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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The integrity of a metallic mat erial, subjected to physicochemical conditions which promote the growth of microorganisms, may be affected by the presence of biofilms on its sur face. Methods commonly applied for control of biocorrosion and biofilm’s formation are: good cleaning practices, use of metallic and nonmetallic coatings, cathodic protection and microbial control by biocide treatments. There is a growing search for efficient and less toxic molecules (green molecules) for control of biofilms in the petroleum industry. In this work will be presented some examples of green molecules such as enz ymes, plant extracts, bacteriophages, biosurfactants and bacteria isolated from marine]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO</b></p>     <p><b>Biocorros&atilde;o – da integridade do biofilme &agrave; integridade do material </b></p>     <p><b>Biocorrosion – from biofilm’s integrity to integrity of materials </b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>A. C. Albuquerque(1,2) (*), C. Andrade(3) e B. Neves(2,4)</b></p>     <p>1 Laborat&oacute;rio de Biocorros&atilde;o e Acidula&ccedil;&atilde;o Biog&ecirc;nica, Ger&ecirc;ncia de Biotecnologia, Centro de Pesquisa e Desenvolvimento (CENPES), PETROBRAS, Av. da Republica, n&ordm; 65, Centro – CEP:20031-912 – Rio de Janeiro-RJ, Brasil.</p>     <p>2 Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Bioqu&iacute;mica, Instituto de Qu&iacute;mica (IQ), UFRJ, CEP:21941-915, Rio de Janeiro, Brasil.</p>     <p>3 Laborat&oacute;rio de Eletroqu&iacute;mica e Corros&atilde;o da Ger&ecirc;ncia de Tecnologia de Materiais, Equipamentos e Corros&atilde;o, Centro de Pesquisa e Desenvolvimento (CENPES), PETROBRAS, CEP:20031-912, Rio de Janeiro, Brasil, e-mail: <a href="mailto:cynthia.andrade@petrobras.com.br">cynthia.andrade@petrobras.com.br</a></p>     <p>4 Laborat&oacute;rio de Microbiologia Molecular e Prote&ocirc;mica, Departamento de Bioqu&iacute;mica, Instituto de Qu&iacute;mica (IQ), UFRJ, CEP:21941-915, Rio de Janeiro, Brasil, e-mail: <a href="mailto:bcneves@iq.ufrj.br">bcneves@iq.ufrj.br</a></p>     <p>(*) A quem a correspond&ecirc;ncia deve ser dirigida, e-mail: <a href="mailto:ana.carla@petrobras.com.br">ana.carla@petrobras.com.br</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>A integridade de um material met&aacute;lico, submetido a determinadas condi&ccedil;&otilde;es f&iacute;sico-qu&iacute;micas que favore&ccedil;am o crescimento de microrganismos, pode ser comprometida pela presen&ccedil;a de biofilmes em sua superf&iacute;cie. Os m&eacute;todos mais comuns aplicados para controle da biocorros&atilde;o e forma&ccedil;&atilde;o de biofilmes s&atilde;o: boas pr&aacute;ticas de limpeza, uso de revestimentos met&aacute;licos e n&atilde;o-met&aacute;licos, prote&ccedil;&atilde;o cat&oacute;dica e tratamentos com biocidas. Existe uma busca crescente por mol&eacute;culas eficientes e menos t&oacute;xicas (green molecules) para controle de biofilmes na ind&uacute;stria do petr&oacute;leo. Neste trabalho ser&atilde;o apresentados alguns exemplos de green molecules como enzimas, extratos vegetais, bacteri&oacute;fagos, biosurfactantes e bact&eacute;rias isoladas de organismos marinhos. A desagrega&ccedil;&atilde;o de biofilme pode ser a chave para o controle dos efeitos nocivos causados pelos microrganismos indesej&aacute;veis na ind&uacute;stria do petr&oacute;leo.</p>     <P><b>Palavras-chave</b>: Biofilmes, Mol&eacute;culas Verdes, Biocorros&atilde;o, Integridade de Materiais</P>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>The integrity of a metallic mat erial, subjected to physicochemical conditions which promote the growth of microorganisms, may be affected by the presence of biofilms on its sur face. Methods commonly applied for control of biocorrosion and biofilm’s formation are: good cleaning practices, use of metallic and nonmetallic coatings, cathodic protection and microbial control by biocide treatments. There is a growing search for efficient and less toxic molecules (green molecules) for control of biofilms in the petroleum industry. In this work will be presented some examples of green molecules such as enz ymes, plant extracts, bacteriophages, biosurfactants and bacteria isolated from marine</p>     <p><b>Keywords</b>: Biofilms, Green Molecules, Biocorrosion, Materials’ Integrity.