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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Corrosão de armadura de cilindros de betão confinados por duas camadas de GFRP avaliada por impedância electroquímica]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade de Aveiro Departamento de Engenharia de Materiais e Cerâmic Centre for Research in Ceramics and Composite Materials]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This work aims to study the steel reinforcement corrosion in reinforced concrete confined with two layers of glass fiber reinforced polymers (GFRP). Reinforced concrete cylinders with and without GFRP were immersed in a sodium chloride solution. T he corrosion process of the steel rebars was followed by open potential measurements and electrochemical impedance in two and three electrodes systems. Results have shown that two GFRP layers have low permeability and act as an efficient physical barrier. It has been found that imperfections during the GFRP application and its degradation are of great importance in the efficiency of corrosion prevention.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO</b></p>     <p><b>Corros&atilde;o de armadura de cilindros de bet&atilde;o confinados por duas camadas de GFRP avaliada por imped&acirc;ncia electroqu&iacute;mica</b></p>     <p><b>Corrosion evaluation by electrochemical impedance of reinforced concrete cylinders confined by two layers of GFRP</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>B. Sena da Fonseca(1)(2), A. S. Castela(3), M. G. S. Ferreira(1)(4), R. G. Duarte(3) e M. F. Montemor(1)(*)</b></p>     <p>(1) ICEMS, Instituto Superior T&eacute;cnico, Universidade T&eacute;cnica de Lisboa, Av. Rovisco Pais, 1, 1049-001 Lisboa, Portugal</p>     <p>(2) Faculdade de Ci&ecirc;ncias e Tecnologia, Universidade Nova de Lisboa, 2829-516 Caparica</p>     <p>(3) Instituto Polit&eacute;cnico de Set&uacute;bal, ESTBarreiro, 2839-001 Barreiro, Portugal</p>     <p>(4) CICECO, Departamento de Engenharia de Materiais e Cer&acirc;mica, Universidade de Aveiro, 3810-193 Aveiro</p>     <p>(*) A quem a correspond&ecirc;ncia deve ser dirigida, e-mail: <a href="mailto:mfmontemor@ist.utl.pt">mfmontemor@ist.utl.pt</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Este trabalho teve como objetivo o estudo de armaduras de cilindros de bet&atilde;o armado confinados com duas camadas de pol&iacute;meros refor&ccedil;ados com fibras de vidro (GFRP). Provetes cil&iacute;ndricos de bet&atilde;o armado com e sem GFRP foram imersos em solu&ccedil;&atilde;o de cloreto de s&oacute;dio. O estado das armaduras foi avaliado por medi&ccedil;&otilde;es de potencial de circuito aberto e por imped&acirc;ncia eletroqu&iacute;mica com sistemas a dois e tr&ecirc;s eletrodos. Os resultados demostraram que o confinamento de duas camadas de GFRP apresenta baixa permeabilidade e atua como barreira f&iacute;sica &agrave; penetra&ccedil;&atilde;o de solu&ccedil;&atilde;o. Verificou-se que imperfei&ccedil;&otilde;es na fase de aplica&ccedil;&atilde;o do GFRP e sua degrada&ccedil;&atilde;o s&atilde;o de grande import&acirc;ncia na efici&ecirc;ncia da preven&ccedil;&atilde;o de corros&atilde;o.</p>     <P><b>Palavras-chave</b>: GFRP, Bet&atilde;o Armado, Corros&atilde;o, EIS</P>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSCTRACT</b></p>     <p>This work aims to study the steel reinforcement corrosion in reinforced concrete confined with two layers of glass fiber reinforced polymers (GFRP). Reinforced concrete cylinders with and without GFRP were immersed in a sodium chloride solution. T he corrosion process of the steel rebars was followed by open potential measurements and electrochemical impedance in two and three electrodes systems. Results have shown that two GFRP layers have low permeability and act as an efficient physical barrier. It has been found that imperfections during the GFRP application and its degradation are of great importance in the efficiency of corrosion prevention.