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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[SNS como rótulos em livros didáticos de história do brasil: simples ou complexos?]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This article identifies and analyzes unespecific Noun Phrases used as labels in a corpus constituted by textbooks of Brazil’s History. Furthermore, it proposes to discuss the degree and type of complexity of those NPs, taking into account evidence from other genres, from academic and journalistic domain. The hypothesis that the complexity of the Noun Phrase may contribute to the identification of discourse genres is our point of depart.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[discourse genres]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p> <b>SNS como r&oacute;tulos em livros did&aacute;ticos de hist&oacute;ria do brasil: simples ou complexos?</b> </p>      <p> <b>Vera L&uacute;cia Paredes Pereira da Silva; Gabrieli Pereira Bezerra</b> </p>      <p><a href="mailto:veraparedes@terra.com.br">veraparedes@terra.com.br</a>; <a href="mailto:gamari@ig.com.br">gamari@ig.com.br</a></p>      <p>&nbsp;</p>      <p> <b>RESUMO</b> </p>     <p>     <p>Este artigo pretende identificar e analisar sintagmas nominais inespec&iacute;ficos que atuam como r&oacute;tulos em um <i>corpus</i> de livros did&aacute;ticos de Hist&oacute;ria do Brasil. Al&eacute;m disso, prop&otilde;e discutir, a partir da compara&ccedil;&atilde;o com g&ecirc;neros dos dom&iacute;nios acad&ecirc;mico e jornal&iacute;stico, o grau e o tipo de complexidade dos sintagmas nominais sob an&aacute;lise, a partir da hip&oacute;tese de que a complexidade do sintagma nominal pode contribuir para a identifica&ccedil;&atilde;o do g&ecirc;nero em que se insere.</p> </p>     <p><b>Palavras chave</b>: Sintagmas nominais; r&oacute;tulos; referencia&ccedil;&atilde;o; g&ecirc;neros discursivos. </p>      <p>&nbsp;</p>      <p> <b>ABSTRACT</b> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>     <p>This article identifies and analyzes unespecific Noun Phrases used as labels in a <i>corpus</i> constituted by textbooks of Brazil’s History. Furthermore, it proposes to discuss the degree and type of complexity of those NPs, taking into account evidence from other genres, from academic and journalistic domain. The hypothesis that the complexity of the Noun Phrase may contribute to the identification of discourse genres is our point of depart. </p> </p>     <p><b>Keywords</b>: Noun phrases; labels; referentiation; discourse genres.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p align="center">*</p>      <p><b>1.Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>      <p>Este artigo visa &agrave; an&aacute;lise da estrutura e da fun&ccedil;&atilde;o de sintagmas nominais (doravante SNs) inespec&iacute;ficos que atuam como r&oacute;tulos numa cole&ccedil;&atilde;o de livros did&aacute;ticos contempor&acirc;neos de Hist&oacute;ria do Brasil. Discute-se, tamb&eacute;m, o grau de complexidade desses SNs, a partir da proposta de que a complexidade do SN pode ser um par&acirc;metro adicional na identifica&ccedil;&atilde;o dos g&ecirc;neros de discurso (cf. Paredes Silva, 2009, 2011). Nesse sentido, &eacute; estabelecida uma compara&ccedil;&atilde;o com a complexidade de SNs em outros g&ecirc;neros dos dom&iacute;nios acad&ecirc;mico e jornal&iacute;stico j&aacute; analisados.</p>      <p>O uso de sintagmas nominais inespec&iacute;ficos &eacute; uma das estrat&eacute;gias de referencia&ccedil;&atilde;o empregada pelo produtor de um texto. Essa estrat&eacute;gia, nomeada por Francis ([1994] 2003) de “rotula&ccedil;&atilde;o”, pode assumir a fun&ccedil;&atilde;o de introduzir objetos de discurso, conectar, sumarizar e organizar as partes do texto de diferentes extens&otilde;es, ligando o que foi dito ao que ser&aacute; dito, contribuindo, assim, para a progress&atilde;o textual. Al&eacute;m disso, o r&oacute;tulo pode atribuir avalia&ccedil;&atilde;o aos segmentos textuais em que est&aacute; inserido. Vejamos um exemplo:</p>      <p>(1) A escravid&atilde;o estimulou<b> pensamentos racistas</b>. Os brancos olhavam para a situa&ccedil;&atilde;o dos escravos e chegavam a uma conclus&atilde;o absurda: “Eles foram escravizados porque s&atilde;o seres humanos inferiores aos europeus.”<sup><a href="#1" name="top1" >[1]</a></sup></p>      <p>Schmidt (2003:214)</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No exemplo (1), temos um r&oacute;tulo prospectivo (ou cataf&oacute;rico) constitu&iacute;do de um nome-n&uacute;cleo- <i>pensamentos</i> e um modificador- <i>racistas</i>. Esse r&oacute;tulo remete &agrave;s informa&ccedil;&otilde;es subsequentes para que tenha seu significado devidamente compreendido, sendo tamb&eacute;m respons&aacute;vel por introduzir uma avalia&ccedil;&atilde;o do produtor do texto sobre a informa&ccedil;&atilde;o-suporte<sup><a href="#2" name="top2" >[2]</a></sup>.</p>      <p>Ao mesmo tempo, buscamos correlacionar a no&ccedil;&atilde;o de referencia&ccedil;&atilde;o &agrave; an&aacute;lise de g&ecirc;neros e ao estudo dos SNs. Para Koch (2003), a compet&ecirc;ncia sociocomunicativa dos falantes torna-os capazes de discernir o que &eacute; adequado ou n&atilde;o em determinada situa&ccedil;&atilde;o social, bem como de diferenciar os g&ecirc;neros: anedota, poema, atas, cartas pessoais, not&iacute;cias jornal&iacute;sticas e outros. Torna-os, tamb&eacute;m, aptos a identificar as sequ&ecirc;ncias que predominam em um texto: narrativa, expositiva, argumentativa ou descritiva, por exemplo.</p>      <p>Dentro dessa perspectiva, o livro did&aacute;tico pode ser classificado como<i> g&ecirc;nero secund&aacute;rio</i>, j&aacute; que &eacute; uma unidade funcional utilizada em situa&ccedil;&otilde;es de “conv&iacute;vio cultural mais complexo” (cf. Bakhtin, 2003:263). Al&eacute;m disso, nesses livros, podem ser incorporados v&aacute;rios g&ecirc;neros- not&iacute;cia, banda desenhada, charge, etc. e convivem v&aacute;rias sequ&ecirc;ncias textuais - argumentativas, expositivas, narrativas, etc.</p>      <p>Este artigo est&aacute; assim constitu&iacute;do: numa primeira parte, mencionamos os aspectos te&oacute;ricos que fundamentam a an&aacute;lise. Em seguida, descrevemos o <i>corpus</i> e a metodologia utilizada. Seguem-se a an&aacute;lise propriamente dita e as considera&ccedil;&otilde;es finais. As refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas fecham o texto.</p>      <p><b>2. Fundamenta&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica</b></p>      <p><b>2.1. Relev&acirc;ncia do SN no texto escrito formal</b></p>      <p>A an&aacute;lise da distribui&ccedil;&atilde;o e fun&ccedil;&atilde;o de sintagmas nominais em g&ecirc;neros da fala e da escrita (cf. Paredes Silva 2005, 2007a, 2007b, 2008) tem revelado a relev&acirc;ncia dessas constru&ccedil;&otilde;es em diversos g&ecirc;neros investigados, seja por sua alta incid&ecirc;ncia, seja por seu papel de principais condutores do tema/t&oacute;pico discursivo dos textos. Segundo Castilho(2010), j&aacute; os gram&aacute;ticos gregos apontavam que “os substantivos s&atilde;o o fundamento do texto, pois n&atilde;o se pode construir um texto sem utilizar essa classe”. (Castilho, 2010:455). Tem-se observado, em especial, que g&ecirc;neros jornal&iacute;sticos opinativos (cf. Beltr&atilde;o, 1980) como o <i>editorial, </i>o <i>artigo de opini&atilde;o</i><s> </s>e os g&ecirc;neros acad&ecirc;micos escritos (tais como <i>artigos publicados em peri&oacute;dicos especializados, resumos de teses, e resumos para congressos</i>)s&atilde;o terreno particularmente f&eacute;rtil para o estudo dos SNs complexos. Afinal, &eacute; atrav&eacute;s dos SNs que se constroem os referentes no discurso, no processo de referencia&ccedil;&atilde;o, e tais g&ecirc;neros tendem a apresentar alto grau de complexidade.