<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0870-6352</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Silva Lusitana]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Silva Lus.]]></abbrev-journal-title>
<issn>0870-6352</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Unidade de Silvicultura e Produtos Florestais]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0870-63522011000300003</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Avaliação do Risco de Incêndio Florestal no Concelho de Arganil]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Wildland Fire Risk in the Municipality of Arganil]]></article-title>
<article-title xml:lang="fr"><![CDATA[Risque d'Incendie de Forêt dans la Municipalité d'Arganil]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Antunes]]></surname>
<given-names><![CDATA[Catarina Carvalho]]></given-names>
</name>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Viegas]]></surname>
<given-names><![CDATA[Domingos Xavier]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Mendes]]></surname>
<given-names><![CDATA[José Manuel]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Universidade de Coimbra Departamento de Engenharia Mecânica ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[COIMBRA ]]></addr-line>
</aff>
<aff id="A02">
<institution><![CDATA[,Universidade de Coimbra Faculdade de Economia ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[COIMBRA ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>00</month>
<year>2011</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>00</month>
<year>2011</year>
</pub-date>
<volume>19</volume>
<numero>2</numero>
<fpage>165</fpage>
<lpage>179</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0870-63522011000300003&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0870-63522011000300003&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0870-63522011000300003&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[O presente trabalho descreve o risco de incêndio florestal como um risco natural, e tem como objectivo fazer a sua avaliação de acordo com o modelo conceptual de risco internacionalmente aceite. Para área de estudo, foi seleccionado o concelho de Arganil devido à sua extensa área florestal, à sua apreciada paisagem natural, ao património histórico-cultural e aos espaços de recreio, a fim de se aplicar uma metodologia original de integração das variáveis físicas e sociais, com impacte no risco de incêndio, através de um Sistema de Informação Geográfica (SIG). Além disso, identificaram-se os elementos em risco e efectuou-se o cálculo do seu dano potencial. Como resultado desta análise obtiveram-se dois mapas de risco: um respeitante às perdas económicas e outro às perdas ambientais. A metodologia seguida permitiu avaliar, por um lado, onde é mais provável que um incêndio florestal ocorra e, por outro, onde existe maior potencial de perda. Os resultados obtidos neste estudo mostram que, no concelho de Arganil, o índice de perigosidade é elevado embora o índice de risco de incêndio florestal seja reduzido. Fica também demonstrado que o cálculo do índice de risco de incêndio florestal baseado no valor paisagístico revela que áreas como a Mata da Margaraça, a Aldeia Histórica do Piódão e outros elementos de recreio florestal, são os que podem sofrer as maiores perdas relativas com os incêndios florestais, o que teria graves consequências no turismo e na economia da região.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This paper describes forest fire risk as a natural risk and aims to make its assessment in accordance with the conceptual model of risk internationally accepted. For this purpose, the municipality of Arganil was chosen as a study area due to its extensive forest area, its appreciated natural scenery, its historical and cultural heritage and its recreational sites. Thus, a methodology was developed for integration of physical and social variables through a Geographic Information System (GIS). Moreover, components at risk were identified and the potential damage estimated. As a final result two maps of risk were obtained: one map economic on losses and other on losses to the environment. The methodology used allowed to evaluate where is more likely that a fire occurs and the greatest potential for loss. The results obtained from this study showed that in the municipality of Arganil the wildland fire danger index is high and the wildland fire risk index is low. It is also shown that the wildland fire risk assessment based on the landscape value reveals that natural reserve of Margaraça, the Historical Village of Piódão and other recreational elements are those that may suffer the greatest losses with forest fires, which would have serious consequences for the tourism and economy of the region.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="fr"><p><![CDATA[Ce document décrit le risque d'incendie de forêt comme un risque naturel, et vise à faire son évaluation, conformément aux modèles conceptuels du risque internationalement acceptés. Dans ce travail, la municipalité de Arganil a été choisie comme zone d'étude en raison de sa vaste zone forestière, de son paysage naturel, de l'intérêt historique et culturel et de ses espaces de récréation, afin d'appliquer une méthodologie, basée sur un système d'information géographique (SIG), d'intégration des variables physiques et sociales pouvant affecter le risque d'incendie. En outre, les éléments à risque ont été identifiés et leur potentiel de dommage a été estimé. À la suite de cette analyse ont été obtenues deux cartes de risque: l'une concernant les pertes économiques et l'autre concernant les pertes environnementales. La méthodologie a permis d'évaluer, d'une part, où sera plus probable qu'un incendie de forêt survienne, et où il y aura un plus grand potentiel de perte. Les résultats de cette étude montrent que, dans la municipalité d'Arganil, l'indice de danger est élevé, bien que le taux de risque d'incendie de forêt soit réduit. Il a été également montré que le calcul de l'indice de risque d'incendie de forêt, basé sur la valeur du paysage, indique que la réserve forestière de Margaraça, le village historique de Piódão et d'autres éléments forestiers de loisir, seront ceux qui souffriront le plus de pertes liées aux incendies de forêt, ce qui peut avoir de graves conséquences pour le tourisme et l'économie de cette région.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Incêndio florestal]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[perigosidade]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[risco]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[dano potencial]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Wildland fire]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[hazard]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[risk]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[potential damage]]></kwd>
<kwd lng="fr"><![CDATA[Feu de forêt]]></kwd>
<kwd lng="fr"><![CDATA[danger]]></kwd>
<kwd lng="fr"><![CDATA[risque]]></kwd>
<kwd lng="fr"><![CDATA[dommage potentiel]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ 
	    <p><b>Avalia&ccedil;&atilde;o do Risco de Inc&ecirc;ndio Florestal no Concelho de Arganil</b></p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Catarina Carvalho Antunes *, Domingos Xavier Viegas ** e Jos&eacute; Manuel Mendes ***</b></p>

	    <p>*Mestre em Din&acirc;micas Sociais e Riscos Naturais</p>

	    <p>**Professor Catedr&aacute;tico</p>

	    <p>Universidade de Coimbra. Departamento de Eng.&ordf; Mec&acirc;nica, P&oacute;lo II, 3030&#45;788 COIMBRA</p>

	    <p>***Professor Auxiliar</p>

	    <p>Universidade de Coimbra. Faculdade de Economia,Av. Dias da Silva, 165, 3004&#45;512 COIMBRA</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Sum&aacute;rio</b></p>

	    <p>O presente trabalho descreve o risco de inc&ecirc;ndio florestal como um risco natural, e tem como objectivo fazer a sua avalia&ccedil;&atilde;o de acordo com o modelo conceptual de risco internacionalmente aceite. Para &aacute;rea de estudo, foi seleccionado o concelho de Arganil devido &agrave; sua extensa &aacute;rea florestal, &agrave; sua apreciada paisagem natural, ao patrim&oacute;nio hist&oacute;rico&#45;cultural e aos espa&ccedil;os de recreio, a fim de se aplicar uma metodologia original de integra&ccedil;&atilde;o das vari&aacute;veis f&iacute;sicas e sociais, com impacte no risco de inc&ecirc;ndio, atrav&eacute;s de um Sistema de Informa&ccedil;&atilde;o Geogr&aacute;fica (SIG). Al&eacute;m disso, identificaram&#45;se os elementos em risco e efectuou&#45;se o c&aacute;lculo do seu dano potencial. Como resultado desta an&aacute;lise obtiveram&#45;se dois mapas de risco: um respeitante &agrave;s perdas econ&oacute;micas e outro &agrave;s perdas ambientais. A metodologia seguida permitiu avaliar, por um lado, onde &eacute; mais prov&aacute;vel que um inc&ecirc;ndio florestal ocorra e, por outro, onde existe maior potencial de perda. Os resultados obtidos neste estudo mostram que, no concelho de Arganil, o &iacute;ndice de perigosidade &eacute; elevado embora o &iacute;ndice de risco de inc&ecirc;ndio florestal seja reduzido. Fica tamb&eacute;m demonstrado que o c&aacute;lculo do &iacute;ndice de risco de inc&ecirc;ndio florestal baseado no valor paisag&iacute;stico revela que &aacute;reas como a Mata da Margara&ccedil;a, a Aldeia Hist&oacute;rica do Pi&oacute;d&atilde;o e outros elementos de recreio florestal, s&atilde;o os que podem sofrer as maiores perdas relativas com os inc&ecirc;ndios florestais, o que teria graves consequ&ecirc;ncias no turismo e na economia da regi&atilde;o.</p>