</p>     <p><b>Keywords</b>: GFRP, Reinforced Concrete, Corrosion, EIS </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><B>1. INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</B></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O desempenho e a durabilidade dos componentes constituintes das infraestruturas em bet&atilde;o armado constituem uma preocupa&ccedil;&atilde;o crescente na constru&ccedil;&atilde;o civil, tendo presente os crit&eacute;rios de sustentabilidade actualmente privilegiados. Por outro lado, a degrada&ccedil;&atilde;o introduzida nessas estruturas por fatores ex&oacute;genos est&aacute; na origem de dispendiosas interven&ccedil;&otilde;es de repara&ccedil;&atilde;o e refor&ccedil;o de estruturas de bet&atilde;o armado.</p>     <p>A corros&atilde;o das armaduras de a&ccedil;o &eacute; reconhecida como o maior problema que afeta a integridade estrutural destas estruturas [1 - 4]. Em pilares de pontes, garagens subterr&acirc;neas e em constru&ccedil;&otilde;es costeiras a presen&ccedil;a de elementos agressivos como os cloretos potencia esta situa&ccedil;&atilde;o [3].</p>     <p>Apesar das armaduras de a&ccedil;o estarem protegidas contra a corros&atilde;o devido ao ambiente alcalino proporcionado pelo bet&atilde;o (pH˜13), a penetra&ccedil;&atilde;o de i&otilde;es cloreto pode provocar a destrui&ccedil;&atilde;o do filme passivo o que inicia a atividade corrosiva [1 - 3, 5 - 7].</p>     <p>Os produtos originados por esta rea&ccedil;&atilde;o possuem volume muito superior ao do seu estado original o que gera for&ccedil;as de tens&atilde;o no interior do bet&atilde;o [7, 8]. Como consequ&ecirc;ncia, poder&aacute; ocorrer fissura&ccedil;&atilde;o e desagrega&ccedil;&atilde;o [1, 6 - 8] que se acentuam com o tempo pois as armaduras ficam diretamente expostas. A diminui&ccedil;&atilde;o da sec&ccedil;&atilde;o das armaduras e a perda de ader&ecirc;ncia ao bet&atilde;o s&atilde;o duas consequ&ecirc;ncias negativas para o desempenho de toda a estrutura.</p>     <p>Os m&eacute;todos convencionais de repara&ccedil;&atilde;o ou substitui&ccedil;&atilde;o de estruturas de bet&atilde;o armado acarretam elevados custos e s&atilde;o um dos maiores desafios da engenharia civil [9].</p>     <p>Para aumentar a vida &uacute;til e reduzir os custos de manuten&ccedil;&atilde;o e repara&ccedil;&atilde;o, &eacute; fundamental a utiliza&ccedil;&atilde;o de novos materiais de elevada durabilidade e que permitam novas solu&ccedil;&otilde;es construtivas e nos &uacute;ltimos 20 anos, um grande n&uacute;mero de estudos t&ecirc;m sido realizados pela comunidade cient&iacute;fica. Comprovou-se que a utiliza&ccedil;&atilde;o de comp&oacute;sitos refor&ccedil;ados por fibra (FRP) no refor&ccedil;o de vigas, lajes e pilares conduz a vantagens como o aumento consider&aacute;vel da resist&ecirc;ncia mec&acirc;nica e melhoria das caracter&iacute;sticas s&iacute;smicas da estrutura [10 - 16]. &Eacute; tamb&eacute;m um material de f&aacute;cil aplica&ccedil;&atilde;o e com um reduzido impacto arquitet&oacute;nico [14].</p>     <p>Assim, a aplica&ccedil;&atilde;o deste tipo de comp&oacute;sitos &eacute; reconhecida em todo o mundo como uma tecnologia vi&aacute;vel de refor&ccedil;o e repara&ccedil;&atilde;o de infraestruturas e tem sido frequentemente empregue na reabilita&ccedil;&atilde;o de diversas estruturas nos EUA, Jap&atilde;o e Europa [13] sendo uma das principais aplica&ccedil;&otilde;es no confinamento de pilares de viadutos e pontes [10].</p>     <p>Existem diversos casos de reabilita&ccedil;&atilde;o de estruturas com problemas de corros&atilde;o de armaduras em que foi utilizado FRP por quest&otilde;es econ&oacute;micas [17, 18]. No entanto, o principal objetivo tem sido o refor&ccedil;o estrutural, j&aacute; que a presen&ccedil;a de humidade em conjunto com cloretos e oxig&eacute;nio no interior do bet&atilde;o torna a aplica&ccedil;&atilde;o do FRP inconsequente na paragem da corros&atilde;o, sendo aconselh&aacute;vel a extra&ccedil;&atilde;o eletroqu&iacute;mica de cloretos (ECE) numa etapa pr&eacute;via da repara&ccedil;&atilde;o [19].