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<publisher-name><![CDATA[Centro de Estudos Humanísticos da Universidade do Minho]]></publisher-name>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A situação atual do ensino da língua portuguesa na Galiza]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade de Santiago de Compostela Centro de Línguas Modernas ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The reality of Portuguese teaching in the Galician Regional Community is difficult to be analysed due to the linguistic, political and cultural reality of this land located north of the Minho River. No other Spanish region, maybe no other region in the world, challenges a situation like Galician’s. Galicia is a place between two worlds, the Hispanic and Lusophone. Besides Galician, its native language, the land where Galician-Portuguese was born has currently another official language, Spanish, due to historical reasons. This paper analyses the current situation of Portuguese teaching in different educational environments, its difficulties and potentials.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[presença da língua portuguesa na Galiza]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[glotopolítica da língua portuguesa]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[glottopolitics of Portuguese language]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>A situa&ccedil;&atilde;o atual do ensino da l&iacute;ngua portuguesa na Galiza</b></p>      <p><b>Xurxo Fern&aacute;ndez Carballido*</b></p>      <p>*Universidade de Santiago de Compostela. Centro de L&iacute;nguas Modernas. Galiza.</p>      <p><a href="mailto:xurxo.fernandez@usc.es">xurxo.fernandez@usc.es</a></p>      <p>&nbsp;</p>      <p> <b>RESUMO</b> </p>     <p>A realidade do ensino da l&iacute;ngua portuguesa na Comunidade Aut&oacute;noma Galega &eacute; dif&iacute;cil de analisar pela pr&oacute;pria realidade lingu&iacute;stica, pol&iacute;tica e cultural do territ&oacute;rio situado ao norte do rio Minho. Nenhuma outra regi&atilde;o do Estado espanhol nem, se calhar, do mundo apresenta uma situa&ccedil;&atilde;o compar&aacute;vel &agrave; galega. </p>     <p>A Galiza &eacute; um espa&ccedil;o de dobradi&ccedil;a entre o hispano e o lus&oacute;fono. O territ&oacute;rio onde nasceu o galego-portugu&ecirc;s tem hoje, por quest&otilde;es hist&oacute;ricas, como uma das l&iacute;nguas oficiais o espanhol, para al&eacute;m do galego, a l&iacute;ngua pr&oacute;pria desse territ&oacute;rio.</p>     <p>No artigo &eacute; feita uma apresenta&ccedil;&atilde;o da situa&ccedil;&atilde;o atual do ensino da l&iacute;ngua portuguesa nos diferentes &acirc;mbitos educativos, as dificuldades e as potencialidades.</p>     <p><b>Palavras chave</b>: Portugu&ecirc;s L&iacute;ngua Estrangeira (PLE); presen&ccedil;a da l&iacute;ngua portuguesa na Galiza; glotopol&iacute;tica da l&iacute;ngua portuguesa.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <p> <b>ABSTRACT</b> </p>     <p>The reality of Portuguese teaching in the Galician Regional Community is difficult to be analysed due to the linguistic, political and cultural reality of this land located north of the Minho River. No other Spanish region, maybe no other region in the world, challenges a situation like Galician’s. </p>     <p>Galicia is a place between two worlds, the Hispanic and Lusophone. Besides Galician, its native language, the land where Galician-Portuguese was born has currently another official language, Spanish, due to historical reasons. </p>     <p>This paper analyses the current situation of Portuguese teaching in different educational environments, its difficulties and potentials. </p>     <p><b>Keywords</b>: Portuguese as a foreign language (PFL); Portuguese language presence in Galicia; glottopolitics of Portuguese language.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>1. Introdu&ccedil;&atilde;o</b><a href="#1" name="top1"><sup>[1]</sup></a></p>      <p>Os cidad&atilde;os galegos possuem a potencialidade natural de dominarem as duas l&iacute;nguas rom&acirc;nicas mais importantes do mundo, portugu&ecirc;s e espanhol. Contudo, a realidade &eacute; que a presen&ccedil;a acad&eacute;mica da l&iacute;ngua portuguesa nos diferentes n&iacute;veis educativos na Galiza n&atilde;o &eacute; muito relevante. </p>      <p>Com o objetivo de desvendar a situa&ccedil;&atilde;o real da presen&ccedil;a da l&iacute;ngua portuguesa na Galiza, primeiro &eacute; preciso comparar a presen&ccedil;a da l&iacute;ngua espanhola no sistema educativo portugu&ecirc;s com a implanta&ccedil;&atilde;o da l&iacute;ngua portuguesa no Estado espanhol.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Depois &eacute; analisada de maneira anal&iacute;tica e estat&iacute;stica a presen&ccedil;a da l&iacute;ngua portuguesa na Galiza segundo o n&iacute;vel de ensino: universit&aacute;rio, escolas oficiais de idiomas, secund&aacute;rio, b&aacute;sico e ensino n&atilde;o-formal.</p>      <p>A ordem estabelecida para esta descri&ccedil;&atilde;o vem determinada pela hist&oacute;ria da penetra&ccedil;&atilde;o da l&iacute;ngua portuguesa nos &acirc;mbitos acad&eacute;micos, dos departamentos das faculdades de letras, sobretudo desde a &aacute;rea de l&iacute;ngua e literatura galego-portuguesa, at&eacute; &agrave;s atuais possibilidades de cursos on-line.</p>      <p><b>2. O espanhol no sistema educativo portugu&ecirc;s. O portugu&ecirc;s no sistema educativo espanhol.</b></p>      <p>Portugal e Espanha incorporam-se ao processo de constru&ccedil;&atilde;o europeu na d&eacute;cada de 80. Esta integra&ccedil;&atilde;o era tamb&eacute;m lingu&iacute;stica. De facto, a constru&ccedil;&atilde;o europeia &eacute; definida em grande medida pelos conhecimentos lingu&iacute;sticos dos cidad&atilde;os europeus, a denominada Europa das l&iacute;nguas. &Eacute; por isso que a Uni&atilde;o Europeia, atrav&eacute;s das suas diretivas, recomenda o conhecimento de pelo menos duas l&iacute;nguas estrangeiras para al&eacute;m da materna. Iniciava-se um movimento de penetra&ccedil;&atilde;o da l&iacute;ngua portuguesa em Espanha e da l&iacute;ngua espanhola em Portugal.</p>      <p>Ao longo das &uacute;ltimas d&eacute;cadas a l&iacute;ngua inglesa consolidou-se como a l&iacute;ngua franca europeia e internacional. J&aacute; a elei&ccedil;&atilde;o da segunda l&iacute;ngua estrangeira nos diferentes sistemas educativos europeus tem que ver com a tradi&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica e econ&oacute;mica de cada estado e, geralmente, tamb&eacute;m a quest&otilde;es de vizinhan&ccedil;a ou fronteiri&ccedil;as (<i>Comiss&atilde;o Europeia</i>: 2012).</p>      <p>No caso de Portugal e Espanha, os dois estados t&ecirc;m maioritariamente o franc&ecirc;s como segunda l&iacute;ngua estrangeira. Por uma quest&atilde;o de tradi&ccedil;&atilde;o, mais do que por raz&otilde;es econ&oacute;micas ou sociais, com exep&ccedil;&atilde;o, se calhar, da forte emigra&ccedil;&atilde;o portuguesa &agrave;s regi&otilde;es franc&oacute;fonas da Europa –Fran&ccedil;a, Su&iacute;&ccedil;a, Luxemburgo e B&eacute;lgica– ou das comunidades bascas e catal&atilde;s, divididas entre Espanha e Fran&ccedil;a.</p>      <p>No entanto, em poucos anos a implementa&ccedil;&atilde;o da l&iacute;ngua espanhola em Portugal est&aacute; a ser not&aacute;vel quando comparada com a presen&ccedil;a da l&iacute;ngua portuguesa em Espanha. Segundo dados da <i>Consejer&iacute;a de Educaci&oacute;n</i> da Embaixada de Espanha em Portugal (2012), a evolu&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de estudantes de espanhol no ensino b&aacute;sico e secund&aacute;rio entre o ano acad&eacute;mico 1991-1992 e 2011-2012 &eacute; vertiginosa: de 35 alunos para 94.924.</p>      <p>Segundo o citado relat&oacute;rio oficial, o mesmo se passa na evolu&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de professores no per&iacute;odo 1997-98 / 2011-2012, em que, de 28 professores, passou-se para 91. E se no ano acad&eacute;mico 1991-1992 havia apenas 3 escolas a lecionarem espanhol, j&aacute; no per&iacute;odo 2011-2012 eram 617. Esta presen&ccedil;a do espanhol no sistema educativo portugu&ecirc;s caracteriza-se pela sua homogeneidade, sem se limitar ao espa&ccedil;o concreto das zonas fronteiri&ccedil;as.