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<journal-title><![CDATA[Corrosão e Protecção de Materiais]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Corrosão sob tensão em ancoragens]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Laboratório Nacional de Engenharia Civil  ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The stability of a ground anchored structure is influenced by the integrity of the anchors whose performance depends on the project details, employed materials, environment characteristics, and quality control, especially of the corrosion protection systems. Several errors such as project flaws, faulty construction or the use of improper materials may lead to a defective corrosion protection, which is often the main cause of ground anchors rupture. The present case study shows the rupture of steel anchor bars in service by stress corrosion cracking, due to their defective protection system, particularly near the anchor bars coupling areas under the interface of different protection components.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Proteção Anticorrosiva]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO</b></p>     <p><b>Corros&atilde;o sob tens&atilde;o em ancoragens</b></p>     <p><b>Stress corrosion cracking of anchors</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>M. J. Correia(1)(*), M. M. Salta(1) (**) e A. M. Baptista(1) (***)</b></p>     <p>(1) Laborat&oacute;rio Nacional de Engenharia Civil (LNEC), Av. do Brasil 101, 1700-066 Lisboa, Portugal. E-mails: <a href="mailto:msalta@lnec.pt">msalta@lnec.pt</a>, <a href="mailto:ambaptista@lnec.pt">ambaptista@lnec.pt</a>, </p>     <p>(*) A quem a correspond&ecirc;ncia deve ser dirigida, e-mail: <a href="mailto:mjmcorreia@lnec.pt">mjmcorreia@lnec.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>A estabilidade duma estrutura ancorada em terreno &eacute; condicionada pela integridade das ancoragens cujo desempenho &eacute; fun&ccedil;&atilde;o dos detalhes de projeto, materiais empregues, caracter&iacute;sticas do meio envolvente, t&eacute;cnicas construtivas e controlo de qualidade, em particular, dos sistemas de prote&ccedil;&atilde;o contra a corros&atilde;o. Diversos erros tais como falhas na fase de projeto, incorreta execu&ccedil;&atilde;o ou a utiliza&ccedil;&atilde;o de materiais inadequados podem conduzir a uma deficiente prote&ccedil;&atilde;o anticorrosiva, que frequentemente est&aacute; na origem da rotura destas ancoragens. No presente caso de estudo, a rotura de armaduras de a&ccedil;o em ancoragens ocorre por um processo de corros&atilde;o sob tens&atilde;o, devido a fragilidades do seu sistema de prote&ccedil;&atilde;o anticorrosivo nas proximidades de zonas de acoplamento das armaduras sob a interface entre os distintos componentes do sistema de prote&ccedil;&atilde;o.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><b>Palavras-chave</b>: Prote&ccedil;&atilde;o Anticorrosiva, Corros&atilde;o sob Tens&atilde;o, Barras de Ancoragem, Fratografia</P>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>The stability of a ground anchored structure is influenced by the integrity of the anchors whose performance depends on the project details, employed materials, environment characteristics, and quality control, especially of the corrosion protection systems. Several errors such as project flaws, faulty construction or the use of improper materials may lead to a defective corrosion protection, which is often the main cause of ground anchors rupture. The present case study shows the rupture of steel anchor bars in service by stress corrosion cracking, due to their defective protection system, particularly near the anchor bars coupling areas under the interface of different protection components.</p>     <p><b>Keywords</b>: Corrosion Protection, Stress Corrosion Cracking, Anchor Bars, Fractography </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><B>1. INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</B></p>     <p>Ancoragens em terreno s&atilde;o por defini&ccedil;&atilde;o sistemas que permitem a transfer&ecirc;ncia de tens&otilde;es da estrutura ao terreno, contribuindo assim para a estabilidade global da estrutura. O in&iacute;cio da utiliza&ccedil;&atilde;o das ancoragens remonta a finais do s&eacute;c. XIX, inicialmente com a constru&ccedil;&atilde;o de suportes provis&oacute;rios e, especialmente a partir dos anos 50 do s&eacute;culo passado, na forma de ancoragens definitivas. Posteriormente, o desenvolvimento das ancoragens resulta do progresso no fabrico do a&ccedil;o de alta resist&ecirc;ncia e da otimiza&ccedil;&atilde;o das t&eacute;cnicas construtivas, sendo que atualmente as ancoragens, com elevada capacidade de carga, apresentam uma grande variedade de solu&ccedil;&otilde;es de utiliza&ccedil;&atilde;o corrente para um vasto campo de aplica&ccedil;&otilde;es.</p>     <p>Genericamente, uma ancoragem em terreno &eacute; constitu&iacute;da por (i) cabe&ccedil;a, (ii) comprimento livre e (iii) comprimento de selagem (<a href="#f1">Fig. 1</a>), sendo a respetiva capacidade de carga devida &agrave; resist&ecirc;ncia intr&iacute;nseca de cada um dos seus componentes e &agrave;s rea&ccedil;&otilde;es neles mobilizadas. Geralmente, a cabe&ccedil;a prende a armadura da ancoragem a um suporte atrav&eacute;s de uma liga&ccedil;&atilde;o mec&acirc;nica, o comprimento livre transfere a carga da estrutura para o comprimento de selagem e este &uacute;ltimo assegura a transmiss&atilde;o das tens&otilde;es ao terreno.