<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0807-8967</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Revista Diacrítica]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Diacrítica]]></abbrev-journal-title>
<issn>0807-8967</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Centro de Estudos Humanísticos da Universidade do Minho]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0807-89672013000100008</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Gramaticalização e especialização funcional: o caso do conector pois]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Grammaticalization and functional specialization: the case of the connector pois]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Paiva]]></surname>
<given-names><![CDATA[Maria da Conceição de]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Braga]]></surname>
<given-names><![CDATA[Maria Luiza]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Universidade Federal do Rio de Janeiro Faculdade de Letras ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Rio de Janeiro ]]></addr-line>
<country>Brasil</country>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>00</month>
<year>2013</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>00</month>
<year>2013</year>
</pub-date>
<volume>27</volume>
<numero>1</numero>
<fpage>195</fpage>
<lpage>216</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0807-89672013000100008&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0807-89672013000100008&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0807-89672013000100008&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Nosso objetivo neste artigo é discutir a hipótese de que a gramaticalização de orações obedece a um cline de [-integradas] > [+integradas], ou seja parataxe > hipotaxe, com base em um estudo diacrônico do conector explicativo pois. Mostramos que, embora no português contemporâneo, as orações introduzidas por pois só admitam a posposição, até o século XVIII, elas podiam ser antepostas, interpostas ou pospostas à oração núcleo. A perda desta flexibilidade, que, aparentemente, viola a trajetória prevista por princípios mais gerais, é discutida à luz de características discursivas das orações introduzidas por pois. A análise destas propriedades conduz à conclusão de que este conector sofre uma especialização funcional. Em estágios anteriores da língua, ele podia introduzir tanto orações explicativas que codificavam informação nova como orações que introduziam informação já compartilhada pelos interlocutores. Ao longo do tempo, pois se especializa na introdução de informação nova.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Our aim in this article is to discuss the hypothesis that the grammaticalization of clauses follows the cline [-integrated] > [+integrated], i.e., parataxis > hypotaxis, based on a diachronic study of Portuguese explicative connector pois. We show that, although the clauses introduced by pois can only be postposed in contemporary Portuguese, up to the 18th century, they were allowed to occur before or after their nuclear clauses. The loss of that flexibility, which apparently violates the path assumed by more general principles, is discussed considering the discursive characteristics of the clauses introduced by the connector pois. The analysis of those properties leads us to conclude that the observed changes are the result of a functional specialization of pois. In former stages of the language, this connector could introduce clauses that codify both new and given information. Through the time, however, pois specializes in introducing new information.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Conector pois]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[ordenação]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[gramaticalização]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[connector pois]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[position]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[grammaticalization]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p> <b>Gramaticaliza&ccedil;&atilde;o e especializa&ccedil;&atilde;o funcional: o caso do conector <i>pois</i></b> </p>     <p><b>Grammaticalization and functional specialization: the case of the connector <i>pois</i></b></p>     <p> <b>Maria da Concei&ccedil;&atilde;o de Paiva*; Maria Luiza Braga*</b> </p>     <p> *Professora do Programa de P&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em Lingu&iacute;stica, Faculdade de Letras, Universidade Federal do Rio de Janeiro e pesquisadora do CNPq, Rio de Janeiro, Brasil, <a href="mailto:paiva@club-internet.fr">paiva@club-internet.fr</a>.    <br> **Professora titular do Programa de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em Lingu&iacute;stica da Faculdade de Letras, Universidade Federal do Rio de Janeiro e pesquisadora do CNPq, Rio de Janeiro, Brasil, <a href="mailto:malubraga@terra.com.br">malubraga@terra.com.br</a>. </p>      <p>&nbsp;</p>      <p> <b>RESUMO</b> </p>     <p>     <p>Nosso objetivo neste artigo &eacute; discutir a hip&oacute;tese de que a gramaticaliza&ccedil;&atilde;o de ora&ccedil;&otilde;es obedece a um <i>cline</i> de [-integradas] &gt; [+integradas], ou seja parataxe &gt; hipotaxe, com base em um estudo diacr&ocirc;nico do conector explicativo <i>pois</i>. Mostramos que, embora no portugu&ecirc;s contempor&acirc;neo, as ora&ccedil;&otilde;es introduzidas por <i>pois</i> s&oacute; admitam a posposi&ccedil;&atilde;o, at&eacute; o s&eacute;culo XVIII, elas podiam ser antepostas, interpostas ou pospostas &agrave; ora&ccedil;&atilde;o n&uacute;cleo. A perda desta flexibilidade, que, aparentemente, viola a trajet&oacute;ria prevista por princ&iacute;pios mais gerais, &eacute; discutida &agrave; luz de caracter&iacute;sticas discursivas das ora&ccedil;&otilde;es introduzidas por <i>pois</i>. A an&aacute;lise destas propriedades conduz &agrave; conclus&atilde;o de que este conector sofre uma especializa&ccedil;&atilde;o funcional. Em est&aacute;gios anteriores da l&iacute;ngua, ele podia introduzir tanto ora&ccedil;&otilde;es explicativas que codificavam informa&ccedil;&atilde;o nova como ora&ccedil;&otilde;es que introduziam informa&ccedil;&atilde;o j&aacute; compartilhada pelos interlocutores. Ao longo do tempo, <i>pois</i> se especializa na introdu&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o nova.</p> </p>     <p><b>Palavras chave</b>: Conector pois; ordena&ccedil;&atilde;o; gramaticaliza&ccedil;&atilde;o.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <p> <b>ABSTRACT</b> </p>     <p>     <p>Our aim in this article is to discuss the hypothesis that the grammaticalization of clauses follows the cline [-integrated] &gt; [+integrated], i.e., parataxis &gt; hypotaxis, based on a diachronic study of Portuguese explicative connector <i>pois</i>. We show that, although the clauses introduced by <i>pois</i> can only be postposed in contemporary Portuguese, up to the 18th century, they were allowed to occur before or after their nuclear clauses. The loss of that flexibility, which apparently violates the path assumed by more general principles, is discussed considering the discursive characteristics of the clauses introduced by the connector <i>pois</i>. The analysis of those properties leads us to conclude that the observed changes are the result of a functional specialization of <i>pois</i>. In former stages of the language, this connector could introduce clauses that codify both new and given information. Through the time, however<i>, pois</i> specializes in introducing new information.</p> </p>     <p><b>Keywords</b>: connector pois; position; grammaticalization .</p>      <p>&nbsp;</p>      <p align="center">*</p>      <p><b>1. Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>      <p>Os estudos sobre a origem e evolu&ccedil;&atilde;o de conectores e de per&iacute;odos complexos v&ecirc;m acumulando evid&ecirc;ncias que permitem aferir a validade de princ&iacute;pios relacionados aos processos de gramaticaliza&ccedil;&atilde;o. Dentre esses pressupostos, destaca-se o da unidirecionalidade que, aplicado &agrave; articula&ccedil;&atilde;o de ora&ccedil;&otilde;es, prev&ecirc; um <i>cline</i> de evolu&ccedil;&atilde;o na forma parataxe &gt; hipotaxe. Em outros termos, estruturas mais dependentes e mais integradas derivam de empregos anteriores com menor grau de depend&ecirc;ncia e de integra&ccedil;&atilde;o. Evid&ecirc;ncias de estudos mais recentes permitem problematizar esta hip&oacute;tese, atestando m&uacute;ltiplos casos de evolu&ccedil;&atilde;o de estruturas mais integradas para estruturas menos integradas. </p>      <p>Neste artigo, buscamos fomentar esta discuss&atilde;o, a partir de uma an&aacute;lise diacr&ocirc;nica das ora&ccedil;&otilde;es introduzidas pelo conector <i>pois</i> no portugu&ecirc;s, mais particularmente no que se refere &agrave;s suas restri&ccedil;&otilde;es de posi&ccedil;&atilde;o. A partir de dados atestados nos diferentes per&iacute;odos desta l&iacute;ngua, sustentamos que a trajet&oacute;ria de <i>pois</i> pode ser descrita como um caso de especializa&ccedil;&atilde;o funcional que envolve, principalmente, a natureza da informa&ccedil;&atilde;o codificada pelas ora&ccedil;&otilde;es que ele inicia. Mostramos que a perda de flexibilidade das ora&ccedil;&otilde;es encabe&ccedil;adas por <i>pois</i>, ao longo da hist&oacute;ria do portugu&ecirc;s, reflete a perda de uma possibilidade discursiva, qual seja, a de codificar ora&ccedil;&otilde;es com informa&ccedil;&atilde;o velha, o que conduz &agrave; especializa&ccedil;&atilde;o de <i>pois</i> como introdutor de ora&ccedil;&otilde;es com informa&ccedil;&atilde;o nova e, necessariamente, pospostas &agrave; ora&ccedil;&atilde;o n&uacute;cleo.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os dados analisados foram coligidos em diferentes textos do s&eacute;culo XIII ao s&eacute;culo XX. At&eacute; o s&eacute;culo XVIII, o <i>corpus</i> &eacute; constitu&iacute;do por textos de g&ecirc;neros diferenciados.<sup><a href="#1" name="top1" >[1]</a></sup> Para os s&eacute;culos XVIII e XIX, a amostra &eacute; constitu&iacute;da do g&ecirc;nero cartas e inclui subg&ecirc;neros diferenciados como cartas pessoais, administrativas e de neg&oacute;cios, cartas de leitores e redatores de jornais de diferentes cidades brasileiras. Finalmente, a amostra para o s&eacute;culo XX, compreende cartas de leitores publicadas em quatro jornais de grande circula&ccedil;&atilde;o na cidade do Rio de Janeiro.<sup><a href="#2" name="top2" >[2]</a></sup> </p>      <p>O artigo est&aacute; organizado da seguinte forma: na se&ccedil;&atilde;o 2, caracterizamos o conector <i>pois</i> no portugu&ecirc;s contempor&acirc;neo e destacamos algumas particularidades sint&aacute;ticas e sem&acirc;nticas das ora&ccedil;&otilde;es que eles introduzem. Na se&ccedil;&atilde;o 3, retomamos pontos centrais acerca dos processos de combina&ccedil;&atilde;o de ora&ccedil;&otilde;es e da gramaticaliza&ccedil;&atilde;o de cl&aacute;usulas, enfatizando a necessidade de conceb&ecirc;-los numa perspectiva n&atilde;o dicot&ocirc;mica que considere um <i>continuum</i> de integra&ccedil;&atilde;o. Na se&ccedil;&atilde;o 4, analisamos a evolu&ccedil;&atilde;o das ora&ccedil;&otilde;es encabe&ccedil;adas por <i>pois</i> no que tange &agrave; sua posi&ccedil;&atilde;o no per&iacute;odo e examinamos a correla&ccedil;&atilde;o entre ordena&ccedil;&atilde;o e dom&iacute;nio da rela&ccedil;&atilde;o de causalidade. Na se&ccedil;&atilde;o 5, apresentamos argumentos para uma interpreta&ccedil;&atilde;o das mudan&ccedil;as depreendidas na posi&ccedil;&atilde;o das ora&ccedil;&otilde;es com <i>pois</i> em termos de especializa&ccedil;&atilde;o funcional deste conector. Seguem-se as considera&ccedil;&otilde;es finais.</p>      <p><b>2. O conector <i>pois</i> no portugu&ecirc;s contempor&acirc;neo</b></p>      <p>Nas descri&ccedil;&otilde;es gramaticais do portugu&ecirc;s contempor&acirc;neo, <i>pois</i> &eacute; inclu&iacute;do, mais frequentemente, no conjunto das conjun&ccedil;&otilde;es coordenativas, tanto na sua fun&ccedil;&atilde;o de introdutor de ora&ccedil;&otilde;es explicativas como de ora&ccedil;&otilde;es conclusivas. (Cegala, 1970; Cunha, 1970). Os valores sem&acirc;nticos instanciados nas ora&ccedil;&otilde;es com <i>pois</i> remontam &agrave;s origens do portugu&ecirc;s, como j&aacute; destacaram, por exemplo, Barreto (1999), Lima, (2002), Paiva e Braga (2013) e derivaram de empregos anteriores deste elemento como adv&eacute;rbio temporal. Segundo interpreta&ccedil;&atilde;o mais corrente, <i>pois</i> deriva da part&iacute;cula latina <i>post</i> <i>(post</i> &gt; <i>pos</i> &gt; <i>pois</i>), que podia funcionar como adv&eacute;rbio ou preposi&ccedil;&atilde;o, com valores locativos e temporais (Said Ali, 2001 [1921]; Mattos e Silva, 1989, 2006; Barreto, 1999; Lima, 2002). A forma fonte <i>post</i> teria dado origem, n&atilde;o apenas ao conector <i>pois</i>, como tamb&eacute;m &agrave; locu&ccedil;&atilde;o conjuntiva causal/explicativa <i>pois que</i> e as temporais de<i>pois</i> de, de<i>pois</i> que (cf. Nunes, 1975; 1962). Para Nascentes (1955), todavia, a evolu&ccedil;&atilde;o de <i>pois</i> como conector envolveria uma mistura dos contextos de <i>post e</i> da forma <i>postea</i>, j&aacute; no baixo Latim. Segundo Barreto (1999), adotando a posi&ccedil;&atilde;o de Corominas e Pascual (1991), a forma <i>post</i> assimilou o valor sem&acirc;ntico da locu&ccedil;&atilde;o conjuntiva latina <i>postquam</i>, sinalizadora de posterioridade de um estado de coisas em rela&ccedil;&atilde;o a outro, mas capaz de introduzir tamb&eacute;m uma explica&ccedil;&atilde;o. Assim, a evolu&ccedil;&atilde;o de <i>pois</i> exemplificaria uma trajet&oacute;ria de gramaticaliza&ccedil;&atilde;o adv&eacute;rbio &gt; preposi&ccedil;&atilde;o &gt; conjun&ccedil;&atilde;o, atrav&eacute;s de sucessivas etapas de recategoriza&ccedil;&atilde;o que, envolvem, dentre outras mudan&ccedil;as, a fixa&ccedil;&atilde;o do elemento no in&iacute;cio da ora&ccedil;&atilde;o.