	    <p><b>Palavras&#45;chave:</b> Inc&ecirc;ndio florestal; perigosidade; risco; dano potencial</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Wildland Fire Risk in the Municipality of Arganil</b></p>

	    <p><b>Abstract</b></p>

	    <p>This paper describes forest fire risk as a natural risk and aims to make its assessment in accordance with the conceptual model of risk internationally accepted. For this purpose, the municipality of Arganil was chosen as a study area due to its extensive forest area, its appreciated natural scenery, its historical and cultural heritage and its recreational sites. Thus, a methodology was developed for integration of physical and social variables through a Geographic Information System (GIS). Moreover, components at risk were identified and the potential damage estimated. As a final result two maps of risk were obtained: one map economic on losses and other on losses to the environment. The methodology used allowed to evaluate where is more likely that a fire occurs and the greatest potential for loss. The results obtained from this study showed that in the municipality of Arganil the wildland fire danger index is high and the wildland fire risk index is low. It is also shown that the wildland fire risk assessment based on the landscape value reveals that natural reserve of Margara&ccedil;a, the Historical Village of Pi&oacute;d&atilde;o and other recreational elements are those that may suffer the greatest losses with forest fires, which would have serious consequences for the tourism and economy of the region.</p>

	    <p><b>Key words:</b> Wildland fire; hazard; risk; potential damage</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Risque d'Incendie de For&ecirc;t dans la Municipalit&eacute; d'Arganil</b></p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>R&eacute;sum&eacute;</b></p>

	    <p>Ce document d&eacute;crit le risque d'incendie de for&ecirc;t comme un risque naturel, et vise &agrave; faire son &eacute;valuation, conform&eacute;ment aux mod&egrave;les conceptuels du risque internationalement accept&eacute;s. Dans ce travail, la municipalit&eacute; de Arganil a &eacute;t&eacute; choisie comme zone d'&eacute;tude en raison de sa vaste zone foresti&egrave;re, de son paysage naturel, de l'int&eacute;r&ecirc;t historique et culturel et de ses espaces de r&eacute;cr&eacute;ation, afin d'appliquer une m&eacute;thodologie, bas&eacute;e sur un syst&egrave;me d'information g&eacute;ographique (SIG), d'int&eacute;gration des variables physiques et sociales pouvant affecter le risque d'incendie. En outre, les &eacute;l&eacute;ments &agrave; risque ont &eacute;t&eacute; identifi&eacute;s et leur potentiel de dommage&nbsp; a &eacute;t&eacute; estim&eacute;. &Agrave; la suite de cette analyse ont &eacute;t&eacute; obtenues deux cartes de risque: l'une concernant les pertes &eacute;conomiques et l'autre concernant les pertes environnementales. La m&eacute;thodologie a permis d'&eacute;valuer, d'une part, o&ugrave; sera plus probable qu'un incendie de for&ecirc;t survienne, et o&ugrave; il y aura un plus grand potentiel de perte. Les r&eacute;sultats de cette &eacute;tude montrent que, dans la municipalit&eacute; d'Arganil, l'indice de danger est &eacute;lev&eacute;, bien que le taux de risque d'incendie de for&ecirc;t soit r&eacute;duit. Il a &eacute;t&eacute; &eacute;galement montr&eacute; que le calcul de l'indice de risque d'incendie de for&ecirc;t, bas&eacute; sur la valeur du paysage, indique que la r&eacute;serve foresti&egrave;re de Margara&ccedil;a, le village historique de Pi&oacute;d&atilde;o et d'autres &eacute;l&eacute;ments forestiers de loisir, seront ceux qui&nbsp; souffriront le plus de pertes li&eacute;es aux incendies de for&ecirc;t, ce qui peut avoir de graves cons&eacute;quences pour le tourisme et l'&eacute;conomie de cette r&eacute;gion.</p>

	    <p><b>Mots cl&eacute;s</b>: Feu de for&ecirc;t; danger; risque; dommage potentiel</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>

	    <p>Nos pa&iacute;ses mediterr&acirc;nicos, e particularmente em Portugal, centenas de inc&ecirc;ndios atingem, todos os anos, extensas &aacute;reas florestais causando avultadas perdas ambientais, econ&oacute;micas e sociais. Este fen&oacute;meno &eacute; considerado como um risco natural, n&atilde;o tanto por se desenvolver espontaneamente, mas por se processar na Natureza e a sua propaga&ccedil;&atilde;o depender fortemente de factores naturais (MILLINGTON, sd). Em sentido lato, entende&#45;se como risco de inc&ecirc;ndio florestal a possibilidade de igni&ccedil;&atilde;o do fogo atrav&eacute;s de causas humanas (acidentais ou volunt&aacute;rias) ou naturais (raios) (MACEDO e SARDINHA, 1987). No entanto, esta no&ccedil;&atilde;o &eacute; insuficiente na medida em que n&atilde;o integra as diferentes vari&aacute;veis de risco, nem contabiliza os danos causados pelos inc&ecirc;ndios. Deste modo, BACHMANN e ALLG&Ouml;WER (1999) colmatam estas lacunas ao definirem risco de inc&ecirc;ndio florestal como a probabilidade de um inc&ecirc;ndio ocorrer num local espec&iacute;fico, sob determinadas circunst&acirc;ncias, e das suas consequ&ecirc;ncias esperadas se manifestarem pelos impactes nos objectos afectados. Neste sentido, o risco expressa o potencial de perda dos elementos, em fun&ccedil;&atilde;o da perigosidade de um inc&ecirc;ndio florestal.</p>

	    <p>A avalia&ccedil;&atilde;o do risco de inc&ecirc;ndio florestal &eacute; um processo muito dificultado pelo facto de os inc&ecirc;ndios serem um fen&oacute;meno complexo e por serem provocados, na sua quase totalidade, pela ac&ccedil;&atilde;o humana. A avalia&ccedil;&atilde;o do risco baseia&#45;se, em geral, num modelo de integra&ccedil;&atilde;o dos factores que contribuem para o risco de inc&ecirc;ndio florestal: coberto vegetal, topografia e meteorologia, acrescido dos factores ou vari&aacute;veis sociais. Este m&eacute;todo de avalia&ccedil;&atilde;o do risco traduz&#45;se, geralmente, em &iacute;ndices que podem ser materializados em mapas nos quais est&atilde;o expressas zonas ou n&iacute;veis de risco. Segundo OLIVEIRA (2002), estes mapas de risco proporcionam uma visualiza&ccedil;&atilde;o da distribui&ccedil;&atilde;o espacial do risco atrav&eacute;s de &aacute;reas delimitadas, em fun&ccedil;&atilde;o do potencial de ocorr&ecirc;ncia e propaga&ccedil;&atilde;o do fogo e identificadas pelas caracter&iacute;sticas ambientais comuns, que se traduzem num mesmo potencial de perigo.</p>

	    <p>A avalia&ccedil;&atilde;o do &iacute;ndice de risco de inc&ecirc;ndio florestal traduz&#45;se, pois, numa ferramenta de apoio ao planeamento, ao permitir a identifica&ccedil;&atilde;o das zonas mais suscept&iacute;veis e, portanto, com um perigo de inc&ecirc;ndio mais elevado. Por&eacute;m, a identifica&ccedil;&atilde;o de zonas com perigo de inc&ecirc;ndio mais elevado n&atilde;o significa que se um inc&ecirc;ndio ocorrer, se desenvolva unicamente nessas zonas j&aacute; que o comportamento do fogo &eacute; muito vari&aacute;vel (CHUVIECO e CONGALTON<i>,</i> 1989). Contudo, esta avalia&ccedil;&atilde;o do &iacute;ndice de risco revela&#45;se de grande utilidade na defini&ccedil;&atilde;o de ac&ccedil;&otilde;es de planeamento e ordenamento florestal com vista &agrave; distribui&ccedil;&atilde;o dos recursos e equipamentos destinados &agrave; preven&ccedil;&atilde;o ou, ainda, na hierarquiza&ccedil;&atilde;o de prioridades relacionadas com a supress&atilde;o do fogo, de acordo com o n&iacute;vel de perigo determinado.</p>

	    <p>De acordo com a sua escala temporal, os &iacute;ndices de risco de inc&ecirc;ndio podem ser classificados em tr&ecirc;s classes: din&acirc;micos ou de curto prazo, estruturais ou de longo prazo e integrados ou avan&ccedil;ados (VORISSIS, 1999). &nbsp;</p>

