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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Utilização Potencial do Lenho de Acacia melanoxylon: a Crescer em Povoamentos Puros ou Mistos com Pinus pinaster - pela Indústria Florestal Portuguesa]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Wood Potential Use of Acacia melanoxylon Growing in Pure or Mixed Stands with Pinus pinaster by the Portuguese Forest Industry]]></article-title>
<article-title xml:lang="fr"><![CDATA[Utilisation Potentielle du Bois d'Acacia melanoxylon en Peuplements Purs ou Mixtes avec Pinus pinaster par l'Industrie Forestière Portugaise]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Acacia melanoxylon R. Br. (Blackwood) grows well in Portugal, in pure or mixed stands with Pinus pinaster Aiton though it faces strong ecological and legal constraints. In spite of some difficulties, for instance with drying, Blackwood timber is used for furniture and craft wood products due mainly to its texture and dark colour. It can also be used for pulp, being planted in many countries for that purpose along with Acacia mangium and A. dealbata. Its pulping and paper making potential have been studied by several authors (Clark et al., 1991; Guigan et al., 1991; Furtado, 1994; Gil et al., 1999; Paavilainen, 2000; Santos et al., 2002; Santos et al., 2006). Forest industry in Portugal depends strongly on maritime pine and eucalypt, with the consequent negative competition between the various industries for the same raw material. In Portugal there are many spontaneous stands with Acacia species, namely A. dealbata and A. melanoxylon. While A. dealbata species is considered a problem (at ecological level), A. melanoxylon is well adapted to Portuguese conditions. Therefore, it should be considered as an alternative raw material for sawmills and pulp industry and can prevent large monoculture areas therefore minimizing the risk of fire. Diameter annual increment of acacia (0.89 cm.ano-1) exceeds maritime pine (0.58 to 0.85 cm.ano-1) (Tavares et al., 2004) and comes close to eucalypt (0.84 to 0.96 cm.ano-1) (Tomé et al., 2001). Acacia solid wood properties (Average density ± sd - 650 kg.m-3 ± 75, Average bending strength ± sd - 146 N.mm-2 ± 24, Average modulus of elasticity ± sd - 14200 N.mm-2 ± 2160 and Average axial compression strength ± sd - 61 N.mm-2 ± 7) allow this species to be considered as an alternative to maritime pine (630 kg.m-3 ± 75, 130 N.mm-2 ± 33, 10500 N.mm-2 ± 3590 and 47 N.mm-2 ± 10) (Machado e Cruz, 2005). Maritime pine and acacia woods can be, in general, classified as light to medium density showing medium strength and stiffness. Maritime wood pine quality shows a high variability being its potential claimed from data obtained from high quality forest stands (Machado e Cruz, 2005). Concerning papermaking potential, at a given drainage resistance (30 ºSR), the papers produced with acacia present higher apparent densities than eucalypt (0.80 to 0.66 g/cm³) (Santos et al., 2004). This is due to the lower coarseness and higher flexibility and collapsibility of its fibers (Santos et al., 2006). Despite the slightly higher fiber length, this fiber leads to papers with good relationship of light scattering and smoothness, together with good tensile strength and at low refining energy consumption. This behavior demonstrates that acacia fibers show an interesting potential use, at least in conjunction with eucalypt fibers for writing and printing paper. This paper concerns analysis of acacia's potential as raw material source for Portuguese industry (as solid wood and pulp and paper), getting together information from forest management, wood and fiber quality. It will be using knowledge acquired from previous research projects and preliminary results from an ongoing research on A. melanoxylon from mixed (with P. pinaster) or pure stands in the north of Portugal.