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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A técnica de ruído eletroquímico aplicada no estudo do comportamento eletroquímico do aço-carbono Aisi 1020 em meio de hidrogenocarbonato de sódio (nahCO3) saturado com dióxido de carbono (CO2)]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Electrochemical noise technique applied to the study Of electrochemical behavior of carbon steel aisi 1020 in Saturated sodium hydrogenocarbonate (nahCO3) with Carbon dioxide (CO2)]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The new offshore production of oil fields discovered in Brazil are in deep layers with high incidence of carbonate rocks in which CO2 concentrations generated are up to 12 times greater than in traditional fields. The CO2 in contact with produced water dissociates in the form of carboxylic acid generating an extremely corrosive to carbon steel and low alloy condition. Under this condition, it is necessary to better understand the interaction between steel and CO2 in order to get a better control condition of CO2 corrosion. This work aims to study a technique for monitoring corrosion caused by the presence of carbonic acid in systems undergoing flow. The electrochemical behavior of carbon steel in media containing dissociated carbon dioxide was evaluated by electrochemical noise technique. The results showed that the technique provides corrosion rates sensitive to electrolyte flow condition and stability of the layers of protective film allowing its application to on-line monitoring.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Corrosão por CO2]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO</b></p>     <p><b>A t&eacute;cnica de ru&iacute;do eletroqu&iacute;mico aplicada no estudo do comportamento eletroqu&iacute;mico do a&ccedil;o-carbono Aisi 1020 em meio de hidrogenocarbonato de s&oacute;dio (nahCO<sub>3</sub>) saturado com di&oacute;xido de carbono (CO<sub>2</sub>) </b></p>     <p><b>Electrochemical noise technique applied to the study Of electrochemical behavior of carbon steel aisi 1020 in Saturated sodium hydrogenocarbonate (nahCO<sub>3</sub>) with Carbon dioxide (CO<sub>2</sub>) </b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>A. Diogenes(1), H. Ponte(1,2), M. J. J. S. Ponte(1,3) e S. Klok(1)(*)</b></p>     <p>(1)Universidade Federal do Paran&aacute; (UFPR) - Centro Polit&eacute;cnico, Laborat&oacute;rio de Eletroqu&iacute;mica de Superficies e Corros&atilde;o (LESC), Programa P&oacute;s Gradua&ccedil;&atilde;o Eng&ordf; Ci&ecirc;ncia dos Materiais, Rua Francisco H. dos Santos, S/N, CEP 81531-990, Curitiba, Paran&aacute;, Brasil, <a href="mailto:andiogenes@ufpr.br">andiogenes@ufpr.br</a> </p>     <p>(2)Departamento Eng&ordf; Qu&iacute;mica, e-mail: <a href="mailto:hponte@ufpr.br">hponte@ufpr.br</a></p>     <p>(3)Departamento Eng&ordf; Mec&acirc;nica, e-mail: <a href="mailto:mponte@ufpr.br">mponte@ufpr.br</a></p>     <p>(*) A quem a correspond&ecirc;ncia deve ser dirigida, e-mail: <a href="mailto:simonemariaklok@gmail.com">simonemariaklok@gmail.com</a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>RESUMO</b></p>     <p>Os novos campos offshore de produ&ccedil;&atilde;o de petr&oacute;leo descobertos no Brasil encontram-se em camadas profundas com alta incid&ecirc;ncia de rochas carbon&aacute;cea onde s&atilde;o geradas concentra&ccedil;&otilde;es de CO<sub>2</sub> at&eacute; 12 vezes maiores que nos campos tradicionais. O CO<sub>2</sub>, em contato com a &aacute;gua produzida, dissocia-se na forma de &aacute;cido carbox&iacute;lico originando um meio extremamente corrosivo ao a&ccedil;ocarbono de baixa liga. Nestas condi&ccedil;&otilde;es, torna-se necess&aacute;rio um melhor entendimento da intera&ccedil;&atilde;o entre o a&ccedil;o e o CO<sub>2</sub> de forma a ter-se uma melhor condi&ccedil;&atilde;o de controle da corros&atilde;o por CO<sub>2</sub>. Este trabalho visou o estudo de uma t&eacute;cnica de monitoriza&ccedil;&atilde;o de corros&atilde;o provocada pela presen&ccedil;a de &aacute;cido carb&ocirc;nico em sistemas submetidos a fluxo. O comportamento eletroqu&iacute;mico do a&ccedil;ocarbono em meios contendo di&oacute;xido de carbono dissociado foi avaliado atrav&eacute;s da t&eacute;cnica de ru&iacute;do eletroqu&iacute;mico. Os resultados obtidos mostraram que a t&eacute;cnica fornece taxas de corros&atilde;o sens&iacute;veis &agrave; condi&ccedil;&atilde;o de fluxo de eletr&oacute;lito e de estabilidade das camadas de filme protetor possibilitando a sua aplica&ccedil;&atilde;o para monitoriza&ccedil;&atilde;o on-line.