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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Estudo da corrosão em planta de ultrafiltração de efluentes em indústria de celulose e papel]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This paper describes the study of the influence of chemicals employed in membrane cleaning, in the ultrafiltration plant in the effluent treatment station, in a pulp and paper company, located in Paraná State - Brazil. There have been determined the corrosion potential, the polarization resistance and the Tafel constants through electrochemical methods, according to the ASTM G 59-97 Standard. Through these data, it has been possible to determine the electrochemical corrosion rates. As electrolytes, there have been used the effluent to be treated, and solutions of NaOH 500 mg/L, H2SO2 0.012 mol/L and 0.1 mol/L and H2O2 5.0 g/L and 10.0 g/L, at 25ºC. It has been found that the corrosion rate of AISI 1020 steel in sulfuric acid was 1.26 mm/year, turning it into a non-recommended material. The AISI 316L steel has presented a good performance, with a corrosion rate of 0.0033 mm/year in the effluent. The best performing material has been the SAF 2205 duplex steel, with a corrosion rate of 0.0029 mm/year in sulphuric acid. From the results of the present study it has become possible to suggest a sequence for plant cleaning.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Corrosão]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO</b></p>     <p><b>Estudo da corros&atilde;o em planta de ultrafiltra&ccedil;&atilde;o de efluentes em ind&uacute;stria de celulose e papel</b></p>     <p><b>Study of corrosion in ultrafiltration plant of effluents in a pulp and paper company</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>E. Gogola*<sup>1</sup>, A. Zara<sup>1</sup></b></p>     <p>(1) Universidade Estadual de Ponta Grossa, Departamento de Engenharia de Materiais, Av. General Carlos Cavalcanti, 4748 - Uvaranas, Ponta Grossa - PR, 84030 - 900, Brasil email: <a href="mailto:zara@uepg.br">zara@uepg.br</a></p>     <p>(*) A quem a correspond&ecirc;ncia deve ser dirigida, e-mail: <a href="mailto:elianeengel@yahoo.com.br">elianeengel@yahoo.com.br</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Este artigo trata do estudo realizado sobre a influ&ecirc;ncia dos produtos qu&iacute;micos utilizados na lavagem da membrana da planta de ultrafiltra&ccedil;&atilde;o do tratamento de efluentes de uma empresa de celulose e papel do interior do Paran&aacute; - Brasil. Foram determinados o potencial de corros&atilde;o, a resist&ecirc;ncia de polariza&ccedil;&atilde;o e as constantes de Tafel atrav&eacute;s de m&eacute;todo eletroqu&iacute;mico segundo a norma ASTM G 59-97. Atrav&eacute;s desses dados foram determinadas as taxas de corros&atilde;o eletroqu&iacute;mica. Foram utilizados como eletr&oacute;litos o pr&oacute;prio efluente a ser tratado na planta, e as solu&ccedil;&otilde;es de NaOH 500 mg/L, H<sub>2</sub>SO<sub>2</sub> 0,012 mol/L e 0,1mol/L e H<sub>2</sub>O<sub>2</sub> 5,0 g/L e 10 g/L a 25&ordm;C. A taxa de corros&atilde;o do a&ccedil;o AISI 1020 em meio de &aacute;cido sulf&uacute;rico foi de 1,26 mm/ano, tornando-o um material n&atilde;o recomend&aacute;vel. O a&ccedil;o AISI 304L apresentou desempenho satisfat&oacute;rio em todos os meios estudados. O a&ccedil;o AISI 316L teve bom desempenho com taxa de corros&atilde;o de 0,0033 mm/ano no efluente. O material com melhor desempenho foi o a&ccedil;o duplex SAF 2205, com valores de 0,0029 mm/ano em &aacute;cido sulf&uacute;rico. A partir dos resultados deste trabalho foi poss&iacute;vel propor uma sequ&ecirc;ncia para a limpeza da planta.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><b>Palavras-chave</b>: Corros&atilde;o, A&ccedil;os Inoxid&aacute;veis, Efluente, Papel e Celulose</P>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>This paper describes the study of the influence of chemicals employed in membrane cleaning, in the ultrafiltration plant in the effluent treatment station, in a pulp and paper company, located in Paran&aacute; State – Brazil. There have been determined the corrosion potential, the polarization resistance and the Tafel constants through electrochemical methods, according to the ASTM G 59-97 Standard. Through these data, it has been possible to determine the electrochemical corrosion rates. As electrolytes, there have been used the effluent to be treated, and solutions of NaOH 500 mg/L, H<sub>2</sub>SO<sub>2</sub> 0.012 mol/L and 0.1 mol/L and H<sub>2</sub>O<sub>2</sub> 5.0 g/L and 10.0 g/L, at 25&ordm;C. It has been found that the corrosion rate of AISI 1020 steel in sulfuric acid was 1.26 mm/year, turning it into a non-recommended material. The AISI 316L steel has presented a good performance, with a corrosion rate of 0.0033 mm/year in the effluent. The best performing material has been the SAF 2205 duplex steel, with a corrosion rate of 0.0029 mm/year in sulphuric acid. From the results of the present study it has become possible to suggest a sequence for plant cleaning.</p>     <p><b>Keywords</b>: Corrosion, Stainless Steel, Effluent, Pulp and Paper</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><B>1. INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</B></p>     <p>A ind&uacute;stria de celulose e papel &eacute; conhecida como uma grande consumidora de &aacute;gua. Segundo estudo da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira T&eacute;cnica de Celulose e Papel (ABTCP) para produ&ccedil;&atilde;o de 1 tonelada de celulose as empresas brasileiras utilizam de 23 a 120 m3 de &aacute;gua e para 1 tonelada de papel usam de 3,4 a 91,3 m3 de &aacute;gua [1]. As melhores pr&aacute;ticas para o setor est&atilde;o entre 40 a 55 m3/ ton produzida. Lembrando que hoje o Brasil ocupa o 4&ordm; lugar no ranking dos maiores produtores de papel do mundo, com uma produ&ccedil;&atilde;o de 13.977 mil toneladas de papel por ano pode-se ter uma id&eacute;ia de quanta &aacute;gua &eacute; utilizada pelas ind&uacute;strias do setor [2].