</p>      <p>No portugu&ecirc;s arcaico, coexistia com <i>pois</i> explicativo e conclusivo, o emprego deste elemento como conector temporal (Olinda, 1991; Barreto, 1999; Lima, 2002; Braga &amp; Paiva, 2013), o que indica sua polissemia desde per&iacute;odos mais remotos. A passagem de conector temporal para conector causal/explicativo &eacute; interpretada por Lima (2002) como umaconsequ&ecirc;ncianatural dainterdepend&ecirc;ncia entre as no&ccedil;&otilde;es de tempo e causa, ou seja: se A precede B, A pode ser entendido como a causa de B (cf. Paiva 1991, 1996), um processo de mudan&ccedil;a sem&acirc;ntica sustentado em evid&ecirc;ncias translingu&iacute;sticas (Traugott &amp; K&ouml;nig 1991; Traugott 1995, 2010). </p>      <p>Como j&aacute; destacado por diversos autores (Olinda, op. cit.; Barreto, op. cit.; Paiva &amp; Braga, op. cit.), nos s&eacute;culos XIII e XIV, <i>pois</i> podia alternar com <i>pois</i> <i>que/poys que</i> na introdu&ccedil;&atilde;o tanto de ora&ccedil;&otilde;es causais/explicativas e conclusivas como de ora&ccedil;&otilde;es temporais. Segundo Barreto, j&aacute; no s&eacute;culo XVI, o uso dos dois conectores com valor temporal &eacute; suplantado pelo das locu&ccedil;&otilde;es conjuntivas <i>depois de/depois que.</i></p>      <p>Embora n&atilde;o constitua foco deste artigo, vale mencionar que a multifuncionalidade de <i>pois</i> &eacute; mais ampla, incluindo usos deste elemento como continuativo, marcador discursivo (refor&ccedil;o de afirma&ccedil;&atilde;o), ou part&iacute;cula f&aacute;tica para Lima (2002), que, ao que tudo indica, lan&ccedil;am ra&iacute;zes no portugu&ecirc;s antigo (Barreto, op. cit.; C&acirc;ndido 2009). &Eacute; plaus&iacute;vel que estes diferentes usos de <i>pois</i> sejam o ponto extremo de um <i>continuum</i> espa&ccedil;o &gt; tempo &gt; texto, produtivo no desenvolvimento de elementos de conex&atilde;o interoracional (cf. Barreto, <i>op. cit</i>.; C&acirc;ndido, op.cit). </p>      <p>No portugu&ecirc;s contempor&acirc;neo, o conector <i>pois </i>se particulariza tanto nas suas propriedades sint&aacute;ticas como sem&acirc;ntico-discursivas. Diferentemente de <i>porque</i>, elemento mais produtivo e vers&aacute;til, capaz de instanciar rela&ccedil;&otilde;es causais nos dom&iacute;nios referencial, epist&ecirc;mico e conversacional (cf. Sweetser, 1990; Paiva, 1996; Dancyeger &amp; Sweetser, 2000, Braga &amp; Paiva 2010), o uso de <i>pois</i> &eacute; mais restrito, encabe&ccedil;ando, mais frequentemente, ora&ccedil;&otilde;es que apresentam uma evid&ecirc;ncia para uma conclus&atilde;o (dom&iacute;nio epist&ecirc;mico) ou uma justificativa para um ato de fala (n&iacute;vel conversacional). Em outros termos, ora&ccedil;&otilde;es com <i>pois</i> realizam uma causa da enuncia&ccedil;&atilde;o (Lobo 2003, 1999) ou nos termos de Lopes (2004), uma causa explicativa. Esta particularidade demonstra bem que <i>pois</i> ocupa apenas parte do espa&ccedil;o conceitual da causalidade, o que se evidencia na impossibilidade de parafrasear qualquer ocorr&ecirc;ncia de <i>porque</i> por <i>pois</i>.<sup><a href="#3" name="top3" >[3]</a></sup></p>      <p>&Agrave; maioria das an&aacute;lises das ora&ccedil;&otilde;es introduzidas por <i>pois</i> subjaz um pressuposto de simetria entre posi&ccedil;&atilde;o e significado. Assim, a interpreta&ccedil;&atilde;o de <i>pois</i> como conector explicativo decorre, em grande parte, da sua posi&ccedil;&atilde;o no in&iacute;cio da ora&ccedil;&atilde;o, enquanto a interpreta&ccedil;&atilde;o conclusiva emerge mais naturalmente com a sua posposi&ccedil;&atilde;o ao verbo Considerando que essas duas rela&ccedil;&otilde;es se imbricam, por constitu&iacute;rem duas formas distintas de perpectiviza&ccedil;&atilde;o do mesmo racioc&iacute;nio inferencial, (<i>Pedro n&atilde;o est&aacute; em casa pois as luzes est&atilde;o apagadas/As luzes est&atilde;o apagadas, Pedro n&atilde;o est&aacute;, pois, em casa</i>), pode-se presumir que elas s&atilde;o originadas por uma mesma cadeia de mudan&ccedil;as sem&acirc;nticas.</p>      <p>Do ponto de vista sint&aacute;tico, a inclus&atilde;o das ora&ccedil;&otilde;es explicativas encabe&ccedil;adas por <i>pois</i> no rol das coordenadas n&atilde;o &eacute; t&atilde;o consensual, visto que, como destaca Lobo (2003:54), as estruturas com <i>pois</i> “possuem um estatuto pouco claro a meio caminho entre a coordena&ccedil;&atilde;o e a subordina&ccedil;&atilde;o”. Por um lado, as ora&ccedil;&otilde;es com <i>pois</i> compartilham diversas propriedades com outros tipos de ora&ccedil;&otilde;es coordenadas: n&atilde;o admitem mudan&ccedil;a de posi&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o se incluem no escopo de uma nega&ccedil;&atilde;o, de uma part&iacute;cula focalizadora ou de um elemento modalizador, n&atilde;o podem ser objeto de interroga&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o admitem opera&ccedil;&atilde;o de clivagem e n&atilde;o podem ser encadeadas por uma conjun&ccedil;&atilde;o coordenativa ou constituir argumentos de um predicado (cf. Peres, 1997; Lobo, 2003; Matos, 2005; Lopes, 2004; Peres, 1997; Braga &amp; Paiva, 2011). </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Como<i> o </i>conector<i> pois</i> n&atilde;o partilha todas as propriedades das conjun&ccedil;&otilde;es coordenativas, alguns autores o excluem deste conjunto (Quirk et al 1985, Matos 2005). Matos (2003), por exemplo, convoca particularidades como o fato de <i>pois</i> n&atilde;o poder coordenar sintagmas abaixo do n&iacute;vel da ora&ccedil;&atilde;o ou ligar mais de dois constituintes oracionais para classific&aacute;-lo como subordinativo. Lobo (2003) e Lopes (2004), ao contr&aacute;rio, o catalogam como elemento de coordena&ccedil;&atilde;o. Para Lopes (2004), as particularidades no comportamento de <i>pois</i> n&atilde;o chegam a comprometer sua an&aacute;lise como elo de liga&ccedil;&atilde;o parat&aacute;tica, uma posi&ccedil;&atilde;o partilhada neste estudo.</p>      <p>Outros autores incluem <i>pois</i> em um grupo distinto, como &eacute; o caso de Bechara (1999) e de Peres e Mascarenhas (2008). Bechara (op. cit), embora reconhe&ccedil;a que <i>pois</i> explicativo partilhe algumas propriedades dos coordenativos, o insere no conjunto das unidades adverbiais, que podem estabelecer rela&ccedil;&otilde;es interoracionais ou intertextuais. Peres e Mascarenhas (2006), conjugando argumentos sint&aacute;ticos e sem&acirc;nticos, consideram que as ora&ccedil;&otilde;es com <i>pois</i> s&atilde;o inst&acirc;ncias de estrutura de suplementa&ccedil;&atilde;o, ou seja, em que uma ora&ccedil;&atilde;o estabelece uma rela&ccedil;&atilde;o sem&acirc;ntica de depend&ecirc;ncia sem&acirc;ntica com outra sem que haja integra&ccedil;&atilde;o sint&aacute;tica entre elas. </p>      <p>Enunciados constru&iacute;dos com <i>pois</i> se particularizam igualmente quanto &agrave;s suas propriedades discursivas: apresentam a rela&ccedil;&atilde;o causal entre A e B como pressuposta, isto &eacute;, “conforme &agrave;s expectativas” (Lopes 2004:24), assegurada como poss&iacute;vel pelo conhecimento compartilhado pelos interlocutores. Constituem, na maioria das vezes, instancia&ccedil;&otilde;es de estados de coisas mais gerais, normalmente relacionados por causa-efeito. Aproximam-se, portanto, de um racioc&iacute;nio baseado na “normalidade das rela&ccedil;&otilde;es que se instauram entre os estados de coisas” (Lopes (op. cit: 36), garantida pelo nosso conhecimento de mundo. A natureza pressuposicional da rela&ccedil;&atilde;o entre A e B &eacute; independente do tipo de informa&ccedil;&atilde;o codificada pela ora&ccedil;&atilde;o encabe&ccedil;ada por <i>pois</i>, que pode introduzir informa&ccedil;&atilde;o dada ou nova. H&aacute; argumentos, portanto, para considerar que, em per&iacute;odos complexos com <i>pois</i>, no portugu&ecirc;s contempor&acirc;neo, instanciam-se dois atos de fala distintos e independentes, frequentemente acompanhados, inclusive, de pausa entre as duas ora&ccedil;&otilde;es. </p>      <p><b>3. Gramaticaliza&ccedil;&atilde;o de ora&ccedil;&otilde;es complexas</b></p>      <p>Segundo a hip&oacute;tese de unidirecionalidade, central nos estudos de gramaticaliza&ccedil;&atilde;o, pode-se postular que os processos de combina&ccedil;&atilde;o de ora&ccedil;&otilde;es seguem uma trajet&oacute;ria de [- integra&ccedil;&atilde;o] &gt; [+ integra&ccedil;&atilde;o], ou seja, estruturas hipot&aacute;ticas emergem de estruturas parat&aacute;ticas. Nesta perspectiva, a evolu&ccedil;&atilde;o de processos de combina&ccedil;&otilde;es de ora&ccedil;&otilde;es obedece &agrave; unidirecionalidade, segundo o qual estruturas mais gramaticais se originam de estruturas menos gramaticais ou lexicais. </p>      <p>De fato, a proposta acima &eacute; simplificadora, se consideramos que uma concep&ccedil;&atilde;o dicot&ocirc;mica das formas de articula&ccedil;&atilde;o de ora&ccedil;&otilde;es, traduzida na oposi&ccedil;&atilde;o coordena&ccedil;&atilde;o/subordina&ccedil;&atilde;o, se mostra limitada para explicar a evolu&ccedil;&atilde;o da articula&ccedil;&atilde;o de ora&ccedil;&otilde;es e dos elementos conectores. Diversas obje&ccedil;&otilde;es podem ser levantadas quanto &agrave; dicotomia coordena&ccedil;&atilde;o/subordina&ccedil;&atilde;o: a concep&ccedil;&atilde;o destes conceitos em termos de primitivos (Haiman &amp; Thompson, 1984); sua caracteriza&ccedil;&atilde;o com base em crit&eacute;rios sem&acirc;nticos e sint&aacute;ticos que podem conflitar entre si; o fato de que ela n&atilde;o consegue distinguir classes coerentes de ora&ccedil;&otilde;es e, menos ainda, os casos fronteiri&ccedil;os<sup><a href="#4" name="top4" >[4]</a></sup>; a dificuldade de aplicar os crit&eacute;rios a l&iacute;nguas com outras formas de codifica&ccedil;&atilde;o de uma mesma rela&ccedil;&atilde;o sem&acirc;ntica (Cristofaro 2003). Uma das cr&iacute;ticas mais severas diz respeito &agrave; amplitude do termo subordina&ccedil;&atilde;o para tratar, indistintamente, ora&ccedil;&otilde;es que funcionam como argumentos da ora&ccedil;&atilde;o n&uacute;cleo e as denominadas adverbiais, que n&atilde;o possuem fun&ccedil;&atilde;o argumental. </p>      <p>Diversas alternativas prop&otilde;em uma divis&atilde;o tripartida, (parataxe, hipotaxe, subordina&ccedil;&atilde;o), para dar conta da natureza particular das ora&ccedil;&otilde;es adverbiais e das relativas explicativas em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s completivas e adjetivas restritivas (Halliday 2004; Mathiessen &amp; Thompson 1988; Hopper &amp; Traugott 1993, 2003). Nesta perspectiva, a parataxe relaciona dois n&uacute;cleos independentes, ambos assertivos, e constituiria uma forma mais simples de combina&ccedil;&atilde;o de cl&aacute;usulas; na hipotaxe, a margem ou sat&eacute;lite preserva certa independ&ecirc;ncia sint&aacute;tica, pois n&atilde;o integra a estrutura argumental da cl&aacute;usula n&uacute;cleo; na subordina&ccedil;&atilde;o, uma cl&aacute;usula constitui um termo sint&aacute;tico daquela com que se liga. Na formula&ccedil;&atilde;o de Hopper e Traugott (2003), as diferen&ccedil;as entre estes processos podem ser esquematizadas como: </p>      <p>&nbsp;</p>  <table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0" >  <tbody> <tr> <td>    <p>Parataxe &gt;</p></td> <td>    <p>Hipotaxe &gt;</p></td> <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Subordina&ccedil;&atilde;o</p></td> </tr>  <tr> <td>    <p>– depend&ecirc;ncia</p></td> <td>    <p>+ depend&ecirc;ncia</p></td> <td>    <p>+ depend&ecirc;ncia</p></td> </tr>  <tr> <td>    <p>– encaixamento</p></td> <td>    <p>– encaixamento</p></td> <td>    <p>+ encaixamento</p></td> </tr>  </tbody> </table>      <p>(Reproduzido de Hopper &amp; Traugott 2003 : 78)</p>      <p>&nbsp;</p>      <p>De forma ainda mais radical, diversos autores prop&otilde;em escalas mais detalhadas, ou seja, um <i>continuum</i> de depend&ecirc;ncia/independ&ecirc;ncia entre as ora&ccedil;&otilde;es. Nesta perspectiva, maior ou menor depend&ecirc;ncia entre duas ora&ccedil;&otilde;es resulta da conflu&ecirc;ncia de diversas propriedades, cada uma delas independentemente motivada. &Eacute; o caso, por exemplo, de Lehmann (1988) para quem diferentes graus de vincula&ccedil;&atilde;o entre duas ora&ccedil;&otilde;es se definem a partir da combina&ccedil;&atilde;o de par&acirc;metros como “dessentencializa&ccedil;&atilde;o” da ora&ccedil;&atilde;o; gramaticaliza&ccedil;&atilde;o do verbo principal; entrela&ccedil;amento das ora&ccedil;&otilde;es; grau de explicitude do elo interoracional. A vantagem desta concep&ccedil;&atilde;o &eacute; a de fornecer descri&ccedil;&otilde;es mais adequadas de diferen&ccedil;as tipol&oacute;gicas. </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Uma concep&ccedil;&atilde;o n&atilde;o bin&aacute;ria dos processos de articula&ccedil;&atilde;o de ora&ccedil;&otilde;es permite compreender de forma mais clara as mudan&ccedil;as no uso de conectores. Assumindo que princ&iacute;pios atinentes aos processos de gramaticaliza&ccedil;&atilde;o podem ser estendidos para o estudo da evolu&ccedil;&atilde;o de conectores e elos interoracionais, pode-se pressupor a generalidade da trajet&oacute;ria unidirecional [- integrado] &gt; [+ integrado] (cf. Hopper e Traugott, 1993) na combina&ccedil;&atilde;o de ora&ccedil;&otilde;es.