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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Avaliação de Alternativas aos Revestimentos com Alcatrão de Hulha para Estruturas de Aço Total ou Parcialmente Imersas em Estuário e Água do Mar]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[In the search for anticorrosive coatings to protect immersed or partially immersed steel structures in estuary and seawater, capable of being alternatives to the widely used coal tar epoxy coatings, a project aiming at comparing commercial epoxy coatings without coal tar with a coal tar epoxy coating was developed. This project includes an evaluation of their anticorrosive performance in accelerated tests and upon exposure in estuary (Sado and Tejo rivers) and seawater (Sines) for four years, as well as laboratory tests of paints and coatings characterisation. The results obtained after two years of natural exposure, complemented with laboratorial tests, showed that two of the four alternative coatings had a better anticorrosive behaviour than the referenced coal tar epoxy.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Avaliação de Alternativas aos Revestimentos com Alcatrão de Hulha para Estruturas de Aço Total ou Parcialmente Imersas em Estuário e Água do Mar</b></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>J. H. Alexandre<sup>(1)(<a name="top0"></a><a href="#0">*</a>)</sup>, J.    P. Figueiredo<sup>(1)</sup>, M. C. Ferreira<sup>(1)</sup>, A. S. Vieira<sup>(1)</sup>,    I. N. Alves<sup>(1)</sup>, S. Dias<sup>(1)</sup> e T. C. Diamantino<sup>(1)</sup></b></p>      <p><sup>(1) </sup>LNEG, I.P. – Laboratório de Materiais e Revestimentos, Estrada do Paço do Lumiar, 22, 1649-038 Lisboa, Portugal</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>RESUMO</b></p>      <p>Na procura de revestimentos anticorrosivos para protecção de estruturas de    aço total ou parcialmente imersas em estuário e água do mar, que sejam alternativas    mais ecológicas aos revestimentos com alcatrão de hulha ainda utilizados, foi    desenvolvido um projecto no qual se comparam revestimentos epoxídicos comerciais    com um revestimento de alcatrão de hulha epoxídico de referência, também comercial.    Este trabalho inclui, para além da avaliação da protecção anticorrosiva dos    revestimentos envolvidos no projecto, quer em laboratório, quer em exposição    natural em estuário (rios Sado e Tejo) e em mar (Sines) durante quatro anos,    a caracterização laboratorial das tintas integradas nos diferentes esquemas    de pintura que deram origem aos revestimentos em estudo. Os resultados da avaliação    no fim de dois anos de exposição natural, complementados com os ensaios em laboratório,    permitiram concluir que dois dos quatro revestimentos alternativos estudados    apresentaram melhor comportamento anticorrosivo do que o revestimento com alcatrão    de hulha epoxídico usado como referência.</p>      <p><b>Palavras chave</b>: Corrosão Marinha, Revestimentos Epoxídicos,    Alcatrão de Hulha Epoxídico, Aço, Aço Metalizado, Ensaios Acelerados, Ensaios    de Exposição Natural</b></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Evaluating Alternatives to Coal Tar Epoxy Coatings Immersed or Partially immersed Steel Structures in Estuary and Seawater</b></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>ABSTRACT</b></p>      <p>In the search for anticorrosive coatings to protect immersed or partially immersed    steel structures in estuary and seawater, capable of being alternatives to the    widely used coal tar epoxy coatings, a project aiming at comparing commercial    epoxy coatings without coal tar with a coal tar epoxy coating was developed.    This project includes an evaluation of their anticorrosive performance in accelerated    tests and upon exposure in estuary (Sado and Tejo rivers) and seawater (Sines)    for four years, as well as laboratory tests of paints and coatings characterisation.    The results obtained after two years of natural exposure, complemented with    laboratorial tests, showed that two of the four alternative coatings had a better    anticorrosive behaviour than the referenced coal tar epoxy.</p>      <p><b>Keywords: </b>Marine Corrosion, Epoxy Coatings, Coal Tar Epoxy Coatings,    Steel, Metallized Steel, Accelerated Tests, Natural Exposure Tests</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>1. Introdução</b></p>      <p>As estruturas de aço parcialmente imersas em água do mar estão sujeitas a corrosão    cuja intensidade e mecanismos variam com a zona da estrutura considerada. Distinguem-se    normalmente as zonas enterrada, continuamente imersa, de faixa de linha de água    (zona de imersão alternada), de salpico e atmosférica, sendo a corrosão, em    geral, menos acentuada na zona enterrada <a href="#1"><sup>[1]</sup></a><a name="top1"></a>.    A extensão da corrosão daquelas estruturas depende, em larga medida, das condições    específicas do local onde estão instaladas. Têm sido apontados como factores    que influenciam a corrosão em água do mar, além da composição e do estado da    superfície do aço, a composição da água e as condições operacionais do local<a href="#2"><sup>[2]</sup></a><a name="top2"></a>. </p>      <p>Os revestimentos de alcatrão de hulha epoxídicos têm sido extensamente usados    na protecção anticorrosiva de aço total ou parcialmente imerso, dada a sua baixa    permeabilidade ao oxigénio e à água e a elevada resistência tanto à água doce    como salgada <sup>[<a href="#3">3</a>,<a href="#4">4</a>]</sup><a name="top3" id="top3"></a><a name="top4"></a>    . Contudo, o reconhecimento das características carcinogénicas do alcatrão de    hulha <a href="#5"><sup>[5]</sup></a><a name="top5"></a> tem levado à sua eliminação    dos revestimentos anticorrosivos <a href="#6"><sup>[6]</sup></a><a name="top6"></a>.    