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<publisher-name><![CDATA[Centro de Estudos Humanísticos da Universidade do Minho]]></publisher-name>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Enunciados do tipo injuntivo em géneros de texto publicitários sobre o vinho]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade Nova de Lisboa Centro de Linguística ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[In this paper, we will analyse the occurrence of injunctive utterances in a corpus of genres such as advertising texts, labels and back labels in wine bottles and also advertisements about wine. The purpose of this research is to investigate the relations established between commercial brands and consumers, as well as the type of information conveyed and the linguistically constructed representations of these subjects. Within the framework of Text Theory and combining linguistic analysis levels with the social dimension, this research also calls upon Socio-Discursive Interactionism, which defends an ontogenetic perspective of language, consistent with a discursive and textual approach to Linguistics. Data analysis shows that the social domains or the activities involved, namely those of advertising, production and commercialization of wine, support the images of the ideal wine consumer, on what concerns wine tasting, appropriate social behaviour and good properties of the wine.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Teoria do Texto]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Enunciados do tipo injuntivo em g&eacute;neros de texto publicit&aacute;rios sobre o vinho</b></p>      <p><b>Injuntive utterances on advertising textual genres about wine</b></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Carla Teixeira*</b></p>      <p>*Centro de Lingu&iacute;stica da Universidade Nova de Lisboa, Portugal.</p>      <p><a href="mailto:carla.teixeira@fcsh.unl.pt">carla.teixeira@fcsh.unl.pt</a></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>RESUMO</b></p>      <p>A partir de um corpus de g&eacute;neros de texto publicit&aacute;rios, r&oacute;tulos e contrarr&oacute;tulos de garrafa de vinho e  an&uacute;ncios sobre o vinho, neste trabalho, ser&atilde;o analisados os enunciados injuntivos em ocorr&ecirc;ncia para averiguar as  rela&ccedil;&otilde;es  que se estabelecem entre marcas comerciais e consumidores, o tipo de informa&ccedil;&atilde;o veiculada e as representa&ccedil;&otilde;es  linguisticamente constru&iacute;das destes sujeitos.</p>     <p>Situando-se no &acirc;mbito da Teoria do Texto e combinando patamares de an&aacute;lise lingu&iacute;stica com a dimens&atilde;o social, esta  investiga&ccedil;&atilde;o convoca ainda o Interacionismo Sociodiscursivo que defende uma perspetiva ontogen&eacute;tica da linguagem,  consent&acirc;nea com uma abordagem discursivo-textual da Lingu&iacute;stica. A an&aacute;lise dos dados indica que os dom&iacute;nios sociais ou as atividades envolvidas, publicit&aacute;ria e de produ&ccedil;&atilde;o e  de comercializa&ccedil;&atilde;o do vinho, preconizam imagens do consumidor ideal de vinho no que diz respeito &agrave; prova de vinho, a um  comportamento socialmente adequado e sobre as boas propriedades do vinho.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Palavras chave</b>: Teoria do Texto, Interacionismo Sociodiscursivo, g&eacute;neros de texto publicit&aacute;rios, injun&ccedil;&atilde;o,  compet&ecirc;ncia.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>ABSTRACT</b></p>      <p>In this paper, we will analyse the occurrence of injunctive utterances in a corpus of genres such as advertising texts, labels and back labels in wine bottles and also advertisements about wine. The purpose of this research is to investigate the relations established between commercial brands and consumers, as well as the type of information conveyed and the linguistically constructed representations of these subjects. Within the framework of Text Theory and combining linguistic analysis levels with the social dimension, this research also calls upon Socio-Discursive Interactionism, which defends an ontogenetic perspective of language, consistent with a discursive and textual approach to Linguistics.</p>     <p>Data analysis shows that the social domains or the activities involved, namely those of advertising, production and commercialization of wine, support the images of the ideal wine consumer, on what concerns wine tasting, appropriate social behaviour and good properties of the wine.</p>      <p><b>Keywords</b>: Text Theory, Socio-Discursive Interactionism, advertisement text genres, injunction, competence.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>1. Introdu&ccedil;&atilde;o <sup><a href="#1" name="top1">[1]</a></sup></b></p>      <p>O presente trabalho<sup><a href="#2" name="top2">[2]</a></sup> &eacute; realizado no &acirc;mbito da Teoria do Texto, campo lingu&iacute;stico que convoca outros saberes para uma compreens&atilde;o mais conseguida das no&ccedil;&otilde;es de g&eacute;nero de texto e de texto. Considerados ontol&oacute;gica e praxiologicamente codependentes, o g&eacute;nero de texto &eacute; entendido como uma configura&ccedil;&atilde;o comunicativa cuja manifesta&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica &eacute; o texto, um objeto complexo constru&iacute;do em v&aacute;rios patamares lingu&iacute;sticos e encaixado num contexto social.</p>      <p>Nesse sentido, a orienta&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica assumida coincide com a do Interacionismo Sociodiscursivo (doravante, ISD; Bronckart, 2003, 2008), um quadro epistemol&oacute;gico que dimensiona a produ&ccedil;&atilde;o de textos perante os modelos e no exerc&iacute;cio das atividades sociais.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Embora se aponte o g&eacute;nero de texto e o texto como objetos de estudo privilegiados, neste estudo, o objeto de investiga&ccedil;&atilde;o evidenciado focaliza os enunciados injuntivos que ocorrem num <i>corpus</i> de g&eacute;neros publicit&aacute;rios, nomeadamente, r&oacute;tulos e contrarr&oacute;tulos de garrafa de vinho e an&uacute;ncios sobre o vinho.</p>      <p>Sendo carater&iacute;stico dos g&eacute;neros publicit&aacute;rios a presen&ccedil;a de enunciados do tipo injuntivo e a formula&ccedil;&atilde;o de atos ilocut&oacute;rios diretivos, refletirei sobre a presen&ccedil;a destes enunciados no <i>corpus</i> j&aacute; identificado, respondendo &agrave;s seguintes quest&otilde;es:</p>      <p>como &eacute; que as marcas comerciais que representam os produtos se relacionam com os consumidores?</p>      <p>que tipo de informa&ccedil;&atilde;o relevante as marcas comerciais expressam para convencer o consumidor a adquirir o produto?</p>      <p>que representa&ccedil;&otilde;es lingu&iacute;sticas do interlocutor configuram estes enunciados inseridos nos g&eacute;neros de texto em que ocorrem?</p>      <p>Neste contexto, relacionarei a no&ccedil;&atilde;o de injun&ccedil;&atilde;o com as no&ccedil;&otilde;es de compet&ecirc;ncia textual e de cortesia verbal e farei uso do dispositivo interacionista conhecido como tipos de discurso para efeitos de an&aacute;lise, destacando o valor modal presente nos enunciados do <i>corpus</i>.