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><B>1. BIOFILMES – MATRIZ POLIM&Eacute;RICA</B></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Microrganismos n&atilde;o vivem naturalmente como culturas puras de c&eacute;lulas dispersas, mas tendem a acumular-se em interfaces formando agregados polimicrobianos, como filmes, lodos e biofilmes [1]. Na maioria dos biofilmes, os microrganismos correspondem a cerca de 10 % da massa seca, enquanto a matriz extracelular pode corresponder a mais de 90 %. A matriz &eacute; o material extracelular, produzido principalmente pelos pr&oacute;prios microrganismos, em que as c&eacute;lulas do biofilme s&atilde;o imersas. Esta matriz polim&eacute;rica &eacute; conhecida como Extracellular Polymeric Substance (EPS) [2]. O EPS &eacute; constitu&iacute;do por polissacar&iacute;deos, prote&iacute;nas, exoenzimas, &aacute;cidos nucleicos e l&iacute;pidos que permitem imobilizar as c&eacute;lulas do biofilme, mantendo o biofilme coesivo. Algumas estruturas bacterianas como flagelos, pili e f&iacute;mbrias tamb&eacute;m estabilizam a matriz polim&eacute;rica. No interior desta matriz polim&eacute;rica ocorrem intera&ccedil;&otilde;es moleculares diversas e uma intensa comunica&ccedil;&atilde;o c&eacute;lula/c&eacute;lula, denominada Quorum Sensing (QS) [3]. A integridade dos biofilmes &eacute; mantida tamb&eacute;m atrav&eacute;s de intera&ccedil;&otilde;es como for&ccedil;as de Van der Waals, for&ccedil;as eletrost&aacute;ticas e intera&ccedil;&otilde;es hidrof&oacute;bicas. Uma fun&ccedil;&atilde;o importante da matriz polim&eacute;rica &eacute; proteger o cons&oacute;rcio microbiano da a&ccedil;&atilde;o de agentes f&iacute;sicos e qu&iacute;micos. No biofilme, as c&eacute;lulas s&atilde;o suficientemente imobilizadas para permitir intera&ccedil;&otilde;es sinerg&iacute;sticas, como a utiliza&ccedil;&atilde;o de substratos, mas n&atilde;o se encontram “aprisionadas”, podendo mover-se e sair do cons&oacute;rcio [2].</p>     <p>A arquitetura tridimensional dos biofilmes &eacute; influenciada por diversos fatores como condi&ccedil;&otilde;es hidrodin&acirc;micas, concentra&ccedil;&atilde;o de nutrientes, comunica&ccedil;&atilde;o intercelular e capacidade de produ&ccedil;&atilde;o de EPS [4]. Escherichia coli, Bacillus subtilis e Pseudomonas aeruginosa t&ecirc;m sido reportadas como microrganismos formadores de biofilmes, sendo modelos extensivamente estudados.</p>     <p>A ades&atilde;o de bact&eacute;rias a superf&iacute;cies met&aacute;licas pode dar in&iacute;cio &agrave; forma&ccedil;&atilde;o de biofilmes, dentro dos quais os processos metab&oacute;licos afetam significativamente a corros&atilde;o da superf&iacute;cie [5]. Nos biofilmes, os microrganismos formam comunidades sin&eacute;rgicas que realizam processos sincronizados, que c&eacute;lulas individuais n&atilde;o realizam. Dessa forma, para o controle dos biofilmes em quest&atilde;o, &eacute; imprescind&iacute;vel o conhecimento da diversidade microbiana presente nas amostras de determinado ambiente. O estudo da comunica&ccedil;&atilde;o intercelular, intra- ou interespec&iacute;fica, &eacute; fundamental para que se conhe&ccedil;am quais os microrganismos que estar&atilde;o ‘conversando’. Esta "conversa" deve ser avaliada pela caracteriza&ccedil;&atilde;o dos sinalizadores bioqu&iacute;micos envolvidos, pelo monitoramento dos perfis de express&atilde;o g&ecirc;nica e pela visualiza&ccedil;&atilde;o da mor fologia microsc&oacute;pica. Por exemplo, microrganismos aer&oacute;bios e anaer&oacute;bios existem em biofilmes que naturalmente ocorrem em ambientes oxigenados [6].</p>     <p>O in&iacute;cio da forma&ccedil;&atilde;o de um biofilme &eacute; marcado pela deposi&ccedil;&atilde;o de mat&eacute;ria org&acirc;nica sobre a superf&iacute;cie que ser&aacute; colonizada, sendo essa fase um pr&eacute;-requisito para a posterior ades&atilde;o microbiana, como ilustra a <a href="#f1">Fig. 1</a>. Fatores como a natureza e a concentra&ccedil;&atilde;o dos nutrientes dispon&iacute;veis, como por exemplo, part&iacute;culas de prote&iacute;nas, l&iacute;pidios, fosfol&iacute;pidos, carbohidratos, sais minerais e vitaminas regulam a forma&ccedil;&atilde;o do biofilme [7]. A fase da vida vegetativa em que os microrganismos se encontram, a presen&ccedil;a de ap&ecirc;ndices celulares e as subst&acirc;ncias polim&eacute;ricas produzidas t&ecirc;m papel importante na velocidade da ades&atilde;o. Al&eacute;m disso, a rugosidade do material pode ser um fator favor&aacute;vel para aumentar a ader&ecirc;ncia [8].</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f1"> <img src="/img/revistas/cpm/v33n1-2/33n1-2a03f1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Clark et al. [10] relataram a forma&ccedil;&atilde;o de biofilme por Desulfovibrio vulgaris, observando-se uma matriz de exopol&iacute;meros relativamente pouco espessa que apresenta filamentos prot&eacute;icos essenciais &agrave; forma&ccedil;&atilde;o do biofilme. Segundo os autores, estes filamentos parecem ser flagelos. Estudos realizados por Zhang et al. [11] simularam a forma&ccedil;&atilde;o de biofilme por Desulfovibrio vulgaris com o objetivo de examinar os padr&otilde;es de express&atilde;o diferencial entre popula&ccedil;&otilde;es planct&ocirc;nicas e biofilmes maduros para este microrganismo em superf&iacute;cie met&aacute;lica. Em biofilmes bacterianos aer&oacute;bios (e.g. esp&eacute;cies de Pseudomonas e Escherichia coli) os resultados demonstraram a express&atilde;o de genes que codificam uma prote&iacute;na relacionada com o motor flagelar, prote&iacute;nas envolvidas na motilidade celular, bem como genes envolvidos na bioss&iacute;ntese de exopolissacar&iacute;deos. Estas evid&ecirc;ncias moleculares corroboram os dados morfol&oacute;gicos que associam flagelos &agrave; forma&ccedil;&atilde;o e manuten&ccedil;&atilde;o dos biofilmes.