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<institution><![CDATA[,Universidade de Masaryk Faculdade de Letras Departamento das Línguas e Literaturas Românicas]]></institution>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>"Componente" como substantivo uniforme de dois g&eacute;neros</b></p>      <p><b>Iva Svobodov&aacute;*</b></p>      <p>*Departamento das L&iacute;nguas e Literaturas Rom&acirc;nicas da Faculdade de Letras da Universidade de Masaryk, Brno, Rep&uacute;blica Checa.</p>      <p><a href="mailto:iva.kilianova@tiscali.cz">iva.kilianova@tiscali.cz</a></p>      <p>&nbsp;</p>      <p> <b>RESUMO</b> </p>     <p>O presente estudo tem como principal objetivo analisar o g&eacute;nero gramatical da palavra <i>componente.</i> A necessidade de identificar o g&eacute;nero deste substantivo prende-se com o facto de ter aumentado, nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, a frequ&ecirc;ncia de uso nas &aacute;reas cient&iacute;fica, pol&iacute;tica, cultural, social, industrial, inform&aacute;tica e ainda outras. As nossas d&uacute;vidas t&ecirc;m-se projetado cada vez mais no plano de praticamente todas as disciplinas lingu&iacute;sticas (morfologia, sintaxe, sem&acirc;ntica e lexicologia). A conclus&atilde;o da nossa pesquisa indica que os fatores mais decisivos na interpreta&ccedil;&atilde;o do g&eacute;nero do nome em quest&atilde;o s&atilde;o os diaf&aacute;sico e sem&acirc;ntico. Verific&aacute;mos, ao mesmo tempo, uma parcial influ&ecirc;ncia da frequ&ecirc;ncia de uso. O nosso estudo baseia-se sobretudo em dois pilares: a lingu&iacute;stica <i>de corpora,</i> que contribuiu para a cria&ccedil;&atilde;o do material estudado, e a extensa investiga&ccedil;&atilde;o de Maria Carmen Frias e Gouveia, que forneceu os pontos&shy;chave do quadro metodol&oacute;gico da nossa investiga&ccedil;&atilde;o.</p>      <p><b>Palavras chave</b>: <i>componente</i>; g&eacute;nero gramatical; Maria Carmen Frias e Gouveia.</p>     <p><b>Keywords</b>: <i>componente</i>; gramatical gender; Maria Carmen Frias e Gouveia. </p>      <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center">*</p>      <p><b>1. Notas introdut&oacute;rias</b></p>      <p>A presente an&aacute;lise tem como principal objetivo fazer uma profunda reflex&atilde;o sobre uma s&eacute;rie de quest&otilde;es que se relacionam com o g&eacute;nero gramatical da palavra <i>componente</i>. O nosso estudo baseia-se em pesquisas de Maria Carmen de Frias e Gouveia que recordou ser „o g&eacute;nero gramatical um dos aspetos da gram&aacute;tica mais merecedor de aten&ccedil;&atilde;o, apresentando&shy;se com grande vitalidade e de capital import&acirc;ncia comunicativa na l&iacute;ngua portuguesa“ (Corbett: 1991 <i>apud</i>: Frias e Gouveia: 2007, 2011). Frias e Gouveia, que trabalhou de uma forma minuciosa todos os poss&iacute;veis aspetos relacionados com o emprego do g&eacute;nero gramatical, focalizou, entre outros, as dificuldades que este pode acarretar no caso de palavras com uma certa oscila&ccedil;&atilde;o do g&eacute;nero gramatical e que originam um grande espetro de quest&otilde;es, que se mostram relevantes para o uso do g&eacute;nero gramatical: as diferen&ccedil;as entre as variedades europeia e americana do Portugu&ecirc;s (Frias e Gouveia: 2007), o fator hist&oacute;rico (Frias e Gouveia: 1998, 1999, 2004, 2005, 2006), o fator diaf&aacute;sico e estil&iacute;stico-pragm&aacute;tico (Frias e Gouveia: 1998) e o fator lexicol&oacute;gico relacionado com o g&eacute;nero dos estrangeirismos (Frias e Gouveia: 2004), entre outros. O que nos levou a conhecer a obra de Maria Carmen de Frias e Gouveia foi a necessidade de identificar o g&eacute;nero da palavra <i>componente</i> porque, por mais que custe acreditar, mesmo depois de consultar e estudar atentamente os dicion&aacute;rios de l&iacute;ngua portuguesa mais prestigiados, n&atilde;o conseguimos identific&aacute;-lo univocamente. A necessidade de encontrar o g&eacute;nero desta palavra prende&shy;se com o facto de ter aumentado a frequ&ecirc;ncia do seu uso nas &aacute;reas cient&iacute;fica, pol&iacute;tica, cultural, social, industrial, e ainda outras. Para al&eacute;m disso, as nossas d&uacute;vidas t&ecirc;m-se projetado cada vez mais no plano de todas as disciplinas lingu&iacute;sticas (morfologia, sintaxe, sem&acirc;ntica e lexicologia). </p>      <p>Os m&eacute;todos que M. C. Frias e Gouveia aplicou ao estudo do g&eacute;nero gramatical serviram-nos de modelo de an&aacute;lise e contribuiram para a fiabilidade e complexidade da nossa pesquisa. O problema da palavra <i>componente</i>, como veremos mais adiante no enquadramento te&oacute;rico, encaixa-se no tema dos nomes uniformes de dois g&eacute;neros, e traz mais um exemplo de dificuldades que podem originar incompatibilidades gramatical e lexical no eixo sintagm&aacute;tico, geradas pelas oposi&ccedil;&otilde;es a n&iacute;vel tanto sem&acirc;ntico como diat&oacute;pico nas variedades brasileira e europeia. (Frias e Gouveia: 2011).</p>      <p>Por maior que seja o valor e o prest&iacute;gio dos dicion&aacute;rios consultados, pensamos que a presente an&aacute;lise poder&aacute; contribuir para a &aacute;rea da lexicografia portuguesa. Neste sentido, estamos completamente de acordo com Frias e Gouveia que aponta, ao longo dos seus trabalhos, para uma heterogeneidade e oscila&ccedil;&atilde;o que existe na indica&ccedil;&atilde;o do g&eacute;nero gramatical pelos dicion&aacute;rios de l&iacute;ngua portuguesa (<i>idem</i>: 2011). </p>      <p><b>2. Enquadramento te&oacute;rico</b></p>      <p>O tema do nosso trabalho, como j&aacute; foi referido, diz respeito ao problema do g&eacute;nero gramatical dos substantivos uniformes. Al&eacute;m dos <i>a) </i>substantivos uniformes de um g&eacute;nero, que s&atilde;o formados, sobretudo, por nomes inanimados e cujo g&eacute;nero gramatical evoluiu do latim, existem <i>b) </i>substantivos uniformes de dois g&eacute;neros, chamados ‘sobrecomuns’ ou ‘comuns de dois’ (que possuem o g&eacute;nero natural), o que se abona no caso dos seres sexuados <i>(o/a c&ocirc;njuge, o/a pianista)</i> e <i>c)</i> os substantivos ‘epicenos’, os quais possuem apenas um g&eacute;nero para ambos os sexos. Nos tr&ecirc;s grupos existe um conjunto de palavras de g&eacute;nero hesitante, originado por fatores hist&oacute;ricos <i>(a eczema x o eczema)</i>, geogr&aacute;ficos (<i>PB o</i> <i>grama x PE a grama</i>) e diaf&aacute;sicos <i>(as jeans x os jeans).</i> Al&eacute;m disso, verifica&shy;se, na linguagem popular, a tend&ecirc;ncia para biformizar alguns nomes como, por exemplo, <i>a melra, a gaia, a chefa </i>(Frias e Gouveia:1998). Fora dos tr&ecirc;s grupos referidos, geralmente, menciona-se mais um: o das <i>d)</i> palavras uniformes, cujo sentido est&aacute; estreitamente vinculado ao g&eacute;nero gramatical. As gram&aacute;ticas citam os seguintes exemplos<i>: o/a cabe&ccedil;a o/a caixa, o/a capital, o/a cisma, o/a guarda, o/a guia</i>, etc. (o artigo, no nosso caso, como veremos, ser&aacute; muitas vezes o &uacute;nico indicador gramatical e, implicitamente, tamb&eacute;m sem&acirc;ntico). Frias e Gouveia afirma que dentro deste grupo se encontram palavras que ainda n&atilde;o t&ecirc;m g&eacute;nero fixo e que <i>1</i>. tendem a fix&aacute;&shy;lo (Frias e Gouveia: 2005) ou <i>2</i>. a alter&aacute;&shy;lo. Est&atilde;o, no primeiro caso, por exemplo, <i>am&aacute;lgama </i>e<i> h&eacute;lice</i> que tendem a fixar&shy;se como femininas; no segundo, entre outras, <i>guia e grama</i>. (<i>ibidem</i>). Quanto &agrave; palavra <i>componente</i> n&atilde;o conseguimos encaix&aacute;&shy;la nem num nem noutro caso. N&atilde;o sabemos se o g&eacute;nero desta palavra tende a fixar&shy;se ou a alterar&shy;se ou se se trata, antes, de um lema n&atilde;o claramente dicionarizado por carecer, na sua explica&ccedil;&atilde;o dicionarizada, de uma clara defini&ccedil;&atilde;o pragm&aacute;tico&shy;sem&acirc;ntica e de qualquer restri&ccedil;&atilde;o diat&oacute;pica.</p>      <p>Segundo as nossas premissas poder&aacute;, conforme o g&eacute;nero do quarto tipo dos substantivos uniformes de dois g&eacute;neros (d), mudar tamb&eacute;m o grau de genericidade, o que normalmente ocorre sobretudo nos nomes sexuados (b), onde o g&eacute;nero masculino &eacute; evidentemente gen&eacute;rico, apesar de haver tend&ecirc;ncia para a biformiza&ccedil;&atilde;o (<i>&aacute;rbitro x &aacute;rbitra</i>). Nos epicenos (c), tanto o feminino como o masculino podem ser gen&eacute;ricos (<i>o tigre x a &aacute;guia).</i> Nos nomes inanimados uniformes que mudam de sentido conforme o g&eacute;nero, provavelmente n&atilde;o existir&aacute; nenhuma regra geral, sendo o car&aacute;ter gen&eacute;rico, de acordo com as nossas premissas, idiossincr&aacute;tico. Mas para tal afirma&ccedil;&atilde;o ter&iacute;amos que proceder a um outro tipo de pesquisa e analisar todos os nomes uniformes e biformes de dois g&eacute;neros etimologicamente id&ecirc;nticos e estudar a compatibilidade de abstra&ccedil;&atilde;o com outras unidades gramaticais (ou classes lexicais). De acordo com as nossas hip&oacute;teses e no que &agrave; palavra <i>componente </i>diz respeito, no Portugu&ecirc;s Europeu, o feminino ser&aacute; mais gen&eacute;rico do que o masculino, no Portugu&ecirc;s do Brasil, o contr&aacute;rio.</p>      <p><b>3. Descri&ccedil;&atilde;o metodol&oacute;gica</b></p>      <p>Vejamos, em s&iacute;ntese, como se processou a nossa investiga&ccedil;&atilde;o. No caso de <i>componente</i> tivemos que decidir, primeiro, se &eacute; palavra uniforme de um ou de dois g&eacute;neros. Por mais paradoxal que possa parecer a um falante nativo, n&atilde;o foi t&atilde;o f&aacute;cil encontrar uma resposta un&iacute;voca. Com efeito, os resultados da pesquisa que realiz&aacute;mos nos dicion&aacute;rios checo-portugueses<b>,</b> n&atilde;o coincidiam com as experi&ecirc;ncias que adquirimos a t&iacute;tulo de falante de PLE (portugu&ecirc;s l&iacute;ngua estrangeira). Os dicion&aacute;rios bilingues existentes no contexto da lexicografia L1-L2 e L2-L1<a href="#1" name="top1"><sup>[1]</sup></a> definem o nome <i>componente</i> como substantivo de g&eacute;nero &uacute;nico, i. e. masculino, o que talvez se deva &agrave; influ&ecirc;ncia da variedade brasileira, como veremos mais adiante.