</p>      <p>Uma primeira obje&ccedil;&atilde;o a esta hip&oacute;tese &eacute; colocada em Heine e Kuteva (2007), para quem, na verdade, o esquema acima constitui apenas um dos mecanismos de evolu&ccedil;&atilde;o de per&iacute;odos complexos, aquele em que duas ora&ccedil;&otilde;es independentes s&atilde;o integradas em uma &uacute;nica senten&ccedil;a. Como consequ&ecirc;ncia desta integra&ccedil;&atilde;o, as duas ora&ccedil;&otilde;es podem apresentar propriedades comuns, como: referentes compartilhados (mais frequentemente o referente do sujeito); simultaneidade ou adjac&ecirc;ncia temporal; compartilhamento de localiza&ccedil;&atilde;o espacial e contorno entonacional &uacute;nico. Este processo &eacute; particularmente produtivo no desenvolvimento de relativizadores e de complementizadores. </p>      <p>O desenvolvimento de conectores que introduzem ora&ccedil;&otilde;es adverbiais envolve, predominantemente, um mecanismo de expans&atilde;o, ou reinterpreta&ccedil;&atilde;o de sintagmas adverbiais, nominais ou verbais, como elos de conex&atilde;o interoracional. Este &eacute; o caso de <i>pois</i>, que, como vimos na se&ccedil;&atilde;o anterior, deriva de uma fonte adverbial com valores locativos e temporais. Na grande maioria dos casos, essa mudan&ccedil;a &eacute; acompanhada de mudan&ccedil;as sem&acirc;nticas, igualmente unidirecionais, no sentido de [- subjetivo] &gt; [+ subjetivo] (Traugott &amp; K&ouml;nig, 1991), ou, na vers&atilde;o proposta por Traugott (2003, 2010) [- subjetivo] &gt; [+ subjetivo] &gt; [intersubjetivo]. Nos seus est&aacute;gios iniciais como conector, um elemento seria convocado para a express&atilde;o de rela&ccedil;&otilde;es entre estados de coisas (enunciado) e se estenderia, gradualmente, para sinalizar rela&ccedil;&otilde;es no mundo das cren&ccedil;as e atitudes (enuncia&ccedil;&atilde;o) e, numa &uacute;ltima etapa, se estenderia para usos intersubjetivos, ou seja, como forma de regula&ccedil;&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es entre os interlocutores.</p>      <p>Esta hip&oacute;tese de mudan&ccedil;a sem&acirc;ntica tem sido questionada em diversos trabalhos. Contrariando o <i>cline</i> previsto, s&atilde;o identificados casos em que significados subjetivos emergem antes de significados objetivos, referenciais, que surgem apenas em est&aacute;gios mais avan&ccedil;ados da l&iacute;ngua. Assim Paiva e Braga (2013) mostram que, al&eacute;m de marginal, o uso de <i>pois</i> para rela&ccedil;&otilde;es causais no dom&iacute;nio referencial, [- subjetivo], &eacute; mais tardio. Nos est&aacute;gios iniciais do portugu&ecirc;s, o uso de <i>pois</i>, ao que tudo indica, fica mais restrito &agrave;s rela&ccedil;&otilde;es nos dom&iacute;nios epist&ecirc;mico e conversacional. Concluem que, se o uso de <i>pois</i> como conector temporal, ainda frequente no per&iacute;odo arcaico, pode ser interpretado em termos de subjetiviza&ccedil;&atilde;o, h&aacute; fortes evid&ecirc;ncias de que as mudan&ccedil;as sem&acirc;nticas subsequentes operam no sentido de [+ subjetivo] &gt; [- subjetivo]. </p>      <p>Um exemplo ilustrativo &eacute; o estudo diacr&ocirc;nico de Evers-Vermeul sobre os pares de conectores causais/explicativos <i>omda/want, dus/ daarom</i> do holand&ecirc;s. A autora destaca dois pontos: a possibilidade de intercambialidade entre eles, pelo menos at&eacute; o holand&ecirc;s m&eacute;dio, e a acentuada estabilidade das propriedades destes elementos, ao longo de 800 anos. As mudan&ccedil;as no uso destes conectores envolvem uma redistribui&ccedil;&atilde;o de acordo com os dom&iacute;nios de causalidade. A autora atesta que, embora o par <i>omdat</i> e <i>want, </i>por exemplo, pudesse alternar no holand&ecirc;s antigo, ao longo do tempo, o primeiro se especializa na express&atilde;o de rela&ccedil;&atilde;o causal no dom&iacute;nio do conte&uacute;do e o segundo no dom&iacute;nio epist&ecirc;mico. Conclui que, mais do que subjetiviza&ccedil;&atilde;o, a evolu&ccedil;&atilde;o de um conector envolve uma especializa&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o a outros membros do conjunto a que ele pertence. A esta especializa&ccedil;&atilde;o pode estar subjacente tanto subjetiviza&ccedil;&atilde;o como objetiviza&ccedil;&atilde;o.</p>      <p>Uma outra quest&atilde;o, at&eacute; certo ponto superposta &agrave; natureza mais ou menos subjetiva da rela&ccedil;&atilde;o causal, envolve o estatuto sint&aacute;tico das ora&ccedil;&otilde;es introduzidas por estes elementos: na sua trajet&oacute;ria de gramaticaliza&ccedil;&atilde;o, eles obedecem a um <i>cline</i> de parat&aacute;tico &gt; hipot&aacute;tico? An&aacute;lises de diversas l&iacute;nguas permitem depreender padr&otilde;es regulares de mudan&ccedil;a de uso dos conectores no sentido de liga&ccedil;&otilde;es parat&aacute;ticas para liga&ccedil;&otilde;es hipot&aacute;ticas. No entanto, outros estudos t&ecirc;m apontado evid&ecirc;ncias contr&aacute;rias a essa trajet&oacute;ria, a partir de an&aacute;lises que atestam n&atilde;o apenas o desenvolvimento de estruturas parat&aacute;ticas a partir de estruturas hipot&aacute;ticas, ou mesmo subordinadas (cf. Hopper &amp; Traugott 1993; Harris &amp; Campbell 1995; Frajzyngier 1996; Ziegeler 2004; Gunther 2010; K&ouml;nig &amp; Van der Awera 1988, Pereira et ali., 2010; Evers-Vermeul, 2005). Pereira, Paiva e Braga, por exemplo, defendem que a forma&ccedil;&atilde;o das locu&ccedil;&otilde;es conjuntivas temporais <i>na hora que, no dia que</i> resultam de uma complexa rean&aacute;lise de constru&ccedil;&otilde;es relativas. Concluem, ent&atilde;o que, neste caso, ter-se-ia um desenvolvimento de estruturas menos integradas, hipot&aacute;ticas, a partir de estruturas subordinadas. Uma hip&oacute;tese semelhante &eacute; aventada por Fi&eacute;is e Lobo (2008) para algumas conjun&ccedil;&otilde;es causais/explicativas do portugu&ecirc;s, particularmente para <i>pois</i>. Comparando propriedades sint&aacute;ticas das ora&ccedil;&otilde;es introduzidas por este conector em diferentes est&aacute;gios do portugu&ecirc;s e com base na possibilidade de que elas sejam antepostas ou precedidas de uma conjun&ccedil;&atilde;o coordenativa, as autoras concluem que, em est&aacute;gios anteriores do portugu&ecirc;s, tais ora&ccedil;&otilde;es se comportavam como subordinadas perif&eacute;ricas. Prop&otilde;em, ent&atilde;o, que <i>pois</i> teria passado por uma mudan&ccedil;a de conector subordinativo para conector coordenativo.</p>      <p><b>4. Diacronia da posi&ccedil;&atilde;o das ora&ccedil;&otilde;es explicativas encabe&ccedil;adas por <i>pois</i></b></p>      <p>Como foi visto na se&ccedil;&atilde;o 1, uma particularidade das ora&ccedil;&otilde;es encabe&ccedil;adas por <i>pois,</i> no portugu&ecirc;s contempor&acirc;neo, &eacute; a sua posi&ccedil;&atilde;o fixa, posposta &agrave; ora&ccedil;&atilde;o n&uacute;cleo. No entanto, emest&aacute;gios anteriores da l&iacute;ngua, elas admitiam flexibilidade (cf. Fi&eacute;is &amp; Lobo, 2008), podendo ser antepostas, intercaladas ou pospostas &agrave; ora&ccedil;&atilde;o n&uacute;cleo, como mostram, respectivamente, (1), (2) e (3): </p>      <p>(1) <b><i>Pois</i></b><i> estamos em tempo de restituir</i>, restitua-me Vossa Merc&ecirc; a sua gra&ccedil;a. Se espera que eu o mere&ccedil;a, para mi ser&aacute; desespera&ccedil;&atilde;o essa esperan&ccedil;a. Mais h&aacute; de quinze dias que ainda a pouca sa&uacute;de que tinha se foi por a&iacute;. E segundo eu estou longe dela, tarde tornar&aacute; (S&eacute;c. XVII. Carta pessoal)</p>      <p>(2) As cartas pera as India vos iram dentro nesta semana, prazendo a Noso Senhor. Emcome(dovos muyto que, <b><i>pois</i></b><i> estam tam</i> cedo, prestes trabalheis por n&otilde; perderem tenpo. E d&otilde; Gon&ccedil;alves Coutinho he jaa llaa, ha quatro ou &ccedil;imquo dias, e n&otilde; amda quaa pesoa allgu(a por que ellas ajam de sperar. (Sex. XVI- CRB)</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>(3) o corpo do home~ he adoptado e co~uinhauel aa me~te e~ deuuda ygualdan&ccedil;a, da qual desuayraria, se lhe fosse e~adudo algu~a cousa de afeytame~to, mayorme~te das cousas baixas. E merece pore~ de se vingar Deus do home~, <b><i>pois</i></b><i> lhe faz e~juria co~ os afeytamentos.</i> (S&eacute;c. XV, OE)</p>      <p>Um aspecto merece ser ressaltado em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; possibilidade de intercala&ccedil;&atilde;o. Mesmo se a maioria dos casos s&atilde;o similares a (2), ou seja, interposi&ccedil;&atilde;o da ora&ccedil;&atilde;o com <i>pois</i> no interior daquela &agrave; qual se liga.s&atilde;o tamb&eacute;m recorrentes nos est&aacute;gios iniciais, enunciados como (4), em que a ora&ccedil;&atilde;o interposta &eacute; antecedida de um conector coordenativo. </p>      <p>(4) E isto comvem que seja em tamanho numero que, posto que lhe tan asynha na~o venha socorro, que se possa mamter, ca, <b><i>pois</i></b><i> ha servemtia de vosso rregno na~o pode ser sena~o per agua,</i> he de emtemder que na~o aveis de ter o vemto a vosso mamdado, mas cuydai que se pode seguyr tall azo que estara~ os navios em vossos rregnos tres &amp; quatro meses &amp; no~ averem tempo de viage~ (s&eacute;c. XV, DPM)</p>      <p>Casos como (4) poderiam ser analisados como anteposi&ccedil;&atilde;o da ora&ccedil;&atilde;o encabe&ccedil;ada por <i>pois</i>. (Fi&eacute;is &amp; Lobo, 2008). Acreditamos, no entanto, que, do ponto de vista discursivo, eles constituem casos de inser&ccedil;&atilde;o de uma ora&ccedil;&atilde;o explicativa no interior de outra ora&ccedil;&atilde;o causal, no caso a introduzida por <i>ca</i>. Um argumento favor&aacute;vel a esta interpreta&ccedil;&atilde;o &eacute; a tend&ecirc;ncia &agrave; sequencia&ccedil;&atilde;o de diversos conectores no portugu&ecirc;s arcaico. &Eacute; necess&aacute;rio considerar, ainda que uma parte significativa de dados desta natureza envolve a coocorr&ecirc;ncia com <i>ca</i>, elemento que, dentre outras fun&ccedil;&otilde;es, podia ser usado para sinalizar continuidade textual (cf. Barreto, 1999). </p>      <p>A an&aacute;lise de 294 ora&ccedil;&otilde;es, distribu&iacute;das de forma bastante desigual ao longo de oito s&eacute;culos (s&eacute;culo XIII ao s&eacute;culo XX), permite constatar o enrijecimento da ordem nos enunciados constru&iacute;dos com o conector <i>pois</i>, na forma de ora&ccedil;&atilde;o n&uacute;cleo + ora&ccedil;&atilde;o causal/explicativa, a partir do s&eacute;culo XVIII, como mostra o <a href="#g1">gr&aacute;fico 1</a>: </p>      <p>&nbsp;</p> <a name="g1"> <img src="/img/revistas/dia/v27n1/27n1a08g1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>      <p>No que se refere &agrave; anteposi&ccedil;&atilde;o das ora&ccedil;&otilde;es introduzidas por <i>pois, </i>observa-se sua predomin&acirc;ncia nos s&eacute;culos XIV (33%) e XV (26%), per&iacute;odos em que se verifica tamb&eacute;m maior ambiguidade categorial e sem&acirc;ntica do item <i>pois: </i>seu emprego original como adv&eacute;rbio coexiste com seu uso como conector (cf. Lima, 2002; Barreto 1999; Paiva &amp; Braga, 2013) e, nesta fun&ccedil;&atilde;o, <i>pois</i> podia instanciar rela&ccedil;&otilde;es sem&acirc;nticas diferenciadas como tempo, causa e conclus&atilde;o (Paiva &amp; Braga, 2013). Nos s&eacute;culos XVI e XVII, observa-se relativa estabilidade de ora&ccedil;&otilde;es antepostas com <i>pois</i>, com &iacute;ndices aproximados de 22%. A partir do s&eacute;culo XVIII, n&atilde;o se atestam mais ocorr&ecirc;ncias de enunciados em que a ora&ccedil;&atilde;o explicativa preceda a ora&ccedil;&atilde;o n&uacute;cleo.</p>      <p>A tend&ecirc;ncia para a interposi&ccedil;&atilde;o de ora&ccedil;&otilde;es introduzidas por <i>pois</i> ao longo do tempo &eacute; mais irregular, com picos mais acentuados nos s&eacute;culos XIV (33%) e XVI (31%). J&aacute; no s&eacute;culo XVII, decresce de forma significativa a frequ&ecirc;ncia de ora&ccedil;&otilde;es com <i>pois</i> intercaladas (7%), possibilidade que desaparece completamente no s&eacute;culo XVIII.