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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A regulação graduada do léxico no ensino do Espanhol língua estrangeira]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This paper presents the usage of a methodological tool useful to lexical planning of Spanish as a Foreign Language: the diagram of graded regulation. Through this teaching tool, we want to help the teacher of Spanish as a foreign language to temporally grade vocabulary, from lexical-semantic fields. In this framework, based on two working groups of learners, one at 7th and another at 10th grade, both of A1 level, we worked with several units of the lexical-semantic field the human body, using the test of linguistic performance. We demonstrate model didactic actions of time grading. Student responses, analyzed in light of the diagram, show us, on the one hand, how to make the lexical grading of updated units and; on the other hand, they allow us to reach several conclusions, which we present, referring to the difficulties experienced by Portuguese mother tongue learners studying Spanish as a foreign language. We also show how the linguistic affinities between languages should be framed in the teaching-learning process.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>A regula&ccedil;&atilde;o graduada do l&eacute;xico no ensino do Espanhol l&iacute;ngua estrangeira<sup><a href="#1" name="top1">[1]</a></sup></b></p>      <p><b>Graded regulation of lexicon in teaching Spanish as a foreign language</b></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Ricardo Gaspar*; Paulo Os&oacute;rio**</b></p>      <p>*Universidade da Beira Interior, Portugal, <a href="mailto:ricardogaspar79@yahoo.es">ricardogaspar79@yahoo.es</a></p>      <p>**Universidade da Beira Interior, Portugal, <a href="mailto:pjtrso@ubi.pt">pjtrso@ubi.pt</a></p>      <p>&nbsp;</p>      <p> <b>RESUMO</b> </p>      <p>Este artigo apresenta a operacionaliza&ccedil;&atilde;o de um instrumento metodol&oacute;gico &uacute;til &agrave; planifica&ccedil;&atilde;o lexical  do Espanhol,  como L&iacute;ngua Estrangeira: o diagrama de regula&ccedil;&atilde;o graduada. Atrav&eacute;s deste utens&iacute;lio did&aacute;tico, queremos  auxiliar  o professor de E/LE a graduar temporalmente o vocabul&aacute;rio, partindo de campos sem&acirc;ntico-lexicais. Neste &acirc;mbito, tendo como base  de  trabalho dois grupos de aprendentes, um de 7o e outro de 10o anos, ambos de n&iacute;vel A1, e diversas unidades do campo sem&acirc;ntico-lexical el  cuerpo humano, recolhidas atrav&eacute;s de um teste de desempenho lingu&iacute;stico, expomos atua&ccedil;&otilde;es did&aacute;ticas  exemplificativas da gradua&ccedil;&atilde;o temporal. As respostas dos alunos, analisadas &agrave; luz do diagrama, permitir&atilde;o, por um lado, efetuar a  gradua&ccedil;&atilde;o lexical das unidades atualizadas e, por outro, chegar a v&aacute;rias conclus&otilde;es &#8211; que apresentaremos &#8211; referentes  &agrave;s dificuldades sentidas por aprendentes de l&iacute;ngua materna portuguesa que estudam o espanhol como l&iacute;ngua estrangeira.  Demonstraremos, ainda, como as afinidades lingu&iacute;sticas entre idiomas devem ser enquadradas no processo de ensino-aprendizagem.</p>      <p><b>Palavras chave</b>: campo sem&acirc;ntico-lexical, gradua&ccedil;&atilde;o, l&eacute;xico, metodologia, planifica&ccedil;&atilde;o.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <p> <b>ABSTRACT</b> </p>      <p>This paper presents the usage of a methodological tool useful to lexical planning of Spanish as a Foreign Language: the diagram of graded regulation. Through this teaching tool, we want to help the teacher of Spanish as a foreign language to temporally grade vocabulary, from lexical-semantic fields. In this framework, based on two working groups of learners, one at 7th and another at 10th grade, both of A1 level, we worked with several units of the lexical-semantic field the human body, using the test of linguistic performance. We demonstrate model didactic actions of time grading. Student responses, analyzed in light of the diagram, show us, on the one hand, how to make the lexical grading of updated units and; on the other hand, they allow us to reach several conclusions, which we present, referring to the difficulties experienced by Portuguese mother tongue learners studying Spanish as a foreign language. We also show how the linguistic affinities between languages should be framed in the teaching-learning process.</p>      <p><b>Keywords</b>: lexical-semantic field, grading, lexicon, methodology, planning.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>1. Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>      <p>O presente artigo enquadra-se no &acirc;mbito da lingu&iacute;stica aplicada ao ensino do Espanhol L&iacute;ngua Estrangeira<sup><a href="#2" name="top2">[2]</a></sup> a aprendentes de L&iacute;ngua Materna<sup><a href="#3" name="top3">[3]</a></sup> Portuguesa e apresenta uma ferramenta metodol&oacute;gica delineada para tal contexto educativo, o diagrama de regula&ccedil;&atilde;o graduada. No desenvolvimento da exposi&ccedil;&atilde;o textual, &eacute; nosso intuito fazer alus&atilde;o, em primeiro lugar, &agrave; import&acirc;ncia de graduar as unidades lexicais em conjuga&ccedil;&atilde;o com as afinidades lingu&iacute;sticas existentes entre o portugu&ecirc;s e o espanhol, destacando as atividades de diagn&oacute;stico como apoio metodol&oacute;gico indispens&aacute;vel &agrave; regula&ccedil;&atilde;o lexical.</p>      <p>Por outro lado, atendendo &agrave;s produ&ccedil;&otilde;es escritas de alunos portugueses num teste escrito de desempenho lingu&iacute;stico, utilizaremos o diagrama de regula&ccedil;&atilde;o graduada e procederemos &agrave; an&aacute;lise e gradua&ccedil;&atilde;o das unidades lexicais produzidas. Atrav&eacute;s da aplica&ccedil;&atilde;o did&aacute;tica do referido diagrama, demonstraremos a necessidade do professor ensinar o l&eacute;xico n&atilde;o apenas com base nas semelhan&ccedil;as existentes entre os dois idiomas, mas tamb&eacute;m no conhecimento lingu&iacute;stico dos aprendentes, fomentando assim uma aprendizagem significativa, onde, de acordo com Ausubel (1968) <i>apud</i> Trindade Natel (2002: 831), &#8220;un nuevo concepto ser&aacute; sentido si se relaciona a las experiencias pasadas del aprendiz, es decir, si encuentra un armaz&oacute;n [cognitivo]estructural donde pueda instalarse&#8221;.</p>      <p>Desta forma, com o objetivo de expor uma orienta&ccedil;&atilde;o metodol&oacute;gica ajustada &agrave; compet&ecirc;ncia lingu&iacute;stica do(s) aprendente(s), evidenciaremos que o docente de E/LE, ao planificar o l&eacute;xico, n&atilde;o deve atender somente &agrave; proximidade lingu&iacute;stica existente entre o portugu&ecirc;s e o espanhol, mas &eacute; tamb&eacute;m conveniente que promova a realiza&ccedil;&atilde;o de atividades diagn&oacute;sticas, reflexo do conhecimento pr&eacute;vio e inconsciente dos aprendentes. Em nossa opini&atilde;o e segundo Trindade Natel (2002:831), esse saber &eacute; &#8220;un medio facilitador de la comprensi&oacute;n y puede ayudar a la (re)estructuraci&oacute;n del conocimiento lingu&iacute;stico&#8221;. Assim, haver&aacute; uma rentabiliza&ccedil;&atilde;o did&aacute;tico-lingu&iacute;stica que harmonizar&aacute; o conhecimento que o aprendente tem da sua LM, o portugu&ecirc;s, e a l&iacute;ngua em aprendizagem, o E/LE.</p>      <p><b>2. Gradua&ccedil;&atilde;o lexical e a?nidades lingu&iacute;sticas</b></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Ao principiar o ensino de uma unidade did&aacute;tica, &eacute; fundamental identificar os campos sem&acirc;ntico-lexicais<sup><a href="#4" name="top4">[4]</a></sup> que a integram e planificar o labor a desenvolver dentro e fora da sala de aulas<sup><a href="#5" name="top5">[5]</a></sup>, tendo em considera&ccedil;&atilde;o o vocabul&aacute;rio espec&iacute;fico da referida unidade. O professor de E/LE deve proceder &agrave; sequencia&ccedil;&atilde;o metodol&oacute;gica de objetivos e, especialmente, de conte&uacute;dos, de forma a agilizar a sua atua&ccedil;&atilde;o. Isto &eacute;, assume-se como sendo indispens&aacute;vel, desde o in&iacute;cio do processo de ensino-aprendizagem, atender &agrave;s caracter&iacute;sticas do l&eacute;xico alvo de estudo e realizar a sua estrutura&ccedil;&atilde;o tem&aacute;tica.</p>      <p>Atrav&eacute;s do estudo de campos sem&acirc;ntico-lexicais e da organiza&ccedil;&atilde;o graduada do l&eacute;xico, atendendo &agrave;s semelhan&ccedil;as entre o portugu&ecirc;s e o espanhol, o aluno de E/LE pode fazer atualiza&ccedil;&otilde;es escritas e orais, conjugando as unidades lexicais detentoras de grandes afinidades lingu&iacute;sticas com as de afinidades m&eacute;dias e nulas (<i>infra</i> nota de rodap&eacute; 12). As unidades espanholas com caracter&iacute;sticas comuns s&atilde;o um apoio lingu&iacute;stico essencial &agrave; aprendizagem das que n&atilde;o det&ecirc;m graus de semelhan&ccedil;a. Na verdade, s&atilde;o elas que permitem, logo numa fase inicial de aprendizagem, efetuar atualiza&ccedil;&otilde;es not&aacute;veis e, assim, desenvolver, desde o princ&iacute;pio, uma compet&ecirc;ncia de comunica&ccedil;&atilde;o<sup><a href="#6" name="top6">[6]</a></sup> assente em v&aacute;rias produ&ccedil;&otilde;es lingu&iacute;sticas corretas e adequadas ao contexto discursivo. Como afirma Trindade Natel (2002: 825), &#8220;Cuando se trata de lenguas cognatas, se sabe que la proximidad es un factor que favorece el aprendizaje, pues el proceso inicial es menos penoso y el avance de los aprendices en las primeras fases es notable.<sup><a href="#7" name="top7">[7]</a></sup>&#8221; Tamb&eacute;m Sweet (1964) faz refer&ecirc;ncia &agrave; facilidade de compreens&atilde;o quando as l&iacute;nguas em causa s&atilde;o idiomas afins, destacando os pares portugu&ecirc;s-espanhol, dinamarqu&ecirc;s-sueco e ingl&ecirc;s-escoc&ecirc;s.</p>      <p>Na verdade, a proximidade lingu&iacute;stica da LE &eacute; um dos fatores relevantes, o que, de certa forma, faz com que o aprendente de LM portuguesa tenha, ao iniciar a aprendizagem do E/LE, alguma compet&ecirc;ncia para comunicar em diversas situa&ccedil;&otilde;es. Neste sentido, Camorlinga (1997: 5/19) afirma</p>      <blockquote>    <p>o portugu&ecirc;s e o espanhol s&atilde;o l&iacute;nguas verdadeiramente afins, a ponto de serem consideradas &#8220;quase variantes dialetais uma da outra&#8221; (Paz de Almeida, l. c., p.15). Em virtude justamente dessa semelhan&ccedil;a inexiste propriamente o aluno &#8220;principiante&#8221;, na opini&atilde;o do mesmo autor: &#8220;Na pr&aacute;tica, todo falante de Espanhol j&aacute; naturalmente conta com conhecimentos e habilidades comuns entre a l&iacute;ngua alvo e a l&iacute;ngua de partida&#8221; (Id., ibid.). Obviamente, o mesmo pode-se afirmar a respeito do falante de Portugu&ecirc;s que empreende o estudo do Espanhol.</p></blockquote>      <p>A gradua&ccedil;&atilde;o lexical, em conjunto com o facto de o aluno aprender uma LE que partilha v&aacute;rias semelhan&ccedil;as (fon&eacute;ticas, morfol&oacute;gicas, etc.) com a sua LM, constitui uma metodologia cumulativa. Por outras palavras, associa-se uma atua&ccedil;&atilde;o did&aacute;tica, que tem em conta os diferentes graus de afinidade entre os dois idiomas, dedicando-lhes per&iacute;odos temporais distintos (<i>infra</i> notas de rodap&eacute; 12 e 26), ao conhecimento lingu&iacute;stico que o aprendente tem da sua LM. Essas afinidades, de acordo com Aparecida Duarte (1998: 511) &#8220;representan una ventaja para el alumno lusohablante en el proceso de aprendizaje del espa&ntilde;ol (&#8230;) puesto que le servir&aacute;n de ayuda en la superaci&oacute;n de situaciones de car&ecirc;ncia ling&uuml;&iacute;stica, sobre todo en los niveles elementales del aprendizaje&#8221;. Desta forma, atrav&eacute;s da conduta metodol&oacute;gica e do saber lingu&iacute;stico advindo da LM, o professor de E/LE beneficia de um contexto assaz favor&aacute;vel ao aperfei&ccedil;oamento da compet&ecirc;ncia de comunica&ccedil;&atilde;o do aluno.</p>      <p>Ainda sublinhando o valor dos conhecimentos da LM e a forma como eles podem intervir na aprendizagem da LE, Alonso Rey (2011: 49) afirma que &eacute; necess&aacute;rio</p>      <blockquote>    <p>introducir en la teor&iacute;a de aprendizaje la hip&oacute;tesis de la transferencia como mecanismo gracias al cual, durante la adquisici&oacute;n, se aprovechar&aacute;n todos los recursos y conocimientos disponibles para lograr los objetivos comunicativos (motivo por y para lo que se aprende una lengua) . Esta especificidad se traducir&iacute;a por tanto en la existencia de &#8220;condiciones favorables&#8221; (conocimientos de L1 susceptibles de ser utilizados en L2) que hacen viable la transferencia positiva de dichos conocimientos.</p></blockquote>      <p>Todavia, conv&eacute;m termos presente que a proximidade da l&iacute;ngua nativa &agrave; estrangeira pode levar a interfer&ecirc;ncias entre as estruturas dos dois idiomas. Aparecida Duarte (1998: 512), corroborando as declara&ccedil;&otilde;es de Santos Gargallo (1993: 110), real&ccedil;a a possibilidade de que as afinidades lingu&iacute;sticas se transformem em rotinas dif&iacute;ceis de eliminar, sobretudo em n&iacute;veis avanzados, conduzindo o aprendente &agrave; generaliza&ccedil;&atilde;o das semelhan&ccedil;as e, consequentemente, &agrave; produ&ccedil;&atilde;o de muitos erros. Neste contexto, as autoras afirmam ainda que embora a &#8220;similitud ling&uuml;&iacute;stica (&#8230;) de un dato favorecedor del aprendizaje, sobre todo en los contactos iniciales con la lengua extranjera, puede transformarse en un elemento perturbador para el aprendizaje y el dominio de la lengua&#8221;.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A nossa proposta metodol&oacute;gica &#8211; a regula&ccedil;&atilde;o graduada do l&eacute;xico &#8211; surge, de certa forma, como uma ferramenta did&aacute;tica que, pelo seu uso (<i>infra</i> pontos 4., 4.1. e 4.2.), auxiliar&aacute; tanto o professor como o aluno a trabalhar o l&eacute;xico e a ultrapassar as poss&iacute;veis interfer&ecirc;ncias lingu&iacute;sticas entre a LM e a LE. Atrav&eacute;s dela, pelos erros cometidos nas produ&ccedil;&otilde;es, sobretudo escritas, dos alunos, procuramos identificar o que Vig&oacute;n Artos (2004: 904) denomina de &#8220;zonas de interfer&ecirc;ncia&#8221; e, de acordo com o autor, &#8220;organizar y estructurar los m&eacute;todos de ense&ntilde;anza donde se destacasen aquellos aspectos conflictivos en los que el docente tendr[&aacute;] que prestar una atenci&oacute;n pedag&oacute;gica especial&#8221;. Esse cuidado particular &eacute; observado na an&aacute;lise das unidades lexicais produzidas pelas discentes, momento em que as referidas unidades s&atilde;o agrupadas em graus de afinidade lingu&iacute;stica (<i>infra</i> notas de rodap&eacute; 12 e 23).