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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Objectives: To describe the sexual activity of women in the third trimester of pregnancy. Study Design: Cross-sectional study. Setting: Dr. Alfredo da Costa Obstetric Hospital, Lisbon, Portugal. Participants: One hundred pregnant women with a low risk pregnancy, without medical restrictions on their sexual activity. Methods: An anonymous self-administered questionnaire including demographic data, information on sexual relations, and beliefs about sexuality during the last trimester of pregnancy was completed by women attending an outpatient obstetric clinic during the third trimester of their pregnancy. Results: Most women had reduced their sexual activity during pregnancy although half of them had sexual intercourse one or more times per week and continued vaginal intercourse with no significant changes in other sexual behaviours in the third trimester. Factors associated with a reduction in sexual activity in the third trimester were reduced desire and satisfaction, dyspareunia and fatigue. Myths, religion, level of education and lack of information from heath care providers were also associated with a reduction sexual activity. Women indicated frequently that their sexual partner was afraid of harming the baby. A few women had information from health professionals regarding sexual activity in pregnancy and think that they should received more. Conclusions: The authors believe that pregnancy does not disrupt sexuality in a couple with a previously satisfactory relationship. Nevertheless health professionals should discuss this topic with pregnant women more often.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ESTUDOS ORIGINAIS</b></p>     <p><font size="4"><b>Sexualidade no terceiro trimestre de gravidez </b></font></p>     <p><font size="3"><b>Sexuality in the third trimester of pregnancy </b></font></p>     <p><b>Alexandra Queir&oacute;s,* Pedro Conde,* Vera Cunha,* Paula Ambr&oacute;sio,* Filipe J. Marques,** F&aacute;tima Serrano*** </b></p>     <p>*M&eacute;dico do Internato Complementar de Ginecologia e Obstetr&iacute;cia. Servi&ccedil;o de Medicina Materno-Fetal da Maternidade Dr. Alfredo da Costa, Lisboa, Portugal.</p>     <p>**Professor Auxiliar do Departamento de Matem&aacute;tica, Faculdade de Ci&ecirc;ncias e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, Portugal.</p>     <p>***Assistente Graduada do Departamento de Obstetr&iacute;cia e Ginecologia da Maternidade Dr. Alfredo da Costa e Assistente Convidada da Faculdade de Ci&ecirc;ncias M&eacute;dicas de Lisboa, Portugal.</p>     <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p><b>Objectivos:</b> Descrever a experi&ecirc;ncia sexual feminina no terceiro trimestre de gravidez.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Tipo de estudo:</b> Estudo descritivo transversal.</p>     <p><b>Local:</b> Consulta de Refer&ecirc;ncia da Maternidade Dr. Alfredo da Costa &#8211; Lisboa, Portugal.</p>     <p><b>Popula&ccedil;&atilde;o:</b> Amostra de conveni&ecirc;ncia de cem mulheres com gravidez de baixo risco, que n&atilde;o tinham restri&ccedil;&otilde;es m&eacute;dicas na sua actividade sexual.</p>     <p><b>M&eacute;todos:</b> As participantes completaram voluntariamente e em anonimato um question&aacute;rio elaborado pelos autores respeitante a dados demogr&aacute;ficos, hist&oacute;ria obst&eacute;trica, relacionamento sexual e esclarecimento/mitos sobre a sexualidade durante o &uacute;ltimo m&ecirc;s de gravidez.</p>     <p><b>Resultados:</b> A maioria das gr&aacute;vidas refere diminui&ccedil;&atilde;o da actividade sexual ap&oacute;s engravidar, embora mantenha rela&ccedil;&otilde;es sexuais uma ou mais vezes por semana e coito vaginal no terceiro trimestre, sem mudan&ccedil;as significativas para outros tipos de comportamento.</p>     <p>Os factores que influenciam a redu&ccedil;&atilde;o da actividade sexual no terceiro trimestre s&atilde;o a diminui&ccedil;&atilde;o do desejo, dispareunia e cansa&ccedil;o f&iacute;sico. Os mitos, cren&ccedil;as religiosas, n&iacute;vel de educa&ccedil;&atilde;o e dificuldade na informa&ccedil;&atilde;o sentida tamb&eacute;m parecem contribuir para a redu&ccedil;&atilde;o da actividade sexual. Frequentemente as gr&aacute;vidas indicam que o parceiro tem medo de prejudicar o beb&eacute;.</p>     <p>Poucas mulheres obtiveram informa&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s dos profissionais de sa&uacute;de sobre este t&oacute;pico e consideram que gostariam de ter sido mais bem esclarecidas pelos mesmos.