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<institution><![CDATA[,Escola Superior Agrária de Bragança Centro de Investigação de Montanha ]]></institution>
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</front><body><![CDATA[ 
	    <p><b>Notas do Herb&aacute;rio Florestal do INIAV (LISFA): Fasc. XXXIV - 2</b></p>
	
	    <p>&nbsp;</p>
	
	    <p><b>Tr&ecirc;s ne&oacute;fitos novos para a Flora de Portugal</b></p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Paulo Alves *, Carlos Aguiar **</b></p>
	
	    <p>* Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o em Biodiversidade e Recursos Gen&eacute;ticos (CIBIO) <a href="mailto:paulo.alves@fc.up.pt"><i>paulo.alves@fc.up.pt</i></a></p>
	
	    <p>** Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o de Montanha (CIMO), Escola Superior Agr&aacute;ria de Bragan&ccedil;a <a href="mailto:cfaguiar@ipb.pt"><i>cfaguiar@ipb.pt</i></a></p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b><i>Epilobium brachycarpum</i> C. Presl.</b></p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O <i>Epilobium brachycarpum</i> &eacute; origin&aacute;rio da Argentina e do W da Am&eacute;rica do Norte (G. Nieto Feliner in Castroviejo &amp; al. (eds), <i>Flora Iberica</i> VIII: 129). Foi detetado pela primeira vez no Continente Europeu na regi&atilde;o de Madrid, no in&iacute;cio da d&eacute;cada de 1980 (J. Izco, <i>Candollea</i> 38: 309&#45;315, 1983). Na Europa, al&eacute;m da Espanha, desde uma primeira cita&ccedil;&atilde;o datada de 1990, tem sido relatada a sua presen&ccedil;a em v&aacute;rios departamentos franceses (D. Mercier, <i>Le Jouet du Vert</i> 12: 3, 2003; J.L. Lamaison &amp; R. Desch&acirc;tres, <i>Le Monde des Plantes</i> 98: 19&#45;20, 2003). Recentemente, encontramos este ne&oacute;fito em taludes vi&aacute;rios, num mosaico ruderalizado de giestais de <i>Genista florida</i> (classe <i>Cytisetea scopario&#45;striatae</i>) e arrelvados de <i>Agrostis castellana</i> e <i>Dactylis hispanica</i> (classe <i>Stipo&#45;Agrostietea castellanae</i>), nos arrabaldes da Cidade de Bragan&ccedil;a. A presen&ccedil;a do <i>E. brachycarpum</i> em Portugal n&atilde;o constitui uma surpresa maior, uma vez que a sua distribui&ccedil;&atilde;o na Pen&iacute;nsula Ib&eacute;rica se estendia pelo C e CW de Espanha (G. Nieto Feliner, op. cit.). Trata&#45;se de uma esp&eacute;cie de f&aacute;cil identifica&ccedil;&atilde;o: alguns indiv&iacute;duos atingem dimens&otilde;es significativas (mais de 1,2 m), as folhas s&atilde;o alternas, lineares, com dent&iacute;culos marginais; as flores, vistosas, apresentam p&eacute;talas lilac&iacute;neas bilobadas at&eacute; 9 mm de comprimento, organizadas em amplas pan&iacute;culas terminais. Ao contr&aacute;rio da maioria dos <i>Epilobium</i> portugueses, o <i>E. brachycarpum</i> ocupa solos ruderalizados sujeitos a uma forte secura estival; n&atilde;o surpreenderia que viesse a apresentar, em Portugal Continental, um comportamento invasor ao longo dos sistemas rodovi&aacute;rio e ferrovi&aacute;rio.</p>

	    <p>BRAGAN&Ccedil;A: S&eacute;, pr&oacute;ximo do Parque Florestal, talude vi&aacute;rio, mosaico de giestal e arrelvado vivaz, ca. 680 m alt., 29TPG83, C. Aguiar 4947, 8&#45;X&#45;2007. Herb&aacute;rio Esc. Sup. Agr. Bragan&ccedil;a 7443.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b><i>Gamochaeta simplicicaulis</i>(Willdenow ex Sprengel) Cabrera</b></p>

	    <p>O g&eacute;nero <i>Gamochaeta</i> foi objecto de revis&otilde;es taxon&oacute;micas, nomenclaturais e corol&oacute;gicas significativas desde a publica&ccedil;&atilde;o do volume IV da <i>Flora Europaea</i>, quando J. Holub reconheceu dois <i>taxa</i> do g&eacute;nero naturalizados no continente europeu: a <i>G. subfalcata</i> (Cabrera) Cabrera e a <i>G. purpurea</i> (L.) Cabrera (J. Holub in Tutin <i>et al.</i> (eds.), <i>Flora Europaea</i> IV: 127, 1976). Guy L. Nesom clarificou o conceito de <i>Gamochaeta</i> e delimitou os seus limites gen&eacute;ricos para Flora da Am&eacute;rica do Norte (G.L. Nesom, <i>Sida</i> 21: 717&#45;741, 2004). Maria da Luz Rocha Afonso (Rocha Afonso, <i>Bol. Soc. Brot.,</i> S&eacute;r. 2, 57: 113&#45;127, 1984) investigou a presen&ccedil;a deste g&eacute;nero end&eacute;mico do Novo Mundo em Portugal aquando da prepara&ccedil;&atilde;o do segundo volume da Nova Flora de Portugal Continental (Franco, 1984). Durante um estudo dos padr&otilde;es de riqueza flor&iacute;stica de ex&oacute;ticas com caracter invasor na zona do Alto Minho foi por n&oacute;s detectada a presen&ccedil;a de um novo <i>taxon</i> de <i>Gamochaeta</i> em Portugal, a <i>G. simplicicaulis</i> (Willdenow ex Sprengel) Cabrera. Esta esp&eacute;cie distingue&#45;se de <i>G. coarctata</i> (Willd.) Kerg. (sin&oacute;nimo de <i>G. spicata</i> (Lam.) Cabr. nom. illegit.) pela sua maior dimens&atilde;o, caule geralmente n&atilde;o ramificado, aus&ecirc;ncia de folhas basais na flora&ccedil;&atilde;o e presen&ccedil;a de alguns pelos na p&aacute;gina superior das folhas que, por sua vez, s&atilde;o crenulado&#45;onduladas. A <i>G. simplicaulis</i> ocupa habitats semelhantes a <i>G. coarctata</i>, tais como &aacute;reas pisoteadas sujeitas a encharcamento tempor&aacute;rio e margens de cursos de &aacute;gua.</p>