	    <p>Os &iacute;ndices de risco din&acirc;mico ou de curto prazo baseiam&#45;se em par&acirc;metros que variam de forma quase cont&iacute;nua, como as condi&ccedil;&otilde;es meteorol&oacute;gicas e o estado da vegeta&ccedil;&atilde;o. De entre a variedade de &iacute;ndices de curto prazo existentes destaca&#45;se o &iacute;ndice Canadiano para Indexa&ccedil;&atilde;o do Perigo de Inc&ecirc;ndio (<i>Canadian Fire Weather &Iacute;ndex</i> &#45; FWI), adaptado para Portugal e utilizado pelo Instituto de Meteorologia desde 1998. Segundo VIEGAS <i>et al</i>. (1999) este &eacute; o m&eacute;todo de c&aacute;lculo cujo desempenho &eacute; melhor e que possui maior capacidade preditiva do perigo para fogos de Ver&atilde;o.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os &iacute;ndices de longo prazo ou estruturais assentam em vari&aacute;veis est&aacute;ticas ou que n&atilde;o variam rapidamente ao longo do tempo. Deste modo, estes &iacute;ndices permitem explicar, em igualdade de circunst&acirc;ncias meteorol&oacute;gicas, a variabilidade espacial decorrente dos diversos factores de risco, identificando regi&otilde;es onde a probabilidade de inc&ecirc;ndio &eacute; mais elevada. Esta abordagem &eacute; muito &uacute;til na percep&ccedil;&atilde;o dos padr&otilde;es de risco de inc&ecirc;ndio (CHUVIECO <i>et al.</i>, 1997) e &eacute; v&aacute;lida durante um per&iacute;odo de tempo alargado. Contudo, est&aacute; confinada a uma aplica&ccedil;&atilde;o regional (FREIRE <i>et al.</i>, 2002).</p>

	    <p>Os &iacute;ndices de risco integrados ou avan&ccedil;ados incluem, simultaneamente, vari&aacute;veis est&aacute;ticas e din&acirc;micas, devidamente ponderadas, e assentam no princ&iacute;pio de que a ocorr&ecirc;ncia e propaga&ccedil;&atilde;o de um inc&ecirc;ndio florestal s&atilde;o condicionadas por factores de natureza e varia&ccedil;&atilde;o temporal distintas exigindo, deste modo, uma an&aacute;lise integrada desses par&acirc;metros (CARVALHO, 2005).</p>

	    <p>A impossibilidade de utiliza&ccedil;&atilde;o dos par&acirc;metros din&acirc;micos neste trabalho impediu a modela&ccedil;&atilde;o de um &iacute;ndice integrado de risco de inc&ecirc;ndio florestal. Deste modo, o presente estudo tem como objectivo determinar um &iacute;ndice de risco de inc&ecirc;ndio florestal de longo prazo, baseado na modela&ccedil;&atilde;o da perigosidade, de acordo com a integra&ccedil;&atilde;o de vari&aacute;veis f&iacute;sicas e sociais e na quantifica&ccedil;&atilde;o do dano potencial dos elementos que se encontram sujeitos ao risco. Os mapas obtidos poder&atilde;o constituir um contributo inovador para a avalia&ccedil;&atilde;o do risco de inc&ecirc;ndio florestal generaliz&aacute;vel a outras regi&otilde;es.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>&Aacute;rea de estudo</b></p>

	    <p>Este trabalho tem como &aacute;rea de estudo o concelho de Arganil, o qual se localiza na Regi&atilde;o Centro de Portugal (Figura 1). A sua sede concelhia situa&#45;se &agrave; latitude 40&ordm;13'N e longitude 08&ordm;03'W e, em termos administrativos, engloba dezoito freguesias, abrangendo uma superf&iacute;cie total de 332,8 Km<sup>2</sup> (INE, 2002). O relevo deste territ&oacute;rio &eacute; fortemente determinado pela variedade geomorfol&oacute;gica, oscilando a altimetria entre os 70 metros no vale do rio Alva e os 1342 metros no cume da Serra do A&ccedil;or. De um modo geral, o clima caracteriza&#45;se por uma influ&ecirc;ncia marcadamente mediterr&acirc;nea, embora atenuado pela interfer&ecirc;ncia oce&acirc;nica, assim como pela altitude.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><img src="/img/revistas/slu/v19n2/19n2a03f1.gif"></p>

	    
<p><b>Figura 1</b> &#150; Enquadramento geogr&aacute;fico do concelho de Arganil. Fonte: IGP</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Relativamente &agrave; cobertura vegetal, os matos s&atilde;o a classe mais abundante no territ&oacute;rio, seguindo&#45;se os povoamentos florestais de eucaliptais e pinhais. Em termos paisag&iacute;sticos, os elementos naturais ocupam um lugar de destaque, com extensas &aacute;reas territoriais enquadradas em regimes especiais de protec&ccedil;&atilde;o, como &eacute; o caso da &Aacute;rea de Paisagem Protegida da Serra do A&ccedil;or (APPSA), onde est&aacute; inclu&iacute;da a Mata da Margara&ccedil;a, que constitui uma Reserva Integral. A par das &aacute;reas protegidas, as aldeias de xisto, como a Aldeia Hist&oacute;rica do Pi&oacute;d&atilde;o, desempenham um forte atractivo em termos de turismo rural, com impacte a n&iacute;vel nacional e internacional.</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>Materiais e m&eacute;todo</b></p>

	    <p>Os riscos naturais s&atilde;o acontecimentos incontrol&aacute;veis e inesperados de invulgar magnitude que amea&ccedil;am pessoas, actividades e infraestruturas (NHERC, 2008). Neste sentido, o risco pressup&otilde;e valor e expressa o potencial de perda de elementos, em fun&ccedil;&atilde;o da perigosidade de um determinado fen&oacute;meno e da vulnerabilidade desses mesmos elementos em risco. A perigosidade equivale ao que na literatura anglo&#45;sax&oacute;nica se designa por <i>hazard</i>. Segundo a defini&ccedil;&atilde;o de VARNES (1984), a perigosidade &eacute; a probabilidade de ocorr&ecirc;ncia de fen&oacute;menos potencialmente destruidores, com um n&iacute;vel de intensidade ou gravidade determinado, num intervalo de tempo e num local espec&iacute;ficos. Esta no&ccedil;&atilde;o de perigosidade engloba duas dimens&otilde;es: tempo e espa&ccedil;o. A dimens&atilde;o temporal expressa&#45;se pela probabilidade de ocorr&ecirc;ncia do fen&oacute;meno no tempo, cujo c&aacute;lculo se pode basear no hist&oacute;rico existente para o evento; a dimens&atilde;o espacial adv&eacute;m da susceptibilidade ou propens&atilde;o para um territ&oacute;rio, face aos seus factores condicionantes, ser afectado pelo evento natural, independentemente do seu per&iacute;odo de recorr&ecirc;ncia (VERDE e Z&Ecirc;ZERE, 2007). O conceito de vulnerabilidade foi introduzido por VARNES (1984), e corresponde ao grau de dano ou perda potencial num determinado elemento ou conjunto de elementos como consequ&ecirc;ncia da ocorr&ecirc;ncia de um fen&oacute;meno de determinada intensidade. O seu valor expressa&#45;se numa escala que varia entre zero (n&atilde;o ocorre qualquer dano) e um (o dano &eacute; total), resultando na destrui&ccedil;&atilde;o do elemento em risco (VARNES, 1984; CARDONA, 2003).</p>

	    <p>Quantitativamente, o risco (R) &eacute; muitas vezes expresso pelo produto entre a perigosidade (P) e a vulnerabilidade (V) (FELL, 1994; PEDUZZI <i>et al.</i>, 2001; UNDP, 2004; DILLEY <i>et al</i>., 2005; CARDONA <i>et al</i>., 2005).</p>

