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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A eficiência das técnicas electroquímicas na remoção de IõES cloreto em amostras de uma bala de canhão de um naufrágio do séc. XVIII]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[For the conservation of archeological iron marine artefacts, electrochemical methods have been tested, namely, the electrolytic and the galvanic reduction. Results were compared with the classical methods of simple immersion in alkaline solutions and the alkaline sulfite reduction. Experiments were performed on samples prepared from a cannon ball made with cast iron of the XVIII century, found in the archaeological context of a shipwreck, of the l`Ócean, which has occurred near the coast in the south of Portugal, in 1759. Before and after the application of the various treatments samples (core and corrosion products) have been analyzed by X-rays diffraction spectroscopy, scanning electron microscopy and X-rays electron dispersion spectroscopy. The efficiency of the methods for the extraction of chloride ions has been evaluated by the analysis performed by ionic chromatography. It was concluded that under identical conditions the electrolytic reduction was the method leading to the highest efficiency.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Ferro Arqueológico]]></kwd>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Extracção de Iões Cloreto]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>A efici&ecirc;ncia das t&eacute;cnicas electroqu&iacute;micas na remo&ccedil;&atilde;o de I&otilde;ES cloreto em amostras de uma bala de canh&atilde;o de um naufr&aacute;gio do s&eacute;c. XVIII</b></p>     <p><b>The efficiency of the electrochemical techniques for the removal of chloride ions from samples of a cannon ball from a shipwreck of the xviii century</b></p>     <p><b>J. C. Coelho <sup>1</sup>,<sup>2</sup>, C. M. Oliveira<sup>1</sup>, M. D. Carvalho<sup>1</sup> e I. T. E. Fonseca<sup>1</sup></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><sup>1</sup>Centro de Ci&ecirc;ncias Moleculares e Materiais (CCMM), Departamento de Qu&iacute;mica e Bioqu&iacute;mica da Universidade de Lisboa, Campo Grande, Ed C8,1749-016 Lisboa, Portugal</p>     <p><sup>2</sup>Divis&atilde;o de Arqueologia N&aacute;utica e Subaqu&aacute;tica, Instituto de Gest&atilde;o do Patrim&oacute;nio Arquitect&oacute;nico e Arqueol&oacute;gico IP, MARL – Pavilh&atilde;o CC1, 2660-421 S. Juli&atilde;o do Tojal, Portugal </p>     <p>Contatar para e-mail:<a href="mailto:jcoelho@igespar.pt"> jcoelho@igespar.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Com o objectivo de conservar artefactos em ferro arqueol&oacute;gico s&atilde;o testadas t&eacute;cnicas electroqu&iacute;micas, nomeadamente a redu&ccedil;&atilde;o electrol&iacute;tica e a redu&ccedil;&atilde;o galv&acirc;nica. Os resultados s&atilde;o comparados com os obtidos pelas t&eacute;cnicas cl&aacute;ssicas de simples imers&atilde;o em solu&ccedil;&otilde;es alcalinas e de redu&ccedil;&atilde;o com sulfito alcalino.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os ensaios foram efectuados em amostras retiradas de uma bala de canh&atilde;o em ferro fundido de meados do s&eacute;culo XVIII, inserida no contexto arqueol&oacute;gico de um navio, de nome Oc&eacute;an, que naufragou junto &agrave; costa sul de Portugal, em 1759.</p>     <p>Um conjunto de amostras (n&uacute;cleo e produtos de corros&atilde;o), antes e ap&oacute;s aplica&ccedil;&atilde;o dos m&eacute;todos de tratamento foi analisado por difrac&ccedil;&atilde;o de raios - X, microscopia electr&oacute;nica de varrimento e microan&aacute;lise de raios - X.</p>     <p>A efici&ecirc;ncia dos m&eacute;todos de extrac&ccedil;&atilde;o dos i&otilde;es cloreto foi calculada com base na an&aacute;lise realizada por cromatografia i&oacute;nica. Conclui-se que em condi&ccedil;&otilde;es id&ecirc;nticas o m&eacute;todo de redu&ccedil;&atilde;o electrol&iacute;tica foi o que conduziu a uma maior efici&ecirc;ncia.</p>     <p><b>Palavras chave</b>: Ferro Arqueol&oacute;gico, M&eacute;todos Electroqu&iacute;micos,Extrac&ccedil;&atilde;o de I&otilde;es Cloreto</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>For the conservation of archeological iron marine artefacts, electrochemical methods have been tested, namely, the electrolytic and the galvanic reduction. Results were compared with the classical methods of simple immersion in alkaline solutions and the alkaline sulfite reduction.</p>     <p>Experiments were performed on samples prepared from a cannon ball made with cast iron of the XVIII century, found in the archaeological context of a shipwreck, of the l`&Oacute;cean, which has occurred near the coast in the south of Portugal, in 1759. </p>     <p>Before and after the application of the various treatments samples (core and corrosion products) have been analyzed by X-rays diffraction spectroscopy, scanning electron microscopy and X-rays electron dispersion spectroscopy.</p>     <p>The efficiency of the methods for the extraction of chloride ions has been evaluated by the analysis performed by ionic chromatography. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>It was concluded that under identical conditions the electrolytic reduction was the method leading to the highest efficiency. </p>     <p><b>Keywords</b>: Archaeological Iron, Electrochemical Methods, Chloride Ions Extraction</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>1. INTRODU&Ccedil;&atilde;O</b></p>     <p>Os objectos arqueol&oacute;gicos provenientes de meios subaqu&aacute;ticos est&atilde;o inevitavelmente sujeitos a fen&oacute;menos de degrada&ccedil;&atilde;o, sendo particularmente suscept&iacute;veis &agrave;s altera&ccedil;&otilde;es de meio ambiente, em particular quando transitam de um ambiente “molhado”, muitas vezes anaer&oacute;bio, para um ambiente seco e oxigenado. Quando se recolhe e traz para a superf&iacute;cie um artefacto, ap&oacute;s um longo per&iacute;odo de imers&atilde;o, sem quaisquer medidas de conserva&ccedil;&atilde;o, ocorrem altera&ccedil;&otilde;es irrevers&iacute;veis ao n&iacute;vel da sua estrutura f&iacute;sica e composi&ccedil;&atilde;o qu&iacute;mica, que se traduzem, na maioria dos casos, na perda de informa&ccedil;&atilde;o e, muitas vezes, na perda do pr&oacute;prio artefacto [1]. Estes fen&oacute;menos de degrada&ccedil;&atilde;o est&atilde;o directamente relacionados com a ac&ccedil;&atilde;o de i&otilde;es agressivos do meio, nomeadamente dos i&otilde;es cloreto (Cl-). Perante tais evid&ecirc;ncias, torna-se crucial, durante qualquer tipo de trabalho arqueol&oacute;gico, garantir os meios necess&aacute;rios ao posterior