</p>     <p>A maior parte dessa &aacute;gua &eacute; necess&aacute;ria para os processos que transformam a madeira em papel, mas pouca dessa &aacute;gua fica no papel, que sai da m&aacute;quina com algo em torno de 8% de umidade. Noventa e oito por cento da drenagem ocorre j&aacute; na fase de forma&ccedil;&atilde;o da &aacute;gua, com a elimina&ccedil;&atilde;o da chamada &aacute;gua branca [3].</p>     <p>A &aacute;gua branca, assim como outros fluxos de &aacute;gua provenientes de refinadores, caixas de regulagem de consist&ecirc;ncia e mistura de massa, peneiras depuradoras, lavagem de telas, entre outros, formam, portanto, um volume de milhares de metros c&uacute;bicos de efluentes h&iacute;dricos, contendo fibras divididas, cola ou amido, cargas minerais, tinta, corante, graxa, &oacute;leo, cloro residual do processo de branqueamento, entre outros.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>De forma geral, os contaminantes presentes em um efluente podem ser classificados em quatro categorias:</p>     <p>• Org&acirc;nicos residuais, col&oacute;ides inorg&acirc;nicos e s&oacute;lidos suspensos;</p>     <p>• Constituintes org&acirc;nicos dissolvidos;</p>     <p>• Constituintes inorg&acirc;nicos dissolvidos;</p>     <p>• Constituintes biol&oacute;gicos [4].</p>     <p>Esse efluente pode seguir dois caminhos: o lan&ccedil;amento para a natureza ou o reuso. Para lan&ccedil;amento do efluente esse deve ser tratado de modo a atender as caracter&iacute;sticas m&iacute;nimas exigidas pela legisla&ccedil;&atilde;o pertinente. Para o reuso, h&aacute; v&aacute;rias alternativas dentro da ind&uacute;stria, por&eacute;m, tamb&eacute;m s&atilde;o necess&aacute;rios requisitos m&iacute;nimos para cada reuso.</p>     <p>Para melhorar a qualidade do efluente tratado e ampliar as possibilidades de seu reuso, uma empresa de celulose e papel instalou em 2007 um est&aacute;gio terci&aacute;rio em sua Esta&ccedil;&atilde;o de Tratamento de Efluentes. Optou-se por utilizar uma filtra&ccedil;&atilde;o por membranas ou Ultrafiltra&ccedil;&atilde;o (UF) com objetivo de reduzir os par&acirc;metros de demanda qu&iacute;mica de oxig&ecirc;nio (DQO), demanda bioqu&iacute;mica de oxig&ecirc;nio (DBO) e os s&oacute;lidos sediment&aacute;veis.</p>     <p>Por&eacute;m, devido &agrave; necessidade de constante lavagem qu&iacute;mica da membrana a planta apresentou pontos de corros&atilde;o. Assim, foi proposto nesse estudo verificar a influ&ecirc;ncia dos produtos qu&iacute;micos de lavagem bem como do pr&oacute;prio efluente no processo de corros&atilde;o das tubula&ccedil;&otilde;es, para que possam ser utilizadas sequ&ecirc;ncias que causem o menor impacto nas tubula&ccedil;&otilde;es.</p>     <p><b>1.1 Processos convencionais de tratamento de efluentes</b></p>     <p>Nos tratamentos convencionais as empresas do setor de celulose e papel costumam trabalhar com um processo composto por pr&eacute;tratamento, tratamento prim&aacute;rio e secund&aacute;rio.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O pr&eacute;-tratamento consiste na remo&ccedil;&atilde;o de areia e detritos, cinzas inorg&acirc;nicas, pedregulhos, etc, atrav&eacute;s de sedimenta&ccedil;&atilde;o e peneiramento [5]. Em seguida pode-se empregar um sistema de recupera&ccedil;&atilde;o de fibras e realizar o ajuste de pH.</p>     <p>O tratamento prim&aacute;rio tem como fun&ccedil;&atilde;o a remo&ccedil;&atilde;o de s&oacute;lidos em suspens&atilde;o, o que &eacute; feito pela flocula&ccedil;&atilde;o e clarifica&ccedil;&atilde;o por decanta&ccedil;&atilde;o gravitacional ou flota&ccedil;&atilde;o com ar dissolvido [5,6].</p>     <p>No tratamento secund&aacute;rio o objetivo &eacute; reduzir a demanda bioqu&iacute;mica de oxig&ecirc;nio (DBO) atrav&eacute;s do uso de processos de oxida&ccedil;&atilde;o biol&oacute;gica. Entre os tratamentos tradicionais est&atilde;o as lagoas facultativas, as lagoas aeradas, lodos ativos e filtros biol&oacute;gicos [5,6].</p>     <p>Quando instalado, o tratamento terci&aacute;rio tem a fun&ccedil;&atilde;o de conseguir remo&ccedil;&otilde;es adicionais de poluentes do efluente final como remo&ccedil;&atilde;o de lignina na forma de cor dissolvida ou de bact&eacute;rias, remo&ccedil;&atilde;o de DBO e DQO, remo&ccedil;&atilde;o de cor, redu&ccedil;&atilde;o de espuma e remo&ccedil;&atilde;o de s&oacute;lidos inorg&acirc;nicos [5,7].</p>     <p>Entre os poss&iacute;veis processos podem ser citados a absor&ccedil;&atilde;o qu&iacute;mica por carv&atilde;o ativado ou pasta de cal, eletrodi&aacute;lise, resinas de troca i&ocirc;nica ou separa&ccedil;&atilde;o por membranas. Entre os processos de separa&ccedil;&atilde;o utilizando membranas tem-se a microfiltra&ccedil;&atilde;o, a ultrafiltra&ccedil;&atilde;o e a osmose reversa [8].</p>     <p><b>1.2 Processos de ultrafiltra&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>Uma ultrafiltra&ccedil;&atilde;o (UF) &eacute; um processo de separa&ccedil;&atilde;o baseado em membrana, movido por press&atilde;o, no qual as part&iacute;culas e macromol&eacute;culas dissolvidas menores de 0,1&micro;m e maiores que 2 nm s&atilde;o rejeitadas [9].</p>     <p>No caso da planta de UF da empresa estudada, o efluente &eacute; alimentado pelo interior do skid e deve permear a membrana de ultrafiltra&ccedil;&atilde;o formando o fluxo de permeado, mais limpo que o efluente de entrada. &Eacute; usada uma membrana polim&eacute;rica, fornecida pela Norit, com orif&iacute;cios de 25 nm. A capacidade da planta &eacute; de 1.800 m3/h. Uma fotografia de parte da membrana de ultrafiltra&ccedil;&atilde;o pode ser vista na <a href="#f1">figura 1</a>.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f1"> <img src="/img/revistas/cpm/v33n4/33n4a03f1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Um skid &eacute; um conjunto de vasos de press&atilde;o, no caso da planta estudada, cada skid possui quarenta vasos de press&atilde;o dispostos em colunas de dez tubos horizontais cada. Cada vaso de press&atilde;o cont&eacute;m quatro cartuchos de membranas, cada cartucho com 1,5 m de comprimento e uma &aacute;rea de 40m2. A <a href="#f2">figura 2</a> mostra a forma&ccedil;&atilde;o e detalhes dos skids.