</p>      <p><b>2. Enquadramento te&oacute;rico</b></p>      <p>Esta investiga&ccedil;&atilde;o inscreve-se na perspetiva da Teoria do Texto como disciplina lingu&iacute;stica que descreve e carateriza os g&eacute;neros de textos, observando-os como objetos localizados dos pontos de vista social, hist&oacute;rico e geogr&aacute;fico, e considerando-os testemunhos das viv&ecirc;ncias dos sujeitos em sociedade.</p>      <p>Entende-se, assim, a Teoria do Texto como uma ci&ecirc;ncia da &aacute;rea da Lingu&iacute;stica de "abertura interdisciplinar" (Coutinho, 2003: 28) que coopera com outros campos confluentes para uma melhor descri&ccedil;&atilde;o de aspetos relevantes no texto, dos quais se destacam, tendo em vista o presente trabalho, os aspetos enunciativos e os aspetos pragm&aacute;ticos. Evidencia-se, tamb&eacute;m, um entendimento da Teoria do Texto de "um ponto de vista globalizante" (Coutinho, 2003: 29) que, ao inv&eacute;s de outras op&ccedil;&otilde;es mais delimitadas ou focadas da Lingu&iacute;stica, postula uma abordagem metodol&oacute;gica e uma abordagem lingu&iacute;stica em v&aacute;rios patamares de an&aacute;lise:</p>      <blockquote>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Elle [a Lingu&iacute;stica] affronte alors des probl&egrave;mes d&#8217;une autre &eacute;chelle, en vraie grandeur pourrait-on dire. Elle n&#8217;abandonne pas pour autant son domaine de pr&eacute;dilection, la phrase, mais au contraire se pr&eacute;pare &agrave; y faire retour d&#8217;une fa&ccedil;on nouvelle, dans la mesure o&ugrave; le global d&eacute;termine le local. Si l&#8217;on ne peut r&eacute;duire un texte o&ugrave; elle figure des d&eacute;terminations inoubliables, jusque sur sa syntaxe, voire sa phon&eacute;tique. (Rastier, 1996: 11)</p></blockquote>      <p>Tomando um objeto de estudo dual, o <i>g&eacute;nero textual</i> e o <i>texto</i>, em que a &uacute;nica via de acesso do g&eacute;nero &eacute; realizada por interm&eacute;dio do <i>texto</i>, este &uacute;ltimo &eacute; motivo de observa&ccedil;&atilde;o devido aos elementos que o comp&otilde;em e que se revelam significativos para a compreens&atilde;o de uma mensagem global.</p>      <p>Procurando uma descri&ccedil;&atilde;o mais minuciosa do objeto de estudo <i>g&eacute;nero de texto</i> entre os v&aacute;rios n&iacute;veis de an&aacute;lise, neste trabalho, combinarei, a Teoria do Texto com outras &aacute;reas lingu&iacute;sticas, nomeadamente, conhecimentos de base pragm&aacute;tica e de an&aacute;lise microlingu&iacute;stica. Convocarei, ainda, o Interacionismo Sociodiscursivo, que passarei a caraterizar sumariamente, devido &agrave; forma como reflete sobre a rela&ccedil;&atilde;o entre linguagem e sujeitos no espa&ccedil;o social ou, por outras palavras, sobre a dimens&atilde;o logoc&ecirc;ntrica da linguagem.</p>      <p>Para Jean-Paul Bronckart (2003: 42), "a tese central do interacionismo s&oacute;cio-discursivo &eacute; que a a&ccedil;&atilde;o constitui o resultado da apropria&ccedil;&atilde;o, pelo organismo humano, das propriedades da atividade social mediada pela linguagem." Neste sentido, a linguagem &eacute; considerada um recurso ontogen&eacute;tico do ser humano na integra&ccedil;&atilde;o em sociedade, em detrimento de outras perspetivas bio-cognitivistas que atribuem &agrave; linguagem um modesto papel filogen&eacute;tico (Bronckart, 2008: 6).</p>      <p>Ao cooperar no desenvolvimento de uma ci&ecirc;ncia do humano por meio de colabora&ccedil;&otilde;es entre v&aacute;rias esferas cient&iacute;ficas, das quais se privilegia a Sociologia, a Psicologia e a Lingu&iacute;stica, o ISD atribui aos g&eacute;neros de texto e aos textos um papel de destaque como objetos de estudo preferenciais das intera&ccedil;&otilde;es entre os sujeitos em sociedade.</p>      <p>Esta perspetiva dial&oacute;gica da linguagem no ISD &eacute; assente no pensamento de Valentin Voloshinov que, de acordo com Bronckart, foi o primeiro a afirmar nos seus escritos a import&acirc;ncia do <i>contexto de comunica&ccedil;&atilde;o</i>:</p>      <p>les textes ne pouvaient &ecirc;tre interpr&eacute;t&eacute;s qu&#8217;en tenant compte des divers param&egrave;tres du <i>contexte de communication</i>, mais il a soulign&eacute; surtout que ce contexte ne pouvait &ecirc;tre consid&eacute;r&eacute; comme une force qui exercerait un effet m&eacute;canique sur la teneur des &eacute;nonc&eacute;s; pour lui, <i>contexte et &eacute;nonc&eacute; sont dans un rapport de co-construction</i> (Bronckart, 2010, 157).</p>      <p>Com base no programa metodol&oacute;gico apoiado no dialogismo de Voloshinov, preconiza-se, ent&atilde;o, a utiliza&ccedil;&atilde;o de uma abordagem de l&oacute;gica descendente nos textos em que a an&aacute;lise destes objetos &eacute; contextualizada, isto &eacute;, integrada nas atividades sociais e nos g&eacute;neros mobilizados nas intera&ccedil;&otilde;es. Deste modo, a observa&ccedil;&atilde;o lingu&iacute;stica &eacute; orientada em fun&ccedil;&atilde;o da atividade (ou dom&iacute;nio social), um patamar de an&aacute;lise extralingu&iacute;stico<sup><a href="#3" name="top3">[3]</a></sup>. Num momento posterior, a an&aacute;lise progride para os n&iacute;veis designadamente lingu&iacute;sticos, o g&eacute;nero de texto e o texto. Nesse &acirc;mbito, assumindo um ponto de vista enunciativo de an&aacute;lise dos discursos e coincidente com a posi&ccedil;&atilde;o de Voloshinov (Bronckart, 2010: 157), o ISD apresenta os tipos de discurso:</p>      <blockquote>    <p>como formas ling&uuml;&iacute;sticas que s&atilde;o identific&aacute;veis nos textos e que traduzem a cria&ccedil;&atilde;o de mundos discursivos espec&iacute;ficos, sendo esses tipos articulados entre si por mecanismos de textualiza&ccedil;&atilde;o e por mecanismos enunciativos que conferem ao todo textual sua coer&ecirc;ncia seq&uuml;&ecirc;ncial e configuracional. (Bronckart, 2003: 149)</p></blockquote>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os tipos de discurso s&atilde;o, assim, semiotiza&ccedil;&otilde;es decorrentes de uma l&iacute;ngua natural com propriedades  morfossint&aacute;ticas e sem&acirc;nticas est&aacute;veis e regulares; estes resultam, ainda, de quatro mundos discursivos ou arqu&eacute;tipos  psicol&oacute;gicos sem semantiza&ccedil;&atilde;o particular aos quais correspondem os mencionados tipos de discurso como <i>construtos</i>  identificados a partir das entradas da temporalidade e da atorialidade<sup><a href="#4" name="top4">[4]</a></sup>. O <a href="#q1">quadro 1</a>  exp&otilde;e de modo sint&eacute;tico os quatro tipos de discurso, a saber, discurso interativo, discurso te&oacute;rico, pertencentes &agrave;  ordem do expor, e relato interativo e narra&ccedil;&atilde;o, integrados na ordem do narrar, podendo tamb&eacute;m dizer-se que correspondem a  modos de enuncia&ccedil;&atilde;o, como j&aacute; mencionado.