</p>      <p>A posposi&ccedil;&atilde;o de ora&ccedil;&otilde;es com <i>pois</i> &agrave; ora&ccedil;&atilde;o n&uacute;cleo se destaca como ordem n&atilde;o marcada, pelo menos em termos de frequ&ecirc;ncia, j&aacute; no s&eacute;culo XIII. De fato, dos 6 casos de <i>pois</i> explicativo coligidos neste momento, 5 s&atilde;o de posposi&ccedil;&atilde;o. No entanto, a posposi&ccedil;&atilde;o de <i>pois</i> decresce nitidamente no s&eacute;culo XIV, mant&eacute;m-se relativamente est&aacute;vel entre os s&eacute;culos XV e XVI, com percentuais pr&oacute;ximos de 50%. A partir do s&eacute;culo XVII, momento em que o &iacute;ndice de posposi&ccedil;&atilde;o alcan&ccedil;a 70%, a dire&ccedil;&atilde;o da mudan&ccedil;a parece ser irrevers&iacute;vel e a posposi&ccedil;&atilde;o torna-se categ&oacute;rica, a partir do s&eacute;culo XVIII. Neste sentido, este estudo confirma a afirma&ccedil;&atilde;o de Fi&eacute;is e Lobo, acerca do enrijecimento da ordem das explicativas com <i>pois</i>.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A quest&atilde;o central, a nosso ver, &eacute; se a flexibilidade observada em per&iacute;odos anteriores do portugu&ecirc;s poderia ser interpretada como evid&ecirc;ncia de mudan&ccedil;a no estatuto sint&aacute;tico do conector <i>pois</i> no sentido de introdutor de ora&ccedil;&otilde;es hipot&aacute;ticas para ora&ccedil;&otilde;es parat&aacute;ticas. Um primeiro aspecto a considerar &eacute; a inter-rela&ccedil;&atilde;o entre a ordena&ccedil;&atilde;o das ora&ccedil;&otilde;es e o dom&iacute;nio em que se instaura a rela&ccedil;&atilde;o de causalidade. Como j&aacute; discutido em Paiva (1991), uma disposi&ccedil;&atilde;o ic&ocirc;nica, consoante ao pressuposto de anteced&ecirc;ncia da causa ao efeito, seria mais previs&iacute;vel para as ora&ccedil;&otilde;es que codificam causa estrita, ou seja, em que A e B constituem estados de coisas. Embora ao longo de todo o per&iacute;odo em an&aacute;lise o emprego de <i>pois</i> prevale&ccedil;a para rela&ccedil;&otilde;es nos dom&iacute;nios epist&ecirc;mico e conversacional, ou seja, introduzindo explica&ccedil;&otilde;es e justificativas (cf. Paiva &amp; Braga, 2013), podem ser atestadas ocorr&ecirc;ncias, ainda que marginais, de enunciados que admitem uma interpreta&ccedil;&atilde;o de causa no dom&iacute;nio referencial, como no exemplo (5):</p>      <p>(5) Sahimos no dia 25, &aacute;s 8 &frac34; e a 27 &aacute;s 8 &frac12; da manh&atilde;, encontramos uma pequena canoa de casaca, chegando &aacute;s 8 e 50’ em um porto onde havia tr&ecirc;s canoas. Desembarcamos depois de ter eu dado algumas provid&ecirc;ncias <i>pois</i>, desconfiava n&atilde;o serem estas canoas de bakairis. (S&eacute;c. XIX, Cartas Administrativas)</p>      <p>Em (5), a ora&ccedil;&atilde;o encabe&ccedil;ada por <i>pois</i> parece se situar numa fronteira bastante t&ecirc;nue entre causa estrita e explica&ccedil;&atilde;o, admitindo duas interpreta&ccedil;&otilde;es poss&iacute;veis. Na primeira delas, introduz uma explica&ccedil;&atilde;o (a desconfian&ccedil;a de que as canoas encontradas representassem algum perigo) que justifica a necessidade de provid&ecirc;ncias pr&eacute;vias ao desembarque. Considerando, no entanto, a organiza&ccedil;&atilde;o mais narrativa do trecho e o fato de que tomar provid&ecirc;ncias constitui um estado de coisas agentivo e intencional, n&atilde;o fica exclu&iacute;da uma leitura da ora&ccedil;&atilde;o com <i>pois</i> como a causa das precau&ccedil;&otilde;es adotadas para o desembarque. Esta interpreta&ccedil;&atilde;o &eacute; favorecida, ainda, pela presen&ccedil;a da ora&ccedil;&atilde;o temporal que precede a ora&ccedil;&atilde;o com <i>pois</i>. </p>      <p>Ao que tudo indica, a posposi&ccedil;&atilde;o das ora&ccedil;&otilde;es encabe&ccedil;adas por <i>pois</i> &eacute; inteiramente independente do dom&iacute;nio em que se instaura a rela&ccedil;&atilde;o de causalidade. Um ponto merece, por&eacute;m, ser destacado. No per&iacute;odo em que se constata maior flexibilidade na posi&ccedil;&atilde;o da ora&ccedil;&atilde;o com <i>pois</i>, qual seja, do s&eacute;culo XIV ao s&eacute;culo XVII, h&aacute; diferen&ccedil;as mais sutis na distribui&ccedil;&atilde;o para as diferentes posi&ccedil;&otilde;es das ora&ccedil;&otilde;es com <i>pois</i>.</p>      <p>Devido &agrave; severa limita&ccedil;&atilde;o no n&uacute;mero de dados para os s&eacute;culos XIII e XIV, nos restringimos aos per&iacute;odos  subsequentes. Ainda assim, &eacute; necess&aacute;ria cautela na interpreta&ccedil;&atilde;o dos resultados resumidos na <a href="#t1">tabela 1</a>, em raz&atilde;o, sobretudo, do n&uacute;mero muito escasso de <i>pois</i> no dom&iacute;nio referencial nos s&eacute;culos XV e XVI. O ponto digno de nota diz respeito, portanto, ao uso de <i>pois</i> nos dom&iacute;nios epist&ecirc;mico e conversacional. Para o dom&iacute;nio epist&ecirc;mico, observa-se um n&iacute;tido corte entre os s&eacute;culos XIV e XV, por um lado, e o s&eacute;culo XVII, por outro, principalmente no que se refere aos valores para a posposi&ccedil;&atilde;o: &iacute;ndices muito pr&oacute;ximos nos s&eacute;culos XV e XVI e aumento significativo no s&eacute;culo XVI (77%). Este aumento &eacute; acompanhado do recuo de ora&ccedil;&otilde;es com <i>pois</i> intercaladas e antepostas. </p>      <p>&nbsp;</p>      <p><a name="t1">Tabela 1</a>- Ordena&ccedil;&atilde;o de ora&ccedil;&otilde;es com pois de acordo com o dom&iacute;nio da causalidade</p>  <table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0" >  <tbody> <tr> <td>    <p><b>S&eacute;culo</b></p></td> <td colspan="3" >    <p><b> Epist&ecirc;mica</b></p></td> <td colspan="3" >    <p><b> Referencial</b></p></td> <td colspan="3" >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Conversacional</b></p></td> </tr>  <tr> <td> </td> <td>    <p>Antep.</p></td> <td>    <p>Interc</p></td> <td>    <p>Posp</p></td> <td>    <p>Antep.</p></td> <td>    <p>Interc.</p></td> <td>    <p>Posp.</p></td> <td>    <p>Antep.</p></td> <td>    <p>Interc.</p></td> <td>    <p>Posp.</p></td> </tr>  <tr> <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>XIII</p></td> <td>    <p>0</p></td> <td>    <p>0</p></td> <td>    <p>3</p>      <p>100%</p></td> <td>    <p>0</p></td> <td>    <p>0</p></td> <td>    <p>1</p>      <p>100%</p></td> <td> </td> <td>    <p>1</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>50%</p></td> <td>    <p>1</p>      <p>50%</p></td> </tr>  <tr> <td>    <p>XIV</p></td> <td>    <p>1</p>      <p>50%</p></td> <td>    <p>1</p>      <p>50%</p></td> <td>    <p>0</p></td> <td> </td> <td> </td> <td>    <p>1</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>100%</p></td> <td>    <p>0</p></td> <td>    <p>0</p></td> <td>    <p>0</p></td> </tr>  <tr> <td>    <p>XV</p></td> <td>    <p>4</p>      <p>31%</p></td> <td>    <p>2</p>      <p>15%</p></td> <td>    <p>7</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>54%</p></td> <td>    <p>– </p></td> <td>    <p>–</p></td> <td>    <p>–</p></td> <td>    <p>2</p>      <p>20%</p></td> <td>    <p>2</p>      <p>20%</p></td> <td>    <p>6</p>      <p>60%</p>  </td> </tr>  <tr> <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>XVI</p></td> <td>    <p>–</p>  </td> <td>    <p>4 </p>      <p>50%</p></td> <td>    <p>4</p>      <p>50%</p></td> <td>    <p>– </p></td> <td>    <p>–</p></td> <td>    <p>–</p></td> <td>    <p>6</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>22%</p>  </td> <td>    <p>7</p>      <p>26%</p></td> <td>    <p>14</p>      <p>52%</p></td> </tr>  <tr> <td>    <p>XVII</p></td> <td>    <p>8</p>      <p>17%</p></td> <td>    <p>3</p>      <p>6%</p></td> <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>37</p>      <p>77%</p></td> <td>    <p>1</p>      <p>14%</p></td> <td>    <p>1</p>      <p>14%</p></td> <td>    <p>5</p>      <p>72%</p></td> <td>    <p>11</p>      <p>31%</p></td> <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>3</p>      <p>9%</p></td> <td>    <p>21</p>      <p>60%</p></td> </tr>  </tbody> </table>      <p>&nbsp;</p>          <p>Para as ora&ccedil;&otilde;es com <i>pois</i> no dom&iacute;nio conversacional, configura-se uma situa&ccedil;&atilde;o mais compat&iacute;vel com estabilidade da posposi&ccedil;&atilde;o, associada a altos &iacute;ndices desde o s&eacute;culo XV. Quanto &agrave; anteposi&ccedil;&atilde;o das ora&ccedil;&otilde;es com <i>pois</i>, surpreende seu aumento no s&eacute;culo XVII (31%), ap&oacute;s um per&iacute;odo de estabilidade, com &iacute;ndices similares para os s&eacute;culos XV e XVI. As ora&ccedil;&otilde;es com <i>pois</i> intercaladas, por sua vez, apresentam uma trajet&oacute;ria mais regular, com frequ&ecirc;ncias pr&oacute;ximas para os s&eacute;culos XVI e XVII e n&iacute;tida redu&ccedil;&atilde;o no s&eacute;culo XVIII. Os fatos mais relevantes parecem ser, portanto, o enrijecimento na posi&ccedil;&atilde;o de ora&ccedil;&otilde;es introduzidas por <i>pois</i> e o decr&eacute;scimo da possibilidade de intercala&ccedil;&atilde;o. </p>      <p><b>5. Da hipotaxe &agrave; parataxe ou especializa&ccedil;&atilde;o sem&acirc;ntico-discursiva?</b></p>      <p>Os resultados discutidos at&eacute; este ponto constituiriam, em princ&iacute;pio, argumentos favor&aacute;veis &agrave; postula&ccedil;&atilde;o de uma trajet&oacute;ria hipotaxe &gt; parataxe para o conector <i>pois</i>). Uma obje&ccedil;&atilde;o a esta conclus&atilde;o &eacute; que, apesar da sua flexibilidade at&eacute; o s&eacute;culo XVII, as ora&ccedil;&otilde;es encabe&ccedil;adas por <i>pois</i> resistem a opera&ccedil;&otilde;es como inser&ccedil;&atilde;o no escopo de uma interroga&ccedil;&atilde;o ou de uma nega&ccedil;&atilde;o ou, ainda, de um adv&eacute;rbio enunciativo. Al&eacute;m disso, n&atilde;o podem constituir complemento de uma outra ora&ccedil;&atilde;o nem serem clivadas. </p>      <p>Outras propriedades apontam pistas para uma reflex&atilde;o. Dentre eles, destaca-se a independ&ecirc;ncia pros&oacute;dica das ora&ccedil;&otilde;es com <i>pois</i>. Ainda que a imprecis&atilde;o da pontua&ccedil;&atilde;o em textos de est&aacute;gios anteriores imponha cautela, a alta frequ&ecirc;ncia de exemplos como (6) &eacute; mais compat&iacute;vel com uma interpreta&ccedil;&atilde;o de estatuto parat&aacute;tico das ora&ccedil;&otilde;es encabe&ccedil;adas por <i>pois</i>.</p>      <p>(6) Duarte Coelho me dise a muyto b&otilde;a vomtade e obras que achara no duque de Nemurs, irm&atilde;ao do duque de Saboya, meu muyto amado e pre&ccedil;ado irm&atilde;o, pera as cousas de meu servi&ccedil;o, e muyto b&otilde;o fora tardes levado carta para elle. E porem, <i>pois</i> a nam levastees, aguora volla mando na forma que a mamdaeis pedyr (s&eacute;c.XVI, CDJ)</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No trecho (6), a ora&ccedil;&atilde;o com <i>pois</i>, separada por v&iacute;rgulas daquela com que se liga, adquire caracter&iacute;sticas de um coment&aacute;rio parent&eacute;tico, adicional, acrescentado de forma a garantir a naturalidade do desejo do infante. </p>      <p>Um caso mais extremo de independ&ecirc;ncia pros&oacute;dica das ora&ccedil;&otilde;es explicativas com <i>pois</i> se verifica nos contextos em que ela se segue a ponto final, como no exemplo (7):</p>      <p>(7) Ainda mal, porque para acreditar, o que disser nesta Rela&ccedil;&atilde;o, tenho j&aacute; t&atilde;o curto numero de testemunhas, que eu serei s&oacute; o autor della<i>. Pois </i>dos poucos que deste naufragio escap&aacute;r&atilde;o vivos, s&atilde;o hoje mortos, quasi todos. (S&eacute;c.XVII, ELP)</p>      <p>Embora entre os s&eacute;culos XIV e XV ainda possam ser atestados alguns casos de aus&ecirc;ncia de v&iacute;rgula antes da ora&ccedil;&atilde;o com <i>pois</i>, a independ&ecirc;ncia pros&oacute;dica destas ora&ccedil;&otilde;es &eacute; sistem&aacute;tica ao longo dos oito s&eacute;culos. Como j&aacute; postulado por Guimar&atilde;es (1987), independ&ecirc;ncia pros&oacute;dica &eacute; o reflexo de uma estrutura discursiva na forma de t&oacute;pico-coment&aacute;rio. Nos termos do autor (Guimar&atilde;es, op. cit:79), “se o tema &eacute; uma ora&ccedil;&atilde;o e o coment&aacute;rio outra, ent&atilde;o cada ora&ccedil;&atilde;o deve corresponder a um grupo entonacional”. Alguns conectores, <i>pois</i> dentre eles, se tornam marcadores de coment&aacute;rio, explicando-se, assim, muitas das suas particularidades sint&aacute;ticas. De forma semelhante, Lopes (2004:5) postula que <i>pois</i>, assim como <i>porque</i> e <i>que</i>, s&oacute; podem introduzir informa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o pressuposta, ou seja, constitu&iacute;rem uma asser&ccedil;&atilde;o. Tal restri&ccedil;&atilde;o parece corresponder bastante bem aos usos de <i>pois</i> no portugu&ecirc;s brasileiro contempor&acirc;neo. Entretanto, em est&aacute;gios anteriores do portugu&ecirc;s, essa restri&ccedil;&atilde;o n&atilde;o era categ&oacute;rica, podendo-se atestar casos de ora&ccedil;&otilde;es explicativas introduzidas por <i>pois</i> que codificam informa&ccedil;&atilde;o infer&iacute;vel ou j&aacute; introduzida no discurso anterior, como nos trechos exemplificados a seguir:</p>      <p>(8) se o marido a no~ quis(er) accusar nen er q(ui)s(er) q(ue) seya doutri~ accusada, nenguu no~ seya recebudo por accusador en tal feyto, <i>ca </i><b>poys</b><i> el quer