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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Ensaios de corrosão sob tensão do aço api 5l x70 em meio de etanol]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The objective of this study was to evaluate the stress corrosion of steel API 5L-X70 in ethanol media from diverse origins: PA anhydrous ethanol, ethanol from sugar-cane (different lots of a refinery), and corn ethanol. In the trials were used samples with V-notch under reduced slow-strain-rate (1.0x10-5 mm.s-1), and ultrapure nitrogen and super dry synthetic air atmospheres. Fractures of the specimens were characterized by scanning electron microscopy (SEM). The simultaneous analysis of the curve load (kgf ) versus extension (%) and the fracture micrographs showed the following as the SC: 1) anhydrous ethanol behaves as an inert; 2) ethanol from sugar cane exhibits a slight aggressive action, particularity for synthetic air atmosphere; 3) corn ethanol quite aggressive in synthetic air atmosphere.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Aço API 5L X70]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO</b></p>     <p><b>Ensaios de corros&atilde;o sob tens&atilde;o do a&ccedil;o api 5l x70 em meio de etanol</b></p>     <p><b>Stress corrosion tests of API 5L X70 steel in ethanol medium</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>C. Santos(1)(*) , A. C. Joaquim(2) , J. Santos(1) , J. Flor(1) , H. Santos Jr.(1) , Z. Panossian(1) e G. Pimenta(3)</b></p>     <p>(1) Instituto de Pesquisas Tecnol&oacute;gicas do Estado de S&atilde;o Paulo – IPT</p>     <p>(2) Electron Microanalysis</p>     <p>(3) CENPES/PETROBRA S</p>     <p>(*) A quem a correspond&ecirc;ncia deve ser dirigida, e-mail: <a href="mailto:clsantos@ipt.br">clsantos@ipt.br</a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>RESUMO</b></p>     <p>O objetivo deste trabalho foi avaliar a corros&atilde;o sob tens&atilde;o do a&ccedil;o API 5L X70 em meios de etanol de diferente proveni&ecirc;ncia: etanol anidro P.A., etanol da cana de a&ccedil;&uacute;car (distintos lotes de uma refinaria) e etanol de milho. Nos ensaios utilizaram-se corpos de prova com entalhe em V, sob reduzida taxa de deforma&ccedil;&atilde;o (1,0x10-5mm.s-1), e atmosferas de nitrog&ecirc;nio ultrapuro e ar sint&eacute;tico superseco. As fraturas dos corpos de prova foram caracterizadas por microscopia eletr&oacute;nica de varrimento (MEV). A an&aacute;lise simult&acirc;nea das curvas de carga (kgf ) versus extens&atilde;o (%) e das micrografias das fraturas mostrou o seguinte quanto &agrave; CST: 1) o etanol anidro P.A. comporta-se como inerte; 2) o etanol da cana de a&ccedil;ucar manifesta uma ligeira a&ccedil;&atilde;o agressiva, particularmente para a atmosfera de ar sint&eacute;tico; 3) o etanol de milho bastante agressivo na atmosfera de ar sint&eacute;tico.</p>     <p><b>Palavras-Chave</b>: Etanol, Corros&atilde;o sob Tens&atilde;o, A&ccedil;o API 5L X70</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>The objective of this study was to evaluate the stress corrosion of steel API 5L-X70 in ethanol media from diverse origins: PA anhydrous ethanol, ethanol from sugar-cane (different lots of a refinery), and corn ethanol. In the trials were used samples with V-notch under reduced slow-strain-rate (1.0x10-5 mm.s-1), and ultrapure nitrogen and super dry synthetic air atmospheres. Fractures of the specimens were characterized by scanning electron microscopy (SEM). The simultaneous analysis of the curve load (kgf ) versus extension (%) and the fracture micrographs showed the following as the SC: 1) anhydrous ethanol behaves as an inert; 2) ethanol from sugar cane exhibits a slight aggressive action, particularity for synthetic air atmosphere; 3) corn ethanol quite aggressive in synthetic air atmosphere.