</p>     <P><b>Palavras-chave</b>: Corros&atilde;o por CO<sub>2</sub>, Fluxo, Ru&iacute;do Eletroqu&iacute;mico</P>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>The new offshore production of oil fields discovered in Brazil are in deep layers with high incidence of carbonate rocks in which CO<sub>2</sub> concentrations generated are up to 12 times greater than in traditional fields. The CO<sub>2</sub> in contact with produced water dissociates in the form of carboxylic acid generating an extremely corrosive to carbon steel and low alloy condition. Under this condition, it is necessary to better understand the interaction between steel and CO<sub>2</sub> in order to get a better control condition of CO<sub>2</sub> corrosion. This work aims to study a technique for monitoring corrosion caused by the presence of carbonic acid in systems undergoing flow. The electrochemical behavior of carbon steel in media containing dissociated carbon dioxide was evaluated by electrochemical noise technique. The results showed that the technique provides corrosion rates sensitive to electrolyte flow condition and stability of the layers of protective film allowing its application to on-line monitoring.</p>     <p><b>Keywords</b>: Corrosion by CO<sub>2</sub>, Flow, Electrochemical Noise</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><B>1. INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</B></p>     <p>Um dos grandes problemas encontrados na produ&ccedil;&atilde;o de petr&oacute;leo &eacute; o controle da deteriora&ccedil;&atilde;o nas estruturas de a&ccedil;o das unidades que comp&otilde;em o sistema de dutos de prospec&ccedil;&atilde;o, produ&ccedil;&atilde;o e escoamento de petr&oacute;leo. Neste contexto, a corros&atilde;o passou a ser um grande desafio operacional para a ind&uacute;stria petroqu&iacute;mica, tendo em visto que as atividades operacionais relacionadas com a procura de novos po&ccedil;os de petr&oacute;leo e g&aacute;s envolve prospec&ccedil;&atilde;o em po&ccedil;os cada vez mais profundos e expostos &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es cr&iacute;ticas de press&atilde;o e temperatura, al&eacute;m de &aacute;guas profundas e ultra-profundas [1].</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A deteriora&ccedil;&atilde;o nas estruturas dos a&ccedil;os das unidades que comp&otilde;em o sistema de dutos de escoamento de petr&oacute;leo est&aacute; relacionada com os mecanismos de dissolu&ccedil;&atilde;o-precipita&ccedil;&atilde;o envolvidos na corros&atilde;o de a&ccedil;os-carbonos em meios contendo g&aacute;s carb&ocirc;nico. Atualmente, estudos mostram que o conhecimento do mecanismo de corros&atilde;o por g&aacute;s carb&ocirc;nico permanece incompleto principalmente no que se referem &agrave;s t&eacute;cnicas de monitoriza&ccedil;&atilde;o da corros&atilde;o em sistemas submetidos a fluxo.</p>     <p>Mediante os desafios apresentados referentes ao estudo da corros&atilde;o por CO<sub>2</sub>, este trabalho visou o estudo de uma t&eacute;cnica de monitoriza&ccedil;&atilde;o da corros&atilde;o provocada pela presen&ccedil;a de di&oacute;xido de carbono em sistemas submetidos a fluxo.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>2. FUNDAMENTA&Ccedil;&Atilde;O TE&Oacute;RICA</b></p>     <p>2.1 Corros&atilde;o por di&oacute;xido de carbono</p>     <p>A corros&atilde;o por CO<sub>2</sub> &eacute; frequentemente encontrada na ind&uacute;stria de petr&oacute;leo e g&aacute;s e ocorre em todos os est&aacute;gios de produ&ccedil;&atilde;o, desde a prospec&ccedil;&atilde;o at&eacute; as instala&ccedil;&otilde;es de processamento [2]. O di&oacute;xido de carbono, amplamente conhecido como g&aacute;s carb&ocirc;nico, tem origem nas rochas carbon&aacute;ceas, mais precisamente no carbonato de c&aacute;lcio (CaCO<sub>3</sub>), presente em reservat&oacute;rios de petr&oacute;leo.</p>     <p>A alta concentra&ccedil;&atilde;o de g&aacute;s carb&ocirc;nico, produzido pela deteriora&ccedil;&atilde;o das rochas carbon&aacute;ceas, &eacute; um fator cr&iacute;tico nos reservat&oacute;rios, pois o g&aacute;s carb&ocirc;nico em contato com a &aacute;gua produzida forma um &aacute;cido carbox&iacute;lico, um composto corrosivo para o a&ccedil;o-carbono, chamado de &aacute;cido carb&ocirc;nico - H<sub>2</sub>CO<sub>3</sub>.</p>     <p>As rea&ccedil;&otilde;es desde a dissolu&ccedil;&atilde;o do CO<sub>2</sub> na &aacute;gua at&eacute; &agrave; sua dissocia&ccedil;&atilde;o em &aacute;cido carb&ocirc;nico envolvem as rea&ccedil;&otilde;es conforme apresentado abaixo [3]:</p>     <p><img src="/img/revistas/cpm/v33n1-2/33n1-2a02e1.jpg"></p>     
<p><img src="/img/revistas/cpm/v33n1-2/33n1-2a02e2.jpg"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/cpm/v33n1-2/33n1-2a02e3.jpg"></p>     
<p><img src="/img/revistas/cpm/v33n1-2/33n1-2a02e4.jpg"></p>     
<p><img src="/img/revistas/cpm/v33n1-2/33n1-2a02e5.jpg"></p>     
<p>O g&aacute;s carb&ocirc;nico geralmente produz uma forma de corros&atilde;o denominada “corros&atilde;o por CO<sub>2</sub>” ou “sweet corrosion”. A severidade deste tipo de corros&atilde;o depende das vari&aacute;veis do processo sendo a sua localiza&ccedil;&atilde;o e morfologia influenciada por uma complexa intera&ccedil;&atilde;o de par&acirc;metros ambientais, tais como pH, temperatura, press&atilde;o parcial de CO<sub>2</sub> e a presen&ccedil;a de &aacute;cidos org&acirc;nicos. A rea&ccedil;&atilde;o global do processo corrosivo pode ser representada pela equa&ccedil;&atilde;o:</p>     <p><img src="/img/revistas/cpm/v33n1-2/33n1-2a02e6.jpg"></p>     
