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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The increase of aluminum alloys applications registered some decades ago for marine constructions has led to a considerable number of cases of structure damages mainly due to corrosion problems. So, the use of aluminum alloys for these constructions implies a suitable anticorrosive protection. The immersed structures like ship hulls need to be kept free from marine organisms in order to minimize drag resistance and reduce fuel consumption. Antifouling paints (AFP) are applied and developed to avoid the micro and macrofouling. A great development of AFP has been registered aiming for a better efficiency in compliance with emerging environmental legislation. The main aim of this study was to evaluate the anticorrosive behaviour and antifouling efficiency of three different paint systems that include antifouling paints with different biocides. With this purpose tests were carried out including artificial ageing (salt spray resistance, immersion resistance and cathodic disbonding) and natural exposure during two years. All this paint systems were evaluated in terms of visual assessment, thickness, and morphological and chemical characterization by Scanning Electron Microscopy with Energy Dispersive Spectroscopy (SEM/EDS), Fourier Transform Infrared Absorption Spectroscopy (FTIR) and X-Ray Diffraction (XRD). Finally the actual research lines on antifouling technologies are pointed.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Protecção Anticorrosiva]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO</b></p>     <p><b>Esquemas de pintura para estruturas mar&iacute;timas</b></p>     <p><b>Paint systems for marine structures</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>T. C. Diamantino*<sup>1</sup>, I. N. Alves <sup>1</sup>, R. P. Gon&ccedil;alves<sup>1</sup>, M. J. F. Marques<sup>1</sup> e M. R. Costa<sup>1</sup></b></p>     <p>(1) Laborat&oacute;rio Nacional de Energia e Geologia – Laborat&oacute;rio de Materiais e Revestimentos, Estrada do Pa&ccedil;o do Lumiar, 1649-038 Lisboa, Portugal, e-mails: <a href="mailto:teresa.diamantino@lneg.pt">teresa.diamantino@lneg.pt</a>, <a href="mailto:isabel.nascimento@lneg.pt">isabel.nascimento@lneg.pt</a>, <a href="mailto:rita.goncalves@lneg.pt">rita.goncalves@lneg.pt</a>, <a href="mailto:mjoao.marques@lneg.pt">mjoao.marques@lneg.pt</a>, <a href="mailto:rosario.costa@lneg.pt">rosario.costa@lneg.pt</a></p>     <p>(*) A quem a correspond&ecirc;ncia deve ser dirigida, e-mail: <a href="mailto:teresa.diamantino@lneg.pt">teresa.diamantino@lneg.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas tem-se verificado um grande aumento das aplica&ccedil;&otilde;es das ligas de alum&iacute;nio nas estruturas mar&iacute;timas. Os danos estruturais que se t&ecirc;m verificado em embarca&ccedil;&otilde;es devem-se, em grande parte, a problemas de corros&atilde;o. Assim, as ligas de alum&iacute;nio t&ecirc;m que ter uma protec&ccedil;&atilde;o anticorrosiva adequada. As estruturas mar&iacute;timas, nomeadamente os cascos dos navios devem ser mantidos preferencialmente livres de organismos por forma a minimizar a resist&ecirc;ncia ao atrito e consequentemente o consumo de combust&iacute;vel. Para tal s&atilde;o aplicados revestimentos anti-incrustantes para evitar a fixa&ccedil;&atilde;o destes organismos. Nos &uacute;ltimos anos t&ecirc;m-se verificado grandes desenvolvimentos de investiga&ccedil;&atilde;o, desenvolvimento e inova&ccedil;&atilde;o (IDI) para obten&ccedil;&atilde;o de tintas anti-incrustantes (AI) com uma melhor efici&ecirc;ncia anti-incrustante em total concord&acirc;ncia com a legisla&ccedil;&atilde;o ambiental.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O principal objetivo deste estudo reside na avalia&ccedil;&atilde;o da prote&ccedil;&atilde;o anticorrosiva e da efici&ecirc;ncia anti-incrustant e de 3 diferentes esquemas de pintur a envolvendo tintas AI c om diferentes biocidas. Estas avalia&ccedil;&otilde;es envolveram ensaios de envelhecimento artificial (resist&ecirc;ncia ao nevoeiro salino, &agrave; imers&atilde;o em &aacute;gua do mar sint&eacute;tica e &agrave; delamina&ccedil;&atilde;o cat&oacute;dica) e de exposi&ccedil;&atilde;o natural durante dois anos. Estes esquemas de pintur a foram caracterizados visualmente, em termos de espessura e em termos morfol&oacute;gicos e qu&iacute;micos por microscopia electr&oacute;nica de varrimento com espectrometria de dispers&atilde;o de ener gias (SEM/ EDS), por espec troscopia de infravermelho com transformada de Fourier (FTIR) e por difr ac&ccedil;&atilde;o de raios-X (XRD). Finalmente referem-se algumas das linhas de in vestiga&ccedil;&atilde;o actualmente em curso no dom&iacute;nio da luta c ontra a fixa&ccedil;&atilde;o dos or ganismos marinhos em estruturas mar&iacute;timas.