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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A onomasiologia e seus dicionários: o caso do dicionário onomasiológico de expressões cromáticas da fauna e flora]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Nowadays, the lexicographical market has experienced an increase of the number of works produced. These works belong to two forms of macro-structural organization: the semasiological one and onomasiological one. This study aims at considering the qualities and advantages of onomasiological dictionaries, as well as defending that semasiology and onomasiology establish an intrinsic relationship that should be considered in the development of dictionaries. In order to demonstrate the benefits provided by a combination of onomasiological and semasiological courses in the same work, we describe how such courses were adopted in the Onomasiological Dictionary of Chromatic Phrases from Fauna and Flora.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Dicionários onomasiológicos]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>A onomasiologia e seus dicion&aacute;rios: o caso do dicion&aacute;rio onomasiol&oacute;gico de express&otilde;es crom&aacute;ticas da fauna e flora</b></p>      <p><b>The onomasiological dictionary of chromatic phrases of fauna and flora</b></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Sabrina de C&aacute;ssia Martins*; Claudia Zavaglia**</b></p>      <p>*Universidade Estadual Paulista, Brasil, <a href="mailto:martins_sabrina@ig.com.br">martins_sabrina@ig.com.br</a></p>      <p>**Universidade Estadual Paulista, Brasil, <a href="mailto:zavaglia@ibilce.unesp.br">zavaglia@ibilce.unesp.br</a></p>      <p>&nbsp;</p>      <p> <b>RESUMO</b> </p>      <p>Atualmente, o mercado lexicogr&aacute;fico tem vivenciado um aumento no que diz respeito ao n&uacute;mero de obras produzidas. Tais obras se enquadram em duas formas de organiza&ccedil;&atilde;o macroestrutural: a semasiol&oacute;gica e a onomasiol&oacute;gica. O presente trabalho tem como objetivo atentar para as qualidades e vantagens das obras onomasiol&oacute;gicas, al&eacute;m de defender que Semasiologia e Onomasiologia estabelecem uma rela&ccedil;&atilde;o intr&iacute;nseca que deve ser considerada na elabora&ccedil;&atilde;o de dicion&aacute;rios. A fim de demonstrar os benef&iacute;cios proporcionados pela combina&ccedil;&atilde;o dos percursos onomasiol&oacute;gico e semasiol&oacute;gico em uma mesma obra, descreveremos como os adotamos no <i>Dicion&aacute;rio Onomasiol&oacute;gico de Express&otilde;es Crom&aacute;ticas da Fauna e da Flora.</i></p>      <p><b>Palavras chave</b>: Dicion&aacute;rios onomasiol&oacute;gicos; Onomasiologia e Semasiologia; percurso onomasiol&oacute;gico e percurso semasiol&oacute;gico.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <p> <b>ABSTRACT</b> </p>      <p>Nowadays, the lexicographical market has experienced an increase of the number of works produced. These works belong to two forms of macro-structural organization: the semasiological one and onomasiological one. This study aims at considering the qualities and advantages of onomasiological dictionaries, as well as defending that semasiology and onomasiology establish an intrinsic relationship that should be considered in the development of dictionaries. In order to demonstrate the benefits provided by a combination of onomasiological and semasiological courses in the same work, we describe how such courses were adopted in the <i>Onomasiological Dictionary of Chromatic Phrases from Fauna and Flora.</i></p>      <p><b>Keywords</b>: onomasiological dictionaries, onomasiology and semasiology, onomasiological perspective and semasiological perspective.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>      <p>O panorama das obras de refer&ecirc;ncia tem nos fornecido uma variedade enorme de dicion&aacute;rios classificados a partir de diferentes crit&eacute;rios, por exemplo, dicion&aacute;rios da l&iacute;ngua geral, anal&oacute;gicos, ideol&oacute;gicos, especializados ou terminol&oacute;gicos, etimol&oacute;gicos, hist&oacute;ricos, entre outros, e pertencentes a duas metodologias de organiza&ccedil;&atilde;o macroestrutural: os dicion&aacute;rios semasiol&oacute;gicos e os dicion&aacute;rios onomasiol&oacute;gicos, cuja discrimina&ccedil;&atilde;o parte do princ&iacute;pio de que os primeiros s&atilde;o organizados a partir da forma para se chegar ao conceito, enquanto os segundos s&atilde;o organizados priorizando-se os conceitos para ent&atilde;o se chegar &agrave; forma.</p>      <p>No que diz respeito especificamente &agrave; tradi&ccedil;&atilde;o e evolu&ccedil;&atilde;o de obras onomasiol&oacute;gicas, &eacute; sabido que sua hist&oacute;ria remonta ao s&eacute;culo VII A.C., quando houve a necessidade de serem criadas listas de palavras bil&iacute;ngues relacionadas &agrave;s atividades mercantis da &eacute;poca e que foram organizadas por campos sem&acirc;nticos (FARIAS, 2007; WELKER, 2004). Oliveira (2011) destaca que as primeiras obras desse tipo s&atilde;o os <i>onom&aacute;stica</i> eg&iacute;pcios e cl&aacute;ssicos, anteriores a era crist&atilde;, e s&atilde;o o exemplo de uma tentativa de organiza&ccedil;&atilde;o e categoriza&ccedil;&atilde;o do mundo, caracter&iacute;stica constitutiva do ser humano. Como bem ressalta essa autora, a Lexicografia onomasiol&oacute;gica, por sua vez, &eacute; uma ferramenta de conhecimento que nasce com o objetivo de fixar os princ&iacute;pios universais que orientam o mundo e o ser humano na sua busca pela categoriza&ccedil;&atilde;o do universo.