</p>      <p>Esta procura do espanhol nos &uacute;ltimos anos em Portugal est&aacute; ligada &agrave; abertura das fronteiras, &agrave; desapari&ccedil;&atilde;o das alf&acirc;ndegas e &agrave; movimenta&ccedil;&atilde;o de pessoas e mercadorias dentro do espa&ccedil;o europeu. Hoje, mesmo em per&iacute;odo de crise, como o que estamos a viver, a liga&ccedil;&atilde;o econ&oacute;mica entre os dois estados ib&eacute;ricos &eacute; muito forte. Espanha &eacute; o principal destino das exporta&ccedil;&otilde;es portuguesas, e Portugal tem um peso em destaque na balan&ccedil;a comercial espanhola. J&aacute; no caso da Galiza, Portugal n&atilde;o &eacute; s&oacute; o principal parceiro econ&oacute;mico galego, como o recetor da maioria dos emigrantes que vivem e trabalham na Galiza, sem contar os trabalhadores portugueses e galegos que passam a fronteira a di&aacute;rio ou por empreitadas sazonais.</p>      <p>A respeito da presen&ccedil;a da l&iacute;ngua portuguesa no sistema educativo espanhol, a obten&ccedil;&atilde;o de dados &eacute; muito mais complexa, porque cada comunidade aut&oacute;noma tem transferidas as compet&ecirc;ncias em mat&eacute;ria educativa e porque a Embaixada de Portugal ou do Brasil n&atilde;o publicam relat&oacute;rios anuais sobre o ensino do portugu&ecirc;s em Espanha que facilitem o trabalho dos especialistas, planificadores e investigadores.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em qualquer das hip&oacute;teses, e sublinhando a eventualidade dos n&uacute;meros, pode ser representativo, segundo dados da <i>Consejer&iacute;a de Educaci&oacute;n</i><a href="#2" name="top2"><sup>[2]</sup></a> da <i>Junta de Extremadura</i>, o n&uacute;mero de 18.000 estudantes de portugu&ecirc;s para o ano acad&eacute;mico 2008-2009. </p>      <p>N&uacute;meros surpreendentes numa popula&ccedil;&atilde;o envelhecida de 1.000.000 de habitantes, quando contrastados com os perto de 620 alunos que estudam portugu&ecirc;s em ESO (Ensino Secund&aacute;rio Obrigat&oacute;rio) e Bacharelato na Galiza <a href="#3" name="top3"><sup>[3]</sup></a>, com uma popula&ccedil;&atilde;o de 2.300.000 habitantes, segundo a <i>Conseller&iacute;a de Educaci&oacute;n</i> da <i>Xunta de Galicia</i>. Estes dados foram divulgados pelo Governo galego em 2012 no Parlamento da Galiza em resposta parlamentar a uma pergunta sobre a presen&ccedil;a do ensino do portugu&ecirc;s no sistema de ensino obrigat&oacute;rio galego do partido pol&iacute;tico Bloque Nacionalista Galego.</p>      <p>Contudo, que cada comunidade aut&oacute;noma do Estado espanhol tenha autonomia no desenho do seu sistema educativo faz com que se possam cobrir as necessidades espec&iacute;ficas de cada espa&ccedil;o geogr&aacute;fico. Desde esta perspetiva, de todas as comunidades aut&oacute;nomas espanholas fronteiri&ccedil;as com Portugal –Galiza, Castela e Le&atilde;o, Andaluzia e Extremadura– apenas esta &uacute;ltima implementou todas as medidas ao seu dispor para fazer da sociedade extremenha uma regi&atilde;o com alto n&iacute;vel de conhecimentos em l&iacute;ngua portuguesa, com todas as potencialidades econ&oacute;micas, sociais, culturais, etc., que da&iacute; se derivarem. </p>      <p>De facto, com o <i>Plano Linguaex</i>, a <i>Junta de Extremadura</i> tentou potenciar novos projetos lingu&iacute;sticos para al&eacute;m dos j&aacute; consolidados: “El creciente desarrollo de relaciones sociales, econ&oacute;micas y culturales con nuestro vecino Portugal, aconsejan otorgar un lugar privilegiado a la ense&ntilde;anza-aprendizaje de esta lengua.” (Junta de Extremadura. Plano Linguaex 2009-2015, 2008: 15).</p>      <p>A <i>Junta de Extremadura</i> promocionou e apoiou numerosas iniciativas, com grandes esfor&ccedil;os em recursos humanos, t&eacute;cnicos e econ&oacute;micos. Desde a convocat&oacute;ria de vagas de professores &agrave; publicidade institucional. A campanha “<i>Aprende portugu&ecirc;s. Te abrir&aacute; muchas puertas</i>”<a href="#4" name="top4"><sup>[4]</sup></a>, foi o &iacute;cone desta pol&iacute;tica lingu&iacute;stica.</p>      <p>A ambi&ccedil;&atilde;o destas linhas program&aacute;ticas de pol&iacute;tica lingu&iacute;stica est&atilde;o a dar os seus frutos na Extremadura. Neste sentido, as autoridades portuguesas deveriam fazer maior press&atilde;o perante os governos espanhol e as respetivas autonomias, pelo menos as fronteiri&ccedil;as, para que o portugu&ecirc;s ganhe a dimens&atilde;o que deveria ter.</p>      <p>A este respeito, e no contexto de crise econ&oacute;mica generalizada no que &eacute; redigido este trabalho, a pol&iacute;tica lingu&iacute;stica portuguesa no exterior n&atilde;o &eacute; a melhor, bem pelo contr&aacute;rio, e decis&otilde;es como a de centralizar as atividades do Instituto Cam&otilde;es na Embaixada de Espanha em Madrid s&atilde;o uma cat&aacute;strofe.</p>      <p><b>3. Presen&ccedil;a do portugu&ecirc;s na Galiza segundo o n&iacute;vel de ensino</b></p>      <p>Ao contr&aacute;rio do que foi analisado no caso da Extremadura, na Galiza n&atilde;o houve qualquer tentativa de promo&ccedil;&atilde;o da l&iacute;ngua portuguesa, quer no sistema educativo, quer na sociedade em geral. V&aacute;rias podem ser as raz&otilde;es que expliquem este estado de inani&ccedil;&atilde;o, alguns lingu&iacute;sticos, outros pol&iacute;ticos ou ideol&oacute;gicos.</p>      <p>A proximidade lingu&iacute;stica entre galego e portugu&ecirc;s ou espanhol e portugu&ecirc;s, faz com que a sociedade galega acredite geralmente que a aprendizagem da l&iacute;ngua portuguesa n&atilde;o &eacute; necess&aacute;ria, porque partem do princ&iacute;pio de que com o galego chega para se “desenrascarem”.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Tamb&eacute;m parte de uma experi&ecirc;ncia generalizada a considera&ccedil;&atilde;o de que em Portugal n&atilde;o &eacute; preciso mudar de c&oacute;digo lingu&iacute;stico, porque os portugueses adaptam-se com facilidade a se comunicarem em espanhol.</p>      <p>Na Galiza, o denominado conflito normativo, pelo qual se confrontavam duas vis&otilde;es da l&iacute;ngua galega diferentes, dentro do sistema lingu&iacute;stico galego-portugu&ecirc;s ou fora dele, fez com que o ensino da l&iacute;ngua portuguesa fosse visto como uma amea&ccedil;a de origem reintegracionista, a corrente que pretende reintegrar o galego no tronco comum da l&iacute;ngua portuguesa.</p>      <p>Por outro lado, alguns dos denominados setores lusistas da sociedade galega ainda hoje n&atilde;o acabam de assumir que a l&iacute;ngua portuguesa seja apresentada como l&iacute;ngua estrangeira na Galiza, que assim seja focada, desde crit&eacute;rios de profissionalidade, rigorosidade e indo ao encontro dos requerimentos e necessidades dos alunos, fora da conflituosidade lingu&iacute;stica que caracteriza a sociedade galega.</p>      <p>Das motiva&ccedil;&otilde;es ideol&oacute;gicas para a n&atilde;o promo&ccedil;&atilde;o da l&iacute;ngua portuguesa na Galiza, a mais importante &eacute; o facto de a Comunidade Aut&oacute;noma Galega ser governada, em quase todo o per&iacute;odo democr&aacute;tico, por forma&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas de ideologia espanholista, que interpretam a promo&ccedil;&atilde;o da l&iacute;ngua galega e, por extens&atilde;o, da l&iacute;ngua portuguesa, uma marca pol&iacute;tica dos grupos nacionalistas da esquerda galega. Ali&aacute;s, a promo&ccedil;&atilde;o da l&iacute;ngua portuguesa levanta em alguns &acirc;mbitos sociais, pol&iacute;ticos, educativos e ideol&oacute;gicos ainda muitas suspic&aacute;cias, interprentado estes grupos como um cavalo de Troia na espanholidade da Galiza a promo&ccedil;&atilde;o da l&iacute;ngua portuguesa.</p>      <p>Sem este quadro pr&eacute;vio n&atilde;o podemos compreender muitos dos debates e resist&ecirc;ncias que existem &agrave; volta da implementa&ccedil;&atilde;o e expans&atilde;o da l&iacute;ngua portuguesa na Galiza. &Eacute; significativo que o argument&aacute;rio pare&ccedil;a estar sempre a favor da presen&ccedil;a do portugu&ecirc;s na sociedade galega, pois &eacute; um discurso aparentemente assumido pelas elites pol&iacute;ticas e sociais da Galiza. De facto, o atual presidente do Governo galego, Alberto N&uacute;&ntilde;ez Feij&oacute;o, chegou a comprometer-se a estudar a introdu&ccedil;&atilde;o do portugu&ecirc;s no ensino secund&aacute;rio, demandada pelo na altura embaixador portugu&ecirc;s no Reino de Espanha, &Aacute;lvaro de Mendoza e Moura, no ano 2009, segundo noticiava o jornal galego <i>Galicia Hoxe</i><a href="#5" name="top5"><i><sup>[5]</sup></i></a>.