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<journal-title><![CDATA[Corrosão e Protecção de Materiais]]></journal-title>
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<publisher-name><![CDATA[LNEG - Laboratório Nacional de Energia e Geologia, I.P.]]></publisher-name>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Estudo da corrosão da tubagem à saída de um permutador de calor num sistema industrial de co-geração]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Corrosion study of the outlet pipe of an heat exchanger in an industrial co-generation system]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Heat and power co-generation has been used in industry as a smart way to promote energy efficiency as well as to reduce the equivalent amount of pollutants emissions resulting from the burning of fossil fuels. Heat exchangers are one of the most used devices to perform the needed heat transference between the involved fluids, in particular serpentine and shell and tubes heat exchangers. Materials used in the fabrication of this type of equipments are steels of different compositions that warranty variable lifetimes depending on its corrosion behavior in the fluid used to perform the heat transference, the so called “thermofluid”. However, operation with moving hot aqueous fluids poses additional stress from the point of view of corrosion degradation of these materials, causing frequent spot failures in the most susceptible regions, such as tubing knees, tanks and other equipments inlet and outlet. This work presents the results of a corrosion failure analysis observed in a condensate line, downstream to a heat exchanger of a co-generation system in a factory in Portalegre region, Portugal. Results show that the failure, that presents in the form of grooves in the inner hall of the tube and perforation in some places, is most probably due to the combined chemical (corrosion) and mechanical (erosion) interaction of tubing material with the degraded thermofluid that circulate inside it. In fact, the degradation of some of the termofluid components renders it more aggressive towards the tubing material. These conclusions were withdrawn from potentiometric and potentiodynamic electrochemical tests through the determination of corrosion rates of probe of the tubing material at room temperature and at heat-exchanger operation temperature (around 63 ºC).]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Co-geração]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Estudo da corros&atilde;o da tubagem &agrave; sa&iacute;da de um permutador de calor num sistema industrial de co-gera&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p><b>Corrosion study of the outlet pipe of an heat exchanger in an industrial co-generation system</b></p>     <p><b>M. Miranda<sup>1</sup>, L. Rodrigues<sup>1</sup> e P. Brito<sup>1</sup></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><sup>1</sup> Escola Superior de Tecnologia e Gest&atilde;o (ESTG) do Instituto Polit&eacute;cnico de Portalegre (IPP)</p>     <p>A quem a correspond&ecirc;ncia deve ser dirigida, e-mail: <a href="mailto:cataluiz@gmail.com">cataluiz@gmail.com</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>A co-gera&ccedil;&atilde;o de pot&ecirc;ncia e calor tem sido empregue na ind&uacute;stria como uma das formas mais expeditas de melhorar a efici&ecirc;ncia energ&eacute;tica, permitindo, ao mesmo tempo, uma redu&ccedil;&atilde;o equivalente de emiss&otilde;es poluentes resultantes da queima de combust&iacute;veis f&oacute;sseis. Um dos equipamentos mais utilizados neste tipo de aplica&ccedil;&atilde;o para promover as necess&aacute;rias transfer&ecirc;ncias de calor entre fluidos s&atilde;o os permutadores de calor, em especial os de serpentina e de inv&oacute;lucro e tubos. </p>     <p>Os materiais mais comumente empregues na fabrica&ccedil;&atilde;o deste tipo de equipamentos s&atilde;o os a&ccedil;os de diferentes composi&ccedil;&otilde;es que permitem garantir a longevidade, mais ou menos extensa, dos equipamentos. Por&eacute;m a opera&ccedil;&atilde;o com fluidos aquosos quentes e em movimento causa um “stress” acrescido podendo conduzir &agrave; degrada&ccedil;&atilde;o desses materiais por corros&atilde;o, originando falhas pontuais e frequentes nas zonas mais suscept&iacute;veis, tais como “joelhos” e entradas (inlet) e sa&iacute;das (outlet) de reservat&oacute;rios e outros dispositivos.