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f1"> <img src="/img/revistas/cpm/v33n1-2/33n1-2a01f1.jpg">     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>As ancoragens s&atilde;o caracterizadas de acordo com o tipo de terreno (solo ou rocha), vida &uacute;til, forma de transfer&ecirc;ncia de carga, n&iacute;vel de pr&eacute;-esfor&ccedil;o e capacidade. No que respeita &agrave; vida &uacute;til projetada as ancoragens s&atilde;o classificadas em (i) provis&oacute;rias ou (ii) definitivas respetivamente quando a vida &uacute;til &eacute; inferior ou excede um per&iacute;odo de tempo regulamentado, normalmente de 24 meses.</p>     <p>Os conceitos de ancoragem passiva e ativa s&atilde;o respeitantes &agrave; respetiva fun&ccedil;&atilde;o e for&ccedil;a aplicada: (i) as ancoragens ativas est&atilde;o permanentemente solicitadas, enquanto que (ii) a resist&ecirc;ncia das ancoragens passivas &eacute; apenas mobilizada proporcionalmente aos movimentos da estrutura e, em particular, na fase construtiva.</p>     <p>O comportamento e a capacidade de carga das ancoragens dependem do projeto, caracter&iacute;sticas do terreno, propriedades dos materiais, t&eacute;cnicas construtivas e qualidade da execu&ccedil;&atilde;o. Os materiais constituintes das ancoragens devem ser compat&iacute;veis e est&aacute;veis para que a sua capacidade se mantenha inalterada durante a vida &uacute;til prevista da ancoragem, sendo a sua integridade essencial para assegurar a estabilidade e, especialmente no caso das ancoragens definitivas, a durabilidade duma obra. Neste contexto &eacute; ent&atilde;o especialmente cr&iacute;tica a prote&ccedil;&atilde;o contra a corros&atilde;o dos diversos componentes das ancoragens.</p>     <p>A corros&atilde;o em ancoragens pode ter s&eacute;rias consequ&ecirc;ncias, podendo estar na origem de roturas catastr&oacute;ficas. Deste modo, a aplica&ccedil;&atilde;o de um sistema de prote&ccedil;&atilde;o contra a corros&atilde;o eficaz e dur&aacute;vel, durante o tempo de vida &uacute;til da estrutura, &eacute; fundamental. Genericamente, a sele&ccedil;&atilde;o do sistema de prote&ccedil;&atilde;o contra a corros&atilde;o das ancoragens em terreno dever&aacute; considerar a agressividade do terreno, a vida &uacute;til projetada para o sistema de ancoragem, as consequ&ecirc;ncias da sua rotura e os custos associados.</p>     <p>A norma EN 1537:2013 [1] cont&eacute;m os requisitos que os sistemas de ancoragem devem satisfazer para que apresentem bom desempenho e durabilidade adequada. Esta norma especifica a prote&ccedil;&atilde;o contra a corros&atilde;o de todos os componentes de a&ccedil;o durante o respetivo tempo de vida e, em particular, para ancoragens de car&aacute;cter definitivo em terreno considera dois n&iacute;veis de prote&ccedil;&atilde;o: (i) uma camada cont&iacute;nua de um material preventivo da corros&atilde;o que n&atilde;o se degrade durante o tempo de vida &uacute;til da ancoragem, como condi&ccedil;&atilde;o m&iacute;nima de prote&ccedil;&atilde;o, e (ii) a utiliza&ccedil;&atilde;o de duas barreiras de prote&ccedil;&atilde;o contra a corros&atilde;o, como garantia de que pelo menos uma permanece intacta durante a instala&ccedil;&atilde;o e coloca&ccedil;&atilde;o em servi&ccedil;o da ancoragem, ou a utiliza&ccedil;&atilde;o de uma &uacute;nica barreira cuja integridade seja provada por testes in situ. As caracter&iacute;sticas dos materiais e respetiva aplica&ccedil;&atilde;o s&atilde;o pormenorizadamente especificadas para cada um dos constituintes que comp&otilde;em o sistema de prote&ccedil;&atilde;o, sendo adicionalmente recomendada uma especial aten&ccedil;&atilde;o &agrave;s zonas de transi&ccedil;&atilde;o entre diferentes componentes.</p>     <p>Os crit&eacute;rios gen&eacute;ricos aplic&aacute;veis ao sistema de prote&ccedil;&atilde;o incluem [2]: (i) assegurar a vida &uacute;til efetiva numa &uacute;nica aplica&ccedil;&atilde;o; (ii) n&atilde;o ter efeitos adversos, tanto no meio ambiente como na ancoragem; (iii) n&atilde;o restringir os movimentos no comprimento livre da ancoragem; (iv) envolver materiais est&aacute;veis e compat&iacute;veis; (v) n&atilde;o sofrer altera&ccedil;&otilde;es, durante os ensaios de carga, que afetem o seu desempenho; (vi) n&atilde;o limitar a fabrica&ccedil;&atilde;o, transporte e constru&ccedil;&atilde;o da ancoragem; (vii) n&atilde;o impedir a&ccedil;&otilde;es de observa&ccedil;&atilde;o da ancoragem.</p>     <p>Apesar das especifica&ccedil;&otilde;es existentes, verifica-se que a durabilidade das estruturas ancoradas &eacute; normalmente comprometida por falhas na fase de projeto, resultantes da inadequada sele&ccedil;&atilde;o dos materiais, da deficiente execu&ccedil;&atilde;o e/ou dum ineficaz controlo de qualidade. Na sua maioria, este tipo de falhas conduz &agrave; corros&atilde;o dos elementos de refor&ccedil;o met&aacute;licos e &agrave; sua consequente rotura. Dependendo das propriedades do a&ccedil;o e das condi&ccedil;&otilde;es de exposi&ccedil;&atilde;o e de solicita&ccedil;&atilde;o, a corros&atilde;o poder&aacute; dar origem ao in&iacute;cio de fissura&ccedil;&atilde;o e consequente rotura fr&aacute;gil por diferentes mecanismos.