</p>      <p>Ou seja, na Galiza h&aacute; um discurso institucionalizado mas v&aacute;cuo sobre a gemina&ccedil;&atilde;o e as rela&ccedil;&otilde;es seculares entre os dois povos. Por exemplo, perante a proposta na Comiss&atilde;o de Educa&ccedil;&atilde;o do Parlamento da Galiza por parte do Grupo Parlamentar do Bloque Nacionalista Galego<a href="#6" name="top6"><sup>[6]</sup></a> para ofertar portugu&ecirc;s como segunda l&iacute;ngua estrangeira em todas as escolas p&uacute;blicas do secund&aacute;rio, a iniciativa foi chumbada por demonstrar, segundo o Grupo Parlamentar do Partido Popular –grupo maiorit&aacute;rio na C&acirc;mara galega– “complexo ideol&oacute;gico”<a href="#7" name="top7"><sup>[7]</sup></a>, e pondo ao mesmo n&iacute;vel a aprendizagem de h&iacute;ndi ou chin&ecirc;s com o portugu&ecirc;s. Isto &eacute;, a l&iacute;ngua portuguesa &eacute; interpretada em clave ideol&oacute;gica no jogo pol&iacute;tico galego, representa no quadro nacional galego algo mais do que uma l&iacute;ngua. </p>      <p>Esta dupla linguagem &agrave; volta das vantagens que sup&otilde;e o conhecimento do portugu&ecirc;s e o debate identit&aacute;rio sobre o papel da l&iacute;ngua portuguesa no desenvolvimento da consci&ecirc;ncia coletiva galega e no processo de constru&ccedil;&atilde;o nacional galego, volta uma e outra vez. </p>      <p>Assim, mesmo o atual presidente do governo galego, Alberto N&uacute;&ntilde;ez Feij&oacute;o, conhecido pelas suas resist&ecirc;ncias e restri&ccedil;&otilde;es &agrave; l&iacute;ngua galega atrav&eacute;s de numerosas iniciativas legislativas e pol&iacute;ticas, a mais conhecida e pol&eacute;mica o <i>Decreto 79/2010, de 20 de maio, para o plurilinguismo no ensino n&atilde;o universit&aacute;rio da Galiza</i>, quando se sente acurralado pelas posi&ccedil;&otilde;es mais radicais e ultramontanas contr&aacute;rias &agrave; l&iacute;ngua galega recorre ao discurso lit&uacute;rgico sobre as potencialidades da l&iacute;ngua galega no espa&ccedil;o lus&oacute;fono<a href="#8" name="top8"><sup>[8]</sup></a>.</p>      <p><b>3.1. Ensino da l&iacute;ngua portuguesa no ensino universit&aacute;rio</b></p>      <p>Tradicionalmente os estudos de l&iacute;ngua e literatura inseriam-se no hist&oacute;rico curso de Filosofia e Letras, onde os estudos de l&iacute;ngua, literatura e cultura portuguesa t&ecirc;m uma larga tradi&ccedil;&atilde;o, com a cria&ccedil;&atilde;o do Instituto da L&iacute;ngua Portuguesa nos in&iacute;cios do s&eacute;culo XX na Universidade de Santiago de Compostela. </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Com a chegada da democracia ao Estado espanhol e a democratiza&ccedil;&atilde;o do ensino p&uacute;blico universit&aacute;rio criaram-se novos cursos, como Filologia Hisp&acirc;nica Sec&ccedil;&atilde;o Galego-Portugu&ecirc;s, mas o n&uacute;mero de cadeiras de l&iacute;ngua portuguesa era muito reduzido pelo que os formandos ficavam com um conhecimento muito superficial e rudimentar da l&iacute;ngua portuguesa. </p>      <p>S&oacute; no ano 1994 se criou o curso de Filologia Portuguesa na Universidade de Santiago de Compostela, embora ap&oacute;s o Plano Bolonha agora esteja integrado no <i>Grau<a href="#9" name="top9"><sup>[9]</sup></a> em L&iacute;nguas e Literaturas Modernas</i> com o itiner&aacute;rio em L&iacute;ngua Portuguesa e Literaturas Lus&oacute;fonas.<sup> </sup>O curso centra-se em aspetos da l&iacute;ngua como gram&aacute;tica hist&oacute;rica galego-portuguesa, dialetologia, gram&aacute;tica, debate normativo, l&iacute;rica medieval galego-portuguesa, literatura portuguesa cl&aacute;ssica, moderna e contempor&acirc;nea, literaturas lus&oacute;fonas, etc. N&atilde;o h&aacute;, no entanto, cadeiras espec&iacute;ficas de did&aacute;tica do PLE ou de elabora&ccedil;&atilde;o de materiais did&aacute;ticos, por exemplo.</p>      <p>Na Universidade de Vigo existe o Grau de Estudos em Galego e Espanhol, onde quer os estudantes de galego, quer os de espanhol, devem aprovar obrigatoriamente duas cadeiras semestrais de l&iacute;ngua portuguesa no primeiro ano do curso. Tamb&eacute;m na Universidade de Vigo existe o Grau em Tradu&ccedil;&atilde;o e Interpreta&ccedil;&atilde;o onde h&aacute; v&aacute;rias cadeiras de tradu&ccedil;&atilde;o e interpreta&ccedil;&atilde;o portugu&ecirc;s / galego e portugu&ecirc;s / espanhol. Embora n&atilde;o seja poss&iacute;vel ter a l&iacute;ngua portuguesa como l&iacute;ngua principal do curso, mas inserida nas especialidades de ingl&ecirc;s ou franc&ecirc;s. </p>      <p>Na Universidade da Corunha o Grau em Galego e Portugu&ecirc;s obriga a cursar cadeiras de l&iacute;ngua e literatura portuguesa no seu plano de estudos.</p>      <p>Por seu lado, as tr&ecirc;s universidades galegas t&ecirc;m um servi&ccedil;o de l&iacute;nguas denominados Centro de L&iacute;nguas Modernas (CLM) e que oferecem cursos regulares de l&iacute;nguas para a comunidade universit&aacute;ria. </p>      <p>No caso da USC, o CLM tamb&eacute;m &eacute; respons&aacute;vel pelas provas necess&aacute;rias que acreditam o n&iacute;vel exigido para as bolsas Erasmus e outros programas de interc&acirc;mbio interuniversit&aacute;rio, como o Europracticum, e de colabora&ccedil;&atilde;o com o Brasil e outros pa&iacute;ses da Lusofonia. </p>      <p>O CLM da USC tamb&eacute;m &eacute; respons&aacute;vel pela elabora&ccedil;&atilde;o da Prova de Compet&ecirc;ncia Lingu&iacute;stica (PCL) que acredita o n&iacute;vel B1 de uma l&iacute;ngua estrangeira, obrigat&oacute;rio para ser licenciado em qualquer curso da universidade compostelana.</p>      <p>Como amostra significativa da evolu&ccedil;&atilde;o da l&iacute;ngua portuguesa no espa&ccedil;o universit&aacute;rio, a continua&ccedil;&atilde;o v&atilde;o ser analisados um pouco mais detalhadamente os dados da evolu&ccedil;&atilde;o da sec&ccedil;&atilde;o de portugu&ecirc;s do CLM da USC, desde a sua cria&ccedil;&atilde;o no ano acad&eacute;mico 2006-2007 at&eacute; o ano 2011-2012. </p>      <p>&nbsp;</p>      <p>Tabela 1: Evolu&ccedil;&atilde;o da l&iacute;ngua portuguesa no CLM da USC</p>  <table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0" >  <tbody> <tr> <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Ano</b></p></td> <td>    <p><b>N&iacute;vel 1</b></p>      <p><b>(A1-A2)</b></p></td> <td>    <p><b>N&iacute;vel 2 (B1)</b></p></td> <td>    <p><b>Curso de ver&atilde;o</b></p>      <p><b>(A1-A2)</b></p></td> <td>    <p><b>Prova Erasmus</b></p></td> <td>    <p><b>Prova</b></p>      <p><b>Europracticum<sup>1</sup></b></p></td> <td>    <p><b>PCL<sup>2</sup></b></p></td> </tr>  <tr> <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>06-07</p></td> <td>    <p>15</p></td> <td>    <p>8</p></td> <td>    <p>10</p></td> <td>    <p>180</p></td> <td>    <p>24</p></td> <td>    <p>–</p></td> </tr>  <tr> <td>    <p>07-08</p></td> <td>    <p>9</p></td> <td>    <p>4</p></td> <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>9</p></td> <td>    <p>196</p></td> <td>    <p>–</p></td> <td>    <p>–</p></td> </tr>  <tr> <td>    <p>08-09</p></td> <td>    <p>18</p></td> <td>    <p>4</p></td> <td>    <p>13</p></td> <td>    <p>142</p></td> <td>    <p>43</p></td> <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>–</p></td> </tr>  <tr> <td>    <p>09-10</p></td> <td>    <p>32</p></td> <td>    <p>7</p></td> <td>    <p>20</p></td> <td>    <p>489</p></td> <td>    <p>28</p></td> <td>    <p>36</p></td> </tr>  <tr> <td>    <p>10-11</p></td> <td>    <p>26</p></td> <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>11</p></td> <td>    <p>5</p></td> <td>    <p>492</p></td> <td>    <p>71</p></td> <td>    <p>39</p></td> </tr>  <tr> <td>    <p>11-12</p></td> <td>    <p>38</p></td> <td>    <p>47</p></td> <td>    <p>19</p></td> <td>    <p>428</p></td> <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>70</p></td> <td>    <p>31</p></td> </tr>  <tr> <td>    <p>Total</p></td> <td>    <p>138</p></td> <td>    <p>81</p></td> <td>    <p>76</p></td> <td>    <p>1927</p></td> <td>    <p>236</p></td> <td>    <p>106</p></td> </tr>  </tbody> </table>      <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Repare-se que o CLM da USC foi criado em 1975 com a denomina&ccedil;&atilde;o de Instituto de L&iacute;nguas, mas o portugu&ecirc;s s&oacute; se ofertou oficialmente na data referida, 2006-2007, sendo uma das &uacute;ltimas sec&ccedil;&otilde;es incorporadas, junto com chin&ecirc;s. </p>      <p>Ao lado da an&aacute;lise num&eacute;rica, tamb&eacute;m se deve fazer uma pequena refer&ecirc;ncia &agrave;s circunst&acirc;ncias laborais da mesma, pois &eacute;, evidentemente, uma quest&atilde;o que afeta de maneira direta o desenvolvimento da sec&ccedil;&atilde;o. Ao longo destes anos a instabilidade laboral e a mesma continua&ccedil;&atilde;o da sec&ccedil;&atilde;o foi posta em causa por mudan&ccedil;as nas pol&iacute;ticas de dire&ccedil;&atilde;o e pela pr&oacute;pria instabilidade financeira da institui&ccedil;&atilde;o universit&aacute;ria. </p>      <p>Apesar destas circunst&acirc;ncias t&atilde;o adversas, a procura da l&iacute;ngua portuguesa no CLM parece consolidar-se ao longo dos anos.