</p>     <p><b>Conclus&otilde;es:</b> Os autores acreditam que na maioria dos casos a gravidez n&atilde;o provoca uma ruptura na sexualidade de um casal se esta era previamente satisfat&oacute;ria. No entanto, consideram importante a abordagem deste tema com a gr&aacute;vida por parte dos profissionais de sa&uacute;de.</p>     <p><b>Palavras-chave:</b> Sexualidade; Terceiro Trimestre da Gravidez.</p> <hr />     <p><b>ABSTRACT </b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Objectives:</b> To describe the sexual activity of women in the third trimester of pregnancy.</p>     <p><b>Study Design:</b> Cross-sectional study.</p>     <p><b>Setting:</b> Dr. Alfredo da Costa Obstetric Hospital, Lisbon, Portugal.</p>     <p><b>Participants:</b> One hundred pregnant women with a low risk pregnancy, without medical restrictions on their sexual activity.</p>     <p><b>Methods:</b> An anonymous self-administered questionnaire including demographic data, information on sexual relations, and beliefs about sexuality during the last trimester of pregnancy was completed by women attending an outpatient obstetric clinic during the third trimester of their pregnancy.</p>     <p><b>Results:</b> Most women had reduced their sexual activity during pregnancy although half of them had sexual intercourse one or more times per week and continued vaginal intercourse with no significant changes in other sexual behaviours in the third trimester.</p>     <p>Factors associated with a reduction in sexual activity in the third trimester were reduced desire and satisfaction, dyspareunia and fatigue. Myths, religion, level of education and lack of information from heath care providers were also associated with a reduction sexual activity. Women indicated frequently that their sexual partner was afraid of harming the baby.</p>     <p>A few women had information from health professionals regarding sexual activity in pregnancy and think that they should received more.</p>     <p><b>Conclusions:</b> The authors believe that pregnancy does not disrupt sexuality in a couple with a previously satisfactory relationship. Nevertheless health professionals should discuss this topic with pregnant women more often.</p>     <p><b>Key-words:</b> Sexuality; Pregnancy Trimester; Third.</p> <hr />     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O </b></p>     <p>A gravidez envolve um conjunto de altera&ccedil;&otilde;es biol&oacute;gicas, psicol&oacute;gicas e sociais intensas que podem ter um impacto na sexualidade.<sup>1</sup> Este per&iacute;odo da vida da mulher constitui um desafio na prepara&ccedil;&atilde;o para um relacionamento tri&aacute;dico e, ao mesmo tempo, a continua&ccedil;&atilde;o de um relacionamento com o companheiro, incluindo a sexualidade enquanto fonte de liga&ccedil;&atilde;o emocional ao outro.<sup>2</sup> Assim a transi&ccedil;&atilde;o para a parentalidade pode iniciar ou agravar dificuldades sexuais emergentes ou pr&eacute;-existentes.<sup>3</sup></p>     <p>Na literatura sobre o tema noutros pa&iacute;ses e culturas, &eacute; consensual que existe uma diminui&ccedil;&atilde;o da frequ&ecirc;ncia da actividade sexual &agrave; medida que a gesta&ccedil;&atilde;o progride.<sup>3-17</sup> Contudo s&atilde;o poucos os estudos publicados sobre sexualidade na gravidez na popula&ccedil;&atilde;o portuguesa.<sup>18-21</sup></p>     <p>As raz&otilde;es mais frequentemente apontadas pelas mulheres para a diminui&ccedil;&atilde;o da actividade sexual durante a gravidez s&atilde;o a fadiga, o desconforto f&iacute;sico (incluindo a dispareunia) e a preocupa&ccedil;&atilde;o com o bem-estar fetal.<sup>1,9</sup> Por&eacute;m, outros factores tamb&eacute;m podem condicionar a sexualidade do casal, como por exemplo: dificuldade no coito pelo abd&oacute;men proeminente da gr&aacute;vida, diminui&ccedil;&atilde;o da auto-estima da mulher devido &agrave; imagem corporal, motivos culturais ou religiosos, mitos e antecedentes obst&eacute;tricos (aborto, perda fetal ou infertilidade).<sup>4,7,9</sup></p>     <p>Tamb&eacute;m s&atilde;o vari&aacute;veis os resultados encontrados sobre as diferentes dimens&otilde;es da sexualidade embora, na generalidade, sejam descritos diminui&ccedil;&atilde;o no desejo, interesse e prazer/satisfa&ccedil;&atilde;o sexual no 1.<sup>o</sup> e 3.<sup>o</sup> trimestres.<sup>2,4</sup> A maioria dos autores refere ainda um decl&iacute;nio na capacidade org&aacute;smica da mulher durante a gravidez.