</p>     <P><b>Palavras-chave</b>: Protec&ccedil;&atilde;o Anticorrosiva, Tintas Anti-incrustantes, Tintas Mar&iacute;timas, Organismos Marinhos</P>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>The increase of aluminum alloys applications registered some decades ago for marine constructions has led to a considerable number of cases of structure damages mainly due to corrosion problems. So, the use of aluminum alloys for these constructions implies a suitable anticorrosive protection. The immersed structures like ship hulls need to be kept free from marine organisms in order to minimize drag resistance and reduce fuel consumption. Antifouling paints (AFP) are applied and developed to avoid the micro and macrofouling. A great development of AFP has been registered aiming for a better efficiency in compliance with emerging environmental legislation. The main aim of this study was to evaluate the anticorrosive behaviour and antifouling efficiency of three different paint systems that include antifouling paints with different biocides. With this purpose tests were carried out including artificial ageing (salt spray resistance, immersion resistance and cathodic disbonding) and natural exposure during two years. All this paint systems were evaluated in terms of visual assessment, thickness, and morphological and chemical characterization by Scanning Electron Microscopy with Energy Dispersive Spectroscopy (SEM/EDS), Fourier Transform Infrared Absorption Spectroscopy (FTIR) and X-Ray Diffraction (XRD). Finally the actual research lines on antifouling technologies are pointed.</p>     <p><b>Keywords</b>: Anticorrosive Protection, Antifouling Paints, Marine Paints, Fouling </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><B>1. INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</B></p>     <p>As ligas de alum&iacute;nio para al&eacute;m de leves, apresentam excelentes propriedades mec&acirc;nicas assim como de resist&ecirc;ncia &agrave; corros&atilde;o, o que tem conduzido a uma grande utiliza&ccedil;&atilde;o na &aacute;rea da constru&ccedil;&atilde;o naval. Contudo, tem-se verificado danos estruturais nas embarca&ccedil;&otilde;es os quais s&atilde;o em grande parte devidos a problemas de corros&atilde;o [1-3]. Os factores que mais contribuem para os processos de corros&atilde;o de estruturas imersas em &aacute;gua do mar/estu&aacute;rio, s&atilde;o fundamentalmente as caracter&iacute;sticas intr&iacute;nsecas das estruturas met&aacute;licas, os par&acirc;metros ambientais a que as mesmas est&atilde;o sujeitas e as c ondi&ccedil;&otilde;es operacionais [4].</p>     <p>Os organismos marinhos/estuarinos originam incrusta&ccedil;&otilde;es descont&iacute;nuas (“biofouling”) nas superf&iacute;cies imersas, podendo acelerar a velocidade de corros&atilde;o em &aacute;reas localizadas, devido &agrave;s diferentes condi&ccedil;&otilde;es criadas pela sua presen&ccedil;a. Assim, podem ocorrer corros&atilde;o por picadas, corros&atilde;o intersticial, corros&atilde;o por arejamento diferencial, etc. Ainda que o crescimento cont&iacute;nuo e denso de incrusta&ccedil;&otilde;es possa atenuar a corros&atilde;o por impedimento da difus&atilde;o de oxig&eacute;nio nas superf&iacute;cies met&aacute;licas incrustadas, este provoca um aumento em grande escala do atrito dos cascos das embarca&ccedil;&otilde;es na &aacute;gua, conduzindo a um gasto excessivo de combust&iacute;vel e elevados custos de manuten&ccedil;&atilde;o.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os esquemas de pintura usados para as estruturas mar&iacute;timas t&ecirc;m sofrido um grande desenvolvimento nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, devido &agrave; legisla&ccedil;&atilde;o e regulamenta&ccedil;&atilde;o emergentes, especialmente as relacionadas com a prote&ccedil;&atilde;o ambiental e a sa&uacute;de humana. Estes desenvolvimentos t&ecirc;m-se concentrado na redu&ccedil;&atilde;o dos compostos org&acirc;nicos vol&aacute;teis (COVs) e na elimina&ccedil;&atilde;o de compostos t&oacute;xicos e carcinog&eacute;nicos das tintas tradicionais.