</p>      <p>3.2. Ensino da l&iacute;ngua portuguesa nas escolas oficiais de idiomas</p>      <p>&Eacute; nas escolas oficiais de idiomas (EOI) onde se centra a maioria das pessoas que estudam l&iacute;ngua portuguesa na Galiza. Este sistema estatal de ensino de l&iacute;nguas para adultos tem na Galiza 10 centros no total, do quais 8 ofertam portugu&ecirc;s –Lugo, Ourense, Ferrol, Santiago de Compostela, Vigo, Vilagarcia e Pontevedra– e em tr&ecirc;s –Monforte de Lemos, Ribadeo e Viveiro– ainda n&atilde;o existe a op&ccedil;&atilde;o. </p>      <p>Segundo os dados elaborados pelo Portal Galego da L&iacute;ngua (PGL)<a href="#10" name="top10"><sup>[10]</sup></a> nas EOI da Galiza no ano acad&eacute;mico 2011/2012 havia na Galiza 1597 alunos a estudar portugu&ecirc;s<a href="#11" name="top11"><sup>[11]</sup></a>.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p>Tabela 2: Evolu&ccedil;&atilde;o dos alunos de portugu&ecirc;s nas EOI no per&iacute;odo 2010-2012.</p>  <table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0" >  <tbody> <tr> <td>    <p><b>Escola Oficial de Idiomas</b></p></td> <td>    <p><b>Ano acad&eacute;mico</b></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>2010-2011</b></p></td> <td>    <p><b>Ano acad&eacute;mico</b></p>      <p><b>2011-12</b></p></td> <td>    <p><b>Varia&ccedil;&atilde;o percentual</b></p></td> </tr>  <tr> <td>    <p><b>EOI Corunha</b></p></td> <td>    <p>199</p></td> <td>    <p>220</p></td> <td>    <p>10%</p></td> </tr>  <tr> <td>    <p><b>EOI Ferrol</b></p></td> <td>    <p>119</p></td> <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>145</p></td> <td>    <p>22%</p></td> </tr>  <tr> <td>    <p><b>EOI Lugo</b></p></td> <td>    <p>142</p></td> <td>    <p>175</p></td> <td>    <p>23%</p></td> </tr>  <tr> <td>    <p><b>EOI Ourense</b></p></td> <td>    <p>121</p></td> <td>    <p>131</p></td> <td>    <p>8%</p></td> </tr>  <tr> <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>EOI Pontevedra </b></p></td> <td>    <p>111</p></td> <td>    <p>144</p></td> <td>    <p>23%</p></td> </tr>  <tr> <td>    <p><b>EOI Santiago de Compostela</b></p></td> <td>    <p>283</p></td> <td>    <p>340</p></td> <td>    <p>20%</p></td> </tr>  <tr> <td>    <p><b>EOI Vilagarcia</b></p></td> <td>    <p>78</p></td> <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>90</p></td> <td>    <p>15%</p></td> </tr>  <tr> <td>    <p><b> EOI Vigo (com delega&ccedil;&atilde;o em Tui)</b></p></td> <td>    <p>295 (72)</p></td> <td>    <p>352 (85)</p></td> <td>    <p>19%</p></td> </tr>  <tr> <td>    <p><b>Total alunos</b></p></td> <td>    <p>1348</p></td> <td>    <p>1597</p></td> <td>    <p>18%</p></td> </tr>  </tbody> </table>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <p>Apesar dos bons dados da l&iacute;ngua portuguesa em n&uacute;meros absolutos e em percentagem, quer na sua evolu&ccedil;&atilde;o anual quer quando comparados com dados de outras l&iacute;nguas, o governo auton&oacute;mico n&atilde;o alarga o ensino da l&iacute;ngua portuguesa nas EOI. </p>      <p>Quer dizer, l&iacute;nguas em franco retrocesso como o franc&ecirc;s, sem apoios pol&iacute;tico-sociais como o italiano, muito afastadas lingu&iacute;stica e culturalmente como o alem&atilde;o ou o chin&ecirc;s, est&atilde;o a ter maior apoio institucional face a uma l&iacute;ngua com alta procura, com fortes apoios e muito pr&oacute;xima geogr&aacute;fica, lingu&iacute;stica e culturalmente. Estes acontecimentos refletem, mais uma vez, a ideia de que para o governo galego o portugu&ecirc;s n&atilde;o &eacute; uma prioridade educativa porque “n&atilde;o faz falta”.</p>      <p><b>3.3. Ensino da l&iacute;ngua portuguesa no ensino secund&aacute;rio</b></p>      <p>Para al&eacute;m do ingl&ecirc;s, que funciona de facto como a primeira l&iacute;ngua estrangeira, administrativamente os centros podem oferecer alem&atilde;o, franc&ecirc;s, italiano e portugu&ecirc;s como segunda l&iacute;ngua estrangeira. No entanto, criar uma mat&eacute;ria de segunda l&iacute;ngua estrangeira costuma ser um processo longo e com uns procedimentos burocr&aacute;ticos labir&iacute;nticos.</p>      <p>Segundo a experi&ecirc;ncia dos docentes de l&iacute;ngua portuguesa, dentro das raz&otilde;es para a cria&ccedil;&atilde;o da mat&eacute;ria de l&iacute;ngua portuguesa como segunda l&iacute;ngua estrangeira num centro de secund&aacute;ria destacam:</p>      <p>– Vontade e empenhamento pessoal do docente. Normalmente tem que lutar para que essas horas de l&iacute;ngua portuguesa sejam compat&iacute;veis com os seus hor&aacute;rios, com os hor&aacute;rios dos colegas e contra outras possibilidades lingu&iacute;sticas, pois os centros raras vezes t&ecirc;m capacidade num&eacute;rica de ofertar v&aacute;rias l&iacute;nguas.</p>      <p>– Contato com outros colegas ou escolas. Conhecer outras pessoas, a Associa&ccedil;&atilde;o de Docentes de Portugu&ecirc;s na Galiza (DPG)<a href="#12" name="top12"><sup>[12]</sup></a> ou centros que lecionam portugu&ecirc;s serve muitas vezes como rastilho para que o docente se empenhe para a implementa&ccedil;&atilde;o desta cadeira no seu centro de ensino.</p>      <p>– Novas perspetivas profissionais e pessoais para o docente. Os docentes das cadeiras de l&iacute;ngua e literatura galegas s&atilde;o os que costumam criar e lecionar portugu&ecirc;s nas escolas do secund&aacute;rio. Lecionar galego na Galiza n&atilde;o &eacute;, &agrave;s vezes, muito gratificante pela situa&ccedil;&atilde;o de posterga&ccedil;&atilde;o em que vive a l&iacute;ngua e a cultura galega, pelo que a n&iacute;vel profissional muitos docentes sentem que a cadeira de portugu&ecirc;s pode ser um revulsivo. Por v&aacute;rios motivos, porque alarga os seus conhecimentos e possibilidades e porque, ao mesmo tempo, os estudantes enquadram a l&iacute;ngua galega desde uma outra perspetiva, em termos de dimens&atilde;o e de utilidade.</p>      <p>Face a esta vontade de cria&ccedil;&atilde;o detetam-se v&aacute;rios impedimentos:</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>– Falta de apoio da autoridade educativa da Administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica galega.</p>      <p>– Aus&ecirc;ncia de especialistas da cadeira e falta de convocat&oacute;rias p&uacute;blicas de vagas da especialidade de l&iacute;ngua portuguesa.</p>      <p>– Oposi&ccedil;&atilde;o de colegas e/ou dire&ccedil;&atilde;o da escola. As raz&otilde;es para esta oposi&ccedil;&atilde;o podem ser diferentes: colegas de outras segundas l&iacute;nguas que veem amea&ccedil;ado o seu hor&aacute;rio ou estabilidade no emprego; considera&ccedil;&atilde;o de que o portugu&ecirc;s n&atilde;o &eacute; uma l&iacute;ngua importante para a forma&ccedil;&atilde;o dos alunos.</p>      <p>– Insufici&ecirc;ncia no n&uacute;mero de horas dispon&iacute;veis do docente volunt&aacute;rio para lecionar a disciplina.</p>      <p>– Excesso de disciplinas opcionais j&aacute; oferecidas pela escola. </p>      <p>– Desinforma&ccedil;&atilde;o, desinteresse ou desvaloriza&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; import&acirc;ncia da disciplina de l&iacute;ngua portuguesa dos estudantes, m&atilde;es e pais.