<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0870-7103</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Clínica Geral]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Rev Port Clin Geral]]></abbrev-journal-title>
<issn>0870-7103</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Associação Portuguesa dos Médicos de Clínica Geral]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0870-71032011000500002</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[As normas da DGS: tempo de oportunidade e responsabilidade para os médicos de família]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[National Health Directorate's norms: time for oportunity and responsibility for family doctors]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Granja]]></surname>
<given-names><![CDATA[Mónica]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Unidade Local de Saúde de Matosinhos Centro de Saúde da Sra. da Hora ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>09</month>
<year>2011</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>09</month>
<year>2011</year>
</pub-date>
<volume>27</volume>
<numero>5</numero>
<fpage>417</fpage>
<lpage>418</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0870-71032011000500002&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0870-71032011000500002&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0870-71032011000500002&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri></article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>EDITORIAL</b></p>     <p><font size="4"><b>As normas da DGS &#8211; tempo de oportunidade e responsabilidade para os m&eacute;dicos de fam&iacute;lia</b></font></p>     <p><font size="3"><b>National Health Directorate's norms &#8211; time for oportunity and responsibility for family doctors</b></font></p>     <p><b>M&oacute;nica Granja*</b></p>     <p>*M&eacute;dica de fam&iacute;lia, Centro de Sa&uacute;de da Sra. da Hora, Unidade Local de Sa&uacute;de de Matosinhos</p>     <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     <p>Durante d&eacute;cadas, as normas e orienta&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas de produ&ccedil;&atilde;o nacional emitidas pela Direc&ccedil;&atilde;o-Geral da Sa&uacute;de (DGS) e pelas sociedades cient&iacute;ficas abrangiam &aacute;reas restritas dos cuidados de sa&uacute;de e eram produzidas e actualizadas a um ritmo lento (algumas novidades anuais e ciclos de actualiza&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rios anos). No ano de 2011, por&eacute;m, temos assistido a uma produ&ccedil;&atilde;o de normas da DGS a um ritmo crescente, totalizando 39 novas normas nos primeiros nove meses do ano e atingindo apenas no m&ecirc;s de Setembro o n&uacute;mero impressionante de 23 normas emitidas. Estas normas t&ecirc;m incidido sobre os mais variados campos da pr&aacute;tica cl&iacute;nica, inclusive sobre o seu pr&oacute;prio processo de elabora&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>A Ordem dos M&eacute;dicos (OM) e a DGS celebraram, a 5 de Setembro passado, um protocolo de colabora&ccedil;&atilde;o na elabora&ccedil;&atilde;o de normas e na auditoria ao seu cumprimento.<sup>1</sup> A OM, detendo responsabilidade oficial pela qualidade do exerc&iacute;cio da Medicina em Portugal, tem estado arredada das orienta&ccedil;&otilde;es &agrave; pr&aacute;tica cl&iacute;nica, pelo que se aguardam com expectativa sinais concretos desta colabora&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Quase em simult&acirc;neo, a 8 de Setembro, &eacute; criada, pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, a Comiss&atilde;o Cient&iacute;fica para as Boas Pr&aacute;ticas Cl&iacute;nicas, sendo expl&iacute;cito no despacho que a cria a necessidade de as normas elaboradas pela DGS passarem por &laquo;mais que um patamar de valida&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica&raquo;.