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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Grupos consonânticos na escola: desenvolvimento fonológico e conhecimento ortográfico]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This paper is focused on possible correlations between two of the different types of linguistic knowledge enrolled in an educational context: the implicit phonological knowledge and the orthographic knowledge. We thus describe and discuss oral and written productions of two types of consonantal sequences in European Portuguese produced by monolingual children attending the 1st and 4th grades of two elementary schools in Portugal: branching Onsets (sequence of obstruent+liquid) and consonant clusters referred in the literature as problematic strings (sequences of plosive+plosive, plosive+nasal, plosive+fricative, nasal+nasal, fricative+ plosive).]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Grupos conson&acirc;nticos na escola: desenvolvimento fonol&oacute;gico e conhecimento ortogr&aacute;fico</b></p>      <p><b>Consonant clusters in primary school: phonological development and orthographic knowledge</b></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Rita Santos*; Maria Jo&atilde;o Freitas**; Jo&atilde;o Veloso**</b></p>      <p>*Universidade de Lisboa, Portugal, <a href="mailto:rnazares@gmail.com">rnazares@gmail.com</a></p>      <p>**Universidade de Lisboa, Portugal, <a href="mailto:joaofreitas@fl.ul.pt">joaofreitas@fl.ul.pt</a></p>      <p>***Universidade do Porto, Portugal, <a href="mailto:jveloso@letras.up.pt">jveloso@letras.up.pt</a></p>      <p>&nbsp;</p>      <p> <b>RESUMO</b> </p>      <p>O presente artigo centra-se na explora&ccedil;&atilde;o de poss&iacute;veis correla&ccedil;&otilde;es entre dois dos v&aacute;rios tipos de  conhecimento  lingu&iacute;stico recrutados em contexto educativo: o conhecimento fonol&oacute;gico impl&iacute;cito e o conhecimento ortogr&aacute;fico. Desta  forma, este trabalho foca-se nas produ&ccedil;&otilde;es orais e escritas de dois tipos de sequ&ecirc;ncias conson&acirc;nticas em portugu&ecirc;s  europeu: os  Ataques ramificados (sequ&ecirc;ncias de obstruinte+l&iacute;quida) e os grupos conson&acirc;nticos tidos na literatura como grupos  problem&aacute;ticos  (sequ&ecirc;ncias de oclusiva+oclusiva, oclusiva+nasal, oclusiva+fricativa nasal+nasal, fricativa+oclusiva), produzidos por crian&ccedil;as  monolingues  a frequentar os 1o e 4o anos de escolaridade do Ensino B&aacute;sico, em Portugal.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Palavras chave</b>: aquisi&ccedil;&atilde;o da linguagem; desenvolvimento fonol&oacute;gico; desenvolvimento ortogr&aacute;fico;  complexidade  sil&aacute;bica; Portugu&ecirc;s Europeu.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p> <b>ABSTRACT</b> </p>      <p>This paper is focused on possible correlations between two of the different types of linguistic knowledge enrolled in an educational context: the implicit phonological knowledge and the orthographic knowledge. We thus describe and discuss oral and written productions of two types of consonantal sequences in European Portuguese produced by monolingual children attending the 1st and 4th grades of two elementary schools in Portugal: branching Onsets (sequence of obstruent+liquid) and consonant clusters referred in the literature as problematic strings (sequences of plosive+plosive, plosive+nasal, plosive+fricative, nasal+nasal, fricative+ plosive).</p>      <p><b>Keywords</b>: language acquisition; phonological development; orthographic knowledge development; syllabic complexity; European Portuguese.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p>1 Introdu&ccedil;&atilde;o</p>      <p>Na sequ&ecirc;ncia do desenvolvimento dos modelos fonol&oacute;gicos multilineares, tem sido realizada, desde os anos 80, investiga&ccedil;&atilde;o sobre a aquisi&ccedil;&atilde;o de diferentes tipos de grupos conson&acirc;nticos em v&aacute;rias l&iacute;nguas do mundo, particularmente no contexto da observa&ccedil;&atilde;o do modo como as crian&ccedil;as adquirem a estrutura sil&aacute;bica da(s) sua(s) l&iacute;ngua(s) materna(s) (entre outros Fikkert, 1994; Freitas, 1997, 2003; Rose, 2000; Freitas &amp; Rodrigues, 2003; Goad &amp; Rose, 2004; Fikkert &amp; Freitas, 2004; Almeida, 2011). An&aacute;lises propostas para os v&aacute;rios tipos de sequ&ecirc;ncias conson&acirc;nticas presentes nas gram&aacute;ticas-alvo foram testadas em dados recolhidos em v&aacute;rias fases do desenvolvimento fonol&oacute;gico infantil, tanto em crian&ccedil;as monolingues como bilingues. Diferentes ordens de aquisi&ccedil;&atilde;o e diferentes estrat&eacute;gias de reconstru&ccedil;&atilde;o t&ecirc;m permitido contribuir para a identifica&ccedil;&atilde;o das naturezas distintas dos v&aacute;rios grupos conson&acirc;nticos estudados. Paralelamente, m&uacute;ltiplos estudos t&ecirc;m disponibilizado informa&ccedil;&atilde;o sobre a aprendizagem da ortografia nos primeiros anos de escolaridade (para dados relativos ao portugu&ecirc;s, cf. Pinto, 1997; Alves Martins &amp; Nisa, 1998; Miranda, 2007; Veloso, 2010), sendo tradicionalmente mais trabalhada a dimens&atilde;o segmental do que a sil&aacute;bica. No entanto, n&atilde;o t&ecirc;m sido exploradas poss&iacute;veis correla&ccedil;&otilde;es entre desenvolvimento fonol&oacute;gico e consolida&ccedil;&atilde;o do conhecimento ortogr&aacute;fico, dimens&otilde;es do processamento lingu&iacute;stico ainda em desenvolvimento nos primeiros anos do percurso acad&eacute;mico infantil. Assim, para a realiza&ccedil;&atilde;o do estudo relatado no presente artigo, definimos os seguintes objetivos: (i) identificar o grau de sucesso na produ&ccedil;&atilde;o de dois tipos de sequ&ecirc;ncias conson&acirc;nticas em portugu&ecirc;s europeu (doravante, PE), os Ataques ramificados (<i><u>pr</u>ato; <u>bl</u>oco; <u>fr</u>uta; <u>fl</u>or</i>) e os grupos conson&acirc;nticos designados na literatura como problem&aacute;ticos (<i><u>pn</u>eu; a<u>ft</u>a; a<u>pt</u>o; a<u>mn</u>istia; a<u>dv</u>&eacute;rbio</i>) por violarem princ&iacute;pios de boa forma&ccedil;&atilde;o sil&aacute;bica (Barbosa, 1965, 1994; C&acirc;mara, 1970, 1971; Mateus &amp; d&#8217;Andrade, 2000); (ii) contribuir para a discuss&atilde;o sobre poss&iacute;veis correla&ccedil;&otilde;es entre desenvolvimento fonol&oacute;gico e conhecimento ortogr&aacute;fico, no percurso acad&eacute;mico das crian&ccedil;as no 1&ordm; Ciclo do Ensino B&aacute;sico.</p>      <p>Os Ataques ramificados em portugu&ecirc;s s&atilde;o constitu&iacute;dos por sequ&ecirc;ncias de uma obstruinte em C<sub>1</sub> (oclusiva ou fricativa) seguida de uma l&iacute;quida em C<sub>2</sub> (lateral ou vibrante). Estas sequ&ecirc;ncias conson&acirc;nticas obedecem a princ&iacute;pios universais de boa forma&ccedil;&atilde;o sil&aacute;bica (<i>Princ&iacute;pio de Sonoridade; Condi&ccedil;&atilde;o de Dissemelhan&ccedil;a</i>; cf. Selkirk, 1982/1984 e Blevins, 1995; para o portugu&ecirc;s, veja-se Vig&aacute;rio &amp; Fal&eacute;, 1994; Mateus &amp; d&#8217;Andrade, 2000; Bisol, 2005; Veloso, 2006), sendo consideradas tautossil&aacute;bicas e, como tal, representadas no dom&iacute;nio do Ataque de um mesmo n&oacute; sil&aacute;bico ([[C<sub>1</sub>C<sub>2</sub>]<sub>ataque</sub>[V]<sub>n&uacute;cleo</sub>]<sub>s&iacute;laba</sub>). Nos grupos conson&acirc;nticos problem&aacute;ticos (<i><u>pn</u>eu</i>), as duas consoantes s&atilde;o consideradas heterossil&aacute;bicas por exibirem ep&ecirc;ntese voc&aacute;lica obrigat&oacute;ria no portugu&ecirc;s do Brasil (doravante, PB) e opcional no PE (<i><u>pn</u>eu</i> [pin&eacute;w] no PB e [p?n&eacute;w] no PE) e por violarem princ&iacute;pios de boa forma&ccedil;&atilde;o sil&aacute;bica: em todos os casos, n&atilde;o existe preserva&ccedil;&atilde;o da diferen&ccedil;a m&iacute;nima de grau de sonoridade entre os dois membros de cada grupo, o que implica a viola&ccedil;&atilde;o da Condi&ccedil;&atilde;o de Dissemelhan&ccedil;a; em alguns casos (<i>fricativa+oclusiva; oclusiva+oclusiva; nasal+nasal</i>), n&atilde;o se regista subida no grau de sonoridade das consoantes adjacentes, o que viola o Princ&iacute;pio de Sonoridade. Assim, neste &uacute;ltimo caso, Mateus e d&#8217;Andrade (2000) prop&otilde;em que as duas consoantes sejam representadas no dom&iacute;nio de Ataques n&atilde;o ramificados de s&iacute;labas adjacentes: a primeira consoante &eacute; Ataque de uma s&iacute;laba com N&uacute;cleo vazio, hospedando este a vogal epent&eacute;tica; a segunda consoante &eacute; Ataque de uma outra s&iacute;laba, adjacente &agrave; direita ([[C]<sub>ataque</sub>[&#8709;]<sub>n&uacute;cleo</sub>]<sub>s&iacute;laba</sub> + [[C]<sub>ataque</sub>[V]<sub>n&uacute;cleo</sub>]<sub>s&iacute;laba</sub>). Esta representa&ccedil;&atilde;o contrasta com a assumida para as sequ&ecirc;ncias de <i>obstruinte+l&iacute;quida,</i> que, por n&atilde;o violarem princ&iacute;pios de boa forma&ccedil;&atilde;o sil&aacute;bica, s&atilde;o analisadas como tautossil&aacute;bicas, representadas no dom&iacute;nio do n&oacute; Ataque ([C<sub>1</sub>C<sub>2</sub>]<sub>ataque</sub>[V]<sub>n&uacute;cleo</sub>]<sub>s&iacute;laba</sub>). Em termos de frequ&ecirc;ncia, v&aacute;rios autores portugueses e brasileiros t&ecirc;m referido, desde os anos 60, a frequ&ecirc;ncia mais elevada de Ataques ramificados no portugu&ecirc;s relativamente &agrave; dos grupos conson&acirc;nticos problem&aacute;ticos. Veja-se a s&iacute;ntese formulada em Veloso (2003), que visa uma carateriza&ccedil;&atilde;o de ambas as sequ&ecirc;ncias conson&acirc;nticas:</p>      <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><i>(1) S&iacute;ntese das carater&iacute;sticas diferenciadoras dos Ataques ramificados e de grupos conson&acirc;nticos problem&aacute;ticos</i> (Veloso, 2003)</p>      <p align="center"><table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0" >  <tbody> <tr> <td valign="top" > </td> <td valign="top" >    <p align="center"><b>Sequ&ecirc;ncias conson&acirc;nticas de TIPO I</b></p></td> <td valign="top" >    <p align="center"><b>Sequ&ecirc;ncias conson&acirc;nticas de TIPO II</b></p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" >    <p>Combina&ccedil;&otilde;es segmentais t&iacute;picas</p></td> <td valign="top" >    <p>Obstruinte+L&iacute;quida</p></td> <td valign="top" >    <p>Obstruinte+Obstruinte Obstruinte+Nasal</p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" >    <p>Estatuto sil&aacute;bico de acordo com as descri&ccedil;&otilde;es fonol&oacute;gicas (C&acirc;mara, 1970, 1971, 1977; Mateus</p>      <p>&amp; d&#8217;Andrade, 1998, 2000)</p></td> <td valign="top" >    <p>Tautossil&aacute;bicas</p></td> <td valign="top" >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Heterossil&aacute;bicas</p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" >    <p>Frequ&ecirc;ncia</p></td> <td valign="top" >    <p>Frequentes</p>      <p>(Barbosa, 1965, 1994; C&acirc;-</p>      <p>mara, 1970, 1971; Vig&aacute;rio</p>      <p>&amp; Fal&eacute;, 1994; Freitas, 1997)</p></td> <td valign="top" >    <p>Raras</p>      <p>(Barbosa, 1965, 1994; C&acirc;-</p>      <p>mara, 1970, 1971; Vig&aacute;rio</p>      <p>&amp; Fal&eacute;, 1994; Freitas, 1997)</p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Princ&iacute;pio da Sonoridade</p></td> <td valign="top" >    <p>Respeitado</p>      <p>(Vig&aacute;rio &amp; Fal&eacute;, 1994; Mateus &amp; d&#8217;Andrade, 1998, 2000)</p></td> <td valign="top" >    <p>Violado</p>      <p>(Vig&aacute;rio &amp; Fal&eacute;, 1994; Mateus &amp; d&#8217;Andrade, 1998, 2000)</p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" >    <p>Condi&ccedil;&atilde;o de Dissemelhan&ccedil;a</p></td> <td valign="top" >    <p>Respeitada</p>      <p>(Vig&aacute;rio &amp; Fal&eacute;, 1994; Mateus &amp; d&#8217;Andrade, 1998, 2000)</p></td> <td valign="top" >    <p>Violada</p>      <p>(Vig&aacute;rio &amp; Fal&eacute;, 1994; Mateus &amp; d&#8217;Andrade, 1998, 2000)</p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Aquisi&ccedil;&atilde;o fonol&oacute;gica</p></td> <td valign="top" >    <p>Presentes em produ&ccedil;&otilde;es infantis. Adquiridas depois da aquisi&ccedil;&atilde;o dos Ataques n&atilde;o-ramificados. Antes da aquisi&ccedil;&atilde;o segundo a fonologia adulta: &#8220;estrat&eacute;gias de reconstru&ccedil;&atilde;o&#8221; (nomeadamente: apagamento parcial e ep&ecirc;ntese) (Freitas, 1997,</p>      <p>2002)</p></td> <td valign="top" >    <p>Praticamente ausentes nas produ&ccedil;&otilde;es infantis (Freitas, 1997)</p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" >    <p>Ep&ecirc;ntese</p></td> <td valign="top" > </td> <td valign="top" >    <p>Frequente e atestada (Barbosa, 1965; C&acirc;mara,</p>      <p>1970, 1971, 1977; Vig&aacute;rio</p>      <p>&amp; Fal&eacute;, 1994; Mateus &amp; d&#8217;Andrade, 1998, 2000;</p>      <p>Freitas, 2002)</p></td> </tr>  </tbody> </table></p>      <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&Agrave; imagem do que tem sido observado para outras l&iacute;nguas do mundo (entre outros, Fikkert, 1994; Lle&oacute; &amp; Prinz, 1996; Barlow, 1997, 2007; Bernhardt &amp; Stemberger, 1998; Lamprecht <i>et al.,</i> 2004; Ribas, 2004; Demuth &amp; McCullough, 2009), os Ataques ramificados em PE s&atilde;o adquiridos depois dos Ataques n&atilde;o ramificados, sendo frequentemente referido que, em algumas crian&ccedil;as, a sua produ&ccedil;&atilde;o poder&aacute; n&atilde;o estar estabilizada &agrave; entrada na escola (Sim-Sim, 1997, 1998; Freitas, 1997, 2003; Gon&ccedil;alves <i>et al.,</i> 2011; Mendes <i>et al.,</i> 2009/2013). Quanto aos grupos conson&acirc;nticos problem&aacute;ticos, estes raramente surgem no l&eacute;xico infantil antes dos 4 anos: em Freitas (1997), num total de cerca de 18 500 produ&ccedil;&otilde;es espont&acirc;neas, apenas foram registados os alvos lexicais <i>helic&oacute;ptero</i> (9 produ&ccedil;&otilde;es)<i>, gnu</i> (1 produ&ccedil;&atilde;o)<i>, subtil</i> (2 produ&ccedil;&otilde;es)<i>, pneu</i> (1 produ&ccedil;&atilde;o)<i>, Batman</i> (21 produ&ccedil;&otilde;es)<i>, Simpson</i> (2 produ&ccedil;&otilde;es), nem sempre produzidos em conformidade com os alvos. Estes grupos conson&acirc;nticos n&atilde;o s&atilde;o normalmente inclu&iacute;dos em testes de avalia&ccedil;&atilde;o do desenvolvimento fonol&oacute;gico infantil. A sua rara atesta&ccedil;&atilde;o em contexto de produ&ccedil;&atilde;o espont&acirc;nea at&eacute; aos 4 anos permite-nos prever o seu processamento complexo &agrave; entrada na escola e a possibilidade de virem a ser identificados como marcadores cl&iacute;nicos, relevantes para a avalia&ccedil;&atilde;o fonol&oacute;gica em contextos de diagn&oacute;stico associado a perturba&ccedil;&otilde;es do desenvolvimento lingu&iacute;stico. N&atilde;o existem, no entanto, estudos que investiguem a ordem de aquisi&ccedil;&atilde;o relativa destes dois tipos de estruturas no portugu&ecirc;s. O que sabemos sobre os Ataques ramificados e sobre os grupos conson&acirc;nticos problem&aacute;ticos no PE levam-nos, assim, a colocar a seguinte hip&oacute;tese, a testar no presente estudo (<i>Hip&oacute;tese 1</i>): <i>Os Ataques ramificados s&atilde;o adquiridos antes dos grupos conson&acirc;nticos problem&aacute;ticos</i>.</p>      <p>Do mesmo modo que as produ&ccedil;&otilde;es orais das crian&ccedil;as constituem evid&ecirc;ncia emp&iacute;rica crucial para sabermos mais sobre o processamento fonol&oacute;gico, permitindo-nos aceder &agrave; forma como as crian&ccedil;as adquirem gradualmente este tipo de conhecimento gramatical (Fikkert 2007), tamb&eacute;m as produ&ccedil;&otilde;es escritas infantis nos podem fornecer pistas sobre esse mesmo processamento. Como refere Treiman (1998: 291), &#8220;<i>Children&#8217;s spellings also provide an excellent window into their knowledge of phonology and orthography</i>&#8221;. Pinto (1997: 10) refere a import&acirc;ncia dos <i>erros ortogr&aacute;ficos</i> como material emp&iacute;rico de acesso ao modo como o conhecimento ortogr&aacute;fico se vai consolidando, sendo aqueles claramente formatados por crit&eacute;rios lingu&iacute;sticos, registando-se correla&ccedil;&otilde;es entre estruturas do oral e registos ortogr&aacute;ficos infantis. Dado que o conhecimento lingu&iacute;stico impl&iacute;cito, com impacto direto no formato dos enunciados orais infantis, n&atilde;o se encontra terminado &agrave; entrada na escola, um dos fatores que pode condicionar a forma das primeiras palavras escritas &eacute; o n&iacute;vel de desenvolvimento fonol&oacute;gico em que a crian&ccedil;a se encontra.</p>      <p>Contrariamente ao PB (entre outros, Miranda, 2007 e Miranda &amp; Matzenauer, 2010), o PE n&atilde;o tem sido explorado em termos da rela&ccedil;&atilde;o entre desenvolvimento fonol&oacute;gico e consolida&ccedil;&atilde;o do conhecimento ortogr&aacute;fico. Como referimos acima, no caso do PE, v&aacute;rios estudos t&ecirc;m sido desenvolvidos autonomamente na &aacute;rea do desenvolvimento fonol&oacute;gico (entre outros, Freitas, 1997; Nogueira, 2007; Mendes <i>et al.,</i> 2009/2013) e na &aacute;rea da aquisi&ccedil;&atilde;o e aprendizagem da escrita (entre outros, Pinto, 1997; Alves Martins&amp; Nisa, 1998), n&atilde;o sendo o desenvolvimento dos dois tipos de conhecimento estudado em paralelo, em crian&ccedil;as testadas a partir de instrumentos que avaliem desenvolvimento fonol&oacute;gico e conhecimento ortogr&aacute;fico. Ainda considerando os v&aacute;rios tipos de conhecimento lingu&iacute;stico com que a crian&ccedil;a tem de lidar &agrave; entrada na escola conhecimento lingu&iacute;stico impl&iacute;cito, consci&ecirc;ncia lingu&iacute;stica e conhecimento ortogr&aacute;fico (Sim-Sim, Duarte &amp; Ferraz, 1997; Pinto, 1997; Duarte, 2008) -, alguns estudos portugueses t&ecirc;m cruzado dados relativos ao conhecimento ortogr&aacute;fico e &agrave; consci&ecirc;ncia fonol&oacute;gica (Veloso, 2003, 2010; Alves, 2012), embora n&atilde;o tenhamos not&iacute;cia de investiga&ccedil;&atilde;o que avalie, para uma mesma amostra, conhecimento fonol&oacute;gico e ortogr&aacute;fico. Embora outros fatores interfiram na aprendizagem da escrita, neste artigo, centrar-nos-emos na explora&ccedil;&atilde;o de potenciais rela&ccedil;&otilde;es entre estes dois n&iacute;veis de conhecimento, partindo dos desempenhos orais e escritos dos dois tipos de estruturas acima descritas: os Ataques ramificados e os grupos conson&acirc;nticos problem&aacute;ticos. Assumindo que o processamento de uma estrutura fonol&oacute;gica tem impacto nos v&aacute;rios dom&iacute;nios que recrutam o seu conhecimento, a segunda hip&oacute;tese que colocamos neste estudo &eacute; a seguinte (<i>Hip&oacute;tese 2</i>): <i>Existe um paralelismo entre desenvolvimento fonol&oacute;gico e desenvolvimento ortogr&aacute;fico, sendo que estruturas problem&aacute;ticas na oralidade tamb&eacute;m o s&atilde;o na escrita.</i></p>      <p><b>2. Metodologia</b></p>      <p>No presente trabalho, s&atilde;o observadas produ&ccedil;&otilde;es orais e escritas de 56 crian&ccedil;as portuguesas monolingues, com idades compreendidas entre os 6;7 e os 10;7, a frequentar o final do 2&ordm; per&iacute;odo letivo dos 1&ordm; e 4&ordm; anos do Ensino B&aacute;sico em dois estabelecimentos de ensino da rede p&uacute;blica, pertencentes ao Agrupamento de Escolas de Benedita, no concelho de Alcoba&ccedil;a. A distribui&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as observadas &eacute; a registada no <a href="#q1">Quadro 1</a>:</p>      <p>&nbsp;</p> <a name="q1">     <p align="center"><b>Quadro 1. </b>Distribui&ccedil;&atilde;o da amostra.</p>      <p p align="center"><table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0" >  <tbody> <tr> <td colspan="2" rowspan="2" valign="top" >    <p align="center"><i>Estabelecimento de ensino</i></p></td> <td colspan="2" valign="top" >    <p p align="center">Escola Prim&aacute;ria de Turquel</p></td> <td colspan="2" valign="top" >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p p align="center">Centro Escolar da Benedita</p></td> <td colspan="2" valign="top" >    <p p align="center"><i>Total</i></p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" >    <p p align="center">n</p></td> <td valign="top" >    <p p align="center">%</p></td> <td valign="top" >    <p p align="center">n</p></td> <td valign="top" >    <p p align="center">%</p></td> <td valign="top" >    <p p align="center">n</p></td> <td valign="top" >    <p p align="center">%</p></td> </tr>  <tr> <td rowspan="2" valign="top" >    <p p align="center"><i>Ano de escolaridade</i></p></td> <td valign="top" >    <p p align="center">1&ordm; ano de escolaridade</p></td> <td valign="top" >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p p align="center">23</p></td> <td valign="top" >    <p p align="center">41,07%</p></td> <td valign="top" >    <p p align="center">4</p></td> <td valign="top" >    <p p align="center">7,14%</p></td> <td valign="top" >    <p p align="center">27</p></td> <td valign="top" >    <p p align="center">48,2%</p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" >    <p p align="center">4&ordm; ano de escolaridade</p></td> <td valign="top" >    <p p align="center">23</p></td> <td valign="top" >    <p p align="center">41,07%</p></td> <td valign="top" >    <p p align="center">6</p></td> <td valign="top" >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p p align="center">10,71%</p></td> <td valign="top" >    <p p align="center">29</p></td> <td valign="top" >    <p p align="center">51,8%</p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" >    <p p align="center"><i>Total</i></p></td> <td valign="top" > </td> <td valign="top" >    <p p align="center">46</p></td> <td valign="top" >    <p p align="center">82,1%</p></td> <td valign="top" >    <p p align="center">10</p></td> <td valign="top" >    <p p align="center">17,9%</p></td> <td valign="top" >    <p p align="center">56</p></td> <td valign="top" >    <p p align="center">100%</p></td> </tr>  </tbody> </table></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <p>Os dados foram recolhidos em sess&otilde;es individuais com dura&ccedil;&otilde;es entre os 10 e os 20 minutos, tendo-se usado, para o efeito, um instrumento de recolha de dados desenhado especificamente para o estudo. As tarefas aplicadas ao 1&ordm; ano do Ensino B&aacute;sico tinham na base imagens que funcionavam como est&iacute;mulos para a produ&ccedil;&atilde;o de 20 itens lexicais; por sua vez, as aplicadas ao 4&ordm; ano inclu&iacute;am 26 imagens. Todas as imagens foram apresentadas no ecr&atilde; de um computador, que se encontrava em frente &agrave; crian&ccedil;a e &agrave; investigadora, atrav&eacute;s do programa PowerPointTM do Windows 2007&reg;. Em ambas as tarefas (de produ&ccedil;&atilde;o oral e de produ&ccedil;&atilde;o escrita), as imagens relativas aos itens comuns aos dois anos de escolaridade foram as mesmas. Para as provas aplicadas aos sujeitos do 1&ordm; ano do Ensino B&aacute;sico, utilizaram-se palavras dissil&aacute;bicas com Ataques ramificados (<i>prato</i>) e grupos problem&aacute;ticos constitu&iacute;dos por <i>oclusiva+consoante nasal</i> (<i>submarino</i>) e <i>fricativa+oclusiva</i> (<i>afta</i>). Para as provas aplicadas aos sujeitos do 4&ordm; ano do Ensino B&aacute;sico, foram tamb&eacute;m utilizadas palavras polissil&aacute;bicas com Ataques ramificados (<i>aflente</i>) e grupos problem&aacute;ticos formados por <i>oclusiva+oclusiva</i> (<i>neptuno</i>), <i>oclusiva+consoante nasal</i> (<i>enigma</i>)<i>, oclusiva+fricativa</i> (<i>tsunami</i>) e <i>fricativa+oclusiva</i> (<i>oft ogista</i>). A distribui&ccedil;&atilde;o dos v&aacute;rios tipos de estruturas testadas no instrumento constru&iacute;do para a recolha de dados &eacute; apresentada no <a href="#q2">Quadro 2</a> (dada a natureza do l&eacute;xico infantil, n&atilde;o foi poss&iacute;vel incluir est&iacute;mulos com grupos conson&acirc;nticos dos tipos <i>consoante nasal+consoante nasal</i>):</p>      <p>&nbsp;</p> <a name="q2">     <p><b>Quadro 2. </b>Estrutura do instrumento de recolha.