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<journal-title><![CDATA[Corrosão e Protecção de Materiais]]></journal-title>
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<publisher-name><![CDATA[LNEG - Laboratório Nacional de Energia e Geologia, I.P.]]></publisher-name>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Graves erros por insuficiente conhecimento das bases da química]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade de Coimbra Departamento de Química ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Errors in medical prescriptions with serious consequences, in communications in corrosion meetings, also with serious consequences, and in literature for teaching chemistry resulting in deficient preparation of future professionals, are referred. These facts result from inadequate attitudes concerning the true nature of the chemical science. For example, using words like “chlorides” or “calcium ions” as if they were real substances may lead to serious consequences. We therefore recommend that, in all oral or written information, the authors use, e.g., “…salts containing chlorides (or chlorine)…” or “…salts containing calcium ions (or just calcium)…” at least at the first time the concept is referred.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Corrosão]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Graves erros por insuficiente conhecimento das bases da qu&iacute;mica</b></p>     <p><b>Serious errors resulting from the lack of understanding the fundamentals of chemistry</b></p>     <p><b>V. Lobo<sup>1</sup> e L. Ver&iacute;ssimo<sup>1</sup></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><sup>1</sup> Departamento de Qu&iacute;mica, Universidade de Coimbra, 3004-535 Coimbra</p>     <p>A quem a correspond&ecirc;ncia deve ser dirigida, e-mail: <a href="mailto:vlobo@ci.uc.pt">vlobo@ci.uc.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Referem-se erros em prescri&ccedil;&otilde;es m&eacute;dicas com graves consequ&ecirc;ncias, em comunica&ccedil;&otilde;es em congressos na &aacute;rea da corros&atilde;o que tamb&eacute;m podem ter graves consequ&ecirc;ncias, e em fontes de ensino da qu&iacute;mica, dos quais resulta m&aacute; prepara&ccedil;&atilde;o de futuros profissionais. Estes factos decorrem de n&atilde;o ser tomada a devida atitude quanto &agrave; verdadeira ess&ecirc;ncia desta ci&ecirc;ncia. </p>     <p>Por exemplo, falar-se de “cloretos” ou “i&otilde;es de c&aacute;lcio” como se de subst&acirc;ncias se tratasse, pode dar origem a erros de consequ&ecirc;ncias graves. Por isso recomendamos que, em toda a informa&ccedil;&atilde;o oral ou escrita, os autores usem, e.g., “…sais contendo cloretos (ou cloro) …” ou “…sais contendo i&otilde;es de c&aacute;lcio (ou somente c&aacute;lcio) …”, pelo menos a primeira vez que o conceito seja referido.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Palavras Chave</b>: Corros&atilde;o, Cloretos, Prescri&ccedil;&otilde;es M&eacute;dicas, Subst&acirc;ncias, Mol&eacute;culas</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Errors in medical prescriptions with serious consequences, in communications in corrosion meetings, also with serious consequences, and in literature for teaching chemistry resulting in deficient preparation of future professionals, are referred. These facts result from inadequate attitudes concerning the true nature of the chemical science.</p>     <p>For example, using words like “chlorides” or “calcium ions” as if they were real substances may lead to serious consequences. We therefore recommend that, in all oral or written information, the authors use, e.g., “…salts containing chlorides (or chlorine)…” or “…salts containing calcium ions (or just calcium)…” at least at the first time the concept is referred.