<s></s></p>      <p>O uso de SNs - particularmente aqueles com formas nominalizadas- &eacute; associado ao texto escrito formal e ao discurso cient&iacute;fico (cf. Bas&iacute;lio, 1996). Chafe(1982), um dos pioneiros no estudo das rela&ccedil;&otilde;es fala/escrita, d&aacute; especial destaque &agrave;s nominaliza&ccedil;&otilde;es, ao fazer uma rela&ccedil;&atilde;o de tra&ccedil;os opositivos das duas modalidades. O fato de permitirem a compacta&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o numa “unidade ideacional”<sup><a href="#3" name="top3" >[3]</a></sup> a partir de uma base nominal &eacute; caracter&iacute;stico do texto escrito mais elaborado (cf. Chafe, 1982) ou de g&ecirc;neros de fala que lan&ccedil;am m&atilde;o de estrat&eacute;gias mais pr&oacute;prias da escrita (cf. Tannen,1982), j&aacute; que esse tipo de constru&ccedil;&atilde;o exige um n&iacute;vel de planejamento que a fala natural (<i>on line</i>) n&atilde;o permite. </p>      <p>Assim, os SNs tem papel de destaque na continuidade t&oacute;pica e na progress&atilde;o tem&aacute;tica do texto, assim como no seu prop&oacute;sito informativo. Os SNs que atuam como r&oacute;tulos, tamb&eacute;m chamados encapsuladores, sendo compactadores, s&atilde;o respons&aacute;veis por mudar ou ligar os t&oacute;picos e contribuir, tamb&eacute;m, na preserva&ccedil;&atilde;o da continuidade textual ao introduzir as informa&ccedil;&otilde;es novas dentro das velhas. Al&eacute;m disso, a escolha do SN a ser empregado revela o prop&oacute;sito comunicativo do produtor do texto. </p>      <p>Biber (1988, 1995) numa an&aacute;lise multidimensional dos <i>g&ecirc;neros</i>, baseia-se em padr&otilde;es de co-ocorr&ecirc;ncia de tra&ccedil;os lingu&iacute;sticos computados em textos de diferentes g&ecirc;neros. Entre os tra&ccedil;os contabilizados, as <i>nominaliza&ccedil;&otilde;es </i>aparecem associadas &agrave; dimens&atilde;o <i>informativa </i>do discurso.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No seu crit&eacute;rio de dimens&otilde;es ao longo das quais situa os g&ecirc;neros, Biber (<i>op. cit</i>) salienta que a escolha precisa do item lexical e a cuidadosa integra&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o s&atilde;o aspectos ausentes de um discurso mais interativo, com maior grau de envolvimento entre os participantes, que seria, para o autor, a contrapartida da dimens&atilde;o informacional do discurso (ilustrada, pelo autor, na escrita, por uma carta pessoal, por exemplo).</p>      <p>Estudos anteriores sobre SNs complexos em v&aacute;rios g&ecirc;neros do dom&iacute;nio jornal&iacute;stico e acad&ecirc;mico (Paredes Silva, 2011,2012, Bastos, 2013, por exemplo) tem revelado uma escala de complexidade, a partir de crit&eacute;rios como: n&uacute;mero de itens lexicais componentes do SN, presen&ccedil;a ou n&atilde;o de modificadores, n&uacute;mero e tipo de elemento encaixado &agrave; direita, presen&ccedil;a de nominaliza&ccedil;&otilde;es e eventuais argumentos. Foi no dom&iacute;nio acad&ecirc;mico que se encontraram &iacute;ndices mais altos de complexidade de SNs.</p>      <p>Observe-se o exemplo abaixo, extra&iacute;do de uma resenha:</p>      <p>(i) O estudo apresenta <i>o embate ideol&oacute;gico das diferentes concep&ccedil;&otilde;es sobre Reforma Agr&aacute;ria entre os entrevistadores e o entrevistado</i><b>. </b></p>      <p>(Melo, Rev. ANPOLL, n.9) </p>      <p>O SN destacado apresenta sete itens lexicais, havendo tr&ecirc;s nominaliza&ccedil;&otilde;es capazes de projetar argumentos &agrave; direita, complexificando o SN.</p>      <p>Assim, essa complexidade varia consoante o g&ecirc;nero em causa. Por exemplo, entre os g&ecirc;neros jornal&iacute;sticos investigados em Paredes Silva 2011, os artigos de opini&atilde;o foram aqueles que apresentaram mais SNs complexos (cerca de 70%), enquanto que as cr&ocirc;nicas, de estilo mais leve e coloquial, apresentam uma incid&ecirc;ncia bem mais baixa (30%).<s> </s></p>      <p><b>2.2. O SN na constitui&ccedil;&atilde;o do texto</b></p>      <p>Assim, se inicialmente tomamos como SNs complexos aqueles constitu&iacute;dos de mais elementos do que o determinante (artigo ou demonstrativo) e o nome n&uacute;cleo, ou seja, aqueles que podem apresentar, al&eacute;m de determinantes e quantificadores, modificadores &agrave; esquerda ou &agrave; direita do n&uacute;cleo, constatamos que os casos de fato mais complexos s&atilde;o aqueles em que o SN se estende &agrave; direita, pelo acr&eacute;scimo de complementos exigidos pelos itens que os constituem, itens esses identificados como nomes valenciais<sup><a href="#4" name="top4" >[4]</a></sup>. Incluem-se, ainda, os SNs de mais de um n&uacute;cleo coordenado. O exemplo em it&aacute;lico abaixo ilustra esses usos:</p>      <p>(i) <i>O aumento crescente das demandas sociais e a complexidade da sociedade moderna </i>reduziram drasticamente <i>a capacidade de investimento dos estados</i></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>(Artigo de Opini&atilde;o_ O Globo)</p>      <p>No exemplo acima, de alguma forma o n&uacute;cleo &eacute; enriquecido, seja pela presen&ccedil;a de modificadores (crescente, sociais, moderna), seja pela presen&ccedil;a de v&aacute;rios Sintagmas Preposicionados (doravante SPreps). Entretanto, n&atilde;o &eacute; esse o padr&atilde;o predominante dos SNs que funcionam como r&oacute;tulos aqui analisados, como pretendemos demonstrar a seguir.</p>      <p>Assim, neste trabalho estamos considerando SNs complexos aqueles que envolvem mais de dois itens lexicais ou apresentam algum tipo de encaixe, como um SPrep ou uma ora&ccedil;&atilde;o adjetiva, conforme observamos abaixo:</p>      <p>(2) As greves geralmente eram organizadas pelos sindicatos. Na Rep&uacute;blica Velha, foram fundados in&uacute;meros <i>sindicatos</i><sup><a href="#5" name="top5" >[5]</a></sup>. Mas n&atilde;o era nada f&aacute;cil organizar um sindicato, promover uma greve. Washington Lu&iacute;s, que foi presidente do Brasil de 1926 a 1930, cunhou <b>uma frase que ficou famosa</b>: “<i>A quest&atilde;o social &eacute; um caso de pol&iacute;cia</i>”<sup><a href="#6" name="top6" >[6]</a></sup>. Percebeu o que ele quis dizer? Que se os trabalhadores estivessem passando fome e fizessem greve (“a quest&atilde;o social”), isso deveria ser resolvido pela pol&iacute;cia, que baixaria a paulada nos grevistas... </p>      <p>Schmidt (2003: 79)</p>      <p>No exemplo(2) acima, o SN <i>uma frase que ficou famosa</i> exerce o papel de r&oacute;tulo ao necessariamente remeter ao segmento subsequente para ter seu significado compreendido.</p>      <p>Os r&oacute;tulos apresentam outras fun&ccedil;&otilde;es importantes na organiza&ccedil;&atilde;o textual, al&eacute;m da capacidade intr&iacute;nseca, de referir ao que foi dito e/ou ao que ser&aacute; dito, citada no exemplo acima. Uma delas &eacute; a de mudar ou ligar os t&oacute;picos e contribuir, tamb&eacute;m, na preserva&ccedil;&atilde;o da continuidade textual ao introduzir as informa&ccedil;&otilde;es novas dentro das velhas. Koch (2003) tamb&eacute;m acrescenta que os r&oacute;tulos desempenham ainda uma fun&ccedil;&atilde;o cognitivo-discursiva relevante, porque ao remeter &agrave; informa&ccedil;&atilde;o-suporte, sumarizam-na. Nesse sentido, muitos r&oacute;tulos s&atilde;o expressos por nominaliza&ccedil;&otilde;es (cf.Francis ([1994]2003) e Zamponi(2003). Dessa forma, o uso de r&oacute;tulos &eacute; um recurso de coes&atilde;o lexical muito comum em textos escritos, principalmente de natureza argumentativa. </p>      <p><b>2.3. O livro did&aacute;tico e a quest&atilde;o dos g&ecirc;neros</b></p>      <p>Como se sabe, Bakhtin (2003:262) define os g&ecirc;neros do discurso como “tipos relativamente est&aacute;veis de enunciados”. Acrescenta, ainda, que h&aacute; uma heterogeneidade de g&ecirc;neros, mas os falantes podem discernir os g&ecirc;neros mais estabilizados, pois estes estariam diretamente ligados &agrave;s situa&ccedil;&otilde;es sociais.</p>      <p>Atrav&eacute;s da distin&ccedil;&atilde;o que estabeleceu entre os g&ecirc;neros prim&aacute;rios (simples) e secund&aacute;rios (complexos), ampliou-se a concep&ccedil;&atilde;o de g&ecirc;nero, que at&eacute; ent&atilde;o compreendia exclusivamente a produ&ccedil;&atilde;o liter&aacute;ria, para integrar desde os g&ecirc;neros do cotidiano &agrave; tese cient&iacute;fica. Estariam inclu&iacute;dos entre os g&ecirc;neros prim&aacute;rios do discurso: o di&aacute;logo, a carta, a intera&ccedil;&atilde;o face-a-face, o bilhete, o relato cotidiano dentre outros. J&aacute; nos g&ecirc;neros secund&aacute;rios inserem-se aqueles que est&atilde;o relacionados &agrave;s esferas mais complexas: romance, editorial, tese, an&uacute;ncio, livro did&aacute;tico, palestra etc. Koch (2003:54) assinala que os enunciados por n&oacute;s produzidos s&atilde;o situados s&oacute;cio-historicamente, ou seja, est&atilde;o imbricados nas situa&ccedil;&otilde;es sociais, sendo estas respons&aacute;veis pelos g&ecirc;neros, os quais apresentar&atilde;o caracter&iacute;sticas definidoras pr&oacute;prias e est&atilde;o sujeitos a mudan&ccedil;as devido &agrave;s transforma&ccedil;&otilde;es sociais e tamb&eacute;m a novos m&eacute;todos de organiza&ccedil;&atilde;o, o que se coaduna com a teoria dos g&ecirc;neros de Bakhtin.