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>2. MICRORGANISMOS NA IND&Uacute;STRIA DO PETR&Oacute;LEO</b></p>     <p>A import&acirc;ncia dos microrganismos para a ind&uacute;stria de &oacute;leo e g&aacute;s tem sido reconhecida e a cada ano que passa, a preocupa&ccedil;&atilde;o com os impactos causados por eles s&atilde;o mais evidentes. O primeiro relato foi na d&eacute;cada de 30 pelos cientistas Von Wolzogen Kuhr e Van der Klugt que observaram a causa da acelera&ccedil;&atilde;o da corros&atilde;o anaer&oacute;bia externa sobre dutos n&atilde;o protegidos em solos &uacute;midos com a a&ccedil;&atilde;o das bact&eacute;rias redutoras de sulfato (BRS). Estas observa&ccedil;&otilde;es iniciais foram a base para que as ind&uacute;strias de petr&oacute;leo procurassem por m&eacute;todos de detec&ccedil;&atilde;o, quantifica&ccedil;&atilde;o e controle desses microrganismos em seus sistemas [12].</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A <a href="#f2">Fig. 2</a> apresenta o biofilme encontrado numa amostra de &aacute;gua produzida no campo da Bacia de Campos.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f2"> <img src="/img/revistas/cpm/v33n1-2/33n1-2a03f2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Na ind&uacute;stria do Petr&oacute;leo, especialmente nos sistemas de transporte de &oacute;leo cru, observam-se falhas frequentes. Estudos demonstraram que microrganismos anaer&oacute;bios, facultativos e aer&oacute;bios participaram, sob a forma de biofilme, no processo corrosivo naqueles sistemas [12].</p>     <p>Os microrganismos usualmente encontrados nos sistemas de &oacute;leo podem ser bact&eacute;rias, fungos e/ou algas [12]. A predomin&acirc;ncia de um ou outro microrganismo depender&aacute; do sistema operacional, das condi&ccedil;&otilde;es ambientais e da natureza e do tipo de microrganismos presentes. Em geral, maior &ecirc;nfase &eacute; dada &agrave;s bact&eacute;rias, uma vez que a forma&ccedil;&atilde;o de um cons&oacute;rcio bacteriano facilita a intera&ccedil;&atilde;o e o crescimento de outros grupos de microrganismos e sua perman&ecirc;ncia nos diferentes sistemas sob a forma de biofilmes.</p>     <p>Alguns exemplos de bact&eacute;rias presentes nos sistemas de transporte de &oacute;leo s&atilde;o: bact&eacute;rias oxidantes de enxofre, bact&eacute;rias precipitantes de ferro, Bacillus spp, Archaea, bact&eacute;rias produtoras de &aacute;cido, bact&eacute;rias produtoras de EPS e bact&eacute;rias redutoras de sulfato (BRS), sendo esta &uacute;ltima a mais conhecida e estudada nos processos de biocorros&atilde;o [12].</p>     <p>A bact&eacute;ria redutora de sulfato (BRS) foi apontada por Zobell, em um projeto do American Petroleum Institute (API), na d&eacute;cada de 40, como participante da diag&ecirc;nese do &oacute;leo. Em 1963, Kuznetsova et al. reportaram a redu&ccedil;&atilde;o de sulfatos in situ dE<sub>corr</sub>ente da inje&ccedil;&atilde;o de &aacute;gua doce, contendo sulfato, e com BRS presente em pool com outros microrganismos,gerando graves consequ&ecirc;ncias relativas ao souring. Na d&eacute;cada de 70, Davis demonstrou a sua participa&ccedil;&atilde;o no ciclo de matura&ccedil;&atilde;o de &oacute;leo, em presen&ccedil;a de microrganismos aer&oacute;bios ou facultativos, consumidores de hidrocarbonetos (alcanos leves), nos contatos &oacute;leo/&aacute;gua dos reservat&oacute;rios. Evid&ecirc;ncias laboratoriais permitiram confirmar as suspeitas relativas &agrave; metaboliza&ccedil;&atilde;o direta de cadeias de hidrocarbonetos paraf&iacute;nicos por esp&eacute;cies isoladas de BRS. Em outra revis&atilde;o da literatura discutiu-se as muitas intera&ccedil;&otilde;es entre as BRS e as atividades relativas &agrave; produ&ccedil;&atilde;o de petr&oacute;leo. A produ&ccedil;&atilde;o de polissacar&iacute;deos extracelulares por Desulfovibrio tem sido observada em culturas formadoras de biofilmes [13].</p>     <p>As BRS s&atilde;o as principais respons&aacute;veis pelos problemas de gera&ccedil;&atilde;o biog&ecirc;nica de H2S e pelos processos de corros&atilde;o microbiol&oacute;gica (MIC) em superf&iacute;cies met&aacute;licas da ind&uacute;stria do petr&oacute;leo [13].</p>     <p>As BRS podem ser encontradas na forma planct&ocirc;nica ou s&eacute;ssil (aderidas a uma superf&iacute;cie). A a&ccedil;&atilde;o das BRS pode levar a processos de corros&atilde;o microbiol&oacute;gica. Dois mecanismos t&ecirc;m sido propostos para a corros&atilde;o de superf&iacute;cies met&aacute;licas por BRS: o mecanismo indireto &eacute; um processo de ataque qu&iacute;mico pelo H2S enquanto no mecanismo direto as BRS estimulam a corros&atilde;o pela retirada do “hidrog&ecirc;nio cat&oacute;dico” ou do “filme de hidrog&ecirc;nio” do metal exposto &agrave; &agrave;gua [14]. O mecanismo de corros&atilde;o direta &eacute; normalmente atribu&iacute;do a esp&eacute;cies de Desulfovibrio [14].