</p>      <p>Mas uma vez criada a disciplina e as turmas de l&iacute;ngua portuguesa na escola, verifica-se que a sua continuidade ao longo dos anos acad&eacute;micos &eacute; muito complexa, desaparecendo muitas vezes essa disciplina ap&oacute;s um ou dois anos. As principais raz&otilde;es para a sua desapari&ccedil;&atilde;o s&atilde;o, segundo os depoimentos do docentes de portugu&ecirc;s atrav&eacute;s da DPG:</p>      <p>– N&uacute;mero insuficiente de alunos. No ensino p&uacute;blico galego, os r&aacute;cios para escolha de cadeiras s&atilde;o cada vez maiores, mas por causa da queda demogr&aacute;fica das &uacute;ltimas d&eacute;cadas, cada ano h&aacute; menos estudantes nas escolas. Portanto, &eacute; dif&iacute;cil preencher o n&uacute;mero m&iacute;nimo para formar uma turma. </p>      <p>– Desloca&ccedil;&atilde;o do docente que iniciou o processo para a implementa&ccedil;&atilde;o da cadeira de l&iacute;ngua portuguesa. A desloca&ccedil;&atilde;o dos docentes &eacute; muito elevada no sistema educativo galego, as raz&otilde;es s&atilde;o m&uacute;ltiplas, necessidades da administra&ccedil;&atilde;o ou interesse pessoal do docente. Como consequ&ecirc;ncia, o professor de portugu&ecirc;s numa escola, depois de um complexo processo, pode ser que n&atilde;o continue no ano seguinte. O que j&aacute; desencoraja muitos docentes a iniciar a burocracia para abrir uma turma de portugu&ecirc;s.</p>      <p>– Aus&ecirc;ncia de apoio da dire&ccedil;&atilde;o da escola. Dentro das lutas de interesses dos claustros de professores e na rota&ccedil;&atilde;o de dire&ccedil;&otilde;es &eacute; frequente a queda de disciplinas e maiores apoios a umas sec&ccedil;&otilde;es em detrimento de outras.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Mesmo assim, em termos gerais h&aacute; alguns fatores que favorecem –ou favoreceriam, se existisse vontade pol&iacute;tica– a cria&ccedil;&atilde;o de turmas de l&iacute;ngua portuguesa nas escolas secund&aacute;rias da Galiza:</p>      <p>– Docentes competentes. O capital humano &eacute; dos principais valores que tem a implanta&ccedil;&atilde;o da disciplina de l&iacute;ngua portuguesa na Galiza, sobretudo, os que j&aacute; lecionam galego, pois a sua reciclagem &eacute; r&aacute;pida e efetiva, embora n&atilde;o se possam desvalorizar as dificuldades.</p>      <p>– Uso imediato e efetivo da l&iacute;ngua. Esta &eacute; a principal vantagem dos estudantes galegos face a alunos de outras regi&otilde;es ou em compara&ccedil;&atilde;o com outras l&iacute;nguas.</p>      <p>– Sensa&ccedil;&atilde;o de maior facilidade. Embora o aluno galego, regra geral, tenha um horizonte de espetativas muito superior ao conhecimento real da l&iacute;ngua portuguesa, &eacute; certo que ultrapassadas as primeiras impress&otilde;es, o estudante galego tira maior proveito do seu esfor&ccedil;o do que no caso de outras l&iacute;nguas. Tamb&eacute;m em rela&ccedil;&atilde;o a esta quest&atilde;o vai ser determinante a focagem do docente, que deve priorizar a focagem comunicativa &agrave; hist&oacute;ria da l&iacute;ngua ou &agrave; dialetologia.</p>      <p>– Proximidade. Em todos os sentidos e para tudo. Proximidade na realidade social, cultural e lingu&iacute;stica, sobredimensionada pela Lusofonia, mas tamb&eacute;m na possibilidade de realizar projetos educativos de interc&acirc;mbio, viagens, estadias, etc.</p>      <p>Toda esta an&aacute;lise pertence ao &acirc;mbito do ensino p&uacute;blico galego, mas &eacute; preciso ter em considera&ccedil;&atilde;o o grande n&uacute;mero de estudantes galegos que assistem a col&eacute;gios concertados e privados. Estes centros educativos costumam ter vis&otilde;es da educa&ccedil;&atilde;o mais tradicionais, mas se a Administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica impelisse a presen&ccedil;a da l&iacute;ngua portuguesa nos centros p&uacute;blicos, tamb&eacute;m os concertados e privados se somariam &agrave; iniciativa.</p>      <p>Resulta surpreendente que nem a pr&oacute;pria Administra&ccedil;&atilde;o respons&aacute;vel pelo ensino saiba o n&uacute;mero de estudantes. A <i>Conseller&iacute;a de Educaci&oacute;n</i> &eacute; incapaz de oferecer um dado exato sobre e os centros que lecionam portugu&ecirc;s e o n&uacute;mero de alunos que frequentam a cadeira de l&iacute;ngua portuguesa. Assim, &eacute; a DPG, uma simples associa&ccedil;&atilde;o de docentes, a encarregue de elaborar de maneira amadora e com grandes esfor&ccedil;os inqu&eacute;ritos que possam servir de refer&ecirc;ncia para o planeamento das pr&oacute;prias atividades da DPG, para conhecer as necessidades dos docentes, dos centros e dos alunos, e para, em definitiva, conhecer a situa&ccedil;&atilde;o real da l&iacute;ngua portuguesa no sistema p&uacute;blico galego.</p>      <p>Ao realizar as informa&ccedil;&otilde;es de forma n&atilde;o institucionalizada, h&aacute; muitos centros que n&atilde;o respondem aos inqu&eacute;ritos, por esquecimento ou falta de interesse. O outro ponto significativo dos dados, &eacute; o alto n&uacute;mero de centros que n&atilde;o mant&ecirc;m continuidade de um ano acad&eacute;mico para o outro, o que est&aacute; diretamente ligado com os mecanismos de como s&atilde;o oferecidas estas cadeiras nas escolas. </p>      <p>S&atilde;o aproximadamente 40 os centros a lecionarem portugu&ecirc;s, mas com problemas de continuidade, ao depender exclusivamente da vontade e disponibilidade do ou da docente. A mudan&ccedil;a de destino do professor para outra escola implica que a turma de portugu&ecirc;s, independentemente do n&uacute;mero de alunos, desapare&ccedil;a. Isto faz com que a disciplina de portugu&ecirc;s, acabe por ser uma cadeira “voluntarista”.</p>      <p>Outro desafio &eacute; a passagem do b&aacute;sico para o secund&aacute;rio, pois h&aacute; muitas escolas do secund&aacute;rio onde n&atilde;o h&aacute; possibilidade de continuar l&iacute;ngua portuguesa aos estudantes que j&aacute; o fizeram no b&aacute;sico. Tamb&eacute;m existe o problema de continuidade dentro do pr&oacute;prio percurso do estudante dentro da mesma escola do secund&aacute;rio, com o qual o aluno de portugu&ecirc;s de um ano pode deparar-se com a falta de portugu&ecirc;s no ano a seguir, e isto &eacute; sempre uma grande barreira para os professores angariarem alunos e para os alunos cursarem esta disciplina. </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Face a esta situa&ccedil;&atilde;o, no ano 2010 foi apresentada uma proposta por todos os representantes sindicais do ensino secund&aacute;rio e apoiada pela DPG e que, como j&aacute; foi explicado, foi rejeitada em Comiss&atilde;o Parlamentar pelo Grupo Parlamentar do Partido Popular, grupo que det&eacute;m a maioria do Governo, com dois pontos b&aacute;sicos:</p>      <p>Implementar a l&iacute;ngua portuguesa como segunda l&iacute;ngua estrangeira no sistema educativo obrigat&oacute;rio na Galiza.</p>      <p>A convocat&oacute;ria de vagas espec&iacute;ficas de docentes de l&iacute;ngua portuguesa.</p>      <p>Estas tomadas de posi&ccedil;&otilde;es pol&iacute;tico-lingu&iacute;sticas p&otilde;em em causa o t&atilde;o cacarejado plurilinguismo lingu&iacute;stico que as atuais autoridades governamentais galegas dizem desejar e reduzem a nada os discursos lit&uacute;rgicos e vazios da irmandade e da gemina&ccedil;&atilde;o galego-portuguesa que as autoridades galegas, e tamb&eacute;m portuguesas, sempre utilizam em momentos protocolares.</p>      <p>Enquanto n&atilde;o houver uma pol&iacute;tica lingu&iacute;stica decidida em prol da l&iacute;ngua portuguesa, em todos os n&iacute;veis de ensino, os discursos sentimentais, saudosistas e passadistas s&atilde;o ret&oacute;rica. As oportunidades passam &agrave; frente dos galegos, outros n&atilde;o duvidam em apanh&aacute;-las. Em rela&ccedil;&atilde;o com esta situa&ccedil;&atilde;o, em mar&ccedil;o de 2013 foram apresentadas mais de 17.000 assinaturas em abaixo-assinado no Parlamento da Galiza, na Iniciativa Legislativa Popular Paz Andrade para a promo&ccedil;&atilde;o da l&iacute;ngua portuguesa no ensino galego<a href="#13" name="top13"><sup>[13]</sup></a>.</p>      <p><b>3.4. Ensino da l&iacute;ngua portuguesa na Galiza. O ensino b&aacute;sico</b></p>      <p>Segundo os dados elaborados pelo Instituto Cam&otilde;es de Vigo em colabora&ccedil;&atilde;o com a DPG para o curso 2009-2010 havia 433 alunos de portugu&ecirc;s na prov&iacute;ncia de Pontevedra, em duas escolas, e 972 na prov&iacute;ncia de Ourense, distribu&iacute;dos por nove escolas. Evidencia-se a aus&ecirc;ncia da disciplina de l&iacute;ngua portuguesa nas prov&iacute;ncias da Corunha e Lugo e a concentra&ccedil;&atilde;o de alunos nas zonas de forte presen&ccedil;a migrat&oacute;ria portuguesa na prov&iacute;ncia de Ourense e o caso isolado, de entre todos os outros concelhos arraianos, do concelho minhoto de Tominho.