</p>     <p>Em ancoragens &eacute; reportada a ocorr&ecirc;ncia de problemas devidos &agrave; corros&atilde;o por mecanismos similares aos registados em estruturas pr&eacute;esfor&ccedil;adas, por&eacute;m agravados pela maior agressividade das usuais condi&ccedil;&otilde;es de exposi&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>De acordo com a literatura [3 - 5], os mecanismos de rotura do a&ccedil;o de pr&eacute;-esfor&ccedil;o s&atilde;o essencialmente devidos a: (i) corros&atilde;o sob tens&atilde;o e (ii) fragiliza&ccedil;&atilde;o por hidrog&eacute;nio. Apesar de n&atilde;o serem frequentemente observados em estruturas pr&eacute;-esfor&ccedil;adas, para al&eacute;m destes mecanismos s&atilde;o ainda referidas (iii) a corros&atilde;o por atrito e (iv) a corros&atilde;o por fadiga, que influenciam o limite de fadiga. Encontram-se ainda refer&ecirc;ncias &agrave; ocorr&ecirc;ncia de rotura fr&aacute;gil no a&ccedil;o de pr&eacute;-esfor&ccedil;o, depois de excedida a sua capacidade de carga residual, resultante da perda de sec&ccedil;&atilde;o devida &agrave; corros&atilde;o localizada.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Por defini&ccedil;&atilde;o, a corros&atilde;o sob tens&atilde;o resulta da utiliza&ccedil;&atilde;o de um material suscet&iacute;vel sob esfor&ccedil;os de tra&ccedil;&atilde;o num ambiente agressivo que favore&ccedil;a a ocorr&ecirc;ncia de corros&atilde;o. Genericamente regista-se uma grande diversidade de modelos e argumentos no estudo da corros&atilde;o sob tens&atilde;o, tais como a dissolu&ccedil;&atilde;o por escorregamento, a mobilidade superficial e a clivagem induzida por filme.</p>     <p>Normalmente existem condi&ccedil;&otilde;es eletroqu&iacute;micas que podem favorecer a ocorr&ecirc;ncia do processo de corros&atilde;o sob tens&atilde;o, tais como (i) passiva&ccedil;&atilde;o inst&aacute;vel, (ii) corros&atilde;o localizada e (iii) corros&atilde;o ativa [6]. Em meio alcalino as principais rea&ccedil;&otilde;es an&oacute;dica e cat&oacute;dica da corros&atilde;o do a&ccedil;o s&atilde;o traduzidas respetivamente pelas equa&ccedil;&otilde;es (1) e (2).</p>     <p><img src="/img/revistas/cpm/v33n1-2/33n1-2a01e1.jpg"></p>     
<p><img src="/img/revistas/cpm/v33n1-2/33n1-2a01e2.jpg"></p>     
<p>Em particular, no caso de corros&atilde;o localizada por picadas, a hidr&oacute;lise dos cati&otilde;es no interior da picada e a separa&ccedil;&atilde;o espacial das zonas an&oacute;dicas e cat&oacute;dicas promove localmente a diminui&ccedil;&atilde;o do pH e a deple&ccedil;&atilde;o de oxig&eacute;nio com consequente propaga&ccedil;&atilde;o autocatal&iacute;tica da corros&atilde;o.</p>     <p>Nestas condi&ccedil;&otilde;es a fissura&ccedil;&atilde;o por corros&atilde;o sob tens&atilde;o pode ser assistida por fragiliza&ccedil;&atilde;o por hidrog&eacute;nio, sendo por vezes dif&iacute;cil a atribui&ccedil;&atilde;o precisa do mecanismo envolvido na rotura do elemento de pr&eacute;-esfor&ccedil;o.</p>     <p>O fen&oacute;meno de fragiliza&ccedil;&atilde;o por hidrog&eacute;nio &eacute; inteR<sub>p</sub>retado por recurso a diferentes modelos, tais como a a&ccedil;&atilde;o da adsor&ccedil;&atilde;o de hidrog&eacute;nio na fissura, a descoes&atilde;o que promove ou a sua intera&ccedil;&atilde;o com os deslocamentos na fissura. Contudo, &eacute; consensual que, depois de gerado, o hidrog&eacute;nio difunde-se no a&ccedil;o promovendo a sua fratura fr&aacute;gil. O hidrog&eacute;nio pode ser produzido catodicamente como parte do processo de corros&atilde;o (i) em ambientes &aacute;cidos (equa&ccedil;&atilde;o (3)), tal como numa picada, ou (ii) pela decomposi&ccedil;&atilde;o da &aacute;gua (equa&ccedil;&atilde;o (4)). A sua adsor&ccedil;&atilde;o pode ainda ser potenciada (iii) em interst&iacute;cios sob condi&ccedil;&otilde;es de deple&ccedil;&atilde;o de oxig&eacute;nio ou (iv) pela presen&ccedil;a de promotores, que dificultem a forma&ccedil;&atilde;o de hidrog&eacute;nio molecular, tais como sulfuretos, tiocianetos ou compostos de ars&eacute;nico ou sel&eacute;nio.</p>     <p><img src="/img/revistas/cpm/v33n1-2/33n1-2a01e3.jpg"></p>     
<p><img src="/img/revistas/cpm/v33n1-2/33n1-2a01e4.jpg"></p>     
<p>Uma vez iniciada a corros&atilde;o, a fragiliza&ccedil;&atilde;o por hidrog&eacute;nio em a&ccedil;os de pr&eacute;-esfor&ccedil;o ocorre preferencialmente em meios &aacute;cidos, por polariza&ccedil;&atilde;o a baixos valores de potencial, na presen&ccedil;a de determinados elementos promotores da adsor&ccedil;&atilde;o ou sob condi&ccedil;&otilde;es de deple&ccedil;&atilde;o de oxig&eacute;nio.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Uma vez iniciada a corros&atilde;o, a fragiliza&ccedil;&atilde;o por hidrog&eacute;nio em a&ccedil;os de pr&eacute;-esfor&ccedil;o ocorre preferencialmente em meios &aacute;cidos, por polariza&ccedil;&atilde;o a baixos valores de potencial, na presen&ccedil;a de determinados elementos promotores da adsor&ccedil;&atilde;o ou sob condi&ccedil;&otilde;es de deple&ccedil;&atilde;o de oxig&eacute;nio.</p>     <p>A ocorr&ecirc;ncia da corros&atilde;o sob tens&atilde;o e da fragiliza&ccedil;&atilde;o por hidrog&eacute;nio &eacute; condicionada pelas propriedades do material, sendo que, em particular para os a&ccedil;os de pr&eacute;-esfor&ccedil;o, se regista um aumento da sua suscetibilidade com o aumento da sua resist&ecirc;ncia [7].</p>     <p>Na pr&aacute;tica, o mecanismo de rotura de elementos pr&eacute;-esfor&ccedil;ados nem sempre &eacute; evidente dificultando o diagn&oacute;stico e as sequentes a&ccedil;&otilde;es corretivas e de preven&ccedil;&atilde;o de eventos similares. Para al&eacute;m da complexidade destes fen&oacute;menos, as s&eacute;rias consequ&ecirc;ncias da corros&atilde;o e rotura deste tipo de elementos estruturais fundamenta a necessidade de investiga&ccedil;&atilde;o e divulga&ccedil;&atilde;o nesta &aacute;rea.