</p>     <p>Diversos ensaios laboratoriais t&ecirc;m sido efetuados para avaliar a aptid&atilde;o dos FRP no abrandamento da corros&atilde;o das armaduras e as suas conclus&otilde;es publicadas. Devido ao elevado tempo necess&aacute;rio para avaliar a corros&atilde;o em condi&ccedil;&otilde;es semelhantes &agrave;s reais, o procedimento habitual recorre a t&eacute;cnicas de corros&atilde;o acelerada, nomeadamente atrav&eacute;s da aplica&ccedil;&atilde;o de uma corrente el&eacute;trica no sistema para acelerar o transporte dos i&otilde;es agressivos atrav&eacute;s do bet&atilde;o [1, 3, 5, 8, 9], embora se saiba que esta t&eacute;cnica provoca mudan&ccedil;as na composi&ccedil;&atilde;o qu&iacute;mica, nas propriedades el&eacute;tricas e na microestrutura do bet&atilde;o, o que influencia a resposta global do sistema e o afasta de um caso real [20].</p>     <p>De qualquer das formas, parece un&acirc;nime a conclus&atilde;o de que ocorre uma diminui&ccedil;&atilde;o da taxa de corros&atilde;o em armaduras expostas em bet&atilde;o armado onde foi aplicado FRP. Note-se que o processo tamb&eacute;m depende de v&aacute;rios par&acirc;metros como o tipo de resina e fibras, sua orienta&ccedil;&atilde;o e o n&uacute;mero de camadas utilizadas [18].</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em trabalho anterior [21] estudou-se por espectroscopia de imped&acirc;ncia eletroqu&iacute;mica (EIS) o comportamento de armaduras expostas a bet&atilde;o revestido com uma camada de FRP de fibra de vidro (GFRP). Concluiu-se que o GFRP atua como uma barreira f&iacute;sica &agrave; penetra&ccedil;&atilde;o de agentes corrosivos. Uma vez que &eacute; extremamente sens&iacute;vel a varia&ccedil;&otilde;es na fase de confinamento, n&atilde;o foi poss&iacute;vel garantir este efeito em todos os provetes. Por outro lado, em contacto com agentes agressivos, o GFRP tende a degradar-se o que permite a lenta penetra&ccedil;&atilde;o destes agentes.</p>     <p>O presente artigo pretende contribuir para o conhecimento deste tipo de efeito, assim como para despistar eventuais erros atribu&iacute;veis em medi&ccedil;&otilde;es EIS a dois electrodos n&atilde;o inertes. O estudo foi efetuado em provetes cil&iacute;ndricos de bet&atilde;o armado, quer n&atilde;o confinados, quer confinados por duas camadas de GFRP, a escala laboratorial. A aplica&ccedil;&atilde;o do colete de FRP foi efetuada antes da contamina&ccedil;&atilde;o, simulando a sua utiliza&ccedil;&atilde;o no momento inicial da constru&ccedil;&atilde;o. Por medidas do potencial de circuito aberto (OCP) e espectroscopia de imped&acirc;ncia eletroqu&iacute;mica (EIS) pretendeu-se avaliar em tempo real, a influ&ecirc;ncia da aplica&ccedil;&atilde;o de duas camadas GFRP na degrada&ccedil;&atilde;o da armadura.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><B>2. METODOLOGIA EXPERIMENTAL</B></p>     <p>Foram constru&iacute;dos provetes cil&iacute;ndricos de bet&atilde;o com uma rela&ccedil;&atilde;o &aacute;gua/cimento (a/c) igual a 0,50. As propor&ccedil;&otilde;es da mistura em percentagem de massa foram as seguintes: 46,06% de brita com dimens&otilde;es inferiores a 9,5 mm, devido &agrave;s reduzidas dimens&otilde;es dos provetes; 35,53% de areia; 12,28% de cimento Portland CEM I classe 42,5R e 6,14% de &aacute;gua.</p>     <p>Para simular a armadura utilizou-se em cada provete um var&atilde;o de a&ccedil;o comum com 12 mm de di&acirc;metro. Uma vez que a contamina&ccedil;&atilde;o n&atilde;o ser&aacute; acelerada por outros processos, optou-se por uma espessura de recobrimento dos var&otilde;es de 15 mm, abaixo dos valores m&iacute;nimos aconselhados e normalmente utilizados.</p>     <p>Para as medi&ccedil;&otilde;es a dois electrodos, utilizou-se um var&atilde;o de a&ccedil;o similar no centro do provete. Para as medi&ccedil;&otilde;es a tr&ecirc;s electrodos utilizou-se um var&atilde;o de material inerte (grafite) como electrodo de refer&ecirc;ncia no centro do provete e como contra electrodo um var&atilde;o de a&ccedil;o comum. As caracter&iacute;sticas geom&eacute;tricas dos provetes s&atilde;o apresentadas na <a href="#f1">figura 1</a>.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f1"> <img src="/img/revistas/cpm/v32n3/32n3a01f1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Ap&oacute;s 28 dias de cura o valor m&eacute;dio obtido para a resist&ecirc;ncia do bet&atilde;o &agrave; compress&atilde;o em ensaios de cubos feitos de acordo com a norma NP EN 206-1 [22] foi de 37,1 MPa.