</p>      <p>&nbsp;</p>  <a name="q1">     <p align="center">Quadro 1. Os tipos de discurso</p>      <p align="center">(traduzido de Bronckart, 2008: 71 apud Coutinho, 2010: 197)</p>      <p align="center"><table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0" >  <tbody> <tr> <td colspan="2" rowspan="3" valign="top" > </td> <td colspan="2" valign="top" >    <p><b>Organiza&ccedil;&atilde;o temporal</b></p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" >    <p>Conjun&ccedil;&atilde;o</p></td> <td valign="top" >    <p>Disjun&ccedil;&atilde;o</p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" >    <p>EXPOR</p></td> <td valign="top" >    <p>CONTAR</p></td> </tr>  <tr> <td rowspan="2" valign="top" >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Organiza&ccedil;&atilde;o atorial</b></p></td> <td valign="top" >    <p>Implica&ccedil;&atilde;o</p></td> <td valign="top" >    <p>Discurso interativo</p></td> <td valign="top" >    <p>Relato interativo</p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" >    <p>Autonomia</p></td> <td valign="top" >    <p>Discurso te&oacute;rico</p></td> <td valign="top" >    <p>Narra&ccedil;&atilde;o</p></td> </tr>  </tbody> </table></p>      <p>&nbsp;</p>      <p>Embora os tipos de discurso sejam configura&ccedil;&otilde;es semi&oacute;ticas de estatuto interm&eacute;dio que se relacionam tanto com o g&eacute;nero como com o texto, a verdade &eacute; que os g&eacute;neros tendem a mostrar uma certa regularidade nos tipos de discurso selecionados, bem como de alguns subconjuntos de carater&iacute;sticas lingu&iacute;sticas.</p>      <p>Com uma inten&ccedil;&atilde;o meramente exemplificativa, &eacute; modificado o quadro anterior, na tentativa de ilustrar a ocorr&ecirc;ncia (ou ocorr&ecirc;ncia predominante) de um tipo de discurso num determinado g&eacute;nero de texto, a par de eventuais carater&iacute;sticas microlingu&iacute;sticas.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>  <a name="q2">     <p align="center">Quadro 2. Exempli?ca&ccedil;&atilde;o da rela&ccedil;&atilde;o entre g&eacute;neros de texto e tipos de discurso</p>      <p align="center"><table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0" >  <tbody> <tr> <td colspan="2" rowspan="3" valign="top" > </td> <td colspan="2" valign="top" >    <p>Organiza&ccedil;&atilde;o temporal</p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" >    <p>Conjun&ccedil;&atilde;o</p></td> <td valign="top" >    <p>Disjun&ccedil;&atilde;o</p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" >    <p>EXPOR</p></td> <td valign="top" >    <p>CONTAR</p></td> </tr>  <tr> <td rowspan="2" valign="top" >     <p><b>Organiza&ccedil;&atilde;o atorial</b></p></td> <td valign="top" >     <p>Implica&ccedil;&atilde;o</p></td> <td valign="top" >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Exemplo de discurso interativo</b>: entrevista (pr. pessoais referentes</p>      <p>aos sujeitos em intera&ccedil;&atilde;o, de&iacute;ticos,</p>      <p>formas verbais no presente do indicativo).</p></td> <td valign="top" >    <p><b>Exemplo de relato interativo</b>: interven&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica oral (refer&ecirc;ncias ao produtor textual, express&otilde;es temporais disjuntas relativamente ao momento da enuncia&ccedil;&atilde;o, formas verbais no pret&eacute;rito imperfeito do indicativo).</p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" >     <p>Autonomia</p></td> <td valign="top" >    <p><b>Exemplo de discurso te&oacute;rico</b>: entrada de dicion&aacute;rio (apagamento enunciativo do sujeito, formas verbais no presente do indicativo com valor gen&eacute;rico).</p></td> <td valign="top" >    <p><b>Exemplo de narra&ccedil;&atilde;o</b>: romance</p>      <p>(personagens identificadas atrav&eacute;s de nomes pr&oacute;prios, implicitamente, por uma voz, express&otilde;es temporais disjuntas relativamente</p>      <p>ao momento da produ&ccedil;&atilde;o textual, formas verbais no pret&eacute;rito imperfeito/ perfeito do indicativo).</p></td> </tr>  </tbody> </table></p>      <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Destaca-se, ent&atilde;o, no contexto interacionista, o uso de <i>discurso</i> como afeto aos tipos de discurso, por contraposi&ccedil;&atilde;o a outras utiliza&ccedil;&otilde;es correntes nos estudos do texto e do discurso que se referem a pr&aacute;ticas lingu&iacute;sticas ou a regularidades descontextualizadas.</p>      <p>Tendo sublinhado que a Teoria do Texto &eacute; uma disciplina lingu&iacute;stica que incorpora v&aacute;rios patamares de an&aacute;lise lingu&iacute;stica e que estabelece parcerias com outras &aacute;reas, evidenciei uma liga&ccedil;&atilde;o com o ISD no estudo do g&eacute;nero textual e do texto, focando a rela&ccedil;&atilde;o que se estabelece entre a dimens&atilde;o social e a materializa&ccedil;&atilde;o do g&eacute;nero textual. De seguida, convocarei mais algumas no&ccedil;&otilde;es te&oacute;ricas relevantes para a consecu&ccedil;&atilde;o deste trabalho.</p>      <p><b>3. Considera&ccedil;&otilde;es te&oacute;ricas sobre a compet&ecirc;ncia textual, a cortesia verbal e a injun&ccedil;&atilde;o</b></p>      <p>Sendo o contexto situacional fundamental para a compreens&atilde;o dos textos, &eacute; de observar as condutas sociais entre os sujeitos, ou, neste caso, a maneira como as marcas representantes dos produtos se relacionam com os consumidores. Dado que estas pr&aacute;ticas sociais se encontram legitimadas com implica&ccedil;&otilde;es discursivas e textuais, considera-se relevante recuperar a no&ccedil;&atilde;o de <i>compet&ecirc;ncia</i>.</p>      <p>Num primeiro momento, a no&ccedil;&atilde;o <i>compet&ecirc;ncia</i> pode associar-se &agrave; Lingu&iacute;stica Generativista, nomeadamente, o termo <i>compet&ecirc;ncia lingu&iacute;stica</i>, como uma aptid&atilde;o inata ou biologicamente determinada da esp&eacute;cie humana.</p>      <p>De facto, tal como V&iacute;tor Aguiar e Silva (1977: 106-132) demonstrou, houve um primeiro momento de transposi&ccedil;&atilde;o da no&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncia para o campo da Literatura, tendo sido tentada a formula&ccedil;&atilde;o do conceito de <i>compet&ecirc;ncia liter&aacute;ria</i>. Duas das tentativas realizadas foram feitas por Manfred Bierwisch e por Teun van Dijk que, individualmente, tentaram adaptar o modelo de Chomsky &agrave; Literatura, postulando a exist&ecirc;ncia de uma capacidade humana espec&iacute;fica (<i>human ability</i>) que possibilitasse a produ&ccedil;&atilde;o e o reconhecimento de estruturas po&eacute;ticas a partir de uma <i>internalized literary text grammar</i>. &Agrave; semelhan&ccedil;a da compet&ecirc;ncia lingu&iacute;stica, a compet&ecirc;ncia liter&aacute;ria, podendo ser expandida, seria dependente de uma gram&aacute;tica liter&aacute;ria &agrave; qual corresponderia uma realidade mental.</p>      <p>Na opini&atilde;o de Aguiar e Silva, estes projetos tinham limita&ccedil;&otilde;es de formula&ccedil;&atilde;o, pois as propriedades dos textos liter&aacute;rios necessitam de algum tipo de aprendizagem formal, ao contr&aacute;rio do que &eacute; defendido pela hip&oacute;tese inatista. Na opini&atilde;o do autor, a compet&ecirc;ncia liter&aacute;ria &eacute; uma esp&eacute;cie de compet&ecirc;ncia secund&aacute;ria derivada ou uma subcompet&ecirc;ncia para linguagens espec&iacute;ficas (tais como os textos liter&aacute;rios) da compet&ecirc;ncia prim&aacute;ria (lingu&iacute;stica). Ou seja, ainda que dependente do conhecimento do falante sobre a l&iacute;ngua, a compet&ecirc;ncia liter&aacute;ria seria de natureza sociocultural.