	    <p>MAIA: Parque de Avioso, junto a uma pequena linha de &aacute;gua, 29TNF3271. Paulo Alves, 14&#45;IX&#45;2011, PO&#45;62225.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b><i>Conyza bilbaoana</i></b> <b>J. Remy</b></p>

	    <p>Os exemplares identific&aacute;veis como <i>Conyza albida</i> Spreng. usando a chave do g&eacute;nero <i>Conyza</i> traduzida da <i>Flora Europaea</i> por Jo&atilde;o do Amaral Franco (<i>Nova Flora de Portugal</i> II, 1984), apresentam duas combina&ccedil;&otilde;es distintas de caracteres. Alguns exemplares possuem um indumento de pelos patentes nas folhas e nas infloresc&ecirc;ncias; outros, por&eacute;m, s&atilde;o glabros, com c&iacute;lios nas margens e na nervura m&eacute;dia inferior das folhas. O primeiro tipo morfol&oacute;gico corresponde a <i>C. sumatrensis</i> (Retz.) E. H. Walker (sin. <i>C. albida</i>). O segundo tipo tem sido confundido com <i>C. sumatrensis</i> (Retz.) E.H. Walker ou <i>C. canadensis</i> (L.) Cronq., ou identificado como <i>C. x royana</i> Sennen ou <i>C. x mixta</i> Fouc. &amp; Neyr., dois <i>nothotaxa</i> cujas esp&eacute;cies parentais putativas s&atilde;o, respetivamente, <i>C. sumatrensis</i> e <i>C. canadensis</i>, ou <i>C. bonariensis</i> (L.) Cronq. e <i>C. canadensis</i>. As <i>C. albida</i> de folhas ciliadas correspondem, na realidade, a um ne&oacute;fito em expans&atilde;o na Europa, a <i>C. bilbaoana</i> J. Remy, planta entretanto citada para o norte de Espanha por C. Aedo <i>et al.</i> (<i>Bol. Cien. Nat.</i> <i>R.I.DE.A.</i> 47: 7&#45;52, 2001) e por F. Verloove &amp; E. S&aacute;nchez Gull&oacute;n (<i>Acta Botanica Malacitana</i> 33: 147&#45;167, 2008). A <i>C. bilbaoana</i> &eacute; comum no Noroeste de Portugal Continental. Distingue&#45;se com facilidade no estado vegetativo das demais <i>Coniza</i> naturalizadas em Portugal, pelas folhas da roseta basal que, na maioria das vezes, possuem um recorte pronunciado. Ocorre em &aacute;reas sujeitas a perturba&ccedil;&atilde;o, podendo colonizar zonas h&uacute;midas.</p>

	    <p>VILA NOVA DE GAIA: Nas proximidades do Hotel Solverde, junto &agrave; estrada, 29TNF3042. Armando Machado e Paulo Alves, 20&#45;VII&#45;2004, PO&#45;61549.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As esp&eacute;cies do <i>Conyza</i> presentes em Portugal podem, ent&atilde;o, ser segregadas do seguinte modo:</p>

	    <p><b>1.</b> Br&aacute;cteas involucrais e folhas densamente peludas.<u>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</u> <b>2</b></p>

	    <p><b>1.</b> Br&aacute;cteas involucrais glabras (sem pelos) ou quase. Folhas com c&iacute;lios apenas na margem e na nervura central.<u>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</u> <b>3</b></p>

	    <p><b>2.</b> Cap&iacute;tulos abertos com 8&#45;15 mm de di&acirc;metro<u>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</u> <b><i>C. bonariensis</i></b></p>

	    <p><b>2.</b> Cap&iacute;tulos abertos com 4&#45;8 mm de di&acirc;metro.<u>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</u> <b><i>C. sumatrensis</i></b></p>

	    <p><b>3.</b> Cap&iacute;tulos com flores liguladas brancas bem visiveis. Br&aacute;cteas involucrais amarelo claras na parte interna.<u>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</u> <b><i>C. canadens<a name="_GoBack"></a>is</i></b></p>

	    <p><b>3.</b> Cap&iacute;tulos sem flores liguladas bem visiveis. Br&aacute;cteas involucrais cor de laranja ou avermelhadas na parte interna.<u>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</u> <b><i>C. bilbaoana</i></b></p>

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