</p>      <p>Estes dados s&atilde;o ainda mais interessantes quando comparados com a presen&ccedil;a do portugu&ecirc;s no ensino secund&aacute;rio, que ilustra o que j&aacute; foi analisado na sec&ccedil;&atilde;o sobre este n&iacute;vel formativo, a falta de continuidade entre o b&aacute;sico e o secund&aacute;rio da disciplina de l&iacute;ngua portuguesa.</p>      <p>A maioria dos centros do b&aacute;sico que lecionam portugu&ecirc;s est&atilde;o inseridos no Programa de L&iacute;ngua e Cultura Portuguesa. Um programa dirigido aos estudantes lusodescendentes e a estudantes galegos dos centros onde o Programa &eacute; desenvolvido. Os centros aderidos ao Programa adscrevem pessoal docente portugu&ecirc;s enviado pela Embaixada Portuguesa, atrav&eacute;s do Instituto Cam&otilde;es, com o objetivo de manter a l&iacute;ngua e a cultura portuguesa entre as comunidades lusodescententes, mas tamb&eacute;m entre os alunos aut&oacute;ctones.</p>      <p>Segundo informa&ccedil;&otilde;es telef&oacute;nicas que pude apurar desde a <i>Xunta de Galicia</i>, para o atual ano 2012-2013, 11 escolas participaram no programa, 10 do b&aacute;sico e uma do secund&aacute;rio, e o Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o portugu&ecirc;s enviou 4 professores.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O Programa parece interessante e muito positivo, sobretudo se se puderem alcan&ccedil;ar dois objetivos: que os lusodescendentes possam conhecer a l&iacute;ngua portuguesa e que os alunos galegos tamb&eacute;m a adquiram. Mas os dados revelam que a implanta&ccedil;&atilde;o do Programa &eacute; insuficiente. A comunidade portuguesa &eacute; a de maior import&acirc;ncia num&eacute;rica na sociedade galega, e devem-se acrescentar a importante presen&ccedil;a de brasileiros e cabo-verdianos. Quer dizer, 4 docentes e 11 escolas, n&atilde;o refletem a verdadeira dimens&atilde;o da presen&ccedil;a lus&oacute;fona na Galiza, pelo que o objetivo deveria ser muito mais ambicioso: a implanta&ccedil;&atilde;o da l&iacute;ngua portuguesa como segunda l&iacute;ngua estrangeira em todos os centros de ensino da Galiza. </p>      <p><b>3.5. Ensino da l&iacute;ngua portuguesa no ensino n&atilde;o-formal</b></p>      <p>Neste artigo &eacute; utilizado o conceito de ensino n&atilde;o-formal para toda a forma&ccedil;&atilde;o oferecida fora do percurso do ensino obrigat&oacute;rio, do ensino superior e das EOI.</p>      <p>Segundo a an&aacute;lise realizada por Figueiredo Capuz (2012:115) para este tipo de ensino n&atilde;o-formal na Comunidade Aut&oacute;noma da Extremadura, mas adaptando-a &agrave; realidade social e administrativa galega, podem-se diferenciar &acirc;mbitos de forma&ccedil;&atilde;o que v&atilde;o ao encontro das necessidades espec&iacute;ficas de cada espa&ccedil;o social:</p>      <p>-Forma&ccedil;&atilde;o ocupacional. Destinada a setores profissionais espec&iacute;ficos que possam ter contato profissional direto com pessoas de l&iacute;ngua portuguesa, m&eacute;dicos, enfermeiros, empregados de balc&atilde;o, etc. </p>      <p>-Forma&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua. Cursos focados a pessoas em contato com a utiliza&ccedil;&atilde;o da l&iacute;ngua portuguesa ou que desejam melhorar o seu curr&iacute;culo.</p>      <p>-Escola Galega de Administraci&oacute;n P&uacute;blica (EGAP). Esta institui&ccedil;&atilde;o da Administra&ccedil;&atilde;o auton&oacute;mica galega organiza cursos de forma&ccedil;&atilde;o para o funcionariado p&uacute;blico, que faz todo o sentido no contexto da Euro-regi&atilde;o Galiza-Norte de Portugal.</p>      <p>-Organiza&ccedil;&otilde;es transfronteiri&ccedil;as. Organismos como o Eixo Atl&acirc;ntico ou os gabinetes de iniciativas transfronteir&ccedil;as deveriam ter uma maior preocupa&ccedil;&atilde;o pelo conhecimento lingu&iacute;stico dos cidad&atilde;os da euro-regi&atilde;o.</p>      <p>-Sindicatos e associa&ccedil;&otilde;es empresariais. Estas organiza&ccedil;&otilde;es t&ecirc;m um contato direto com a realidade laboral e econ&oacute;mica, pelo que para procurar novas oportunidades a compet&ecirc;ncia lingu&iacute;stica &eacute; importante. </p>      <p>-Associa&ccedil;&otilde;es populares. Estas entidades poderiam ter um papel muito importante na realiza&ccedil;&atilde;o de cursos de l&iacute;ngua portuguesa nos seus &acirc;mbitos de atua&ccedil;&atilde;o. De facto, a rela&ccedil;&atilde;o entre associa&ccedil;&otilde;es galegas e portuguesas &eacute; muito frequente, o mesmo se passa com as representa&ccedil;&otilde;es sindicais e empresariais, mas h&aacute; a impress&atilde;o de que essas rela&ccedil;&otilde;es, pela parte galega, s&atilde;o estabelecidas maioritariamente em espanhol e assim secundadas pelas cong&eacute;neres portuguesas.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Na Galiza, ao contr&aacute;rio do verificado na Extremadura, apenas o setor do associativismo est&aacute; a desenvolver projetos de ensino e aprendizagem de l&iacute;ngua portuguesa. De facto, est&atilde;o a desenvolver e implementar projetos que tentam paliar as graves defici&ecirc;ncias e inibi&ccedil;&otilde;es das diferentes administra&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas.</p>      <p>De todas elas, &eacute; a Associa&ccedil;om Galega da L&iacute;ngua (AGAL) a que maior trabalho, iniciativas e sucesso est&aacute; a ter no desenho e programa&ccedil;&atilde;o de cursos de portugu&ecirc;s de todo o tipo, independentemente ou em parceria com outras organiza&ccedil;&otilde;es. Este trabalho colaborativo entre entidades conhecedoras de realidades complementares deveria ser incrementado, em atividades presenciais ou em formato virtual</p>      <p><b>3.5.1. Ensino e-learning</b></p>      <p>A respeito do formato dos cursos, est&atilde;o-se a consolidar duas possibilidades de ministr&aacute;-los, presenciais ou e-learning, dois sistemas compat&iacute;veis e que podem ser frequentados por p&uacute;blicos similares ou de perfis muito diferentes, embora nos &uacute;ltimos tempos as barreiras entre usu&aacute;rios e-learning e presenciais sejam cada vez mais et&eacute;reas.</p>      <p>Assim, foi criado <i>Portugu&ecirc;s para n&oacute;s</i><a href="#14" name="top14"><sup>[14]</sup></a> um curso de portugu&ecirc;s on-line adaptado &agrave;s necessidades espec&iacute;ficas dos galegos, livre e gratuito. Elaborado pelo grupo Galabra –Grupo de Estudos nos Sistemas Culturais Galego, Luso, Brasileiro e Africanos de L&iacute;ngua Portuguesa– da Universidade de Santiago de Compostela, empresa Imaxin Software e no que tamb&eacute;m colaborou o professor da UM, &Aacute;lvaro Iriarte Sanrom&aacute;n.</p>      <p>Ap&oacute;s este curso, tamb&eacute;m desde a plataforma da AGAL e o Grupo Galabra elaborou-se o curso <i>Portugu&ecirc;s no prato</i><a href="#15" name="top15"><sup>[15]</sup></a>, que segue, a grandes tra&ccedil;os o sistema de trabalho descrito com anteced&ecirc;ncia, mas orientado ao setor dos empregados e funcion&aacute;rios da hotelaria e restaura&ccedil;&atilde;o. Nesse curso participaram 330 alunos em 2011, o que faz ideia da import&acirc;ncia dos cursos e-learning.</p>      <p>Tamb&eacute;m a AGAL, em colabora&ccedil;&atilde;o com o sindicato Confederaci&oacute;n Intersindical Galega (CIG), organiza cursos de portugu&ecirc;s de n&iacute;vel b&aacute;sico para docentes on-line com a participa&ccedil;&atilde;o de 320 e 98 pessoas, nas duas primeiras edi&ccedil;&otilde;es de 2011. </p>      <p>As novas dimens&otilde;es dos cursos e-learning garantem in&uacute;meras possibilidades aos utentes mas fazem mais complexas as investiga&ccedil;&otilde;es acad&eacute;micas. &Eacute; muito dif&iacute;cil ou mesmo imposs&iacute;vel conhecer todos os cursos que possam existir em linha ou que n&iacute;vel de presen&ccedil;a galega h&aacute; neles. Se calhar os mais interessantes sejam os feitos atrav&eacute;s da plataforma de ensino &agrave; dist&acirc;ncia do Instituto Cam&otilde;es que oferecem at&eacute; tr&ecirc;s cursos de l&iacute;ngua portuguesa por semestre e em cujos dados n&atilde;o se assinala a origem dos alunos mas a sua nacionalidade institucional, quer dizer, um galego &eacute; indexado como espanhol, com independ&ecirc;ncia do grupo lingu&iacute;stico a que pertencer.