	    <p><img src="/img/revistas/slu/v19n2/19n2a03e1.gif"></p>

	    
<p>Contudo, uma dificuldade que essa abordagem levanta &eacute; a de n&atilde;o conseguir diferenciar adequadamente a perda real de elementos diferentes com a mesma vulnerabilidade. Para colmatar esta dificuldade surgiu a necessidade de introduzir o valor dos elementos (S), seja este um valor econ&oacute;mico ou outro. Neste contexto, surge o conceito de dano potencial, o qual se reporta a todos os elementos em risco: popula&ccedil;&atilde;o, edifica&ccedil;&otilde;es e obras de engenharia, actividades econ&oacute;micas, servi&ccedil;os p&uacute;blicos, infraestruturas e patrim&oacute;nio natural na &aacute;rea potencialmente afectada pelo processo considerado (FILHO, 2001; IUGS, 1997). O dano potencial corresponde ao produto entre a vulnerabilidade dos elementos e o seu respectivo valor. Deste modo, a f&oacute;rmula de c&aacute;lculo de risco sofre uma modifica&ccedil;&atilde;o, passando o risco a ser entendido como o produto entre a perigosidade e o dano potencial, f&oacute;rmula esta que se encontra de acordo com o quadro conceptual internacionalmente aceite no dom&iacute;nio dos riscos naturais (VERDE e Z&Ecirc;ZERE, 2007).</p>

	    <p><img src="/img/revistas/slu/v19n2/19n2a03e2.gif"></p>

	    
<p>A modela&ccedil;&atilde;o da perigosidade de inc&ecirc;ndio florestal consistiu num processo de an&aacute;lise multi&#45;crit&eacute;rio ou multi&#45;vari&aacute;vel executado de acordo com a metodologia desenvolvida por ALMEIDA <i>et al.</i> (1995) tendo, no entanto, sido efectuadas algumas altera&ccedil;&otilde;es. A utiliza&ccedil;&atilde;o deste tipo de metodologia no desenvolvimento de cartografia de perigo de inc&ecirc;ndio florestal n&atilde;o &eacute; original, tendo sido anteriormente utilizada por CHUVIECO e CONGALTON (1989) e FERRAZ e VETTORAZZI (1998), entre outros. Contudo, a op&ccedil;&atilde;o pela sua utiliza&ccedil;&atilde;o deve&#45;se ao facto de se tratar de uma metodologia intuitiva e completa, adaptada &agrave;s caracter&iacute;sticas do problema e que reconhece as suas variadas facetas.</p>

	    <p>Neste sentido, efectuou&#45;se a selec&ccedil;&atilde;o de vari&aacute;veis de acordo com a sua representatividade ou contributo para a perigosidade, havendo o especial cuidado de seleccionar apenas vari&aacute;veis independentes entre si, de modo a reduzir o efeito de enviesamento dos resultados por autocorrela&ccedil;&atilde;o. Estas vari&aacute;veis, cujo car&aacute;cter exclusivamente biof&iacute;sico/natural ou social nem sempre est&aacute; bem definido, podem ser classificadas, quanto &agrave; sua natureza, em tr&ecirc;s grupos distintos: f&iacute;sicas, sociais e hist&oacute;rico&#45;geogr&aacute;ficas. Do grupo de vari&aacute;veis f&iacute;sicas fazem parte o uso e ocupa&ccedil;&atilde;o do solo, a hidrografia e a orografia, concretamente, o declive e a exposi&ccedil;&atilde;o solar. No grupo de vari&aacute;veis sociais est&atilde;o inclu&iacute;dos aspectos como: densidade demogr&aacute;fica, interface urbano/florestal, rede vi&aacute;ria, espa&ccedil;os de recreio florestal e componentes infraestruturais espec&iacute;ficos de defesa da floresta contra inc&ecirc;ndios, nomeadamente, postos de vigia, pontos de abastecimento de &aacute;gua e quart&eacute;is de bombeiros. Relativamente &agrave; vari&aacute;vel hist&oacute;rico&#45;geogr&aacute;fica, o crit&eacute;rio utilizado foi a incid&ecirc;ncia espacial de inc&ecirc;ndios. Assim, da s&eacute;rie estat&iacute;stica de &aacute;reas ardidas entre 1975 e 2005 seleccionaram&#45;se aleatoriamente dez anos para valida&ccedil;&atilde;o independente do modelo, e utilizaram&#45;se os restantes vinte e um anos para a modela&ccedil;&atilde;o.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O passo seguinte consistiu em integrar as vari&aacute;veis, de modo a reflectirem o perigo que lhes est&aacute; associado, tendo&#45;se procedido &agrave; pondera&ccedil;&atilde;o de cada vari&aacute;vel e atribui&ccedil;&atilde;o de pesos &agrave;s suas sub&#45;classes de acordo com a sua import&acirc;ncia na perigosidade de inc&ecirc;ndios florestais, correspondendo os valores mais elevados a uma maior influ&ecirc;ncia na ocorr&ecirc;ncia dos inc&ecirc;ndios florestais, e os valores mais baixos a uma influ&ecirc;ncia mais reduzida (Quadro 1) para posteriormente efectuar a soma ponderada das mesmas.O m&eacute;todo de pondera&ccedil;&atilde;o usado foi o m&eacute;todo de "compara&ccedil;&atilde;o entre pares de crit&eacute;rios". Para este efeito, a informa&ccedil;&atilde;o vectorial relativa &agrave;s diferentes vari&aacute;veis foi rasterizada (em formato <i>Grid</i> com uma resolu&ccedil;&atilde;o de <i>pixel</i> de 10 metros de lado), recorrendo a software SIG (ArcGIS 9.1&reg;). O modelo utilizado foi organizado de modo a que o &iacute;ndice de perigosidade de inc&ecirc;ndio varie entre 0 (perigo m&iacute;nimo) e 1 412 (perigo m&aacute;ximo). Este m&eacute;todo permitiu a reclassifica&ccedil;&atilde;o do resultado da soma ponderada das vari&aacute;veis em cinco classes de perigosidade (Muito Baixa, Baixa, M&eacute;dia, Elevada e Muito Elevada), com intervalos de valores constantes para cada classe.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Quadro 1</b> &#150; Matriz de pondera&ccedil;&atilde;o e valora&ccedil;&atilde;o das vari&aacute;veis. Adaptado de: ALMEIDA <i>et al.</i>(1995)</p>

	    <p><img src="/img/revistas/slu/v19n2/19n2a03q1.gif"></p>

	    
<p>&nbsp;</p>

	    <p>Ap&oacute;s a modela&ccedil;&atilde;o da perigosidade, como forma de valida&ccedil;&atilde;o do modelo utilizado, efectuou&#45;se o c&aacute;lculo da incid&ecirc;ncia relativa da &aacute;rea ardida, entre 1975 e 2005, sobre as classes de perigosidade de inc&ecirc;ndio florestal. A rela&ccedil;&atilde;o de proporcionalidade resultou do quociente entre a propor&ccedil;&atilde;o de &aacute;rea ardida em cada classe e a propor&ccedil;&atilde;o de cada classe de perigosidade.</p>

	    <p>Relativamente ao c&aacute;lculo do dano potencial dos elementos, neste trabalho, a floresta foi considerada determinante, uma vez que, para al&eacute;m de ser vulner&aacute;vel a inc&ecirc;ndios, desempenha duas importantes fun&ccedil;&otilde;es, essenciais para a sustentabilidade do concelho de Arganil, produ&ccedil;&atilde;o e conserva&ccedil;&atilde;o. Este facto conduziu &agrave; adop&ccedil;&atilde;o de dois tipos de valora&ccedil;&atilde;o: econ&oacute;mica e paisag&iacute;stica. Neste sentido, as perdas potenciais apuradas s&atilde;o de duas ordens, apesar de se encontrarem intrinsecamente ligadas, sendo o resultado final constitu&iacute;do por duas an&aacute;lises distintas de danos potenciais. No que concerne &agrave; vulnerabilidade dos elementos, a sua atribui&ccedil;&atilde;o foi efectuada de acordo com o n&iacute;vel ou grau de destrui&ccedil;&atilde;o a que os elementos est&atilde;o sujeitos face um inc&ecirc;ndio.</p>

	    <p>Quanto ao dano potencial exclusivamente econ&oacute;mico, a sua quantifica&ccedil;&atilde;o resultou da atribui&ccedil;&atilde;o de valores monet&aacute;rios &agrave;s classes de uso e ocupa&ccedil;&atilde;o do solo, de acordo com o vigente na Portaria n.&ordm; 1152/2006, de 30 de Outubro, relativamente aos custos de constru&ccedil;&atilde;o de edifica&ccedil;&otilde;es e infra&#45;estruturas, e no documento "Estrat&eacute;gia Nacional para as Florestas" elaborado pela AFN (2006), onde est&atilde;o definidos os valores de mercado das diferentes esp&eacute;cies florestais (Quadro 2). Desta forma, este dano potencial traduz&#45;se na perda monet&aacute;ria por &aacute;rea de superf&iacute;cie.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Quadro 2</b> &#150; Valores de refer&ecirc;ncia para vulnerabilidade e valor econ&oacute;mico dos elementos e respectivo dano potencial</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/slu/v19n2/19n2a03q2.gif"></p>