</p>      <p>Riva (2009) argumenta que, no decorrer da hist&oacute;ria, durante muito tempo, tal pr&aacute;tica esteve relacionada ao estudo comparativo entre as l&iacute;nguas rom&acirc;nicas, que geralmente partiam do latim, l&iacute;ngua que definia os par&acirc;metros para a compara&ccedil;&atilde;o, abordando, por exemplo, o vocabul&aacute;rio da <i>Flora</i> e da <i>Fauna</i> e elementos da vida humana. Em concord&acirc;ncia, Babini (2001) ressalta que embora o termo <i>Onomasiologia</i> propriamente dito tenha sido originado em 1903, quando empregado por Zauner em seu estudo comparativo entre as l&iacute;nguas rom&acirc;nicas sobre as partes do corpo humano, a ideia de se organizar o vocabul&aacute;rio por dom&iacute;nios &eacute; anterior, tendo surgido na segunda metade do s&eacute;culo XIX com o <i>Thesaurus of English Word and phrases</i> de Roget, que tinha como objetivo propor uma nova forma de organiza&ccedil;&atilde;o, ordenando as palavras de acordo com a ideia que expressavam.</p>      <p>De acordo com Babini (<i>Idem</i>), para Roget, o objetivo de um &#8220;dicion&aacute;rio comum&#8221;, isto &eacute;, o semasiol&oacute;gico, seria explicar o significado das palavras, estando sua problem&aacute;tica relacionada ao fornecimento do significado ou ideia que uma determinada palavra transmite. J&aacute; o objetivo da obra por elaborada por Roget era exatamente o oposto, ou seja, reunir todas as palavras que melhor expressarim uma ideia ou conceito, classificando-as, ent&atilde;o, n&atilde;o pelo seu som ou ortografia, mas sim pela sua significa&ccedil;&atilde;o.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Ainda segundo Babini (<i>Ibidem</i>), foi em 1952 com a obra <i>Begriffssystem als grundlage f&uuml;r die Lexikographie,</i> de Hallig e Wartburg, que os estudos sobre Onomasiologia e sobre quest&otilde;es te&oacute;ricas que giram em torno da Lexicografia Onomasiol&oacute;gica ganharam for&ccedil;a. Para o autor, tais estudiosos apresentam um sistema de classifica&ccedil;&atilde;o de conceitos que, segundo eles, tem valor universal, o que reacendeu o debate sobre a escolha entre a classifica&ccedil;&atilde;o alfab&eacute;tica ou ideol&oacute;gica e culminou em milhares de cr&iacute;ticas feitas &agrave; obra e aos autores.</p>      <p>Embora os dicion&aacute;rios semasiol&oacute;gicos estejam em maior n&uacute;mero no amplo leque de obras de refer&ecirc;ncia que temos &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o atualmente, &eacute; de se considerar a import&acirc;ncia e o aumento dos dicion&aacute;rios onomasiol&oacute;gicos no decorrer da segunda metade do s&eacute;culo XX. Cientes do valor inquestion&aacute;vel que a organiza&ccedil;&atilde;o onomasiol&oacute;gica confere a um dicion&aacute;rio, propomos a elabora&ccedil;&atilde;o de uma obra que se enquadre em tal categoria, abordando exclusivamente o vocabul&aacute;rio da <i>Fauna</i> e da <i>Flora</i>, organizada em concord&acirc;ncia com os pressupostos te&oacute;ricos da &aacute;rea. Nas pr&oacute;ximas linhas, trataremos de algumas quest&otilde;es relativas ao significado, &agrave; rela&ccedil;&atilde;o intr&iacute;nseca entre Semasiologia e Onomasiologia, bem como a presen&ccedil;a dos percursos onomasiol&oacute;gico e semasiol&oacute;gico em dicion&aacute;rios.</p>      <p>Desde j&aacute; salientamos que Onomasiologia e Semasiologia n&atilde;o se excluem, mas sim se complementam, na medida em que tratam do significado por perspectivas diferentes. Nesse sentido, &eacute; absolutamente v&aacute;lida a presen&ccedil;a desses dois percursos numa &uacute;nica obra, fato que, para al&eacute;m da facilita&ccedil;&atilde;o da busca, configura ao dicion&aacute;rio um car&aacute;ter aut&ecirc;ntico e proporciona ao consulente novas possibilidades de busca.</p>      <p><b>1. A Onomasiologia e o signi?cado</b></p>      <p>Quando tratamos de Onomasiologia, &eacute; imposs&iacute;vel n&atilde;o abordar as quest&otilde;es que giram em torno do significado. Considerado um dos termos mais pol&ecirc;micos da teoria da linguagem, o significado representa um &#8220;complexo de rela&ccedil;&otilde;es contextuais&#8221; (FIRTH, 1935, <i>apud</i> ULLMANN, 1964: 112) manuseado de forma diferente seja pela fon&eacute;tica, pela gram&aacute;tica, Sem&acirc;ntica ou Lexicografia. Ullmann (1964) destaca que o <i>significado das palavras</i> foi um assunto muito abordado e que h&aacute; duas escolas que merecem especial aten&ccedil;&atilde;o: a <i>anal&iacute;tica</i> ou <i>referencial</i> e a <i>operacional</i>.</p>      <p>Interessa-nos no presente trabalho apenas a primeira das escolas, visto que estabelece rela&ccedil;&otilde;es estreitas com a Onomasiologia. Tal escola tem como modelo de an&aacute;lise o tri&acirc;ngulo de Ogden e Richards representado a seguir:</p>      <p>&nbsp;</p> <a name="f1"> <img src="/img/revistas/dia/v28n1/28n1a17f1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>      <p>Para Ullmann (<i>Idem</i>), tal tri&acirc;ngulo tem como caracter&iacute;stica fundamental a distin&ccedil;&atilde;o de tr&ecirc;s componentes do significado, apontando para a aus&ecirc;ncia de uma rela&ccedil;&atilde;o direta entre as palavras e as coisas por elas representadas e para o fato de que a palavra simboliza um pensamento e este se refere a um aspecto ou um acontecimento.</p>      <p>Baseado nesse tri&acirc;ngulo e nos estudos de Saussure, o autor prop&otilde;e um tri&acirc;ngulo com uma nova estrutura&ccedil;&atilde;o, definindo, como pode ser observado na <a href="#f2">figura</a> abaixo, <i>nome</i> como a configura&ccedil;&atilde;o fon&eacute;tica da palavra, <i>sentido</i> como a informa&ccedil;&atilde;o comunicada pelo nome ao ouvinte, e <i>coisa</i> como o referente n&atilde;o lingu&iacute;stico.