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Marcuschi (2008:154) adota e defende a ideia de Bakhtin de que nos comunicamos por interm&eacute;dio de textos que s&atilde;o realiza&ccedil;&otilde;es de um g&ecirc;nero. Acrescenta ainda que “em consequ&ecirc;ncia, estamos submetidos a tal variedade de g&ecirc;neros textuais, a ponto de sua identifica&ccedil;&atilde;o parecer difusa e aberta, sendo eles in&uacute;meros, tal como lembra muito bem Bakhtin, mas n&atilde;o infinitos.” Marcuschi (2008) cita como exemplos de g&ecirc;neros: serm&atilde;o, carta comercial, carta pessoal, bilhete, reportagem, aula expositiva, romance, hor&oacute;scopo etc.</p>      <p>Ao conceito de g&ecirc;nero de discurso, acrescenta-se ainda a no&ccedil;&atilde;o de <i>dom&iacute;nio discursivo</i>. Marcuschi (2008:23) emprega essa express&atilde;o para “designar uma esfera ou inst&acirc;ncia de produ&ccedil;&atilde;o discursiva.” Segundo o autor, citando Bakhtin, “o dom&iacute;nio discursivo constitui muito mais uma “esfera da atividade humana” do que um princ&iacute;pio de classifica&ccedil;&atilde;o de textos e indica<i> inst&acirc;ncias discursivas </i>(grifo do autor) (Marcuschi, 2008:155). Dessa forma, entende-se que um dom&iacute;nio discursivo pode dar origem a diversos g&ecirc;neros. No dom&iacute;nio religioso, por exemplo, podemos ter: novenas, ladainhas, jaculat&oacute;rias, serm&otilde;es etc. J&aacute; no pedag&oacute;gico, temos o livro did&aacute;tico, que na vis&atilde;o bakhtiniana poderia ser categorizado como pertencente a um g&ecirc;nero secund&aacute;rio, pois al&eacute;m da conviv&ecirc;ncia de tipos textuais, h&aacute; tamb&eacute;m a incorpora&ccedil;&atilde;o de outros g&ecirc;neros sem que percam sua identidade: a charge, a transcri&ccedil;&atilde;o de uma not&iacute;cia, a banda desenhada entre outros, todos a servi&ccedil;o do prop&oacute;sito de ensinar. </p>      <p>A classifica&ccedil;&atilde;o do livro did&aacute;tico como g&ecirc;nero &eacute; problem&aacute;tica, como reconhece Marcuschi (2008), e n&atilde;o h&aacute; unanimidade nesse ponto. Diferentemente da nossa abordagem, o autor considera o livro did&aacute;tico um suporte, e n&atilde;o um g&ecirc;nero. Argumenta ele que o livro, de um modo geral, &eacute; sempre suporte<sup><a href="#7" name="top7" >[7]</a></sup>. Ao mesmo tempo, por&eacute;m, reconhece haver elementos muito espec&iacute;ficos no livro did&aacute;tico e uma “funcionalidade t&iacute;pica”. Seria suporte para os v&aacute;rios g&ecirc;neros que l&aacute; se podem abrigar. Mas esse, afinal, n&atilde;o &eacute; um tra&ccedil;o dos chamados “g&ecirc;neros secund&aacute;rios” como o romance, de acordo com Bakhtin? Al&eacute;m disso, h&aacute; a quest&atilde;o do prop&oacute;sito comunicativo do g&ecirc;nero, da fun&ccedil;&atilde;o primeira que desempenha, que n&atilde;o pode ser esquecida. Fica lan&ccedil;ada, pois, a quest&atilde;o.</p>      <p>A multiplicidade de trabalhos desenvolvidos, nos dias atuais, em torno da quest&atilde;o dos g&ecirc;neros, ocorre devido, principalmente, aos referenciais nacionais de ensino (Par&acirc;metros Curriculares Nacionais) que enfatizam a import&acirc;ncia do estudo dos g&ecirc;neros textuais, os quais s&atilde;o considerados imprescind&iacute;veis na forma&ccedil;&atilde;o do aluno como leitor/ produtor de textos. Para Beth Marcuschi &amp; Costa Val (2008:9) “trabalhar adequadamente um g&ecirc;nero seria levar os alunos a considerar seu suporte, sua esfera de circula&ccedil;&atilde;o e os leitores a que se dirige.” </p>      <p><b>3. <i>Corpus e </i>metodologia</b></p>      <p>A partir da constata&ccedil;&atilde;o de que os livros did&aacute;ticos de L&iacute;ngua Portuguesa t&ecirc;m sofrido mudan&ccedil;as a fim de se adequar aos debates em torno do ensino de l&iacute;ngua materna, &agrave;s contribui&ccedil;&otilde;es trazidas pelos Par&acirc;metros Curriculares Nacionais (PCNs) bem como aos subs&iacute;dios fornecidos pelas avalia&ccedil;&otilde;es sistem&aacute;ticas do MEC<sup><a href="#8" name="top8" >[8]</a></sup>, consideramos pertinente analisar um <i>corpus</i> constitu&iacute;do por uma cole&ccedil;&atilde;o de livros did&aacute;ticos de Hist&oacute;ria do Brasil, uma vez que os PCNs de Hist&oacute;ria ressaltam que um dos objetivos do ensino dessa disciplina &eacute; o contato com o texto, o desenvolvimento da capacidade interpretativa. Portanto, o <i>corpus</i> deste artigo &eacute; constitu&iacute;do da uma cole&ccedil;&atilde;o de livros did&aacute;ticos de Hist&oacute;ria do Brasil – <i>Nova Hist&oacute;ria Cr&iacute;tica</i>, de M&aacute;rio Furley Schmidt, organizada em quatro volumes, destinados ao 6&ordm;, 7&ordm;, 8&ordm; e 9&ordm; anos do Ensino Fundamental. </p>      <p>A escolha dessa cole&ccedil;&atilde;o foi motivada pelo fato de ser amplamente adotada na rede de ensino da cidade do Rio de Janeiro e, por essa raz&atilde;o, ser um dos livros did&aacute;ticos mais vendidos na atualidade<sup><a href="#9" name="top9" >[9]</a></sup>.No entanto, uma pol&ecirc;mica formou-se em torno da cole&ccedil;&atilde;o ao ser reprovada, na avalia&ccedil;&atilde;o do MEC no ano de 2007, para alunos de Ensino Fundamental (5&ordf; a 8&ordf; s&eacute;ries) e aprovada para os alunos de Ensino M&eacute;dio, j&aacute; que as cole&ccedil;&otilde;es foram avaliadas por equipes distintas, provenientes de diferentes universidades<sup><a href="#10" name="top10" >[10]</a></sup>.</p>      <p>Para realiza&ccedil;&atilde;o deste artigo, utilizamos parte dos dados coletados para a tese de Bezerra 2010, que consistiu em uma an&aacute;lise comparativa, abrangendo tr&ecirc;s per&iacute;odos da hist&oacute;ria do Brasil - pr&eacute;-regime militar, per&iacute;odo do regime militar e per&iacute;odo contempor&acirc;neo. Optamos aqui por utilizar somente um dos autores devido &agrave; exiguidade de espa&ccedil;o.</p>      <p>A partir da leitura dos cap&iacute;tulos correspondentes aos principais temas recorrentes em livros de Hist&oacute;ria<s> </s>do Brasil, identificamos, conforme nosso objetivo inicial, duzentos e nove SNs que funcionavam como r&oacute;tulos nos textos de Schmidt, j&aacute; que atendiam ao crit&eacute;rio proposto por Francis (1994:192) “... um elemento nominal inerentemente n&atilde;o-espec&iacute;fico cujo significado no discurso necessita ser precisamente decifrado.” </p>      <p>A fim de analisarmos esses duzentos e nove r&oacute;tulos identificados no <i>corpus</i>, usamos, ao mesmo tempo, uma metodologia quantitativa e qualitativa, examinando-os sob v&aacute;rios aspectos: seu car&aacute;ter retrospectivo ou prospectivo, a presen&ccedil;a ou n&atilde;o de modificador, o determinante empregado, a sem&acirc;ntica do nome-n&uacute;cleo e a localiza&ccedil;&atilde;o desse SN no texto.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Para aferir a import&acirc;ncia e simultaneamente a correla&ccedil;&atilde;o entre esses aspectos,utilizamos uma an&aacute;lise quantitativa que, atrav&eacute;s dos c&aacute;lculos percentuais, atribu&iacute;sse maior confiabilidade e permitisse lidar melhor com os dados e suas caracter&iacute;sticas, conduzindo a afirma&ccedil;&otilde;es empiricamente comprovadas.<sup><a href="#11" name="top11" >[11]</a></sup>. </p>      <p><b>4.An&aacute;lise dos r&oacute;tulos</b></p>      <p>Nos livros did&aacute;ticos de Hist&oacute;ria do Brasil analisados, identificamos que o r&oacute;tulo pode ser constitu&iacute;do somente do nome-n&uacute;cleo ou ser precedido de determinante e/ou modificador. Vejamos o esquema abaixo:</p>      <p> - Nome     <br>  - Determinante + Nome     <br>  - Determinante + Modificador(es) + Nome+ Modificador(es)     <br>  </p>      <p>Conforme se sabe, o modificador pode ocorrer tanto &agrave; esquerda quanto &agrave; direita do nome-n&uacute;cleo: &agrave; esquerda temos o adjetivo e &agrave; direita podemos ter um adjetivo, SPrep ou uma ora&ccedil;&atilde;o relativa. Estamos designando como <i>determinante</i>, de modo bastante amplo, o elemento &agrave; esquerda que precede o nome-n&uacute;cleo, mas n&atilde;o o qualifica tal como faz um adjetivo<sup><a href="#12" name="top12" >[12]</a></sup>. Abaixo, observamos o r&oacute;tulo constitu&iacute;do somente do nome-n&uacute;cleo.