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Com 20 dias de cura, foram aplicadas pelo m&eacute;todo wet lay-up duas camadas de GFRP num provete cil&iacute;ndrico para medi&ccedil;&otilde;es a tr&ecirc;s electrodos. O comp&oacute;sito &eacute; composto por um tecido de fibra de vidro unidirecional com 1,27 mm de espessura nominal, denominado comercialmente por Tyfo&reg; SEH-51. Como aconselhado pelo fornecedor, a resina utilizada foi epox&iacute;dica designada por Tyfo S. As bases dos provetes foram cobertas com duas camadas de resina epox&iacute;dica.</p>     <p>Ap&oacute;s a cura do comp&oacute;sito, os provetes foram parcialmente imersos numa solu&ccedil;&atilde;o a 3 % de cloreto de s&oacute;dio (NaCl), valor semelhante &agrave; concentra&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia da &aacute;gua do mar. Permaneceram neste estado no decorrer de toda a investiga&ccedil;&atilde;o (<a href="#f2">figura 2</a>).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f2"> <img src="/img/revistas/cpm/v32n3/32n3a01f2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>As medi&ccedil;&otilde;es de OCP foram obtidas com recurso a um mult&iacute;metro port&aacute;til e um el&eacute;ctrodo saturado de calomelanos. O seu contacto com o bet&atilde;o foi facilitado por uma esponja humedecida.</p>     <p>No que diz respeito aos estudos por EIS, as medi&ccedil;&otilde;es foram efetuadas a dois electrodos (dois var&otilde;es de a&ccedil;o nos provetes) num potenci&oacute;stato Gamry Ref 600. A gama de frequ&ecirc;ncias variou entre os 100 kHz e os 5 mHz e a onda sinusoidal foi de 10 mV (rms). Os ensaios foram executados com uma diferen&ccedil;a de potencial de 0 V.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><B>3. RESULTADOS E DISCUSS&Atilde;O</B></p>     <p>Na <a href="#f3">figura 3</a> s&atilde;o representadas as evolu&ccedil;&otilde;es dos potenciais registados ao longo do per&iacute;odo de imers&atilde;o dos provetes com e sem GFRP. Os valores medidos do potencial de circuito aberto nos provetes confinados com GFRP situam-se acima dos -200 mV, o que traduz uma situa&ccedil;&atilde;o t&iacute;pica de passividade.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f3"> <img src="/img/revistas/cpm/v32n3/32n3a01f3.jpg">     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Em contraste, durante todo o per&iacute;odo de imers&atilde;o, os provetes sem GFRP apresentam valores inferiores a -500 mV. Estes valores de potencial s&atilde;o caracter&iacute;sticos de um estado de corros&atilde;o ativa.</p>     <p>Estes resultados podem ser devidos a: i) despassiva&ccedil;&atilde;o dos var&otilde;es devido &agrave; r&aacute;pida penetra&ccedil;&atilde;o de cloretos atrav&eacute;s do bet&atilde;o e consequente chegada &agrave; interface bet&atilde;o/a&ccedil;o ou ii) polariza&ccedil;&atilde;o cat&oacute;dica devido ao facto da maior parte dos provetes estarem imersos e saturados o que provoca um d&eacute;fice de difus&atilde;o de oxig&eacute;nio. A interpreta&ccedil;&atilde;o dos resultados obtidos por EIS permite estabelecer qual desses fen&oacute;menos ter&aacute; ocorrido.</p>     <p>A evolu&ccedil;&atilde;o dos espectros de EIS com o tempo de imers&atilde;o &eacute; apresentada na <a href ="/img/revistas/cpm/v32n3/32n3a01f4.jpg">Figura 4</a>.</p>     
<p>Os diagramas de Bode evidenciam, para o caso dos provetes sem GFRP, ligeiras diferen&ccedil;as nos sistemas. Embora com progress&atilde;o semelhante, os resultados das medi&ccedil;&otilde;es a dois electrodos revelam, regra geral, resist&ecirc;ncias &oacute;hmicas superiores. Os valores para as altas frequ&ecirc;ncias que est&atilde;o associados &agrave;s caracter&iacute;sticas do bet&atilde;o, mostram consider&aacute;veis diferen&ccedil;as entre provetes com e sem GFRP.