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="fr"><p><![CDATA[L'Acacia melanoxylon R. Br. (acacia australie ou australie) grandit bien au Portugal, en peuplements purs ou mixtes avec Pinus pinaster Aiton, malgré de fortes contraintes écologiques et légales. Outre quelques difficultés, par exemple au séchage, le bois d'Australie est utilisé en ameublement et produits manufacturés, principalement, grâce à sa texture et couleur foncée. Il peut aussi être utilisé en fabrication de pâte à papier et était planté dans plusieurs pays à cette fin joint à Acacia mangium et A. dealbata. Son potentiel papetier a été étudié par des auteurs divers (Clark et al., 1991; Guigan et al., 1991; Furtado, 1994; Gil et al., 1999; Paavilainen, 2000; Santos et al., 2002; Santos et al., 2006). L'industrie forestière au Portugal dépend fortement du pin maritime et de l'eucalyptus, avec pour conséquence une compétition négative, entre les diverses industries, pour la même matière première. Au Portugal beaucoup de peuplements spontanés d'acacia existent, nommément A. dealbata et A. melanoxylon. Tandis que l'A. dealbata est considérée comme étant un problème écologique, l'A. melanoxylon ne l'est pas et est bien adaptée aux conditions portugaises. Pour ce motif elle pourrait être considérée comme une essence productrice de matière première alternative pour les scieries et l'industrie papetière, et pourrait éviter les larges surfaces de monoculture et minimiser le risque d'incendie. L'accroissement annuel en diamètre de l'acacia (0,89 cm.ano-1) excède celui du pin maritime (0,58 a 0,85 cm.ano-1) (Tavares et al., 2004) et s'approche de celui de l'eucalyptus (0,84 a 0,96 cm.ano-1) (TomÉ et al., 2001). Les propriétés du bois solide d'acacia (Densité moyenne - 650 kg.m-3 ± 75, Résistance moyenne à la flexion ± sd - 146 N.mm-2 ± 24, Module d'élasticité moyen ± sd - 14200 N.mm-2 ± 2160 et Résistance moyenne à la compression axiale ± sd - 61 N.mm-2 ± 7) permettent de la considérer comme une essence alternative au pin maritime (630 kg.m-3 ± 75, 130 N.mm-2 ± 33, 10500 N.mm-2 ± 3590 e 47 N.mm-2 ± 10) (Machado e Cruz, 2005). Les bois de pin maritime et d'acacia peuvent être, en général, classés de faible à moyenne densité, de moyenne résistance et rigidité. La qualité du pin est très variable, son potentiel étant reconnu à partir de donnés provenant de peuplements de qualité élevée (Machado e Cruz, 2005). Par rapport au potentiel papetier, pour une certaine résistance au drainage (30 ºSR), les papiers produits à partir d'acacia présentent des densités apparentes plus élevées que celles d'eucalyptus (0,80 to 0,66 g/cm³) (Santos et al., 2004). Ceci est dû à la masse linéaire inférieur et à une flexibilité et colapsabilité plus élevées des fibres (Santos et al., 2006). Malgré la longueur légèrement plus grande des fibres, elle produit des papiers de bon rapport entre la dispersion de lumière et le lissage, de plus elle présente une bonne résistance à la traction et a de bas niveaux de consommation d'énergie pendant le raffinage. Ce comportement démontre que les fibres d'acacia présentent un potentiel d'utilisation intéressant, au moins quand elles sont utilisées avec les fibres d'eucalyptus, pour la production de papier d'impression et d'écriture. Cet article traite de l'analyse du potentiel de l'acacia comme source de matière première pour l'industrie Portugaise (comme bois solide et de pâte à papier), en réunissant de l'information de la gestion forestière, de la qualité du bois et de la fibre. A cette fin ont été utilisés la connaissance acquise lors de projets de recherche antérieurs ainsi que des résultats préliminaires de la recherche en cours sur A. melanoxylon provenant de peuplements mixtes (avec P. pinaster) et purs, au nord de Portugal.