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f2"> <img src="/img/revistas/cpm/v33n4/33n4a03f2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Um dos problemas encontrados na utiliza&ccedil;&atilde;o de processos de separa&ccedil;&atilde;o por membranas &eacute; o seu “entupimento”, ou em ingl&ecirc;s, fouling. Durante seu uso, as subst&acirc;ncias suspensas ou dissolvidas no l&iacute;quido a ser purificado se depositam sobre as superf&iacute;cies externas, aberturas dos poros ou at&eacute; mesmo dentro dos poros da membrana reduzindo o desempenho do processo, pelo aumento da resist&ecirc;ncia ao fluxo [4, 9, 10, 11].</p>     <p>Os materiais causadores de entupimento s&atilde;o classificados em inorg&acirc;nicos, org&acirc;nicos e biol&oacute;gicos [10]. Os processos como forma&ccedil;&atilde;o de cake e camadas gelatinosas tem efeitos revers&iacute;veis, enquanto processos como a adsor&ccedil;&atilde;o, fechamento de poros e compacta&ccedil;&atilde;o da membrana n&atilde;o podem ser revertidos por processos de contralavagem [12,13].</p>     <p>O decl&iacute;nio do fluxo de forma irrevers&iacute;vel &eacute; causado principalmente pela adsor&ccedil;&atilde;o de material org&acirc;nico natural (NOM) na superf&iacute;cie ou dentro dos poros da membrana. Esse tipo de entupimento pode apenas ser revertido atrav&eacute;s de tratamentos qu&iacute;micos [14].</p>     <p>Assim, para manter o desempenho da membrana &eacute; necess&aacute;rio realizar regularmente a sua limpeza. Os tratamentos utilizados podem ser f&iacute;sicos, f&iacute;sico-qu&iacute;micos ou qu&iacute;micos.</p>     <p>Os m&eacute;todos f&iacute;sicos de limpeza incluem lavagem hidrodin&acirc;mica ou contralavagem, press&atilde;o de retorno do permeado, bolhas de ar e limpeza autom&aacute;tica com bolas de esponja. Os m&eacute;todos f&iacute;sico-qu&iacute;micos usam m&eacute;todos de limpeza mec&acirc;nica com adi&ccedil;&atilde;o de agentes qu&iacute;micos [15]. A lavagem qu&iacute;mica envolve a dissolu&ccedil;&atilde;o do material a partir da superf&iacute;cie da membrana e v&aacute;rios fatores como temperatura, pH, concentra&ccedil;&atilde;o dos agentes de limpeza, tempo de contato entre a solu&ccedil;&atilde;o e a membrana e as condi&ccedil;&otilde;es operacionais como velocidade de fluxo e press&atilde;o podem afetar o processo de limpeza [16,17].</p>     <p>H&aacute; um grande n&uacute;mero de agentes de limpeza dispon&iacute;veis comercialmente, que podem ser classificados em seis categorias: alcalinos, &aacute;cidos, agentes quelantes, surfactantes, agentes oxidantes e enzimas [18,19]. A escolha do produto de limpeza depende das caracter&iacute;sticas da alimenta&ccedil;&atilde;o, por exemplo, limpeza &aacute;cida &eacute; &uacute;til para remover sais precipitados, tais como CaCO<sub>3</sub>, enquanto a limpeza alcalina &eacute; usada para remover org&acirc;nicos adsorvidos [10].</p>     <p>O uso de agentes oxidantes como NaOCl e per&oacute;xido de hidrog&ecirc;nio em pH elevado s&atilde;o efetivos para remover os materiais org&acirc;nicos depositados na superf&iacute;cie da membrana [20].</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Por&eacute;m, o processo de limpeza ideal n&atilde;o deve apenas ser eficiente contra uma s&eacute;rie de agentes de entupimento, mas suave com a membrana de modo a manter e restaurar suas caracter&iacute;sticas [10]. Assim, a escolha dos m&eacute;todos de limpeza deve considerar a m&aacute;xima efici&ecirc;ncia de limpeza e os menores danos &agrave; membrana e tamb&eacute;m &agrave; instala&ccedil;&atilde;o, dependendo assim dos agentes de entupimento, do material da membrana e da instala&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><B>2. METODOLOGIA</B></p>     <p><B>2.1 An&aacute;lise metalogr&aacute;fica</B></p>     <p>Para an&aacute;lise metalogr&aacute;fica foram feitos corpos de prova de todos os metais estudados, os quais foram embutidos em resina de poli&eacute;ster insaturada de marca RHAI&reg; em tarugo circular com 20 mm de di&acirc;metro por 20 mm de altura. Logo ap&oacute;s, as amostras foram polidas com lixas de granulometria 320, 400, 600 e 1200 mesh respectivamente, seguido por polimento em politriz com pasta de diamante de 0,1 &micro;m.</p>     <p>Ap&oacute;s o polimento os corpos de prova foram atacados na solu&ccedil;&atilde;o de &aacute;cido, inicialmente 5 segundos cada, lavados em &aacute;gua para retirar o excesso de solu&ccedil;&atilde;o e secados com &aacute;lcool e sopro de ar quente. Os corpos de prova foram, ent&atilde;o, observados para verificar a efetividade do ataque e, caso necess&aacute;rio, atacados novamente, repetindo o processo de lavagem, secagem e observa&ccedil;&atilde;o at&eacute; a boa revela&ccedil;&atilde;o da microestrutura.</p>     <p>Para ataque das superf&iacute;cies foi preparada solu&ccedil;&atilde;o contendo 2,4 g de bifluoreto de am&ocirc;nio (NH<sub>4</sub>)HF<sub>2</sub> e 0,6 g de metabissulfito de pot&aacute;sio (K<sub>2</sub>S<sub>2</sub>O<sub>5</sub>) dissolvidos em 20 mL de &aacute;cido clor&iacute;drico e completados at&eacute; 100 mL.</p>     <p>As imagens foram obtidas em microsc&oacute;pio Olympus BX-51 com c&acirc;mera digital QColor 3 acoplada e processadas com o programa ImagePro-Plus, com a ferramenta Extended Field.</p>     <p><b>2.2 Avalia&ccedil;&atilde;o das taxas de corros&atilde;o no efluente e nas solu&ccedil;&otilde;es de lavagem da UF</b></p>     <p>Foram avaliadas as taxas de corros&atilde;o no efluente da ind&uacute;stria de celulose e papel e nas solu&ccedil;&otilde;es normalmente utilizadas para lavagem da planta, que s&atilde;o hidr&oacute;xido de s&oacute;dio, &aacute;cido sulf&uacute;rico e per&oacute;xido de hidrog&ecirc;nio conforme concentra&ccedil;&otilde;es da <a href="#t1">tabela 1</a>. Foi utilizado como eletr&oacute;lito o pr&oacute;prio efluente fornecido pela empresa, e solu&ccedil;&otilde;es dos qu&iacute;micos utilizados como solu&ccedil;&otilde;es de limpeza, sendo o NaOH e o H<sub>2</sub>SO<sub>2</sub> preparados a partir de reagente grau p.a. O per&oacute;xido de hidrog&ecirc;nio foi preparado a partir de amostra de reagente para uso industrial fornecido pela empresa a uma concentra&ccedil;&atilde;o de 35%. O H<sub>2</sub>SO<sub>2</sub> &eacute; utilizado a 0,012 mol/L na limpeza da planta, a concentra&ccedil;&atilde;o de 0,1 mol/L foi utilizada como refer&ecirc;ncia por ser largamente utilizada em estudos sobre corros&atilde;o.