</p>      <p>Ao sequenciarmos gradativamente o l&eacute;xico espanhol, desenvolvemos uma estrutura de ciclos articulados que regula temporalmente o ensino lexical e tem em aten&ccedil;&atilde;o o n&iacute;vel lingu&iacute;stico do aluno, assim como a natureza da sua LM, o portugu&ecirc;s. A regula&ccedil;&atilde;o temporal surge como ferramenta did&aacute;tica essencial &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o de um ensino promotor de aprendizagens mais eficazes e significativas. A sua utiliza&ccedil;&atilde;o adv&eacute;m da necessidade de proceder &agrave; delimita&ccedil;&atilde;o lexical das unidades alvo de maior ou menor estudo, uma vez que, no caso do portugu&ecirc;s e do espanhol, existem imensas afinidades lingu&iacute;sticas (morfol&oacute;gicas, sem&acirc;nticas, etc.).</p>      <p>Neste &acirc;mbito, vemos a proje&ccedil;&atilde;o estrutural e gradativa do l&eacute;xico como parte elementar da base did&aacute;tica em que assenta a pr&aacute;tica letiva, contribuindo em absoluto para o alcance dos objetivos delineados ao iniciar o estudo do E/LE. Atrav&eacute;s da gradua&ccedil;&atilde;o lexical, o professor dedica cargas hor&aacute;rias diferentes a cada unidade, simples ou complexa, baseando-se no resultado do diagn&oacute;stico efetuado ao aprendente e atendendo &agrave;s semelhan&ccedil;as lingu&iacute;sticas j&aacute; mencionadas. Estes s&atilde;o, em nosso entender, os alicerces a partir dos quais se poder&aacute; desenvolver o estudo do E/LE e, em consequ&ecirc;ncia, aperfei&ccedil;oar de forma equitativa a compet&ecirc;ncia de comunica&ccedil;&atilde;o do aluno de LM portuguesa.</p>      <p><b>3. A diagnose como aux&iacute;lio metodol&oacute;gico &agrave; regula&ccedil;&atilde;o lexical</b></p>      <p>Ao ensinar E/LE, o professor deve ter presentes quatro aspetos elementares: as unidades lexicais que o aprendente conhece, seja ao n&iacute;vel f&oacute;nico, morfol&oacute;gico, sem&acirc;ntico e/ou outro, isto &eacute;, dar import&acirc;ncia ao saber j&aacute; aprendido; o vocabul&aacute;rio a ensinar; a circunst&acirc;ncia mais significativa para o fazer e, por &uacute;ltimo, a metodologia a adotar no processo de ensino-aprendizagem. &Eacute; fundamental atender aos conhecimentos que o aluno possui. Da&iacute; que consideremos indispens&aacute;vel proceder a atividades de diagn&oacute;stico e, partindo dos resultados obtidos, programar e organizar o ensino lexical. A realiza&ccedil;&atilde;o de pr&eacute;-atividades auxiliar&aacute; de forma aut&ecirc;ntica o docente, na medida em que lhe permitir&aacute; ter uma no&ccedil;&atilde;o aproximada da compet&ecirc;ncia lingu&iacute;stica de cada aprendente. A diagnose lexical escrita e/ou oral, permitir&aacute; conhecer, em parte<sup><a href="#8" name="top8">[8]</a></sup>, o n&iacute;vel de conhecimentos dos alunos e constitui uma base real para planificar e graduar o vocabul&aacute;rio.</p>      <p>Atrav&eacute;s dos exerc&iacute;cios de diagn&oacute;stico, o professor de E/LE disp&otilde;e de um aux&iacute;lio fi&aacute;vel, que o ajuda na ordena&ccedil;&atilde;o lexical e regulamenta&ccedil;&atilde;o temporal do ensino. Nestes moldes, &eacute; poss&iacute;vel estabelecer uma conce&ccedil;&atilde;o gen&eacute;rica da apresenta&ccedil;&atilde;o do vocabul&aacute;rio, e, ao mesmo tempo, obter uma vis&atilde;o metodol&oacute;gica aplic&aacute;vel &agrave; execu&ccedil;&atilde;o da citada componente do ensino de E/LE em geral. A oportunidade concedida ao aprendente (de LM portuguesa) leva ao estabelecimento posterior de objetivos e atua&ccedil;&otilde;es did&aacute;ticas ajustadas<sup><a href="#9" name="top9">[9]</a></sup>. Desta forma, o processo de ensino-aprendizagem &eacute; metodologicamente agilizado, pois verifica-se uma delimita&ccedil;&atilde;o organizativa inicial baseada em compet&ecirc;ncias lexicais j&aacute; existentes<sup><a href="#10" name="top10">[10]</a></sup>.</p>      <p>Partindo do diagn&oacute;stico, o docente usufrui de um aux&iacute;lio orientador que lhe permite enquadrar e harmonizar o ensino lexical, respeitando o n&iacute;vel de conhecimentos lingu&iacute;sticos do aluno, muitas vezes resultante das afinidades entre a sua LM, o portugu&ecirc;s, e o E/LE. Por seu lado, o aprendente n&atilde;o v&ecirc; ignorado o saber j&aacute; adquirido (LM) e/ou aprendido (E/LE), facto extremamente valioso para evitar a desmotiva&ccedil;&atilde;o e tornar a aprendizagem da LE mais significativa. Fazendo parte substancial da comunica&ccedil;&atilde;o oral e escrita, esse l&eacute;xico, com mais ou menos afinidades, tem presen&ccedil;a habitual na sala de aula e &eacute; importante gradu&aacute;-lo temporalmente.</p>      <p>Como bem se entende, a diagnose lexical desempenha uma fun&ccedil;&atilde;o inici&aacute;tica no processo de ensino-aprendizagem da l&iacute;ngua em estudo. Ao realiz&aacute;-la, o professor conhece, numa primeira fase, o l&eacute;xico que o aprendente domina, sobretudo, aos n&iacute;veis morfol&oacute;gico e sem&acirc;ntico, facto que lhe permite graduar as unidades lexicais e regular o ensino a desenvolver em cada unidade did&aacute;tica. Esta etapa inicial &eacute;, indubitavelmente, orientada para a a&ccedil;&atilde;o pedag&oacute;gica ajustada &agrave; circunst&acirc;ncia espec&iacute;fica, na medida em que permite harmonizar o trabalho do professor em fun&ccedil;&atilde;o do saber do aprendente, e, al&eacute;m disso, estabelece linhas de atua&ccedil;&atilde;o (t&eacute;cnicas e estrat&eacute;gias) a empregar ao longo do processo did&aacute;tico.</p>      <p><b>4. O diagrama de regula&ccedil;&atilde;o graduada &#8211; ferramenta e diretriz metodol&oacute;gicas</b></p>      <p>Ao realizar a planifica&ccedil;&atilde;o do l&eacute;xico espanhol, ou seja, no momento de preparar o seu ensino, &eacute; fundamental que o professor tenha consci&ecirc;ncia das afinidades lingu&iacute;sticas (fon&eacute;ticas, morfol&oacute;gicas, etc.) entre o portugu&ecirc;s e aquele idioma. Tal reconhecimento poder&aacute; ser resultado da atividade diagn&oacute;stica e dever&aacute; levar o docente de E/LE a investir diferentes per&iacute;odos temporais de acordo com a(s) unidade(s) lexical(is) em estudo<sup><a href="#11" name="top11">[11]</a></sup>, regulando, assim, o ensino do l&eacute;xico. Para efetuar essa organiza&ccedil;&atilde;o, o diagrama de regula&ccedil;&atilde;o graduada revela-se um utens&iacute;lio base a partir do qual se orientar&aacute; o escalonamento temporal do l&eacute;xico. Regular gradativamente o l&eacute;xico revelar-se-&aacute; sempre uma t&eacute;cnica &uacute;til &agrave; prepara&ccedil;&atilde;o (seria&ccedil;&atilde;o e previs&atilde;o temporal, de acordo com as dificuldades/erros do aluno) do processo de ensino e aprendizagem lexicais.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O diagrama desempenhar&aacute; o ineg&aacute;vel papel de diretriz metodol&oacute;gica, que facilita o delineamento da(s)  atua&ccedil;&atilde;o(&otilde;es) a eleger<sup><a href="#12" name="top12">[12]</a></sup>. Subdividindo cada unidade did&aacute;tica em ciclos  dedicados ao ensino do vocabul&aacute;rio<sup><a href="#13" name="top13">[13]</a></sup>, fatores como a seletividade, a gradua&ccedil;&atilde;o e a  normaliza&ccedil;&atilde;o permitem agilizar todo o processo. A cria&ccedil;&atilde;o dos ciclos atende &agrave; exist&ecirc;ncia de v&aacute;rios  campos sem&acirc;ntico-lexicais, representados no diagrama pelo conjunto de tra&ccedil;os verticais abrangidos por cada chaveta,  que ser&atilde;o alvo de estudo durante um per&iacute;odo temporal concreto.</p>      <p>&nbsp;</p> <a name="f1"> <img src="/img/revistas/dia/v28n1/28n1a12f1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>      <p>Ao colocar em pr&aacute;tica o diagrama de regula&ccedil;&atilde;o graduada e, mais especificamente, quando se pretende delimitar um ciclo, guia do trabalho docente, o professor de E/LE deve basear-se nas produ&ccedil;&otilde;es lexicais escritas (e/ou orais) do aprendente<sup><a href="#14" name="top14">[14]</a></sup> e estabelecer os objetivos a atingir e qual o vocabul&aacute;rio em que ser&aacute; focada maior aten&ccedil;&atilde;o. Na an&aacute;lise dos conte&uacute;dos lexicais, assume-se como indispens&aacute;vel ter a verdadeira consci&ecirc;ncia de que a l&iacute;ngua espanhola apresenta, entre outras, semelhan&ccedil;as formais e de significado relativamente &agrave; l&iacute;ngua portuguesa, que n&atilde;o se verificam comparando esta com LE diferentes daquela. Neste sentido, Takeuchi (1980) <i>apud</i> Trindade Natel (2002: 825) considera que &#8220;las lenguas portuguesa y espa&ntilde;ola poseen un peque&ntilde;o n&uacute;mero de palabras diferentes y una gran variedad de vocablos comunes&#8221;, facto que, no geral, beneficia a aprendizagem do aluno de LM portuguesa, nomeadamente, nas fases iniciais (<i>supra</i> pp. 286 e 287).</p>       <p>Todavia, segundo P&eacute;rez P&eacute;rez (2007: 32) embora a proximidade lexical esteja presente em imensas unidades que, devido &agrave;s suas caracter&iacute;sticas (fonol&oacute;gicas, morfol&oacute;gicas, sem&acirc;nticas&#8230;), levam o aluno a partir &#8220;de su lengua hacia el aprendizaje de outra [, poniendo] en juego diversos mecanismos como el del contraste o la traducci&oacute;n para realizar hip&oacute;tesis acerca del grado de similitud de las estructuras gramaticales, l&eacute;xicas, etc.&#8221;, no n&iacute;vel interm&eacute;dio, de acordo com Brabo Cruz (2004: 632), &#8220;Los aprendices empiezan la toma de conciencia (&#8230;) y pasan a considerar la dificultad que se encierra en las falsas semejanzas&#8221;. A essa ambiguidade proximidade-dist&acirc;ncia corresponder&aacute; o bin&oacute;mio facilidade-dificuldade (Camorlinga, 1997: 6/19), sendo, por isso, conveniente regular o l&eacute;xico de acordo com os diferentes graus de afinidade lingu&iacute;stica, o que acarreta vantagens e inconvenientes.</p>      <p>Tanto para o docente, como para o aluno, os benef&iacute;cios lexicais que resultam de tal circunst&acirc;ncia s&atilde;o evidentes. No primeiro caso, n&atilde;o haver&aacute; a necessidade de dispensar longos per&iacute;odos temporais para o ensino de cada unidade lexical, por exemplo. Em rela&ccedil;&atilde;o ao segundo, a aprendizagem realizar-se-&aacute; mais rapidamente, criando uma motiva&ccedil;&atilde;o e interesse cont&iacute;nuos. Quanto aos inconvenientes, podemos assinalar o facto de o professor acreditar na compet&ecirc;ncia lingu&iacute;stica que o aprendente desenvolveu na aquisi&ccedil;&atilde;o da LM &#8211; realidade vol&aacute;til e, muitas vezes, enganadora &#8211;, diminuindo assim a dedica&ccedil;&atilde;o temporal ao ensino do l&eacute;xico estrangeiro. Relativamente ao estudante, destacamos a possibilidade de fossiliza&ccedil;&atilde;o lexical<sup><a href="#15" name="top15">[15]</a></sup>, caso este n&atilde;o se empenhe no aprofundamento gradativo da sua aprendizagem nas diversas &aacute;reas lingu&iacute;sticas (morfologia, sem&acirc;ntica, sintaxe, etc.). Neste &acirc;mbito, uma das &aacute;reas sobre a qual deve recair a aten&ccedil;&atilde;o cuidada do professor &eacute; a sem&acirc;ntica, pois, como afirma G&oacute;mez Molina (2008: 499), o vocabul&aacute;rio da LM pode influenciar os significados da LE e a semelhan&ccedil;a lexical levar&aacute; o estudante a classificar esses significados &#8220;primeramente seg&uacute;n su lengua materna y se opera un movimiento de significados que puede dar lugar a las interferencias&#8221;. Por isso, os denominados falsos amigos constituem um &oacute;timo exemplo do l&eacute;xico causador de dificuldades &agrave; evolu&ccedil;&atilde;o da aprendizagem lexical.</p>      <p><i>4.1. Unidades lexicais a graduar &#8211; amostras recolhidas</i></p>      <p>Partindo do campo sem&acirc;ntico-lexical <i>el cuerpo humano</i><sup><a href="#16" name="top16">[16]</a></sup>, facilmente se compreende a necessidade e, em paralelo, a import&acirc;ncia de efetuar a regula&ccedil;&atilde;o graduada temporal de unidades lexicais que o comp&otilde;em. Num contexto letivo, este instrumento did&aacute;tico poder&aacute; ser utilizado pelo docente de E/LE no in&iacute;cio da unidade did&aacute;tica objeto de estudo ou numa abordagem pr&eacute;via a cada campo sem&acirc;ntico-lexical. Para realizar este estudo, as atividades de escrita orientada (tradu&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rias unidades lexicais e elabora&ccedil;&atilde;o de uma frase, usando uma das unidades antes apresentadas) propostas aos alunos de 7&ordm; e de 10&ordm; anos, n&iacute;vel A1, assentaram nas unidades lexicais que apresentamos no teste de desempenho lingu&iacute;stico (<a href="#f2">figura 2</a>). Quanto &agrave;s respostas obtidas, elas s&atilde;o expostas nas tabelas <a href="#f3">1</a> e <a href="#f4">2</a>.</p>      <p align="center">Traduce al portugu&eacute;s las siguientes unidades l&eacute;xicas, despu&eacute;s elije una y, utiliz&aacute;ndola, escribe una  frase.</p>      <p>&nbsp;</p> <a name="f2"> <img src="/img/revistas/dia/v28n1/28n1a12f2.jpg"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <p>&nbsp;</p> <a name="f3"> <img src="/img/revistas/dia/v28n1/28n1a12f3.jpg"></p> <sup><a href="#17" name="top17">[17]</a></sup>     