</p>     <p>As tintas anti-incrustantes (AI) polimetantes &agrave; base de tributilestanho (TBT), por serem muito eficientes e compat&iacute;veis, quer com cascos de a&ccedil;o quer com cascos de alum&iacute;nio, foram durante muitas d&eacute;cadas a melhor alternativa encontrada [5]. Contudo, pela sua elevada ecotoxicidade [6], estas tintas &agrave; base de TBT conduziram a graves problemas ambientais, nomeadamente nas imedia&ccedil;&otilde;es das docas secas e nos portos de elevado tr&aacute;fego acabando por ser proibidas pelo Comit&eacute; de Protec&ccedil;&atilde;o Ambiental do Mar da Organiza&ccedil;&atilde;o Mar&iacute;tima Internacional (IMO) [7-8]. Assim, nos &uacute;ltimos anos tem-se verificado grandes desenvolvimentos de IDI para obten&ccedil;&atilde;o de tintas AI com melhor efici&ecirc;ncia e em total concord&acirc;ncia com a legisla&ccedil;&atilde;o ambiental [5, 9-10].</p>     <p>O principal objetivo deste estudo reside na avalia&ccedil;&atilde;o da prote&ccedil;&atilde;o anticorrosiva e da efici&ecirc;ncia anti-incrustante de 3 diferentes esquemas de pintura envolvendo tintas AI autopolimetantes com diferentes biocidas.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>2. MATERIAIS E M&Eacute;TODOS</b></p>     <p>2.1 Substrato, prepara&ccedil;&atilde;o de superf&iacute;cies e aplica&ccedil;&atilde;o dos esquemas de pintura</p>     <p>Este estudo foi realizado com provetes da liga de alum&iacute;nio 5083-H111. A prepara&ccedil;&atilde;o de superf&iacute;cies foi efectuada por lixagem recorrendo a uma rebarbadora com discos abrasivos de &oacute;xido de alum&iacute;nio. Logo ap&oacute;s a prepara&ccedil;&atilde;o de superf&iacute;cies e a avalia&ccedil;&atilde;o da rugosidade das mesmas, com um rugos&iacute;metro Surtronic Duo, da Taylor Hobson, foram aplicados os tr&ecirc;s diferentes esquemas de pintura (<a href ="/img/revistas/cpm/v33n3/33n3a02t1.jpg">Tabela 1</a>). As aplica&ccedil;&otilde;es dos diferentes produtos foram efectuadas de acordo com os requisitos estabelecidos nas respectivas fichas t&eacute;cnicas.</p>     
<p>Na <a href ="/img/revistas/cpm/v33n3/33n3a02t1.jpg">Tabela 1</a> est&atilde;o descritas as caracter&iacute;sticas b&aacute;sicas dos esquemas de pintura.</p>     
<p>2.2 Caracteriza&ccedil;&atilde;o dos revestimentos org&acirc;nicos</p>     <p><i>Espessura</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As espessuras dos revestimentos foram determinadas durante e ap&oacute;s todas as aplica&ccedil;&otilde;es, de acordo com a norma EN ISO 2808 [11] utilizando um medidor de espessura ELCOMETER 300 SP.</p>     <p><i>Caracteriza&ccedil;&atilde;o morfol&oacute;gica e qu&iacute;mica por SEM/EDS, FTIR e XRD</i></p>     <p>A caracteriza&ccedil;&atilde;o morfol&oacute;gica e qu&iacute;mica elementar dos diferentes esquemas de pintura foi realizada com recurso a um microsc&oacute;pio electr&oacute;nico de varrimento Phillips XL 30 (FEG-SEM) com espectr&oacute;metro de dispers&atilde;o de energias associado (SEM/EDS). A observa&ccedil;&atilde;o englobou amostras em sec&ccedil;&atilde;o transversal, as quais foram preparadas com resina a frio, tendo sido posteriormente revestidas com uma fina pel&iacute;cula de ouro (Au), num Evaporador de v&aacute;cuo, modelo JEOL JLC 100, de modo a conferir condutibilidade &agrave;s mesmas.</p>     <p>Relativamente &agrave;s tintas l&iacute;quidas, os ve&iacute;culos fixos foram analisados por espectrometria de absor&ccedil;&atilde;o no infravermelho com transformada de Fourier (FTIR) de acordo com a norma ASTM D2621-87 [12], utilizandose um espectr&oacute;metro Nicolet Magna System 560, na gama espectral entre 4000 – 400 cm-1. Para o registo dos espectros foi utilizada a t&eacute;cnica de pastilha de KBr. A aquisi&ccedil;&atilde;o e processamento dos resultados foram efectuados atrav&eacute;s do software “Omnic”</p>     <p>Os produtos de corros&atilde;o e de degrada&ccedil;&atilde;o dos revestimentos foram preparados por homogeneiza&ccedil;&atilde;o antes da an&aacute;lise por XRD. Os produtos cristalinos foram analisados recorrendo a um difrat&oacute;metro Rigaku- Geigerflex (Modelo- D/MAX III C, Japan) com radia&ccedil;&atilde;o de Cu Ka (45 KV, 20 mA, velocidade de varrimento 1,2&ordm;/min no intervalo angular 2? = 3&ordm; a 123&ordm;. Utilizou-se o software Data Scan 3.2 para a aquisi&ccedil;&atilde;o dos espectros e o software Jade 9.0 para o processamento e identifica&ccedil;&atilde;o dos picos.</p>     <p><i>Avalia&ccedil;&atilde;o da degrada&ccedil;&atilde;o dos revestimentos</i></p>     <p>A avalia&ccedil;&atilde;o da degrada&ccedil;&atilde;o dos revestimentos foi feita por observa&ccedil;&atilde;o visual e/ou com recurso a lupa estereosc&oacute;pica de acordo com a norma NP EN ISO 4628 [13 - 16].