	    
<p>&nbsp;</p>

	    <p>Relativamente &agrave;s perdas potenciais na paisagem, ou seja, o dano potencial paisag&iacute;stico, a sua quantifica&ccedil;&atilde;o foi efectuada por extrapola&ccedil;&atilde;o e ajustamento dos valores de refer&ecirc;ncia propostos pelo ICNB (2007) para as unidades de paisagem (Quadro 3). Estes valores paisag&iacute;sticos, e por iner&ecirc;ncia os danos potenciais na paisagem, s&atilde;o adimensionais, uma vez que o valor paisag&iacute;stico resulta da atribui&ccedil;&atilde;o num&eacute;rica a par&acirc;metros classificados qualitativamente. Neste &acirc;mbito, identificaram&#45;se os seguintes elementos ou unidades de paisagem de car&aacute;cter natural e/ou antr&oacute;pico: a Mata do Hospital e o Santu&aacute;rio do Montalto, na freguesia de Arganil; um n&uacute;cleo de <i>Quercus suber</i> na freguesia de Folques; a reserva de recreio da Fraga da Pena e o Vale da Ribeira do Carqueiv&atilde;o, na freguesia de Benfeita; a Mata da Margara&ccedil;a, nas Freguesias de Benfeita, Teixeira e Moura da Serra; a Mata do Convento, um n&uacute;cleo de <i>Quercus Pyrenaica</i> e um n&uacute;cleo de <i>Acer Monspessulanum</i>, na freguesia de Vila Cova de Alva; e a Aldeia Hist&oacute;rica do Pi&oacute;d&atilde;o, na freguesia de Pi&oacute;d&atilde;o, para al&eacute;m das aldeias, socalcos agr&iacute;colas, pinhais e matos existentes em todas as freguesias.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Quadro 3</b> &#150; Valores de refer&ecirc;ncia para vulnerabilidade e valor paisag&iacute;stico dos elementos e respectivo dano potencial</p>

	    <p><img src="/img/revistas/slu/v19n2/19n2a03q3.gif"></p>

	    
<p>&nbsp;</p>

	    <p>Por &uacute;ltimo, a integra&ccedil;&atilde;o dos componentes de risco (perigosidade e dano potencial) obedeceu &agrave; f&oacute;rmula seguinte:</p>

	    <p><img src="/img/revistas/slu/v19n2/19n2a03e3.gif"></p>

	    
<p>&nbsp;</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Dado que foram considerados dois danos potenciais diferentes para os elementos em risco e as suas unidades n&atilde;o s&atilde;o compat&iacute;veis entre si, da avalia&ccedil;&atilde;o do risco de inc&ecirc;ndio florestal resultaram dois mapas de risco. Tal como na modela&ccedil;&atilde;o de perigosidade, os resultados obtidos nos mapas de risco foram distribu&iacute;dos por cinco classes (Muito Baixo, Baixo, M&eacute;dio, Elevado e Muito Elevado), atrav&eacute;s de quebras naturais.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Resultados e discuss&atilde;o</b></p>

	    <p>O mapa de perigosidade obtido atrav&eacute;s da integra&ccedil;&atilde;o das diferentes vari&aacute;veis indica que, em termos gerais, as &aacute;reas de perigo Muito Elevado (17,5%) localizam&#45;se, predominantemente, no sector Este do concelho, ao longo das vertentes da Serra do A&ccedil;or (Figura 2).</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><img src="/img/revistas/slu/v19n2/19n2a03f2.gif"></p>

	    
<p><b>Figura 2</b> &#150; Mapa de perigosidade de inc&ecirc;ndio florestal</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p>As &aacute;reas de perigosidade Elevada (45,6%) conjuntamente com as &aacute;reas da classe M&eacute;dia (25,1%) s&atilde;o as que t&ecirc;m maior representatividade e distribuem&#45;se fragmentariamente por todo o concelho. J&aacute; as classes de perigo mais reduzido, Baixa (10,6%) e Muito Baixa (1,2%), t&ecirc;m pouca representatividade no territ&oacute;rio e concentram&#45;se, essencialmente, nos n&uacute;cleos populacionais das freguesias que se estendem ao longo do vale do rio Alva. Note&#45;se que a predomin&acirc;ncia das classes mais altas de perigosidade no sector Este do concelho deve&#45;se, fundamentalmente, aos acentuados declives; &agrave;s extensas &aacute;reas de matos, os quais possuem elevado grau de combustibilidade; &agrave; baixa densidade de caminhos agr&iacute;colas e florestais, cujas caracter&iacute;sticas impedem um tempo de desloca&ccedil;&atilde;o reduzido por parte dos meios de combate a inc&ecirc;ndios florestais; e ainda, &agrave; forte incid&ecirc;ncia das &aacute;reas ardidas neste sector do concelho.</p>

	    <p>O c&aacute;lculo da incid&ecirc;ncia das &aacute;reas ardidas, entre 1975 e 2005, sobre o mapa de perigosidade deu origem a duas curvas: sucesso e valida&ccedil;&atilde;o (Figura 3). A curva de sucesso resulta da aplica&ccedil;&atilde;o das &aacute;reas ardidas utilizadas na constru&ccedil;&atilde;o do modelo, e a curva de valida&ccedil;&atilde;o resulta da aplica&ccedil;&atilde;o das &aacute;reas ardidas que n&atilde;o foram consideradas na constru&ccedil;&atilde;o do modelo (no caso em apre&ccedil;o, &aacute;reas ardidas dos dez anos seleccionados aleatoriamente para este efeito). Para ambas as situa&ccedil;&otilde;es verifica&#45;se uma incid&ecirc;ncia crescente com o aumento da perigosidade, apesar de, como seria de esperar, ser menor na curva de valida&ccedil;&atilde;o. A curva de sucesso do mapa de perigosidade demonstra que, quando se consideram os 17,5% da &aacute;rea total classificada com perigosidade Muito Elevada, verifica&#45;se que ela integra 80% da &aacute;rea ardida. A curva de predi&ccedil;&atilde;o demonstra que mais de 50% da nova &aacute;rea ardida est&aacute; constrangida aos 17,5% da &aacute;rea classificada com maior perigosidade. Neste sentido, a curva de sucesso indica um bom ajustamento do modelo utilizado e a curva de valida&ccedil;&atilde;o evidencia que o modelo tem um comportamento eficiente para representar a perigosidade de inc&ecirc;ndio florestal no concelho de Arganil.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>

	    <p><img src="/img/revistas/slu/v19n2/19n2a03f3.gif"></p>

	    
<p><b>Figura 3</b> &#150; Incid&ecirc;ncia relativa das &aacute;reas ardidas nas classes de perigosidade</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p>O mapa de risco de inc&ecirc;ndio florestal, resultante do produto entre a perigosidade e o dano potencial econ&oacute;mico, evidencia que a classe de risco Muito Baixo (59,6%) &eacute; a dominante no concelho de Arganil (Figura 4). Para a preval&ecirc;ncia desta classe de risco muito contribuiu o facto de os matos serem, simultaneamente, os elementos com maior predomin&acirc;ncia no territ&oacute;rio e, tamb&eacute;m, aqueles que det&ecirc;m o dano potencial mais reduzido, em virtude do seu baixo valor monet&aacute;rio.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><img src="/img/revistas/slu/v19n2/19n2a03f4.gif"></p>

	    
<p><b>Figura 4</b> &#150; Mapa de risco de inc&ecirc;ndio florestal em fun&ccedil;&atilde;o do valor econ&oacute;mico</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p>As classes de risco Baixo (15,0%) e M&eacute;dio (17,0%) surgem dispersas por todo o concelho, circundando as superf&iacute;cies urbanas ou mesmo nas encostas serranas onde se localizam algumas das superf&iacute;cies agr&iacute;colas, bem como povoamentos mistos e puros de pinhal.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A classe de risco Elevado (7,2%) &eacute; pouco significativa e a sua incid&ecirc;ncia &eacute; maior no sop&eacute; da cadeia montanhosa, onde os povoamentos de eucaliptal ocupam grandes extens&otilde;es. A estes povoamentos a metodologia utilizada conferiu perigosidade e dano potencial consideravelmente elevados, o que incrementou o risco de inc&ecirc;ndio florestal.</p>