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="center"  ><b >Utilização Potencial do Lenho de <i>Acacia melanoxylon</i>    - a Crescer em Povoamentos Puros ou Mistos com <i>Pinus pinaster</i> - pela    Indústria Florestal Portuguesa</b></p>     <p align="center"  ><b >António Santos*<sup>1,4</sup> Andreia Teixeira*<sup>1,5</sup>    Ofélia Anjos**<sup>2,6</sup>, Rogério Simões***<sup>4</sup>, Lina Nunes****<sup>3</sup>,    José S. Machado****<sup>3</sup> e Mário Tavares*****<sup>1</sup></b></p>     <p align="center">*Engenheiros Florestais</p>     <p align="center">*****Investigador Principal</p>     <p align="center"><sup>1</sup>Estação Florestal Nacional. Departamento de Silvicultura    e Produtos Florestais, Quinta do Marquês, 2780-159 OEIRAS</b ></p>     <p align="center" >**Professora Adjunta</p>     <p align="center" ><sup>2</sup>Escola Superior Agrária de Castelo Branco. 6001-909    CASTELO BRANCO</b></p>     <p align="center">****Investigador Auxiliar</p>     <p align="center"><sup>3</sup>Laboratório Nacional de Engenharia Civil. Av. do    Brasil 101, 1700-066 LISBOA</p>     <p align="center">***Professor Associado</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><sup>4</sup> Universidade da Beira Interior, 6201-001 COVILHÃ</p>     <p align="center" ><sup>5</sup>Instituto Superior de Agronomia. Grupo de Inventariação    e Modelação, Tapada da Ajuda, 1349-017 LISBOA</p>     <p align="center" ><sup>6</sup>Instituto Superior de Agronomia. Centro de Estudos    Florestais, Tapada da Ajuda, 1349-017 LISBOA</p>      <p>&nbsp;</p>       <p>&nbsp;</p>      <p align="justify"><b>Sumário.</b> A <i>Acacia melanoxylon</i> R. Br. (acácia-austrália    ou austrália) cresce bem em Portugal, em povoamentos puros ou mistos com <i>Pinus    pinaster</i> Aiton, ainda que apresente fortes constrangimentos ecológicos e    legais.</p>     <p align="justify">Apesar de algumas dificuldades, por exemplo na secagem, a madeira    de austrália é usada em mobiliário e produtos manufacturados devido, principalmente,    à sua textura e cor escura. Pode também ser usada para pasta, sendo plantada    em muitos países com esse propósito juntamente com <i>Acacia mangium</i> e <i >A.    dealbata</i>. O seu potencial papeleiro tem sido estudado por vários autores    (Clark <i>et al</i>., 1991; Guigan <i>et al</i>., 1991; Furtado, 1994; Gil <i>et    al</i>., 1999; Paavilainen, 2000; Santos <i>et al</i>., 2002; Santos <i>et al</i>.,    2006).</p>     <p align="justify">A indústria florestal em Portugal depende fortemente do pinheiro-bravo    e do eucalipto, com a consequente competição negativa, entre as várias indústrias,    para a mesma matéria-prima.</p>     <p align="justify">Em Portugal existem muitos povoamentos espontâneos com acácia,    nomeadamente <i >A. dealbata</i> e<i > A. melanoxylon</i>. Enquanto a <i >A. dealbata</i> é considerada    um problema ecológico, a <i >A. melanoxylon</i> não o é e está bem adaptada    às condições portuguesas. Por este motivo poderá ser considerada uma espécie    produtora de matéria-prima alternativa das serrações e da indústria papeleira,    e poderá evitar largas áreas de monocultura e minimizar o risco de incêndio.</p>     <p align="justify">O acréscimo anual em diâmetro da acácia (0,89 cm.ano<sup>-1</sup>)    excede o do pinheiro-bravo (0,58 a 0,85 cm.ano<sup>-1</sup>) (Tavares <i >et    al</i>., 2004) e aproxima-se do eucalipto (0,84 a 0,96 cm.ano<sup>-1</sup>)    (Tomé <i>et al.,</i> 2001).