</p>      <p align="center"><table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0" >  <tbody> <tr> <td valign="top" > </td> <td valign="top" > </td> <td valign="top" >    <p>1&ordm; ano (<i>n</i>)</p></td> <td valign="top" >    <p>4&ordm; ano (<i>n</i>)</p></td> </tr>  <tr> <td rowspan="4" valign="top" >    <p p align="center">Ataques ramificados</p></td> <td valign="top" >    <p><i>oclusiva+vibrante</i></p></td> <td valign="top" >    <p p align="center">2</p></td> <td valign="top" >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p p align="center">2</p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" >    <p><i>oclusiva+lateral</i></p></td> <td valign="top" >    <p p align="center">2</p></td> <td valign="top" >    <p p align="center">2</p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" >    <p><i>fricativa+vibrante</i></p></td> <td valign="top" >    <p p align="center">2</p></td> <td valign="top" >    <p p align="center">2</p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" >    <p><i>fricativa+lateral</i></p></td> <td valign="top" >    <p p align="center">2</p></td> <td valign="top" >    <p p align="center">2</p></td> </tr>  <tr> <td rowspan="5" valign="top" >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p p align="center">Grupos conson&acirc;nticos problem&aacute;ticos</p></td> <td valign="top" >    <p><i>oclusiva+oclusiva</i></p></td> <td valign="top" >    <p p align="center">0</p></td> <td valign="top" >    <p p align="center">2</p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" >    <p><i>oclusiva+nasal</i></p></td> <td valign="top" >    <p p align="center">4</p></td> <td valign="top" >    <p p align="center">2</p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" >    <p><i>oclusiva+fricativa</i></p></td> <td valign="top" >    <p p align="center">0</p></td> <td valign="top" >    <p p align="center">2</p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>fricativa+oclusiva</i></p></td> <td valign="top" >    <p p align="center">1</p></td> <td valign="top" >    <p p align="center">1</p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" >    <p><i>nasal+nasal</i></p></td> <td valign="top" >    <p p align="center">0</p></td> <td valign="top" >    <p p align="center">0</p></td> </tr>  </tbody> </table></p>      <p>&nbsp;</p>      <p>A tarefa de produ&ccedil;&atilde;o oral (<i>tarefa de nomea&ccedil;&atilde;o</i> feita a partir das imagens) foi seguida da tarefa de escrita (<i>tarefa de produ&ccedil;&atilde;o escrita</i>). Na instru&ccedil;&atilde;o dada para a realiza&ccedil;&atilde;o da <i>tarefa de nomea&ccedil;&atilde;o</i>, pedia-se &agrave; crian&ccedil;a para visualizar a imagem e para, seguidamente, a nomear. Era referido que se pretendia que a crian&ccedil;a usasse somente uma palavra para designar o que visualizava. Em algumas situa&ccedil;&otilde;es, recorreu-se ao uso da defini&ccedil;&atilde;o do item (pista sem&acirc;ntica), presente no protocolo de aplica&ccedil;&atilde;o da prova, de forma a incentivar a resposta por parte da crian&ccedil;a (cf. Santos, 2013, Ap&ecirc;ndice 3). Como &uacute;ltimo recurso, sempre que a crian&ccedil;a n&atilde;o nomeasse determinado item, utilizava-se a imita&ccedil;&atilde;o &#8211; a investigadora produzia o est&iacute;mulo oralmente para que a crian&ccedil;a o repetisse &#8211;, sendo a produ&ccedil;&atilde;o codificada como tal, para efeito de an&aacute;lise dos dados. Por sua vez, a <i>tarefa de produ&ccedil;&atilde;o escrita</i> foi registada pela pr&oacute;pria crian&ccedil;a, numa folha de papel de formato A4 e de cor branca, com todas as imagens a cores dispostas pela ordem em que foram apresentadas no ecr&atilde; do computador durante a <i>tarefa de nomea&ccedil;&atilde;o</i>. Note-se que existiu uma fase de treino para garantir que ambas as tarefas eram compreendidas. Procedeu-se ao registo &aacute;udio de todo o processo de aplica&ccedil;&atilde;o das tarefas por meio de um gravador digital <i>Philips LFH0635/0</i>, que se encontrava junto do computador, de forma a n&atilde;o interferir com a aplica&ccedil;&atilde;o da tarefa. Os dados foram, de seguida, transferidos para um computador port&aacute;til <i>HP Pavilion dv6500 Notebook PC</i>, para serem posteriormente ouvidos, transcritos e analisados. Na investiga&ccedil;&atilde;o que aqui se apresenta, foram consideradas como produ&ccedil;&otilde;es corretas todas as produ&ccedil;&otilde;es cuja estrutura-alvo (Ataque ramificado ou grupo conson&acirc;ntico problem&aacute;tico) foi produzida de acordo com o formato adulto, ainda que outras estruturas da palavra n&atilde;o respeitassem o formato-alvo.</p>      <p><b>3. An&aacute;lise dos dados</b></p>      <p><i>3.1. Taxas de sucesso</i></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Come&ccedil;amos esta sec&ccedil;&atilde;o com uma descri&ccedil;&atilde;o dos resultados relativos &agrave;s produ&ccedil;&otilde;es orais das crian&ccedil;as observadas. O <a href="#g1">Gr&aacute;fico 1</a> regista as taxas de sucesso para ambos os anos de escolaridade face &agrave;s duas estruturas em foco neste trabalho (Ataques ramificados (AR) e grupos conson&acirc;nticos problem&aacute;ticos (GCP)).</p>      <p>&nbsp;</p> <a name="g1"> <img src="/img/revistas/dia/v28n1/28n1a16g1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>      <p>Os resultados registados no <a href="#g1">gr&aacute;fico</a> acima mostram que os valores de sucesso das formas orais conformes aos alvos, no 1&ordm; ano de escolaridade, est&atilde;o acima dos 79% para ambas as sequ&ecirc;ncias conson&acirc;nticas estudadas. As produ&ccedil;&otilde;es relativas a Ataques ramificados (92,1%) apresentam valores superiores aos das produ&ccedil;&otilde;es de grupos conson&acirc;nticos problem&aacute;ticos (79,3%). Para a identifica&ccedil;&atilde;o do est&aacute;dio de aquisi&ccedil;&atilde;o das estruturas em foco utilizou-se a escala usada em Hernandorena (1990), uma vez que esta permite uma clara identifica&ccedil;&atilde;o dos diferentes momentos de desenvolvimento infantil, sendo aplicada em diferentes trabalhos sobre a aquisi&ccedil;&atilde;o da fonologia do Portugu&ecirc;s Europeu (Costa, 2003; Correia, 2004; Almeida, 2006). Essa escala postula as seguintes etapas de desenvolvimento em fun&ccedil;&atilde;o das taxas de sucesso associadas a cada etapa: (i) menos de 50% de correspond&ecirc;ncia produ&ccedil;&atilde;o/alvo: <i>estrutura n&atilde;o adquirida</i>; (ii) de 51% a 75% de correspond&ecirc;ncia produ&ccedil;&atilde;o/alvo: <i>estrutura em aquisi&ccedil;&atilde;o</i>; (iii) De 76% a 85% de correspond&ecirc;ncia produ&ccedil;&atilde;o/alvo: <i>estrutura adquirida mas n&atilde;o completamente estabilizada</i>; (iv) de 86% a 100% de correspond&ecirc;ncia produ&ccedil;&atilde;o/ alvo: <i>estrutura adquirida e estabilizada</i>. Assim, se usarmos a escala proposta pela autora, podemos considerar que os Ataques ramificados se encontram j&aacute; estabilizados no sistema fonol&oacute;gico das crian&ccedil;as do 1&ordm; ano observadas; quanto aos grupos conson&acirc;nticos problem&aacute;ticos (79,3%), e com base na mesma escala, estes s&atilde;o considerados j&aacute; adquiridos mas ainda n&atilde;o totalmente estabilizados. Estes resultados permitem-nos predizer a ordem de aquisi&ccedil;&atilde;o <i>Ataques ramificados&gt;&gt;grupos conson&acirc;nticos problem&aacute;ticos,</i> a testar em estudos longitudinais experimentais, mediante amostras mais alargadas.</p>      <p>Para o 4&ordm; ano de escolaridade, regista-se um efeito de teto na produ&ccedil;&atilde;o dos ataques ramificados. No caso dos grupos conson&acirc;nticos problem&aacute;ticos, h&aacute; a registar apenas a ocorr&ecirc;ncia de 3 erros associados exclusivamente &agrave; produ&ccedil;&atilde;o do item lexical <i>pictograma</i>, que apresenta o grupo conson&acirc;ntico [kt]. A assimetria entre as duas estruturas revelada no 1&ordm; ano (os Ataques ramificados com taxa de sucesso mais elevada do que os grupos conson&acirc;nticos problem&aacute;ticos) &eacute; anulada no 4&ordm; ano de escolaridade, ano no qual ambas as sequ&ecirc;ncias conson&acirc;nticas est&atilde;o consolidadas do ponto de vista da sua produ&ccedil;&atilde;o. Os resultados preliminares obtidos neste estudo parecem apontar, assim, para a confirma&ccedil;&atilde;o da <i>Hip&oacute;tese 1</i> colocada neste trabalho (<i>Os Ataques ramificados s&atilde;o adquiridos antes dos grupos conson&acirc;nticos problem&aacute;ticos</i>), a ser testada futuramente junto de amostras mais alargadas.</p>      <p>Na an&aacute;lise dos resultados referentes &agrave;s produ&ccedil;&otilde;es escritas das crian&ccedil;as observadas no presente estudo, no 1&ordm; ano de escolaridade registaram-se 146 erros em produ&ccedil;&otilde;es com Ataque ramificado (67,6%) e 113 em produ&ccedil;&otilde;es com grupos conson&acirc;nticos problem&aacute;ticos (83,7%). Por sua vez, no 4&ordm; ano de escolaridade, registaram-se 25 erros em produ&ccedil;&otilde;es com um Ataque ramificado (10,8%) e 58 erros em produ&ccedil;&otilde;es que integram um grupo conson&acirc;ntico problem&aacute;tico (28,6%). O <a href="#g2">Gr&aacute;fico 2</a> apresenta as taxas de sucesso relativas &agrave;s produ&ccedil;&otilde;es escritas das estruturas em foco (AR e GCP), em ambos os anos de escolaridade.</p>      <p>&nbsp;</p> <a name="g2"> <img src="/img/revistas/dia/v28n1/28n1a16g2.jpg">     <p>&nbsp;</p>      <p>A observa&ccedil;&atilde;o do <a href="#g2">Gr&aacute;fico 2</a> permite-nos verificar que, em termos do desempenho ortogr&aacute;fico, as percentagens de sucesso das crian&ccedil;as do 1&ordm; ano face &agrave;s estruturas sob avalia&ccedil;&atilde;o s&atilde;o substancialmente mais baixas do que as das suas produ&ccedil;&otilde;es orais (cf. Gr&aacute;ficos <a href="#g1">1</a> e <a href="#g2">2</a>). Embora ambas as estruturas se revelem muito problem&aacute;ticas no 1&ordm; ano, os valores de sucesso no registo de formas gr&aacute;ficas conformes ao alvo s&atilde;o superiores para os Ataques ramificados (32,4%), quando confrontadas com as dos grupos conson&acirc;nticos problem&aacute;ticos (16,3%).</p>      <p>Existe uma acentuada assimetria entre os resultados obtidos para os 1&ordm; e 4&ordm; anos: contrariamente ao 1&ordm; ano, o 4&ordm; ano apresenta um valor elevado de sucesso no registo escrito de Ataques ramificados (89,2%); no caso dos grupos conson&acirc;nticos problem&aacute;ticos, a taxa de sucesso m&eacute;dia (70,9%) &eacute; inferior. Se aplicarmos a escala de Hernandorena (1990) aos dados da ortografia aqui descritos, apuramos que a primeira estrutura se encontra aprendida e estabilizada no 4&ordm; ano, estando a segunda ainda em processo de aprendizagem.<sup><a href="#1" name="top1">[1]</a></sup></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Embora a <i>Hip&oacute;tese 1</i> por n&oacute;s formulada seja relativa exclusivamente ao dom&iacute;nio da oralidade, assumida como janela de acesso ao conhecimento fonol&oacute;gico das crian&ccedil;as (Fikkert, 2007), a mesma ordem de dom&iacute;nio das duas estruturas em foco no contexto do conhecimento ortogr&aacute;fico das crian&ccedil;as testadas &eacute; a identificada na avalia&ccedil;&atilde;o do seu desempenho fonol&oacute;gico: <i>Ataques ramificados&gt;&gt;grupos conson&acirc;nticos problem&aacute;ticos.</i> Neste sentido, poderemos considerar como parcialmente confirmada a <i>Hip&oacute;tese 2</i> (<i>Existe um paralelismo entre desenvolvimento fonol&oacute;gico e desenvolvimento ortogr&aacute;fico, sendo que estruturas problem&aacute;ticas na oralidade o s&atilde;o tamb&eacute;m na escrita</i>), uma vez que o grau relativo de dificuldade no processamento das duas estruturas observado na oralidade se reflete nos dados do desempenho ortogr&aacute;fico.</p>      <p>O <a href="#g3">Gr&aacute;fico 3</a> permite a compara&ccedil;&atilde;o dos dados apresentados nos Gr&aacute;ficos <a href="#g1">1</a> e <a href="#g2">2</a>. Nele se registam as taxas de sucesso para os Ataques ramificados (AR) e para os grupos conson&acirc;nticos problem&aacute;ticos (GCP) em ambos os anos letivos, tanto em contexto de produ&ccedil;&atilde;o oral como de produ&ccedil;&atilde;o escrita.</p>      <p>&nbsp;</p> <a name="g3"> <img src="/img/revistas/dia/v28n1/28n1a16g3.jpg">     