</p>     <p>2.3 Avalia&ccedil;&atilde;o da prote&ccedil;&atilde;o anticorrosiva em laborat&oacute;rio</p>     <p><i>Resist&ecirc;ncia ao nevoeiro salino neutro</i></p>     <p>O ensaio de resist&ecirc;ncia ao nevoeiro salino neutro foi realizado durante 4680 horas de exposi&ccedil;&atilde;o numa c&acirc;mara da marca Erichsen modelo 606 de 400 L, segundo a norma EN ISO 9227 [14]. Em duas das 4 r&eacute;plicas de cada um dos esquemas de pintura, foram introduzidos danos em forma de corte at&eacute; ao substrato segundo a EN ISO 9227 [17] e ISO 17872 [18].</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Resist&ecirc;ncia &agrave; imers&atilde;o em &aacute;gua do mar artificial</i></p>     <p>O ensaio de resist&ecirc;ncia &agrave; imers&atilde;o em &aacute;gua do mar artificial foi realizado de acordo com a norma NP EN ISO 2812-2 [19] fazendo uso de uma montagem experimental constitu&iacute;da por tinas com capacidade de aquecimento e arejamento. O ensaio realizou-se com &aacute;gua do mar artificial preparada segundo a norma NP EN ISO 15711 [20], &agrave; temperatura de (40 &plusmn; 1) oC. Foram usadas neste ensaio 7 r&eacute;plicas, 3 provetes sem introdu&ccedil;&atilde;o de danos, 2 com introdu&ccedil;&atilde;o de danos em forma de corte de acordo com EN ISO 9227 [17] e ISO 17872 [18] e 2 em forma de furo sendo este efectuado de acordo com a norma NP EN ISO 15711 [20].</p>     <p><i>Resist&ecirc;ncia &agrave; delamina&ccedil;&atilde;o cat&oacute;dica</i></p>     <p>O ensaio de resist&ecirc;ncia &agrave; delamina&ccedil;&atilde;o cat&oacute;dica foi realizado segundo a norma NP EN ISO 15711 [20], m&eacute;todo B. Para cada esquema de pintura foram usados 4 provetes, 2 com introdu&ccedil;&atilde;o de um defeito circular de aproximadamente 3 mm de di&acirc;metro e os outros 2 provetes com protec&ccedil;&atilde;o sacrificial com &acirc;nodos de zinco. O ensaio foi efectuado com &aacute;gua do mar artificial &agrave; temperatura de (23&plusmn;2) &deg;C.</p>     <p>2.4 Avalia&ccedil;&atilde;o da prote&ccedil;&atilde;o anticorrosiva e da efici&ecirc;ncia anti-incrustante em exposi&ccedil;&atilde;o natural</p>     <p>A exposi&ccedil;&atilde;o natural foi realizada em estu&aacute;rio recorrendo a jangada e os suportes dos provetes constru&iacute;dos em material polim&eacute;rico (PVC) sem introdu&ccedil;&atilde;o de qualquer estrutura ou componente met&aacute;lico, de acordo com a norma ISO 11306 [21]. A caracteriza&ccedil;&atilde;o qu&iacute;mica da &aacute;gua do local foi realizada atrav&eacute;s de recolhas trimestrais durante um per&iacute;odo de 3 anos. Numa das 3 r&eacute;plicas de cada um dos esquemas de pintura foram efectuados danos (cortes) nos revestimentos at&eacute; ao substrato com uma largura de 1 mm, segundo a EN ISO 9227 [17] e EN ISO 17872 [18].</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>3. RESULTADOS E DISCUSS&Atilde;O</b></p>     <p><i>Espessura</i></p>     <p>A sele&ccedil;&atilde;o das r&eacute;plicas de cada um dos esquemas de pintura foi efectuada de acordo com as espessuras dos revestimentos de modo a n&atilde;o existirem diferen&ccedil;as significativas nas espessuras totais (<a href ="/img/revistas/cpm/v33n3/33n3a02t1.jpg">Tabela 1</a>).</p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Caracteriza&ccedil;&atilde;o morfol&oacute;gica e qu&iacute;mica</i></p>     <p>Todos os estudos efectuados por FTIR no ve&iacute;culo fixo de cada um dos produtos de pintura do prim&aacute;rio, sub-capa e selantes comprovam que s&atilde;o produtos com resinas epoxi-fen&oacute;licas com/sem amidas. No caso do selante do esquema 3 n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel confirmar a exist&ecirc;ncia de grupos vinilo pois as bandas de absor&ccedil;&atilde;o coincidem com as da resina epox&iacute;dica. No que diz respeito aos AI &eacute; extremamente dif&iacute;cil a interpreta&ccedil;&atilde;o dos espectros de FTIR. O AI do esquema 1 e 3 cont&ecirc;m provavelmente uma resina natural do tipo colof&oacute;nia modificada. No caso do AI 2 este parece conter uma resina fen&oacute;lica modificada com “rosin” (resina natural do tipo colof&oacute;nia).</p>     <p>A <a href="#t2">Tabela 2</a> resume os principais resultados obtidos da caracteriza&ccedil;&atilde;o morfol&oacute;gica e qu&iacute;mica elementar obtida por SEM/EDS.