</p>      <p>Do mesmo modo, os estudos realizados sobre o texto e na &aacute;rea da Did&aacute;tica referem-se &agrave; compet&ecirc;ncia textual como uma t&eacute;cnica ou uma capacidade pr&aacute;tica com um potencial de desenvolvimento pelo sujeito. Como afirma Coutinho (2003: 126), "um desempenho textual eficaz" deve-se &agrave; articula&ccedil;&atilde;o das quest&otilde;es discursivas, de g&eacute;nero e de texto, pelo que &eacute; de considerar os dom&iacute;nios tanto da escrita como da leitura. A compet&ecirc;ncia textual &eacute;, ent&atilde;o, uma profici&ecirc;ncia do sujeito em produzir e reconhecer os modelos e interpretar os respetivos textos.</p>      <p>Em conson&acirc;ncia com Coutinho e salientando a complexidade dos elementos em causa para uma defini&ccedil;&atilde;o de cortesia, Rodrigues (2003: 15-16) considera que esta &eacute; uma compet&ecirc;ncia discursivo-textual que conjuga "conhecimentos e saberes de natureza psicossocial e sociocultural diversos, por um lado e da natureza lingu&iacute;stica, paralingu&iacute;stica e metalingu&iacute;stica, por outro." Al&eacute;m de identificar os campos lingu&iacute;sticos textual e discursivo como aqueles que estudam este tipo de manifesta&ccedil;&otilde;es, esta compet&ecirc;ncia designa, igualmente, "os fen&oacute;menos verbais de cortesia e as suas regras, como, pela sua aus&ecirc;ncia ou nega&ccedil;&atilde;o, os de <i>descortesia.</i>" (Rodrigues, 2003: 15-18) Dependendo de elementos como o locutor, o interlocutor, o espa&ccedil;o e o tempo da situa&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica de produ&ccedil;&atilde;o e o contexto social, a cortesia inclui m&uacute;ltiplos elementos na sua configura&ccedil;&atilde;o, sendo, por isso, ainda segundo o mesmo autor, de natureza escalar.</p>      <p>&Eacute; observando uma diversidade de formas e de constru&ccedil;&otilde;es que a injun&ccedil;&atilde;o se pode expressar como uma ordem, um pedido, um conselho, uma exorta&ccedil;&atilde;o ou uma simples instru&ccedil;&atilde;o, em fun&ccedil;&atilde;o de uma grada&ccedil;&atilde;o injuntiva mais ou menos forte, de acordo com Duarte (2006: 155-156). Em termos gerais, a injun&ccedil;&atilde;o encerra um ato ilocut&oacute;rio diretivo cujo fim &eacute; conduzir &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o (ou n&atilde;o) de uma a&ccedil;&atilde;o verbal ou n&atilde;o verbal, cumprindo uma expetativa existente entre quem se manifesta em prol de uma a&ccedil;&atilde;o e quem a executa<sup><a href="#5" name="top5">[5]</a></sup>.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Na variante europeia do Portugu&ecirc;s, os atos diretivos s&atilde;o expressos por estruturas expl&iacute;citas e impl&iacute;citas, sendo o imperativo o modo can&oacute;nico para cumprir esta inten&ccedil;&atilde;o, &agrave; semelhan&ccedil;a de outras l&iacute;nguas rom&acirc;nicas como, por exemplo, o Italiano (Lazard, 2006). Na verdade, o imperativo, escolha preferencial para a realiza&ccedil;&atilde;o dos enunciados diretivos s&oacute; disp&otilde;e das formas da segunda pessoa do singular e do plural, pelo que o modo conjuntivo &eacute; utilizado para suprir as formas verbais das outras pessoas (Duarte, 2006: 159-160).</p>      <p><b>4. Apresenta&ccedil;&atilde;o do <i>corpus</i></b></p>      <p>Considerando que os g&eacute;neros textuais em quest&atilde;o, r&oacute;tulo e contrarr&oacute;tulo de garrafa de vinho e an&uacute;ncio publicit&aacute;rio, s&atilde;o produzidos nas esferas de duas atividades sociais, a atividade publicit&aacute;ria e a atividade de produ&ccedil;&atilde;o e comercializa&ccedil;&atilde;o do vinho, &eacute; poss&iacute;vel verificar que estes dom&iacute;nios sociais contribuem de modo distinto na produ&ccedil;&atilde;o do texto, isto &eacute;: a atividade publicit&aacute;ria det&eacute;m o protagonismo de execu&ccedil;&atilde;o na organiza&ccedil;&atilde;o do conte&uacute;do e a atividade do vinho &eacute; a fonte de conhecimento sobre o vinho para a exposi&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o relevante. Neste sentido, pela interven&ccedil;&atilde;o da atividade publicit&aacute;ria ao n&iacute;vel do texto e pelo reconhecimento social que &eacute; feito pelos consumidores, opto por designar, metonimicamente, os g&eacute;neros observados de g&eacute;neros publicit&aacute;rios.</p>      <p>Efetivamente, os g&eacute;neros referidos apresentam tra&ccedil;os textuais comuns a outros textos publicit&aacute;rios, dos quais se destacam a promo&ccedil;&atilde;o de um produto e a situa&ccedil;&atilde;o de intera&ccedil;&atilde;o encenada a partir da ficcionaliza&ccedil;&atilde;o de um enunciador que se dirige a um coenunciador. De um ponto de vista praxiol&oacute;gico, estes textos publicit&aacute;rios apresentam formas injuntivas que configuram um macroato<sup><a href="#6" name="top6">[6]</a></sup> indireto ilocut&oacute;rio diretivo, que n&atilde;o se encontra formalmente explicitado, e com o qual se pretende obter um efeito perlocut&oacute;rio de compra do vinho, como se verificar&aacute; no pr&oacute;ximo ponto.</p>      <p>Contudo, sendo estes g&eacute;neros fortemente estruturados no equil&iacute;brio entre uma componente visual (sem oportunidade de ser explorada neste trabalho por motivos de espa&ccedil;o) e uma componente verbal caraterizada pela economia de palavras, importa observar como esta &uacute;ltima dimens&atilde;o formaliza a orienta&ccedil;&atilde;o do consumidor ao ato da compra e qual &eacute; o conte&uacute;do informativo associado. Considerar-se-&atilde;o, ent&atilde;o, os enunciados injuntivos sem distin&ccedil;&atilde;o do tipo de instru&ccedil;&atilde;o, mas descrevendo-os em termos dos tipos de discurso segundo o ISD e caraterizando-os do ponto de vista da temporalidade e da atorialidade.</p>      <p>Desta forma, o <i>corpus</i> de g&eacute;neros textuais mobilizado para este trabalho foi coligido atendendo &agrave; publicidade associada &agrave; &aacute;rea do vinho, estando dividido em r&oacute;tulos e contrarr&oacute;tulos de garrafas de vinho e an&uacute;ncios sobre o vinho, como j&aacute; mencionado.</p>      <p>A sele&ccedil;&atilde;o dos exemplares de texto foi feita em fun&ccedil;&atilde;o da ocorr&ecirc;ncia de formas verbais com valor injuntivo consideradas potencialmente indutoras de uma compra do vinho e da reuni&atilde;o de exemplares representativos de diferentes marcas do vinho. Pretende-se, ent&atilde;o, conseguir uma melhor descri&ccedil;&atilde;o da presen&ccedil;a do <i>vinho</i>, e, consequentemente, das formas lingu&iacute;sticas usadas neste contexto, bem como das representa&ccedil;&otilde;es emergentes nos textos do <i>corpus</i> relativamente &agrave; compra e ao consumo do referido produto, usadas, conjuntamente, pelas atividades publicit&aacute;ria e de produ&ccedil;&atilde;o e de comercializa&ccedil;&atilde;o do vinho. Assumindo o estatuto de representante do g&eacute;nero, os textos observados e, consequentemente, as respetivas ocorr&ecirc;ncias das formas verbais injuntivas, ser&atilde;o objeto de uma an&aacute;lise de natureza qualitativa, no sentido de exemplificar as configura&ccedil;&otilde;es lingu&iacute;sticas associadas &agrave; materializa&ccedil;&atilde;o dos g&eacute;neros de texto em estudo.