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Continu&aacute;mos a consultar outros dicion&aacute;rios portugueses (<i>Dicion&aacute;rio da L&iacute;ngua Portuguesa Contempor&acirc;nea da Academia das Ci&ecirc;ncias de Lisboa, Dicion&aacute;rio Houaiss, Dicion&aacute;rio Aur&eacute;lio, Dicion&aacute;rio Priberam, Dicion&aacute;rio Aulete</i>) que admitem a possibilidade de serem usados ambos os g&eacute;neros, contudo, n&atilde;o os delimitam pragmaticamente.</p>      <p>Para estabelecermos a delimita&ccedil;&atilde;o sem&acirc;ntica e diat&oacute;pica precisa dos dois g&eacute;neros gramaticais atribu&iacute;dos &agrave; palavra <i>componente</i>, realiz&aacute;mos mais dois passos importantes: o primeiro n&atilde;o se mostrou eficiente; o segundo, ao inv&ecirc;s, ajudou-nos a orientar a nossa investiga&ccedil;&atilde;o. Assim, primeiro, consult&aacute;mos os dicion&aacute;rios das outras l&iacute;nguas rom&acirc;nicas, supondo que poder&iacute;amos encontrar oposi&ccedil;&otilde;es gen&eacute;ricas anal&oacute;gicas do nome <i>o/a componente </i>em franc&ecirc;s, espanhol e italiano.</p>      <p>Ao consultar os dicion&aacute;rios naquelas l&iacute;nguas, enfrent&aacute;mos, parcialmente, os mesmos problemas da inexatid&atilde;o da delimita&ccedil;&atilde;o pragm&aacute;tica (sem&acirc;ntica, diaf&aacute;sica e diat&oacute;pica), tal como nos dicion&aacute;rios portugueses.</p>      <p>Consequentemente, tivemos que excluir o aspeto contrastivo ao n&iacute;vel das l&iacute;nguas rom&acirc;nicas e procurar outras fontes fi&aacute;veis, as quais, como veremos, acabaram por constituir o pilar da nossa pesquisa, adequado &agrave;s nossas finalidades, i. e., recorremos aos <i>corpora</i> Linguateca e <i>Corpus </i>do Portugu&ecirc;s e analis&aacute;mos todas as ocorr&ecirc;ncias encontradas, tendo sempre em aten&ccedil;&atilde;o o contexto utilizado. Al&eacute;m destes dois <i>corpora</i> lingu&iacute;sticos, consult&aacute;mos tamb&eacute;m o <i>corpus</i> paralelo Interkorp, o qual, n&atilde;o obstante, nos ofereceu apenas 600 ocorr&ecirc;ncias de <i>componente</i> quer na fun&ccedil;&atilde;o nominal quer na adjetival, sem a possibilidade de delimita&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica geral dos dados, facto que nos levou a eleger o <i>Corpus </i>do Portugu&ecirc;s como instrumento de an&aacute;lise contrastiva diat&oacute;pica do g&eacute;nero gramatical de <i>componente</i> (i.e., nas duas variedades geogr&aacute;ficas: a do Portugu&ecirc;s do Brasil e a do Portugu&ecirc;s Europeu -doravante PB e PE) e o <i>corpus</i> Linguateca como instrumento de an&aacute;lise do g&eacute;nero desta palavra usada exclusivamente no PE. O <i>Corpus do </i>Portugu&ecirc;s ofereceu-nos 400 ocorr&ecirc;ncias nominais para o PB e 200 para o PE. O <i>corpus</i> Linguateca<a href="#2" name="top2"><i><sup><b><sup>[2]</sup></b></sup></i></a> ofereceu-nos 4000 ocorr&ecirc;ncias nominais e adjetivais, das quais retir&aacute;mos uma amostra bastante representativa de mais de 1000 constru&ccedil;&otilde;es nominais que foram divididas, depois de uma classifica&ccedil;&atilde;o minuciosa (que teve que ser feita em muitos casos manualmente), em dois grupos, de acordo com o g&eacute;nero masculino ou feminino.</p>      <p><b>4. Lematiza&ccedil;&atilde;o de <i>o/a componente</i> nos dicion&aacute;rios de l&iacute;ngua portuguesa</b></p>      <p>Proceda&shy;se &agrave; descri&ccedil;&atilde;o pormenorizada do processo de investiga&ccedil;&atilde;o e da metodologia aplicada. A primeira fase da nossa pesquisa foi de natureza lexicogr&aacute;fica. Como referimos no quadro metodol&oacute;gico, come&ccedil;&aacute;mos por consultar os dicion&aacute;rios bilingues L1 (l&iacute;ngua materna) – L2 (l&iacute;ngua segunda) (Buzek:2011). Para nossa surpresa, n&atilde;o encontr&aacute;mos nos dicion&aacute;rios bilingues o g&eacute;nero feminino – caso um tanto peculiar, conforme veremos mais &agrave; frente. Para os fins da nossa an&aacute;lise, consult&aacute;mos o <i>Dicion&aacute;rio da L&iacute;ngua Portuguesa Contempor&acirc;nea </i>(2001), da Academia das Ci&ecirc;ncias de Lisboa, o qual, curiosamente, apesar de admitir a possibilidade do uso de ambos os g&eacute;neros, n&atilde;o os distinguiu pragm&aacute;tico-semanticamente, incluindo os dois sob um &uacute;nico lema. Este dicion&aacute;rio documenta o uso do g&eacute;nero feminino num &uacute;nico caso (1) e as demais explica&ccedil;&otilde;es sem&acirc;nticas falam a favor do g&eacute;nero masculino. Recorremos, por isso, aos dicion&aacute;rios de l&iacute;ngua portuguesa <i>Priberam</i> e <i>Aulete,</i> sendo esse &uacute;ltimo o &uacute;nico que especifica pelo menos uma &aacute;rea, em que o nome aparece no g&eacute;nero feminino, i.e., em astronomia, dando o exemplo de <i>a componente chaundleriana</i>. Curiosamente, encontr&aacute;mos num outro dicion&aacute;rio de l&iacute;ngua portuguesa, no <i>Aur&eacute;lio</i>, o g&eacute;nero inverso nesta combinat&oacute;ria, i.e., <i>o componente chaundleriano</i>. O dicion&aacute;rio que com maior detalhe especifica o uso do g&eacute;nero da palavra <i>componente</i>, &eacute; o <i>Houaiss</i>. Este trabalha o lema em quest&atilde;o mais detalhadamente, indicando a possibilidade dos dois g&eacute;neros e incluindo algumas coloca&ccedil;&otilde;es e combinat&oacute;rias. Aponta para o uso em uma ou outra &aacute;rea cient&iacute;ficas, indicando at&eacute; as possibilidades de sinon&iacute;mia em alguns casos (<i>componente fonol&oacute;gico x fonol&oacute;gica, componente sem&acirc;ntico x sem&acirc;ntica</i>), mas n&atilde;o nos d&aacute; resposta definitiva quanto ao uso que corresponde &agrave; realidade, porque n&atilde;o efetua a suficiente divis&atilde;o dos g&eacute;neros gramaticais. As &uacute;nicas refer&ecirc;ncias que falam a favor de g&eacute;nero feminino s&atilde;o as que se encontram sublinhadas:</p>      <p>Veja-se, em concreto, todas as dicionariza&ccedil;&otilde;es encontradas de <i>componente</i>: </p>  <ul>     <li>     <p>Dicion&aacute;rio da L&iacute;ngua Portuguesa Contempor&acirc;nea<a href="#3" name="top3"><sup>[3]</sup></a></p>      <p><b><i> componente s. m. ou f. </i></b>(do latim <i>componens, componentis</i>), part. pres. de componere – &acute;colocar juntamente&acute;). <b>1</b>. Elemento que entra na composi&ccedil;&atilde;o de alguma coisa. <i>O verbo &eacute; um dos componentes da frase. O curso tem uma componente eminentemente pr&aacute;tica.</i> <b>2</b>.<i>qu&iacute;m</i>. Elemento de um corpo composto. O <i>hidrog&eacute;nio &eacute; um dos componentes da &aacute;gua</i>. <b>3.</b> <i>tecnol</i>. Elemento que entra na composi&ccedil;&atilde;o de um circuito electr&oacute;nico. <b>4</b>. <i>f&iacute;s</i>. Cada uma das for&ccedil;as que actuam simultaneamente sobre um corpo, cujo efeito &eacute; equivalente ao da resultante<b>. 5</b>. Membro de uma classe, corpo, institui&ccedil;&atilde;o…<i>Os componentes do grupo de escuteiros actuaram com destreza e sentido pr&aacute;tico</i>. (DLPC: 890). </p> </li>     ]]></body>
<body><![CDATA[<li>     <p>Dicion&aacute;rio Priberam da L&iacute;ngua Portuguesa:<a href="#4" name="top4"><sup>[4]</sup></a></p>      <p><b><i> componente s. 2 g</i></b><i>. </i>Elemento (que concorre com outros numa composi&ccedil;&atilde;o). [Mec&acirc;nica] Cada uma das for&ccedil;as que actua simultaneamente para produzir entre todas uma resultante.</p> </li>     <li>     <p>Dicion&aacute;rio Aulete<a href="#5" name="top5"><sup>[5]</sup></a></p>      <p><b><i> componente s. 2 g</i></b>. Algu&eacute;m ou algo que faz parte de um conjunto organizado; parte ou elemento de um sistema: os componentes de um computador. Membro de um grupo: os componentes do coral. <i>Qu&iacute;m</i>. Subst&acirc;ncia que comp&otilde;e um sistema qu&iacute;mico (e necess&aacute;ria para caracteriz&aacute;-lo) [Tb. us.como adj.] sf. <i>Astron</i>. Qualquer das estrelas que comp&otilde;em um sistema estelar. [F.: Do lat. <i>componens, entis.</i>]</p> </li>     <li>     <p>Dicion&aacute;rio da L&iacute;ngua Portuguesa Aur&eacute;lio</p>      <p><b><i> componente</i></b><i> (</i>do lat. <i>componente</i>). </p>      <p><b><i> adj.</i></b> 1. Que entra na composi&ccedil;&atilde;o de alguma coisa. </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><i> s. m.</i></b> 2. Aquilo que entra na composi&ccedil;&atilde;o de alguma coisa. 3. Parte elementar de um sistema 4. <i>F&iacute;s.Qu&iacute;m</i>. Num sistema, qualquer das esp&eacute;cies qu&iacute;micas, entre as que o constituem, inclu&iacute;da no menor grupo de subst&acirc;ncias necess&aacute;rias para caracterizar quimicamente o sistema (Cf.nesta acep&ccedil;&atilde;o constituinte.) </p>      <p>Componente chandleriano, <i>Astr</i>. V. per&iacute;odo de chandler. </p> </li>     <li>     <p>Dicion&aacute;rio Houaiss da L&iacute;ngua Portuguesa<a href="#6" name="top6"><sup>[6]</sup></a></p>      <p><b><i> componente Adj. 2g s. 2 g</i></b> 1.Que ou o que comp&otilde;e ou ajuda na composi&ccedil;&atilde;o de algo &lt;os c. de um motor&gt; &lt;os c. de um sistema filos&oacute;fico&gt;; 2. que ou quem &eacute; membro de uma classe, de uma institui&ccedil;&atilde;o, de um corpo, etc. &lt;os elementos c. do corpo policial&gt; &lt;uma organiza&ccedil;&atilde;o esquerdista com c. que se pretendiam aut&oacute;nomas&gt;; 3. em ci&ecirc;ncia e tecnologia, diz-se de ou parte constituinte de um sistema; 4. ELECTR. diz-se de ou qualquer dispositivo com caracter&iacute;sticas definidas que disponha de terminais atrav&eacute;s dos quais possa ser conectado a outros componentes para formar um sistema; 5. GRAM.GENER. diz-se de ou cada uma das partes constituintes da gram&aacute;tica de uma l&iacute;ngua: componente sint&aacute;ctico, componente fonol&oacute;gico, componente sem&acirc;ntico; 6. GRAM.GENER. diz-se de ou cada uma das partes do componente sint&aacute;ctico: componente da base e componente transformacional; 7. QU&Iacute;M. Diz-se de ou subst&acirc;ncia que comp&otilde;e um sistema qu&iacute;mico *componente categorial; GRAM.GENER. 