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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>EDITORIAL</b></p>     <p><font size="4"><b>A crise econ&oacute;mica e as boas pr&aacute;ticas cl&iacute;nicas</b></font></p>     <p><font size="3"><b>The economic crisis and good clinical practice</b></font></p>     <p><b>Raquel Braga*</b></p>     <p>*Directora da Revista Portuguesa de Cl&iacute;nica Geral</p>     <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     <p>Se formos capazes, olhemos para o que a crise econ&oacute;mica nos traz como se olh&aacute;ssemos para o copo que est&aacute; meio cheio&hellip;</p>     <p>A crise econ&oacute;mica pode ser uma oportunidade de nos debru&ccedil;armos e desenvolvermos reflex&otilde;es acerca das boas pr&aacute;ticas cl&iacute;nicas. Pode ser mesmo uma preciosa motiva&ccedil;&atilde;o para reflectirmos acerca de <b><i>preven&ccedil;&atilde;o quatern&aacute;ria,</i></b> ou seja dos danos, mais que dos benef&iacute;cios, que podemos causar pelos excessos da iatrogenia.<sup>1,2,3</sup></p>     <p>Certamente, todos concordamos que na nossa pr&aacute;tica cl&iacute;nica h&aacute; desperd&iacute;cios, quer na orienta&ccedil;&atilde;o diagn&oacute;stica, quer na prescri&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica.</p>     <p>Mesmo os m&eacute;dicos mais comedidos e racionais j&aacute; alguma vez se interrogaram, revendo certos processos cl&iacute;nicos &#8211; &laquo;Porque &eacute; que eu solicitei esta an&aacute;lise ou este exame complementar?...&raquo;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Racionalizar a actividade cl&iacute;nica pode, sem d&uacute;vida, conduzir &agrave; diminui&ccedil;&atilde;o de desperd&iacute;cios.</p>     <p>Esse esfor&ccedil;o, contudo, s&oacute; pode substanciar-se atrav&eacute;s da forma&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica e pela aposta numa cultura de boas pr&aacute;ticas cl&iacute;nicas.</p>     <p>Claro que esta cultura n&atilde;o deveria nascer da crise econ&oacute;mica, mas sim da sofistica&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica.</p>     <p>N&atilde;o obstante, centremo-nos no que a crise nos pode trazer de bom, j&aacute; que naturalmente sentimos na pele o que nos traz de negativo&hellip;</p>     <p>A elabora&ccedil;&atilde;o de Normas de Orienta&ccedil;&atilde;o Cl&iacute;nica (NOC), para come&ccedil;ar, pode ser um excelente motor de reflex&atilde;o acerca de erros e um precioso aux&iacute;lio para guiarmos a nossa conduta, mas sobretudo para fundamentarmos os nossos procedimentos.</p>     <p>Muitas vezes, a avalia&ccedil;&atilde;o do custo-benef&iacute;cio est&aacute; na origem da elabora&ccedil;&atilde;o de NOC, sendo que os custos econ&oacute;micos nem sempre s&atilde;o os &uacute;nicos que podem ou devem ser tidos em conta.</p>     <p>Desde que sejam orientadoras e n&atilde;o limitadoras ou restritivas do bom senso cl&iacute;nico, desde que baseadas nas melhores provas cient&iacute;ficas e bem adequadas &agrave; nossa popula&ccedil;&atilde;o e contexto local, as NOC s&atilde;o ferramentas importantes, e h&aacute; muito tardavam em Portugal.</p>     <p>No entanto, a profus&atilde;o e a celeridade com que est&atilde;o a ser produzidas, nos &uacute;ltimos tempos, na nossa &aacute;rea, fruto de press&otilde;es econ&oacute;micas, podem condicionar menor cuidado e pondera&ccedil;&atilde;o na sua elabora&ccedil;&atilde;o e revis&atilde;o pelas entidades de direito, a Ordem dos M&eacute;dicos (na figura do Col&eacute;gio de Medicina Geral e Familiar) e a Associa&ccedil;&atilde;o Portuguesa de M&eacute;dicos de Cl&iacute;nica Geral, na condi&ccedil;&atilde;o de sociedade cient&iacute;fica. O tempo dir&aacute; se o rigor na sua elabora&ccedil;&atilde;o e revis&atilde;o foi suficiente e adequado.</p>     <p>Pensemos nestas normas como mais um passo na cria&ccedil;&atilde;o de uma cultura de boas pr&aacute;ticas.</p>     <p>O que n&atilde;o conv&eacute;m &eacute; ficar desatento e deixar que cristalizem, sem que haja uma melhoria cont&iacute;nua ou falta de rigor e profissionalismo na manuten&ccedil;&atilde;o da sua produ&ccedil;&atilde;o e actualiza&ccedil;&atilde;o.