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t2"> <img src="/img/revistas/cpm/v33n3/33n3a02t2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>No prim&aacute;rio do esquema 1 visualizaram-se algumas fissuras longitudinais pr&oacute;ximas do substrato e em redor de cargas/pigmentos. As cargas/ pigmentos presentes, caracterizam-se por uma distribui&ccedil;&atilde;o pouco uniforme, simultaneamente com uma granulometria muito heterog&eacute;nea. A camada de subcapa revela uma boa ader&ecirc;ncia &agrave; camada de prim&aacute;rio, sendo a interface prim&aacute;rio/ sub-capa somente visualizada devido &agrave;s diferen&ccedil;as na composi&ccedil;&atilde;o qu&iacute;mica de ambas as camadas. As cargas/pigmentos embora com uma distribui&ccedil;&atilde;o homog&eacute;nea, revelam uma granulometria heterog&eacute;nea. A camada de sub-capa revela uma boa ader&ecirc;ncia &agrave; camada de prim&aacute;rio, sendo a interface prim&aacute;rio/sub-capa somente visualizada devido &agrave;s diferen&ccedil;as na composi&ccedil;&atilde;o qu&iacute;mica de ambas as camadas. As cargas/pigmentos embora com uma distribui&ccedil;&atilde;o homog&eacute;nea, revelam uma granulometria heterog&eacute;nea. A camada de selante mostra &aacute;reas isoladas com uma aparente falta de ader&ecirc;ncia &agrave; sub-capa, pigmentos e cargas com uma distribui&ccedil;&atilde;o uniforme. No caso da camada AI &eacute; vis&iacute;vel a falta de coes&atilde;o interna, assim como fissuras longitudinais. A an&aacute;lise qu&iacute;mica elementar por EDS na camada de AI identificou a presen&ccedil;a de zinco, para al&eacute;m de outros elementos qu&iacute;micos. De acordo com a ficha de seguran&ccedil;a o AI cont&eacute;m propil aminotriazina, &oacute;xido de zinco e piritiona de zinco como biocidas.</p>     <p>No caso da camada de prim&aacute;rio do esquema 2, a qual &eacute; o resultado da aplica&ccedil;&atilde;o de duas dem&atilde;os, pode constatarse que a 1&ordf; dem&atilde;o, com um valor de espessura superior comparativamente &agrave; 2&ordf; dem&atilde;o, apresenta aglomera&ccedil;&atilde;o localizada de cargas/pigmentos. &Agrave; semelhan&ccedil;a da camada de prim&aacute;rio do esquema 1, mas em menor quantidade, observam-se igualmente algumas fissuras longitudinais pr&oacute;ximas do substrato. O selante mostra um gr&atilde;o muito grosseiro para os pigmentos e cargas. Tamb&eacute;m se observam algumas zonas de falta de ader&ecirc;ncia ao prim&aacute;rio. A camada de AI apresenta uma estrutura compacta e uma boa ader&ecirc;ncia &agrave; camada do selante. A an&aacute;lise qu&iacute;mica elementar por EDS na camada de AI identificou a presen&ccedil;a de cobre e zinco associados, de acordo com a ficha t&eacute;cnica, &agrave; presen&ccedil;a de tiocianato de cobre, &oacute;xido de zinco e piritiona de zinco.</p>     <p>A camada de prim&aacute;rio do esquema 3 revela, &agrave; semelhan&ccedil;a do observado nos anteriores esquemas de pintura, mas de forma menos significativa, a presen&ccedil;a de fissuras longitudinais pr&oacute;ximas do substrato. As cargas/pigmentos apresenta uma distribui&ccedil;&atilde;o e granulometria homog&eacute;nea. A camada de selante apresenta algumas zonas com falta de ader&ecirc;ncia ao prim&aacute;rio e ao AI. Na interface selante/AI &eacute; igualmente poss&iacute;vel observar a presen&ccedil;a de algumas fissuras na camada do AI. Por EDS foi detectada na camada de AI a presen&ccedil;a de cobre e zinco associados, de acordo com a ficha t&eacute;cnica, a presen&ccedil;a de tiocianato de cobre, Bis(1-hidroxi-1H-piridino-2-tionato-O,S) de cobre e &oacute;xido de zinco.</p>     <p>3.1 Avalia&ccedil;&atilde;o da prote&ccedil;&atilde;o anticorrosiva em laborat&oacute;rio</p>     <p><i>Resist&ecirc;ncia ao nevoeiro salino neutro</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Ap&oacute;s 4680 horas de exposi&ccedil;&atilde;o ao nevoeiro salino foi observado lixivia&ccedil;&atilde;o, altera&ccedil;&atilde;o de cor e brilho e manchamento nos provetes sem corte de todos os esquemas de pintura. No entanto, observou-se corros&atilde;o filiforme em todos os provetes com corte. Neste aspecto, o esquema 1 evidenciou o melhor comportamento anticorrosivo e o esquema 3 o pior. Observou- -se apenas para o esquema 3, fissura&ccedil;&atilde;o sem direc&ccedil;&atilde;o preferencial 5(S2), tipo mosaico. Os esquemas com AI contendo cobre (esquemas 2 e 3) revelaram o pior comportamento anticorrosivo (<a href="#t3">Tabela 3</a>).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t3"> <img src="/img/revistas/cpm/v33n3/33n3a02t3.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p><i>Resist&ecirc;ncia &agrave; Imers&atilde;o em &aacute;gua do mar artificial</i></p>     <p>Ap&oacute;s 4684 horas de imers&atilde;o em &aacute;gua do mar artificial todos os provetes sem corte de todos os esquemas revelaram apenas lixivia&ccedil;&atilde;o, altera&ccedil;&atilde;o de cor e brilho e manchamento apreci&aacute;vel. Contudo, observou-se corros&atilde;o filiforme em torno dos cortes e furos dos esquemas 2 e 3. Neste aspecto, o esquema 1 evidenciou o melhor comportamento anticorrosivo. Observou-se tamb&eacute;m fissura&ccedil;&atilde;o sem direc&ccedil;&atilde;o preferencial 5(S3)b no esquema 3. Os esquemas de pintura com AI contendo cobre (esquemas 2 e 3) revelaram mais uma vez o pior comportamento anticorrosivo (<a href ="/img/revistas/cpm/v33n3/33n3a02t4.jpg">Tabela 4</a>).</p>     