tratamento dos artefactos recolhidos; por exemplo, conseguir a estabiliza&ccedil;&atilde;o das pe&ccedil;as atrav&eacute;s da remo&ccedil;&atilde;o dos i&otilde;es agressivos que possam vir a comprometer a sua conserva&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>As primeiras experi&ecirc;ncias centradas na aplica&ccedil;&atilde;o de m&eacute;todos electroqu&iacute;micos &agrave; conserva&ccedil;&atilde;o de metais, datam de finais do s&eacute;c. XIX, e tem vindo a ser objecto de diversos estudos nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas [2-5]. Com este estudo pretende-se testar e comparar a efici&ecirc;ncia de metodologias de estabiliza&ccedil;&atilde;o [6-9], pela remo&ccedil;&atilde;o de i&otilde;es cloreto, em objectos de ferro arqueol&oacute;gico, retirados de contextos arqueol&oacute;gicos subaqu&aacute;ticos. Para o efeito, foram utilizados fragmentos de uma bala proveniente de um s&iacute;tio de naufr&aacute;gio do s&eacute;culo XVIII [10], sito no Oceano Atl&acirc;ntico, na costa algarvia perto de Lagos (Portugal), recolhida a uma profundidade de aproximadamente 5 m.</p>     <p>Para os ensaios de remo&ccedil;&atilde;o de i&otilde;es cloreto foram testados m&eacute;todos electroqu&iacute;micos (redu&ccedil;&atilde;o electrol&iacute;tica, redu&ccedil;&atilde;o galv&acirc;nica), imers&atilde;o em solu&ccedil;&otilde;es alcalinas, com monitoriza&ccedil;&atilde;o do potencial em circuito aberto, e o m&eacute;todo qu&iacute;mico de redu&ccedil;&atilde;o pelo sulfito alcalino [11-15].</p>     <p>Com vista &agrave; caracteriza&ccedil;&atilde;o dos produtos de corros&atilde;o presentes na superf&iacute;cie da bala, foram utilizadas as t&eacute;cnicas de difrac&ccedil;&atilde;o de raios - X de p&oacute;s (DRX) e a microan&aacute;lise de raios - X (EDX). A monitoriza&ccedil;&atilde;o da quantidade de i&otilde;es cloreto, removidos por cada procedimento, em fun&ccedil;&atilde;o do tempo de tratamento, foi efectuada atrav&eacute;s da t&eacute;cnica de cromatografia de permuta i&oacute;nica.</p>     <p>O presente estudo deixa bem patente a elevada efici&ecirc;ncia das t&eacute;cnicas electroqu&iacute;micas na remo&ccedil;&atilde;o de i&otilde;es cloreto de pequenas amostras de ferro arqueol&oacute;gico retirado do fundo do mar, face aos cl&aacute;ssicos m&eacute;todos de simples imers&atilde;o em solu&ccedil;&atilde;o alcalina e redu&ccedil;&atilde;o pelo m&eacute;todo do sulfito alcalino.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>2. EXPERIMENTAL</b></p>     <p><b>2.1. Caracteriza&ccedil;&atilde;o do s&iacute;tio arqueol&oacute;gico</b></p>     <p>Em 1967, um mergulhador amador declarou oficialmente o achado de um conjunto de &acirc;ncoras e canh&otilde;es avistados a cerca de 300 metros da praia das Pias, na freguesia de Budens. Este local foi posteriormente identificado por Jean-Yves Blot como o s&iacute;tio de naufr&aacute;gio do navio-almirante franc&ecirc;s Oc&eacute;an e, durante alguns anos, visitado por in&uacute;meros mergulhadores, tendo sido alvo de sucessivas pilhagens [16]. Em 1969, o Minist&eacute;rio da Marinha autorizou a SUBMAR, Trabalhos Submarinos, Lda., a intervir no s&iacute;tio de naufr&aacute;gio do Oc&eacute;an, garantindo ao estado o direito sobre 10 % do valor das pe&ccedil;as recuperadas e ao achador 25 %. Em 1981, sob a direc&ccedil;&atilde;o do ent&atilde;o director do Museu Nacional de Arqueologia (MNA), Francisco Alves, foram iniciados os primeiros trabalhos arqueol&oacute;gicos [10, 17].</p>     <p>O programa de recupera&ccedil;&atilde;o dos esp&oacute;lios submersos marcou o in&iacute;cio da arqueologia subaqu&aacute;tica em Portugal, e contou com a participa&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rias entidades, em colabora&ccedil;&atilde;o com o MNA, das quais se destacam o Museu do Mar da C&acirc;mara Municipal de Cascais, o Centro Portugu&ecirc;s de Actividades Subaqu&aacute;ticas, o Centro de Estudos Mar&iacute;timos e Arqueol&oacute;gicos de Lagos, e o Centro de Actividades Subaqu&aacute;ticas do Algarve.</p>     <p><b>2.2. A recupera&ccedil;&atilde;o da bala</b></p>     <p>Os fragmentos de ferro a partir dos quais se prepararam os el&eacute;ctrodos de trabalho, utilizados no presente estudo, foram retirados de uma bala em ferro recolhida no s&iacute;tio do itiner&aacute;rio arqueol&oacute;gico do &Oacute;cean, praia da Salema, Lagos, a 24 de Agosto de 2009, com autoriza&ccedil;&atilde;o da Divis&atilde;o de Arqueologia N&aacute;utica e Subaqu&aacute;tica (DANS) do Instituto de Gest&atilde;o do Patrim&oacute;nio Arquitect&oacute;nico e Arqueol&oacute;gico (IGESPAR, I.P.), entidade que tutela o patrim&oacute;nio cultural subaqu&aacute;tico portugu&ecirc;s. </p>     <p>A bala foi recolhida de uma profundidade de aproximadamente 5 m, a meia mar&eacute;, com recurso a um martelo pneum&aacute;tico acoplado a uma garrafa de mergulho (Fig.1). Foi tamb&eacute;m recolhida &aacute;gua do mesmo s&iacute;tio, suficiente para manter a bala imersa em laborat&oacute;rio, at&eacute; &agrave; altura do corte dos fragmentos que deram origem aos el&eacute;ctrodos de trabalho. Originalmente, a bala pesava 8,171 kg e media 13,2 cm de di&acirc;metro (Fig. 2).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Figura 1</b></p>     <p><b>Fotografia que mostra a recolha da bala de canh&atilde;o (Foto: In&ecirc;s Pinto Coelho).</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/cpm/v31n1/31n1a01f1.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>Figura 2</b></p>     <p><b>Fotografia da bala, ap&oacute;s a sua recolha. Do lado esquerdo &eacute; poss&iacute;vel ver parte da concre&ccedil;&atilde;o que cobria a bala (Foto: Jos&eacute; Paulo Ruas).</b></p>     <p><img src="/img/revistas/cpm/v31n1/31n1a01f2.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>2.3. Caracteriza&ccedil;&atilde;o do meio ambiente: par&acirc;metros electroqu&iacute;micos medidos in-situ</b></p>     <p>Antes da recolha da bala, foram efectuadas medi&ccedil;&otilde;es de pH e de potencial redox, in-situ , com recurso a um medidor de pH HANNA&reg; HI 9024, equipado com um el&eacute;ctrodo de pH de base plana VWR&reg; 662-1805 e, um mult&iacute;metro ESCORT&reg; 95/97 equipado com el&eacute;ctrodo de refer&ecirc;ncia Ag/AgCl, VWR&reg; 662-1806, ambos os equipamentos inseridos numa caixa estanque IKELITE, preparada para trabalhos subaqu&aacute;ticos. Para se proceder &agrave;s medi&ccedil;&otilde;es foi efectuado um orif&iacute;cio com di&acirc;metro equivalente ao do el&eacute;ctrodo de pH, na concre&ccedil;&atilde;o que cobria a bala, atrav&eacute;s de um berbequim pneum&aacute;tico equipado com uma broca “diamantada”, acoplado a uma garrafa de mergulho. Ap&oacute;s a abertura do orif&iacute;cio, foi imediatamente efectuada uma tentativa de medi&ccedil;&atilde;o de pH, seguindo-se posteriormente a medi&ccedil;&atilde;o de potencial. Foram determinados, em laborat&oacute;rio, os par&acirc;metros caracter&iacute;sticos da amostra de &aacute;gua do s&iacute;tio de proveni&ecirc;ncia da bala. </p>     <p><b>2.4. Condi&ccedil;&otilde;es e procedimentos experimentais</b></p>     <p>O material de vidro utilizado nas experi&ecirc;ncias foi periodicamente lavado com solu&ccedil;&atilde;o de permanganato de pot&aacute;ssio a 10 %, em seguida passado por &aacute;gua corrente e &aacute;gua destilada, depois por &aacute;gua desionizada ultra-pura e finalmente seco. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Todas as solu&ccedil;&otilde;es foram preparadas com reagentes de elevado grau de pureza, certificada pelas respectivas marcas: KOH, puro, da Pronalab ([Cl-] &lt; 0,01 %); NaOH, QP, da Panreac ([Cl-] &lt; 0,01 %); Na2SO3, PA, da Riedel-de Ha&euml;n ([Cl-] &lt; 0,005 %). As experi&ecirc;ncias foram todas efectuadas &agrave; temperatura ambiente e as solu&ccedil;&otilde;es n&atilde;o foram desoxigenadas. As medi&ccedil;&otilde;es de pH foram efectuadas com um el&eacute;ctrodo da marca HANNA&reg; HI 1131 acoplado a um medidor da mesma marca, modelo HI 3222. Antes de cada s&eacute;rie de medi&ccedil;&otilde;es, o aparelho foi calibrado com padr&otilde;es comerciais de pH 4, 7 e 10.</p>     <p><b>El&eacute;ctrodos de trabalho</b></p>     <p>Os fragmentos de ferro foram cortados com recurso a uma rebarbadora, com discos para corte de a&ccedil;o inoxid&aacute;vel da marca BOSCH (Fe/S/Cl &lt; 0,1 %), dado ter sido o &uacute;nico m&eacute;todo acess&iacute;vel que permitiu recolher os fragmentos de metal, apesar de se ter a no&ccedil;&atilde;o que, devido ao calor gerado, a microestrutura da liga poder&aacute; ter sofrido altera&ccedil;&otilde;es. Todos os fragmentos foram cortados de forma a conterem parte do n&uacute;cleo met&aacute;lico (isento de corros&atilde;o) e parte da camada de corros&atilde;o superficial da bala. A cada fragmento foi soldado um fio de cobre revestido, na zona de ferro “limpo” (utilizando solda de estanho Sn60 da marca NEVEX) tendo sido estas sec&ccedil;&otilde;es lavadas com &aacute;gua, secas com acetona e isoladas com resina epox&iacute;dica (Araldite&reg; standard – CEYS&reg;), ficando descoberta somente a sec&ccedil;&atilde;o com camada de produtos de corros&atilde;o como exemplificado na Fig. 3.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Figura 3</b></p>     <p><b>Fotografia de um el&eacute;ctrodo de trabalho</b></p>     <p><img src="/img/revistas/cpm/v31n1/31n1a01f3.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Durante a prepara&ccedil;&atilde;o dos el&eacute;ctrodos, a sec&ccedil;&atilde;o com camada de produtos de corros&atilde;o foi mantida h&uacute;mida com &aacute;gua do mar e, ap&oacute;s a secagem da resina epox&iacute;dica aplicada &agrave;s restantes sec&ccedil;&otilde;es, foi colocado um peda&ccedil;o de algod&atilde;o embebido em &aacute;gua do mar junto a esta sec&ccedil;&atilde;o, sendo cada el&eacute;ctrodo envolto em pel&iacute;cula de polietileno e colocado individualmente num boi&atilde;o tamb&eacute;m em polietileno, onde foi guardado at&eacute; ao in&iacute;cio da experi&ecirc;ncia. </p>     <p>Devido &agrave; dificuldade de corte dos fragmentos de ferro, n&atilde;o foi poss&iacute;vel o seu dimensionamento de forma id&ecirc;ntica. Assim, a sec&ccedil;&atilde;o com camada de corros&atilde;o de todos os el&eacute;ctrodos, foi fotografada, tendo sido mantida paralela ao plano da objectiva. Seguidamente, com recurso &agrave;s fotografias das sec&ccedil;&otilde;es, as respectivas &aacute;reas foram vectorizadas com o programa inform&aacute;tico CorelDraw 12 e calculadas com recurso &agrave; ferramenta “Get Area” (IsoCalc.com), acoplada ao referido programa. As &aacute;reas dos v&aacute;rios el&eacute;ctrodos variaram entre 2,0 e 3,6 cm2.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Amostras para an&aacute;lise da composi&ccedil;&atilde;o do n&uacute;cleo e da camada superficial</b></p>     <p>Para efectuar a caracteriza&ccedil;&atilde;o do n&uacute;cleo da bala e dos produtos de corros&atilde;o foram utilizados dois tipos de amostras: amostras de p&oacute;s recolhidas durante tentativas iniciais de corte da bala e amostras de p&oacute;s recolhidas da superf&iacute;cie da bala com recurso a uma lima “diamantada”, tendo sido ambas posteriormente mo&iacute;das e homogeneizadas, individualmente, num almofariz de &aacute;gata. Das primeiras amostras foram eliminadas, com recurso a uma pin&ccedil;a e a um &iacute;man, as limalhas de ferro resultantes das tentativas de corte. Imediatamente ap&oacute;s a sua recolha e prepara&ccedil;&atilde;o, e entre as v&aacute;rias an&aacute;lises, as amostras foram acondicionadas em c&aacute;psulas de polietileno herm&eacute;ticas. Para as an&aacute;lises por difrac&ccedil;&atilde;o de raios - X (XRD) os p&oacute;s foram distribu&iacute;dos, de forma o mais homog&eacute;nea poss&iacute;vel, sobre uma l&acirc;mina de vidro, tendo-se utilizado etanol para proceder &agrave; suspens&atilde;o da amostra.</p>     <p>Na identifica&ccedil;&atilde;o elementar dos produtos de corros&atilde;o, por MEV/EDX, foram utilizados os p&oacute;s das amostras preparadas inicialmente para as an&aacute;lises por XRD, tendo-se colocado um pouco deste p&oacute; sobre um filme condutor de carbono, por sua vez fixo num porta amostras adequado ao microsc&oacute;pio. Foram tamb&eacute;m efectuadas an&aacute;lises de MEV/EDX a uma amostra s&oacute;lida retirada do n&uacute;cleo met&aacute;lico da bala.</p>     <p><b>C&eacute;lulas, el&eacute;ctrodos de refer&ecirc;ncia e el&eacute;ctrodos secund&aacute;rios</b></p>     <p> Para as experi&ecirc;ncias electroqu&iacute;micas de remo&ccedil;&atilde;o de i&otilde;es cloreto foram preparadas c&eacute;lulas com recurso a “recipientes para amostras” em polietileno, nas tampas dos quais se abriram orif&iacute;cios para suporte dos el&eacute;ctrodos necess&aacute;rios a cada experi&ecirc;ncia (Fig.4).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Figura 4</b></p>     <p><b>Esquema das c&eacute;lulas utilizadas nas experi&ecirc;ncias de remo&ccedil;&atilde;o de i&otilde;es cloreto de amostras da bala: A – imers&atilde;o em solu&ccedil;&atilde;o alcalina; B – redu&ccedil;&atilde;o galv&acirc;nica e redu&ccedil;&atilde;o electrol&iacute;tica; C – m&eacute;todo do sulfito alcalino</b></p>     <p><img src="/img/revistas/cpm/v31n1/31n1a01f4.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Dentro de cada recipiente foi colocado um copo em vidro, no qual, por sua vez, se colocou o respectivo electr&oacute;lito.