<p>&nbsp;</p>      <p>&nbsp;</p> <a name="f4"> <img src="/img/revistas/dia/v28n1/28n1a12f4.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>      <p>Como pudemos constatar na resposta ao teste de desempenho lingu&iacute;stico (<a href="#f2">figura 2</a>), os alunos de LM portuguesa que aprendem E/LE no 7&ordm; ano de escolaridade (A1, PCIC<sup><a href="#18" name="top18">[18]</a></sup>) entendem e conseguem traduzir corretamente as unidades lexicais <i>la mano</i> (19<sup><a href="#19" name="top19">[19]</a></sup>) &#8211; dois aprendentes que n&atilde;o responderam s&atilde;o alunos com necessidades educativas especiais<sup><a href="#20" name="top20">[20]</a></sup> &#8211; varia&ccedil;&atilde;o: *<sup><a href="#21" name="top21">[21]</a></sup>m&atilde;o; <i>la garganta</i> (21) &#8211; um aprendente que n&atilde;o respondeu &eacute; aluno com NEE &#8211; varia&ccedil;&otilde;es: *garganta, *a carganta; <i>el coraz&oacute;n</i> (22) &#8211; varia&ccedil;&otilde;es: *o coras&atilde;o, *coraz&atilde;o, *o corag&atilde;o; <i>el dedo</i> (22) &#8211; varia&ccedil;&atilde;o: *dedo; <i>la boca</i> (22) (31) varia&ccedil;&otilde;es: *boca; <i>el hombro</i> (21), nesta unidade lexical, vemos as varia&ccedil;&otilde;es *o hombro, *ombro, *o honbro, *honbro e *o onbro; <i>la pierna</i> (22) (32) varia&ccedil;&otilde;es: *perna, *a pierna; <i>el est&oacute;mago</i> (22) &#8211; varia&ccedil;&otilde;es: *o estomago, *o est&oacute;gamo, *est&ocirc;mago, *estomago, *o estonago, *o est&ocirc;nago; <i>el ri&ntilde;&oacute;n</i> (16) (33) varia&ccedil;&otilde;es: *o, *o r&iacute;n, *o rin, *rins, *o rins, *o nariz; <i>el tobillo</i> (0) &#8211; varia&ccedil;&atilde;o: *o; <i>el codo</i> (1) &#8211; varia&ccedil;&otilde;es: *o c&uacute;, *o pesco&ccedil;o; <i>el cuello</i> (2) &#8211; varia&ccedil;&otilde;es: *o colo, *o coelho, *o c&uacute;, *o pescoso, *rabo; <i>el tal&oacute;n</i> (0) &#8211; varia&ccedil;&otilde;es: *o, *o tal&atilde;o; <i>el h&iacute;gado</i> (14) &#8211; varia&ccedil;&otilde;es: *o figado, *f&iacute;gado, *figado; <i>el pelo</i> (18) &#8211; varia&ccedil;&otilde;es: *cabelo, *o pelo, *o pele; <i>la mu&ntilde;eca</i> (1 &#8211; aluno repetente) &#8211; varia&ccedil;&otilde;es: *a, *pulso, *cabe&ccedil;a, *a Boneca; <i>el pie</i> (10) &#8211; varia&ccedil;&otilde;es: *o, *p&eacute;, *o pe, *o p&ecirc;, *a pela; <i>la espalda</i> (2) &#8211; varia&ccedil;&otilde;es: *a, *costas, *coscas, *a espada, *a costela; <i>la cadera</i> (0) &#8211; varia&ccedil;&otilde;es: *a, *cadeira, *a cadeira; <i>la rodilla</i> (0) &#8211; varia&ccedil;&otilde;es: *a, *a cintura, *queijo, *roda, *a orelha, *a rotula, *a p&eacute;; <i>la ceja</i> (3) (34) varia&ccedil;&otilde;es: *sobrancelha, *sobranzelha, *cadeira; <i>el brazo</i> (22) &#8211; varia&ccedil;&otilde;es: *o brago, *braco, *o braco, *o braso, *o brazo; <i>respirar</i> (17); e estornudar (0) &#8211; varia&ccedil;&otilde;es: *tossir, *estudar, *estonuda.</p>      <p>Quanto &agrave; frase solicitada, utilizando uma das unidades lexicais apresentadas, houve onze alunos que a redigiram. As produ&ccedil;&otilde;es obtidas ilustram bem a compet&ecirc;ncia lingu&iacute;stica dos aprendentes: *<sup><a href="#22" name="top22">[22]</a></sup>Mi boca serbe para hablar; *El dedo faz parte de la mano.; *El coraz&oacute;n y el estomago es muy important.; *Yo tengo el pelo na mano; *Yo fallo con la boca.; *Vosotros tienes el pelo rojo.; *la boca del minino es m&uacute;i grande; *a garganta de Quaresma es muy grande.; *El pelo &eacute;s guapo.; *el Pelo del Menino es mui negro.; *el pelo Blanco.</p>      <p>Expondo as respostas dos aprendentes de LM portuguesa, que aprendem E/LE no 10&ordm; ano de escolaridade (A1, PCIC), &agrave; al&iacute;nea a) do teste, verificamos que entendem e conseguem traduzir corretamente as unidades lexicais <i>la mano</i> (14); <i>la garganta</i> (14) &#8211; varia&ccedil;&atilde;o: *A garganta; <i>el coraz&oacute;n</i> (14); <i>el dedo</i> (14); <i>el hombro</i> (14); <i>la pierna</i> (14) &#8211; varia&ccedil;&atilde;o: *A perna; <i>el est&oacute;mago</i> (14) &#8211; varia&ccedil;&otilde;es: *o estomago, *o estom&acirc;go; <i>el ri&ntilde;&oacute;n</i> (12) &#8211; varia&ccedil;&otilde;es: *o rin, *o nariz; <i>el tobillo</i> (0) &#8211; varia&ccedil;&otilde;es: *o umbigo, *o es&oacute;fago, *pesco&ccedil;o, *o pesco&ccedil;o, *o; <i>el codo</i> (9); <i>el cuello</i> (4) &#8211; varia&ccedil;&otilde;es: *a barriga, *o colo, *o nariz; <i>la boca</i> (14); <i>el tal&oacute;n</i> (0) &#8211; varia&ccedil;&otilde;es: *a canela, *o ombro, *o f&eacute;mur; <i>el h&iacute;gado</i> (14) &#8211; varia&ccedil;&atilde;o: *o figado; <i>el pelo</i> (9) &#8211; varia&ccedil;&otilde;es: *cabelo, *a pele, *o pelo; <i>la mu&ntilde;eca</i> (2 &#8211; um aluno tem familiares espanh&oacute;is e o outro utilizou a varia&ccedil;&atilde;o &#8216;o punho&#8217;) &#8211; varia&ccedil;&otilde;es: *a nuca, *a cabe&ccedil;a, *a orelha; <i>el pie</i> (11); <i>la espalda</i> (4) &#8211; varia&ccedil;&otilde;es: *a espinha, *costas, *costa; <i>la cadera</i> (6) &#8211; varia&ccedil;&otilde;es: *ancas, *anca, *a cintura, *a bacia, *a coluna, *as costas; <i>la rodilla</i> (3 &#8211; um aluno tem familiares espanh&oacute;is) &#8211; varia&ccedil;&otilde;es: *joelho, *a r&oacute;tula, *a bacia, *a cintura; <i>la ceja</i> (2) &#8211; varia&ccedil;&otilde;es: *a sobramcelha, *a testa; <i>el brazo</i> (13) &#8211; varia&ccedil;&atilde;o: *A braco; <i>respirar</i> (14); <i>estornudar</i> (1) &#8211; varia&ccedil;&atilde;o: *expirar.</p>      <p>No que respeita &agrave; elabora&ccedil;&atilde;o da frase, utilizando uma das unidades lexicais apresentadas, houve dez alunos que responderam ao solicitado. As produ&ccedil;&otilde;es obtidas ilustram de forma evidente a compet&ecirc;ncia lingu&iacute;stica dos aprendentes: *Yo tengo lo pelo longo.; *Mis manos son muy grandes; Mis piernas son muy grandes.; *Mi mano es muy grande; *T&uacute; pelo &eacute;s muy goapo; Yo tengo dos manos y dos pies.; *Yo tengo un coraz&oacute;n de un r&aacute;ton.; *Voy hincar los codos para sacar buenos apuntes.; *Yo tengo un coraz&oacute;n muy guapo; Mi boca es muy grande.</p>      <p><i>4.2. An&aacute;lise e gradua&ccedil;&atilde;o das unidades lexicais recolhidas</i></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Examinando as respostas dadas pelos alunos de 7&ordm; ano, n&iacute;vel A1, constatamos que, das 24 unidades lexicais alvo de tradu&ccedil;&atilde;o (<a href="#f2">figura 2</a> &#8211; <i>supra</i> p. 294), havia a possibilidade de resultarem 528 unidades (<i>supra</i> nota de rodap&eacute; 13), facto que n&atilde;o ocorreu. Apenas, foram entendidas e/ou traduzidas corretamente 213, havendo uma diferen&ccedil;a de 315, ou seja, mais de metade das unidades lexicais. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; frase a elaborar, verificamos que s&oacute; 11 aprendentes &#8211; metade da turma &#8211; redigiram enunciados, sendo que em nenhuma das produ&ccedil;&otilde;es h&aacute; aus&ecirc;ncia de erros.</p>      <p>Por sua vez, analisando as respostas dos alunos de 10&ordm; ano, n&iacute;vel A1, apuramos que, das 24 unidades lexicais alvo de tradu&ccedil;&atilde;o, havia a possibilidade de resultarem 336 unidades (<i>supra</i> nota de rodap&eacute; 13), facto que tamb&eacute;m n&atilde;o ocorreu. Foram entendidas e/ou traduzidas corretamente 216, havendo uma diferen&ccedil;a de 120, ou seja, pouco mais de um ter&ccedil;o das unidades lexicais. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; frase a elaborar, verificamos que a maioria dos aprendentes &#8211; 10 &#8211; redigiu enunciados, existindo 3 frases sem qualquer erro (Mis piernas son muy grandes.; Yo tengo dos manos y dos pies.; Mi boca es muy grande.) e sete produ&ccedil;&otilde;es onde n&atilde;o h&aacute; aus&ecirc;ncia de erros.</p>      <p>Comparando as respostas obtidas nas duas turmas (n&uacute;mero e erros), confirmam-se as palavras de Cross (1984: 137) ao afirmar que &#8220;los niveles de pensamiento [(abstracci&oacute;n y relacionamiento socioling&uuml;&iacute;sticos)] mejorar&aacute;n naturalmente a medida que los estudiantes se acerquen a la edad de 16 a&ntilde;os&#8221;. A diferen&ccedil;a de unidades lexicais entendidas e/ou traduzidas com corre&ccedil;&atilde;o pelos dois grupos de aprendentes demonstra que os alunos do 7&ordm; ano, n&iacute;vel A1, com 12 &#8211; 13 anos, t&ecirc;m mais dificuldades na perce&ccedil;&atilde;o e atualiza&ccedil;&atilde;o lexicais, enquanto os discentes do 10&ordm; ano, n&iacute;vel A1, com 15 &#8211; 16 anos, evidenciam menos dificuldades ao procurarem referentes lingu&iacute;sticos do E/LE na sua LM.</p>      <p>Tais resultados refletem, de certa forma, a capacidade psicolingu&iacute;stica de cada grupo de alunos. Contudo, essa habilidade intelectual manifestar-se-&aacute; em diferentes graus no momento de aprender uma LE. A capacidade do aprendente entender e fazer atualiza&ccedil;&otilde;es lexicais<sup><a href="#23" name="top23">[23]</a></sup> variar&aacute;, por exemplo, segundo a(s) l&iacute;ngua(s) em aprendizagem e as unidades lexicais desse idioma. Neste &acirc;mbito, o aluno de LM portuguesa ao aprender ELE, mesmo nos n&iacute;veis iniciais (A1-A2), possui uma compet&ecirc;ncia lingu&iacute;stica valiosa, resultante das afinidades (fon&eacute;ticas, morfol&oacute;gicas, sem&acirc;nticas, etc.) entre a sua LM e a LE. Isto &eacute;, entre as referidas l&iacute;nguas existem diversas caracter&iacute;sticas que permitem ao aprendente adotar uma pr&aacute;tica did&aacute;tica de &iacute;ndole especular baseada em esquemas psicolingu&iacute;sticos similares. Na mesma linha de ideias, W. Rivers <i>apud</i> Diane Larsen-Freeman e Michael H. Long (1994: 190) sustenta que a aprendizagem lingu&iacute;stica &eacute; favorecida se houver o devido aproveitamento das afinidades entre um idioma j&aacute; conhecido e aquele que se quer aprender (<i>infra</i> nota de rodap&eacute; 38).</p>      <p>Ao analisar as respostas da turma do 7&ordm; ano, n&iacute;vel A1, atentemos nas unidades lexicais <i>la garganta</i> (21), <i>el dedo</i> (22), <i>la boca</i> (22) e <i>respirar</i> (17) &#8211; primeiro grupo<sup><a href="#24" name="top24">[24]</a></sup> &#8211;, <i>la mano</i> (19), <i>el coraz&oacute;n</i> (22), <i>el hombro</i> (21), <i>la pierna</i> (22), <i>el est&oacute;mago</i> (22), <i>el brazo</i> (22) &#8211; segundo grupo &#8211; e <i>el pelo</i> (18) &#8211; terceiro grupo. Quase todos os aprendentes realizaram a tradu&ccedil;&atilde;o correta das unidades destacadas, mesmo dos artigos determinados (<i>el</i> e <i>la</i>) &#8211; conte&uacute;dos j&aacute; estudados na sala de aulas &#8211; que, al&eacute;m da diferen&ccedil;a fon&eacute;tica em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; sua LM, tamb&eacute;m apresentam diferen&ccedil;as morfol&oacute;gicas. As unidades pertencentes ao primeiro e terceiro grupos s&atilde;o as que exibem mais afinidades lingu&iacute;sticas com a l&iacute;ngua portuguesa. Embora <i>pelo</i>, no &acirc;mbito do campo sem&acirc;ntico-lexical <i>el cuerpo humano</i>, seja um falso amigo lexical, a maioria dos alunos conseguiu, por associa&ccedil;&atilde;o com a LM e dedu&ccedil;&atilde;o partindo do campo em causa, efetuar a tradu&ccedil;&atilde;o da unidade. Tamb&eacute;m por associa&ccedil;&atilde;o, as unidades do segundo grupo foram traduzidas com corre&ccedil;&atilde;o. Quanto a <i>respirar</i>, resolvemos inclu&iacute;-la neste intervalo qu&acirc;ntico-lexical, porque o resultado obtido (17) ilustra, com certeza, a in&eacute;rcia dos aprendentes e n&atilde;o as dificuldades de entendimento e tradu&ccedil;&atilde;o da unidade em an&aacute;lise.</p>      <p>No segundo intervalo qu&acirc;ntico-lexical, surgem as unidades lexicais <i>el ri&ntilde;&oacute;n</i> (16), <i>el h&iacute;gado</i> (14) e <i>el pie</i> (10). Analisando o n&uacute;mero de respostas corretas, &eacute; poss&iacute;vel afirmar que, mesmo sem ter estudado o vocabul&aacute;rio em relevo, uma parte muito significativa dos aprendentes do 7&ordm; ano, n&iacute;vel A1, entendeu e traduziu as unidades sem dificuldade. Neste caso, as afinidades morfol&oacute;gicas entre o espanhol e o portugu&ecirc;s permitiram reconhecer a forma lexical, o seu significado &#8211; os aspetos sem&acirc;nticos &#8211; e fazer a devida associa&ccedil;&atilde;o aos referentes &#8211; &oacute;rg&atilde;os humanos &#8211; na LM. Ao graduarmos as unidades pluriverbais <i>el ri&ntilde;&oacute;n</i>, <i>el h&iacute;gado</i> e <i>el pie</i>, devemos ter em conta o grau m&eacute;dio de afinidades<sup><a href="#25" name="top25">[25]</a></sup> entre as duas l&iacute;nguas e dedicar-lhe mais tempo comparativamente &agrave;s unidades analisadas no par&aacute;grafo anterior.</p>      <p>As restantes unidades (<i>estornudar</i> (0), <i>el tobillo</i> (0), <i>el tal&oacute;n</i> (0), <i>la cadera</i><sup><a href="#26" name="top26">[26]</a></sup> (0), <i>la rodilla</i> (0), <i>el codo</i> (1), <i>la mu&ntilde;eca</i> (1), <i>el cuello</i> (2), <i>la espalda</i>(2) e <i>la ceja</i> (3)) enquadram-se no terceiro intervalo qu&acirc;ntico-lexical. Como &eacute; bem percet&iacute;vel, os aprendentes tiveram muitas dificuldades em entender e/ou traduzir as unidades lexicais apresentadas. Cinco dessas unidades n&atilde;o foram alvo de qualquer tradu&ccedil;&atilde;o e as restantes n&atilde;o ultrapassaram as tr&ecirc;s respostas. Estes resultados s&atilde;o indicadores do maior tempo de estudo a que as unidades lexicais analisadas devem estar sujeitas, sendo necess&aacute;rio um trabalho redobrado comparativamente &agrave;s restantes.</p>      <p>&nbsp;</p> <a name="f5"> <img src="/img/revistas/dia/v28n1/28n1a12f5.jpg"></p> <sup><a href="#27" name="top27">[27]</a></sup></p>     