<sup>2</sup> A esta comiss&atilde;o, em cuja composi&ccedil;&atilde;o se sa&uacute;da a presen&ccedil;a de quatro colegas m&eacute;dicos de fam&iacute;lia com reconhecido curr&iacute;culo acad&eacute;mico e de investiga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica (Ant&oacute;nio Faria Vaz, Alberto Pinto Hespanhol, Jaime Correia de Sousa e Vasco Maria), s&atilde;o atribu&iacute;das as fun&ccedil;&otilde;es de &laquo;emitir parecer cient&iacute;fico, a pedido do director-geral da Sa&uacute;de, sobre o conte&uacute;do das orienta&ccedil;&otilde;es e normas de boa pr&aacute;tica cl&iacute;nica por este elaboradas, (&hellip;) assim como sobre a sua revis&atilde;o e actualiza&ccedil;&atilde;o&raquo;. Menos de um m&ecirc;s depois da cria&ccedil;&atilde;o desta comiss&atilde;o, boa parte das normas publicadas pela DGS vinha j&aacute; por ela validada.</p>     <p>Nas normas publicadas no &uacute;ltimo m&ecirc;s &eacute; mencionado um per&iacute;odo de audi&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica, sendo formalmente convidadas a emitir parecer as sociedades cient&iacute;ficas e estando dispon&iacute;vel na p&aacute;gina da DGS uma funcionalidade que permite que qualquer pessoa participe nesta audi&ccedil;&atilde;o, avaliando e sugerindo, com a devida fundamenta&ccedil;&atilde;o, a reformula&ccedil;&atilde;o de aspectos menos correctos. A audi&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica de cada norma decorre num per&iacute;odo limitado de tempo (assinalado no in&iacute;cio do documento) que tem oscilado entre um e dois meses ap&oacute;s a sua publica&ccedil;&atilde;o.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Respons&aacute;veis da DGS vieram a p&uacute;blico frisar que estas normas n&atilde;o s&atilde;o meras orienta&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas mas t&ecirc;m car&aacute;cter vinculativo (prevendo-se a investiga&ccedil;&atilde;o de eventuais incumprimentos), referindo ainda que &laquo;destinam-se sobretudo aos m&eacute;dicos dos cuidados de sa&uacute;de prim&aacute;rios, por onde passam a maioria destes doentes&raquo;.<sup>3</sup> Sendo os m&eacute;dicos hospitalares tamb&eacute;m respons&aacute;veis pelo seguimento de muitos pacientes com as patologias abrangidas pelas normas e sabendo-se que parte significativa das prescri&ccedil;&otilde;es medicamentosas dos m&eacute;dicos de fam&iacute;lia corresponde a renova&ccedil;&atilde;o de prescri&ccedil;&otilde;es iniciadas em consultas hospitalares, n&atilde;o se encontra justifica&ccedil;&atilde;o para esta distin&ccedil;&atilde;o entre os m&eacute;dicos alvo das normas.</p>     <p>Por outro lado, como bem nos lembrou Andr&eacute; Matalon,<sup>4</sup> &laquo;<i>guidelines</i> n&atilde;o s&atilde;o <i>godlines</i>&raquo; e a exist&ecirc;ncia de normas desde sempre suscitou debate entre os m&eacute;dicos. Apresentam vantagens evidentes como: poderem facilitar pr&aacute;ticas mais correctas t&eacute;cnico-cientificamente; serem particularmente &uacute;teis nas especialidades mais abrangentes e aos profissionais em in&iacute;cio de actividade; e poderem ser utilizadas pelos respons&aacute;veis t&eacute;cnicos e pol&iacute;ticos como indicadores para avalia&ccedil;&atilde;o dos profissionais. Mas as normas tamb&eacute;m apresentam perigos como: o enquadramento da pr&aacute;tica m&eacute;dica numa perspectiva simplista, menorizando aspectos mais complexos e de dif&iacute;cil descri&ccedil;&atilde;o ou quantifica&ccedil;&atilde;o; poderem contribuir para a burocratiza&ccedil;&atilde;o do exerc&iacute;cio; serem elaboradas por vezes com base em consensos ou em opini&otilde;es de peritos (em lugar da melhor evid&ecirc;ncia cient&iacute;fica) ou sob influ&ecirc;ncia de conflitos de interesse (individuais ou atrav&eacute;s do patroc&iacute;nio de sociedades cient&iacute;ficas); ou poderem obedecer a crit&eacute;rios puramente economicistas, em detrimento dos crit&eacute;rios cl&iacute;nicos que visem o bem maior do paciente.</p>     <p>O n&atilde;o cumprimento de normas por parte dos m&eacute;dicos pode consistir na adop&ccedil;&atilde;o de pr&aacute;ticas diversas das recomendadas ou na in&eacute;rcia cl&iacute;nica, termo usado para a omiss&atilde;o de iniciar ou intensificar essas pr&aacute;ticas.