</p>     <p>Os el&eacute;ctrodos de refer&ecirc;ncia, utilizados nas experi&ecirc;ncias electroqu&iacute;micas de remo&ccedil;&atilde;o dos i&otilde;es cloreto foram el&eacute;ctrodos Ag/AgCl de dupla jun&ccedil;&atilde;o, da marca Metrohm&reg; (E0 = +0,210 V vs SHE), de modo a que pudessem ser mantidos em contacto com as solu&ccedil;&otilde;es alcalinas durante o tempo total das experi&ecirc;ncias, sem que sofressem danos e sem libertarem i&otilde;es Cl- para os electr&oacute;litos das experi&ecirc;ncias. Ap&oacute;s a prepara&ccedil;&atilde;o e antes da utiliza&ccedil;&atilde;o, os el&eacute;ctrodos de refer&ecirc;ncia foram mantidos durante 24 horas em solu&ccedil;&atilde;o de KOH a 1 % (m/V) para que estabilizassem, de acordo com as instru&ccedil;&otilde;es da respectiva marca. Ap&oacute;s este per&iacute;odo procedeu-se &agrave; sua verifica&ccedil;&atilde;o contra um el&eacute;ctrodo Ag/AgCl (KCl 3M) da marca Metrohm&reg;.</p>     <p>Os el&eacute;ctrodos secund&aacute;rios utilizados, na experi&ecirc;ncia de redu&ccedil;&atilde;o electrol&iacute;tica, foram el&eacute;ctrodos de platina e na experi&ecirc;ncia galv&acirc;nica foi um el&eacute;ctrodo de zinco (E0 = +0,763 V vs SHE) que actuou como &acirc;nodo sacrificial e conferiu protec&ccedil;&atilde;o cat&oacute;dica ao ferro (E0 = +0,440 V vs SHE).</p>     <p><b>An&aacute;lise por MEV/EDX</b></p>     <p>Foram efectuadas an&aacute;lises de MEV/EDX a uma amostra do n&uacute;cleo met&aacute;lico e a um conjunto de amostras de p&oacute;s retirados da superf&iacute;cie. Nas an&aacute;lises efectuadas ao n&uacute;cleo met&aacute;lico foi utilizado um microsc&oacute;pio electr&oacute;nico de varrimento JEOL JSM 35C, associado a um espectr&oacute;metro de microan&aacute;lise de raios-X (por dispers&atilde;o de energia) Noran Voyager. No caso das amostras realizadas aos p&oacute;s da superf&iacute;cie foi utilizado um microsc&oacute;pio JEOL JSM-700 1F com detector de raios-X Oxford Instruments INCA-sight, utilizando uma energia de 25 KeV.</p>     <p><b>An&aacute;lise por DRX</b></p>     <p>As an&aacute;lises por DRX foram realizadas com um difract&oacute;metro PHILIPS&reg; PW1710, com aquisi&ccedil;&atilde;o autom&aacute;tica de dados atrav&eacute;s do programa inform&aacute;tico APD v3.6B, equipado com um monocromador de grafite, e acoplado a um goni&oacute;metro vertical PW1820. Como fonte de raios-X foi utilizada uma ampola de cobre operando a 30 mA e 40 kV. A calibra&ccedil;&atilde;o do aparelho foi efectuada com um padr&atilde;o de sil&iacute;cio.</p>     <p><b>2.5. Remo&ccedil;&atilde;o de i&otilde;es cloreto</b></p>     <p>As experi&ecirc;ncias de remo&ccedil;&atilde;o dos i&otilde;es cloreto foram efectuadas, de forma cont&iacute;nua, durante aproximadamente seis semanas, tendo sido as solu&ccedil;&otilde;es renovadas ao fim de cada semana e guardadas para posterior an&aacute;lise. O volume de electr&oacute;lito utilizado em cada experi&ecirc;ncia foi de 50 mL. Com a excep&ccedil;&atilde;o do m&eacute;todo do sulfito alcalino, o electr&oacute;lito utilizado nas restantes experi&ecirc;ncias foi KOH a 1 % (m/V), com pH 13,3. Para o m&eacute;todo de Imers&atilde;o em solu&ccedil;&atilde;o alcalina com medi&ccedil;&atilde;o do potencial em circuito aberto foi utilizado um mult&iacute;metro digital, HP 34401A, com aquisi&ccedil;&atilde;o autom&aacute;tica de dados, atrav&eacute;s de um programa inform&aacute;tico Microsoft&reg; Excel, com a ferramenta “Excel IntuiLink for Multimeters Toolbar Addin” (Agilent Technologies) acoplada. </p>     <p><b>Redu&ccedil;&atilde;o electrol&iacute;tica</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Para a redu&ccedil;&atilde;o electrol&iacute;tica foi utilizada uma c&eacute;lula de tr&ecirc;s el&eacute;ctrodos ligada a um potenciostato AUTOLAB&reg; PGSTAT10 (Eco Chemie B.V.), com aquisi&ccedil;&atilde;o autom&aacute;tica de dados atrav&eacute;s do programa inform&aacute;tico GPES v.4.7, instalado num computador pessoal, que possibilitou a programa&ccedil;&atilde;o/controlo da experi&ecirc;ncia e a aquisi&ccedil;&atilde;o e tratamento dos dados obtidos. Como el&eacute;ctrodo de refer&ecirc;ncia foi utilizado um el&eacute;ctrodo Ag/AgCl de dupla jun&ccedil;&atilde;o, da marca Metrohm&reg;. O &acirc;nodo escolhido foi um el&eacute;ctrodo de platina, pelas suas caracter&iacute;sticas inertes, e o electr&oacute;lito uma solu&ccedil;&atilde;o de KOH a 1 % (m/v). </p>     <p>Durante as experi&ecirc;ncias, foi aplicado um patamar de potencial cont&iacute;nuo com valor de -0,950 V vs Ag/AgCl. Este potencial foi escolhido de acordo com as refer&ecirc;ncias da literatura, sobre a conserva&ccedil;&atilde;o de ferro arqueol&oacute;gico [3,18-19]. Segundo a literatura [20] o m&eacute;todo promove simultaneamente a remo&ccedil;&atilde;o de i&otilde;es Cl- e a redu&ccedil;&atilde;o de compostos de Fe(III) a compostos de Fe(II), sem promover a liberta&ccedil;&atilde;o de H2. </p>     <p><b>Redu&ccedil;&atilde;o galv&acirc;nica</b></p>     <p>Para a redu&ccedil;&atilde;o galv&acirc;nica foi utilizado um mult&iacute;metro digital HP 34401A, com aquisi&ccedil;&atilde;o autom&aacute;tica de dados. A monitoriza&ccedil;&atilde;o do potencial da amostra de trabalho imersa numa solu&ccedil;&atilde;o de KOH a 1 % (m/V) foi efectuada utilizando um el&eacute;ctrodo de refer&ecirc;ncia Ag/AgCl de dupla jun&ccedil;&atilde;o, da marca Metrohm&reg;, e foi utilizado como &acirc;nodo sacrificial um el&eacute;ctrodo de zinco com uma &aacute;rea de aproximadamente 8,8 cm2. </p>     <p><b>M&eacute;todo de redu&ccedil;&atilde;o pelo sulfito alcalino</b></p>     <p> As experi&ecirc;ncias foram realizadas utilizando uma solu&ccedil;&atilde;o 0,1 M de NaOH + 0,05 M de Na2SO3 e as amostras foram colocadas em recipientes selados, de modo a evitar o contacto da solu&ccedil;&atilde;o com o ar. Na tampa de cada recipiente foi aberto um orif&iacute;cio pelo qual se fez passar o fio do el&eacute;ctrodo de trabalho. Ap&oacute;s a montagem das experi&ecirc;ncias, a solu&ccedil;&atilde;o foi aquecida a 50 &ordm;C numa estufa Lenton WF 30. Antes de cada mudan&ccedil;a de solu&ccedil;&atilde;o, foi efectuada a medi&ccedil;&atilde;o do potencial em circuito aberto de cada amostra.</p>     <p><b>An&aacute;lise dos i&otilde;es cloreto</b></p>     <p>A an&aacute;lise dos i&otilde;es cloreto foi efectuada por cromatografia i&oacute;nica. O equipamento utilizado foi um cromat&oacute;grafo Dionex DX-500, equipado com uma bomba isocr&aacute;tica Dionex IP20, pr&eacute;-coluna IonPac AG9-HC, coluna IonPac AS9-HC, supressor de i&otilde;es Dionex ASRS-ULTRA II e detector de condutividade Dionex CD20. A aquisi&ccedil;&atilde;o de dados foi feita automaticamente atrav&eacute;s do programa inform&aacute;tico Peaknet&reg;. O eluente usado nas an&aacute;lises foi uma solu&ccedil;&atilde;o de Na2CO3 3,5 mM /NaHCO3 1 mM. Devido &agrave; sensibilidade da coluna, da ordem de ppb, foi feita uma dilui&ccedil;&atilde;o das amostras de solu&ccedil;&atilde;o de 1:100. Assim, prepararam-se solu&ccedil;&otilde;es pela dilui&ccedil;&atilde;o de 1 mL de amostra original em bal&otilde;es volum&eacute;tricos de 100 mL, utilizando &aacute;gua ultra-pura referida em 2.4.