<p>&nbsp;</p>      <p>Relativamente &agrave;s frases elaboradas pelos alunos, em 22 poss&iacute;veis, s&oacute; metade respondeu ao solicitado e todas as produ&ccedil;&otilde;es apresentam erros, sobretudo ortogr&aacute;ficos, sint&aacute;ticos, sem&acirc;nticos, de pontua&ccedil;&atilde;o e de utiliza&ccedil;&atilde;o de mai&uacute;sculas e min&uacute;sculas. Tal facto revela com evid&ecirc;ncia as dificuldades dos aprendentes no momento de redigir uma unidade m&iacute;nima de comunica&ccedil;&atilde;o. Perante os resultados obtidos, o professor de E/LE deve proceder &agrave; regula&ccedil;&atilde;o graduada do l&eacute;xico, baseando-se, numa primeira fase, nos erros cometidos pelos alunos e, num segundo momento, tendo em considera&ccedil;&atilde;o as afinidades lingu&iacute;sticas existentes entre o portugu&ecirc;s e o espanhol.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A gradua&ccedil;&atilde;o lexical no ensino e aprendizagem de L2, e do E/LE em especial, &eacute; tamb&eacute;m defendida por diversos autores, entre eles, destacamos G&oacute;mez Molina (2004), Ben&iacute;tez P&eacute;rez (2009) e Marta Higueras (2009). Os referidos estudiosos consideram que, ao graduar o l&eacute;xico, o professor atende a uma necessidade did&aacute;tica indispens&aacute;vel e muito &uacute;til, a planifica&ccedil;&atilde;o lexical, promovendo o trabalho sistem&aacute;tico da l&iacute;ngua (G&oacute;mez Molina, 2008: 503). Al&eacute;m disso, declaram ser conveniente apresentar ou praticar gradua&ccedil;&otilde;es em campos sem&acirc;ntico-lexicais, indicando a(s) express&atilde;o(&otilde;es) onde surge(m) habitualmente a(s) unidade(s) em estudo, (Higueras, 2009: 121) e tendo em conta o vocabul&aacute;rio utilizado pela comunidade falante onde o aluno desenvolve a sua aprendizagem (Ben&iacute;tez P&eacute;rez, 2009: 12).</p>      <p>Ao analisarmos as frases dos aprendentes, identificamos as unidades lexicais incorretas e, por isso, alvo de ensino e aprendizagem durante per&iacute;odos temporais mais extensos do que as demais unidades. Assim, de entre os v&aacute;rios erros, destacamos &#8220;serbe&#8221;, &#8220;estomago&#8221;, &#8220;important&#8221;, &#8220;na&#8221;, &#8220;fallo&#8221;, &#8220;Vosotros tienes&#8221;, &#8220;minino&#8221;, &#8220;m&uacute;i&#8221;, &#8220;mui&#8221;, &#8220;El pelo &eacute;s guapo.&#8221; e &#8220;el pelo Blanco&#8221;. Graduando, por exemplo, a frase &#8220;Mi boca serbe para hablar&#8221;, o professor deve trabalhar durante mais tempo o verbo <i>servir</i>, depois as unidades <i>Mi</i> e <i>hablar</i> e, dedicar um per&iacute;odo temporal mais reduzido a <i>boca</i> e <i>para</i>, e &agrave; pontua&ccedil;&atilde;o. Se tivermos em conta a frase &#8220;El dedo faz parte de la mano.&#8221;, a unidade lexical a que deve ser concedida mais tempo &eacute; <i>hacer</i> &#8211; que aparece em portugu&ecirc;s &#8211; e &agrave; constru&ccedil;&atilde;o lingu&iacute;stica <i>formar parte de</i>. Depois &eacute; conveniente dedicar extens&otilde;es temporais consider&aacute;veis &agrave;s unidades <i>El</i> e <i>la mano</i>, que n&atilde;o apresentam coincid&ecirc;ncia morfol&oacute;gica total com o portugu&ecirc;s, como acontece com <i>dedo</i>, <i>parte</i> e <i>de</i>. Neste &acirc;mbito, conv&eacute;m real&ccedil;ar que, em todas as situa&ccedil;&otilde;es de ensino-aprendizagem lexical, &eacute; &uacute;til promover contactos lingu&iacute;sticos atrav&eacute;s de mostras de l&iacute;ngua utilizando, por exemplo, <i>realia</i>, ou seja, utilizar materiais aut&ecirc;nticos.</p>      <p>Com o objetivo de concretizar esquematicamente o referido no &uacute;ltimo par&aacute;grafo, apresentamos mais uma variante do diagrama de regula&ccedil;&atilde;o graduada.</p>      <p>&nbsp;</p> <a name="f6"> <img src="/img/revistas/dia/v28n1/28n1a12f6.jpg">     
<p>&nbsp;</p>      <p>Ao analisar as respostas da turma do 10&ordm; ano, n&iacute;vel A1, observemos as unidades lexicais <i>la garganta</i> (14), <i>el dedo</i> (14), <i>la boca</i> (14) e <i>respirar</i> (14) &#8211; primeiro grupo<sup><a href="#28" name="top28">[28]</a></sup>, &#8211; <i>la mano</i> (14), <i>el coraz&oacute;n</i> (14), <i>el hombro</i> (14); <i>la pierna</i> (14); <i>el est&oacute;mago</i> (14), <i>el brazo</i> (13), <i>el pie</i> (11), <i>el h&iacute;gado</i> (14), <i>el ri&ntilde;&oacute;n</i> (12) &#8211; segundo grupo &#8211; e <i>el pelo</i> (9) &#8211; terceiro grupo. A esmagadora maioria dos aprendentes realizou a tradu&ccedil;&atilde;o correta das unidades destacadas, mesmo dos artigos determinados (<i>el</i> e <i>la</i>) &#8211; conte&uacute;dos j&aacute; estudados na sala de aulas &#8211; que, al&eacute;m da diferen&ccedil;a fon&eacute;tica em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; sua LM, tamb&eacute;m apresentam diferen&ccedil;as morfol&oacute;gicas. As unidades pertencentes ao primeiro e terceiro grupos s&atilde;o as que apresentam mais afinidades lingu&iacute;sticas com a l&iacute;ngua portuguesa. A unidade <i>pelo</i>, no &acirc;mbito do campo sem&acirc;ntico-lexical <i>el cuerpo humano</i>, &eacute; um falso amigo lexical, mas, ainda assim, a maioria dos alunos conseguiu, por associa&ccedil;&atilde;o com a LM e dedu&ccedil;&atilde;o partindo do campo em causa, efetuar a tradu&ccedil;&atilde;o correta.</p>      <p>No segundo intervalo qu&acirc;ntico-lexical, surgem as unidades <i>la cadera</i><sup><a href="#29" name="top29">[29]</a></sup> (6) e <i>el codo</i> (9). Ao gradu&aacute;-las, ser&aacute; necess&aacute;rio que o professor invista mais tempo no seu ensino do que nas pertencentes ao primeiro. &Agrave; semelhan&ccedil;a do 7&ordm; ano, tendo em conta o n&uacute;mero de respostas corretas, &eacute; poss&iacute;vel afirmar que, mesmo sem ter estudado o vocabul&aacute;rio em destaque, uma parte significativa dos aprendentes do 10&ordm; ano, n&iacute;vel A1, entendeu e traduziu com corre&ccedil;&atilde;o a unidade <i>el codo</i>. Neste caso, as afinidades morfol&oacute;gicas entre o espanhol e o portugu&ecirc;s (<i>el codo</i> &#8211; o coto: parte que resta de um membro que foi parcialmente amputado<sup><a href="#30" name="top30">[30]</a></sup>) permitiram reconhecer a forma lexical, o seu significado &#8211; os aspetos sem&acirc;nticos &#8211; e fazer a devida associa&ccedil;&atilde;o ao referente na LM, o cotovelo. O mesmo n&atilde;o sucedeu com a unidade lexical <i>la cadera</i>.</p>      <p>As restantes unidades (<i>estornudar</i> (1), <i>el tobillo</i> (0), <i>el tal&oacute;n</i> (0), <i>la rodilla</i> (3), <i>la mu&ntilde;eca</i> (2), <i>el cuello</i> (4), <i>la espalda</i> (4) e <i>la ceja</i> (2)) enquadram-se no terceiro intervalo qu&acirc;ntico-lexical. O n&uacute;mero de tradu&ccedil;&otilde;es evidencia as muitas dificuldades que os aprendentes sentiram em entender e/ou traduzir as unidades lexicais apresentadas. Duas dessas unidades n&atilde;o foram alvo de qualquer tradu&ccedil;&atilde;o (no 7&ordm; ano, cinco n&atilde;o foram traduzidas) e as restantes n&atilde;o ultrapassaram as quatro respostas. Estes resultados s&atilde;o indicadores do maior tempo de estudo a que as unidades lexicais analisadas devem estar sujeitas, sendo necess&aacute;rio um trabalho redobrado comparativamente &agrave;s restantes.</p>      <p>&nbsp;</p> <a name="f7"> <img src="/img/revistas/dia/v28n1/28n1a12f7.jpg">     
<p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No que respeita &agrave;s frases elaboradas pela turma do 10&ordm; ano, n&iacute;vel A1, a maioria dos alunos (10) redigiu uma unidade m&iacute;nima de comunica&ccedil;&atilde;o. Das 10 frases, em 14 poss&iacute;veis, 3 n&atilde;o apresentam qualquer erro; as restantes mostram incorre&ccedil;&otilde;es sint&aacute;ticas, ortogr&aacute;ficas, sem&acirc;nticas e de pontua&ccedil;&atilde;o. Este resultado revela claramente a diferen&ccedil;a da compet&ecirc;ncia lingu&iacute;stica entre os aprendentes de 7&ordm; e 10&ordm; anos, facto que confirma a afirma&ccedil;&atilde;o de Cross (<i>supra</i> p. 299).</p>      <p>Ao analisarmos as frases dos aprendentes, identificamos v&aacute;rias unidades lexicais atualizadas com erro e, por isso, alvo de ensino e aprendizagem durante per&iacute;odos temporais mais extensos que as demais unidades. De entre os erros produzidos, destacamos &#8220;lo pelo longo&#8221;, &#8220;T&uacute; pelo&#8221;, &#8220;&eacute;s&#8221;, &#8220;goapo&#8221;, &#8220;r&aacute;ton&#8221;, &#8220;Voy hincar&#8221; e &#8220;coraz&oacute;n [(&#8230;)] guapo&#8221;.</p>      <p>Graduando, por exemplo, a frase &#8220;T&uacute; pelo &eacute;s muy goapo&#8221;, o professor deve trabalhar durante mais tempo o adjetivo posesivo <i>tu</i> &#8211; assim como os restantes adjetivos possessivos &#8211;, os pronomes pessoais, o verbo <i>ser</i> e o adjetivo <i>guapo</i>, tanto ao n&iacute;vel morfol&oacute;gico como ao sem&acirc;ntico. Depois &eacute; essencial trabalhar a unidade lexical <i>pelo</i> &#8211; n&atilde;o podemos esquecer do campo sem&acirc;ntico-lexical em que aparece enquadrada &#8211;, sobretudo, ao n&iacute;vel sem&acirc;ntico, uma vez que foi atualizada sem erros ortogr&aacute;ficos e, por &uacute;ltimo, dedicar um per&iacute;odo temporal mais reduzido a <i>muy</i>, unidade redigida com corre&ccedil;&atilde;o morfol&oacute;gica e sint&aacute;tica &#8211; dom&iacute;nios onde os aprendentes de E/LE de LM portuguesa cometem erros frequentemente &#8211;, e &agrave; pontua&ccedil;&atilde;o<sup><a href="#31" name="top31">[31]</a></sup>.</p>      <p>Se analisarmos a frase &#8220;Voy hincar los codos para sacar buenos apuntes.&#8221;, a unidade lexical a que deve ser concedida mais tempo &eacute; <i>Voy a hincar</i>, pois a per&iacute;frase verbal de infinitivo (<i>ir a</i> + infinitivo) surge elaborada sem a preposi&ccedil;&atilde;o necess&aacute;ria. Depois &eacute; conveniente dedicar extens&otilde;es temporais consider&aacute;veis &agrave;s unidades <i>los</i>, <i>codos</i>, <i>sacar</i>, <i>buenos</i> e <i>apuntes</i>, que, &agrave; exce&ccedil;&atilde;o de <i>sacar</i> e <i>codos</i>, n&atilde;o apresentam coincid&ecirc;ncia morfol&oacute;gica total com o portugu&ecirc;s, como acontece com <i>para</i>. Conv&eacute;m ainda real&ccedil;ar que as unidades lexicais <i>sacar</i> e <i>codos</i>, inseridas noutro(s) contexto(s), poder&atilde;o ter coincid&ecirc;ncia sem&acirc;ntica com a l&iacute;ngua portuguesa.</p>      <p>Querendo concretizar o referido no &uacute;ltimo par&aacute;grafo, apresentamos mais uma variante do diagrama de regula&ccedil;&atilde;o graduada.</p>      <p>&nbsp;</p> <a name="f8"> <img src="/img/revistas/dia/v28n1/28n1a12f8.jpg">     
<p>&nbsp;</p>      <p><i>4.3. Discuss&atilde;o de resultados</i></p>      <p>Atrav&eacute;s dos resultados obtidos, comprov&aacute;mos que o diagn&oacute;stico revela-se como uma atividade e t&eacute;cnica did&aacute;ticas indispens&aacute;veis &agrave; gradua&ccedil;&atilde;o lexical e, em paralelo, ao desenvolvimento do trabalho docente. O professor, de acordo com as afinidades lingu&iacute;sticas existentes entre o espanhol e o portugu&ecirc;s, poder&aacute; efetuar a regula&ccedil;&atilde;o graduada do vocabul&aacute;rio a ensinar sem, antes, proceder &agrave; diagnose, mas o rigor e a fiabilidade do seu labor estar&atilde;o, de certa forma, comprometidos.</p>      <p>Al&eacute;m das an&aacute;lises j&aacute; realizadas e de entre as muitas poss&iacute;veis a efetuar &agrave;s tradu&ccedil;&otilde;es lexicais dos aprendentes de 7&ordm; e de 10&ordm; anos, focaremos agora a nossa aten&ccedil;&atilde;o nas figuras <a href="#f5">3</a> e <a href="#f7">5</a>. Partindo da composi&ccedil;&atilde;o estrutural de cada diagrama, constatamos que o n&uacute;mero de unidades lexicais a serem estudadas num per&iacute;odo temporal m&eacute;dio n&atilde;o &eacute; igual, verificam-se tr&ecirc;s no 7&ordm; ano (<i>el ri&ntilde;&oacute;n</i>, <i>el h&iacute;gado</i> e <i>el pie</i>) e duas no 10&ordm; ano (<i>la cadera</i> e <i>el codo</i>). No entanto, &eacute; essencial termos consci&ecirc;ncia de que, aos n&iacute;veis morfol&oacute;gico e sem&acirc;ntico &#8211; n&atilde;o esque&ccedil;amos que o campo sem&acirc;ntico-lexical onde elas aparecem &eacute; <i>el cuerpo humano</i> &#8211;, as unidades do  diagrama de 10&ordm; ano, n&iacute;vel A1, n&atilde;o apresentam afinidades lingu&iacute;sticas com a l&iacute;ngua portuguesa; enquanto que as unidades <i>el ri&ntilde;&oacute;n</i>, <i>el h&iacute;gado</i> e <i>el pie</i> manifestam um grau m&eacute;dio de afinidades com o portugu&ecirc;s que, neste caso, no grupo do 10&ordm; ano, s&atilde;o unidades a trabalhar num per&iacute;odo temporal curto. J&aacute; <i>la cadera</i> e <i>el codo</i> devem ser estudadas, por parte dos aprendentes de 7&ordm; ano, num per&iacute;odo temporal mais extenso.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Quanto &agrave;s unidades lexicais a estudar num per&iacute;odo temporal mais curto, no diagrama do 7&ordm; ano, figuram 11, enquanto que 10 requerem um per&iacute;odo mais demorado. Por sua vez, no 10&ordm; ano, aquelas s&atilde;o 14 e estas 8, existindo entre elas apenas unidades sem qualquer afinidade lingu&iacute;stica com a LM dos alunos (no conjunto de unidades lexicais, existem alguns falsos amigos, que neste campo sem&acirc;ntico-lexical n&atilde;o se revelam como sendo-o). Esta configura&ccedil;&atilde;o demonstra que os alunos de 10&ordm; ano t&ecirc;m uma compet&ecirc;ncia lingu&iacute;stica superior &agrave; dos aprendentes de 7&ordm; ano.</p>      <p>A capacidade percetiva e de atualiza&ccedil;&atilde;o lexicais dos referentes lingu&iacute;sticos espanh&oacute;is por parte dos alunos evidenciam-se nas suas produ&ccedil;&otilde;es, reflexo da compet&ecirc;ncia lingu&iacute;stica alcan&ccedil;ada ao adquirir a LM. As respostas dos dois grupos demonstram que a idoneidade pensadora (abstra&ccedil;&atilde;o e relacionamento (Cross, 1984)) dos aprendentes se encontra em graus diferentes e disponibilizam mostras de l&iacute;ngua que devem servir de orienta&ccedil;&atilde;o &#8211; o professor pode utilizar a gradua&ccedil;&atilde;o lexical, por exemplo &#8211; para melhorar a sua compet&ecirc;ncia de comunica&ccedil;&atilde;o.</p>      <p>Analisando estes resultados e baseados na opini&atilde;o de v&aacute;rios investigadores (Brown, Ellis, Oxford e Scarcella), verificamos que o fator idade<sup><a href="#32" name="top32">[32]</a></sup> est&aacute; relacionado com a capacidade psicolingu&iacute;stica dos aprendentes (7&ordm; ano, 12 &#8211; 13 anos, e 10&ordm; ano, 15 &#8211; 16 anos), ou seja, com a sua habilidade cognitiva, capacidade que pode ser determinante para a aprendizagem da LE. Neste &acirc;mbito, Brown (2001) d&aacute; &ecirc;nfase a um conjunto de aspetos (tempo de concentra&ccedil;&atilde;o, desenvolvimento intelectual, fatores afetivos, entre outros) que, na sua opini&atilde;o, distinguem o aprendente de acordo com a sua idade e que devem ser respeitados, dependendo deles a aprendizagem. Tamb&eacute;m Oxford e Scarcella (1992) fazem refer&ecirc;ncia &agrave; idade como fator importante para o sucesso ou o fracasso na aprendizagem de algumas estruturas lingu&iacute;sticas. Ainda atendendo ao fator idade, Ellis (1999) afirma que o per&iacute;odo em que a crian&ccedil;a come&ccedil;a a aprender a LE afeta a velocidade de aprendizagem e real&ccedil;a o facto de, no que respeita &agrave; gram&aacute;tica e ao vocabul&aacute;rio, os alunos adolescentes serem melhores do que as crian&ccedil;as e os adultos. Al&eacute;m disso, sublinha que a idade em que se inicia o contacto com a l&iacute;ngua em aprendizagem determina o n&iacute;vel de precis&atilde;o conseguido. Estas asser&ccedil;&otilde;es ajudam, de certa forma, a compreender os resultados obtidos no teste lingu&iacute;stico. Embora todos os alunos sejam adolescentes<sup><a href="#33" name="top33">[33]</a></sup>, verifica-se uma diferen&ccedil;a de idade de tr&ecirc;s anos, facto que, no entender de Alarc&atilde;o e Tavares (1990)<sup><a href="#34" name="top34">[34]</a></sup>, justifica a diferen&ccedil;a quantitativa e qualitativa, tanto nas unidades lexicais alvo de tradu&ccedil;&atilde;o, como na reda&ccedil;&atilde;o de frases &#8211; produ&ccedil;&otilde;es a analisar de seguida.