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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[In this article are described the ancient techniques that allowed conservation and preservation of wood for centuries, and an overall view of the new concepts of protection and finishing of wood is presented. The long-term behavior of different types of finishes is shown with practical examples, emphasizing the great differences between the concept of varnish rigid forming film in comparison with the results of drying oils with natural pigments. Finally, it is given a perspective of highly promising developments for the next future, such as protections of pigment-based on nano technology, or products based on siloxanes and silanes impregnated in the surface layers, which enhance water repellency, a property highly beneficial to long term behavior of the finishing.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO</b></p>     <p><b>Degrada&ccedil;&atilde;o e prote&ccedil;&atilde;o superficial da madeira em exterior</b></p>     <p><b>Degradation and surface protection of wood exposed outdoor</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>J. A. Santos(1)(*) e C. Duarte(1)</b></p>     <p>(1) LNEG, I. P., Laborat&oacute;rio de Materiais e Revestimentos (LMR), Estrada do Pa&ccedil;o do Lumiar, 22, Edif&iacute;cio E, R/C, 1649-038 Lisboa</p>     <p>(*) A quem a correspond&ecirc;ncia deve ser dirigida, e-mail: <a href="mailto:josé.santos@lneg.pt">jos&eacute;.santos@lneg.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Neste artigo s&atilde;o descritas as t&eacute;cnicas antigas que permitiram conservar e preservar madeiras durante s&eacute;culos e d&aacute;-se um panorama global sobre os novos conceitos de prote&ccedil;&atilde;o e acabamento de madeiras. Mostram-se, com exemplos pr&aacute;ticos, o comportamento a longo prazo de diferentes tipos de acabamentos, destacando as grandes diferen&ccedil;as do conceito entre vernizes com forma&ccedil;&atilde;o de pel&iacute;cula r&iacute;gida, em compara&ccedil;&atilde;o com os resultados de &oacute;leos secativos com pigmentos naturais.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>D&aacute;-se, no final, uma perspetiva dos desenvolvimentos altamente promissores para o futuro pr&oacute;ximo, como s&atilde;o as prote&ccedil;&otilde;es com pigmentos baseados na nano tecnologia e nos produtos &agrave; base de silanos e siloxanos, impregnados nas camadas superficiais, que potenciam uma propriedade altamente ben&eacute;fica que &eacute; a repel&ecirc;ncia &agrave; &aacute;gua.</p>     <p><b>Palavras-chave</b>: Madeira, Acabamentos, Prote&ccedil;&atilde;o, Durabilidade, Degrada&ccedil;&atilde;o</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>In this article are described the ancient techniques that allowed conservation and preservation of wood for centuries, and an overall view of the new concepts of protection and finishing of wood is presented. The long-term behavior of different types of finishes is shown with practical examples, emphasizing the great differences between the concept of varnish rigid forming film in comparison with the results of drying oils with natural pigments.</p>     <p>Finally, it is given a perspective of highly promising developments for the next future, such as protections of pigment-based on nano technology, or products based on siloxanes and silanes impregnated in the surface layers, which enhance water repellency, a property highly beneficial to long term behavior of the finishing.</p>     <p><b>Keywords</b>: Wood, Finishing, Protection, Durability, Degradation</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>1. INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></p>     <p>A madeira &eacute; um material de elevada efic&aacute;cia do ponto de vista estrutural, mas tamb&eacute;m o seu valor est&eacute;tico &eacute; de uma import&acirc;ncia fundamental para as suas aplica&ccedil;&otilde;es mais nobres. No entanto, pela sua pr&oacute;pria natureza, o valor decorativo da madeira &eacute; o que mais depressa se altera ao longo de tempo, muito antes de outras formas de degrada&ccedil;&atilde;o comprometerem o comportamento estrutural. Surge assim a imperiosa necessidade de fazer prote&ccedil;&atilde;o das superf&iacute;cies, tanto contra a simples sujidade, mas sobretudo contra as altera&ccedil;&otilde;es devidas a rea&ccedil;&otilde;es qu&iacute;micas dos seus elementos constituintes, em particular por efeito da radia&ccedil;&atilde;o ultravioleta (UV) e de oxida&ccedil;&otilde;es, al&eacute;m da degrada&ccedil;&atilde;o biol&oacute;gica, que &eacute; em grande parte tamb&eacute;m controlada com as mesmas solu&ccedil;&otilde;es de prote&ccedil;&atilde;o contra os agentes qu&iacute;micos e f&iacute;sicos.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Desde tempos antigos que se desenvolveram conceitos e solu&ccedil;&otilde;es relativamente eficazes de tratamento superficial e prote&ccedil;&atilde;o da madeira, mas as novas tecnologias qu&iacute;micas de meados do s&eacute;culo XX permitiram a disponibilidade de um vasto leque de op&ccedil;&otilde;es, com resultados muito diferenciados a n&iacute;vel de efic&aacute;cia a m&eacute;dio e longo prazo. Estas d&uacute;vidas t&ecirc;m colocado os utilizadores e mesmo os t&eacute;cnicos, em grande indecis&atilde;o quanto &agrave; efic&aacute;cia de cada um dos muitos produtos e tratamentos dispon&iacute;veis.</p>     <p>&Eacute; bem conhecido o efeito da degrada&ccedil;&atilde;o da madeira quando exposta ao meio exterior – perda da colora&ccedil;&atilde;o natural e fissura&ccedil;&atilde;o, o que mesmo as tecnologias mais avan&ccedil;adas ainda n&atilde;o conseguem evitar por longos per&iacute;odos de tempo. A prote&ccedil;&atilde;o das superf&iacute;cies de madeira continua portanto nas prioridades de estudo e investiga&ccedil;&atilde;o aplicada, tendo em conta o incalcul&aacute;vel impacte econ&oacute;mico a que est&aacute; associado [1-3].</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><B>2. ACABAMENTO SUPERFICIAL</B></p>     <p>Os acabamentos em madeira, nomeadamente o envernizamento, a pintura, a lacagem e a prote&ccedil;&atilde;o com velaturas s&atilde;o opera&ccedil;&otilde;es indispens&aacute;veis para conferir a uma obra de madeira o seu bom aspeto final, prote&ccedil;&atilde;o contra a degrada&ccedil;&atilde;o pelos agentes atmosf&eacute;ricos, contra a humidade, degrada&ccedil;&atilde;o biol&oacute;gica por insetos ou fungos, ou muito simplesmente contra a sujidade.