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"  >As propriedades da madeira sólida de acácia (Massa volúmica    média - 650 kg.m<sup>-3</sup> ± 75, Tensão média de rotura à flexão ± <i >sd</i>    - 146 N.mm<sup>-2</sup> ± 24, Módulo de elasticidade médio ± <i >sd</i> - 14200 N.mm<sup>-2</sup> ± 2160 e Tensão média de rotura à compressão    axial ± <i >sd</i> - 61 N.mm<sup>-2</sup> ± 7) permitem considerá-la uma espécie    alternativa ao pinheiro-bravo (630 kg.m<sup>-3</sup> ± 75, 130 N.mm<sup>-2</sup>    ± 33, 10500 N.mm<sup>-2</sup> ± 3590 e 47 N.mm<sup>-2</sup> ± 10) (Machado e    Cruz, 2005).</p>     <p align="justify"  >As madeiras de pinheiro-bravo e de acácia podem ser, em geral,    classificadas como de fraca a média densidade, de média resistência e rigidez.    A qualidade do pinho é muito variável, sendo o seu potencial reconhecido a partir    de dados provenientes de povoamentos de elevada qualidade (Machado e Cruz, 2005).</p>     <p align="justify"  >Relativamente ao potencial papeleiro, para uma dada resistência    à drenagem (30 ºSR), os papeis produzidos a partir de acácia apresentam densidades    aparentes mais elevadas que as de eucalipto (0,80 to 0,66 g/cm<sup>3</sup>)    (Santos <i >et al.</i>, 2004). Isto é devido à menor massa linear e mais elevada    flexibilidade e colapsabilidade das suas fibras (Santos <i>et al</i>., 2006).</p>     <p align="justify">Apesar do ligeiramente maior comprimento de fibra, esta produz    papeis com boa relação entre a dispersão de luz e a lisura, ainda com boa resistência    à tracção e a baixos níveis de consumo de energia na refinação. Este comportamento    demonstra que as fibras de acácia apresentam um potencial de utilização interessante,    pelo menos quando usadas juntamente com fibras de eucalipto na produção de papel    para impressão e escrita.</p>     <p align="justify">Este artigo diz respeito à análise do potencial da acácia como    fonte de matéria-prima para a indústria Portuguesa (como madeira sólida e pasta    e papel), reunindo informação da gestão florestal, da qualidade da madeira e    da fibra. Será usado conhecimento adquirido em projectos de investigação anteriores    e resultados preliminares da investigação em curso sobre <i>A. melanoxylon</i>    proveniente de povoamento mistos (com <i >P. pinaster</i>) e puros, no norte    de Portugal.</p>     <p align="justify"><b>Palavras-chave:</b> <i>Acacia melanoxylon</i>; <i>Pinus</i>    <i>pinaster</i>; <i >Eucalyptus globulus</i>; crescimento; madeira sólida; produção    papeleira</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Wood Potential Use of <i>Acacia melanoxylon</i> Growing in Pure or Mixed Stands with <i>Pinus pinaster </i>by the Portuguese Forest Industry</b></p>      <p align="justify"><b>Abstract.</b> <i>Acacia melanoxylon</i> R. Br. (Blackwood)    grows well in Portugal, in pure or mixed stands with <i >Pinus pinaster</i>    Aiton though it faces strong ecological and legal constraints.</p>     <p align="justify">In spite of some difficulties, for instance with drying, Blackwood    timber is used for furniture and craft wood products due mainly to its texture    and dark colour. It can also be used for pulp, being planted in many countries    for that purpose along with <i >Acacia mangiu</i>m and <i>A. dealbata.</i> Its    pulping and paper making potential have been studied by several authors (Clark    <i>et al</i>., 1991; Guigan <i>et al</i>., 1991; Furtado, 1994; Gil <i>et al</i>.,    1999; Paavilainen, 2000; Santos <i>et al</i>., 2002; Santos <i>et al</i>., 2006).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify">Forest industry in Portugal depends strongly on maritime pine    and eucalypt, with the consequent negative competition between the various industries    for the same raw material.</p>     <p align="justify">In Portugal there are many spontaneous stands with Acacia species,    namely <i>A.