Por outro lado, desde o final do século passado que se vem assistindo à diminuição,    ou mesmo eliminação, dos compostos orgânicos voláteis das formulações de tintas.    Neste contexto, tem surgido no mercado uma variedade de revestimentos alternativos    mais ecológicos, nos quais se incluem os revestimentos epoxídicos e com alto    teor de sólidos ou sem solvente <a href="#6"><sup>[6]</sup></a>, cuja protecção    anticorrosiva em condições específicas é necessário estudar. </p>      <p>Com o objectivo de avaliar, através de ensaios laboratoriais e em condições específicas de Portugal continental, a protecção anticorrosiva de revestimentos epoxídicos comerciais propostos como alternativos comparativamente com um revestimento de alcatrão de hulha epoxídico de referência (também comercial e de larga utilização), foi desenvolvido um projecto, envolvendo empresas fabricantes de tintas, empresas aplicadoras e empresas utilizadoras de estruturas total ou parcialmente imersas. Os ensaios de exposição natural, que terão uma duração total de quatro anos, decorrem nos estuários dos rios Tejo (Margueira) e Sado (Mitrena) e na costa Atlântica (Porto de Sines), sendo em cada um destes locais avaliado o comportamento dos revestimentos na zona de salpico, na faixa de linha de água e na zona imersa. Este projecto vem complementar um estudo extenso de avaliação de tintas mais ecológicas para a protecção anticorrosiva de aço mas em diferentes atmosferas marinhas, efectuado por Almeida <i>et al.</i>  <a href="#7"><sup>[7]</sup></a><a name="top7"></a>.</p>      <p>Neste trabalho apresentam-se os resultados da avaliação da protecção anticorrosiva conferida pelos esquemas de pintura envolvidos no Projecto, quer em laboratório, quer no final do segundo ano de exposição natural nos três locais de ensaio, bem como da caracterização laboratorial de todas as tintas neles integrados e respectivos revestimentos. </p>      <p><b>&nbsp;</b></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>&nbsp;</b></p>      <p><b>2. METODOLOGIA EXPERIMENTAL</b></p>      <p><b>2.1 Esquemas de pintura e sua aplicação</b></p>      <p>A composição de cada camada de tinta e respectiva espessura, bem como a espessura    total média nominal dos esquemas de pintura alternativos (esquemas A1, A2, A3,    A4 e A5) e do esquema de alcatrão de hulha epoxídico (Ref) indicadas pelos fornecedores    encontram-se na Tabela 1. Na sua última coluna é também indicada a espessura    total média dos diferentes esquemas de protecção, medida directamente sobre    os painéis de ensaio.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b><a href="/img/revistas/cpm/v29n1/29n1a01t1.jpg" target="_blank">Tabela 1</a> - </b>Características    dos esquemas de protecção.</p>       
<p>&nbsp;</p>      <p>Os provetes de aço novo ST 12 (espessuras de 1 e 2 mm) e ST 37 (espessuras de 3 e 5 mm) foram decapados por projecção a jacto abrasivo aos graus Sa 2½ (esquemas A1, A2, A3 e A4) e Sa 3 (esquema A5), de acordo com a norma ISO 8501-1  <a href="#8"><sup>[8]</sup></a><a name="top8"></a>. De salientar que os esquemas A3 e A4 tinham a mesma composição, mas enquanto os provetes do esquema A3 foram apenas decapados por projecção a jacto abrasivo, os provetes do esquema A4 foram adicionalmente limpos com água a muito alta pressão (1750 bar). O esquema A5 foi aplicado sobre metalização a zinco com 60 µm de espessura.</p>      <p><b>2.2 Caracterização das tintas constituintes dos esquemas de pintura</b></p>      <p>As tintas foram caracterizadas relativamente ao teor de veículo fixo, teor    de pigmentos e cargas, teor de veículo volátil, à viscosidade, à massa volúmica,    ao teor de sólidos em volume e ao tempo de secagem em profundidade. As metodologias    dos ensaios estão indicadas na Tabela 2, na qual se incluem também os detalhes    mais relevantes dos ensaios.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <p><b>Tabela 2 - </b>Ensaios de caracterização das tintas constituintes dos esquemas de pintura.</p>      <p><img src="/img/revistas/cpm/v29n1/29n1a01t2.jpg" width="606" height="471"></p>      
<p>&nbsp;</p>      <p><b>2.3 Caracterização física dos revestimentos</b></p>      <p>Os revestimentos foram caracterizados relativamente à espessura, resistência    à abrasão húmida, resistência à indentação Buchholz, resistência ao choque,    extensão de fissuração após dobragem e aderência. As metodologias dos ensaios    e outros detalhes relevantes estão indicados na Tabela 3.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Tabela 3 - Ensaios de caracterização dos revestimentos. </b></p>      <p><img src="/img/revistas/cpm/v29n1/29n1a01t3.jpg" width="603" height="494"></p>      