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><B>3. MODELO DE DEGRADA&Ccedil;&Atilde;O</B></p>     <p>Embora n&atilde;o se tenha chegado ainda a solu&ccedil;&otilde;es completamente satisfat&oacute;rias come&ccedil;am a perceber-se cada vez melhor as causas que contribuem para a degrada&ccedil;&atilde;o superficial da madeira natural exposta &agrave; radia&ccedil;&atilde;o solar e &agrave; chuva.</p>     <p>Do ponto de vista qu&iacute;mico, a madeira &eacute; um complexo polim&eacute;rico composto por estruturas de polissac&aacute;ridos, essencialmente celulose, hemicelulose e lenhina. A celulose &eacute; um pol&iacute;mero longo e linear constitu&iacute;do por mon&oacute;meros de D-glucose ligados entre si por liga&ccedil;&otilde;es glicos&iacute;dicas na forma &szlig; entre os carbonos 1 e 4 [4]. A hemicelulose s&atilde;o polissac&aacute;ridos constitu&iacute;dos por D-glucose, D-manose, D-galactose, D-xilose, D-arabinose e &aacute;cido D-glucos&oacute;nico [4]. As hemiceluloses n&atilde;o t&ecirc;m todas a mesma constitui&ccedil;&atilde;o qu&iacute;mica, dependendo da sua origem [5].</p>     <p>A lenhina &eacute; uma estrutura polim&eacute;rica entrecruzada que se considera constitu&iacute;da por unidades de fenilpropano [6]. A lenhina cont&eacute;m grupos crom&oacute;foros com an&eacute;is arom&aacute;ticos conjugados e grupos carbonilo [7]. A intera&ccedil;&atilde;o destes grupos com a radia&ccedil;&atilde;o UV e vis&iacute;vel na presen&ccedil;a de oxig&eacute;nio &eacute; a principal causa da foto oxida&ccedil;&atilde;o da madeira, enquanto que a contribui&ccedil;&atilde;o da celulose e da hemicelulose &eacute; m&iacute;nima [7].</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A foto oxida&ccedil;&atilde;o da lenhina &eacute; um processo de sucessivas modifica&ccedil;&otilde;es qu&iacute;micas com quebra de liga&ccedil;&otilde;es e perda de hidrog&eacute;nio, do que resulta a forma&ccedil;&atilde;o de radicais, forma&ccedil;&atilde;o de per&oacute;xidos com oxig&eacute;nio e finalmente a sua decomposi&ccedil;&atilde;o com produ&ccedil;&atilde;o de sub-produtos coloridos [7]. Estas modifica&ccedil;&otilde;es originadas &agrave; superf&iacute;cie provocam altera&ccedil;&otilde;es de propriedades f&iacute;sicas e mec&acirc;nicas da estrutura da madeira, aumentando a sua sensibilidade &aacute; &aacute;gua seguida de hidr&oacute;lise, deslavagem e fissura&ccedil;&atilde;o da camada superficial [7].</p>     <p>Da radia&ccedil;&atilde;o UV emitida pelo Sol, os de maior penetra&ccedil;&atilde;o s&atilde;o os de comprimento de onda mais elevado a que se d&aacute; o nome de UV-A. &Eacute; esta radia&ccedil;&atilde;o que provoca a altera&ccedil;&atilde;o das propriedades qu&iacute;micas da lenhina, destruindo pouco a pouco a cadeia polim&eacute;rica, e permitindo o seu arrastamento (ou solubilidade) pela &aacute;gua. A radia&ccedil;&atilde;o UV-A &eacute; a mais penetrante, passando pela atmosfera, pelas nuvens e ainda pelo vidro, <a href="#f1">Figura 1</a>.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f1"> <img src="/img/revistas/cpm/v32n1/32n1a02f1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Ap&oacute;s o tempo suficiente para altera&ccedil;&atilde;o da estrutura da lenhina, o efeito direto da &aacute;gua, atrav&eacute;s da chuva ou outra forma de esta atingir a madeira, d&aacute;-se pouco a pouco a remo&ccedil;&atilde;o da lenhina. Com o arrastamento da lenhina ficam as fibras de celulose mais ou menos descoladas umas das outras, perdendo propriedades de resist&ecirc;ncia. Um efeito bem vis&iacute;vel desde as primeiras fases &eacute; a altera&ccedil;&atilde;o de cor natural da madeira para os tons de cinzento, <a href="#f2">Figura 2</a>. No clima com elevada radia&ccedil;&atilde;o solar, como acontece em Portugal, climas mediterr&acirc;nicos e tropicais, o efeito da descolora&ccedil;&atilde;o para o cinzento &eacute; muito r&aacute;pido, come&ccedil;ando ao fim de seis meses se estiverem reunidas as contribui&ccedil;&otilde;es de radia&ccedil;&atilde;o e &aacute;gua na sequ&ecirc;ncia ideal (primeiro radia&ccedil;&atilde;o e depois &aacute;gua).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f2"> <img src="/img/revistas/cpm/v32n1/32n1a02f2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>No caso de madeiras pintadas com produtos que fazem uma pel&iacute;cula imperme&aacute;vel sobre a superf&iacute;cie, a cor da madeira fica razoavelmente preservada mesmo que a radia&ccedil;&atilde;o ultravioleta UV-A consiga penetrar atrav&eacute;s do filme transparente, porque n&atilde;o se d&aacute; a foto-oxida&ccedil;&atilde;o da lenhina e o consequente arrastamento, por efeito da &aacute;gua, dos compostos produzidos durante as rea&ccedil;&otilde;es de oxida&ccedil;&atilde;o da lenhina [8]. No entanto, o pr&oacute;prio material da pel&iacute;cula protetora acaba por se degradar por efeito tamb&eacute;m da radia&ccedil;&atilde;o solar, perdendo elasticidade e tornando-se quebradi&ccedil;o. A entrada de &aacute;gua por fissuras no filme de revestimento superficial tem de imediato dois efeitos destruidores, um &eacute; o arrastamento da lenhina e outro &eacute; o desenvolvimento de fungos por baixo do revestimento. Na <a href="#f3">Figura 3</a> mostra-se o efeito de degrada&ccedil;&atilde;o do aspeto de um acabamento com pel&iacute;cula ao fim de pouco mais de um ano de exposi&ccedil;&atilde;o ao exterior descoberto.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f3"> <img src="/img/revistas/cpm/v32n1/32n1a02f3.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><B>3.1 O efeito da &aacute;gua</B></p>     <p>O efeito da &aacute;gua j&aacute; foi abordado na se&ccedil;&atilde;o anterior, nomeadamente na sua contribui&ccedil;&atilde;o para a perda de cor natural da madeira quando exposta ao exterior. Os modelos de degrada&ccedil;&atilde;o s&atilde;o muito dif&iacute;ceis de definir devido &agrave; depend&ecirc;ncia de vari&aacute;veis n&atilde;o control&aacute;veis, como sejam a regularidade e intensidade da radia&ccedil;&atilde;o incidente, a quantidade e o momento de contato com a &aacute;gua, e ainda propriedades pr&oacute;prias de cada esp&eacute;cie de madeira e da pr&oacute;pria madeira (densidade, cerne e borne, orienta&ccedil;&atilde;o do corte, etc.). Quando se analisa o conjunto com a aplica&ccedil;&atilde;o de um produto de acabamento temos ainda as propriedades deste, e a forma como foi aplicado, a espessura da pel&iacute;cula, etc.