</p>      <p>(3) Tudo isso nos revela que <b>id&eacute;ias</b> como “os negros se submetiam com mais facilidade que os &iacute;ndios” e “os negros sempre foram mais passivos, aceitando humildemente sua situa&ccedil;&atilde;o” n&atilde;o passam de um preconceito idiota( e ser&aacute; que existe algum preconceito que n&atilde;o seja idiota?).</p>      <p>Schmidt (2003:208)</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>(4) Voc&ecirc; notou como iam se acumulando <b>motivos</b> para o ex&eacute;rcito rejeitar o imp&eacute;rio?<sup><a href="#13" name="top13" >[13]</a></sup></p>      <p>Schmidt (2003:310)</p>      <p>A an&aacute;lise do <i>corpus</i> evidenciou, contudo, que o r&oacute;tulo na sua configura&ccedil;&atilde;o m&iacute;nima, isto &eacute;, constitu&iacute;do apenas do nome nuclear, &eacute; pouco frequente nos dados, havendo apenas tr&ecirc;s ocorr&ecirc;ncias. No primeiro exemplo, temos um r&oacute;tulo prospectivo na forma plural - <i>id&eacute;ias</i>-, que remete a uma s&eacute;rie de informa&ccedil;&otilde;es colocadas entre aspas pelo autor do texto, o que, de certa forma, contribui para que o leitor localize as informa&ccedil;&otilde;es e, ao mesmo tempo, o exime da responsabilidade de incorpor&aacute;-las. J&aacute; no segundo exemplo, o r&oacute;tulo <i>motivos</i> insere-se em um contexto que trata da rela&ccedil;&atilde;o existente entre os militares e a queda do imp&eacute;rio, retomando todas as informa&ccedil;&otilde;es anteriores &agrave; ocorr&ecirc;ncia do nome-n&uacute;cleo. Como observamos nos dois exemplos acima, o r&oacute;tulo, por ser inerentemente inespec&iacute;fico, remete a outras por&ccedil;&otilde;es textuais para a sua realiza&ccedil;&atilde;o lexical, funcionando anaf&oacute;rica e/ou cataforicamente.</p>      <p>(5) Os positivistas sonhavam com a “ditadura dos cientistas”, e alguns militares sonhavam com a “ditadura militar”. Os fazendeiros paulistas adotavam o liberalismo pol&iacute;tico inspirado no regime dos EUA e no darwinismo social, uma esp&eacute;cie de “cada um por si no vale-tudo do mercado”. Os republicanos radicais imaginavam que o novo regime faria como o Brasil o que a revolu&ccedil;&atilde;o de 1789 tinha feito com a Fran&ccedil;a: iria estabelecer a liberdade e a igualdade, garantir os direitos dos cidad&atilde;os. </p>      <p><b> Todas essas quest&otilde;es</b> eram importantes.</p>      <p>Schmidt (2003:37)</p>      <p>(6) O papa Pio IX era contr&aacute;rio &agrave; ma&ccedil;onaria por <b>dois motivos</b>: ele n&atilde;o aceitava as id&eacute;ias m&iacute;sticas dos ma&ccedil;ons nem suas propostas pol&iacute;ticas liberais.</p>      <p>Schmidt (2003:311)</p>      <p>Quanto ao exemplo (5) notamos que, na primeira parte do texto, &eacute; apontada uma s&eacute;rie de quest&otilde;es sobre o sistema de governo. A presen&ccedil;a do quantificador <i>todas</i> mostra que a retomada diz respeito &agrave; totalidade do que foi exposto. Al&eacute;m disso, o demonstrativo <i>essas</i>, dentre outros aspectos aponta a localiza&ccedil;&atilde;o na por&ccedil;&atilde;o textual das quest&otilde;es abordadas.</p>      <p>J&aacute; os numerais fazem parte da configura&ccedil;&atilde;o de muitos r&oacute;tulos prospectivos, como no exemplo (6) acima, pois, ao funcionarem como organizadores textuais, fornecem pistas ao leitor de como o texto ser&aacute; estruturado, servindo como diz Francis ([1994] 2003:223) para “... sequenciar est&aacute;gios de um argumento...”. Por isso, o uso do numeral <i>dois</i> como parte integrante deste r&oacute;tulo, antecipa ao leitor a quantidade de informa&ccedil;&atilde;o que ele deve procurar na sequ&ecirc;ncia, para que possa entender a rejei&ccedil;&atilde;o do Papa Pio IX &agrave; ma&ccedil;onaria. Percebe-se, ent&atilde;o, nesses casos, que os determinantes que acompanham os nomes-n&uacute;cleo adicionam informa&ccedil;&otilde;es a ele, assim como os modificadores, conforme os exemplos a seguir:</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>(7) A escravid&atilde;o estimulou <b>pensamentos racistas</b>. Os brancos olhavam para a situa&ccedil;&atilde;o dos escravos e chegavam a <b>uma conclus&atilde;o absurda</b>: “Eles foram escravizados porque s&atilde;o seres humanos inferiores aos europeus”. Da&iacute; foi um passo para acreditarem que negros e &iacute;ndios faziam parte de uma ra&ccedil;a inferior que merecia ser dominada pelos brancos. <b>Essa id&eacute;ia falsa</b> se espalhou no s&eacute;culo XIX, e at&eacute; hoje, na entrada do s&eacute;culo XXI, ainda tem gente que acredita nela.</p>      <p>Schmidt (2003:214)</p>      <p>(8) As greves geralmente eram organizadas pelos sindicatos. Na Rep&uacute;blica Velha, foram fundados in&uacute;meros <i>sindicatos</i><sup><a href="#14" name="top14" >[14]</a></sup>. Mas n&atilde;o era nada f&aacute;cil organizar um sindicato, promover uma greve. Washington Lu&iacute;s, que foi presidente do Brasil de 1926 a 1930, cunhou <b>uma frase que ficou famosa</b>: “<i>A quest&atilde;o social &eacute; um caso de pol&iacute;cia</i>”<sup><a href="#15" name="top15" >[15]</a></sup>. Percebeu o que ele quis dizer? Que se os trabalhadores estivessem passando fome e fizessem greve (“a quest&atilde;o social”), isso deveria ser resolvido pela pol&iacute;cia, que baixaria a paulada nos grevistas... </p>      <p>Schmidt (2003: 79)</p>      <p>(9) E o que a Inconfid&ecirc;ncia Mineira e a Conjura&ccedil;&atilde;o Baiana tinham de diferente? Para come&ccedil;ar, <b>a situa&ccedil;&atilde;o das pessoas</b> nas duas regi&otilde;es. Em Minas Gerais, o tormento era a decad&ecirc;ncia do ouro e os impostos absurdos cobrados por Portugal. Voc&ecirc; se lembra de que os inconfidentes queriam que a revolta acontecesse no dia da derrama? Na Bahia, o problema era outro. Voc&ecirc; se recorda que no final do s&eacute;culo XVIII, os pre&ccedil;os internacionais do a&ccedil;&uacute;car subiram. Ent&atilde;o, muitos senhores de engenho voltaram a plantar bastante cana.<s></s></p>      <p>Schmidt (2003: 101)</p>      <p>No exemplo (7), temos a ocorr&ecirc;ncia de tr&ecirc;s r&oacute;tulos, os quais t&ecirc;m seus nomes nucleares modificados por adjetivos, que imprimem nesse contexto um valor axiol&oacute;gico negativo. J&aacute; em (8), o nome-n&uacute;cleo <i>frase</i> &eacute; modificado pela ora&ccedil;&atilde;o relativa <i>que ficou famosa</i>, o que confere ao SN alguma complexidade. No exemplo (9), o termo <i>situa&ccedil;&atilde;o</i> &eacute; modificado pelo sintagma preposicionado <i>das pessoas</i>. </p>      <p>O emprego de modificadores, conforme a <a href="#t2">Tabela 2</a> abaixo, ocorre em 44% dos dados analisados; nos demais casos, que representam 56% dos dados, o nome-n&uacute;cleo aparece sozinho ou acompanhado de determinante, o qual tamb&eacute;m tem um papel de destaque no emprego dos r&oacute;tulos devido principalmente ao car&aacute;ter organizador. </p>      <p>&nbsp;</p> <a name="t2">     <p>Tabela 2: Frequ&ecirc;ncia do uso dos modificadores em Schmidt</p>  <table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0" >  <tbody> <tr> <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Sem modificador</p></td> <td>    <p>118=56%</p></td> </tr>  <tr> <td>    <p>Com modificador</p></td> <td>    <p>91=44%</p></td> </tr>  <tr> <td>    <p>Total</p></td> <td>    <p>209</p></td> </tr>  </tbody> </table>     <p>&nbsp;</p>      <p>J&aacute; a <a href="#t3">Tabela 3</a> nos mostra a posi&ccedil;&atilde;o dos modificadores e ressalta que a posi&ccedil;&atilde;o &agrave; direita do nome-n&uacute;cleo &eacute; ocupada em 78% dos casos. No entanto, &eacute; preciso destacar que o uso do adjetivo &eacute; favorecido, pois h&aacute; apenas seis ocorr&ecirc;ncias de SPrep e tr&ecirc;s de ora&ccedil;&otilde;es relativas no <i>corpus</i> analisado. O fato de termos modificadores expressos num &uacute;nico item lexical e preferencialmente &agrave; direita, sua posi&ccedil;&atilde;o can&ocirc;nica, confere uma dimens&atilde;o de “baixa complexidade” a esses SNs. Veja-se, inclusive, que em apenas 2% dos casos temos modificadores nas duas posi&ccedil;&otilde;es.