<p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>2.4 Avaliação da protecção anticorrosiva dos revestimentos em ensaios acelerados    de laboratório</b></p>      <p>A protecção anticorrosiva dos revestimentos foi avaliada em laboratório através dos conjuntos de ensaios acelerados especificados nas normas NP EN ISO 12944-6  <a href="#22"><sup>[22]</sup></a><a name="top22"></a> -resistência à humidade (RH), resistência ao nevoeiro salino neutro (RNSN) e resistência a atmosferas húmidas contendo SO<sub>2</sub> (RSO<sub>2</sub>) e ISO 20340  <a href="#23"><sup>[23]</sup></a><a name="top23"></a> - resistência a ciclos de radiação UV fluorescente e água/nevoeiro salino neutro (RC), resistência à água do mar (RAM) e resistência à delaminação catódica (RDC). As durações destes ensaios foram as estipuladas para revestimentos de elevada durabilidade para as categorias de corrosividade C5-M (corrosividade atmosférica muito alta (marinha)) e Im 2 (água do mar ou salobra) definidas pela NP EN ISO 12944-2  <a href="#24"><sup>[24]</sup></a><a name="top24"></a>. Foi ainda realizado o ensaio de exposição à radiação UV fluorescente e à água (RUV). As metodologias dos ensaios e outros detalhes encontram-se na Tabela 4.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b><a href="/img/revistas/cpm/v29n1/29n1a01t4.jpg" target="_blank">Tabela 4</a> - </b>Ensaios acelerados    de avaliação da protecção anticorrosiva.</p>       
<p>&nbsp;</p>     <p>Nos ensaios de RH, RNSN, RSO<sub>2</sub> e de RC foram utilizados provetes    sem e com corte efectuado até ao substrato de aço. Nos provetes com corte de    cada ensaio foi determinada, perpendicularmente ao corte, a extensão máxima    da zona com empolamentos e calculado o seu valor médio, <i>l</i><sub>max</sub>,    a partir dos provetes de ensaio. Nestes provetes, e após remoção do revestimento    em torno do corte, foi ainda avaliada a corrosão do aço ao longo do corte, <i>M</i>    <a href="#22"><sup>[22]</sup></a> (Eq. 1),</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/cpm/v29n1/29n1a01e1.jpg" width="190" height="50"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>sendo <i>C</i> a largura máxima da zona afectada perpendicularmente ao corte    e <i>W</i> a largura original do corte, e igualmente calculado o seu valor médio.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No centro dos provetes do ensaio de RDC foi criado um defeito circular (furo)    até ao substrato, sendo avaliada a ocorrência de delaminação do revestimento    a partir desse defeito, a ocorrência de empolamentos e sua distância ao defeito    e medida a extensão em que o revestimento pôde ser destacado a partir do defeito.    O comportamento dos provetes protegidos com ânodos sacrificiais foi comparado    com o de provetes com defeito idêntico mas não protegidos sacrificialmente.    Neste ensaio, bem como no de RAM, foi utilizada água do mar artificial <sup>[<a href="#17">17</a>,<a href="#29">29</a>]</sup><a name="top17" id="top17"></a><a name="top29"></a>.</p>      <p>No final dos ensaios foram identificados os defeitos e classificados os seus    graus  <a href="#30"><sup>[30-33]</sup></a><a name="top30"></a> e determinada a aderência dos revestimentos  <a href="#21"><sup>[21]</sup></a><a name="top21"></a> nos provetes    sem corte.</p>      <p><b>2.5 Avaliação da protecção anticorrosiva dos revestimentos em ensaios de    exposição natural</b></p>      <p>Os provetes a expor em Sines, Mitrena e Margueira, de aço ST37 e medindo (485 x 225 x 5) mm, foram colocados em estruturas de suporte, cada uma destas contendo seis provetes revestidos com os esquemas de pintura em estudo. Em cada local foram colocados três conjuntos de seis estruturas, distribuídas pelas zonas de salpico, faixa de linha de água e imersa. O primeiro conjunto foi recolhido após dois anos de exposição e os dois restantes serão recolhidos, respectivamente, no final de três e quatro anos de exposição. Neste trabalho incluem-se as observações nos provetes recolhidos após dois anos de exposição. A Fig. 1 ilustra a colocação das estruturas contendo os provetes nos locais de exposição.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><img src="/img/revistas/cpm/v29n1/29n1a01f1.jpg" width="506" height="322"></p>        
<p><b>Fig.1</b> - Colocação das estruturas de suporte dos provetes nos locais    de exposição (Porto de Sines, zona de salpico).</p>     <p>&nbsp;</p>      <p><b>3. Resultados</b></p>      <p><b>3.1 Caracterização das tintas constituintes dos esquemas de pintura</b></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os ensaios de caracterização das tintas foram os indicados na Tabela 5. </p>      <p><b>&nbsp;</b></p>      <p><b><a href="/img/revistas/cpm/v29n1/29n1a01t5.jpg">Tabela 5</a> - </b>Características    das tintas constituintes dos esquemas de pintura</p>       
<p>&nbsp;</p>      <p>As tintas dos esquemas A1 e A3/A4 apresentaram os teores mais elevados de veículo    fixo e de sólidos em volume, sendo estes três teores relativamente próximos    nas duas tintas. </p>      <p><b>3.2 Caracterização dos revestimentos</b></p>      <p>Os resultados do ensaio de resistência à abrasão húmida (Fig. 2) mostraram    que os revestimentos sofreram apenas ligeiras variações de espessura após um    número de ciclos relativamente elevado (25000). </p>      <p><b>&nbsp;</b></p>      <p><img src="/img/revistas/cpm/v29n1/29n1a01f2.jpg" width="291" height="269"></p>      