</p>     <p>No caso representado na <a href="#f4">Figura 4</a> pode fazer-se uma observa&ccedil;&atilde;o em que um grande n&uacute;mero de vari&aacute;veis n&atilde;o controladas teve um efeito perfeitamente coincidente. Toda a porta &eacute; feita da mesma esp&eacute;cie de madeira, a composi&ccedil;&atilde;o do produto de acabamento e a t&eacute;cnica de aplica&ccedil;&atilde;o, espessura da pel&iacute;cula, s&atilde;o perfeitamente iguais em toda a superf&iacute;cie. Tamb&eacute;m as condi&ccedil;&otilde;es de exposi&ccedil;&atilde;o &agrave; radia&ccedil;&atilde;o s&atilde;o muito semelhantes em toda a altura (uma ligeira prote&ccedil;&atilde;o por ensombramento s&oacute; se ter&aacute; feito sentir no extremo superior).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f4"> <img src="/img/revistas/cpm/v32n1/32n1a02f4.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Ent&atilde;o, a grande diferen&ccedil;a de comportamento final fica dependente de uma &uacute;nica vari&aacute;vel que &eacute; a exposi&ccedil;&atilde;o &agrave; &aacute;gua. Supondo que a maior intensidade e frequ&ecirc;ncia de contacto com &aacute;gua prov&ecirc;m da chuva ca&iacute;da na dire&ccedil;&atilde;o vertical, a parte inferior da porta foi muito mais vezes molhada do que o meio e a parte superior. Como resultado final a parte superior da porta encontra-se em muito melhor estado de conserva&ccedil;&atilde;o, <a href="#f5">Figura 5</a>, do que a parte inferior da mesma porta, <a href="#f6">Figura 6</a>.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f5"> <img src="/img/revistas/cpm/v32n1/32n1a02f5.jpg">     
<p>&nbsp;</p> <a name="f6"> <img src="/img/revistas/cpm/v32n1/32n1a02f6.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>A <a href="#f6">Figura 6</a> mostra que o contacto mais frequente com a &aacute;gua, tanto por efeito direto da chuva ca&iacute;da com uma ligeira inclina&ccedil;&atilde;o relativamente &agrave; vertical, como dos pingos de salpico com arrastamento de sujidade, conduz a uma grande destrui&ccedil;&atilde;o do acabamento e em consequ&ecirc;ncia um estado muito acentuado de degrada&ccedil;&atilde;o da pr&oacute;pria madeira (podrid&atilde;o).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em muitos casos de aplica&ccedil;&otilde;es da madeira em constru&ccedil;&atilde;o civil, nomeadamente em janelas e guarni&ccedil;&otilde;es de janelas, <a href="#f7">Figura 7</a>, embora n&atilde;o estando sujeitas a exposi&ccedil;&atilde;o direta ao exterior sofrem a influ&ecirc;ncia da radia&ccedil;&atilde;o solar. Quanto ao contacto com &aacute;gua, este pode ocorrer da forma mais insuspeita como as condensa&ccedil;&otilde;es das superf&iacute;cies frias, como do pingar de &aacute;gua residual nos momentos de abertura, como &eacute; mostrado na <a href="#f7">Figura 7</a>. O resultado final &eacute; o mesmo da madeira exposta ao exterior, como seja, a fissura&ccedil;&atilde;o superficial, a perda da pel&iacute;cula protetora e altera&ccedil;&atilde;o de colora&ccedil;&atilde;o para o cinzento.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f7"> <img src="/img/revistas/cpm/v32n1/32n1a02f7.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>O efeito da &aacute;gua na madeira &eacute; bastante desfavor&aacute;vel a n&iacute;vel da sua durabilidade natural. A madeira seca pode durar s&eacute;culos, mesmo sem qualquer prote&ccedil;&atilde;o superficial ou impregna&ccedil;&atilde;o com outros produtos. Tamb&eacute;m a madeira em contacto permanente com &aacute;gua sem a presen&ccedil;a de oxig&eacute;nio tem uma durabilidade natural muito elevada, por motivo da maior amea&ccedil;a &agrave; durabilidade da madeira ser o desenvolvimento de fungos aer&oacute;bios. Estes micro-organismos alimentam-se da madeira atrav&eacute;s de transforma&ccedil;&otilde;es biol&oacute;gicas e da produ&ccedil;&atilde;o de enzimas que ajudam a digerir a celulose e a lenhina. O ambiente mais favor&aacute;vel ao desenvolvimento dos fungos destruidores da madeira &eacute; a humidade elevada com alguma disponibilidade de oxig&eacute;nio. &Eacute; exatamente a condi&ccedil;&atilde;o que acontece numa pe&ccedil;a de madeira em contacto com o solo, na zona de transi&ccedil;&atilde;o entre a parte profundamente enterrada e a zona a&eacute;rea. Veja-se como exemplo a representa&ccedil;&atilde;o da <a href="#f8">Figura 8</a>, em que um pilar de uma constru&ccedil;&atilde;o em madeira se encontra em elevado grau de ataque de podrid&atilde;o na zona pr&oacute;xima do n&iacute;vel do solo.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f8"> <img src="/img/revistas/cpm/v32n1/32n1a02f8.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Em situa&ccedil;&otilde;es como a descrita anteriormente, mais importante do que a aplica&ccedil;&atilde;o de solu&ccedil;&otilde;es de acabamento, por mais eficazes que sejam, ser&aacute; a impregna&ccedil;&atilde;o profunda e o afastamento da fonte de humidade por meio de solu&ccedil;&otilde;es t&eacute;cnicas como as exemplificadas na <a href="#f9">Figura 9</a>. Outras solu&ccedil;&otilde;es passam por barreiras arquitet&oacute;nicas, tais como telheiros e ensombreadores.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f9"> <img src="/img/revistas/cpm/v32n1/32n1a02f9.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p><B>3.2 O efeito da radia&ccedil;&atilde;o solar</B></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A radia&ccedil;&atilde;o solar, em particular as radia&ccedil;&otilde;es dos comprimentos de onda correspondentes &agrave; radia&ccedil;&atilde;o UV-A, provocam a foto-oxida&ccedil;&atilde;o da lenhina da madeira [8] &agrave; superf&iacute;cie das pe&ccedil;as onde a radia&ccedil;&atilde;o incide. Por este motivo a altera&ccedil;&atilde;o acaba por ter o seu principal efeito vis&iacute;vel limitado a uma camada fina superficial que acaba por vir a proteger as camadas inferiores dos efeitos dessa mesma radia&ccedil;&atilde;o. Por este motivo, se a madeira n&atilde;o for atacada por fungos, o simples efeito da altera&ccedil;&atilde;o de cor n&atilde;o diminui grandemente o tempo de dura&ccedil;&atilde;o em boas condi&ccedil;&otilde;es de desempenho estrutural. Para provar o que foi dito veja-se a <a href="#f10">Figura 10</a>, onde &eacute; vis&iacute;vel a superf&iacute;cie de uma pe&ccedil;a de carvalho sem qualquer acabamento superficial exposta ao exterior durante tr&ecirc;s anos. Ap&oacute;s um aplainamento inclinado permite a observa&ccedil;&atilde;o da qualidade da madeira desde a superf&iacute;cie (canto direito) at&eacute; uma profundidade de cerca de 3 mm (canto inferior esquerdo).