<sup>1,2,7,9,11</sup></p>     <p>No entanto, para a maior parte das mulheres, principalmente na gravidez, o interesse pelos aspectos n&atilde;o genitais do encontro sexual (intimidade, proximidade, car&iacute;cias/ternura) mant&eacute;m-se inalterado ou aumenta no per&iacute;odo grav&iacute;dico e &eacute; factor determinante da satisfa&ccedil;&atilde;o sexual, melhorando a sua auto-estima e a rela&ccedil;&atilde;o entre os parceiros.<sup>1,2</sup> A estimula&ccedil;&atilde;o vaginal torna-se menos importante no segundo e no terceiro trimestres com maior prefer&ecirc;ncia por car&iacute;cias n&atilde;o-genitais.<sup>1,2</sup></p>     <p>Outras investiga&ccedil;&otilde;es mostram que as mulheres que se encontram mais satisfeitas com a qualidade do seu relacionamento conjugal s&atilde;o tamb&eacute;m aquelas que experimentam maior satisfa&ccedil;&atilde;o sexual durante a gravidez.<sup>2,11</sup></p>     <p>Data de h&aacute; mais de quarenta anos a publica&ccedil;&atilde;o de Masters and Johnson onde foi estudada pela primeira vez a sexualidade durante a gravidez.<sup>4</sup> Ainda assim, este assunto raramente &eacute; discutido com os m&eacute;dicos assistentes devido &agrave; falta de prepara&ccedil;&atilde;o dos mesmos e por sentimentos de constrangimento, apesar da maioria das gr&aacute;vidas desejar receber mais informa&ccedil;&atilde;o.<sup>7,14-18,20-23</sup></p>     <p>O objectivo deste estudo foi descrever a experi&ecirc;ncia sexual feminina no terceiro trimestre de gravidez, contribuindo deste modo para o melhor conhecimento da experi&ecirc;ncia feminina da sexualidade durante a gravidez na popula&ccedil;&atilde;o portuguesa.</p>     <p><b>M&Eacute;TODOS</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Estudo descritivo transversal realizado na Consulta de Refer&ecirc;ncia da Maternidade Dr. Alfredo da Costa durante os meses de Setembro e Outubro de 2007. A amostra foi de conveni&ecirc;ncia e incluiu mulheres durante o terceiro trimestre de gesta&ccedil;&atilde;o, com gravidez de baixo risco, sem restri&ccedil;&otilde;es m&eacute;dicas na sua actividade sexual, que compreendiam a l&iacute;ngua portuguesa e que sabiam ler e escrever.</p>     <p>Foram convidadas a participar no estudo 106 mulheres que frequentaram a referida consulta. Cinco mulheres recusaram participar e um question&aacute;rio foi eliminado por ter mais de 50% de respostas em branco. Foram analisados 100 question&aacute;rios.</p>     <p>Ap&oacute;s a consulta m&eacute;dica, as mulheres eram convidadas a participar no estudo de forma volunt&aacute;ria, liam e assinavam um consentimento informado e preenchiam a s&oacute;s no gabinete m&eacute;dico o question&aacute;rio elaborado pelos autores. Para garantir confidencialidade, ap&oacute;s completarem o question&aacute;rio, as gr&aacute;vidas colocavam-no numa urna.</p>     <p>O question&aacute;rio era constitu&iacute;do por duas partes (<a href="#a1">em anexo</a>). A primeira, respeitante a dados demogr&aacute;ficos e hist&oacute;ria obst&eacute;trica, continha onze quest&otilde;es, 5 de resposta aberta (idade, nacionalidade, tempo de relacionamento dos parceiros, profiss&atilde;o e idade gestacional) e 6 de resposta fechada (etnia, habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias, estado civil, religi&atilde;o, filhos e abortos/perdas fetais anteriores). A segunda parte do question&aacute;rio continha 10 quest&otilde;es referentes ao relacionamento sexual do casal (frequ&ecirc;ncia das rela&ccedil;&otilde;es sexuais ap&oacute;s engravidar e no &uacute;ltimo m&ecirc;s, interesse na actividade sexual, satisfa&ccedil;&atilde;o sexual, prazer sexual, orgasmo, dispareunia e tipo de pr&aacute;ticas sexuais) e 10 quest&otilde;es sobre aspectos psicol&oacute;gicos relacionados com a sexualidade durante a gravidez (percep&ccedil;&atilde;o de corpo menos atraente para parceiro, medo por parte dos progenitores em prejudicar o feto, cansa&ccedil;o f&iacute;sico materno, mitos populares e cren&ccedil;as religiosas). Por fim eram colocadas duas quest&otilde;es sobre o esclarecimento com os profissionais de sa&uacute;de sobre o tema. Nesta segunda parte do question&aacute;rio as op&ccedil;&otilde;es de resposta eram fechadas e foram utilizados itens de Likert com cinco n&iacute;veis de concord&acirc;ncia. Para a quantifica&ccedil;&atilde;o da frequ&ecirc;ncia da actividade sexual no &uacute;ltimo m&ecirc;s, as op&ccedil;&otilde;es de resposta foram: duas vezes por semana ou mais, uma vez por semana, uma vez em 15 dias, uma vez por m&ecirc;s ou nenhuma vez. Quanto &agrave; quest&atilde;o que comparava a actividade sexual ap&oacute;s engravidar com o per&iacute;odo pr&eacute;-concepcional, as op&ccedil;&otilde;es foram: muito menor, menor, igual, maior ou muito maior. Outro tipo de op&ccedil;&otilde;es de resposta foi utilizado conforme as quest&otilde;es colocadas (por exemplo: concordo completamente, concordo, desconhe&ccedil;o, discordo e discordo completamente ou em alternativa nunca, raramente, algumas vezes, frequentemente, sempre).