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="t1"> <img src="/img/revistas/cpm/v33n4/33n4a03t1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Foram ensaiados a&ccedil;o-carbono AISI 1020, a&ccedil;o inoxid&aacute;vel AISI 304L, a&ccedil;o duplex SAF 2205 provenientes da empresa, do estoque para manuten&ccedil;&atilde;o, e a&ccedil;o inoxid&aacute;vel AISI 316L, proveniente da tubula&ccedil;&atilde;o da planta de ultrafiltra&ccedil;&atilde;o estudada, cortado em regi&atilde;o de metal base, cord&atilde;o de solda e zona termicamente afetada.</p>     <p>Foram medidas as &aacute;reas superficiais de cada corpo de prova met&aacute;lico, na face oposta foi feito um corte para conectar eletricamente a um fio de cobre, em seguida foram embutidos em resinas ep&oacute;xi ou em resina poli&eacute;ster insaturada, configurando-se como os eletrodos de trabalho.</p>     <p>Os eletrodos foram ensaiados em uma c&eacute;lula eletroqu&iacute;mica de tr&ecirc;s eletrodos, sendo utilizado como contra-eletrodo um fio de platina na forma de espiral cuja &aacute;rea geom&eacute;trica foi de 6,28 cm<sup>2</sup>; um eletrodo de refer&ecirc;ncia do tipo calomelano saturado (ECS) e os eletrodos de a&ccedil;o como sendo os de trabalho. Quando utilizadas solu&ccedil;&otilde;es de per&oacute;xido de hidrog&ecirc;nio como eletr&oacute;lito, o contra-eletrodo de platina foi substitu&iacute;do por um contra-eletrodo de grafite.</p>     <p>Para os ensaios, os eletrodos eram lixados com lixa 600, lavados com &aacute;gua destilada e seca em papel macio e neutro e imediatamente colocados na c&eacute;lula eletroqu&iacute;mica e conectados para o in&iacute;cio do ensaio.</p>     <p>A c&eacute;lula eletroqu&iacute;mica, com capacidade de 30 mL, foi preenchida com os eletr&oacute;litos e os tr&ecirc;s eletrodos foram mergulhados nas solu&ccedil;&otilde;es, em condi&ccedil;&otilde;es estacion&aacute;rias, a 25&ordm;C, aeradas e conectada a um potenciostato/galvanostato da marca AUTOLAB, modelo PGSTAT30.</p>     <p>O m&eacute;todo para determina&ccedil;&atilde;o das taxas de corros&atilde;o pelo m&eacute;todo eletroqu&iacute;mico segue a norma ASTM G 59-97. Isto &eacute;, inicialmente foram determinados os potenciais de corros&atilde;o dos materiais em fun&ccedil;&atilde;o do tempo, para cada a&ccedil;o ensaiado nos diferentes eletr&oacute;litos. A temperatura dos eletr&oacute;litos foi mantida constante em 25&ordm;C pela circula&ccedil;&atilde;o de &aacute;gua por uma camisa de termostatiza&ccedil;&atilde;o da c&eacute;lula eletroqu&iacute;mica, atrav&eacute;s de um banho termostatizante da marca Brookfield, modelo TC 501.</p>     <p>Logo ap&oacute;s, foram efetuadas as polariza&ccedil;&otilde;es lineares de +/- 10 mV, em torno do potencial de corros&atilde;o (E<sub>corr</sub>), atrav&eacute;s do potenciostato/ galvanostato, sendo determinada a resist&ecirc;ncia de polariza&ccedil;&atilde;o dos sistemas ensaiados (<i>R<sub>p</sub></i>). Em seguida foram efetuadas polariza&ccedil;&otilde;es an&oacute;dicas e cat&oacute;dicas de +/- 150 mV, onde foram determinadas as constantes de Tafel, an&oacute;dicas e cat&oacute;dicas (&szlig;a e &szlig;c) respectivamente. Por meios destes par&acirc;metros foi poss&iacute;vel determinar as taxas de corros&atilde;o em mm/ano dos materiais met&aacute;licos submersos na fase l&iacute;quida dos eletr&oacute;litos utilizando as equa&ccedil;&otilde;es (1), (2) e (3).</p>     <p><img src="/img/revistas/cpm/v33n4/33n4a03e1.jpg"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/cpm/v33n4/33n4a03e2.jpg"></p>     
<p><img src="/img/revistas/cpm/v33n4/33n4a03e3.jpg"></p>     
<p>Tamb&eacute;m foram medidos os par&acirc;metros de corros&atilde;o dos metais ap&oacute;s um pr&eacute;-tratamento onde o eletrodo permaneceu em banho em NaOH 500 mg/L. Para o pr&eacute;-tratamento o eletrodo era lixado em lixa 600 mesh, lavado com &aacute;gua destilada e secado, para ent&atilde;o ser mergulhado no banho onde permaneceu na 1&ordf; sequ&ecirc;ncia de ensaios por 15 minutos e numa 2&ordf; sequ&ecirc;ncia por 30 minutos. Completado este tempo, o eletrodo foi retirado do banho, lavado com &aacute;gua destilada e delicadamente foi retirado o excesso de &aacute;gua da superf&iacute;cie do eletrodo de trabalho e, posteriormente, foi introduzido na c&eacute;lula eletroqu&iacute;mica para as medi&ccedil;&otilde;es dos par&acirc;metros eletroqu&iacute;micos da corros&atilde;o.</p>     <p>Foi escolhido o tempo de 15 minutos por ser o tempo m&eacute;dio das limpezas qu&iacute;micas realizadas na UF e, como foram relatados que, estavam sendo necess&aacute;rias lavagens mais longas foi deixado o tempo de 30 minutos.</p>     <p><b>2.3 Caracteriza&ccedil;&atilde;o do efluente</b></p>     <p>As caracter&iacute;sticas m&eacute;dias do efluente usado s&atilde;o apresentadas na <a href="#t2">tabela 2</a>.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t2"> <img src="/img/revistas/cpm/v33n4/33n4a03t2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p><B>3. RESULTADOS E DISCUSS&Atilde;O</B></p>     <p><B>3.1 Metalografias</B></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Atrav&eacute;s das metalografias puderam ser vistas as diferen&ccedil;as de microestruturas dos metais estudados, as imagens obtidas podem ser observadas na <a href="#f3">figura 3</a>.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f3"> <img src="/img/revistas/cpm/v33n4/33n4a03f3.