</p>     <p><b>Keywords</b>: Corrosion, Chlorides, Medical Prescriptions, Substances, Molecules</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Ap&oacute;s uma interven&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica numa pessoa das nossas rela&ccedil;&otilde;es, o doente deveria tomar sais contendo o elemento c&aacute;lcio segundo uma criteriosa quantidade, pois em excesso haveria (como de facto houve) fortes perturba&ccedil;&otilde;es, dado o papel desses sais no sistema neurotransmissor. N&atilde;o haveria mal em se abreviar a linguagem, dizendo, em vez de “sais contendo c&aacute;lcio”, simplesmente “c&aacute;lcio”, ou “i&otilde;es de c&aacute;lcio”, desde que os intervenientes percebessem bem que ningu&eacute;m pode tomar s&oacute; “i&otilde;es de c&aacute;lcio” ou “c&aacute;lcio”: o que se pode tomar s&atilde;o compostos qu&iacute;micos onde existe aquele elemento. Na primeira noite fora do hospital, o doente sentiu-se muito mal, sendo logo de manh&atilde; levado de urg&ecirc;ncia &agrave; equipa m&eacute;dica, e na an&aacute;lise das eventuais causas do problema, sendo o doente e a pessoa que o acompanhou profissionais de qu&iacute;mica de h&aacute; muitas d&eacute;cadas, repararam ter havido uma confus&atilde;o na dosagem, tal que o doente estava a receber 2.5 vezes mais quantidade do que deveria ser. Tal resultou de os intervenientes hospitalares n&atilde;o se terem bem apercebido que o doente estava efectivamente a tomar um composto de c&aacute;lcio com uma rela&ccedil;&atilde;o de 10:4 do seu peso para o de c&aacute;lcio, pelo que o doente estava a tomar duas vezes e meia mais c&aacute;lcio que o devido. O caso poderia ter sido muito mais grave!</p>     <p>Tamb&eacute;m h&aacute; problemas similares na &aacute;rea da corros&atilde;o resultantes, por exemplo, de algumas pessoas dizerem “…cloretos …” em vez de “… sais contendo cloretos …”, ou melhor, “… sais contendo o elemento cloro …”. Esta &uacute;ltima &eacute; uma afirma&ccedil;&atilde;o fenomenol&oacute;gica (n&atilde;o depende de nenhuma teoria), enquanto que falar de “cloretos” j&aacute; &eacute; extra-termodin&acirc;mico, pois depende de teorias (embora muito &uacute;teis, e muito bem consolidadas) quanto &agrave; estrutura da mat&eacute;ria.</p>     <p>Vejamos as raz&otilde;es destas confus&otilde;es.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A qu&iacute;mica &eacute; fundamentalmente uma ci&ecirc;ncia fenomenol&oacute;gica, bem alicer&ccedil;ada nos important&iacute;ssimos Princ&iacute;pios da Termodin&acirc;mica, e este facto deve transparecer na linguagem usada pelos corrosionistas, por todos quantos lidam com conceitos de qu&iacute;mica (incluindo na &aacute;rea m&eacute;dica), e no ensino [1] da qu&iacute;mica, incluindo na escrita de enunciados de exames e de livros de texto para esse ensino, o que, infelizmente, agora raramente acontece. Assim, e somente como exemplo, as equa&ccedil;&otilde;es das reac&ccedil;&otilde;es qu&iacute;micas devem apresentar sempre, como vers&atilde;o final, a reac&ccedil;&atilde;o indicativa das subst&acirc;ncias efectivamente existentes, salvo qualquer caso muito excepcional. Por outras palavras, as equa&ccedil;&otilde;es das reac&ccedil;&otilde;es qu&iacute;micas t&ecirc;m, em &uacute;ltima an&aacute;lise, de representar subst&acirc;ncias efectivamente existentes, e n&atilde;o i&otilde;es e electr&otilde;es.</p>     <p>Evidentemente que a Teoria At&oacute;mica da Mat&eacute;ria (T.A.M.) &eacute; uma poderos&iacute;ssima ferramenta para auxiliar a nossa mente a visualizar interpreta&ccedil;&otilde;es que nos conduzem a modelos muito &uacute;teis, mas n&atilde;o nos podemos esquecer que a Termodin&acirc;mica n&atilde;o depende de nenhuma teoria acerca da estrutura da mat&eacute;ria, e que a qu&iacute;mica &eacute; uma ci&ecirc;ncia que lida com subst&acirc;ncias reais do quotidiano da nossa vida neste Planeta, isto &eacute;, tem por base os Princ&iacute;pios da Termodin&acirc;mica.