p(er)duar a ssa molh(er)</i> este peccado, no~ e&acute; dereyto q(ue) outri~ a demande ne~ sub(re) el acuse nenhu~a cousa. (sec. XIII, FR)</p>      <p>(9) E, segundo conta Lucha[m], o que escreveo esta estoria, despois que foro~ co~pridos os cinque a~nos, ma~daronlhe dizer os Roma~a~os que se tornasse, se no~ que o nom receberia~ mais por senedor.E elle, com despeyto, nom o quis fazer mais disse que, <b><i>pois</i></b><i> elle era sanador, </i>que tomava elle outros cinque a~nos<i>; </i>e e~ este cinquo a~nos conquistou tod[a] Espanha. (Sec.XIV, CGE)</p>      <p>No exemplo (8), a informa&ccedil;&atilde;o veiculada pela ora&ccedil;&atilde;o com <i>pois</i> &eacute; recuper&aacute;vel do discurso anterior, mais especificamente, do conte&uacute;do da ora&ccedil;&atilde;o condicional onde se especificam as condi&ccedil;&otilde;es para a aplica&ccedil;&atilde;o da regra estabelecida. Atrav&eacute;s de um processo inferencial, pode-se concluir que, em caso de o marido querer perdoar sua mulher pelo pecado cometido, nenhuma outra pessoa ter&aacute; o direito de acus&aacute;-la. Neste caso, a justificativa que assegura a validade do ato de fala diretivo realizado a seguir, toma por base uma informa&ccedil;&atilde;o j&aacute; compartilhada pelos interlocutores. </p>      <p>O exemplo (9) &eacute; ainda mais interessante, j&aacute; que a ora&ccedil;&atilde;o com <i>pois</i>, intercalada entre dois complementizadores ligados ao verbo <i>dizer</i> e o seu complemento, retoma uma informa&ccedil;&atilde;o j&aacute; apresentada no discurso anterior, portanto, compartilhada. </p>      <p>Os exemplos acima apresentam configura&ccedil;&atilde;o sintagm&aacute;tica e discursiva bastante similar. Todos eles admitem uma par&aacute;frase, por exemplo, por <i>j&aacute; que</i>, conector mais especializado na introdu&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o compartilhada pelos interlocutores ou pressuposta. Estes fatos permitem levantar a hip&oacute;tese de que as restri&ccedil;&otilde;es &agrave; posi&ccedil;&atilde;o das ora&ccedil;&otilde;es com <i>pois</i> no portugu&ecirc;s contempor&acirc;neo, mais do que uma trajet&oacute;ria de mudan&ccedil;a no grau de integra&ccedil;&atilde;o da ora&ccedil;&atilde;o, reflete a perda de uma possibilidade discursiva, qual seja, a de introduzir informa&ccedil;&atilde;o velha ou infer&iacute;vel e consequente especializa&ccedil;&atilde;o sem&acirc;ntico-discursiva como elemento de introdu&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o nova, configurando, assim, enunciados do tipo tema-rema. Este movimento poderia estar associado ao surgimento e generaliza&ccedil;&atilde;o de <i>j&aacute; que,</i> o que tudo indica, a partir do s&eacute;culo XVII (cf. Fieis &amp; Lobo 2008; Paiva &amp; Braga 2011).</p>      <p>Uma evid&ecirc;ncia adicional desta configura&ccedil;&atilde;o &eacute; a frequente presen&ccedil;a de elementos anaf&oacute;ricos nas ora&ccedil;&otilde;es encabe&ccedil;adas por <i>pois</i> antepostas ou interpostas, refor&ccedil;ando seu <i>status</i> de informa&ccedil;&atilde;o compartilhada, como no exemplo (10), em que, na ora&ccedil;&atilde;o explicativa com <i>pois</i> grifada, o SPrep “<i>de aquele naufr&aacute;gio</i>” remete ao acidente descrito na ora&ccedil;&atilde;o anterior. </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>(10) Outros muytos soldados de importancia fic&acirc;r&atilde;o sepultados entre aquellas aguas; dos quaes eu desejei trasladar os nomes, pois n&atilde;o podia os ossos, a estas letras, para immortal memoria delles: (...) <i>Pois</i> Deos me livrou do risco de aquelle naufragio, os livrasse eu se pudesse aelles, tambem do naufragio do esquecimento (S&eacute;c. XVII, ELP)</p>      <p>Ainda que n&atilde;o esteja exclu&iacute;da a possibilidade de ora&ccedil;&otilde;es com <i>pois</i> antepostas ou intercaladas codificarem informa&ccedil;&atilde;o nova, a grande maioria delas (47/59 = 79%) se caracteriza pelo tra&ccedil;o [+ informa&ccedil;&atilde;o dada].</p>      <p>Um outro aspecto merece reflex&atilde;o: em muitos desses casos de anteposi&ccedil;&atilde;o, as constru&ccedil;&otilde;es com <i>pois</i> antepostas e intercaladas se aproximam dos contextos mais caracter&iacute;sticos da locu&ccedil;&atilde;o conjuntiva <i>pois que</i>, como exemplifica (11):</p>      <p>(11) <b><i>Poys que</i></b><i> offyzio dos escriuaes e&acute; publico e (co)munal p(er)a todos,</i> mandamos que a todos aquelles q(ue) dema~dare~ carta p(er)a s(eus) p(re)ytos, assy p(er) mandado dos alcaydes coma por os iuyzes como p(er) si dalgu~as (con)pras ou de uendas dos omees que a[i]a~ d(e) faz(er), fa&ccedil;as sen outro e~longame~to nenhuu e no~ as leyxe d(e) faz(er) por amor ne~ por desamor nenhuu ne~ p(er) medo ne~ p(er) uergonha d(e) nenguu. (Sec. XIII, FR)</p>      <p>Um dado relevante &eacute; que nos 47 per&iacute;odos complexos com <i>pois que</i> coligidos nos mesmos textos, a ora&ccedil;&atilde;o encabe&ccedil;ada por esta locu&ccedil;&atilde;o codifica informa&ccedil;&atilde;o compartilhada ou apresentada como tal. N&atilde;o se pode excluir, portanto, a possibilidade de que, durante a coexist&ecirc;ncia entre os dois conectores, <i>pois</i> tenha incorporado propriedades de <i>pois que</i>, o que explicaria, inclusive, a intercambialidade entre eles em alguns contextos, durante um certo per&iacute;odo.<sup><a href="#5" name="top5" >[5]</a></sup> Dada a recorr&ecirc;ncia muito mais significativa de <i>pois</i> como introdutor de ora&ccedil;&otilde;es que expressam informa&ccedil;&atilde;o [- dada], este uso teria se generalizado, ou nos termos de Traugott (2003), semanticizado ao longo do tempo. </p>      <p><b>6. Considera&ccedil;&otilde;es finais</b></p>      <p>Ao longo deste artigo apresentamos algumas evid&ecirc;ncias para uma quest&atilde;o controversa no que se refere &agrave; evolu&ccedil;&atilde;o de per&iacute;odos complexos, qual seja, a hip&oacute;tese de que estruturas [+ integradas], hipot&aacute;ticas se originam de estruturas [- integradas], parat&aacute;ticas. Considerando alguns aspectos da evolu&ccedil;&atilde;o do conector causal/explicativo <i>pois</i>, apresentamos alguns argumentos que permitem discutir esta direcionalidade.</p>      <p>O surgimento de <i>pois</i> conectivo a partir de uma base adverbial exemplifica bastante bem um processo de gramaticaliza&ccedil;&atilde;o no seu sentido mais cl&aacute;ssico. O posterior desenvolvimento dos diversos valores/fun&ccedil;&otilde;es de conector <i>pois</i>, ao contr&aacute;rio, suscita quest&otilde;es atinentes ao seu estatuto sint&aacute;tico. Mostramos, com base numa an&aacute;lise quantitativa, que suas restri&ccedil;&otilde;es sint&aacute;ticas no portugu&ecirc;s contempor&acirc;neo s&atilde;o melhor explicadas se consideramos as propriedades discursivas das ora&ccedil;&otilde;es introduzidas por <i>pois</i>, notadamente no que se refere ao tipo de informa&ccedil;&atilde;o que elas codificam.</p>      <p>A an&aacute;lise permitiu mostrar que a perda de flexibilidade da ora&ccedil;&atilde;o encabe&ccedil;ada por <i>pois</i>, n&iacute;tida a partir do s&eacute;culo XVIII, mais do que o ind&iacute;cio de uma mudan&ccedil;a de estatuto sint&aacute;tico das ora&ccedil;&otilde;es que ele introduz, pode ser interpretada como uma mudan&ccedil;a discursivamente motivada. No per&iacute;odo, bastante longo em que as ora&ccedil;&otilde;es introduzidas por <i>pois</i> admitiam posi&ccedil;&atilde;o vari&aacute;vel, p&ocirc;de ser atestada igualmente maior flexibilidade no seu estatuto informacional: ora&ccedil;&otilde;es explicativas encabe&ccedil;adas por <i>pois</i> serviam tanto &agrave; apresenta&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o nova como de informa&ccedil;&atilde;o dada. Como se pode esperar, esta maior flexibilidade discursiva encontra paralelo na forma de lineariza&ccedil;&atilde;o do per&iacute;odo complexo: ora&ccedil;&otilde;es explicativas com informa&ccedil;&atilde;o dada ou infer&iacute;vel s&atilde;o mais frequentemente antepostas ou intercaladas e ora&ccedil;&otilde;es com informa&ccedil;&atilde;o nova, mais frequentemente pospostas &agrave; n&uacute;cleo (Paiva, 19991). Pode-se, ent&atilde;o, concluir que o enrijecimento na posi&ccedil;&atilde;o de ora&ccedil;&otilde;es explicativas com <i>pois</i> implica uma cristaliza&ccedil;&atilde;o do seu papel discursivo, ou seja, o de introduzir informa&ccedil;&atilde;o nova. </p>      <p>Evidentemente, uma verifica&ccedil;&atilde;o mais rigorosa desta hip&oacute;tese requer situar o conector <i>pois,</i> em cada um dos seus est&aacute;gios de evolu&ccedil;&atilde;o, no paradigma em que ele se insere, a fim de identificar em que medida a perda de uma possibilidade discursiva resulta de uma poss&iacute;vel divis&atilde;o de fun&ccedil;&otilde;es entre os diferentes elementos coexistentes. Podemos presumir que as mudan&ccedil;as operadas nos enunciados explicativos com <i>pois</i> n&atilde;o sejam indiferentes &agrave; longa coexist&ecirc;ncia com a locu&ccedil;&atilde;o <i>pois que </i>e &agrave; poss&iacute;vel intercambialidade entre eles.Evid&ecirc;ncias mais seguras para esta conclus&atilde;o teriam que levar em conta tamb&eacute;m outros movimentos no conjunto de conectores causais, dentre eles, o desaparecimento de <i>ca, </i>a alta frequ&ecirc;ncia do uso de <i>porque </i>e a emerg&ecirc;ncia de<i> j&aacute;</i> que.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>      <!-- ref --><p>Barreto, T. (1999), <i>Gramaticaliza&ccedil;&atilde;o das conjun&ccedil;&otilde;es</i> n<i>a hist&oacute;ria do portugu&ecirc;s,</i> Instituto de Letras, Universidade Federal da Bahia, Salvador, Tese de doutorado em Letras.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000195&pid=S0807-8967201300010000800001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Bechara, E (1999), <i>Moderna Gram&aacute;tica Portuguesa,</i> 37&ordf; ed. Rio de Janeiro, Lucerna.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000197&pid=S0807-8967201300010000800002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Braga, M. L &amp; Paiva, M. C. (2011), “Gramaticaliza&ccedil;&atilde;o e gram&aacute;tica de constru&ccedil;&otilde;es: estabilidade e instabilidade no uso de ora&ccedil;&otilde;es complexas de causa em tempo real”, <i>Revista Letras &amp; Letras, </i>27, pp.51-70.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000199&pid=S0807-8967201300010000800003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Candido, F. M. (2009), <i>Os diferentes padr&otilde;es das constru&ccedil;&otilde;es com “pois</i>”, Araraquara, UNEP, Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000201&pid=S0807-8967201300010000800004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Cegalla, D. P. (1970), <i>Nov&iacute;ssima gram&aacute;tica da l&iacute;ngua portuguesa, </i>S&atilde;o Paulo, Editora Nacional, 1970.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000203&pid=S0807-8967201300010000800005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Corominas, J &amp; Pascual, J. A. (1991), <i>Diccion&aacute;rio cr&iacute;tico etimol&oacute;gico castellano e hisp&aacute;nico</i>, Madrid, Gredos.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000205&pid=S0807-8967201300010000800006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Coutinho, I. L. (1962), <i>Gram&aacute;tica Hist&oacute;rica</i>, Rio de Janeiro, Acad&ecirc;mica.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000207&pid=S0807-8967201300010000800007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>Cristofaro, S. (2003), <i>Subordination,</i> Oxford, Oxford University Press, 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000209&pid=S0807-8967201300010000800008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Cunha, C. F. (1970), <i>Gram&aacute;tica do portugu&ecirc;s contempor&acirc;neo</i>, Belo Horizonte, Bernardo Alvares.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000211&pid=S0807-8967201300010000800009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Dancygier , B. &amp; Sweetswer, E. (2000), “ Constructions with if, since, and because: Causality, epistemic stance, and clause order”, in E. Couper-Kuhlen &amp; B. Kortmann (eds), <i>Cause, condition, concession and contrast</i>: Cognitive and discourse perspective. Berlin: Mouton de Gruyter, pp. 111-142.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000213&pid=S0807-8967201300010000800010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>Evers-Vermeul, J. (2005), <i>Connections between form and function of Dutch Connectives: Change and acquisition as windows on form-function relation,</i> Dissertation UiL OTS, Universiteit Utrecht.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000215&pid=S0807-8967201300010000800011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>Fagard, B. (2009), “Grammaticalisation et renouvellement : conjonctions de cause dans les langues romanes”, <i>Revue romaine de linguistique</i> 54, pp. 21-43.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000217&pid=S0807-8967201300010000800012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>Fi&eacute;is, A &amp; LOBO, M. (2008), <i>Para uma diacronia das ora&ccedil;&otilde;es causais e explicativas do portugu&ecirc;s</i>. Comunica&ccedil;&atilde;o. XXIV Encontro Nacional da APL, Braga, Portugal.