</p>      <p><b>3.5.2. Cursos presenciais</b></p>      <p>Nas sociedades contempor&acirc;neas a administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica tra&ccedil;a as linhas priorit&aacute;rias em pol&iacute;tica lingu&iacute;stica, estabelece os objetivos a atingir e desenha as medidas para que o conjunto da sociedade chegue a esses objetivos. Se a l&iacute;ngua portuguesa fosse uma prioridade para a Administra&ccedil;&atilde;o galega faria o preciso para que a sua presen&ccedil;a estivesse assegurada no ensino formal e n&atilde;o-formal.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Na Galiza este empenhamento pol&iacute;tico nunca teve a intensidade necess&aacute;ria para que tivesse uma presen&ccedil;a continuada. De facto, as &uacute;nicas tentativas foram elaboradas a partir do Projeto Mobilitas, atrav&eacute;s do programa europeu Interreg III, com cursos de l&iacute;ngua portuguesa em diferentes cidades e vilas da Galiza para um p&uacute;blico geral.</p>      <p>Com a inibi&ccedil;&atilde;o das diferentes administra&ccedil;&otilde;es –c&acirc;maras municipais, deputa&ccedil;&otilde;es e governo auton&oacute;mico–, &eacute; o associativismo, especialmente a AGAL, a que organiza grande n&uacute;mero de cursos, focados de prefer&ecirc;ncia ao p&uacute;blico juvenil. Os cursos OPS (O Portugu&ecirc;s Simpl&ecirc;s), &eacute; um curso de apresenta&ccedil;&atilde;o da l&iacute;ngua portuguesa para estudantes galegos do secund&aacute;rio. Durante o ano 2011 foram realizados 73 cursos OPS com a participa&ccedil;&atilde;o de 2122 estudantes. </p>      <p>J&aacute; no ano 2012 a oferta tamb&eacute;m foi alargada &agrave;s escolas do b&aacute;sico com os cursos Cacimbo, oficinas para que os meninos e meninas tenham o primeiro contato direto com a l&iacute;ngua portuguesa e dos que j&aacute; se realizaram 37 ateli&ecirc;s.</p>      <p>Em geral, estes cursos s&atilde;o focados para que os estudantes tenham uma experi&ecirc;ncia em portugu&ecirc;s no &acirc;mbito das suas escolas, pois para muitos pode ser o &uacute;nico contato com esta l&iacute;ngua ao longo de toda a sua vida escolar e, por outro lado, a contrata&ccedil;&atilde;o das oficinas parte normalmente dos professores de galego, que apreciam nestes ateli&ecirc;s o refor&ccedil;o lingu&iacute;stico positivo e, sobretudo, sociolingu&iacute;stico ao seu trabalho com a l&iacute;ngua galega.</p>      <p>A AGAL tamb&eacute;m organiza cursos de portugu&ecirc;s na cidade do Porto em colabora&ccedil;&atilde;o com a Universidade do Porto sob a denomina&ccedil;&atilde;o <i>aPorto</i><a href="#16" name="top16"><sup>[16]</sup></a> e que, embora sejam cursos presenciais em Portugal, s&atilde;o ideados para galegos. O curso &eacute; uma estadia m&iacute;nima de uma semana com especial aten&ccedil;&atilde;o &agrave; express&atilde;o oral. Durante o ver&atilde;o de 2011 foram 99 os inscritos nestes cursos. </p>      <p><b>4. Conclus&otilde;es</b></p>      <p>Ao longo deste artigo foi analisada a situa&ccedil;&atilde;o atual da l&iacute;ngua portuguesa no sistema educativo galego, do &acirc;mbito universit&aacute;rio ao sistema obrigat&oacute;rio de ensino, forma&ccedil;&atilde;o para adultos e n&atilde;o-formal. </p>      <p>A hist&oacute;ria da presen&ccedil;a da l&iacute;ngua portuguesa no ensino galego teve in&iacute;cio no &acirc;mbito universit&aacute;rio, ligado aos temas filol&oacute;gicos galego-portugueses, e sofreu uma expans&atilde;o a outros n&iacute;veis, EOI, ensino secund&aacute;rio, b&aacute;sico, e nos &uacute;ltimos tempos ao ensino n&atilde;o-formal, sobretudo de identidades ligadas a organiza&ccedil;&otilde;es sociais, e ao ensino e-learning. </p>      <p>Tamb&eacute;m &eacute; decrescente a presen&ccedil;a da l&iacute;ngua portuguesa segundo a franja et&aacute;ria e s&oacute;cio-cultural, regra geral, quanto maior n&iacute;vel de forma&ccedil;&atilde;o e maior idade, maiores conhecimentos em portugu&ecirc;s. </p>      <p>Nas tr&ecirc;s universidades galegas h&aacute; uma prefer&ecirc;ncia de temas lingu&iacute;sticos e liter&aacute;rios nos cursos de l&iacute;nguas modernas. O mesmo se passa nos cursos de tradu&ccedil;&atilde;o e interpreta&ccedil;&atilde;o. Por outro lado, os CLM das tr&ecirc;s universidades oferecem um forma&ccedil;&atilde;o em portugu&ecirc;s com uma perspetiva comunicativa.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No caso galego, &eacute; na forma&ccedil;&atilde;o para adultos que h&aacute; maior n&uacute;mero de estudantes de portugu&ecirc;s na Galiza. Nas EOI os estudantes podem atingir o n&iacute;vel B2 de portugu&ecirc;s ao longo de 6 cursos, sempre desde uma &oacute;tica comunicativa da l&iacute;ngua.</p>      <p>O ensino obrigat&oacute;rio, quer p&uacute;blico quer concertado ou privado, representa o calcanhar de Aquiles da implanta&ccedil;&atilde;o da l&iacute;ngua portuguesa no sistema de ensino galego. No ensino secund&aacute;rio, a cadeira de l&iacute;ngua portuguesa est&aacute; normalmente ligada ao professorado e &agrave; cadeira de l&iacute;ngua galega, embora haja turmas independentes. Por outro lado, h&aacute; aspetos, que sem terem a denomina&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica de mat&eacute;ria de l&iacute;ngua portuguesa, tamb&eacute;m est&atilde;o presentes nos conte&uacute;dos lingu&iacute;sticos e liter&aacute;rios transversais &agrave; cadeira de l&iacute;ngua e literatura galega.</p>      <p>No ensino b&aacute;sico h&aacute; poucas turmas e sem possibilidade de continuidade no secund&aacute;rio. Isto representa um grav&iacute;ssimo problema, porque mesmo as turmas ligadas a zonas de presen&ccedil;a emigrat&oacute;ria portuguesa e inclu&iacute;das no Programa de L&iacute;ngua e Cultura Portuguesa, n&atilde;o podem continuar e acrescentar os seus estudos nos centros do secund&aacute;rio que lhes s&atilde;o atribu&iacute;dos.</p>      <p>Nos &uacute;ltimos tempos tem ganhado muito peso o denominado ensino n&atilde;o-formal, especialmente o ensino &agrave; dist&acirc;ncia ou e-learning. Pela pr&oacute;pria natureza destes cursos &eacute; dif&iacute;cil saber a import&acirc;ncia do impacte desta oferta educativa na sociedade galega por parte de institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas ou privadas lus&oacute;fonas, especialmente o Instituto Cam&otilde;es e os seus cursos &agrave; dist&acirc;ncia.</p>      <p>Na Galiza &eacute; preciso sublinhar a import&acirc;ncia dos cursos on-line desenhados e organizados por organiza&ccedil;&otilde;es sociais, especialmente a AGAL. Em qualquer dos casos &eacute; uma linha de trabalho que se perspetiva com muito futuro, pelo que os cursos deveriam ir ao encontro das necessidades dos utentes, ainda que o processo se veja dificultado sem o apoio das administra&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas.</p>      <p>Em geral, a presen&ccedil;a do portugu&ecirc;s na Galiza continua a ser muito fraca em qualquer tipo de ensino, levada a cabo em muitos casos de maneira voluntarista e intuitiva, perante a inibi&ccedil;&atilde;o e falta de apoio das institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas. </p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Refer&ecirc;ncias:</b></p>      <!-- ref --><p>Barrasa, Daniel (2009), “El portugu&eacute;s ser&aacute; el segundo idioma extranjero en los colegios extreme&ntilde;os”, <i>El Peri&oacute;dico de Extremadura</i>, dispon&iacute;vel em <a href="http://www.elperiodicoextremadura.com/noticias/extremadura/el-portugues-sera-segundo-idioma-extranjero-en-los-colegios-extremenos_434378.html" target="_blank">http://www.elperiodicoextremadura.com/noticias/extremadura/el-portugues-sera-segundo-idioma-extranjero-en-los-colegios-extremenos_434378.html</a> consultado em 24/03/2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000251&pid=S0807-8967201300010001100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Capuz Figueiredo, Javier (2012), “La ense&ntilde;anza no reglada de la lengua portuguesa en Extremadura” p&aacute;gs. 111-121, em <i>Tejuelo</i>, n&ordm; 14, Consejer&iacute;a de Educaci&oacute;n, Ciencia y Tecnolog&iacute;a de la Junta de Extremadura.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000253&pid=S0807-8967201300010001100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Chancelete de Machete, Rui e Ant&oacute;nio Lu&iacute;s Vicente (2010), <i>L&iacute;ngua e cultura na pol&iacute;tica externa portuguesa. O caso dos Estados Unidos da Am&eacute;rica</i>, Lisboa, Funda&ccedil;&atilde;o Luso-Americana para o Desenvolvimento.