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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Fitoestrogénios no tratamento dos sintomas vasomotores da peri e pós-menopausa]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Objective: To review the efficacy of phytoestrogens for the treatment of perimenopausal and postmenopausal vasomotor symptoms. Data Sources: UptoDate, MEDLINE, Cochrane Library, Bandolier, DARE, TRIP, National Guideline Clearinghouse, Index of Portuguese Medical Journals and specialty journals. Review Methods: Studies were identified using the MeSH terms phytoestrogens, perimenopause, postmenopause and hot flashes, published between January of 2000 and January of 2011, in English and Portuguese. The Strength of Recommendation Taxonomy (SORT) was used to assess the quality of the studies and assign evidence levels and a strength of recommendation score. Results: Of 78 articles identified, 14 were selected (one clinical decision support system, four guidelines, three meta-analyses, four systematic reviews and two randomized controlled trials). The recommendation of UptoDate and a meta-analysis published in Cochrane (level of evidence 1) conclude that phytoestrogens are not effective. The results of the remaining articles reviewed, generally with level of evidence 2, are conflicting, with the majority demonstrating no benefit with the use of phytoestrogens in reducing the severity and frequency of perimenopausal and postmenopausal vasomotor symptoms. Conclusions: This review of the evidence found that the use of phytoestrogens appears to be ineffective in reducing perimenopausal and postmenopausal vasomotor symptoms (SOR A). It found differences in study designs, particularly in the type and dose of compound evaluated.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>REVIS&Otilde;ES</b></p>     <p><font size="4"><b>Fitoestrog&eacute;nios no tratamento dos sintomas vasomotores da peri e p&oacute;s-menopausa</b></font></p>     <p><font size="3"><b>Phytoestrogens for perimenopausal and postmenopausal vasomotor symptoms</b></font></p>     <p><b>Mariana Martins,* Jos&eacute; Lu&iacute;s Fernandes,** V&acirc;nia Costa***</b></p>     <p>*Interna de Medicina Geral e Familiar (Unidade de Sa&uacute;de Familiar Nova Via &#8211; ACES Espinho/Gaia).</p>     <p>**Interno de Medicina Geral e Familiar (Unidade de Sa&uacute;de Familiar Nova Via &#8211; ACES Espinho/Gaia).</p>     <p>***Interna de Medicina Geral e Familiar (Unidade de Sa&uacute;de Familiar Cam&eacute;lias &#8211; ACES Gaia).</p>     <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr />     <p><b>RESUMO</b></p>     <p><b>Objectivo:</b> Avaliar a efic&aacute;cia dos fitoestrog&eacute;nios no tratamento dos sintomas vasomotores da peri e p&oacute;s-menopausa.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Fontes de dados:</b> <i>UptoDate, MEDLINE, Cochrane Library, Bandolier, DARE, TRIP, National Guideline Clearinghouse,</i> &Iacute;ndex de Revistas M&eacute;dicas Portuguesas e revistas especializadas.</p>     <p><b>M&eacute;todos de revis&atilde;o:</b> Pesquisa bibliogr&aacute;fica utilizando os termos MeSH <i>phytoestrogens, perimenopause, postmenopause</i> e <i>hot flashes,</i> publicados entre Janeiro de 2000 e Janeiro de 2011, em Ingl&ecirc;s e Portugu&ecirc;s. Foi utilizada a <i>Strength of Recommendation Taxonomy</i> (SORT) para avalia&ccedil;&atilde;o da qualidade dos estudos e posterior atribui&ccedil;&atilde;o de n&iacute;veis de evid&ecirc;ncia e for&ccedil;as de recomenda&ccedil;&atilde;o.</p>     <p><b>Resultados:</b> Dos 78 artigos identificados, foram seleccionados 14 (um sistema, quatro normas de orienta&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica, tr&ecirc;s meta-an&aacute;lises, quatro revis&otilde;es sistem&aacute;ticas e dois ensaios cl&iacute;nicos aleatorizados controlados). A recomenda&ccedil;&atilde;o do <i>Uptodate</i> e uma meta-an&aacute;lise publicada na <i>Cochrane</i> (n&iacute;vel de evid&ecirc;ncia 1) concluem n&atilde;o haver efic&aacute;cia dos fitoestrog&eacute;nios. Os resultados dos restantes artigos analisados, na generalidade com n&iacute;vel de evid&ecirc;ncia 2, s&atilde;o conflituosos e a maioria demonstra n&atilde;o haver benef&iacute;cio com o uso dos fitoestrog&eacute;nios na redu&ccedil;&atilde;o da severidade e frequ&ecirc;ncia dos sintomas vasomotores da peri e p&oacute;s-menopausa.