</p>     <p>Nas frequ&ecirc;ncias interm&eacute;dias e baixas ocorreu uma diminui&ccedil;&atilde;o ligeira do &acirc;ngulo de fase ao longo do tempo para os provetes sem GFRP, sugerindo que o processo de corros&atilde;o se torna mais importante. Para os provetes com GFRP, o &acirc;ngulo de fase apresenta-se superior e constante ao longo do tempo, o que revela um estado passivo dos var&otilde;es de a&ccedil;o. Nestes provetes &eacute; tamb&eacute;m poss&iacute;vel identificar uma constante de tempo adicional que corresponder&aacute; &agrave; presen&ccedil;a de um filme protetor na superf&iacute;cie do a&ccedil;o, que protege a armadura, adiando o in&iacute;cio das rea&ccedil;&otilde;es de corros&atilde;o.</p>     <p>Nas frequ&ecirc;ncias baixas, &eacute; poss&iacute;vel identificar fen&oacute;menos de difus&atilde;o caracterizados pela distor&ccedil;&atilde;o do patamar correspondente &agrave; resist&ecirc;ncia de transfer&ecirc;ncia de carga.</p>     <p>Para caracterizar os dois tipos de provetes, com e sem GFRP, e acompanhar a evolu&ccedil;&atilde;o dos fen&oacute;menos ocorridos ao longo do tempo, recorreu-se &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o de circuitos equivalentes.</p>     <p>O circuito equivalente adotado para descrever o sistema dos provetes com GFRP (<a href="#f5">figura 5 b)</a>  caracteriza-se por: resist&ecirc;ncia do bet&atilde;o (R<sub>b</sub>); constante de tempo que resulta de filmes passivos na superf&iacute;cie do a&ccedil;o (C<sub>1</sub> e R<sub>1</sub>) e uma capacidade de dupla camada (C<sub>dc</sub>).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f5"> <img src="/img/revistas/cpm/v32n3/32n3a01f5.jpg">     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>No que respeita &agrave; modela&ccedil;&atilde;o dos espectros correspondentes aos provetes sem aplica&ccedil;&atilde;o de GFRP (<a href="#f5">figura 5 a)</a> , uma vez que se detetou um estado de corros&atilde;o ativa, o circuito utilizado foi ligeiramente alterado. Foi adicionada uma resist&ecirc;ncia de transfer&ecirc;ncia de carga (R<sub>tc</sub>) e um elemento para caracterizar fen&oacute;menos de difus&atilde;o atrav&eacute;s da camada de &oacute;xidos (CPE1).</p>     <p>Atrav&eacute;s dos valores obtidos por ajuste &eacute; poss&iacute;vel acompanhar a evolu&ccedil;&atilde;o da resistividade do bet&atilde;o (<a href="#f6">figura 6</a>), assim como os valores da resist&ecirc;ncia de transfer&ecirc;ncia de carga.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f6"> <img src="/img/revistas/cpm/v32n3/32n3a01f6.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>A evolu&ccedil;&atilde;o da resistividade do bet&atilde;o &eacute; importante para uma melhor compreens&atilde;o da influ&ecirc;ncia do confinamento por GFRP na penetra&ccedil;&atilde;o da solu&ccedil;&atilde;o. Os valores de resistividade do bet&atilde;o foram obtidos atrav&eacute;s das frequ&ecirc;ncias elevadas, a partir dos valores R<sub>b</sub>. Esta resist&ecirc;ncia foi convertida em resistividade, tendo em conta a &aacute;rea do electrodo e a espessura do bet&atilde;o entre electrodos.</p>     <p>Uma vez que a resistividade &eacute; inversamente proporcional &agrave; condutividade e que a velocidade de corros&atilde;o do sistema &eacute; condicionada pela quantidade de eletr&oacute;lito dispon&iacute;vel para o transporte de cargas, atrav&eacute;s da resistividade pode-se obter alguma informa&ccedil;&atilde;o qualitativa acerca da corros&atilde;o. Genericamente considera- -se que a corros&atilde;o &eacute; pouco prov&aacute;vel para valores de resistividade superiores a 12000 O.cm, &eacute; prov&aacute;vel entre 5000 e 12000 O.cm e para valores inferiores a 5000 O.cm a corros&atilde;o ser&aacute; muito prov&aacute;vel [7].</p>     <p>Nos provetes sem GFRP, ap&oacute;s tr&ecirc;s dias de imers&atilde;o os valores variam entre os 800 e 1400 O.cm. Esta gama de valores permite afirmar que ocorreu uma r&aacute;pida penetra&ccedil;&atilde;o de solu&ccedil;&atilde;o no bet&atilde;o e que os provetes est&atilde;o saturados.