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Neste trabalho apresentam-se os resultados de um estudo de uma falha por corros&atilde;o de um tro&ccedil;o da linha de condensados, &agrave; sa&iacute;da de um permutador de calor integrado num sistema de co-gera&ccedil;&atilde;o de uma f&aacute;brica na regi&atilde;o de Portalegre. Tudo indica que a falha, que se manifesta atrav&eacute;s do surgimento de estrias na parede interior do tubo e por perfura&ccedil;&atilde;o da mesma em alguns pontos, fica-se a dever &agrave; ac&ccedil;&atilde;o combinada de intera&ccedil;&atilde;o qu&iacute;mica (corros&atilde;o) e mec&acirc;nica (eros&atilde;o) do material com o termofluido aquecido, que circula na tubagem, na sequ&ecirc;ncia da degra&ccedil;&atilde;o de algum ou alguns dos seus constituintes, tornando-o mais agressivo em rela&ccedil;&atilde;o ao metal de que &eacute; feita a tubagem. </p>     <p>Estas conclus&otilde;es foram alcan&ccedil;adas atrav&eacute;s de ensaios electroqu&iacute;micos potenciom&eacute;tricos e potenciodin&acirc;micos, nomeadamente, por determina&ccedil;&atilde;o da velocidade da corros&atilde;o de provetes do material de que &eacute; feita a tubagem, &agrave; temperatura ambiente e &agrave; temperatura de opera&ccedil;&atilde;o do permutador (cerca de 63 &ordm;C).</p>     <p><b>Palavras Chave</b>: Co-gera&ccedil;&atilde;o, Corros&atilde;o, Termofluido, Permutadores de Calor</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Heat and power co-generation has been used in industry as a smart way to promote energy efficiency as well as to reduce the equivalent amount of pollutants emissions resulting from the burning of fossil fuels. Heat exchangers are one of the most used devices to perform the needed heat transference between the involved fluids, in particular serpentine and shell and tubes heat exchangers.</p>     <p>Materials used in the fabrication of this type of equipments are steels of different compositions that warranty variable lifetimes depending on its corrosion behavior in the fluid used to perform the heat transference, the so called “thermofluid”. However, operation with moving hot aqueous fluids poses additional stress from the point of view of corrosion degradation of these materials, causing frequent spot failures in the most susceptible regions, such as tubing knees, tanks and other equipments inlet and outlet.</p>     <p>This work presents the results of a corrosion failure analysis observed in a condensate line, downstream to a heat exchanger of a co-generation system in a factory in Portalegre region, Portugal. Results show that the failure, that presents in the form of grooves in the inner hall of the tube and perforation in some places, is most probably due to the combined chemical (corrosion) and mechanical (erosion) interaction of tubing material with the degraded thermofluid that circulate inside it. In fact, the degradation of some of the termofluid components renders it more aggressive towards the tubing material.</p>     <p>These conclusions were withdrawn from potentiometric and potentiodynamic electrochemical tests through the determination of corrosion rates of probe of the tubing material at room temperature and at heat-exchanger operation temperature (around 63 &ordm;C).