</p>     <p><b>Conclus&otilde;es:</b> Da revis&atilde;o da evid&ecirc;ncia encontrada, o uso dos fitoestrog&eacute;nios parece ser ineficaz na redu&ccedil;&atilde;o dos sintomas vasomotores da peri e p&oacute;s-menopausa (For&ccedil;a de Recomenda&ccedil;&atilde;o A). Denotam-se diferen&ccedil;as entre os desenhos dos estudos, particularmente no tipo e dose de composto avaliado.</p>     <p><b>Palavras-chave:</b> Fitoestrog&eacute;nios; Perimenopausa; P&oacute;s-menopausa; Fogachos.</p> <hr />     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p><b>Objective:</b> To review the efficacy of phytoestrogens for the treatment of perimenopausal and postmenopausal vasomotor symptoms.</p>     <p><b>Data Sources:</b> UptoDate, MEDLINE, Cochrane Library, Bandolier, DARE, TRIP, National Guideline Clearinghouse, Index of Portuguese Medical Journals and specialty journals.</p>     <p><b>Review Methods:</b> Studies were identified using the MeSH terms phytoestrogens, perimenopause, postmenopause and hot flashes, published between January of 2000 and January of 2011, in English and Portuguese. The Strength of Recommendation Taxonomy (SORT) was used to assess the quality of the studies and assign evidence levels and a strength of recommendation score.</p>     <p><b>Results:</b> Of 78 articles identified, 14 were selected (one clinical decision support system, four guidelines, three meta-analyses, four systematic reviews and two randomized controlled trials). The recommendation of UptoDate and a meta-analysis published in Cochrane (level of evidence 1) conclude that phytoestrogens are not effective. The results of the remaining articles reviewed, generally with level of evidence 2, are conflicting, with the majority demonstrating no benefit with the use of phytoestrogens in reducing the severity and frequency of perimenopausal and postmenopausal vasomotor symptoms.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Conclusions:</b> This review of the evidence found that the use of phytoestrogens appears to be ineffective in reducing perimenopausal and postmenopausal vasomotor symptoms (SOR A). It found differences in study designs, particularly in the type and dose of compound evaluated.</p>     <p><b>Keywords:</b> Phytoestrogens; Perimenopause; Postmenopause; Hot flashes.</p> <hr />     <p><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></p>     <p>A Menopausa &eacute; um evento marcante na vida da mulher, representando o final da sua vida reprodutiva natural. Caracteriza-se por uma diminui&ccedil;&atilde;o dos n&iacute;veis de estrog&eacute;nios, que pode levar ao aparecimento de sintomas vasomotores como fogachos e suores nocturnos. Os fogachos correspondem a uma sensa&ccedil;&atilde;o s&uacute;bita de calor na face, regi&atilde;o cervical e parte superior do t&oacute;rax, que rapidamente se generaliza, durando entre 2 a 40 minutos e acompanhando-se de perspira&ccedil;&atilde;o profusa e palpita&ccedil;&otilde;es.<sup>1</sup></p>     <p>Os sintomas vasomotores s&atilde;o os mais frequentes da perimenopausa, com uma preval&ecirc;ncia vari&aacute;vel, afectando 60 a 80% das mulheres ocidentais e 5 a 10% das mulheres asi&aacute;ticas.<sup>1,2</sup></p>     <p>Se n&atilde;o tratados, cessam espontaneamente ao fim de alguns anos, na maioria das mulheres. Por&eacute;m, podem manter-se em 12 a 15% das mulheres na 6.<sup>a</sup> d&eacute;cada de vida e em 9% na 7.<sup>a</sup> d&eacute;cada de vida.