<p>&nbsp;</p>      <p>Apresentando sempre valores de sucesso superiores aos dos grupos conson&acirc;nticos problem&aacute;ticos, os Ataques ramificados surgem como estruturas menos complexas do que os grupos conson&acirc;nticos problem&aacute;ticos em ambos os anos letivos, tanto no contexto de produ&ccedil;&atilde;o oral como no de produ&ccedil;&atilde;o escrita. No total da amostra, os Ataques ramificados apresentam um valor m&eacute;dio global de sucesso de 78% e os grupos conson&acirc;nticos problem&aacute;ticos uma m&eacute;dia de sucesso de 66%.</p>      <p>Os valores sumariados no <a href="#g3">Gr&aacute;fico 3</a> mostram que os n&iacute;veis de sucesso para ambas as estruturas conson&acirc;nticas no 1&ordm; ano s&atilde;o altos na oralidade (acima de 79%) e muito baixos na escrita (abaixo de 32%); em ambos os casos, o sucesso na oralidade n&atilde;o &eacute; acompanhado por sucesso na escrita. No 4&ordm; ano, a diferen&ccedil;a entre as taxas de sucesso na oralidade e na escrita &eacute; menor para os Ataques ramificados e maior para os grupos conson&acirc;nticos problem&aacute;ticos, registando-se, assim, um comportamento assim&eacute;trico entre as duas sequ&ecirc;ncias conson&acirc;nticas<i>.</i> Coloc&aacute;mos, na sec&ccedil;&atilde;o 1, a hip&oacute;tese da presen&ccedil;a de paralelismo entre oralidade e escrita, formulada na <i>Hip&oacute;tese 2</i> (<i>Existe um paralelismo entre desenvolvimento fonol&oacute;gico e desenvolvimento ortogr&aacute;fico, sendo que estruturas problem&aacute;ticas na oralidade o s&atilde;o tamb&eacute;m na escrita</i>)<i>.</i> De acordo com esta hip&oacute;tese, esperar&iacute;amos que erros de escrita decorressem de problemas de desenvolvimento fonol&oacute;gico, pelo que uma estrutura n&atilde;o dominada na oralidade seria tamb&eacute;m problem&aacute;tica na escrita. Nesta perspetiva, os resultados registados no <a href="#g3">Gr&aacute;fico 3</a> infirmam a <i>Hip&oacute;tese 2</i>, identificando-se assimetrias entre os resultados obtidos para a oralidade e os registados na escrita. Uma vez mais, estes resultados preliminares ter&atilde;o de ser testados em amostras mais alargadas, que permitam continuar a testar potenciais (as)simetrias entre desenvolvimento fonol&oacute;gico e aprendizagem da ortografia.</p>      <p><i>3.2. Estrat&eacute;gias de reconstru&ccedil;&atilde;o</i></p>      <p>O <a href="#g4">Gr&aacute;fico 4</a> apresenta valores percentuais relativos aos erros identificados nas produ&ccedil;&otilde;es orais e escritas produzidas pelas crian&ccedil;as dos 1&ordm; e 4&ordm; anos de escolaridade observadas no presente estudo, quer face a Ataques ramificados (<i>n</i> de alvos 1&ordm; ano de escolaridade = 216; <i>n</i> de alvos 4&ordm; ano de escolaridade = 232), quer face a grupos conson&acirc;nticos problem&aacute;ticos (<i>n</i> de alvos 1&ordm; ano de escolaridade = 135; <i>n</i> de alvos 4&ordm; ano de escolaridade = 203).</p>      <p>&nbsp;</p> <a name="g4"> <img src="/img/revistas/dia/v28n1/28n1a16g4.jpg">     
<p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Na globalidade, como se pode observar no <a href="#g4">Gr&aacute;fico 4</a>, registam-se mais erros no 1&ordm; ano do que no 4&ordm; ano, o que confirma a expetativa inicial de que o grupo de crian&ccedil;as mais velhas apresentaria um conhecimento fonol&oacute;gico e ortogr&aacute;fico mais consolidado do que o grupo das crian&ccedil;as mais novas. A superioridade do desempenho do 4&ordm; ano relativamente ao 1&ordm; ano era esperada: (i) j&aacute; n&atilde;o se esperam problemas de desenvolvimento fonol&oacute;gico nas crian&ccedil;as deste n&iacute;vel et&aacute;rio (9/10 anos); (ii) &eacute; inerente ao percurso escolar mais longo daquele grupo um conhecimento mais consolidado das regras ortogr&aacute;ficas e um patrim&oacute;nio lexical mais alargado, que legitimam comportamentos ortogr&aacute;ficos mais est&aacute;veis.</p>      <p>Com base nos dados globais do <a href="#g4">Gr&aacute;fico 4</a>, podemos afirmar que as crian&ccedil;as do 1&ordm; ano, apesar de ainda exibirem alguns comportamentos n&atilde;o conformes ao alvo nos seus desempenhos orais, apresentam um comportamento verbal que corresponde ao dom&iacute;nio dos Ataques ramificados, com apenas 8% de desvios. Os grupos conson&acirc;nticos problem&aacute;ticos, por&eacute;m, n&atilde;o se encontram ainda integralmente estabilizados (21% de desvios). Estes resultados para os grupos conson&acirc;nticos problem&aacute;ticos no 1&ordm; ano podem decorrer de problemas no desenvolvimento fonol&oacute;gico destas estruturas, uma vez que se trata de sequ&ecirc;ncias consideradas marcadas no PE, por violarem princ&iacute;pios universais de boa forma&ccedil;&atilde;o sil&aacute;bica (<i>Princ&iacute;pio de Sonoridade; Condi&ccedil;&atilde;o de Dissemelhan&ccedil;a</i>; cf. Mateus &amp; d&#8217;Andrade, 2000), logo, de aquisi&ccedil;&atilde;o presumivelmente tardia. Sabemos que estes grupos conson&acirc;nticos problem&aacute;ticos ocorrem normalmente em itens lexicais n&atilde;o dispon&iacute;veis no l&eacute;xico infantil nos primeiros anos de vida (Freitas, 1997), o que comprometer&aacute; a sua aquisi&ccedil;&atilde;o. Do ponto de vista estritamente lingu&iacute;stico, a aquisi&ccedil;&atilde;o tardia destas estruturas poder&aacute;, assim, decorrer de um efeito fonol&oacute;gico e/ ou de um efeito lexical. Dados adicionais ter&atilde;o de ser compilados em investiga&ccedil;&atilde;o futura, com vista &agrave; identifica&ccedil;&atilde;o do peso relativos aos fatores que poder&atilde;o condicionar este comportamento verbal nas crian&ccedil;as portuguesas. Nas crian&ccedil;as do 4&ordm; ano, n&atilde;o h&aacute; desvios a registar para a produ&ccedil;&atilde;o oral dos Ataques ramificados; os grupos conson&acirc;nticos problem&aacute;ticos apresentam apenas 1% de desvios, todos associados ao item lexical <i>pictograma</i>, como referido anteriormente.</p>      <p>No caso dos desempenhos ortogr&aacute;ficos produzidos pelas crian&ccedil;as observadas neste estudo, verificamos que os resultados do 1&ordm; ano revelam uma n&atilde;o aprendizagem do registo ortogr&aacute;fico das sequ&ecirc;ncias conson&acirc;nticas em foco (68% e 84% de desvios para os Ataques ramificados e para os grupos conson&acirc;nticos problem&aacute;ticos, respetivamente). Apesar de ser evidente a superioridade de desempenho por parte das crian&ccedil;as do 4&ordm; ano, j&aacute; n&atilde;o seria de esperar que se verificassem, nesta altura do seu percurso escolar, erros nas produ&ccedil;&otilde;es testadas no presente trabalho; todavia, encontramos ainda taxas de insucesso nas produ&ccedil;&otilde;es escritas quer de Ataques ramificados (11%), quer de grupos conson&acirc;nticos problem&aacute;ticos (29%), informa&ccedil;&otilde;es estas relevantes para efeitos de interven&ccedil;&atilde;o em contexto escolar por parte dos profissionais envolvidos no processo educativo (predominantemente professores mas tamb&eacute;m terapeutas da fala e psic&oacute;logos).</p>      <p>As taxas de insucesso registadas no <a href="#g4">Gr&aacute;fico 4</a> demonstram que o dom&iacute;nio das estruturas em foco n&atilde;o &eacute; ainda total por parte das crian&ccedil;as observadas, recorrendo estas &agrave; ativa&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias de reconstru&ccedil;&atilde;o de forma a produzirem as formas orais e escritas solicitadas nas tarefas propostas no desenho experimental (<i>tarefa de nomea&ccedil;&atilde;o; tarefa de produ&ccedil;&atilde;o escrita</i>). Os Quadros <a href="#q3">3</a> e <a href="#q4">4</a>, que se exp&otilde;em de seguida, apresentam a quantifica&ccedil;&atilde;o das estrat&eacute;gias de produ&ccedil;&atilde;o utilizadas, tanto na oralidade como na escrita, pelas crian&ccedil;as do 1&ordm; e do 4&ordm; anos de escolaridade, respetivamente.</p>      <p>&nbsp;</p> <a name="q3">     <p align="center"><b>Quadro 3. </b>Estrat&eacute;gias de reconstru&ccedil;&atilde;o (1&ordm; ano de escolaridade).</p>      <p align="center"><table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0" >  <tbody> <tr> <td rowspan="2" valign="top" >     <p align="center"><b>Tipo de produ&ccedil;&atilde;o</b></p></td> <td rowspan="2" valign="top" >     <p align="center"><b>Estrat&eacute;gias utilizadas</b></p></td> <td colspan="2" valign="top" >    <p align="center"><b>Frequ&ecirc;ncia por tipo de estrutura</b></p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><b>Ataque ramificado</b></p></td> <td valign="top" >    <p align="center"><b>Grupo conson&acirc;ntico problem&aacute;tico</b></p></td> </tr>  <tr> <td rowspan="4" valign="top" >     <p align="center"><i>Produ&ccedil;&atilde;o oral</i></p></td> <td valign="top" >    <p>Ep&ecirc;ntese de vogal</p></td> <td valign="top" >    <p align="center">29%</p></td> <td valign="top" >    <p align="center">46%</p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" >    <p>Redu&ccedil;&atilde;o do encontro conson&acirc;ntico</p></td> <td valign="top" >    <p align="center">59%</p></td> <td valign="top" >    <p align="center">43%</p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" >    <p>Met&aacute;tese</p></td> <td valign="top" >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center">12%</p></td> <td valign="top" >    <p align="center">--</p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" >    <p>Substitui&ccedil;&atilde;o de segmento(s)</p></td> <td valign="top" >    <p align="center">--</p></td> <td valign="top" >    <p align="center">11%</p></td> </tr>  <tr> <td rowspan="5" valign="top" >     <p align="center"><i>Produ&ccedil;&atilde;o escrita</i></p></td> <td valign="top" >    <p>Ep&ecirc;ntese de vogal</p></td> <td valign="top" >    <p align="center">62%</p></td> <td valign="top" >    <p align="center">76%</p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" >    <p>Redu&ccedil;&atilde;o do encontro conson&acirc;ntico</p></td> <td valign="top" >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"32%</p></td> <td valign="top" >    <p align="center">18%</p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" >    <p>Met&aacute;tese</p></td> <td valign="top" >    <p align="center">4%</p></td> <td valign="top" >    <p align="center">--</p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" >    <p>Substitui&ccedil;&atilde;o de segmento(s)</p></td> <td valign="top" >    <p align="center">--</p></td> <td valign="top" >    <p align="center">3%</p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" >    <p>Outras produ&ccedil;&otilde;es</p></td> <td valign="top" >    <p align="center">2%</p></td> <td valign="top" >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center">3%</p></td> </tr>  </tbody> </table></p>      <p>&nbsp;</p>      <p>&nbsp;</p> <a name="q4">     <p align="center"><b>Quadro 4. </b>Estrat&eacute;gias de reconstru&ccedil;&atilde;o (4&ordm; ano de escolaridade).</p>      <p align="center"><table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0" >  <tbody> <tr> <td rowspan="2" valign="top" >     <p align="center"><b>Tipo de produ&ccedil;&atilde;o</b></p></td> <td rowspan="2" valign="top" >     <p align="center"><b>Estrat&eacute;gias utilizadas</b></p></td> <td colspan="2" valign="top" >    <p align="center"><b>Frequ&ecirc;ncia por tipo de estrutura</b></p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" >    <p align="center"><b>Ataque ramificado</b></p></td> <td valign="top" >    <p align="center"><b>Grupo conson&acirc;ntico problem&aacute;tico</b></p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><i>Produ&ccedil;&atilde;o oral</i></p></td> <td valign="top" >    <p>Redu&ccedil;&atilde;o do encontro conson&acirc;ntico</p></td> <td valign="top" >    <p align="center">--</p></td> <td valign="top" >    <p align="center">100%</p></td> </tr>  <tr> <td rowspan="5" valign="top" >     <p align="center"><i>Produ&ccedil;&atilde;o escrita</i></p></td> <td valign="top" >    <p>Ep&ecirc;ntese de vogal</p></td> <td valign="top" >    <p align="center">60%</p></td> <td valign="top" >    <p align="center">48%</p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" >    <p>Redu&ccedil;&atilde;o do encontro conson&acirc;ntico</p></td> <td valign="top" >    <p align="center">12%</p></td> <td valign="top" >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center">19%</p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" >    <p>Met&aacute;tese</p></td> <td valign="top" >    <p align="center">20%</p></td> <td valign="top" >    <p align="center">5%</p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" >    <p>Substitui&ccedil;&atilde;o de segmento(s)</p></td> <td valign="top" >    <p align="center">8%</p></td> <td valign="top" >    <p align="center">12%</p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" >    <p>Grafias hom&oacute;fonas</p></td> <td valign="top" >    <p align="center">--</p></td> <td valign="top" >    <p align="center">16%</p></td> </tr>  </tbody> </table></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <p>Pela observa&ccedil;&atilde;o do <a href="#q3">Quadro 3</a>, apura-se que, antes de conseguirem produzir os alvos corretamente, as crian&ccedil;as do 1&ordm; ano de escolaridade recorrem &agrave; ativa&ccedil;&atilde;o das mesmas estrat&eacute;gias de reconstru&ccedil;&atilde;o tanto na oralidade como na escrita. Preferencialmente, as crian&ccedil;as recrutam a estrat&eacute;gia de <i>ep&ecirc;ntese</i> (CCV o CVCV) e a de <i>redu&ccedil;&atilde;o do encontro conson&acirc;ntico</i> (CCV o CV), frequentemente referidas na literatura sobre aquisi&ccedil;&atilde;o fonol&oacute;gica (Fikkert, 1994; Freitas, 1997, 2003; Bernhardt &amp; Stemberger, 1998; Ribas, 2004; Nogueira, 2007), embora o uso de <i>met&aacute;tese</i> tamb&eacute;m j&aacute; tenha sido relatado (Sim-Sim, 1998; Baptista, <i>em prep.