<p>Em que as rea&ccedil;&otilde;es an&oacute;dica e cat&oacute;dicas s&atilde;o:</p>     <p><img src="/img/revistas/cpm/v33n1-2/33n1-2a02e7.jpg"></p>     
<p><img src="/img/revistas/cpm/v33n1-2/33n1-2a02e8.jpg"></p>     
<p><img src="/img/revistas/cpm/v33n1-2/33n1-2a02e9.jpg"></p>     
<p>Esta forma de corros&atilde;o pode apresentar diferentes morfologias: localizada (pites), uniforme (generalizada) ou em camadas (mesa). Cada tipo de corros&atilde;o depender&aacute; das condi&ccedil;&otilde;es operacionais, sendo essencialmente influenciada pela temperatura e velocidade de escoamento do flu&iacute;do. Muitos dos problemas de corros&atilde;o observados em meios com CO<sub>2</sub> s&atilde;o do tipo localizado, onde diversos pontos da parede do duto sofrem um ataque acentuado (pite) podendo levar a uma falha prematura da tubula&ccedil;&atilde;o [4]. A determina&ccedil;&atilde;o da forma de corros&atilde;o, torna-se importante para aumentar a confiabilidade do sistema de produ&ccedil;&atilde;o. A t&eacute;cnica de ru&iacute;do eletroqu&iacute;mico tem-se mostrado com grande potencial para a identifica&ccedil;&atilde;o de processos corrosivos generalizados e localizados [3].</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>2.2 A t&eacute;cnica de ru&iacute;do eletroqu&iacute;mico aplicada &agrave; corros&atilde;o por CO<sub>2</sub></p>     <p>Neste trabalho a t&eacute;cnica utilizada na avalia&ccedil;&atilde;o dos processos corrosivos do a&ccedil;o carbono por CO<sub>2</sub>, considera a resist&ecirc;ncia de ru&iacute;do eletroqu&iacute;mico. A resist&ecirc;ncia de ru&iacute;do eletroqu&iacute;mico (R<sub>N</sub>) &eacute; definida como o desvio padr&atilde;o dos valores de ru&iacute;do de potencial (sE) dividido pelo desvio padr&atilde;o dos valores de ru&iacute;do de corrente (sI) [4, 5].</p>     <p><img src="/img/revistas/cpm/v33n1-2/33n1-2a02i1.jpg"></p>     
<p>Os valores de sE e sI s&atilde;o baseados nos valores de potencial e corrente adquirido. Para que R<sub>N</sub> seja normalizado, este valor deve ser multiplicado pela &aacute;rea da esp&eacute;cie testada, A, e ent&atilde;o teremos a unidade normal de polariza&ccedil;&atilde;o: ohm.m&sup2; [6].</p>     <p>Teoricamente, durante a an&aacute;lise do m&eacute;todo de resist&ecirc;ncia ao ru&iacute;do &eacute; importante considerar: o ru&iacute;do de potencial deve ser medido com um eletrodo de referencia ideal, que n&atilde;o gere nenhum tipo de ru&iacute;do; a resist&ecirc;ncia da solu&ccedil;&atilde;o &eacute; ignorada; os eletrodos de trabalho utilizados nas analises devem ser id&ecirc;nticos, e assume-se que a interface da solu&ccedil;&atilde;o/metal pode ser tratada como uma fonte de ru&iacute;do com um circulo linear equivalente [6].</p>     <p>Diversos autores assumem que a resist&ecirc;ncia de ru&iacute;do, R<sub>N</sub>, &eacute; equivalente a resist&ecirc;ncia de polariza&ccedil;&atilde;o, R<sub>p</sub>. Medidas pr&aacute;ticas confirmam que h&aacute; uma forte rela&ccedil;&atilde;o entre R<sub>N</sub> e R<sub>p</sub>, e a resist&ecirc;ncia ao ru&iacute;do &eacute; o melhor par&acirc;metro para inteR<sub>p</sub>retar o ru&iacute;do eletroqu&iacute;mico, por&eacute;m ele fornece apenas o desempenho coerente para casos onde ocorra apenas corros&atilde;o generalizada [5-9].</p>     <p>Uma metodologia utilizada para a an&aacute;lise de ru&iacute;do eletroqu&iacute;mico, chamada de shot-noise, considera que a corrente tem a forma de uma s&eacute;rie de “pacotes de carga” estatisticamente independentes, e cada pacote tem um tempo curto de dura&ccedil;&atilde;o. A carga total passando em um determinado intervalo de tempo &eacute; ent&atilde;o uma amostra de uma distribui&ccedil;&atilde;o binominal, e se o n&uacute;mero m&eacute;dio de pulsos &eacute; razoavelmente grande aproxima-se de uma distribui&ccedil;&atilde;o normal com propriedades conhecidas [9].</p>     <p>Se esta teoria for aplicada para sinais de ru&iacute;do eletroqu&iacute;mico, podem ser obtidos tr&ecirc;s par&acirc;metros: I<sub>corr</sub> a corrente m&eacute;dia de corros&atilde;o, q a carga m&eacute;dia em cada evento, e a f<sub>n</sub> a frequ&ecirc;ncia de eventos [9].</p>     <p><img src="/img/revistas/cpm/v33n1-2/33n1-2a02i2.jpg"></p>     
<p>N&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel medir nenhum destes par&acirc;metros diretamente, por&eacute;m &eacute; poss&iacute;vel estim&aacute;-los a partir dos valores de ru&iacute;do de potencial (sE) ru&iacute;do de corrente (sI):</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/cpm/v33n1-2/33n1-2a02i3.jpg"></p>     