</p>      <p>No que respeita &agrave; proposta de elabora&ccedil;&atilde;o de uma frase, o aprendente &eacute; confrontado com um exerc&iacute;cio de resposta semilivre &#8211; tem que eleger uma unidade lexical do campo sem&acirc;ntico-lexical <i>el cuerpo humano</i> e, a partir da&iacute;, construir uma unidade m&iacute;nima de comunica&ccedil;&atilde;o &#8211;, facto que lhe possibilita a reda&ccedil;&atilde;o, com liberdade controlada, de v&aacute;rias frases e, naturalmente, de algumas incorre&ccedil;&otilde;es. Ora, ao realizarmos a gradua&ccedil;&atilde;o das frases, verific&aacute;mos muitas dificuldades tanto no 7&ordm; como no 10&ordm; anos. Os erros cometidos s&atilde;o de natureza diversa (ortogr&aacute;ficos, sem&acirc;nticos, sint&aacute;ticos, etc.), requerendo a aten&ccedil;&atilde;o do professor que lhes dedicar&aacute; mais ou menos tempo de acordo com as suas caracter&iacute;sticas e dos aprendentes (idade, interesses, etc.). Neste &acirc;mbito, atendendo &agrave; riqueza lexical das unidades elaboradas, vemos a regula&ccedil;&atilde;o graduada como uma t&eacute;cnica necess&aacute;ria &agrave; equidade did&aacute;tica e ao desenvolvimento da compet&ecirc;ncia de comunica&ccedil;&atilde;o do aprendente. Como j&aacute; referimos, G&oacute;mez Molina (2004), Ben&iacute;tez P&eacute;rez (2009) e Marta Higueras (2009) fazem alus&atilde;o &agrave; import&acirc;ncia de graduar o l&eacute;xico espanhol, sem, todavia, realizarem uma investiga&ccedil;&atilde;o direcionada a aprendentes de LM portuguesa<sup><a href="#35" name="top35">[35]</a></sup>. Ao pesquisarmos estudos dedicados ao ensino-aprendizagem do E/LE, tendo em conta alunos falantes de portugu&ecirc;s (europeu e brasileiro) LM, encontramos, entre outras, as investiga&ccedil;&otilde;es de Vig&oacute;n Artos (2004, 2005) e de Trindade Natel (2002).</p>      <p>Fazendo alus&atilde;o aos estudos de Artos e Natel, n&atilde;o &eacute; nosso objetivo apresentar os resultados obtidos por eles<sup><a href="#36" name="top36">[36]</a></sup>, mas antes, de acordo com as suas conclus&otilde;es, justificar a import&acirc;ncia de graduar o l&eacute;xico espanhol aprendido por alunos de LM portuguesa. Neste &acirc;mbito, as afinidades lingu&iacute;sticas entre o portugu&ecirc;s e o espanhol revestem-se de grande utilidade comunicativa para o discente, sobretudo, nos primeiros n&iacute;veis. Como afirma Natel (2002: 831), a proximidade entre a LM e a LE &#8220;facilita la comprensi&oacute;n de la lengua extranjera y, consecuentemente, el aprendizaje de la misma por estudiantes [de LM portuguesa] en los estadios iniciales de la ense&ntilde;anza&#8221;.</p>      <p>Todavia, de acordo com Vig&oacute;n Artos (2005: 661), o benef&iacute;cio dessa proximidade</p>      <blockquote>    <p>va disminuyendo r&aacute;pidamente a medida que aumenta la competencia de los estudiantes pudiendo incluso entorpecer el desarrollo normal de la interlengua e incluso provocar su fosilizaci&oacute;n. La mayor&iacute;a de los estudiantes lus&oacute;fonos no consigue avanzar en el proceso aprendizaje, sino que llega un momento que fosilizan su interlengua haciendo de ella un sistema gramatical coherente, desarrollado, con reglas propias.</p></blockquote>      <p>O estudioso (2004: 913) afirma tamb&eacute;m que, em Portugal, uma grande parte dos alunos de E/LE n&atilde;o aprendem o espanhol por interesse real</p>      <blockquote>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>sino porque vienen bajo el preconcepto de que el espa&ntilde;ol es una lengua que poco se diferencia del portugu&eacute;s y donde tendr&aacute;n que trabajar poco para superar esta asignatura. No tendr&aacute;n que estudiar espa&ntilde;ol porque se creen que ya lo saben. Estos alumnos que inician las clases con esta actitud no avanzan nunca en el proceso aprendizaje, sino que fosilizan su <i>Interlengua</i> haciendo de ella un sistema gramatical coherente, desarrollado, con reglas propias, diferentes del espa&ntilde;ol y del portugu&eacute;s donde se produce esa fosilizaci&oacute;n es decir ese fen&oacute;meno ling&uuml;&iacute;stico que hace que el estudiante permanezca en la <i>Interlengua,</i> de manera inconsciente y permanente. En general estos alumnos no consiguen alcanzar una competencia total en espa&ntilde;ol porque su aprendizaje se encuentra fosilizado, no avanza.</p></blockquote>      <p>As referidas afinidades lingu&iacute;sticas e a poss&iacute;vel fossiliza&ccedil;&atilde;o da interl&iacute;ngua requerem, em nosso enteder e segundo Trindade Natel (2002: 831), uma atua&ccedil;&atilde;o &#8220;did&aacute;ctica distinta que tenga en cuenta los conocimientos previos de los aprendices y la proximidad entre portugu&ecirc;s y espa&ntilde;ol como aliados en la ense&ntilde;anza del espa&ntilde;ol&#8221;. Tamb&eacute;m Ferreira (1997:144) afirma que &eacute; essencial incentivar os professores a adotar &#8220;procedimentos pr&aacute;ticos para levar os aprendizes a se conscientizarem de sua interl&iacute;ngua, e ao mesmo tempo discutir em estrat&eacute;gias apropriadas para ajud&aacute;-los a superar a fossiliza&ccedil;&atilde;o&#8221; lexical. Desta forma, atendendo &agrave;s especificidades lingu&iacute;sticas existentes entre o portugu&ecirc;s e o espanhol, propomos, ao n&iacute;vel did&aacute;tico, a regula&ccedil;&atilde;o graduada do l&eacute;xico espanhol, com o intuito de ultrapassar os obst&aacute;culos decorrentes da fossiliza&ccedil;&atilde;o e desenvolver a compet&ecirc;ncia de comunica&ccedil;&atilde;o.</p>      <p><b>Notas conclusivas</b></p>      <p>Ensinar e aprender o E/LE s&atilde;o atividades que, numa primeira fase, poder&atilde;o iludir os agentes do processo &#8211; professor e aprendente &#8211; devido &agrave;s afinidades (lingu&iacute;sticas, culturais, etc.) partilhadas com a l&iacute;ngua portuguesa. Em todos os n&iacute;veis de aprendizagem (A1-A2, B1-B2, C1-C2), as semelhan&ccedil;as entre os dois idiomas facilitam certas atualiza&ccedil;&otilde;es lexicais e levam o aprendente, mais incauto, a acreditar que tem uma compet&ecirc;ncia de comunica&ccedil;&atilde;o que afinal ainda n&atilde;o possui. Essa capacidade de atualizar algumas unidades adv&eacute;m-lhe da heran&ccedil;a psicolingu&iacute;stica da LM, que partilha esquemas conceptuais e de associa&ccedil;&atilde;o com o espanhol.</p>      <p>Procurando auxiliar o docente e o aluno de E/LE, com o objetivo de lev&aacute;-los a ter consci&ecirc;ncia da tripla analogia lexical do espanhol em rela&ccedil;&atilde;o ao portugu&ecirc;s<sup><a href="#37" name="top37">[37]</a></sup>, sugerimos a regula&ccedil;&atilde;o graduada do l&eacute;xico, enquanto pr&aacute;tica did&aacute;tica. &Eacute; essencial que o docente, partindo de campos sem&acirc;ntico-lexicais, tenha a perspic&aacute;cia necess&aacute;ria de efetuar a regula&ccedil;&atilde;o organizada do vocabul&aacute;rio, fazendo com que o aluno se aperceba das afinidades e das diferen&ccedil;as entre a sua LM e o E/LE, e do tempo a investir nas diversas unidades lexicais.</p>      <p>Atrav&eacute;s das mostras de l&iacute;ngua analisadas neste artigo, verific&aacute;mos as dificuldades lingu&iacute;sticas de dois grupos de alunos (7&ordm; e 10&ordm; anos, n&iacute;vel A1) e a forma de graduar todas as unidades lexicais (as traduzidas e as redigidas em frase), respeitando os erros e as atualiza&ccedil;&otilde;es corretas. No fundo, demonstr&aacute;mos como funciona o diagrama de regula&ccedil;&atilde;o graduada, partindo de atividades de diagn&oacute;stico. Neste contexto, foram not&oacute;rias as diferen&ccedil;as inerentes &agrave; disponibilidade lexical dos aprendentes, a come&ccedil;ar pelo n&uacute;mero de unidades traduzidas (<i>supra</i> pp. 295, 296, 302, 304, 306 e 308).</p>      <p>O facto de um aprendente conseguir realizar atualiza&ccedil;&otilde;es na l&iacute;ngua espanhola (<i>Mis piernas son muy grandes.</i>; <i>Yo tengo dos manos y dos pies.</i>; <i>Mi boca es muy grande.</i><sup><a href="#38" name="top38">[38]</a></sup>) sem nunca a ter estudado deve levar o professor a seriar e a regular criteriosamente o vocabul&aacute;rio que vai ensinar, evitando, assim, a prov&aacute;vel desmotiva&ccedil;&atilde;o de quem aprende. A regula&ccedil;&atilde;o graduada do l&eacute;xico, enquanto pr&aacute;tica did&aacute;tica, ser&aacute; sempre uma etapa inicial indispens&aacute;vel ao come&ccedil;ar uma unidade did&aacute;tica do processo de ensino-aprendizagem do E/LE, fomentando a equidade lexical e, consequentemente, desenvolvendo o interesse do aluno pela l&iacute;ngua em aprendizagem.</p>      <p>Com base nas produ&ccedil;&otilde;es escritas, salientamos a import&acirc;ncia do professor ter em considera&ccedil;&atilde;o as afinidades lingu&iacute;sticas entre os idiomas ib&eacute;ricos, assim como as experi&ecirc;ncias comunicativas vividas pelo discente de LM portuguesa antes de aprender uma segunda l&iacute;ngua<sup><a href="#39" name="top39">[39]</a></sup>. Elas devem estar bem presentes na mente do professor de E/LE, pois s&atilde;o determinantes nas aprendizagens do aluno, uma vez que partilham in&uacute;meras constru&ccedil;&otilde;es lexicais e gramaticais. Neste caso, o dom&iacute;nio funcional de uma l&iacute;ngua que precedeu a aprendizagem de outro c&oacute;digo lingu&iacute;stico, detentor de estruturas e unidades lexicais an&aacute;logas, funcionar&aacute; como suporte de apoio e modelo refletor da nova l&iacute;ngua.</p>      <p>Tendo em conta esta realidade lingu&iacute;stica, apresentamos orienta&ccedil;&otilde;es did&aacute;ticas mentoras de um trabalho prof&iacute;cuo e coerente, onde o professor encontrar&aacute; o aux&iacute;lio indispens&aacute;vel &agrave; prossecu&ccedil;&atilde;o dos objetivos delineados ao iniciar o ensino do E/LE. Atrav&eacute;s do diagrama de regula&ccedil;&atilde;o graduada, delineamos uma estrutura org&acirc;nica para estruturar o l&eacute;xico espanhol, de forma a permitir que o seu ensino se realize com objetividade e adequa&ccedil;&atilde;o. Ao compararmos a l&iacute;ngua portuguesa com a espanhola, verificamos um conjunto de caracter&iacute;sticas fon&eacute;ticas, morfol&oacute;gicas, sem&acirc;nticas, culturais, entre outras, que aproximam intensamente os dois idiomas. Esses tra&ccedil;os lingu&iacute;sticos comuns s&atilde;o a g&eacute;nese de uma dicotomia que, de certa forma, deixa antever um estudo mais acess&iacute;vel, mas que, no fundo, pode exibir uma verdade bem diferente, onde as afinidades existentes s&atilde;o sin&oacute;nimo de muita dedica&ccedil;&atilde;o para ultrapassar os obst&aacute;culos &agrave; aprendizagem lexical.</p>      <p>Qualquer ado&ccedil;&atilde;o metodol&oacute;gica pressup&otilde;e um trabalho regido pela organiza&ccedil;&atilde;o did&aacute;tica do professor (tra&ccedil;ar objetivos, selecionar materiais, gerir o tempo curricular, etc.) e pelo desempenho do aluno. A escolha de atuar de certa maneira e n&atilde;o de outra deve ser o resultado de uma reflex&atilde;o cont&iacute;nua baseada, por exemplo, em experi&ecirc;ncias letivas e n&atilde;o letivas, avalia&ccedil;&otilde;es diagn&oacute;sticas, caracter&iacute;sticas dos aprendentes e especificidades da l&iacute;ngua em estudo. Tais princ&iacute;pios levaram-nos a construir a nossa sugest&atilde;o dedicada ao ensino do l&eacute;xico espanhol, focando, sobretudo, o trabalho did&aacute;tico do professor. Ela ser&aacute; uma base instrumental utilizada com os objetivos de auxiliar o docente de E/LE e potenciar as capacidades do aluno em todo o processo de ensino-aprendizagem.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <p><b>Refer&ecirc;ncias:</b></p>      <!-- ref --><p>Alonso Rey, R. (2011), <i>La transferencia en la producci&oacute;n escrita de PLE-HE (nivel iniciaci&oacute;n): una teor&iacute;a explicativa de ASL</i>, Tesis Doctoral, Salamanca, Universidad de Salamanca.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S0807-8967201400010001200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Aparecida Duarte, C. (1998), &#8220;Reflexiones sobre la ense&ntilde;anza de las preposiciones espa&ntilde;olas a brasile&ntilde;os&#8221;, in T. Julia, M. Aidrey y J. Caneda (eds.), <i>Espa&ntilde;ol como lengua extranjera: enfoque comunicativo y gram&aacute;tica</i>, Actas del IX Congreso Internacional de Asele, Santiago de Compostela, pp. 511-518.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S0807-8967201400010001200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Barbieri Dur&atilde;o, A. B. de Amorim (2007), <i>La interlengua</i>, Cuadernos de did&aacute;ctica del espa&ntilde;ol/LE, Madrid, Arco/Libros.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S0807-8967201400010001200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Ben&iacute;tez P&eacute;rez, P. (2009), &#8220;&iquest;Qu&eacute; vocabulario hay que ense&ntilde;ar en las clases de Espa&ntilde;ol como Lengua Extranjera?&#8221;, in L. Miquel y N. Sans (eds.) <i>Expolingua 1994</i>, <i>Did&aacute;ctica del Espa&ntilde;ol como Lengua Extranjera</i>, Monogr&aacute;ficos marcoELE, n&ordm; 8, 2009, pp. 9-12.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S0807-8967201400010001200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Brabo Cruz, M. de L. Otero (2004), &#8220;Diccionario de falsos amigos (espa&ntilde;ol-portugu&eacute;s/ portugu&ecirc;s-espa&ntilde;ol): propuesta de utilizaci&oacute;n en la ense&ntilde;anza del espa&ntilde;ol a luso hablantes&#8221;, in M.&ordf; A. Carballo, O. Moya, J. Platero y J. Guti&eacute;rrez (coords.), <i>Las gram&aacute;ticas y los diccionarios en la ense&ntilde;anza del espa&ntilde;ol como segunda lengua: deseo y realidad</i>, Actas del XV Congreso Internacional de Asele, Sevilla, pp. 632-637.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S0807-8967201400010001200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <p>Brown, D. (2001), <i>Teaching by Principles: An Interactive Approach to Language Pedagogy</i>, [s.l.], Pearson Education Company. [2nd ed.].</p>      <!-- ref --><p>C&acirc;mara do governo do brasil (2014), <i>Estatuto da crian&ccedil;a e do adolescente</i>, Texto da C&acirc;mara dos Deputados de Bras&iacute;lia, dispon&iacute;vel em <a href="http://bd.camara.gov.br/bd/handle/bdcamara/14682" target="_blank">http://bd.camara.gov.br/bd/handle/bdcamara/14682</a>, consultado em 04/07/2014.