</p>     <p>&Eacute; por isso que deve ser bem frisado a quem quer aprender qu&iacute;mica, em primeiro lugar que uma f&oacute;rmula qu&iacute;mica, e.g., H<sub>2</sub>O, representa uma subst&acirc;ncia real, &aacute;gua, em cuja constitui&ccedil;&atilde;o entram, de alguma forma, duas outras subst&acirc;ncias, oxig&eacute;nio e hidrog&eacute;nio, em propor&ccedil;&otilde;es tais que, sob o ponto de vista dos seus pesos, e pressupostas umas tantas conven&ccedil;&otilde;es, se pode representar essa subst&acirc;ncia &aacute;gua por um s&iacute;mbolo representativo da subst&acirc;ncia oxig&eacute;nio, O, e 2 s&iacute;mbolos representativos do hidrog&eacute;nio, H, isto, &eacute;, pode representar-se &aacute;gua por H<sub>2</sub>O. Foi nesta base que Berzelius (1779-1848) prop&ocirc;s as f&oacute;rmulas das subst&acirc;ncias [2].</p>     <p>&Eacute; evidente que se torna muito &uacute;til pensar, escrever artigos ou relat&oacute;rios, ou dizer aos alunos que, na sequ&ecirc;ncia do desenvolvimento da Teoria At&oacute;mica da Mat&eacute;ria, podemos imaginar H<sub>2</sub>O como sendo uma mol&eacute;cula com 2 &aacute;tomos de hidrog&eacute;nio e um de oxig&eacute;nio e com uma distribui&ccedil;&atilde;o das orbitais relevantes que, numa primeira aproxima&ccedil;&atilde;o [3], se poderia representar simbolicamente por</p>     <p><img src="/img/revistas/cpm/v31n3-4/31n3-4a04e1.jpg"></p>     
<p>Tudo bem com isso. Mas n&atilde;o podemos deixar que os alunos ou outros intervenientes esque&ccedil;am o verdadeiro significado dos s&iacute;mbolos H, O e H<sub>2</sub>O. De contr&aacute;rio, nunca poder&atilde;o entender o significado de peso at&oacute;mico, peso molecular, mol&eacute;cula-grama (que por abreviatura deu mole, mas &eacute; preciso perceber bem o significado fenomenol&oacute;gico de mol&eacute;cula-grama) e ap&oacute;s entender bem o conceito de peso at&oacute;mico, ent&atilde;o introduzir o conceito de massa at&oacute;mica ou massa isot&oacute;pica (explicando bem porque &eacute; que numa situa&ccedil;&atilde;o se usa o voc&aacute;bulo peso, e noutra j&aacute; se usa o voc&aacute;bulo massa), vindo depois os conceitos abstractos de &aacute;tomo, i&atilde;o, electr&atilde;o, etc.</p>     <p>Se houvesse esta preocupa&ccedil;&atilde;o de ser fiel &agrave; verdadeira natureza da qu&iacute;mica, n&atilde;o se veriam em livros escolares do 11&ordm; ano equa&ccedil;&otilde;es como</p>     <p><img src="/img/revistas/cpm/v31n3-4/31n3-4a04e2.jpg"></p>     
<p>para explicar a oxida&ccedil;&atilde;o do ferro de uma torneira deste metal ligada a um cano de cobre. &Eacute; que, ao escrever-se a equa&ccedil;&atilde;o final que se pretendia que representasse o fen&oacute;meno, logo se veria que t&iacute;nhamos de associar o ente mental Cu<sup>2+</sup> a outro ente igualmente abstracto, e.g., SO<sub>4</sub><sup>2-</sup>, para dar, esse sim, uma subst&acirc;ncia real CuSO<sub>4</sub>, e logo se veria que n&atilde;o havia ali nenhum sulfato de cobre, logo, nunca se poderia ter uma interpreta&ccedil;&atilde;o baseada em algo que naquele caso n&atilde;o existe. E a pr&aacute;tica da qu&iacute;mica, bem como o ensino, devem fundamentalmente ter em vista o mundo real. E o ensino s&oacute; &eacute; eficiente se houver verdadeiros exames que obriguem os alunos a estudar, e os professores e autores de livros de texto a agir correctamente [4].</p>     <p>A gera&ccedil;&atilde;o portuguesa que frequentou os dois &uacute;ltimos anos do Ensino Secund&aacute;rio de Ci&ecirc;ncias da d&eacute;cada dos 1950’s e 1960’s estudou qu&iacute;mica pelo ent&atilde;o “Livro &Uacute;nico” de Alice Magalh&atilde;es e T&uacute;lio Tom&aacute;s [5], “Comp&ecirc;ndio de Qu&iacute;mica para o 6&ordm; Ano dos Liceus”, que mostrava o evoluir da qu&iacute;mica desde algumas ideias dos gregos, dos alquimistas, de Boyle, do flogisto de Stahl, de Scheele, de Priestley, mostrando depois a “revolu&ccedil;&atilde;o qu&iacute;mica de Lavoisier”, e por isso entendia bem este aspecto fenomenol&oacute;gico. Seguidamente, o livro mostra como vieram as leis ponderais (lei das propor&ccedil;&otilde;es definidas (Proust), lei das propor&ccedil;&otilde;es m&uacute;ltiplas (Dalton), lei dos pesos (pesos, n&atilde;o massas) de combina&ccedil;&atilde;o ou das propor&ccedil;&otilde;es rec&iacute;procas (Richter), conceito de n&uacute;meros