</p>     <p>&Eacute; dif&iacute;cil estimar os custos relacionados com processos corrosivos atribu&iacute;dos &agrave; atividade dos microrganismos (BRS e outras bact&eacute;rias). Centenas de milh&otilde;es de d&oacute;lares s&atilde;o gastos pelas companhias de petr&oacute;leo, anualmente, para minimizar efeitos econ&ocirc;micos e ambientais atribu&iacute;dos &agrave; corros&atilde;o, incluindo a corros&atilde;o microbiol&oacute;gica [15]. No caso da corros&atilde;o microbiol&oacute;gica ou gera&ccedil;&atilde;o biog&ecirc;nica de H2S os custos englobam produtos qu&iacute;micos como biocidas e sequestrantes de H2S, problemas no enquadramento da carga, etc.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A atividade microbiana de bact&eacute;rias redutoras de sulfato (BRS) em cons&oacute;rcio com outras bact&eacute;rias facultativas ou anaer&oacute;bias pode causar consequ&ecirc;ncias graves para a ind&uacute;stria do petr&oacute;leo, que est&atilde;o normalmente associadas &agrave; gera&ccedil;&atilde;o de altas concentra&ccedil;&otilde;es de H2S. O impacto destes altos teores de H2S nas Unidades Operacionais envolve al&eacute;m de quest&otilde;es de seguran&ccedil;a operacional, meio ambiente e sa&uacute;de ocupacional (SMS), o comprometimento da integridade dos materiais met&aacute;licos. As <a href="#f3">Figs. 3</a> e <a href="#f4">4</a> apresentam casos reais da ocorr&ecirc;ncia de problemas provocados pelo processo de biocorros&atilde;o e gera&ccedil;&atilde;o biog&ecirc;nica de H2S na cadeia produtiva do &oacute;leo.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f3"> <img src="/img/revistas/cpm/v33n1-2/33n1-2a03f3.jpg">     
<p>&nbsp;</p> <a name="f4"> <img src="/img/revistas/cpm/v33n1-2/33n1-2a03f4.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Foram analisadas amostras de dois campos de petr&oacute;leo da bacia de Campos visando a obten&ccedil;&atilde;o da diversidade microbiana presente atrav&eacute;s de bibliotecas de genes 16S rrnA. A sequ&ecirc;ncia de clones determinou cerca de 78,2 % de Grammaproteobacteria, a maioria identificada como sendo da fam&iacute;lia Pseudomonadaceae. Contudo clones de Betaproteobacteria (10,9 %), da fam&iacute;lia Comamonadaceae, Burkholderia e Oxalobacteraceae , Alphaproteobacteria (9 %), frequentemente encontrada em oceanos, e Firmicutes (1,9 %) tamb&eacute;m foram encontrados [17]. Outro genero, as Ferro-bact&eacute;rias (Gallionella), utilizam o ferro dos equipamentos industriais para produ&ccedil;&atilde;o de hidr&oacute;xido de ferro, podendo causar tamb&eacute;m a oxida&ccedil;&atilde;o e dep&oacute;sito de formas insol&uacute;veis de ferro. As bact&eacute;rias redutoras de sulfato (Desulfovirio sp) est&atilde;o relacionadas com os problemas de bicorros&atilde;o na industria do petr&oacute;leo.</p>     <p>A <a href="#t1">Tabela 1</a> ilustra os principais microrganismos encontrados em sistemas da ind&uacute;stria do petr&oacute;leo.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t1"> <img src="/img/revistas/cpm/v33n1-2/33n1-2a03t1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>A <a href="#t2">Tabela 2</a> apresenta microrganismos envolvidos no processo de biocorros&atilde;o da ind&uacute;stria do petr&oacute;leo.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t2"> <img src="/img/revistas/cpm/v33n1-2/33n1-2a03t2.jpg">     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>3. LOCAIS MAIS SUSCET&Iacute;VEIS &Agrave;S BRS NA IND&Uacute;STRIA DO PETR&Oacute;LEO</b></p>     <p>Os microrganismos encontrados nos sistemas de petr&oacute;leo s&atilde;o capazes de sobreviver sob condi&ccedil;&otilde;es extremas de temperatura, press&atilde;o e salinidade possuindo a capacidade de se reativarem ao encontrar condi&ccedil;&otilde;es favor&aacute;veis para seu crescimento.</p>     <p>As principais fontes de contamina&ccedil;&atilde;o de BRS na ind&uacute;stria de &oacute;leo s&atilde;o:</p>     <p>• presen&ccedil;a de BRS em reservat&oacute;rios, bact&eacute;rias ind&iacute;genas. Ao receberem &aacute;gua do mar, recebem fonte de sulfato, podendo ocorrer tamb&eacute;m altera&ccedil;&atilde;o de temperatura (resfriamento de algumas zonas). Quando ocorre gera&ccedil;&atilde;o de H2S no reservat&oacute;rio recebe o nome de souring e se este &oacute;leo e &aacute;gua produzida contendo H2S chega &agrave; super f&iacute;cie, pode trazer problemas de corros&atilde;o microbiol&oacute;gica ou mesmo potencializar a gera&ccedil;&atilde;o do H2S, devido &agrave; condi&ccedil;&atilde;o favor&aacute;vel para o metabolismo de bact&eacute;rias;</p>     <p>• Contamina&ccedil;&atilde;o durante a perfura&ccedil;&atilde;o dos po&ccedil;os, com uso de fluidos de perfura&ccedil;&atilde;o ricos em fonte de carbono;</p>     <p>• Inje&ccedil;&atilde;o de &aacute;gua (mar, produzida ou de aqu&iacute;fero) para recupera&ccedil;&atilde;o secund&aacute;ria de petr&oacute;leo;</p>     <p>• Durante teste hidrost&aacute;tico de dutos (mar, rio ou aqu&iacute;fero).</p>     <p>Os fatores envolvidos na atividade microbiana s&atilde;o:</p>     <p>• Presen&ccedil;a de &aacute;gua,</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>• Temperatura apropriada;</p>     <p>• Salinidade baixa-moderada (35-100) g/L;</p>     <p>• Fonte de sulfato (sol&uacute;vel e insol&uacute;vel);</p>     <p>• Fonte de carbono (lactato, acetado, &aacute;cidos vol&aacute;teis, de cadeia curta, associa&ccedil;&atilde;o com microrganismos produtores de biosurfactantes que acessam o &oacute;leo);</p>     <p>• Baixa velocidade de fluxo, pontos de estagna&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>A <a href="#t3">Tabela 3</a> ilustra os locais e a natureza do problema gerado pelos microorganismos no setor de &oacute;leo e g&aacute;s.