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S0807-8967201400010001200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <p>Camorlinga, R. (1997), &#8220;A dist&acirc;ncia da proximidade&#8221;, <i>Revista do programa de estudos p&oacute;s-graduados em lingu&iacute;stica aplicada e estudos da linguagem</i>, v.6, [s.n.], pp. 19, dispon&iacute;vel em <a href="http://revistas.pucsp.br/index.php/intercambio/issue/view/302" target="_blank">http://revistas.pucsp.br/index.php/intercambio/issue/view/302</a>, consultado em 28/06/14.</p>      <p>Consejo de Europa, <i>Marco Com&uacute;n Europeo de Referencia para las Lenguas: aprendizaje, ense&ntilde;anza, evaluaci&oacute;n</i>, Secretar&iacute;a General T&eacute;cnica del Ministerio de Educaci&oacute;n, Cultura y Deportes &#8211; Subdirecci&oacute;n General de Informaci&oacute;n e Publicaciones e Grupo Anaya, Madrid, 2002. [Traduzido pelo Instituto Cervantes].</p>      <p>Cross, Gordon R. (1984), <i>Introducci&oacute;n a la psicolog&iacute;a del aprendizaje</i>, Madrid, Narcea. [Traducci&oacute;n de Amparo Boveda).</p>      <!-- ref --><p>Ellis, R. (1999), <i>Understanding Second Language Acquisition</i>, Oxford, Oxford University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S0807-8967201400010001200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Ferreira, Itacira A. (1997), &#8220;Interface portugu&ecirc;s/espanhol&#8221;, in Jos&eacute; C. P. de Almeida Filho (org.) <i>Par&acirc;metros Atuais Para o Ensino de Portugu&ecirc;s L&iacute;ngua Estrangeira</i>, Campinas, Pontes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S0807-8967201400010001200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Gaspar, Ricardo (2012), <i>Ensinar o l&eacute;xico espanhol a aprendentes de l&iacute;ngua materna portuguesa: proposta metodol&oacute;gica para o ensino de espanhol l&iacute;ngua estrangeira</i>, Tese de Doutoramento, Covilh&atilde;, Universidade da Beira Interior.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S0807-8967201400010001200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Gelabert, M. Jos&eacute;, Isabel Bueso y Pedro Ben&iacute;tez (2002), <i>Producci&oacute;n de materiales para la ense&ntilde;anza de espa&ntilde;ol</i>, Cuadernos de Did&aacute;ctica del espa&ntilde;ol/LE, Madrid, Arco/Libros.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S0807-8967201400010001200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>Giovannini, A., (2010), <i>Profesor en acci&oacute;n 1</i>, <i>El proceso de aprendizaje</i>, Madrid, Edelsa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S0807-8967201400010001200015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <p>G&oacute;mez Molina, J. Ram&oacute;n (2008), &#8220;La subcompetencia l&eacute;xico-sem&aacute;ntica&#8221;, in J. Lobato e I. Gargallo, (dirs.), <i>VADEM&Eacute;CUM para la formaci&oacute;n de profesores</i>, <i>ENSE&Ntilde;AR ESPA&Ntilde;OL como segunda lengua (L2)/lengua extranjera (LE)</i>, Madrid, SGEL, pp. 491-510. [1&ordf; edi&ccedil;&atilde;o 2004], [1&ordf; reimpress&atilde;o 2008].</p>      <!-- ref --><p>G&oacute;mez Molina, J. Ram&oacute;n (2004), &#8220;Las unidades l&eacute;xicas en espa&ntilde;ol&#8221;, <i>CARABELA</i>, n&ordm; 56, <i>La ense&ntilde;anza del l&eacute;xico en espa&ntilde;ol como segunda lengua/lengua extranjera</i>, Madrid, SGEL, pp. 27-50.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S0807-8967201400010001200017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Higueras Garc&iacute;a, M. (2009), &#8220;Aprender y ense&ntilde;ar l&eacute;xico&#8221;, in: N. Sans y L. Miquel (eds.), <i>Monogr&aacute;ficos marcoELE, Did&aacute;ctica del espa&ntilde;ol como lengua extranjera</i>, Madrid, Expolingua1996, n&ordm;9, pp. 111-126.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000144&pid=S0807-8967201400010001200018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <p>Larsen-Freeman, Diane y Michael Long (1994), <i>Introducci&oacute;n al estudio de la adquisici&oacute;n de segundas lenguas</i>, Madrid, Gredos. [Vers&atilde;o espanhola de Isabel Molina Martos e Pedro Ben&iacute;tez P&eacute;rez].</p>      <p>Ord&oacute;&ntilde;ez, Salvador Guti&eacute;rrez (Coord.&ordf;) (2012), <i>Ortograf&iacute;a b&aacute;sica de la lengua espa&ntilde;ola</i>, Barcelona, Real Academia Espa&ntilde;ola, Asociaci&oacute;n de Academias de la lengua espa&ntilde;ola, Espasa. [1&ordf; edi&ccedil;&atilde;o], [2&ordf; reimpress&atilde;o].</p>      <!-- ref --><p>Mac&aacute;rio Lopes, Ana Cristina e Gra&ccedil;a Rio-Torto (2007), <i>Sem&acirc;ntica</i>, <i>O essencial sobre a L&iacute;ngua Portuguesa</i>, Lisboa, Caminho.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000148&pid=S0807-8967201400010001200021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Molina, C&eacute;sar Antonio (dir.) (2007), <i>Plan Curricular del Instituto Cervantes, Niveles de referencia para el espa&ntilde;ol, A1 &#8211; A2</i>, <i>B1-B2, C1-C2</i>, 2&ordf; edici&oacute;n, Madrid, Instituto Cervantes, Biblioteca Nueva, Edelsa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000150&pid=S0807-8967201400010001200022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <p>Oxford, R. and R. Scarcella (1994), <i>The Tapestry of Language Learning, The Individual in the Communicative Classroom</i>, [s.l.], Heinle and Heinle Publishers.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>P&eacute;rez P&eacute;rez, Noem&iacute;, (2007), &#8220;La ense&ntilde;anza de espa&ntilde;ol a lusohablantes portugueses: ventajas e inconvenientes&#8221;, in Sara M. Saz (ed.), <i>Actas del XLII Congreso Internacional de la Asociaci&oacute;n Europea de Profesores de Espa&ntilde;ol</i>, Santander, AEPE, pp. 27-35.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000153&pid=S0807-8967201400010001200024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>RedEle (2012), <i>El Mundo Estudia Espa&ntilde;ol Portugal</i>, dispon&iacute;vel em <a href="http://www.mecd.gob.es/dctm/redele/Material-RedEle/el-mundo-estudia-espanol/estudiaespanol2012definitivo.pdf?documentId=0901e72b816512df" target="_blank">http://www.mecd.gob.es/dctm/redele/Material-RedEle/el-mundo-estudia-espanol/estudiaespanol2012definitivo.pdf?documentId=0901e72b816512df</a>, consultado em 03/07/2014.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000155&pid=S0807-8967201400010001200025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>Selinker, Larry and Usha Lakshman, (1994), &#8220;<i>Language Transfer and Fossilization: The Multiple Effects Principle</i>&#8221;, in S. M. Gass and L. Selinker (eds.), <i>Language Transfer in Language Learning</i>, vol. 5, Amsterdam, John Benjamins Publishing, pp. 197-216.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000157&pid=S0807-8967201400010001200026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <p>Steinberg, L. (1993), <i>Adolescence</i>, New York, MacGraw-Hill. [3rd ed.].</p>      <!-- ref --><p>Sweet, H. (1964), <i>The practical study of language</i>, Oxford, Oxford University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000160&pid=S0807-8967201400010001200028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <p>Tavares, J. e I. Alarc&atilde;o (1990), <i>Psicologia do desenvolvimento e da aprendizagem</i>, Coimbra, Almedina, [reimpress&atilde;o].</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Trindade Natel, T. Beatriz (2002), &#8220;La proximidad entre el portugu&eacute;s y el espa&ntilde;ol, &iquest;facilita o dificulta el aprendizaje? in M. Guti&eacute;rrez y J. Maestre (eds.), <i>El espa&ntilde;ol, lengua del mestizaje y la interculturalidad</i>, Actas del XIII Congreso Internacional de ASELE, Murcia, pp. 825-832.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000163&pid=S0807-8967201400010001200030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>United Nations (2012), <i>World Population Monitoring</i>, <i>Adolescents and Youth</i>, A Concise Report, dispon&iacute;vel em <a href="http://www.un.org/en/development/desa/population/publications/pdf/fertility/12_66976_adolescents_and_youth.pdf" target="_blank">http://www.un.org/en/development/desa/population/publications/pdf/fertility/12_66976_adolescents_and_youth.pdf</a>, consultado em 03/07/2014.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000165&pid=S0807-8967201400010001200031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>Vig&oacute;n Artos, Secundino (2005), &#8220;La cortes&iacute;a en la ense&ntilde;anza del ELE a lus&oacute;fonos&#8221;, in &Aacute;lvarez, A. Turza, C. Hoz, I. Iglesias, L. Barrientos, M. Prieto, M. Cuevas, M. Brafia, P. Mart&iacute;nez y V. Coto (eds.), <i>La competencia pragm&aacute;tica y la ense&ntilde;anza del espa&ntilde;ol como lengua extranjera</i>, Actas del XVI Congreso Internacional de Asele, Oviedo, pp. 658-669.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000167&pid=S0807-8967201400010001200032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Vig&oacute;n Artos, Secundino (2004), &#8220;La ense&ntilde;anza de la gram&aacute;tica del espa&ntilde;ol como lengua extranjera a lus&oacute;fonos&#8221;, in M.&ordf; A. Carballo, O. Moya, J. Platero y J. Guti&eacute;rrez (coords.), <i>Las gram&aacute;ticas y los diccionarios en la ense&ntilde;anza del espa&ntilde;ol como segunda lengua: deseo y realidad</i>, Actas del XV Congreso Internacional de Asele, Sevilla, pp. 903-914.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000169&pid=S0807-8967201400010001200033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref -->&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000170&pid=S0807-8967201400010001200034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>      <p><b>Notas:</b></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><sup><a href="#top1" name="1">[1]</a></sup>O presente artigo retoma, reenquadrando-o e desenvolvendo-o, o diagrama de regula&ccedil;&atilde;o graduada apresentado na Tese de Doutoramento intitulada Ensinar o l&eacute;xico espanhol a apren- dentes de l&iacute;ngua materna portuguesa: proposta metodol&oacute;gica para o ensino de espanhol l&iacute;ngua estrangeira, apresentada &agrave; Universidade da Beira Interior, em 2012, por Ricardo Gaspar.      <p><sup><a href="#top2" name="2">[2]</a></sup>Ao longo deste artigo, substituiremos as unidades lexicais Espanhol L&iacute;ngua Estrangeira, L&iacute;n- gua Estrangeira e L&iacute;nguas Segundas pelo acr&oacute;nimo E/LE e pelas siglas LE e L2, respetivamente.       <p><sup><a href="#top3" name="3">[3]</a></sup>Doravante, a express&atilde;o L&iacute;ngua Materna ser&aacute; substitu&iacute;da pela sigla LM. Por motivos de fidelidade com os textos originais, a exce&ccedil;&atilde;o verificar-se-&aacute; quando houver cita&ccedil;&otilde;es.      <p><sup><a href="#top4" name="4">[4]</a></sup>Ao refletirem sobre o conceito de campo sem&acirc;ntico, Ana Cristina Mac&aacute;rio Lopes e Gra&ccedil;a Rio-Torto (2007: 33-34) afirmam que esses &#8220;territ&oacute;rios lexicais encontram-se delimitados e organizados em fun&ccedil;&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es que aquilo que as palavras denotam estabelecem entre si nos mundos reais ou ficcionais em que ocorrem. Ou seja, as &aacute;reas lexicais, cujos conte&uacute;- dos e contornos s&atilde;o muitas vezes vari&aacute;veis, s&atilde;o determinadas ontol&oacute;gico-referencialmente, e paralelamente tamb&eacute;m pelas representa&ccedil;&otilde;es mentais que fazemos do modo como os objectos e os seres se encontram organizados. Porque se trata de concep&ccedil;&otilde;es formuladas com base nas situa&ccedil;&otilde;es experiencialmente e ancoradas nas redes de rela&ccedil;&otilde;es internas dessas situa&ccedil;&otilde;es, alguns campos lexicais t&ecirc;m geometria vari&aacute;vel, que &eacute; tanto mais intensa quanto mais largo &eacute; o universo dos seus termos&#8221;. Deste modo, as investigadoras elucidam-nos da abrang&ecirc;ncia nocio-funcional e, consequente, import&acirc;ncia que o estudo organizado em campos sem&acirc;ntico- -lexicais tem na did&aacute;tica das l&iacute;nguas.      <p><sup><a href="#top5" name="5">[5]</a></sup>Pela sua import&acirc;ncia, fazemos refer&ecirc;ncia, sobretudo, aos exerc&iacute;cios de consolida&ccedil;&atilde;o que os aprendentes, sob a orienta&ccedil;&atilde;o do professor, efetuar&atilde;o em espa&ccedil;os exteriores &agrave; sala de aulas. Neste &acirc;mbito, a pensar em formas de evitar o esquecimento lexical, Mar&iacute;a Jos&eacute; Gelabert, Isa- bel Bueso e Pedro Ben&iacute;tez (2002: 57) prop&otilde;em as denominadas post-actividades. Os autores sugerem diversos exerc&iacute;cios como &#8220;pedir al alumno que escriba frases con las nuevas palabras que ha aprendido en clase. Tambi&eacute;n pueden preparar tarjetas con la palabra por delante y la definici&oacute;n y una frase que contextualice el t&eacute;rmino por detr&aacute;s&#8221;. Eles (2002: 58) fazem ainda refer&ecirc;ncia &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o de jogos did&aacute;ticos como sendo instrumentos &#8220;muy productivos [que] motivan much&iacute;simo&#8221;. A realiza&ccedil;&atilde;o de atividades l&uacute;dicas (loto, sopas de letras, palavras cruza- das, entre outras) &eacute; uma fonte de motiva&ccedil;&atilde;o que prende o interesse e aten&ccedil;&atilde;o dos aprendentes.      <p><sup><a href="#top6" name="6">[6]</a></sup>Giovannini et al. (2010: 29) consideram que a compet&ecirc;ncia de comunica&ccedil;&atilde;o engloba as subcompet&ecirc;ncias comunicativa, de aprendizagem, lingu&iacute;stica, sociolingu&iacute;stica, discursiva, estrat&eacute;gica e sociocultural.</p>      <p><sup><a href="#top7" name="7">[7]</a></sup>No entanto, &eacute; importante destacar que os avan&ccedil;os habituais numa fase inicial da aprendizagem de uma LE que partilha grandes afinidades com a LM do aprendente nem sempre s&atilde;o sin&oacute;nimo de atualiza&ccedil;&otilde;es perfeitas nessa LE. Segundo Camorlinga (1997: 8/19), &#8220;a vantagem inicial, quando da aprendizagem de uma l&iacute;ngua cognata, nem sempre (ali&aacute;s, raras vezes) culmina no dom&iacute;nio quase perfeito e r&aacute;pido da l&iacute;ngua visada. Muito pelo contr&aacute;rio, o mais prov&aacute;vel &eacute; estacionar numa <i>interl&iacute;ngua</i>, mais ou menos distante da meta. Facilmente a <i>fossiliza&ccedil;&atilde;o</i> toma conta, inviabilizando qualquer progresso&#8221;. Posteriormente, faremos alus&atilde;o os conceitos de <i>interl&iacute;ngua</i> e de <i>fossiliza&ccedil;&atilde;o</i>, definindo-os (<i>infra</i> nota de rodap&eacute; 14).