	    <p>A classe de risco Muito Elevado (1,2%) tem uma express&atilde;o territorial muito reduzida, estando representada nos principais n&uacute;cleos urbanos e nos espa&ccedil;os destinados aos p&oacute;los industriais, os quais se localizam pr&oacute;ximo das principais vias rodovi&aacute;rias. Na maioria das superf&iacute;cies urbanas o perigo de inc&ecirc;ndio florestal &eacute; reduzido, no entanto, o facto de o dano potencial ser muito elevado incrementa o risco, especialmente nas &aacute;reas de interface urbano&#45;florestal, onde o perigo de inc&ecirc;ndio &eacute; elevado.</p>

	    <p>Relativamente ao mapa de risco de inc&ecirc;ndio florestal resultante do produto entre a perigosidade e o dano potencial paisag&iacute;stico, verifica&#45;se que as classes de risco se distribuem em duas &aacute;reas geogr&aacute;ficas distintas (Figura 5). As classes de risco mais baixas &#150; Muito Baixo (17,1%) e Baixo (33,6%), localizam&#45;se nas freguesias do vale do rio Alva, ao passo que as classes de risco mais altas &#150; M&eacute;dio (39,2%) e Elevado (9,7%), se distribuem ao longo da Serra do A&ccedil;or. A classe de risco Muito Elevado (0,4%) &eacute;, praticamente, residual e a ela correspondem as &aacute;reas abrangidas pela Aldeia Hist&oacute;rica do Pi&oacute;d&atilde;o e pela Mata da Margara&ccedil;a.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><img src="/img/revistas/slu/v19n2/19n2a03f5.gif"></p>

	    
<p><b>Figura 5</b> &#150; Mapa de risco de inc&ecirc;ndio florestal em fun&ccedil;&atilde;o do valor paisag&iacute;stico</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Conclus&otilde;es</b></p>

	    <p>No presente estudo foi poss&iacute;vel concretizar com sucesso a avalia&ccedil;&atilde;o do risco de inc&ecirc;ndio florestal com recurso a vari&aacute;veis f&iacute;sicas e sociais e &agrave; valora&ccedil;&atilde;o dos elementos. Da integra&ccedil;&atilde;o das vari&aacute;veis, atrav&eacute;s da sua soma ponderada, no modelo de perigosidade resultou um mapa de perigo de inc&ecirc;ndio florestal que indica que, no concelho de Arganil, na sua globalidade, os n&iacute;veis de perigosidade s&atilde;o elevados. Estes resultados devem&#45;se, essencialmente, &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es morfol&oacute;gicas prop&iacute;cias &agrave; eclos&atilde;o e desenvolvimento de inc&ecirc;ndios florestais, &agrave; disponibilidade de material com elevada combustibilidade e &agrave; forte incid&ecirc;ncia de inc&ecirc;ndios nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas. Em suma, as caracter&iacute;sticas f&iacute;sico&#45;naturais deste concelho potenciam a ocorr&ecirc;ncia de inc&ecirc;ndios. Devido aos baixos n&iacute;veis de presen&ccedil;a humana, as caracter&iacute;sticas sociais demonstram ter um papel redutor na eclos&atilde;o do fogo, mas, opositor na sua supress&atilde;o. Estes dados revelam que &eacute; urgente tomar medidas de preven&ccedil;&atilde;o eficazes tais como: a gest&atilde;o de faixas de combust&iacute;veis com vista &agrave; compartimenta&ccedil;&atilde;o dos espa&ccedil;os florestais, o refor&ccedil;o dos postos de vigia, a constru&ccedil;&atilde;o e manuten&ccedil;&atilde;o de aceiros e a melhoria na efic&aacute;cia da primeira interven&ccedil;&atilde;o, preconizada pelas diferentes equipas a quem foi atribu&iacute;da esta compet&ecirc;ncia. Estas medidas, para que surtam efeito, implicam o contributo e participa&ccedil;&atilde;o de todos os agentes da gest&atilde;o do territ&oacute;rio, inclusivamente das popula&ccedil;&otilde;es.</p>

	    <p>Relativamente ao &iacute;ndice de risco de inc&ecirc;ndio florestal, conclui&#45;se que as duas metodologias utilizadas indicam que o concelho de Arganil apresenta, na generalidade, n&iacute;veis baixos de risco; o que significa que o potencial de perda perante o fen&oacute;meno inc&ecirc;ndio &eacute; reduzido. Este resultado decorre do facto de os elementos com maior dano potencial, econ&oacute;mico ou paisag&iacute;stico, terem uma baixa representatividade cartogr&aacute;fica no concelho. No entanto, a propens&atilde;o a inc&ecirc;ndios (que poder&atilde;o atingir dimens&otilde;es catastr&oacute;ficas) expressa no mapa de perigosidade, possibilitar&aacute; a ocorr&ecirc;ncia de eventuais perdas avultadas, sobretudo nos elementos que fazem parte do <i>ex libris</i> que o concelho de Arganil oferece em termos tur&iacute;sticos, e dos quais muito depende a subsist&ecirc;ncia de habitantes deste concelho, para al&eacute;m das poss&iacute;veis perdas irrevers&iacute;veis ao n&iacute;vel do patrim&oacute;nio natural.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Neste sentido, os mapas obtidos revelam&#45;se de grande utilidade. O mapa de perigosidade &eacute; particularmente indicado para ac&ccedil;&otilde;es de defesa da floresta contra inc&ecirc;ndios, concretamente nas ac&ccedil;&otilde;es de preven&ccedil;&atilde;o, permitindo identificar os locais onde o potencial para a ocorr&ecirc;ncia de inc&ecirc;ndios florestais &eacute; maior e onde um inc&ecirc;ndio poder&aacute; adquirir maior magnitude. Por outro lado, o mapa de risco de inc&ecirc;ndio florestal &eacute; relevante, sobretudo, em ac&ccedil;&otilde;es de supress&atilde;o, permitindo identificar o potencial de perda de cada lugar cartografado; n&atilde;o obstante, este mapa pode ser utilizado em ac&ccedil;&otilde;es de planeamento e gest&atilde;o da floresta, quando analisado em conjunto com o mapa de perigosidade. Os &iacute;ndices expressos nos dois mapas produzidos neste trabalho adquirem uma utilidade pr&aacute;tica, ainda maior quando conjugados com o &iacute;ndice di&aacute;rio de risco de inc&ecirc;ndio, uma vez que t&ecirc;m um car&aacute;cter de complementaridade no processo de tomada de decis&otilde;es.</p>

	    <p>Os &iacute;ndices obtidos t&ecirc;m, aproximadamente, uma validade temporal de trinta anos, contudo, caso ocorram mudan&ccedil;as dr&aacute;sticas de alguns factores, o cen&aacute;rio pode ser alterado. As vari&aacute;veis fisiogr&aacute;ficas n&atilde;o tender&atilde;o a sofrer mudan&ccedil;as, em contrapartida, as restantes vari&aacute;veis est&atilde;o sujeitas a modifica&ccedil;&otilde;es que podem ser mais ou menos r&aacute;pidas. A manuten&ccedil;&atilde;o da tend&ecirc;ncia expressa nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas para a diminui&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o e o aumento das &aacute;reas ocupadas por matos, conduzir&aacute; a modifica&ccedil;&otilde;es que poder&atilde;o ser ainda mais acentuadas do que o previsto. Por sua vez, a diminui&ccedil;&atilde;o populacional colocar&aacute; em causa a melhoria das infraestruturas de defesa da floresta contra inc&ecirc;ndios. De igual modo, os valores monet&aacute;rios dos elementos poder&atilde;o sofrer grandes oscila&ccedil;&otilde;es, o que implicar&aacute; a actualiza&ccedil;&atilde;o do mapa de risco de inc&ecirc;ndio florestal.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></p>

