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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: In recent decades, the number of elderly people has increased significantly in western societies, resulting in a high prevalence of chronic diseases and, therefore, in increased polypharmacy. In addition, established therapies are frequently complex, many times leading to therapeutic incompliance, which comprises a frequent therapeutic-related problem that may prejudice the treatment outcome. Objectives: To evaluate the levels of adherence to therapy in people over 60 years who evidence polypharmacy, identifying the factors affecting adherence levels. Methodology: Population-based, transversal and exploratory study, by questionnaire application. Sample: 51 polymedicated individuals (minimum four prescribed medicines) from a daily center located in the city of Olhão, with minimum age of 60 years. Diagnostic of, at least, one pathology treated since a minimum of six months. Assessed variables: social-demographic data, administration difficulties and amount of medicines administered daily. Results: The sample was composed of approximately 70% female and 30% male, with ages between 64 and 98 years (mean of 80 years). It was observed that all the individuals were adherent to therapy, although with different adherence levels, 94% of the whole sample being completely or very adherent to the therapy. Amongst all the studied variables, it was found that only marital status and oblivion, as a problem associated to therapy administration, affected adherence levels. The results allowed concluding that, with high probability, the fact that the elderly people were at a daily centre, led to higher therapeutic adherence.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Polimedicação em doentes idosos: adesão à      terapêutica</b></p>      <p><b>&nbsp;</b></p>      <p><b>Salete Sousa,* Ana Pires,* Cláudia Conceição,* Tânia Nascimento,** Ana Grenha,***    Luis Braz****</b></p>      <p>*Aluna do 4.<sup>o</sup> ano da Licenciatura em Farmácia. Escola Superior de Saúde, Universidade do Algarve, Av. Dr. Adelino da Palma Carlos, 8000-510 Faro. Autores com igual contribuição</p>      <p>**Lic., Eq. Assistente 1.<sup>o</sup> Triénio. Escola Superior de Saúde, Universidade do Algarve, Av. Dr. Adelino da Palma Carlos, 8000-510 Faro. Autores com igual contribuição</p>      <p>***PhD, Professor Auxiliar. Faculdade de Ciências e Tecnologia, Universidade do Algarve, Campus de Gambelas, 8005-139 Faro</p>      <p>****MSc, Eq. Assistente 2.<sup>o</sup> Triénio. Escola Superior de Saúde, Universidade do Algarve, Av. Dr. Adelino da Palma Carlos, 8000-510 Faro.</p>      <p><b><a name="top0" id="top0"></a><a href="#0">Endereço para Correspondência</a></b></p>      <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resumo</b></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Introdução:</b> Nas últimas décadas, o número de idosos tem aumentado significativamente nas sociedades ocidentais. A este facto está associada uma elevada prevalência de doenças crónicas e, consequentemente, um aumento da polimedicação nesta faixa etária. O idoso tem frequentemente instituídas terapêuticas farmacológicas complexas, que podem conduzir à não adesão à terapêutica, prejudicando o resultado dos tratamentos.</p>      <p><b>Objectivos:</b> Avaliar os níveis de adesão à terapêutica em idosos polimedicados, identificando os factores que afectam essa mesma adesão.</p>      <p><b>Metodologia:</b> Estudo transversal, exploratório, quantitativo e de base populacional, por aplicação de questionário. Amostra: 51 idosos polimedicados de um centro de dia do concelho de Olhão, com idade superior a 60 anos. Diagnóstico de, pelo menos, uma patologia com terapêutica instituída há um mínimo de seis meses, e um mínimo de quatro medicamentos. Variáveis avaliadas: dados sócio-demográficos, tipo de medicamentos prescritos, dificuldades de administração e quantidade de medicamentos administrados diariamente.