<sup>5</sup> O mais frequente &eacute; assumir-se que os m&eacute;dicos que n&atilde;o cumprem as normas o fazem por desconhecimento, mas existem outras causas: a necessidade dos m&eacute;dicos atenderem &agrave;s prefer&ecirc;ncias dos pacientes (por exemplo quando estes pedem apenas cuidados curativos e n&atilde;o est&atilde;o interessados na abordagem preventiva de factores de risco ou de problemas silenciosos); d&uacute;vidas sobre a aplicabilidade a pacientes concretos de normas elaboradas com base em ensaios cl&iacute;nicos sobre popula&ccedil;&otilde;es seleccionadas (ou apenas em estudos observacionais); ou a mera discord&acirc;ncia quanto &agrave; sua fundamenta&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica.<sup>6-10</sup></p>     <p>Sendo a Medicina Geral e Familiar (MGF) tocada pela generalidade das normas que t&ecirc;m sido publicadas, todos os m&eacute;dicos de fam&iacute;lia s&atilde;o convocados a l&ecirc;-las, a reflectir sobre elas e a discuti-las publicamente. H&aacute; ind&iacute;cios de que entre os m&eacute;dicos de fam&iacute;lia portugueses existe a massa cr&iacute;tica necess&aacute;ria ao processo de avalia&ccedil;&atilde;o cr&iacute;tica e melhoria das normas da DGS.<sup>11</sup> Saudando-se a formaliza&ccedil;&atilde;o da possibilidade de participa&ccedil;&atilde;o de qualquer m&eacute;dico na audi&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica, torna-se, por&eacute;m, evidente que, se a produ&ccedil;&atilde;o inusitada de um t&atilde;o elevado n&uacute;mero de normas num t&atilde;o curto espa&ccedil;o de tempo mal permite a respectiva tomada de conhecimento pelo seu p&uacute;blico-alvo, muito menos permitir&aacute;, no pequeno prazo disponibilizado, o seu estudo, discuss&atilde;o e avalia&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Ainda assim, para cada norma, os m&eacute;dicos de fam&iacute;lia t&ecirc;m duas op&ccedil;&otilde;es: a sua incorpora&ccedil;&atilde;o na pr&aacute;tica cl&iacute;nica, n&atilde;o cega e definitivamente, mas adequando-a a cada paciente e a cada situa&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica; ou a discuss&atilde;o sobre os seus fundamentos. E se, no contexto de produ&ccedil;&atilde;o simult&acirc;nea de mais de vinte normas, os prazos avan&ccedil;ados para a audi&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica de cada norma s&atilde;o uma amea&ccedil;a ao seu pleno aproveitamento, questionemos esses prazos ou usemos outros meios ou plataformas. Individualmente ou nas nossas comunidades de pr&aacute;ticas (grupos de internos inclu&iacute;dos), nos departamentos de MGF das faculdades, no col&eacute;gio de MGF da OM ou na Associa&ccedil;&atilde;o Portuguesa dos M&eacute;dicos de Cl&iacute;nica Geral, o momento &eacute; de oportunidade, de muito trabalho e de uma imensa responsabilidade.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></p>     <!-- ref --><p>1. Protocolo de coopera&ccedil;&atilde;o entre a Direc&ccedil;&atilde;o-Geral da Sa&uacute;de e a Ordem dos M&eacute;dicos. Lisboa, 2011. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.arsalgarve.min-saude.pt/site/images/centrodocs/protocolo_dgs_ordem_2011[1].pdf" target="_blank">http://www.arsalgarve.min-saude.pt/site/images/centrodocs/protocolo_dgs_ordem_2011[1].pdf</a> [acedido em 10/10/2011].    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000020&pid=S0870-7103201100050000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>2. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Despacho n&ordm; 12422/2011. Di&aacute;rio da Rep&uacute;blica, 2.&ordf; s&eacute;rie &#8212; N.&ordm; 181 &#8212; 20 de Setembro de 2011.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>3. Mendes D. DGS aperta controlo a erro de prescri&ccedil;&atilde;o e desperd&iacute;cio. Di&aacute;rio de Not&iacute;cias, 2011 Janeiro 10. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1753165" target="_blank">http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1753165</a> [acedido em 10/10/2011].    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000023&pid=S0870-7103201100050000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>4. Oliveira A. Andr&eacute; Matalon: Guidelines n&atilde;o s&atilde;o Godlines. Jornal M&eacute;dico de Fam&iacute;lia 2010 Out 11. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.jmfamilia.com/index.php?option=com_content&amp;task=view&amp;id=1235&amp;lang=pt&amp;Itemid=27" target="_blank">http://www.jmfamilia.com/index.php?option=com_content&amp;task=view&amp;id=1235&amp;lang=pt&amp;Itemid=27</a> [acedido em 10/10/2011].    