	    <!-- ref --><p>AFN &#150; Autoridade Florestal Nacional, 2006. Estrat&eacute;gia Nacional para as Florestas. Minist&eacute;rio da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.afn.min-agricultura.pt/portal/inf-flo/enf/estrategia-nacional-para-as-florestas" target="_blank"> http://www.afn.min&#45;agricultura.pt/portal/inf&#45;flo/enf/estrategia&#45;nacional&#45;para&#45;as&#45;florestas</a>. P&aacute;gina consultada em Setembro de 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S0870-6352201100030000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>ALMEIDA, R., CARIDADE, REDINHA, J., GRILO, F., M., ANT&Oacute;NIO, R., CASTRO, M. VINAGRE, P., PINHEIRO, D., GUERREIRO, J., SOUSA C. MENDON&Ccedil;A, M., 1995. <i>Relat&oacute;rio do Projecto Piloto de Produ&ccedil;&atilde;o de Cartografia de Risco de Inc&ecirc;ndio Florestal</i>. Centro Nacional de Informa&ccedil;&atilde;o Geogr&aacute;fica, Lisboa, 60 pp.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S0870-6352201100030000300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>BACHMANN, A., ALLG&Ouml;WER, B., 1999. The need for a consistent wildfire risk terminology. <i>In Proceedings from the Joint Fire Science Conference and Worksho</i>p. Boise, Idaho, June 15&#45;17.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S0870-6352201100030000300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>CARDONA, O.D., 2003. Indicators for Disaster Risk Management. <i>First Expert Meeting on Disaster Risk Conceptualization and Indicator Modelling</i>, Manizales&#45;Colombia, 38 pp.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S0870-6352201100030000300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>CARDONA, O.D. <i>et al</i>., 2005. System of indicators for disaster risk management: main technical report. Manizales &#150; Washington: Instituto de Estudios Ambientales Universidad Nacional de Colombia / Inter&#45;American Development Bank.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S0870-6352201100030000300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>CARVALHO, P.C.F., 2005. <i>Modela&ccedil;&atilde;o do risco de Inc&ecirc;ndio Florestal com Redes Neuronais Artificiais: aplica&ccedil;&atilde;o ao Parque Natural de Montesinho</i>. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado em Ci&ecirc;ncia e Sistemas de Informa&ccedil;&atilde;o Geogr&aacute;fica. Instituto Superior de Estat&iacute;stica e Gest&atilde;o de Informa&ccedil;&atilde;o, Universidade Nova de Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S0870-6352201100030000300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>CHUVIECO, E., CONGALTON, R.G., 1989. Application of Remote Sensing and Geographic Information Systems to Forest Fire Hazard Mapping. <i>Remote Sensing of Environment</i> <b>29</b>: 147&#45;160.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S0870-6352201100030000300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>CHUVIECO, E., SALAS, F., VEGA, C., 1997. <i>Remote Sensing and GIS for Long&#45;Term Fire Risk Mapping</i>. Megafires project ENV&#45;CT96&#45;0256, Alcal&aacute; de Henares, pp. 91&#45;108.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S0870-6352201100030000300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>DILLEY, <i>et al.,</i> 2005. <i>Natural Disaster Hotspots: A Global Risk Analysis</i>. Washington: World Bank Publications.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S0870-6352201100030000300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>FELL, R., 1994. Landslide risk assessment and acceptable risk. <i>Canadian Geotechnical Journal</i> <b>31</b>: 261&#45;272.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S0870-6352201100030000300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>FERRAZ, S.F.B., VETTORAZZI, C.A., 1998. Mapeamento de risco de inc&ecirc;ndios florestais por meio de sistema de informa&ccedil;&otilde;es geogr&aacute;ficas (SIG). <i>Scientia Forestalis, Piracicaba</i> <b>53</b>: 39&#45;48.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S0870-6352201100030000300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>FILHO, O.A., 2001. <i>Carta de Risco de Escorregamentos Quantificada em Ambiente de SIG como Subs&iacute;dio para Planos de Seguro em &Aacute;reas Urbanas: um ensaio em Caraguatatuba (SP)</i>. P&oacute;s&#45;Gradua&ccedil;&atilde;o em Geoci&ecirc;ncias. Instituto de Geoci&ecirc;ncias e Ci&ecirc;ncias Exatas/Unesp, Rio Claro, Tese de Doutorado, 195 pp.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S0870-6352201100030000300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>FREIRE, S., CARR&Atilde;O, H., CAETANO, M. R., 2002. Produ&ccedil;&atilde;o de Cartografia de Risco de Inc&ecirc;ndio Florestal com Recurso a Imagens de Sat&eacute;lite e Dados Auxiliares. <i>Actas do VII Encontro de Utilizadores de Informa&ccedil;&atilde;o Geogr&aacute;fica (ESIG' 2002</i>). 13 a 15 de Novembro, Lisboa: Instituo Geogr&aacute;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S0870-6352201100030000300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->fico Portugu&ecirc;s.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>ICNB &#150; Instituto de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e Biodiversidade, 2007. <i>Plano de Ordenamento da &aacute;rea de Paisagem Protegida da Serra do A&ccedil;or</i><i>. 1.&ordf; Fase Caracteriza&ccedil;&atilde;o</i> &#150; Discuss&atilde;o P&uacute;blica. Outubro de 2007.Minist&eacute;rio do Ambiente, do Ordenamento do Territ&oacute;rio e do Desenvolvimento Regional.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S0870-6352201100030000300014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>INE &#150; Instituto Nacional de Estat&iacute;stica, 2002. <i>XIV Recenseamento Geral da Popula&ccedil;&atilde;o 2001</i>. <i>IV Recenseamento Geral da Habita&ccedil;&atilde;o</i>. INE, Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S0870-6352201100030000300015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>IUGS &#45; International Union of Geological Sciences &#150; Working Group on Landslides, 1997. <i>Quantitative risk assessment for slopes and landslides &#150; The state of the art.</i> In <i>Landslide Risk Assessment</i> CRUDEN, D., FELL, R. (Eds.). Proceedings of the International Worhshop on Landslide Risk Assessment. A.A. Balkema, pp. 3&#150;12.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S0870-6352201100030000300016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>MACEDO, F.W., SARDINHA, A.M., 1993. <i>Fogos Florestais</i>. Vol I, 2&ordf; Ed., Publ. Ci&ecirc;ncia e Vida. Lisboa, 430 pp.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S0870-6352201100030000300017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>MILLINGTON, J.D.A. (s.d.). Natural Hazards: Forest Fires. Dispon&iacute;vel em <a href="http://members.lycos.co.uk/NaturalHazards/FFires.html" target="_blank"> http://members.lycos.co.uk/NaturalHazards/FFires.html</a>. P&aacute;gina consultada em Novembro de 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S0870-6352201100030000300018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>NHERC &#45; Natural Hazards Education and Research Cooperative, 2008. <a href="http://www.naturalhazards.org" target="_blank"> www.naturalhazards.org</a>. P&aacute;gina consultada em Setembro de 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000143&pid=S0870-6352201100030000300019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>OLIVEIRA, D.S., 2002. <i>Zoneamento de risco de inc&ecirc;ndios em povoamentos florestais no norte de Santa Catarina</i>. Universidade Federal do Paran&aacute;, Curso de P&oacute;s&#45;Gradua&ccedil;&atilde;o em Ci&ecirc;ncias Florestais, Curitiba. (Disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado), 113 pp.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000145&pid=S0870-6352201100030000300020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>PEDUZZI, P., <i>et al.,</i> 2001. <i>Insight on common key indicators for Global Vulnerability Mapping</i>. Ed. UNEP/GRID, Genebra.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S0870-6352201100030000300021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>UNDP &#150; United Nations Development Programme, 2004. <i>Reducing Disaster Risk: a challenge for development</i>. USA: UNDP. New York, 129 pp.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000149&pid=S0870-6352201100030000300022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>VARNES, D.J., 1984. <i>Landslide Hazard Zonation: a review of principles and practice</i>. International Association of Engineering Geology Commission on Landslides and Other Mass Movements on Slopes. UNESCO, Paris.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000151&pid=S0870-6352201100030000300023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>VERDE, J., Z&Ecirc;ZERE, J.L., 2007. Avalia&ccedil;&atilde;o de perigosidade de inc&ecirc;ndio florestal. In <i>Actas do VI Congresso de Geografia Portuguesa</i>, 17&#45;19 Outubro. UNL. Lisboa, 23 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000153&pid=S0870-6352201100030000300024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>VIEGAS, D.X., BOVIO, G., FERREIRA, A., NOSENZO, A., SOL, B., 1999. Comparative Study of Various Methods of Fire Danger Evaluation in Southern Europe. <i>International Journal of Wildland Fire</i> <b>9</b>(4): 235&#45;246.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000155&pid=S0870-6352201100030000300025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>VORISSIS, D., 1999. <i>Definition of the Needs of Suppress Group as Concern of the Prediction of the Behaviour of Wild Land Fires</i>. In DELFI. Athens, pp. 159&#45;163.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000157&pid=S0870-6352201100030000300026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><i>Entregue para publica&ccedil;&atilde;o em Mar&ccedil;o de 2009</i></p>