</p>     <p>Face &agrave; alcalinidade das solu&ccedil;&otilde;es das amostras originais (pH ~ 13) seria necess&aacute;ria a sua neutraliza&ccedil;&atilde;o de modo a n&atilde;o danificar a coluna. Por&eacute;m, como se procedeu &agrave; dilui&ccedil;&atilde;o acima referida, o pH da solu&ccedil;&atilde;o desceu para valores de acordo com a gama de trabalho indicada para a coluna. Tamb&eacute;m a poss&iacute;vel presen&ccedil;a de sulfatos nas amostras das solu&ccedil;&otilde;es obtidas pelo m&eacute;todo do sulfito alcalino foi atenuada pela dilui&ccedil;&atilde;o das amostras. </p>     <p>Admitindo que a camada de produtos de corros&atilde;o de todas as amostras apresenta a mesma espessura, pois foram cortadas de zonas adjacentes na bala, a &aacute;rea constitui o melhor termo para a sua compara&ccedil;&atilde;o. Assim, a normaliza&ccedil;&atilde;o dos valores relativos &agrave; concentra&ccedil;&atilde;o de i&otilde;es cloreto de cada solu&ccedil;&atilde;o, efectuou-se com base no quociente obtido atrav&eacute;s da divis&atilde;o da sua concentra&ccedil;&atilde;o (obtida pela an&aacute;lise cromatogr&aacute;fica) pela &aacute;rea da respectiva amostra.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>3. RESULTADOS E SUA AN&Aacute;LISE</b></p>     <p><b>3.1. Caracteriza&ccedil;&atilde;o do meio ambiente </b></p>     <p>Os par&acirc;metros caracter&iacute;sticos da amostra de &aacute;gua do mar proveniente do s&iacute;tio do achado arqueol&oacute;gico constam da Tabela 1. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Tabela 1</b></p>     <p><b>Valores dos par&acirc;metros da amostra de &aacute;gua do mar recolhida no local de proveni&ecirc;ncia da bala</b></p>     <p><img src="/img/revistas/cpm/v31n1/31n1a01t1.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>De salientar as elevadas condutividade e concentra&ccedil;&atilde;o de i&otilde;es cloreto do sitio do achado arqueol&oacute;gico.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>3.2. Caracteriza&ccedil;&atilde;o do n&uacute;cleo e da superf&iacute;cie da bala por MEV/EDX</b></p>     <p>A Fig. 5 apresenta o espectro de EDX correspondente a uma an&aacute;lise global de uma amostra do n&uacute;cleo da bala.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Figura 5</b></p>     <p><b>Espectro de EDX do n&uacute;cleo da bala (an&aacute;lise global)</b></p>     <p><img src="/img/revistas/cpm/v31n1/31n1a01f5.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Da an&aacute;lise do espectro conclui-se que os principais elementos constituintes da liga s&atilde;o o ferro, o carbono, o f&oacute;sforo e o sil&iacute;cio. Al&eacute;m da an&aacute;lise global foram ainda efectuadas an&aacute;lises pontuais, em diferentes localiza&ccedil;&otilde;es da amostra. A Fig. 6 apresenta tr&ecirc;s imagens de MEV do n&uacute;cleo da bala, assinalando os pontos nos quais as an&aacute;lises pontuais por EDX foram efectuadas.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Figura 6</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Micrografias de MEV (2000 x) de uma amostra do n&uacute;cleo da bala, com as zonas Z1 a Z5 analisadas</b></p>     <p><img src="/img/revistas/cpm/v31n1/31n1a01f6.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Os microconstituintes identificados foram: na zona Z1, de cor cinza, predominantemente ferro e carbono em quantidades correspondentes &agrave; cementite; na zona Z2, de cor cinza claro, uma mistura de ferrite-a e cementite; na zona Z3 uma mistura fosforosa; na zona Z4 inclus&otilde;es de sulfureto de mangan&ecirc;s e, por &uacute;ltimo, na zona Z5, as inclus&otilde;es de colora&ccedil;&atilde;o negra correspondem a grafite lamelar. O teor relativamente elevado em carbono, a quantidade de sil&iacute;cio e a sua cor esbranqui&ccedil;ada permitiu concluir que o n&uacute;cleo da bala &eacute; essencialmente constitu&iacute;do por ferro fundido, muito provavelmente do tipo branco, pois segundo Mentovich et al. [21] a concentra&ccedil;&atilde;o de sil&iacute;cio constitui o factor primordial na diferencia&ccedil;&atilde;o entre o ferro fundido branco e o ferro fundido cinzento. Tem, como caracter&iacute;stica, uma microestrutura composta por uma mistura de ferrite-a com cementite, e, apresenta elevada dureza e brilho, assim como elevada resist&ecirc;ncia ao corte e perfura&ccedil;&atilde;o, o que efectivamente se verificou na prepara&ccedil;&atilde;o dos el&eacute;ctrodos de trabalho. Segundo esses autores [21] este tipo de liga apresenta na sua estrutura inclus&otilde;es de grafite, o que est&aacute; de acordo com as observa&ccedil;&otilde;es efectuadas na zona Z5. </p>     <p><b>An&aacute;lise da Superf&iacute;cie</b></p>     <p>A an&aacute;lise, por EDX, de duas amostras dos produtos presentes na superf&iacute;cie da bala conduziu aos resultados apresentados nas Tabelas 2 e 3.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Tabela 2</b></p>     <p><b>Resultados da microan&aacute;lise de raios-X (%) do p&oacute; da amostra A.</b></p>     <p><img src="/img/revistas/cpm/v31n1/31n1a01t2.jpg"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Tabela 3</b></p>     <p><b>Resultados da microan&aacute;lise de raios-X (%) da amostra B.</b></p>     <p><img src="/img/revistas/cpm/v31n1/31n1a01t3.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Os elementos presentes na amostra A, al&eacute;m do ferro, s&atilde;o essencialmente C, Si, P, e, em quantidades vestigiais Mn, Al, S e Cl. Os elementos em quantidades vestigiais est&atilde;o usualmente presentes nas ligas de ferro fundido da antiguidade [22- 24]</p>     <p>Os resultados das an&aacute;lises permitem concluir que para al&eacute;m do ferro, principal elemento da liga, os outros elementos predominantes s&atilde;o o sil&iacute;cio e o f&oacute;sforo. No entanto, os valores consideravelmente elevados para o sil&iacute;cio poder&atilde;o resultar tamb&eacute;m do contacto do metal com os sedimentos do leito marinho.</p>     <p>Para al&eacute;m destes elementos, nas an&aacute;lises globais, h&aacute; ainda a destacar a identifica&ccedil;&atilde;o de alum&iacute;nio na amostra A, tamb&eacute;m presente, embora em muito pouca quantidade numa an&aacute;lise pontual da amostra B. N&atilde;o se pode rejeitar a hip&oacute;tese de o elevado teor em alum&iacute;nio detectado na amostra A ser proveniente da l&acirc;mina utilizada na tentativa de corte das amostras.