</i><i> dealbata</i> and <i >A. melanoxylon</i>. While <i >A. dealbata</i>    species is considered a problem (at ecological level), <i>A. melanoxylon</i>    is well adapted to Portuguese conditions. Therefore, it should be considered    as an alternative raw material for sawmills and pulp industry and can prevent    large monoculture areas therefore minimizing the risk of fire.</p>     <p align="justify">Diameter annual increment of acacia (0.89 cm.ano<sup>-1</sup>)    exceeds maritime pine (0.58 to 0.85 cm.ano<sup>-1</sup>) (Tavares <i >et al</i>.,    2004) and comes close to eucalypt (0.84 to 0.96 cm.ano<sup>-1</sup>) (Tomé <i >et    al.,</i> 2001).</p>     <p align="justify"  >Acacia solid wood properties (Average density ± <i >sd</i> - 650 kg.m<sup>-3</sup> ± 75, Average bending strength ± <i >sd</i> -    146 N.mm<sup>-2</sup> ± 24, Average modulus of elasticity ± <i >sd</i> - 14200    N.mm<sup>-2</sup> ± 2160 and Average axial compression strength ± <i >sd</i> - 61 N.mm<sup>-2</sup> ± 7) allow this species to be considered as an    alternative to maritime pine (630 kg.m<sup>-3</sup> ± 75, 130 N.mm<sup>-2</sup>    ± 33, 10500 N.mm<sup>-2</sup> ± 3590 and 47 N.mm<sup>-2</sup> ± 10) (Machado    e Cruz, 2005).</p>     <p align="justify">Maritime pine and acacia woods can be, in general, classified    as light to medium density showing medium strength and stiffness. Maritime wood    pine quality shows a high variability being its potential claimed from data    obtained from high quality forest stands (Machado e Cruz, 2005).</p>     <p align="justify">Concerning papermaking potential, at a given drainage resistance    (30 ºSR), the papers produced with acacia present higher apparent densities    than eucalypt (0.80 to 0.66 g/cm<sup>3</sup>) (Santos <i >et al.</i>, 2004).    This is due to the lower coarseness and higher flexibility and collapsibility    of its fibers (Santos <i>et al</i>., 2006).</p>     <p align="justify">Despite the slightly higher fiber length, this fiber leads    to papers with good relationship of light scattering and smoothness, together    with good tensile strength and at low refining energy consumption. This behavior    demonstrates that acacia fibers show an interesting potential use, at least    in conjunction with eucalypt<i> </i>fibers for writing and printing paper.</p>     <p align="justify">This paper concerns analysis of acacia's potential as raw material    source for Portuguese industry (as solid wood and pulp and paper), getting together    information from forest management, wood and fiber quality. It will be using    knowledge acquired from previous research projects and preliminary results from    an ongoing research on <i >A. melanoxylon</i> from mixed (with <i >P. pinaster)</i>    or pure stands in the north of Portugal.</p>     <p align="justify"><b>Key words</b>: <i>Acacia melanoxylon</i>; <i>Pinus</i> <i>pinaster</i>;    <i >Eucalyptus globulus</i>; growth, solid wood, papermaking</p>     <p align="justify">&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Utilisation Potentielle du Bois d'<i>Acacia melanoxylon</i> en Peuplements Purs ou Mixtes avec <i>Pinus pinaster</i> par l'Industrie Forestière Portugaise</b></p>      <p align="justify"><b>Résumé. </b>L'<i >Acacia melanoxylon</i> R. Br. (acacia    australie ou australie) grandit bien au Portugal, en peuplements purs ou mixtes    avec <i >Pinus pinaster</i> Aiton, malgré de fortes contraintes écologiques    et légales.</p>     <p align="justify"  >Outre quelques difficultés, par exemple au séchage, le bois    d'Australie est utilisé en ameublement et produits manufacturés, principalement,    grâce à sa texture et couleur foncée. Il peut aussi être utilisé en fabrication    de pâte à papier et était planté dans plusieurs pays à cette fin joint à <i >Acacia    mangium</i> et <i >A. dealbata</i>. Son potentiel papetier a été étudié par des auteurs divers (Clark    <i>et al</i>., 1991; Guigan <i>et al</i>., 1991; Furtado, 1994; Gil <i>et al</i>.,    1999; Paavilainen, 2000; Santos <i>et al</i>., 2002; Santos <i>et al</i>., 2006).