1. mesmo que base categorial; 2. a parte da base que cont&eacute;m as categorias sint&aacute;cticas existentes na l&iacute;ngua e o sistema de regras para a constru&ccedil;&atilde;o dos sintagmas e da estrutura b&aacute;sica da ora&ccedil;&atilde;o, determinando as rela&ccedil;&otilde;es gramaticais entre os seus constituintes. *Cf. Categoria sint&aacute;ctica. c.chandleriano ou c.chandleriana ASTR. m.q per&iacute;odo de Chandler, c. fonol&oacute;gico ou c.fonol&oacute;gica; GRAM.GENER. invent&aacute;rio de fonemas e tra&ccedil;os distintivos de uma l&iacute;ngua e sistema de regras que interpretam foneticamente as cadeias geradas pelos componentes sint&aacute;ctico e transformacional, em termos de tra&ccedil;os distintivos; componente lexical. GRAM.GENER. m.q.l&eacute;xico; c. sem&acirc;ntico ou c.sem&acirc;ntica GRAM.GENER.1. sistema de regras que realizam a interpreta&ccedil;&atilde;o sem&acirc;ntica das frases geradas pelo componente sint&aacute;ctico 2.LING. em an&aacute;lise sem&acirc;ntica oponencial, unidade m&iacute;nima de significa&ccedil;&atilde;o que entra na forma&ccedil;&atilde;o do sentido de um morfema ou de uma palavra (p.ex.: [+humano], [+adulto], [+f&ecirc;mea] s&atilde;o componentes sem&acirc;nticos do significado de mulher); tra&ccedil;o sem&acirc;ntico, marcador sem&acirc;ntico. c. sintagm&aacute;tico ou c.sintagm&aacute;tica GRAM.GENER. sistema de regras que determinam as estruturas fr&aacute;sicas poss&iacute;veis na l&iacute;ngua sintaxe; componente sint&aacute;ctico ou c.sint&aacute;ctica GRAM.GENER. parte da gram&aacute;tica que gera, por meio de regras formalizadas, todas e apenas as senten&ccedil;as poss&iacute;veis de uma l&iacute;ngua. Uso como termo da GRAM.GENER. no Brasil &eacute; ger.empr. no masc. Etim. Lat. <i>Componens, entis</i>, part. pres. de <i>componere</i>.</p> </li>     </ul>      <p><b>5. Lematiza&ccedil;&atilde;o de o/a componente nos dicion&aacute;rios de l&iacute;ngua espanhola, francesa e italiana</b></p>      <p>Como j&aacute; se referiu na parte introdut&oacute;ria e no quadro metodol&oacute;gico, um dos poss&iacute;veis indicadores do g&eacute;nero de <i>componente </i>poderia ser a analogia com as interpreta&ccedil;&otilde;es sem&acirc;nticas de <i>componente</i> em outras l&iacute;nguas rom&acirc;nicas. Procedemos &agrave; investiga&ccedil;&atilde;o das elabora&ccedil;&otilde;es dicionar&iacute;sticas de <i>componente/composante</i> em dicion&aacute;rios monolingues de l&iacute;ngua espanhola, italiana e francesa. Apesar de terem sido encontradas especifica&ccedil;&otilde;es muito relevantes, infelizmente, tivemos que enfrentar o mesmo problema de insuficiente identifica&ccedil;&atilde;o gen&eacute;rica.<a href="#7" name="top7"><sup>[7]</sup></a> Vejamos apenas algumas das defini&ccedil;&otilde;es para n&atilde;o nos desviarmos do tema fulcral do nosso trabalho. Sublinhamos, novamente, todas as refer&ecirc;ncias relativas ao g&eacute;nero feminino. </p>      <p>Em espanhol, verificam-se ambos os g&eacute;neros, sendo, em todo o caso, mais frequente o uso do masculino. No <i>Diccionario de la Real Academ&iacute;a Espa&ntilde;ola </i><a href="#8" name="top8"><sup>[8]</sup></a><i>,</i> encontramos as seguintes explica&ccedil;&otilde;es: „En matem&aacute;ticas, se usa como sustantivo femenino para nombrar cada una de las partes en que se descompone un objeto matem&aacute;tico, como, por ejemplo, un vector, y se emplea frecuentemente en meteorolog&iacute;a para referirse a la direcci&oacute;n de los vientos: <i>&laquo;Vientos flojos con predominio de la componente oeste&raquo;</i> (<i>NCastilla</i> [Esp.] 13.5.99). No debe extenderse este uso en femenino a otros &aacute;mbitos, como ocurre en los ejemplos siguientes: <i>&laquo;Esta unidad coordina todas las componentes del computador&raquo;</i> (P&eacute;rez/Pino <i>Computaci&oacute;n</i> [Chile 1982]); <i>&laquo;Se intenta justificar la revitalizaci&oacute;n de la UEO como medio de fortalecimiento de la componente europea de la OTAN&raquo;</i> (<i>Pa&iacute;s</i> [Esp.] 2.8.88). <a href="#9" name="top9"><sup>[9]</sup></a></p>      <p>Em italiano, existem tamb&eacute;m os dois g&eacute;neros, mas o problema &eacute; que os dicion&aacute;rios de qual se disp&otilde;e, n&atilde;o s&atilde;o homog&eacute;neos quanto ao seu tratamento l&eacute;xico-gramatical. Alguns mencionam em primeiro lugar o g&eacute;nero masculino como o mais frequente, tendo um espetro mais largo de varia&ccedil;&atilde;o sem&acirc;ntica e pertencendo ao campo geral (usado no sentido de elemento, participante, membro em estruturas como <i>il componente della commissione, il componente essenziale della pasta</i>), mas tamb&eacute;m ao campo t&eacute;cnico e lingu&iacute;stico (<i>il componente sintattico di una lingua</i>). Mas &eacute; poss&iacute;vel usar o g&eacute;nero feminino tamb&eacute;m num sentido mais geral de componente n&atilde;o qu&iacute;mico (<i>le componente del pensiero di un autore</i>).<a href="#10" name="top10"><sup>[10]</sup></a></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em franc&ecirc;s, o uso do g&eacute;nero feminino da palavra <i>composant</i> sinaliza, de acordo com <i>Le Tr&eacute;sor de la Langue Fran&ccedil;aise Informatis&eacute;</i><a href="#11" name="top11"><sup>[11]</sup></a>, um maior grau de abstra&ccedil;&atilde;o, podendo ser usado em sentido figurativo:</p>      <p><b>?2. </b><i>Au fig., emploi subst. f&eacute;m. Une composante; les composantes d‘un probl&egrave;me. Faire &agrave; travers les exp&eacute;riences v&eacute;cues par la totalit&eacute; des cat&eacute;gories sociales de la population l‘inventaire exhaustif des composantes du loisir</i><b> ?</b>; </p>      <p><b>? 3.</b><i> Si le puritanisme n‘exprime pas l‘essence du protestantisme, il n‘y a pas moins dans l‘&acirc;me protestante une composante puritaine; la production ne saurait avoir pour but la seule jouissance</i>.<b>?</b><a href="#12" name="top12"><sup>[12]</sup></a> </p>      <p>O g&eacute;nero feminino, de acordo com a mesma fonte lexicogr&aacute;fica, tamb&eacute;m &eacute; usado na matem&aacute;tica <i>(composante(s) vectorielle(s)); </i>na &aacute;rea da lingu&iacute;stica e da gram&aacute;tica generativa (em que tamb&eacute;m mais raramente pode ser usado o masculino) e na &aacute;rea da mec&acirc;nica em que <i>componente</i> tem tamb&eacute;m um sentido mais abstrato: (<i>une composante. </i><b>?</b><i>Les trois composantes de l‘acc&eacute;l&eacute;ration de translation du centre de gravit&eacute; de la t&ecirc;te.</i><b>?).</b> Por outro lado, no que &agrave; &aacute;rea da qu&iacute;mica e aos produtos eletr&oacute;nicos diz respeito, s&atilde;o mencionados os seguintes exemplos no masculino:<i> un composant. le composant dou&eacute; de la plus grande activit&eacute; biologique</i>, l<i>es composants d‘un circuit &eacute;lectronique (tels que r&eacute;sistances, condensateurs, transistors.</i><a href="#13" name="top13"><i><sup><b><sup>[13]</sup></b></sup></i></a><i>)</i></p>      <p>De acordo com os exemplos citados, pode-se deduzir que, ao passo que o g&eacute;nero masculino &eacute; usado mais frequentemente no caso dos nomes concretos e t&eacute;cnicos (por exemplo, nas &aacute;reas da eletr&oacute;nica e qu&iacute;mica), o uso do feminino &eacute; mais frequente nas &aacute;reas da literatura, filosofia, lingu&iacute;stica, artes, mas tamb&eacute;m na &aacute;rea da mec&acirc;nica, em que representa um nome abstrato.<a href="#14" name="top14"><sup>[14]</sup></a> Pode antecipar-se que os nossos resultados, relacionados com o uso real dos g&eacute;neros em portugu&ecirc;s<b>,</b> ir&atilde;o mais ao encontro da palavra <i>composante</i> do franc&ecirc;s.</p>      <p><b>6. Diferen&ccedil;as hist&oacute;ricas</b></p>      <p>Frias e Gouveia dedicou uma consider&aacute;vel parte dos seus artigos ao tema da evolu&ccedil;&atilde;o do g&eacute;nero gramatical do Portugu&ecirc;s arcaico para o moderno (Gouveia: 1993, 2005) de palavras que mudaram de g&eacute;nero no curso da evolu&ccedil;&atilde;o da l&iacute;ngua portuguesa „ou porque fixaram um determinado g&eacute;nero, quando havia hesita&ccedil;&atilde;o, ou porque a termina&ccedil;&atilde;o da palavra determinou essa fixa&ccedil;&atilde;o ou ainda porque a l&iacute;ngua culta exerceu alguma influ&ecirc;ncia“ (Frias e Gouveia: 2005; 550). “&Eacute; um facto que encontramos atualmente palavras cujo g&eacute;nero difere do antigo ou que o alteraram at&eacute; aos nossos dias, em muitos casos tendo ainda g&eacute;nero duvidoso” (<i>ibidem</i>). Pressupomos que, no caso de <i>componente,</i> n&atilde;o deve ter havido um g&eacute;nero etimol&oacute;gico, sendo “<i>componens</i>“ o partic&iacute;pio de ‘praesentis activ’ e, como tal, deve ter sido considerado como adjetivo ‘amorfo’<a href="#15" name="top15"><sup>[15]</sup></a>, mas trigen&eacute;rico com o mesmo sufixo para os tr&ecirc;s g&eacute;neros (neutro, feminino e masculino), adquirindo assim o g&eacute;nero do substantivo com o qual se une. Tendo desaparecido o neutro, restaram s&oacute; dois g&eacute;neros, adquirindo <i>componente</i> o g&eacute;nero do n&uacute;cleo substantivo. Assim pode deduzir-se que, atrav&eacute;s da deriva&ccedil;&atilde;o impr&oacute;pria, <i>componente</i> portugu&ecirc;s se tornou um substantivo bigen&eacute;rico com um uso vari&aacute;vel. De acordo com os exemplos encontrados, no PE, prevalece o g&eacute;nero feminino enquanto que, no PB, o masculino. Pressupomos que o PB &eacute; a pr&eacute;-fase do portugu&ecirc;s europeu moderno e que pode ter havido a mudan&ccedil;a de g&eacute;nero do masculino para o feminino no PE, enquanto que, no PB, ficou tal como se tinha fixado depois de lhe ter sido atribu&iacute;do o g&eacute;nero masculino. Neste caso, podemos admitir que o g&eacute;nero de <i>componente</i> do PE seguiu o g&eacute;nero gramatical de <i>composant</i> franc&ecirc;s/a, e parcialmente de <i>componente</i> italiano, como se pode ver no par&aacute;grafo anterior. Em PE, encontramos uma vasta escala de exemplos a serem analisados na pr&oacute;xima sec&ccedil;&atilde;o do presente trabalho. Contudo, para podermos confirmar e comprovar as nossas hip&oacute;teses, seria necess&aacute;rio fazer uma an&aacute;lise