</p>     <p>No presente artigo s&atilde;o apresentados resultados da an&aacute;lise das causas de rotura de ancoragens ativas em terreno existentes numa estrutura de bet&atilde;o. As ancoragens, cuja rotura em servi&ccedil;o foi detetada durante uma inspe&ccedil;&atilde;o de rotina, eram constitu&iacute;das por barras roscadas de elevada resist&ecirc;ncia ligadas entre si por acopladores met&aacute;licos, e protegidas por um sistema que inclu&iacute;a, tal como especificado, duas barreiras de prote&ccedil;&atilde;o contra a corros&atilde;o (bainha pl&aacute;stica e calda ciment&iacute;cia). O in&iacute;cio da fissura&ccedil;&atilde;o a partir duma &aacute;rea com corros&atilde;o localizada na superf&iacute;cie das armaduras das ancoragens e a t&iacute;pica morfologia das fraturas indicia a exist&ecirc;ncia de deficiente prote&ccedil;&atilde;o anticorrosiva que propiciou, em conjuga&ccedil;&atilde;o com a tens&atilde;o aplicada, a ocorr&ecirc;ncia de um processo de rotura por corros&atilde;o sob tens&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>2. METODOLOGIA EXPERIMENTAL</b></p>     <p>De diversas ancoragens foram extra&iacute;das amostras constitu&iacute;das por tro&ccedil;os incluindo: (i) zonas de acoplamento onde se deram roturas e (ii) armaduras com as respetivas bainhas para prote&ccedil;&atilde;o, sem acoplador (tro&ccedil;os simples) e com acoplador (tro&ccedil;os compostos).</p>     <p>A an&aacute;lise das causas da rotura de armaduras de ancoragens envolveu a caracteriza&ccedil;&atilde;o qu&iacute;mica, microestrutural e mec&acirc;nica das barras de a&ccedil;o, bem como a observa&ccedil;&atilde;o dos elementos fraturados e a respetiva an&aacute;lise fratogr&aacute;fica.</p>     <p>As superf&iacute;cies de fratura foram observadas depois de limpeza apropriada, por recurso a t&eacute;cnicas microsc&oacute;picas, com lupa binocular OLYMPUS SZH e microsc&oacute;pio eletr&oacute;nico de varrimento (MEV) JEOL JSM-6400.</p>     <p>A composi&ccedil;&atilde;o qu&iacute;mica do a&ccedil;o foi determinada por espectrometria de emiss&atilde;o &oacute;tica por fa&iacute;sca de acordo com a especifica&ccedil;&atilde;o de ensaio ASTM E 415-08 [8].</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A caracteriza&ccedil;&atilde;o microestrutural foi efetuada utilizando um microsc&oacute;pio metalogr&aacute;fico (MO) OLYMPUS PMG 3 e um microsc&oacute;pio eletr&oacute;nico de varrimento, ap&oacute;s prepara&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via, que envolveu polimento progressivo com lixas de granulometria decrescente at&eacute; P2500 (8,4 &micro;m) e com pasta de diamante at&eacute; 1 &micro;m e ataque qu&iacute;mico com nital 2%.</p>     <p>Para a carateriza&ccedil;&atilde;o mec&acirc;nica por ensaio de tra&ccedil;&atilde;o, foram adotados os procedimentos estipulados na vers&atilde;o portuguesa da Norma Europeia NP EN ISO 6892-1:2012 [9] e na Norma Europeia EN ISO 15630-3: 2010 [10]. O equipamento utilizado incluiu: m&aacute;quina de ensaios universal com a Ref&ordf; LPM/EQ41, da marca MFL, com um alcance m&aacute;ximo de 5000 kN em compress&atilde;o e de 2500 kN em tra&ccedil;&atilde;o, da Classe 1 de acordo com a norma NP EN ISO 7500-1:2006 [11]; extens&oacute;metro com a Ref&ordf; LPM/EQ24, da marca HBM, modelo DD1, com uma base de medida de 50 mm, da Classe 1 de acordo com a norma NP EN ISO 9513:2007 [12]; craveira com a Ref&ordf; LPM/EQ48, da marca Horex, com um alcance m&aacute;ximo de 300 mm.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>3. RESULTADOS</b></p>     <p>3.1 Observa&ccedil;&atilde;o visual das amostras</p>     <p>O sistema de prote&ccedil;&atilde;o contra a corros&atilde;o utilizado nas ancoragens em estudo compreendia uma bainha pl&aacute;stica corrugada com inje&ccedil;&atilde;o de pasta ciment&iacute;cia, tal como se mostra na sec&ccedil;&atilde;o em corte esquematizada na <a href="#f2">Fig. 2</a>. Nas zonas de liga&ccedil;&atilde;o das armaduras, efetuada com um acoplador met&aacute;lico, a prote&ccedil;&atilde;o era conferida por massa anticorrosiva, sendo a interface entre o acoplador met&aacute;lico e a bainha corrugada protegida por um anel de borracha.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f2"> <img src="/img/revistas/cpm/v33n1-2/33n1-2a01f2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>A observa&ccedil;&atilde;o preliminar dos tro&ccedil;os das ancoragens onde se localizaram as roturas revelou a exist&ecirc;ncia de corros&atilde;o nas superf&iacute;cies das armaduras em &aacute;reas cont&iacute;guas &agrave;s superf&iacute;cies de fratura, tal como exemplificado na <a href="#f3">Fig. 3</a>. As superf&iacute;cies de fratura apresentavam-se tamb&eacute;m muito oxidadas e em certos casos com &oacute;xidos muito aderentes. Genericamente, verificou-se que a localiza&ccedil;&atilde;o das fraturas ocorreu sob a manga met&aacute;lica muito pr&oacute;ximo da zona de interface com a prote&ccedil;&atilde;o por inje&ccedil;&atilde;o com calda ciment&iacute;cia.