<p><i>Resist&ecirc;ncia &agrave; delamina&ccedil;&atilde;o cat&oacute;dica</i></p>     <p>Como se pode observar pela <a href="#t5">Tabela 5</a>, os resultados do ensaio de resist&ecirc;ncia &agrave; delamina&ccedil;&atilde;o cat&oacute;dica nos provetes sem &acirc;nodo, ap&oacute;s 28 semanas, mostram que o esquema 1 apresenta melhor resist&ecirc;ncia.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t5"> <img src="/img/revistas/cpm/v33n3/33n3a02t5.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Neste esquema apenas se observou corros&atilde;o do alum&iacute;nio no furo e ligeira diminui&ccedil;&atilde;o na ader&ecirc;ncia (3,2 mm de destacamento). Os esquemas 2 e 3 t&ecirc;m comportamento semelhante. Ambos os furos est&atilde;o cobertos com produtos de corros&atilde;o de cor azul/verde. Estes produtos s&atilde;o compostos por elementos com origem na camada AI. Ambos os esquemas evidenciaram delamina&ccedil;&atilde;o e alguma corros&atilde;o filiforme junto ao furo. Nota-se uma perda significativa de ader&ecirc;ncia em ambos os esquemas (destacamento de 22 e 21 mm de revestimento, respectivamente).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Contudo, quando o ensaio &eacute; realizado em provetes com &acirc;nodos de zinco n&atilde;o se observam diferen&ccedil;as entre os 3 esquemas (<a href="#t6">Tabela 6</a>) observandose globalmente um melhor comportamento devido &agrave; protec&ccedil;&atilde;o cat&oacute;dica conferida pelos &acirc;nodos. N&atilde;o ocorreu perda de ader&ecirc;ncia uma vez que n&atilde;o foi registado qualquer destacamento para nenhum dos esquemas de pintura. Contudo, os furos artificiais e os &acirc;nodos dos esquemas 2 e 3 est&atilde;o cobertos com produtos cristalinos constitu&iacute;dos fundamentalmente por cloreto de cobre (identifica&ccedil;&atilde;o realizada por XRD).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t6"> <img src="/img/revistas/cpm/v33n3/33n3a02t6.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>3.2 Avalia&ccedil;&atilde;o da protec&ccedil;&atilde;o anticorrosiva e da efici&ecirc;ncia anti-incrustante em exposi&ccedil;&atilde;o natural</p>     <p>Como se pode verificar pela <a href="#t7">Tabela 7</a>, ap&oacute;s dois anos de exposi&ccedil;&atilde;o natural em estu&aacute;rio verificou-se claramente que, no esquema 1, houve maior incrusta&ccedil;&atilde;o de algas verdes e castanhas, presen&ccedil;a de briozo&aacute;rios e esponjas. No esquema 2 obser varam-se principalmente algas castanhas e no esquema 3 apenas algas v erdes em &aacute;reas muito isoladas. Os 2 AI com cobre (esquemas 2 e 3) mostraram a maior efici&ecirc;ncia AI onde o esquema 3 mostr ou a maior efici&ecirc;ncia. Relativamente &agrave; protec&ccedil;&atilde;o anticorrosiva dos 3 esquemas s&oacute; foi poss&iacute;vel tirar conclus&otilde;es sobre os provetes com danos onde foram precisamente estes esquemas (2 e 3) que apresentaram o pior comportamento anticorrosivo. Nos provetes com corte, o esquema 1 teve a melhor e o esquema 3 a pior prote&ccedil;&atilde;o anticorrosiva. Este esquema 3 mostrou, &agrave; volta dos cortes, muitos empolamentos (S5), desde o corte at&eacute; &agrave;s arestas. Ap&oacute;s a decapagem obser vouse a superf&iacute;cie de alum&iacute;nio totalmente coberta com produtos de corros&atilde;o. Por XRD identificou-se a presen&ccedil;a de produtos de corros&atilde;o do alum&iacute;nio, tais como AlO(OH) (bhomite/diaspore) e Al(OH)3 (Gibbsite).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t7"> <img src="/img/revistas/cpm/v33n3/33n3a02t7.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>4. CONSIDERA&Ccedil;&Otilde;ES FINAIS E CONCLUS&Otilde;ES</b></p>     <p>Nos &uacute;ltimos anos t&ecirc;m-se verificado grandes desenvolvimentos de IDI para obten&ccedil;&atilde;o de tintas com uma melhor efici&ecirc;ncia antiincrustante em total concord&acirc;ncia com a legisla&ccedil;&atilde;o ambiental. Contudo, ainda n&atilde;o existem verdadeiras alternativas isentas de biocidas principalmente para estruturas fixas e para embarca&ccedil;&otilde;es de baixa velocidade. Assim, os grandes fabricantes continuam a comercializar alternativas ambientalmente aceit&aacute;veis, a “velha” alternativa de usar tintas AI &agrave; base de cobre.