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>O a&ccedil;o AISI 1020 apresentou uma granula&ccedil;&atilde;o bem distribu&iacute;da com gr&atilde;os de ferrita e perlita. O a&ccedil;o AISI 304L apresenta a colora&ccedil;&atilde;o azul t&iacute;pica da forma&ccedil;&atilde;o do filme de sulfeto durante o ataque com a solu&ccedil;&atilde;o &aacute;cida de metabissulfito de pot&aacute;ssio com bifluoreto de am&ocirc;nio, que revela uma estrutura austen&iacute;tica, com gr&atilde;os regulares.</p>     <p>Para o a&ccedil;o AISI 316L foram feitos tr&ecirc;s corpos de prova com intuito de diferenciar as microestruturas das regi&otilde;es de metal base, zona afetada pelo calor - ZAC e cord&atilde;o de solda. A microestrutura da regi&atilde;o do metal base, por sofrer deforma&ccedil;&atilde;o mec&acirc;nica durante a forma&ccedil;&atilde;o do tubo apresenta muitas linhas de escorregamento. Na regi&atilde;o afetada pelo calor da soldagem as linhas de escorregamento s&atilde;o reduzidas. No cord&atilde;o de solda a microestrutura &eacute; tipicamente dendr&iacute;tica.</p>     <p>O a&ccedil;o duplex SAF 2205 apresenta uma matriz austen&iacute;tica com lamelas alternadas de ferrita de colora&ccedil;&atilde;o castanha resultantes de processo de lamina&ccedil;&atilde;o. Associada &agrave; ferrita ocorre a fase sigma que permanece branca, pois n&atilde;o &eacute; atacada pelo reativo usado.</p>     <p><b>3.2 Taxas de corros&atilde;o para os diferentes metais em efluente e nas solu&ccedil;&otilde;es de limpeza</b></p>     <p>Atrav&eacute;s dos ensaios eletroqu&iacute;micos puderam ser determinados os valores dos par&acirc;metros eletroqu&iacute;micos de potencial de corros&atilde;o, E<sub>corr</sub>, resist&ecirc;ncia de polariza&ccedil;&atilde;o, <i>R<sub>p</sub></i>, e as constantes de Tafel an&oacute;dicas e cat&oacute;dicas, &szlig;a e &szlig;c, respectivamente.</p>     <p>Para a determina&ccedil;&atilde;o das taxas de corros&atilde;o utilizando as equa&ccedil;&otilde;es 1, 2 e 3 &eacute; necess&aacute;rio conhecer os valores de peso at&ocirc;mico ponderado (por se tratarem de ligas), da densidade do material e da &aacute;rea superficial. Esses dados constam na <a href="#t3">tabela 3</a>.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t3"> <img src="/img/revistas/cpm/v33n4/33n4a03t3.jpg">     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Os valores obtidos para as taxas de corros&atilde;o para os a&ccedil;os estudados em fun&ccedil;&atilde;o dos eletr&oacute;litos s&atilde;o apresentados na <a href="#t4">tabela 4</a> e de forma gr&aacute;fica na <a href ="/img/revistas/cpm/v33n4/33n4a03f4.jpg">Figura 4</a>.</p>     
<p>&nbsp;</p> <a name="t4"> <img src="/img/revistas/cpm/v33n4/33n4a03t4.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Como era de se esperar o a&ccedil;o carbono AISI 1020 foi o que apresentou as maiores taxas de corros&atilde;o em todos os eletr&oacute;litos, efluente e solu&ccedil;&otilde;es de lavagem, tendo tido as maiores taxas no &aacute;cido sulf&uacute;rico 1,56 e 1,26 mm/ano para as concentra&ccedil;&otilde;es de 0,1 mol/L e 0,012 mol/L, respectivamente. Para o a&ccedil;o inoxid&aacute;vel AISI 304L, apesar de menores do que para o AISI 1020, as taxas de corros&atilde;o foram maiores que para o a&ccedil;o AISI 316L (qualquer regi&atilde;o) e para o a&ccedil;o duplex SAF 2205, tamb&eacute;m sendo a pior situa&ccedil;&atilde;o para o &aacute;cido sulf&uacute;rico.</p>     <p>O a&ccedil;o AISI 316L foi analisado em tr&ecirc;s regi&otilde;es, o metal base, a zona afetada pelo calor (ZAC) e o cord&atilde;o de solda. No &aacute;cido sulf&uacute;rico o metal base apresentou taxas de corros&atilde;o superiores &agrave;s regi&otilde;es de ZAC e solda, sendo 40,8% superior &agrave; taxa de corros&atilde;o da regi&atilde;o de ZAC em H<sub>2</sub>SO<sub>2</sub> 0,012 mol/L e 59% superior para a mesma regi&atilde;o em H<sub>2</sub>SO<sub>2</sub> 0,1mol/L.</p>     <p>O a&ccedil;o duplex SAF 2205 foi o que apresentou o melhor desempenho em &aacute;cido sulf&uacute;rico e per&oacute;xido de hidrog&eacute;nio. Comparando apenas os resultados do SAF 2205 em rela&ccedil;&atilde;o ao a&ccedil;o AISI 316L, metal base, as redu&ccedil;&otilde;es nas taxas de corros&atilde;o foram de 34,8% em efluente, 43,7% em H<sub>2</sub>O<sub>2</sub>, 58,6% em H<sub>2</sub>SO<sub>2</sub> 0,012 mol/L, 70,5% em H<sub>2</sub>SO<sub>2</sub> 0,1 mol/L e de 25,6% em NaOH.</p>     <p>Em rela&ccedil;&atilde;o aos eletr&oacute;litos, observa-se que para todos os metais a menor taxa de corros&atilde;o ocorre em NaOH. Para esse eletr&oacute;lito, at&eacute; mesmo a taxa de corros&atilde;o do a&ccedil;o AISI 1020 se encontra na faixa de mil&eacute;simos de mm por ano. Aqui, a menor taxa foi para o a&ccedil;o AISI 304L. No efluente, o a&ccedil;o AISI 1020 apresentou uma taxa de 1.77&times;10-1 mm/ ano, o a&ccedil;o AISI 316L para as regi&otilde;es de ZAC, 3,41&times;10<sup>-3</sup> mm/ano, e 3,75&times;10<sup>-3</sup> mm/ano para o cord&atilde;o de solda, resultados semelhantes aos encontrados para o meio H<sub>2</sub>SO<sub>2</sub> 0,012 mol/L onde os valores foram de 3,27&times;10<sup>-3</sup> mm/ano para ZAC, e 3,76&times;10<sup>-3</sup> mm/ano para o cord&atilde;o de solda. Para o AISI 316L metal base os valores s&atilde;o pr&oacute;ximos em efluente, 3,33&times;10<sup>-3</sup> mm/ano, mas superior em H<sub>2</sub>SO<sub>2</sub> 0,012 mol/L, 5,53&times;10<sup>-3</sup> mm/ ano. No efluente, o a&ccedil;o AISI 304L foi o que apresentou a menor taxa de corros&atilde;o, 1,59&times;10<sup>-3</sup> mm/ano.As maiores taxas de corros&atilde;o ocorreram em meio de &aacute;cido sulf&uacute;rico. Um comparativo dessas taxas pode ser visto nas <a href="#f5">figuras 5</a> e <a href="#f6">6</a>.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f5"> <img src="/img/revistas/cpm/v33n4/33n4a03f5.jpg">     