diacr&oacute;nica do g&eacute;nero gramatical de <i>componente</i> e dispor de documentos hist&oacute;ricos. Como os textos escritos que consult&aacute;mos e que tivemos &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o n&atilde;o cont&ecirc;m a palavra em quest&atilde;o, recorremos aos <i>corpora</i> hist&oacute;ricos poss&iacute;veis (a Linguateca – Vercial e ao <i>Corpus</i> do Portugu&ecirc;s), que, infelizmente, n&atilde;o nos proporcionaram uma amostra significativa de ocorr&ecirc;ncias. O <i>Corpus</i> do Portugu&ecirc;s ofereceu-nos 10 exemplos do s&eacute;culo XIX, todos no feminino e todos usados por um &uacute;nico autor. &Eacute; escusado relembrar que tal an&aacute;lise n&atilde;o seria fi&aacute;vel mas, sim, pass&iacute;vel de suscitar grandes d&uacute;vidas. O <i>corpus</i> Linguateca Vercial n&atilde;o encontrou nenhuma ocorr&ecirc;ncia da palavra em quest&atilde;o. Maria Carmen de Frias e Gouveia apoiou muitas vezes as suas an&aacute;lises em relat&oacute;rios m&eacute;dicos dos s&eacute;culos passados podendo assim observar, com base em materiais fi&aacute;veis e aut&ecirc;nticos, a evolu&ccedil;&atilde;o do g&eacute;nero gramatical no que &agrave; terminologia m&eacute;dica diz respeito (por exemplo, <i>eczema, laringe, entorse</i>, etc) (<i>ibidem</i>). &Eacute; nossa firme convic&ccedil;&atilde;o que o &uacute;nico procedimento v&aacute;lido, no caso da palavra <i>componente,</i> seria estudar os materiais arquivados de produtos alqu&iacute;micos, agr&iacute;colas de alimenta&ccedil;&atilde;o e &aacute;reas de longa tradi&ccedil;&atilde;o. Faltando-nos este tipo de documentos, omitiremos este aspeto diacr&oacute;nico<b>,</b> tendo todavia consci&ecirc;ncia de que este ter&aacute; desempenhado, no caso aqui estudado, um papel primordial. Devido a estes obst&aacute;culos relativos &agrave; insufici&ecirc;ncia de materiais aut&ecirc;nticos, no nosso trabalho, apenas se pode desenvolver um estudo sincr&oacute;nico. Este, como veremos a seguir, constar&aacute; de duas partes principais: uma que abordar&aacute; o problema das diferen&ccedil;as geogr&aacute;ficas (ou diat&oacute;picas) e outra que nos oferecer&aacute; um estudo pormenorizado do uso da palavra <i>componente</i> em portugu&ecirc;s europeu contempor&acirc;neo. </p>      <p><b>7. Diferen&ccedil;as diat&oacute;picas</b></p>      <p>O objetivo desta sec&ccedil;&atilde;o ser&aacute; considerar as principais diferen&ccedil;as entre <i>componente</i> usado nas variedades europeia e americana do Portugu&ecirc;s. Sobre este aspeto, Frias e Gouveia escreveu uma s&eacute;rie de artigos (Frias e Gouveia: 2006, 2008, 2009, 2011). Omitiremos da nossa an&aacute;lise, por n&atilde;o termos acesso &agrave; linguagem popular e regional, as diferen&ccedil;as verticais que existem dentro de cada uma das variedades comparadas. Para j&aacute;, relembremos os exemplos que Frias e Gouveia inclui nos seus estudos relacionados com o PE e PB: <i>o grama (PB) x a grama (PE), os media (PE) x a m&iacute;dia (PB), o duche (PE) x a ducha (PB), o gangue (PE) x a gang (PB), o fondu (PE) x a fondu (PB), o champanhe (PE) x a champanhe (PB), o sandu&iacute;che (PB) x a sandu&iacute;che (PE), o/a omelete (PB)</i> x <i>a omelete (PE) </i>(Gouveia: 2007). Como vemos, trata-se de substantivos de um g&eacute;nero, com uso divergente em Portugal e no Brasil.</p>      <p>O nosso caso &eacute; um pouco diferente. Segundo os resultados que obtivemos, no PB, a palavra <i>componente</i> &eacute; palavra de um g&eacute;nero (hesitante), j&aacute; que n&atilde;o encontr&aacute;mos nenhumas diferen&ccedil;as sem&acirc;nticas acarretadas pela mudan&ccedil;a do g&eacute;nero gramatical (substantivos uniformes de/do? tipo <i>a)</i> no “Enquadramento te&oacute;rico”). Ao contr&aacute;rio, na variedade europeia, os resultados falam atualmente mais a favor do car&aacute;ter uniforme mas <i>bigen&eacute;rico</i>, especificando-se cada g&eacute;nero gramatical a ser usado em diferente sec&ccedil;&atilde;o sem&acirc;ntica. gramatical (substantivos uniformes de/do? tipo <i>d)</i> no “Enquadramento te&oacute;rico”). </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O <i>Corpus do Portugu&ecirc;s</i> oferece-nos a possibilidade de analisar semanticamente a palavra <i>componente</i> de modo separado nas duas variedades comparadas. Procedemos &agrave; an&aacute;lise de 237 ocorr&ecirc;ncias em PE e de 411 em PB. N&atilde;o conseguimos identificar o g&eacute;nero gramatical em 179 casos do PB e em 71 do PE, por faltar na constru&ccedil;&atilde;o um determinante, atributo ou modificador biformes, marcadores do g&eacute;nero no caso dos nomes uniformes. Compar&aacute;mos os contextos em que a palavra ocorre no g&eacute;nero masculino e feminino em ambas as variedades da l&iacute;ngua portuguesa. Cheg&aacute;mos a revelar que, no PE, o g&eacute;nero masculino foi identificado em 44 ocorr&ecirc;ncias, enquanto que o feminino o foi em 122. No PB, surpreendentemente, ocorreu o contr&aacute;rio: o masculino foi identificado como o g&eacute;nero gramatical mais frequente (em 232 casos) e o feminino apenas em 30. Procedendo &agrave; an&aacute;lise dos contextos em cada frase, cheg&aacute;mos &agrave; conclus&atilde;o de que, de acordo com os exemplos que tivemos &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o, no portugu&ecirc;s europeu, o g&eacute;nero feminino da palavra <i>componente</i> parece gen&eacute;rico, sendo usado num vasto leque de campos sem&acirc;nticos (em &aacute;reas como meio-ambiente, ecologia, cultura, economia, lingu&iacute;stica, pol&iacute;tica) e o masculino revelou-se semanticamente restringido ao uso em &aacute;reas como eletricidade, produtos eletr&oacute;nicos, biologia, medicina, farmacologia, qu&iacute;mica, etc. No portugu&ecirc;s do Brasil, verificou-se quase o contr&aacute;rio: o g&eacute;nero feminino revelou-se muito menos frequente do que o masculino. Ao contr&aacute;rio da variedade europeia, contudo, n&atilde;o foram encontradas nenhumas restri&ccedil;&otilde;es sem&acirc;nticas. O uso do g&eacute;nero feminino equivale, a t&iacute;tulo do espetro sem&acirc;ntico, ao uso do masculino, sendo esse muito mais frequente. </p>      <p>Vejam-se alguns exemplos de sintagmas Nome+Adjetivo, tirados do <i>Corpus</i> do Portugu&ecirc;s:</p>      <p><b>Portugu&ecirc;s Europeu 22(m.) &lt; 122(f.)</b><a href="#16" name="top16"><b><sup><b><sup>[16]</sup></b></sup></b></a></p>      <p>No g&eacute;nero masculino foram encontradas <b>44</b> ocorr&ecirc;ncias:</p>      <p><b><i>O componente</i></b>- ativo (do tempero), t&oacute;xico, biologicamente ativo, prim&aacute;rio (o tolueno), principal (montromonlonite).</p>      <p>No g&eacute;nero feminino foram encontradas <b>122</b> ocorr&ecirc;ncias:</p>      <p><b><i>A componente</i></b> – agr&iacute;cola, ambiental, artificial, &aacute;udio, brasileira, c&eacute;nica, cient&iacute;fica, cultural, da velocidade radial, de abastecimento de &aacute;gua, de entretenimento, de forma&ccedil;&atilde;o, de internacionaliza&ccedil;&atilde;o, de pequenos comerciantes, de reciclagem, essencial de funcionamento, estrat&eacute;gica, exportadora, expressiva, financeira, gen&eacute;tica, hist&oacute;rica, horizontal, humana, importante, inata, individual, noturna, pol&iacute;tica, sensorial, simbolista, social, subjetiva, t&eacute;cnica, tecnol&oacute;gica, necess&aacute;ria, on&iacute;rica, pol&iacute;tica.</p>      <p><b>Portugu&ecirc;s do Brasil 232 (m) &gt; 30 (f)</b></p>      <p>Foram encontradas <b>232</b> ocorr&ecirc;ncias no g&eacute;nero masculino:</p>      <p><b><i>O componente</i></b> – arb&oacute;reo, co-seno, da atividade, das taxas, de contextualiza&ccedil;&atilde;o, de ajuste estrutural, de circuito, de gera&ccedil;&atilde;o, de processamento, de trai&ccedil;&atilde;o, de um sistema, do texto, dominante, em quest&atilde;o, gen&eacute;tico, gramatical, importante de filmes, informativo, isolado, menos controlado, metodologia, resistente, pl&aacute;stico, pol&iacute;tico, prop&oacute;sito, racional, sentencial, socioecon&oacute;mico, &eacute;tico.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No g&eacute;nero feminino foram encontradas <b>30</b> ocorr&ecirc;ncias: </p>      <p><b><i>A componente</i></b> – da for&ccedil;a, escalar do gradiente, fon&eacute;tica, fon&eacute;tico-fonol&oacute;gica, hidrost&aacute;tica, horizontal da velocidade, vertical, radiom&eacute;trica, subjetiva, seno, co-seno.</p>      <p><b>8. Estudo sincr&oacute;nico do portugu&ecirc;s europeu</b></p>      <p>Como pudemos ver nas sec&ccedil;&atilde;o anterior, o problema no caso do <i>Corpus </i>do Portugu&ecirc;s foi o facto de este nos proporcionar um n&uacute;mero insuficiente de ocorr&ecirc;ncias usadas em PE, sobretudo no masculino, o que nos impossibilitou obter uma delimita&ccedil;&atilde;o sem&acirc;ntica mais exata de ambos os g&eacute;neros. Como pudemos observar, a an&aacute;lise dos resultados das ocorr&ecirc;ncias encontradas sinalizou-nos pelo menos o grau de extens&atilde;o sem&acirc;ntica dos dois g&eacute;neros no PE (vejam-se os exemplos mencionados no fim da sec&ccedil;&atilde;o anterior.) <i>O componente</i> aparece acompanhado por atributos e modificadores que pertencem &agrave;s &aacute;reas da eletricidade e dos produtos eletr&oacute;nicos, biologia, qu&iacute;mica, farmacologia e inform&aacute;tica. O g&eacute;nero feminino foi encontrado em contextos semanticamente mais vastos (cultural, econ&oacute;mico, pol&iacute;tico, cient&iacute;fico, etc.). </p>      <p>Dos valores que o <i>corpus</i> Linguateca (Cetem P&uacute;blico) nos oferece, depreende-se que a palavra <i>componente</i> apresenta um total de 4629 ocorr&ecirc;ncias, das quais 1172 documentadas na sec&ccedil;&atilde;o sociedade. Em segundo lugar est&aacute; a sec&ccedil;&atilde;o cultura, seguida por &aacute;reas n&atilde;o determinadas: pol&iacute;tica, economia, cultura e sociedade, desporto, opini&atilde;o e inform&aacute;tica. O uso de cada g&eacute;nero gramatical difere conforme a &aacute;rea, como vemos. </p>      <p>Eis os primeiros resultados de Linguateca, Cetem P&uacute;blico: </p>      <p><b>Distribui&ccedil;&atilde;o de ‘<i>componente</i>’ por sec&ccedil;&atilde;o</b></p>      <p>&nbsp;</p>  <table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0" >  <tbody> <tr> <td valign="top" >    <p>Sociedade</p></td> <td valign="top" >    <p>1172</p></td> <td valign="top" >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Economia</p></td> <td valign="top" >    <p>606</p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" >    <p>Cultura</p></td> <td valign="top" >    <p>970</p></td> <td valign="top" >    <p>Cultura</p></td> <td valign="top" >    <p>264</p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" >    <p>&Aacute;rea n&atilde;o determinada</p></td> <td valign="top" >    <p>686</p></td> <td valign="top" >    <p>Desporto</p></td> <td valign="top" >    <p>164</p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Pol&iacute;tica</p></td> <td valign="top" >    <p>632</p></td> <td valign="top" >    <p>Opini&atilde;o</p></td> <td valign="top" >    <p>99</p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" > </td> <td valign="top" > </td> <td valign="top" >    <p>Computadores</p></td> <td valign="top" >    <p>36</p></td> </tr>  </tbody> </table>      <p>&nbsp;</p>      <p>Procedemos da seguinte maneira: para ilustrar previamente a diferen&ccedil;a do g&eacute;nero gramatical de acordo com a frequ&ecirc;ncia de uso e com o campo sem&acirc;ntico, pesquis&aacute;mos o uso da palavra <i>componente</i> apenas com os determinantes <i>o, a, um, uma</i>, o processo mais f&aacute;cil de identificar o g&eacute;nero gramatical. Chegou-se a uma diferen&ccedil;a bem marcada entre o g&eacute;nero feminino e o g&eacute;nero masculino.<a href="#17" name="top17"><sup>[17]</sup></a></p>      <p>&nbsp;</p>  <table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0" >  <tbody> <tr> <td> </td> <td>    <p><b>uma</b></p></td> <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>a</b></p></td> <td>    <p><b>um</b></p></td> <td>    <p><b>o</b></p></td> </tr>  <tr> <td>    <p><b>Sociedade</b></p></td> <td>    <p>244</p></td> <td>    <p>276</p></td> <td>    <p>11</p></td> <td>    <p>6</p></td> </tr>  <tr> <td>    <p><b>Cultura</b></p></td> <td>    <p>234</p></td> <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>243</p></td> <td>    <p>14</p></td> <td>    <p>7</p></td> </tr>  <tr> <td>    <p><b>Cultura-sociedade</b></p></td> <td>    <p>54</p></td> <td>    <p>41</p></td> <td>    <p>18</p></td> <td>    <p>7</p></td> </tr>  <tr> <td>    <p><b>N&atilde;o determinado</b></p></td> <td>    <p>144</p></td> <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>160 </p></td> <td>    <p>15</p></td> <td>    <p>10</p></td> </tr>  <tr> <td>    <p><b>Economia</b></p></td> <td>    <p>126</p></td> <td>    <p>149</p></td> <td>    <p>9</p></td> <td> </td> </tr>  <tr> <td>    <p><b>Pol&iacute;tica</b></p></td> <td>    <p>109</p></td> <td>    <p>131</p></td> <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>4</p></td> <td>    <p>3</p></td> </tr>  <tr> <td>    <p><b>Desporto</b></p></td> <td>    <p>32</p></td> <td>    <p>40</p></td> <td>    <p>4</p></td> <td> </td> </tr>  <tr> <td>    <p><b>Opini&atilde;o</b></p></td> <td>    <p>21</p></td> <td>    <p>12</p></td> <td>    <p>2</p></td> <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>1</p></td> </tr>  <tr> <td>    <p><b>Computadores</b></p></td> <td>    <p>3</p></td> <td>    <p>5</p></td> <td>    <p>2</p></td> <td>    <p>3</p></td> </tr>  </tbody> </table>      <p>&nbsp;</p>      <p>Mas faltava, em todo o caso, procurar outras ocorr&ecirc;ncias da palavra <i>componente</i> acompanhada por determinantes, modificadores e atributos, marcadores do g&eacute;nero em casos duvidosos. Quando n&atilde;o foi poss&iacute;vel identificar o g&eacute;nero gramatical pelo atributo ou modificador mencionado no quadro anterior (por exemplo, no caso de „forte“ „componente“, „como“ „componente“), tivemos que procurar o marcador do g&eacute;nero gramatical mais pr&oacute;ximo: „o“ “forte“ „componente“/“a“ „forte“ „componente“, e outros. Com este procedimento pretendemos registar um n&uacute;mero mais elevado de ocorr&ecirc;ncias e obter assim a maior objetividade poss&iacute;vel: </p>      <p>&nbsp;</p>  <table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0" >  <tbody> <tr> <td>    <p><b>Determinante + <i>componente</i></b></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Preposi&ccedil;&atilde;o + determinante <i>+ componente</i></b></p>      <p><b>Modificador <i>+ componente</i></b></p>      <p><b>Preposi&ccedil;&atilde;o <i>+ componente</i></b></p></td> <td>    <p><b>f.</b></p></td> <td>    <p><b>m.</b></p></td> <td>    <p><b>N&atilde;o identificado</b></p></td> </tr>  <tr> <td>    <p>esta/este componente</p></td> <td>    <p>47</p></td> <td>    <p>4</p></td> <td> </td> </tr>  <tr> <td>    <p>desta/deste componente</p></td> <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>17</p></td> <td>    <p>4</p></td> <td> </td> </tr>  <tr> <td>    <p>nesta/neste</p></td> <td>    <p>3</p></td> <td>    <p>-</p></td> <td> </td> </tr>  <tr> <td>    <p>essa/esse componente</p></td> <td>    <p>48</p></td> <td>    <p>5</p></td> <td> </td> </tr>  <tr> <td>    <p>nessa/nesse componente</p></td> <td>    <p>3</p></td> <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>-</p></td> <td> </td> </tr>  <tr> <td>    <p>dessa/desse componente</p></td> <td>    <p>10</p></td> <td>    <p>2</p></td> <td> </td> </tr>  <tr> <td>    <p>aquela/aquele componente</p></td> <td>    <p>4</p></td> <td>    <p>3</p></td> <td> </td> </tr>  <tr> <td>    <p>daquela/daquele componente</p></td> <td>    <p>-</p></td> <td>    <p>1</p></td> <td> </td> </tr>  <tr> <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>naquela/naquele componente</p></td> <td>    <p>-</p></td> <td>    <p>-</p></td> <td> </td> </tr>  <tr> <td>    <p>da/do componente</p></td> <td>    <p>492</p></td> <td>    <p>4</p></td> <td> </td> </tr>  <tr> <td>    <p>na/no componente</p></td> <td>    <p>113</p></td> <td>    <p>-</p></td> <td> </td> </tr>  <tr> <td>    <p>a/o componente</p></td> <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>1057</p></td> <td>    <p>34</p></td> <td> </td> </tr>  <tr> <td>    <p>uma/um componente</p></td> <td>    <p>967</p></td> <td>    <p>79</p></td> <td> </td> </tr>  <tr> <td>    <p>segunda/segundo componente</p></td> <td>    <p>19</p></td> <td>    <p>2 </p></td> <td> </td> </tr>  <tr> <td>    <p>sua/seu componente</p></td> <td>    <p>198</p></td> <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>4</p></td> <td> </td> </tr>  <tr> <td>    <p>pouca/pouco componente</p></td> <td>    <p>1</p></td> <td>    <p>-</p></td> <td> </td> </tr>  <tr> <td>    <p>outra/outro componente</p></td> <td>    <p>48</p></td> <td>    <p>8</p></td> <td> </td> </tr>  <tr> <td>    <p>ligeira/ligeiro componente</p></td> <td>    <p>1</p></td> <td>    <p>-</p></td> <td> </td> </tr>  <tr> <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>, (v&iacute;rgula) componente</p></td> <td>    <p>6</p></td> <td>    <p>2</p></td> <td>    <p>18</p></td> </tr>  <tr> <td>    <p>como componente</p></td> <td>    <p>17</p></td> <td>    <p>-</p></td> <td>    <p>33</p></td> </tr>  <tr> <td>    <p>sem componente</p></td> <td>    <p>2</p></td> <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>-</p></td> <td>    <p>2</p></td> </tr>  <tr> <td>    <p>forte componente</p></td> <td>    <p>320</p></td> <td>    <p>.</p></td> <td>    <p>40</p></td> </tr>  <tr> <td>    <p>principal componente</p></td> <td>    <p>27</p></td> <td>    <p>15</p></td> <td>    <p>24</p></td> </tr>  <tr> <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>TOTAL: </b></p></td> <td>    <p><b>3063</b></p></td> <td>    <p><b>167</b></p></td> <td>    <p><b> 117</b></p></td> </tr>  </tbody> </table>      <p>&nbsp;</p>      <p>Cheg&aacute;mos a contar 3063 ocorr&ecirc;ncias do g&eacute;nero feminino, 167 do g&eacute;nero masculino, sendo as demais ou adjetivos ou substantivos de g&eacute;nero n&atilde;o identific&aacute;vel. Da lista das constru&ccedil;&otilde;es que foram analisadas, fizemos a sele&ccedil;&atilde;o manual de todas as que se repetiram (duas, tr&ecirc;s ou at&eacute; mais vezes), como ocorreu com <i>componente pol&iacute;tica, cultural, social, a(c)tiva, passiva, m&aacute;xima, vital, viral, de educa&ccedil;&atilde;o, regionalista, rebelde, moralista, &eacute;tica, </i>etc., chegando o nosso <i>corpus</i> a perfazer 1013 constru&ccedil;&otilde;es da palavra „componente“ no <a href="#g2">g&eacute;nero feminino</a> e 90 no <a href="#g1">masculino</a>. Dividimos as constru&ccedil;&otilde;es encontradas em quatro campos sem&acirc;nticos diferentes – ou sec&ccedil;&otilde;es, como se pode ver no quadro seguinte: </p>      <p><b>Compara&ccedil;&atilde;o da atribui&ccedil;&atilde;o do g&eacute;nero gramatical &agrave; palavra <i>componente</i> de acordo com o campo sem&acirc;ntico:</b></p>      <p>&nbsp;</p> <a name="g1">     <p><img src="/img/revistas/dia/v27n1/27n1a10g1.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="g2">     <p><img src="/img/revistas/dia/v27n1/27n1a10g2.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>      <p>Divis&atilde;o porcentual por cada &aacute;rea (percentagem arredondada):</p>      <p>&nbsp;</p> <a name="g3">     <p><img src="/img/revistas/dia/v27n1/27n1a10g3.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>      <p>&nbsp;</p> <a name="g4">     <p><img src="/img/revistas/dia/v27n1/27n1a10g4.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>9 . Conclus&atilde;o:</b></p>      <p>Os resultados da presente pesquisa contrariaram parcialmente as nossas premissas: pressupunha-se que a oscila&ccedil;&atilde;o do g&eacute;nero gramatical fosse originada, com maior probabilidade, pelo fator da frequ&ecirc;ncia de uso, o que acabou por verificar-se em apenas alguns casos do PB e noutros tantos casos do PE, mas n&atilde;o se esperava que esta an&aacute;lise acabasse por ser um estudo do car&aacute;ter „gen&eacute;rico sem&acirc;ntico“ (Frias e Gouveia: 1999) da palavra em quest&atilde;o. </p>      <p>Em algumas constru&ccedil;&otilde;es foi dif&iacute;cil encontrar a fronteira exata entre a sec&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica e econ&oacute;mica como, por exemplo, em <i>componente de coopera&ccedil;&atilde;o</i> ou <i>componente profissional</i>. Umas vezes, <i>componente</i> parecia ser a palavra comum e mais abstrata, como no caso de <i>componente humana</i> ou <i>componente portuguesa.