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="f2"> <img src="/img/revistas/dia/v28n1/28n1a17f2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>      <p>Como pode ser observado, Ullmann (1964) critica a presen&ccedil;a do &#8220;referente&#8221; e chama a aten&ccedil;&atilde;o para o fato de o tri&acirc;ngulo proposto tratar apenas da palavra atuando no ouvinte e desconsiderar o ponto de vista do falante. Segundo esse autor, &#8220;h&aacute; uma rela&ccedil;&atilde;o rec&iacute;proca e revers&iacute;vel entre o nome e o sentido&#8221; (<i>Ibidem,</i> 117), o que remete &agrave; coisa ao ouvir a palavra e &agrave; palavra quando se pensa no referente. Assim, da mesma forma que o <i>nome</i> se conecta com a <i>coisa</i> por meio do sentido, tamb&eacute;m ocorre o caminho inverso. &Eacute; essa rela&ccedil;&atilde;o rec&iacute;proca e revers&iacute;vel que o autor chama de significa&ccedil;&atilde;o.</p>      <p>&Eacute; importante observar, por&eacute;m, que a defini&ccedil;&atilde;o referencial do significado n&atilde;o prop&otilde;e que cada palavra seja considerada isoladamente, ao contr&aacute;rio, admite que v&aacute;rios nomes possam estar ligados por meio de um &uacute;nico sentido, assim como um nome pode estar ligado a diversos sentidos.</p>      <p>&nbsp;</p> <a name="f3"> <img src="/img/revistas/dia/v28n1/28n1a17f3.jpg">     
<p>&nbsp;</p>      <p>De acordo com Ullmann (<i>Ibidem</i>), alguns estudiosos chegaram a afirmar que todo estudo lingu&iacute;stico deve partir da forma, e n&atilde;o do significado. No entanto, tal modelo demonstra a interdepend&ecirc;ncia existente entre a Semasiologia e a Onomasiologia, reafirmando que o significado pode ser analisado tanto a partir do nome, como fazem os dicion&aacute;rios alfab&eacute;ticos, quanto a partir do sentido, como fazem os dicion&aacute;rios dedicados &agrave;s diversas &aacute;reas de conhecimento, ou seja, aqueles conceituais. A esse respeito, Baldinger (1966, p. 26) explicita que &#8220;a posi&ccedil;&atilde;o no campo semasiol&oacute;gico determina ao mesmo tempo a posi&ccedil;&atilde;o no campo onomasiol&oacute;gico&#8221;, o que fundamenta a concep&ccedil;&atilde;o de que tais processos se complementam.</p>      <p>Heger (1965 <i>apud</i> BABINI, 2001), por sua vez, critica as vers&otilde;es do tri&acirc;ngulo supracitado e prop&otilde;e um novo esquema em forma de trap&eacute;zio que separa o significado do conceito. Assim, o autor prop&otilde;e um esquema que possibilita a an&aacute;lise do conte&uacute;do sem alterar a unidade do signo lingu&iacute;stico. Para Baldinger (1970), Heger (1965) argumenta que o significado &eacute; um conjunto de todos os sememas de um significante. O sema &eacute; uma unidade m&iacute;nima distintiva da subst&acirc;ncia do conte&uacute;do ou um tra&ccedil;o sem&acirc;ntico. O monema &eacute; uma unidade m&iacute;nima de significado e &eacute; composto por uma forma de express&atilde;o e uma forma de conte&uacute;do. Assim, Heger elabora um novo modelo de signo lingu&iacute;stico, cuja forma &eacute; o seguinte trap&eacute;zio:</p>      <p>&nbsp;</p> <a name="f4"> <img src="/img/revistas/dia/v28n1/28n1a17f4.jpg">     
<p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Com base nesse trap&eacute;zio, podemos afirmar que Onomasiologia e Semasiologia situam-se no plano do conte&uacute;do: a Semasiologia parte do significado para ent&atilde;o examinar as diferentes significa&ccedil;&otilde;es; j&aacute; a Onomasiologia parte do conceito para encontrar as variadas designa&ccedil;&otilde;es, buscando os monemas que expressam o conceito referente. Por conseguinte, no campo semasiol&oacute;gico est&aacute; representada a estrutura interna de apenas um significado, assim como no campo onomasiol&oacute;gico est&atilde;o representados todos os sememas relacionados a diferentes significados, por&eacute;m um mesmo conceito. A seguir, discorreremos sobre a rela&ccedil;&atilde;o intr&iacute;nseca que a Semasiologia e a Onomasiologia estabelecem entre si.</p>      <p><b>2. A interdepend&ecirc;ncia entre a Semasiologia e a Onomasiologia</b></p>      <p>As quest&otilde;es sobre a interdepend&ecirc;ncia entre a Semasiologia e a Onomasiologia situam-se, segundo Baldinger (1966), entre o s&eacute;culo XIX e XX, quando a aten&ccedil;&atilde;o dos estudos lingu&iacute;sticos se movimentou do <i>som</i> para a <i>palavra.</i> Para o autor, tanto uma como outra est&atilde;o a favor da Lexicologia hist&oacute;rica, por&eacute;m:</p>      <blockquote>    <p>A Semasiologia, &eacute; certo, considera a palavra isolada no desenvolvimento de sua significa&ccedil;&atilde;o, enquanto que a Onomasiologia encara as designa&ccedil;&otilde;es de um conceito particular, vale dizer, uma multiplicidade de express&otilde;es que formam um conjunto. A Onomasiologia implica, pois, desde o come&ccedil;o, numa preocupa&ccedil;&atilde;o de ordem estrutural (BALDINGER, 1966: 8).</p></blockquote>      <p>A Semasiologia e a Onomasiologia estabelecem entre si uma rela&ccedil;&atilde;o t&atilde;o necess&aacute;ria quanto &agrave; instaurada entre um dicion&aacute;rio organizado por conceitos e outro organizado por ordem alfab&eacute;tica. &Eacute; nesse cen&aacute;rio tamb&eacute;m que surge o impasse entre Semasiologia e Onomasiologia em Lexicografia. Segundo o autor, a pol&ecirc;mica contra os dicion&aacute;rios alfab&eacute;ticos argumentava que tal organiza&ccedil;&atilde;o decompunha o sistema org&acirc;nico da l&iacute;ngua, uma vez que distanciava palavras que mantinham tra&ccedil;os sem&acirc;nticos semelhantes. No in&iacute;cio do s&eacute;culo passado, a Semasiologia chegou at&eacute; mesmo a ser considerada como um &#8220;erro da lingu&iacute;stica&#8221; (WEISGERBER, 1927 <i>apud</i> BALDINGER, 1966: 9) que impossibilitava a apreens&atilde;o do sentido e evolu&ccedil;&atilde;o do conte&uacute;do lingu&iacute;stico.