abstrata de vogal oral seguida de segmento ou tra&ccedil;o nasal, que se superficializa em fun&ccedil;&atilde;o de um processo de atribui&ccedil;&atilde;o de nasalidade &agrave; vogal e sua posterior supress&atilde;o. </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A quest&atilde;o da nasalidade no PB tamb&eacute;m foi tratada por Albano (1999:30-32) tendo como base o modelo da Fonologia Articulat&oacute;ria de Brownman &amp; Goldestein (1992). Nessa abordagem, o gesto articulat&oacute;rio &eacute; a unidade de an&aacute;lise (e representacional). Com base nos dados ac&uacute;sticos de Souza (1994), a autora mostra que a vogal n&atilde;o se nasaliza por completo, mas apresenta uma configura&ccedil;&atilde;o de vogal oral no in&iacute;cio, formantes de vogal oral, e de vogal nasal no final. Os dados tamb&eacute;m mostram que se a vogal &eacute; longa a nasalidade intrusiva ou murm&uacute;rio nasal pode n&atilde;o aparecer, e, se aparece, tem dura&ccedil;&atilde;o inversa &agrave; da vogal. De acordo com a Fonologia Articulat&oacute;ria (ou Gestual), um gesto de abertura v&eacute;lica se inicia ap&oacute;s o gesto voc&aacute;lico, se sobrep&otilde;e a este e termina antes do gesto de abertura. Segundo Albano, a presen&ccedil;a ou n&atilde;o da nasalidade vai depender do grau de sobreposi&ccedil;&atilde;o entre o gesto consonantal seguinte e os gestos voc&aacute;lico e de abertura v&eacute;lica. O grau de sobreposi&ccedil;&atilde;o pode variar em fun&ccedil;&atilde;o do contexto segmental, pros&oacute;dico e pragm&aacute;tico. Assim, a interpreta&ccedil;&atilde;o de Albano captura a gradualidade da nasalidade e o fato de que no in&iacute;cio da implementa&ccedil;&atilde;o fon&eacute;tica a vogal n&atilde;o &eacute; nasal desde o seu in&iacute;cio. Um tratamento estritamente abstrato (ou fonol&oacute;gico) n&atilde;o permitiria capturar essa din&acirc;mica do processo.</p>      <p>&Eacute; objetivo deste estudo discutir a natureza da varia&ccedil;&atilde;o ditongo nasal &aacute;tono e vogal oral no Portugu&ecirc;s Brasileiro a partir de dados de produ&ccedil;&atilde;o espont&acirc;nea de falantes nativos da comunidade de fala da cidade do Rio de Janeiro. A altern&acirc;ncia tem sido tratada nos trabalhos sobre o PB como um caso de processo vari&aacute;vel condicionado por fatores de ordem fonol&oacute;gica e morfol&oacute;gica. Pretende-se, com a introdu&ccedil;&atilde;o do item lexical como um grupo de fatores espec&iacute;fico situar o papel do item lexical de forma independente assim como situar melhor os efeitos do contexto fon&eacute;tico-fonol&oacute;gico e morfol&oacute;gico. O estabelecimento do item lexical como vari&aacute;vel explicativa &eacute; poss&iacute;vel com a utiliza&ccedil;&atilde;o do Programa Rbrul (Johnson, 2009), um instrumental estat&iacute;stico que permite a an&aacute;lise de vari&aacute;veis aninhadas, tamb&eacute;m definidas como <i>random effects</i>. </p>      <p>Outro objetivo &eacute; observar, em dados levantados de amostra de fala mais recente do PB, a afirma&ccedil;&atilde;o de Votre sobre o processo irrevers&iacute;vel de perda da nasalidade. O trabalho pioneiro de Votre (1978) apontou que a ocorr&ecirc;ncia de vogais orais alternando com ditongos nasais, observada na comunidade de fala do Rio de Janeiro, como em <i>&oacute;rf&atilde;o</i> ~ <i>&oacute;rfu</i>, &eacute; um processo de mudan&ccedil;a nos sentido da perda da nasaliza&ccedil;&atilde;o e redu&ccedil;&atilde;o do ditongo que se implementa na l&iacute;ngua desde o portugu&ecirc;s arcaico. Para Votre, a perda da nasal &eacute; uma tend&ecirc;ncia irrevers&iacute;vel. </p>      <p>Os dados deste estudo piloto foram levantados de 12 falantes da Amostra Censo 2000 do Programa de Estudos sobre Uso da L&iacute;ngua (PEUL), sediado na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Os 12 falantes foram selecionados em fun&ccedil;&atilde;o de sua distribui&ccedil;&atilde;o nas vari&aacute;veis de estratifica&ccedil;&atilde;o da amostra. Esses aspectos ser&atilde;o abordados na se&ccedil;&atilde;o 4<sup><a href="#1" name="top1" >[1]</a></sup>.</p>      <p>O estudo se desenvolve dentro dos pressupostos da Sociolingu&iacute;stica Variacionista no que diz respeito ao tipo de dado utilizado e &agrave; an&aacute;lise da varia&ccedil;&atilde;o. A interpreta&ccedil;&atilde;o dos resultados se ancora na perspectiva te&oacute;rica da Fonologia de Uso. Nesta perspectiva, a gram&aacute;tica &eacute; definida como contendo heterogeneidade sistem&aacute;tica. Em outras palavras, a variabilidade observada no uso &eacute; resultante da variabilidade do sistema, conforme definido por Weinreich, Labov e Herzog (1968). Al&eacute;m disso, o modelo confere &agrave; varia&ccedil;&atilde;o sociolingu&iacute;stica um car&aacute;ter representacional (Bybee, 2001, 2010; Pierrehumbert, 2003, 2012; Foulkes e Docherty, 2006; Gomes e Silva, 2004).</p>      <p>Nas se&ccedil;&otilde;es a seguir s&atilde;o apresentados os aspectos te&oacute;ricos envolvidos no estudo da varia&ccedil;&atilde;o e mudan&ccedil;a fonol&oacute;gica e da natureza da altern&acirc;ncia sincr&ocirc;nica, incluindo a perspectiva da Fonologia de Uso, a metodologia de coleta, an&aacute;lise dos dados e discuss&atilde;o dos resultados.</p>      <p><b>2. Quest&otilde;es te&oacute;ricas da mudan&ccedil;a sonora e modelagem da varia&ccedil;&atilde;o sonora</b></p>      <p>O debate em torno da unidade da mudan&ccedil;a sonora, se o segmento ou o item lexical, remonta ao s&eacute;culo XIX e pode ser sumarizada nas posi&ccedil;&otilde;es divergentes de neogram&aacute;ticos e dialetologistas. Neogram&aacute;ticos propuseram um conjunto de princ&iacute;pios que regem a mudan&ccedil;a fon&eacute;tica, definidos a partir do conceito de lei fon&eacute;tica: 1) a mudan&ccedil;a &eacute; regular, isto &eacute;, ocorre sem exce&ccedil;&otilde;es; 2) &eacute; foneticamente gradual, isto &eacute;, se implementa foneticamente de maneira gradual e impercept&iacute;vel, e lexicalmente abrupta, isto &eacute;, afeta todas as palavras do l&eacute;xico que apresentam o contexto de implementa&ccedil;&atilde;o da mudan&ccedil;a; 3) ocorre somente em fun&ccedil;&atilde;o de motiva&ccedil;&otilde;es fon&eacute;tica; 4) n&atilde;o admite exce&ccedil;&atilde;o, e as aparentes exce&ccedil;&otilde;es podem ser explicadas pela analogia e empr&eacute;stimos lingu&iacute;sticos. Ent&atilde;o, a vis&atilde;o neogram&aacute;tica cl&aacute;ssica pode ser sumarizada como sendo uma mudan&ccedil;a de uma determinada classe de sons motivada foneticamente que afeta, ao mesmo tempo, todas as palavras que cont&ecirc;m aquela classe de sons (cf. Bloomfield (1984/1933) sem exce&ccedil;&atilde;o.</p>      <p>J&aacute; para os dialetologistas, a mudan&ccedil;a se propaga tendo como unidade o item lexical (Bloomfield, 1984/1933:328). Os estudos dialetol&oacute;gicos procuravam opor o car&aacute;ter regular das leis fon&eacute;ticas &agrave; irregularidade das diferencia&ccedil;&otilde;es observadas nas variedades dialetais. &Agrave; proposta dos dialetologistas do s&eacute;culo XIX, acrescentam-se, nos anos 60, trabalhos com evid&ecirc;ncias de mudan&ccedil;as que n&atilde;o se enquadram no modelo neogram&aacute;tico. Os novos difusionistas do s&eacute;culo XX defendem que o item lexical &eacute; a unidade da mudan&ccedil;a, e as mudan&ccedil;as sonoras s&atilde;o definidas como foneticamente abruptas e lexicalmente graduais. Wang (1969) e Chen &amp; Wang (1977) apresentaram evid&ecirc;ncias de que exce&ccedil;&otilde;es &agrave; mudan&ccedil;a sonora podem estar relacionadas ao resultado da sobreposi&ccedil;&atilde;o de duas mudan&ccedil;as ao inv&eacute;s da atua&ccedil;&atilde;o da mudan&ccedil;a e da analogia, isto &eacute;, o resultado irregular se deve a uma outra mudan&ccedil;a que atingiu itens que poderiam ter sido atingidos por uma primeira mudan&ccedil;a, mas que n&atilde;o haviam sido atingidos ainda. Tamb&eacute;m apontam que h&aacute; mudan&ccedil;as que n&atilde;o se enquadram no tipo lexicalmente abrupto e foneticamente gradual como &eacute; o caso da cis&atilde;o tonal no Chaouzhou, variedade falada na China, em que homon&iacute;mias se dividiram em duas classes tonais sem motiva&ccedil;&atilde;o fon&eacute;tica ou gramatical. As mudan&ccedil;as resultantes tamb&eacute;m n&atilde;o puderam ser explicadas como casos de analogia. Para Wang (1969), difus&atilde;o lexical diz respeito &agrave; maneira como a mudan&ccedil;a sonora se implementa, ou seja, neste caso, a unidade da mudan&ccedil;a &eacute; o item lexical. A mudan&ccedil;a pode afetar numa primeira fase somente alguns itens enquanto outros permanecem sem ser afetados, havendo, portanto, uma implementa&ccedil;&atilde;o gradual no l&eacute;xico com resultado regular em que todos os itens relevantes s&atilde;o afetados. Mas, por raz&otilde;es como competi&ccedil;&atilde;o de outra mudan&ccedil;a para o mesmo contexto, ou mesmo uma motiva&ccedil;&atilde;o extralingu&iacute;stica, a mudan&ccedil;a pode deixar de operar e n&atilde;o atingir a todos os itens lexicais relevantes.