</p>     <p><b>Keywords</b>: Co-generation, Corrosion, Thermofluid, Heat-Exchanger</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>1 INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></p>     <p>A co-gera&ccedil;&atilde;o, ou seja a produ&ccedil;&atilde;o combinada de pot&ecirc;ncia e calor para aplica&ccedil;&atilde;o &uacute;til destas formas de energia, tem sido cada vez mais estimulada na pr&aacute;tica industrial com o objectivo de alcan&ccedil;ar efici&ecirc;ncias mais elevadas na utiliza&ccedil;&atilde;o de combust&iacute;veis f&oacute;sseis e renov&aacute;veis, em particular nas ind&uacute;strias com consumos de energia mais elevados, tais como a ind&uacute;stria qu&iacute;mica, em geral, a ind&uacute;strial cimenteira e a pr&oacute;pria ind&uacute;stria de produ&ccedil;&atilde;o e distribui&ccedil;&atilde;o de energia el&eacute;ctrica [1-3]. </p>     <p>Os sistemas de co-gera&ccedil;&atilde;o compreendem tubagens e permutadores de calor que permitem a necess&aacute;ria transfer&ecirc;ncia de energia t&eacute;rmica entre fluidos. &Eacute; precisamente esta necessidade de transfer&ecirc;ncia de calor que imp&otilde;e o uso de materiais met&aacute;licos na fabrica&ccedil;&atilde;o desse tipo de dipositivos, em fun&ccedil;&atilde;o da condutividade t&eacute;rmica relativamente elevada daqueles materiais. Acontece que a maioria dos metais e ligas met&aacute;licas utilizados na fabrica&ccedil;&atilde;o de permutadores de calor e tubagens s&atilde;o suscept&iacute;veis &agrave; corros&atilde;o, em especial, quando operam em meios aquosos a altas temperaturas. </p>     <p>Apesar do tratamento a que os fluidos de transfer&ecirc;ncia de calor, utilizados nos circuitos da co-gera&ccedil;&atilde;o e noutros sistemas de convers&atilde;o de energia, s&atilde;o sujeitos para os tornar menos agressivos em rela&ccedil;&atilde;o aos materiais de constru&ccedil;&atilde;o daqueles dispositivos, a sua degrada&ccedil;&atilde;o, devida &agrave; ocorr&ecirc;ncia de temperaturas relativamente elevadas em determinadas zonas das instala&ccedil;&otilde;es ou &agrave; intera&ccedil;&atilde;o com os pr&oacute;prios materiais, podem torn&aacute;-los mais corrosivos causando problemas que levam a paragens for&ccedil;adas dos dispositivos ou das instala&ccedil;&otilde;es de co-gera&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>De facto, fluidos de transfer&ecirc;ncia t&eacute;rmica, como o etileno ou o propilenoglicol, podem degradar-se por oxida&ccedil;&atilde;o dando origem a &aacute;cidos org&acirc;nicos que contribuem, como &eacute; evidente, para uma maior agressividade dos fluidos em rela&ccedil;&atilde;o aos metais com que contactam [4-7]. A degrada&ccedil;&atilde;o corrosiva de tubagens e permutadores em sistemas solares, t&eacute;rmicos e fotovolt&aacute;icos, por ac&ccedil;&atilde;o de fluidos t&eacute;rmicos tem sido estudada [8]. Contudo, ainda persistem alguns aspectos por esclarecer. </p>     <p>Todavia, a profus&atilde;o crescente deste tipo de solu&ccedil;&otilde;es de co-gera&ccedil;&atilde;o na ind&uacute;stria e as consequ&ecirc;ncias que as paragens for&ccedil;adas destes sistemas podem implicar, imp&otilde;e a necessidade de estudos mais cuidadosos com o objectivo de perceber melhor, n&atilde;o apenas o mecanismo de degrada&ccedil;&atilde;o do fluido de transfer&ecirc;ncia t&eacute;rmica, que traz dificuldades acrescidas &agrave; sua pr&oacute;pria circula&ccedil;&atilde;o pelo sistema e redu&ccedil;&atilde;o das suas presta&ccedil;&otilde;es de transfer&ecirc;ncia de calor [9 -11], mas do pr&oacute;prio processo corrosivo que leva &agrave; degrada&ccedil;&atilde;o dos metais que constituem o sistema.