</p>      <p>No caso do g&eacute;nero de texto r&oacute;tulo e contrarr&oacute;tulo de garrafa de vinho, foram considerados doze exemplares, pertencentes &agrave;s seguintes marcas: Castelo d&#8217;Alba<sup><a href="#7" name="top7">[7]</a></sup> [R1], Evid&ecirc;ncia [R2], Lello [R3], Hobby [R4], Irreverente [R5], JP Azeit&atilde;o [R6], Moscatel de Set&uacute;bal [R7], Palmela [R8], Pancas [R9], Quinta de Alcube [R10], Herdade Pa&ccedil;o do Conde [R11] e Il&oacute;gico [R12]. Estas duas &uacute;ltimas marcas tinham r&oacute;tulos sem enunciados injuntivos, e os textos das restantes marcas revelaram a presen&ccedil;a de vinte e um enunciados injuntivos.</p>      <p>Os an&uacute;ncios sobre o vinho considerados foram seis exemplares de Monte Velho [A1, A2, A3, A4, A5, A6], da Herdade do Espor&atilde;o, e dois exemplares de Mateus Original [A7, A8], da Sogrape Vinhos. Este g&eacute;nero de texto, an&uacute;ncio sobre o vinho, apresentou nove enunciados injuntivos em oito textos<sup><a href="#8" name="top8">[8]</a></sup>.</p>      <p>Com o estatuto de exemplares dos g&eacute;neros de texto anunciados, de seguida, apresenta-se as imagens de dois desses textos, ilustrando ocorr&ecirc;ncias situadas dos enunciados injuntivos, ainda que se realce que este trabalho se centra nos valores que orientam &agrave; compra e que s&atilde;o constru&iacute;dos socialmente:</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="f1"> <img src="/img/revistas/dia/v28n1/28n1a07f1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>      <p>&nbsp;</p> <a name="f2"> <img src="/img/revistas/dia/v28n1/28n1a07f2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>      <p><b> 5. An&aacute;lise dos dados</b></p>      <p>Como se pode verificar pela leitura do <a href="#q3">quadro 3</a>, no <i>corpus</i> estudado constatou-se a ocorr&ecirc;ncia de formas verbais na voz ativa, o presente do conjuntivo, o infinitivo, e o presente do indicativo, e na voz passiva, tamb&eacute;m o presente do indicativo, sendo que neste &uacute;ltimo caso s&oacute; se comprovaram ocorr&ecirc;ncias nos textos pertencentes ao g&eacute;nero r&oacute;tulo e contrarr&oacute;tulo.</p>      <p>&nbsp;</p> <a name="q3">     <p align="center">Quadro 3. Presen&ccedil;a de formas verbais injuntivas no <i>corpus</i> de g&eacute;neros publicit&aacute;rios</p>      <p align="center"><table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0" >  <tbody> <tr> <td valign="top" > </td> <td valign="top" >    <p align="center"><b>R&oacute;tulos</b></p></td> <td valign="top" >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><b>An&uacute;ncios</b></p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" >    <p align="center">imperativo</p></td> <td valign="top" >    <p align="center">n&atilde;o</p></td> <td valign="top" >    <p align="center">n&atilde;o</p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" >    <p align="center">presente do conjuntivo</p></td> <td valign="top" >    <p align="center">sim</p></td> <td valign="top" >    <p align="center">sim</p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" >    <p align="center">infinitivo</p></td> <td valign="top" >    <p align="center">sim</p></td> <td valign="top" >    <p align="center">sim</p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center">presente do indicativo</p></td> <td valign="top" >    <p align="center">sim</p></td> <td valign="top" >    <p align="center">sim</p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" >    <p align="center">passiva</p></td> <td valign="top" >    <p align="center">sim</p></td> <td valign="top" >    <p align="center">n&atilde;o</p></td> </tr>  </tbody> </table></p>      <p>&nbsp;</p>      <p>Na sequ&ecirc;ncia do que j&aacute; foi afirmado sobre a constru&ccedil;&atilde;o da injun&ccedil;&atilde;o por meio do imperativo, este est&aacute; ausente de qualquer ocorr&ecirc;ncia nos enunciados do <i>corpus</i>, o que evidencia um valor injuntivo sem recurso &agrave; formula&ccedil;&atilde;o frontal do ato ilocut&oacute;rio diretivo. Esta &eacute; uma especificidade da publicidade enquanto atividade que faz uso de estrat&eacute;gias persuasivas espec&iacute;ficas para convencer o consumidor (Adam &amp; Bonhomme, 2007: 25), como se ver&aacute; adiante. Dever&aacute;, igualmente, ser entendida como uma estrat&eacute;gia comunicativa da ordem da cortesia e inerente a estes g&eacute;neros textuais. A este prop&oacute;sito, relembram-se as palavras de Carreira sobre a cortesia lingu&iacute;stica: "Il faut tenir compte &eacute;galement des proc&eacute;d&eacute;s vari&eacute;s de modalisation et d&#8217;indirection, ainsi que des strat&eacute;gies mises &agrave; l&#8217;&#339;uvre, telles que la fa&ccedil;on d&#8217;encourager son interlocuteur, de lui exprimer son accord ou son d&eacute;saccord, etc." (Carreira, 2001: 57)</p>      <p>De facto, tal como &eacute; poss&iacute;vel averiguar nos <a href="#q3">quadros 3</a> e <a href="#q4">4</a>, al&eacute;m da aus&ecirc;ncia do imperativo, &eacute; poss&iacute;vel constatar a omiss&atilde;o de outro tipo de estrat&eacute;gias expl&iacute;citas da diretividade, que pudessem, por exemplo, contribuir para uma melhor defini&ccedil; do interlocutor, cuja indica&ccedil;&atilde;o da pessoa &eacute; unicamente transmitida pela termina&ccedil;&atilde;o da forma verbal. Este fen&oacute;meno de situa&ccedil;&atilde;o encenada e de indefi&ccedil;&atilde;o de interlocutores atrav&eacute;s do uso exclusivo da 3&ordf; pessoa (aus&ecirc;ncia de nome, pronome ou sujeito verbal) &eacute; chamado de "grau zero" de defer&ecirc;ncia:</p>      <blockquote>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Je me limiterai &agrave; attirer sur une forme d&#8217;adresse de vouvoiement tr&egrave;s particuli&egrave;re: il s&#8217;agit de la 3&egrave;me personne verbale (avec absence du nom, pronom, sujet verbal). Cette forme d&eacute;locutive peut devenir allocutive, lorsque le locuteur vouvoie quelqu&#8217;un en &eacute;vitant de nuancer la d&eacute;signation de son allocutaire. Il s&#8217;agit d&#8217;une sorte de "degr&eacute; z&eacute;ro" de d&eacute;f&eacute;rence. (Carreira, 2001: 55)</p></blockquote>      <p>&nbsp;</p>  <a name="q4">     <p align="center">Quadro 4. Enunciados com formas verbais injuntivas no <i>corpus</i> de g&eacute;neros publicit&aacute;rios</p>      <p align="center"><table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0" >  <tbody> <tr> <td valign="top" > </td> <td valign="top" >    <p><b>R&oacute;tulos e contrarr&oacute;tulos de garrafa de vinho</b></p></td> <td valign="top" >    <p><b>An&uacute;ncios publicit&aacute;rios sobre o vinho</b></p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" >     <p align="center"><b>presente do conjuntivo</b></p></td> <td valign="top" >    <p>"beba como aperitivo"/ "lembre-se de&#8230;" [R3],</p>      <p>"Fa&ccedil;a os seus telefonemas (&#8230;) desligue o telem&oacute;vel (&#8230;) desfrute calmamente (...) a 12&ordm;C. N&atilde;o acompanhe com carnes elaboradas..."