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f10"> <img src="/img/revistas/cpm/v32n1/32n1a02f10.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p><B>3.3 Os efeitos biol&oacute;gicos dependentes da pr&oacute;pria estrutura da madeira</B></p>     <p>Como foi dito anteriormente as vari&aacute;veis que contribuem para a maior ou menor degrada&ccedil;&atilde;o da madeira s&atilde;o a pr&oacute;pria estrutura e composi&ccedil;&atilde;o da madeira e a humidade.</p>     <p>Quanto aos fungos, necessitam de humidade e algum arejamento, sendo uma das condi&ccedil;&otilde;es mais desfavor&aacute;veis, o contacto com &aacute;gua parada alternado com um ligeiro arejamento. &Eacute; o que acontece em caves, no fundo de embarca&ccedil;&otilde;es, em pe&ccedil;as semienterradas, etc.</p>     <p>No exemplo da <a href="#f11">Figura 11</a> temos o que resta de uma travessa de madeira de pinheiro que serviu de suporte durante alguns anos na base de uma constru&ccedil;&atilde;o, numa localiza&ccedil;&atilde;o relativamente superficial em contacto com o solo. A madeira do borne est&aacute; completamente degradada, mas a camada interior correspondente ao cerne est&aacute; em perfeitas condi&ccedil;&otilde;es. Neste caso a vari&aacute;vel que contribuiu para o bom estado da madeira foi a composi&ccedil;&atilde;o qu&iacute;mica da madeira da zona interior (cerne), onde subst&acirc;ncias acumuladas ricas em extrativos vol&aacute;teis t&oacute;xicos para os micro-organismos impediram a sua sobreviv&ecirc;ncia.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f11"> <img src="/img/revistas/cpm/v32n1/32n1a02f11.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Para finalizar esta abordagem da degrada&ccedil;&atilde;o da madeira por efeito biol&oacute;gico, falta referir os ataques por insetos e por larvas de insetos. Muitas esp&eacute;cies de madeira s&atilde;o suscet&iacute;veis ao ataque de insetos que nalguma fase do seu ciclo de vida podem alimentar-se ou permanecer no interior da madeira. As t&eacute;rmitas s&atilde;o insetos sociais (vivem em grandes col&oacute;nias), alimentam-se da celulose da madeira abrindo galerias de circula&ccedil;&atilde;o no interior da mesma, afastados das superf&iacute;cies como forma de evitar a luz. A prote&ccedil;&atilde;o superficial dificilmente pode impedir a entrada na madeira destes animais se as outras condi&ccedil;&otilde;es favor&aacute;veis estiverem presentes (esp&eacute;cie suscet&iacute;vel, acesso a alguma fonte de humidade, abrigo da luz).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Quanto aos insetos larvares, o seu ciclo de vida passa pela deposi&ccedil;&atilde;o de ovos numa abertura da madeira, seguindo-se o desenvolvimento de larvas que se alimentam da madeira, circulando no seu interior por meio de galerias, <a href="#f12">Figura 12(a)</a>. A passagem de larva a adulto faz-se perto da superf&iacute;cie da madeira e o furo que se observa habitualmente corresponde ao local de sa&iacute;da de um novo inseto, a <a href="#f12">Figura 12(b)</a>. Os insetos na fase adulta acasalam fora da madeira e as f&ecirc;meas voltam a depositar ovos na superf&iacute;cie da madeira, normalmente em pequenas fendas ou cavidades naturais. Assim sendo, se a superf&iacute;cie da madeira estiver protegida com uma pel&iacute;cula cont&iacute;nua resistente, ou se na camada superficial tiver havido uma impregna&ccedil;&atilde;o de um produto repelente ou t&oacute;xico para o inseto ou larva, o ciclo de vida &eacute; interrompido.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f12"> <img src="/img/revistas/cpm/v32n1/32n1a02f12.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>4. PROTE&Ccedil;&Atilde;O SUPERFICIAL</b></p>     <p>A prote&ccedil;&atilde;o superficial da madeira tem muitas vantagens por melhorar o desempenho em condi&ccedil;&otilde;es adversas &agrave; sua conserva&ccedil;&atilde;o natural, para al&eacute;m das raz&otilde;es de ordem est&eacute;tica. Tal como abordado anteriormente a prote&ccedil;&atilde;o com acabamentos permite &agrave; madeira impedir a entrada de &aacute;gua ou humidade, impede ainda a deposi&ccedil;&atilde;o de agentes destruidores tais como fungos e insetos, facilita a limpeza das superf&iacute;cies, e ainda pode modificar as propriedades da superf&iacute;cie no sentido de aumentar a dureza superficial ou a resist&ecirc;ncia ao desgaste.</p>     <p>O grande problema a resolver est&aacute; na escolha das solu&ccedil;&otilde;es e produtos a aplicar como acabamento superficial. N&atilde;o h&aacute; uma solu&ccedil;&atilde;o &oacute;tima &uacute;nica, mas pelo contr&aacute;rio, cada situa&ccedil;&atilde;o ambiental particular, cada esp&eacute;cie de madeira, cada produto de utiliza&ccedil;&atilde;o final, exigem diferentes abordagens. Um exemplo simples, o casco exterior de uma pequena embarca&ccedil;&atilde;o em madeira, <a href="#f13">Figura 13</a>, tem uma exig&ecirc;ncia de prote&ccedil;&atilde;o contra a entrada de &aacute;gua, resist&ecirc;ncia ao desgaste para o seu arrastamento no fundo e capacidade de impedir o ataque ou ader&ecirc;ncia de organismos marinhos.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f13"> <img src="/img/revistas/cpm/v32n1/32n1a02f13.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>O interior da mesma embarca&ccedil;&atilde;o tem exig&ecirc;ncias diferentes, como sejam a resist&ecirc;ncia &agrave; degrada&ccedil;&atilde;o pela radia&ccedil;&atilde;o solar e uma superf&iacute;cie polida para facilidade de limpeza, <a href="#f14">Figura 14</a>.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f14"> <img src="/img/revistas/cpm/v32n1/32n1a02f14.jpg">     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Neste exemplo, assim como em muitos outros casos as escolhas das solu&ccedil;&otilde;es podem ter aspetos contradit&oacute;rios.