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t3"> <img src="/img/revistas/cpm/v33n1-2/33n1-2a03t3.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>4. CONTROLE DA BIOCORROS&Atilde;O</b></p>     <p>Os m&eacute;todos mais frequentemente aplicados para controle da biocorros&atilde;o e forma&ccedil;&atilde;o de biofilme s&atilde;o:</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>• Boas pr&aacute;ticas de limpeza (incluindo alguns procedimentos, como uso de Pig).</p>     <p>• Revestimentos;</p>     <p>• Prote&ccedil;&atilde;o cat&oacute;dica;</p>     <p>• Uso de biocidas [19].</p>     <p>Biocidas v&ecirc;m sendo usados em sistemas de inje&ccedil;&atilde;o de &aacute;gua para recupera&ccedil;&atilde;o de petr&oacute;leo, dutos, tanques, torres de refrigera&ccedil;&atilde;o, etc.</p>     <p>Em caso de dutos, recomenda-se a combina&ccedil;&atilde;o de biocida com a passagem de pig de limpeza, que &eacute; uma ferramenta que promove a remo&ccedil;&atilde;o de res&iacute;duos na superf&iacute;cie interna do duto [20].</p>     <p>Para a escolha do produto biocida &eacute; imprescind&iacute;vel que sejam realizados ensaios de desempenho do pr oduto frente aos microrganismos de interesse. Ap&oacute;s esta etapa &eacute; necess&aacute;rio a avalia&ccedil;&atilde;o da toxicidade do produto. O uso em campo est&aacute; condicionado &agrave; libera&ccedil;&atilde;o pelo Organismo ambiental competente. Existe uma busca crescente por mol&eacute;culas eficientes e menos t&oacute;xicas (green molecules).</p>     <p>Conforme mencionado anteriormente, os biofilmes constituem uma barreira para a a&ccedil;&atilde;o de produtos qu&iacute;micos, o que dificulta este tipo de tratamento. Dessa forma, novas tecnologias v&ecirc;m sendo estudadas com o intuito de permitir melhor controle do processo de biocorros&atilde;o e de gera&ccedil;&atilde;o biog&ecirc;nica de H2S causada pela presen&ccedil;a dos biofilmes.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>5. PERSPECTIVAS FUTURAS – GREEN MOLECULES</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>5.1 Enzimas (Biofilmes e Sinais de QS)</p>     <p>Algumas estrat&eacute;gias enzim&aacute;ticas podem ser utilizadas para evitar o processo de biocorros&atilde;o, a primeira estrat&eacute;gia &eacute; a aplica&ccedil;&atilde;o de enzimas como agentes biocidas, que impe&ccedil;am a instala&ccedil;&atilde;o do cons&oacute;rcio microbiano formador do biofilme. A segunda baseia-se no uso de enzimas para a degrada&ccedil;&atilde;o do biofilme, e consequente dispers&atilde;o dos microrganismos, impedindo o surgimento das condi&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias para a biocorros&atilde;o e a terceira &eacute; atrav&eacute;s da utiliza&ccedil;&atilde;o de enzimas que degradam os sinais de comunica&ccedil;&atilde;o celular que regulam a forma&ccedil;&atilde;o do biofilme.</p>     <p>O uso de lisozimas (EC 3.2.1.17) pode ser citado como anti-bactericida e de quitinases como anti-f&uacute;ngicos. A lisozima hidrolisa o esqueleto glicos&iacute;dico da matriz peptidioglicana presente na parede celular de bact&eacute;rias gram-positivas, a quitinase compreende as enzimas endoquitinase (EC 3.2.1.14), quitina 1,4-&szlig;-quitobiosidase (EC 3.2.1.29), &szlig;-N-acetilglucosaminidase (EC 3.2.1.52), e glucana-1,3-&szlig;-glucosidases (EC 3.2.1.58). Essas enzimas atuam de forma sin&eacute;rgica na degrada&ccedil;&atilde;o da quitina, polissacar&iacute;deo presente na parede celular de fungos e leveduras. A presen&ccedil;a de polissacar&iacute;deos na constitui&ccedil;&atilde;o do biofilme permite o uso de enzimas hidrol&iacute;ticas que atuar&atilde;o desagregando a matriz polim&eacute;rica [21].</p>     <p>A <a href="#t4">Tabela 4</a> mostra as enzimas respons&aacute;veis pela degrada&ccedil;&atilde;o de biopol&iacute;meros encontrados em biofilmes.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t4"> <img src="/img/revistas/cpm/v33n1-2/33n1-2a03t4.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>O quorum sensing (QS) &eacute; tamb&eacute;m considerado um fator importante para a sobreviv&ecirc;ncia dos microrganismos em biofilmes. &Eacute; um sistema eficiente de “comunica&ccedil;&atilde;o”, pois as mol&eacute;culas denominadas autoindutoras, fluem livremente atrav&eacute;s das membranas e entre as c&eacute;lulas sinalizando sua densidade e as condi&ccedil;&otilde;es ambientais. Algumas subst&acirc;ncias que atuam no QS j&aacute; s&atilde;o conhecidas, dentre elas, destacam-se compostos da classe das N-acil-L-homoserina lactonas (AHL’s) encontradas em bact&eacute;rias Gram-negativas [22]. Bact&eacute;rias Gram-positivas utilizam pept&iacute;deos ou pept&iacute;deos modificados ap&oacute;s a tradu&ccedil;&atilde;o como mol&eacute;culas autoindutoras [23]. O sistema QS, juntamente com outros fatores fisiol&oacute;gicos, possui um controle gen&eacute;tico que atua em condi&ccedil;&otilde;es de alta densidade populacional. Por essa raz&atilde;o, o sistema QS &eacute; mais efetivo em densidade microbiana elevada, bem como, em um biofilme devidamente estabelecido. O sistema QS pode ter impacto direto nas propriedades da comunidade que liberam o sinal, e tem a finalidade de garantir a estabilidade da comunidade e a continua&ccedil;&atilde;o das funcionalidades relacionadas ao nicho ecol&oacute;gico em quest&atilde;o [24].