</p>     <p>Neste trabalho apresenta-se uma an&aacute;lise de uma falha de tubos da linha de condensados de um sistema de co-gera&ccedil;&atilde;o numa unidade industrial e tenta-se perceber, em particular, o efeito da temperatura de opera&ccedil;&atilde;o do fluido de transfer&ecirc;ncia t&eacute;rmica na perspectiva da sua agressividade para com os metais que constituem as tubagens. </p>     <p>O sistema de co-gera&ccedil;&atilde;o referido compreende a produ&ccedil;&atilde;o de energia el&eacute;ctrica, vapor a alta (&plusmn;350 &ordm;C), m&eacute;dia (&plusmn;150 &ordm;C) temperaturas e frio (7 &ordm;C), aproveitando a energia dos gases de exaust&atilde;o. A falha detectada manifesta-se atrav&eacute;s do surgimento de estrias na superf&iacute;cie interna dos tubos da linha de condensados e da perfura&ccedil;&atilde;o da pr&oacute;pria parede, sendo rE<sub>corr</sub>ente e frequente na unidade fabril em apre&ccedil;o. Na figura 1 mostra-se o aspecto geral de um dos tubos com falhas e um pormenor da sec&ccedil;&atilde;o recta do mesmo junto a um &quot;joelho&quot;, podendo-se distinguir claramente a redu&ccedil;&atilde;o da espessura da parede do tubo nessa zona.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Figura 1</b></p>     <p><b>Aspecto geral da zona do joelho (A) e pormenor da sec&ccedil;&atilde;o recta do tubo junto da mesma zona, podendo-se ver claramente a redu&ccedil;&atilde;o da parede na parte interior da curva do tubo (B).</b></p>     <p><img src="/img/revistas/cpm/v31n3-4/31n3-4a03f1.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>2. PARTE EXPERIMENTAL</b></p>     <p>Foram realizadas medi&ccedil;&otilde;es da condutividade e do valor de pH das amostras do condensado recolhidas do circuito de co-gera&ccedil;&atilde;o para possibililitar uma caracteriza&ccedil;&atilde;o m&iacute;nima do mesmo em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; sua agressividade para com o material de que &eacute; feita a tubagem analisada. As medi&ccedil;&otilde;es de condutividade, do pH do condensado e da respectiva temperatura foram feitas com aux&iacute;lio de aparelhos da Hanna Instruments munidos dos respectivos sensores.</p>     <p>As medi&ccedil;&otilde;es potenciodi&acirc;micas foram realizadas com aux&iacute;lio do potenciostato/galvanostato Reference 600 da Gamry, usando uma c&eacute;lula electroqu&iacute;mica de tr&ecirc;s el&eacute;ctrodos: el&eacute;ctrodo de trabalho (anel retirado da sec&ccedil;&atilde;o transversal do tubo com di&acirc;metro interno de 20,0 mm e espessura de 1,0 mm montado em resina epox&iacute;dica), el&eacute;ctrodo auxiliar de Pt com 2 cm<sup>2</sup> de &aacute;rea e el&eacute;ctrodo de refer&ecirc;ncia de Ag/AgCl (KCl, sat).</p>     <p>A aplica&ccedil;&atilde;o dos testes de nitrato de prata e de cloreto de b&aacute;rio, para despitagem da presen&ccedil;a dos i&otilde;es cloreto e sulfato, respectivamente, permitiu concluir pela aus&ecirc;ncia de ambos no meio aquoso testado, segundo informa&ccedil;&atilde;o fornecida pelos respons&aacute;veis da unidade fabril, um fluido t&eacute;rmico &agrave; base de uma solu&ccedil;&atilde;o aquosa de propilenoglicol. </p>     <p>O uso da espectroscopia de absor&ccedil;&atilde;o at&oacute;mica (Varian AA 240 e respectivas l&acirc;mpadas de c&aacute;todo oco) permitiu concluir pela aus&ecirc;ncia de cr&oacute;mio e n&iacute;quel na composi&ccedil;&atilde;o do a&ccedil;o e um teor em mangan&ecirc;s situado em torno dos 0,8 %, tratando-se de um a&ccedil;o-carbono (a&ccedil;o macio). A composi&ccedil;&atilde;o do a&ccedil;o foi confirmada atrav&eacute;s da an&aacute;lise elementar com base na espectroscopia de XRF (Niton XL3t Gold da Thermo Scientific), que se mostra na figura 2.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Figura 2</b></p>     <p><b>Espectro de XRF e composi&ccedil;&atilde;o elementar da liga de que &eacute; feita a tubagem que apresentou falha.</b></p>     <p><img src="/img/revistas/cpm/v31n3-4/31n3-4a03f2.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>3. RESULTADOS</b></p>     <p>Por raz&otilde;es que se prendem com a defesa da propriedade intelectual n&atilde;o foi poss&iacute;vel apurar a composi&ccedil;&atilde;o exacta do fluido t&eacute;rmico, tendo-se optado por fazer uma caracteriza&ccedil;&atilde;o do meio com base em medi&ccedil;&otilde;es da condutividade i&oacute;nica, do valor de pH e do potencial redox do meio, &agrave; temperatura ambiente (25 &ordm;C), de amostras, aqui designadas por A, B e C, cujas condi&ccedil;&otilde;es de colheita e resultados das medi&ccedil;&otilde;es dos par&acirc;metros referidos se apresentam na Tabela 1.