<sup>1</sup></p>     <p>Para muitas mulheres os sintomas vasomotores s&atilde;o ligeiros, de curta-dura&ccedil;&atilde;o e transit&oacute;rios, n&atilde;o necessitando de tratamento espec&iacute;fico. Para outras, existe interfer&ecirc;ncia na capacidade de trabalho, vida social e actividades de vida di&aacute;ria, resultando numa diminui&ccedil;&atilde;o da qualidade de vida, muitas vezes subestimada. Cerca de 40% das mulheres ocidentais t&ecirc;m sintomas intensos e perturbadores, pelo que procuram ajuda m&eacute;dica.<sup>2</sup></p>     <p>A terap&ecirc;utica hormonal de substitui&ccedil;&atilde;o (THS) &eacute; considerada o tratamento mais eficaz para os sintomas da menopausa. No entanto, resultados controversos de estudos como o <i>Women&rsquo;s Health Iniciative</i> (WHI &#8211; 2002) alertaram para um maior risco de cancro da mama e de eventos cardiovasculares com essa terap&ecirc;utica. Neste contexto, houve um decl&iacute;nio global na prescri&ccedil;&atilde;o de THS e uma maior procura de terap&ecirc;uticas alternativas.<sup>3</sup> Destas, os fitoestrog&eacute;nios salientam-se como a op&ccedil;&atilde;o mais comum. Os fitoestrog&eacute;nios s&atilde;o compostos vegetais, estruturalmente semelhantes ao estradiol e com fraca actividade estrog&eacute;nica, parecendo ter uma maior afinidade para os receptores subtipo &#946;1, o que poder&aacute; explicar os seus efeitos a n&iacute;vel do sistema nervoso central, vasos sangu&iacute;neos e tecido &oacute;sseo.<sup>4</sup></p>     <p>Dividem-se em 3 classes: isoflavonas, lignanos e cumestanos.<sup>5</sup> As isoflavonas representam a classe mais estudada e o seu uso na pr&aacute;tica cl&iacute;nica deriva da observa&ccedil;&atilde;o, em estudos epidemiol&oacute;gicos, de que as mulheres asi&aacute;ticas (com um maior consumo habitual de isoflavonas na sua dieta do que as mulheres ocidentais) apresentam uma baixa incid&ecirc;ncia de sintomas vasomotores da menopausa.<sup>6</sup></p>     <p>A maior parte dos estudos existentes nesta &aacute;rea refere-se &agrave;s isoflavonas encontradas na soja e no trevo violeta, avaliando sobretudo a geniste&iacute;na e daidze&iacute;na.<sup>2</sup></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Neste &acirc;mbito, o objectivo deste trabalho &eacute; avaliar a efic&aacute;cia dos fitoestrog&eacute;nios no tratamento dos sintomas vasomotores da peri e p&oacute;s-menopausa.</p>     <p><b>M&Eacute;TODOS</b></p>     <p>Foi realizada uma pesquisa nas bases de dados <i>UptoDate, MEDLINE, Cochrane Library, Bandolier, DARE, TRIP, National Guideline Clearinghouse,</i> &Iacute;ndex de Revistas M&eacute;dicas Portuguesas e revistas especializadas, utilizando os termos MeSH <i>phytoestrogens, perimenopause, postmenopause</i> e <i>hot flashes.</i> Limitou-se a pesquisa a sistemas, normas de orienta&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica, meta-an&aacute;lises, revis&otilde;es sistem&aacute;ticas, ensaios cl&iacute;nicos aleatorizados controlados e publicados entre Janeiro de 2000 e Janeiro de 2011 e escritos nas l&iacute;nguas inglesa e portuguesa.</p>     <p>Foram inclu&iacute;dos estudos referentes a mulheres em peri ou p&oacute;s-menopausa natural, com sintomas vasomotores e sem intercorr&ecirc;ncias major, que avaliassem a terap&ecirc;utica com fitoestrog&eacute;nios, por compara&ccedil;&atilde;o com placebo, analisando a redu&ccedil;&atilde;o da frequ&ecirc;ncia e/ou severidade dos sintomas vasomotores da peri e p&oacute;s-menopausa.</p>     <p>Foram exclu&iacute;dos artigos que inclu&iacute;ssem mulheres com menopausa iatrog&eacute;nica, com antecedentes de cancro da mama, tromboembolismo venoso, doen&ccedil;a cardiovascular ou com hist&oacute;rias de metrorragias n&atilde;o-estudadas. Todos os artigos que avaliassem outros sintomas da menopausa ou que utilizassem a THS como termo comparativo foram tamb&eacute;m exclu&iacute;dos desta revis&atilde;o.