</p>     <p>Enzimas que degradam os sinais de quorum sensing foram descritas por Dobretsov e colaboradores. Neste trabalho foi dada &ecirc;nfase &agrave; degrada&ccedil;&atilde;o de sinais AHL. Lactonases, acilases e oxirredutases s&atilde;o enzimas capazes de degradarem AHL.</p>     <p>5.2 Extratos vegetais</p>     <p>Muitos trabalhos envolvendo a a&ccedil;&atilde;o antibi&oacute;tica de extratos vegetais ou de princ&iacute;pio ativo encontrados em plantas s&atilde;o descritos na literatura com alto desempenho para aplica&ccedil;&atilde;o na &aacute;rea m&eacute;dica. Trabalhos publicados sobre uso de extratos para controle de BRS n&atilde;o t&ecirc;m sido relatados. No entanto, mol&eacute;culas bioativas oriundas de plantas t&ecirc;m sido submetidas a avalia&ccedil;&otilde;es de efici&ecirc;ncia frente aos microrganismos da ind&uacute;stria do petr&oacute;leo (mol&eacute;culas em processo de dep&oacute;sito de patente).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Mol&eacute;culas biodegrad&aacute;veis (menor toxicidade) e processos f&iacute;sicos tamb&eacute;m t&ecirc;m sido estudados para uso industrial [25]. Um dos grandes desafios dos processos f&iacute;sicos &eacute; a adapta&ccedil;&atilde;o da t&eacute;cnica devido &agrave; natureza da matriz, em geral as amostras s&atilde;o oleosas e de salinidade m&eacute;dia-alta.</p>     <p>5.3 Bacteri&oacute;fagos</p>     <p>Bacteri&oacute;fagos ou fagos s&atilde;o v&iacute;rus que infectam hospedeiros pertencentes aos dom&iacute;nios Archaea e Eubacteria, com natureza geral similar a de outros v&iacute;rus. Os fagos s&atilde;o constitu&iacute;dos por &aacute;cido nucl&eacute;ico envolto por uma capa prot&eacute;ica (caps&iacute;deo), podendo ou n&atilde;o possuir envelope lipoproteico. A utiliza&ccedil;&atilde;o de fagos como agentes antimicrobianos pode ser muito vantajosa pela sua alta especificidade, precis&atilde;o e pot&ecirc;ncia em compara&ccedil;&atilde;o ao uso de biocidas, possuindo a capacidade de infectar bact&eacute;rias de forma seletiva. Fagos ainda possuem capacidade de se replicar no s&iacute;tio de infec&ccedil;&atilde;o estando, portanto dispon&iacute;veis em abund&acirc;ncia no local desejado. A intera&ccedil;&atilde;o com bact&eacute;rias requer um receptor espec&iacute;fico, permitindo a sua entrada e multiplica&ccedil;&atilde;o. Os fagos podem ser encontrados praticamente em qualquer lugar, podendo ser isolados do solo, da &aacute;gua, do fundo do oceano, assim como do corpo de animais, pois se propagam em bact&eacute;rias que s&atilde;o simbi&oacute;ticas ou patog&ecirc;nicas aos organismos mais evolu&iacute;dos. Evid&ecirc;ncias da capacidade de degradar polissacar&iacute;deos bacterianos por enzimas polissacar&iacute;deo depolimerase (EPD) presentes em bacteri&oacute;fagos foram registrados &agrave; mais de 50 anos. Bacteri&oacute;fagos tamb&eacute;m s&atilde;o capazes, pela a&ccedil;&atilde;o de depolimerases, de degradar a matriz polissacar&iacute;dica em biofilmes, infectar as c&eacute;lulas e causar desestrutura&ccedil;&atilde;o extensa do biofilme [26].</p>     <p>5.4. Biossurfactantes</p>     <p>Biossurfactantes podem apresentar propriedades antibacterianas e antif&uacute;ngicas. S&atilde;o tamb&eacute;m importantes para regula&ccedil;&atilde;o do processo de forma&ccedil;&atilde;o e desagraga&ccedil;&atilde;o do biofilme. Raminolip&iacute;deos, que s&atilde;o biosurfactantes, s&atilde;o encontrados na matriz polim&eacute;rica da Pseudomonas aeruginosa. Estudos demonstraram que este biossurfactante apresentou intera&ccedil;&atilde;o com a superf&iacute;cie, influenciando a forma&ccedil;&atilde;o do biofilme [2].</p>     <p>5.5. Uso de bact&eacute;rias</p>     <p>Bact&eacute;rias com propriedades antimicrobianas t&ecirc;m sido isoladas de organismos marinhos invertebrados, pois se observou que nesses organismos n&atilde;o ocorre deposi&ccedil;&atilde;o de biofilme em sua superf&iacute;cie [27]. Outros exemplos de organismos s&atilde;o esponjas e corais [27]. H&aacute; ainda a necessidade de avan&ccedil;os de pesquisa nesta &aacute;rea, podendo ser apontada como uma tecnologia promissora.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>6. CONCLUS&Otilde;ES</b></p>     <p>A desagrega&ccedil;&atilde;o de biofilmes e controle de sua forma&ccedil;&atilde;o &eacute; um desafio que pesquisadores de diferentes &aacute;reas, incluindo a m&eacute;dica, a ind&uacute;stria aliment&iacute;cia e a ind&uacute;stria de &oacute;leo e g&aacute;s, v&ecirc;m estudando ao longo dos anos</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O processo de desagrega&ccedil;&atilde;o de biofilme deve ser visto como uma estrat&eacute;gia interessante quando se pretende manter a integridade de um material met&aacute;lico. O controle dos biofilmes nos ambientes industriais pode ser a chave para o combate aos efeitos nocivos causados pelos microrganismos indesej&aacute;veis, garantindo a integridade do material e a preven&ccedil;&atilde;o contra a produ&ccedil;&atilde;o de metab&oacute;litos t&oacute;xicos e corrosivos.