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Tabela 1</b></p>     <p><b>Caracteriza&ccedil;&atilde;o das 3 amostras de fluido de transfer&ecirc;ncia t&eacute;rmica ensaiadas.</b></p>     <p><img src="/img/revistas/cpm/v31n3-4/31n3-4a03t1.jpg"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Em fun&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o que foi poss&iacute;vel obter e tendo em conta a natureza aquosa das amostras recolhidas e as temperaturas de opera&ccedil;&atilde;o envolvidas no sistema de co-gera&ccedil;&atilde;o, &eacute; razo&aacute;vel presumir que o fluido de transfer&ecirc;ncia t&eacute;rmica utilizado ser&aacute; baseado em solu&ccedil;&otilde;es de etilenoglicol ou propilenoglicol.</p>     <p>Os valores dos potenciais de corros&atilde;o, E<sub>corr</sub>, foram obtidos com base na equa&ccedil;&atilde;o da recta de regress&atilde;o na zona linear do gr&aacute;fico potencial do el&eacute;ctrodo de traballho, E, em fun&ccedil;&atilde;o da densidade de corrente, i, como se ilustra na figura 3, para o caso da superf&iacute;cie de a&ccedil;o do tubo em contacto com o condensado do permutador da secagem do PET. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Figura 3</b></p>     <p><b>Ilustra&ccedil;&atilde;o da forma de determina&ccedil;&atilde;o do potencial de corros&atilde;o, com base na parte linear da curva de polariza&ccedil;&atilde;o.</b></p>     <p><img src="/img/revistas/cpm/v31n3-4/31n3-4a03f3.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Por seu lado, o valor da densidade de corrente de corros&atilde;o, i<sub>corr</sub>, foi obtida, em cada caso, com base na equa&ccedil;&atilde;o da recta de Tafel do ramo an&oacute;dico do gr&aacute;fico E em fun&ccedil;&atilde;o do logaritimo decimal da densidade de corrente, log i, e no valor de E<sub>corr</sub>, determinado como se explicou no par&aacute;grafo anterior. Este m&eacute;todo de c&aacute;lculo usa o facto de que as rectas an&oacute;dica e cat&oacute;dica de Tafel cruzam num ponto de coordenadas (log i<sub>corr</sub>, E<sub>corr</sub>) [12]. </p>     <p>Optou-se por determinar a velocidade (densidade de corrente) de corros&atilde;o por esta t&eacute;cnica e n&atilde;o pela t&eacute;cnica da resist&ecirc;ncia &agrave; polariza&ccedil;&atilde;o linear e atrav&eacute;s da equa&ccedil;&atilde;o de Stern-Geary [1], uma vez que os coeficientes de Tafel n&atilde;o eram conhecidos e o desconhecimento que havia da natureza do pr&oacute;prio metal desaconselhava o uso de valores admitidos.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>S&atilde;o apresentadas nas figuras 4 a 8 exemplos de curvas de Tafel obtidos nos ensaios, a 25 &ordm;C e 60 &ordm;C, da superf&iacute;cie rec&eacute;m-polida do anel do tubo de a&ccedil;o macio que falhou, mergulhada sucessivamente nas tr&ecirc;s amostras do fluido de transfer&ecirc;ncia t&eacute;rmica recolhidas. Os resultados do tratamento de dados est&atilde;o resumidos na Tabela 2, em termos do potencial de corros&atilde;o e das densidades de corrente (velocidade) de corros&atilde;o determinadas, com base em, pelo menos, 3 r&eacute;plicas de cada ensaio.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Figura 4</b></p>     <p><b>Rectas de Tafel das curvas de polariza&ccedil;&atilde;o potenciodin&acirc;mica para o sistema constitu&iacute;do pelo provete de a&ccedil;o da tubagem analizada na amostra de fluido de transfer&ecirc;ncia t&eacute;rmica recolhido da linha de condensados. Ensaio realizado a temperatura de 25 &ordm;C.</b></p>     <p><img src="/img/revistas/cpm/v31n3-4/31n3-4a03f4.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>Figura 5</b></p>     <p><b>Rectas de Tafel das curvas de polariza&ccedil;&atilde;o potenciodin&acirc;mica para o sistema constitu&iacute;do pelo provete de a&ccedil;o da tubagem analizada na amostra de fluido de transfer&ecirc;ncia t&eacute;rmica recolhido da linha de condensados. Ensaio realizado a temperatura de 60 &ordm;C.