</i> Por esta raz&atilde;o, decidimos analisar os constituintes fr&aacute;sicos mais pr&oacute;ximos como fizemos no caso de<i> componente portuguesa da produ&ccedil;&atilde;o,</i> em que s&oacute; o atributo <i>da produ&ccedil;&atilde;o </i>especificou a &aacute;rea de ind&uacute;stria. Esta necessidade levou-nos a observar detalhadamente as constru&ccedil;&otilde;es inteiras e n&atilde;o apenas as que estavam imediatamente pospostas (e em raros casos antepostas) &agrave;/ao <i>componente</i>. Tendo feito esta an&aacute;lise minuciosa, conclui-se que, no PE, o g&eacute;nero est&aacute; mais vinculado &agrave; compatibilidade sem&acirc;ntica no eixo sintagm&aacute;tico, o que n&atilde;o raramente nos faz aproximar das chamadas combinat&oacute;rias ou coloca&ccedil;&otilde;es. Muitas vezes, a palavra <i>componente</i> &eacute; seguida de aposto de especifica&ccedil;&atilde;o, como se pode ver na lista adicionada em  <a href="#a1">Anexo</a><a name="topa1"></a>. </p>      <p>Todos os dados parecem indicar que o g&eacute;nero masculino da palavra <i>componente</i> aponta para as realidades mais concretas existentes nas &aacute;reas da qu&iacute;mica, farmacologia, medicina, alimenta&ccedil;&atilde;o, eletricidade e de produtos qu&iacute;micos, enquanto que o g&eacute;nero feminino abrange um grau maior de abstra&ccedil;&atilde;o, o que, tamb&eacute;m, predeterminar&aacute; certamente o grau de abstra&ccedil;&atilde;o dos verbos. Muitas vezes <i>o componente</i> articula-se com verbos como <i>colar</i>, <i>pegar, transportar, reduzir, ser, detetar, lan&ccedil;ar, fornecer, encontrar, danificar</i>, etc. Em <i>a componente,</i> por outro lado, verificou-se no eixo sintagm&aacute;tico o uso de verbos mais abstratos (por exemplo, <i>incentivar, desenvolver, juntar, incluir,</i> etc.). </p>      <p>Ao mesmo tempo, registou-se, na sec&ccedil;&atilde;o de cultura, em que se verificou a preval&ecirc;ncia do feminino, em poucos casos, o uso do g&eacute;nero masculino, o que talvez se deva &agrave; oscila&ccedil;&atilde;o do g&eacute;nero que n&atilde;o acarreta nenhuma diferen&ccedil;a sem&acirc;ntica. A sec&ccedil;&atilde;o de cultura, n&atilde;o obstante, parece ser a &uacute;nica em que ocorre a oscila&ccedil;&atilde;o do g&eacute;nero no PE, sendo que na sec&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;tica e de economia foram documentadas apenas 2 e 9 ocorr&ecirc;ncias no masculino, respetivamente, ou seja, um n&uacute;mero muito reduzido para podermos constatar o mesmo fen&oacute;meno. </p>      <p>Como vimos, a percentagem calculada &eacute; absolutamente un&iacute;voca no que diz respeito &agrave; predomin&acirc;ncia do g&eacute;nero feminino, demonstrando que <i>componente,</i> no g&eacute;nero feminino, designa uma realidade extralingu&iacute;stica com maior grau de abstra&ccedil;&atilde;o. Este facto &eacute; comprovado pelos n&uacute;meros, contradizendo o que estipulam os dicion&aacute;rios, que falam evidentemente a favor do uso do masculino. Este, n&atilde;o obstante, caso apare&ccedil;a, &eacute; usado em contextos muito mais espec&iacute;ficos, correspondendo 76% das suas ocorr&ecirc;ncias encontradas nas &aacute;reas da inform&aacute;tica, qu&iacute;mica e farmacologia, ou seja, &aacute;reas em que foi documentado muito raramente o g&eacute;nero feminino. </p>      <p>Mesmo que &agrave; primeira vista os n&uacute;meros falem a favor do feminino, teremos que proceder, na escolha do g&eacute;nero, muito mais cuidadosamente, considerando as &aacute;reas em que se usar&aacute; o nome <i>componente</i>. Nas &aacute;reas da cultura, pol&iacute;tica e economia, podemos, sim, partir de n&uacute;meros quase un&acirc;nimes: 591:28 (cultura), 122:2 (pol&iacute;tica), 223:9 (economia). A &aacute;rea da ind&uacute;stria, n&atilde;o obstante, constitui um ponto problem&aacute;tico, por predominar, de novo, o uso do g&eacute;nero feminino: 77:69. Apesar disso, antes de concluir a pesquisa, &eacute; preciso acrescentar que a &aacute;rea da ind&uacute;stria teve que ser subdividida em subsec&ccedil;&otilde;es, conforme o contexto em que <i>componente</i> aparece. Assim, obtivemos mais tr&ecirc;s subcampos ‘industriais’, sendo o primeiro ‘a ind&uacute;stria em geral’, onde aparece muitas vezes o g&eacute;nero feminino. No segundo subcampo de ‘as ind&uacute;strias farmacol&oacute;gica, qu&iacute;mica e alimentar’ predomina o uso do g&eacute;nero masculino, aparecendo muito raramente casos de feminino. Na terceira subsec&ccedil;&atilde;o da ‘inform&aacute;tica’, contudo, verificou-se apenas o g&eacute;nero masculino. </p>      <p>A favor do uso do masculino na &aacute;rea industrial (sobretudo nas &aacute;reas da farmacologia, qu&iacute;mica e inform&aacute;tica), fala tamb&eacute;m a alta percentagem deste campo no espetro sem&acirc;ntico geral do g&eacute;nero masculino. Dos 100% das ocorr&ecirc;ncias, foi aqui que se registou a maior parte do uso do g&eacute;nero masculino. Ali&aacute;s, a mais alta de todos os itens comparados, o que corrobora a unanimidade do uso do masculino nesta &aacute;rea. </p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas:</b></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Bechara, Evanildo: (2001). ”Moderna Gram&aacute;tica Portuguesa”. Rio de Janeiro: Editora Lucerna.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000263&pid=S0807-8967201300010001000001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Buzek, Ivo: (2010). ”La imagen del gitano en la lexicograf&iacute;a espanola“. Brno: Masarykova univerzita.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000265&pid=S0807-8967201300010001000002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>Buzek, Ivo: (2011). ”Historia cr&iacute;tica de la lexicograf&iacute;a gitano-espanola“. Brno: Masarykova univerzita.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000267&pid=S0807-8967201300010001000003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>Corbett, Greville: (2011). “O g&eacute;nero de alguns voc&aacute;bulos “problem&aacute;ticos” do portugu&ecirc;s contempor&acirc;neo”. In: <i>Revista Mundo &amp; Letras</i>, n&ordm; 2. (pp. 85-97). S&atilde;o Paulo: F. Jos&eacute; Bonif&aacute;cio. [Dispon&iacute;vel online em: <a href="http://www.revistamundoeletras.com.br/artigos2011/2011_Artigo07.pdf" target="_blank">http://www.revistamundoeletras.com.br/artigos2011/2011_Artigo07.pdf</a> ].    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000269&pid=S0807-8967201300010001000004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>Fi&eacute;vet, Anne-Caroline. Podhorn&aacute;-Polick&aacute;, Alena: (2010). “Argot des jeunes fran&ccedil;ais contemporain des cit&eacute;s en didactique du FLE/S: motivations des jeunes et limites des dictionnaires pour une &eacute;tude des divergences socioculturelles” In: Abecassis Micha&euml;l, Ledegen Gudrun (&eacute;ds.):<i> Les Voix des Fran&ccedil;ais. </i>Volume I(pp. 159-174)<i>.</i> Bern: Peter Lang.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000271&pid=S0807-8967201300010001000005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Gouveia, Maria Carmen de Frias: (1998). “Algumas mudan&ccedil;as de g&eacute;nero em curso no Portugu&ecirc;s”. In: <i>Actas do XIII</i> <i>Encontro Nacional da Associa&ccedil;&atilde;o Portuguesa de Lingu&iacute;stica.</i> Vol. I (pp.339-352). Lisboa: Associa&ccedil;&atilde;o Portuguesa de Lingu&iacute;stica.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000273&pid=S0807-8967201300010001000006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Gouveia, Maria Carmen de Frias: (1998). “Algumas observa&ccedil;&otilde;es sobre a linguagem popular e regional no que se refere &agrave; categoria de g&eacute;nero. Reflexos do g&eacute;nero gramatical do Portugu&ecirc;s antigo na linguagem popular”. In: <i>Atti del XXI Congresso Internazionale di Linguistica e Filologia Romanza.</i> <i>Morfologia e sintassi delle lingue romanze.</i> Volume II(pp. 339-349). T&uuml;bingen: Max Niemeyer Verlag.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000275&pid=S0807-8967201300010001000007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Gouveia, Maria Carmen de Frias: (1999). “A prop&oacute;sito do masculino gen&eacute;rico em Portugu&ecirc;s”. In: <i>Actas do XIV Encontro Nacional da Associa&ccedil;&atilde;o Portuguesa de Lingu&iacute;stica</i>. Vol. II (pp. 21-28). Braga: Associa&ccedil;&atilde;o Portuguesa de Lingu&iacute;stica.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000277&pid=S0807-8967201300010001000008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>Gouveia, Maria Carmen de Frias: (2003). “O g&eacute;nero dos estrangeirismos usados na l&iacute;ngua portuguesa”. In: <i>Actas do</i> <i>VIII Encontro Nacional da Associa&ccedil;&atilde;o Portuguesa de Lingu&iacute;stica</i> (pp. 411-419). Lisboa: Associa&ccedil;&atilde;o Portuguesa de Lingu&iacute;stica.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000279&pid=S0807-8967201300010001000009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Gouveia, Maria Carmen de Frias: (2004). “Considera&ccedil;&otilde;es sobre a categoria gramatical de g&eacute;nero. Sua evolu&ccedil;&atilde;o do latim ao portugu&ecirc;s arcaico.<sup>”</sup> In: <i>Biblos. Revista da Faculdade de Letras</i>. <i>Ocidente. Oriente.</i> Vol. II (2&ordf; s&eacute;rie), (pp. 443-475). Coimbra: FLUC .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000281&pid=S0807-8967201300010001000010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Gouveia, Maria Carmen de Frias: (2005). “Para uma descri&ccedil;&atilde;o do g&eacute;nero gramatical em Portugu&ecirc;s”. In: <i>Biblos. Revista da Faculdade de Letras</i>. <i>Cultura e Desenvolvimento. </i>Vol. III (2&ordf; s&eacute;rie), (pp. 201-246). Coimbra: FLUC.