</p>     <p>Fato que impulsiona as pesquisas que visam o desenvolvimento de estrat&eacute;gias de controle de biofilmes &eacute; a crescente taxa de resist&ecirc;ncia dos microrganismos &agrave;s estrat&eacute;gias classicamente usadas. Por exemplo, a resist&ecirc;ncia das bact&eacute;rias aos antibi&oacute;ticos/biocidas e a dificuldade de tratamento de microrganismos aderidos, com a presen&ccedil;a do EPS, que atua como uma camada protetora contra agentes externos.</p>     <p>Finalmente, a nova tend&ecirc;ncia do consumo baseado na consci&ecirc;ncia ambiental tem levado &agrave; busca de novas alternativas tecnol&oacute;gicas, que sejam economicamente vi&aacute;veis, que funcionem de forma eficiente e que reduzam de forma significativa os riscos ao ambiente e &agrave; manipula&ccedil;&atilde;o dos agentes em quest&atilde;o. A utiliza&ccedil;&atilde;o de mol&eacute;culas verdes (green molecules) no controle de biofilmes &eacute; uma alternativa inovadora, que segue a tend&ecirc;ncia da Qu&iacute;mica Verde (Green Chemistry), inaugurada por John Warner [28]. Este conceito explora as oportunidades presentes em processos naturais, como, por exemplo, os mecanismos de comunica&ccedil;&atilde;o c&eacute;lulac&eacute;lula (Quorum Sensing), a infec&ccedil;&atilde;o por bacteri&oacute;fagos, a atividade enzim&aacute;tica e os biocidas naturais como alvos e/ou ferramentas para a inova&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica no controle de biofilmes em sistemas industriais.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></p>     <!-- ref --><p>[1] J. Wingender, T. Neu and H. C. Flemming. Microbial Extracellular Polymeric Substances: Characterization, Structure and Function. Springer, Germany, p.1–19 (1999).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S0870-1164201400010000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[2] H. C. Flemming and J. Wingender, Nature Reviews, 8, 623-633 (2010).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S0870-1164201400010000300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>[3] T. R. De KIevit, Environ. Microbiol., 11, 279 (2009).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S0870-1164201400010000300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>[4] P. Stoodley, R. Cargo, C. J. Rupp, S. Wilson and I. Klapper, J. Ind. Microbiol. Biot., 29, 361–367 (2003).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S0870-1164201400010000300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[5] B. Little, P. Wagner and F Mansfeld, Electrochim. Acta, 37, 2185–2194 (1992).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S0870-1164201400010000300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[6] F. C. M. Magalh&atilde;es, M. O. Penna e C. A. Andrade (Proposi&ccedil;&otilde;es para a Melhoria da Qualidade da &Aacute;gua e Controle do Processo Corrosivo em Sistemas de Inje&ccedil;&atilde;o de &Aacute;gua do Mar) in Relat&oacute;rio T&eacute;cnico SEAMB 11/99, Petrobras, Rio de Janeiro, Brasil (1999).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S0870-1164201400010000300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[7] I. Capdeville and K. M. Nguyen, Water Sci. Technol., 22, 149-170 (1990).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S0870-1164201400010000300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[8] I. Apil&aacute;nez, A. Guti&eacute;rrez, and M. D&iacute;az, Bioresource Technol., 66, 225- 230 (1998).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S0870-1164201400010000300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>[9] A. C. C. Albuquerque, V. V. C. Mota e D. A. Teixeira (An&aacute;lise “On Line” de Bact&eacute;rias e Biofilmes por Espectrometria de Infravermelho com Transformada de Fourrier/ FT-IR) in Comunica&ccedil;&atilde;o T&eacute;cnica BTA 001/2010, Petrobras, Rio de Janeiro, Brasil (2010).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S0870-1164201400010000300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[10] M. Clark, R. E. Edelmann, M. L. Duleyl, J. D. Wal and M. W. Fields, Environ. Microbiol., 9, 2844–2854 (2007).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S0870-1164201400010000300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[11] W. Zhang, D. E. Culley, L. Nie and J.C.M. Scholten, Appl. Microbiol. Biot., 76, 447–457 (2007).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S0870-1164201400010000300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[12] F. C. M. Magalh&atilde;es, M. O. Penna e C. A. Andrade (Manual de Especifica&ccedil;&atilde;o de Qualidade da &Aacute;gua de Inje&ccedil;&atilde;o – Fatores Associados &agrave; A&ccedil;&atilde;o de Microrganismos) in Relat&oacute;rio T&eacute;cnico SEBIO 10/98, Petrobras, Rio de Janeiro, Brasil (1998).