</p>      <p><sup><a href="#top8" name="8">[8]</a></sup>Qualquer atividade de diagn&oacute;stico ter&aacute; sempre limita&ccedil;&otilde;es pr&oacute;prias da sua natureza e estar&aacute; continuamente dependente de in&uacute;meros fatores intra e extra-sociais (focos de motiva&ccedil;&atilde;o, interesses, hor&aacute;rios escolares, perspetivas de carreira, etc.).</p>      <p><sup><a href="#top9" name="9">[9]</a></sup>Como &eacute; normal, a heterogeneidade das turmas influencia o desempenho docente e a aprendizagem de cada aluno, da&iacute; ser primordial a diagnose, a fim de tomar decis&otilde;es metodol&oacute;gicas adequadas &agrave;s especificidades de determinada situa&ccedil;&atilde;o. Salientar/rever conte&uacute;dos j&aacute; estudados; focalizar a an&aacute;lise did&aacute;tica em aspetos fonol&oacute;gicos, sem&acirc;nticos, culturais, entre outros; utilizar materiais genu&iacute;nos (<i>realia</i> &#8216;objetos/produtos aut&ecirc;nticos&#8217;) e/ou elaborados, assim como promover o trabalho individual, em pares ou grupos alargados s&atilde;o condutas poss&iacute;veis, depois de conhecer as necessidades lingu&iacute;sticas reais do aprendente.</p>      <p><sup><a href="#top10" name="10">[10]</a></sup>Tendo um suporte concreto baseado no dom&iacute;nio lexical que o aluno possui da l&iacute;ngua em aprendizagem, o professor consegue estabelecer mais facilmente, desde o in&iacute;cio do processo, metas e atividades ajustadas ao conhecimento de cada aluno ou turma.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><sup><a href="#top11" name="11">[11]</a></sup>Devemos ter em considera&ccedil;&atilde;o que a unidade lexical pode ser univerbal ou pluriverbal. Nas palavras de G&oacute;mez Molina (2008: 497), &#8220;la unidad l&eacute;xica (lexical item) [es] (&#8230;) la unidad de significado en el lexic&oacute;n mental, que sirve como elemento vehiculador de la cultura del espa&ntilde;ol y puede estar formada por una o m&aacute;s palabras (cabeza, paraguas, dinero negro, a la chita callando, tomar el pelo, no hay m&aacute;s cera que la que arde, etc.)&#8221;. Entre as unidades lexicais constitu&iacute;das por uma palavra, simples ou composta, o investigador (2004: 29) faz refer&ecirc;ncia a &#8220;coche, agridulce, camposanto&#8221;, enquanto para os exemplos que se relacionam com as unidades pluriverbais utiliza express&otilde;es como &#8220;buenos d&iacute;as, encantado de conocerte, llover torrencialmente, odio mortal, hora punta, pedir la mano, por la boca muere el pez&#8221;. Com base nestes princ&iacute;pios, consideramos <i>la mano</i> [&#8216;a m&atilde;o&#8217;] (primeiro n&uacute;mero da al&iacute;nea a) do teste lingu&iacute;stico &#8211; <i>infra</i> p. 294) uma unidade lexical (determinante artigo definido + nome ou substantivo) e ser&aacute; atendendo a esse conjunto lexical que faremos a contagem das unidades produzidas pelos alunos. Assim, um conjunto lexical &eacute; igual a uma unidade (que &eacute; igual a uma resposta). (<i>infra</i> pp. 295 e ss).</p>      <p><sup><a href="#top12" name="12">[12]</a></sup>Esta &eacute; a primeira das tr&ecirc;s etapas que formam a nossa proposta metodol&oacute;gica para o ensino, aprendizagem e consolida&ccedil;&atilde;o do E/LE (Gaspar, 2012). As restantes etapas (duas) s&atilde;o constitu&iacute;das pelo modelo em espiral &#8211; ferramenta did&aacute;tica dedicada ao ensino das unidades lexicais, abordando v&aacute;rios dom&iacute;nios (designativo referencial, pronuncia&ccedil;&atilde;o e ortografia, tradu&ccedil;&atilde;o, categoriza&ccedil;&atilde;o, estruturas sint&aacute;ticas e conex&otilde;es operantes, rela&ccedil;&otilde;es sem&acirc;nticas, genolexicaliza&ccedil;&atilde;o, dimens&atilde;o pragm&aacute;tica, variedades e varia&ccedil;&atilde;o lingu&iacute;sticas, valor cultural e atualiza&ccedil;&atilde;o discursiva); &eacute; sobretudo um aux&iacute;lio para o trabalho do professor &#8211; e pelo m&eacute;todo reflexivo-projecional que constitui uma conduta &uacute;til ao desenvolvimento da capacidade reflexiva do estudante e da sua autonomia, ajudando-o a ser um agente respons&aacute;vel pela pr&oacute;pria aprendizagem. A estrutura org&acirc;nica do m&eacute;todo reflexivo-projecional &eacute; formada por cinco pontos (sensibiliza&ccedil;&atilde;o, consciencializa&ccedil;&atilde;o, sele&ccedil;&atilde;o lexical, uso experimental e atualiza&ccedil;&atilde;o discursiva).</p>      <p><sup><a href="#top13" name="13">[13]</a></sup>Os ciclos de ensino do vocabul&aacute;rio, em que se subdivide cada unidade did&aacute;tica, representam os diversos campos sem&acirc;ntico-lexicais a estudar nessa unidade e a sua dura&ccedil;&atilde;o &eacute; determinada pelas afinidades lingu&iacute;sticas entre o portugu&ecirc;s e o espanhol, pela qualidade lingu&iacute;stica das produ&ccedil;&otilde;es dos aprendentes quando sejam realizadas atividades de diagn&oacute;stico e/ou pelo tempo curricular (natureza bienal ou trienal da disciplina) dedicado &agrave; aprendizagem do espanhol. Neste contexto, &eacute; importante real&ccedil;ar que ser&aacute; dedicado mais tempo de estudo &agrave;s unidades lexicais que apresentem menos semelhan&ccedil;as com o portugu&ecirc;s e/ou onde o aprendente sinta mais dificuldades (de tradu&ccedil;&atilde;o, por exemplo). Em sentido inverso, &agrave;s unidades com grandes afinidades com a l&iacute;ngua portuguesa e/ou onde o aluno apresente menos incorre&ccedil;&otilde;es ser&aacute; concedido um per&iacute;odo temporal menor. H&aacute; ainda a referir que a uma maior extens&atilde;o do(s) tra&ccedil;o(s) de cada ciclo do diagrama corresponder&aacute; mais tempo de ensino e aprendizagem lexical, inversamente ao(s) tra&ccedil;o(s) mais curto(s). O tra&ccedil;o(s) m&eacute;dio(s) enquadra(m)-se entre os dois anteriormente referidos e coincide(m) com o estudo das unidades lexicais de grau m&eacute;dio de afinidades lingu&iacute;sticas. Na <a href="#f1">figura 1</a>, os ciclos aparecem igualmente distribu&iacute;dos, porque apenas t&ecirc;m a fun&ccedil;&atilde;o de ilustrar os m&uacute;ltiplos campos sem&acirc;ntico-lexicais pr&oacute;prios de cada unidade did&aacute;tica.</p>      <p><sup><a href="#top14" name="14">[14]</a></sup>Neste caso, a an&aacute;lise incidir&aacute; apenas em produ&ccedil;&otilde;es escritas. Das 24 unidades lexicais alvo de tradu&ccedil;&atilde;o (na <a href="#f2">figura 2</a>, h&aacute; 24 subal&iacute;neas, correspondendo uma unidade a uma subal&iacute;nea &#8211; <i>infra</i> p. 294), h&aacute; a possibilidade de resultarem 528 unidades (n&uacute;mero resultante da multiplica&ccedil;&atilde;o do total de unidades &#8211; 24 &#8211; pelo n&uacute;mero de alunos &#8211; 22) na turma de 7&ordm; ano, n&iacute;vel A1, e de 336 na turma de 10&ordm; ano, n&iacute;vel A1.</p>      <p><sup><a href="#top15" name="15">[15]</a></sup>Larry Selinker e Usha Lakshmanan (1994: 197-198) consideram fen&oacute;menos lingu&iacute;sticos fossiliz&aacute;veis &#8220;(Of a linguistic form, feature, rule, etc.) to become permanently established in the interlanguage[*] of a second-language learner in a form that is desviant from the targetlanguage norm and that continues to appear in performance regardless of further exposure to the target language&#8221;. *De acordo com Barbieri Dur&atilde;o (2007: 23), a interl&iacute;ngua &#8220;es, sint&eacute;ticamente, un sistema ling&uuml;&iacute;stico en construcci&oacute;n que est&aacute; entre una lengua y otra(s)&#8221;.</p>      <p><sup><a href="#top16" name="16">[16]</a></sup>As unidades lexicais apresentadas sa~o produc&cedil;o~es escritas de alunos matriculados no 7o (22, turma C) e no 10o (14, turmas CT1 e CT2) anos de escolaridade, ni&acute;vel 1, a frequentar o AEF e foram obtidas atrave&acute;s de um teste de desempenho lingui&acute;stico aplicado nos dias 13 e 14 de janeiro de 2014. O referido teste e&acute; constitui&acute;do por uma questa~o que propo~e a traduc&cedil;a~o lexical de unidades isoladas pertencentes ao campo sema&#094;ntico-lexical el cuerpo humano e a elaborac&cedil;a~o de uma frase contendo uma unidade lexical do referido campo.</p>      <p><sup><a href="#top17" name="17">[17]</a></sup>Entre par&ecirc;ntesis surge o n&uacute;mero de aprendentes que entenderam e/ou traduziram corretamente a(s) unidade(s) lexical(is) e, precedendo esse n&uacute;mero, expomos, a negrito, as produ&ccedil;&otilde;es dos alunos.</p>      <p><sup><a href="#top18" name="18">[18]</a></sup>A sigla A1 faz parte do conjunto dos n&iacute;veis comuns de refer&ecirc;ncia para o ensino e aprendizagem do espanhol (A1-A2, B1-B2 e C1-C2) estabelecidos pelo <i>Consejo de Europa</i> no <i>Marco com&uacute;n europeo de referencia para las lenguas: aprendizaje, ense&ntilde;anza, evaluaci&oacute;n</i> (MCER). Para termos uma perce&ccedil;&atilde;o cabal da adequa&ccedil;&atilde;o dos referidos n&iacute;veis &agrave;s situa&ccedil;&otilde;es de ensino-aprendizagem, devemos saber que, de acordo com o <i>Plan Curricular del Instituto Cervantes</i> (2007: 17)<i>,</i> &#8220;la relaci&oacute;n de <i>Objetivos generales</i> [del Plan Curricular del Instituto Cervantes] se presenta organizada con criterios distintos en el primer punto (dimensi&oacute;n de agente social) y en los puntos segundo (hablante intercultural) y tercero (aprendiente aut&oacute;nomo). En la dimensi&oacute;n de <i>agente social</i> se presentan los objetivos distribuidos en tres etapas, que se corresponden con el an&aacute;lisis del <i>MCER</i>. La etapa o estadio <i>inicial</i> &#8211; A1 y A2 &#8211; define la capacidad ling&uuml;&iacute;stica de lo que el <i>MCER</i> denomina <i>usuario b&aacute;sico</i>. La etapa o estadio <i>avanzado</i> &#8211; B1 y B2 &#8211; define la capacidad del <i>usuario independiente</i>. Y la etapa o estadio <i>superior</i> &#8211; C1 y C2 -, la del <i>usuario competente</i>&#8221;.</p>      <p><sup><a href="#top19" name="19">[19]</a></sup>Entre par&ecirc;ntesis surge o n&uacute;mero de aprendentes que entenderam e/ou traduziram corretamente a unidade lexical, seguindo-se a(s) varia&ccedil;&atilde;o(&otilde;es) produzida(s).</p>      <p><sup><a href="#top20" name="20">[20]</a></sup>Nas pr&oacute;ximas refer&ecirc;ncias aos aprendentes com necessidades educativas especiais, utilizaremos o acr&oacute;nimo NEE.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><sup><a href="#top21" name="21">[21]</a></sup>As unidades lexicais acompanhadas de * (asterisco) s&atilde;o produ&ccedil;&otilde;es dos aprendentes e apresentam erros ortogr&aacute;ficos, na utiliza&ccedil;&atilde;o de mai&uacute;sculas e min&uacute;sculas, sem&acirc;nticos, de omiss&atilde;o do artigo definido e/ou do substantivo. Estes crit&eacute;rios aplicam-se tamb&eacute;m a produ&ccedil;&otilde;es lingu&iacute;sticas id&ecirc;nticas que aparecem mais &agrave; frente no artigo.</p>      <p><sup><a href="#top22" name="22">[22]</a></sup>As frases acompanhadas de * (asterisco) s&atilde;o produ&ccedil;&otilde;es dos alunos e apresentam erros estruturais / sint&aacute;ticos (concord&acirc;ncia e omiss&atilde;o de elementos verbo), ortogr&aacute;ficos, sem&acirc;nticos, de pontua&ccedil;&atilde;o e de utiliza&ccedil;&atilde;o de mai&uacute;sculas e min&uacute;sculas. Estes crit&eacute;rios aplicam-se, tamb&eacute;m, a produ&ccedil;&otilde;es lingu&iacute;sticas id&ecirc;nticas que aparecer&atilde;o mais &agrave; frente no artigo.</p>      <p><sup><a href="#top23" name="23">[23]</a></sup>No contexto do processo de ensino-aprendizagem do E/LE, entendemos que a atualiza&ccedil;&atilde;o de uma unidade lexical consiste em aprende-la: ter contacto com ela, memoriz&aacute;-la, conserv&aacute;-la e estabelecer conex&otilde;es entre essa e as demais unidades j&aacute; aprendidas, desenvolvendo uma capacidade de comunica&ccedil;&atilde;o efetiva.</p>      <p><sup><a href="#top24" name="24">[24]</a></sup>Ao analisar as produ&ccedil;&otilde;es lingu&iacute;sticas dos aprendentes, decidimos agrup&aacute;-las tendo em considera&ccedil;&atilde;o, sobretudo, as afinidades morfol&oacute;gicas e sem&acirc;nticas partilhadas com a l&iacute;ngua portuguesa. Desta forma, conseguiremos maior objetividade na gradua&ccedil;&atilde;o lexical. Importa tamb&eacute;m sublinhar que, com base nas respostas dos alunos e respetivas dificuldades, estabelecemos tr&ecirc;s intervalos qu&acirc;ntico-lexicais &#8211; 0 a 9; 10 a 17; e 18 a 22 respostas corretas &#8211; &uacute;teis &agrave; gradua&ccedil;&atilde;o das unidades. Com estes intervalos, cri&aacute;mos tr&ecirc;s patamares determinados pelo n&uacute;mero de respostas corretas dadas pelos alunos; cada um equivale a cerca de um ter&ccedil;o do total de respostas. A ado&ccedil;&atilde;o destes crit&eacute;rios metodol&oacute;gicos prende-se com o objetivo de aperfei&ccedil;oar a compet&ecirc;ncia de comunica&ccedil;&atilde;o dos aprendentes atrav&eacute;s do refor&ccedil;o temporal dedicado ao estudo do l&eacute;xico. A exercita&ccedil;&atilde;o das unidades lexicais (contacto, uso, eventual corre&ccedil;&atilde;o e atualiza&ccedil;&atilde;o) &eacute; essencial, para isso, decidimos estabelecer tr&ecirc;s intervalos, sendo que, no primeiro, inclu&iacute;mos at&eacute; nove respostas corretas, no segundo, at&eacute; oito e, no terceiro, at&eacute; cinco. O facto de haver um n&uacute;mero menor de respostas corretas de intervalo para intervalo est&aacute; inversamente relacionado com o per&iacute;odo temporal a dedicar ao estudo das unidades lexicais em quest&atilde;o, ou seja, ao menor n&uacute;mero de respostas corretas corresponde mais tempo de ensino-aprendizagem. Neste &acirc;mbito, o docente, ao planificar o ensino do l&eacute;xico, far&aacute; uma calendariza&ccedil;&atilde;o que consagrar&aacute; per&iacute;odos temporais mais longos para a aprendizagem das unidades a que os aprendentes menos responderam ou responderam com incorre&ccedil;&atilde;o.