<p>Os par&acirc;metros I<sub>corr</sub>, f<sub>n</sub> e q tem uma rela&ccedil;&atilde;o com a natureza do processo de corros&atilde;o. Apenas dois destes par&acirc;metros s&atilde;o independentes, I<sub>corr</sub> e f<sub>n</sub>. I<sub>corr</sub> descreve a taxa de corros&atilde;o m&eacute;dia, j&aacute; f<sub>n</sub> &eacute; um importante par&acirc;metro para definir o tipo de corros&atilde;o que est&aacute; acontecendo no processo. Em teoria, f<sub>n</sub> descreve a frequ&ecirc;ncia de eventos que ocorrem, assim, quando temos valores altos de f<sub>n</sub> assumimos a ocorr&ecirc;ncia de rea&ccedil;&otilde;es em toda superf&iacute;cie do metal, por consequ&ecirc;ncia temos a corros&atilde;o do tipo uniforme. J&aacute; para valores de f<sub>n</sub> baixos, assume-se que grandes quantidades de material est&aacute; sendo removido, e estes locais de corros&atilde;o ser&atilde;o tipicamente mais localizadas [5-6].</p>     <p>Uma forma de representar estes par&acirc;metros pode ser feita atrav&eacute;s de um gr&aacute;fico de frequ&ecirc;ncia de eventos versus resist&ecirc;ncia de ru&iacute;do. A <a href="#f1">Figura 1</a> mostra um gr&aacute;fico que correlaciona a frequ&ecirc;ncia de eventos e a resist&ecirc;ncia de ru&iacute;do, com o tipo de corros&atilde;o que est&aacute; ocorrendo no processo [5].</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f1"> <img src="/img/revistas/cpm/v33n1-2/33n1-2a02f1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>3. MATERIAIS E M&Eacute;TODOS</b></p>     <p>Para eletrodo de trabalho foram confeccionados discos em a&ccedil;ocarbono AISI 1020, os quais possu&iacute;am 14,0 mm de di&acirc;metro e cerca de 2 mm de espessura. Para cada bateria de an&aacute;lises utilizou-se um outro corpo de prova.</p>     <p>Antes de iniciar as medidas, os eletrodos de a&ccedil;o-carbono foram lixados com lixa de granulometria 320, 400 e 600. Ap&oacute;s o lixamento, os eletrodos foram lavados com &aacute;gua destilada, desengordurados em acetona e, ent&atilde;o, secos.</p>     <p>O eletr&oacute;lito utilizado foi uma solu&ccedil;&atilde;o de hidrogenocarbonato de s&oacute;dio 0,5 mol/L, preparado com reagente anal&iacute;tico da marca Synth com 99,97 % de pureza e saturada com g&aacute;s de CO<sub>2</sub>. A solu&ccedil;&atilde;o foi desarejada previamente por meio do borbulhamento de CO<sub>2</sub> durante 45 minutos cont&iacute;nuos. A monitoriza&ccedil;&atilde;o das condi&ccedil;&otilde;es do eletr&oacute;lito foi feito por meio da temperatura (&ordm;C), do pH e da concentra&ccedil;&atilde;o de oxig&ecirc;nio [O2] (mg/L).</p>     <p>A c&eacute;lula de fluxo utilizada neste estudo cont&ecirc;m tr&ecirc;s eletrodos: eletrodo de trabalho, eletrodo de refer&ecirc;ncia e eletrodo auxiliar. O eletrodo de trabalho &eacute; constitu&iacute;do por a&ccedil;o-carbono AISI 1020. O eletrodo auxiliar &eacute; um eletrodo de platina. E para o eletrodo de refer&ecirc;ncia, utilizou-se um eletrodo de Calomelano Saturado (ECS), cujo potencial, com rela&ccedil;&atilde;o ao eletrodo padr&atilde;o de hidrog&ecirc;nio, &eacute; igual a +0,242 V a 25 oC. O ECS consiste em merc&uacute;rio, coberto por uma pasta de Hg<sub>2</sub>Cl<sub>2</sub>, imerso em um eletr&oacute;lito saturado com KCl (Hg/Hg<sub>2</sub>Cl<sub>2</sub> – KCl saturado).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Foram realizadas as seguintes medidas eletroqu&iacute;micas:</p>     <p>i) Potencial a circuito aberto - OCP</p>     <p>A realiza&ccedil;&atilde;o da medida de potencial a circuito aberto – OCP, visa determinar o Potencial de Equil&iacute;brio – Eeq do a&ccedil;o-carbono em meio de hidrogenocarbonato de s&oacute;dio saturado com di&oacute;xido de carbono. Conforme norma ASTM G 59-97 [10]. Foram usados 75 minutos como par&acirc;metro para estabilizar o sistema.</p>     <p>ii) Polariza&ccedil;&atilde;o</p>     <p>A realiza&ccedil;&atilde;o de medidas de polariza&ccedil;&atilde;o visa determinar os coeficientes de Tafel – &szlig;a e &szlig;c, necess&aacute;rios para o c&aacute;lculo da taxa de corros&atilde;o do a&ccedil;o carbono. Foi utilizado uma polariza&ccedil;&atilde;o de -1050 mV a -550 mV em rela&ccedil;&atilde;o ao eletrodo de refer&ecirc;ncia (ECS). Este intervalo &eacute; suficiente para detectar o comportamento linear referente ao controle por transfer&ecirc;ncia de massa. Foi utilizada uma velocidade de varrimento de 0,1 mV/s de modo a garantir o equil&iacute;brio das rea&ccedil;&otilde;es.</p>     <p>iii) Resist&ecirc;ncia a polariza&ccedil;&atilde;o linear - R<sub>p</sub>L</p>     <p>Foi utilizado o m&eacute;todo da resist&ecirc;ncia &agrave; polariza&ccedil;&atilde;o linear (R<sub>p</sub>L), em intervalo suficiente para identifica&ccedil;&atilde;o do comportamento linear em torno do E<sub>corr</sub>, de -20 mV a 20 mV em rela&ccedil;&atilde;o ao E<sub>corr</sub>. A resist&ecirc;ncia &agrave; polariza&ccedil;&atilde;o linear fornece a resist&ecirc;ncia de polariza&ccedil;&atilde;o, R<sub>p</sub>, que junto com os coeficientes da Tafel permitem o c&aacute;lculo da taxa de corros&atilde;o do a&ccedil;o-carbono em meios contendo CO<sub>2</sub>.</p>     <p>Para os testes com o sistema submetido &agrave; condi&ccedil;&atilde;o de fluxo mantiveram-se os mesmos par&acirc;metros utilizados nos experimentos utilizando t&eacute;cnicas cl&aacute;ssicas de eletroqu&iacute;mica com sistema est&aacute;tico.