<p><b>Fig. 2 –</b> Resistência dos revestimentos à abrasão húmida: espessuras    do revestimento (A) antes e (D) depois do ensaio. </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>No caso da resistência à indentação (Fig. 3) os revestimentos apresentaram    diferenças de comportamento. Os revestimentos A1 e A2 tinham valores de resistência    à indentação que não diferiam apreciavelmente entre si (respectivamente 169    e 190) e eram superiores aos dos restantes revestimentos. Os valores de resistência    à indentação dos revestimentos A5 e Ref (respectivamente 82 e 72) também não    diferiam apreciavelmente entre si e foram os menores observados. Os revestimentos    apresentaram diferenças no ensaio de resistência ao choque (Fig. 4). Assim,    o revestimento A1 fissurou com a altura de queda de massa mais elevada (25,0    cm), enquanto o revestimento A3 fissurou com a menor altura de queda de massa    (15,0 cm). Os revestimentos A2, A4, A5 e Ref fissuraram com uma altura de queda    idêntica (17,5 cm). Em nenhum dos casos foi observado descolamento do revestimento.    Após o ensaio de dobragem (Fig. 5), todos os revestimentos apresentaram fissuração    em toda a extensão do provete.<b>&nbsp;</b></p>      <p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b><img src="/img/revistas/cpm/v29n1/29n1a01f3.jpg" width="292" height="269"></b></p>      
<p><b>Fig. 3 –</b> Resistência dos revestimentos à identação Buchholz. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/cpm/v29n1/29n1a01f4.jpg" width="291" height="269"></p>     
<p><b>Fig. 4 –</b> Resistência dos revestimentos ao choque: altura mínima da queda    de massa (1 Kg) que provocou fissuração. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/cpm/v29n1/29n1a01f5.jpg" width="291" height="269"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Fig. 5 –</b> Dobragem dos revestimentos: comprimento da fissuração.</p>     <p>&nbsp;</p>      <p><b>3.3 Avaliação da protecção anticorrosiva dos revestimentos em ensaios de laboratório</b></p>      <p>Nas Tabelas 6 e 7 resumem-se as observações feitas nos provetes com corte,    quer na zona do corte (corte), quer no restante provete (painel), respectivamente,    após os ensaios de RH e RNSN e após os ensaios de RSO<sub>2</sub> e RC, respectivamente.</p>         <p>&nbsp;</p>      <p><b><a href="/img/revistas/cpm/v29n1/29n1a01t6.jpg" target="_blank">Tabela 6</a> - </b>Observações nos    provetes com corte após os ensaios de RH e de RNSN e valores de <i>l</i><sub>max</sub>    e <i>M</i>.</b></p>       
<p>&nbsp;</p>     <p><b><a href="/img/revistas/cpm/v29n1/29n1a01t7.jpg" target="_blank">Tabela 7</a> - </b>Observações nos    provetes com corte dos ensaios de RSO<sub>2</sub> e RC e valores de <i>l</i><sub>max</sub>    e <i>M</i></p>     
<p>&nbsp;</p>      <p>Nestes quatro ensaios não foram detectados defeitos na zona do painel em qualquer dos revestimentos, mas foram, em geral, detectados defeitos no corte - corrosão e/ou empolamentos - cuja extensão variava com o ensaio e o revestimento. </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O ensaio de RH (Fig. 6) foi o que menos afectou os revestimentos, não tendo    sido observados empolamentos no corte, mas apenas ligeira corrosão do aço no    caso dos revestimentos A1, A2, A3, A4 e Ref, correspondendo a um valor de <i>M</i>    nulo. No revestimento A5 não foi detectada corrosão do aço, mas apenas ligeira    corrosão do zinco do revestimento por metalização que, naturalmente se sacrifica,    protegendo o aço adjacente. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="/img/revistas/cpm/v29n1/29n1a01f6.jpg" target="_blank"><b>Fig. 6</b></a> – Provetes após o    ensaio de resistência à humidade (RH), decapados em torno do corte.</p>     
<p>&nbsp;</p>      <P>O ensaio de RNSN (Fig. 7) provocou corrosão do aço no corte nos revestimentos    A1, A2, A3, A4 e Ref, não se tendo observado empolamentos em torno do corte    no caso dos revestimentos A3 e A4. A extensão dos empolamentos em torno do corte    era maior no caso do revestimento A1 (11,3 mm), bem como o M (13,3 mm), correspondendo    o menor valor de <i>M</i> aos revestimentos A3 e A4. Neste ensaio o revestimento    A5 apresentou empolamentos em torno do corte e apenas corrosão do zinco da metalização.</p>     <P>&nbsp;</p>     <p><a href="/img/revistas/cpm/v29n1/29n1a01f7.jpg" target="_blank"><b>Fig. 7</b></a> – Provetes após o    ensaio de resistência ao nevoeiro salino neutro (RNSN), decapados em torno do    corte.</p>     
<p>&nbsp;</p> O ensaio de RSO<sub>2</sub> (Fig. 8) foi, a seguir ao de RH, o que provocou menores  alterações nos revestimentos. Os revestimentos A1, A2, A3 e A4 e Ref apresentaram  empolamentos junto ao corte numa extensão semelhante e relativamente reduzida  (entre 2,0 e 3,0 mm), sendo os respectivos valores de M de dimensão próxima e  também relativamente reduzida (entre 0,2 e 2,7 mm). O revestimento A5 distinguiu-se  por não apresentar empolamentos junto ao corte e apresentar apenas ligeira corrosão  do aço, correspondendo a um valor de <i>M</i> nulo.</p>      <p>&nbsp;</p>       <p><a href="/img/revistas/cpm/v29n1/29n1a01f8.jpg" target="_blank"><b>Fig. 8</b></a> – Provetes após o    ensaio de resistência a atmosferas húmidas contendo SO<sub>2</sub> (RSO<sub>2</sub>),    decapados em torno do corte.</p>        
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <p>O ensaio de RC (Fig. 9) foi o que mais afectou os revestimentos. No final deste    ensaio os revestimentos A1, A2, A3, A4 e Ref apresentavam corrosão no corte    e empolamentos, correspondendo o <i>l</i><sub>max</sub> mais elevado aos revestimentos    A1 (28,0 mm) e Ref (29,0 mm). Estes dois revestimentos apresentaram também os    valores de <i>M</i> mais elevados (A1 – 29,8 mm, Ref – < 27,2 mm). Entre os    cinco revestimentos acima referidos, o A4 tinha simultaneamente o menor valor    de <i>l</i><sub>max</sub> (19,0 mm) e o menor valor de <i>M</i> (19,8 mm), sendo    estes valores intermédios no caso dos revestimentos A2 e A3. De novo, como seria    de esperar, o revestimento A5 distinguiu-se dos outros revestimentos por apresentar    apenas vestígios de corrosão do aço no corte, não apresentar empolamentos junto    ao corte e o seu valor de <i>M</i> ser bastante inferior (0,2 mm) ao dos outros    revestimentos em estudo.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/cpm/v29n1/29n1a01f9.jpg" width="607" height="334"></p>     