</p>     <p align="justify"  >L'industrie forestière au Portugal dépend fortement du pin    maritime et de l'eucalyptus, avec pour conséquence une compétition négative,    entre les diverses industries, pour la même matière première.</p>     <p align="justify"  >Au Portugal beaucoup de peuplements spontanés d'acacia existent,    nommément <i >A. dealbata</i> et<i > A. melanoxylon</i>. Tandis que l'<i >A. dealbata</i> est considérée comme étant un problème écologique, l'<i >A. melanoxylon</i>    ne l'est pas et est bien adaptée aux conditions portugaises. Pour ce motif elle    pourrait être considérée comme une essence productrice de matière première alternative    pour les scieries et l'industrie papetière, et pourrait éviter les larges surfaces    de monoculture et minimiser le risque d'incendie.</p>     <p align="justify"  >L'accroissement annuel en diamètre de l'acacia (0,89 cm.ano<sup>-1</sup>)    excède celui du pin maritime (0,58 a 0,85 cm.ano<sup>-1</sup>) (Tavares <i >et    al</i>., 2004) et s'approche de celui de l'eucalyptus (0,84 a 0,96 cm.ano<sup>-1</sup>)    (TomÉ <i >et al.,</i> 2001).</p>     <p align="justify"  >Les propriétés du bois solide d'acacia (Densité moyenne -    650 kg.m<sup>-3</sup> ± 75, Résistance moyenne à la flexion ± <i >sd</i> - 146 N.mm<sup>-2</sup> ± 24, Module d'élasticité moyen ± <i >sd</i> -    14200 N.mm<sup>-2</sup> ± 2160 et Résistance moyenne à la compression axiale    ± <i >sd</i> - 61 N.mm<sup>-2</sup> ± 7) permettent de la considérer comme une    essence alternative au pin maritime (630 kg.m<sup>-3</sup> ± 75, 130 N.mm<sup>-2</sup>    ± 33, 10500 N.mm<sup>-2</sup> ± 3590 e 47 N.mm<sup>-2</sup> ± 10) (Machado e    Cruz, 2005).</p>     <p align="justify"  >Les bois de pin maritime et d'acacia peuvent être, en général,    classés de faible à moyenne densité, de moyenne résistance et rigidité. La qualité    du pin est très variable, son potentiel étant reconnu à partir de donnés provenant    de peuplements de qualité élevée (Machado e Cruz, 2005).</p>     <p align="justify"  >Par rapport au potentiel papetier, pour une certaine résistance    au drainage (30 ºSR), les papiers produits à partir d'acacia présentent des    densités apparentes plus élevées que celles d'eucalyptus (0,80 to 0,66 g/cm<sup>3</sup>)    (Santos <i >et al.</i>, 2004). Ceci est dû à la masse linéaire inférieur et à une flexibilité    et colapsabilité plus élevées des fibres (Santos <i>et al</i>., 2006).</p>     <p align="justify"  >Malgré la longueur légèrement plus grande des fibres, elle    produit des papiers de bon rapport entre la dispersion de lumière et le lissage,    de plus elle présente une bonne résistance à la traction et a de bas niveaux    de consommation d'énergie pendant le raffinage. Ce comportement démontre que    les fibres d'acacia présentent un potentiel d'utilisation intéressant, au moins    quand elles sont utilisées avec les fibres d'eucalyptus, pour la production    de papier d'impression et d'écriture.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"  >Cet article traite de l'analyse du potentiel de l'acacia    comme source de matière première pour l'industrie Portugaise (comme bois solide    et de pâte à papier), en réunissant de l'information de la gestion forestière,    de la qualité du bois et de la fibre. A cette fin ont été utilisés la connaissance    acquise lors de projets de recherche antérieurs ainsi que des résultats préliminaires    de la recherche en cours sur <i >A. melanoxylon</i> provenant de peuplements    mixtes (avec <i >P. pinaster</i>) et purs, au nord de Portugal.