</p>     <p>Foi aplicado um pr&eacute;-teste a dezassete utentes, tendo sido o question&aacute;rio reformulado ap&oacute;s a an&aacute;lise das respostas, reduzindo o n&uacute;mero n&iacute;veis dos itens de Likert de 8 para 5.</p>     <p>A an&aacute;lise dos dados foi realizada com recurso ao SPSS for Windows vers&atilde;o 13.0.</p>     <p>Utilizou-se para tratamento dos dados a estat&iacute;stica descritiva (m&eacute;dia, desvio padr&atilde;o, frequ&ecirc;ncia e percentagem) e, como medidas de associa&ccedil;&atilde;o bivariada, o coeficiente de correla&ccedil;&atilde;o de Spearman (medida de associa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o-param&eacute;trica entre duas vari&aacute;veis pelo menos ordinais).</p>     <p>As respostas em branco n&atilde;o foram tratadas.</p>     <p>O estudo foi aprovado pela comiss&atilde;o de &eacute;tica da Maternidade Dr. Alfredo da Costa.</p>     <p><b>RESULTADOS</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A nossa amostra tinha idade m&eacute;dia de 29 anos e um relacionamento conjugal com a dura&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia de 7 anos. Mais de metade das mulheres encontrava-se na primeira gravidez. Os resultados referentes aos dados demogr&aacute;ficos e obst&eacute;tricos est&atilde;o resumidos nos Quadros <a href="#q1">I</a> e <a href="#q2">II</a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q1"></a><img src="/img/revistas/rpcg/v27n5/27n5a05q1.gif" width="337" height="661" /></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q2"></a><img src="/img/revistas/rpcg/v27n5/27n5a05q2.gif" width="337" height="313" /></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>Frequ&ecirc;ncia do relacionamento sexual </b></p>     <p>Quando interrogadas sobre a frequ&ecirc;ncia das rela&ccedil;&otilde;es sexuais (RS) ao longo da gesta&ccedil;&atilde;o, 75% referiram um decr&eacute;scimo desde o primeiro trimestre e 6% aumentou esta actividade. Relativamente apenas ao terceiro trimestre, 55% das gr&aacute;vidas mantiveram RS uma ou mais vezes por semana e 28% entre uma a duas vezes por m&ecirc;s. Dezassete por cento negou RS no &uacute;ltimo m&ecirc;s. Quanto &agrave; satisfa&ccedil;&atilde;o com a frequ&ecirc;ncia das RS, 52% das gr&aacute;vidas estavam satisfeitas, 34% consideraram uma situa&ccedil;&atilde;o toler&aacute;vel e 14% estavam insatisfeitas.</p>     <p><b>Interesse, satisfa&ccedil;&atilde;o, prazer e orgasmo </b></p>     <p>A maioria das gr&aacute;vidas (83%) referiu ter mantido interesse na actividade sexual e apenas 4% respondeu &laquo;sem grande interesse&raquo;. Das 83 gr&aacute;vidas que mantiveram RS, 90% referiu actividade sexual prazerosa e 10% referiu n&atilde;o ter tido satisfa&ccedil;&atilde;o ou mesmo desagrado. Setenta e quatro (90%) referiu ter alcan&ccedil;ado o orgasmo em pelo menos metade das vezes. A frequ&ecirc;ncia de orgasmo correlacionou-se de forma positiva com o tempo de relacionamento dos parceiros. (&#961; Spearman =0,3; p&lt; 0,01).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Dispareunia e cansa&ccedil;o f&iacute;sico </b></p>     <p>Embora a maioria das gr&aacute;vidas (68%) tenha referido que nunca ou raramente tenha sentido dor durante o coito, cerca de um ter&ccedil;o (32%) referiu dispareunia em pelo menos metade das vezes.</p>     <p>O cansa&ccedil;o f&iacute;sico foi apontado como motivo da menor disponibilidade para as RS sempre ou quase sempre por 38% das gr&aacute;vidas, em cerca de metade das vezes por 22% e nunca ou raramente por 40%. O maior n&uacute;mero de filhos do casal correlacionou-se com o cansa&ccedil;o sentido pela gr&aacute;vida (&#961; Spearman = 0,3, p&lt;0,01)</p>     <p>As correla&ccedil;&otilde;es entre as diferentes vari&aacute;veis estudadas e dispareunia e fadiga est&atilde;o resumidas na <a href="#f1">Figura 1</a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f1"></a><a href="/img/revistas/rpcg/v27n5/27n5a05f1.gif" target="_blank"><img src="/img/revistas/rpcg/v27n5/27n5a05f1_small.gif" width="300" height="153" /><br />(clique para ampliar | click to enlarge)</a></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>Imagem corporal </b></p>     <p>Quando questionadas se &laquo;consideravam que o seu corpo era menos atraente para o seu parceiro&raquo;, 38% referiu sentir-se com um corpo menos atraente e 35% considerou manter uma boa imagem corporal. As restantes n&atilde;o tinham opini&atilde;o formada.