</b></p>     <p><img src="/img/revistas/cpm/v31n3-4/31n3-4a03f5.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Figura 6</b></p>     <p><b>Rectas de Tafel das curvas de polariza&ccedil;&atilde;o potenciodin&acirc;mica para o sistema constitu&iacute;do pelo provete de a&ccedil;o da tubagem analizada na amostra de fluido de transfer&ecirc;ncia t&eacute;rmica recolhido da linha de condensados em movimento a um caudal de 20 cm3/s. Ensaio realizado a temperatura de 60 &ordm;C.</b></p>     <p><img src="/img/revistas/cpm/v31n3-4/31n3-4a03f6.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>Figura 7</b></p>     <p><b>Rectas de Tafel das curvas de polariza&ccedil;&atilde;o potenciodin&acirc;mica para o sistema constitu&iacute;do pelo provete de a&ccedil;o da tubagem analizada na amostra de fluido de transfer&ecirc;ncia t&eacute;rmica recolhido da linha de condensados do permutador de secagem de PET. Ensaio realizado a temperatura de 25 &ordm;C</b></p>     <p><img src="/img/revistas/cpm/v31n3-4/31n3-4a03f7.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>Figura 8</b></p>     <p><b>Rectas de Tafel das curvas de polariza&ccedil;&atilde;o potenciodin&acirc;mica para o sistema constitu&iacute;do pelo provete de a&ccedil;o da tubagem analizada na amostra de fluido de transfer&ecirc;ncia t&eacute;rmica recolhido da linha de condensados do permutador de secagem de PET. Ensaio realizado a temperatura de 60 &ordm;C.</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/cpm/v31n3-4/31n3-4a03f8.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><b><a href="#t2">Tabela 2</a><a name="topt2"></a></b></p>     <p><b>Valores dos potenciais e densidades de corrente de corros&atilde;o alcan&ccedil;ados nos ensaios potenciodin&acirc;micos realizados com amostras de a&ccedil;o do tubo falhado e as 3 amostras de fluido de transfer&ecirc;ncia t&eacute;rmica a 25 e 60 &ordm;C.</b></p>     <p><img src="/img/revistas/cpm/v31n3-4/31n3-4a03t2.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>4. DISCUSS&Atilde;O</b></p>     <p>Em primeiro lugar constata-se que apesar do fluido possuir condutividade i&oacute;nica relativamente baixa, os valores de pH, ac&iacute;dicos, e os potenciais redox das amostras recolhidas indic&iacute;am uma agressividade substancial em rela&ccedil;&atilde;o ao a&ccedil;o macio. </p>     <p>A presen&ccedil;a de produtos de corros&atilde;o s&oacute;lidos, que turvam as solu&ccedil;&otilde;es recolhidas, poder&aacute; contribuir para um efeito erosivo do fluido em movimento no interior da tubagem e pode explicar o surgimento das estrias e do orif&iacute;cio nas proximidades do joelho a 90 &ordm; da pe&ccedil;a que apresenta falha, por efeito mec&acirc;nico de impacto [13].</p>     <p>Pelos resultados apresentados na <a href="#topt2">Tabela 2</a><a name="t2"></a> pode-se constatar o significativo efeito que o aumento da temperatura de 25 para 60 &ordm;C tem sobre a velocidade de corros&atilde;o da amostra . De facto, para qualquer das amostras de fluido de transfer&ecirc;ncia t&eacute;rmica verifica-se que a duplica&ccedil;&atilde;o da temperatura produziu um aumento de, pelo menos, dez vezes na velocidade (densidade de corrente) de corros&atilde;o, de 0,295 para 3,54 &micro;A cm-2, num dos casos, e de 1,86 para 5,12 &micro;A cm-2, no outro caso. N&atilde;o se fizeram ensaios potenciom&eacute;tricos a 25 &ordm;C com a amostra de fluido de transfer&ecirc;ncia t&eacute;rmica colhida com o l&iacute;quido em movimento, mas a ordem de grandeza da corrente de corros&atilde;o parece ser claramente compat&iacute;vel com o dos ensaios feitos com as outras amostras. Esta amostra s&oacute; foi colhida com o fluido em escoamento para se perceber se haveria maior turbidez da amostra em fun&ccedil;&atilde;o da presen&ccedil;a de dep&oacute;sitos dos produtos de corros&atilde;o (do ferro). O aumento da velocidade de corros&atilde;o com o aumento da temperatura &eacute;, em princ&iacute;pio, expect&aacute;vel, de acordo com a lei de Arrehnius.