proporcionais dos elementos, conceito de equivalente, etc.), e da&iacute; resultou a “escrita abreviada”, isto &eacute;, o livro mostra bem como as f&oacute;rmulas apareceram na sequ&ecirc;ncia dessas rela&ccedil;&otilde;es ponderais (e muito antes do estabelecimento da T.A.M.). Ali&aacute;s, num artigo resultante de uma tese de mestrado sobre a dificuldade de os alunos perceberem o significado de, e.g., 3 H<sub>2</sub>SO<sub>4</sub> [2], mostra-se bem a forte oposi&ccedil;&atilde;o feita a Berzelius por causa das suas propostas. O supracitado livro de texto mostra depois como tudo isso evoluiu at&eacute; ao final do s&eacute;c. XIX. Note-se que n&atilde;o queremos dar a ideia que pomos em causa a utilidade do conceito de &aacute;tomos e consequentemente de mol&eacute;culas, etc. Queremos sim &eacute; defender que para lidar profissionalmente (e.g., corrosionistas) com qu&iacute;mica e para um ensino correcto da qu&iacute;mica &eacute; fundamental ter-se uma abordagem fenomenol&oacute;gica, porque s&oacute; assim &eacute; que se entendem bem os seus conceitos fundamentais.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Talvez por terem assim estudado (e terem sido sujeitos a verdadeiros exames, o que agora n&atilde;o existe [6]), os alunos que nessas d&eacute;cadas iam frequentar “Qu&iacute;mica Geral” [7], disciplina comum a todos os cursos de ci&ecirc;ncias, engenharias e farm&aacute;cia, e nessa altura viam as equa&ccedil;&otilde;es a aparecerem sob a forma i&oacute;nica, ou com electr&otilde;es, tinham bem presente que esses eram esquemas mentais (sem d&uacute;vida muito &uacute;teis) para interpretar as equa&ccedil;&otilde;es envolvendo os s&iacute;mbolos das subst&acirc;ncias, que normalmente j&aacute; conheciam.</p>     <p>Na nossa vida profissional temos encontrado muitos enganos e erros resultantes de os intervenientes se n&atilde;o aperceberem da ess&ecirc;ncia da qu&iacute;mica, e portanto n&atilde;o perceberem o significado de peso at&oacute;mico (ou confundirem com massa at&oacute;mica), de mole, do significado de uma “reac&ccedil;&atilde;o de el&eacute;ctrodo”, etc. E isto sobressai quando somos chamados a resolver problemas concretos em f&aacute;bricas ou institui&ccedil;&otilde;es onde trabalham t&eacute;cnicos licenciados nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, dificultando a sua capacidade de resolu&ccedil;&atilde;o dos eventuais problemas surgidos.</p>     <p>Numa li&ccedil;&atilde;o plen&aacute;ria de um dado encontro cient&iacute;fico, o plenarista exp&ocirc;s a sua investiga&ccedil;&atilde;o sobre corros&atilde;o “provocada por cloretos” (como ele dizia) nas armaduras de bet&atilde;o armado, falando sempre da “migra&ccedil;&atilde;o ou difus&atilde;o do i&atilde;o Cl<sup>-</sup>”. Perante uma observa&ccedil;&atilde;o nossa, o plenarista garantia (e sempre pensara assim) que era s&oacute; o i&atilde;o Cl<sup>-</sup> que migrava (o que seria imposs&iacute;vel), isto &eacute;, n&atilde;o era, e.g., o cloreto de s&oacute;dio. &Eacute; &oacute;bvio que todos aqueles c&aacute;lculos estavam postos em causa, isto &eacute;, o important&iacute;ssimo problema de engenharia, bem pr&aacute;tico e real, n&atilde;o estava a ser devidamente tratado. Tudo isto por se ter gerado a ideia errada do significado do voc&aacute;bulo “i&atilde;o”, erro que infelizmente transparece em provas acad&eacute;micas, em quase todas as comunica&ccedil;&otilde;es em encontros cient&iacute;ficos a que temos assistido, em documentos normativos, e em quase todos os manuais do Ensino B&aacute;sico e Secund&aacute;rio. &Eacute; tamb&eacute;m muito importante perceber-se bem a diferen&ccedil;a entre difus&atilde;o m&uacute;tua diferencial isot&eacute;rmica, e auto-difus&atilde;o [8]. </p>     <p>Similarmente, e embora seja muito &uacute;til usar-se o conceito de “electr&atilde;o” [9] para interpretar muitos fen&oacute;menos, e.g., reac&ccedil;&atilde;o de oxida&ccedil;&atilde;o-redu&ccedil;&atilde;o por “decomposi&ccedil;&atilde;o” em dois processos de el&eacute;ctrodo, &eacute; bom