</p>     <p>As an&aacute;lises pontuais na amostra B identificaram: cloro (0,9 - 2,8), enxofre (0,9 - 29,2), s&oacute;dio (2,2 - 4,7), f&oacute;sforo (2,0 a 12,2) e sil&iacute;cio (6,0 a 11,0), provavelmente relacionados com o longo per&iacute;odo de imers&atilde;o da bala em &aacute;gua do mar (dois s&eacute;culos e meio).</p>     <p><b>Difractogramas de raios-X de p&oacute;s</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Atrav&eacute;s das an&aacute;lises efectuadas por difrac&ccedil;&atilde;o de raios-X de p&oacute;s (DRX), n&atilde;o foi poss&iacute;vel a identifica&ccedil;&atilde;o dos produtos de corros&atilde;o usualmente reportados para o ferro arqueol&oacute;gico [25-27]. No caso presente, a n&atilde;o identifica&ccedil;&atilde;o destes compostos poder&aacute; dever-se ao facto dos produtos de corros&atilde;o se apresentarem muito pouco cristalinos.</p>     <p><b>3.3. Monitoriza&ccedil;&atilde;o de par&acirc;metros electroqu&iacute;micos durante o tratamento de extrac&ccedil;&atilde;o dos i&otilde;es cloreto</b></p>     <p><b>3.3.1 Imers&atilde;o em solu&ccedil;&atilde;o alcalina</b></p>     <p>A an&aacute;lise da curva E vs t (Fig. 7) revela no in&iacute;cio da aplica&ccedil;&atilde;o do m&eacute;todo uma evolu&ccedil;&atilde;o de EOCP no sentido cat&oacute;dico seguindo-se, passadas algumas horas, uma invers&atilde;o no sentido do potencial at&eacute; se atingir o valor de aproximadamente -430 mV vs Ag/AgCl ao fim de 33 dias. Atrav&eacute;s do cruzamento dos dados obtidos, pela monitoriza&ccedil;&atilde;o do EOCP, com o diagrama de Pourbaix, para o sistema Fe-H2O-Cl, &eacute; poss&iacute;vel perceber que a evolu&ccedil;&atilde;o inicial do EOCP, no sentido cat&oacute;dico, colocou o metal no dom&iacute;nio de corros&atilde;o. Seguidamente, verifica-se uma evolu&ccedil;&atilde;o do EOCP no sentido an&oacute;dico, que poder&aacute; indicar a eventual passiva&ccedil;&atilde;o do metal. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Figura 7</b></p>     <p><b>Curvas de EOCP e da quantidade de i&otilde;es cloreto removidos, em fun&ccedil;&atilde;o do tempo, para uma amostra de ferro da bala, imersa durante 6 semanas sucessivas em solu&ccedil;&atilde;o alcalina de KOH a 1 %, pH 13. &Aacute;rea do el&eacute;ctrodo: 2,0 cm2.</b></p>     <p><img src="/img/revistas/cpm/v31n1/31n1a01f7.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Nas amostras de solu&ccedil;&atilde;o foram quantificados os i&otilde;es cloreto removidos durante cada per&iacute;odo semanal. O total de i&otilde;es cloreto removidos durante os 39 dias foi de 97 ppm por cm2 da superf&iacute;cie da amostra. Segundo a literatura, numa primeira fase ocorre a interac&ccedil;&atilde;o da camada de corros&atilde;o com o electr&oacute;lito, depois o potencial desloca-se no sentido an&oacute;dico, o que indica o crescimento de um filme passivante na superf&iacute;cie do artefacto. Como supracitado, e de acordo com a literatura [18], o comportamento do ferro corresponde globalmente ao esperado quando da sua imers&atilde;o em solu&ccedil;&otilde;es alcalinas.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>3.3.2. Redu&ccedil;&atilde;o electrol&iacute;tica</b></p>     <p>Aplicou-se &agrave; amostra (el&eacute;ctrodo de trabalho) um potencial de -950 mV vs Ag/AgCl. A Fig. 8 apresenta a varia&ccedil;&atilde;o da intensidade de corrente e da quantidade de i&otilde;es cloreto removidos, durante um per&iacute;odo de seis semanas sucessivas.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Figura 8</b></p>     <p><b>Curvas de i e da quantidade de i&otilde;es cloreto removidos para uma amostra de ferro da bala imersa em solu&ccedil;&atilde;o alcalina de KOH a 1 %, polarizada a -950 mV vs Ag/AgCl, durante 6 semanas sucessivas. &Aacute;rea do el&eacute;ctrodo: 2,0 cm2</b></p>     <p><img src="/img/revistas/cpm/v31n1/31n1a01f8.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Pela an&aacute;lise da curva i vs t (Fig. 8) observa-se uma diminui&ccedil;&atilde;o da intensidade de corrente nos primeiros 7 dias, seguindo-se um patamar no qual a corrente se manteve sensivelmente nos 50 &micro;A. Ap&oacute;s o 17&ordm; dia, registou-se uma ligeira subida de corrente, seguida por uma descida pouco acentuada, a partir da qual a corrente se manteve relativamente estacion&aacute;ria durante o restante per&iacute;odo de tempo (aproximadamente 22 dias). </p>     <p>O ru&iacute;do que se observa no transiente da Fig.8 pode ser justificado pelo facto da camada de produtos de corros&atilde;o n&atilde;o ser homog&eacute;nea. No entanto, pode-se concluir que a intensidade de corrente diminui durante o decurso do processo, provavelmente devido &agrave; redu&ccedil;&atilde;o dos produtos de corros&atilde;o. A corrente faradaica medida tende a atingir um valor constante de aproximadamente 70 &micro;A, provavelmente ap&oacute;s a redu&ccedil;&atilde;o dos compostos de ferro existentes na superf&iacute;cie do el&eacute;ctrodo. </p>     <p>Ao fim de 39 dias foram removidos 439 ppm de i&otilde;es Cl- por cm2 da superf&iacute;cie da amostra. O pH das solu&ccedil;&otilde;es variou entre 13 e 11.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>3.3.3. Redu&ccedil;&atilde;o galv&acirc;nica</b></p>     <p>O registo do potencial desenvolvido entre a amostra da bala (c&aacute;todo) e um &acirc;nodo de zinco imersos numa solu&ccedil;&atilde;o de KOH a 1 % &eacute; apresentado na Fig. 9. Observa-se nos primeiros cinco dias um decaimento do valor de potencial no sentido cat&oacute;dico; depois o potencial mant&eacute;m-se relativamente constante, na ordem de -1,0 V vs Ag/AgCl, o que coloca o metal no dom&iacute;nio de imunidade/ passiva&ccedil;&atilde;o no respectivo diagrama de Pourbaix. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Figura 9</b></p>     <p><b>Curvas de EOCP e da quantidade de i&otilde;es cloreto removidos para uma amostra de ferro da bala imersa em solu&ccedil;&atilde;o alcalina de KOH a 1 %, sob protec&ccedil;&atilde;o cat&oacute;dica de um el&eacute;ctrodo de zinco. &Aacute;rea do el&eacute;ctrodo de trabalho: 3,6 cm2. &Aacute;rea do &acirc;nodo de zinco: 8,8 cm2.</b></p>     <p><img src="/img/revistas/cpm/v31n1/31n1a01f9.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Ao fim dos 39 dias foram removidos 352 ppm de i&otilde;es Cl- por cm2 da superf&iacute;cie da amostra e o pH das solu&ccedil;&otilde;es manteve-se constante (pH ~ 13).