</p>      <p>Como bem assinala Baldinger (<i>Ibidem</i>), a Semasiologia n&atilde;o foi extinta; tampouco emerge a Onomasiologia como op&ccedil;&atilde;o mais apropriada para a an&aacute;lise do conte&uacute;do sem&acirc;ntico. De acordo com o autor, restri&ccedil;&otilde;es tamb&eacute;m foram relacionadas aos estudos onomasiol&oacute;gicos, tendo alguns pesquisadores argumentado que a Onomasiologia omitia o conte&uacute;do dos conceitos. Nesse sentido, Riva (2009: 64) menciona os frequentes questionamentos ao longo da evolu&ccedil;&atilde;o dos estudos lexicol&oacute;gicos e lexicogr&aacute;ficos, uma vez que &#8220;defendia-se que na Onomasiologia havia certa &#8216;abstra&ccedil;&atilde;o&#8217;, uma subjetividade idiossincr&aacute;tica, na classifica&ccedil;&atilde;o extralingu&iacute;stica&#8221;.</p>      <p>Destarte, da mesma forma que a Semasiologia n&atilde;o pode resolver os problemas da Onomasiologia, o contr&aacute;rio tamb&eacute;m se verifica. Por isso, Baldinger (<i>Ibidem</i>), discorrendo sobre as considera&ccedil;&otilde;es te&oacute;rico-metodol&oacute;gicas em Semasiologia e Onomasiologia, conclui que as diversas significa&ccedil;&otilde;es que uma palavra pode apresentar estabelecem alguma rela&ccedil;&atilde;o entre si, sendo agrupadas em um campo de significa&ccedil;&otilde;es. Baseando-se na an&aacute;lise de obras lexicogr&aacute;ficas, o autor afirma que o estabelecimento dos campos semasiol&oacute;gicos &eacute; a tarefa primordial em qualquer obra alfab&eacute;tica e sincr&ocirc;nica. Ressalta, inclusive, que &eacute; o conhecimento do campo semasiol&oacute;gico que proporciona a interpreta&ccedil;&atilde;o de contextos, o reconhecimento de <i>falsos amigos</i> e significa&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas decorridas do emprego da palavra numa situa&ccedil;&atilde;o particular.</p>      <p>Desse modo, o autor argumenta que a Semasiologia tem algumas tarefas, tais como: a an&aacute;lise das estruturas sincr&ocirc;nicas de diferentes &eacute;pocas e lugares, a identifica&ccedil;&atilde;o, com base em fatores hist&oacute;ricos e sociais, do nascimento de uma nova significa&ccedil;&atilde;o, estudando a modifica&ccedil;&atilde;o da estrutura semasiol&oacute;gica e as modifica&ccedil;&otilde;es no sistema lexicol&oacute;gico.</p>      <p>Com base ainda na an&aacute;lise de obras lexicogr&aacute;ficas, esse mesmo autor destaca que a facilidade encontrada para o reconhecimento do campo semasiol&oacute;gico n&atilde;o &eacute; a mesma para o campo onomasiol&oacute;gico. Para ele, o lugar ocupado por uma significa&ccedil;&atilde;o no primeiro campo determina sua posi&ccedil;&atilde;o no segundo. Assim, se uma palavra ocupar o centro semasiol&oacute;gico, ela tamb&eacute;m ocupar&aacute; o centro do campo onomasiol&oacute;gico, considerado como elemento base e cercado por outros elementos lexicais que designam no&ccedil;&otilde;es secund&aacute;rias.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Assim, ap&oacute;s tra&ccedil;ar a estrutura semasiol&oacute;gica da palavra <i>travailler</i> e a estrutura onomasiol&oacute;gica da no&ccedil;&atilde;o <i>travailler</i>, o autor pontua que existe uma interdepend&ecirc;ncia entre Semasiologia e Onomasiologia. Para ele, assim como, ao longo dos s&eacute;culos, <i>trebalhar</i> se deslocou para o centro do campo onomasiol&oacute;gico <i>travailler</i>, paralelamente, a significa&ccedil;&atilde;o de <i>travailler</i> tamb&eacute;m se deslocou para o centro do campo semasiol&oacute;gico. Tal deslocamento diacr&ocirc;nico simult&acirc;neo evidencia essa interdepend&ecirc;ncia. A explica&ccedil;&atilde;o desse fen&ocirc;meno, como aponta Baldinger (1966), pode ser demonstrada no tri&acirc;ngulo de Ullmann (baseado nos pressupostos te&oacute;ricos de Saussure e no tri&acirc;ngulo de Ogden e Richards) anteriormente mencionado.</p>      <p>N&atilde;o obstante, acrescenta que uma forma pode ter v&aacute;rias significa&ccedil;&otilde;es, assim como um conceito pode ter diversas designa&ccedil;&otilde;es. Para esse autor,</p>      <blockquote>    <p>A estrutura onomasiol&oacute;gica &eacute; baseada na sinon&iacute;mica, a estrutura semasiol&oacute;gica &eacute; baseada na polissemia. A Onomasiologia visualiza os problemas sob o &acirc;ngulo do que fala, daquele que deve escolher entre diferentes meios de express&atilde;o. A Semasiologia focaliza os problemas sob o &acirc;ngulo do que houve, do interlocutor que deve determinar a significa&ccedil;&atilde;o da palavra que ele entende dentre todas as significa&ccedil;&otilde;es poss&iacute;veis (BALDINGER, 1966: 30).</p></blockquote>      <p>Por fim, o autor destaca que, embora tenham surgido cr&iacute;ticas sobre a abordagem onomasiol&oacute;gica, &eacute; ela que possibilita o estudo comparativo da base estrutural entre as diversas l&iacute;nguas, analisando a manifesta&ccedil;&atilde;o lingu&iacute;stica dos conceitos em qualquer dom&iacute;nio do l&eacute;xico e nos incitando a uma investiga&ccedil;&atilde;o pormenorizada da l&iacute;ngua. Na pr&oacute;xima se&ccedil;&atilde;o, trataremos da presen&ccedil;a dos percursos onomasiol&oacute;gico e semasiol&oacute;gico em dicion&aacute;rios.</p>      <p><b>3. Percurso onomasiol&oacute;gico e o percurso semasiol&oacute;gico em dicion&aacute;rios</b></p>      <p>Babini (2001; 2006), citando a obra <i>S&eacute;mantique g&eacute;n&eacute;rale,</i> de Bernard Pottier (1992), destaca que o autor prop&otilde;e a exist&ecirc;ncia de dois percursos de enuncia&ccedil;&atilde;o: um analisado do ponto de vista do emissor, quer dizer, o percurso onomasiol&oacute;gico, que parte da inten&ccedil;&atilde;o de dizer ao enunciado, e outro analisado do ponto de vista do receptor, ou seja, o percurso semasiol&oacute;gico que parte do enunciado &agrave; sua interpreta&ccedil;&atilde;o.</p>      <p>No percurso onomasiol&oacute;gico, o emissor parte do mundo referencial, conceituando sua inten&ccedil;&atilde;o de dizer por meio de um processo de semiotiza&ccedil;&atilde;o dos signos em um sistema semi&oacute;tico, isto &eacute;, uma l&iacute;ngua natural. A passagem da conceitua&ccedil;&atilde;o &agrave; semiotiza&ccedil;&atilde;o &eacute; chamada por Pottier de fen&ocirc;menos de designa&ccedil;&atilde;o, que estabelecem a rela&ccedil;&atilde;o entre o mundo referencial e os sistemas das l&iacute;nguas naturais. A enuncia&ccedil;&atilde;o &eacute; a passagem pela qual, no discurso, os significados se tornam significa&ccedil;&otilde;es, designada pelo autor como fen&ocirc;menos de significa&ccedil;&atilde;o. Pottier (1992) prop&otilde;e o seguinte esquema para representar o percurso onomasiol&oacute;gico:</p>      <p>&nbsp;</p> <a name="f5"> <img src="/img/revistas/dia/v28n1/28n1a17f5.jpg">     