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S0870-1164201400010000300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[13] F. C. M. Magalh&atilde;es, M. O. Penna, E. D. Silva, H. B. Oliveira e J. R. Nascimento (Diagn&oacute;stico da Qualidade da &Aacute;gua Produzida para Reinje&ccedil;&atilde;o – Previs&atilde;o e Controle do ‘Souring’ e da Corros&atilde;o Influenciada por Microrganismo em Pampo) in Relat&oacute;rio T&eacute;cnico SEBIO 02/96, Petrobras, Rio de Janeiro, Brasil (1996).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S0870-1164201400010000300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>[14] H. T. Dinh, J. Kuever, M. Mussmann, A. W. Hassel, M. Stratmann and F. Widdel, Nature 427, 829–832 (2004).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S0870-1164201400010000300014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[15] F. C. M. Magalh&atilde;es; M. O. Penna, E. D. Silva, H. B. Oliveira and J. R. Nascimento (T&eacute;cnicas Microbiol&oacute;gicas Aplicadas ao Diagn&oacute;stico de Processo Corrosivo Influenciado por Microrganismo - CIM) in Relat&oacute;rio T&eacute;cnico SEBIO 14/98, Petrobras, Rio de Janeiro, Brasil (1998).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S0870-1164201400010000300015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[16] C. A. Andrade, E. R. Fedel, N. D. Freitas, F. C. M. Magalh&atilde;es, M. C. M. Bezerra e M. O. Penna (Controle da Corros&atilde;o Interna do Oleoduto PCH-1/PCH-2) in Relat&oacute;rio T&eacute;cnico SEMEC, Petrobras, Rio de Janeiro, Brasil (1999).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S0870-1164201400010000300016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[17] E. Korenblum, D. B. Souza, M. O Penna and L. Seldin, International Journal of Microbiology, 28, 2355-2363 (2012).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S0870-1164201400010000300017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[18] H. Annuk and A. P. Moran (Microbial biofilm-related polysaccharides in biofouling and corrosion) in Microbial Glycobiology, (A. Moran, O. Holst, P. Brennan and M. Von Itzstein, ed.), Academic Press, London, UK (2009).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S0870-1164201400010000300018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>[19] H. A. Videla, Int. Biodeter. Biodegr., 49, 23-28 (2002).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000143&pid=S0870-1164201400010000300019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[20] B. Cottis, M. Graham, R. Lindsay, S.Lyon, T. Richardson, D. Scantlebury and H. Stott, Corrosion Evaluation, 2, 1169–1190 (2010).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000145&pid=S0870-1164201400010000300020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[21] M. C. C. Albuquerque, A. C. C. Albuquerque, M. P. Sousa, A. G. T. Volpon, G. V. Sebastian, J. C. Q. Neto e A. M. Castro, Boletim T&eacute;cnico Petrobras, Vol. 5, N. 2 (2012).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S0870-1164201400010000300021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[22] U. M. Pinto, E. S. Viana, M. L. Martin and M. C. D. Vanetti, Food Control, 18, 1322-1327(2007).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000149&pid=S0870-1164201400010000300022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[23] O. P. Kuipers, P. G. G. A. Ruyter, M. Kleerebezem and W. M. Vos, J. Biotechnol., 64, 15-21 (1998).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000151&pid=S0870-1164201400010000300023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>[24] S. Kjelleberg and S. Molin, Curr. Opin. Microbiol., 5, 254-258 (2002).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000153&pid=S0870-1164201400010000300024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[25] C. N. Street and A. Gibbs, Corros. Sci., 52, 113-117 (2010).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000155&pid=S0870-1164201400010000300025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[26] A. C. C. Albuquerque, C. A. Andrade, G. V. Setasbian, R. R. Valerio, and V. V. C. Mota (Bionanotecnologia Aplicada &agrave; Corros&atilde;o Microbiana) in Procedimentos do Congresso Internacional de Corros&atilde;o INTERCORR 014, Maio, Salvador, Brasil (2012).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000157&pid=S0870-1164201400010000300026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[27] S. Dobretsov, R. M. M. Abed and M. Teplitski, Biofouling, 29, 423– 441 (2013).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000159&pid=S0870-1164201400010000300027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[28] P. T. Anastass and J. C. Warner. Green Chemistry: Theory and Practice. Oxford University Press, UK (1998).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000161&pid=S0870-1164201400010000300028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Artigo submetido em Setembro de 2013 e aceite em Dezembro de 2013</p>      ]]></body><back>
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