</i>). Note-se que estas s&atilde;o as estrat&eacute;gias usadas pelas crian&ccedil;as portuguesas mais novas, quando observadas do ponto de vista do seu desenvolvimento fonol&oacute;gico (Freitas, 1997, 2003). Na aquisi&ccedil;&atilde;o das v&aacute;rias l&iacute;nguas do mundo observadas at&eacute; ao momento, a estrat&eacute;gia preferencial para lidar com Ataques ramificados &eacute; a <i>redu&ccedil;&atilde;o do encontro conson&acirc;ntico</i>, sendo preferencial a preserva&ccedil;&atilde;o de C<sub>1</sub> (a obstruinte) e o apagamento de C<sub>2</sub> (a l&iacute;quida). A <i>ep&ecirc;ntese de vogal</i> foi pontualmente atestada na aquisi&ccedil;&atilde;o de algumas l&iacute;nguas (Bernhardt &amp; Stemberger, 1998), sendo o seu uso substancialmente produtivo (cerca de 32%) em fases mais avan&ccedil;adas da aquisi&ccedil;&atilde;o dos Ataques ramificados em PE (Freitas, 1997, 2003). Os dados de oralidade observados neste estudo s&atilde;o, assim, consistentes com o descrito para a aquisi&ccedil;&atilde;o dos Ataques ramificados em PE. Veja-se a ativa&ccedil;&atilde;o de ambas as estrat&eacute;gias por crian&ccedil;as portuguesas em fase pr&eacute;-escolar e em processo de aquisi&ccedil;&atilde;o destas estruturas:</p>      <blockquote>    <p><i> (2) Estrat&eacute;gias de reconstru&ccedil;&atilde;o na aquisi&ccedil;&atilde;o de Ataques ramificados em PE</i></p>      <p>a. <i>Redu&ccedil;&atilde;o do encontro conson&acirc;ntico</i> (Freitas, 2003)</p>     <p><i>creme</i> /&#8216;k??m?/ ? [&#8216;k?] In&ecirc;s(1;5.11)</p>     <p><i>grande</i> /&#8216;g???d?/ ? [&#8216;g??:d?] Marta(1;11.10)</p>     <p><i>pr&eacute;dio</i> /&#8216;p??dju/ ? [&#8216;p?du] Raquel (2;10.8)</p>      <p>b. <i>Ep&ecirc;ntese de vogal</i> (Freitas, 2003)</p>     <p><i>fralda</i> /&#8216;f?a?d?/ ? [f?&#8216;?awd?] Lu&iacute;s(2;6.26)</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>bicicletas</i> /bisi&#8216;kl?t??/ ? [bisik?&#8216;l?t??] Laura(2;11.4)</p>     <p><i>cobra</i> /&#8216;k?b??/ ? [k?b???] Pedro(3;5.18)</p>      <p>c. <i>Met&aacute;tese</i> (Baptista, <i>em prep</i>)</p>      <p><i>prato</i> /&#8216;p?atu/ ? [&#8216;pa?tu] GJ(4;9)</p>     <p><i>tigre</i> /&#8216;tig??/ ? [&#8216;t?ig?] CL(4;9)</p>     <p><i>bruxa</i> /&#8216;b?u??/ ? [bu???] CL(5;1)</p> </blockquote>      <p>As estrat&eacute;gias de reconstru&ccedil;&atilde;o usadas para os Ataques ramificados na oralidade (preferencialmente, <i>ep&ecirc;ntese</i> e <i>redu&ccedil;&atilde;o do encontro conson&acirc;ntico</i>) s&atilde;o tamb&eacute;m recrutadas aquando da produ&ccedil;&atilde;o dos grupos conson&acirc;nticos problem&aacute;ticos. O uso das mesmas estrat&eacute;gias de reconstru&ccedil;&atilde;o na oralidade e na escrita parece apontar, assim, para um paralelismo entre desenvolvimento fonol&oacute;gico e desenvolvimento ortogr&aacute;fico, o que confirmaria a nossa <i>Hip&oacute;tese 2</i>. No entanto, a frequ&ecirc;ncia de ocorr&ecirc;ncia de ambas as estrat&eacute;gias &eacute; inversamente proporcional: as crian&ccedil;as do 1&ordm; ano preferem claramente a <i>redu&ccedil;&atilde;o do encontro conson&acirc;ntico</i> na oralidade e a <i>ep&ecirc;ntese</i> na escrita. Verifica-se, assim, para o 1&ordm; ano, uma assimetria entre os dados da oralidade, que decorrem de um sistema j&aacute; estabilizado ou em fase de estabiliza&ccedil;&atilde;o, e os da escrita, que revelam ainda uma forte imaturidade associada ao conhecimento ortogr&aacute;fico. Assim, parece ser infirmada a <i>Hip&oacute;tese 2</i> (<i>Existe um paralelismo entre desenvolvimento fonol&oacute;gico e desenvolvimento ortogr&aacute;fico</i>), uma vez que os comportamentos ortogr&aacute;ficos n&atilde;o parecem decorrer, neste caso, de um est&aacute;dio de aquisi&ccedil;&atilde;o da estrutura sil&aacute;bica, com repercuss&otilde;es diretas nos registos escritos, sendo os desempenhos orais sempre superiores aos ortogr&aacute;ficos. Vejam-se, abaixo, alguns exemplos de registos ortogr&aacute;ficos de crian&ccedil;as do 1&ordm; ano de escolaridade que ativam as duas estrat&eacute;gias de reconstru&ccedil;&atilde;o mais representadas no <i>corpus,</i> a saber, <i>ep&ecirc;ntese</i> e <i>redu&ccedil;&atilde;o do encontro conson&acirc;ntico</i>:</p>      <blockquote>    <p><i>(3) Produ&ccedil;&otilde;es escritas (1&ordm; ano de escolaridade)</i></p>      <p><i>Ep&ecirc;ntese de vogal &#8211; Ataque ramificado</i></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>globo</i> ? &lt;gulobu&gt; AJD</p>     <p><i>bruxa</i> ? &lt;berucha&gt; MHC</p>      <p><i>Ep&ecirc;ntese de vogal &#8211; Grupo conson&acirc;ntico problem&aacute;tico</i></p>      <p><i>pneu</i> ? &lt;paneo&gt; PSC</p>     <p><i>pigmeu</i> ? &lt;pigume&gt; VFT</p>      <p><i>Redu&ccedil;&atilde;o do encontro conson&acirc;ntico &#8211; Ataque ramificado</p>      <p><i>globo</i> ? &lt;lou&gt; LNL</p>     <p><i>prato</i> ? &lt;pato&gt; DVC</p>      <p><i>Redu&ccedil;&atilde;o do encontro conson&acirc;ntico &#8211; Grupo conson&acirc;ntico problem&aacute;tico</i>  <i>pigmeu</i> ? &lt;piga&gt; PSC</p>     <p><i>afta</i> ? &lt;ata&gt; DVC</p></blockquote>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os dados relativos &agrave;s produ&ccedil;&otilde;es orais do 4&ordm; ano registados no <a href="#q4">Quadro 4</a> sugerem que a aquisi&ccedil;&atilde;o de ambas as sequ&ecirc;ncias conson&acirc;nticas no sistema fonol&oacute;gico est&aacute; terminada, n&atilde;o havendo estrat&eacute;gias de reconstru&ccedil;&atilde;o a registar. Por&eacute;m, no caso dos registos escritos, observa-se o recrutamento das estrat&eacute;gias de reconstru&ccedil;&atilde;o j&aacute; identificadas, no 1&ordm; ano, na produ&ccedil;&atilde;o de registos ortogr&aacute;ficos desviantes (<i>ep&ecirc;ntese; met&aacute;tese; redu&ccedil;&atilde;o do encontro conson&acirc;ntico</i>), o que denota ainda imaturidade no conhecimento ortogr&aacute;fico das crian&ccedil;as do 4&ordm; ano. As estrat&eacute;gias usadas no processo de aquisi&ccedil;&atilde;o, na oralidade, parecem, assim, ficar dispon&iacute;veis cognitivamente para serem reativadas, agora em contexto de produ&ccedil;&atilde;o de formatos ortogr&aacute;ficos, em faixas et&aacute;rias tardias, nas quais o desenvolvimento fonol&oacute;gico est&aacute; j&aacute; terminado. Vejam-se, abaixo, alguns exemplos de registos ortogr&aacute;ficos de crian&ccedil;as do 4&ordm; ano de escolaridade que ilustram as tr&ecirc;s estrat&eacute;gias de reconstru&ccedil;&atilde;o mais representadas no <i>corpus:</i></p>      <blockquote>    <p><i>(4) Produ&ccedil;&otilde;es escritas (4&ordm; ano de escolaridade)</i></p>      <p>Ep&ecirc;ntese de vogal &#8211; Ataque ramificado</i></p>      <p><i>astr&oacute;nomo</i> ? &lt;aster&oacute;nomo&gt; LFL</p>      <p><i>confronto</i> ? &lt;conforonte&gt; RDM</p>      <p><i>Ep&ecirc;ntese de vogal&#8211; Grupo conson&acirc;ntico problem&aacute;tico</i></p>      <p><i>neptuno</i> ? &lt;nepetuno&gt; BED</p>     <p><i>algoritmo</i> ? &lt;algoritamo&gt; LDM</p>      <p><i>Redu&ccedil;&atilde;o do encontro conson&acirc;ntico &#8211; Ataque ramificado</i></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>afluente</i> ? &lt;afuente&gt; SFR</p>     <p><i>biblioteca</i> ? &lt;bibioteca&gt; BEC</p>      <p><i>Redu&ccedil;&atilde;o do encontro conson&acirc;ntico &#8211; Grupo conson&acirc;ntico problem&aacute;tico</i></p>      <p><i>fric&ccedil;&atilde;o</i> ? &lt;fri&ccedil;&atilde;o&gt; BEG</p>     <p><i>tsunami</i> ? &lt;tonami&gt; WHO</p>      <p><i>Met&aacute;tese &#8211; Ataque ramificado</i></p>      <p><i>biblioteca</i> ? &lt;bilbioteca&gt; LDM</p>      <p><i>atl&acirc;ntico</i> ? &lt;ataltico&gt; LFL</p>      <p><i>Met&aacute;tese &#8211; Grupo conson&acirc;ntico problem&aacute;tico</i></p>      <p><i>tsunami</i> ? &lt;stunami&gt; NCJ</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>pictograma</i> ? &lt;pitcograma&gt; HMB</p></blockquote>      <p>Iniciada posteriormente &agrave; aquisi&ccedil;&atilde;o da maior parte das estruturas fonol&oacute;gicas, a aprendizagem da ortografia constitui um processo complexo, que exige da crian&ccedil;a um n&iacute;vel mais elevado de desenvolvimento cognitivo (Vygotsky, 2007). Quando deparadas com a necessidade ou a inten&ccedil;&atilde;o de transformar as palavras orais em registos ortogr&aacute;ficos, as crian&ccedil;as, em fases iniciais do processo de aprendizagem do sistema ortogr&aacute;fico, tendem a recorrer &agrave; oralidade (entre muitos outros, Pinto, 1997; Miranda, 2007; Guimar&atilde;es, 2005; Barbeiro, 2007; Chacon, 2008), o que resulta, consequentemente, em formas gr&aacute;ficas em larga medida compar&aacute;veis a um certo tipo de transcri&ccedil;&atilde;o fon&eacute;tica. Os registos escritos desta investiga&ccedil;&atilde;o que violam os formatos can&oacute;nicos s&atilde;o, em v&aacute;rios casos, o produto de transfer&ecirc;ncia de propriedades da oralidade para a escrita, como o ilustram os exemplos em (5):</p>      <blockquote>    <p><i>(5) Exemplos de desvios ortogr&aacute;ficos que transcrevem propriedades do oral</i></p>     <p align="center"><i>flores</i> ? &lt;flors&gt; RRL, 1&ordm; ano de escolaridade</p>     <p align="center"><i>enigma</i> ? &lt;inigma&gt; SGA, 4&ordm; ano de escolaridade</p></blockquote>      <p>O uso de ep&ecirc;ntese poder&aacute;, no caso dos grupos conson&acirc;nticos problem&aacute;ticos, ser justificado pela transfer&ecirc;ncia de propriedades do oral para a escrita: sabemos que a produ&ccedil;&atilde;o de um [?] epent&eacute;tico, que preenche um N&uacute;cleo vazio na representa&ccedil;&atilde;o fonol&oacute;gica dos grupos conson&acirc;nticos problem&aacute;ticos (Mateus &amp; d&#8217;Andrade, 2000), poder&aacute; estar na base destes comportamentos ortogr&aacute;ficos (<i>pneu</i> [p?n&eacute;w]). No entanto, o uso das estrat&eacute;gias de <i>redu&ccedil;&atilde;o do encontro conson&acirc;ntico</i>, de <i>met&aacute;tese</i> e de <i>ep&ecirc;ntese</i> nos Ataques ramificados n&atilde;o poder&aacute; decorrer de transfer&ecirc;ncia de propriedades do oral para os registos ortogr&aacute;ficos. As formas desviantes que decorrem do uso destas estrat&eacute;gias parecem recrutar mecanismos de reconstru&ccedil;&atilde;o do <i>input</i> que estiveram ativos durante a aquisi&ccedil;&atilde;o e que s&atilde;o, assim, naturais no contexto do processamento fonol&oacute;gico. Neste sentido, e numa perspetiva cronol&oacute;gica, inerente &agrave; observa&ccedil;&atilde;o do desenvolvimento cognitivo infantil, poder&iacute;amos identificar, neste caso, um paralelismo entre <i>desenvolvimento fonol&oacute;gico</i> e <i>desenvolvimento ortogr&aacute;fico</i>, consubstanciado na ativa&ccedil;&atilde;o ass&iacute;ncrona de estrat&eacute;gias de reconstru&ccedil;&atilde;o t&iacute;picas do desenvolvimento fonol&oacute;gico na produ&ccedil;&atilde;o de formas ortogr&aacute;ficas. Tal permitiria uma confirma&ccedil;&atilde;o parcial da nossa <i>Hip&oacute;tese 2</i>, sobre um eventual paralelismo entre desenvolvimento fonol&oacute;gico e desenvolvimento ortogr&aacute;fico. Como referimos anteriormente, as estrat&eacute;gias usadas no processo de aquisi&ccedil;&atilde;o poder&atilde;o j&aacute; estar desativadas na oralidade &agrave; entrada na escola, ficando, por&eacute;m, dispon&iacute;veis cognitivamente para serem reativadas, mais tarde, em contexto de produ&ccedil;&atilde;o de formatos ortogr&aacute;ficos, em faixas et&aacute;rias nas quais o desenvolvimento fonol&oacute;gico est&aacute; j&aacute; terminado.</p>      <p><i>3.3. Natureza fonol&oacute;gica das sequ&ecirc;ncias conson&acirc;nticas e seu impacto nos desempenhos infantis</i></p>      <p>Se tivermos em considera&ccedil;&atilde;o a estrutura interna dos Ataques ramificados, nas produ&ccedil;&otilde;es orais do 1&ordm; ano de escolaridade e nos casos em que a C<sub>2</sub> &eacute; uma consoante vibrante, registou-se uma elevada produ&ccedil;&atilde;o de erros, como seria de esperar face ao que conhecemos da literatura: no conjunto das consoantes soantes, as vibrantes s&atilde;o tendencialmente as que mais tardiamente aparecem produzidas conforme o sistema-alvo (Freitas, 1997; Costa, 2010). De acordo com o TFF-ALPE (Mendes <i>et al.,</i> 2009/2013), os grupos conson&acirc;nticos com vibrante s&atilde;o os &uacute;ltimos a estabilizar, na faixa et&aacute;ria dos 5;0-5;6. No entanto, nas produ&ccedil;&otilde;es escritas das crian&ccedil;as do mesmo ano, a consoante lateral na posi&ccedil;&atilde;o de C<sub>2</sub> foi a que espoletou um maior n&uacute;mero de incorre&ccedil;&otilde;es. O <a href="#q5">Quadro</a> que se segue sintetiza os resultados para /l/ e /?