</p>     <p>Foi utilizada a <i>Strength of Recommendation Taxonomy</i> (SORT), da <i>American Family Physician</i> (<a href="#q1">Quadro I</a>),<sup>7</sup> para avalia&ccedil;&atilde;o da qualidade dos estudos e posterior atribui&ccedil;&atilde;o de n&iacute;veis de evid&ecirc;ncia e for&ccedil;as de recomenda&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q1"></a><img src="/img/revistas/rpcg/v27n5/27n5a06q1.gif" width="337" height="377" /></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>RESULTADOS</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Dos 78 artigos encontrados, 64 foram exclu&iacute;dos por serem repetidos ou n&atilde;o cumprirem os crit&eacute;rios de inclus&atilde;o. Obtiveram-se, desta forma, 14 publica&ccedil;&otilde;es, que foram agrupadas de acordo com o tipo de artigo: um sistema, quatro normas de orienta&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica (NOC), tr&ecirc;s meta-an&aacute;lises, quatro revis&otilde;es sistem&aacute;ticas (RS) e dois ensaios cl&iacute;nicos aleatorizados controlados (ECAC).</p>     <p><b>Sistema</b></p>     <p>Um artigo publicado em 2011 no <i>Uptodate</i> relatou a inefic&aacute;cia dos alimentos de soja, extractos de soja ou de trevo violeta na redu&ccedil;&atilde;o dos sintomas vasomotores da menopausa.<sup>1</sup></p>     <p><b>Normas de Orienta&ccedil;&atilde;o Cl&iacute;nica</b></p>     <p>Das quatro NOC identificadas, salienta-se o consenso da <i>The North American Menopause Society</i><sup>8</sup> que, embora n&atilde;o como recomenda&ccedil;&atilde;o consensual, considera uma prova terap&ecirc;utica com isoflavonas nas mulheres com sintomas vasomotores ligeiros a moderados. As NOC do <i>Institute for Clinical Systems Improvement</i> (ICSI)<sup>9</sup> e da <i>National Institutes of Health</i><sup>10</sup> s&atilde;o concordantes na aus&ecirc;ncia de efic&aacute;cia dos fitoestrog&eacute;nios para esta indica&ccedil;&atilde;o. A primeira, baseada em evid&ecirc;ncia, atribui a esta terap&ecirc;utica uma for&ccedil;a de recomenda&ccedil;&atilde;o convert&iacute;vel em grau B (retirada de artigos com metodologia adequada para responder &agrave; quest&atilde;o formulada, mas com incerteza quanto &agrave;s conclus&otilde;es, por inconsist&ecirc;ncias entre os estudos, uso de diferentes doses, produtos, fontes e processamento).</p>     <p>A NOC da Sociedade Portuguesa de Ginecologia e Sociedade Portuguesa de Menopausa,<sup>11</sup> que traduz um consenso de peritos, reportou em 2004 que os fitoestrog&eacute;nios s&atilde;o propostos para tratamento dos sintomas vasomotores, real&ccedil;ando que a sua efic&aacute;cia n&atilde;o est&aacute; comprovada e que os seus efeitos poder&atilde;o dever-se a um forte efeito placebo.</p>     <p><b>Revis&otilde;es sistem&aacute;ticas com Meta-An&aacute;lise</b></p>     <p>Seleccionaram-se tr&ecirc;s Revis&otilde;es Sistem&aacute;ticas com Meta-An&aacute;lise relativas a este tema (<a href="#q2">Quadro II</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q2"></a><a href="/img/revistas/rpcg/v27n5/27n5a06q2.gif" target="_blank"><img src="/img/revistas/rpcg/v27n5/27n5a06q2_small.gif" width="300" height="183" /><br />(clique para ampliar | click to enlarge)</a></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>A revis&atilde;o da <i>Cochrane</i><sup>2</sup> de 2009 inclui o maior n&uacute;mero de estudos com resultados consistentes, pelo que lhe foi atribu&iacute;do n&iacute;vel de evid&ecirc;ncia de 1. Os autores desta meta-an&aacute;lise conclu&iacute;ram n&atilde;o haver evid&ecirc;ncia de benef&iacute;cio do tratamento com fitoestrog&eacute;nios na redu&ccedil;&atilde;o dos sintomas vasomotores da peri e p&oacute;s-menopausa.</p>     <p>&Agrave;s restantes meta-an&aacute;lises foi atribu&iacute;do n&iacute;vel de evid&ecirc;ncia 2, por se basearem em estudos heterog&eacute;neos e de qualidade apenas razo&aacute;vel, pelo que os resultados ou s&atilde;o discordantes ou relativamente modestos, com redu&ccedil;&otilde;es que parecem n&atilde;o ser clinicamente significativas para a mulher peri e p&oacute;s-menop&aacute;usica.<sup>12-13</sup></p>     <p><b>Revis&otilde;es Sistem&aacute;ticas</b></p>     <p>Como se pode verificar no <a href="#q3">Quadro III</a>, os resultados das quatro Revis&otilde;es Sistem&aacute;ticas identificadas s&atilde;o conflituosos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q3"></a><a href="/img/revistas/rpcg/v27n5/27n5a06q3.gif" target="_blank"><img src="/img/revistas/rpcg/v27n5/27n5a06q3_small.gif" width="300" height="193" /><br />(clique para ampliar | click to enlarge)</a></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Kronenberg F <i>et al.