<p><b>Fig. 9</b> – Provetes após o ensaio de resistência a ciclos de radiação    UV fluorescente e água/nevoeiro salino neutro (RC), decapados em torno do corte.</p>     <p>&nbsp;</p> Após os ensaios de RH, RNSN, RSO<sub>2</sub> e de RC, bem como após os ensaios  de RAM e de RUV não foram observados defeitos nos provetes sem corte.</p>      <p>No que diz respeito à aderência dos revestimentos (Fig. 10 e Fig. 11), verificaram-se,    em geral, variações (aumentos ou diminuições) dos valores de resistência à rotura    e/ou das zonas de rotura após os ensaios de RH, RNSN, RSO<sub>2</sub>, RC, RAM    e RUV, relativamente aos valores iniciais. No entanto, apenas foram observadas    perdas de aderência ao substrato do revestimento A4, após os ensaios de RH,    de RNSN e de RAM, e do revestimento Ref, após o ensaio de RAM. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/cpm/v29n1/29n1a01f10.jpg" width="607" height="586"></p>     
<p><b>Fig. 10</b> - Resistência dos revestimentos à rotura, inicialmente e após    os ensaios acelerados.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><a href="/img/revistas/cpm/v29n1/29n1a01f11.jpg" target="_blank"><b>Fig.11</b></a> - Natureza da rotura    dos revestimentos e respectivas áreas relativas, inicialmente e após os ensaios    acelerados.</p>     
<p>&nbsp;</p>        <p>No caso do revestimento A4 observou-se uma diminuição acentuada do valor da resistência à rotura após o ensaio de RAM, que foi acompanhada por alteração da zona de rotura de predominantemente de coesão para rotura de aderência entre o substrato e a primeira camada. Após os ensaios de RH e de RNSN praticamente não ocorreu alteração do valor da resistência à rotura, mas a natureza de rotura passou a ser predominantemente de aderência entre o substrato e a primeira camada.</p>      <p>No caso do revestimento Ref, embora não se tenha observado diminuição do valor de resistência à rotura após o ensaio de RAM, a rotura após este ensaio passou a apresentar uma componente na zona entre o substrato e a primeira camada, não presente inicialmente.</p>      <p>Nos restantes casos em que se observou diminuição dos valores de resistência à rotura relativamente aos valores iniciais (A1 após os ensaios de RC e de RAM, A2 após os ensaios de RSO2, de RC e de RAM, A3, A4 e Ref após os ensaios de RSO2 e de RC) a zona de rotura era predominantemente de aderência entre o revestimento e a cola, não se podendo concluir, por isso, ter havido perda de aderência dos referidos revestimentos.</p>      <p>No caso do revestimento A5 não se verificaram nem diminuições acentuadas do    valor de resistência à rotura, nem alterações da natureza da rotura associadas    a perdas de aderência ao substrato. De salientar que, inicialmente, a rotura    neste revestimento já era predominantemente de aderência entre o substrato e    a metalização.</p>      <p>Na Tabela 8 resumem-se as observações efectuadas nos provetes com protecção catódica (com ânodo) e sem protecção (sem ânodo) na zona do furo e no restante painel, incluídas as duas faces, após o ensaio de RDC. No final do ensaio existiam produtos de corrosão do zinco no interior do furo de todos os provetes com ânodo sacrificial e produtos de corrosão do aço no interior do furo dos provetes sem ânodo sacrificial, excepto no furo dos provetes sem ânodo do revestimento A5, no qual foram observados produtos de corrosão do zinco, provenientes da metalização de zinco, além dos produtos de corrosão do aço. Nenhum dos revestimentos apresentou delaminação na zona do furo nem defeitos no restante painel. Os revestimentos A1, A2, A3 e A4 tinham ainda em comum o não se destacarem a partir do furo, nem terem outras alterações nessa zona. O revestimento A5 tinha, num dos provetes com ânodo sacrificial, 1 empolamento (S3) a 19,0 mm do furo e num dos provetes sem ânodo 1 empolamento (S4) a 1,0 mm do furo (Fig. 12), mas em nenhum dos provetes se observou destacamento do revestimento. No revestimento Ref também se observou 1 empolamento (S4), que se encontrava a 6,2 mm do furo, mas apenas num dos provetes sem ânodo sacrificial. Este revestimento foi o único que se conseguiu destacar a partir do furo, sendo o destacamento ligeiramente menor nos provetes com ânodo (17,6  mm) do que nos provetes sem ânodo (21,0 mm) (Fig. 13).</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Tabela 8- </b>Observações e extensão do destacamento do revestimento nos provetes do ensaio de RDC.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/cpm/v29n1/29n1a01t8.jpg" width="607" height="984"></p>      
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/cpm/v29n1/29n1a01f12.jpg" width="607" height="207"></p>         
<p><b>Fig.12</b> - Aspecto dos furos nos provetes do revestimento A5 com e sem    protecção catódica e empolamentos observados, após o ensaio de resistência à    delaminação catódica.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><img src="/img/revistas/cpm/v29n1/29n1a01f13.jpg" width="299" height="515"></p>         