</p>      <p><b>Resultados:</b> A amostra consistia em aproximadamente 70% de idosos do    sexo feminino e 30% do sexo masculino, com idades compreendidas entre 64 e 98    anos (média de 80 anos). Observou-se que todos os idosos aderem à terapêutica,    ainda que com diferentes níveis de adesão, sendo 94% completamente ou bastante    aderentes à mesma. De entre todas as variáveis estudadas, verificou-se que apenas    o estado civil e o esquecimento, enquanto problema associado à administração    da terapêutica, afectaram os níveis de adesão. Os resultados obtidos permitiram    concluir que muito provavelmente a institucionalização dos idosos conduz a uma    maior adesão à terapêutica.</p>      <p><b>Palavras-chave:</b> Adesão à Terapêutica; Idoso Polimedicado; Polimedicação.</p>      <p>&nbsp;</p>     <p><b>Polypharmacy in elderly patients: Medication Adherence</b></p>      <p><b>Abstract</b></p>      <p><b>Introduction:</b> In recent decades, the number of elderly people has increased significantly in western societies, resulting in a high prevalence of chronic diseases and, therefore, in increased polypharmacy. In addition, established therapies are frequently complex, many times leading to therapeutic incompliance, which comprises a frequent therapeutic-related problem that may prejudice the treatment outcome.</p>      <p><b>Objectives:</b> To evaluate the levels of adherence to therapy in people over 60 years who evidence polypharmacy, identifying the factors affecting adherence levels.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Methodology:</b> Population-based, transversal and exploratory study, by questionnaire application. Sample: 51 polymedicated individuals (minimum four prescribed medicines) from a daily center located in the city of Olhão, with minimum age of 60 years. Diagnostic of, at least, one pathology treated since a minimum of six months. Assessed variables: social-demographic data, administration difficulties and amount of medicines administered daily.</p>      <p><b>Results:</b> The sample was composed of approximately 70% female and 30% male, with ages between 64 and 98 years (mean of 80 years). It was observed that all the individuals were adherent to therapy, although with different adherence levels, 94% of the whole sample being completely or very adherent to the therapy. Amongst all the studied variables, it was found that only marital status and oblivion, as a problem associated to therapy administration, affected adherence levels.</p>      <p>The results allowed concluding that, with high probability, the fact that the    elderly people were at a daily centre, led to higher therapeutic adherence.</p>      <p><b>Keywords:</b> Medication Adherence; Elderly; Polypharmacy.</p>      <p>&nbsp;</p>        <p>Texto completo dispon&iacute;vel apenas em PDF.</p>     <p>Full text only available in PDF format.</p>     <p>&nbsp;</p>      <p><b>REFERÊNCIAS bibliográficas</b></p>      <!-- ref --><p>1. Carrilho MJ, Gonçalves C. Dinâmicas territoriais do envelhecimento: análise exploratória dos resultados dos censos 91 e 2001. Rev Est Dem 2004; 36: 175-91.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000032&pid=S0870-7103201100020000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>2. Araújo RC. Interacções medicamentosas no idoso. In: Silva P, editor. Farmacologia. 6ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2002. p. 162-5.</p>      <p>3. Roach S. Introdução à enfermagem gerontológica. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2003.</p>      <p>4. Fonseca E. Terapêutica medicamentosa em geriatria. In: Soares MA, editor. Medicamentos não prescritos &#8211; aconselhamento farmacêutico. 2ª ed. Lisboa: Publicações Farmácia Portuguesa; 2002. p. 1307-19.</p>      <!-- ref --><p>5. Mallet L, Spinewine A, Huang A. The challenge of managing drug interactions in elderly people. Lancet 2007 Jul 14; 370 (9582): 185-91.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000036&pid=S0870-7103201100020000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>6. Berger L. O consumo de medicamentos pelos idosos. In: Berger L, Poirier DM, editores. Pessoas idosas - uma abordagem global. Lisboa: Lusodidacta; 1995. p. 439-63.