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Outro factor econ&oacute;mico relevante a ter em conta em tempos de crise &eacute; a prescri&ccedil;&atilde;o de gen&eacute;ricos, como forma de reduzir custos.</p>     <p>A Ordem dos M&eacute;dicos &eacute; defensora e recomenda &laquo;a prescri&ccedil;&atilde;o dos medicamentos que, em cada momento, apresentem a melhor rela&ccedil;&atilde;o custo/benef&iacute;cio para o Doente, seja objecto da confian&ccedil;a e experi&ecirc;ncia do M&eacute;dico e resulte do di&aacute;logo poss&iacute;vel com o Doente.&raquo;<sup>4</sup> Neste contexto, a Ordem do M&eacute;dicos &eacute; favor&aacute;vel &agrave; prescri&ccedil;&atilde;o de medicamentos gen&eacute;ricos. Esta posi&ccedil;&atilde;o, subscrita por boa parte dos m&eacute;dicos, &eacute; a da exist&ecirc;ncia de confian&ccedil;a nos gen&eacute;ricos mas n&atilde;o na pol&iacute;tica do medicamento (que facilita as trocas de gen&eacute;ricos nas farm&aacute;cias, potenciando a confus&atilde;o dos gen&eacute;ricos pelos utentes; que possibilta a aprova&ccedil;&atilde;o ilimitada de gen&eacute;ricos; que facilita fixa&ccedil;&atilde;o de pre&ccedil;os discut&iacute;veis, etc).</p>     <p>Apesar do percurso pouco consensual que esteve na base da sua introdu&ccedil;&atilde;o, muito j&aacute; foi feito na &aacute;rea dos medicamentos gen&eacute;ricos em Portugal. Ainda assim, a nossa percentagem de prescri&ccedil;&atilde;o de gen&eacute;ricos ronda os 30%. Pa&iacute;ses mais ricos que o nosso t&ecirc;m quotas superiores.</p>     <p>Esta poder&aacute; ser uma &aacute;rea a melhorar.</p>     <p>A quest&atilde;o dos gen&eacute;ricos n&atilde;o esgota, no entanto, o tema da racionaliza&ccedil;&atilde;o da prescri&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Uma prescri&ccedil;&atilde;o racional envolve outros factores que os m&eacute;dicos deveriam dominar e ponderar. Haver&aacute; uma cultura e ensino m&eacute;dico dirigido &agrave;s boas pr&aacute;ticas nesta &aacute;rea ou somos, como se sup&otilde;e, demasiado vulner&aacute;veis a apelos menos racionais?<sup>5</sup></p>     <p>Os principais factores que devem nortear uma correcta prescri&ccedil;&atilde;o podem resumir-se no acr&oacute;nimo STEPS (Seguran&ccedil;a, Tolerabilidade, Efectividade, Pre&ccedil;o, Simplicidade).<sup>6</sup></p>     <p>N&atilde;o devemos ignorar que mais de 10% dos novos f&aacute;rmacos comercializados nos &uacute;ltimos 25 anos foram considerados <i>medicamentos sob vigil&acirc;ncia (black box warning)</i> ou retirados do mercado. Por este motivo, n&atilde;o devemos prescrever novos f&aacute;rmacos at&eacute; que eles demonstrem ser mais seguros ou efectivos na melhoria de resultados que <b><i>interessam aos doentes</i></b> do que os f&aacute;rmacos j&aacute; existentes.<sup>7</sup></p>     <p>N&atilde;o esgotando talvez este tema, factores de grande impacto s&atilde;o tamb&eacute;m as altera&ccedil;&otilde;es relativas &agrave; pol&iacute;tica do medicamento, &agrave;s taxas moderadoras de consultas, internamentos e exames.</p>     <p>Fruto do aumento dos pre&ccedil;os, cidad&atilde;os e profissionais de sa&uacute;de come&ccedil;am generalizadamente a perceber e a respeitar o valor do medicamento, o pre&ccedil;o de uma consulta, ou de um exame complementar.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>De repente, todos damos apre&ccedil;o ao que de t&atilde;o bom e acess&iacute;vel tivemos e estamos em vias de perder&hellip;</p>     <p>Portugal, tendo um Servi&ccedil;o Nacional de Sa&uacute;de que foi considerado o seu melhor servi&ccedil;o p&uacute;blico, capaz de nos colocar na lideran&ccedil;a mundial em termos de indicadores de sa&uacute;de e de os incrementar a uma velocidade espantosa e constante, capaz de trazer equidade e qualidade nos cuidados prestados, n&atilde;o pode descurar o que alcan&ccedil;ou.</p>     <p>Ouve-se dizer: &laquo;Nunca pensei que isto fosse t&atilde;o caro!