</p>      <p>Labov (1981, 1994) procura resolver a controv&eacute;rsia entre a perspectiva neogram&aacute;tica de mudan&ccedil;a sonora e a dos difusionistas defendendo que &eacute; a natureza da mudan&ccedil;a que determina o tipo, se tendo o segmento ou o item como unidade de mudan&ccedil;a. No entanto, para Labov, a maioria das mudan&ccedil;as seria do tipo neogram&aacute;tico. Segundo Labov, difus&atilde;o lexical n&atilde;o exclui a possibilidade de condicionamento fon&eacute;tico, uma vez que a sele&ccedil;&atilde;o de uma palavra no processo de mudan&ccedil;a pode ter uma motiva&ccedil;&atilde;o fon&eacute;tica. A quest&atilde;o &eacute; que se h&aacute; de fato difus&atilde;o lexical &eacute; porque o condicionamento fon&eacute;tico, ou mesmo de outra natureza estrutural, n&atilde;o &eacute; suficiente para dar conta da mudan&ccedil;a. </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Oliveira (1991) questiona o fato de que os neogram&aacute;ticos conheciam somente o produto da mudan&ccedil;a, isto &eacute;, seu resultado final. Portanto, uma mudan&ccedil;a sonora pode se implementar gradualmente no l&eacute;xico e o resultado afetar todos os itens que satisfazem as condi&ccedil;&otilde;es estruturais da mudan&ccedil;a. Oliveira prop&otilde;e que a mudan&ccedil;a &eacute; lexicalmente gradual e que pode ser motivada foneticamente. Assim, o autor reinterpreta a posi&ccedil;&atilde;o neogram&aacute;tica como a descri&ccedil;&atilde;o do resultado de uma mudan&ccedil;a, e n&atilde;o como a natureza do processo propriamente dito. Para Oliveira, qualquer mudan&ccedil;a sonora se implementa lexicalmente.</p>      <p>Bybee (2002) enquadra a vis&atilde;o dicot&ocirc;mica entre vis&atilde;o neogram&aacute;tica e difusionista em um modelo de gram&aacute;tica que separa l&eacute;xico de gram&aacute;tica. Em contraposi&ccedil;&atilde;o, na perspectiva dos Modelos baseados no Uso, ou especificamente, na Fonologia de Uso (Bybee, 2001; Pierrehumbert, 2003, 2012; Silva e Gomes, 2007), a quest&atilde;o pode ser colocada de maneira que segmento e item n&atilde;o est&atilde;o em oposi&ccedil;&atilde;o, uma vez que, neste modelo, se postula que a gram&aacute;tica &eacute; emergente das representa&ccedil;&otilde;es sonoras das palavras no l&eacute;xico. Essas representa&ccedil;&otilde;es incluem o detalhe fon&eacute;tico, adquirido em fun&ccedil;&atilde;o da experi&ecirc;ncia dos falantes de produzir e ouvir em diversos contextos lingu&iacute;sticos e sociais. </p>      <p>Essa concep&ccedil;&atilde;o de representa&ccedil;&atilde;o da variabilidade e gradualidade fon&eacute;tica observada no sinal da fala &eacute; capturada em um modelo de representa&ccedil;&atilde;o conhecido como Modelo de Exemplares. Esse modelo foi trazido da Psicologia para a Lingu&iacute;stica por Johnson (1997). Nessa proposta, cada categoria &eacute; representada por um conjunto de ocorr&ecirc;ncias, as inst&acirc;ncias de produ&ccedil;&atilde;o e percep&ccedil;&atilde;o. As representa&ccedil;&otilde;es s&atilde;o, portanto, extremamente detalhadas e est&atilde;o organizadas em um mapa cognitivo de maneira que as inst&acirc;ncias semelhantes est&atilde;o pr&oacute;ximas e as diferentes est&atilde;o mais distantes (Pierrehumbert, 2001), e delas emergem representa&ccedil;&otilde;es mais abstratas como categorias fon&eacute;ticas, moldes sil&aacute;bicos, lexicais, rela&ccedil;&otilde;es morfofonol&oacute;gicas (Pierrehumbert, 2003).</p>      <p>Conceber a representa&ccedil;&atilde;o da varia&ccedil;&atilde;o de acordo com o Modelo de Exemplares, segundo Bybee (2002), &eacute; uma forma de capturar a gradualidade da mudan&ccedil;a, uma vez que o falante gradualmente atualiza suas representa&ccedil;&otilde;es, que afetam itens e n&atilde;o somente segmentos. Uma competi&ccedil;&atilde;o de efeitos de diversas ordens, que v&atilde;o da frequ&ecirc;ncia de ocorr&ecirc;ncia do item lexical ao contexto estrutural e social, atuam na propaga&ccedil;&atilde;o da mudan&ccedil;a no l&eacute;xico. Essa modelagem te&oacute;rica captura assim o papel do item e do contexto fon&eacute;tico-fonol&oacute;gico, rompendo com o car&aacute;ter dicot&ocirc;mico do papel do item lexical e do contexto gramatical no condicionamento da mudan&ccedil;a sonora. Ainda, com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; frequ&ecirc;ncia de ocorr&ecirc;ncia do item lexical, j&aacute; apontada por Schuchardt no s&eacute;culo XIX (cf. Bybee, 2001), a hip&oacute;tese &eacute; a de que, como a mudan&ccedil;a na articula&ccedil;&atilde;o se implementa gradualmente na produ&ccedil;&atilde;o, ent&atilde;o quanto mais frequentes forem os itens mais sujeitos estar&atilde;o de serem atingidos pela mudan&ccedil;a.</p>      <p>Para a modelagem te&oacute;rica da varia&ccedil;&atilde;o sonora, a proposi&ccedil;&atilde;o dos Modelos baseados no Uso de tratar a varia&ccedil;&atilde;o de maneira representacional implica na ado&ccedil;&atilde;o da ideia de que as variantes fazem parte do conjunto de representa&ccedil;&otilde;es de um item. Soma-se a isso a proposi&ccedil;&atilde;o da organiza&ccedil;&atilde;o interna do l&eacute;xico em redes de conex&otilde;es lexicais por semelhan&ccedil;a sonora e sem&acirc;ntica entre os itens lexicais. Gomes e Silva (2004) e Foulkes e Docherty (2006) tamb&eacute;m apontam o Modelo de Exemplares como uma proposta interessante para capturar a varia&ccedil;&atilde;o sonora, tal qual proposta por Pierrenumbert (1994, 2003). </p>      <p><b>3. Estudos sobre a altern&acirc;ncia ente ditongos nasais e vogais orais no PB</b></p>      <p>O estudo de Votre (1978), sobre a comunidade de fala do Rio de Janeiro, considerou conjuntamente ditongos nasais t&ocirc;nicos e &aacute;tonos tanto de nomes quanto de formas verbais, e, de acordo com sua an&aacute;lise, a reten&ccedil;&atilde;o da nasaliza&ccedil;&atilde;o &eacute; um processo condicionado por fatores fonol&oacute;gicos e morfol&oacute;gicos. </p>      <p>Guy (1981), al&eacute;m de estabelecer o mesmo envelope da varia&ccedil;&atilde;o de Votre, ditongos finais &aacute;tonos e t&ocirc;nicos, por outro lado, tratou o processo como desnasaliza&ccedil;&atilde;o, defendendo que seria necess&aacute;rio identificar dois processos distintos, um sint&aacute;tico e outro fonol&oacute;gico, concorrendo para a ocorr&ecirc;ncia de formas variantes alternando a realiza&ccedil;&atilde;o do ditongo nasal e vogal oral. De um lado, h&aacute; um processo sint&aacute;tico, uma regra vari&aacute;vel, que pode resultar em formas verbais marcadas e n&atilde;o marcadas quanto &agrave; informa&ccedil;&atilde;o de n&uacute;mero-pessoa, como em <i>Eles comem ~ Eles come</i>, como tamb&eacute;m de formas como <i>Eles fizeram</i> ~ <i>Eles fez</i>. De outro, concorre uma regra vari&aacute;vel fonol&oacute;gica que tamb&eacute;m pode resultar em altern&acirc;ncias de formas verbais com termina&ccedil;&atilde;o desnasalizada e que podem ou n&atilde;o indicar aus&ecirc;ncia de marca morfol&oacute;gica, como, em, respectivamente, <i>Eles come</i> e <i>Eles comeru</i>,outamb&eacute;m afetar nomes, como em <i>homem ~ homi</i>. De acordo com Guy, trata-se de um processo de varia&ccedil;&atilde;o est&aacute;vel condicionado somente por fatores fonol&oacute;gicos. Ambos os estudos foram realizados com falantes n&atilde;o escolarizados da comunidade de fala do Rio de Janeiro, de amostra gravada na d&eacute;cada de 70, com inclus&atilde;o de universit&aacute;rios somente no trabalho de Votre. No entanto, estudos subsequentes a esses trabalhos, nas d&eacute;cadas seguintes, Naro (1981), Scherre e Naro (1997, 1998), forneceram uma descri&ccedil;&atilde;o exaustiva do uso vari&aacute;vel da marca de concord&acirc;ncia verbo-sujeito, em especial na comunidade de fala do Rio de Janeiro, mostrando a competi&ccedil;&atilde;o de fatores de diversas naturezas, identificando a especificidade da altern&acirc;ncia de marca&ccedil;&atilde;o de n&uacute;mero-pessoa no portugu&ecirc;s brasileiro sem o estabelecimento de motiva&ccedil;&atilde;o fon&eacute;tico-fonol&oacute;gica e rela&ccedil;&atilde;o com um processo fonol&oacute;gico de desnasaliza&ccedil;&atilde;o.