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000219&pid=S0807-8967201300010000800013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>Frajzyngier, Z. (1996), <i>Grammaticalization of the complex sentence: a case study in Chadic, </i>Philadelphia, John Benjamins.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000221&pid=S0807-8967201300010000800014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Guimar&atilde;es, E (1987), <i>Texto e argumenta&ccedil;&atilde;o</i>, Capinas, Pontes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000223&pid=S0807-8967201300010000800015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Gunthner, S. (2010), “From subordination to coordination? Verb second position in German causal and concessive constructions”, <i>Pragmatics</i> 32, pp. 33- 56.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000225&pid=S0807-8967201300010000800016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>Haiman<b>,</b> John &amp; Thompson (1988), “Introduction” in J. Haimann &amp; S. Thompson (ed),<i> Clause Combining in Grammar and Discourse,</i> Philadelphia, John Benjamins, pp. X-XIII.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000227&pid=S0807-8967201300010000800017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Heine, B.; Claudi, U.&amp; H&uuml;nnemeyer, F (1991),<i> Grammaticalization</i>: a conceptual framework<i>,</i> Chicago, Chicago University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000229&pid=S0807-8967201300010000800018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Halliday, M. A. K. (2004), <i>An introduction to functional grammar, </i>London, Arnold, 1994.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000231&pid=S0807-8967201300010000800019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Harris, A. &amp; Campbel, L. (1995), <i>Historical syntax in cross-linguistic perspective</i>, Cambridge, Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000233&pid=S0807-8967201300010000800020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Heine, B. &amp; Kuteva, T. (2007), <i>The genesis of grammar: a reconstruction</i>, Oxford, Oxford Universisty Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000235&pid=S0807-8967201300010000800021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Hopper, P; Traugott, E. C. (2003), <i>Grammaticalization, </i>2. ed. Cambridge, Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000237&pid=S0807-8967201300010000800022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>K&ouml;nig, E. &amp; VAN der Auwera, J. (1988), “Clause integration in German and Dutch: conditional and concessive”, in J. Haiman &amp; S. Thompson, (eds), <i>Clause combining in Grammar and Discourse,</i> Amsterdam/Philadelphia, John Benjamins, pp.101-133.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000239&pid=S0807-8967201300010000800023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Lehmann, Christian (1988), “Towards a Typology of Clause Linkage” in S, Thompson &amp; J. Haiman (orgs),<i>Clause Combining in Grammar and Discourse,</i> Philadelphia, John Benjamins, 1988. p. 181-225.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000241&pid=S0807-8967201300010000800024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Lima, J. P de (2002), “Grammaticalisation, subjectification and the origin of phatic markers”, In: W. Wischer &amp; G. Diewald (eds), <i>New reflections on grammaticalisation,</i> Amsterdam/Philadelphia, John Benjamins, pp. 363-378.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000243&pid=S0807-8967201300010000800025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Lobo, M. (2003), <i>Aspectos da sintaxe das ora&ccedil;&otilde;es adverbiais do portugu&ecirc;s,</i> CLUL, Universidade Nova de Lisboa, Lisboa, Disserta&ccedil;&atilde;o de doutoramento.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000245&pid=S0807-8967201300010000800026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Lopes, Helena C. (2004), <i>Aspectos sint&aacute;cticos, sem&acirc;nticos e pragm&aacute;ticos das constru&ccedil;&otilde;es causais</i>: <i>contributo para uma reflex&atilde;o sobre o ensino da gram&aacute;tica,</i> Universidade do Porto, Porto, Disserta&ccedil;&atilde;o de doutoramento.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000247&pid=S0807-8967201300010000800027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>Matthiessen, C.&amp; Thompson, S (1988), “The structure of discourse and ‘subordination”, in J. Haiman &amp; S. Thompson (eds.) <i>Clause combining in grammar and discourse,</i> Amsterdam/Philadelphia, John Benjamins, pp. 243-281.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000249&pid=S0807-8967201300010000800028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Matos, G. (2005), “Coordination vs. subordination adverbiale - propositions causales en portugais”, Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.cavi.univ-paris3.fr//ilpga/colloque-coord-subord-2005/pretextes/index.html" target="_blank">http://www.cavi.univ-paris3.fr//ilpga/colloque-coord-subord-2005/pretextes/index.html</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000251&pid=S0807-8967201300010000800029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Mattos e Silva, R, V (1989), <i>Estruturas Trecentistas. Para uma Gram&aacute;tica do Portug&ecirc;s Arcaico, </i>Lisboa, Imprensa Nacional/Casa da Moeda. 1989.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000253&pid=S0807-8967201300010000800030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Mattos e Silva, R. V. (2006), <i>O portugu&ecirc;s arcaico: morfologia e sintaxe,</i> 2. ed, S&atilde;o Paulo, Contexto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000255&pid=S0807-8967201300010000800031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Nascentes, A (1995), <i>Dicion&aacute;rio etimol&oacute;gico da l&iacute;ngua portuguesa</i>, v. 1, Rio de Janeiro, Livraria Acad&ecirc;mica, 1955.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000257&pid=S0807-8967201300010000800032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Neves, M. H. de M. (1999), <i>Gram&aacute;tica de usos do portugu&ecirc;s</i>, S&atilde;o Paulo, Editora da Unesp.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000259&pid=S0807-8967201300010000800033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Nunes, J. J. (1975), Co<i>mp&ecirc;ndio de</i> <i>Gram&aacute;tica Hist&oacute;rica</i> <i>Portuguesa, Fon&eacute;tica e Morfologia</i>, Rio de Janeiro, Livraria Cl&aacute;ssica Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000261&pid=S0807-8967201300010000800034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Paiva, Maria C. de (1991), <i>Ordena&ccedil;&atilde;o das cl&aacute;usulas causais: forma e fun&ccedil;&atilde;o,</i> Rio de Janeiro: FL/UFRJ, tese de doutoramento.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000263&pid=S0807-8967201300010000800035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Paiva, M. C. de (1995), “Empregos de <i>Porque</i> no Discurso oral”, <i>D.E.L.T.A.</i>11, S&atilde;o Paulo, PUC- SP, pp. 278-30.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000265&pid=S0807-8967201300010000800036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Paiva, m. c de (1996), “Pressupostos sem&acirc;nticos e discursivos da rela&ccedil;&atilde;o de causalidade” in: Alzira Macedo et alii. (org.), <i>Varia&ccedil;&atilde;o e discurso,</i> Rio de Janeiro, Tempo Brasileiro, pp. 51-62.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000267&pid=S0807-8967201300010000800037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Paiva, M. C. A. &amp; BRAGA, M. L. (2010), “Cl&aacute;usulas <i>porque</i>: da sintaxe ao discurso in M. C. Mollica, (Org.), <i>Usos da linguagem e sua rela&ccedil;&atilde;o com a mente humana,</i> Rio de Janeiro, Editora Tempo Brasileiro, 2010, pp. 55-71.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000269&pid=S0807-8967201300010000800038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Paiva, M. C.&amp; BRAGA, M. L. (2013), “Evolu&ccedil;&acirc;o de <i>pois</i> e <i>pois que</i> no portugu&ecirc;s: uma trajet&oacute;ria de subjetiviza&ccedil;&atilde;o? “in Maria Maura Cez&aacute;rio &amp; M. Ang&eacute;lica F. da Cunha, <i>Lingu&iacute;stica centrada no uso: uma homenagem a M&aacute;rio Martelotta</i>, Rio de Janeiro, Mauad/Faperj, pp.97-112.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000271&pid=S0807-8967201300010000800039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Pereira, M. H., Braga, M. L. &amp; Paiva. M. C. (2010), “Gramaticaliza&ccedil;&atilde;o das constru&ccedil;&otilde;es (prep)1 + (det) + N + (prep)<sup>2</sup> + que” in Lourenzo Vital &amp; Sueli Coelho, <i>Estudos de processos de gramaticaliza&ccedil;&atilde;o em portugu&ecirc;s: metodologias e aplica&ccedil;&otilde;es</i>, Campinas, Mercado das Letras, pp. 173-200.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000273&pid=S0807-8967201300010000800040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Peres, Jo&atilde;o Andrade (1997), “Sobre Conex&otilde;es Proposicionais em Portugu&ecirc;s, in A. M. Brito, F. Oliveira, I. P. de Lima e R. M. Martelo (org).,<i> Sentido que a Vida Faz. Estudos para &Oacute;scar Lopes</i>, Campo de Letras, Porto, pp. 775-787<b>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000275&pid=S0807-8967201300010000800041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </b></p>      <!-- ref --><p>Peres, J.; Mascarenhas, S. (2006), “Notes on sentential connections (predominantly), in Portuguese”, <i>Journal of Portuguese Linguistics </i>5, pp. 113-169.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000277&pid=S0807-8967201300010000800042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>Quirk, R. Sidney Greenbaum, Geoffrey Leech &amp; Jan Svartvik (1985), <i>A Comprehensive Grammar of the English Language</i>, London/New York, Longman.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000279&pid=S0807-8967201300010000800043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Said Ali, M. (2001 [1921]), <i>Gram&aacute;tica hist&oacute;rica da l&iacute;ngua portuguesa, 8</i>. ed, S&atilde;o Paulo, Melhoramentos.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000281&pid=S0807-8967201300010000800044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Sweetser, E. (1990), <i>From etymology to pragmatics: metaphorical and cultural aspects of semantic structure, Cambridge,</i>Cambridge University Press, 1990<b>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000283&pid=S0807-8967201300010000800045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></b></p>      <!-- ref --><p>Traugott, E. C. (1989), “On the rise of epistemic meanings in English<i>: </i>an example of subjectification in semantic change”, <i>Language </i>65, pp. 31-55.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000285&pid=S0807-8967201300010000800046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Traugott, E. (1995), “Subjectification in grammaticalization”, in D. Stein &amp; D. Wright, (ed.), <i>Subjectivity and Subjectivisation, </i>Cambridge: Cambridge University Press, 1995, pp. 37-54.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000287&pid=S0807-8967201300010000800047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Traugott, E. (2003), “From subjectification to intersubjectification” in Raymond Hickley (ed), <i>Motives for language change, </i>New York, Cambridge University Press, pp. 124-142.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000289&pid=S0807-8967201300010000800048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Traugott, E. (2010), “(Inter)subjectivity and (inter) subjectification: a reassessment”, in K. Davidse et alii (org), <i>Subjetification, intersubjetification and grammaticalisation,</i> Berlin/New York, Mouton de Gruyter, pp. 29-74.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000291&pid=S0807-8967201300010000800049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Traugott, E. &amp; K&Ouml;NIG, E. (1991), “The semantics-pragmatics of grammaticalization revisited” in E. Traugott &amp; B. Heine, (eds). <i>Approaches to grammaticalization,</i> Amsterdam/Philadelphia, John Benjamins, pp.189-218.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000293&pid=S0807-8967201300010000800050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Ziegeler, D. (2004), “Redefining unidirectionality: is there life after modality?” in O. Fischer; M. Norde &amp; H. Perridon (ed), <i>Up and down the cline: the nature of gammaticalisation</i>, Amsterdam, John Benjamins, pp. 115-126.