</p>     <p>N&atilde;o se encontrou correla&ccedil;&atilde;o entre a auto-imagem e as diferentes vari&aacute;veis estudadas.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Comportamento sexual </b></p>     <p>Relativamente &agrave;s 83 gr&aacute;vidas que mantiveram RS no 3.<sup>o</sup> trimestre, a pr&aacute;tica mais comum foi o sexo vaginal (98%) seguido de sexo oral (39%) e anal (7%). Vinte e oito por cento das gr&aacute;vidas referiram ter praticado masturba&ccedil;&atilde;o. Segundo as inquiridas o comportamento sexual associado a maior prazer foi o coito vaginal (81%) seguido de masturba&ccedil;&atilde;o (17%) e sexo oral (13%). (<a href="#f2">Figura 2</a>)</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f2"></a><img src="/img/revistas/rpcg/v27n5/27n5a05f2.gif" width="337" height="313" /></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>Medos, mitos e cren&ccedil;as religiosas </b></p>     <p>Mais de metade das gr&aacute;vidas (61%) afirmaram que o parceiro tem medo de prejudicar o beb&eacute; durante o acto sexual. No entanto apenas 28% referiram ter elas pr&oacute;prias esse receio. (<a href="#f3">Figura 3</a>)</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f3"></a><a href="/img/revistas/rpcg/v27n5/27n5a05f3.gif" target="_blank"><img src="/img/revistas/rpcg/v27n5/27n5a05f3_small.gif" width="300" height="207" /><br />(clique para ampliar | click to enlarge)</a></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Quase metade das gr&aacute;vidas (43%) afirmaram desconhecer se as RS poderiam provocar contrac&ccedil;&otilde;es ou sangramento e apenas 24% afirmaram acreditar nessa possibilidade. As restantes gr&aacute;vidas que n&atilde;o manifestaram estas preocupa&ccedil;&otilde;es tamb&eacute;m, na quase totalidade dos casos (85%), n&atilde;o receavam a penetra&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Cinquenta e nove por cento das gr&aacute;vidas consideravam que algumas posi&ccedil;&otilde;es adoptadas durante o coito estavam contra-indicadas durante a gravidez. Um percentagem importante (67%) das mulheres que receava ter hemorragia e/ou contractilidade uterina como consequ&ecirc;ncia da actividade sexual partilhava este receio.</p>     <p>Com o aproximar do final da gravidez, 66% das mulheres referiam reconhecer que as rela&ccedil;&otilde;es sexuais facilitavam o in&iacute;cio do trabalho de parto. As restantes n&atilde;o tinham opini&atilde;o formulada.</p>     <p>Na nossa amostra, a maioria das gr&aacute;vidas (68%) considerou que a religi&atilde;o n&atilde;o teve uma atitude proibitiva sobre a sua sexualidade. Quatro mulheres afirmaram no entanto que esta teve uma influ&ecirc;ncia negativa.</p>     <p>As correla&ccedil;&otilde;es bivariadas entre os medos (receio materno em magoar o feto e de contrac&ccedil;&otilde;es ou sangramento ap&oacute;s rela&ccedil;&otilde;es sexuais), mitos (sexo sem penetra&ccedil;&atilde;o &eacute; mais seguro durante a gravidez ou algumas posi&ccedil;&otilde;es est&atilde;o contra-indicadas), cren&ccedil;as religiosas proibitivas com as restantes vari&aacute;veis estudadas est&atilde;o resumidas na <a href="#f1">Figura 1</a>.</p>     <p><b>Informa&ccedil;&atilde;o pelos profissionais </b></p>     <p>Cerca de metade das gr&aacute;vidas (48%) referiu que o seu m&eacute;dico nunca ou raramente abordou a tem&aacute;tica da sexualidade (<a href="#f4">Figura 4</a>). Um ter&ccedil;o (30%) referiu sentir dificuldade em esclarecer as suas d&uacute;vidas com os profissionais de sa&uacute;de.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f4"></a><img src="/img/revistas/rpcg/v27n5/27n5a05f4.gif" width="337" height="284" /></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Neste estudo as mulheres com melhor n&iacute;vel de escolaridade estavam mais bem esclarecidas e sentiam-se mais confort&aacute;veis em falar sobre as quest&otilde;es da sexualidade com os profissionais de sa&uacute;de (&#961; Spearman = 0,4, p&lt;0,001). N&atilde;o foram encontradas outras associa&ccedil;&otilde;es significativas entre as restantes vari&aacute;veis estudadas, nomeadamente idade, tempo de relacionamento dos parceiros, condi&ccedil;&atilde;o marital, etnia e religi&atilde;o.</p>     <p><b>DISCUSS&Atilde;O </b></p>     <p>Tratou-se de uma amostra de conveni&ecirc;ncia de gr&aacute;vidas no terceiro trimestre o que pode implicar um vi&eacute;s na selec&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o, por exemplo, pelo facto da consulta de refer&ecirc;ncia da Maternidade Dr. Alfredo da Costa receber gr&aacute;vidas de apenas algumas freguesias de Lisboa.