</p>      <p>Battisti (2002) e Schwindt e Bopp da Silva (2010) mostraram que a s&iacute;laba t&ocirc;nica bloqueia a desnasaliza&ccedil;&atilde;o e trataram da altern&acirc;ncia de vogais orais e ditongos nasais &aacute;tonos considerando tanto as ocorr&ecirc;ncias em nomes quanto em verbos. Battisti (2002), comparando dados de 2 munic&iacute;pios de cada um dos tr&ecirc;s estados da regi&atilde;o sul do Brasil, conclui que h&aacute; diferen&ccedil;a entre as localidades, havendo um percentual mais alto de desnasaliza&ccedil;&atilde;o em Santa Catarina que nos estados do Rio Grande do Sul e Paran&aacute;, e que h&aacute; favorecimento de ocorr&ecirc;ncia de vogal oral quando o contexto anterior &eacute; uma consoante nasal, o contexto seguinte &eacute; uma vogal, a vogal n&uacute;cleo do ditongo &eacute; a vogal <i>e</i> e em nomes terminados em –<i>gem, </i>como <i>viagem</i>, <i>passagem</i>. A autora mostra que a vari&aacute;vel classe de palavra se refere ao comportamento de alguns itens lexicais, em especial nomes terminados em –gem e verbos no pret&eacute;rito perfeito, em que o ditongo nasal n&atilde;o tem status morfol&oacute;gico. Quanto ao contexto seguinte, o efeito da vogal parece configurar um efeito pros&oacute;dico e n&atilde;o segmental, uma vez que em geral nos dados a vogal seguinte correspondia a um contexto &aacute;tono que leva tamb&eacute;m a um efeito de sandhi externo com a elimina&ccedil;&atilde;o do ditongo ou da vogal oral como em for.imbora (<i>foram embora</i>). E em rela&ccedil;&atilde;o ao contexto anterior, a autora menciona que a grande maioria dos dados com consoante nasal precedente ao ditongo s&atilde;o inst&acirc;ncias da palavra <i>homem</i>. </p>      <p>O estudo de Schwindt e Bopp da Silva (2010) compara dados de todas as cidades que comp&otilde;em o banco de dados VARSUL, sobre variedades faladas na regi&atilde;o sul do Brasil, e seus resultados corroboram os achados de Battisti para condicionamento estrutural. O VARSUL compreende amostras de fala espont&acirc;nea representativas de tr&ecirc;s estados da regi&atilde;o Sul do Brasil (Paran&aacute;, Santa Catarina e Rio Grande do Sul). Em cada estado h&aacute; amostras de quatro cidades, cada uma composta por um conjunto de 24 falantes estratificados em fun&ccedil;&atilde;o de sexo, escolaridade e idade. O Projeto Censo/PEUL serviu de modelo para a constitui&ccedil;&atilde;o dessas amostras (Collischonn e Monaretto, 2012). Em estudo mais recente, Schwindt, Bopp da Silva e Quadros (2012) procuram aprofundar a quest&atilde;o do condicionamento morfol&oacute;gico atrav&eacute;s do estabelecimento de uma vari&aacute;vel que contempla diferentes itens lexicais em categorias como nomes terminados com –gem morfol&oacute;gico (ex. reportagem), nomes terminados em –gem na raiz (origem), nomes (homem) e diferentes tipos de verbos definidos em fun&ccedil;&atilde;o do tempo e do modo. Nesse estudo, os resultados corroboram os anteriores indicando um grande favorecimento de ocorr&ecirc;ncia da vogal oral em nomes terminados em –gem, </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os estudos realizados com os dados do VARSUL revelam um forte efeito de item lexical. No entanto, o desenho metodol&oacute;gico da an&aacute;lise estat&iacute;stica oblitera o efeito do item uma vez que este sempre &eacute; analisado em fun&ccedil;&atilde;o de algum tipo de categoria, como, por exemplo, “nomes terminados em –gem morfol&oacute;gico”, “nomes terminados em –gem parte da raiz” ou “tempo verbal”, e nunca individualmente. </p>      <p>Mais recentemente, Silva et al. (2012) revisitaram a altern&acirc;ncia de ditongos nasais finais &aacute;tonos para as formas verbais a partir da perspectiva dos Modelos baseados no Uso em dados da comunidade de fala de Belo Horizonte. Segundo os autores, as realiza&ccedil;&otilde;es com ditongos nasais e vogais orais das formas verbais (<i>falam</i> ~ <i>fala</i>, <i>cantavam</i> ~ <i>cantava</i>, <i>falaram</i> ~ <i>falaru</i>) s&atilde;o parte de uma mesma categoria, isto &eacute;, est&atilde;o representadas no l&eacute;xico. A altern&acirc;ncia estaria relacionada a uma reorganiza&ccedil;&atilde;o de rotinas motoras associadas &agrave;s variantes. O estudo detectou a import&acirc;ncia da frequ&ecirc;ncia de ocorr&ecirc;ncia do item lexical, no caso, da forma verbal, no gerenciamento da altern&acirc;ncia, em que verbos mais frequentes tendem a ocorrer com a vogal oral. </p>      <p>Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; altern&acirc;ncia observada sincronicamente no PB de formas verbais de 3&ordf; pessoa plural que ocorrem com o ditongo nasal final &aacute;tono alternando com a vogal oral, Oliveira (1983) procura explicar a varia&ccedil;&atilde;o sincr&ocirc;nica como sendo resultado de um res&iacute;duo hist&oacute;rico. Para Oliveira a varia&ccedil;&atilde;o sincr&ocirc;nica &eacute; resultante de diferentes processos de mudan&ccedil;a que ocorreram no portugu&ecirc;s arcaico e que geraram na l&iacute;ngua as formas alternantes sincr&ocirc;nicas. Segundo o autor, textos do portugu&ecirc;s antigo registram as seguintes vogais nasais &aacute;tonas finais, -&otilde;, -&atilde; e -? resultantes da evolu&ccedil;&atilde;o, respectivamente, de –unt, -(b)ant e –ent. Essas vogais teriam sofrido um processo de desnasaliza&ccedil;&atilde;o, gerando a altern&acirc;ncia vogal oral ~ vogal nasalizada. Em um momento posterior as formas nasais simples das vogais <i>e</i> e <i>a</i> teriam se ditongado, respectivamente em –?y e –&atilde;o, resultando na altern&acirc;ncia com as vogais correspondentes orais que j&aacute; alternavam com as vogais nasalizadas e, assim, as altern&acirc;ncias verificadas sincronicamente seriam res&iacute;duos hist&oacute;ricos, isto &eacute;, um caso de varia&ccedil;&atilde;o presente na l&iacute;ngua h&aacute; muito s&eacute;culos, cujas variantes s&atilde;o o resultado de diferentes processos de mudan&ccedil;a muito anteriores &agrave; varia&ccedil;&atilde;o observada no Portugu&ecirc;s Brasileiro contempor&acirc;neo. Dentro dessa hip&oacute;tese, ainda, a forma –&atilde;o de 3&ordf; pessoa do presente do indicativo seria resultante de uma analogia com as formas de 3&ordf; pessoa do perfeito e imperfeito do indicativo. Assim, para Oliveira, essa hip&oacute;tese tem a vantagem de explicar porque, do ponto de vista sincr&ocirc;nico, o ditongo nasal &aacute;tono final –&atilde;o ora alterna com –a, como em <i>eles falam</i> ~ <i>eles fala</i>, ora com –u em <i>eles responderam</i> ~ <i>eles responderu</i>, sem atribuir a uma regra ou processo fonol&oacute;gico sincr&ocirc;nico que resulta em diferentes outputs, pois ora [-&atilde;w] est&aacute; em altern&acirc;ncia com [-a], como em <i>Eles falam</i> ~ <i>Eles fala</i>, ora com [-u] com em <i>responderam</i> <i>~ responderu</i>.</p>      <p>Os estudos sincr&ocirc;nicos do portugu&ecirc;s, de um lado, apontam para a import&acirc;ncia do item lexical, mesmo que indiretamente atrav&eacute;s de categorias morfol&oacute;gicas, ao passo que a interpreta&ccedil;&atilde;o diacr&ocirc;nica de Oliveira aponta para a possibilidade de as variantes sincr&ocirc;nicas serem resultantes de processos de mudan&ccedil;as diferentes atuando em momentos diferentes da l&iacute;ngua. </p>      <p><b>4. Envelope da varia&ccedil;&atilde;o, objetivos e metodologia</b></p>      <p>Na variedade do Rio de Janeiro, o ditongo nasal final &aacute;tono alterna com vogal nasalizada e vogal oral, especialmente nos casos em que o ditongo faz parte da marca morfol&oacute;gica de n&uacute;mero e pessoa, como em <i>fizeram</i> ~ <i>fizerum</i> ~ <i>fizeru</i>. Na an&aacute;lise aqui apresentada, a varia&ccedil;&atilde;o foi tratada como bin&aacute;ria opondo as realiza&ccedil;&otilde;es nasais &agrave; variante vogal oral. A vogal oral &aacute;tona na variedade de fala do Rio de Janeiro tem realiza&ccedil;&atilde;o reduzida, podendo tamb&eacute;m ser ensurdecida.