</i><sup>14</sup> avaliaram quer os extractos de trevo violeta, quer os extractos de soja. Relativamente aos primeiros, os dois ECAC identificados n&atilde;o reportam haver benef&iacute;cio significativo do seu uso nos sintomas vasomotores da peri e p&oacute;s-menopausa. Quanto &agrave; soja, apenas tr&ecirc;s de oito estudos, com tempo de tratamento superior a seis semanas, demonstraram melhoria significativa desses sintomas. No entanto, o maior estudo n&atilde;o mostrou haver benef&iacute;cio &agrave;s 24 semanas. A esta revis&atilde;o foi atribu&iacute;do n&iacute;vel de evid&ecirc;ncia 2, por incluir estudos de baixa/moderada qualidade e com elevada heterogeneidade entre si, com varia&ccedil;&otilde;es de produtos, doses e medidas de outcome, que dificultam compara&ccedil;&otilde;es.</p>     <p>Cheema D <i>et al.</i><sup>3</sup> conclu&iacute;ram que o trevo violeta e os restantes fitoestrog&eacute;nios n&atilde;o apresentam benef&iacute;cios no tratamento dos sintomas vasomotores da peri e p&oacute;s-menopausa, n&atilde;o sendo clinicamente superiores ao placebo. Baseando-se em alguns estudos com erros metodol&oacute;gicos e em poucos de boa qualidade, com amostras pequenas, defini&ccedil;&atilde;o n&atilde;o estandardizada da popula&ccedil;&atilde;o e dos outcomes, aus&ecirc;ncia de per&iacute;odo <i>wash-out</i> e <i>follow-ups</i> curtos, foi-lhe atribu&iacute;do um n&iacute;vel de evid&ecirc;ncia 2.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Williamson-Hughes PS <i>et al.</i><sup>6</sup> constataram que os suplementos de isoflavonas de soja com teor de geniste&iacute;na inferior a 10-15 mg n&atilde;o s&atilde;o eficazes na redu&ccedil;&atilde;o dos sintomas vasomotores da peri e p&oacute;s-menopausa. Aponta para a efic&aacute;cia de compostos (suplementos ou extractos alimentares) que fornecem 15 mg de geniste&iacute;na, salientando a import&acirc;ncia do tipo e da dose de isoflavona utilizada. O facto de esta revis&atilde;o se apoiar em estudos com diferentes desenhos e dura&ccedil;&otilde;es, bem como n&atilde;o ter utilizado os dados originais de cada estudo de modo a prosseguir para uma an&aacute;lise de efic&aacute;cia, levaram &agrave; atribui&ccedil;&atilde;o de um n&iacute;vel 2 de evid&ecirc;ncia.</p>     <p>Por fim, a RS mais recente (Jacobs A <i>et al.</i><sup>5</sup>) indica n&atilde;o haver evid&ecirc;ncia conclusiva de benef&iacute;cio do uso das isoflavonas de soja na frequ&ecirc;ncia e severidade dos sintomas vasomotores da peri- e p&oacute;s-menopausa. Pela an&aacute;lise de correla&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o se verificou benef&iacute;cio com maior n&uacute;mero di&aacute;rio de sintomas vasomotores ou com o uso de doses mais elevadas de isoflavonas. No entanto, baseada em dois estudos, sugere poss&iacute;vel efic&aacute;cia da utiliza&ccedil;&atilde;o isolada de geniste&iacute;na, tendo ocorrido redu&ccedil;&atilde;o da frequ&ecirc;ncia dos sintomas vasomotores nas mulheres que experimentavam cerca de quatro fogachos di&aacute;rios ap&oacute;s um ano de tratamento com 54 mg de geniste&iacute;na. Tratando-se de estudos de qualidade moderada e em que a avalia&ccedil;&atilde;o dos sintomas vasomotores correspondia a um <i>endpoint</i> secund&aacute;rio, este resultado deve ser interpretado com precau&ccedil;&atilde;o. Atendendo a que a generalidade dos ensaios analisados nesta RS apresenta diversas falhas metodol&oacute;gicas, com amostras pequenas, inadequada descri&ccedil;&atilde;o da aleatoriza&ccedil;&atilde;o, da aloca&ccedil;&atilde;o e oculta&ccedil;&atilde;o do tratamento, bem como apresenta&ccedil;&atilde;o incompleta dos resultados e elevadas taxas de <i>drop-outs,</i> foi atribu&iacute;do um n&iacute;vel de evid&ecirc;ncia 2.