<p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O percurso semasiol&oacute;gico, por sua vez, parte do sentido contr&aacute;rio ao do emissor, isto &eacute;, do discurso, um texto oral ou escrito, para chegar &agrave; compreens&atilde;o. A compreens&atilde;o do texto/discurso &eacute; poss&iacute;vel por meio da identifica&ccedil;&atilde;o e interpreta&ccedil;&atilde;o dos diferentes elementos discursivos que o comp&otilde;em. Pottier (1992) prop&otilde;e o seguinte esquema para representar o percurso semasiol&oacute;gico:</p>      <p>&nbsp;</p> <a name="f6"> <img src="/img/revistas/dia/v28n1/28n1a17f6.jpg">     
<p>&nbsp;</p>      <p>Ap&oacute;s analisar alguns dicion&aacute;rios publicados entre os s&eacute;culos XIX e XX, Babini (2001) assevera que s&atilde;o os elementos da macroestrutura e da microestrutura que possibilitam a realiza&ccedil;&atilde;o do percurso onomasiol&oacute;gico nas obras lexicogr&aacute;ficas.</p>      <p>Esse autor conclui, ent&atilde;o, que existem caracter&iacute;sticas comuns a todos os dicion&aacute;rios analisados, mecanismos que podem variar e serem expressos em diferentes formas, uma vez que existem seis possibilidades de realiza&ccedil;&atilde;o do percurso que possibilitam encontrar a unidade lexical a partir do conte&uacute;do sem&acirc;ntico que podem ou n&atilde;o serem usadas concomitantemente. S&atilde;o elas: &#8220;o sistema nocional ou plano de classifica&ccedil;&atilde;o das ideias (conceitos) apresentados no in&iacute;cio das obras; a classifica&ccedil;&atilde;o sistem&aacute;tica das entradas; o conte&uacute;do sem&acirc;ntico das entradas; a sinon&iacute;mia; a anton&iacute;mia; a analogia&#8221; (BABINI, 2001: 162, tradu&ccedil;&atilde;o nossa). E ainda assevera que um dicion&aacute;rio onomasiol&oacute;gico deveria apresentar, na medida do poss&iacute;vel, uma macroestrutura e uma microestrutura que permitissem a realiza&ccedil;&atilde;o desses percursos. Nas pr&oacute;ximas linhas, trataremos das caracter&iacute;sticas dos dicion&aacute;rios semasiol&oacute;gicos e onomasiol&oacute;gicos e, posteriormente, explicitaremos como s&atilde;o possibilitados os percursos onomasiol&oacute;gico e semasiol&oacute;gico no <i>Dicion&aacute;rio Onomasiol&oacute;gico de Express&otilde;es Crom&aacute;ticas da Fauna e Flora.</i></p>      <p><b>4. Dicion&aacute;rios Semasiol&oacute;gicos e Dicion&aacute;rios Onomasiol&oacute;gicos</b></p>      <p>Landau (1989) reconhece que as duas formas de organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o s&atilde;o completamente d&iacute;spares, visto que ambas as obras dependem de uma lista alfab&eacute;tica de palavras. Antes, podemos afirmar que elas se complementam, pois, enquanto a organiza&ccedil;&atilde;o onomasiol&oacute;gica conduz o leitor a partir do &iacute;ndice para se chegar aos conjuntos de palavras relacionadas por seus conceitos, a organiza&ccedil;&atilde;o semasiol&oacute;gica fornece uma lista de voc&aacute;bulos unidos por tra&ccedil;os sem&acirc;nticos semelhantes logo ap&oacute;s a entrada.</p>      <p>O mesmo autor acrescenta que, por um lado, a organiza&ccedil;&atilde;o conceitual, al&eacute;m de garantir que o usu&aacute;rio encontre a palavra que est&aacute; buscando, tem a vantagem de fornecer num mesmo espa&ccedil;o uma quantidade de palavras muito maior. Por outro lado, a organiza&ccedil;&atilde;o alfab&eacute;tica &eacute; vista como a mais simples de se manusear, pois, uma vez encontrada a palavra, o leitor n&atilde;o precisa realizar outras buscas para encontrar seus sin&ocirc;nimos. Zavaglia (2009) dedica o sucesso de obras semasiol&oacute;gicas ao r&aacute;pido manuseio, o que assegura ao consulente o uso eficaz do dicion&aacute;rio. Por&eacute;m ainda afirma que a classifica&ccedil;&atilde;o a partir da estrutura&ccedil;&atilde;o da realidade tamb&eacute;m traz um valor indiscut&iacute;vel para uma obra.</p>      <p>Tamb&eacute;m Babini (<i>Ibidem</i>) argumenta a favor da jun&ccedil;&atilde;o dos dois percursos numa mesma obra ao afirmar que os dicion&aacute;rios organizados em ordem alfab&eacute;tica possibilitam apenas que os significados das palavras sejam encontrados a partir da sua forma gr&aacute;fica. Entretanto, se temos em mente apenas o conceito, n&atilde;o nos &eacute; permitido pelos dicion&aacute;rios convencionais encontrar a palavra que o denomina. Para o autor, os dicion&aacute;rios deveriam tornar poss&iacute;vel tanto a busca pela palavra por meio da ideia, quanto a busca pela ideia por meio da palavra.</p>      <p>No que concerne &agrave; estrutura&ccedil;&atilde;o dos dicion&aacute;rios onomasiol&oacute;gicos, Baldinger (1970) considera pertencente a essa tipologia aqueles que classificam as unidades lexicais em fun&ccedil;&atilde;o dos conceitos por elas representados. Em contrapartida, s&atilde;o semasiol&oacute;gicos os dicion&aacute;rios que classificam as unidades lexicais em fun&ccedil;&atilde;o da sua forma, ou seja, por ordem alfab&eacute;tica. Em trabalho anterior (BALDINGER, 1966), o mesmo autor releva que os dicion&aacute;rios por ordem alfab&eacute;tica (ou fonol&oacute;gica) e os organizados por conceitos se complementam e, conforme assegurado por Babini (<i>Ibidem</i>), cada um busca resolver os problemas de uma forma inversa que &agrave;quela do outro.