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</front><body><![CDATA[ <p align="left" ><b>XXVIII: <i>Allium ericetorum</i>Thore e<i>Gentiana pneumonanthe</i>    L. no Superdistrito Sadense, nova área de distribuição em Portugal continental.</b></p>        <p>O<i>Allium ericetorum</i> é um endemismo europeu que, em Portugal, apresenta    uma área de distribuição claramente eurossiberiana. O conhecimento da sua corologia,    no nosso território, resumia-se até à data às áreas de altitude do Sector Galaico-português,    onde ocorre em áreas de urzais higrófilos. O seu aparecimento no Superdistrito    Sadense é surpreendente, pois representa uma disjunção apreciável na sua área    de distribuição. É provavelmente um relíquia climática interestadial (glacial)    pleistocénica de menor mediterraneidade ou eventualmente correspondente ao período    Atlântico da classificação estratigráfica holocénica de Blytt-Sernander.</p>     <p>No Sado registou-se a presença de <i>Allium ericetorum</i> nos solos turfosos do Moinho da Ordem (Claros). A sua ocorrência regista-se nos urzais higrófilos do Sado, <i>Cirsio welwitschii-Ericetum ciliaris</i>.</p>      <p>Quanto à <i>Gentiana pnemonanthe</i>, a sua presença em Portugal era conhecida    para o Minho, Beira Litoral e Serra da Estrela. O óptimo das populações galaico-portuguesas    e estrelenses situa-se nas comunidades da aliança <i >Genistion micrantho-anglicae.</i>    Os exemplares do Sado apresentam o seu óptimo no urzal higrófilo representativo    desta aliança - <i>Cirsio welwitschii-Ericetum ciliaris</i>.</p>      <p>Assim, a presença destas duas espécies no Superdistrito Sadense apresenta uma enorme significado na história da evolução quaternária da vegetação portuguesa. A protecção das populações sadenses das duas espécies, assim como das comunidades vegetais nas quais apresentam o seu óptimo, adquire especial importância e deve ser considerada nos planos de gestão.</p>       <p>&nbsp;</p>     <p><b>Carlos Neto</b>; Centro de Estudos Geográficos. Universidade de Lisboa.    Lisboa. <b>Jorge Capelo</b>; Departamento de Ecologia, Recursos Naturais e Ambiente.    Estação Florestal Nacional. INIA. Lisboa. <b>Rute Caraça</b>; Centro de Botânica    Aplicada à Agricultura. Universidade Técnica de Lisboa. Lisboa</p>        ]]></body>
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