esclarecer, e deixar claramente explicitado nos textos, a conveni&ecirc;ncia de usar voc&aacute;bulos como “transfer&ecirc;ncia de carga” quando nos referimos ao fen&oacute;meno qu&iacute;mico efectivamente observado. De forma alguma pretendemos aqui vir em suporte dos pontos de vista de um famoso cientista alem&atilde;o, Prof. G. Hertz [10] (sobrinho-neto do Hertz que deixou o nome em voc&aacute;bulos como “ondas hertzianas”), que desenvolveu toda uma electroqu&iacute;mica sem nunca postular a exist&ecirc;ncia do electr&atilde;o, isto &eacute;, com base em equa&ccedil;&otilde;es matem&aacute;ticas fenomenol&oacute;gicas. Os seus livros e artigos tornam-se muito dif&iacute;ceis de ler pela complexa matem&aacute;tica que ele desenvolveu para o efeito, e naturalmente, tudo &eacute; muito mais f&aacute;cil se utilizarmos o conceito de electr&atilde;o, muito embora o Prof. Hertz fa&ccedil;a um paralelo com a teoria do “&eacute;ter” do Sec. XIX: considerada muito necess&aacute;ria nessa altura, mas que hoje j&aacute; ningu&eacute;m invoca.</p>     <p>No entanto, &eacute; importante que os profissionais e alunos percebam bem a diferen&ccedil;a entre uma parte interpretativa para a qual o voc&aacute;bulo “electr&atilde;o” pode ser muito &uacute;til, e uma parte descritiva do fen&oacute;meno para o qual j&aacute; voc&aacute;bulos como “transfer&ecirc;ncia de carga” podem ser prefer&iacute;veis.</p>     <p>Como exemplo de poss&iacute;veis confus&otilde;es poder&iacute;amos citar o texto de um recente Exame Nacional do Ensino Secund&aacute;rio, onde se diz</p>     <p>“Corros&atilde;o &eacute; a palavra geralmente utilizada para designar a deteriora&ccedil;&atilde;o de metais atrav&eacute;s de um processo electroqu&iacute;mico, o que significa que, &agrave; medida que o metal se degrada, perde electr&otilde;es, convertendo-se numa esp&eacute;cie qu&iacute;mica diferente”.</p>     <p>No final diz-se</p>     <p>“Raymond Chang, Qu&iacute;mica, 8&ordf; ed., McGraw-Hill, 2005 (adaptado)”.</p>     <p> Ora, como bem se pode consultar, a &uacute;ltima parte a it&aacute;lico n&atilde;o est&aacute; na tradu&ccedil;&atilde;o para portugu&ecirc;s da 8&ordf; edi&ccedil;&atilde;o do citado livro de R. Chang. E &eacute; muito lament&aacute;vel que tenha sido acrescentada ao texto original (ser&aacute; que a palavra “adaptado” abrange estes err&oacute;neos acrescentos?). Na verdade, denota falta de compreens&atilde;o dos fen&oacute;menos em causa por parte de quem elaborou o enunciado de tal exame (o que infelizmente tem sido a norma [1]). Mais adiante, o enunciado do exame tem outro acrescento &agrave;s palavras do Prof. Chang, igualmente infeliz.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Ora, h&aacute; que ter o devido equil&iacute;brio: nem deixar para tarde demais o ensino de teorias que s&atilde;o muito &uacute;teis para os aspectos interpretativos, mas tamb&eacute;m n&atilde;o deixar esquecer que se deve sempre representar o processo qu&iacute;mico real, apresentando (eventualmente como soma de reac&ccedil;&otilde;es parcelares de el&eacute;ctrodo e/ou i&oacute;nicas) a equa&ccedil;&atilde;o da reac&ccedil;&atilde;o final com explicita&ccedil;&atilde;o das f&oacute;rmulas “moleculares”, pois s&atilde;o estas que representam as subst&acirc;ncias indicadas e a qu&iacute;mica &eacute; uma ci&ecirc;ncia que lida com subst&acirc;ncias realmente existentes neste Planeta, e n&atilde;o uma magia que lida com entes abstractos.</p>     <p>Por tudo isto, recomendamos que, em toda a informa&ccedil;&atilde;o oral ou escrita, em vez de, por exemplo, se dizer “…cloretos…” se diga “…sais contendo cloretos (ou cloro) …” pelo menos na primeira vez que o conceito &eacute; referido.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></p>     <!-- ref --><p>[1] Victor M. M. Lobo, Qu&iacute;mica – Boletim da Sociedade Portuguesa de Qu&iacute;mica, 83, 73, (2001).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000047&pid=S0870-1164201200030000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[2] M. Teresa Lobo and Victor M. M. Lobo, Port. Electrochim. Acta, 15, 61 (1997).