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000283&pid=S0807-8967201300010001000011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>Gouveia, Maria Carmen de Frias: (2005). “A categoria gramatical de g&eacute;nero do Portugu&ecirc;s antigo ao Portugu&ecirc;s actual”. In: <i>Estudos em homenagem ao Professor Doutor M&aacute;rio Vilela</i>. Vol. II (pp. 527-544). Porto: FLUP. [<a href="http://ler.letras.up.pt/uploads/ficheiros/4584.pdf" target="_blank">http://ler.letras.up.pt/uploads/ficheiros/4584.pdf</a>].    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000285&pid=S0807-8967201300010001000012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Gouveia, Maria Carmen de Frias: (2006). “O g&eacute;nero dos nomes de animais em Portugu&ecirc;s: descri&ccedil;&atilde;o e hist&oacute;ria“. In: <i>Biblos. Revista da Faculdade de Letras</i>. <i>Cidade(s) e Cidadania</i>. Vol. IV (2&ordf; s&eacute;rie), (pp. 381-396). Coimbra: FLUC.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000287&pid=S0807-8967201300010001000013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Gouveia, Maria Carmen de Frias: (2007). “Ainda o g&eacute;nero gramatical dos substantivos e adjectivos em Portugal e no Brasil”. In: <i>Biblos. Revista da Faculdade de Letras</i>. <i>Universidade – um passado com futuro.</i> Vol. V (II s&eacute;rie), (pp. 263-276).Coimbra: FLUC.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000289&pid=S0807-8967201300010001000014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>Gouveia, Maria Carmen de Frias: (2008). “O g&eacute;nero gramatical do portugu&ecirc;s: da teoria &agrave; pr&aacute;tica. An&aacute;lise da atribui&ccedil;&atilde;o de g&eacute;nero por alunos do 1&ordm; Ciclo Universit&aacute;rio”. In: <i>Biblos</i>, <i>Revista da Faculdade de Letras</i>. <i>Ci&ecirc;ncias e/ nas Artes</i>. Vol. VI (II s&eacute;rie), (pp. 221-250). Coimbra: FLUC.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000291&pid=S0807-8967201300010001000015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Gouveia, Maria Carmen de Frias: (2009). “Reflexos do portugu&ecirc;s antigo na linguagem popular e regional: o g&eacute;nero gramatical” In: <i>Biblos</i>, <i>Revista da</i> <i>Faculdade de Letras</i>. <i>Sociedade em Tumulto.</i> Vol. VII (II s&eacute;rie), (pp. 429-449). Coimbra: FLUC.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000293&pid=S0807-8967201300010001000016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>Mateus, Maria Helena et.al.: (2003). “Gram&aacute;tica da L&iacute;ngua portuguesa” 6.&ordf; edi&ccedil;&atilde;o. Lisboa: Editorial Caminho, S.A.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000295&pid=S0807-8967201300010001000017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>N&aacute;dvorn&iacute;kov&aacute; Olga, Podhorn&aacute;-Polick&aacute; Alena, šotolov&aacute; Jovanka, Vurm Petr: (2010). “Využit&iacute; InterCorpu ve vysokoškolsk&yacute;ch kurzech francouzsk&eacute; filologie (motivace a c&iacute;le meziuniverzitn&iacute; spolupr&aacute;ce romanistu pri využit&iacute; InterCorpu ve v&yacute;uce)”. In: cerm&aacute;k František, Kocek Jan (&eacute;ds.):<i> Mnohojazycn&yacute; korpus InterCorp: Možnosti studia</i> (pp. 232-240). Praha: Nakladatelstv&iacute;, Lidov&eacute; noviny a &Uacute;stav CNK.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000297&pid=S0807-8967201300010001000018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Podhorn&aacute;-Polick&aacute;, Alena: (2011). “L’expressivit&eacute; et la marque lexicographique: &eacute;tude comparative franco-tcheque d’un corpus du lexique non-standard. Les marques fam., pop., arg. vs expressivit&eacute; en lexicographies fran&ccedil;aise et tcheque.” <i>In Baider Fabienne, Lamprou Efi, Monville-Burston Monique. La marque en lexicographie. &Eacute;tats pr&eacute;sents, voies d’avenir </i>(pp. 209-225). Limoges: Lambert-Lucas.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000299&pid=S0807-8967201300010001000019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Vilela, M&aacute;rio: (1999), “Gram&aacute;tica da L&iacute;ngua portuguesa”, 2.&ordf; ed. Coimbra: Livraria Almedi.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000301&pid=S0807-8967201300010001000020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Santos, Diana: (2008). “Corporizando algumas quest&otilde;es”. In Stella E. O. Tagnin &amp; Oto Ara&uacute;jo Vale (eds.), <i>Avan&ccedil;os da Ling&uuml;&iacute;stica de Corpus no Brasil </i>(pp. 41-66). USP, S&atilde;o Paulo: Editora Humanitas.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000303&pid=S0807-8967201300010001000021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Zavadil, Bohumil, CERM&Aacute;K, Petr: (2010). „Mluvnice soucasn&eacute; španelštiny. Lingvisticky interpretacn&iacute; pr&iacute;stup.“ Praha: Carolinum.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000305&pid=S0807-8967201300010001000022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <p><b>Dicion&aacute;rios consultados:</b></p>      <!-- ref --><p>Portugalsko-cesk&yacute; slovn&iacute;k, Jindrov&aacute;, Pasienka. Praha: Leda (2007).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000308&pid=S0807-8967201300010001000023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>Cesko-portugalsk&yacute; slovn&iacute;k, Jindrov&aacute;, Hamplov&aacute;.Praha: Leda (1997).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000310&pid=S0807-8967201300010001000024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Portugalsko-cesk&yacute; slovn&iacute;k, Zdenek Hampl: (1975).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000312&pid=S0807-8967201300010001000025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Dicion&aacute;rio Houaiss da L&iacute;ngua Portuguesa, Houaiss, Ant&ocirc;nio, Mauro Villar. Lisboa: C&iacute;rculo de Leitores: (2002).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000314&pid=S0807-8967201300010001000026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Novo Dicion&aacute;rio Aur&eacute;lio <i>vers&atilde;o 5.0 – Dicion&aacute;rio Eletr&ocirc;nico</i> [CD-ROM]. Positivo Inform&aacute;tica: (2004).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000316&pid=S0807-8967201300010001000027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Novo Aur&eacute;lio S&eacute;culo XXI:<i> O Dicion&aacute;rio da L&iacute;ngua Portuguesa.</i> Ferreira, A. Buarque de Holanda. Rio de Janeiro: Nova Fronteira:(1999).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000318&pid=S0807-8967201300010001000028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <p><b>Dicion&aacute;rios consultados online:</b></p>      <p><a href="http://aulete.uol.com.br/" target="_blank">http://aulete.uol.com.br/</a></p>      <p><a href="http://www.priberam.pt/" target="_blank">www.priberam.pt</a></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="http://www.aurelio.pt/" target="_blank">www.aurelio.pt</a></p>      <p><b>Os <i>corpora</i> utilizados:</b></p>      <p><a href="http://www.linguateca.pt/" target="_blank">www.linguateca.pt</a></p>      <p><a href="http://www.corpusdoportugues.pt/" target="_blank">www.corpusdoportugues.pt</a></p>      <p><a href="http://www.korpus.cz/" target="_blank">www.korpus.cz</a></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Notas:</b></p>      <p><a href="#top1" name="1"><sup>[1]</sup></a>L1 (l&iacute;ngua materna) – L2 (l&iacute;ngua estrangeira), de acordo com Felix C&oacute;rdoba, <i>apud</i> Buzek (2010) e (2011). </p>      <p><a href="#top2" name="2"><sup>[2]</sup></a> Costa, Santos &amp; Cardoso (2008).</p>      <p><a href="#top3" name="3"><sup>[3]</sup></a> As descri&ccedil;&otilde;es metalingu&iacute;sticas citadas, sendo diretas, n&atilde;o foram adaptadas ao Novo Acordo Ortogr&aacute;fico.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#top4" name="4"><sup>[4]</sup></a> <a href="http://www.priberam.pt/dlpo/default.aspx?pal=componente" target="_blank">http://www.priberam.pt/dlpo/default.aspx?pal=componente</a>.</p>      <p><a href="#top5" name="5"><sup>[5]</sup></a> <a href="http://aulete.uol.com.br/componente" target="_blank">http://aulete.uol.com.br/componente</a>.</p>      <p><a href="#top6" name="6"><sup>[6]</sup></a> Inclu&iacute;mos o Dicion&aacute;rio da L&iacute;ngua Portuguesa do Instituto de Ant&ocirc;nio Houaiss nos dicion&aacute;rios consultados para obtermos o maior n&uacute;mero poss&iacute;vel de lematiza&ccedil;&otilde;es. N&atilde;o obstante, estamos conscientes de que a publica&ccedil;&atilde;o cont&eacute;m express&otilde;es “pejorativas e preconceituosas”, pratica racismo contra ciganos e tem outras explica&ccedil;&otilde;es bastante imprecisas. Curiosamente, como se v&ecirc;, para a nossa investiga&ccedil;&atilde;o foi exatamente este dicion&aacute;rio que nos proporcionou a lematiza&ccedil;&atilde;o mais trabalhada da palavra <i>componente</i>, o que, por outro lado, comprova o facto de ser o dicion&aacute;rio mais trabalhado no contexto da lexicografia portuguesa. </p>      <p><a href="#top7" name="7"><sup>[7]</sup></a> Constate-se que se trata de um problema geral que aparece tamb&eacute;m na &aacute;rea de lexicografia de outras l&iacute;nguas: em espanhol (veja-se Ivo Buzek: 2010; 2012) ou em franc&ecirc;s (veja-se A. Polick&aacute;: 2010, 2011), por exemplo.</p>      <p><a href="#top8" name="8"><sup>[8]</sup></a> <a href="http://lema.rae.es/dpd/" target="_blank">http://lema.rae.es/dpd/</a>.</p>      <p><a href="#top9" name="9"><sup>[9]</sup></a> Para fazer uma an&aacute;lise mais profunda sobre o uso do g&eacute;nero em espanhol, recomendamos que se use o <i>corpus</i> <a href="http://corpus.rae.es/creanet.html" target="_blank">http://corpus.rae.es/creanet.html</a>.</p>      <p><a href="#top10" name="10"><sup>[10]</sup></a> <a href="http://garzantilinguistica.sapere.it/" target="_blank">http://garzantilinguistica.sapere.it/</a>, <a href="http://www.wordreference.com/iten/componente" target="_blank">http://www.wordreference.com/iten/componente</a> e <a href="http://dslo.unibo.it/coris_eng.html" target="_blank">http://dslo.unibo.it/coris_eng.html</a>.</p>      <p><a href="#top11" name="11"><sup>[11]</sup></a> <a href="http://atilf.atilf.fr" target="_blank">http://atilf.atilf.fr</a>.</p>      <p><a href="#top12" name="12"><sup>[12]</sup></a><i> Ibidem.</i></p>      <p><a href="#top13" name="13"><sup>[13]</sup></a><i> Ibidem</i>.