</p>     <p>Embora n&atilde;o tenha sido estudado o comportamento sexual nos diferentes trimestres, a maior parte das gr&aacute;vidas referiu diminui&ccedil;&atilde;o na frequ&ecirc;ncia das RS durante todo o per&iacute;odo da gravidez, o que est&aacute; de acordo com outros estudos realizados sobre este tema.<sup>5-21</sup> No terceiro trimestre cerca de metade das gr&aacute;vidas mantiveram RS frequentes (uma ou mais vezes por semana) e apenas menos de um quinto referiu n&atilde;o ter tido RS no &uacute;ltimo m&ecirc;s.</p>     <p>O desejo, prazer e orgasmo parecem manter-se no &uacute;ltimo trimestre para a maioria das mulheres questionadas. A dispareunia e o cansa&ccedil;o f&iacute;sico podem justificar a diminui&ccedil;&atilde;o da frequ&ecirc;ncia e o desinteresse pela actividade sexual assim como a dificuldade em atingir o orgasmo mencionados em alguns casos.</p>     <p>Embora um ter&ccedil;o das gr&aacute;vidas refira ter a percep&ccedil;&atilde;o que tem um corpo pouco atraente para o parceiro, neste estudo este facto n&atilde;o pareceu contribuir para o decr&eacute;scimo na actividade sexual do casal.</p>     <p>A diminui&ccedil;&atilde;o do desejo sexual foi tamb&eacute;m relacionada na literatura com os medos da mulher relativamente &agrave; pr&oacute;pria gesta&ccedil;&atilde;o. No terceiro trimestre esses receios encontram-se j&aacute; mais especificamente relacionados com a sa&uacute;de do feto, nomeadamente com a possibilidade de um parto prematuro.<sup>1,7-9</sup> De forma sur-</p>     <p>preendente, a maioria das nossas gr&aacute;vidas n&atilde;o vivenciava estas preocupa&ccedil;&otilde;es, mas referia que esse receio existia por parte do progenitor masculino. Assim, os autores colocam a hip&oacute;tese que, durante o terceiro trimestre, os maiores condicionantes para o decl&iacute;nio da actividade sexual ser&atilde;o os aspectos f&iacute;sicos para a gestante e os factores psicol&oacute;gicos para o homem. Esta preocupa&ccedil;&atilde;o com o bem-estar do feto no terceiro trimestre por parte do homem tamb&eacute;m foi encontrada noutros estudos.<sup>8,13</sup> Teria sido importante, para melhor esclarecimento da viv&ecirc;ncia da sexualidade do casal durante a gravidez, o envolvimento do parceiro.</p>     <p>Embora noutros estudos se tenha encontrado um decl&iacute;nio do coito vaginal com mudan&ccedil;a preferencial para outros tipos de pr&aacute;ticas sexuais,<sup>7,12</sup> na nossa popula&ccedil;&atilde;o o sexo vaginal manteve-se como preferencial no terceiro trimestre, o que est&aacute; concordante com a pequena percentagem de mulheres que revela receio da penetra&ccedil;&atilde;o. A discrimina&ccedil;&atilde;o das posi&ccedil;&otilde;es preferidas pelas gr&aacute;vidas n&atilde;o foi questionada, o que poderia ter sido interessante avaliar. Contudo mais de metade das gr&aacute;vidas considera que algumas est&atilde;o contra-indicadas.</p>     <p>Embora este estudo seja constitu&iacute;do por uma pequena amostra de gr&aacute;vidas vigiadas na regi&atilde;o da Grande Regi&atilde;o de Lisboa, podemos constatar que muitos profissionais de sa&uacute;de ainda n&atilde;o abordam o tema da sexualidade durante todo o per&iacute;odo da gravidez. A falta de prepara&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica dos mesmos e o desconhecimento da necessidade sentida pelas gr&aacute;vidas podem justificar estes achados. Resultados semelhantes foram tamb&eacute;m encontrados em outros estudos,<sup>7,12,16,22,23</sup> h&aacute; mais de dez anos e no entanto parece que pouco mudou desde ent&atilde;o.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A actividade sexual pode prolongar-se durante toda a gesta&ccedil;&atilde;o se n&atilde;o houver contra-indica&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica. Beneficia o relacionamento do casal e &eacute; gratificante para a maioria das gr&aacute;vidas.<sup>12,13</sup></p>     <p>A gravidez &eacute; um per&iacute;odo da vida do casal em que factores biol&oacute;gicos, problemas m&eacute;dicos, cren&ccedil;as religiosas ou culturais e a preocupa&ccedil;&atilde;o com o bem-estar do feto podem contribuir de diferentes formas para a modifica&ccedil;&atilde;o do comportamento sexual. Assim, a sexualidade do casal pode ser condicionada por m&uacute;ltiplos factores, sendo dif&iacute;cil a sua avalia&ccedil;&atilde;o na globalidade num &uacute;nico estudo. Para al&eacute;m da complexidade desta avalia&ccedil;&atilde;o, juntam-se os problemas &eacute;ticos e constrangimentos inerentes a qualquer estudo desta natureza, devendo por isso ser cautelosa a interpreta&ccedil;&atilde;o dos resultados. Seria interessante para o enriquecimento e valida&ccedil;&atilde;o dos relatos das gr&aacute;vidas a participa&ccedil;&atilde;o dos companheiros.