</p>     <p>Os resultados obtidos neste estudo com esquemas de pintura usados comercialmente permitiram constatar que os resultados de exposi&ccedil;&atilde;o natural s&atilde;o muito semelhantes aos obtidos atrav&eacute;s dos ensaios laboratoriais para todas as amostras com danos nos revestimentos, nomeadamente para os ensaios de nevoeiro salino, imers&atilde;o em &aacute;gua do mar sint&eacute;tica e de delamina&ccedil;&atilde;o cat&oacute;dica (sem &acirc;nodo). Constatouse igualmente que os dois esquemas com anti-incrustantes formulados com compostos com cobre, evidenciaram a melhor efici&ecirc;ncia antivegetativa do que o AI isento de cobre e com piritiona de zinco como biocida. Tamb&eacute;m ficou provado que os AI com cobre n&atilde;o parecem ser os mais indicados para protec&ccedil;&atilde;o de estruturas de alum&iacute;nio uma vez que conduzem a fen&oacute;menos de corros&atilde;o galv&acirc;nica, nomeadamente em estruturas que estejam sujeitas a danos nos revestimentos e onde simultaneamente n&atilde;o seja garantida uma eficiente protec&ccedil;&atilde;o cat&oacute;dica.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Resultados recentes sugerem que as quantidades de zinco e de cobre libertadas pelas tintas AI conduzem a concentra&ccedil;&otilde;es t&oacute;xicas em &aacute;reas com maior densidade de embarca&ccedil;&otilde;es. Neste momento equaciona-se a imposi&ccedil;&atilde;o de novas regulamenta&ccedil;&otilde;es relativamente ao uso destes AI com compostos com cobre e com zinco [22-23].</p>     <p>Na &uacute;ltima d&eacute;cada tem-se desenvolvido e utilizado com muita frequ&ecirc;ncia tintas AI com silicone [10]. No entanto, embora estas formula&ccedil;&otilde;es sejam muito eficientes [24], conduzem a v&aacute;rios problemas durante a aplica&ccedil;&atilde;o dos produtos (contamina&ccedil;&otilde;es locais), assim como t&ecirc;m custos mais elevados, baixa resist&ecirc;ncia mec&acirc;nica e maiores custos da manuten&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Recentes avan&ccedil;os em nanotecnologia e na ci&ecirc;ncia de pol&iacute;meros e o desenvolvimento de superf&iacute;cies “bioinspiradas” na natureza, nomeadamente no recurso a prote&iacute;nas, bact&eacute;rias e organismos marinhos t&ecirc;m e ter&atilde;o, num futuro pr&oacute;ximo, um impacto significativo sobre o desenvolvimento de uma nova gera&ccedil;&atilde;o de revestimentos ecol&oacute;gicos marinhos [9-25].</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Agradecimentos</b></p>     <p>Os autores agradecem &agrave; empresa TRANSTEJO e restantes parceiros do projecto Protejo – Prote&ccedil;&atilde;o Anticorrosiva de Embarca&ccedil;&otilde;es em Alum&iacute;nio do Tejo pelo apoio financeiro e por todas as facilidades concedidas para a execu&ccedil;&atilde;o deste trabalho.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></p>     <!-- ref --><p>[1] B. Richter and S. Weber, Mater. Corros., 50, 282-288 (1999).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000091&pid=S0870-1164201400020000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>[2] D. Heinz, B. Richter and S. Weber, Mater. Corros., 51, 407-412 (2000).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000093&pid=S0870-1164201400020000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[3] H. Ezuber, A. El-Houd and F. El-Shawesh, Mater. Design, 29, 801-805 (2008).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000095&pid=S0870-1164201400020000200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[4] D. A. Shifler, Corros. Sci., 47, 2335-2352 (2005).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000097&pid=S0870-1164201400020000200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[5] E. Almeida, T. C. Diamantino and O. Sousa, Prog. Org. Coat., 59, 2-20 (2007).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000099&pid=S0870-1164201400020000200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[6] N. S. Kim, W. J. Shim, U. H. Yim, S. Y. Ha, J. G. An and K. H. Shin, J. Hazard Mater., 192, 634-642 (2011).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000101&pid=S0870-1164201400020000200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>[7] M. A. Champ, Mar. Pollut. Bull., 46, 935-940 (2003).