</p>     <p align="justify"  ><b >Mots clés:</b> <i>Acacia melanoxylon</i>; <i>Pinus</i> <i>pinaster</i>; <i >Eucalyptus    globulus</i>; accroissement; bois solide; production papetière</p>     <p align="justify"  >&nbsp;</p>     <p align="justify"  >Texto completo disponível apenas em PDF.</p>     <p>Full text only available in PDF format.</p>     <p>&nbsp;</p>    <p  ><b>Bibliografia</b></p>         <!-- ref --><p align="justify" >Clark, B., Balodis, V., Guigan, F., Jingxia, W., 1991. Pulping    properties of tropical acacias. <i>Proc. Int. Workshop on Advances in tropical    acacia research</i>, Bangkok, p.138.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000060&pid=S0870-6352200700010000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p align="justify" >Clark, N., 2001. Longitudinal density variation in irrigated    hardwoods <i >Appita J.</i> <b>54</b>(1) : 49.</p>     <p align="justify" >DGF, 2001. <i>Inventário Florestal Nacional. Portugal Continental.    3ª Revisão, 1995-1998</i>. Direcção-Geral das Florestas. Lisboa.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify" >French, J., Conn, A., Batchelor, W., Parker, I., 2000. The    effect of fibre fibril angle on some handsheet mechanical properties, <i>Appita    J</i>. <b>53</b>(3) : 200.</p>     <p align="justify" >Furtado, P., 1994. Caracterização de acácias e estudo da sua    incorporação na produção de pasta. <i>Internal Report of</i> Raiz-<i >Instituto    de Investigação da Floresta e Papel</i>, Aveiro, Portugal.</p>     <p align="justify" >Gil, C., Amaral, M.E., Tavares, M., Simões, R., 1999. Estudo    do potencial papeleiro da <i >Acacia spp</i>. <i >In</i> <i>Proc. 1º Encontro sobre Invasoras lenhosas</i>,    Gerês, Portugal, p. 171.</p>     <p align="justify" >Guigan, F., Balodis, V., Jingxia, W., Clark, N.B., 1991. Kraft    pulping properties of <i >Acacia mearnsii</i> and <i >A. silvestris.</i> <i>Proc.    Int. Workshop on Advances in tropical acacia research</i>, Bangkok, p.145</p>     <p align="justify" >Gurnagul, N., Page, D., 1989. The difference between dry and    rewetted zero-span tensile strength of paper. <i>Tappi J</i>. <b>72</b>(12)    : 164.</p>     <p align="justify" >ISO: 3133, 1975. <i>Wood – Determination of ultimate strength    in static bending</i>.</p>     <p align="justify" >ISO: 3346, 1975. <i>Wood- Determination of ultimate tensile    stress perpendicular to grain</i>.</p>     <p align="justify" >ISO: 3787, 1976. <i>Wood – Determination of ultimate stress    in compression parallel to grain.</i></p>     <p align="justify" >Leopold, B., Thorpe, J., 1968. Effect of pulping on strength    properties of dry and wet pulp fibres from Norway spruce. <i>Tappi J</i>. <b>51</b>(7)    : 304.</p>     <p align="justify" >Machado, J., Cruz, H., 2005. Within stem variation of Maritime    pine timber mechanical properties. <i>Holz als Roh-und Werkstoff</i>. <b>63</b>    : 154-159.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify" >Mateus, T., 1961. <i>Bases para o dimensionamento de estruturas    de madeira.</i> Memória nº 179. Laboratório Nacional de Engenharia Civil, Lisboa.</p>     <p align="justify" >Miranda, I., Tomé, M., Pereira, H., 2003. The influence of    spacing on wood properties for <i >Eucalyptus globulus</i> Labill pulpwood.    <i >Appita J.</i> <b>56</b>(2) : 140.</p>     <p align="justify" >Paavilainen, L., 2000. Quality-competitiveness of Asian short-fibre    raw materials in different paper grades. <i >Paperi já Puu – Paper and Timber</i> 82(3) : 156.</p>     <p align="justify" >Santos, A., Anjos, O., Simões, R., 2002. Estudo preliminar    sobre o potencial papeleiro da <i >Acacia spp.