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000025&pid=S0870-7103201100050000200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>5. Phillips LS, Branch WT, Cook CB, Doyle JP, El-Kebbi IM, Gallina DL, et al. Clinical inertia. Ann Intern Med 2001 Nov 6; 135 (9): 825-34.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000027&pid=S0870-7103201100050000200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>6. Francke AL, Smit MC, de Veer AJ, Mistiaen P. Factors influencing the implementation of clinical guidelines for health care professionals: a systematic meta-review. BMC Med Inform Decis Mak 2008 Sep 12; 8: 38.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000029&pid=S0870-7103201100050000200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>7. Freeman AC, Sweeney K. Why general practitioners do not implement evidence: qualitative study. BMJ 2001 Nov 10; 323 (7321): 1000-2.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000031&pid=S0870-7103201100050000200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>8. Van Steenkiste B, van der Weijden T, Stoffers HE, Grol R. Barriers to implement CV risk tables in routine general practice. Scand J Prim Health Care 2004 Mar; 22 (1): 32-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000033&pid=S0870-7103201100050000200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>9. Berg M. Problems and promises of the protocol. Soc Sci Med 1997 Apr; 44 (8): 1081-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000035&pid=S0870-7103201100050000200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>10. Heath I. Person-centered prevention and health promotion. Int J Integr Care 2010 Jan 29; 10 Suppl: e032.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000037&pid=S0870-7103201100050000200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>11. Pinto D, Heleno B, Gallego R, Santos I, Santiago LM, Maria V. Norma Terap&ecirc;utica da Diabetes Mellitus tipo 2: metformina &#8211; uma perspectiva cr&iacute;tica. Acta Med Port 2011 Mar-Abr; 24 (2): 331-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000039&pid=S0870-7103201100050000200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0"><b>ENDERE&Ccedil;O PARA CORRESPOND&Ecirc;NCIA</b></a><a name="c0"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>M&oacute;nica Granja</p>     <p>Centro de Sa&uacute;de Sra. da Hora</p>     <p>R. da Lagoa</p>     <p>4460-352 SRA. HORA</p>     <p><a href="mailto:monica.granja@ulsm.min-saude.pt">monica.granja@ulsm.min-saude.pt</a></p>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<label>1</label><nlm-citation citation-type="">
<source><![CDATA[Protocolo de cooperação entre a Direcção-Geral da Saúde e a Ordem dos Médicos]]></source>
<year>2011</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<label>3</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Mendes]]></surname>
<given-names><![CDATA[D]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[DGS aperta controlo a erro de prescrição e desperdício]]></source>
<year>2011</year>
<month> J</month>
<day>an</day>
<publisher-name><![CDATA[Diário de Notícias]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<label>4</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Oliveira]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Matalon]]></surname>
<given-names><![CDATA[André]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Guidelines não são Godlines]]></article-title>
<source><![CDATA[Jornal Médico de Família]]></source>
<year>2010</year>
<month> O</month>
<day>ut</day>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<label>5</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Phillips]]></surname>
<given-names><![CDATA[LS]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Branch]]></surname>
<given-names><![CDATA[WT]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Cook]]></surname>
<given-names><![CDATA[CB]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Doyle]]></surname>
<given-names><![CDATA[JP]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[El-Kebbi]]></surname>
<given-names><![CDATA[IM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gallina]]></surname>