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000049&pid=S0870-1164201200030000400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[3] Victor M. M. Lobo, Qu&iacute;mica - Boletim da Sociedade Portuguesa de Qu&iacute;mica, 70, 13 (1998).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000051&pid=S0870-1164201200030000400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>[4] Victor M. M. Lobo: (A Albaniza&ccedil;&atilde;o do Ensino em Portugal), P&uacute;blico 1997.07.19; (Algumas Inefici&ecirc;ncias do Ensino em Portugal) P&uacute;blico 1997.08.30; (Algumas considera&ccedil;&otilde;es sobre o ensino nas escolas profissionais), P&uacute;blico 1997.12.09; (A “ideologia ensinista” e os exames do 12&ordm; ano), Di&aacute;rio de Coimbra 1998.06.02; (A Educa&ccedil;&atilde;o Est&aacute; a Ser um Colossal Embuste), Di&aacute;rio de Coimbra 1998.06.16; (A degrada&ccedil;&atilde;o no ensino), Di&aacute;rio de Coimbra 1998.11.28; (Propostas de Altera&ccedil;&atilde;o no Sistema de Ensino) Di&aacute;rio da Rep&uacute;blica-II S&eacute;rie, N&ordm; 17 – 21-1-1999, p&aacute;gina 829; (A falta de conhecimentos b&aacute;sicos dos alunos do 12&ordm; ano), Di&aacute;rio de Coimbra 2001-12-10; (Exames no Ensino B&aacute;sico e Secund&aacute;rio), Forum Ci&ecirc;ncia, Porto, 2004-10-18; (Injusti&ccedil;as no ensino superior), Di&aacute;rio de Coimbra, 2004-01-08; ( &Eacute; urgente repor os exames no ensino b&aacute;sico e secund&aacute;rio), Debate, Coimbra 2005-06-22, por iniciativa do Reitor Seabra Santos. </p>     <!-- ref --><p>[5] Alice Maia Magalh&atilde;es e T&uacute;lio Lopes Tom&aacute;s, Comp&ecirc;ndio de Qu&iacute;mica para o 6&ordm; Ano dos Liceus (Livro &Uacute;nico), Livraria Franco, Lisboa, (1958).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000054&pid=S0870-1164201200030000400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[6] Victor M. M. Lobo (Os “Exames” do 12&ordm; Ano), Di&aacute;rio de Coimbra, Coimbra, 12 Outubro (2001) .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000056&pid=S0870-1164201200030000400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[7] Victor M. M. Lobo (Homenagem ao Professor Doutor Fernando Pinto Coelho), Departamento de Qu&iacute;mica, Universidade de Coimbra, Coimbra (in press).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000058&pid=S0870-1164201200030000400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[8] R. Mills and V. M. M. Lobo (Self-diffusion in electrolyte solutions: a critical examination of data compiled from the literature), Elsevier Publishing Company, Amsterdam (1989);    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000060&pid=S0870-1164201200030000400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> V. M. M. Lobo (Handbook of Electrolyte Solutions), Elsevier Publishing Company, Amsterdam (1990).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000061&pid=S0870-1164201200030000400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>[9] Frank J. Tipler, (A F&iacute;sica do Cristianismo), Tradu&ccedil;&atilde;o de Jorge Lima, Revis&atilde;o Cient&iacute;fica de Jos&eacute; F&eacute;lix Costa (Departamento de Matem&aacute;tica, IST), Editorial Biz&acirc;ncio, Lisboa, (2007),    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000063&pid=S0870-1164201200030000400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> refere-se ao electr&atilde;o como “uma excita&ccedil;&atilde;o de um campo relativ&iacute;stico de fermi&otilde;es, quantizado e fazendo parte de um dupleto electrofraco”.</p>     <!-- ref --><p>[10] Prof. G. Hertz, comunica&ccedil;&atilde;o privada, Austr&aacute;lia, (1980/81)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000065&pid=S0870-1164201200030000400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p>Artigo submetido em Agosto de 2012 e aceite em Setembro de 2012</p>      ]]></body><back>
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