</p>     <p><b>Ensaios Cl&iacute;nicos Aleatorizados Controlados</b></p>     <p>D&rsquo;Anna R <i>et al.</i><sup>4</sup> (<a href="#q4">Quadro IV</a>) realizaram um ECAC em que as participantes foram informadas que o <i>endpoint</i> prim&aacute;rio a avaliar seria o efeito da geniste&iacute;na na massa &oacute;ssea e na redu&ccedil;&atilde;o do risco cardiovascular. Assim, n&atilde;o sendo advertidas para os seus poss&iacute;veis efeitos sobre os sintomas vasomotores, os autores tentaram obviar o efeito placebo. Os resultados parciais foram publicados ao final de 12 meses, altura em que se verificou uma diminui&ccedil;&atilde;o m&aacute;xima de 56,4% dos fogachos e melhoria da severidade, com efeitos ben&eacute;ficos logo desde o primeiro m&ecirc;s de tratamento. Aos 24 meses, observou-se uma redu&ccedil;&atilde;o estatisticamente significativa do n&uacute;mero e severidade dos sintomas vasomotores. A partir do primeiro ano houve redu&ccedil;&atilde;o adicional da severidade, mas n&atilde;o do n&uacute;mero de sintomas vasomotores, que foi semelhante &agrave; verificada com o placebo (11,5%). Foi atribu&iacute;do um n&iacute;vel de evid&ecirc;ncia 1 por se tratar de um ECAC com amostra relevante (265 mulheres) e com <i>follow-up</i> adequado, com 11% de <i>drop-outs</i> (16 mulheres no grupo sob geniste&iacute;na e 13 no grupo placebo). Atendendo a que o efeito da geniste&iacute;na sob os sintomas vasomotores foi ocultado &agrave;s participantes, nenhuma desist&ecirc;ncia decorreu de inefic&aacute;cia do tratamento.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q4"></a><a href="/img/revistas/rpcg/v27n5/27n5a06q4.gif" target="_blank"><img src="/img/revistas/rpcg/v27n5/27n5a06q4_small.gif" width="300" height="163" /><br />(clique para ampliar | click to enlarge)</a></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Em 2008, Jou H <i>et al.</i><sup>15</sup> (<a href="#q4">Quadro IV</a>) efectuaram um estudo inovador, sendo o primeiro que procurou averiguar se a efic&aacute;cia das isoflavonas estaria dependente da sua metaboliza&ccedil;&atilde;o. Analisou 96 mulheres, 30 sob placebo e 66 sob tratamento (135 mg de isoflavonas). Atrav&eacute;s da pesquisa de equol (metabolito da daidze&iacute;na) na urina, estas foram divididas em 34 mulheres com capacidade de produzir equol e 32 n&atilde;o produtoras de equol. Verificou-se que, quando comparadas com as mulheres do grupo controlo, as produtoras de equol apresentavam uma melhoria maior e mais r&aacute;pida dos sintomas vasomotores da peri e p&oacute;s-menopausa. Apesar de significativa, essa melhoria foi relativamente modesta. Assim, sugere-se que a capacidade de converter daidze&iacute;na em equol poder&aacute; ser considerada um preditor major da efic&aacute;cia das isoflavonas. No entanto, n&atilde;o est&atilde;o ainda universalmente dispon&iacute;veis testes que permitam identificar a capacidade de produzir equol. Salientam-se como principais limita&ccedil;&otilde;es deste estudo uma amostra pequena e a an&aacute;lise de uma &uacute;nica etnia.</p>     <p><b>CONCLUS&Otilde;ES</b></p>     <p>Desde os resultados do WHI publicados em 2002, os fitoestrog&eacute;nios t&ecirc;m sido frequentemente sugeridos para o tratamento dos sintomas vasomotores moderados.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>De acordo com a mais forte e mais recente evid&ecirc;ncia encontrada, o uso de fitoestrog&eacute;nios parece n&atilde;o ter efic&aacute;cia na redu&ccedil;&atilde;o da frequ&ecirc;ncia e severidade dos sintomas vasomotores da peri e p&oacute;s-menopausa (For&ccedil;a de Recomenda&ccedil;&atilde;o A).</p>     <p>Esta conclus&atilde;o &eacute; suportada pela clara recomenda&ccedil;&atilde;o do <i>Uptodate</i> e pela meta-an&aacute;lise da <i>Cochrane</i> (n&iacute;vel de evid&ecirc;ncia 1). A RS publicada posteriormente a essa meta-an&aacute;lise e os EAC que n&atilde;o foram a&iacute; inclu&iacute;dos apresentam resultados discordantes, sendo que os de melhor qualidade n&atilde;o demonstram benef&iacute;cio. Salienta-se que estes estudos exibem diferen&ccedil;as metodol&oacute;gicas, n&atilde;o s&oacute; na selec&ccedil;&atilde;o das participantes, na avalia&ccedil;&atilde;o dos sintomas e tempo de exposi&ccedil;&atilde;o, mas sobretudo na heterogeneidade dos produtos avaliados, quer em termos de composi&ccedil;&atilde;o, quer na dose de isoflavonas usada.