<b>/ </b>como C<sub>2</sub> dos Ataques ramificados, na escrita e na oralidade do 1&ordm; ano de escolaridade.</p>      <p>&nbsp;</p> <a name="q5">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><b>Quadro 5. </b>Desvios orais e escritos de C<sub>2</sub> nos Ataques rami?cados, no 1&ordm; ano de escolaridade.</p>      <p align="center"><table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0" >  <tbody> <tr> <td valign="top" > </td> <td valign="top" >    <p align="center">COV</p></td> <td valign="top" >    <p align="center">C?V</p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" >    <p align="center">Oralidade</p></td> <td valign="top" >    <p align="center">41%</p></td> <td valign="top" >    <p align="center">59%</p></td> </tr>  <tr> <td valign="top" >    <p align="center">Escrita</p></td> <td valign="top" >    <p align="center">58%</p></td> <td valign="top" >    <p align="center">42%</p></td> </tr>  </tbody> </table></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <p>Veloso (2003, 2006) refere diferen&ccedil;as entre a representa&ccedil;&atilde;o das sequ&ecirc;nciasformadaspor <i>obstruinte+lateral</i> eadasformadaspor <i>obstruinte+vibrante</i> no conhecimento fonol&oacute;gico dos falantes do PE: de uma forma consistente, nas fases iniciais da aprendizagem das normas ortogr&aacute;ficas vigentes na l&iacute;ngua portuguesa, as crian&ccedil;as consideram as sequ&ecirc;ncias <i>obstruinte+lateral</i>, tradicionalmente tidas como tautossil&aacute;bicas, como sequ&ecirc;ncias heterossil&aacute;bicas. Tal heterossilabicidade das sequ&ecirc;ncias <i>obstruinte+lateral</i> nos est&aacute;dios iniciais do conhecimento fonol&oacute;gico infantil n&atilde;o se verifica, no entanto, com as sequ&ecirc;ncias <i>obstruinte+vibrante</i>. Contudo, &agrave; medida que v&atilde;o avan&ccedil;ando na sua aprendizagem da escrita, alcan&ccedil;ando, por isso, um conhecimento mais est&aacute;vel das conven&ccedil;&otilde;es ortogr&aacute;ficas, o conhecimento fonol&oacute;gico das crian&ccedil;as sofre altera&ccedil;&otilde;es e estas, de uma forma significativa, passam a considerar aquelas sequ&ecirc;ncias como tautossil&aacute;bicas. Os argumentos listados por Veloso (2003, 2006) para suportar a heterossilabicidade das sequ&ecirc;ncias <i>obstruinte+lateral</i> s&atilde;o os seguintes:</p>      <blockquote>    <p>(i) Princ&iacute;pios sil&aacute;bicos, ou seja, a diferencia&ccedil;&atilde;o dos dois tipos de sequ&ecirc;ncias conson&acirc;nticas com base no respeito/viola&ccedil;&atilde;o do <i>Princ&iacute;pio de Sonoridade</i> e da <i>Condi&ccedil;&atilde;o de Dissemelhan&ccedil;a</i>.</p>      <p>(ii) Frequ&ecirc;ncia na l&iacute;ngua: Veloso (2003, 2006) recorre a estudos de diversos autores que fazem a distin&ccedil;&atilde;o entre grupos conson&acirc;nticos mais frequentes em portugu&ecirc;s (<i>obstruinte+l&iacute;quida</i>) e grupos mais raros, resultantes das outras combinat&oacute;rias poss&iacute;veis.</p>      <p>(iii) Presen&ccedil;a de uma vogal epent&eacute;tica entre consoantes: os grupos conson&acirc;nticos problem&aacute;ticos s&atilde;o amiudadamente produzidos, a n&iacute;vel fon&eacute;tico, com uma vogal entre as duas consoantes.</p>      <p>(iv) Origem hist&oacute;rica, a saber, as palavras com grupos conson&acirc;nticos problem&aacute;ticos na sua forma&ccedil;&atilde;o correspondem a empr&eacute;stimos tardios e eruditos do latim cl&aacute;ssico para preencher falhas lexicais do Portugu&ecirc;s em dom&iacute;nios espec&iacute;ficos.</p>      <p>(v) Aquisi&ccedil;&atilde;o, nomeadamente, a quase inexist&ecirc;ncia de sequ&ecirc;ncias conson&acirc;nticas compostas por grupos problem&aacute;ticos, no estudo de Freitas (1997), atribu&iacute;da &agrave; pouca representatividade de tais combinat&oacute;rias conson&acirc;nticas na l&iacute;ngua, e a presen&ccedil;a de sequ&ecirc;ncias compostas por <i>obstruinte+l&iacute;quida</i> e progressiva capacidade das crian&ccedil;as de as articular de acordo com a sua forma-alvo na fonologia adulta.</p>      <p>(vi) Divis&otilde;es sil&aacute;bicas espont&acirc;neas, quando confrontadas com a necessidade de repartirem as duas consoantes dos grupos conson&acirc;nticos problem&aacute;ticos em tarefas de divis&atilde;o sil&aacute;bica expl&iacute;cita, contexto em que reiteradamente as crian&ccedil;as demonstram hesita&ccedil;&otilde;es e discord&acirc;ncias.</p>      <p>(vii) Conven&ccedil;&otilde;es ortogr&aacute;ficas associadas, ou seja, atrav&eacute;s da fixa&ccedil;&atilde;o das regras de translinea&ccedil;&atilde;o, a ortografia oficial da l&iacute;ngua estabelece uma distin&ccedil;&atilde;o entre as sequ&ecirc;ncias conson&acirc;nticas formadas por <i>obstruinte+l&iacute;quida</i> e os grupos conson&acirc;nticos problem&aacute;ticos, estabelecendo que as primeiras n&atilde;o sejam nunca divididas, na escrita, por duas linhas diferentes e que as segundas o sejam obrigatoriamente.</p></blockquote>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Esta an&aacute;lise de Veloso (2003, 2006) relativa &agrave; representa&ccedil;&atilde;o heterossil&aacute;bica das sequ&ecirc;ncias <i>obstruinte+lateral</i> no Portugu&ecirc;s, distinguindo-as, deste modo, das sequ&ecirc;ncias tautossil&aacute;bicas de tipo <i>obstruinte+vibrante</i>, permite dar conta da maior produ&ccedil;&atilde;o dos erros ortogr&aacute;ficos encontrada, neste estudo, nos casos em que a segunda consoante da sequ&ecirc;ncia &eacute; uma lateral; todavia, esta abordagem n&atilde;o d&aacute; conta dos dados da oralidade observados nesta investiga&ccedil;&atilde;o, pelo facto de as produ&ccedil;&otilde;es orais das crian&ccedil;as conterem mais erros quando a segunda consoante &eacute; uma vibrante (vd. Quadro 9, <i>supra</i>).</p>      <p>Afonso (2008), num estudo sobre consci&ecirc;ncia sil&aacute;bica em idade pr&eacute;-escolar, observou que as crian&ccedil;as conseguem segmentar mais facilmente est&iacute;mulos com Ataque ramificado formado por <i>obstruinte+vibrante</i> do que est&iacute;mulos com Ataque ramificado formado por <i>obstruinte+lateral</i>. Este comportamento espelharia um efeito de frequ&ecirc;ncia no PE (Vig&aacute;rio &amp; Fal&eacute;, 1994), uma vez que a primeira estrutura &eacute; mais frequente do que a segunda, mas n&atilde;o um efeito do desenvolvimento fonol&oacute;gico, uma vez que a estrutura <i>obstruinte+vibrante</i> estabiliza mais tarde do que a estrutura <i>obstruinte+lateral</i> (Mendes <i>et al.,</i> 2009/2013)<i>.</i> Todavia, quando analisou os tempos de rea&ccedil;&atilde;o, a autora verificou que as crian&ccedil;as demoravam mais tempo a segmentar os est&iacute;mulos com Ataque ramificado formado por <i>obstruinte+vibrante</i> do que os formados por <i>obstruinte+lateral</i>. Os resultados relativos aos tempos de rea&ccedil;&atilde;o est&atilde;o, assim, em conformidade com os dados encontrados neste estudo para a oralidade, uma vez que as crian&ccedil;as demonstram processar de uma forma mais problem&aacute;tica as combinat&oacute;rias em que C<sub>2</sub> &eacute; uma vibrante.</p>      <p>O quadro retirado de Veloso (2003, 2006) e apresentado em (<a href="#q1">1</a>), na introdu&ccedil;&atilde;o deste artigo, sintetiza as propriedades que distinguem os Ataques ramificados e os grupos conson&acirc;nticos problem&aacute;ticos. De acordo com Mateus e d&#8217;Andrade (2000), por serem as &uacute;nicas sequ&ecirc;ncias de consoantes em que s&atilde;o respeitados o <i>Princ&iacute;pio de Sonoridade</i> e a <i>Condi&ccedil;&atilde;o de Dissemelhan&ccedil;a</i>, as combinat&oacute;rias de tipo <i>obstruinte+l&iacute;quida</i> s&atilde;o, no PE, as &uacute;nicas sequ&ecirc;ncias conson&acirc;nticas que podem verdadeiramente ser consideradas como realiza&ccedil;&otilde;es de um Ataque ramificado. Todas as outras combinat&oacute;rias conson&acirc;nticas s&atilde;o, assim, exclu&iacute;das da possibilidade de fazerem parte das sequ&ecirc;ncias admiss&iacute;veis no dom&iacute;nio deste constituinte sil&aacute;bico. Deste modo, n&atilde;o sendo aceites como Ataques ramificados, essas mesmas sequ&ecirc;ncias s&atilde;o entendidas, de acordo com a an&aacute;lise fonol&oacute;gica proposta pelos autores, como sendo constitu&iacute;das por consoantes heterossil&aacute;bicas, pertencendo os dois segmentos da sequ&ecirc;ncia a dois Ataques n&atilde;o ramificados distintos, no dom&iacute;nio de n&oacute;s sil&aacute;bicos adjacentes: no caso dos grupos conson&acirc;nticos problem&aacute;ticos, a primeira consoante &eacute; considerada como Ataque n&atilde;o ramificado de uma s&iacute;laba com N&uacute;cleo vazio e a segunda como Ataque n&atilde;o ramificado da s&iacute;laba adjacente &agrave; direita (Mateus &amp; d&#8217;Andrade, 2000). Em (<a href="#f1">6</a>) e (<a href="#f2">7</a>), s&atilde;o representadas as estruturas sil&aacute;bicas propostas para os Ataques ramificados e para os grupos conson&acirc;nticos problem&aacute;ticos, respetivamente:</p>      <p>&nbsp;</p> <a name="f1"> <img src="/img/revistas/dia/v28n1/28n1a16f1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>      <p>&nbsp;</p> <a name="f2"> <img src="/img/revistas/dia/v28n1/28n1a16f2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>      <p>Os dados descritos neste artigo revelam comportamentos das crian&ccedil;as distintos para os dois tipos de estruturas, tanto no dom&iacute;nio da oralidade como no da ortografia. Os diferentes comportamentos face &agrave;s duas estruturas sob avalia&ccedil;&atilde;o, representados nos gr&aacute;ficos <a href="#g1">1</a> a <a href="#g4">4</a>, acima, fornecem argumenta&ccedil;&atilde;o emp&iacute;rica adicional para as diferentes an&aacute;lises representadas em (<a href="#f1">6</a>) e (<a href="#f2">7</a>).</p>       <p>Verific&aacute;mos que os contrastes s&atilde;o ainda mais acentuados no caso dos desempenhos ortogr&aacute;ficos. De entre os aspetos que motivam a produ&ccedil;&atilde;o de formas ortogr&aacute;ficas desviantes, a complexidade sil&aacute;bica constitui um dos fatores com mais impacto neste comportamento. Sousa (1999) e Miranda &amp; Matzenauer (2010) demonstram que as dificuldades na representa&ccedil;&atilde;o gr&aacute;fica de certas estruturas sil&aacute;bicas podem dever-se &agrave; complexidade fonol&oacute;gica das mesmas. Na nota&ccedil;&atilde;o de formatos sil&aacute;bicos complexos, diferentes do formato simples das primeiras produ&ccedil;&otilde;es das crian&ccedil;as na escrita e na oralidade, h&aacute; uma maior hesita&ccedil;&atilde;o na escolha gr&aacute;fica a adotar por parte da crian&ccedil;a quando as estruturas s&atilde;o de grau de complexidade sil&aacute;bica elevado.</p>       <p>Como referimos na introdu&ccedil;&atilde;o, v&aacute;rios estudos sobre a aquisi&ccedil;&atilde;o do constituinte sil&aacute;bico <i>Ataque</i> t&ecirc;m relatado que, no PE, o Ataque ramificado, a par do que acontece noutras l&iacute;nguas, &eacute; silabicamente mais complexo do que o n&atilde;o ramificado e, como tal, &eacute; das &uacute;ltimas estruturas sil&aacute;bicas a estabilizar no sistema fonol&oacute;gico da crian&ccedil;a (entre outros, Fikkert, 1994; Freitas, 1997; Bernhardt &amp; Stemberger, 1998; Ribas, 2004). Os grupos conson&acirc;nticos problem&aacute;ticos, por violarem princ&iacute;pios de boa forma&ccedil;&atilde;o sil&aacute;bica, s&atilde;o considerados marcados na l&iacute;ngua e espera-se que a sua aquisi&ccedil;&atilde;o seja ainda mais problem&aacute;tica e morosa do que a registada para os Ataques ramificados (<i>Hip&oacute;tese 1</i> neste artigo): os dados recolhidos, tanto os da oralidade como os da ortografia, mostraram existir uma diferen&ccedil;a em termos de grau de dificuldade de processamento das duas estruturas (<i>Ataques ramificados&gt;&gt;grupos conson&acirc;nticos problem&aacute;ticos</i>). Esta ordem &eacute; consistente com as an&aacute;lises propostas para o PE, que consideram como marcada a estrutura sil&aacute;bica subjacente aos grupos conson&acirc;nticos problem&aacute;ticos, mais complexa do que a assumida para os Ataques ramificados (Barbosa, 1965, 1994; C&acirc;mara, 1970, 1971; Mateus &amp; d&#8217;Andrade, 2000).