<p><b>Fig.13</b> - Aspecto dos furos nos provetes do revestimento Ref com e sem    protecção catódica e empolamento observado e área de perda de aderência do revestimento,    após o ensaio de resistência à delaminação catódica.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>3.4 Avaliação da protecção anticorrosiva dos revestimentos em ensaios de exposição natural</b></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Na Tabela 9 resumem-se as observações efectuadas nos provetes colocados nas    zonas de salpico, faixa de linha de água e imersa em Sines, Mitrena e Margueira.    Os defeitos observados foram empolamentos ou fissuras sem direcção definida.  </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Tabela 9</b> - Observa&ccedil;&otilde;es nos provetes ap&oacute;s dois anos    de exposi&ccedil;&atilde;o natural.</p>     <p><img src="/img/revistas/cpm/v29n1/29n1a01t9.jpg" width="605" height="631"></p>     
<p>&nbsp; </p>      <p>Os revestimentos A1, A2 e A3 não apresentaram defeitos em nenhuma das zonas dos três locais de exposição. O revestimento A4 apresentou empolamentos na zona de salpico da Margueira, na faixa de linha de água da Mitrena e da Margueira e na zona imersa de Sines e da Margueira. O revestimento A5 apresentou fissuração superficial na faixa de linha de água da Mitrena e empolamentos na zona imersa de Sines e da Mitrena. O revestimento Ref apresentou fissuração na faixa de linha de água da Mitrena, não sendo possível estimar a sua profundidade.</p>      <p>Na Fig. 14 ilustram-se os defeitos observados nos revestimentos A4, A5 e Ref após dois anos de exposição natural.</p>      <p>&nbsp;</p>       <p><b><a href="/img/revistas/cpm/v29n1/29n1a01f14.jpg" target="_blank">Fig. 14</a></b> - Defeitos observados    nos revestimentos A4, A5 e Ref após dois anos de exposição natural (menor divisão    da régua: 1 mm).</p>        
<p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>4. Conclusões</b></p>      <p>Os resultados deste estudo experimental, efectuado com o objectivo de comparar    possíveis alternativas ecológicas, os revestimentos epoxídicos A1, A2, A3, A4    e A5 (este último com acabamento de poliuretano acrílico), a um revestimento    de alcatrão de hulha epoxídico de referência, Ref, destinados à protecção anticorrosiva    de estruturas de aço total ou parcialmente imersas em água do mar, permitiram    retirar as seguintes conclusões:</p>      <p>1 - &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Todos os revestimentos apresentaram    boas características de resistência à abrasão húmida.</p>        <p> 2 - &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O revestimento      A5, com acabamento de poliuretano e com a menor      espessura de todos, foi o que mostrou resultados de resistência à indentação Buchholz mais próximos      dos do esquema de referência, sendo estes os menores de todos os esquemas      estudados.</p>         <p> 3 - &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O revestimento      A1, com espessura significativamente superior à dos restantes revestimentos,      mostrou o melhor comportamento no ensaio de queda de massa. Contudo, este      ensaio não se mostrou selectivo para os restantes revestimentos. </p>       <p> 4 - &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Também      o ensaio de resistência à dobragem não se mostrou selectivo para o tipo de      revestimentos envolvidos no estudo.</p>       <p> 5 - &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O mesmo      aconteceu com o ensaio de resistência à humidade (RH), no qual todos os revestimentos      apresentaram excelentes resultados, excepto o revestimento A4, que não tendo      apresentado defeitos<b>,</b> mostrou perda      de aderência ao substrato. A diferença de comportamento deste revestimento      relativamente ao A3 pode ser atribuída à diferente preparação da superfície.</p>       <p> 6 - &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O ensaio      de resistência ao nevoeiro salino neutro (RNSN) evidenciou o pior comportamento      do revestimento A1 nas imediações do corte. Tal pode ter ficado a dever-se      à relativamente maior viscosidade da tinta, que lhe poderá ter conferido uma      menor molhabilidade do substrato. Contudo, tal possível      influência não se traduziu em menor aderência do revestimento ao substrato      nos provetes sem corte relativamente aos restantes revestimentos. O revestimento      A1 mostrou ainda falhas de coesão nos ensaios de aderência iniciais, o que      poderá também ter influenciado este resultado (bem como os resultados obtidos      nos provetes com corte dos ensaios de RSO<sub>2</sub> e RC). Os empolamentos      observados em torno do corte do revestimento A5 terão ficado a dever-se à      natural reacção catódica responsável pelo consumo local de zinco na metalização      nele exposta.</p>        <p> 7 - &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Os ensaios      de resistência a atmosferas húmidas contendo SO<sub>2</sub> (RSO<sub>2</sub>)      e de resistência a ciclos de radiação UV fluorescente e água/nevoeiro salino      neutro (RC) evidenciaram, este último de forma muito acentuada, a eficiência      da protecção catódica conferida pela metalização a zinco do revestimento A5.</p>       <p> 8 - &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;       O ensaio      de resistência à água do mar (RAM) mostrou perda de aderência dos revestimentos      A4 e Ref. No caso do revestimento A4 este comportamento pode estar associado      à preparação da superfície, enquanto no revestimento Ref pode indiciar um efeito barreira menos eficaz deste revestimento      relativamente aos revestimentos alternativos.</p>         ]]></body>