</p>      <p>Diferentemente dos trabalhos mencionados na se&ccedil;&atilde;o anterior, n&atilde;o foram considerados em conjunto os casos em que a variante vogal oral tamb&eacute;m corresponde &agrave; aus&ecirc;ncia de marca de concord&acirc;ncia entre verbo e sujeito. Ent&atilde;o, altern&acirc;ncias do tipo <i>Eles cantam</i> ~ <i>Eles canta</i> ou <i>Eles mudam</i> ~ <i>Eles muda</i> n&atilde;o foram computadas como dados para este estudo, isto &eacute;, tanto a realiza&ccedil;&atilde;o com a marca quanto a n&atilde;o-marcada n&atilde;o foram inclu&iacute;das no <i>corpus</i> levantado, uma vez que, conforme j&aacute; atestado nos trabalhos sobre concord&acirc;ncia verbal vari&aacute;vel sobre o PB e mencionado na se&ccedil;&atilde;o anterior, h&aacute; efeitos de outra natureza atuando, e que n&atilde;o podem ser estendidos aos nomes, o que implicaria na aus&ecirc;ncia de ortogonalidade dos grupos de fatores e a consequente impossibilidade de avaliar outras motiva&ccedil;&otilde;es que competem na realiza&ccedil;&atilde;o vari&aacute;vel da concord&acirc;ncia verbal de terceira pessoal do plural no PB. </p>      <p>Foram ent&atilde;o inclu&iacute;dos todos os casos de ocorr&ecirc;ncia de qualquer uma das tr&ecirc;s variantes de nomes, como em <i>home</i>m, <i>jardinagem, &oacute;rf&atilde;o</i>, e de formas verbais cuja altern&acirc;ncia na realiza&ccedil;&atilde;o da s&iacute;laba &aacute;tona final nasal com vogal oral n&atilde;o implica aus&ecirc;ncia de marca morfol&oacute;gica de concord&acirc;ncia, como <i>estiveram </i>~ <i>estiveru</i>, <i>cantarem ~ cantari</i>. No entanto, foram encontrados somente casos de pret&eacute;rito perfeito na amostra pesquisada, j&aacute; que n&atilde;o houve ocorr&ecirc;ncia de formas de subjuntivo que se enquadram no crit&eacute;rio de inclus&atilde;o. A checagem das transcri&ccedil;&otilde;es foi feita por duas auxiliares de pesquisa, alunas da gradua&ccedil;&atilde;o dos cursos de Letras da UFRJ. Os casos duvidosos foram exclu&iacute;dos do corpus e constitu&iacute;ram menos de 1% do total. Foi obtido um total de 322 dados que correspondem a ocorr&ecirc;ncias de ditongo nasal, vogal nasal e vogal oral.</p>      <p>Conforme mencionado na Introdu&ccedil;&atilde;o, o objetivo principal foi o de verificar em uma amostra mais recente a afirma&ccedil;&atilde;o de Votre (1978) relativa &agrave; implementa&ccedil;&atilde;o de um processo de desnasaliza&ccedil;&atilde;o de ditongos no Portugu&ecirc;s Brasileiro, uma vez que houve diferen&ccedil;a de interpreta&ccedil;&atilde;o nos trabalhos de Votre e de Guy, respectivamente, se mudan&ccedil;a em progresso ou varia&ccedil;&atilde;o est&aacute;vel. O outro objetivo &eacute; o de discutir a natureza dos condicionamentos da varia&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s da observa&ccedil;&atilde;o tanto de vari&aacute;veis estruturais, como o contexto fon&eacute;tico-fonol&oacute;gico, quanto o papel do item lexical em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s tend&ecirc;ncias de realiza&ccedil;&atilde;o das variantes. Conforme j&aacute; mencionado, essa &eacute; uma quest&atilde;o central para o estudo de varia&ccedil;&atilde;o e mudan&ccedil;a sonora, cujos resultados podem fornecer subs&iacute;dios para a discuss&atilde;o n&atilde;o s&oacute; da natureza da mudan&ccedil;a, mas tamb&eacute;m para a discuss&atilde;o em torno da modelagem da gram&aacute;tica. </p>      <p>Os dados foram coletados da Amostra Censo 2000. Trata-se de uma amostra aleat&oacute;ria da comunidade de fala da cidade do Rio de Janeiro, constitu&iacute;da no ano 2000, estabelecida dentro do modelo laboviano de coleta de fala espont&acirc;nea e de estratifica&ccedil;&atilde;o dos indiv&iacute;duos, composta por 32 falantes distribu&iacute;dos em fun&ccedil;&atilde;o de escolaridade, sexo e faixa et&aacute;ria. Essa amostra segue essa estratifica&ccedil;&atilde;o por ter sido concebida com o objetivo de permitir o estudo de processos de mudan&ccedil;a lingu&iacute;stica em tempo real, comparando duas amostras de fala de uma mesma comunidade em dois momentos diferentes no tempo, e, por isso, mant&eacute;m a mesma estratifica&ccedil;&atilde;o da Amostra Censo 1980 PEUL/UFRJ, organizada vinte anos antes. A estratifica&ccedil;&atilde;o por faixa et&aacute;ria leva em conta quatro n&iacute;veis: 7 a 14 anos, 15 a 25 anos, 26 a 49, e 50 anos ou mais. Foram considerados 3 n&iacute;veis de escolaridade, que correspondem ao ensino fundamental e ensino m&eacute;dio, divididos em 3 grupos: de 1 a 4 anos, de 5 a 8 anos, e de 9 a 11 anos. Os oito primeiros anos correspondem ao ensino fundamental e os tr&ecirc;s &uacute;ltimos anos ao ensino m&eacute;dio, n&iacute;vel requerido para o ingresso no ensino universit&aacute;rio. Uma subamostra de 12 indiv&iacute;duos foi definida para este estudo. Os indiv&iacute;duos foram escolhidos aleatoriamente dentre os 32 indiv&iacute;duos da amostra de maneira que fossem distribu&iacute;dos em fun&ccedil;&atilde;o das faixas et&aacute;rias, dos n&iacute;veis de escolaridade e sexo. N&atilde;o foi possivel uma boa distribui&ccedil;&atilde;o entre homens e mulheres.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os 12 indiv&iacute;duos que compuseram a amostra para esse estudo est&atilde;o distribu&iacute;dos da seguinte maneira: </p>      <p>&nbsp;</p> <a name="t1">     <p>Tabela 1. Distribui&ccedil;&atilde;o dos indiv&iacute;duos pelas vari&aacute;veis sociais estudadas</p>  <table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0" >  <tbody> <tr> <td>    <p><b>Escolaridade</b></p></td> <td>    <p><b>1 a 4 anos</b></p></td> <td>    <p><b>5 a 8 anos</b></p></td> <td>    <p><b>9 a 11 anos</b></p></td> <td>    <p><b>Total</b></p></td> </tr>  <tr> <td>    <p><b>Sexo</b></p></td> <td>    <p><b>Homem &nbsp;&nbsp;&nbsp; Mulher</b></p></td> <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Homem &nbsp;&nbsp;&nbsp; Mulher</b></p></td> <td>    <p><b>Homem &nbsp;&nbsp;&nbsp; Mulher</b></p></td> <td> </td> </tr>  <tr> <td>    <p><b>Idade</b></p></td> <td> </td> <td> </td> <td> </td> <td> </td> </tr>  <tr> <td>    <p><b>15 – 25</b></p></td> <td>    <p>– &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; 1</p></td> <td>    <p>2 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; –</p></td> <td>    <p>1 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; –</p></td> <td>    <p>4</p></td> </tr>  <tr> <td>    <p><b>26 – 49</b></p></td> <td>    <p>1 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; 1</p></td> <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>– &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; –</p></td> <td>    <p>1 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; 1</p></td> <td>    <p>4</p></td> </tr>  <tr> <td>    <p><b>50 ou mais</b></p></td> <td>    <p>1 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; – </p></td> <td>    <p>1 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; 1</p></td> <td>    <p>– &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; 1</p></td> <td>    <p>4</p></td> </tr>  <tr> <td>    <p><b>Total</b></p></td> <td>    <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; 4 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p></td> <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; 4 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p></td> <td>    <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; 4 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p></td> <td>    <p>12</p></td> </tr>  </tbody> </table>     <p>&nbsp;</p>      <p>Os dados foram submetidos &agrave; an&aacute;lise estat&iacute;stica do programa Rbrul (Johnson, 2009). O Rbrul &eacute; um programa elaborado com a finalidade de executar as mesmas tarefas que o Goldvarb, mas permite tamb&eacute;m considerar o papel do item lexical como uma vari&aacute;vel de an&aacute;lise, uma vez que o programa inclui a an&aacute;lise de vari&aacute;veis aninhadas (<i>random effect</i>), isto &eacute;, efeito de vari&aacute;veis cujos elementos t&ecirc;m propriedades avaliadas por outras vari&aacute;veis independentes (item lexical e tamanho do item, por exemplo). Al&eacute;m disso, a inclus&atilde;o de elementos ou fatores de vari&aacute;veis desta natureza n&atilde;o acrescenta informa&ccedil;&atilde;o ao modelo. </p>      <p><b>5. Resultados</b></p>      <p>Os dados foram submetidos &agrave; an&aacute;lise de regress&atilde;o log&iacute;stica pelo programa Rbrul com o objetivo de avaliar a signific&acirc;ncia estat&iacute;stica das distribui&ccedil;&otilde;es observadas para as vari&aacute;veis independentes <i>contexto seguinte</i>, <i>vogal n&uacute;cleo do ditongo</i>, <i>dist&acirc;ncia da s&iacute;laba t&ocirc;nica seguinte</i>, <i>tamanho do item lexical</i>, <i>status morfol&oacute;gico</i> e para as vari&aacute;veis aleat&oacute;rias <i>item lexical</i> e <i>indiv&iacute;duo </i>(<i>random effect</i>). O referido programa tamb&eacute;m seleciona as vari&aacute;veis relevantes no condicionamento da varia&ccedil;&atilde;o. As vari&aacute;veis sociais consideradas foram as relativas &agrave; estratifica&ccedil;&atilde;o da amostra: sexo, faixa et&aacute;ria e escolaridade. Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; vari&aacute;vel <i>status morfol&oacute;gico</i>, devido ao envelope da varia&ccedil;&atilde;o adotado, nenhuma das variantes tem status de marcador morfol&oacute;gico. Aqui foi considerado que no caso de ocorr&ecirc;ncias de pret&eacute;rito perfeito como <i>falaram</i> ~ <i>falaru</i>, a altern&acirc;ncia &eacute; parte de um morfema, embora sua aus&ecirc;ncia n&atilde;o tenha consequ&ecirc;ncias para a informa&ccedil;&atilde;o de n&uacute;mero-pessoa. Essa vari&aacute;vel tem respaldo no estudo de Guy &amp; Boyd (1990) sobre a aus&ecirc;ncia de –t e –d em ingl&ecirc;s (t/d deletion), em que se estabeleceu a vari&aacute;vel status morfol&oacute;gico com uma categoria intermedi&aacute;ria entre haver ou n&atilde;o status morfol&oacute;gico para essas consoantes, como em, respectivamente, <i>plant</i> (planta), em que a consoante &eacute; parte da raiz, e <i>worked</i>, em que a consoante indica forma de passado de <i>work</i>, trabalhar. A categoria intermedi&aacute;ria correspondente &agrave; classe dos verbos irregulares, como <i>slept</i> (forma de passado de <i>sleep</i>, dormir) e <i>left </i>(forma de passado de <i>leave</i>, deixar, sair), em que –t e –d n&atilde;o s&atilde;o exatamente um morfema mas fazem parte de uma forma com informa&ccedil;&atilde;o de passado. </p>      <p>O valor de aplica&ccedil;&atilde;o foi a realiza&ccedil;&atilde;o da variante vogal oral. Foram registradas 143 ocorr&ecirc;ncias de vogal oral em um total de 322 dados, correspondendo a 45% dos dados.</p>      <p>Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s vari&aacute;veis testadas, o programa selecionou a vari&aacute;vel aleat&oacute;ria item lexical, e as vari&aacute;veis independentes, na seguinte ordem, escolaridade (p.=0.00103), idade (p=0.00345) e dist&acirc;ncia da s&iacute;laba t&ocirc;nica seguinte (p=0.0354). Os resultados das vari&aacute;veis independentes est&atilde;o apresentados na <a href="#t2">Tabela 2</a> a seguir.</p>      <p>&nbsp;</p> <a name="t2">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Tabela 2. Vari&aacute;veis selecionadas no condicionamento da vogal oral</p>  <table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0" >  <tbody> <tr> <td>    <p><b>Vari&aacute;veis</b></p></td> <td>    <p><b>Aplica&ccedil;&atilde;o/N</b></p></td> <td>    <p><b>%</b></p></td> <td>    <p><b>Peso Relativo</b></p></td> </tr>  <tr> <td>    <p><b>Escolaridade</b></p></td> <td> </td> <td> </td> <td> </td> </tr>  <tr> <td>    <p>1 a 4 anos (Ensino Fundamental I)</p></td> <td>    <p>77/132</p></td> <td>    <p>58</p></td> <td>    <p>0,720</p></td> </tr>  <tr> <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>5 a 8 anos (Ensino Fundamental II)</p></td> <td>    <p>43/87</p></td> <td>    <p>50</p></td> <td>    <p>0,620</p></td> </tr>  <tr> <td>    <p>9 a 11 anos (Ensino M&eacute;dio)</p></td> <td>    <p>27/103</p></td> <td>    <p>26</p></td> <td>    <p>0,163</p></td> </tr>  <tr> <td>    <p><b>Idade</b></p></td> <td> </td> <td> </td> <td> </td> </tr>  <tr> <td>    <p>15 a 25 anos</p></td> <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>56/129</p></td> <td>    <p>43</p></td> <td>    <p>0,336</p></td> </tr>  <tr> <td>    <p>26 a 49 anos</p></td> <td>    <p>39/71</p></td> <td>    <p>54</p></td> <td>    <p>0,789</p></td> </tr>  <tr> <td>    <p>50 anos ou mais</p></td> <td>    <p>52/122</p></td> <td>    <p>42</p></td> <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>0,491</p></td> </tr>  <tr> <td>    <p><b>Vari&aacute;veis</b></p></td> <td>    <p><b>Aplica&ccedil;&atilde;o/N</b></p></td> <td>    <p><b>%</b></p></td> <td>    <p><b>Peso Relativo</b></p></td> </tr>  <tr> <td>    <p><b>Dist&agrave;ncia da s&iacute;laba t&ocirc;nica seguinte</b></p></td> <td> </td> <td> </td> <td> </td> </tr>  <tr> <td>    <p>s&iacute;laba seguinte t&ocirc;nica</p></td> <td>    <p>17/35</p></td> <td>    <p>36</p></td> <td>    <p>0,191</p></td> </tr>  <tr> <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>dist&agrave;ncia de 1 s&iacute;laba</p></td> <td>    <p>57/137</p></td> <td>    <p>40</p></td> <td>    <p>0,497</p></td> </tr>  <tr> <td>    <p>dist&acirc;ncia de 2 s&iacute;labas</p></td> <td>    <p>40/88</p></td> <td>    <p>47</p></td> <td>    <p>0,666</p></td> </tr>  <tr> <td>    <p>dist&acirc;ncia de 3 s&iacute;labas ou mais</p></td> <td>    <p>33/62</p></td> <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>55</p></td> <td>    <p>0,683</p></td> </tr>  <tr> <td>    <p><b>Total</b></p></td> <td>    <p>143/322</p></td> <td>    <p>45</p></td> <td> </td> </tr>  </tbody> </table>     <p>&nbsp;</p>      <p>Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s vari&aacute;veis sociais, os resultados indicam que h&aacute; uma tend&ecirc;ncia de ocorr&ecirc;ncia da variante oral entre falantes de escolaridade mais baixa. J&aacute; os resultados para faixa et&aacute;ria n&atilde;o s&atilde;o indicativos de mudan&ccedil;a em progresso, mas sim de varia&ccedil;&atilde;o est&aacute;vel, j&aacute; que n&atilde;o h&aacute; diferen&ccedil;a entre os mais velhos e o mais novos dessa escala na realiza&ccedil;&atilde;o da variante oral. </p>      <p>O efeito da dist&acirc;ncia da s&iacute;laba seguinte indica um condicionamento que envolve uma posi&ccedil;&atilde;o de um constituinte sil&aacute;bico em posi&ccedil;&atilde;o pros&oacute;dica fraca acentuada pela maior dist&acirc;ncia da s&iacute;laba t&ocirc;nica do voc&aacute;bulo seguinte. Conforme pode ser obsevado na <a href="#t2">Tabela 2</a> quanto maior a dist&acirc;ncia maior a probabilidade de ocorr&ecirc;ncia da variante oral. Essa vari&aacute;vel foi avaliada em Votre (1978) e os resultados obtidos neste trabalho replicam os obtidos em seu trabalho.</p>      <p>Com o objetivo de avaliar melhor o papel do item lexical, vari&aacute;vel selecionada na primeira rodada no Rbrul, foi realizada outra rodada no Rbrul com as mesmas vari&aacute;veis da primeira, contendo somente os itens que tiveram acima de tr&ecirc;s ocorr&ecirc;ncias no corpus levantado. Esse procedimento foi adotado uma vez que, se h&aacute; somente duas ocorr&ecirc;ncias ou uma do item, n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel avaliar tend&ecirc;ncia das duas variantes em quest&atilde;o. Novamente as mesmas vari&aacute;veis foram selecionadas. A <a href="#t3">Tabela 3</a> abaixo apresenta a lista dos itens que tiveram mais de tr&ecirc;s ocorr&ecirc;ncias no corpus com os respectivos percentuais e pesos relativos. Para facilitar a visualiza&ccedil;&atilde;o os itens foram agrupados nas duas categorias de nome e verbo. </p>      <p>&nbsp;</p> <a name="t3">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Tabela 3. Distribui&ccedil;&atilde;o das ocorr&ecirc;ncias de vogal oral por item lexical</p>  <table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0" >  <tbody> <tr> <td>    <p><b>Item Lexical</b></p></td> <td>    <p><b>Frequ&ecirc;ncia</b></p></td> <td>    <p><b>%</b></p></td> <td>    <p><b>Peso Relativo</b></p></td> </tr>  <tr> <td>    <p>Passagem</p></td> <td>    <p>8</p></td> <td>    <p>87</p></td> <td>    <p>0,872</p></td> </tr>  <tr> <td>    <p>Homem</p></td> <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>68</p></td> <td>    <p>73</p></td> <td>    <p>0,862</p></td> </tr>  <tr> <td>    <p>Viagem</p></td> <td>    <p>3</p></td> <td>    <p>33</p></td> <td>    <p>0,645</p></td> </tr>  <tr> <td>    <p>Jovem</p></td> <td>    <p>25</p></td> <td>    <p>12</p></td> <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>0,178</p></td> </tr>  <tr> <td>    <p>Ontem</p></td> <td>    <p>14</p></td> <td>    <p>7</p></td> <td>    <p>0,257</p></td> </tr>  <tr> <td>    <p>Jovens</p></td> <td>    <p>3</p></td> <td>    <p>0</p></td> <td>    <p>–</p></td> </tr>  <tr> <td>    <p>Jardinagem</p></td> <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>6</p></td> <td>    <p>0</p></td> <td>    <p>–</p></td> </tr>  <tr> <td>    <p>Compraram</p></td> <td>    <p>3</p></td> <td>    <p>100</p></td> <td>    <p>0,865</p></td> </tr>  <tr> <td>    <p>Falaram</p></td> <td>    <p>5</p></td> <td>    <p>100</p></td> <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>0,845</p></td> </tr>  <tr> <td>    <p>Fizeram</p></td> <td>    <p>9</p></td> <td>    <p>67</p></td> <td>    <p>0.674</p></td> </tr>  <tr> <td>    <p>Deram</p></td> <td>    <p>4</p></td> <td>    <p>75</p></td> <td>    <p>0,663</p></td> </tr>  <tr> <td>    <p>Conheceram</p></td> <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>4</p></td> <td>    <p>50</p></td> <td>    <p>0,585</p></td> </tr>  <tr> <td>    <p>Pegaram</p></td> <td>    <p>5</p></td> <td>    <p>60</p></td> <td>    <p>0,543</p></td> </tr>  <tr> <td>    <p>Tentaram</p></td> <td>    <p>4</p></td> <td>    <p>50</p></td> <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>0,482</p></td> </tr>  <tr> <td>    <p>Come&ccedil;aram</p></td> <td>    <p>19</p></td> <td>    <p>36</p></td> <td>    <p>0,472</p></td> </tr>  <tr> <td>    <p>Tiveram</p></td> <td>    <p>4</p></td> <td>    <p>0</p></td> <td>    <p>0,401</p></td> </tr>  <tr> <td>    <p>Vieram</p></td> <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>4</p></td> <td>    <p>25</p></td> <td>    <p>0,391</p></td> </tr>  <tr> <td>    <p>Deixaram</p></td> <td>    <p>4</p></td> <td>    <p>50</p></td> <td>    <p>0,388</p></td> </tr>  <tr> <td>    <p>Ficaram</p></td> <td>    <p>5</p></td> <td>    <p>20</p></td> <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>0,363</p></td> </tr>  <tr> <td>    <p>levaram </p></td> <td>    <p>11</p></td> <td>    <p>36</p></td> <td>    <p>0,329</p></td> </tr>  <tr> <td>    <p>Botaram</p></td> <td>    <p>8</p></td> <td>    <p>25</p></td> <td>    <p>0,286</p></td> </tr>  <tr> <td>    <p>Apertaram</p></td> <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>3</p></td> <td>    <p>0</p></td> <td>    <p>0,223</p></td> </tr>  <tr> <td>    <p>Foram</p></td> <td>    <p>16</p></td> <td>    <p>6</p></td> <td>    <p>0,207</p></td> </tr>  <tr> <td>    <p><b>Total</b></p></td> <td> </td> <td> </td> <td> </td> </tr>  </tbody> </table>     <p>&nbsp;</p>      <p>Por se tratar de dados obtidos em amostra de fala espont&acirc;nea, &eacute; esperado que alguns itens ocorram com mais frequ&ecirc;ncia que outros. Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; varia&ccedil;&atilde;o, observa-se que alguns itens s&atilde;o mais propensos a ocorrer com a vogal oral, enquanto outros tendem a ocorrer com o ditongo nasal. A frequ&ecirc;ncia dos itens no corpus n&atilde;o pode ser tomada como par&acirc;metro para a avalia&ccedil;&atilde;o do efeito de frequ&ecirc;ncia, uma vez que se trata de um corpus coletado de 12 falantes. Foi ent&atilde;o verificada a frequ&ecirc;ncia de ocorr&ecirc;ncia de alguns dos itens da <a href="#t3">Tabela 3</a> no corpus de fala do corpus LAEL/PUC-SP (<a href="http://corpusbrasileiro.pucsp.br/" target="_blank">http://corpusbrasileiro.pucsp.br</a>). Foram obtidos os seguintes valores: <i>homem</i>, 17.758 ocorr&ecirc;ncias<i>; jovens</i>, 8.519; <i>jovem</i>, 3.040; jardinagem, 19 ocorr&ecirc;ncias. A distribui&ccedil;&atilde;o de alguns dos verbos quanto &agrave; frequ&ecirc;ncia de ocorr&ecirc;ncia foi a seguinte: <i>fizeram</i>, 5.875; <i>falaram</i>, 467; <i>deram</i>, 2.324; <i>botaram</i>, 58 e <i>foram,</i> 58. O ideal seria fazer a contagem de frequ&ecirc;ncia na Amostra Censo, mas esta n&atilde;o apresenta as condi&ccedil;&otilde;es t&eacute;cnicas para este tipo de contagem. As frequ&ecirc;ncias obtidas foram tomadas como indicativas para a presente an&aacute;lise.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Observa-se na <a href="#t3">Tabela 3</a> que o item <i>homem</i>, o item mais frequente no corpus LAEL/PUC e no corpus estudado, foi majoritariamente produzido com a vogal final oral, e os itens <i>jardinagem</i>, <i>jovem</i> e <i>jovens</i> tenderam a ocorrer com o ditongo nasal. Entre as formas verbais, somente <i>compraram,</i> <i>falaram, fizeram</i> e <i>deram </i>tenderam &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o com vogal oral. A princ&iacute;pio n&atilde;o parece haver uma rela&ccedil;&atilde;o muito n&iacute;tida entre frequ&ecirc;ncia do item e tend&ecirc;ncia &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o da vogal oral, uma vez que que a frequ&ecirc;ncia de ocorr&ecirc;ncia de <i>homem</i> e <i>jovens</i> &eacute; mais pr&oacute;xima do que, por exemplo, <i>jardinagem</i>, um item de baix&iacute;ssima frequ&ecirc;ncia, e o comportamento dos dois primeiros itens &eacute; diferente. Essa distribui&ccedil;&atilde;o, tomada apenas como indicativa, remete ao fato de que diversos aspectos do uso, al&eacute;m da frequ&ecirc;ncia, podem concorrer para que um item lexical esteja mais prop&iacute;cio a ser afetado por uma mudan&ccedil;a sonora. A hip&oacute;tese de Bybee, apresentada na se&ccedil;&atilde;o 2, &eacute; a de que itens mais frequentes sejam mais atingidos que os itens menos frequentes. </p>      <p>Comparando-se o comportamento dos itens terminados em –gem da <a href="#t3">Tabela 3</a>, observa-se que estes t&ecirc;m comportamentos distintos, com <i>passagem </i>favorecendo a variante oral e se diferenciando de <i>viagem</i> e <i>jardinagem</i>, portanto, n&atilde;o evidenciando um comportamento uniforme de uma categoria. &Eacute; poss&iacute;vel que o resultado obtido para esses nomes nos trabalhos de Battisti e Schwindt e Bopp da Silva, anteriormente mencionados, seja devido ao comportamento de alguns itens espec&iacute;ficos com essa caracter&iacute;stica. </p>      <p>Outro aspecto importante diz respeito &agrave; varia&ccedil;&atilde;o dos itens nos indiv&iacute;duos em que o item ocorreu. A <a href="#t4">Tabela 4</a> a seguir apresenta as ocorr&ecirc;ncias da palavra <i>homem </i>por indiv&iacute;duo. Observa-se um comportamento diferenciado por indiv&iacute;duo. Para alguns a variante oral &eacute; a variante predominante (ou a &uacute;nica realizada) e em outros a variante ditongo nasal tem o mesmo tipo de ocorr&ecirc;ncia. Considerando que a entrevista sociolingu&iacute;stica &eacute; um recorte das possibilidades de produ&ccedil;&atilde;o do falante em um espectro estil&iacute;stico amplo, o comportamento categ&oacute;rico ou semi-categ&oacute;rico observado em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s duas variantes pode ser tomado como indicativo de uma forte tend&ecirc;ncia para a realiza&ccedil;&atilde;o de uma das duas variantes para o falante.</p>      <p>&nbsp;</p> <a name="t4">     <p>Tabela 4. Ocorr&ecirc;ncia da vogal no total de realiza&ccedil;&otilde;es da palavra <i>homem</i> por indiv&iacute;duo</p>  <table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0" >  <tbody> <tr> <td>    <p><b>Indiv&iacute;duo</b></p></td> <td>    <p><b>Apl/Total</b></p></td> </tr>  <tr> <td>    <p>M.</p></td> <td>    <p>2/7</p></td> </tr>  <tr> <td>    <p>Mu</p></td> <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>1/ 4</p></td> </tr>  <tr> <td>    <p>Fl</p></td> <td>    <p>2/4</p></td> </tr>  <tr> <td>    <p>Pat</p></td> <td>    <p>11/11</p></td> </tr>  <tr> <td>    <p>And</p></td> <td>    <p>9/13</p></td> </tr>  <tr> <td>    <p>Ra</p></td> <td>    <p>15/16</p></td> </tr>  <tr> <td>    <p>Adr</p></td> <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>9/13</p></td> </tr>  <tr> <td>    <p><b>Total</b></p></td> <td>    <p><b>49 /68</b></p></td> </tr>  </tbody> </table>     <p>&nbsp;</p>      <p>Do ponto de vista de uma interpreta&ccedil;&atilde;o baseada na Fonologia de Uso, considerando a representa&ccedil;&atilde;o em exemplares, todas as inst&acirc;ncias de realiza&ccedil;&atilde;o das duas variantes, que fazem parte da experi&ecirc;ncia do falante em ouvir e produzir esses itens, est&atilde;o dispon&iacute;veis como parte da representa&ccedil;&atilde;o detalhada desses itens. A tend&ecirc;ncia majorit&aacute;ria de produ&ccedil;&atilde;o do item com a variante oral pode ser indicativa de uma representa&ccedil;&atilde;o central com a vogal oral.</p>      <p>Conforme mencionado anteriormente, o resultado para a distribui&ccedil;&atilde;o por faixa et&aacute;ria &eacute; indicativo de varia&ccedil;&atilde;o est&aacute;vel. No entanto, o comportamento observado para alguns itens lexicais pode indicar uma mudan&ccedil;a na dire&ccedil;&atilde;o da representa&ccedil;&atilde;o central com a vogal oral. </p>      <p>Os resultados obtidos neste estudo indicam o efeito pros&oacute;dico no enfraquecimento de ditongos nasais que ocorrerem em s&iacute;laba &aacute;tona final propiciando um espalhamento no l&eacute;xico da variante com vogal oral reduzida, o tipo mais frequente das s&iacute;labas &aacute;tonas finais do portugu&ecirc;s brasileiro, ao mesmo tempo em que apontam para uma implementa&ccedil;&atilde;o da variante oral por difus&atilde;o lexical. A amplia&ccedil;&atilde;o dos dados, com o levantamento dos demais falantes da Amostra Censo 2000, vai permitir a verifica&ccedil;&atilde;o dos resultados encontrados neste estudo piloto bem como ir&aacute; proporcionar mais ocorr&ecirc;ncias dos itens j&aacute; encontrados ou mesmo a ocorr&ecirc;ncia de novos itens.