</p>     <p>Foram utilizadas tr&ecirc;s velocidades distintas nos experimentos com fluxo, s&atilde;o elas:</p>     <p>• 80 RPM que equivale a 4,91 mL/s – fluxo pouco intenso; </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>• 100 RPM que equivale a 6,17 mL/s – fluxo moderado;</p>     <p>• 120 RPM que equivale a 7,34 mL/s – fluxo intenso;</p>     <p>Para as medidas utilizando a t&eacute;cnica de ru&iacute;do eletroqu&iacute;mico empregou-se o mesmo eletrodo de a&ccedil;o-carbono, j&aacute; descrito anteriormente. Foi aplicado sobre este eletrodo a mesma rotina de prepara&ccedil;&atilde;o. Foram mantidas tamb&eacute;m as mesmas condi&ccedil;&otilde;es da c&eacute;lula e da solu&ccedil;&atilde;o de hidrogenocarbonato de s&oacute;dio. Mas desta vez supriu-se o eletrodo auxiliar (platina), e em seu lugar foi empregado um segundo eletrodo de trabalho, tamb&eacute;m de a&ccedil;o-carbono. Para a aquisi&ccedil;&atilde;o dos dados foi utilizada uma taxa de amostragem de 10 Hz com o tempo de monitoriza&ccedil;&atilde;o do potencial e da corrente de tr&ecirc;s horas.</p>     <p>Foram realizadas medidas em triplicata para o sistema est&aacute;tico e em cada uma das tr&ecirc;s diferentes velocidades: 80 RPM que equivale a uma vaz&atilde;o de 4,91 mL/s, 100 RPM que equivale a uma vaz&atilde;o de 6,17 mL/s e 120 RPM que equivale a uma vaz&atilde;o de 7,34 mL/s.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>4. RESULTADOS E DISCUSS&Otilde;ES</b></p>     <p>4.1 Compara&ccedil;&atilde;o entre os resultados obtidos com a aplica&ccedil;&atilde;o das t&eacute;cnicas eletroqu&iacute;micas de R<sub>p</sub>L e Tafel para o sistema est&aacute;tico e para o sistema com fluxo</p>     <p>Na <a href="#t1">Tabela 1</a> &eacute; apresentado um comparativo dos coeficientes de Tafel (&szlig;a e &szlig;c), I<sub>corr</sub>, resist&ecirc;ncia &agrave; polariza&ccedil;&atilde;o – R<sub>p</sub> e taxa de corros&atilde;o para o sistema est&aacute;tico e para os sistemas com fluxo. Resultados obtidos pelo m&eacute;todo da extrapola&ccedil;&atilde;o da reta de Tafel e pelo m&eacute;todo de resist&ecirc;ncia a polariza&ccedil;&atilde;o linear - R<sub>p</sub>L.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t1"> <img src="/img/revistas/cpm/v33n1-2/33n1-2a02t1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Observa-se claramente que existe uma tend&ecirc;ncia do aumento da taxa de corros&atilde;o com o incremento do fluxo. Considerando o mecanismo de dissolu&ccedil;&atilde;o – precipita&ccedil;&atilde;o, entende-se que para o sistema a&ccedil;ocarbono em meio de hidrogenocarbonato de s&oacute;dio saturado com CO<sub>2</sub> ocorre a dissolu&ccedil;&atilde;o do ferro na forma de &iacute;ons Fe<sup>2+</sup> que reagem com os &iacute;ons hidrogenocarbonato HCO<sub>3</sub> -, precipitando o filme protetor de carbonato de ferro – FeCO<sub>3</sub>. As caracter&iacute;sticas de prote&ccedil;&atilde;o do filme de carbonato de ferro dependem tanto das caracter&iacute;sticas do a&ccedil;o-carbono (microestrutura, tratamento t&eacute;rmico, elementos de liga) quanto das vari&aacute;veis ambientais (pH da solu&ccedil;&atilde;o, temperatura, composi&ccedil;&atilde;o da solu&ccedil;&atilde;o e principalmente do fluxo do sistema) [11-13].</p>     <p>Para o sistema est&aacute;tico o filme protetor de carbonato de ferro permanece precipitado sob o a&ccedil;o-carbono diminuindo a taxa inicial de corros&atilde;o do sistema, oferecendo barreira difusional para as esp&eacute;cies que promovem as rea&ccedil;&otilde;es de corros&atilde;o e ainda cobrindo a superf&iacute;cie do metal.</p>     <p>O aumento da corrosividade do sistema com o incremento do fluxo deve-se possivelmente ao aumento da transfer&ecirc;ncia de massa ocasionado pelo aumento da velocidade na superf&iacute;cie do metal. Quando maior a transfer&ecirc;ncia de massa, maior &eacute; a homogeneiza&ccedil;&atilde;o do meio e menor &eacute; a concentra&ccedil;&atilde;o de &iacute;ons na interface metal/solu&ccedil;&atilde;o. Al&eacute;m disso, com o aumento da tens&atilde;o de cisalhamento, provavelmente parte do filme de corros&atilde;o n&atilde;o permanece precipitado sobre a superf&iacute;cie met&aacute;lica [14-15].</p>     <p>Verifica-se ainda que o incremento de fluxo causa uma redu&ccedil;&atilde;o no valor da resist&ecirc;ncia &agrave; polariza&ccedil;&atilde;o - R<sub>p</sub>, que indica fortemente um aumento da corrosividade do meio.</p>     <p>4.2 Aplica&ccedil;&atilde;o da t&eacute;cnica de ru&iacute;do eletroqu&iacute;mico para o sistema est&aacute;tico e para o sistema com fluxo</p>     <p>Na <a href ="/img/revistas/cpm/v33n1-2/33n1-2a02f2.jpg">Figura 2</a> s&atilde;o apresentados os resultados obtidos em triplicata com a aplica&ccedil;&atilde;o da t&eacute;cnica de ru&iacute;do eletroqu&iacute;mico para o sistema est&aacute;tico e em tr&ecirc;s diferentes condi&ccedil;&otilde;es de fluxo, onde &eacute; apresentada a frequ&ecirc;ncia de eventos dada em (Hz.cm2), versus resist&ecirc;ncia ao ru&iacute;do – R<sub>N</sub> (Ohm. cm2). Como a resist&ecirc;ncia ao ru&iacute;do - R<sub>N</sub> &eacute; equivalente &agrave; resist&ecirc;ncia &agrave; polariza&ccedil;&atilde;o – R<sub>p</sub> pode-se calcular uma taxa de corros&atilde;o para o sistema. Assim como, predizer o cen&aacute;rio corrosivo que est&aacute; ocorrendo durante os testes.</p>     