</p>     <p><b>3.3.4. M&eacute;todo de redu&ccedil;&atilde;o pelo sulfito alcalino: solu&ccedil;&atilde;o 0,1 M NaOH + 0,05 M Na2SO3</b>/p>     <p>Com o m&eacute;todo do sulfito alcalino pretendeu-se promover a remo&ccedil;&atilde;o de i&otilde;es cloreto das amostras de ferro arqueol&oacute;gico em solu&ccedil;&atilde;o alcalina desoxigenada pela ac&ccedil;&atilde;o do sulfito de s&oacute;dio. No fim de cada ciclo (mudan&ccedil;a de solu&ccedil;&atilde;o) relativo &agrave;s experi&ecirc;ncias, foi medido o EOCP do respectivo el&eacute;ctrodo de trabalho (Fig.10). Os valores de EOCP apresentam uma varia&ccedil;&atilde;o de potencial no sentido cat&oacute;dico, mantendo-se o metal no dom&iacute;nio de passiva&ccedil;&atilde;o. Esta varia&ccedil;&atilde;o de potencial indica uma gradual protec&ccedil;&atilde;o do metal, provavelmente pela combina&ccedil;&atilde;o da ac&ccedil;&atilde;o dos i&otilde;es OH- presentes na solu&ccedil;&atilde;o, com a remo&ccedil;&atilde;o do O2 dissolvido na mesma.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Figura 10</b></p>     <p><b>Curvas de EOCP e da quantidade de i&otilde;es cloreto removidos para uma amostra de ferro da bala de &aacute;rea 2,4 cm2, imersa em solu&ccedil;&atilde;o alcalina de 0,1 M NaOH + 0,05 M Na2SO3</b></p>     <p><img src="/img/revistas/cpm/v31n1/31n1a01f10.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Ao fim dos 39 dias foram removidos 101 ppm de i&otilde;es Cl- por cm2 da superf&iacute;cie da amostra e o pH das solu&ccedil;&otilde;es manteve-se constante (pH ~ 13).</p>     <p><b>3.3.5. Compara&ccedil;&atilde;o da efici&ecirc;ncia dos m&eacute;todos na remo&ccedil;&atilde;o de i&otilde;es cloreto</b></p>     <p>Para efeito de compara&ccedil;&atilde;o da efici&ecirc;ncia dos m&eacute;todos em an&aacute;lise, s&atilde;o apresentadas no gr&aacute;fico da Fig.11 as respectivas curvas de remo&ccedil;&atilde;o de i&atilde;o cloreto, para os m&eacute;todos testados em fun&ccedil;&atilde;o do tempo de tratamento. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Figura 11</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Compara&ccedil;&atilde;o das curvas de remo&ccedil;&atilde;o dos i&otilde;es cloreto pelos m&eacute;todos indicados no gr&aacute;fico</b></p>     <p><img src="/img/revistas/cpm/v31n1/31n1a01f11.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Da an&aacute;lise do gr&aacute;fico da Fig. 11 conclui-se que o m&eacute;todo mais eficiente para a remo&ccedil;&atilde;o de i&otilde;es cloreto &eacute; o m&eacute;todo de redu&ccedil;&atilde;o electrol&iacute;tica, seguido, respectivamente, pelo m&eacute;todo de redu&ccedil;&atilde;o galv&acirc;nica, sulfito alcalino, e por fim do m&eacute;todo da simples imers&atilde;o em solu&ccedil;&atilde;o alcalina. </p>     <p>Quando comparados os resultados da remo&ccedil;&atilde;o de i&otilde;es cloreto obtidos por redu&ccedil;&atilde;o electrol&iacute;tica e por redu&ccedil;&atilde;o galv&acirc;nica, estes n&atilde;o diferem muito (439 ppm/cm2 contra 352 ppm/cm2, de remo&ccedil;&atilde;o total, respectivamente), tendo sido o potencial aplicado no primeiro caso de -0,950 V vs Ag/AgCl e o potencial obtido no segundo caso de aproximadamente -1,0 V vs Ag/AgCl, potenciais relativamente pr&oacute;ximos. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>4. CONCLUS&Otilde;ES</b></p>     <p>Atrav&eacute;s da an&aacute;lise elementar da amostra do n&uacute;cleo da bala, e tendo em conta as percentagens relativas de carbono e sil&iacute;cio, conclui-se que, tal como expect&aacute;vel, a bala &eacute; de ferro fundido, muito provavelmente do tipo branco.</p>     <p>Contrariamente ao expect&aacute;vel, e tamb&eacute;m ao reportado nalguma literatura, n&atilde;o foi identificado por DRX qualquer produto de corros&atilde;o cristalino nas amostras da superf&iacute;cie da bala, nem antes nem ap&oacute;s a remo&ccedil;&atilde;o de i&otilde;es cloreto, apesar de visualmente ter sido poss&iacute;vel observar a exist&ecirc;ncia de produtos de corros&atilde;o. No entanto, a n&atilde;o identifica&ccedil;&atilde;o destes compostos poder&aacute; dever-se ao facto de se apresentarem muito pouco cristalinos. </p>     <p>O estudo evidenciou uma efici&ecirc;ncia muito maior de dois m&eacute;todos electroqu&iacute;micos (redu&ccedil;&atilde;o electrol&iacute;tica e redu&ccedil;&atilde;o galv&acirc;nica), na remo&ccedil;&atilde;o de i&otilde;es cloreto em artefactos de ferro arqueol&oacute;gico, mantidos em meios marinhos durante s&eacute;culos, cobertos por concre&ccedil;&otilde;es e produtos da interac&ccedil;&atilde;o do ferro com o meio ambiente. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em condi&ccedil;&otilde;es id&ecirc;nticas (39 dias, 50 mL de KOH 1 %, &aacute;rea das amostras entre 2,0 e 3,6 cm2) a efici&ecirc;ncia dos m&eacute;todos testados segue a ordem: redu&ccedil;&atilde;o electrol&iacute;tica (439 ppm/cm2)&gt; redu&ccedil;&atilde;o galv&acirc;nica (352 ppm/cm2)&gt; redu&ccedil;&atilde;o com sulfito alcalino (0,1 M NaOH + 0,05 M Na2SO3) (101 ppm/cm2)&gt; simples imers&atilde;o em solu&ccedil;&atilde;o alcalina (97 ppm/cm2).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></p>     <!-- ref --><p>[1] H. Knight (Why do some iron objects break up in store) in Conservation of iron, Maritime Monographs and Reports, No. 53, National Maritime Museum, 50, London (1982).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000186&pid=S0870-1164201200010000100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[2] C. Degrigny (Application of electrochemical techniques to the conservation of metal artefacts: a review) in Ligas Met&aacute;licas: Investiga&ccedil;&atilde;o e Conserva&ccedil;&atilde;o (A. Ferreira da Silva e P. Menino Homem, eds), Porto, Portugal, p. 29 (2008).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000188&pid=S0870-1164201200010000100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[3] C. Degrigny and L. Spiteri (Electrochemical monitoring of iron artefacts during their storage/stabilisation in alkaline solutions) in Proceedings of the Metal 04 - International Conference on Metals Conservation (J. Ashton e D. Hallam, eds), National Museum of Australia, Canberra, p. 315 (2004).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000190&pid=S0870-1164201200010000100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[4] A. Dom&eacute;nech-Carb&oacute;, M. T. Dom&eacute;nech-Carb&oacute; and V. Costa (Electrochemical Methods) in Archaeometry, Conservation and Restoration (F. Scholz, ed.), Springer, Berlin (2009).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000192&pid=S0870-1164201200010000100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[5] J. Liu, Y. Li and M. Wu, Stud. Conserv., 53, 41 (2008).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000194&pid=S0870-1164201200010000100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[6] A. Al Zahrani (Chloride ion removal from archaeological iron and &szlig;–FeOOH), PhD Thesis, University of Wales, Cardiff, United Kingdom (1999).