</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>4. Notas finais</b></p>      <p>Neste artigo, descrevemos dados de produ&ccedil;&otilde;es orais e escritas de crian&ccedil;as portuguesas monolingues a frequentar os 1&ordm; e 4&ordm; anos de escolaridade do Ensino B&aacute;sico em Portugal. Os resultados foram recolhidos na sequ&ecirc;ncia da formula&ccedil;&atilde;o dos seguintes objetivos: (i) identificar o grau de sucesso na produ&ccedil;&atilde;o de dois tipos de sequ&ecirc;ncias conson&acirc;nticas em PE, os Ataques ramificados (sequ&ecirc;ncias de <i>obstruinte+l&iacute;quida</i>) e os grupos conson&acirc;nticos problem&aacute;ticos (sequ&ecirc;ncias de <i>oclusiva+oclusiva, oclusiva+nasal, oclusiva+fricativa nasal+nasal, fricativa+oclusiva</i>); (ii) contribuir para a discuss&atilde;o sobre poss&iacute;veis correla&ccedil;&otilde;es entre desenvolvimento fonol&oacute;gico e consolida&ccedil;&atilde;o do conhecimento ortogr&aacute;fico, nos primeiros anos escolares.</p>      <p>Os desempenhos orais e ortogr&aacute;ficos das crian&ccedil;as observadas neste estudo mostraram que os Ataques ramificados s&atilde;o menos complexos do que os grupos conson&acirc;nticos problem&aacute;ticos em ambos os tipos de produ&ccedil;&atilde;o, embora a assimetria entre as duas estruturas sil&aacute;bicas se tenha revelado mais acentuada nos desempenhos ortogr&aacute;ficos do que nos orais. Os resultados permitiram confirmar a <i>Hip&oacute;tese 1</i>, segundo a qual os Ataques ramificados estabilizariam antes dos grupos conson&acirc;nticos problem&aacute;ticos no sistema fonol&oacute;gico infantil. Dado o n&uacute;mero de sujeitos avaliado (apenas 56), os resultados aqui obtidos carecem de confirma&ccedil;&atilde;o emp&iacute;rica, com base em amostras mais alargadas.</p>      <p>Embora a <i>Hip&oacute;tese 1</i> tenha sido colocada relativamente ao desenvolvimento fonol&oacute;gico infantil, espelhado nas propriedades dos enunciados orais recolhidos (Fikkert, 2007), a mesma ordem de dom&iacute;nio das duas estruturas em foco foi identifi quer no contexto do desempenho ortogr&aacute;fi das crian&ccedil;as testadas, quer no do seu desempenho fonol&oacute;gico: <i>Ataques ramificados &gt;&gt;grupos conson&acirc;nticos problem&aacute;ticos.</i> Assim, consider&aacute;mos parcialmente confirmada a <i>Hip&oacute;tese 2,</i> que prediz a exist&ecirc;ncia de um paralelismo entre desenvolvimento fonol&oacute;gico e desenvolvimento ortogr&aacute;fico foram problem&aacute;ticas na escrita as estruturas que o foram tamb&eacute;m na oralidade, uma vez que o grau relativo de dificuldade no processamento das duas estruturas decorrente do conhecimento fonol&oacute;gico infantil se refl u no seu conhecimento ortogr&aacute;fico. Por&eacute;m, as taxas de sucesso na oralidade s&atilde;o sistematicamente superiores &agrave;s registadas na escrita, o que infirma parcialmente a <i>Hip&oacute;tese 2</i>.</p>      <p>No que diz respeito ao uso de estrat&eacute;gias de reconstru&ccedil;&atilde;o das estruturas-alvo, verificou-se que as estrat&eacute;gias preferencialmente usadas durante a aquisi&ccedil;&atilde;o e nas produ&ccedil;&otilde;es orais registadas (<i>ep&ecirc;ntese</i> e <i>redu&ccedil;&atilde;o do encontro conson&acirc;ntico</i>) s&atilde;o tamb&eacute;m as mais frequentes na produ&ccedil;&atilde;o de registos ortogr&aacute;ficos, mesmo quando j&aacute; n&atilde;o emergem nos enunciados orais, como acontece nos dados do 4&ordm; ano de escolaridade. Nesta perspetiva, poderemos, uma vez mais, considerar parcialmente confirmada a <i>Hip&oacute;tese 2,</i> dado que as crian&ccedil;as observadas replicam, na escrita, comportamentos registados na oralidade, durante o seu processo de desenvolvimento fonol&oacute;gico.</p>      <p>Como foi referido na sec&ccedil;&atilde;o inicial deste artigo, consider&aacute;mos dois dos v&aacute;rios tipos de conhecimento lingu&iacute;stico recrutados em contexto educativo: o conhecimento fonol&oacute;gico impl&iacute;cito e o conhecimento ortogr&aacute;fico. Tradicionalmente, os docentes de 1&ordm; Ciclo do Ensino B&aacute;sico centram-se no trabalho sobre o conhecimento ortogr&aacute;fico e sobre <i>o conhecimento expl&iacute;cito</i>, assumindo que o conhecimento impl&iacute;cito est&aacute; estabilizado &agrave; entrada na escola (para demonstra&ccedil;&atilde;o do inverso em outras dimens&otilde;es gramaticais que n&atilde;o apenas a fonol&oacute;gica, cf. Gon&ccedil;alves <i>et al.,</i> 2011). O estabelecimento de rela&ccedil;&otilde;es entre oralidade e escrita &eacute; uma constante desde a entrada na escola, processo relatado em v&aacute;rios estudos (entre outros, Pinto, 1997; Miranda, 2007; Guimar&atilde;es, 2005; Barbeiro, 2007; Chacon, 2008) e espoletado pela aprendizagem da ortografia em est&aacute;dios iniciais do percurso acad&eacute;mico infantil. No entanto, n&atilde;o tem sido feita, para o PE, uma reflex&atilde;o sobre as correla&ccedil;&otilde;es entre desenvolvimento fonol&oacute;gico e consolida&ccedil;&atilde;o do conhecimento ortogr&aacute;fico. Neste sentido, observ&aacute;mos os desempenhos orais e escritos &agrave; entrada e &agrave; sa&iacute;da do 1&ordm; Ciclo de Ensino B&aacute;sico, usando os grupos conson&acirc;nticos como estrutura-alvo por se tratar de sequ&ecirc;ncias complexas no PE, testando a rela&ccedil;&atilde;o entre desenvolvimento fonol&oacute;gico e aprendizagem da ortografia. A ordem de aquisi&ccedil;&atilde;o dos grupos conson&acirc;nticos estudados foi a predita: <i>Ataques ramificados&gt;&gt;grupos conson&acirc;nticos problem&aacute;ticos.</i> Quanto &agrave; rela&ccedil;&atilde;o entre os dois tipos de conhecimento, alguns aspetos apontaram para a presen&ccedil;a de paralelismo no processamento fonol&oacute;gico das duas dimens&otilde;es testadas, que pode n&atilde;o ser s&iacute;ncrono, por recrutamento, na escrita, de comportamentos orais registados previamente no processo de desenvolvimento fonol&oacute;gico. Os resultados devem ser interpretados como fundamenta&ccedil;&atilde;o emp&iacute;rica das hip&oacute;teses formuladas, a serem testadas com amostras mais alargadas. No caso espec&iacute;fico da &aacute;rea de trabalho em que nos integramos, as rela&ccedil;&otilde;es entre aquisi&ccedil;&atilde;o fonol&oacute;gica e aprendizagem da ortografia, que passam pela observa&ccedil;&atilde;o das produ&ccedil;&otilde;es orais e escritas das crian&ccedil;as em contexto escolar, permitir&atilde;o, acreditamos, a promo&ccedil;&atilde;o da efic&aacute;cia do desempenho docente no processo de ensino e aprendizagem da leitura e da escrita.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>      <!-- ref --><p>Afonso, Catarina (2008), <i>Complexidade pros&oacute;dica e segmenta&ccedil;&atilde;o de palavras em crian&ccedil;as entre os 4 e os 6 anos de idade</i>. Disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado apresentada ao Instituto de Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de da Universidade Cat&oacute;lica Portuguesa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000331&pid=S0807-8967201400010001600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Almeida, Let&iacute;cia (2011), <i>Acquisition de la structure syllabique en contexte de bilinguisme simultan&eacute; portugais-fran&ccedil;ais.</i> Disserta&ccedil;&atilde;o de Doutoramento apresentada &agrave; Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000333&pid=S0807-8967201400010001600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Alves, Dina (2012), &#8220;O impacto dos tra&ccedil;os fonol&oacute;gicos no processamento de pares m&iacute;nimos&#8221; In A. Costa &amp; I. Duarte (Eds). <i>Na linguagem nada lhe &eacute; estranho. Homenagem a Isabel Hub Faria</i>. Porto: Edi&ccedil;&otilde;es Afrontamento.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000335&pid=S0807-8967201400010001600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Alves Martins, Margarida. &amp; Ivone Niza. (1998), <i>Psicologia da aprendizagem da linguagem escrita.</i> Lisboa: Universidade Aberta.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000337&pid=S0807-8967201400010001600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Baptista, Ana Catarina (<i>em prep.</i>), <i>O Desenvolvimento Fonol&oacute;gico de Crian&ccedil;as com Otites M&eacute;dias Serosas</i> Tese inscrita na Universidade de Lisboa Faculdade de Letras e Faculdade de Medicina.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000339&pid=S0807-8967201400010001600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Barbeiro, Lu&iacute;s Filipe (2007), <i>Aprendizagem da ortografia: princ&iacute;pios, dificuldades e problemas</i>. Porto: Edi&ccedil;&otilde;es Asa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000341&pid=S0807-8967201400010001600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Barbosa, Jorge Morais (1965), &Eacute;tudes de Phonologie Portugaise. Lisboa, Junta de Investiga&ccedil;&otilde;es Cient&iacute;ficas do Ultramar. 2.&egrave;me &eacute;d.: &Eacute;vora, Universidade de &Eacute;vora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000343&pid=S0807-8967201400010001600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Barbosa, Jorge Morais (1994), <i>Introdu&ccedil;&atilde;o ao Estudo da Fonologia e Morfologia do Portugu&ecirc;s.</i> Coimbra, Almedina.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000345&pid=S0807-8967201400010001600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Barlow, Jessica (1997), <i>A constraint-based account of syllable onsets: Evidence from developing systems.</i> PhD dissertation. Indiana University.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000347&pid=S0807-8967201400010001600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Barlow, Jessica (2007), &#8220;Constraint conflict in the acquisition of clusters in Spanish&#8221;. In F. Mart&iacute;nez-Gil &amp; S. Colina (eds.). <i>Optimality-Theoretic Studies in Spanish Phonology</i>. John Benjamins.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000349&pid=S0807-8967201400010001600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Bernhardt, Barbara &amp; Joseph Stemberger (1998), <i>Handbook of Phonological Development (from the perspective of Constraint-Based Non-Linear Phonology)</i>. California: Academic Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000351&pid=S0807-8967201400010001600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Bisol, Leda (2005) (org.), <i>Introdu&ccedil;&atilde;o a estudos de fonologia do portugu&ecirc;s brasileiro</i>. 4 ed.rev. e ampl. Porto Alegre: EDIPUCRS.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000353&pid=S0807-8967201400010001600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Blevins, Juliette. (1995). &#8220;The Syllable in Phonological Theory&#8221;. In J. A. Goldsmith, J. Riggle, A. C. L. Yu (eds.), <i>The Handbook of Phonological Theory</i>, pp. 206-244. Cambridge, Massachusetts: Blackwell.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000355&pid=S0807-8967201400010001600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>C&acirc;mara Jr., Joaquim Mattoso (1970), <i>Estrutura da L&iacute;ngua Portuguesa</i>. Petr&oacute;polis, Vozes (19a ed., 1989).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000357&pid=S0807-8967201400010001600014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>C&acirc;mara Jr., Joaquim Mattoso (1971), <i>Problemas de Lingu&iacute;stica Descritiva.</i> Petr&oacute;polis, Vozes (13a ed., 1988).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000359&pid=S0807-8967201400010001600015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Chacon, Louren&ccedil;o (2008), &#8220;Para al&eacute;m de v&iacute;nculos diretos entre caracter&iacute;sticas fon&eacute;tico-segmentais e ortogr&aacute;ficas na escrita infantil&#8221;, Revista de Estudos da Linguagem, 16, pp. 215-230.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000361&pid=S0807-8967201400010001600016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Costa, Magda (2010). <i>A consci&ecirc;ncia sint&aacute;tica em crian&ccedil;as de 1&ordm; Ciclo de escolaridade: Constru&ccedil;&atilde;o e aplica&ccedil;&atilde;o de uma Tarefa de Reconstitui&ccedil;&atilde;o</i>. Disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado apresentada ao Instituto de Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de da Universidade Cat&oacute;lica Portuguesa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000363&pid=S0807-8967201400010001600017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Demuth, Katherine &amp; Elizabeth Mccullough (2009), &#8220;The longitudinal development of clusters in French&#8221;, Journal of Child Language, 36, pp. 425-448.