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Tosqui-Lucks (2008) determina que</p>      <blockquote>    <p>[...] na estrutura&ccedil;&atilde;o do l&eacute;xico, a Onomasiologia representa a face das designa&ccedil;&otilde;es, compreendendo todos os significantes de um dado significado, ao passo que a Semasiologia representa a face das significa&ccedil;&otilde;es, compreendendo todos os significados poss&iacute;veis que possam traduzir um determinado significante (TOSQUI-LUCKS, 2008: 232).</p></blockquote>      <p>Em outras palavras, ao passo que nos dicion&aacute;rios que se utilizam da classifica&ccedil;&atilde;o feita pela ordem alfab&eacute;tica podemos apreender o significado da palavra apenas por meio de sua forma, os dicion&aacute;rios onomasiol&oacute;gicos nos permitem fazer rela&ccedil;&otilde;es de sentido entre itens pertencentes a uma determinada &aacute;rea do saber. Ao dicion&aacute;rio onomasiol&oacute;gico, ent&atilde;o, cabe partir de uma ideia para examinar os v&aacute;rios sentidos que a ela est&atilde;o relacionados, isto &eacute;, parte de um conceito para chegar &agrave; forma, possibilitando o percurso <i>ideia (ou no&ccedil;&atilde;o/conceito)</i> ? <i>unidade lexical</i>.</p>      <p>No que diz respeito &agrave; tradi&ccedil;&atilde;o lexicogr&aacute;fica onomasiol&oacute;gica, Oliveira (2011) destaca que embora ela exista e seja relativamente forte, h&aacute; uma despropor&ccedil;&atilde;o entre o n&uacute;mero de dicion&aacute;rios semasiol&oacute;gicos e os onomasiol&oacute;gicos, fato esse que pode ser explicado pela supremacia da no&ccedil;&atilde;o de palavra sobre &agrave;quela do conceito, al&eacute;m, &eacute; claro, da complexidade de sua elabora&ccedil;&atilde;o e da dificuldade na sua consulta.</p>      <p>Com base em uma pesquisa feita em alguns dicion&aacute;rios onomasiol&oacute;gicos, essa mesma autora aventa que existem algumas caracter&iacute;sticas acerca de sua estrutura e informa&ccedil;&otilde;es de uso que abundam em todos eles. Para ela, sobram &iacute;ndices, remiss&otilde;es e refer&ecirc;ncias cruzadas, procedimentos que buscam revelar a facilidade da busca. No entanto, para a pesquisadora, na grande maioria das obras faltam informa&ccedil;&otilde;es sobre os seus pressupostos te&oacute;rico-metodol&oacute;gicos, da mesma forma que abunda subjetividade na classifica&ccedil;&atilde;o, uma vez que os resultados obtidos a partir dessa classifica&ccedil;&atilde;o podem n&atilde;o ser satisfat&oacute;rios para todos. A seguir, relataremos a metodologia adotada para a elabora&ccedil;&atilde;o do <i>Dicion&aacute;rio Onomasiol&oacute;gico de Express&otilde;es Crom&aacute;ticas da Fauna e Flora</i>, explicitando como foi possibilitado o percurso onomasiol&oacute;gico e o percurso semasiol&oacute;gico dentro da mesma obra e quais as vantagens dessa jun&ccedil;&atilde;o para um dicion&aacute;rio especializado.</p>      <p><b>4.1. O Dicion&aacute;rio onomasiol&oacute;gico de express&otilde;es crom&aacute;ticas da Fauna e Flora</b></p>      <p>No que diz respeito &agrave; elabora&ccedil;&atilde;o de obras lexicogr&aacute;ficas especializadas, Bergenholtz e Tarp (1995) ressaltam a import&acirc;ncia da classifica&ccedil;&atilde;o sistem&aacute;tica das entradas, para fins de delimita&ccedil;&atilde;o da &aacute;rea abordada. Os mesmos autores argumentam que a organiza&ccedil;&atilde;o onomasiol&oacute;gica, al&eacute;m de fornecer um panorama da &aacute;rea, tem como vantagens diretas ao consulente a possibilidade de estabelecer rela&ccedil;&otilde;es entre os conceitos que comp&otilde;em a rede conceitual desta, facultando uma pesquisa que forne&ccedil;a informa&ccedil;&otilde;es adicionais.</p>       <p>Zavaglia (2009) atenta para o fato de que um dicion&aacute;rio pode ser tanto onomasiol&oacute;gico quanto semasiol&oacute;gico. Em concord&acirc;ncia com essa autora, entendemos que um bom dicion&aacute;rio onomasiol&oacute;gico busca n&atilde;o apenas representar todas as rela&ccedil;&otilde;es entre as no&ccedil;&otilde;es de um mesmo dom&iacute;nio como tamb&eacute;m fornecer os dois percursos: tanto o onomasiol&oacute;gico quanto o semasiol&oacute;gico, para que n&atilde;o falte ao consulente a possibilidade de alcan&ccedil;ar o seu objetivo.</p>      <p>Dessa forma, o <i>Dicion&aacute;rio Onomasiol&oacute;gico de Express&otilde;es Crom&aacute;ticas da Fauna e Flora</i> tem sua macroestrutura organizada onomasiologicamente de acordo com uma classifica&ccedil;&atilde;o baseada nos modelos da Sistem&aacute;tica<sup><a href="#1" name="top1">[1]</a></sup> que tem como proposta agrupar os seres segundo suas caracter&iacute;sticas em comum, partindo do <i>reino</i> (mais gen&eacute;rico) at&eacute; a <i>esp&eacute;cie</i> (mais espec&iacute;fico)<i>.</i> Assim, com o aux&iacute;lio de uma profissional da &aacute;rea,<sup><a href="#2" name="top2">[2]</a></sup> formulamos o seguinte modelo de macroestrutura:</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="f7"> <img src="/img/revistas/dia/v28n1/28n1a17f7.jpg">     
<p>&nbsp;</p>      <p>Tal modelo &eacute; representado no dicion&aacute;rio por meio de um plano de classifica&ccedil;&atilde;o das ideias que permite ao consulente a possibilidade de estabelecer rela&ccedil;&otilde;es de sentido entre o l&eacute;xico abordado, cujo formato evidenciamos a seguir:</p>      <p>&nbsp;</p> <a name="f8"> <img src="/img/revistas/dia/v28n1/28n1a17f8.jpg">     
