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</front><body><![CDATA[ <p><b>Nota Introdutória</b></p>      <p>&nbsp;</p>      <p>Ana Cristina Gonçalves, Domingos Mendes Lopes, Francisco Castro Rego, Jaime Sales Luis, Maria do Sameiro Patrício, Paulo Godinho Ferreira</p>      <p>&nbsp;</p>      <p>Num contexto actual de incerteza, com as alterações globais a condicionar a actividade humana, à escala global, as florestas continuam a representar um referencial de estabilidade. Este facto associa-se à importância da área ocupada por floresta (escala geográfica – normalmente ocupando áreas significativas da maioria dos Países), mas também pelos longos períodos de rotação associadas a este tipo de uso (escala temporal – plantar uma árvore é criar pontes entre gerações).</p>      <p>A simplificação do raciocínio presente no Protocolo de Quioto reforça o papel da floresta à escala global, como fonte de sequestro de carbono e garante de alguma manutenção dos status actual, contrariando o cenário de incertezas que o contínuo aumento do dióxido de carbono pode acarretar. Independentemente das abordagens, mais ou menos complexas e a favor ou contra esta visão, o importante é que a manutenção e expansão dos espaços florestais é de uma relevância extrema para toda a humanidade. Em simultâneo, a visão moderna dos ecossistemas naturais não se coaduna com implicações artificiais dos mesmos e, cada vez mais, valoriza estruturas diversas, com uma importância ecológica acrescida e mais aptas a reagirem favoravelmente a estes factores de mudança. Dessa forma, os modelos florestais mistos são indiscutivelmente uma resposta equilibrada a esses pontos de vista. Não só promovem uma maior biodiversidade, respondem mais favoravelmente à crescente perigosidade de incêndios, em especial na região mediterrânica, e são mais apelativos ao cidadão em geral. A expansão das florestas mistas, principalmente aquelas que privilegiam as folhosas, está ainda numa fase incipiente em Portugal, mas apresenta um potencial de desenvolvimento grande e necessário.</p>      <p>Este número especial apresenta alguma da investigação realizada em Portugal, dentro desta linha de pensamento, e pretende contribuir para o despertar de algumas destas problemáticas. Pretende ainda constituir um estímulo para o incremento dos povoamentos mistos. A sua publicação realiza-se no âmbito do projecto FCOMP-01-0124-FEDER-007010 (anteriormente designado por PTDC/AGR-CFL/68186/2006): <b>Florestas mistas. Modelação, dinâmica e distribuição geográfica da produtividade e da fixação do carbono nos ecossistemas florestais mistos em Portugal</b>.</p>       ]]></body>
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