</p>      <p>&nbsp;</p> <a name="t3">     <p>Tabela 3: Posi&ccedil;&atilde;o do modificador em rela&ccedil;&atilde;o ao nome-n&uacute;cleo</p>  <table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0" >  <tbody> <tr> <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Direita</p></td> <td>    <p>71=78%</p></td> </tr>  <tr> <td>    <p>Esquerda</p></td> <td>    <p>18=20%</p></td> </tr>  <tr> <td>    <p>Direita e esquerda</p></td> <td>    <p>2=2%</p></td> </tr>  <tr> <td>    <p>Total</p></td> <td>    <p>91</p></td> </tr>  </tbody> </table>     <p>&nbsp;</p>      <p>A partir da an&aacute;lise do exemplo (7), percebemos que, ao avaliar ou mesmo reavaliar a informa&ccedil;&atilde;o-suporte, o modificador pode atribuir um valor axiol&oacute;gico, quer negativo quer positivo ao nome-n&uacute;cleo, tal como sinaliza Conte (2003:181) ao discutir o fen&ocirc;meno do encapsulamento anaf&oacute;rico. Segundo a autora, a avalia&ccedil;&atilde;o dos conte&uacute;dos do cotexto pode tanto ser operada pelo nome-n&uacute;cleo quanto pelo adjetivo avaliativo. Vejamos alguns exemplos adicionais: </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>(10) Voc&ecirc; sacou a rela&ccedil;&atilde;o existente entre Estado absolutista, mercantilismo, apoio do Estado &agrave; burguesia e expans&atilde;o mar&iacute;tima? Agora, <b>uma informa&ccedil;&atilde;o preciosa</b>: o primeiro Estado absolutista a se formar na Europa foi Portugal! A conclus&atilde;o que voc&ecirc; pode tirar &eacute; que Portugal foi pioneiro na expans&atilde;o mar&iacute;tima porque foi o primeiro pa&iacute;s europeu a construir um Estado absolutista capaz de apoiar as navega&ccedil;&otilde;es.</p>      <p>Schmidt (2003:97)</p>      <p>Destacamos, no exemplo (10), o alto valor atribu&iacute;do pelo modificador <i>preciosa</i>, dado ao conte&uacute;do subsequente, a fim de que o leitor possa concluir o motivo que levou Portugal ao pioneirismo na expans&atilde;o mar&iacute;tima. Em oposi&ccedil;&atilde;o, temos o exemplo seguinte (11), no qual o r&oacute;tulo <i>amarga surpresa</i>, respons&aacute;vel por introduzir uma avalia&ccedil;&atilde;o negativa<i>,</i> antecipa ao leitor que a informa&ccedil;&atilde;o-suporte n&atilde;o corresponde &agrave; expectativa de Cabral.</p>      <p>(11) Do Brasil, Cabral seguiu para a &Iacute;ndia, seu principal objetivo. Mas os &aacute;rabes j&aacute; estavam informados do sucesso de Vasco da Gama e, ent&atilde;o, pressionaram as autoridades indianas a n&atilde;o comerciarem com os portugueses.</p>      <p>Quando Cabral chegou &agrave; &Iacute;ndia, teve <b>a amarga surpresa</b>. Os indianos n&atilde;o queriam comerciar. Preferiam os mercadores &aacute;rabes. E agora? O que fazer? Viajar tanto tempo para nada?</p>      <p>Schmidt (2003:107)</p>      <p>Portanto, como podemos observar nos exemplos acima, o adjetivo adiciona significados ao nome-n&uacute;cleo, nesses casos atribuindo um car&aacute;ter avaliativo – positivo/negativo. O uso de modificadores tem um papel relevante, j&aacute; que o r&oacute;tulo n&atilde;o pode ser considerado apenas a partir do seu nome-n&uacute;cleo, mas sim por todos os elementos que o constituem, ou seja, o SN como um todo. </p>      <p>Entretanto, Lapa (1970:107) nos assinala a necessidade de termos cuidado com o uso dos adjetivos, j&aacute; que alguns adjetivos n&atilde;o acrescentam conte&uacute;dos por serem um “caracterizador banal que serve para tudo”. </p>      <p>O exemplo abaixo ratifica o coment&aacute;rio de Lapa (1970) ao ter como modificador o adjetivo <i>interessante.</i> Segundo Lapa (<i>op. cit</i>.), &eacute; um adjetivo a evitar. Por que teria Schmidt (2003) usado, ent&atilde;o, esse recurso? Precisamos ter em mente o prop&oacute;sito do <i>corpus</i> sob an&aacute;lise – ensinar – e o p&uacute;blico alvo – alunos do ensino fundamental - que s&atilde;o leitores em forma&ccedil;&atilde;o, para compreender as raz&otilde;es do autor, ou seja, este se preocupou em empregar uma linguagem que chamasse a aten&ccedil;&atilde;o do seu p&uacute;blico leitor a fim de tentar atra&iacute;-lo.</p>      <p><s> </s></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>(12) <b>Uma pergunta interessante</b>: por que os brasileiros nordestinos n&atilde;o foram utilizados nas fazendas de caf&eacute; do Sudeste? </p>      <p>Schmidt (2003:287)</p>      <p>Tamb&eacute;m Francis ([1994] 2003:217) discute essa quest&atilde;o ao mostrar que alguns adjetivos acrescentam pouco conte&uacute;do ao n&uacute;cleo que acompanham. Por exemplo, para a autora, o adjetivo <i>b&aacute;sica</i> n&atilde;o seria a melhor op&ccedil;&atilde;o para acompanhar o nome-n&uacute;cleo <i>verdade</i>, pelo fato de n&atilde;o existirem “...verdades que n&atilde;o s&atilde;o b&aacute;sicas...”. Assim parece que os dois autores criticam o uso do lugar comum. Vejamos o exemplo que a autora apresenta:</p>      <p>A press&atilde;o determina o ritmo e, embora possa ser previs&iacute;vel por uma boa pesquisa de opini&atilde;o, ela n&atilde;o nos diz nada sobre qualquer elei&ccedil;&atilde;o que n&atilde;o seja a de hoje em Monmouth. Contudo, ningu&eacute;m tem interesse <i>nessa verdade b&aacute;sica</i>. A comunidade pol&iacute;tica est&aacute; viciada em toda corrida de cavalo que puder encontrar..</p>      <p>(Francis, <i>op. cit</i>.)</p>      <p>A partir da an&aacute;lise dos constituintes dos r&oacute;tulos apresentada acima, podemos considerar que tais SNs podem apresentar certa complexidade (exemplos (7) e (8)), j&aacute; que “entende-se como SNs complexos aqueles que, al&eacute;m de determinante e n&uacute;cleo, apresentam modificadores e/ou complementadores. (Paredes Silva, 2011). Entretanto, comparativamente com outros g&ecirc;neros, o seu grau de complexidade &eacute; relativamente baixo. A natureza coloquial do texto de Schmidt(2003) &eacute; um dos fatores que poderia ser apontado como respons&aacute;vel pela incid&ecirc;ncia de SNs de baixa complexidade entre os dados. </p>      <p>No trip&eacute; (conte&uacute;do tem&aacute;tico, estrutura organizacional, estilo), base do g&ecirc;nero, segundo Bakhtin, esse coloquialismo caracterizaria o estilo, as escolhas lexicais, como se percebe nos exemplos a seguir. Trata-se de estrat&eacute;gias utilizadas pelo autor nesta busca pela aproxima&ccedil;&atilde;o e atra&ccedil;&atilde;o do leitor para o conte&uacute;do veiculado. Por exemplo, temos o uso de g&iacute;rias (<i>mixuruca, sacou</i>), o uso de frases feitas (<i>tudo est&aacute; bem quando acaba bem</i><b>)</b> e o uso do marcador discursivo <b>bem</b> que, segundo Risso (1999:260), &eacute; comum em textos da fala, exercendo a fun&ccedil;&atilde;o de iniciar um turno de resposta em estruturas conversacionais, introduzindo o que ser&aacute; dito a seguir. Isso confere um tom de conversa ao texto escrito.</p>      <p><b>Puxa</b>, se era t&atilde;o vantajoso o emprego do trabalho livre, por que ent&atilde;o o Brasil teve escravos?</p>      <p>Schmidt (2003:289)</p>      <p>V&atilde;o trabalhar a vida toda, sem parar. No final da vida, velhinhos, com um sal&aacute;rio de aposentadoria bem <b>mixuruca,</b> ainda ter&atilde;o de ouvir: “Esse velho &eacute; pobre porque nunca foi chegado ao trabalho”...</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Schmidt (2003:208)</p>      <p>Perceba um aspecto muito importante: os italianos e os alem&atilde;es que foram para o Sul tiveram o privil&eacute;gio de ir para a &uacute;nica regi&atilde;o onde ocorreu uma razo&aacute;vel distribui&ccedil;&atilde;o de terras... <b>sacou</b>?</p>      <p>Schmidt (2003:286)</p>      <p>Os pr&oacute;prios fazendeiros participavam das comemora&ccedil;&otilde;es. Era como dissessem: <b>tudo est&aacute; bem quando acaba bem</b>.</p>      <p>Schmidt (2003:296)</p>      <p><b>Bem</b><i>,</i> voc&ecirc; sabe que, se o escravo fizesse corpo mole, o capataz dava logo uns tapas no coitado.</p>      <p>Schmidt (2003:212)</p>      <p>Schmidt (2003)<sup><a href="#16" name="top16" >[16]</a></sup> busca contar os v&aacute;rios &acirc;ngulos do fato que &eacute; exposto, a fim de construir com o aluno a sua “vers&atilde;o” da Hist&oacute;ria, como nos diz o autor no manual do professor nos trechos abaixo (p.14-15):</p>      <p>Como podemos estimular os alunos a estudar Hist&oacute;ria, se os livros did&aacute;ticos permanecem com uma linguagem seca, complicada, mon&oacute;tona? Estilo pesado, talvez encobrindo alguma frustra&ccedil;&atilde;o acad&ecirc;mica e incapacidade de revelar ao estudante as conex&otilde;es do estudo com suas aspira&ccedil;&otilde;es cotidianas. Como &eacute; que algu&eacute;m pode ter coragem de escrever um livro para 5&ordf; ou 6&ordf; s&eacute;rie – para meninas e meninos de 10 a 12 anos de idade, ainda no come&ccedil;o da sua vida intelectual – com uma linguagem apropriada &agrave;s teses de doutorado? [...]