	    <p><i>Aceite para publica&ccedil;&atilde;o em Agosto de 2011</i></p>
     ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<nlm-citation citation-type="book">
<collab>Autoridade Florestal Nacional</collab>
<source><![CDATA[Estratégia Nacional para as Florestas]]></source>
<year>2006</year>
<publisher-name><![CDATA[Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[ALMEIDA]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[CARIDADE]]></surname>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[REDINHA]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[GRILO]]></surname>
<given-names><![CDATA[F., M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[ANTÓNIO]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[CASTRO]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[VINAGRE]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[PINHEIRO]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[GUERREIRO]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[SOUSA]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[MENDONÇA]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Relatório do Projecto Piloto de Produção de Cartografia de Risco de Incêndio Florestal]]></source>
<year>1995</year>
<page-range>60</page-range><publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Centro Nacional de Informação Geográfica]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<nlm-citation citation-type="confpro">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[BACHMANN]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[ALLGÖWER]]></surname>
<given-names><![CDATA[B.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The need for a consistent wildfire risk terminology]]></article-title>
<source><![CDATA[Proceedings]]></source>
<year>1999</year>
<conf-name><![CDATA[ Joint Fire Science Conference and Workshop]]></conf-name>
<conf-loc>Boise Idaho</conf-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<nlm-citation citation-type="confpro">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[CARDONA]]></surname>
<given-names><![CDATA[O.D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Indicators for Disaster Risk Management]]></article-title>
<source><![CDATA[]]></source>
<year>2003</year>
<conf-name><![CDATA[ First Expert Meeting on Disaster Risk Conceptualization and Indicator Modelling]]></conf-name>
<conf-loc>Manizales </conf-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[CARDONA]]></surname>
<given-names><![CDATA[O.D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[System of indicators for disaster risk management: main technical report]]></source>
<year>2005</year>
<publisher-loc><![CDATA[Manizales - Washington ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Instituto de Estudios Ambientales Universidad Nacional de Colombia / Inter-American Development Bank]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[CARVALHO]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.C.F.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Modelação do risco de Incêndio Florestal com Redes Neuronais Artificiais: aplicação ao Parque Natural de Montesinho]]></source>
<year>2005</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[CHUVIECO]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[CONGALTON]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.G.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Application of Remote Sensing and Geographic Information Systems to Forest Fire Hazard Mapping]]></article-title>
<source><![CDATA[Remote Sensing of Environment]]></source>
<year>1989</year>
<volume>29</volume>
<page-range>147-160</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[CHUVIECO]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[SALAS]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[VEGA]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Remote Sensing and GIS for Long-Term Fire Risk Mapping]]></source>
<year>1997</year>
<page-range>91-108</page-range><publisher-loc><![CDATA[Alcalá de Henares ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Megafires project ENV-CT96-0256]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[DILLEY]]></surname>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Natural Disaster Hotspots: A Global Risk Analysis]]></source>
<year>2005</year>
<publisher-loc><![CDATA[Washington ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[World Bank Publications]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[FELL]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Landslide risk assessment and acceptable risk]]></article-title>
<source><![CDATA[Canadian Geotechnical Journal]]></source>
<year>1994</year>
<volume>31</volume>
<page-range>261-272</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[FERRAZ]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.F.B.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[VETTORAZZI]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Mapeamento de risco de incêndios florestais por meio de sistema de informações geográficas (SIG)]]></article-title>
<source><![CDATA[Scientia Forestalis, Piracicaba]]></source>
<year>1998</year>
<volume>53</volume>
<page-range>39-48</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[FILHO]]></surname>
<given-names><![CDATA[O.A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Carta de Risco de Escorregamentos Quantificada em Ambiente de SIG como Subsídio para Planos de Seguro em Áreas Urbanas: um ensaio em Caraguatatuba (SP)]]></source>
<year>2001</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<nlm-citation citation-type="confpro">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[FREIRE]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[CARRÃO]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[CAETANO]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Produção de Cartografia de Risco de Incêndio Florestal com Recurso a Imagens de Satélite e Dados Auxiliares]]></article-title>
<source><![CDATA[Actas]]></source>
<year>2002</year>
<conf-name><![CDATA[VII Encontro de Utilizadores de Informação Geográfica]]></conf-name>
<conf-loc>Lisboa: </conf-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<nlm-citation citation-type="book">
<collab>Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade</collab>
<source><![CDATA[Plano de Ordenamento da área de Paisagem Protegida da Serra do Açor: 1.ª Fase Caracterização]]></source>
<year>2007</year>
<publisher-name><![CDATA[Ministério do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<nlm-citation citation-type="book">
<collab>Instituto Nacional de Estatística</collab>
<source><![CDATA[XIV Recenseamento Geral da População 2001: IV Recenseamento Geral da Habitação]]></source>
<year>2002</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[INE]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<nlm-citation citation-type="confpro">
<collab>International Union of Geological Sciences^dWorking Group on Landslides</collab>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Quantitative risk assessment for slopes and landslides: The state of the art]]></article-title>
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[CRUDEN]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[FELL]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Landslide Risk Assessment]]></source>
<year>1997</year>
<conf-name><![CDATA[ International Worhshop on Landslide Risk Assessment]]></conf-name>
<conf-loc> </conf-loc>
<page-range>3-12</page-range><publisher-name><![CDATA[A.A. Balkema]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[MACEDO]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.W.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[SARDINHA]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Fogos Florestais]]></source>
<year>1993</year>
<volume>I</volume>
<edition>2</edition>
<page-range>430</page-range><publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Publ. Ciência e Vida]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B18">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[MILLINGTON]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.D.A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Natural Hazards: Forest Fires]]></source>
<year></year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B19">
<nlm-citation citation-type="">
<collab>Natural Hazards Education and Research Cooperative</collab>
<source><![CDATA[]]></source>
<year>2008</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B20">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[OLIVEIRA]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Zoneamento de risco de incêndios em povoamentos florestais no norte de Santa Catarina]]></source>
<year>2002</year>
<page-range>113</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B21">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[PEDUZZI]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Insight on common key indicators for Global Vulnerability Mapping]]></source>
<year>2001</year>
<publisher-loc><![CDATA[Genebra ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Ed. UNEP/GRID]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B22">
<nlm-citation citation-type="book">
<collab>United Nations Development Programme</collab>
<source><![CDATA[Reducing Disaster Risk: a challenge for development]]></source>
<year>2004</year>
<page-range>129</page-range><publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[UNDP]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B23">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[VARNES]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Landslide Hazard Zonation: a review of principles and practice]]></source>
<year>1984</year>
<publisher-loc><![CDATA[Paris ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[International Association of Engineering Geology Commission on Landslides and Other Mass Movements on Slopes]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B24">
<nlm-citation citation-type="confpro">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[VERDE]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[ZÊZERE]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Avaliação de perigosidade de incêndio florestal]]></article-title>
<source><![CDATA[]]></source>
<year>2007</year>
<conf-name><![CDATA[ VI Congresso de Geografia Portuguesa]]></conf-name>
<conf-date>17-19 Outubro</conf-date>
<conf-loc> </conf-loc>
<page-range>23</page-range><publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[UNL]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B25">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[VIEGAS]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.X.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[BOVIO]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[FERREIRA]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[NOSENZO]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[SOL]]></surname>
<given-names><![CDATA[B.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Comparative Study of Various Methods of Fire Danger Evaluation in Southern Europe]]></article-title>
<source><![CDATA[International Journal of Wildland Fire]]></source>
<year>1999</year>
<volume>9</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>235-246</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B26">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[VORISSIS]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Definition of the Needs of Suppress Group as Concern of the Prediction of the Behaviour of Wild Land Fires]]></article-title>
<source><![CDATA[DELFI]]></source>
<year>1999</year>
<page-range>159-163</page-range><publisher-loc><![CDATA[Athens ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