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000196&pid=S0870-1164201200010000100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[7] W. Carlin, D. Keith and J. Rodriguez, Stud. Conserv., 46, 68 (2001).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000198&pid=S0870-1164201200010000100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[8] F. Dalard, Y. Gourbeyre and C. Degrigny, Stud. Conserv., 47, 117 (2002).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000200&pid=S0870-1164201200010000100008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[9] M. L. A. Gil, Bol. Inst. Andal. Patrim. Hist., 35, 87 (2009).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000202&pid=S0870-1164201200010000100009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[10] F. Alves (O desenvolvimento da arqueologia subaqu&aacute;tica e da defesa do patrim&oacute;nio cultural submerso no Algarve) in Proceedings do 4&ordm; Congresso do Algarve, Montechoro, Portugal, 129 (1986).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000204&pid=S0870-1164201200010000100010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[11] S. Burshneva and N. Smirnova (Some New Advances in Alkaline Sulphite Treatment of Archaeological Iron) in Archaeological Iron Conservation Colloquium 2010 – Extended Abstracts (G. Eggert and B. Schmutzler eds.), Session 3: Alkaline Chloride Extraction, State Academy of Art and Design Stuttgart, Germany (2010).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000206&pid=S0870-1164201200010000100011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[12] M. R. Gilberg and N. J. Seeley, Stud. Conserv., 27, 180 (1982).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000208&pid=S0870-1164201200010000100012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>[13] A. Rinuy and F. Schweizer (Application of the alkaline sulphite treatment to archaeological iron: a comparative study of different desalination methods) in Conservation of iron, Maritime Monographs and Reports, No. 53, National Maritime Museum, 44, London (1982).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000210&pid=S0870-1164201200010000100013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[14] K. Schmidt-Ott and N.Oswald (Alkaline Sulfite Desalination-Tips and Tricks) in Proceedings of Conference Archaeological Metal Finds – From Excavation to Exhibition, October, Mannheim, Germany (2006).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000212&pid=S0870-1164201200010000100014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[15] B. Schmutzler and N. Ebinger-Rist, Mater. Corros., 59, 248 (2008).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000214&pid=S0870-1164201200010000100015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[16] J. Bettencourt (Artefactos do navio almirante franc&ecirc;s Oc&eacute;an, perdido na praia da Salema (Vila do Bispo) em 1759 durante a batalha de Lagos), (comunica&ccedil;&atilde;o privada), Lisboa (2010).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000216&pid=S0870-1164201200010000100016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[17] F. Alves, Arq. Port., S&eacute;rie IV, 1990-1992, p. 455 (1997).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000218&pid=S0870-1164201200010000100017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[18] C. Degrigny, J. Solid State Electr., 14, 353 (2010).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000220&pid=S0870-1164201200010000100018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p> [19] C. Degrigny, Actual. Chim., 327-328, 33 (2009).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000222&pid=S0870-1164201200010000100019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[20] M. L. A. Gil, A. Santos, M. Bethencourt, T. Garc&iacute;a, S. Fern&aacute;ndez-Bastero, A. Velod and L. Gago-Duport, Anal. Chim. Acta, 494, 245 (2003).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000224&pid=S0870-1164201200010000100020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[21] E. D. Mentovic, D. S. Schreiber, Y. Goren, Y. Kahanov, H. Goren, D. Cvikel and D. Ashkenazi, J. Archaeol. Sci., 37, 2520 (2010).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000226&pid=S0870-1164201200010000100021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[22] D. A. Scott (Metallography and Microstructure of Ancient and Historic metals), The J. Paul Getty Trust, Los Angeles (1991).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000228&pid=S0870-1164201200010000100022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> [23] N. A. North and I. D. MacLeod (Corrosion of metals) in Conservation of Marine Archaeological Objects (C. Pearson, ed.) London, p. 68 (1987).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000230&pid=S0870-1164201200010000100023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[24] L. S. Selwyn (Overview of archaeological iron: the corrosion problem, key factors affecting treatment, and gaps in current knowledge) in Proceedings of the Metal 04: International Conference on Metals Conservation (J. Ashton and D. Hallam eds.), National Museum of Australia, Canberra, p. 294 (2004).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000232&pid=S0870-1164201200010000100024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[25] C. R&eacute;mazeilles and P. Refait, Corros. Sci., 49, 844 (2007) .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000234&pid=S0870-1164201200010000100025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[26] L. S. Selwyn, P. J. Sirois and V. Argyropoulos, Stud. Conserv., 44, 217 (1999).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000236&pid=S0870-1164201200010000100026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[27] R. Taylor, Clay. Clay Miner., 32, 167 (1984).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000238&pid=S0870-1164201200010000100027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Artigo submetido em Setembro de 2011 e aceite em Mar&ccedil;o de 2012</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>AGRADECIMENTOS</b></p>     <p>Os autores agradecem &agrave; FCT (Funda&ccedil;&atilde;o para a Ci&ecirc;ncia e Tecnologia) o apoio financeiro ao CCMM (Centro de Ci&ecirc;ncias Moleculares e Materiais). Ao IGESPAR (Instituto de Gest&atilde;o do Patrim&oacute;nio Arquitect&oacute;nico e Arqueol&oacute;gico, IP) os autores agradecem as amostras da bala. </p>     <p>Os autores agradecem ainda &agrave; empresa SubNauta, S.A. o apoio log&iacute;stico que permitiu a recolha da bala.</p>      ]]></body><back>
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