</p>      <p>Por isso, n&atilde;o hesitamos em utilizar uma linguagem em estilo pr&oacute;ximo do coloquial. Frases curtas, vocabul&aacute;rio simples (mas n&atilde;o ing&ecirc;nuo ou empobrecido), estilo din&acirc;mico, tudo aquilo que d&ecirc; a impress&atilde;o de estarmos “batendo um papo” com o leitor. O livro deve ser amigo, aquele a quem nos dirigimos, com quem concordamos e discordamos, e que enxergamos de maneira diferente a cada leitura.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Diante da necessidade apontada acima pelo pr&oacute;prio Schmidt(2003) de que seu livro did&aacute;tico<sup><a href="#17" name="top17" >[17]</a></sup> tenha uma linguagem pr&oacute;xima &agrave; de um adolescente, identificamos dentre os dados analisados apenas quatorze SNs de maior complexidade, os quais, apesar serem categorizados dessa forma, n&atilde;o apresentam uma carga informativa t&atilde;o densa quanto um texto escrito formal, devido principalmente &agrave; aus&ecirc;ncia de nomes valenciais que causariam o prolongamento do SN &agrave; direita. Vejam-se os exemplos: o primeiro do <i>corpus</i> em an&aacute;lise e o segundo de Paredes Silva(2011), j&aacute; mencionado em 2.2. </p>      <p>(13) H&aacute; <b>uma coisa que chama bastante a aten&ccedil;&atilde;o</b>: o mapa do s&eacute;culo XVI mostra muitas coisas que o mapa do s&eacute;culo XV simplesmente ignorava.</p>      <p>Schmidt (2003:93)</p>      <p>(i) <i>O aumento crescente das demandas sociais e a complexidade da sociedade moderna </i>reduziram drasticamente <i>a capacidade de investimento dos estados.</i> </p>      <p>(Opini&atilde;o_ O Globo)</p>      <p>Al&eacute;m disso, como o r&oacute;tulo, geralmente, est&aacute; localizado em pontos que Conte(2003) chama de “nodais”, como o in&iacute;cio de um par&aacute;grafo, a plena compreens&atilde;o do r&oacute;tulo torna-se fundamental para que o leitor, principalmente esse leitor em forma&ccedil;&atilde;o, identifique informa&ccedil;&otilde;es essenciais no desenvolvimento do texto. Esse fato tamb&eacute;m justificaria o favorecimento do emprego de SNs de menor complexidade no papel de r&oacute;tulos no <i>corpus</i> analisado, que apresenta um car&aacute;ter mais informal, visando &agrave; aproxima&ccedil;&atilde;o de seu leitor. No exemplo( 6), retomado como (14) abaixo, vimos que o r&oacute;tulo <i>dois motivos</i> ocorre em in&iacute;cio de par&aacute;grafo, preparando o leitor para o que ser&aacute; desenvolvido a seguir,como uma estrat&eacute;gia de organiza&ccedil;&atilde;o do texto.</p>      <p>(14) O papa Pio IX era contr&aacute;rio &agrave; ma&ccedil;onaria por <b>dois motivos</b>: ele n&atilde;o aceitava as id&eacute;ias m&iacute;sticas dos ma&ccedil;ons nem suas propostas pol&iacute;ticas liberais.</p>      <p>Schmidt (2003:311)</p>      <p>Podemos observar que nos trechos analisados, h&aacute; variados SNs complexos, mas n&atilde;o possuem o tra&ccedil;o caracter&iacute;stico do r&oacute;tulo: ser inerentemente inespec&iacute;fico. Vejam-se os exemplos abaixo:</p>      <p>A cidade havia crescido, as ruas agora eram iluminadas por lampi&atilde;o a g&aacute;s, em vez d<b>o velho lampi&atilde;o fedorento a &oacute;leo de baleia</b>, havia bondes puxados por burros, lojas e mais lojas. A limpeza urbana tinha come&ccedil;ado a ser feita pela firma Aleixo Gary, que possu&iacute;a empregados (lixeiros) logo apelidados de garis. Apareciam f&aacute;bricas, bancos, companhias de seguro, estradas de ferro, empresas capitalistas. Desde 1850 havia <b>uma linha regular de navios a vapor ligando o Rio a Londres.</b> Era a modernidade chegando de mansinho na capital do Imp&eacute;rio.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Schmidt (2003: 292)</p>      <p>Observamos que os SNs complexos <i>o velho lampi&atilde;o fedorento a &oacute;leo de baleia </i>e <i>uma linha regular de navio a vapor ligando o Rio a Londres,</i> em compara&ccedil;&atilde;o com o exemplo apresentado em Paredes Silva(2011)acima apresentam quanto &agrave; sem&acirc;ntica e &agrave; sintaxe do nome-n&uacute;cleo um menor grau de complexidade, pois privilegiam o emprego de nomes designadores de pessoas, lugares e objetos; no lugar de nominaliza&ccedil;&otilde;es, as quais possuem densa carga informativa e, ao mesmo tempo, requerem uma maior capacidade interpretativa.</p>      <p>O baixo grau de complexidade dos SNs que funcionam como r&oacute;tulos em livros did&aacute;ticos encontra paralelo nos artigos de divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica. Em disserta&ccedil;&atilde;o recente, Bastos(2013) estudou SNs complexos em exemplares de duas revistas de divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica<sup><a href="#18" name="top18" >[18]</a></sup> vendidas em bancas de jornais do Rio de Janeiro: Superinteressante e Galileu<sup><a href="#19" name="top19" >[19]</a></sup>.Apesar da alta incid&ecirc;ncia de nominaliza&ccedil;&otilde;es (mais de 50% dos casos) raramente explicitavam os argumentos projetados. Tal como os livros did&aacute;ticos, a proposta dessas revistas &eacute; atingir um p&uacute;blico jovem, com assuntos (temas) da atualidade. Seguem-se dois exemplos. No primeiro deles, de tipo menos frequente, SNs complexos cujo n&uacute;cleo s&atilde;o formas nominalizadas projetam seus argumentos, estendendo o SN para a direita:</p>      <p>(i) Apesar de existir <i>uma varia&ccedil;&atilde;o di&aacute;ria nas concentra&ccedil;&otilde;es de horm&ocirc;nios masculinos e femininos</i> (...) n&atilde;o existe <i>nenhuma rela&ccedil;&atilde;o comprovada entre esse sobe e desce e picos di&aacute;rios de fertilidade ou libido </i></p>      <p>Bastos(2013:55)</p>      <p>J&aacute; no segundo exemplo, do tipo mais frequente, apesar de haver uma nominaliza&ccedil;&atilde;o funcionando como elemento encapsulador -<i>controle</i>, nominaliza&ccedil;&atilde;o essa que poderia projetar um ou mais argumentos, estes se depreendem do co-texto e n&atilde;o se explicitam, tornando o SN menos complexo:</p>      <p>(i) Contra esse tipo de atraso, psic&oacute;logos (...) t&ecirc;m se rendido ao que eles chamam de ‘vontade estendida’ – ferramentas externas que ajudam a nossa parte que quer trabalhar. Um estudo do M.I.T. mostra que esse<i> controle</i> n&atilde;o precisa vir necessariamente de cima para baixo. Confrontados com as op&ccedil;&otilde;es de entregar todos os trabalhos no fim do semestre ou acertar datas de entrega diferentes, a maioria preferiu a segunda alternativa. Moral da hist&oacute;ria: em vez de se expor &agrave; vagabundagem involunt&aacute;ria, eles preferiram [um <i>controle</i>externo] para fazer o que racionalmente queriam – estudar.” </p>      <p>Bastos(2013:55)</p>      <p>Ao mesmo tempo, artigos acad&ecirc;micos publicados em peri&oacute;dicos especializados, pertencentes ao dom&iacute;nio acad&ecirc;mico; ou artigos de opini&atilde;o, do dom&iacute;nio jornal&iacute;stico, conforme os dois exemplos que se seguem, respectivamente, s&atilde;o aqueles em que mais se destacam os SNs complexos, fazendo valer a m&aacute;xima de Chafe(1982) sobre a import&acirc;ncia das nominaliza&ccedil;&otilde;es no texto escrito formal e na fun&ccedil;&atilde;o de compacta&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o.</p>      <p>(i) <i>As duas se&ccedil;&otilde;es que se seguem </i>dedicam-se, respectivamente, a expor e discutir <i>esses dois movimentos da filosofia da linguagem de Wittgenstein: a elicita&ccedil;&atilde;o e a cr&iacute;tica de uma determinada compreens&atilde;o hegem&ocirc;nica da linguagem e do significado..(Sobre a estabilidade do significado em Wittgenstein</i>)</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>(Artigo publicado na Revista Veredas- UFJF)</p>      <p>(ii) Lula comemorou com uma festa<i> a doa&ccedil;&atilde;o de R$13 milh&otilde;es dos “meus amigos da Febraban” para as cisternas do Fome Zero</i></p>      <p>(Opini&atilde;o – Chega de s&aacute;bios, precisa-se de bravatas – Globo)</p>      <p>Observe-se, no &uacute;ltimo exemplo acima, um caso raro: uma nominaliza&ccedil;&atilde;o que projeta todos os argumentos do verbo relacionado, externo e internos: X (“meus amigos da Febraban”) doa Y (R$13 milh&otilde;es) a Z (para as cisternas do Fome Zero).