</p>     <p><b>Keywords</b>: Ethanol Fuel, Stress Corrosion Cracking, API 5L X70 Steel</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>1. INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></p>     <p>O fen&ocirc;meno de corros&atilde;o sob tens&atilde;o (CST) de ligas ferrosas em meios alco&oacute;licos, foi uma das &aacute;reas da corros&atilde;o extensamente abordada no final da d&eacute;cada dos anos 80. Estes revelam-se de grande import&acirc;ncia tendo em vista o transporte de etanol ou de outros combust&iacute;veis alternativos. No entanto, s&oacute; a partir de meados da d&eacute;cada de 2000 &eacute; que o tema CST ganha novamente notoriedade, com os trabalhos realizados pelo Instituto Americano de Petr&oacute;leo (American Petroleum Institute – API) e a Associa&ccedil;&atilde;o de Combust&iacute;veis Renov&aacute;veis (Renewable Fuels Association – RFA) [1], face &agrave; import&acirc;ncia do etanol como combust&iacute;vel.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Farina e Grassini [2] estudaram o efeito do cloreto de l&iacute;tio, &aacute;cido sulf&uacute;rico e perclorato de l&iacute;tio em meios de metanol, etanol e propanol. Sridhar et al. [3], mostraram a import&acirc;ncia dos contaminantes considerados na norma ASTM D 4806 e da presen&ccedil;a de oxig&eacute;nio na ocorr&ecirc;ncia de CST em corpos de prova entalhados de a&ccedil;o-carbono ASTM A 36. Landim et al. [4,5] analisaram a influ&ecirc;ncia da tens&atilde;o de deforma&ccedil;&atilde;o na CST, para o a&ccedil;o API 5L X70, em diversos meios de etanol. Os resultados ratificaram a efici&ecirc;ncia do m&eacute;todo adotado para observar o fen&ocirc;meno de CST e, tamb&eacute;m, a import&acirc;ncia dos contaminantes nos meios de etanol.</p>     <p>Este trabalho tem como objetivo estudar a import&acirc;ncia do tipo de etanol (anidro, de cana do a&ccedil;ucar e de milho) na CST do a&ccedil;o API 5L X70.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>2. METODOLOGIA</b></p>     <p>Os ensaios de CST realizaram-se &agrave; temperatura ambiente, de acordo com as normas ASTM G129 [6] e NACE TM0198 [7]. A carga de tra&ccedil;&atilde;o aplicada ao corpo de prova, numa m&aacute;quina servomec&acirc;nica, efectuouse por meio de um motor el&eacute;trico acoplado a uma engrenagem mec&acirc;nica. &Agrave; medida que o ensaio avan&ccedil;ava dois extens&ocirc;metros mediram a varia&ccedil;&atilde;o da dimens&atilde;o longitudinal e transversal do corpo de prova. A taxa de deforma&ccedil;&atilde;o foi de 1,0x10-5 mm.s-1.</p>     <p>A c&eacute;lula adaptada para os ensaios em meio de etanol foi confeccionada em vidro de borossilicato e Teflon?.</p>     <p>Os corpos de prova foram presos por meio de um anel de veda&ccedil;&atilde;o posicionado contra a tampa com rosca, de modo a evitar o contacto do meio com a garra da m&aacute;quina servomec&acirc;nica, <a href="#f1">Figura 1</a>.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f1"> <img src="/img/revistas/cpm/v32n1/32n1a03f1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>A <a href="#f2">Figura 2(a)</a> mostra os corpos de prova com entalhe em “V”, maquinados a partir de tro&ccedil;os cil&iacute;ndricos de a&ccedil;o API 5L X70. Os entalhes foram observados por microscopia eletr&oacute;nica de varrimento (MEV – FEG), para controlar a qualidade e dimens&otilde;es da maquinagem, <a href="#f2">Figura 2(b)</a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="f2"> <img src="/img/revistas/cpm/v32n1/32n1a03f2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Os meios ensaiados foram os seguintes:</p>     <p>- etanol anidro P.A., fabricante VETEC, a designar de Etanol P.A.;</p>     <p>- o etanol combust&iacute;vel anidro de cana de a&ccedil;&uacute;car colhido num tanque de armazenamento, a designar de Tanque;</p>     <p>- o etanol combust&iacute;vel anidro de cana de a&ccedil;&uacute;car colhido num dos vag&otilde;es do terminal ferrovi&aacute;rio integrado numa refinaria, a designar de Vag&atilde;o;</p>     <p>- etanol combust&iacute;vel de milho, a designar de Importado.