</p>     <p>Em conclus&atilde;o, os autores acreditam que, na maioria dos casos, a gravidez n&atilde;o provoca uma ruptura na sexualidade de um casal se esta era previamente satisfat&oacute;ria. No entanto, consideram importante a abordagem deste tema com a gr&aacute;vida por parte dos profissionais de sa&uacute;de, dado ser um tema t&atilde;o importante e ainda assim t&atilde;o frequentemente esquecido.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></p>     <!-- ref --><p>1. Serrano F. Gravidez, parto e disfun&ccedil;&atilde;o sexual. Arquivos da Maternidade Dr Alfredo da Costa 2005 Dez; 16 (3): 27-31.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S0870-7103201100050000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>2. Silva AI, Figueiredo B. Sexualidade na gravidez e ap&oacute;s o parto. Psiquiatria Cl&iacute;nica 2005, 25 (3): 253-64.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S0870-7103201100050000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>3. Berm&uacute;dez MP, S&aacute;nchez AI, Buela-Casal G. Influence of the gestation period on sexual desire. Psychology in Spain 2001, 5 (1): 14-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S0870-7103201100050000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>4. Masters WH, Johnson VE. Human sexual response. Londres: Churchill Livingston; 1966.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S0870-7103201100050000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>5. Adinma JI. Sexual activity during and after pregnancy. Adv contracept 1996 Mar; 12 (1): 53-61.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S0870-7103201100050000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>6. Barclay LM, McDonald P, O'Loughlin JA. Sexuality and pregnancy: an interview study. Aust N Z J Obstet Gynaecol 1994 Feb; 34 (1): 1-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S0870-7103201100050000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>7. Bartellas E, Crane JM, Daley M, Bennett KA, Hutchens D. Sexuality and sexual activity in pregnancy. BJOG 2000 Aug; 107 (8): 964-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S0870-7103201100050000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>8. Bogren LY. Changes in sexuality in women and men during pregnancy. Arch Sex Behav 1991 Feb; 20 (1): 35-45.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S0870-7103201100050000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>9. Oru&ccedil; S, Esen A, Lacin S, Adig&uuml;zel H, Uyar Y, Koyuncu F. Sexual behaviour during pregnancy. Aust N Z J Obstet Gynaecol 1999 Feb; 39 (1): 48-50.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S0870-7103201100050000500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>10. Bitzer J, Alder J. Sexuality during pregnancy and postpartum period. J Sex Educ Ther 2000; 25 (1): 49-58.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S0870-7103201100050000500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>11. DeJudicibus MA, McCabe MP. Psychological factors and the sexuality of pregnant and postpartum women. J Sex Res 2002 May; 39 (2): 94-103.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S0870-7103201100050000500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>12. Sueiro E, Gayoso P, Perdiz C, Doval JL. Sexualidad y embarazo. Aten Primaria 1998 Oct 15; 22 (6):340-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S0870-7103201100050000500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>13. Von Sydow K. Sexuality during pregnancy and after childbirth: A metacontent analysis of 59 studies. J Psychosom Res 1999 Jul; 47 (1): 27-49.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S0870-7103201100050000500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>14. Kumar R, Brant HA, Robson KM. Childbearing and maternal sexuality: a prospective survey of 119 primiparae. J Psychosom Res 1981; 25 (5):373-83.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000134&pid=S0870-7103201100050000500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>15. Solberg DA, Butler J, Wagner NN. Sexual behavior in pregnancy. N Engl J Med 1973 May 24; 288 (21): 1098-103.