</p>      <p><b>6. Considera&ccedil;&otilde;es Finais</b></p>      <p>Neste trabalho, foram apresentados os resultados de um estudo piloto sobre a altern&acirc;ncia de ditongo nasal final &aacute;tono com vogal oral, excluindo dados de altern&acirc;ncia cujas ocorr&ecirc;ncias como vogal oral correspondem &agrave; aus&ecirc;ncia de marca de concord&acirc;ncia verbal. Essa decis&atilde;o metodol&oacute;gica se deveu ao fato de que esse tipo de altern&acirc;ncia &eacute; condicionado por efeitos relacionados a um processo cuja defini&ccedil;&atilde;o envolve competi&ccedil;&atilde;o de efeitos espec&iacute;ficos da altern&acirc;ncia morfossint&aacute;tica.</p>      <p>Os resultados apontaram condicionamento pros&oacute;dico bem como o efeito do item lexcal. A altern&acirc;ncia do ditongo nasal com vogal oral pode estar relacionada &agrave; posi&ccedil;&atilde;o fraca do ditongo em s&iacute;laba &aacute;tona final, o que possibilita o espraiamento da variante oral reduzida, o tipo mais frequente de s&iacute;laba &aacute;tona no portugu&ecirc;s brasileiro.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O comportamento diferenciado de itens lexicais em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; frequ&ecirc;ncia de ocorr&ecirc;ncia de uma das variantes implica problema para a ado&ccedil;&atilde;o exclusivamente da varia&ccedil;&atilde;o como um processo, uma vez que aparentemente o processo tem frequ&ecirc;ncia de aplica&ccedil;&atilde;o diferente em fun&ccedil;&atilde;o do item lexical. Conforme j&aacute; observado em Gomes e Melo (2009) e Melo (2012), o efeito do item lexical indica que uma modelagem te&oacute;rica que considera que as variantes fazem parte da representa&ccedil;&atilde;o das palavras no l&eacute;xico acomoda melhor os achados. As representa&ccedil;&otilde;es detalhadas das palavras est&atilde;o inseridas em um l&eacute;xico din&acirc;mico organizado em redes de rela&ccedil;&otilde;es lexicais estabelecidas em fun&ccedil;&atilde;o de semelhan&ccedil;as sonoras, sem&acirc;nticas ou ambas (Bybee, 2001 e Pierrehumbert, 2012). Mais do que uma vari&aacute;vel independente no estudo da varia&ccedil;&atilde;o sociolingu&iacute;stica, o papel do item lexical no condicionamento da varia&ccedil;&atilde;o subsidia a discuss&atilde;o sobre a natureza da varia&ccedil;&atilde;o na gram&aacute;tica. A ado&ccedil;&atilde;o da hip&oacute;tese representacional da varia&ccedil;&atilde;o sociolingu&iacute;stica tem sido discutida e considerada em diversos trabalhos (Pierrehumbert, 1994, 2002; Foulkes &amp; Docherty, 2006). Esse estudo piloto fornece evid&ecirc;ncias para que se considere n&atilde;o s&oacute; a import&acirc;ncia do item lexical no estudo da varia&ccedil;&atilde;o sonora, como tamb&eacute;m que se considere o comportamento do item lexical para verificar processos de mudan&ccedil;a.</p>      <p>Os resultados aqui apresentados precisam, no entanto, ser checados em um conjunto maior de dados. Al&eacute;m disso, o estudo do item lexical pode utilizar outras formas de obten&ccedil;&atilde;o de dados para compensar a aleatoriedade das ocorr&ecirc;ncias em uma amostra de fala espont&acirc;nea e possibilitar o controle de vari&aacute;veis como frequ&ecirc;ncia de ocorr&ecirc;ncia, familiaridade, especializa&ccedil;&atilde;o, entre outras.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Refer&ecirc;ncias Bibliogr&aacute;ficas</b></p>      <!-- ref --><p>Albano, Eleonora C. (1999) O portugu&ecirc;s brasileiro e as controv&eacute;rsias da fon&eacute;tica atual: pelo aperfei&ccedil;oamento da Fonologia Articulat&oacute;ria. <i>D.E.L.T.A.</i>, v. 15, n. especial, p. 23-50.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000287&pid=S0807-8967201300010000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Battisti, Elisa. (1997) <i>A nasaliza&ccedil;&atilde;o no portugu&ecirc;s brasileiro e a redu&ccedil;&atilde;o dos ditongos nasais &aacute;tonos</i>: uma abordagem baseada em restri&ccedil;&otilde;es. 187fls. Tese (Doutorado em Letras) – Pontif&iacute;cia Universidade Cat&oacute;lica do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 1997.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000289&pid=S0807-8967201300010000600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Battisti, Elisa. (2002) A redu&ccedil;&atilde;o dos ditongos nasais &aacute;tonos. In: Bisol, Leda &amp; Brescancini, Claudia. Fonologia e varia&ccedil;&atilde;o: recortes do portugu&ecirc;s brasileiro. Porto Alegre: EDIPUCRS, p.183-202.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000291&pid=S0807-8967201300010000600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Bisol, Leda. (1998) A nasalidade, um velho tema. <i>D.E.L.T.A.</i>, v. 14,n. especial, p. 27-46.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000293&pid=S0807-8967201300010000600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Bloomfield, Leonard. (1984) Language. Chicago: The University of Chicago Press.1a ed. 1933.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000295&pid=S0807-8967201300010000600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Browman, C. e L. GOLDSTEIN (1985) Dynamic modelling of phonetic structure. In: V. FROMKIN (org.) <i>Phonetic Linguistics. </i>Nova Iorque:Academic: 35-53.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000297&pid=S0807-8967201300010000600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Bybee, Joan.(2001) <i>Phonology and Language Use</i>. Cambridge: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000299&pid=S0807-8967201300010000600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Bybee, Joan. (2002) Word frequency and context of use in the lexical diffusion of phonetically conditioned sound change. <i>Language Variation and Change</i>,14: 261-290.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000301&pid=S0807-8967201300010000600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Bybee, Joan. (2010) <i>Language, Usage and Cognition</i>. Cambridge: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000303&pid=S0807-8967201300010000600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Chen, Matthews &amp; WANG, William S.Y. (1977) Sound change: actuation and implementation. <i>Language</i> 51, p. 117-152.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000305&pid=S0807-8967201300010000600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>Foulkes, Paul, and DOCHERTY, Gerard (2006). The social life of phonetics and phonology. <i>Journal of Phonetics </i>34, p.409–438<i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000307&pid=S0807-8967201300010000600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></i></p>      <!-- ref --><p>Gomes, Christina A. ; MELO, Marcelo A. S. L.(2009) . [pakerladu]: o papel do l&eacute;xico e do contexto fon&eacute;tico no enfraquecimento da fricativa em coda. In: VI Congresso Internacional da ABRALIN. Jo&atilde;o Pessoa: Editora Id&eacute;ia, 2009. v. 1. p. 722-726.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000309&pid=S0807-8967201300010000600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Gomes, Christina A. &amp; SILVA, Thais C. (2004). Varia&ccedil;&atilde;o Lingu&iacute;stica: antiga quest&atilde;o e novas perspectivas. <i>Linguagem</i>, v. 1, n.2, ILAPEC, Macap&aacute;, p. 31-41&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000311&pid=S0807-8967201300010000600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Guy, Gregory G. (1981) Linguistic variation in Brazilian Portuguese: aspects of the phonology, syntax, and language history. PhD Dissertation, University of Pennsylvania.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000312&pid=S0807-8967201300010000600014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Guy, Gregoriy G. &amp; BOYD, Sally. (1990) <i>The development of a morphological class. Language Variation and Change.</i> n.2, p. 1-18.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000314&pid=S0807-8967201300010000600015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>Jonhson, Daniel E. (2009) Getting off the GoldVarb Standard: Introducing Rbrul for Mixed-Effects Variable Rule Analysis. <i>Language and Linguistics Compass </i>3/1, p. 359–383.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000316&pid=S0807-8967201300010000600016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>Labov, William (1981). Resolving the Neogrammarian Controversy. <i>Language</i> 57 (2), p. 267-308.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000318&pid=S0807-8967201300010000600017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Labov, William (1994). <i>Principles of linguistics change: internal factors, </i>Cambridge, Blackwell, v. 1.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000320&pid=S0807-8967201300010000600018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Mateus, Maria H. M.