</p>      <p>7. Beyth RJ, Shorr RS. Uso de medicamentos. In: Duthie EH, Katz PR, editores. Geriatria prática. 3ª ed. Rio de Janeiro: Revinter Editora; 2002. p. 37-46.</p>      <!-- ref --><p>8. Rocha CH, Oliveira AP, Ferreira C, Faggiani FT, Schroeter G, Souza AC, et al. Adesão à prescrição médica em idosos de Porto Alegre, RS. Ciênc Saúde Coletiva. 2008; 13 Supl: 703-10.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000039&pid=S0870-7103201100020000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>9. Burger-Diaz R. Adesão ao tratamento medicamentoso em pacientes idosos. In: Netto MP. editor. Gerontologia: a velhice e o envelhecimento em visão globalizada. São Paulo: Atheneu; 1996. p. 230-41.</p>      <!-- ref --><p>10. Galvão C. O idoso polimedicado &#8211; estratégias para melhorar a prescrição. Rev Port Clin Geral. 2006 Nov-Dec; 22 (6): 747-52.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000041&pid=S0870-7103201100020000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>11. Delgado AB, Lima ML. Contributo para a validação concorrente de uma medida de adesão aos tratamentos. Psic Saúde Doenças 2001; 2: 81-100.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000042&pid=S0870-7103201100020000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>12. Henriques MA. Adesão ao regime terapêutico em idosos [dissertação na Internet].    Lisboa (Portugal): Universidade de Lisboa; 2006. Disponível em: <a href="http://www.ul.pt/pls/portal/docs/1/174305.PDF" target="_blank">www.ul.pt/pls/portal/docs/1/174305.PDF</a>    [acedido em 26/02/2011]</p>      <!-- ref --><p>13. Teixeira JJV, Lefèvre F. A prescrição medicamentosa sob a ótica do paciente idoso. Rev Saúde Pública 2001; 35: 207-13.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000044&pid=S0870-7103201100020000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>14. Freire CC. Adesão e condições de uso de medicamentos por idosos [dissertação    na Internet]. Ribeirão Preto, SP: Universidade de São Paulo; 2009. Disponível    em: <a href="http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22132/tde-09032010-162351/pt-br.php" target="_blank">http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22132/tde-09032010-162351/pt-br.php</a>    [acedido em 26/02/2011].</p>      <p>15. World Health Organization. The world health report 2004 &#8211; changing    history; 2004. Disponível em: <a href="http://whqlibdoc.who.int/whr/2004/924156265X.pdf" target="_blank">http://whqlibdoc.who.int/whr/2004/924156265X.pdf</a>    [acedido em 26/02/2011].</p>      <p>16. Cintra FA, Guariento ME, Myazaki LA, editores. Adesão medicamentosa em idosos em seguimento ambulatorial. Actas do 5º Congresso Paulista de Geriatria e Gerontologia; 2007 Maio 24-27; Santos, São Paulo, Brasil. p. 318.</p>      <!-- ref --><p>17. Blanski CRK, Lenardt MH. A compreensão da terapêutica medicamentosa pelo idoso. Rev Gaúcha Enferm 2005; 26: 180-8.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000048&pid=S0870-7103201100020000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>18. Silva P, Luís S, Biscaia A. polimedicação: um estudo de prevalência nos centros de saúde do Lumiar e de Queluz. Rev Port Clin Geral 2004 Mai-Jun; 20 (3): 323-36.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000049&pid=S0870-7103201100020000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>      <p><b>CONFLITOS DE INTERESSE</b></p>      <p>Os autores declaram não existirem conflitos de interesse na elaboração deste artigo.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <p><b><a name="0"></a><a href="#top0">ENDEREÇO PARA CORRESPONDÊNCIA</a></b></p>      <p>Luis Braz</p>      <p>Escola Superior de Saúde da Universidade do Algarve</p>      <p>Av. Dr. Adelino da Palma Carlos</p>      <p>8000-510 Faro</p>      <p>E-mail: <a href="mailto:lvbraz@ualg.pt">lvbraz@ualg.pt</a></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Recebido em 18/11/2009</b></p>      <p><b>Aceite para publicação em 04/02/2011</b></p>        ]]></body>
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