&raquo;</p>     <p>Inevitavelmente, o que &eacute; caro tem valor, torna-se imperioso poup&aacute;-lo para quando &eacute; realmente necess&aacute;rio e todos parecem compreender e aceitar este facto melhor do que em tempos de maior abund&acirc;ncia.</p>     <p>Supondo que o impacto de diminuir ligeiramente a quantidade de servi&ccedil;os prestados, desde que a qualidade seja mantida, n&atilde;o &eacute; muito grande, j&aacute; tornar ainda mais dif&iacute;cil o acesso aos cuidados de sa&uacute;de dos que s&atilde;o realmente desfavorecidos &eacute; realmente grave. Acentuar a lei da invers&atilde;o dos cuidados de sa&uacute;de &eacute; um perigo real, que devemos combater a todo o custo.<sup>8,9</sup></p>     <p>Com a crise econ&oacute;mica torna-se mais criteriosa a utiliza&ccedil;&atilde;o dos recursos de sa&uacute;de. D&aacute;-se o real valor &agrave;quilo que sabemos que n&atilde;o tem pre&ccedil;o. Todos somos mais compreensivos e sens&iacute;veis a combater os desperd&iacute;cios.</p>     <p>E se isto n&atilde;o fosse mau&hellip; at&eacute; poderia ser bom.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></p>     <!-- ref --><p>1. Jamoulle M. Quaternary prevention: First, do not harm. 11th Congress of the Sociedade Brasileira de Medicina de Fam&iacute;lia e Comunidade (SBMFC), Brazilia, 2011 June 23-26.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000042&pid=S0870-7103201100050000100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>2. Gervas J. La prevenci&oacute;n cuatern&aacute;ria. OMC 2004 Jun; 95: 8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000044&pid=S0870-7103201100050000100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>3. Melo M. A preven&ccedil;&atilde;o quatern&aacute;ria contra os excessos da medicina. Rev Port Clin Geral 2007 Mai-Jun; 23 (3): 289-93.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000046&pid=S0870-7103201100050000100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>4. Ordem apresentou no Parlamento posi&ccedil;&atilde;o sobre prescri&ccedil;&atilde;o por DCI. Revista da Ordem dos M&eacute;dicos 2011 Fev; 27 (116): 8-10.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000048&pid=S0870-7103201100050000100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>5. Melo M, Braga R. As visitas dos Delegados de Informa&ccedil;&atilde;o M&eacute;dica: qual a utilidade da sua informa&ccedil;&atilde;o? Rev Port Clin Geral 2003 Set-Out; 19 (5): 503-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000050&pid=S0870-7103201100050000100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>6. Shaughnessy AF. STEPS drug updates. Am Fam Physician 2003 Dec 15; 68 (12): 2342-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000052&pid=S0870-7103201100050000100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>7. Lasser KE, Allen PD, Woolhandler SJ, Himmelstein DU, Wolfe SM, Bor DH. Timing of new black box warnings and withdrawals for prescription medications. JAMA 2002 May 1; 287 (17): 2215-20.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000054&pid=S0870-7103201100050000100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>8. Hart JT. The inverse care law. Lancet 1971 Feb 27; 1 (7696): 405-12.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000056&pid=S0870-7103201100050000100008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>9. Ramos V. Regula&ccedil;&atilde;o na sa&uacute;de e a &ldquo;lei da invers&atilde;o dos cuidados de J.T. Hart&rdquo;. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.observaport.org/sites/observaport.org/files/regulacao-saude-lei-inversao-cuidados-jthart.pdf" target="_blank">http://www.observaport.org/sites/observaport.org/files/regulacao-saude-lei-inversao-cuidados-jthart.pdf</a> [acedido em 05/10/2011].</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0"><b>ENDERE&Ccedil;O PARA CORRESPOND&Ecirc;NCIA</b></a><a name="c0"></a></p>     <p><a href="mailto:director@rpcg.apmcg.pt">director@rpcg.apmcg.pt</a></p>      ]]></body><back>
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