</p>     <p>Existe um forte efeito placebo associado, que em alguns estudos atinge os 59%, pelo que as elevadas expectativas das mulheres na melhoria dos seus sintomas vasomotores e a caracter&iacute;stica transit&oacute;ria destes sintomas poder&atilde;o invalidar os efeitos dos fitoestrog&eacute;nios.</p>     <p>N&atilde;o sendo objectivo deste trabalho, &eacute; tamb&eacute;m obrigat&oacute;rio considerar a seguran&ccedil;a destas terapias, sobretudo a n&iacute;vel da mama, do endom&eacute;trio ou epit&eacute;lio vaginal.</p>     <p>No futuro, ser&atilde;o necess&aacute;rios mais estudos cientificamente rigorosos, com maior poder estat&iacute;stico, usando fitoestrog&eacute;nios bem caracterizados, com monitoriza&ccedil;&atilde;o das participantes, dura&ccedil;&atilde;o adequada, medidas de outcome bem definidas e validadas, e isentos de participa&ccedil;&atilde;o da ind&uacute;stria farmac&ecirc;utica. Seriam ainda pertinentes estudos que comparassem poss&iacute;veis benef&iacute;cios da suplementa&ccedil;&atilde;o com fitoestrog&eacute;nios nas mulheres peri e p&oacute;s-menop&aacute;usicas com capacidade de converter a daidze&iacute;na em equol, com as que n&atilde;o t&ecirc;m tal capacidade. Nessa situa&ccedil;&atilde;o, ser&aacute; fundamental desenvolver estrat&eacute;gias facilmente acess&iacute;veis para identificar essas mulheres.</p>     <p>Assim, compete ao M&eacute;dico assistente entender a mulher peri e p&oacute;s-menop&aacute;usica no seu contexto biopsicossocial, prestando apoio e acompanhamento adequados. Adicionalmente, dever&aacute; incentivar estas mulheres a participar na decis&atilde;o terap&ecirc;utica, fazendo-as ponderar os poss&iacute;veis benef&iacute;cios e riscos e informando-as das actuais evid&ecirc;ncias cient&iacute;ficas.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></p>     <!-- ref --><p>1. Casper RF, Santen RJ. Menopausal hot flashes. Last updated: Jan 2011. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.uptodate.com" target="_blank">http://www.uptodate.com</a> [acedido em 30/06/2011].    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000081&pid=S0870-7103201100050000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>2. Lethaby AE, Brown J, Marjoribanks J, Kronenberg F, Roberts H, Eden J. Phytoestrogens for vasomotor menopausal symptoms. Cochrane Database Syst Rev 2007 Oct 17; (4): CD001395.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000083&pid=S0870-7103201100050000600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>3. Cheema D, Coomarasamy A, El-Toukhy T. Non-hormonal therapy of menopausal vasomotor symptoms: a structured evidence-based review. Arch Gynecol Obstet 2007 Nov; 276 (5): 463-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000085&pid=S0870-7103201100050000600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>4. D&rsquo;Anna R, Cannata ML, Marini H, Atteritano M, Cancellieri F, Corrado F, et al. Effects of the phytoestrogen genistein on hot flushes, endometrium, and vaginal epithelium in postmenopausal women: a 2-year randomized, double-blind, placebo-controlled study. Menopause 2009 Mar-Apr; 16 (2): 301-6.</p>     <!-- ref --><p>5. Jacobs A, Wegewitz U, Sommerfeld C, Grossklaus R, Lampen A. Efficacy of isoflavones in relieving vasomotor menopausal symptoms: a systematic review. MolNutr Food Res 2009 Sep; 53 (9): 1084-97.