<body><![CDATA[<p> 9 - &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;       O ensaio      de resistência à radiação UV fluorescente e água (RUV) também não se mostrou      selectivo.</p>         <p> 10 - &nbsp;&nbsp;&nbsp; O ensaio      de resistência à delaminação catódica, não obstante o desempenho mais activo      do revestimento A5 na zona do furo, evidenciou o melhor comportamento dos      revestimentos alternativos relativamente ao revestimento Ref. Nenhum dos revestimentos      revelou quaisquer ocorrências de delaminação catódica.</p>         <p> 11 - &nbsp;&nbsp;&nbsp; Os revestimentos      A1, A2 e A3 evidenciaram, após dois anos de exposição natural, melhor comportamento      anticorrosivo do que os restantes revestimentos, não tendo apresentado defeitos      nas zonas de salpico, faixa de linha de água e imersa nos três locais de ensaio,      em acordo com o observado nos provetes sem corte nos ensaios acelerados em      laboratório.</p>         <p> 12 - &nbsp;&nbsp;&nbsp; O revestimento      A4 apresentou empolamentos na zona de salpico (Margueira),      faixa de linha de água (Mitrena e Margueira)      e imersão (Sines e Margueira). Embora estes defeitos      não estivessem presentes nos provetes sem corte dos ensaios laboratoriais,      este revestimento havia já evidenciado perda de aderência ao substrato após os ensaios      de RH, RNSN e RAM. </p>        <p> 13 - &nbsp;&nbsp;&nbsp;       O revestimento      A5 apresentou fissuração na faixa de linha de água (Mitrena) e empolamentos na zona de imersão (Sines e Margueira). A fissuração pode resultar dos diferentes coeficientes      de expansão térmica do substrato e/ou das camadas de revestimento, enquanto      os empolamentos podem resultar de alguma permeabilidade do revestimento à      água e consequente desencadear da reacção catódica. Estes defeitos não foram      observados nos ensaios acelerados em laboratório (provetes sem corte).</p>        <p> 14 - &nbsp;&nbsp;&nbsp;       O revestimento      Ref também apresentou fissuração na faixa de linha      de água (Mitrena), que igualmente não tinha sido      observada nos ensaios laboratoriais.</p>      <p>O conjunto dos resultados dos ensaios laboratoriais e dos ensaios de exposição    natural já obtidos indicaram que a protecção anticorrosiva conferida pelos revestimentos    alternativos A2 e A3 é superior à do revestimento Ref. Contudo, só uma exposição    natural mais prolongada poderá permitir retirar as conclusões finais deste estudo.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>AGRADECIMENTOS</b></p>      <p>Agradece-se o apoio financeiro dado pelas seguintes entidades para a execução    do Projecto REEEI (Revestimentos Espessos mais Ecológicos para Estruturas Imersas):    APS-Administração do Porto de Sines, S.A.; Arsenal do Alfeite; CPPE - Companhia    Portuguesa de Produção de Electricidade; Hempel (Portugal) Lda; Lisnave – Estaleiros    Navais, S.A.; REN - Rede Eléctrica Nacional, S.A.; SLM - Sociedade Lisbonense    de Metalização, S.A.; Transtejo - Transportes Tejo, S.A.; Triquímica-Soluções    Químicas e Ambientais, S.A. </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>      <p> <sup><a name="1"></a><a href="#top1">[1]</a></sup> F. L. LaQue (Marine Corrosion Cause and Prevention), John Wiley &amp; Sons, ed., London, UK, p.116 (1975).</p>      <p> <sup><a name="2"></a><a href="#top2">[2]</a></sup> E. Almeida <i> al.</i> (Manual de Protecção do Ferro e Aço por Pintura), INII, Lisboa, Portugal, p.29 (1975).</p>      <p> <sup><a name="3"></a><a href="#top3">[3]</a></sup> Coatings and Linings for Immersion Service, NACE – TPC Publication Nº 2, Houston, USA, p.26 (1973).</p>      <p> <sup><a name="4"></a><a href="#top4">[4]</a></sup> H. R. Stoner (Coal Tars    and Asphaltics), <i>in</i> Generic Coating Types (L. M. Smith, ed.), SSPC 95-08,    Pittsburgh, USA, p. 99 (1996).</p>      <p> <sup><a name="5"></a><a href="#top5">[5]</a></sup> TOXNET – Toxicology Data Network, <a href="http://toxnet.nlm.nih.gov" target="_blank">http://toxnet.nlm.nih.gov</a>.,Outubro, 2008.</p>      <!-- ref --><p> <sup><a name="6"></a><a href="#top6">[6]</a></sup> G. Binder, <i>Mater. Corros.</i>, 52, 261 (2001).&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000170&pid=S0870-1164201000010000100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p> <sup><a name="7"></a><a href="#top7">[7]</a></sup> E. Almeida <i>et al.</i>, <i>Prog. Org. Coat.</i>, 57, 11 (2006).</p>      <p> <sup><a name="8"></a><a href="#top8">[8]</a></sup> ISO 8501-1:1988 (Preparation of steel substrates before application of paints and related products -- Visual assessment of surface cleanliness. Part 1: Rust grades and preparation grades of uncoated steel substrates and of steel substrates after overall removal of previous coatings), ISO, Geneve, Switzerland (1988).</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p> <sup>[9]</sup>NP 185:1997 (Tintas e vernizes. Determinação do teor de veículo    fixo), IPQ, Lisboa, Portugal (1997).</p>      <p> <sup>[10]</sup> NP ISO 14680-1:2001 (Tintas e vernizes. Determinação do teor    de pigmentos e cargas. Parte 1: Método por centifugação), IPQ, Lisboa, Portugal    (2001).