</i>. <i>In II Congresso Ibero-Americano de pesquisa e desenvolvimento    de produtos florestais, I seminário em tecnologia da madeira e produtos florestais    não-madeiráveis</i>, Curitiba, Brasil, in Cd-room.</p>     <p align="justify" >Santos, A., Anjos, O., Simões, R., 2004. Wood and pulp properties    of two <i >Eucalyptus globulus</i> wood samples.<b> </b>In:<b > </b>Eucalyptus    in a changing world. International IUFRO conference of the wp2.08.03 on <i>Silviculture    and Improvement of Eucalypts 2004</i>; Aveiro, Portugal, pg.702<b > </b>(Poster).</p>     <p align="justify" >Santos, A., Anjos, O., Simões, R., 2006. Papermaking potential    of <i >Acacia dealbat</i>a and <i >Acacia melamoxylon</i>. <i >Appita J.</i> <b >59</b>(1)    : 58-64.</p>     <p align="justify" >Sardinha, R., 1974. V<i>ariation in density and some structural    features of wood of </i><i >Eucalyptus saligna</i>. Ph. D Thesis. University    of Oxford. Sm. Frame Angola.</p>     <p align="justify" >Seth, R., 1999. Beating and refining response of some reinforcement    pulps. <i>Tappi J.</i> <b>82</b>(3) : 147.</p>     <p align="justify" >Seth, R., Chan, B., 1999. Measuring fiber strength of papermaking    pulps. <i>Tappi J</i>. <b>82</b>(11) : 115.</p>     <p align="justify" >Tappi. Test methods: T258 om-94. Atlanta. 1995.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify" >Tavares, M., Campos, J., Silva, C., Caetano, F., 1999. Estratégias    de invasão dos pinhais das dunas do litoral pelas <i >Acacia dealbata, A. melanoxylon</i> e <i >A. longifolia. In</i>: <i>Proc. 1ª Encontro Invasoras Lenhosas</i>. Novembro    de 1999, Gerês, Portugal. pg.47.</p>     <p align="justify" >Tavares, M., Campos, J., Saporiti, J., Daniel, C., 1999. Formas    de valorização do material lenhoso das <i>Acacia dealbata</i>,<i> A. melanoxylon    </i>e <i>A. longifolia</i>. <i >In:</i> <i>1º Encontro Invasoras Lenhosas</i>.    Novembro de 1999, Gerês, Portugal. pp. 157-170.</p>     <p align="justify" >Tavares, M., 2004. 2º Relatório de execução material do Projecto    <i >POCTI/42594/AGR /2001 - Valorização do lenho de acácia produzido em Portugal.    Potenciais utilizações</i>. FCT/INIAP Lisboa.</i></p>     <p align="justify" >Tavares, M., Lampreia, M.A., Sousa, E., Almeida, A., Aguiar,    A., 2004. Relatório final do Projecto PARLE D – <i >Promoção da gestão integrada    e do combate a doenças do pinhal bravo. </i>FCT/INIAP Lisboa.</p>     <p align="justify" >Tavares, M., Santos, L., Gomes, A., Rocha, M.E., Teixeira,    A., 2005. Relatório final EFN do Projecto AGRO 283 - <i >Regeneração e silvicultura do pinhal após fogo (2002/2005).</i> MADRP/INIAP/AGRO    Lisboa.</p>     <p align="justify" >Tomé, M., Ribeiro, F., Soares, P., 2001. <i>O modelo </i><i>GLOBULUS</i><i>    2.1. </i><i>RTC-GIMREF </i><i>nº1/2001</i>. Instituto Superior de Agronomia    – Departamento de Engenharia Florestal. Lisboa.</p>     <p align="justify" >Valente, C., Sousa, A.M., Furtado, F., Carvalho, A., 1992.    Improvement program for <i>Eucalyptus globulus</i> at Portucel: Technological    component. <i>Appita J.</i>, <b>45</b>(6) : 403.</p>     <p align="justify" >Wimmer, R., Downes, G., Evans, R., Rasmussen, G., French,    J., 2002. Direct effects of wood characteristics on pulp and handsheet properties    of <i>Eucalyptus globulus</i>. <i>Holzforschung</i> <b>56</b>(3) : 244-252.</p>       <p >&nbsp;</p>      <p  ><i>Entregue para publicação em Outubro de 2005</i></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p  ><i>Aceite para publicação em  Janeiro de 2006</i></p>       <p>&nbsp;</p>           <p>&nbsp;</p>      <p >&nbsp;</p>         ]]></body><back>
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<source><![CDATA[Proc. Int. Workshop on Advances in tropical acacia research]]></source>
<year>1991</year>
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