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Na <a href="#topt2">Tabela 2</a>, pode-se tamb&eacute;m verificar que o aumento da temperatura contribuiu para a redu&ccedil;&atilde;o do potencial de corros&atilde;o de -479 para -632 mV, num caso e de -431 para -642 mV no outro caso, apresentando-se o metal mais activo a temperaturas mais elevadas o que pode ter a ver com a diminui&ccedil;&atilde;o da estabilidade de eventuais filmes de passiva&ccedil;&atilde;o. </p>     <p>&Eacute; importante recordar que a temperatura 60 &ordm;C &eacute; a temperatura a que sai o condensado e que temperaturas muitos mais elevadas s&atilde;o atingidas pelo fluido no interior do permutador de calor, com efeitos agressivos certamente mais acentuados. </p>     <p>Parece ser claro que a degrada&ccedil;&atilde;o que se manisfesta na pe&ccedil;a analisada resulta da ac&ccedil;&atilde;o combinada do efeito corrosivo do meio resultante das altera&ccedil;&otilde;es qu&iacute;micas do fluido de transfer&ecirc;ncia t&eacute;rmica com ao longo do tempo, por um lado, e, por outro, com a ac&ccedil;&atilde;o mec&acirc;nica de part&iacute;culas, produtos da pr&oacute;pria corros&atilde;o, ou, eventualmente, de efeitos de cavita&ccedil;&atilde;o nas proximidades de ressaltos originados por cord&otilde;es de soldadura.</p>     <p>Perante o que foi exposto, uma solu&ccedil;&atilde;o &oacute;bvia e relativamente pouco dispendiosa para a minimiza&ccedil;&atilde;o do problema parece ser a monitoriza&ccedil;&atilde;o peri&oacute;dica e mais ass&iacute;dua, da composi&ccedil;&atilde;o qu&iacute;mica do fluido de transfer&ecirc;ncia t&eacute;rmica, nomeadamente do pH e potencial redox.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>5. CONCLUS&Otilde;ES</b></p>     <p>Neste trabalho foi utilizada a t&eacute;cnica da extrapola&ccedil;&atilde;o das rectas de Tafel e a medi&ccedil;&atilde;o de outros par&acirc;metros f&iacute;sicos, qu&iacute;micos e electroqu&iacute;micos para estudar a falha de corros&atilde;o constatada num tubo da linha de condensados de um sistema de co-gera&ccedil;&atilde;o de uma unidade fabril que se manisfesta pelo surgimento de estrias, redu&ccedil;&atilde;o significativa da espessura do tubo e perfura&ccedil;&atilde;o do mesmo junto a um &quot;joelho&quot; de 90 &ordm;. </p>     <p>As caracter&iacute;sticas das amostras do fluido, nomeadamente o seu valor de pH e o potencial redox do mesmo, imediatamente ap&oacute;s a colheita, permitem propor que a degrada&ccedil;&atilde;o por corros&atilde;o do a&ccedil;o macio de que &eacute; constitu&iacute;do o tubo, resulta da agressividade deste para com o metal, provavelmente, resultante da sua pr&oacute;pria degrada&ccedil;&atilde;o t&eacute;rmica oxidativa que &eacute; acompanhada pela forma&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rios &aacute;cidos org&acirc;nicos.</p>     <p>A preval&ecirc;ncia de temperaturas elevadas ajuda, certamente, a acelerar o processo corrosivo do metal, como se constatou nos ensaios, assim como a presen&ccedil;a de produtos de corros&atilde;o sob a forma de part&iacute;culas que poder&atilde;o ter um efeito erosivo, em especial nas curvas das tubagem ou quando o escoamento do fluido se faz em regime turbulento [13].</p>     <p>A presen&ccedil;a de metais como alum&iacute;nio e cobre, a que se atribui propriedades catal&iacute;ticas sobre a degrada&ccedil;&atilde;o oxidativa dos glic&oacute;is [7], a montante na tubagem pode acentuar os efeitos corrosivos, em especial no caso do cobre que pode ser dissolvido e redepositar-se na tubagem de a&ccedil;o aumentando a taxa de corros&atilde;o [13]. Com efeito, a presen&ccedil;a de i&otilde;es como o Cu<sup>2+</sup>, com um potencial de redu&ccedil;&atilde;o mais elevado que o do i&atilde;o Fe<sup>2+</sup>, tende, certamente, a aumentar o poder oxidante do fluido de transfer&ecirc;ncia t&eacute;rmica e agravar o problema de corros&atilde;o da tubagem. Em sistemas de tubagens com a complexidade t&iacute;pica das instala&ccedil;&otilde;es industriais, em especial, das envelhecidas como a do caso presente, esta hip&oacute;tese n&atilde;o &eacute; de excluir, muito pelo contr&aacute;rio.