<p>&nbsp;</p> <a name="f6"> <img src="/img/revistas/cpm/v33n4/33n4a03f6.jpg">     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Observa-se que as taxas de corros&atilde;o para o AISI 1020 s&atilde;o elevadas em ambas as concentra&ccedil;&otilde;es do &aacute;cido, cujos valores s&atilde;o de 1,26 mm/ano e 1,56 mm/ano, respectivamente. Constata-se que houve um aumento de 23,8% nas taxas de corros&atilde;o com o acr&eacute;scimo de aproximadamente 10 vezes na concentra&ccedil;&atilde;o do H<sub>2</sub>SO<sub>2</sub>. Entretanto, para o a&ccedil;o AISI 316L utilizado pela empresa a percentagem foi de 47,9% de acr&eacute;scimo nas taxas de corros&atilde;o. Isto mostra que o aumento da concentra&ccedil;&atilde;o do &aacute;cido causou maior corros&atilde;o nos a&ccedil;os com elementos de liga do que uma liga Fe-C. Entre os a&ccedil;os ligados, o AISI 304L sofre mais corros&atilde;o do que o AISI 316L e o SAF 2205 em meio de &aacute;cido sulf&uacute;rico.</p>     <p>O a&ccedil;o SAF 2205 foi aquele que apresentou as menores taxas de corros&atilde;o nas diferentes concentra&ccedil;&otilde;es do &aacute;cido, sendo que houve um acr&eacute;scimo de 4,8% na taxa de corros&atilde;o com o aumento de 10 vezes na concentra&ccedil;&atilde;o do &aacute;cido. Esta corros&atilde;o mais baixa pode ser explicada pela maior concentra&ccedil;&atilde;o de cromo na liga, em torno de 23%, o que aumentou a sua resist&ecirc;ncia ao ataque qu&iacute;mico do a&ccedil;o.</p>     <p>Observa-se que o a&ccedil;o AISI 316L (MB) apresenta maior taxa de corros&atilde;o que as demais regi&otilde;es em ambas as concentra&ccedil;&otilde;es. Possivelmente o encruamento das paredes dos tubos de a&ccedil;o AISI 316L (MB) pelo processo de fabrica&ccedil;&atilde;o &eacute; respons&aacute;vel por essa diferen&ccedil;a, uma vez que ao passar pelo processo de soldagem, a zona afetada pelo calor sofre um al&iacute;vio de tens&otilde;es proporcionando uma diminui&ccedil;&atilde;o nas taxas de corros&atilde;o. J&aacute; a ZAC e a solda apresentam taxas de corros&atilde;o muito pr&oacute;ximas, principalmente, para a solu&ccedil;&atilde;o de 0,1 mol/L de H<sub>2</sub>SO<sub>2</sub>. Entretanto, para a solu&ccedil;&atilde;o de 0,012 mol/L observa-se um pequeno acr&eacute;scimo na taxa de corros&atilde;o da solda devido, possivelmente, a menor quantidade de cromo (~0,6%) na solda do que no a&ccedil;o AISI 316L (MB).</p>     <p>A limpeza da planta da empresa pelo &aacute;cido sulf&uacute;rico com concentra&ccedil;&atilde;o de 0,012 mol/L &eacute; agressiva para os a&ccedil;os AISI 1020 e AISI 304L e n&atilde;o &eacute; recomendado o uso desses materiais. Por outro lado, para o a&ccedil;o AISI 316L, empregado atualmente na planta, apresentou taxas de corros&atilde;o m&eacute;dia de 0,0041 mm/ano nas tr&ecirc;s regi&otilde;es, o que &eacute; muito boa; sendo que o a&ccedil;o SAF 2205 pode ser considerado como uma alternativa de material para esta finalidade.</p>     <p>Dos eletr&oacute;litos estudados o que apresentou a segunda maior taxa de corros&atilde;o foi o pr&oacute;prio efluente da planta, esses resultados s&atilde;o apresentados na <a href="#f7">figura 7</a>.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f7"> <img src="/img/revistas/cpm/v33n4/33n4a03f7.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Observa-se na <a href="#f7">figura 7</a> que a taxa de corros&atilde;o do a&ccedil;o AISI 1020 &eacute; superior &agrave; do a&ccedil;o AISI 304L, isto &eacute;, uma taxa de 1,77&times;10-1 mm/ano para o a&ccedil;o AISI 1020 contra 1,59&times;10<sup>-3</sup> mm/ano em efluente. Este valor &eacute; aproximadamente 110 vezes inferior demonstrando a necessidade de se trabalhar com a&ccedil;os inoxid&aacute;veis.</p>     <p>A taxa de corros&atilde;o entre os a&ccedil;os no efluente mostra que o a&ccedil;o AISI 304L apresentou melhor resultado que o a&ccedil;o SAF 2205 e o AISI 316L (metal de base) empregado na empresa.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O melhor desempenho do a&ccedil;o AISI 304L em efluente e com pH pr&oacute;ximo de 7,0, pode estar relacionado com a quantidade de cr&oacute;mio na sua composi&ccedil;&atilde;o, visto que o a&ccedil;o AISI 304L apresentou em ensaio de EDX 18,46% de Cr, enquanto que o a&ccedil;o AISI 316L apresenta uma quantidade de 17,12% de Cr.</p>     <p>Para este mesmo meio, o comportamento do a&ccedil;o AISI 316L do metal base, da ZAC e da solda apresentam uma pequena varia&ccedil;&atilde;o nas taxas de corros&atilde;o. Estas taxas apresentam valores crescentes, como &eacute; observado na <a href="#t4">tabela 4</a>, isto &eacute;, 3,33&times;10<sup>-3</sup> mm/ano para o metal base, 3,41&times;10<sup>-3</sup> mm/ ano para a ZAC e finalmente 3,75&times;10<sup>-3</sup> mm/ano para a regi&atilde;o da solda.</p>     <p>Observa-se que a microestrutura do a&ccedil;o AISI 316L (MB) apresentado na <a href="#f3">figura 3(c)</a> e da ZAC mostrada na <a href="#f3">figura 3(d)</a> s&atilde;o semelhantes e suas composi&ccedil;&otilde;es qu&iacute;micas contendo Cr e Ni tamb&eacute;m s&atilde;o pr&oacute;ximas, isto &eacute;, 17,12% de Cr e de 10,09% de Ni para o 316L (MB) e de 17,04% de Cr e de 10,03% de Ni para a ZAC. Isto pode explicar as taxas de corros&atilde;o muito pr&oacute;ximas para a (MB) e a ZAC. Por outro lado, a regi&atilde;o de solda apresenta uma microestrutura diferente das demais, como pode ser visto na <a href="#f3">figura 3(e)</a>, onde se observa uma microestrutura dendr&iacute;tica. Tamb&eacute;m a composi&ccedil;&atilde;o qu&iacute;mica da solda apresenta uma quantidade de cromo mais baixa que ao do (MB) e da ZAC, isto &eacute;, 16,5% de Cr e 10,83% de Ni, sendo que a quantidade de n&iacute;quel da regi&atilde;o da solda &eacute; pr&oacute;ximas &agrave;s demais regi&otilde;es. Desta forma, a menor quantidade de Cr da solda &eacute; possivelmente respons&aacute;vel pelo pequeno aumento da taxa de corros&atilde;o da solda no efluente.</p>     <p>O a&ccedil;o SAF 2205 apresentou uma taxa de corros&atilde;o intermedi&aacute;ria entre o a&ccedil;o AISI 304L e o AISI 316L. Embora este a&ccedil;o apresente uma maior quantidade de cr&oacute;mio na sua composi&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o os a&ccedil;os AISI 304L e AISI 316L, 23,0% de Cr e 4,7% de Ni [23]. Observa-se que uma maior concentra&ccedil;&atilde;o de cr&oacute;mio n&atilde;o diminuiu a taxa de corros&atilde;o neste meio, isto porque, a microestrutura apresentada na <a href="#f3">figura 3(f)</a> indica um material polif&aacute;sico composto por ferrita, austenita e a fase sigma. &Eacute; conhecido que materiais polif&aacute;sicos formam micro-c&eacute;lulas galv&acirc;nicas que podem, como conseq&uuml;&ecirc;ncia, aumentar as taxas de corros&atilde;o.