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S0870-1164201400020000200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[8] L. Gipperth, J. Environ. Manage., 90, S86-S95 (2009).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S0870-1164201400020000200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[9] I. Banerjee, R. C. Pangule, and R. S. Kane, Adv. Mater., 23, 690-718 (2011).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S0870-1164201400020000200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[10] S. A. Kumar, A. Sasikumar, Prog. Org. Coat., 68, 189-200 (2010).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S0870-1164201400020000200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>[11] EN ISO 2808:2007. (Paints and varnishes - Determination of film thickness), CEN, Brussels, Belgium (2007).</p>     <p>[12] ASTM D2621-87 (2005). (Standard test method for Infrared Identification of vehicle solids from solvent-reducible paints), ASTM International, West Conshohocken, USA (2005).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>[13] NP EN ISO 4628-1:2005. (Tintas e vernizes. Avalia&ccedil;&atilde;o da degrada&ccedil;&atilde;o de revestimentos. Designa&ccedil;&atilde;o da quantidade e dimens&atilde;o de defeitos e da intensidade das altera&ccedil;&otilde;es uniformes de aspecto. Parte 1: Introdu&ccedil;&atilde;o geral e sistema de designa&ccedil;&atilde;o), IPQ, Caparica, Portugal (2005).</p>     <p>[14] NP EN ISO 4628-2:2005. (Tintas e vernizes. Avalia&ccedil;&atilde;o da degrada&ccedil;&atilde;o de revestimentos. Designa&ccedil;&atilde;o da quantidade e dimens&atilde;o de defeitos e da intensidade das altera&ccedil;&otilde;es uniformes de aspecto. Parte 2: Avalia&ccedil;&atilde;o do grau de empolamento), IPQ, Caparica, Portugal (2005).</p>     <p>[15] NP EN ISO 4628-4:2005. (Tintas e vernizes. Avalia&ccedil;&atilde;o da degrada&ccedil;&atilde;o de revestimentos. Designa&ccedil;&atilde;o da quantidade e dimens&atilde;o de defeitos e da intensidade das altera&ccedil;&otilde;es uniformes de aspecto. Parte 4: Avalia&ccedil;&atilde;o do grau de fissura&ccedil;&atilde;o), IPQ, Caparica, Portugal (2005).</p>     <p>[16] EN ISO 4628-8:2012. (Paints and varnishes. Evaluation of degradation of coatings - Designation of quantity and size of defects, and of intensity of uniform changes in appearance. Part 8: Assessment of degree of delamination and corrosion around a scribe or other artificial defect). CEN, Brussels, Belgium (2012).</p>     <p>[17] EN ISO 9227:2012. (Corrosion tests in artificial atmospheres – Salt spray tests), CEN, Brussels, Belgium (2012).</p>     <p>[18] EN ISO 17872:2007. (Paints and varnishes. Guidelines for the introduction of scribe marks through coatings on metallic panels for corrosion testing), CEN, Brussels, Belgium (2007).</p>     <p>[19] NP EN ISO 2812-2:2009. (Tintas e vernizes. Determina&ccedil;&atilde;o da resist&ecirc;ncia aos l&iacute;quidos. Part 2: M&eacute;todo de imers&atilde;o em &aacute;gua), IPQ, Caparica, Portugal (2009).</p>     <p>[20] NP EN ISO 15711:2007. (Tintas e vernizes. Determina&ccedil;&atilde;o da resist&ecirc;ncia &agrave; delamina&ccedil;&atilde;o cat&oacute;dica de revestimentos expostos &agrave; &aacute;gua do mar), IPQ, Caparica, Portugal (2007).</p>     <p>[21] EN ISO 11306:1998. (Corrosion of metals and alloys. Guidelines for exposing and evaluating metals and alloys in surface sea water), CEN, Brussels, Belgium (1998).</p>     <!-- ref --><p>[22] E. Ytreberg, J. Karlsson and B. Eklund, Sci. Total Environ., 408, 2459- 2466 (2010).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S0870-1164201400020000200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[23] M. Marcheselli, F. Conzo, M. Mauri and R. Simonini. Aquat. Toxicol., 98, 204-210 (2010).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S0870-1164201400020000200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[24] M. Nendza, Mar. Pollut. Bull., 54, 1190-1196 (2007).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S0870-1164201400020000200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[25] X. Q. Bai, G. T. Xie, H. Fan, Z. X. Peng, C. Q. Yuan and X. P. Yan. Wear, 306, 285–295 (2013).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S0870-1164201400020000200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Artigo submetido em Agosto de 2014 a aceite em Setembro de 2014</p>      ]]></body><back>
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<year>1999</year>
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