</p>      <p>[R4], "Consuma com modera&ccedil;&atilde;o" [R6], "Sirva ligeiramente fresco. (12-14&ordm;C)" [R7]</p></td> <td valign="top" >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>"Seja respons&aacute;vel" "Beba com modera&ccedil;&atilde;o"</p>      <p>[A1, A2, A3, A4, A5, A6, A7, A8]</p>      <p>"&#8230; experimente a leveza" [A8]</p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" >     <p align="center"><b>infinitivo</b></p></td> <td valign="top" >    <p>"N&atilde;o gelar" [R1], "Se optar por estagi&aacute;-lo (&#8230;) deitar a garrafa e conserv&aacute;-la" [R3], "a acompanhar</p>      <p>pratos de...", " (...) a acompanhar pratos de ca&ccedil;a." [R5], "Servir: &agrave; temperatura de 14-16&ordm;C" [R6],</p>      <p>"Consumir j&aacute; ou guardar em local fresco, garrafa deitada por um per&iacute;odo m&aacute;ximo de 7 anos" [R10]</p></td> <td valign="top" >    <p>"Como iniciar um romance (...) [A1]/ na hist&oacute;ria de um almo&ccedil;o entre amigos (...) [A2]/ um presente de Natal (...) [A3]/ um grande discurso &agrave; mesa (...) [A4]/ impressionar o sogro (...) [A5]/ saudar o sol (...) [A6] em apenas duas palavras"</p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" >    <p align="center"><b>presente do indicativo</b></p></td> <td valign="top" >    <p>"Acompanha pratos&#8230;" [R10], "Este Douro est&aacute; pronto a consumir" [R3]</p></td> <td valign="top" >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>"Mateus Ros&eacute; &eacute; a companhia perfeita" [A7],</p>      <p>"Se quer um ros&eacute; diferente" [A8]</p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" >     <p align="center"><b>passiva</b></p></td> <td valign="top" >    <p>"Deve ser bebido &agrave; temperatura de 16&ordm;C [R2] ", "n&atilde;o &eacute; permitida a venda menores de 18 anos de idade." [R6], "Deve ser servido &agrave; temperatura a uma temperatura de 16&ordm;C" [R8]",</p>      <p>"Deve servir-se &agrave; temperatura de 18&ordm;C." [R5], [R8] ,</p>      <p>"Deve ser consumido entre 16&ordm; e 18&ordm; graus de temperatura." [R10]</p></td> <td valign="top" >     <p>&#8212;</p></td> </tr>  </tbody> </table></p>      <p>&nbsp;</p>      <p>Assim, os dados expostos no <a href="#q4">quadro 4</a> permitem deduzir que existem dois tipos de enunciados no <i>corpus</i>: um primeiro conjunto de dados refere-se a enunciados injuntivos no presente do conjuntivo ("beba como aperitivo" [R3]; "Seja respons&aacute;vel", "Beba com modera&ccedil;&atilde;o" [A1, A2, A3, A4, A5, A6, A7, A8]) e no infinitivo ("Se optar por estagi&aacute;-lo (&#8230;) deitar a garrafa e conserv&aacute;-la" [R3]; "Como iniciar um romance em apenas duas palavras" [A1]). Neste conjunto, &eacute; tematizado o melhor modo de consumir o vinho, ou seja, s&atilde;o explicitadas pr&aacute;ticas adequadas ao consumo do vinho que variam entre o consumo moderado aos procedimentos certos a aplicar para uma correta preserva&ccedil;&atilde;o/consumo imediato ou degusta&ccedil;&atilde;o do <i>vinho</i> (temperatura e harmoniza&ccedil;&atilde;o gastron&oacute;mica). Deste modo, destaca-se, igualmente, a presen&ccedil;a de um valor modal de&ocirc;ntico constru&iacute;do a partir do desempenho do sujeito que bebe ou beber&aacute; o vinho, pelo que, no presente do conjuntivo &eacute; o sujeito impl&iacute;cito das formas verbais "beba" ou "seja". &Eacute; de sublinhar que alguns destes segmentos aparecem conjugados com ora&ccedil;&otilde;es nominais ([a sublinhado] "&Agrave; temperatura certa (16&ordm; C-18&ordm; C), beba como aperitivo..." [R3]) ou precedidos por ora&ccedil;&otilde;es nominais ("Dicas para o beber" [R4]) que, tal como os segmentos j&aacute; observados, apresentam o mesmo valor injuntivo subjacente ao ato ilocut&oacute;rio diretivo e a constru&ccedil;&atilde;o de um valor modal de&ocirc;ntico id&ecirc;ntico, preconizando-se uma a&ccedil;&atilde;o por parte do consumidor a fim de obter a melhor experi&ecirc;ncia do vinho.</p>      <p>Em conson&acirc;ncia com a no&ccedil;&atilde;o defendida de macroato ilocut&oacute;rio diretivo, a formula&ccedil;&atilde;o de orienta&ccedil;&otilde;es ao consumidor &eacute; entendida como constitu&iacute;da por um segmento ou por um conjunto de segmentos, no plano textual.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em termos de tipos de discurso no entendimento do ISD, estes exemplos correspondem a segmentos de discurso interativo, pressupondo um outro sujeito a ser convocado para o interior do espa&ccedil;o textual, o que implica a recria&ccedil;&atilde;o de uma cena interlocutiva simulada. As formas verbais em ocorr&ecirc;ncia pressup&otilde;em e constroem exatamente a presen&ccedil;a de um interlocutor n&atilde;o delimitado ou algu&eacute;m que esteja disposto a aderir &agrave; conduta recomendada. Desta forma, &eacute; promovida uma imagem do interlocutor dependente de uma instru&ccedil;&atilde;o para alcan&ccedil;ar representa&ccedil;&otilde;es de uma prova de vinho bem sucedida e de comportamentos socialmente aceites relativamente &agrave; ingest&atilde;o desta bebida alco&oacute;lica.</p>      <p>Os dados apresentam tamb&eacute;m um segundo conjunto de enunciados injuntivos conjugados no infinitivo ("N&atilde;o gelar" [R3]), no presente do indicativo ("Este Douro est&aacute; pronto a consumir" [R3]; "Mateus Ros&eacute; &eacute; a companhia perfeita" [A7]) e na passiva ("deve ser bebido" [R2] e "deve ser consumido" [R10]), associados ao tipo de discurso te&oacute;rico que configura um apagamento do sujeito e/ou uma ancoragem enunciativa no presente, embora possa ser formalizada no presente do indicativo com um valor atemporal.</p>      <p>As formas verbais que constam deste conjunto definem as propriedades do produto o <i>vinho</i> (que ocorre em posi&ccedil;&atilde;o sint&aacute;tica de sujeito realizado ou n&atilde;o realizado foneticamente nas formas do presente do indicativo, do infinitivo e da voz passiva), verificando-se uma instru&ccedil;&atilde;o &agrave; degusta&ccedil;&atilde;o pela valoriza&ccedil;&atilde;o das propriedades referenciais do vinho e dos comportamentos socialmente aceites. Deste modo, de um ponto de vista da constru&ccedil;&atilde;o de valores modais, nestes segmentos coexistem a modalidade de&ocirc;ntica (em "N&atilde;o gelar" [R1] e "deve ser bebido"/ "deve ser consumido" [R10]) e a modalidade epist&eacute;mica ("Este Douro est&aacute; pronto a consumir" [R3] e "Mateus Ros&eacute; &eacute; a companhia perfeita" [A7]), o que diferencia este conjunto do primeiro grupo que se foca na a&ccedil;&atilde;o do sujeito<sup><a href="#9" name="top9">[9]</a></sup>, como se pode comprovar no <a href="#q5">quadro 5</a> que apresenta a s&iacute;ntese dos dados.