</p>     <p>Com a evolu&ccedil;&atilde;o do tempo de imers&atilde;o, a cura do bet&atilde;o prossegue atrav&eacute;s de processos de hidrata&ccedil;&atilde;o o que resulta num aumento progressivo da resistividade do bet&atilde;o. Existe, no entanto, uma tend&ecirc;ncia para valores mais est&aacute;veis de resistividade ap&oacute;s 3 meses de imers&atilde;o</p>     <p>Para os provetes confinados com GFRP os valores obtidos durante os primeiros dias de imers&atilde;o s&atilde;o v&aacute;rias vezes superiores. Apresentam uma resistividade de cerca de 12000 O.cm. A presen&ccedil;a de GFRP tem o efeito de uma barreira f&iacute;sica que retarda a absor&ccedil;&atilde;o de solu&ccedil;&atilde;o e isto reflete-se numa maior resist&ecirc;ncia. Al&eacute;m disso, devido &agrave; maior taxa das rea&ccedil;&otilde;es de hidrata&ccedil;&atilde;o, o bet&atilde;o apresenta um aumento significativo de resistividade. Ap&oacute;s 300 dias a resistividade sofreu um aumento de 3 vezes face &agrave; inicial o que revela a conserva&ccedil;&atilde;o das propriedades durante este per&iacute;odo de tempo.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Silva (2007) [23], para o caso de uma solu&ccedil;&atilde;o salina, estimou um coeficiente de difus&atilde;o para o GFRP de 1,55x10<sup>6</sup> mm<sup>2</sup>/s, valor v&aacute;rias vezes inferior ao de um bet&atilde;o comum. A prote&ccedil;&atilde;o natural que o bet&atilde;o confere contra a corros&atilde;o e o reduzido coeficiente de difus&atilde;o do GFRP formam uma a&ccedil;&atilde;o conjunta e eficaz na preven&ccedil;&atilde;o da corros&atilde;o.</p>     <p>Por outro lado, s&atilde;o conhecidos os efeitos de solu&ccedil;&otilde;es de NaCl na degrada&ccedil;&atilde;o das propriedades do GFRP. Os danos produzidos podem resultar de lixivia&ccedil;&atilde;o das fibras e forma&ccedil;&atilde;o de micro-fissuras [24]. O enfraquecimento da matriz ocorre por plasticiza&ccedil;&atilde;o e, embora este dano pare&ccedil;a ser revers&iacute;vel, a exposi&ccedil;&atilde;o constante provoca danos irrevers&iacute;veis atrav&eacute;s de hidr&oacute;lise [25, 26]. Al&eacute;m disso, a integridade estrutural e o desempenho do GFRP s&atilde;o fortemente dependentes da estabilidade da liga&ccedil;&atilde;o fibra/matriz. A difus&atilde;o de mol&eacute;culas causa expans&otilde;es volum&eacute;tricas e provoca tens&otilde;es diferenciais na interface fibra/matriz [27].</p>     <p>Devido &agrave; penetra&ccedil;&atilde;o de solu&ccedil;&atilde;o ocorrer apenas pelo exterior, seria previs&iacute;vel que a utiliza&ccedil;&atilde;o de duas camadas quando comparadas com um confinamento com uma camada diminu&iacute;sse a permeabilidade do confinamento e que este mantivesse as suas caracter&iacute;sticas barreira intactas durante um maior per&iacute;odo de tempo. Contudo, Khoe et al. (2010) [28] afirma que laminados apenas com uma camada s&atilde;o menos perme&aacute;veis do que sistemas com duas camadas.</p>     <p>Alguns autores [21] referem que todos os provetes de bet&atilde;o confinados com uma camada de GFRP sofreram uma significante diminui&ccedil;&atilde;o de resistividade nos primeiros 300 dias de contamina&ccedil;&atilde;o. Isto indica que o GFRP perdeu o seu efeito barreira durante este per&iacute;odo de tempo. Este efeito revela-se mais sens&iacute;vel a pequenas varia&ccedil;&otilde;es e imperfei&ccedil;&otilde;es inerentes &agrave; aplica&ccedil;&atilde;o de GFRP por wet-lay up, do que &agrave; reduzida permeabilidade natural do material. Tamb&eacute;m a durabilidade do GFRP &eacute; um dos fatores principais na eficaz redu&ccedil;&atilde;o de penetra&ccedil;&atilde;o de cloretos e na redu&ccedil;&atilde;o da probabilidade de corros&atilde;o das armaduras.</p>     <p>Na <a href="#t1">tabela 1</a> apresentam-se alguns dos resultados experimentais obtidos atrav&eacute;s dos ajustes aos dados experimentais.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t1"> <img src="/img/revistas/cpm/v32n3/32n3a01t1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Ap&oacute;s nove dias de imers&atilde;o, os provetes com GFRP apresentam um comportamento tipicamente passivo com declives determinados no diagrama de log |Z| superiores a 0,8. Os provetes n&atilde;o confinados apresentam declives inferiores e valores de R<sub>tc</sub> caracter&iacute;sticos de um estado de corros&atilde;o ativo.