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Uma recomenda&ccedil;&atilde;o para minimiza&ccedil;&atilde;o dos efeitos deste problema de corros&atilde;o seria o da introdu&ccedil;&atilde;o de um esquema de monitoriza&ccedil;&atilde;o do fluido de transfer&ecirc;ncia t&eacute;rmica. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></p>     <!-- ref --><p>[1] Industrial and Comercial Cogeneration, (John C. Holmes, ed.), OTA, USA (1983).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S0870-1164201200030000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[2] L. Cosijns, D. Heaseldonckx, W. D’heaseleer and P. E. Grohnheit, (European Sustenaible Electricity; Comprehensive Analysis of Future European Demand and Generation of European Electricity and its Security of Supply), Work package 3, Subtask 3.1.3, CIEMAT, Uni&atilde;o Europeia (2006).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S0870-1164201200030000300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[3] S. Khurana, R. Banerjee and U. Gaitonde, Appl. Therm. Eng., 22, 5, 485 (2002).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S0870-1164201200030000300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[4] W. J. Rossiter Jr., M. Godette, P. W. Brown and K. G. Galuk, Sol. Energ. Mater., 11, 5-6, 455 (1985).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S0870-1164201200030000300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[5] P. W. Brown, K. G. Galuk, and W. J. Rossiter Jr., Sol. Energ. Mater., 16, 4, 309 (1987).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S0870-1164201200030000300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[6] T. R. Hendersen, C. R. Clark, T. C. Marshall, R. L. Hanson and C. H. Hobbs, Sol. Energy, 27, 2, 121 (1981).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S0870-1164201200030000300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[7] S. Wedel and E. Bezzel (Heat Transfer Fluids for Solar DHW Systems), 2nd. Ed., Solar Energy Center Denmark, Danish Technological Institute, SEC-R-8 (2000).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S0870-1164201200030000300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[8] U. R. Lenel and P. R. Mudd, Solar Energy, 32, 1, 109 (1984).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S0870-1164201200030000300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[9] D. Wong, L. Swette and F. H. Cocks, J. Electrochem. Soc., 126, 1, 11 (1979).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S0870-1164201200030000300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[10] P. Rostron, Corrosion, 67, 8, 1 (2011).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S0870-1164201200030000300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[11] K. S. Raju (Fluid Mechanics, Heat Transfer, and Mass Transfer: Chemical Engineering Practice), John Wiley &amp; Sons, USA (2011).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S0870-1164201200030000300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[12] D. Mareci, A. Cailean, G. Ciurescu and D. Sutiman, The Open Corrosion Journal, 3, 1, 45 (2010).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S0870-1164201200030000300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[13] M. G. Fontana (Corrosion Engineering), 3rd Ed., McGraw-Hill International Edition, Singapura (1987).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S0870-1164201200030000300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Artigo submetido em Setembro de 2011 e aceite em Maio de 2012</p>      ]]></body><back>
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