</p>     <p>Constatou-se que o efluente n&atilde;o &eacute; agressivo para os a&ccedil;os inoxid&aacute;veis ensaiados, pois suas taxas de corros&atilde;o encontram-se na m&eacute;dia de 0,0023 mm/ano, que podem ser consideradas como muito boas. Entretanto, para o a&ccedil;o AISI 1020, o efluente pode ser considerado pouco agressivo com taxa de corros&atilde;o pouco satisfat&oacute;ria.</p>     <p>As solu&ccedil;&otilde;es de limpeza H<sub>2</sub>O<sub>2</sub> e NaOH apresentaram as menores taxas de corros&atilde;o.</p>     <p><b>3.3 Taxas de corros&atilde;o para os diferentes metais ap&oacute;s pr&eacute;-tratamento</b></p>     <p>Devido &agrave;s baixas taxas de corros&atilde;o alcan&ccedil;adas na solu&ccedil;&atilde;o alcalina de 500 mg/L de NaOH foram ensaiados duas situa&ccedil;&otilde;es de pr&eacute;-tratamento em NaOH seguido de ataque em &aacute;cido sulf&uacute;rico e seguido de ataque em efluente. Foram ensaiados apenas o a&ccedil;o AISI 1020 e o AISI 316L, nas regi&otilde;es do metal base, ZAC e solda. Os resultados das taxas de corros&atilde;o s&atilde;o apresentados na <a href="#t5">tabela 5</a>.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t5"> <img src="/img/revistas/cpm/v33n4/33n4a03t5.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Comparativos das taxas de corros&atilde;o ap&oacute;s o pr&eacute;-tratamento em NaOH e ataques em H<sub>2</sub>SO<sub>2</sub> 0,012 mol/L e efluente podem ser vistos nas <a href="#f8">figuras 8</a> e <a href="#f9">9</a>, respectivamente.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f8"> <img src="/img/revistas/cpm/v33n4/33n4a03f8.jpg">     
<p>&nbsp;</p> <a name="f9"> <img src="/img/revistas/cpm/v33n4/33n4a03f9.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Observa-se que a taxa de corros&atilde;o do AISI 1020 em 0,012 mol/L apresentou um valor de 1,26 mm/ano e ensaiado ap&oacute;s o pr&eacute;tratamento em NaOH decai para 0,30 mm/ano para o pr&eacute;-tratamento por 15 minutos e para 0,77 mm/ano para o de 30 minutos, mostrando que o pr&eacute;-tratamento influencia nas taxas de corros&atilde;o para o AISI 1020.</p>     <p>Para o AISI 316L, com pr&eacute;-tratamento de 15 minutos, as taxas de corros&atilde;o diminu&iacute;ram para a regi&atilde;o do metal base e ZAC, mas n&atilde;o houve altera&ccedil;&atilde;o na taxa da solda. Com pr&eacute;-tratamento de 30 minutos, as taxas de corros&atilde;o aumentaram para as tr&ecirc;s regi&otilde;es do AISI 316L. O filme formado pelo pr&eacute;-tratamento de 15 minutos resistiu ao ataque qu&iacute;mico do &aacute;cido durante o per&iacute;odo das medidas eletroqu&iacute;micas, nas condi&ccedil;&otilde;es estacion&aacute;rias do eletr&oacute;lito.</p>     <p>Observa-se que as taxas de corros&atilde;o dos diferentes a&ccedil;os diminu&iacute;ram ap&oacute;s os pr&eacute;-tratamentos em NaOH por 15 e 30 minutos no efluente pela forma&ccedil;&atilde;o de filme passivante.</p>     <p>Para o AISI 1020 a taxa passou de 0,17 mm/ano para 0,016 mm/ano, aproximadamente 10 vezes menor. Para o AISI 316L do metal base passou de 3,33&times;10<sup>-3</sup> mm/ano para 1,63&times;10<sup>-3</sup> mm/ano para o pr&eacute;-tratamento de 15 minutos e para 1,40&times;10<sup>-3</sup> mm/ano para o pr&eacute;-tratamento de 30 minutos.</p>     <p>O pr&eacute;-tratamento de 30 minutos foi eficiente, pois as taxas de corros&atilde;o diminu&iacute;ram nas tr&ecirc;s regi&otilde;es investigadas, entretanto, o efeito da presen&ccedil;a do filme foi mais eficiente sobre a regi&atilde;o da solda, como pode ser visto na <a href="#f9">figura 9</a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><B>4. CONCLUS&Otilde;ES</B></p>     <p>O a&ccedil;o AISI 1020 est&aacute; descartado como material para constru&ccedil;&atilde;o de componentes de plantas de ultrafiltra&ccedil;&atilde;o, pois possui elevadas taxas de corros&atilde;o, em H<sub>2</sub>SO<sub>2</sub> 0,012 mol/L e no efluente.</p>     <p>O a&ccedil;o AISI 304L apresenta bom desempenho no efluente, mas a sua corros&atilde;o &eacute; insatisfat&oacute;ria em H<sub>2</sub>SO<sub>2</sub> 0,012 mol/L.</p>     <p>As taxas de corros&atilde;o do a&ccedil;o AISI 316L nas regi&otilde;es do metal base (MB), ZAC e na solda apresentam baixas taxas de corros&atilde;o no efluente e em todos os agentes qu&iacute;micos de limpeza da planta. O metal base do AISI 316L apresentou maiores taxas de corros&atilde;o que a ZAC e solda devido, provavelmente, ao processo de fabrica&ccedil;&atilde;o dos tubos.</p>     <p>O a&ccedil;o inoxid&aacute;vel duplex SAF 2205 apresentou bom comportamento em todos os eletr&oacute;litos estudados, tendo as menores taxas de corros&atilde;o nos meios de &aacute;cido sulf&uacute;rico e per&oacute;xido de hidrog&ecirc;nio, e tornou-se um material alternativo para constru&ccedil;&atilde;o de planta de ultrafiltra&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>As taxas de corros&atilde;o podem ser maiores na planta devido &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es hidrodin&acirc;micas do fluxo do efluente, e n&atilde;o puderam ser comprovadas nesse estudo.</p>     <p>Todos os a&ccedil;os estudados neste trabalho sofrem um processo de passiva&ccedil;&atilde;o em 500 mg/L de NaOH, assim, a sequ&ecirc;ncia mais indicada para limpeza seria inicio com H<sub>2</sub>O<sub>2</sub>, seguido por H<sub>2</sub>SO<sub>2</sub> e, finalmente, por NaOH, com um curto intervalo de tempo entre as limpezas.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><B>REFER&Ecirc;NCIAS</B></p>     <!-- ref --><p>[1] D. L. Bachmann, O Papel, 70, 57-61 (2009).