</p>      <p>Por outro lado, g&ecirc;neros jornal&iacute;sticos de estilo mais informal, como a cr&ocirc;nica, tamb&eacute;m se destacam por explorar preferencialmente os modificadores na constitui&ccedil;&atilde;o do SN<b>.</b> No entanto, r&oacute;tulos tamb&eacute;m ocorrem. Vejam- se os exemplos, respectivamente:</p>      <p>(i) (…) pediu um prato de queijo minas sem tempero. </p>      <p>(Cr&ocirc;nica_ Arthur Xexeo O Globo)</p>      <p>(ii) H&aacute; <i>uma civiliza&ccedil;&atilde;o carioca de del&iacute;cias que aos poucos se esvai. </i></p>      <p>(Cr&ocirc;nica_ Joaquim Ferreira dos Santos- O Globo)</p>      <p>&Eacute; certo que em tais estudos n&atilde;o nos restringimos ao exame dos r&oacute;tulos, mas dos SNs complexos, de um modo geral. Entretanto, &eacute; poss&iacute;vel fazer algumas compara&ccedil;&otilde;es, que auxiliam na identidade dos g&ecirc;neros de discurso e dom&iacute;nios discursivos examinados.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>5.Considera&ccedil;&otilde;es Finais</b></p>      <p>Observamos no <i>corpus</i> de livros did&aacute;ticos analisado que h&aacute; SNs os quais atuam dentro do texto retomando ou apontando informa&ccedil;&otilde;es, sendo, ent&atilde;o, respons&aacute;veis por organizar as partes em que se inserem, bem como introduzir simultaneamente objetos de discurso. Tais SNs assumem o papel de r&oacute;tulos.</p>      <p>Ao verificar a constitui&ccedil;&atilde;o dos r&oacute;tulos, notamos que estes podem ter apenas o nome-n&uacute;cleo, assim como vir acompanhado de determinante e/ou modificador. Diante da primeira possibilidade, os que se apresentam com mais de dois itens lexicais j&aacute; indicariam certo grau de complexidade. </p>      <p>A an&aacute;lise dos dados nos mostrou que, dentre os r&oacute;tulos identificados, a maior parte n&atilde;o poderia ser categorizada como SNs complexos, j&aacute; que 56% dos dados eram constitu&iacute;dos apenas de nome-n&uacute;cleo ou nome-n&uacute;cleo acompanhado de determinante. Desta forma, o <i>corpus</i> analisado apesar de ser constitu&iacute;do por texto escrito, revelou uma baixa complexidade quanto ao emprego dos r&oacute;tulos, o que pode ser relacionado &agrave; pr&oacute;pria fun&ccedil;&atilde;o organizadora do r&oacute;tulo no texto. A partir dessa constata&ccedil;&atilde;o, vimos tamb&eacute;m que os r&oacute;tulos eram constitu&iacute;dos em sua maioria de nomes-n&uacute;cleos gen&eacute;ricos e os modificadores empregados visavam antes a estabelecer valores axiol&oacute;gicos, relevantes na condu&ccedil;&atilde;o de um discurso argumentativo.</p>      <p>Na compara&ccedil;&atilde;o com o g&ecirc;nero mais pr&oacute;ximo<sup><a href="#20" name="top20" >[20]</a></sup> (em termos de prop&oacute;sito comunicativo e p&uacute;blico alvo) o artigo de divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica, tamb&eacute;m encontramos baixo grau de complexidade, em termos de tend&ecirc;ncia ao prolongamento &agrave; direita do SN, com Spreps ou ora&ccedil;&otilde;es encaixadas. Diferenciam-se, entretanto, pela alta incid&ecirc;ncia de nominaliza&ccedil;&otilde;es, neste &uacute;ltimo, muitas delas funcionando como r&oacute;tulos.</p>      <p>O SN complexo &eacute; sem d&uacute;vida um recurso da escrita formal, comprovando Chafe (1982), mais presente em textos dirigidos a leitores mais proficientes Por outro lado, aqueles que se aproximam de artigos em peri&oacute;dicos especializados, resenhas de livros, <i>abstracts</i> de teses sup&otilde;e-se que sejam leitores familiarizados com esses recursos e preparados para enfrent&aacute;-los, diferentemente dos jovens que pretendemos conquistar para a leitura, nesses tempos de reinado da inform&aacute;tica. </p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>6. Refer&ecirc;ncias</b></p>      <!-- ref --><p>Apotheloz, D. &amp; Chanet, C. (2003), Definido e demonstrativo nas nomea&ccedil;&otilde;es. In: Cavalcante, M., Biasi-Rodrigues, B;Ciulla, A. (orgs.) <i>Referencia&ccedil;&atilde;o</i>. S&atilde;o Paulo: Contexto, p.131-76.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000181&pid=S0807-8967201300010000900001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Basilio, M. (2004).<i>Forma&ccedil;&atilde;o e classe de palavras no portugu&ecirc;s do Brasil</i>. S&atilde;o Paulo, Contexto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000183&pid=S0807-8967201300010000900002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Bastos, M.Ximenes (2013), <i>O uso de Sintagmas Nominais complexos em artigos de divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica</i> Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado em Lingu&iacute;stica . Rio de Janeiro,UFRJ.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000185&pid=S0807-8967201300010000900003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Bakhtin, Mikail (2003), <i>Est&eacute;tica da cria&ccedil;&atilde;o verbal.</i> 4ed. S&atilde;o Paulo: Martins Fontes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000187&pid=S0807-8967201300010000900004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>Beltr&atilde;o, L.(1980), <i>Jornalismo opinativo.</i> Porto Alegre, Sulina.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000189&pid=S0807-8967201300010000900005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Bezerra, Gabrieli Pereira (2010), <i>Sintagmas nominais como r&oacute;tulos em livros did&aacute;ticos de Hist&oacute;ria do Brasil. </i>Tese de Doutorado em Lingu&iacute;stica. Rio de Janeiro: UFRJ.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000191&pid=S0807-8967201300010000900006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Biber, D. (1998), <i>Variation across speech and writing.</i> Cambridge:Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000193&pid=S0807-8967201300010000900007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Castilho,A.(2010), <i>Nova Gram&aacute;tica do Portugu&ecirc;s Brasileiro.</i> S&atilde;o Paulo, Contexto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000195&pid=S0807-8967201300010000900008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Chafe, W. (1982), Integration and involvement in speaking, writing and oral literature. In: Tannen,D. (ed) <i>Spoken and written language: exploring orality and literacy. </i>Norwood, N.J. Ablex,p.35-53.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000197&pid=S0807-8967201300010000900009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Conte, M. (2003), Encapsulamento anaf&oacute;rico. In: Cavalcante, M. , Rodrigues, B &amp; Ciulla, A (orgs.).<i>Referencia&ccedil;&atilde;o</i>. S&atilde;o Paulo: Contexto, p.177-190.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000199&pid=S0807-8967201300010000900010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Francis, Gill (2003), Labelling discourse: an aspect of nominal-group lexical cohesion. In: Coulthard, Malcolm. <i>Advances in Written text analysis.</i> London: Routledge, p.83-101, 1994./ Trad. Monica Cavalcante <i>et al</i>.;revis&atilde;o Alena Ciulia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000201&pid=S0807-8967201300010000900011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> In: Cavalcante, M., Rodrigues, B &amp; Ciulla, A (orgs.).<i>Referencia&ccedil;&atilde;o</i>. S&atilde;o Paulo: Contexto, p.191- 228.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000202&pid=S0807-8967201300010000900012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Koch, Ingedore (2003), <i>Desvendando os segredos do Texto</i>. S&atilde;o Paulo: Cortez.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000204&pid=S0807-8967201300010000900013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Lapa, M.R. (1970) <i>Estil&iacute;stica da L&iacute;ngua Portuguesa</i>. Porto Alegre: Acad&ecirc;mica.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000206&pid=S0807-8967201300010000900014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Marcuschi, B. &amp; Costa Val, C. (2008), G&ecirc;neros textuais no espa&ccedil;o extra-escolar e na sala de aula. In: <i>Na ponta do l&aacute;pis</i>. S&atilde;o Paulo, n&deg; 9, jun, p. 8-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000208&pid=S0807-8967201300010000900015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Marcuschi, Luiz Antonio (2008),<i>Produ&ccedil;&atilde;o Textual, an&aacute;lise de g&ecirc;neros e compreens&atilde;o</i>. S&atilde;o Paulo: Par&aacute;bola Editorial.