<p>Na <a href="#f3">Figura 3</a> s&atilde;o apresentados de forma compilada os resultados obtidos com a aplica&ccedil;&atilde;o da t&eacute;cnica de ru&iacute;do eletroqu&iacute;mico para os sistemas: est&aacute;tico e em diferentes condi&ccedil;&otilde;es de fluxo sendo eles 4,91 mL/s, 6,17 mL/s e 7,34 mL/s. Com a aplica&ccedil;&atilde;o da t&eacute;cnica de ru&iacute;do eletroqu&iacute;mico pode- se efetuar o c&aacute;lculo da taxa de corros&atilde;o do sistema a&ccedil;o-carbono em meio de hidrogenocarbonato de s&oacute;dio saturado com CO<sub>2</sub>, utilizando os coeficientes de Tafel an&oacute;dico e cat&oacute;dico.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f3"> <img src="/img/revistas/cpm/v33n1-2/33n1-2a02f3.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Na corros&atilde;o do a&ccedil;o-carbono em meios de hidrogenocarbonato de s&oacute;dio saturado com CO<sub>2</sub> o mecanismo predominante &eacute; o mecanismo de dissolu&ccedil;&atilde;o - precipita&ccedil;&atilde;o, onde o ferro sofre uma dissolu&ccedil;&atilde;o formando &iacute;ons Fe<sup>2+</sup>, que em solu&ccedil;&atilde;o reagem com os &iacute;ons hidrogencarbonato - HCO<sub>3</sub> - precipitando um filme protetor de carbonato de ferro - FeCO<sub>3</sub> com a presen&ccedil;a de Fe<sub>3</sub>O<sub>4</sub> (magnetita) [15]. O filme protetor depositado sob o a&ccedil;o-carbono possui propriedades passivantes, ou seja, diminuem a taxa inicial de corros&atilde;o do sistema. Na <a href="#f3">Figura 3</a>, nas medidas com o sistema est&aacute;tico pode-se visualizar que a frequ&ecirc;ncia de eventos se apresenta de forma concentrada numa mesma regi&atilde;o de resist&ecirc;ncia ao ru&iacute;do. Isso significa que no sistema est&aacute;tico o filme protetor est&aacute; oferecendo barreira difusional para as esp&eacute;cies que promovem as rea&ccedil;&otilde;es de corros&atilde;o, como cada rea&ccedil;&atilde;o &eacute; um evento, a frequ&ecirc;ncia de eventos n&atilde;o apresenta dispers&atilde;o acentuada, ao contr&aacute;rio permanece concentrada numa mesma regi&atilde;o de resist&ecirc;ncia ao ru&iacute;do.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Para o sistema est&aacute;tico pode-se dizer que est&aacute; ocorrendo um processo corrosivo generalizado, pois tem-se alto valor de frequ&ecirc;ncia de eventos – f<sub>n</sub>. A quantidade de eventos est&aacute; relacionada com a &aacute;rea envolvida no processo, e quanto maior o valor da frequ&ecirc;ncia de eventos espera-se que uma maior &aacute;rea do eletrodo esteja sofrendo o processo corrosivo [16-19].</p>     <p>Na corros&atilde;o generalizada n&atilde;o ocorre um equil&iacute;brio temporal entre os eletrodos. Os frequentes picos de ru&iacute;do eletroqu&iacute;mico obtidos durante o processo de corros&atilde;o generalizada s&atilde;o gerados pelas continuas trocas entre os s&iacute;tios microan&oacute;dicos e microcat&oacute;dicos. Portanto, um sistema que sofre corros&atilde;o generalizada possui uma frequ&ecirc;ncia de eventos elevada.</p>     <p>Os processos corrosivos envolvem um n&uacute;mero de est&aacute;gios de transporte de massa, os quais podem ser influenciados pelo fluxo da solu&ccedil;&atilde;o: a distribui&ccedil;&atilde;o dos reagentes nos s&iacute;tios an&oacute;dicos, a remo&ccedil;&atilde;o de produtos dos s&iacute;tios cat&oacute;dico e as varia&ccedil;&otilde;es de propriedades resultantes do reparo ou da quebra do filme [16].</p>     <p>Quando o sistema &eacute; induzido a uma condi&ccedil;&atilde;o de fluxo, possivelmente ocorre a quebra do filme protetor, expondo &aacute;reas an&oacute;dicas e possibilitando processos corrosivos localizados. Na <a href="#t2">Tabela 2</a> verifica-se que ao passar do fluxo de 6,17 mL/s para uma condi&ccedil;&atilde;o de fluxo de 7,34 mL/s provavelmente ocorreu uma mudan&ccedil;a no cen&aacute;rio corrosivo. Na condi&ccedil;&atilde;o inicial, com o sistema est&aacute;tico at&eacute; a condi&ccedil;&atilde;o de fluxo de 6,17 mL/s o processo corrosivo dominante &eacute; a corros&atilde;o generalizada, o filme protetor depositado sob o a&ccedil;ocarbono diminui a taxa inicial de corros&atilde;o do sistema. Entretanto quando a fluxo se torna mais intenso em 7,34 mL/s a corros&atilde;o passa a ser localizada. Atribui-se inicia&ccedil;&atilde;o do ataque localizado &agrave;s rea&ccedil;&otilde;es competitivas de forma&ccedil;&atilde;o de filme entre o carbonato de ferro (FeCO<sub>3</sub>) e a magnetita (Fe<sub>3</sub>O<sub>4</sub>) [17]. A co-deposi&ccedil;&atilde;o dos dois compostos poderia iniciar a corros&atilde;o em camadas pelo dist&uacute;rbio na forma&ccedil;&atilde;o do filme protetor. Os autores conclu&iacute;ram que a inicia&ccedil;&atilde;o do mecanismo est&aacute; fortemente relacionada com a forma&ccedil;&atilde;o de um filme de FeCO<sub>3</sub> pouco protetor ou com a destrui&ccedil;&atilde;o localizada do filme protetor [18].