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000088&pid=S0870-7103201100050000600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>6. Williamson-Hughes PS, Flickinger BD, Messina MJ, Empie MW. Isoflavone supplements containing predominantly genistein reduce hot flash symptoms: a critical review of published studies. Menopause 2006 Sep-Oct; 13 (5): 831-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000090&pid=S0870-7103201100050000600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>7. Ebell MH, Siwek J, Weiss BD, Woolf SH, Susman J, Ewingman B, et al. Strength of Recommendation Taxonomy (SORT): a patient-centered approach to grading evidence in the medical literature. Am Fam Physician 2004 Feb 1; 69 (3): 548-56.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000092&pid=S0870-7103201100050000600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>8. North American Menopause Society. Treatment of menopause-associated vasomotor symptoms: position statement of The North American Menopause Society. Menopause 2004 Jan-Feb; 11 (1): 11-22.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000094&pid=S0870-7103201100050000600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>9. Institute for Clinical Systems Improvement. Menopause and hormone therapy: collaborative decision-making and management. 2008. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.guideline.gov/algorithm/5338/NGC-5338.pdf" target="_blank">http://www.guideline.gov/algorithm/5338/NGC-5338.pdf</a> [acedido em 30/06/2011].    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000096&pid=S0870-7103201100050000600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>10. National Institutes of Health. NIH State-of-the-Conference Statement on management of menopause-related symptoms. NIH Consens State Sci Statements 2005 Mar 21-23; 22 (1): 1-38.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000098&pid=S0870-7103201100050000600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>11. Sociedade Portuguesa de Ginecologia e Sociedade Portuguesa de Menopausa. Consenso &amp; Estrat&eacute;gias para a Sa&uacute;de da Mulher na p&oacute;s-menopausa. 2004. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.spginecologia.pt" target="_blank">http://www.spginecologia.pt</a> [acedido em: 30/06/2011].    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S0870-7103201100050000600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>12. Howes LG, Howes JB, Knight DC. Isoflavone therapy for menopausal flushes: A systematic review and meta-analysis. Maturitas 2006 Oct 20; 55 (3): 203-11.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S0870-7103201100050000600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>13. Nelson HD, Vesco KK, Haney E, Fu R, Nedrow A, Miller J, et al. Nonhormonal therapies for menopausal hot flashes: systematic review and meta-analysis. JAMA 2006 May 3; 295 (17): 2057-71.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S0870-7103201100050000600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>14. Kronenberg F, Fugh-Berman A. Complementary and alternative medicine for menopausal symptoms: a review of randomized, controlled trials. Ann Intern Med 2002 Nov 19; 137 (10): 805-13.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S0870-7103201100050000600014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>15. Jou HJ, Wu SC, Chang FW, Ling PY, Chu KS, Wu WH. Effect of intestinal production of equol on menopausal symptoms in women treated with soy isoflavones. Int J Gynecol Obstet 2008 Jul; 102 (1): 44-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S0870-7103201100050000600015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>CONFLITO DE INTERESSES</b></p>     <p>Os autores declaram n&atilde;o existir qualquer conflito de interesses.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#topc0"><b>ENDERE&Ccedil;O PARA CORRESPOND&Ecirc;NCIA</b></a><a name="c0"></a></p>     <p>Mariana Martins</p>     <p>Unidade de Sa&uacute;de Familiar Nova Via</p>     <p>Rua Boa Nova, 325/347</p>     <p>4405-535 Vila Nova de Gaia</p>     <p><a href="mailto:marianaltmartins@hotmail.com">marianaltmartins@hotmail.com</a></p>     <p><b>Recebido em 02/12/2010</b></p>     <p><b>Aceite para publica&ccedil;&atilde;o em 14/09/2011</b></p>      ]]></body><back>
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