</p>      <p> <sup>[11]</sup> ASTM D 562-01 (Standard test method for consistency of paints measuring Krebs unit (KU) viscosity using a Stormer-type viscometer), ASTM, PA, USA (2005).</p>      <p> <sup>[12]</sup> EN ISO 2811-1:2001 (Paints and varnishes. Determination of density. Part 1: pyknometer method), CEN, Brussels, Belgium (2001).</p>      <p> <sup>[13]</sup> NP ISO 3233:2000 (Tintas e vernizes. Determinação do teor de sólidos em volume por medição da massa volúmica de uma película seca), IPQ, Lisboa, Portugal (2000).</p>      <p> <sup>[14]</sup> NP EN 29117:1995 (Tintas e vernizes. Determinação do estado de secagem em profundidade e do tempo de secagem em profundidade. Método de ensaio), IPQ, Lisboa, Portugal (1995).</p>      <p> <sup>[15]</sup> NP EN ISO 2808:1997 (Tintas e vernizes. Determinação da espessura da película), IPQ, Lisboa, Portugal (1997).</p>      <p> <sup>[16]</sup> ISO 11988:1998 (Paints and varnishes – Determination of wet-scrub resistance and cleanability of coatings), ISO, Geneve, Switzerland (1998).</p>      <p> <sup><a name="17"></a><a href="#top17">[17]</a></sup> NP EN ISO 15711:2007 (Tintas e vernizes. Determinação da resistência à delaminação catódica de revestimentos expostos à água do mar), IPQ, Lisboa, Portugal (2007).</p>      <p> <sup>[18]</sup> NP EN ISO 2815:2005 (Tintas e vernizes. Ensaio de indentação de Buchholz), IPQ, Lisboa, Portugal (2005).</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p> <sup>[19]</sup> EN ISO 6272-1:2003 (Paints and varnishes. Rapid-deformation (impact resistance) tests. Part 1:Falling-weight test, large-area indenter), CEN, Brussels, Belgium (2003).</p>      <p> <sup>[20]</sup> EN ISO 6860:2006 (Paints and varnishes. Bend test (conical mandrel)), CEN, Brussels, Belgium (2006). </p>      <p> <sup><a name="21"></a><a href="#top21">[21]</a></sup> NP EN ISO 4624:2004 (Tintas e vernizes. Ensaio de aderência por tracção), IPQ, Lisboa, Portugal (2004).</p>      <p> <sup><a name="22"></a><a href="#top22">[22]</a></sup> NP EN ISO 12944-6:1999 (Tintas e vernizes. Protecção anticorrosiva de estruturas de aço por esquemas de pintura. Parte 6: Ensaios de desempenho em laboratório), IPQ, Lisboa, Portugal (1999).</p>      <p> <sup><a name="23"></a><a href="#top23">[23]</a></sup> ISO/FDIS 20340:2003(E) (Paints and varnishes. Performance requirements for protective paint systems for offshore and related structures), ISO, Geneve, Switzerland (2003).</p>      <p> <sup><a name="24"></a><a href="#top24">[24]</a></sup> NP EN ISO 12944-2:1999 (Tintas e vernizes. Protecção anticorrosiva de estruturas de aço por esquemas de pintura. Parte 2: Classificação de ambientes), IPQ, Lisboa, Portugal (1999).</p>      <p> <sup>[25]</sup> EN ISO 6270-1:2001 (Paints and varnishes - Determination of resistance to humidity - Part 1: Continuous condensation), CEN, Brussels, Belgium (1998).</p>      <p> <sup>[26]</sup> ISO 7253:1996 (Paints and varnishes. Determination of resistance to neutral salt spray), ISO, Geneve, Switzerland (1996).</p>      <p> <sup>[27]</sup> NP EN ISO 3231:1998 (Tintas e vernizes. Determinação da resistência a atmosferas húmidas contendo dióxido de enxofre), IPQ, Lisboa, Portugal (1998).</p>      <p> <sup>[28]</sup> ISO 11507:2007 (Paints and varnishes. Exposure of coatings to artificial weathering - Exposure to fluorescent UV lamps and water), ISO, Geneve, Switzerland (2007).</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p> <sup><a name="29"></a><a href="#top29">[29]</a></sup> NP EN ISO 2812-2:1993 (Tintas e vernizes. Determinação da resistência aos líquidos. Parte 2: Método de imersão em água do mar), IPQ, Lisboa, Portugal (1993).</p>      <p> <sup><a name="30"></a><a href="#top30">[30]</a></sup> NP EN ISO 4628-2:2005 (Tintas e vernizes. Avaliação da degradação de revestimentos. Designação da quantidade e dimensão de defeitos e da intensidade das alterações uniformes de aspecto. Parte 2: Avaliação do grau de empolamento), IPQ, Lisboa, Portugal (2005).</p>      <p> <a href="#top30"><sup>[31]</sup></a> NP EN ISO 4628-3:2005 (Tintas e vernizes.    Avaliação da degradação de revestimentos. Designação da quantidade e dimensão    de defeitos e da intensidade das alterações uniformes de aspecto. Parte 3: Avaliação    do grau de enferrujamento), IPQ, Lisboa, Portugal (2005).</p>      <p> <a href="#top30"><sup>[32]</sup></a> NP EN ISO 4628-4:2005 (Tintas e vernizes.    Avaliação da degradação de revestimentos. Designação da quantidade e dimensão    de defeitos e da intensidade das alterações uniformes de aspecto. Parte 4: Avaliação    do grau de fissuração), IPQ, Lisboa, Portugal (2005).</p>      <p> <a href="#top30"><sup>[33]</sup></a> NP EN ISO 4628-5:2005 (Tintas e vernizes.    Avaliação da degradação de revestimentos. Designação da quantidade e dimensão    de defeitos e da intensidade das alterações uniformes de aspecto. Parte 5: Avaliação    do grau de descamação), IPQ, Lisboa, Portugal (2005).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="0"></a>(<a href="#top0">*</a>) A quem a correspondência deve ser dirigida,    e-mail: <a href="mailto:joao.alexandre@lneg.pt">joao.alexandre@lneg.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Artigo submetido em Julho de 2009 e aceite em Novembro de 2009</i></p>       ]]></body><back>
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<year>2001</year>
<volume>52</volume>
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