</p>     <p>Para obras e objetos que tenham contacto simult&acirc;neo com diferentes classes de risco n&atilde;o &eacute; de excluir aplicar solu&ccedil;&otilde;es de acabamento diferentes em diferentes partes do mesmo objeto. De certo modo isto j&aacute; acontece em postes, pilares de estruturas, embarca&ccedil;&otilde;es, etc., devendo ser tomadas como op&ccedil;&atilde;o otimizada e n&atilde;o como solu&ccedil;&atilde;o de recurso.</p>     <p><B>4.1 Solu&ccedil;&otilde;es tradicionais</B></p>     <p>A utiliza&ccedil;&atilde;o da madeira em exterior sem qualquer prote&ccedil;&atilde;o de acabamento foi ao longo de muito tempo solu&ccedil;&atilde;o aceite no que diz respeito &agrave; conserva&ccedil;&atilde;o natural da madeira. O aspeto inicial das superf&iacute;cies era rapidamente alterado (descolora&ccedil;&atilde;o para o cinzento), mas desde que a esp&eacute;cie tivesse uma boa durabilidade natural aos fungos e insetos a obra poderia manter-se durante muitas dezenas de anos sem necessidade de qualquer manuten&ccedil;&atilde;o. Assim acontece ainda com coberturas de telha em cedro do Canad&aacute;, em mobili&aacute;rio de jardim, feitos em madeira de cerne de esp&eacute;cies dur&aacute;veis de carvalhos e esp&eacute;cies tropicais. Como exemplo, existem na Ilha Terceira, nos A&ccedil;ores, paredes exteriores e coberturas de abrigos militares constru&iacute;dos em meados do s&eacute;culo passado em madeira de Criptomeria japonica, que se mantiveram com boa capacidade de servi&ccedil;o durante mais de cinquenta anos, com uma colora&ccedil;&atilde;o estabilizada de cinzento prateado.</p>     <p>H&aacute; diferentes &oacute;leos com boas propriedades para a prepara&ccedil;&atilde;o de tintas. S&atilde;o &oacute;leos com propriedades de secagem lenta, os chamados &oacute;leos secativos [9 -10]. Destes &oacute;leos o mais conhecido e mais usado na pintura industrial &eacute; o &oacute;leo de linha&ccedil;a, outros s&atilde;o usados em tintas art&iacute;sticas especiais.</p>     <p>Para contribuir para um melhor aspeto est&eacute;tico e tamb&eacute;m melhorar o desempenho de esp&eacute;cies de madeira menos dur&aacute;veis utilizaram-se no passado &oacute;leos secativos com pigmentos. Por motivo de incapacidade de boa resposta por parte de produtos mais modernos, continuam a usar-se, com satisfat&oacute;rio desempenho, solu&ccedil;&otilde;es de acabamento tradicional como mostrado na <a href="#f15">Figura 15</a>, para obras de car&aacute;cter r&uacute;stico.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f15"> <img src="/img/revistas/cpm/v32n1/32n1a02f15.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Ap&oacute;s tr&ecirc;s anos de exposi&ccedil;&atilde;o &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es mais adversas em exterior a madeira do port&atilde;o mostrado na <a href="#f15">Figura 15</a> ainda se encontra em boas condi&ccedil;&otilde;es de conserva&ccedil;&atilde;o no que diz respeito &agrave; durabilidade, apenas se come&ccedil;a a notar o in&iacute;cio de fissura&ccedil;&atilde;o e desenvolvimento de fungos de altera&ccedil;&atilde;o de cor, <a href="#f16">Figura 16</a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="f16"> <img src="/img/revistas/cpm/v32n1/32n1a02f16.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Neste tipo de acabamento, ap&oacute;s tr&ecirc;s anos de exposi&ccedil;&atilde;o ao exterior com uma madeira suscet&iacute;vel, a integridade estrutural desta pe&ccedil;a de madeira est&aacute; perfeitamente conservada, por motivo da madeira conseguir manter-se a maior parte do tempo num valor de teor de &aacute;gua suficientemente baixo (inferior ao limite em que se d&aacute; o desenvolvimento dos fungos do apodrecimento).</p>     <p>Sendo necess&aacute;rio uma manuten&ccedil;&atilde;o esta far-se-ia de forma muito simples e econ&oacute;mica. Bastava escovar a superf&iacute;cie de toda a sujidade. Depois passar uma lixa fina para alisar as fibras superficiais e logo de seguida podia fazer-se uma aplica&ccedil;&atilde;o de &oacute;leo pigmentado, n&atilde;o sendo necess&aacute;rio uma raspagem nem lixagem at&eacute; atingir madeira completamente limpa.</p>     <p><B>4.2 Solu&ccedil;&otilde;es com impermeabiliza&ccedil;&atilde;o da camada superficial</B></p>     <p>A experi&ecirc;ncia tem demonstrado que, nos acabamentos da madeira para exterior com recurso a produtos que formam uma pel&iacute;cula espessa imperme&aacute;vel &agrave; &aacute;gua e &agrave; humidade, os resultados s&atilde;o muito bons nos primeiros tempos, dependendo muito da espessura da camada protetora. Na <a href="#f17">Figura 17</a> mostra-se o resultado da exposi&ccedil;&atilde;o de um verniz poliuretano de dois componentes para utiliza&ccedil;&atilde;o interior em soalhos, aplicado por pincelagem em diferente n&uacute;mero de dem&atilde;os sobre madeira de carvalho. Ap&oacute;s tr&ecirc;s anos de exposi&ccedil;&atilde;o ao exterior a diferen&ccedil;a de ader&ecirc;ncia entre a zona com apenas uma dem&atilde;o (lado esquerdo da amostra) &eacute; muito diferente da zona com aplica&ccedil;&atilde;o de duas dem&atilde;os (lado direito da amostra).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f17"> <img src="/img/revistas/cpm/v32n1/32n1a02f17.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Este mesmo resultado foi obtido em muitos outros ensaios e constata&ccedil;&otilde;es de aplica&ccedil;&otilde;es reais em obra. Os acabamentos imperme&aacute;veis com espessura de pel&iacute;cula suficiente duram bastante tempo com um aspeto decorativo muito bom, at&eacute; ao momento em que se come&ccedil;a a deteriorar a pel&iacute;cula de acabamento (perda de elasticidade e maior fragilidade). Deve ter-se em conta que a madeira, embora n&atilde;o tenha significativo movimento por dilata&ccedil;&atilde;o t&eacute;rmica &eacute; muito sens&iacute;vel &agrave;s varia&ccedil;&otilde;es de humidade ambiente e mesmo com prote&ccedil;&atilde;o superficial &eacute; inevit&aacute;vel um razo&aacute;vel movimento de inchamento e retra&ccedil;&atilde;o ao longo da varia&ccedil;&atilde;o anual de condi&ccedil;&otilde;es exteriores.</p>     <p>O n&atilde;o acompanhamento dos movimentos internos da madeira pela camada protetora superficial &eacute; o fator decisivo para a destrui&ccedil;&atilde;o r&aacute;pida da efic&aacute;cia do acabamento com pel&iacute;cula. Ap&oacute;s a primeira quebra de continuidade a &aacute;gua come&ccedil;a a entrar para a madeira e em poucos meses toda a superf&iacute;cie est&aacute; quase totalmente degradada. Portanto, a prote&ccedil;&atilde;o com acabamentos formando pel&iacute;cula superficial r&iacute;gida e imperme&aacute;vel &agrave; &aacute;gua n&atilde;o &eacute; a melhor solu&ccedil;&atilde;o para a exposi&ccedil;&atilde;o ao exterior por longos per&iacute;odos de tempo.