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000210&pid=S0807-8967201300010000900016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p><i>Par&acirc;metros curriculares nacionais:</i> hist&oacute;ria, geografia/ Secretaria de Educa&ccedil;&atilde;o Fundamental (1997),– Bras&iacute;lia: MEC/SEF.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000212&pid=S0807-8967201300010000900017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Paredes Silva, V.L. (2005), <i>Referencia(&ccedil;&atilde;o), repeti&ccedil;&atilde;o e g&ecirc;neros jornal&iacute;sticos</i>. Participa&ccedil;&atilde;o em mesa-redonda do XIII Encontro da Assel-Rio. UFF, outubro/2005.(mimeo).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000214&pid=S0807-8967201300010000900018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>––––, .(2007a), A continuidade de refer&ecirc;ncia em g&ecirc;neros da escrita e da fala no portugu&ecirc;s brasileiro. In: LOBO, M &amp; Coutinho, M. A (orgs) <i>XXII Encontro Nacional da Associa&ccedil;&atilde;o Portuguesa de Ling&uuml;&iacute;stica. Textos Selecionados</i>. Lisboa, APL.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000216&pid=S0807-8967201300010000900019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>––––, .(2007b), Continuidade de refer&ecirc;ncia: nomes, pronomes e an&aacute;fora zero em g&ecirc;neros da escrita e da fala. <i>Revista Ling&uuml;&iacute;stica n. 3</i> Programa de P&oacute;s gradua&ccedil;&atilde;o em Ling&uuml;&iacute;stica da UFRJ.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000218&pid=S0807-8967201300010000900020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>––––, .(2008), Desfazendo um mito: a repeti&ccedil;&atilde;o na escrita e suas fun&ccedil;&otilde;es. In:Roncarati, C.&amp; Abra&ccedil;ado, J.<i>O Portugu&ecirc;s Brasileiro 2</i> .Niter&oacute;i, EDUFF, p.334-344.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000220&pid=S0807-8967201300010000900021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <p>––––,.(2011), <i>O uso de sintagmas nominais complexos em g&ecirc;neros jornal&iacute;sticos e acad&ecirc;micos.</i></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Palestra ministrada no Curso de P&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade do Minho. Braga,17 de junho de 2011. (17 p. mimeo)</p>      <!-- ref --><p>Risso, Mercedes Sanfelice (1999), Aspectos textuais-interativos dos marcadores discursivos de abertura <i>bom, bem, olha, ah,</i> no portugu&ecirc;s culto falado. In: Neves, Maria Helena de Moura(org.). <i>Gram&aacute;tica do Portugu&ecirc;s Falado</i>. S&atilde;o Paulo: Humanitas/FFLCH/USP; Campinas: Editora da Unicamp, p. 259-296.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000224&pid=S0807-8967201300010000900023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Zamponi, Graziela (2003), <i>Processos de referencia&ccedil;&atilde;o:</i> an&aacute;foras associativas e nominaliza&ccedil;&otilde;es. Tese de Doutorado. Campinas: UNICAMP.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000226&pid=S0807-8967201300010000900024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <p><i>Corpus</i> </p>      <!-- ref --><p>Schmidt, Mario Furley (2003),<i> Nova Hist&oacute;ria Cr&iacute;tica .</i>v.1-4. S&atilde;o Paulo: Nova Gera&ccedil;&atilde;o.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000229&pid=S0807-8967201300010000900025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Notas</b></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><sup><a href="#top1" name="1" >[1]</a></sup> Somente os exemplos retirados do <i>corpus</i> em an&aacute;lise est&atilde;o numerados e com o r&oacute;tulo em negrito. </p>      <p><sup><a href="#top2" name="2" >[2]</a></sup> Apoth&eacute;loz &amp; Chanet (2003) introduzem o termo <i>informa&ccedil;&atilde;o-suporte</i>. Para os autores, o termo se refere &agrave; proposi&ccedil;&atilde;o recuperada pela opera&ccedil;&atilde;o discursiva que designam de nomea&ccedil;&atilde;o.</p>      <p><sup><a href="#top3" name="3" >[3]</a></sup> “O mecanismo de integra&ccedil;&atilde;o (de informa&ccedil;&atilde;o) mais caracter&iacute;stico em nossas amostras de l&iacute;ngua escrita foi a nominaliza&ccedil;&atilde;o” (Chafe: 1982, p.39) </p>      <p><sup><a href="#top4" name="4" >[4]</a></sup> Adotamos, como Moura Neves (1996, 1999), a express&atilde;o <i>nomes valenciais</i> para nomes que apresentam uma estrutura argumental, podendo selecionar argumentos tal como um verbo.</p>      <p><sup><a href="#top5" name="5" >[5]</a></sup> Grifo do autor.</p>      <p><sup><a href="#top6" name="6" >[6]</a></sup> Grifo do autor.</p>      <p><sup><a href="#top7" name="7" >[7]</a></sup> “Entendemos aqui como suporte de um g&ecirc;nero um <i>l&oacute;cus</i> f&iacute;sico ou virtual com formato espec&iacute;fico que serve de base ou ambiente de fixa&ccedil;&atilde;o de um g&ecirc;nero materializado como texto” (Marcuschi, 2008:174)</p>      <p><sup><a href="#top8" name="8" >[8]</a></sup> Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o e Cultura</p>      <p><sup><a href="#top9" name="9" >[9]</a></sup> Desde 1998, quando esse livro passou a integrar a lista de recomenda&ccedil;&atilde;o do MEC, cerca de 28 milh&otilde;es de livros foram vendidos para crian&ccedil;as e adolescentes do Ensino Fundamental e M&eacute;dio de todo o pa&iacute;s, segundo parecer da editora Nova Gera&ccedil;&atilde;o.</p>      <p><sup><a href="#top10" name="10" >[10]</a></sup> A primeira cole&ccedil;&atilde;o foi avaliada pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte e a segunda pela Universidade Federal Fluminense. Houve, ent&atilde;o, o questionamento de que a reprova&ccedil;&atilde;o envolveria aspectos pol&iacute;ticos, e n&atilde;o apenas pedag&oacute;gicos. Essa discuss&atilde;o acabou ganhando as p&aacute;ginas dos jornais em setembro de 2007, despertando o interesse do p&uacute;blico em geral, e chegou a ser debatida durante semanas em jornais e telejornais.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><sup><a href="#top11" name="11" >[11]</a></sup> Para esses c&aacute;lculos, lan&ccedil;amos m&atilde;o de parte do pacote estat&iacute;stico GOLDVARB.</p>      <p><sup><a href="#top12" name="12" >[12]</a></sup> Estamos utilizando o termo determinante de forma bastante abrangente, para incluir artigos, possessivos, demonstrativos, &agrave; semelhan&ccedil;a dos especificadores de Castilho( 2010:454.)</p>      <p><sup><a href="#top13" name="13" >[13]</a></sup> O r&oacute;tulo<i> motivos</i> remete a toda se&ccedil;&atilde;o em que aparece inserido, por isso optamos por transcrever somente o trecho no qual ele ocorre. </p>      <p><sup><a href="#top14" name="14" >[14]</a></sup> Grifo do autor.</p>      <p><sup><a href="#top15" name="15" >[15]</a></sup> Grifo do autor.</p>      <p><sup><a href="#top16" name="16" >[16]</a></sup> A partir de conversas informais com professores de Hist&oacute;ria do Brasil e com os pr&oacute;prios alunos, observa-se que seus livros t&ecirc;m uma boa receptividade entre p&uacute;blico jovem.</p>      <p><sup><a href="#top17" name="17" >[17]</a></sup> Isso nos mostra a capacidade do g&ecirc;nero livro did&aacute;tico de se modificar e reorganizar conforme as mudan&ccedil;as sociais, pois, em outras cole&ccedil;&otilde;es analisadas em Bezerra(2010) de d&eacute;cadas anteriores, n&atilde;o se evidenciava a preocupa&ccedil;&atilde;o com o p&uacute;blico leitor.</p>      <p><sup><a href="#top18" name="18" >[18]</a></sup> Seu estudo, baseado em artigos de capa de 20 revistas, n&atilde;o se restringiu a SNs /r&oacute;tulos, mas compreendeu SNs em fun&ccedil;&atilde;o de sujeito e de objeto, alguns dos quais funcionavam como r&oacute;tulos. Seus objetivos eram, al&eacute;m de verificar o grau de complexidade dos SNs de tais artigos, correlacionar esse aspecto com a caracteriza&ccedil;&atilde;o do g&ecirc;nero em quest&atilde;o. (cf. Bastos, 2013) </p>      <p><sup><a href="#top19" name="19" >[19]</a></sup> As revistas escolhidas s&atilde;o aquelas de maior tiragem e aceita&ccedil;&atilde;o pelo p&uacute;blico jovem.</p>      <p><sup><a href="#top20" name="20" >[20]</a></sup> Considerando-se aqueles g&ecirc;neros que j&aacute; foram investigados sob a mesma perspectiva, da complexidade dos SNs.</p>       ]]></body>
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