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f3"> <img src="/img/revistas/cpm/v33n1-2/33n1-2a01f3.jpg">     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>A observa&ccedil;&atilde;o complementar, ap&oacute;s remo&ccedil;&atilde;o das bainhas, de tro&ccedil;os das armaduras nas zonas totalmente embainhadas (tro&ccedil;os simples) e de tro&ccedil;os nas zonas de acoplamento das ancoragens (tro&ccedil;os compostos) permitiu verificar que (i) nos tro&ccedil;os simples, com a bainha pl&aacute;stica injetada com a calda ciment&iacute;cia, n&atilde;o se observava corros&atilde;o nas armaduras, enquanto que (ii) em alguns dos tro&ccedil;os compostos (<a href="#f4">Fig. 4</a>) existiam evid&ecirc;ncias de corros&atilde;o nas proximidades da interface entre os dois sistemas de prote&ccedil;&atilde;o utilizados nestas &aacute;reas (massa anticorrosiva sob o acoplador e bainha com calda ciment&iacute;cia). O posicionamento e a excentricidade da barra roscada na bainha tamb&eacute;m parece determinar as zonas, em particular sob a calda ciment&iacute;cia, preferenciais para a ocorr&ecirc;ncia de corros&atilde;o (<a href="#f4">Fig. 4</a>).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f4"> <img src="/img/revistas/cpm/v33n1-2/33n1-2a01f4.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>3.2 An&aacute;lise fratogr&aacute;fica</p>     <p>Genericamente, verifica-se que a inicia&ccedil;&atilde;o da fissura&ccedil;&atilde;o ocorre na superf&iacute;cie das armaduras em resultado da concentra&ccedil;&atilde;o de tens&otilde;es em zonas onde se iniciou a corros&atilde;o localizada. As superf&iacute;cies de fratura apresentam, para al&eacute;m dos locais bem definidos de in&iacute;cio de fissura&ccedil;&atilde;o na superf&iacute;cie das barras, zonas com marcas radiais que indicam a dire&ccedil;&atilde;o de propaga&ccedil;&atilde;o do processo de rotura ao longo da sec&ccedil;&atilde;o, tal como exemplificado na <a href="#f5">Fig. 5</a>. As fraturas s&atilde;o do tipo fr&aacute;gil apresentando algumas varia&ccedil;&otilde;es no que se refere &agrave; topografia, com progress&atilde;o de fissura&ccedil;&atilde;o num plano perpendicular ou em planos ligeiramente inclinados em rela&ccedil;&atilde;o ao eixo longitudinal da armadura, muito provavelmente consequentes de diferen&ccedil;as na intensidade e estado de tens&otilde;es existentes na zona de acoplamento.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f5"> <img src="/img/revistas/cpm/v33n1-2/33n1-2a01f5.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>A topografia das superf&iacute;cies de fratura em an&aacute;lise contrasta com a exibida pela rotura t&iacute;pica de um provete submetido a ensaio de tra&ccedil;&atilde;o (<a href="#f6">Fig. 6</a>). Neste caso, a propaga&ccedil;&atilde;o &eacute; tamb&eacute;m transgranular por clivagem, por&eacute;m com o in&iacute;cio e final da rotura, respetivamente, numa zona central e numa zona de corte muito diminuta junto &agrave; superf&iacute;cie.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f6"> <img src="/img/revistas/cpm/v33n1-2/33n1-2a01f6.jpg">     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>A observa&ccedil;&atilde;o em MEV das superf&iacute;cies de fratura permite confirmar a ocorr&ecirc;ncia de um processo de rotura transgranular por clivagem (<a href="#f7">Fig. 7</a>), caracter&iacute;stico de um processo de rotura fr&aacute;gil. Regista-se neste caso uma zona de in&iacute;cio de fissura&ccedil;&atilde;o, em forma de semic&iacute;rculo, com produtos de corros&atilde;o incoR<sub>p</sub>orados na matriz met&aacute;lica, sendo evidente a transi&ccedil;&atilde;o para a zona radial de progress&atilde;o r&aacute;pida por clivagem.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f7"> <img src="/img/revistas/cpm/v33n1-2/33n1-2a01f7.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>3.3 An&aacute;lise qu&iacute;mica</p>     <p>Os resultados de an&aacute;lise qu&iacute;mica do a&ccedil;o, apresentados na <a href="#t1">Tabela 1</a>, indicam uma composi&ccedil;&atilde;o pr&oacute;xima da composi&ccedil;&atilde;o eutect&oacute;ide, que &eacute; compat&iacute;vel com um a&ccedil;o de elevada resist&ecirc;ncia de matriz perl&iacute;tica.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t1"> <img src="/img/revistas/cpm/v33n1-2/33n1-2a01t1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>A Norma Europeia EN 1537:2013 [1] inclui especifica&ccedil;&otilde;es para a generalidade dos componentes da ancoragem, sendo que em particular as armaduras dever&atilde;o respeitar as especifica&ccedil;&otilde;es do projeto de Norma Europeia prEN10138 [13] e do Euroc&oacute;digo 2, Parte 1-1 [14], prevendo, por&eacute;m, a possibilidade de se utilizarem outros materiais, desde que se prove a sua adequabilidade. Contudo, a normaliza&ccedil;&atilde;o europeia vigente n&atilde;o especifica a composi&ccedil;&atilde;o qu&iacute;mica do a&ccedil;o de pr&eacute;-esfor&ccedil;o, sendo normalmente o conte&uacute;do dos elementos de liga ajustado face aos requisitos mec&acirc;nicos. Mesmo considerando as poucas limita&ccedil;&otilde;es existentes a n&iacute;vel mundial [15], respeitantes aos teores de f&oacute;sforo (<0,04%) e enxofre (<0,05%), a composi&ccedil;&atilde;o qu&iacute;mica do var&atilde;o, em conformidade com o certificado do fabricante, respeita a normaliza&ccedil;&atilde;o vigente.</p>     <p>3.4 Caracteriza&ccedil;&atilde;o microestrutural</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A observa&ccedil;&atilde;o em sec&ccedil;&atilde;o longitudinal de amostras do var&atilde;o de a&ccedil;o (<a href="#f8">Fig. 8</a>) antes do ataque revela uma baixa severidade de inclus&otilde;es, morfologicamente identificadas como dos tipos A (sulfuretos) e D (&oacute;xidos), de acordo com a norma ASTM E 45 97 (2002) [16].</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f8"> <img src="/img/revistas/cpm/v33n1-2/33n1-2a01f8.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>O a&ccedil;o apresenta uma matriz perl&iacute;tica, formada por lamelas alternadas de ferrite e cementite, muito fina (<a href="#f9">Fig. 9</a>) com espa&ccedil;amento interlamelar aparentemente vari&aacute;vel que n&atilde;o &eacute; integralmente resolvido com as amplia&ccedil;&otilde;es dispon&iacute;veis em microscopia &oacute;tica, sendo apenas poss&iacute;vel por observa&ccedil;&atilde;o em microscopia eletr&oacute;nica de varrimento (<a href="#f10">Fig. 10</a>), registando-se valores na ordem dos nan&oacute;metros e confirmando-se a aparente variabilidade do espa&ccedil;amento interlamelar, muito provavelmente tamb&eacute;m em consequ&ecirc;ncia da varia&ccedil;&atilde;o da orienta&ccedil;&atilde;o das lamelas relativamente ao plano da sec&ccedil;&atilde;o em observa&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f9"> <img src="/img/revistas/cpm/v33n1-2/33n1-2a01f9.jpg">     