</p>     <p>Todos estes meios foram testados para duas atmosferas: 1) N2 – nitrog&ecirc;nio ultrapuro (borbulhado previamente na solu&ccedil;&atilde;o durante 0,5 h) e 2) ArSint – ar sint&eacute;tico superseco (borbulhado previamente na solu&ccedil;&atilde;o durante 1 h).</p>     <p>As superf&iacute;cies de fratura dos corpos de prova foram examinadas num estereosc&oacute;pio (Zeiss) com amplia&ccedil;&atilde;o de 4X e, tamb&eacute;m, por MEVFEG com amplia&ccedil;&atilde;o de 2500X, e com registos macro e microgr&aacute;ficos, respectivamente. Para termo de compara&ccedil;&atilde;o foram testados corpos de prova ao ar (prova em branco).</p>     <p>Os resultados dos ensaios de CST apresentam-se sob a forma da carga (kgf ) versus extens&atilde;o (%). A an&aacute;lise das curvas obtidas foi complementada pelas imagens das fraturas dos corpos de prova:</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>- imagem global da fratura (estereosc&oacute;pio);</p>     <p>- detalhe da borda da fratura (microsc&oacute;pio eletr&ocirc;nico de varrimento).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>3. RESULTADOS</b></p>     <p>As <a href="#f3">figuras 3 a 6</a> mostram as curvas carga/extens&atilde;o para os diferentes meios utilizados, juntamente com o resultado do ensaio em branco.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f3"> <img src="/img/revistas/cpm/v32n1/32n1a03f3.jpg">     
<p>&nbsp;</p> <a name="f4"> <img src="/img/revistas/cpm/v32n1/32n1a03f4.jpg">     
<p>&nbsp;</p> <a name="f5"> <img src="/img/revistas/cpm/v32n1/32n1a03f5.jpg">     
<p>&nbsp;</p> <a name="f6"> <img src="/img/revistas/cpm/v32n1/32n1a03f6.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Na <a href="#f3">figura 3</a>, observa-se que a curva do corpo de prova sob atmosfera de ArSint (linha verde tracejada) est&aacute; mais pr&oacute;xima da curva do corpo de prova ao ar (linha preta cheia). Para a atmosfera de nitrog&ecirc;nio (linha verde cheia), a curva encontra-se mais afastada do que a curva sob atmosfera de ar sint&eacute;tico e, tamb&eacute;m, do corpo de prova ao ar.</p>     <p>Na <a href="#f4">figura 4</a>, verifica-se que a curva preta relativa ao corpo de prova ao ar e a curva vermelha tracejada, Tanque/ArSint, s&atilde;o muito semelhantes, apresentando praticamente a mesma extens&atilde;o antes da ruptura. J&aacute; na curva vermelha cheia, Tanque/N2, a extens&atilde;o &eacute; menor que as anteriores.</p>     <p>Na <a href="#f5">figura 5</a>, observa-se que o corpo de prova no etanol Vag&atilde;o/N2 (curva azul cheia) apresentou extens&atilde;o inferior &agrave; alcan&ccedil;ada pelo corpo de prova ao ar (curva preta cheia) e o ensaiado no etanol Vag&atilde;o/ArSint (curva azul tracejada) exibiu extens&atilde;o ainda menor.</p>     <p>Para o Importado (<a href="#f6">figura 6</a>) sob ambas as atmosferas, verificaram-se os menores valores de extens&atilde;o, sendo a menor para a atmosfera de ar sint&eacute;tico.</p>     <p>Uma an&aacute;lise inicial das curvas carga/extens&atilde;o aponta para duas tend&ecirc;ncias:</p>     <p>- as amostras Vag&atilde;o e Importado provocaram CST em todos os meios, uma vez que os valores de extens&atilde;o foram claramente menores do que a extens&atilde;o observada para ensaio padr&atilde;o, principalmente, sob a atmosfera de ar sint&eacute;tico;</p>     <p>- as amostras Etanol P.A. e Tanque sob atmosfera de ArSint n&atilde;o provocaram CST, pois os valores de extens&atilde;o foram semelhantes ao do ensaio padr&atilde;o;</p>     <p>Para a atmosfera de N2, os valores de extens&atilde;o n&atilde;o foram t&atilde;o pr&oacute;ximos dos referentes ao ensaio padr&atilde;o, mas foram superiores &agrave;s observadas para as amostras Vag&atilde;o e Importado.