</p>      <p>&nbsp;</p>  <a name="q5">     <p align="center">Quadro 5. Quadro s&iacute;ntese da injun&ccedil;&atilde;o no <i>corpus</i> de g&eacute;neros publicit&aacute;rios: r&oacute;tulos e contrarr&oacute;tulos de garrafa de vinho e an&uacute;ncios publicit&aacute;rios sobre o vinho</p>      <p align="center"><table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0" >  <tbody> <tr> <td valign="top" >    <p align="center"><b>Tipos de discurso</b></p></td> <td valign="top" >    <p align="center"><b>Carater&iacute;sticas dos enunciados injuntivos</b></p></td> <td valign="top" >    <p align="center"><b>Representa&ccedil;&otilde;es textuais constru&iacute;das pelos enunciados injuntivos</b></p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" >     <p align="center"><b>Discurso interativo</b></p></td> <td valign="top" >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>tempo/modo: presente do conjuntivo, infinitivo (podem ser conjugados com ora&ccedil;&otilde;es nominais ou precedidos de ora&ccedil;&otilde;es nominais)</p>      <p>valor modal de&ocirc;ntico</p>      <p>simula&ccedil;&atilde;o de uma cena interlocutiva</p></td> <td valign="top" >    <p>&#8211; A instru&ccedil;&atilde;o &eacute; feita relativamente &agrave; prova de vinhos e aos comportamentos que um interlocutor constru&iacute;do no texto dever&aacute; ter.</p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" >     <p align="center"><b>Discurso te&oacute;rico</b></p></td> <td valign="top" >    <p>tempo/modo: infinitivo, presente do indicativo (voz ativa; voz ativa)</p>      <p>apagamento do sujeito enunciativo</p>      <p>outro valor do presente do indicativo: atemporal</p>      <p>valor modal de&ocirc;ntico e epist&eacute;mico</p>      <p>posi&ccedil;&atilde;o sint&aacute;tica de sujeito (foneticamente ou n&atilde;o realizado) ocupada pelo nominal <i>vinho</i></p></td> <td valign="top" >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&#8211; A instru&ccedil;&atilde;o &agrave; degusta&ccedil;&atilde;o assenta nas propriedades referenciais do vinho e do modo como deve ser consumidos</p></td> </tr>  </tbody> </table></p>      <p>&nbsp;</p>      <p>Retomando a quest&atilde;o dos tipos de discurso de acordo com o ISD, em termos gerais, os dois conjuntos de enunciados injuntivos configuram uma temporalidade localizada no momento presente, t&iacute;pica da ordem do expor. Contudo, estes enunciados podem apresentar diferentes valores injuntivos em fun&ccedil;&atilde;o da desloca&ccedil;&atilde;o da atorialidade: no caso dos enunciados do primeiro grupo, est&aacute;-se perante uma atorialidade implicada, j&aacute; que os predicados reproduzem um desempenho, no qual est&aacute; inclu&iacute;da uma vertente social e &eacute; desejado por parte do interlocutor; no segundo grupo, &eacute; patente uma atorialidade aut&oacute;noma, isto &eacute;, conseguida por meio do apagamento do sujeito enunciativo, na qual as predica&ccedil;&otilde;es marcam as boas propriedades do vinho.</p>      <p><b>6. Notas ?nais: a injun&ccedil;&atilde;o em g&eacute;neros publicit&aacute;rios sobre o vinho</b></p>      <p>Assumindo a perspetiva te&oacute;rica da Teoria do Texto e o quadro epistemol&oacute;gico do ISD, entende-se a linguagem como mediadora das rela&ccedil;&otilde;es entre os sujeitos. &Eacute; no centro desta media&ccedil;&atilde;o associada aos usos que se defende a exist&ecirc;ncia de regularidades lingu&iacute;sticas condicionadas pelos dom&iacute;nios sociais, a publicidade e a produ&ccedil;&atilde;o e a comercializa&ccedil;&atilde;o do vinho, e afetas a v&aacute;rios g&eacute;neros textuais, no caso, o r&oacute;tulo e o contrarr&oacute;tulo de garrafa de vinho e o an&uacute;ncio sobre o vinho.</p>      <p>Por isso, no contexto assumido do vinho como produto, foi inicialmente apresentada a inten&ccedil;&atilde;o de responder ao modo como as marcas presentes no <i>corpus</i> se relacionam com os consumidores e qual a informa&ccedil;&atilde;o considerada relevante para orientar o consumidor &agrave; compra.</p>      <p>No &acirc;mbito desta abordagem, as atividades e os g&eacute;neros de textos influenciam a concretiza&ccedil;&atilde;o do valor injuntivo que est&aacute; associado a uma ancoragem enunciativa localizada no presente, adapt&aacute;vel a qualquer texto no qual a marca possa recriar uma cena de intera&ccedil;&atilde;o para cativar o consumidor. Como cena simulada, contribuindo para a constru&ccedil;&atilde;o de um macroato ilocut&oacute;rio diretivo, os enunciados compostos por formas verbais injuntivas designam os interlocutores, sem particularizar ou oferecer tra&ccedil;os espec&iacute;ficos de carateriza&ccedil;&atilde;o dos sujeitos a quem se dirigem os textos. O produto vinho pode, ainda, aparecer pelas suas propriedades e pelo modo como deve ser degustado.</p>      <p>Especificamente, os enunciados injuntivos configuram o discurso interativo e o discurso te&oacute;rico, tipos de discurso pertencentes &agrave; ordem do expor, que, neste <i>corpus</i>, se distinguem pelo foco na a&ccedil;&atilde;o do sujeito consumidor ou nas propriedades do produto vinho, respetivamente.</p>      <p>Presentes no <i>corpus</i> de g&eacute;neros de textos analisados, as imagens dos sujeitos ou do produto comercial s&atilde;o, pois, proje&ccedil;&otilde;es do que as duas atividades, publicit&aacute;ria e produ&ccedil;&atilde;o/comercializa&ccedil;&atilde;o e de produ&ccedil;&atilde;o do vinho, evidenciam sobre o consumidor ideal de vinho no que diz respeito a uma degusta&ccedil;&atilde;o de vinho e/ou a um comportamento socialmente recomendado ou acerca do melhor modo de usufruir as boas propriedades do vinho.</p>      <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>      <!-- ref --><p>Adam, Jean-Michel &amp; Marc BONHOMME (2007). <i>L&#8217;argumentation publicitaire, Rh&eacute;torique de l&#8217;&eacute;loge et de la persuasion</i>, Paris, Armand Colin.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000194&pid=S0807-8967201400010000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Bronckart, Jean-Paul (2003). <i>Atividade de Lingagem, Textos e Discursos. Por um Interacionismo S&oacute;cio-discursivo</i>, S&atilde;o Paulo, Editora da PUC-SP, EDUC.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000196&pid=S0807-8967201400010000700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Bronckart, Jean-Paul (2008). "Genre de textes, types de discours et "degr&eacute;s" de langue". <i>Texto!</i>, vol. XIII, n&ordm; 1. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.revue-texto.net/index.php?id=86" target="_blank">http://www.revue-texto.net/index.php?id=86</a>. Consultado em: 20 jun. 2013.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000198&pid=S0807-8967201400010000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Bronckart, Jean-Paul (2010). "Les diferentes formes d&#8217;interaction et leur statut dans une science du langage: R&eacute;flexions et questions", <i>Calidosc&oacute;pio</i>, vol. 8, n&ordm; 2, pp. 154-164. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.unisinos.br/revistas/index.php/calidoscopio/article/view/474/71" target="_blank">http://www.unisinos.br/revistas/index.php/calidoscopio/article/view/474/71</a>. Consultado em: 24 maio 2013.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000200&pid=S0807-8967201400010000700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Carreira, Maria Helena Ara&uacute;jo (2001). <i>Sem&acirc;ntica e Discurso, Estudos de Lingu&iacute;stica Portuguesa e Comparativa (Portugu&ecirc;s/Franc&ecirc;s)</i>, Porto, Porto Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000202&pid=S0807-8967201400010000700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Coutinho, Maria Ant&oacute;nia (2003). <i>Texto(s) e Compet&ecirc;ncia Textual</i>, FCG/FCT.