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#top14" name="14"><sup>[14]</sup></a> <i>Ibidem</i>.</p>      <p><a href="#top15" name="15"><sup>[15]</sup></a> <i>Adjetivo amorfo</i> &eacute; um termo usado para os adjetivos uniformes, de acordo com a terminologia de romanistas praguenses: (Zavadil, Cerm&aacute;k:2010:176).</p>      <p><a href="#top16" name="16"><sup>[16]</sup></a> Os exemplos inclu&iacute;dos no presente texto s&atilde;o cita&ccedil;&otilde;es diretas de <a href="http://www.corpusdoportugues.org" target="_blank">http://www.corpusdoportugues.org</a>, mas apesar disso, foram adaptados ao Novo Acordo Ortogr&aacute;fico. </p>      <p><a href="#top17" name="17"><sup>[17]</sup></a> As abrevia&ccedil;&otilde;es usadas do CETEMP&uacute;blico correspondem aos valores poss&iacute;veis: pol (pol&iacute;tica portuguesa e internacional), des (desporto), eco (economia), clt (cultura), opi (opini&atilde;o), com (inform&aacute;tica) e nd (n&atilde;o determinado). Alguns artigos pertencem a mais de uma categoria (clt-soc).</p>      <p><a href="#top18" name="18"><sup>[18]</sup></a> Exemplos do uso de ‘o/a’ componente no Portugu&ecirc;s Europeu de acordo com as &aacute;reas/sec&ccedil;&otilde;es sem&acirc;nticas. Esta lista n&atilde;o &eacute; completa e cont&eacute;m as combinat&oacute;rias mais frequentes, sendo adicionada para poss&iacute;veis fins lexicogr&aacute;ficos.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b><a href="#topa1">Anexo</a><a name="a1"></a>:</b> <a href="#18" name="top18"><sup><b><sup>[18]</sup></b></sup></a></p>      <p><b>Pol&iacute;tica:</b></p>      <p><b>f. </b></p>      <p><b><i>a componente</i></b></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>c.</b> anticomunista, <b>c. </b>comunit&aacute;ria, <b>c.</b> das for&ccedil;as nucleares, <b>c. </b>federal, <b>c.</b> governamental, <b>c. </b>interestadual, <b>c.</b> internacional, <b>c.</b> jur&iacute;dica, <b>c.</b> marcelista, <b>c. </b>mar&iacute;tima, <b>c.</b> medi&aacute;tica, <b>c.</b> militar, <b>c. </b>nacional, <b>c. </b>nominalista, <b>c.</b> ovimbundu, <b>c.</b> parlamentar, <b>c.</b> regional,<b> c.</b> de repara&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica naval, <b>c.</b> social, <b>c.</b> socialista, <b>c.</b> supranacional, <b>c.</b> transatl&acirc;ntica, <b>c.</b> ultra-nacional, <b>c.</b> urbana, <b>c. </b>do Sistema de For&ccedil;as Nacionais<b>,</b> <b>c. </b>de requalifica&ccedil;&atilde;o urbana, <b>c.</b> da seguran&ccedil;a pol&iacute;tica,<b> c.</b> de esquerda, <b>c.</b> de centro dentro da coliga&ccedil;&atilde;o</p>      <p><b>m. </b></p>      <p><b><i>o componente</i></b></p>      <p><b>c. </b>da cidadania e da democracia, <b>c. </b>importante do bem-estar socialdo Estado</p>      <p><b>Cultura:</b></p>      <p><b>f. </b></p>      <p><b><i>a componente:</i></b> <b>c. </b>da atividade teatral, <b>c. </b>afetiva, <b>c.</b> de aproxima&ccedil;&atilde;o ao bairro, &agrave; fam&iacute;lia e &agrave; comunidade, <b>c. </b>&aacute;rabe, <b>c.</b>&aacute;rabe-isl&acirc;mica, <b>c. </b>arbitr&aacute;ria, <b>c. </b>arqueol&oacute;gica, <b>c. </b>art&iacute;stica, <b>c. </b>arquitet&oacute;nica, <b>c.</b> asc&eacute;tica, <b>c.</b> auton&oacute;mica, <b>c. </b>autobiogr&aacute;fica, <b>c. </b>auto-sustentada,<b> c. </b>ben&eacute;fica, <b>c. </b>b&eacute;lica,<b> c.</b> Benetton-retardada,<b> c. </b>cabar&eacute;tica, <b>c. </b>c&eacute;ltica, <b>c. </b>civil, <b>c. </b>checa, <b>c. </b>cient&iacute;fica, <b>c. </b>cultural , <b>c.</b> &laquo;consulta aos telespetadores&raquo;, <b>c. </b>criativa, <b>c. </b>dan&ccedil;ante, <b>c.</b> dram&aacute;tica, <b>c. </b>dramat&uacute;rgica, <b>c. </b>design, <b>c. </b>dissuas&oacute;ria, <b>c. </b>eclesi&aacute;stica, <b>c. </b>editorial, <b>c. </b>educativa, <b>c. </b>emocional, <b>c. </b>ensa&iacute;stica, <b>c. </b>equestre, <b>c. </b>er&oacute;tica, <b>c. </b>est&eacute;tica,<b> c. </b>europeia, <b>c. </b>experimental, <b>c. </b>extracurricular,<b> c.</b> &laquo;fake american band&raquo;, <b>c.</b> de fic&ccedil;&atilde;o portuguesa, <b>c. </b>formal, <b>c. </b>formativa, <b>c.</b> &laquo;gay&raquo;,<b> c. </b>geral<b> c. </b>humana, <b>c. </b>inovadora, <b>c. </b>invis&iacute;vel, <b>c. </b>jamaicana, <b>c. </b>jazz&iacute;stica, <b>c. </b>labir&iacute;ntica, <b>c. </b>letiva, <b>c.</b> n&atilde;o letiva<b> c.</b> da literatura melodram&aacute;tica, <b>c. </b>minimalista, <b>c. </b>m&iacute;stica, <b>c. </b>mitol&oacute;gica, <b>c. </b>musical,<b> c.</b> n&atilde;o c&iacute;clica, <b>c. </b>operacional, <b>c.</b> de oralidade, <b>c. </b>paisag&iacute;stica, <b>c. </b>pedag&oacute;gica, <b>c. </b>pedag&oacute;gico-did&aacute;tica, <b>c. </b>orquestral,<b> c.</b> &laquo;pastiche&raquo;,<b> c. </b>perversa, <b>c. </b>pessoal, <b>c. </b>pl&aacute;stica, <b>c. </b>popular, <b>c. </b>pr&aacute;tica, <b>c. </b>profissionalizante, <b>c. </b>psicol&oacute;gica,<b> c.</b> de reconhecimento, <b>c. </b>reivindicativa, <b>c. </b>religiosa, <b>c. </b>romanesca, <b>c. </b>s&aacute;dica, <b>c.</b> sexual,<b> c.</b> social, <b>c. </b>soul e blues, <b>c.</b> subtil, <b>c. </b>teatral, , teatral, <b>c. </b>do temperamento austr&iacute;aco, <b>c. </b>ut&oacute;pica, <b>c. </b>visual </p>      <p><b>m.</b> </p>      <p><b><i>o componente:</i></b> <b>c. </b>c&oacute;mico, <b>c. </b>&laquo;rock ` n ‘ roll&raquo;, <b>c. </b>de aposta; <b>c.</b> essencial da finta; <b>c. </b>enriquecedor da sexualidade dos envolvidos, <b>c. </b>valioso do patrim&oacute;nio cultural, <b>c.</b> do processo social, <b>c.</b> fulcral do desenvolvimento sustentado </p>      <p><b>Economia:</b></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>f.</b> </p>      <p><b><i>a componente</i></b></p>      <p><b>c.</b> valor acrescentado bruto,<b> c.</b> da capacidade de manuten&ccedil;&atilde;o de empregos, <b>c.</b> comercial,<b> c.</b> de cr&eacute;dito a empresas,<b> c.</b> do desemprego de importa&ccedil;&atilde;o e distribui&ccedil;&atilde;o, <b>c.</b> do desenvolvimento,<b> c. </b>Ecologia,<b> c.</b> economia, <b>c. </b>econ&oacute;mica, <b>c. </b>emprego,<b> c. </b>empresarial, <b>c.</b> externa, <b>c. </b>financeira, <b>c. </b>fiscalizadora, <b>c. </b>indexada, <b>c. </b>imobili&aacute;ria, <b>c. </b>importada, <b>c.</b> da infla&ccedil;&atilde;o, <b>c. </b>m&atilde;o-de-obra, <b>c.</b> marca pr&oacute;pria, <b>c.</b> n&atilde;o financeira, <b>c. </b>&laquo;n&uacute;mero de unidades industriais&raquo;, <b>c. </b>&laquo;pre&ccedil;os&raquo;, <b>c.</b> do Portugu&ecirc;s do Atl&acirc;ntico, <b>c. </b>privada,<b> c.</b> da procura interna, <b>c.</b> de produ&ccedil;&atilde;o,produtora,<b> c.</b> das receitas fiscais, <b>c. </b>remunerat&oacute;ria, <b>c.</b> da rentabiliza&ccedil;&atilde;o,<b> c.</b> do trabalho barato,<b> c.</b> do trabalho clandestino, <b>c.</b> da venda direta,<b> c.</b> da oferta </p>      <p><b>m.</b></p>      <p><b><i>o componente</i></b>.</p>      <p><b>c.</b> comercial, <b>c. </b>excecional (o d&eacute;fice or&ccedil;amental), <b>c.</b>vital (dividendo), <b>c.</b> essencial ao sucesso da nova empresa, <b>c.</b> no pre&ccedil;o do produto, <b>c.</b> que oscilar&aacute; entre os tr&ecirc;s e os oito por cento </p>      <p><b>Ind&uacute;stria:</b></p>      <p><b>Em geral:</b></p>      <p><b>f</b>. </p>      <p><b><i>a componente</i></b></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>c.</b> aeron&aacute;utica, <b>c. </b>agr&iacute;cola, <b>c. </b>ambiental, <b>c. </b>f&iacute;sica, <b>c. </b>hidroel&eacute;trica, <b>c.</b> industrial, <b>c. </b>meteorol&oacute;gica, <b>c.</b> rodovi&aacute;ria, <b>c. </b>rodoferrovi&aacute;ria, <b>c.</b> tecnol&oacute;gica, <b>c.</b> vi&aacute;ria</p>      <p><b>Ind&uacute;stria alimentar:</b></p>      <p><b>m.</b></p>      <p><b><i>o componente</i></b></p>      <p><b>c. </b>do milho utilizado no fabrico da cerveja, o &laquo;gripz&raquo;, <b>c.</b> arroz, <b>c.</b> das ra&ccedil;&otilde;es para animais, <b>c. </b>da comida</p>      <p><b>Sa&uacute;de, farmacologia, qu&iacute;mica:</b></p>      <p><b>f. </b></p>      <p><b><i>a componente</i></b></p>      <p><b>c.</b> alco&oacute;lica, <b>c. </b>biol&oacute;gica, <b>c. </b>laboratorial, <b>c. </b>cl&iacute;nica,<b> c.</b> da terap&ecirc;utica hormonal, <b>c.</b> do sistema imunit&aacute;rio</p>      <p><b>m.</b> </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><i>o componente</i></b></p>      <p><b>c.</b> da alimenta&ccedil;&atilde;o humana,<b> c. </b>do &aacute;cido este&aacute;rico,<b> c.</b> anal&oacute;gico,<b> c. </b>da &laquo;cannabis&raquo; c&eacute;lula, <b>c.</b> central, <b>c.</b> chave,<b> c. </b>da dieta alimentar, <b>c.</b> do amino&aacute;cido di&oacute;xido de tit&acirc;nio, <b>c.</b> complexo, <b>c.</b> da doen&ccedil;a de Alzheimer, <b>c.</b> espec&iacute;fico, <b>c.</b> essencial, <b>c.</b> estrutural, <b>c.</b> dos gl&oacute;bulos vermelhos, <b>c.</b> do GN (o etano, o propano, o butano), <b>c.</b> da hemoglobina, <b>c.</b> de uma imunidade protetora,<b> c.</b> da membrana das c&eacute;lulas sangu&iacute;neo, <b>c. </b>das membranas do c&eacute;rebro, <b>c.</b> do n&uacute;cleo dos &aacute;tomos (neutr&atilde;o), <b>c.</b> presenteno v&iacute;rus, <b>c.</b> principal, <b>c.</b> de uma prote&iacute;na, <b>c.</b> psico-ativo, <b>c.</b> do sistema imunit&aacute;rio dos doentes, <b>c.</b> t&oacute;xico, <b>c.</b> do veneno<b>, c.</b> vital, <b>c.</b> do v&iacute;rus </p>      <p><b>Inform&aacute;tica, produtos electr&oacute;nicos:</b></p>      <p><b>m.</b></p>      <p><b><i>o componente</i></b></p>      <p><b>c.</b> &aacute;udio,<b> c.</b> da bomba de gasolina, <b>c.</b> do computador, <b>c.</b> do computador central, <b>c.</b> da direc&ccedil;&atilde;o ou da suspens&atilde;o, <b>c.</b> el&eacute;ctrico,<b> c.</b> electr&oacute;nico,<b> c.</b> de &laquo;hardware&raquo;<b> c.</b> inform&aacute;tico,<b> c.</b> do motor, <b>c.</b> numa placa electr&oacute;nica,<b> c.</b> com o pre&ccedil;o mais…, <b>c.</b> de &laquo;software&raquo;,<b> c.</b> do ve&iacute;culo, <b>c.</b> indon&eacute;sio&laquo;standard&raquo;,</p>       ]]></body><back>
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<source><![CDATA[Historia crítica de la lexicografía gitano-espanola]]></source>
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