</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t2"> <img src="/img/revistas/cpm/v33n1-2/33n1-2a02t2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Na <a href="#f3">Figura 3</a>, quando ocorre incremento do fluxo observa-se que a frequ&ecirc;ncia de eventos diminui, ou seja, para os sistemas com fluxo, pode-se dizer que, quanto maior o fluxo menor a quantidade de eventos e menor &eacute; a &aacute;rea envolvida no processo corrosivo. Este &eacute; um resultado j&aacute; esperado: como a frequ&ecirc;ncia de eventos &eacute; um par&acirc;metro inversamente proporcional ao desvio padr&atilde;o, e, &agrave; medida que o fluxo aumenta, a corros&atilde;o e o desvio padr&atilde;o aumentam tamb&eacute;m, as curvas deslocaram-se para a esquerda sugerindo corros&atilde;o localizada.</p>     <p>A influ&ecirc;ncia do transporte de massa no mecanismo de dissolu&ccedil;&atilde;o - precipita&ccedil;&atilde;o na forma&ccedil;&atilde;o do filme protetivo de carbonato de ferro sobre o a&ccedil;o &eacute; evidenciado na varia&ccedil;&atilde;o da resist&ecirc;ncia com a vaz&atilde;o. A menor resist&ecirc;ncia obtida na aplica&ccedil;&atilde;o da t&eacute;cnica de ru&iacute;do eletroqu&iacute;mico pode estar relacionada com fato do sistema a&ccedil;o/ hidrogenocarbonato de s&oacute;dio n&atilde;o estar atingindo sua condi&ccedil;&atilde;o de estabilidade pela consolida&ccedil;&atilde;o de um filme cont&iacute;nuo e passivante de carbonato de ferro [19].</p>     <p>Ainda com o incremento do fluxo observa-se na <a href="#f3">Figura 3</a>, que no fluxo de 7,34 mL/s a resist&ecirc;ncia ao ru&iacute;do diminuiu em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s demais condi&ccedil;&otilde;es. Assumindo-se que a resist&ecirc;ncia ao ru&iacute;do - R<sub>N</sub> &eacute; equivalente a resist&ecirc;ncia &agrave; polariza&ccedil;&atilde;o - R<sub>p</sub>, e sabendo-se que R<sub>p</sub> representa a resist&ecirc;ncia do sistema a um determinado processo corrosivo, pode-se dizer que quanto menor a resist&ecirc;ncia ao ru&iacute;do maior ser&aacute; a taxa de corros&atilde;o do sistema.</p>     <p>4.3 Compara&ccedil;&atilde;o entre os resultados obtidos pela extrapola&ccedil;&atilde;o de reta de Tafel com a t&eacute;cnica de ru&iacute;do eletroqu&iacute;mico</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Na <a href="#t2">Tabela 2</a> s&atilde;o apresentados um comparativo entre os resultados obtidos pela extrapola&ccedil;&atilde;o da reta de Tafel com os resultados obtidos pela aplica&ccedil;&atilde;o da t&eacute;cnica de ru&iacute;do eletroqu&iacute;mico.</p>     <p>A taxa de corros&atilde;o obtida pela t&eacute;cnica de ru&iacute;do eletroqu&iacute;mico em compara&ccedil;&atilde;o com a taxa de corros&atilde;o obtida pelo m&eacute;todo da extrapola&ccedil;&atilde;o da reta de Tafel, &eacute; superior principalmente na condi&ccedil;&atilde;o de fluxo mais intenso 7,34 mL/s. Isso j&aacute; era esperado uma vez que a t&eacute;cnica de ru&iacute;do eletroqu&iacute;mico &eacute; bastante sens&iacute;vel para processos localizados.</p>     <p>O m&eacute;todo da extrapola&ccedil;&atilde;o da reta de Tafel sugere uma corros&atilde;o for&ccedil;ada de modo a obter-se o m&aacute;ximo de corros&atilde;o poss&iacute;vel para o sistema em estudo. J&aacute; a t&eacute;cnica de ru&iacute;do eletroqu&iacute;mico mensura oscila&ccedil;&otilde;es espont&acirc;neas de potencial e corrente.</p>     <p>Mesmo sendo t&eacute;cnicas diferentes os resultados obtidos por ambas as t&eacute;cnicas apresentam a mesma tend&ecirc;ncia que &eacute; o aumento da corrosividade do sistema com o incremento do fluxo.</p>     <p>A partir desses dados obtidos, tanto por Tafel quanto pela t&eacute;cnica de ru&iacute;do eletroqu&iacute;mico, verifica-se que o mecanismo dominante na corros&atilde;o do a&ccedil;o-carbono &eacute; o de dissolu&ccedil;&atilde;o – precipita&ccedil;&atilde;o, e que o filme protetor formado n&atilde;o &eacute; constitu&iacute;do somente por carbonato de ferro. Com o incremento do fluxo ao sistema iniciam-se rea&ccedil;&otilde;es competitivas entre o filme de carbonato de ferro (FeCO<sub>3</sub>) e a magnetita (Fe<sub>3</sub>O<sub>4</sub>), promovendo a destrui&ccedil;&atilde;o localizada do filme protetor. As condi&ccedil;&otilde;es de fluxo impedem a re-precipita&ccedil;&atilde;o de uma camada protetora no metal exposto, este comportamento evidencia que o filme formado possui uma matriz de carbeto (Fe3C) selado superficialmente por carbonato de ferro, o qual n&atilde;o &eacute; resistente ao fluxo intenso [5].</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>5. CONCLUS&Atilde;O</b></p>     <p>O sistema experimental utilizado permitiu a avalia&ccedil;&atilde;o da influ&ecirc;ncia da condi&ccedil;&atilde;o de fluxo no mecanismo de forma&ccedil;&atilde;o e crescimento de filmes num sistema controlado por dissolu&ccedil;&atilde;o - precipita&ccedil;&atilde;o. Podese aplicar a t&eacute;cnica do ru&iacute;do eletroqu&iacute;mico na corros&atilde;o causada em a&ccedil;o-carbono devido ao meio de hidrogenocarbonato de s&oacute;dio e CO<sub>2</sub>, onde se verificou que a t&eacute;cnica &eacute; eficiente para determina&ccedil;&atilde;o da taxa de corros&atilde;o e para a previs&atilde;o do cen&aacute;rio corrosivo, para sistemas est&aacute;ticos e submetidos a fluxo. A t&eacute;cnica de ru&iacute;do eletroqu&iacute;mico mostrou-se sens&iacute;vel na determina&ccedil;&atilde;o de diferentes modos de corros&atilde;o – generalizada e localizada.