(1975) <i>Aspectos de fonologia portuguesa</i>. Lisboa: Instituto de Alta Cultura.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000322&pid=S0807-8967201300010000600019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Mattoso C&Acirc;MARA Jr., Joaquim. (1977) <i>Para o estudo da fon&ecirc;mica portuguesa. </i>Rio de Janeiro: Padr&atilde;o.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000324&pid=S0807-8967201300010000600020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Melo, Marcelo A. S. L. (2012) Desenvolvendo novos padr&otilde;es na comunidade de fala: um estudo sobre as fricativas em coda no Rio de Janeiro. 2012. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado, Universidade Federal do Rio de Janeiro.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000326&pid=S0807-8967201300010000600021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Naro, Anthony. J. (1981) The social and structural dimensions of syntactic change. <i>Language</i>, vol 57, p. 63-98.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000328&pid=S0807-8967201300010000600022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Oliveira, Marco Antonio de. (1983) Residuos Historicos Como Um Caso de Varia&ccedil;&atilde;o. <i>Ensaios de Lingu&iacute;stica</i>, v. 9, n.1, p. 230-245, 1983.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000330&pid=S0807-8967201300010000600023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Oliveira, Marco Antonio de (1991) . The Neogrammarian Controversy Revisited. <i>International Journal of the Sociology of Language</i>, v. 89, n.1, p. 93-105.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000332&pid=S0807-8967201300010000600024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Pierrehumbert, Janet. (1994).  Knowledge of Variation, In <i>Papers from the Parasession on Variation, 30th meeting of the Chicago Linguistic Society</i>, Chicago Linguistic Society, Chicago, 25 pp.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000334&pid=S0807-8967201300010000600025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>Pierrehumbert, Janet. (2003) Probabilistic Phonology: discrimination and robustness. In: BOD, Rens, HAY, Jennifer, JANNEDY, Stefanie (eds). <i>Probabilistic Linguistics</i>. Cambridge/Massachussets, MIT Press, p. 177-228.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000336&pid=S0807-8967201300010000600026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Pierrehumbert, Janet. (2012) The Dynamic Lexicon. In: Cohn, Abigail, Huffman, Marie, &amp; Fougeron, C&eacute;line (eds.) Handbook of Laboratory Phonology. Oxford University Press, 173-183.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000338&pid=S0807-8967201300010000600027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Scherre, Maria Marta P. &amp; NARO, Anthony J. (1997) A concord&acirc;ncia de n&uacute;mero no portugu&ecirc;s do Brasil: um caso t&iacute;pico de varia&ccedil;&atilde;o inerente. In: HORA, Dermeval da (org) <i>Diversidade ling&uuml;&iacute;stica no Brasil</i>, Jo&atilde;o Pessoa, Id&eacute;ia, p. 93-114.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000340&pid=S0807-8967201300010000600028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Scherre, Maria Marta P. &amp; NARO, Anthony J. (1998) Restri&ccedil;&otilde;es sint&aacute;ticas e sem&acirc;nticas na determina&ccedil;&atilde;o do controle da concord&acirc;ncia verbal de n&uacute;mero em portugu&ecirc;s. <i>F&oacute;rum Lingu&iacute;stico</i>. Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Comunica&ccedil;&atilde;o e Express&atilde;o, P&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em Lingu&iacute;stica, Florian&oacute;polis, Imprensa Universit&aacute;ria. Vol 1, p. 45-71.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000342&pid=S0807-8967201300010000600029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Schwindt, Luis Carlos; Bopp da SILVA, T. B. (2010) Panorama da redu&ccedil;&atilde;o da nasalidade em ditongos &aacute;tonos finais no portugu&ecirc;s do sul do Brasil. In:Bisol, Leda; Collischonn, Gisela. (Org.).<i> Portugu&ecirc;s do sul do Brasil: varia&ccedil;&atilde;o fonol&oacute;gica.</i> Porto Alegre: EDIPUCRS, p. 13-33. (dispon&iacute;vel em <a href="http://www.pucrs.br/edipucrs/portuguesdosuldobrasil.pdf" target="_blank">www.pucrs.br/edipucrs/portuguesdosuldobrasil.pdf</a>).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000344&pid=S0807-8967201300010000600030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>Schwindt, Luis Carlos; Bopp da SILVA, T. B., Quadros, E. S. (2012) O papel da morfologia na redu&ccedil;&atilde;o da nasalidade na redu&ccedil;&atilde;o de ditongos &aacute;tonos finais no Portugu&ecirc;s do Sul do Brasil. In: Lee, S. H. <i>Vogais al&eacute;m de Belo Horizonte</i>. FALE/UFMG. p.349-359.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000346&pid=S0807-8967201300010000600031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Silva, Thais C., Fonseca, Marco S., Cantoni, Maria (2012) A redu&ccedil;&atilde;o do ditongo [&atilde;w] p&oacute;st&ocirc;nico na morfologia verbal do portugu&ecirc;s brasileiro: uma abordagem baseada no uso. <i>Letras de Hoje</i> v. 47, n. 3, p. 283-292.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000348&pid=S0807-8967201300010000600032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Silva, Thais C., Gomes, Christina A. (2007) Representa&ccedil;&otilde;es m&uacute;ltiplas e organiza&ccedil;&atilde;o do componente lingu&iacute;stico. F&oacute;rum Lingu&iacute;stico, v. 4, n. 1, p.147-177.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000350&pid=S0807-8967201300010000600033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Sousa, E. M. G. (1994). Para a caracteriza&ccedil;&atilde;o fon&eacute;tico-ac&uacute;stica da nasalidade no portugu&ecirc;s do Brasil, Dissert de mestrado, LAFAPE-IEL-UNICAMP&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000352&pid=S0807-8967201300010000600034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Votre, Sebasti&atilde;o. (1978) Aspectos da varia&ccedil;&atilde;o fonol&oacute;gica na fala do Rio de Janeiro. Tese de Doutorado. Universidade Federal do Rio de Janeiro.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000353&pid=S0807-8967201300010000600035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>Wang, William S.-Y. (1969). Competing changes as a cause of residue. <i>Language</i> 45, p. 9-25.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000355&pid=S0807-8967201300010000600036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>Weinreich, Uriel; LABOV, William; HERZOG, Marvin. (1968) Empirical Foundations for a theory of language change. In: LEHMAN, Winfred P.; MALKIEL, Yakov. <i>Directions for historical linguistics: a symposium</i>, Austin-London, Univesity of Texas Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000357&pid=S0807-8967201300010000600037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Wetzels, W. Leo. (1997) The lexical representation of nasality in Brazilian Portuguese. <i>Probus</i>, v. 9, n. 2, p. 203-232.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000359&pid=S0807-8967201300010000600038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Notas:</b></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><sup><a href="#top1" name="1" >[1]</a></sup> Um estudo piloto se refere a um estudo de um subconjunto de falantes de uma amostra para uma primeira testagem de hip&oacute;teses e vari&aacute;veis independentes. A expectativa &eacute; a de que se h&aacute; uma boa distribui&ccedil;&atilde;o de falantes pelas vari&aacute;veis de estratifica&ccedil;&atilde;o da amostra e se as hip&oacute;teses e vari&aacute;veis independentes foram bem definidas, os resultados obtidos no estudo piloto tender&atilde;o a se manter com o acr&eacute;scimo de mais dados de outros falantes do restante da amostra.</p>       ]]></body><back>
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<surname><![CDATA[Albano]]></surname>
<given-names><![CDATA[Eleonora C.]]></given-names>
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<source><![CDATA[D.E.L.T.A.O português brasileiro e as controvérsias da fonética atual: pelo aperfeiçoamento da Fonologia Articulatória]]></source>
<year>1999</year>
<volume>15</volume>
<page-range>23-50</page-range></nlm-citation>
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<surname><![CDATA[Battisti]]></surname>
<given-names><![CDATA[Elisa]]></given-names>
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