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000295&pid=S0807-8967201300010000800051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Notas</b></p>      <p><sup><a href="#top1" name="1" >[1]</a></sup> Para os per&iacute;odos arcaico e cl&aacute;ssico, foram utilizados os seguintes textos: s&eacute;culo XIII: Tempos dos preitos (TP). Textos notariais (TN), Afonso X, Foro Real (FR); s&eacute;culo XIV: Textos notariais em Cl&iacute;ticos da hist&oacute;ria do portugu&ecirc;s (CHP), Cr&ocirc;nica geral de Espanha (CGE); s&eacute;culo XV: Cr&oacute;nicas do Conde D. Pedro de Menezes (DPM) e Orto do esposo (OE); para o s&eacute;culo XVII: Cr&oacute;nicas do rei de Bisnaga (CRB), Cartas de Dom Jo&atilde;o III (CDJ,; s&eacute;culo XVII: Epan&aacute;foras de variada l&iacute;ngua portuguesa ( ELP) e Cartas familiares de F. M. Melo (FMM) As vers&oacute;es utilizadas correspondem &agrave;s que foram organizadas para o <i>Corpus</i> Informatizado do Portugu&ecirc;s Medieval (CIPM) (dispon&iacute;vel no endere&ccedil;o : <a href="http://cipm.fcsh.unl.pt/" target="_blank">http://cipm.fcsh.unl.pt/</a>) e as que constituem o Corpo Tycho Brahe, da USP (dispon&iacute;vel em . <a href="http://www.tycho.iel.unicamp.br/~tycho/" target="_blank">http://www.tycho.iel.unicamp.br/~tycho/</a>).</p>      <p><sup><a href="#top2" name="2" >[2]</a></sup> Estas cartas integram um corpus mais amplo (Amostra do Discurso Midi&aacute;tico), composta de  textos representativos de diferentes g&ecirc;neros jornal&iacute;sticos publicados nos jornais cariocas O<i> Globo, Jornal do Brasil, Extra e  Povo.</i> Esta amostra foi organizada pelos membros do Programa de Estudos do Uso da L&iacute;ngua (PEUL), sediado na UFRJ e est&atilde;o  dispon&iacute;veis em <a href="http://www.letras.ufrj.br/~peul" target="_blank">www.letras.ufrj.br/~peul</a>)</p>      <p><sup><a href="#top3" name="3" >[3]</a></sup> A possibilidade de substituir <i>pois</i> por <i>porque</i> decorre naturalmente da ambiguidade deste conector que pode instanciar rela&ccedil;&otilde;es causais em diferentes dom&iacute;nios (cf. Paiva 1991, Lopes 2004, Paiva &amp; Braga, 2010).</p>      <p><sup><a href="#top4" name="4" >[4]</a></sup> Ver, por exemplo, o caso das comparativas e consecutivas que, segundo v&aacute;rias an&aacute;lises, devem ser exclu&iacute;das do grupo das adverbiais, por compartilharem propriedades tanto das ora&ccedil;oes relativas e completivas como das coordenadas. (cf. Brito &amp; Matos 2003) </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><sup><a href="#top5" name="5" >[5]</a></sup> Para Fagard (2009), <i>pois que</i> constituiria um est&aacute;gio anterior que teria dado origem <i>pois</i> atrav&eacute;s da perda de <i>que</i>. Esta interpreta&ccedil;&atilde;o pode ser discutida, se considerarmos que a intercambialidade entre os dois conectores &eacute; limitada a certos contextos (cf. Paiva &amp; Braga, 2013).</p>        ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Barreto]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Gramaticalização das conjunções na história do português]]></source>
<year>1999</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bechara]]></surname>
<given-names><![CDATA[E]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Moderna Gramática Portuguesa]]></source>
<year>1999</year>
<edition>37</edition>
<publisher-loc><![CDATA[Rio de Janeiro ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Lucerna]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Braga]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. L]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Paiva]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Gramaticalização e gramática de construções: estabilidade e instabilidade no uso de orações complexas de causa em tempo real]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Letras & Letras]]></source>
<year>2011</year>
<volume>27</volume>
<page-range>51-70</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Candido]]></surname>
<given-names><![CDATA[F. M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Os diferentes padrões das construções com “pois”]]></source>
<year>2009</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cegalla]]></surname>
<given-names><![CDATA[D. P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Novíssima gramática da língua portuguesa]]></source>
<year>1970</year>
<publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Editora Nacional]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Corominas]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pascual]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Diccionário crítico etimológico castellano e hispánico]]></source>
<year>1991</year>
<publisher-loc><![CDATA[Madrid ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Gredos]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Coutinho]]></surname>
<given-names><![CDATA[I. L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Gramática Histórica]]></source>
<year>1962</year>
<publisher-loc><![CDATA[Rio de Janeiro ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Acadêmica]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cristofaro]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Subordination]]></source>
<year>2003</year>
<publisher-loc><![CDATA[Oxford ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Oxford University Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cunha]]></surname>
<given-names><![CDATA[C. F.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Gramática do português contemporâneo]]></source>
<year>1970</year>
<publisher-loc><![CDATA[Belo Horizonte ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Bernardo Alvares]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Dancygier]]></surname>
<given-names><![CDATA[B.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sweetswer]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Constructions with if, since, and because: Causality, epistemic stance, and clause order]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Couper-Kuhlen]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kortmann]]></surname>
<given-names><![CDATA[B.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Cause, condition, concession and contrast: Cognitive and discourse perspective]]></source>
<year>2000</year>
<page-range>111-142</page-range><publisher-loc><![CDATA[Berlin ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Mouton de Gruyter]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Evers-Vermeul]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Connections between form and function of Dutch Connectives: Change and acquisition as windows on form-function relation]]></source>
<year>2005</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Fagard]]></surname>
<given-names><![CDATA[B.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="fr"><![CDATA[Grammaticalisation et renouvellement: conjonctions de cause dans les langues romanes]]></article-title>
<source><![CDATA[Revue romaine de linguistique]]></source>
<year>2009</year>
<volume>54</volume>
<page-range>21-43</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<nlm-citation citation-type="confpro">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Fiéis]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[LOBO]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Para uma diacronia das orações causais e explicativas do português]]></source>
<year>2008</year>
<conf-name><![CDATA[ XXIV Encontro Nacional da APL]]></conf-name>
<conf-loc>Braga </conf-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Frajzyngier]]></surname>
<given-names><![CDATA[Z.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Grammaticalization of the complex sentence: a case study in Chadic]]></source>
<year>1996</year>
<publisher-loc><![CDATA[Philadelphia ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[John Benjamins]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Guimarães]]></surname>
<given-names><![CDATA[E]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Texto e argumentação]]></source>
<year>1987</year>
<publisher-loc><![CDATA[Capinas ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Pontes]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gunthner]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[From subordination to coordination?: Verb second position in German causal and concessive constructions]]></article-title>
<source><![CDATA[Pragmatics]]></source>
<year>2010</year>
<volume>32</volume>
<page-range>33- 56</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Haiman]]></surname>
<given-names><![CDATA[John]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Thompson]]></surname>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Introduction]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Haimann]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Thompson]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Clause Combining in Grammar and Discourse]]></source>
<year>1988</year>
<page-range>X-XIII</page-range><publisher-loc><![CDATA[Philadelphia ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[John Benjamins]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B18">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Heine]]></surname>
<given-names><![CDATA[B.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Claudi]]></surname>
<given-names><![CDATA[U.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hünnemeyer]]></surname>
<given-names><![CDATA[F]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Grammaticalization: a conceptual framework]]></source>
<year>1991</year>
<publisher-loc><![CDATA[Chicago ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Chicago University Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B19">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Halliday]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. A. K.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[An introduction to functional grammar]]></source>
<year>2004</year>
<publisher-loc><![CDATA[London ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Arnold]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B20">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Harris]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Campbel]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Historical syntax in cross-linguistic perspective]]></source>
<year>1995</year>
<publisher-loc><![CDATA[Cambridge ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Cambridge University Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B21">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Heine]]></surname>
<given-names><![CDATA[B.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kuteva]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[The genesis of grammar: a reconstruction]]></source>
<year>2007</year>
<publisher-loc><![CDATA[Oxford ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Oxford Universisty Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B22">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Hopper]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Traugott]]></surname>
<given-names><![CDATA[E. C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Grammaticalization]]></source>
<year>2003</year>
<edition>2</edition>
<publisher-loc><![CDATA[Cambridge ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Cambridge University Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B23">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[König]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[VAN der Auwera]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Clause integration in German and Dutch: conditional and concessive]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Haiman]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Thompson]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Clause combining in Grammar and Discourse]]></source>
<year>1988</year>
<page-range>101-133</page-range><publisher-loc><![CDATA[AmsterdamPhiladelphia ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[John Benjamins]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B24">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lehmann]]></surname>
<given-names><![CDATA[Christian]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Towards a Typology of Clause Linkage]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Thompson]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Haiman]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Clause Combining in Grammar and Discourse]]></source>
<year>1988</year>
<page-range>181-225</page-range><publisher-loc><![CDATA[Philadelphia ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[John Benjamins]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B25">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lima]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. P de]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Grammaticalisation, subjectification and the origin of phatic markers]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Wischer]]></surname>
<given-names><![CDATA[W.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Diewald]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[New reflections on grammaticalisation]]></source>
<year>2002</year>
<page-range>363-378</page-range><publisher-loc><![CDATA[AmsterdamPhiladelphia ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[John Benjamins]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B26">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lobo]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Aspectos da sintaxe das orações adverbiais do português]]></source>