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Adicionalmente, tem ainda de se considerar a extrema dificuldade em recuperar um acabamento deste tipo para uma solu&ccedil;&atilde;o igual. Em qualquer altura em que se pretenda fazer a manuten&ccedil;&atilde;o / recupera&ccedil;&atilde;o do acabamento, ter&aacute; de se remover todo o verniz aplicado at&eacute; a madeira ficar completamente limpa (remover at&eacute; 0,5 mm da pr&oacute;pria madeira), para s&oacute; depois se poderem aplicar novas camadas do verniz de acabamento</p>     <p>O que foi dito para os vernizes &eacute; igualmente v&aacute;lido para pinturas opacas. Na <a href="#f18">Figura 18</a> mostra-se o resultado de longa exposi&ccedil;&atilde;o ao exterior (5 anos), de superf&iacute;cies de topo de perfis colados, com aplica&ccedil;&otilde;es de verniz poliuretano para utiliza&ccedil;&atilde;o em exterior, em diferentes dem&atilde;os aplicadas por pincelagem, e pintura castanha de base aquosa tamb&eacute;m para exterior. De real&ccedil;ar que as superf&iacute;cies de topo, em que a madeira tem a orienta&ccedil;&atilde;o das fibras perpendicular ao plano da superf&iacute;cie, ficam muito mais suscept&iacute;veis &agrave; degrada&ccedil;&atilde;o do que as superf&iacute;cies longitudinais. No lado esquerdo da figura encontram-se as aplica&ccedil;&otilde;es de verniz poliuretano transparente com uma dem&atilde;o e com tr&ecirc;s dem&atilde;os. As de maior n&uacute;mero de dem&atilde;os demoraram muito mais tempo a degradar-se, mas ao final de 5 anos o resultado revelou-se igual. Do lado direito da <a href="#f18">Figura 18</a> encontramse as amostras pintadas com duas dem&atilde;os de verniz acr&iacute;lico de base aquosa com pigmento castanho aplicado por pincelagem. O resultado final foi ligeiramente melhor, demonstrando maior poder de cobertura, filtragem de radia&ccedil;&atilde;o e elasticidade, mas a madeira no interior revela, tal como para as outras amostras, um grau de destrui&ccedil;&atilde;o irrecuper&aacute;vel (fendas grandes e podrid&atilde;o).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f18"> <img src="/img/revistas/cpm/v32n1/32n1a02f18.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p><B>4.3 Novas solu&ccedil;&otilde;es de compromisso entre a qualidade e o custo da solu&ccedil;&atilde;o de acabamento</B></p>     <p>Est&atilde;o em curso pelos autores estudos de novas solu&ccedil;&otilde;es de acabamento com base em compostos de silicone com adi&ccedil;&atilde;o de pigmentos coloridos, <a href="#f19">Figura 19</a> (resultados n&atilde;o publicados). A aplica&ccedil;&atilde;o com esp&aacute;tula destas formula&ccedil;&otilde;es de pasta de silicone (&agrave; base de dimetilsiloxano e s&iacute;lica), formando uma fina camada superficial, revelou-se um pouco dif&iacute;cil, mas o acabamento revelou uma excelente repel&ecirc;ncia inicial &agrave; &aacute;gua. No entanto, ap&oacute;s um ano de exposi&ccedil;&atilde;o havia aberturas na continuidade do acabamento, o que constitui tamb&eacute;m uma condena&ccedil;&atilde;o quanto &agrave; efic&aacute;cia a longo tempo.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f19"> <img src="/img/revistas/cpm/v32n1/32n1a02f19.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Nas amostras de ensaio, <a href="#f20">Figura 20</a>, foram ensaiadas novas formula&ccedil;&otilde;es de acabamentos com pigmentos minerais e com &oacute;xidos met&aacute;licos de ferro como filtros UV-A adicionais, e com catalisadores da secagem/polimeriza&ccedil;&atilde;o r&aacute;pida do acabamento (secante tri-met&aacute;lico).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f20"> <img src="/img/revistas/cpm/v32n1/32n1a02f20.jpg">     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>As nano part&iacute;culas de alguns &oacute;xidos met&aacute;licos s&atilde;o conhecidas por ter efeito absorvedor da radia&ccedil;&atilde;o UV [11]. Neste estudo, ensaios feitos numa madeira de cor clara com um acabamento contendo nano part&iacute;culas de &oacute;xido de zinco (ZnO), revelaram uma diminui&ccedil;&atilde;o do amarelecimento ap&oacute;s exposi&ccedil;&atilde;o &agrave; luz UV.</p>     <p>Em estudos realizados pelos autores com um acabamento aplicado em pasta feito com &oacute;leo de linha&ccedil;a e pigmentos de &oacute;xidos de ferro revelaram tamb&eacute;m um bom efeito filtrante da radia&ccedil;&atilde;o UV, o que foi verificado n&atilde;o pela altera&ccedil;&atilde;o da cor natural da madeira, pois o pigmento &eacute; fortemente colorido, mas pela boa apar&ecirc;ncia da superf&iacute;cie.</p>     <p>Um dos inconvenientes das solu&ccedil;&otilde;es de acabamento com &oacute;leos &eacute; o seu elevado tempo de secagem e o cheiro desagrad&aacute;vel, pelo que se encontram em ensaio amostras com vista &agrave; resolu&ccedil;&atilde;o destes problemas nomeadamente atrav&eacute;s da adi&ccedil;&atilde;o de secantes e &oacute;leos essenciais e extratos de plantas arom&aacute;ticas.</p>     <p><B>4.4 O futuro das solu&ccedil;&otilde;es e acabamento</B></p>     <p>No futuro, as solu&ccedil;&otilde;es de acabamento ter&atilde;o de potenciar as formula&ccedil;&otilde;es com penetra&ccedil;&atilde;o na camada superficial da madeira e altera&ccedil;&atilde;o das suas propriedades superficiais, adicionando filtros de radia&ccedil;&atilde;o eficazes e algum componente que adicione propriedades hidrorrepelentes de longa dura&ccedil;&atilde;o. Desta forma conseguir-se-ia evitar a altera&ccedil;&atilde;o de propriedades da madeira, manter a madeira sempre seca, diminuindo os movimentos da superf&iacute;cie. Com a repel&ecirc;ncia &agrave; &aacute;gua conseguir-se-ia n&atilde;o s&oacute; evitar ader&ecirc;ncia de sujidade e contaminantes qu&iacute;micos, como evitaria o desenvolvimento de microrganismos que necessitam de pequenas bolsas de humidade para se desenvolverem. Este efeito consegue-se durante alguns meses com uma adequada prepara&ccedil;&atilde;o das superf&iacute;cies e aplica&ccedil;&otilde;es de pigmentos de granulometria muito fina. O efeito de repel&ecirc;ncia &agrave; &aacute;gua pode ser conseguido por via qu&iacute;mica ou por via f&iacute;sica. Certos valores de rugosidade das superf&iacute;cies entram em conflito com a tens&atilde;o superficial da &aacute;gua, n&atilde;o permitindo a forma&ccedil;&atilde;o e ader&ecirc;ncia de micro gotas, <a href="#f21">Figura 21</a>.