</p>     <p>As <a href="#t1">tabelas 1</a> e <a href="#t2">2</a> apresentam as macrofractografias e as microfractografias dos corpos de prova ensaiados.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t1"> <img src="/img/revistas/cpm/v32n1/32n1a03t1.jpg">     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="t2"> <img src="/img/revistas/cpm/v32n1/32n1a03t2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Na <a href="#t1">tabela 1</a>, v&ecirc;-se que as macrofractografias dos corpos de prova ao ar, Etanol P.A./N2, Etanol P.A./ArSint e Tanque/ArSint apresentaram bordas arredondadas rente aos respectivos entalhes. As fraturas mostraram-se levemente el&iacute;pticas, evidenciando a estric&ccedil;&atilde;o dos corpos de prova, e, consequentemente, caracterizando-se como uma fratura d&uacute;ctil.</p>     <p>O corpo de prova ensaiado no Tanque/N2 n&atilde;o apresentou a forma el&iacute;ptica, ou seja, manteve a sua sec&ccedil;&atilde;o circular, por&eacute;m, a sua borda mostrou-se arredondada rente ao seu entalhe. A macrofractografia obtida em estereosc&oacute;pio, neste caso, n&atilde;o revelou claramente a natureza da sua fratura (<a href="#t1">tabela 1</a>).</p>     <p>Para os ensaios realizados em Vag&atilde;o/N2, Vag&atilde;o/ArSint, Importado/N2 e Importado/ArSint, <a href="#t1">tabela 1</a>, pode-se observar que as bordas dos corpos de prova s&atilde;o de sec&ccedil;&atilde;o circular com a forma&ccedil;&atilde;o de uma regi&atilde;o plana, no formato de anel, rente aos entalhes dos corpos de prova. Estes an&eacute;is mostraram-se opacos, de colora&ccedil;&atilde;o cinza claro e com trincas radiais. A forma&ccedil;&atilde;o das regi&otilde;es planas e a manuten&ccedil;&atilde;o da sec&ccedil;&atilde;o circular dos corpos de prova indicam que houve fratura fr&aacute;gil dos corpos de prova, <a href="#t1">tabela 1</a>.</p>     <p>Destaca-se que somente os corpos de prova em etanol de milho, sob ambas as atmosferas, patentearam corros&atilde;o vermelha na regi&atilde;o do anel, indicando a maior agressividade deste tipo de etanol.</p>     <p>As microfractografias de MEV-FEG, <a href="#t2">tabela 2</a>, mostram com maior clareza as caracter&iacute;sticas das fraturas j&aacute; discutidas pelas imagens de estereosc&oacute;pio (<a href="#t1">tabela 1</a>).</p>     <p>Para o meio de Etanol P.A., em ambas as atmosferas, pode-se observar a regi&atilde;o de cisalhamento do entalhe confirmando o comportamento de fratura d&uacute;ctil. Apesar da curva carga/extens&atilde;o para o meio de Etanol P.A., sob atmosfera de nitrog&ecirc;nio, ter apresentado menor extens&atilde;o, o exame da fratura evidenciou tratar-se de fratura d&uacute;ctil, <a href="#t2">tabela 2</a>. Portanto, o Etanol P.A., para ambas as atmosferas, n&atilde;o provocou CST. Conv&eacute;m sublinhar para o corpo de prova no etanol Tanque/N2, <a href="#t2">tabela 2</a>, que a fratura foi caracterizada como fr&aacute;gil, apesar de n&atilde;o ter havido a forma&ccedil;&atilde;o do anel, como observado para as amostras Vag&atilde;o e Importado, vide <a href="#t1">tabela 1</a>. Na <a href="#t2">tabela 2</a>, observa-se que o corpo de prova em Tanque/N2 n&atilde;o apresentou cisalhamento na regi&atilde;o do entalhe, mas verifica-se uma regi&atilde;o com fratura fr&aacute;gil, caracterizada pela aus&ecirc;ncia de planos de escorregamentos e presen&ccedil;a de diferentes planos de clivagem pr&oacute;ximos da borda do corpo de prova. Destaca-se que este comportamento foi observado somente em parte do corpo de prova. Segundo Wolynec [8], a fratura fr&aacute;gil pode ocorrer num lado particular da fratura e n&atilde;o em toda a periferia do corpo de prova. J&aacute; para o corpo de prova em Tanque/ArSint, a fratura apresentou cisalhamento, sendo assim, caracterizado como fratura d&uacute;ctil. Para a amostra Tanque sob atmosfera de N2, verificou-se a ocorr&ecirc;ncia de CST, o que n&atilde;o aconteceu para a atmosfera de ArSint.