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S0870-1164201400030000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>[2] Dados do setor. (Estat&iacute;stica Bracelpa), (<a href="http://bracelpa.org.br/bra2/sites/default/files/estatisticas/booklet.pdf" target="_blank">http://bracelpa.org.br/bra2/sites/default/files/estatisticas/booklet.pdf</a>). Acesso em 15/03/2014.</p>     <!-- ref --><p>[3] J. L. L. Andrioni, (Fabrica&ccedil;&atilde;o de papel – m&aacute;quina de papel), 2&ordf; Ed., SENAI, Curitiba, Brasil (2009).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000145&pid=S0870-1164201400030000300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[4] S. R. Lautenschlager, (Otimiza&ccedil;&atilde;o do processo de ultrafiltra&ccedil;&atilde;o no tratamento avan&ccedil;ado de efluentes e &aacute;guas superficiais), Tese apresentada para obten&ccedil;&atilde;o do grau de doutor, Escola Polit&eacute;cnica da Universidade de S&atilde;o Paulo, S&atilde;o Paulo, Brasil (2006).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S0870-1164201400030000300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[5] V. M. Grieco, (Tratamento de efluentes l&iacute;quidos industriais), ABTCP, S&atilde;o Paulo, Brasil (1995).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000149&pid=S0870-1164201400030000300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[6] L. D. Bernardo e A. D. B. Dantas, (M&eacute;todos e t&eacute;cnicas de tratamento de &aacute;gua), 2&ordf; Ed., S&atilde;o Carlos, S&atilde;o Paulo, Brasil (2005).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000151&pid=S0870-1164201400030000300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>[7] A. M. Springer, (Industrial Environmental Control – pulp and paper industry), 3rd Ed., Tappi Press, Atlanta, USA (2000).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000153&pid=S0870-1164201400030000300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[8] R. W. Baker, (Membrane technology and application), 2nd Ed., John Wiley & Sons, Chichester, USA (2004).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000155&pid=S0870-1164201400030000300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[9] W. J. Koros, Y. H. Ma and T. Shimidzu, J. Membr. Sci., 120, 149-159 (1996).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000157&pid=S0870-1164201400030000300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[10] A. Al-Amoudi and R. W. Lovitt, J. Membr. Sci., 303, 4-28 (2007).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000159&pid=S0870-1164201400030000300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[11] G. B. Van den Berg, (Concentration polarization in ultrafiltration - models and experiments), PhD-thesis, UTwente, Enschede (1988).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000161&pid=S0870-1164201400030000300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>[12] G. E. Wetterau, M. M. Clark and C. Anselme, J. Membr. Sci., 109, 185-205 (1996).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000163&pid=S0870-1164201400030000300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[13] A. R. Roudman and F. A. Digiano, J. Membr. Sci., 175, 61-73 (2000).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000165&pid=S0870-1164201400030000300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[14] M. Cheryan, (Ultrafiltration Handbook), Technomic, Lancaster, Pensilv&acirc;nia, USA (1986).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000167&pid=S0870-1164201400030000300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[15] S. Ebrahim, Desalination, 96, 225-238 (1994).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000169&pid=S0870-1164201400030000300014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[16] T. Mohammadi, S. S. Madaeni and M. K. Moghadam, Desalination, 155, 153–160 (2003).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000171&pid=S0870-1164201400030000300015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>[17] J. P. Chen, S. L. Kim and Y. P. Ting, J. Membr. Sci., 219, 27-45 (2003).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000173&pid=S0870-1164201400030000300016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[18] H. Lee et al., Pergamon, 35, 3301-3308 (2001).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000175&pid=S0870-1164201400030000300017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[19] G. Morel. et al., J. Membr. Sci., 134, 47-57 (1997).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000177&pid=S0870-1164201400030000300018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[20] A. Farooque, A. Al-Amoudi and A. M. Hassan, (Chemical cleaning experiments for performance restoration of NF membranes operated on seawater feed) in Proceedings of IDA Conference, Manama, Bahrain (2002).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000179&pid=S0870-1164201400030000300019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[21] D. A. Jones, (Principles and prevention of corrosion) MacMillan, New York (1992).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000181&pid=S0870-1164201400030000300020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>[22] T. M. Buck, (Methods of surface analysis), Vol. I, (A.W. Czandera, ed.), Elsevier, New York, USA (1975).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000183&pid=S0870-1164201400030000300021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>[23] A. B. M. da Silva, (Estudo de corros&atilde;o dos a&ccedil;os 1020, inoxid&aacute;veis e d&uacute;plex SAF 2205 em planta de evapora&ccedil;&atilde;o do licor de cozimento do processo Kraft em ind&uacute;stria de celulose e papel), Disserta&ccedil;&atilde;o apresentada para obten&ccedil;&atilde;o do grau de mestre, Departamento de Engenharia e Ci&ecirc;ncia dos Materiais, Universidade Estadual de Ponta Grossa, Brasil (2013).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000185&pid=S0870-1164201400030000300022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Artigo submetido em Agosto de 2014 e aceite em Novembro de 2014</p>      ]]></body><back>
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