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000136&pid=S0870-7103201100050000500015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>16. Glazener CM. Sexual function after childbirth: women's experiences, persistent morbidity and lack of professional recognition. Br J Obstet Gynaecol 1997 Mar; 104 (3): 330-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000138&pid=S0870-7103201100050000500016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>17. Uwapusitanon W, Choobun T. Sexuality and sexual activity in pregnancy. J Med Assoc Thai 2004 Oct; 87 Suppl 3: S45-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S0870-7103201100050000500017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>18. Pauleta JR, Pereira NM, and Gra&ccedil;a LM. Sexuality during pregnancy. J Sex Med 2010 Jan; 7 (1 Pt 1): 136-42.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S0870-7103201100050000500018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>19. Gomes MC. Alguns factores que influenciam o desejo sexual do casal durante a gravidez [disserta&ccedil;&atilde;o]. Lisboa: Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa; 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000144&pid=S0870-7103201100050000500019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>20. Lewis JA, Black JJ. Sexuality in women of childbearing age. J Perinat Educ 2006 Spring; 15 (2): 29-35.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000146&pid=S0870-7103201100050000500020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>21. Martins S, Gouveia R, Correia S, Nascimento C, Sandes AR, Figueira J, et al. Sexualidade na gravidez: influ&ecirc;ncia no beb&eacute;? Mitos, atitudes e informa&ccedil;&atilde;o das m&atilde;es. Rev Port Clin Geral 2007 Jul-Ago,23 (4): 369-78.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000148&pid=S0870-7103201100050000500021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>22. Heiman JR, Meston CM. Evaluating sexual dysfunction in women. Clin Obstet Gynecol 1997 Sep; 40 (3): 616-29.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000150&pid=S0870-7103201100050000500022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>23. Alteneder RR, Hartzell D. Addressing couples&rsquo; sexuality concerns during the childbearing period: use of the PLISSIT model. J Obstet Gynecol Neonatal Nurs 1997 Nov-Dec; 26 (6): 651-8.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>CONFLITO DE INTERESSES</b></p>     <p>Todos os autores declaram n&atilde;o ter qualquer tipo de conflito de interesses relativamente ao presente manuscrito.</p>     <p><a href="#topc0"><b>ENDERE&Ccedil;O PARA CORRESPOND&Ecirc;NCIA</b></a><a name="c0"></a></p>     <p>Alexandra Queir&oacute;s</p>     <p>Rua Publia Hort&ecirc;ncia de Castro n.<sup>o</sup> 7, 1.<sup>o</sup> A</p>     <p>1500-519 Lisboa</p>     <p><a href="mailto:alexandrasofiaqueiros@gmail.com">alexandrasofiaqueiros@gmail.com</a></p>     <p><b>Recebido em 18/03/2011 </b></p>     <p><b>Aceite para publica&ccedil;&atilde;o em 04/08/2011 </b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><a name="a1"><b>ANEXO I</b></a></p>     <p><b>QUESTION&Aacute;RIO </b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f3"></a><a href="/img/revistas/rpcg/v27n5/27n5a05a1.gif" target="_blank"><img src="/img/revistas/rpcg/v27n5/27n5a05a1_small.gif" width="300" height="836" /><br /> (clique para ampliar | click to enlarge)</a></p>     
<p>&nbsp;</p>      ]]></body><back>
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<label>1</label><nlm-citation citation-type="journal">
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<surname><![CDATA[Serrano]]></surname>
<given-names><![CDATA[F]]></given-names>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Gravidez, parto e disfunção sexual]]></article-title>
<source><![CDATA[Arquivos da Maternidade Dr Alfredo da Costa]]></source>
<year>2005</year>
<month>12</month>
<volume>16</volume>
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<issue>3</issue>
<page-range>27-31</page-range></nlm-citation>
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<label>2</label><nlm-citation citation-type="journal">
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<surname><![CDATA[Silva]]></surname>
<given-names><![CDATA[AI]]></given-names>
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<surname><![CDATA[Figueiredo]]></surname>
<given-names><![CDATA[B]]></given-names>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Sexualidade na gravidez e após o parto]]></article-title>
<source><![CDATA[Psiquiatria Clínica]]></source>
<year>2005</year>
<volume>25</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>253-64</page-range></nlm-citation>
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