</p>     <p>Para as amostras de etanol Vag&atilde;o e Importado, em ambas as atmosferas estudadas, as fraturas dos corpos de prova n&atilde;o mostraram cisalhamento na regi&atilde;o do entalhe. A fratura &eacute; fr&aacute;gil, caracterizada pela presen&ccedil;a de diferentes planos de clivagem pr&oacute;ximos &agrave; borda dos corpos de prova. Para os dois meios estudados e para ambas as atmosferas, observou-se a ocorr&ecirc;ncia de CST, <a href="#t2">tabela 2</a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>4. DISCUSS&Atilde;O</b></p>     <p>Para facilitar a compara&ccedil;&atilde;o dos resultados obtidos para todas as amostras de etanol, nas condi&ccedil;&otilde;es estudadas, elaborou-se a <a href="#t3">tabela 3</a> onde se exp&otilde;em os valores da extens&atilde;o &agrave; ruptura e a nota de ocorr&ecirc;ncia ou n&atilde;o de CST no a&ccedil;o. A an&aacute;lise desta tabela permite dizer o seguinte:</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t3"> <img src="/img/revistas/cpm/v32n1/32n1a03t3.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>- o Etanol P.A. n&atilde;o provocou CST em ambas as atmosferas;</p>     <p>- o etanol de cana de a&ccedil;&uacute;car, amostra Tanque, n&atilde;o susceptibilizou o a&ccedil;o API 5L X70 para CST na atmosfera de ArSint, mas, f&ecirc;-lo na atmosfera de N2;</p>     <p>- o etanol de cana de a&ccedil;&uacute;car, amostra Vag&atilde;o, e o etanol de milho, amostra Importado, provocaram CST nas duas atmosferas, particularmente na atmosfera de ar sint&eacute;tico.</p>     <p>Os resultados obtidos n&atilde;o possibilitaram estabelecer uma correla&ccedil;&atilde;o entre a atmosfera de ensaio (nitrog&ecirc;nio – empobrecida em oxig&ecirc;nio e ar sint&eacute;tico – enriquecida em oxig&ecirc;nio) e a propens&atilde;o &agrave; CST, isto porque, para a amostra Tanque a atmosfera de nitrog&ecirc;nio (empobrecida em oxig&ecirc;nio) foi a condi&ccedil;&atilde;o que favoreceu a CST, enquanto que para a amostra Vag&atilde;o e para a amostra Importado a CST ocorreu em ambas as atmosferas, sendo mais agressiva a atmosfera de ar sint&eacute;tico (enriquecida em oxig&ecirc;nio).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>5. CONCLUS&Otilde;ES</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As conclus&otilde;es do presente trabalho est&atilde;o apresentadas a seguir, por&eacute;m, ressalta-se que ter&atilde;o de ser efectuados estudos complementares para avaliar a origem e a identifica&ccedil;&atilde;o dos contaminantes, bem como o seu controle.</p>     <p>1&ordf; - Os ensaios mostraram que o Etanol P.A. n&atilde;o provocou CST para as atmosferas de N2 ultrapuro e ar sint&eacute;tico superseco, evidenciando que o fen&ocirc;meno CST n&atilde;o depende do composto org&acirc;nico etanol, mas sim dos poss&iacute;veis contaminantes nele existente.</p>     <p>2&ordf; - A amostra Tanque (etanol combust&iacute;vel anidro de cana de a&ccedil;&uacute;car) n&atilde;o originou CST sob atmosfera de ar sint&eacute;tico, mas j&aacute; o fez para a atmosfera de nitrog&ecirc;nio; a amostra Vag&atilde;o (etanol combust&iacute;vel anidro de cana de a&ccedil;&uacute;car) e o etanol Importado (etanol combust&iacute;vel anidro de milho) provocaram CST para ambas as atmosferas estudadas, sendo que a atmosfera de ar sint&eacute;tico foi a mais agressiva.