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000204&pid=S0807-8967201400010000700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>COUTINHO, Maria Ant&oacute;nia (2010). "Marcadores discursivos e tipos de discurso", in H.T. Valentim &amp; B. Moreira (orgs.), <i>Estudos Lingu&iacute;sticos/Linguistic Studies</i> n&ordm; 2, pp. 193-210.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000206&pid=S0807-8967201400010000700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>Duarte, Isabel Margarida (2006). "De la suggestion &agrave; l&acute;injonction en portugais: le point de vue du discours rapport&eacute;", M. H. Ara&uacute;jo Carreira (org.), <i>"Venez, venez!" De la suggestion &agrave; l&acute;injonction dans les langues romanes.</i> Travaux et documents 32, Paris, Universit&eacute; Paris 8 Vincennes-Saint Denis, pp. 155-175.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000208&pid=S0807-8967201400010000700008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Lazard, Sophie (2006). "Injonction et imp&eacute;ratif dans la langue italienne". In M. H. Ara&uacute;jo Carreira (org.), <i>"Venez, venez!" De la suggestion &agrave; l&acute;injonction dans les langues romanes</i>, Travaux et documents 32, Paris, Universit&eacute; Paris 8 Vincennes-Saint Denis, pp. 333-369.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000210&pid=S0807-8967201400010000700009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Leontiev, Alexis (2004). <i>O Desenvolvimento do Psiquismo</i>, S&atilde;o Paulo, Centauro Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000212&pid=S0807-8967201400010000700010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>Maingueneau, Dominique (1997). "Macroacto de linguagem". <i>Os Termos-Chave da An&aacute;lise do Discurso</i>, Viseu, Gradiva, p. 68.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000214&pid=S0807-8967201400010000700011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Miranda, Florencia (2010). <i>Textos e G&eacute;neros em Di&aacute;logo &#8212; uma abordagem lingu&iacute;stica da intertextualiza&ccedil;&atilde;o</i>, FCG/FCT.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000216&pid=S0807-8967201400010000700012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Rastier, Fran&ccedil;ois (1996). "Pour une s&eacute;mantique des textes", <i>Texto!</i>, pp. 9-35. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.revue-texto.net/index.php?id=565" target="_blank">http://www.revue-texto.net/index.php?id=565</a>. Consultado em: 26 jun. 2013.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000218&pid=S0807-8967201400010000700013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>Rodrigues, David Fernandes (2003). <i>Cortesia Lingu&iacute;stica, Uma Compet&ecirc;ncia DiscursivoTextual (Formas verbais corteses e descorteses em Portugu&ecirc;s),</i> Tese de doutoramento, Lisboa, Faculdade de Ci&ecirc;ncias Sociais e Humanas &#8212; Universidade Nova de Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000220&pid=S0807-8967201400010000700014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Silva, V&iacute;tor Aguiar e (1977). <i>Compet&ecirc;ncia Lingu&iacute;stica e Compet&ecirc;ncia Liter&aacute;ria. Sobre a Possibilidade de uma Po&eacute;tica Gerativa</i>, Viseu, Almedina.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000222&pid=S0807-8967201400010000700015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Notas</b></p>      <p><sup><a href="#top1" name="1" >[1]</a></sup>Este trabalho &eacute; financiado por Fundos Nacionais atrav&eacute;s da FCT-Funda&ccedil;&atilde;o para a Ci&ecirc;ncia e Tecnologia no &acirc;mbito do projeto PEst-OE/LIN/UI13213/2014.</p>      <p><sup><a href="#top2" name="2">[2]</a></sup>As cita&ccedil;&otilde;es de textos anteriores &agrave; ado&ccedil;&atilde;o do Acordo Ortogr&aacute;fico da L&iacute;ngua Portuguesa de 1990, em vigor desde 2009, s&atilde;o mantidas de acordo com o original.</p>      <p><sup><a href="#top3" name="3">[3]</a></sup>Sem espa&ccedil;o para ser convocado al&eacute;m da nota de rodap&eacute;, um outro autor que contribuiu para a forma&ccedil;&atilde;o dos princ&iacute;pios epistemol&oacute;gicos do ISD e para esta investiga&ccedil;&atilde;o foi Leontiev, na defesa do estudo do ser humano (atividade e psiquismo) em intera&ccedil;&atilde;o com a sociedade (Leontiev, 2004: 169) ou em definir a linguagem como "aquilo atrav&eacute;s do qual se generaliza e se transmite a experi&ecirc;ncia da pr&aacute;tica s&oacute;cio-hist&oacute;rica" (Leontiev, 2004: 184).</p>      <p><sup><a href="#top4" name="4">[4]</a></sup>Para um melhor entendimento e carateriza&ccedil;&atilde;o dos tipos de discurso, cf. Bronckart (2003: 137216) e Miranda (2010: 136-143).</p>      <p><sup><a href="#top5" name="5">[5]</a></sup>Num contexto de face a face, as formas injuntivas poder&atilde;o ainda ser refor&ccedil;adas com f&oacute;rmulas de polidez ou de civilidade, por exemplo, <i>por favor</i> ou <i>tenha a bondade</i>.</p>      <p><sup><a href="#top6" name="6">[6]</a></sup>Adam e Bohomme falam de um ato ilocut&oacute;rio impl&iacute;cito diretivo na maioria dos g&eacute;neros publicit&aacute;rios (2007: 25); cf. tamb&eacute;m Maingueneau (1997: 68).</p>      <p><sup><a href="#top7" name="7">[7]</a></sup>Para facilitar a identifi da origem dos exemplos, os g&eacute;neros de texto s&atilde;o referenciados  por um "R" que designa o g&eacute;nero r&oacute;tulo e contrarr&oacute;tulo de garrafa de vinho e um "A" que indica o an&uacute;ncio sobre o vinho,  seguidos de numera&ccedil;&atilde;o. As garrafas foram lan&ccedil;adas no mercado entre 2004 e 2010 e os an&uacute;ncios publicados entre 2006 e  2011. Uma listagem mais completa destas informa&ccedil;&otilde;es encontra-se no fi al do trabalho apresentada como <a href="#a1">anexo 1</a> e  <a href="#a2">anexo 2</a>, referindo-se, respetivamente, aos an&uacute;ncios publicit&aacute;rios sobre o vinho e aos r&oacute;tulos e contrarr&oacute;tulos de garrafa de vinho.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><sup><a href="#top8" name="8">[8]</a></sup>A maior parte da imprensa especializada portuguesa nomeia os vinhos sem recurso a letra cursiva ou aspas, procedimento que adoto.</p>      <p><sup><a href="#top9" name="9">[9]</a></sup>&Eacute; de sublinhar que os tipos de discurso, como semiotiza&ccedil;&otilde;es, permitem uma aprecia&ccedil;&atilde;o diferenciada dos dados, por compara&ccedil;&atilde;o com uma abordagem que se detenha nos enunciados, de um ponto de vista composicional: A1, A2, A4, A5 e A6, sendo slogans, pertencem ao primeiro grupo, e A7 e A8, slogans tamb&eacute;m, localizam-se no segundo grupo, destacando-se este dispositivo em fun&ccedil;&atilde;o da enuncia&ccedil;&atilde;o e n&atilde;o de outro crit&eacute;rio.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Anexos</b></p>      <p>&nbsp;</p> <a name="a1"> <img src="/img/revistas/dia/v28n1/28n1a07a1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>      <p>&nbsp;</p> <a name="a2"> <img src="/img/revistas/dia/v28n1/28n1a07a2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>       ]]></body><back>
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