<year>2003</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B27">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lopes]]></surname>
<given-names><![CDATA[Helena C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Aspectos sintácticos, semânticos e pragmáticos das construções causais: contributo para uma reflexão sobre o ensino da gramática]]></source>
<year>2004</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B28">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Matthiessen]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Thompson]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The structure of discourse and ‘subordination]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Haiman]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Thompson]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Clause combining in grammar and discourse]]></source>
<year>1988</year>
<page-range>243-281</page-range><publisher-loc><![CDATA[AmsterdamPhiladelphia ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[John Benjamins]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B29">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Matos]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Coordination vs. subordination adverbiale: propositions causales en portugais]]></source>
<year>2005</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B30">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Mattos e Silva]]></surname>
<given-names><![CDATA[R, V]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Estruturas Trecentistas: Para uma Gramática do Portugês Arcaico]]></source>
<year>1989</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Imprensa NacionalCasa da Moeda]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B31">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Mattos e Silva]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. V.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[O português arcaico: morfologia e sintaxe]]></source>
<year>2006</year>
<edition>2</edition>
<publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Contexto]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B32">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Nascentes]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Dicionário etimológico da língua portuguesa]]></source>
<year>1995</year>
<volume>1</volume>
<publisher-loc><![CDATA[Rio de Janeiro ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Livraria Acadêmica]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B33">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Neves]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. H. de M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Gramática de usos do português]]></source>
<year>1999</year>
<publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Editora da Unesp]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B34">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Nunes]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Compêndio de Gramática Histórica Portuguesa, Fonética e Morfologia]]></source>
<year>1975</year>
<publisher-loc><![CDATA[Rio de Janeiro ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Livraria Clássica Editora]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B35">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Paiva]]></surname>
<given-names><![CDATA[Maria C. de]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Ordenação das cláusulas causais: forma e função]]></source>
<year>1991</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B36">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Paiva]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. C. de]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Empregos de Porque no Discurso oral]]></article-title>
<source><![CDATA[D.E.L.T.A.]]></source>
<year>1995</year>
<volume>11</volume>
<page-range>278-30</page-range><publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[PUC- SP]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B37">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Paiva]]></surname>
<given-names><![CDATA[m. c de]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Pressupostos semânticos e discursivos da relação de causalidade]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Macedo]]></surname>
<given-names><![CDATA[Alzira]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Variação e discurso]]></source>
<year>1996</year>
<page-range>51-62</page-range><publisher-loc><![CDATA[Rio de Janeiro ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Tempo Brasileiro]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B38">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Paiva]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. C. A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[BRAGA]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Cláusulas porque: da sintaxe ao discurso]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Mollica]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Usos da linguagem e sua relação com a mente humana]]></source>
<year>2010</year>
<month>20</month>
<day>10</day>
<page-range>55-71</page-range><publisher-loc><![CDATA[Rio de Janeiro ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Editora Tempo Brasileiro]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B39">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Paiva]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[BRAGA]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Evoluçâo de pois e pois que no português: uma trajetória de subjetivização?]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Cezário]]></surname>
<given-names><![CDATA[Maria Maura]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Cunha]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. Angélica F. da]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Linguística centrada no uso: uma homenagem a Mário Martelotta]]></source>
<year>2013</year>
<page-range>97-112</page-range><publisher-loc><![CDATA[Rio de Janeiro ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[MauadFaperj]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B40">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pereira]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Braga]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Paiva]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Gramaticalização das construções (prep)1 + (det) + N + (prep)² + que]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Vital]]></surname>
<given-names><![CDATA[Lourenzo]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Coelho]]></surname>
<given-names><![CDATA[Sueli]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Estudos de processos de gramaticalização em português: metodologias e aplicações]]></source>
<year>2010</year>
<page-range>173-200</page-range><publisher-loc><![CDATA[Campinas ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Mercado das Letras]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B41">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Peres]]></surname>
<given-names><![CDATA[João Andrade]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Sobre Conexões Proposicionais em Português]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[F. Oliveira]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. M. Brito]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lima]]></surname>
<given-names><![CDATA[I. P. de]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Martelo]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Sentido que a Vida Faz: Estudos para Óscar Lopes]]></source>
<year>1997</year>
<page-range>775-787</page-range><publisher-loc><![CDATA[Porto ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Campo de Letras]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B42">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Peres]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mascarenhas]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Notes on sentential connections (predominantly), in Portuguese]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Portuguese Linguistics]]></source>
<year>2006</year>
<volume>5</volume>
<page-range>113-169</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B43">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Quirk]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. Sidney Greenbaum]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Leech]]></surname>
<given-names><![CDATA[Geoffrey]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Svartvik]]></surname>
<given-names><![CDATA[Jan]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[A Comprehensive Grammar of the English Language]]></source>
<year>1985</year>
<publisher-loc><![CDATA[LondonNew York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Longman]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B44">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Said Ali]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Gramática histórica da língua portuguesa]]></source>
<year>2001</year>
<edition>8</edition>
<publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Melhoramentos]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B45">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Sweetser]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[From etymology to pragmatics: metaphorical and cultural aspects of semantic structure]]></source>
<year>1990</year>
<publisher-loc><![CDATA[Cambridge ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Cambridge University Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B46">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Traugott]]></surname>
<given-names><![CDATA[E. C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[On the rise of epistemic meanings in English: an example of subjectification in semantic change]]></article-title>
<source><![CDATA[Language]]></source>
<year>1989</year>
<volume>65</volume>
<page-range>31-55</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B47">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Traugott]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Subjectification in grammaticalization]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Stein]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Wright]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Subjectivity and Subjectivisation]]></source>
<year>1995</year>
<page-range>37-54</page-range><publisher-loc><![CDATA[Cambridge ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Cambridge University Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B48">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Traugott]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[From subjectification to intersubjectification]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Hickley]]></surname>
<given-names><![CDATA[Raymond]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Motives for language change]]></source>
<year>2003</year>
<page-range>124-142</page-range><publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Cambridge University Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B49">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Traugott]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[(Inter)subjectivity and (inter) subjectification: a reassessment]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Davidse]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Subjetification, intersubjetification and grammaticalisation]]></source>
<year>2010</year>
<page-range>29-74</page-range><publisher-loc><![CDATA[BerlinNew York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Mouton de Gruyter]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B50">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Traugott]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[KÖNIG]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The semantics-pragmatics of grammaticalization revisited]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Traugott]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Heine]]></surname>
<given-names><![CDATA[B.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Approaches to grammaticalization]]></source>
<year>1991</year>
<page-range>189-218</page-range><publisher-loc><![CDATA[AmsterdamPhiladelphia ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[John Benjamins]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B51">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ziegeler]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Redefining unidirectionality: is there life after modality?]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Fischer]]></surname>
<given-names><![CDATA[O.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Norde]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Perridon]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Up and down the cline: the nature of gammaticalisation]]></source>
<year>2004</year>
<page-range>115-126</page-range><publisher-loc><![CDATA[Amsterdam ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[John Benjamins]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