<p>&nbsp;</p> <a name="f10"> <img src="/img/revistas/cpm/v33n1-2/33n1-2a01f10.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>O tamanho das col&oacute;nias de perlite &eacute; tamb&eacute;m vari&aacute;vel numa mesma amostra apresentando, todavia, uma maior homogeneidade no centro da sec&ccedil;&atilde;o transversal do que na sua extremidade, onde se regista a exist&ecirc;ncia de col&oacute;nias de perlite com menores dimens&otilde;es.</p>     <p>A microestrutura perl&iacute;tica observada est&aacute; em conformidade com a composi&ccedil;&atilde;o qu&iacute;mica obtida, pr&oacute;xima da composi&ccedil;&atilde;o eutect&oacute;ide. O tratamento t&eacute;rmico a que as barras de a&ccedil;o s&atilde;o sujeitas no seu fabrico permite a obten&ccedil;&atilde;o duma perlite muito fina em col&oacute;nias de pequena dimens&atilde;o, que do ponto de vista do comportamento mec&acirc;nico se traduzem num aumento significativo da for&ccedil;a de ced&ecirc;ncia e numa elevada resist&ecirc;ncia &agrave; tra&ccedil;&atilde;o e dureza, sem afetar a ductilidade.</p>     <p>A observa&ccedil;&atilde;o da microestrutura em sec&ccedil;&atilde;o longitudinal n&atilde;o revela diferen&ccedil;as apreci&aacute;veis relativamente &agrave;s observa&ccedil;&otilde;es em sec&ccedil;&atilde;o transversal.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>3.5 Caracteriza&ccedil;&atilde;o mec&acirc;nica por ensaio de tra&ccedil;&atilde;o</p>     <p>No ensaio de tra&ccedil;&atilde;o registou-se um patamar de ced&ecirc;ncia bem definido, correspondente a uma for&ccedil;a de 1175 kN, sendo o valor calculado do m&oacute;dulo de elasticidade de 191,5 kN/mm2. A for&ccedil;a m&aacute;xima de ensaio registada foi de 1331,4 kN. O valor da extens&atilde;o permanente na for&ccedil;a m&aacute;xima, determinado pelo m&eacute;todo manual previsto na norma NP EN ISO 6892 [9], &eacute; de 5,4 %, sendo o valor correspondente da extens&atilde;o total na for&ccedil;a m&aacute;xima de 6,1 %. O valor de extens&atilde;o ap&oacute;s rotura &eacute; igual a 10,7 %.</p>     <p>Os resultados do ensaio de tra&ccedil;&atilde;o com var&atilde;o simples satisfazem assim os valores indicados no projeto de norma prEN10138 [13] e na Especifica&ccedil;&atilde;o LNEC 459-2012 [17].</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>4. DISCUSS&Atilde;O</b></p>     <p>A carateriza&ccedil;&atilde;o qu&iacute;mica e a an&aacute;lise microestrutural do a&ccedil;o revelaram respetivamente uma composi&ccedil;&atilde;o pr&oacute;xima da eutect&oacute;ide e uma microestrutura perl&iacute;tica com espa&ccedil;amento lamelar muito fino. Estas caracter&iacute;sticas est&atilde;o em conformidade com as das armaduras de a&ccedil;o de pr&eacute;-esfor&ccedil;o para ancoragens, n&atilde;o sendo detetada qualquer singularidade nas caracter&iacute;sticas do a&ccedil;o que possa &agrave; partida comprometer o comportamento mec&acirc;nico das armaduras. Contudo, a elevada resist&ecirc;ncia mec&acirc;nica destes a&ccedil;os poder&aacute; aumentar a sua suscetibilidade &agrave; corros&atilde;o sob tens&atilde;o, especialmente sob condi&ccedil;&otilde;es que favore&ccedil;am a ocorr&ecirc;ncia de fragiliza&ccedil;&atilde;o por hidrog&eacute;nio.</p>     <p>A an&aacute;lise fratogr&aacute;fica dos tro&ccedil;os fraturados, apesar de parcialmente comprometida pelo avan&ccedil;ado estado de corros&atilde;o das superf&iacute;cies de fratura das armaduras das ancoragens, permitiu confirmar que a inicia&ccedil;&atilde;o da fissura&ccedil;&atilde;o ocorreu na superf&iacute;cie das barras, com um desenvolvimento caracter&iacute;stico, seguida de progress&atilde;o transgranular por clivagem. Estas caracter&iacute;sticas da inicia&ccedil;&atilde;o da fissura&ccedil;&atilde;o promovida por corros&atilde;o localizada na superf&iacute;cie das barras e a respetiva progress&atilde;o contrastam com as de uma rotura t&iacute;pica de tra&ccedil;&atilde;o deste tipo de a&ccedil;o.</p>     <p>A exist&ecirc;ncia de deficiente prote&ccedil;&atilde;o anticorrosiva nas zonas de interface do anel de borracha, no topo da manga corrugada injetada com a calda ciment&iacute;cia, e a manga met&aacute;lica de liga&ccedil;&atilde;o (acoplador) &eacute; especialmente cr&iacute;tica, pois permite o acesso local de &aacute;gua e de elementos agressivos, potenciando ainda a inicia&ccedil;&atilde;o da corros&atilde;o em &aacute;reas de fluxo restrito com diferen&ccedil;as significativas nas condi&ccedil;&otilde;es locais (calda ciment&iacute;cia e massa org&acirc;nica anticorrosiva). Estas diferen&ccedil;as favorecem a ocorr&ecirc;ncia de corros&atilde;o localizada na superf&iacute;cie da armadura, nas proximidades destas &aacute;reas cr&iacute;ticas, preferencialmente na diretriz com nervuras de menor espessura, ou seja, em zonas para as quais &eacute; favorecida a contamina&ccedil;&atilde;o e consequente diminui&ccedil;&atilde;o de pH. As condi&ccedil;&otilde;es nestas zonas de baixo pH e de escassez de oxig&eacute;nio poder&atilde;o tamb&eacute;m ter favorecido a forma&ccedil;&atilde;o de hidrog&eacute;nio at&oacute;mico na rea&ccedil;&atilde;o cat&oacute;dica.