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f21"> <img src="/img/revistas/cpm/v32n1/32n1a02f21.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>A repel&ecirc;ncia &agrave; &aacute;gua pode ser obtida por efeito f&iacute;sico [12 - 13]. Altera&ccedil;&otilde;es da rugosidade das superf&iacute;cies &agrave; escala nano alteram tamb&eacute;m muitas propriedades de superf&iacute;cie, nomeadamente a repel&ecirc;ncia &agrave; &aacute;gua, o que &eacute; conhecido em terminologia inglesa pelo termo “lotus effect” [14]. Esta designa&ccedil;&atilde;o prende-se com o efeito natural da folha de uma planta aqu&aacute;tica “lotus” que tem uma completa repel&ecirc;ncia &agrave;s gotas de &aacute;gua.</p>     <p>As propriedades de repel&ecirc;ncia &agrave; &aacute;gua s&atilde;o observadas nos fen&oacute;menos da natureza [15], mas s&oacute; muito recentemente estudadas e explicadas, sendo ainda muito fraca a oferta de produtos comerciais que desenvolvam esta propriedade das superf&iacute;cies para objetivos pr&aacute;ticos na prote&ccedil;&atilde;o de materiais.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>5. MODELOS DE MANUTEN&Ccedil;&Atilde;O DE ACABAMENTOS</b></p>     <p>Quando um acabamento perde a sua fun&ccedil;&atilde;o protetora da madeira, ou deixa de desempenhar a fun&ccedil;&atilde;o decorativa desejada, h&aacute; necessidade de proceder a repinturas, repara&ccedil;&otilde;es ou manuten&ccedil;&otilde;es.</p>     <p>Os autores est&atilde;o a desenvolver um modelo que permita avaliar a rela&ccedil;&atilde;o entre a dura&ccedil;&atilde;o de vida de um acabamento e a intensidade e custos das opera&ccedil;&otilde;es de manuten&ccedil;&atilde;o e renova&ccedil;&atilde;o, de modo a permitir tomar as op&ccedil;&otilde;es de melhor equil&iacute;brio entre diferentes interesses contradit&oacute;rios.</p>     <p>No modelo proposto na <a href="#f22">Figura 22</a>, relativo a um acabamento com pel&iacute;cula, a degrada&ccedil;&atilde;o em fim de ciclo &eacute; quase total, ou seja, n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel reaproveitar nada do produto inicial. A solu&ccedil;&atilde;o &eacute; a completa remo&ccedil;&atilde;o dos restos degradados do acabamento inicial e proceder tal como tinha sido feito na aplica&ccedil;&atilde;o nova. Os custos s&atilde;o ainda mais elevados do que na primeira aplica&ccedil;&atilde;o, tendo em conta a dificuldade de remo&ccedil;&atilde;o dos restos do produto inicial at&eacute; algumas d&eacute;cimas de mil&iacute;metro do material de base.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f22"> <img src="/img/revistas/cpm/v32n1/32n1a02f22.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Na <a href="#f23">Figura 23</a> mostra-se a degrada&ccedil;&atilde;o do acabamento at&eacute; &agrave; sua fase de repara&ccedil;&atilde;o/manuten&ccedil;&atilde;o, relativamente a um produto que se destaque f&aacute;cil e naturalmente (farina&ccedil;&atilde;o do acabamento), mas n&atilde;o formando uma pelicula cont&iacute;nua, ou como acontece tamb&eacute;m com os &oacute;leos pigmentados impregnados na camada superficial. Uma vez que se espera que exista ainda alguma cor e restos do &oacute;leo de acabamento que ficaram impregnados na madeira, basta fazer uma limpeza da sujidade superficial e aplicar uma nova dem&atilde;o, &agrave; semelhan&ccedil;a da aplica&ccedil;&atilde;o inicial. Os custos desta repara&ccedil;&atilde;o/manuten&ccedil;&atilde;o s&atilde;o relativamente reduzidos e n&atilde;o necessitam de equipamentos, nem t&eacute;cnicas, nem de conhecimentos muito especializados.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f23"> <img src="/img/revistas/cpm/v32n1/32n1a02f23.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A melhoria da efici&ecirc;ncia desta fam&iacute;lia de acabamentos consiste no aumento do intervalo de manuten&ccedil;&otilde;es ou na menor degrada&ccedil;&atilde;o relativa se compararmos no mesmo prazo de manuten&ccedil;&atilde;o, <a href="#f24">Figura 24</a>.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f24"> <img src="/img/revistas/cpm/v32n1/32n1a02f24.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>A abordagem baseada em solu&ccedil;&otilde;es de alta tecnologia, vernizes de solventes e pol&iacute;meros cada vez mais dur&aacute;veis e resistentes, tem tamb&eacute;m mostrado melhorias, mas com custos desproporcionados, e em todo o caso, nunca conseguindo evitar a fase final de degrada&ccedil;&atilde;o catastr&oacute;fica e com elevad&iacute;ssimos custos de repara&ccedil;&atilde;o. Este comportamento corresponde ao que se encontra representado na <a href="#f25">Figura 25</a>. A busca de aumento de efici&ecirc;ncia tem-se feito tentando aumentar o tempo de intervalo entre opera&ccedil;&otilde;es (linha quebrada aos 36 meses). Mas acontece que os produtos mais resistentes e de elevada ader&ecirc;ncia tornam-se extremamente dif&iacute;ceis de remover no fim de ciclo. Os custos desta renova&ccedil;&atilde;o s&atilde;o elevados.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f25"> <img src="/img/revistas/cpm/v32n1/32n1a02f25.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>6. CONCLUS&Otilde;ES</b></p>     <p>Tendo em conta que uma solu&ccedil;&atilde;o com aspeto final brilhante ou mate, pel&iacute;cula imperme&aacute;vel e de dura&ccedil;&atilde;o ilimitada ainda n&atilde;o existe (nem sequer &eacute; uma op&ccedil;&atilde;o de pre&ccedil;o), ent&atilde;o t&ecirc;m de ser ponderadas comparativamente as solu&ccedil;&otilde;es tecnologicamente poss&iacute;veis.</p>    <p></p>     <p>A avalia&ccedil;&atilde;o de um produto de acabamento tem de ter em conta n&atilde;o s&oacute; a perfei&ccedil;&atilde;o e o aspeto est&eacute;tico do produto quando aplicado recentemente, mas tamb&eacute;m ter conhecimento do comportamento a longo prazo. Por outras palavras, na aquisi&ccedil;&atilde;o de uma nova solu&ccedil;&atilde;o de acabamento e prote&ccedil;&atilde;o de madeira n&atilde;o se devia apenas mostrar o aspeto ap&oacute;s a aplica&ccedil;&atilde;o inicial. Seria essencial e absolutamente esclarecedor ser mostrado, juntamente com a amostra do produto quando aplicado, tamb&eacute;m uma amostra com o aspeto ap&oacute;s v&aacute;rios anos de exposi&ccedil;&atilde;o &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es expet&aacute;veis de utiliza&ccedil;&atilde;o. Este mesmo princ&iacute;pio devia ser seguido para outras solu&ccedil;&otilde;es de acabamento e prote&ccedil;&atilde;o.