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000255&pid=S0807-8967201300010001100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>COMISS&Atilde;O EUROPEIA (2012), <i>First European Survey on Language Competences</i>, dispon&iacute;vel em <a href="http://ec.europa.ec/languages/eslc/docs/en" target="_blank">http://ec.europa.ec/languages/eslc/docs/en</a> consultado em 28/06/2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000257&pid=S0807-8967201300010001100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>CONSEJER&Iacute;A DE EDUCACI&Oacute;N DE LA EMBAJADA DE ESPA&Ntilde;A EN PORTUGAL (2012), <i>La ense&ntilde;anza de la lengua espa&ntilde;ola en Portugal. Curso 2011 / 12. Escuelas P&uacute;blicas de Ense&ntilde;anza B&aacute;sica y Ense&ntilde;anza Secundaria</i>, dispon&iacute;vel em <a href="http://www.educacion.gob.es/portugal/dms/consejerias-exteriores/portugal/publicaciones/informe-el-espa-ol-en-portugal-2011-2012/informe%20el%20espa%C3%B1ol%20en%20portugal%202011%202012.pdf" target="_blank">http://www.educacion.gob.es/portugal/dms/consejerias-exteriores/portugal/publicaciones/informe-el-espa-ol-en-portugal-2011-2012/informe%20el%20espa%C3%B1ol%20en%20portugal%202011%202012.pdf</a> consultado em 16/07/2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000259&pid=S0807-8967201300010001100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>CONSEJER&Iacute;A DE EDUCACI&Oacute;N DE LA JUNTA DE EXTREMADURA (2008), <i>Plan Linguaex 2009-2015</i>, dispon&iacute;vel em <a href="http://recursos.educarex.es/pdf/linguaex/informacion_linguaex.pdf" target="_blank">http://recursos.educarex.es/pdf/linguaex/informacion_linguaex.pdf</a> consultado em 23/03/2013.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000261&pid=S0807-8967201300010001100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Fagim Rodrigues, Valentim e Jos&eacute; Ramom PICHEL CAMPOS (2012), <i>O galego &eacute; uma oportunidade / El gallego es una oportunidad</i>, Corunha, Agal.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000263&pid=S0807-8967201300010001100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>GABINETE DE ESTAT&Iacute;STICA E PLANEAMENTO DA EDUCA&Ccedil;&Atilde;O (2010), <i>A internacionaliza&ccedil;&atilde;o da l&iacute;ngua portuguesa. Para uma pol&iacute;tica articulada de promo&ccedil;&atilde;o e difus&atilde;o</i>, Lisboa, Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o, dispon&iacute;vel em <a href="http://www.gepe.min-edu.pt/np4/?newsId=364&amp;fileName=Internacionalizacao__LP.pdf" target="_blank">http://www.gepe.min-edu.pt/np4/?newsId=364&amp;fileName=Internacionalizacao__LP.pdf</a> consultado em 26/03/2013.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000265&pid=S0807-8967201300010001100008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>GALICIA HOXE (2009), “Feij&oacute;o comprom&eacute;tese estudar introduci&oacute;n do portugu&eacute;s no ensino”, dispon&iacute;vel em <a href="http://www.galiciahoxe.com/ultima-hora/gh/feijoo-comprometese-estudar-introducion-do-portugues-no-ensino-demanda-lle-expuxo-embaixador-luso-espana/idNoticia-433210/" target="_blank">http://www.galiciahoxe.com/ultima-hora/gh/feijoo-comprometese-estudar-introducion-do-portugues-no-ensino-demanda-lle-expuxo-embaixador-luso-espana/idNoticia-433210/</a> consultado em 02/06/2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000267&pid=S0807-8967201300010001100009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Iriarte Sanrom&aacute;n, &Aacute;lvaro (2010), “Uma l&iacute;ngua n&atilde;o se faz s&oacute; substituindo palavras”, confer&ecirc;ncia apresentada nas <i>III Jornadas de L&iacute;ngua</i>; 4 de Fevereiro de 2010, Ourense, Universidade de Vigo – Campus de Ourense, dipon&iacute;vel em <a href="http://tv.uvigo.es/video/23573" target="_blank">http://tv.uvigo.es/video/23573</a> consultado em 26/03/2013.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000269&pid=S0807-8967201300010001100010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>JORNAL DAS LETRAS (2005), “Aprender Portugu&ecirc;s em terras de Espanha”, Suplemento do JL n&uacute;mero 85, 13-26 de abril de 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000271&pid=S0807-8967201300010001100011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Rodr&iacute;guez, Jos&eacute; Luis (2008), “A Galiza, umha lusofonia de fronteira”, em <i>Actas do VIII Congresso Internacional da Associa&ccedil;&atilde;o Internacional de Lusitanistas</i>, Santiago de Compostela, Universidade de Santiago de Compostela.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Notas:</b></p>      <p><a href="#top1" name="1"><sup>[1]</sup></a> Esta publica&ccedil;&atilde;o baseia-se na disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado apresentada e defendida no Instituto de Letras e Ci&ecirc;ncias Humanas da Universidade do Minho no dia 14 de dezembro de 2012, sob o t&iacute;tulo de <i>O ensino da l&iacute;ngua portuguesa na Galiza</i>, orientada pelo Professor Doutor da UM &Aacute;lvaro Iriarte Sanrom&aacute;n.</p>      <p><a href="#top2" name="2"><sup>[2]</sup></a> No Estado espanhol, equivalente auton&oacute;mico ao Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o portugu&ecirc;s.</p>      <p><a href="#top3" name="3"><sup>[3]</sup></a> O segundo ciclo do ensino b&aacute;sico portugu&ecirc;s corresponde a 5&ordm; e 6&ordm; da Primaria em Espanha. O terceiro ciclo do ensino b&aacute;sico em Portugal corresponde-se com o 1&ordm;, 2&ordm; e 3&ordm; de ESO. O ensino secund&aacute;rio portugu&ecirc;s equivale a 4&ordm; de ESO e o Bachalerato.</p>      <p><a href="#top4" name="4"><sup>[4]</sup></a> <a href="http://www.youtube.com/watch?v=NQ2fUZT0vOo" target="_blank">http://www.youtube.com/watch?v=NQ2fUZT0vOo</a> </p>      <p><a href="#top5" name="5"><sup>[5]</sup></a> <a href="http://www.galiciahoxe.com/ultima-hora/gh/feijoo-comprometese-estudar-introducion-do-portugues-no-ensino-demanda-lle-expuxo-embaixador-luso-espana/idNoticia-433210/" target="_blank">http://www.galiciahoxe.com/ultima-hora/gh/feijoo-comprometese-estudar-introducion-do-portugues-no-ensino-demanda-lle-expuxo-embaixador-luso-espana/idNoticia-433210/</a> </p>      <p><a href="#top6" name="6"><sup>[6]</sup></a> <a href="http://www.parlamentodegalicia.es/buscaVideos/asx.aspx?wmv=0000007334-002-30kb.wmv&amp;timecode=01:17:17&amp;duration=00:25:47" target="_blank">http://www.parlamentodegalicia.es/buscaVideos/asx.aspx?wmv=0000007334-002-30kb.wmv&amp;timecode=01:17:17&amp;duration=00:25:47</a></p>      <p><a href="#top7" name="7"><sup>[7]</sup></a> <a href="http://arquivo.bng-galiza.org/opencms/opencms/BNG/parlamentogalego/contidos/novas/novas/nova_2750.html" target="_blank">http://arquivo.bng-galiza.org/opencms/opencms/BNG/parlamentogalego/contidos/novas/novas/nova_2750.html</a></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#top8" name="8"><sup>[8]</sup></a> <a href="http://www.youtube.com/watch?v=MqQVCQehCqs" target="_blank">http://www.youtube.com/watch?v=MqQVCQehCqs</a></p>      <p><a href="#top9" name="9"><sup>[9]</sup></a> Curso, no sistema universit&aacute;rio portugu&ecirc;s.</p>      <p><a href="#top10" name="10"><sup>[10]</sup></a> <a href="http://www.pglingua.org/" target="_blank">http://www.pglingua.org/</a> </p>      <p><a href="#top11" name="11"><sup>[11]</sup></a> Neste v&iacute;deo estudantes de EOI explicam os motivos para estudarem portugu&ecirc;s: <a href="http://www.youtube.com/watch?v=A2jnWHZjHRs" target="_blank">http://www.youtube.com/watch?v=A2jnWHZjHRs</a></p>      <p><a href="#top12" name="12"><sup>[12]</sup></a> <a href="http://www.dpgaliza.org/" target="_blank">http://www.dpgaliza.org/</a> </p>      <p><a href="#top13" name="13"><sup>[13]</sup></a> <a href="http://www.pglingua.org/noticias/informante/5454-ilp-paz-andrade-atingiu-17000-assinaturas-e-esta-tarde-serao-entregues-no-parlamento-da-galiza" target="_blank">http://www.pglingua.org/noticias/informante/5454-ilp-paz-andrade-atingiu-17000-assinaturas-e-esta-tarde-serao-entregues-no-parlamento-da-galiza</a> </p>      <p><a href="#top14" name="14"><sup>[14]</sup></a> <a href="http://www.portuguesparanos.org/" target="_blank">http://www.portuguesparanos.org</a></p>      <p><a href="#top15" name="15"><sup>[15]</sup></a> <a href="http://portuguesnoprato.com/" target="_blank">http://portuguesnoprato.com/</a></p>      <p><a href="#top16" name="16"><sup>[16]</sup></a> <a href="http://www.aporto.org" target="_blank">http://www.aporto.org</a></p>       ]]></body><back>
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