<p>&nbsp;</p>      <p>Como pode ser visto nesse plano de classifica&ccedil;&atilde;o da <i>Fauna</i>, partimos do <i>reino,</i> no caso o <i>Chordata</i>, no qual se encontram todos os seres estudados pela Zoologia, para ent&atilde;o fornecer a <i>classe,</i> neste caso a <i>Reptila,</i> que abrange, por sua vez, os r&eacute;pteis. Em seguida, fornecemos a <i>ordem</i> e a <i>fam&iacute;lia</i> em que a <i>esp&eacute;cie</i> denominada pela <i>express&atilde;o crom&aacute;tica</i> se insere. Tal descri&ccedil;&atilde;o exemplifica a classifica&ccedil;&atilde;o sistem&aacute;tica das entradas. A t&iacute;tulo de ilustra&ccedil;&atilde;o, citamos a classifica&ccedil;&atilde;o do item &#8220;iguana-verde&#8221;, presente na <a href="#f8">figura</a> acima, no interior do dicion&aacute;rio:</p>      <p>&nbsp;</p> <a name="f9"> <img src="/img/revistas/dia/v28n1/28n1a17f9.jpg">     
<p>&nbsp;</p>      <p>Uma vez defendida a presen&ccedil;a dos dois percursos (onomasiol&oacute;gico e semasiol&oacute;gico) no interior do dicion&aacute;rio, fornecemos tamb&eacute;m um &iacute;ndice remissivo ao final da obra em ordem alfab&eacute;tica no qual &eacute; indicada a p&aacute;gina em que se encontra a express&atilde;o crom&aacute;tica. Tal possibilidade permite aos leitores uma busca mais r&aacute;pida e simples, agu&ccedil;ando a curiosidade por descobrir o funcionamento do dicion&aacute;rio e incentivando a leitura de outros verbetes. Ilustramos o &iacute;ndice remissivo na <a href="#f10">figura</a> que segue:</p>      <p>&nbsp;</p> <a name="f10"> <img src="/img/revistas/dia/v28n1/28n1a17f10.jpg">     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <p>Ademais, a presen&ccedil;a do percurso semasiol&oacute;gico tamb&eacute;m est&aacute; presente na organiza&ccedil;&atilde;o das express&otilde;es crom&aacute;ticas/entradas no interior das fam&iacute;lias, como pode ser observado a partir da <a href="#f8">figura 8</a>. N&atilde;o obstante, a microestrutura tamb&eacute;m segue o modelo semasiol&oacute;gico, estando o verbete organizado no sentido <i>palavra-entrada ? significado/conceito</i>. Temos como modelo de verbete o que segue:</p>      <p>&nbsp;</p> <a name="f11"> <img src="/img/revistas/dia/v28n1/28n1a17f11.jpg">     
<p>&nbsp;</p>      <p>Tal modelo &eacute; baseado na proposta de Zavaglia, C. e Zavaglia, A. (2002) que prop&otilde;em um modelo de microestrutura dividido em paradigmas <i>informacional, de formas equivalentes, pragm&aacute;tico e definicional,</i> enfatizando a import&acirc;ncia dos dois &uacute;ltimos para a compreens&atilde;o do item por parte do leitor.</p>      <p>Para al&eacute;m de uma lista de palavras com seus respectivos significados, consideramos que um dicion&aacute;rio especializado precisa fornecer o maior n&uacute;mero de informa&ccedil;&otilde;es poss&iacute;veis ao consulente, seja ele um especialista da &aacute;rea ou um leigo no assunto. Dessa forma, propomos a inser&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es lingu&iacute;sticas, tais como a classe gramatical e plural; da defini&ccedil;&atilde;o; de contextos retirados da Web C&oacute;rpus que abordem diferentes n&iacute;veis de especializa&ccedil;&atilde;o de discurso que comprovam o uso generalizado das express&otilde;es crom&aacute;ticas e que complementam as informa&ccedil;&otilde;es fornecidas na defini&ccedil;&atilde;o; de sin&ocirc;nimos, isto &eacute;, de variantes denominativas da esp&eacute;cie. Atentemos para a pr&oacute;xima <a href="#f12">figura</a>:</p>      <p>&nbsp;</p> <a name="f12"> <img src="/img/revistas/dia/v28n1/28n1a17f12.jpg">     
<p>&nbsp;</p>      <p>O modelo de microestrutura descrito na <a href="#f11">figura 11</a> &eacute; exemplificado com esse exemplo de verbete, uma continua&ccedil;&atilde;o da <a href="#f9">figura 9</a> que demonstra a classifica&ccedil;&atilde;o do item <i>iguana-verde</i> dentro do dicion&aacute;rio. Como podem ser observados, os paradigmas s&atilde;o distribu&iacute;dos de forma progressiva dentro do verbete, possibilitando uma melhor compreens&atilde;o da express&atilde;o crom&aacute;tica. A defini&ccedil;&atilde;o cont&eacute;m os tra&ccedil;os distintivos da esp&eacute;cie e os exemplos buscam, primordialmente, fornecer informa&ccedil;&otilde;es complementares. A microestrutura, juntamente com a macroestrutura, est&atilde;o em harmonia e continuidade, reunindo um conjunto de conhecimentos que delimita e torna compreens&iacute;veis os conceitos da <i>Fauna</i> e da <i>Flora.</i></p>      <p><b>Considera&ccedil;&otilde;es ?nais</b></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Nestas poucas p&aacute;ginas, procuramos enfatizar a contribui&ccedil;&atilde;o da Onomasiologia para a Lexicografia. Para tanto, fomos ao in&iacute;cio da tradi&ccedil;&atilde;o lexicogr&aacute;fica, a fim de salientar o papel das obras lexicogr&aacute;ficas onomasiol&oacute;gicas no decorrer da hist&oacute;ria.</p>      <p>Quando discorremos sobre Semasiologia e Onomasiologia, &eacute; imprescind&iacute;vel que se trate da natureza do <i>significado.</i> Desta sorte, partimos dos pressupostos da escola referencial, destacando o papel dos tri&acirc;ngulos propostos por Ogden e Richards, de Ullman, bem como o trap&eacute;zio proposto por Heger, a fim de demonstrar a rela&ccedil;&atilde;o intr&iacute;nseca estabelecida entre Semasiologia e Onomasiologia, transpondo, posteriormente, tal rela&ccedil;&atilde;o para a elabora&ccedil;&atilde;o de dicion&aacute;rios.</p>      <p>Em seguida, defendemos que uma &uacute;nica obra pode conter tanto o percurso onomasiol&oacute;gico quanto o semasiol&oacute;gico e, por meio da descri&ccedil;&atilde;o do <i>Dicion&aacute;rio Onomasiol&oacute;gico de Express&otilde;es Crom&aacute;ticas da Fauna e Flora</i>, demonstramos que um dicion&aacute;rio que una as duas formas de organiza&ccedil;&atilde;o pode ser muito mais vantajoso para o consulente.