</p>     <p>3&ordf; - A atmosfera de ar sint&eacute;tico, para as amostras de etanol Vag&atilde;o (cana de a&ccedil;&uacute;car) e Importado (milho), favoreceu a ocorr&ecirc;ncia de CST, mas, n&atilde;o se pode generalizar, visto que n&atilde;o se observou CST para a amostra Tanque (cana de a&ccedil;&uacute;car). E, intrinsecamente, a atmosfera de ar sint&eacute;tico n&atilde;o provoca CST porque n&atilde;o se observou este fen&ocirc;meno quando se ensaiou Etanol P.A. sob atmosfera de ar sint&eacute;tico.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></p>     <!-- ref --><p>[1] R. D. Kane, N. S. Fnace, M. P. Brongers et al., Mater. Performance, 44, 12, 50 (2005).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000089&pid=S0870-1164201300010000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[2] C. A. Farina and U. Grassini, Electrochim. Acta, 32, 6, 977 (1987).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000091&pid=S0870-1164201300010000300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>[3] N. Sridhar, K. Price, J. Buckingham and J. Dante, Corrosion, 62, 8, 687 (2006).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000093&pid=S0870-1164201300010000300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[4] R. V. Landim, S. M. C. Souza, J. A. C. Velasco et al., (Susceptibility to stress corrosion cracking of steel API 5L X70 used on pipelines transport of ethanol and their mixtures/influence of contaminants) in Proceedings da 11&ordf; Confer&ecirc;ncia Sobre Tecnologia de Equipamentos - COTEQ, Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Ensaios N&atilde;o Destrutivos e Inspe&ccedil;&atilde;o, Maio, Porto de Galinhas, Brasil (2011).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000095&pid=S0870-1164201300010000300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[5] R. V. Landim, S. M. C. Souza, J. A. C. Velasco et al. (The use of the slow strain rate method (SSRT) according to standards: ASTM G129/06 to evaluate the susceptibility to stress corrosion cracking of materials to differents ethanol environments), in Proceedings da 11&ordf; Confer&ecirc;ncia Sobre Tecnologia de Equipamentos - COTEQ, Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Ensaios N&atilde;o Destrutivos e Inspe&ccedil;&atilde;o, Maio, Porto de Galinhas, Brasil (2011).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000097&pid=S0870-1164201300010000300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[6] ASTM G 129:2006. (Standard practice for slow strain rate testing to evaluate the susceptibility of metallic materials to environmentally assisted cracking), American Society for Testing and Materials, West Conshohoken, Pennsylvania, USA (2006).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000099&pid=S0870-1164201300010000300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[7] NACE TM0198:2004. (Slow strain rate test method for screening corrosion-resistant alloys (CRAS) for stress corrosion cracking in sour oilfield service), National Association Corrosion Engineering, Houston, Texas, USA (2004).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000101&pid=S0870-1164201300010000300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>[8] S. Wolynec (Corros&atilde;o sob tens&atilde;o), Publica&ccedil;&atilde;o IPT 2645, S&atilde;o Paulo, Brasil (2000).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S0870-1164201300010000300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Artigo submetido em Setembro de 2012 e aceite em Fevereiro de 2013</p>      ]]></body><back>
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