<given-names><![CDATA[DL]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Clinical inertia]]></article-title>
<source><![CDATA[Ann Intern Med]]></source>
<year>2001</year>
<month> N</month>
<day>ov</day>
<volume>135</volume>
<numero>9</numero>
<issue>9</issue>
<page-range>825-34</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<label>6</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Francke]]></surname>
<given-names><![CDATA[AL]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Smit]]></surname>
<given-names><![CDATA[MC]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[de Veer]]></surname>
<given-names><![CDATA[AJ]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mistiaen]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Factors influencing the implementation of clinical guidelines for health care professionals: a systematic meta-review]]></article-title>
<source><![CDATA[BMC Med Inform Decis Mak]]></source>
<year>2008</year>
<month> S</month>
<day>ep</day>
<volume>8</volume>
<page-range>38</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<label>7</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Freeman]]></surname>
<given-names><![CDATA[AC]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sweeney]]></surname>
<given-names><![CDATA[K]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Why general practitioners do not implement evidence: qualitative study]]></article-title>
<source><![CDATA[BMJ]]></source>
<year>2001</year>
<month> N</month>
<day>ov</day>
<volume>323</volume>
<numero>7321</numero>
<issue>7321</issue>
<page-range>1000-2</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<label>8</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Van Steenkiste]]></surname>
<given-names><![CDATA[B]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[van der Weijden]]></surname>
<given-names><![CDATA[T]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Stoffers]]></surname>
<given-names><![CDATA[HE]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Grol]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Barriers to implement CV risk tables in routine general practice]]></article-title>
<source><![CDATA[Scand J Prim Health Care]]></source>
<year>2004</year>
<month> M</month>
<day>ar</day>
<volume>22</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>32-7</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<label>9</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Berg]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Problems and promises of the protocol]]></article-title>
<source><![CDATA[Soc Sci Med]]></source>
<year>1997</year>
<month> A</month>
<day>pr</day>
<volume>44</volume>
<numero>8</numero>
<issue>8</issue>
<page-range>1081-8</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<label>10</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Heath]]></surname>
<given-names><![CDATA[I]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Person-centered prevention and health promotion]]></article-title>
<source><![CDATA[Int J Integr Care]]></source>
<year>2010</year>
<month> J</month>
<day>an</day>
<numero>^s10</numero>
<issue>^s10</issue>
<supplement>10</supplement>
<page-range>e032</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<label>11</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pinto]]></surname>
<given-names><![CDATA[D]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Heleno]]></surname>
<given-names><![CDATA[B]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gallego]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Santos]]></surname>
<given-names><![CDATA[I]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Santiago]]></surname>
<given-names><![CDATA[LM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Maria]]></surname>
<given-names><![CDATA[V]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Norma Terapêutica da Diabetes Mellitus tipo 2: metformina - uma perspectiva crítica]]></article-title>
<source><![CDATA[Acta Med Port]]></source>
<year>2011</year>
<month> M</month>
<day>ar</day>
<volume>24</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>331-8</page-range></nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