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Sabe-se que nenhum acabamento tem um tempo de vida ilimitado, portanto, se o substrato a proteger tiver um tempo de vida maior do que a dura&ccedil;&atilde;o do acabamento, ent&atilde;o &eacute; necess&aacute;rio fazer renova&ccedil;&otilde;es peri&oacute;dicas do acabamento. Neste caso, t&ecirc;m de ser ponderadas a duas possibilidades de interven&ccedil;&atilde;o, ou seja, se vale mais a pena ter um produto de longa dura&ccedil;&atilde;o entre manuten&ccedil;&otilde;es/renova&ccedil;&otilde;es, mas cuja renova&ccedil;&atilde;o implica interven&ccedil;&atilde;o profunda e de elevado custo, ou se &eacute; mais econ&oacute;mico usar acabamentos, que, embora de menor dura&ccedil;&atilde;o, tenham uma maior facilidade e menor custo de renova&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Para madeiras e produtos derivados, as solu&ccedil;&otilde;es do segundo tipo, ou seja, com impregna&ccedil;&atilde;o superficial de &oacute;leos secativos com pigmentos e repel&ecirc;ncia &agrave; &aacute;gua, est&atilde;o a revelar-se mais vantajosas. Embora o aspeto inicial n&atilde;o seja t&atilde;o perfeito ao n&iacute;vel de “lisura” e as superf&iacute;cies n&atilde;o fiquem com brilho nem facilidade de lavagem, as vantagens de elevada durabilidade, associada a uma manuten&ccedil;&atilde;o/renova&ccedil;&atilde;o mais econ&oacute;mica, fazem com que seja melhor solu&ccedil;&atilde;o para grandes superf&iacute;cies, revestimentos de paredes, veda&ccedil;&otilde;es, mobili&aacute;rio de exterior, estruturas decorativas (p&eacute;rgulas, etc.), relativamente aos acabamentos com pel&iacute;culas lisas, duras e imperme&aacute;veis.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></p>     <!-- ref --><p>[1] F. Graziola, F. Girardi, R. Di Maggio et al., Prog. Org. Coat., 74, 479 (2012).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S0870-1164201300010000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[2] D. Kocaefe and S. Saha, Appl. Surf. Sci., 258, 5283 (2012).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000149&pid=S0870-1164201300010000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[3] D. Panov and N. Terziev, Int. Biodeter. Biodegr., 63, 456 (2009).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000151&pid=S0870-1164201300010000200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>[4] H. Pereira (Celulose e Hemicelulose da Madeira), Instituto Superior de Agronomia, Universidade T&eacute;cnica de Lisboa, Lisboa (1982).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000153&pid=S0870-1164201300010000200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[5] A. Carvalho (Madeiras Portuguesas - Estrutura Anat&oacute;mica, Propriedades, Utiliza&ccedil;&otilde;es), Vol. I, Instituto Florestal, Lisboa (1996).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000155&pid=S0870-1164201300010000200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[6] D. Fengel and G. Wegener (Wood Chemistry, Ultrastructure, Reactions), (Walter de Gruyter ed.), Berlin (1984).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000157&pid=S0870-1164201300010000200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[7] C. Schaller and D. Rogez, J. Coat. Technol. Res., 4(4), 401 (2007).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000159&pid=S0870-1164201300010000200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[8] B. George, E. Suttie, A. Merlin et al., Polym. Degrad. Stabil., 88, 268 (2005).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000161&pid=S0870-1164201300010000200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>[9] R. J. Gettens and G. L. Stout (Art Instruction. Drying Oils), Dover Publications, Inc., New York (1996).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000163&pid=S0870-1164201300010000200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[10] N. Matsukawa (Drying Oils and Mediums), (Norihiro Matsukawa ed.), (1999-2002).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000165&pid=S0870-1164201300010000200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[11] J. Salla, K. Pandey and K. Srinivas, Polym. Degrad. Stabil., 97, 592 (2012).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000167&pid=S0870-1164201300010000200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[12] C. T. Hsieh, B. S. Chang and J. J. Lin, Appl. Surf. Sci., 257, 7997 (2011).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000169&pid=S0870-1164201300010000200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[13] A. V. Eckewed, W. Homann and H. Militz (Water Repellency of Some Natural Oils in Wood Preservation), Cost Action E 22, Germany (2001).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000171&pid=S0870-1164201300010000200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>[14] J. Nye, Lotus Leaf Effect: Part 1: In Nature; Part 2: In Technology. Lake Mills Area Schools, Institute for Chemical Education and Nanoscale Science and Engineering Center, University of Wisconsin-Madison in <a href="http://www.nisenet.org/catalog/programs/lotus-leaf-effect" target="_blank">http://www.nisenet.org/catalog/programs/lotus-leaf-effect</a> (2012) (acesso em 15/03/2013).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000173&pid=S0870-1164201300010000200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[15] B. Poole, Biomimetics: Borrowing from Biology. University of Bristol in <a href="http://www.thenakedscientists.com/HTML/articles/article/biomimeticsborrowingfrombiology/" target="_blank">http://www.thenakedscientists.com/HTML/articles/article/biomimeticsborrowingfrombiology/</a> (2012) (acesso em 15/03/2013).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000175&pid=S0870-1164201300010000200015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Artigo submetido em Novembro de 2012 e aceite em Mar&ccedil;o de 2013</p>      ]]></body><back>
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