</p>     <p>Com o evoluir do tempo de imers&atilde;o, os dois tipos de provetes sem GFRP apresentam valores de R<sub>tc</sub> semelhantes e com uma velocidade de corros&atilde;o ligeiramente vari&aacute;vel ao longo do tempo.</p>     <p>Esta diferen&ccedil;a poder&aacute; ser explicada pela varia&ccedil;&atilde;o de temperatura e humidade no ambiente ao longo das esta&ccedil;&otilde;es do ano, o que provocou diferentes comportamentos na absor&ccedil;&atilde;o de &aacute;gua por capilaridade na parte emersa dos provetes.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Atrav&eacute;s dos declives &eacute; poss&iacute;vel constatar que o confinamento provocou uma manuten&ccedil;&atilde;o do estado passivo, com declives sempre superiores a 0,8 at&eacute; ao final dos ensaios.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><B>4. CONCLUS&Otilde;ES</B></p>     <p>Os provetes sem GFRP sofreram uma r&aacute;pida satura&ccedil;&atilde;o e por este motivo os var&otilde;es de a&ccedil;o revelaram-se ativos numa fase precoce da investiga&ccedil;&atilde;o. Com o desenvolvimento dos ensaios esta corros&atilde;o intensificou-se.</p>     <p>Pela evolu&ccedil;&atilde;o da resistividade concluiu-se que os provetes confinados se mantiveram num estado seco e que os processos de hidrata&ccedil;&atilde;o prosseguiram a uma taxa elevada. Os var&otilde;es mantiveram- -se num estado passivo durante os 300 dias de ensaio. O confinamento revelou reduzida permeabilidade &agrave; penetra&ccedil;&atilde;o de solu&ccedil;&atilde;o e atuou como uma barreira f&iacute;sica. Quando comparados com a utiliza&ccedil;&atilde;o de uma camada, verificou-se que a utiliza&ccedil;&atilde;o de duas camadas &eacute; mais eficaz na preven&ccedil;&atilde;o de penetra&ccedil;&atilde;o de cloretos.</p>     <p>Imperfei&ccedil;&otilde;es na fase de aplica&ccedil;&atilde;o de GFRP e a sua degrada&ccedil;&atilde;o por ataque atrav&eacute;s de uma solu&ccedil;&atilde;o salina s&atilde;o dois aspetos de grande import&acirc;ncia na efici&ecirc;ncia de redu&ccedil;&atilde;o da probabilidade de corros&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><B>REFER&Ecirc;NCIAS</B></p>     <!-- ref --><p>[1] T. E. Maaddawy, A. Chahrourm and K. Soudki, J. Compos. Constr., 10(2), 139 (2006).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000091&pid=S0870-1164201300030000100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>[2] M. F. Montemor, M. P. Cunha, M. G. Ferreira and A. M. Sim&otilde;es, Cement Concrete Comp., 24(1), 45 (2002).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000093&pid=S0870-1164201300030000100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[3] S. Masoud and K. Soudki, Cement Concrete Comp., 28(10), 969 (2006).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000095&pid=S0870-1164201300030000100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[4] J. Li, J. Gong and L. Wang, Constr. Build. Mater., 23(7), 2653 (2009).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000097&pid=S0870-1164201300030000100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[5] C. Lee, J. F. Bonacci, M. D. A. Thomas, M. Maalej, S. Khajehpour, N. Hearn, S. Pantazopoulou and S. Sheikh, Can. J. Civil Eng., 27, 941 (2000).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000099&pid=S0870-1164201300030000100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[6] L. K. Spainhour, I. A. Wootton and N. Yazdani (Effect of Composite Fiber Wraps on Corrosion of Reinforced Concrete Columns in a Simulated Splash Zone), in Proceedings of the 3rd International Conference on Composites in the Infrastructure, June, San Francisco, USA (2002).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000101&pid=S0870-1164201300030000100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>[7] M. F. Montemor (Estudo da deteriora&ccedil;&atilde;o por corros&atilde;o de estruturas de Bet&atilde;o Armado). Disserta&ccedil;&atilde;o para a obten&ccedil;&atilde;o do grau de Doutor, IST, Lisboa (1995)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S0870-1164201300030000100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>[8] S. Gadve, A. Mukherjee and S. N. Malhotra, Constr. Build. Mater., 23(1), 153 (2009).