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>[1] (Pr&eacute;-Sal: A Riqueza Brasileira), Revista Petrobras, Edi&ccedil;&atilde;o Especial, n.147, Rio de Janeiro, Brasil (2009).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S0870-1164201400010000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[2] J. Y. Kinsella, Y. J. Tan and S. Bailey, Corrosion, 54, 835-842 (1998).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S0870-1164201400010000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>[3] S. Nesic, Corros. Sci, 49, 4308–4338 (2007).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S0870-1164201400010000200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[4] S. F&oacute;fano e H. C. M. Jambo. Corros&atilde;o: Fundamentos, Monitora&ccedil;&atilde;o e Controle, (Petrobras, ed), Editora Ci&ecirc;ncia Moderna, Rio de Janeiro, Brasil (2007).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S0870-1164201400010000200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[5] R. A. Cottis (An Evaluation of Electrochemical Noise for the Estimation of Corrosion Rate and Type), NACE Store 06432, NACE International, Houston, USA (2006).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S0870-1164201400010000200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[6] R. A. Cottis, Corrosion, 57, 265-285 (2001).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S0870-1164201400010000200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[7] F. Huet, A. Bautista and U. Bertocci, The Electrochemical Society Interface, 10, 40-43 (2001).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S0870-1164201400010000200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[8] Y-J Tan, The Journal of Corrosion Science and Engineering, 1, 20-23 (1999).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S0870-1164201400010000200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[9] R. A. Cottis, Corrosion, 57, 265-285 (2001).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S0870-1164201400010000200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>[10] ASTM G 59-97: 2008. Standard Test Method for Conducting Potentiodynamic Polarization Resistance Measurements, ASTM International, West Conshohocken, Pennsylvania, USA (2008).</p>     <!-- ref --><p>[11] J. L. Mora-Mendoza and S. Turgoose, Corros. Sci., 44, 1223-1246 (2002).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S0870-1164201400010000200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>[12] W. Durnie et al., Corros. Sci., 44, 1213-1221 (2002).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S0870-1164201400010000200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[13] M. B. Kermani and A. Morshed, Corrosion, 59, 659-683 (2003).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S0870-1164201400010000200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[14] S. J. Bullard, B. S. Covino, J. H. Russel, G. R. Holcomb, S. D. Cramer and M. Z. Moroz (Electrochemical Noise Sensors for Detection of Localized and General Corrosion of Natural Gas Transmission Pipelines), Albany Research Center, Final Report for the Period July 2001- October 2002. Prepared for the United States Department of Energy, National Energy Laboratory (2002).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S0870-1164201400010000200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[15] S. Nesic (CO<sub>2</sub> and H2S corrosion in multiphase flow theoretical aspects and application), NACE INTErnATIONAL (2011).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S0870-1164201400010000200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[16] M. Tullmin, R. D. Klassen and P. R. Roberge, (Electrochemical noise analysis for corrosivity assessment) in Proceedings of Corrosion 2000, NACE-0281, March, Orlando, USA (2000).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S0870-1164201400010000200015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>[17] A. Aballe, A. Bautista, U. Bertocci and F. Huet, Corrosion, 57, 35-42 (2001).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000143&pid=S0870-1164201400010000200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[18] A. Legat, Corrosion, 56, 1086-1092 (2000).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000145&pid=S0870-1164201400010000200017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[19] J. K. Heuer and J. F. Stubbins, Corrosion, 54, 566- 575 (1998).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S0870-1164201400010000200018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Artigo submetido em Setembro de 2013 e aceite em Dezembro de 2013</p>      ]]></body><back>
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