</p>     <p>O in&iacute;cio da fissura&ccedil;&atilde;o na superf&iacute;cie das barras e a morfologia t&iacute;pica das fraturas, em conjuga&ccedil;&atilde;o com a tens&atilde;o aplicada, propiciaram a ocorr&ecirc;ncia de um processo de rotura por corros&atilde;o sob tens&atilde;o em resultado da a&ccedil;&atilde;o simult&acirc;nea da corros&atilde;o na superf&iacute;cie da barra e das for&ccedil;as de tra&ccedil;&atilde;o aplicadas no a&ccedil;o e, eventualmente, com a coexist&ecirc;ncia de fragiliza&ccedil;&atilde;o por hidrog&eacute;nio.</p>     <p>A rotura das ancoragens ocorreu no comprimento livre, sugerindo uma maior agressividade local ou a conjuga&ccedil;&atilde;o de diferentes fatores que resultam numa maior vulnerabilidade dos sistemas nesta zona, comparativamente com o comprimento de selagem. A distinta suscetibilidade das duas zonas &eacute; evidenciada pela quantidade de incidentes atribu&iacute;veis a roturas por corros&atilde;o documentados na literatura [18] (21 e 2 incidentes, respetivamente no comprimento livre e na zona de selagem). Como causas de rotura por corros&atilde;o no comprimento livre s&atilde;o identificadas [18]: (i) sobrecarga na armadura devida a movimentos do terreno e inicia&ccedil;&atilde;o de corros&atilde;o por picada ou por fadiga; (ii) armadura exposta ao meio envolvente devido a recobrimento inadequado ou aus&ecirc;ncia de calda ciment&iacute;cia; (iii) falha no revestimento betuminoso; (iv) sele&ccedil;&atilde;o inadequada de materiais de prote&ccedil;&atilde;o; (v) danos durante o per&iacute;odo de armazenamento; (vi) deficiente sistema de prote&ccedil;&atilde;o.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em particular, este caso de estudo mostra a suscetibilidade do a&ccedil;o de pr&eacute;-esfor&ccedil;o utilizado nas ancoragens analisadas face a processos de rotura fr&aacute;gil devida a uma falha no respetivo sistema de prote&ccedil;&atilde;o em zonas pr&oacute;ximas da interface entre dois componentes de prote&ccedil;&atilde;o distintos. A normaliza&ccedil;&atilde;o vigente para ancoragens em terreno, para al&eacute;m de especificar os requisitos para uma eficiente prote&ccedil;&atilde;o contra a corros&atilde;o durante o tempo de vida &uacute;til da ancoragem, recomenda especiais cuidados em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; selagem das zonas de transi&ccedil;&atilde;o entre os diferentes componentes de prote&ccedil;&atilde;o, reconhecendo assim a sua potencial fragilidade face &agrave; vulnerabilidade do a&ccedil;o de pr&eacute;-esfor&ccedil;o a processos de rotura fr&aacute;gil promovidos por corros&atilde;o. &Eacute; ainda especificado pelo menos um ensaio no sistema de prote&ccedil;&atilde;o que assegure a sua efic&aacute;cia sob as condi&ccedil;&otilde;es de solicita&ccedil;&atilde;o e de exposi&ccedil;&atilde;o previstas no projeto. As condi&ccedil;&otilde;es e os resultados de avalia&ccedil;&atilde;o do desempenho dum sistema de prote&ccedil;&atilde;o s&atilde;o assim fundamentais para assegurar a durabilidade dos elementos de pr&eacute;-esfor&ccedil;o nas ancoragens em terreno.</p>     <p>Na pr&aacute;tica, s&atilde;o in&uacute;meros os fatores que determinam o desempenho das ancoragens e, de um modo geral, a resist&ecirc;ncia &agrave; corros&atilde;o de elementos de pr&eacute;-esfor&ccedil;o. As caracter&iacute;sticas ambientais, a conce&ccedil;&atilde;o do projeto, incluindo a sele&ccedil;&atilde;o dos materiais, e as pr&aacute;ticas de constru&ccedil;&atilde;o e de manuten&ccedil;&atilde;o s&atilde;o determinantes para a durabilidade das ancoragens e consequentemente para a estabilidade das estruturas ancoradas.</p>     <p>No que se refere ao ambiente envolvente, devem ser especialmente cuidadas as condi&ccedil;&otilde;es de elevada agressividade, tais como ambientes mar&iacute;timos e solos com um elevado conte&uacute;do em sais, apesar de genericamente todas as situa&ccedil;&otilde;es representarem um risco para os a&ccedil;os de elevada resist&ecirc;ncia produzidos por tratamento t&eacute;rmico que induzam microestruturas do tipo intermedi&aacute;rio inst&aacute;veis e que s&atilde;o naturalmente suscet&iacute;veis a rotura fr&aacute;gil por corros&atilde;o sob tens&atilde;o, especialmente se esta for assistida por fragiliza&ccedil;&atilde;o por hidrog&eacute;nio.</p>     <p>Na fase de projeto, s&atilde;o especialmente cr&iacute;ticas: (i) a sele&ccedil;&atilde;o dos materiais de acordo com as condi&ccedil;&otilde;es de exposi&ccedil;&atilde;o previstas, garantindo a compatibilidade dos diferentes componentes e a sua estabilidade durante o tempo de vida &uacute;til previsto para a estrutura; (ii) os detalhes de projeto, de modo a evitar configura&ccedil;&otilde;es que favore&ccedil;am a acumula&ccedil;&atilde;o de &aacute;gua, humidade ou contaminantes, assegurando a devida drenagem e circula&ccedil;&atilde;o de ar; e (iii) a implementa&ccedil;&atilde;o dum sistema eficaz de prote&ccedil;&atilde;o &agrave; corros&atilde;o.