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S0870-1164201300030000100008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[9] I. A. Wootton, L. K. Spainhou and N. Yazdani, J. Compos. Contr., 7(4), 339 (2003).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S0870-1164201300030000100009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[10] M. Yaqub, and C. G. Bailey, Compos. Struct., 93(3), 1103 (2011).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S0870-1164201300030000100010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[11] K. W. Neale, Progr. Struct. Eng. Mater., 2(2), 133 (2000).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S0870-1164201300030000100011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[12] H. Toutanji, L. S. Matthys and K. Audenaert, (Behaviour of large-scale columns confined with FRP composites), in Proceedings of the 2nd International Conference on FRP Composites in Civil Engineering- CICE, Adelaide, Australia (2004).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S0870-1164201300030000100012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[13] H. V. S. GangaRao, N. Taly and P. V. Vijay (Reinforced Concrete Design with FRP Composites), CRC Press (2007).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S0870-1164201300030000100013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[14] Y. A. Al-Salloum (Experimental and Analytical Investigation of Compressive Strength of FRP-Confined Concrete), Final Report, King Saud University, Kingdom of Saudi Arabia (2007).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S0870-1164201300030000100014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[15] A. Parvin, W. Wang, Compos. Struct., 58(4), 539 (2002).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S0870-1164201300030000100015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[16] R. Benzaid, N. E. Chikh and H. Mesbah, J. Civ. Eng. Manag., 14(2), 115 (2008).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S0870-1164201300030000100016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[17] R. Sen, Progr. Struct. Eng. Mater., 5(2), 99 (2003).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S0870-1164201300030000100017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[18] C. Khoe, R. Sen and V. R. Bhethanabotla, J. Compos. Constr., 15(4), 513 (2011).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S0870-1164201300030000100018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[19] M. Chauvin, C. Shield, C. French and W. Smyrl (Evaluation of Electrochemical Chloride Extraction (ECE) and Fiber Reinforced Polymer (FRP) Wrap Technology), Final Report, University of Minnesota, Minnesota, USA (2000).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S0870-1164201300030000100019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[20] D. A. Koleva et al., Cement. Concrete Comp., 30(8), 731 (2000).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S0870-1164201300030000100020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[21] B. Sena da Fonseca, A. S. Castela, M. G. S. Ferreira, R. G. Duarte, M. A. G. Silva and M. F. Montemor (Assessment of the effect of GFRP on the corrosion of steel reinforcement in confined RC by EIS), in Proceedings of 10th Symposium on Electrochemical Methods in Corrosion Research, Nov., Maragogi, Brasil (2012).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S0870-1164201300030000100021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>[22] NP EN 206-1:2005. (Bet&atilde;o. Parte 1: Especifica&ccedil;&atilde;o, desempenho, produ&ccedil;&atilde;o e conformidade), IPQ, Caparica (2005).</p>     ]]></body>
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<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><B>AGRADECIMENTOS</B></p>     <p>Os autores agradecem &agrave; Funda&ccedil;&atilde;o para a Ci&ecirc;ncia e Tecnologia por financiar o projeto DUST-PTDC/ECM/100538/2008 que suportou a presente investiga&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Artigo submetido em Maio de 2013 e aceite em Setembro de 2013</p>      ]]></body><back>
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