</p>      <p>Por fim, como bem enfatiza Baldinger (1966), reafirmamos que os dicion&aacute;rios semasiol&oacute;gicos e onomasiol&oacute;gicos n&atilde;o devem ser vistos como d&iacute;spares, mas sim como dois caminhos paralelos que levam a informa&ccedil;&otilde;es que se complementam. Um dicion&aacute;rio composto por esses dois percursos busca aliar as virtudes de cada um para um bem comum: a satisfa&ccedil;&atilde;o do consulente.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>      <!-- ref --><p>BABINI, M. (2001), <i>Onomasiologie et dictionnaires onomasiologiques.</i> S&atilde;o Jos&eacute; do Rio Preto, Beatriz.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S0807-8967201400010001700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>BALDINGER, K. (1966), &#8220;Semasiologia e Onomasiologia&#8221;, <i>ALFA</i> 9, pp.7-36.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S0807-8967201400010001700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>BALDINGER, K. (1970), <i>Teoria Semantica:</i> hacia una semantica moderna, Madri, Alcal&aacute;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S0807-8967201400010001700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</p>      <!-- ref --><p>BERGENHOLTZ, H.; TARP, S. (1995), <i>Manual of Specialised Lexicography:</i> The Preparation of Specialised Dictionaries, Amsterdam/Philadelphia, John Benjamins Publishing Company.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S0807-8967201400010001700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>FARIAS, E. M. P. (2007), &#8220;Uma breve hist&oacute;ria do fazer lexicogr&aacute;fico&#8221;, <i>Revista Trama</i> 3, n&ordm; 5, pp. 89-98.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S0807-8967201400010001700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>LANDAU, S. I. (1989), <i>Dictionaries</i>: The Art and Craft of Lexicography, New York, Sidney, The Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S0807-8967201400010001700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>OLIVEIRA, M.E.O. (2011), &#8220;Enfoque onomasiol&oacute;gico y fraseograf&iacute;a: cuestiones te&oacute;rico-pr&aacute;cticas&#8221;, in A. PAMIES, L. LUQUE, J. BRETANA, &amp; M. PAZOS, M. (org.) <i>Multi-lingual phraseography:</i> Second Language Learning and Translation Applications, Schneider Verlag, Baltmannsweiler (no prelo).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S0807-8967201400010001700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>RIVA, Hu&eacute;liton Cassiano (2009), <i>Dicion&aacute;rio Onomasiol&oacute;gico de Express&otilde;es Idiom&aacute;ticas da L&iacute;ngua Portuguesa do Brasil,</i> S&atilde;o Jos&eacute; do Rio Preto, , 290f, Tese (Doutorado em An&aacute;lise Lingu&iacute;stica), Instituto de Bioci&ecirc;ncias, Letras e Ci&ecirc;ncias Exatas, Universidade Estadual Paulista.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S0807-8967201400010001700008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>TOSQUI-LUCKS, P. (2008), &#8220;Os dicion&aacute;rios onomasiol&oacute;gicos como instrumento did&aacute;tico-pedag&oacute;gico: uma an&aacute;lise do campo sem&acirc;ntico do turismo em dicion&aacute;rios de l&iacute;ngua inglesa&#8221;, in C.M. XATARA, &amp; P. HUMBL&Eacute; (org.), <i>Pesquisas em Lexicografia Pedag&oacute;gica</i><b>, </b>Florian&oacute;polis &#8211; SC, EDUFSC, 1, pp.231-243.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S0807-8967201400010001700009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>ULLMANN, S. (1964), <i>Sem&acirc;ntica:</i> uma introdu&ccedil;&atilde;o &agrave; ci&ecirc;ncia do significado, Tradu&ccedil;&atilde;o de J. A. Os&oacute;rio Mateus, Lisboa, Funda&ccedil;&atilde;o Calouste Gulbenkian.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S0807-8967201400010001700010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>WELKER, A. H. (2004), <i>Dicion&aacute;rios</i>: uma pequena introdu&ccedil;&atilde;o &agrave; Lexicografia, Bras&iacute;lia, Thesaurus.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S0807-8967201400010001700011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>ZAVAGLIA, C. &amp; ZAVAGLIA, A. (2002), &#8220;A elabora&ccedil;&atilde;o de um dicion&aacute;rio tril&iacute;ng&uuml;e tem&aacute;tico de crom&ocirc;nimos italiano-portugu&ecirc;s-franc&ecirc;s/franc&ecirc;s-portugu&ecirc;s-italiano: reflex&otilde;es e considera&ccedil;&otilde;es&#8221;, <i>Ling&uuml;&iacute;stica</i>, S&atilde;o Paulo 12, pp.235-247.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S0807-8967201400010001700012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>ZAVAGLIA, C. (2009), <i>Sistematiza&ccedil;&atilde;o cr&iacute;tica em Lexicografia e Lexicologia,</i> S&atilde;o Jos&eacute; do Rio Preto,, 92f, Tese (Livre-doc&ecirc;ncia em Lexicologia e Lexicografia), Instituto de Bioci&ecirc;ncias, Letras e Ci&ecirc;ncias Exatas, Universidade Estadual Paulista, S&atilde;o Jos&eacute; do Rio Preto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S0807-8967201400010001700013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Notas</b></p>      <p><sup><a href="#top1" name="1" >[1]</a></sup>Ramo da Biologia que classifica os seres vivos por meio do estudo comparativo de suas caracter&iacute;sticas, de modo a realizar a sua descri&ccedil;&atilde;o evolutiva a partir das rela&ccedil;&otilde;es entre os grupos de esp&eacute;cies.</p></p>      <p><sup><a href="#top2" name="2">[2]</a></sup>Fomos auxiliados pela Bi&oacute;loga Maristela Previato, bacharel em Ci&ecirc;ncias Biol&oacute;gicas pela UNESP, campus de S&atilde;o Jos&eacute; do Rio Preto.</p>       ]]></body><back>
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