</p>      <p><sup><a href="#top25" name="25">[25]</a></sup>De acordo com a nossa investiga&ccedil;&atilde;o (Gaspar, 2012: 152), &#8220;Entendemos que o grau m&eacute;dio de afinidades subdivide-se em dois tipos de unidades lexicais: as detentoras de varia&ccedil;&otilde;es morfol&oacute;gicas pontuais &#8211; acentua&ccedil;&atilde;o, ditonga&ccedil;&atilde;o e/ou situa&ccedil;&otilde;es em que diverge apenas uma letra relativamente &agrave; l&iacute;ngua portuguesa (ex.: &#8220;pierna&#8221;, &#8220;h&iacute;gado&#8221;, &#8220;pie&#8221;, &#8220;sardina&#8221;, &#8220;patata&#8221;, &#8220;pimiento&#8221;, etc.) e as unidades com v&aacute;rias diferen&ccedil;as formais t&ecirc;m um conjunto de letras que divergem do portugu&ecirc;s -, mas que, no c&ocirc;mputo geral, mant&ecirc;m determinadas caracter&iacute;sticas fonol&oacute;gicas comuns &agrave;s duas l&iacute;nguas ib&eacute;ricas (ex.: &#8220;corbata&#8221;, &#8220;coraz&oacute;n&#8221;, &#8220;ri&ntilde;&oacute;n&#8221;, &#8220;chuleta&#8221;, &#8220;queso&#8221;, etc.). Em ambos os tipos lexicais, os restantes aspetos lingu&iacute;sticos s&atilde;o, no geral, coincidentes. Por associa&ccedil;&atilde;o com a LM, o aluno facilmente consegue deduzir os significantes e significados destas unidades e, n&atilde;o raras vezes, fazer a sua atualiza&ccedil;&atilde;o escrita e/ou oral correta&#8221;.</p>      <p><sup><a href="#top26" name="26">[26]</a></sup>As unidades <i>la cadera</i>, <i>la rodilla</i>, <i>la mu&ntilde;eca</i> e <i>el cuello</i> s&atilde;o falsos amigos lexicais (poss&iacute;veis tradu&ccedil;&otilde;es por associa&ccedil;&atilde;o errada: a cadeira, a rodilha, a boneca e o coelho, respetivamente) que, no geral, n&atilde;o se revelaram como sendo-o, certamente, porque o campo sem&acirc;ntico-lexical a que pertencem ajudou os aprendentes a evitarem qualquer erro por falsa associa&ccedil;&atilde;o com a LM. Tal facto apenas n&atilde;o se verificou nas respostas dos aprendentes de 7&ordm; ano ao traduzirem a unidade lexical <i>la cadera</i>, situa&ccedil;&atilde;o em que seis deles a traduziram por cadeira ou a cadeira.</p>      <p><sup><a href="#top27" name="27">[27]</a></sup>Como afirmamos em Gaspar (2012: 149) a prop&oacute;sito do diagrama de regula&ccedil;&atilde;o graduada, recorrendo a este instrumento, &#8220;o professor tem dispon&iacute;vel uma ferramenta base a partir da qual orientar&aacute; a planifica&ccedil;&atilde;o lexical (&#8230;) A cria&ccedil;&atilde;o dos ciclos assenta na exist&ecirc;ncia de v&aacute;rios campos sem&acirc;ntico-lexicais, representados no diagrama pelo conjunto de tra&ccedil;os verticais abrangidos por cada chaveta, que ser&atilde;o alvo de estudo durante um per&iacute;odo temporal concreto&#8221;. Neste &acirc;mbito, conv&eacute;m sublinhar que a uma maior extens&atilde;o do(s) tra&ccedil;o(s) corresponder&aacute; mais tempo de ensino e aprendizagem lexical, inversamente ao(s) tra&ccedil;o(s) mais curto. O tra&ccedil;o(s) m&eacute;dio(s) enquadra-se entre os dois anteriormente referidos e coincide com o estudo das unidades lexicais de grau m&eacute;dio de afinidades lingu&iacute;sticas (<i>supra</i> nota de rodap&eacute; 24).</p>      <p><sup><a href="#top28" name="28">[28]</a></sup>Tal como fizemos para o 7&ordm; ano, n&iacute;vel A1, tamb&eacute;m ao analisar as produ&ccedil;&otilde;es lingu&iacute;sticas dos aprendentes do 10&ordm; ano, n&iacute;vel A1, decidimos agrup&aacute;-las, estabelecendo tr&ecirc;s intervalos qu&acirc;ntico-lexicais &#8211; 0 a 4; 5 a 9; e 10 a 14 respostas corretas. Contudo, neste caso, n&atilde;o h&aacute; um n&uacute;mero decrescente de respostas corretas de intervalo para intervalo (<i>supra</i> nota de rodap&eacute; 26), mas antes uma divis&atilde;o harm&oacute;nica (quatro/cinco unidades em cada intervalo). Tal decis&atilde;o metodol&oacute;gica deve-se, sobretudo, ao tempo curricular (natureza bienal da disciplina &#8211; ser&aacute; trienal apenas em caso de op&ccedil;&atilde;o; enquanto que, para os alunos de 7&ordm; ano, a disciplina ter&aacute; a dura&ccedil;&atilde;o de tr&ecirc;s anos, podendo ter, em caso de op&ccedil;&atilde;o, cinco ou seis) destinado &agrave; aprendizagem do espanhol. Assim, para um curto per&iacute;odo de tempo (dois anos, regra geral, para os aprendentes que iniciam a aprendizagem no 10&ordm; ano), consideramos que ser&aacute; conveniente trabalhar todas as unidades lexicais de forma equitativa, sem valorizar um n&uacute;mero (maior) de respostas incorretas em detrimento das incorre&ccedil;&otilde;es menos frequentes. O principal objetivo consiste em ensinar conte&uacute;dos lexicais diversificados (substantivos, numerais, express&otilde;es idiom&aacute;ticas, etc.) ao aprendente, evitando uma atua&ccedil;&atilde;o did&aacute;tica que conceda a determinadas unidades maior destaque comunicativo relativamente a outras, ou seja, &eacute; essencial que o professor de E/LE proporcione ao aluno experi&ecirc;ncias de aprendizagem onde existam contextos discursos adequados &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o de um l&eacute;xico variado a todos os n&iacute;veis (fon&eacute;tico, sint&aacute;tico, sem&acirc;ntico, etc.). Ao serem analisadas as respostas dos aprendentes e planificado o ensino lexical de acordo com o diagrama de regula&ccedil;&atilde;o graduada, os intervalos (0 a 4; 5 a 9; e 10 a 14 respostas corretas) corresponder&atilde;o aos tra&ccedil;os verticais do referido diagrama (tra&ccedil;os de maior extens&atilde;o (0 a 4), tra&ccedil;os m&eacute;dios (5 a 9) e tra&ccedil;os mais curtos (10 a 14)), procedendo-se ao ensino e aprendizagem das unidades lexicais nos termos do seu funcionamento (<i>supra</i> notas de rodap&eacute; 12 e 23).</p>      <p><sup><a href="#top29" name="29">[29]</a></sup><i>Supra</i> nota de rodap&eacute; 25.</p>      <p><sup><a href="#top30" name="30">[30]</a></sup>N&atilde;o nos parece razo&aacute;vel pensar que os aprendentes tenham feito qualquer associa&ccedil;&atilde;o com codo: c&oacute;d&atilde;o (1. congela&ccedil;&atilde;o da humidade infiltrada no solo, geada, 2. sincelo) ou g&eacute;nero de hidrofil&aacute;ceas, conceito pertencente ao &acirc;mbito da Bot&acirc;nica.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><sup><a href="#top31" name="31">[31]</a></sup>Tendo em considera&ccedil;&atilde;o as unidades m&iacute;nimas de comunica&ccedil;&atilde;o de todos os aprendentes (7&ordm;- <i>6.1. supra</i> pp. 302 a 304 &#8211; e 10&ordm; anos), entendemos que a pontua&ccedil;&atilde;o &#8211; neste caso, o ponto final - <i>6.2.</i> ser&aacute; estudada num per&iacute;odo temporal curto, ou n&atilde;o t&atilde;o extenso como as unidades lexicais com algumas (ou sem) afinidades lingu&iacute;sticas com o espanhol, porque as regras de utiliza&ccedil;&atilde;o deste sinal de pontua&ccedil;&atilde;o coincidem com as da l&iacute;ngua portuguesa. O mesmo n&atilde;o sucederia ao estudar os sinais de interroga&ccedil;&atilde;o e/ou exclama&ccedil;&atilde;o, uma vez que, &#8211; como afirma Salvador Guti&eacute;rrez Ord&oacute;&ntilde;ez (2012: 93) &#8211;, estes, em portugu&ecirc;s, n&atilde;o &#8220;son signos dobles cuya funci&oacute;n principal es delimitar, respectivamente, las secuencias interrogativas y exclamativas directas&#8221;. Para regular a gradua&ccedil;&atilde;o dos sinais ortogr&aacute;ficos (classificados em tr&ecirc;s grupos: diacr&iacute;ticos, de pontua&ccedil;&atilde;o e auxiliares), o professor dever&aacute; ter sempre em aten&ccedil;&atilde;o os resultados da diagnose (o n&uacute;mero de erros por grupo de aprendentes) e, caso estes n&atilde;o existam, analisar as afinidades lingu&iacute;sticas e de utiliza&ccedil;&atilde;o comparativamente ao portugu&ecirc;s. Assim, haver&aacute; maior objetividade, pertin&ecirc;ncia e rigor no momento de estabelecer o per&iacute;odo temporal a dedicar ao estudo do l&eacute;xico e dos sinais que o acompanham.</p>      <p><sup><a href="#top32" name="32">[32]</a></sup>Real&ccedil;amos a idade, mas poder&iacute;amos analisar muitos outros fatores que afetam a aprendizagem das segundas l&iacute;nguas. Diane Larsen-Freeman e Michael H. Long (1994: 187-190) destacam a mem&oacute;ria (Cook, 1979), a consci&ecirc;ncia (Gattegno, 1976), o desejo (Leontiev, 1981; Strevens, 1978), o interesse (Henning, 1983), o sexo (Farhady, 1982; Eisenstein, 1982; Lakoff, 1973; Zimmerman e West, 1975; Gass e Varonis, 1986), a ordem de nascimento (Rosenblum e Dorman, 1978; Seliger, 1984), as experi&ecirc;ncias anteriores (Strevens, 1978; Cummins, 1978; Cummins <i>et al.</i>, 1984; Rivers, 1979; Nation e McLaughlin, 1986; Farhady, 1982), e a incapacidade lingu&iacute;stica. De acordo com Larsen-Freeman e H. Long (1994: 188), este &uacute;ltimo fator &eacute; vis&iacute;vel &#8220;cuando los estudiantes padecen de alteraciones espec&iacute;ficas del lenguaje tales como la dislexia o la estrefosimbolia, o tienen defectos de visi&oacute;n o de o&iacute;do&#8221;.</p>      <p><sup><a href="#top33" name="33">[33]</a></sup>A adolesc&ecirc;ncia &eacute; um per&iacute;odo de transi&ccedil;&atilde;o entre a inf&acirc;ncia e a idade adulta. Steinberg (1993) considera que a adolesc&ecirc;ncia se estende aproximadamente dos 11 aos 21 anos de vida. Por seu lado, a ONU (2012: 1) define juventude como a fase entre os 15 e os 24 anos de idade, salientando, contudo, que os limites de idade variam de acordo com cada pa&iacute;s e cultura. A Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de (2014: 1) define adolescente como &#8220;[the] people ages 10-19 years&#8221;. No Brasil, o Estatuto da Crian&ccedil;a e do Adolescente (2010: 11) estabelece que, para efeitos legais, a crian&ccedil;a &eacute; &#8220;a pessoa at&eacute; doze anos de idade incompletos, e adolescente aquela entre doze e dezoito anos de idade&#8221;.</p>      <p><sup><a href="#top34" name="34">[34]</a></sup>Os autores (1990) consideram que a adolesc&ecirc;ncia implica um processo evolutivo ao longo de tr&ecirc;s estados de matura&ccedil;&atilde;o: o org&acirc;nico, o psicol&oacute;gico e o social. Cada um desses estados reflete uma fase de transi&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a para o ser adulto. Assim, consideram a evolu&ccedil;&atilde;o da adolesc&ecirc;ncia ao longo de tr&ecirc;s fases, sendo estas caracterizadas pela viv&ecirc;ncia e aquisi&ccedil;&atilde;o de diversas compet&ecirc;ncias (fase inicial &#8211; 11 a 14 anos &#8211;, fase interm&eacute;dia &#8211; 13 a 16 anos &#8211; e fase final &#8211; 15 a 21 anos). As mudan&ccedil;as f&iacute;sicas manifestam-se sobretudo na fase inicial, tamb&eacute;m designada por puberdade ou pr&eacute;-adolesc&ecirc;ncia e, ainda que de forma menos acentuada, ao longo das fases seguintes. Na fase interm&eacute;dia, isto &eacute;, na adolesc&ecirc;ncia propriamente dita, destaca-se o desenvolvimento cognitivo, embora a sua reestrutura&ccedil;&atilde;o e evolu&ccedil;&atilde;o tenha come&ccedil;ado na fase inicial e continue at&eacute; &agrave; fase final. Nesta &uacute;ltima fase, salientam-se os aspetos sociais, onde se expressam de forma mais significativa comparativamente &agrave;s fases anteriores.</p>       <p><sup><a href="#top35" name="35">[35]</a></sup>No dom&iacute;nio da gradua&ccedil;&atilde;o lexical do E/LE, tendo em conta aprendentes de LM portuguesa, estaremos ainda no in&iacute;cio de um longo percurso de investiga&ccedil;&atilde;o. Em Portugal, tal facto deve-se, porventura, &agrave; falta generalizada de interesse pelo estudo do E/LE, sobretudo, no ensino n&atilde;o superior, at&eacute; aos primeiros anos da d&eacute;cada de 90 do s&eacute;culo XX. A partir da&iacute;, a l&iacute;ngua espanhola tem vindo a ser objeto de estudo por milhares de alunos em todo o pa&iacute;s, havendo, em paralelo, uma crescente forma&ccedil;&atilde;o de professores (RedEle, 2012).</p>      <p><sup><a href="#top36" name="36">[36]</a></sup>Na sua investiga&ccedil;&atilde;o, Trindade Natel (2002) realizou testes de compreens&atilde;o oral, escrita e a express&otilde;es de mando utilizadas pelos professores para conduzir a aula com o intuito de averiguar a proximidade lingu&iacute;stica (portugu&ecirc;s e espanhol) em termos de compreens&atilde;o e algumas poss&iacute;veis vantagens de tal semelhan&ccedil;a. Quanto a Vig&oacute;n Artos (2004), o estudioso investigou problemas de uso gramatical (g&eacute;nero, n&uacute;mero, determinantes, sujeitos lexicais, complementos direto e indireto, aditamentos, atributos, aposi&ccedil;&otilde;es e ora&ccedil;&otilde;es) entre o portugu&ecirc;s e o espanhol e (2005) as formas de tratamento (cortesia) no ensino do E/LE a aprendentes de LM portuguesa.</p>      <p><sup><a href="#top37" name="37">[37]</a></sup>Esta natureza trigradual consubstancia-se na exist&ecirc;ncia de unidades lexicais que, em compara&ccedil;&atilde;o com a l&iacute;ngua portuguesa, apresentam tr&ecirc;s tipos de graus de afinidade: grande (<i>boca</i> &#8211; boca), m&eacute;dio (<i>h&iacute;gado</i> &#8211; f&iacute;gado) e nulo (<i>espaldas</i> &#8211; costas) ou d&uacute;plice (<i>cadera</i> &#8211; anca &Ouml; falso amigo &#8211; cadeira). &Eacute; fundamental sublinhar que tanto as unidades integrantes (aquelas que o docente, sem realiza&ccedil;&atilde;o de diagn&oacute;stico, agrupa de acordo com o grau de afinidade lingu&iacute;stica) como as que ser&atilde;o integradas (as unidades lexicais produzidas pelo aluno mediante atividades de diagnose &#8211; os exerc&iacute;cios de diagn&oacute;stico revestem-se de extrema import&acirc;ncia, porque nem sempre as unidades com maior semelhan&ccedil;a, relativamente ao portugu&ecirc;s, representam menos dificuldade para o discente (<i>supra</i> <a href="#f3">tabela 1</a> e <a href="#f5">figura 3</a>: unidade <i>el pie</i>)) nos graus de afinidade e nos grupos qu&acirc;ntico-lexicais refletir&atilde;o a necessidade de serem-lhe dedicados per&iacute;odos temporais diferentes de acordo com as dificuldades do grupo de alunos em aprendizagem.</p>      <p><sup><a href="#top38" name="38">[38]</a></sup>Estas s&atilde;o frases elaboradas por alunos do 10&ordm; ano, n&iacute;vel A1 (<i>supra</i> <a href="#f4">tabela 2</a>).</p>      <p><sup><a href="#top39" name="39">[39]</a></sup>A este propo&acute;sito, Strevens apud Diane Larsen-Freeman e Michael H. Long (1994: 189) refere que &#8220;el dominio que tiene el aprendiz de su lengua materna &#8211; incluso si procede de una familia culta &#8211; influira&acute; en los progresos que haga en la [segunda lengua]&#8221;. Tambe&acute;m W. Rivers apud Diane Larsen-Freeman e Michael H. Long (1994: 190) considera que a aprendizagem de uma li&acute;ngua e&acute; extremamente beneficiada se o aprendente aproveitar as semelhanc&cedil;as existentes entre um idioma ja&acute; conhecido e aquele que deseja aprender. Este autor destaca o seu caso, afirmando que &#8220;para el aprendizaje de su sexta lengua, el espan~ol, se apoyo&acute; mucho en la segunda, el france&acute;s, aprovechando el parecido que hay entre ambas&#8221;.       ]]></body><back>
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