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000365&pid=S0807-8967201400010001600018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Duarte, In&ecirc;s (2008), <i>O Conhecimento da L&iacute;ngua: Desenvolver a Consci&ecirc;ncia Lingu&iacute;stica</i>. Lisboa: PNEP, ME.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000367&pid=S0807-8967201400010001600019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Fikkert, Paula (1994), <i>On the acquisition of Prosodic Structure</i>. Dordrecht: HIL.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000369&pid=S0807-8967201400010001600020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Fikkert, Paula &amp; Maria Jo&atilde;o Freitas (2004), &#8220;The role of language-specific phonotactics in the acquisition of onset clusters&#8221;, In L. Cornips &amp; J. Doetjes (Eds.), <i>Linguistics in the Netherlands</i>. Amsterdam: John Benjamins. pp 58-68.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000371&pid=S0807-8967201400010001600021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Freitas, Maria Jo&atilde;o (1997), <i>Aquisi&ccedil;&atilde;o da estrutura sil&aacute;bica do Portugu&ecirc;s Europeu.</i> Disserta&ccedil;&atilde;o de Doutoramento apresentada &agrave; Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000373&pid=S0807-8967201400010001600022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Freitas, Maria Jo&atilde;o (2003), The acquisition of Onset clusters in European Portuguese. In J. Meisel (org.), Probus. International Journal of Latin and Romance Linguistics, 15 (1), pp. 27-46.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000375&pid=S0807-8967201400010001600023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Freitas, Maria Jo&atilde;o &amp; Celeste Rodrigues (2003), &#8220;On the nature of sC-clusters in European Portuguese&#8221; In L. Wetzels (org) <i>Journal of Portuguese Linguistics.</i> Volume 2 (2). pp. 55-86.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000377&pid=S0807-8967201400010001600024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Goad, Heather &amp; Yvan Rose (2004), &#8220;Input Elaboration, Head Faithfulness and Evidence for Representation in the Acquisition of Left-edge Clusters in West Germanic&#8221; In Constraints in Phonological Acquisition, Ren&eacute; Kager, Joe Pater &amp; Wim Zonneveld (eds.). Cambridge: Cambridge University Press. 109-157.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000379&pid=S0807-8967201400010001600025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Gon&ccedil;alves, Fernanda, Paula Guerreiro &amp; Maria Jo&atilde;o Freitas (2011), <i>O Conhecimento da L&iacute;ngua: Percursos de Desenvolvimento.</i> Lisboa: ME/DGIDC.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000381&pid=S0807-8967201400010001600026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Guimar&atilde;es, Marisa Rosa (2005), <i>Um estudo sobre Aquisi&ccedil;&atilde;o da ortografia nas s&eacute;ries iniciais</i>. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado em Educa&ccedil;&atilde;o apresentada &agrave; Faculdade de Educa&ccedil;&atilde;o, UFPel: Pelotas.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000383&pid=S0807-8967201400010001600027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Hernandorena, Carmen L&uacute;cia Matzenauer (1990), <i>Aquisi&ccedil;&atilde;o da fonologia do Portugu&ecirc;s: estabelecimento de padr&otilde;es com base em tra&ccedil;os distintivos</i>. Tese de Doutoramento apresentada &agrave; Pont&iacute;fica Universidade Cat&oacute;lica do Rio Grande do Sul.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000385&pid=S0807-8967201400010001600028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Lamprecht, Regina Ritter, Giovana Bonilha, Gabriela de Freitas, Carmen L&uacute;cia Barreto Matzenauer, Carolina Mezzomo, Carolina Oliveira &amp; Let&iacute;cia Ribas (2004), <i>Aquisi&ccedil;&atilde;o fonol&oacute;gica do Portugu&ecirc;s. Perfil de desenvolvimento e subs&iacute;dio para terapia.</i> Porto Alegre: Artmed.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000387&pid=S0807-8967201400010001600029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Lle&oacute;, Conxita &amp; M. Prinz (1996). &#8220;Consonant clusters in child phonology and the directionality of syllable structure assignement&#8221;, <i>Journal of Child Language 23</i>, pp. 31-56.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000389&pid=S0807-8967201400010001600030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Mateus, Maria Helena Mira &amp; Ernesto d&#8217;Andrade (2000), <i>The phonology of Portuguese</i>. Oxford: Oxford University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000390&pid=S0807-8967201400010001600031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Mendes, Ana, Elisabete Afonso, Marisa Lousada &amp; F&aacute;tima Andrade (2009/2013), <i>Teste Fon&eacute;tico-Fonol&oacute;gico &#8211; ALPE. Avalia&ccedil;&atilde;o da Linguagem Pr&eacute;-escolar (TFF-ALPE)</i> (2&ordf; edi&ccedil;&atilde;o). Aveiro: Designeed.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000392&pid=S0807-8967201400010001600032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Miranda, Ana Ruth (2007), &#8220;Aspectos da escrita espont&acirc;nea e da sua rela&ccedil;&atilde;o com o conhecimento fonol&oacute;gico&#8221; In R. R. Lamprecht, <i>Aquisi&ccedil;&atilde;o da linguagem: estudos recentes no Brasil</i>. Porto Alegre: EDIPUCRS.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000394&pid=S0807-8967201400010001600033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Miranda, Ana Ruth &amp; Carmen L&uacute;cia Barreto Matzenauer (2010), &#8220;Aquisi&ccedil;&atilde;o da fala e da escrita: rela&ccedil;&otilde;es com a fonologia&#8221; <i>Cadernos de Educa&ccedil;&atilde;o</i>, 35, pp. 359-405. Pelotas: UFPel.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000396&pid=S0807-8967201400010001600034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Nogueira, Patr&iacute;cia (2007), <i>Desenvolvimento fonol&oacute;gico em crian&ccedil;as dos 3 anos e 6 meses aos 4 anos e 6 meses de idade nascidas com muito baixo peso</i>. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado em Ci&ecirc;ncias da Fala. Lisboa: Universidade Cat&oacute;lica Portuguesa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000398&pid=S0807-8967201400010001600035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Pinto, Maria da Gra&ccedil;a Lisboa Castro (1997), &#8220;A ortografia e a escrita em crian&ccedil;as portuguesas&#8221;, <i>Revista da Faculdade de Letras do Porto &#8211; L&iacute;nguas e Literaturas</i>, 14, pp. 7-58.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000400&pid=S0807-8967201400010001600036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>Ribas, Let&iacute;cia (2004), &#8220;Sobre a aquisi&ccedil;&atilde;o do onset complexo&#8221; In R. R. Lamprecht (Org.), <i>Aquisi&ccedil;&atilde;o fonol&oacute;gica do Portugu&ecirc;s: Perfil de desenvolvimento e subs&iacute;dios para terapia</i>, >pp. 151-164. Porto Alegre: Artmed.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000402&pid=S0807-8967201400010001600037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Rose, Yvan (2000). <i>Headedness and Prosodic Licensing in the L1 Acquisition of Phonology.</i> Ph.D. Dissertation. McGill University.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000404&pid=S0807-8967201400010001600038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Santos, Rita Nazar&eacute; (2013). <i>Aquisi&ccedil;&atilde;o de grupos conson&acirc;nticos e seu impacto nos desempenhos escritos no 1&ordm; Ciclo do Ensino B&aacute;sico</i>. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado apresentada &agrave; Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000406&pid=S0807-8967201400010001600039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <p>Selkirk, Elizabeth (1982), &#8220;The Syllable&#8221; In Van der Hulst, H. &amp; Norval Smith <i>Th Structural of Phonological Representations</i>. Part II. Dordrecht, Foris Publications, 337-361.</p>      <!-- ref --><p>Sim-Sim, In&ecirc;s (1997), <i>Avalia&ccedil;&atilde;o da linguagem oral: Umcontributo para o conhecimento do desenvolvimento lingu&iacute;stico das crian&ccedil;as portuguesas</i>. Lisboa: Funda&ccedil;&atilde;o Calouste Gulbenkian.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000409&pid=S0807-8967201400010001600041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Sim-Sim, In&ecirc;s (1998), <i>Desenvolvimento da Linguagem</i>. Lisboa: Universidade Aberta.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000411&pid=S0807-8967201400010001600042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Sim-Sim, In&ecirc;s, In&ecirc;s Duarte &amp; Maria Jos&eacute; Ferraz (1997), <i>A L&iacute;ngua Materna na Educa&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica. Compet&ecirc;ncias Nucleares e N&iacute;veis de Desempenh</i>o. Lisboa: ME, Departamento da Educa&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000413&pid=S0807-8967201400010001600043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Sousa, Cristina (1999), <i>A l&iacute;ngua escrita: um processo de apropria&ccedil;&atilde;o: O erro ortogr&aacute;fico como hip&oacute;tese construtiva.</i> Projeto final de CESE em Educa&ccedil;&atilde;o Infantil e B&aacute;sica Inicial, no ramo de L&iacute;ngua Portuguesa e Literatura Infantil apresentado ao Instituto de Estudos da Crian&ccedil;a da Universidade do Minho.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000415&pid=S0807-8967201400010001600044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Treiman, Rebecca (1998), &#8220;Why spelling? The benefits of incorporating spelling into beginning to reading instruction&#8221; In J. L. Metsala &amp; L. C. Ehri (eds.), <i>Word recognition in beginning literacy</i>, pp. 289-313. London: Lawrence Erlbaum Associates Publishers.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000417&pid=S0807-8967201400010001600045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Veloso, Jo&atilde;o (2003), <i>Da influ&ecirc;ncia do conhecimento ortogr&aacute;fico sobre o conhecimento fonol&oacute;gico. Estudo longitudinal de um grupo de crian&ccedil;as falantes nativas do Portugu&ecirc;s Europeu.</i> Disserta&ccedil;&atilde;o de Doutoramento apresentada &agrave; Universidade do Porto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000419&pid=S0807-8967201400010001600046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Veloso, Jo&atilde;o (2006), &#8220;Reavaliando o estatuto sil&aacute;bico das sequ&ecirc;ncias Obstruinte+Lateral em Portugu&ecirc;s Europeu&#8221;, <i>D.E.L.T.A &#8211; Revista de Documenta&ccedil;&atilde;o de Estudos em Lingu&iacute;stica Te&oacute;rica e Aplicada</i>, 22 (1), pp. 127-158.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000421&pid=S0807-8967201400010001600047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Veloso, Jo&atilde;o (2010), &#8220;Primeiras produ&ccedil;&otilde;es escritas e opera&ccedil;&otilde;es metafonol&oacute;gicas expl&iacute;citas como pistas para a caracteriza&ccedil;&atilde;o inferencial do conhecimento&#8221;, <i>Cadernos de Educa&ccedil;&atilde;o,</i> pp. 19-35. Pelotas.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000423&pid=S0807-8967201400010001600048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Vig&aacute;rio, Marina &amp; Isabel Fal&eacute; (1994), &#8220;A s&iacute;laba do Portugu&ecirc;s Fundamental: uma descri&ccedil;&atilde;o e algumas considera&ccedil;&otilde;es de ordem te&oacute;rica&#8221; In <i>Actas do IX Encontro Nacional da Associa&ccedil;&atilde;o Portuguesa de Lingu&iacute;stica</i>, pp. 465-478. Lisboa: APL.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000425&pid=S0807-8967201400010001600049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Vygotsky, Lev (2007), <i>Pensamento e linguagem</i>. Lisboa, Portugal: Rel&oacute;gio d&#8217;&Aacute;gua.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000427&pid=S0807-8967201400010001600050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Notas</b></p>      <p><sup><a href="#top1" name="1" >[1]</a></sup>Embora a escala de Hernandorena (1990) fale de aquisi&ccedil;&atilde;o, aqui usa-se o termo &#8220;aprendizagem&#8221; por remetermos para dados da escrita.</p></p>       ]]></body><back>
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