</p>     <p>Durante a constru&ccedil;&atilde;o, devem ser cumpridas as especifica&ccedil;&otilde;es definidas no projeto, especialmente as relativas ao sistema de prote&ccedil;&atilde;o, devendo ser evitado qualquer dano que afete a sua durabilidade. Neste &acirc;mbito &eacute; ainda fundamental o ensaio do sistema de prote&ccedil;&atilde;o para aferir a sua qualidade, tal como preconizado pelo projeto de norma europeia. Uma vez em servi&ccedil;o, devem ser asseguradas a&ccedil;&otilde;es de inspe&ccedil;&atilde;o que permitam detetar irregularidades que possam vir a afetar a estabilidade das ancoragens, de modo a que possam ser tomadas atempadamente as devidas medidas corretivas de refor&ccedil;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>5. CONCLUS&Otilde;ES</b></p>     <p>A an&aacute;lise das armaduras das ancoragens no presente estudo revela a ocorr&ecirc;ncia dum processo de rotura fr&aacute;gil, com inicia&ccedil;&atilde;o da fissura&ccedil;&atilde;o por corros&atilde;o caracter&iacute;stica de um processo de rotura por corros&atilde;o sob tens&atilde;o. A inicia&ccedil;&atilde;o de fissura&ccedil;&atilde;o &eacute; consequ&ecirc;ncia das fragilidades do sistema de prote&ccedil;&atilde;o em zonas de interface entre componentes. Estes locais s&atilde;o especialmente cr&iacute;ticos, pois, tamb&eacute;m devido a singularidades geom&eacute;tricas, podem gerar condi&ccedil;&otilde;es diferenciais que potenciem a inicia&ccedil;&atilde;o e progress&atilde;o da corros&atilde;o e que, adicionalmente, favore&ccedil;am processos de fragiliza&ccedil;&atilde;o por hidrog&eacute;nio.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>[1] EN 1537:2013. (Execution of special geotechnical works - Ground anchors), CEN, Brussels, Belgium (2013).</p>     <!-- ref --><p>[2] Corrosion protection of prestressing steels, FIP recommendations, SETO Limited, London, England (1996).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S0870-1164201400010000100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[3] U. N&uuml;rnberger, Otto - Graf - Journal, 13, 9-25 (2002).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S0870-1164201400010000100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>[4] U. N&uuml;rnberger (Corrosion induced failure mechanisms) in Proceedings of a workshop on Durability of post-tensioning tendons, November, Ghent, Belgium. fib bulletin 15 (Luc Taerwe, ed.), Lausanne, Switzerland (2001).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S0870-1164201400010000100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[5] Corrosion of Prestressing Steels, ACI 222.2R-01, ACI, Farmington Hills, Michigan, USA (2001).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S0870-1164201400010000100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[6] R. C. Newman (Stress corrosion cracking mechanisms) in Corrosion mechanisms in theory and practice, (P. Marcus, ed.), 2nd ed., Marcel Dekker, Inc., New York, USA, p. 399-450 (2002).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S0870-1164201400010000100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>[7] H. H. Uhlig and R. W. Revie (Corrosion and corrosion control), 4th ed., John Wiley and Sons, Inc., Hoboken, New Jersey, USA (2008).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S0870-1164201400010000100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>[8] ASTM E 415-08. (Standard test method for atomic emission vacuum spectrometric analysis of carbon and low-alloy steel), ASTM International, West Conshohocken, Pennsylvania, USA (2008).</p>     <p>[9] NP EN ISO 6892-1:2012. (Materiais met&aacute;licos. Ensaio de tra&ccedil;&atilde;o. Parte 1: M&eacute;todo de ensaio &agrave; temperatura ambiente), IPQ, Caparica, Portugal (2012).</p>     <p>[10] EN ISO 15630-3:2010. (Steel for the reinforcement and prestressing of concrete - Test methods - Part 3: Prestressing steel), CEN, Brussels, Belgium (2010).</p>     <p>[11] NP EN ISO 7500-1:2006. (Materiais met&aacute;licos - Verifica&ccedil;&atilde;o de m&aacute;quinas de ensaios est&aacute;ticos uniaxiais - Parte 1: M&aacute;quinas de ensaio de tra&ccedil;&atilde;o/ compress&atilde;o - Verifica&ccedil;&atilde;o e calibra&ccedil;&atilde;o do sistema de medi&ccedil;&atilde;o da for&ccedil;a), IPQ, Caparica, Portugal (2006).</p>     <p>[12] NP EN ISO 9513:2007. (Materiais met&aacute;licos - Calibra&ccedil;&atilde;o dos extens&oacute;metros utilizados em ensaios uniaxiais), IPQ, Caparica, Portugal (2007).</p>     <p>[13] prEN 10138-4:2000 E. (Prestressing steel – Part 4: Bars), CEN, Brussels, Belgium (2000).</p>     <p>[14] EN 1992-1-1:2004 E. (Eurocode 2: Design of concrete structures - Part 1-1: General rules and rules for buildings) CEN, Brussels, Belgium (2004).</p>     <p>[15] ASTM A722/A722M-07. (Standard specification for uncoated highstrength steel bars for prestressing concrete), ASTM International, West Conshohocken, Pennsylvania, USA (2007).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>[16] ASTM E 45-97(2002). (Standard test methods for determining the inclusion content of steel), ASTM International, West Conshohocken, Pennsylvania, USA (2002).</p>     <p>[17] E 459-2012. (Var&otilde;es de a&ccedil;o para pr&eacute;-esfor&ccedil;o: caracter&iacute;sticas e ensaios), LNEC, Lisboa, Portugal (2002).</p>     <!-- ref --><p>[18] Petros P. Xanthakos (Ground Anchors and Anchored Structures), John Wiley & Sons, Inc., New York, USA (1991).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S0870-1164201400010000100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Artigo submetido em Janeiro de 2014 e aceite em Abril de 2014</p>      ]]></body><back>
<ref-list>
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